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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Quer ser mais criativo? Aperte uma bolinha com sua mão esquerda

O hemisfério direito do cérebro humano, acredita-se, está mais envolvido com a criatividade, e o esquerdo, com o pensamento racional. Nos mamíferos, curiosamente, o lado esquerdo do corpo é comandado pelo hemisfério direito do cérebro, e vice-versa.

Levando em conta essas duas ideias, cientistas do Centro de Pesquisa do Cérebro da Universidade de Bar-Ilan (Israel) analisaram um método para aumentar a criatividade e ajudar pacientes com problemas neurológicos específicos.

“Nós exploramos a possibilidade de elevar artificialmente a capacidade criativa de resolução de problemas ativando o hemisfério direito por meio de contrações unilaterais da mão”, explicam os autores, em artigo publicado no periódico Psychonomic Bulletin & Review.

Para testar a ideia, eles dividiram os 40 participantes (todos destros, sendo 24 mulheres e 16 homens) em três grupos: no primeiro, eles apertavam uma bolinha de borracha durante 4 minutos com a mão esquerda; no segundo, faziam o mesmo, porém com a mão direita; no terceiro, apenas aguardavam.

Feito isso, eles passavam por um teste de associação remota (em que precisam encontrar uma palavra capaz de associar a três outras), usado para avaliar a capacidade de pensamento criativo. Os participantes que estimularam o lado direito do cérebro (contraindo a bolinha com a mão esquerda) tiveram um desempenho melhor que o dos outros.

“Independentemente do mecanismo específico, essa técnica tem o potencial de atuar de modo terapêutico e pode ter aplicações variadas para ajudar pessoas com problemas de linguagem ou outras condições possivelmente associadas com desequilíbrio entre os hemisférios [do cérebro]“, concluem os autores.[Science 2.0]



5 mitos sobre o cérebro que você jurava ser verdade
Chega de torturar crianças com Mozart: elas não ficarão mais inteligentes por ouvir o compositor. Confira a detonação desse e de outros mitos sobre o cérebro humano.

O cérebro humano ainda guarda muitos mistérios. Apesar de haver evidências de que o estudo do sistema nervoso existe desde o Egito Antigo, foi só com o surgimento do microscópio, em 1890, que as pesquisas sobre o cérebro passaram a ser mais sofisticadas. Muitas das descobertas que persistem ainda hoje no campo da neurociência foram realizadas a partir de 1950.

As pesquisas atuais não cansam de nos surpreender. O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, por exemplo, conseguiu “separar” a mente do corpo, fazendo com que as ondas cerebrais de um macaco nos EUA controlassem um robô no Japão.

Mas mesmo com todo o avanço, ainda há muito que descobrirmos sobre o cérebro humano. Por isso, é normal que alguns mitos sobre o funcionamento desse órgão prevaleçam na cultura popular. Sendo assim, o Tecmundo preparou uma lista com a detonação de cinco famosos equívocos sobre o cérebro que são sempre repetidos por aí. Vamos a eles!

1. “Quem usa o lado esquerdo do cérebro é bom em matemática...”

É muito comum ouvir que pessoas bem organizadas ou com facilidade para solucionar problemas lógicos são aquelas que “pensam” com a parte esquerda do cérebro. Em compensação, as pessoas que tendem a usar mais o lado direito são as que possuem mais vocação para a arte e trabalhos que exigem criatividade.

Quem costumava usar isso como desculpa para justificar as notas baixas em matemática agora vai ter que se desculpar. De acordo com a médica e escritora Lisa Collier Cool , esse mito surgiu nos anos de 1800, quando médicos descobriram que danos causados em um lado do cérebro causavam a perda de habilidades específicas. Entretanto, estudos recentes demonstram que os dois hemisférios do cérebro estão mais ligados do que imaginávamos, sendo que tanto a solução de problemas lógicos quanto a realização de trabalhos criativos disparam atividades nos dois lados do órgão humano.

Outro fato que colaborou para o mito foi que o lado esquerdo do cérebro controla o lado direito do corpo, e vice-versa. Apesar de ser verdade, isso não explica o porquê de uma pessoa canhota ser muito criativa ou alguém destro gostar de matemática. Em outras palavras: todos estão aptos a serem habilidosos em ambas as áreas.

2. O cérebro é cinza
Sabe aqueles cérebros acinzentados e dentro de potes que costumamos ver em filmes e seriados de TV? Pois bem, eles existem, mas aquela não é a cor do órgão dentro de nossas cabeças. O cérebro se torna cinza por causa dos produtos químicos usados para a sua conservação, como o formaldeído.

Apesar de a famosa massa cinzenta existir em nosso cérebro, há também a massa branca, as áreas avermelhadas pela presença de vasos sanguíneos e uma região preta, que adquire essa coloração por causa da neuromelanina, pigmento encontrado também na pele e no cabelo humano.

3. Álcool mata as células do cérebro
Bebidas alcóolicas não matam células do cérebro, mas fazem mal ao corpo (Fonte da imagem: Wikimedia Commons )

Calma, antes de começar a beber todas, vamos à ciência por trás disso. E nada como começar com uma ressalva: o álcool pode sim matar células do seu cérebro, mas apenas se tiver 100% de pureza. Como as bebidas legalizadas são vendidas com um teor alcóolico muito abaixo disso, as chances de matar os seus neurônios são muito baixas.

De acordo com estudo realizado  em 1993 por Grethe Jensen, em vez de matar as células o álcool danifica as terminações nervosas conhecidas como dendritos. Ou seja, apesar de a célula em si não ser invalidada, a forma como ela se comunica com as outras acaba prejudicada. E, diferentemente das drogas que atuam em regiões específicas do cérebro, o álcool atua no órgão todo, podendo causar um verdadeiro estrago em casos de abuso.

4. Usamos apenas 10% do nosso cérebro
Você já deve ter ouvido falar que o ser humano usa apenas 10% do cérebro, certo? Pois bem, esse é um dos mitos mais populares e mais fáceis de serem quebrados. Para refutá-lo, basta fazer a seguinte pergunta: se isso é verdade, então para que servem os outros 90% do órgão? E a culpa, desta vez, é da televisão, que não raramente é acusada de estar emburrecendo os telespectadores.

De acordo com o site Snopes , especializado em desvendar hoaxes e mitos, essa informação equivocada surgiu em um anúncio de revista, no ano de 1998, que dizia: “Você usa apenas 11% do seu potencial”. Porém, quando a emissora norte-americana ABC resolveu usar a frase em propagandas para a série “The secret lives of men” , ela foi alterada para “Homens usam apenas 10% do cérebro”.

Depois disso, não demorou muito até que especialistas em paranormalidade assumissem que os outros 90% do cérebro guardavam poderes psíquicos adormecidos, que podem ser reativados com o devido treinamento. Até mesmo o famoso Uri Geller, na introdução de um de seus livros, cita o fato.

Mas o fato é que isso não passa de bobagem. Lisa Collier Cool explica que, por meio de tomografias e ressonâncias magnéticas é possível constatar que atividades mentais complexas usam diversas áreas do cérebro e, ao fim do dia, o cérebro todo acabou trabalhando. Outra prova de que usamos muito mais do que os tais 10% é o fato de que uma lesão no cérebro, por menor que seja, pode trazer danos irreparáveis ao seu portador. Seria muito azar machucar justamente a porção funcional do órgão.

5. Mozart e joguinhos aumentam seu QI
Não seria legal se pudéssemos ficar mais inteligentes ouvindo música ou resolvendo exercícios de lógica? Nós também achamos. Há, inclusive, games bem divertidos, como os da série Brain Ages , do Nintendo DS. Mas de acordo com uma pesquisa divulgada pelo site Physorg , esses títulos aumentam tanto o seu QI quanto Mario Bros.  ou Tetris .

O estudo, que chegou a ser publicado pela conceituada revista Nature, avaliou mais de 8,6 mil pessoas com idade entre 18 e 60 anos e que jogaram esses games por, pelo menos, 10 minutos por dia e três vezes por semana. Outra equipe, com mais de 2,7 mil participantes, deveria se preparar apenas navegando na internet e respondendo a perguntas de conhecimentos gerais.

Comparando os resultados coletados por meio de testes aplicados antes e depois do treinamento, os pesquisadores não conseguiram detectar melhora naqueles que se submeteram ao treinamento com partidas de video game. Pelo contrário: aqueles que passaram o tempo navegando na web tiveram um desempenho maior em algumas seções das provas.


 A mesma coisa acontece com a música de Mozart. Apesar de ser boa e de colaborar para o aumento de cultura do ouvinte, mesmo que seja um bebê de 3 anos, não há respaldo científico  para a ideia de que as composições dele possam aumentar a inteligência de alguém. Mesmo assim, existe toda uma indústria de CDs e produtos para bebês que se sustenta em cima desse mito.

De qualquer forma, podemos afirmar sem medo: brincar com video games e conhecer um pouco mais sobre música clássica não fará mal a ninguém, certo?



[Fonte: tecmundo.com.b]



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cérebro das mulheres. 10 coisas que todo homem deveria saber


ELAS ADORAM SE ARRISCAR – QUANDO MAIS VELHAS
Depois da menopausa, quando o corpo fica em estágio “avançado”, as mulheres passam a ser mais corajosas e não fogem de brigas – pelo menos avançam em conflitos 75% de vezes mais do que em outro período da vida, especialmente se seus filhos já saíram de casa. Além disso, elas se sentem mais motivadas a cuidar de si mesmas e de sua carreira, depois de muito tempo que passaram tomando conta de outras pessoas.
ELAS PASSAM PELA ADOLESCÊNCIA DUAS VEZES
A maioria das pessoas não quer passar pela adolescência mais de uma vez – tudo muda, o mundo fica diferente, seu corpo fica diferente e os hormônios ficam enlouquecidos. As mudanças físicas e hormonais causam flutuações no humor e desconforto físico. E as moças precisam passar por tudo isso duas vezes. A primeira no período normal, dos dez anos em diante. A segunda em um período conhecido como perimenopausa, que acontece antes da menopausa, normalmente a partir dos 40 anos e duram cerca de nove anos. A menstruação fica desregulada, as mudanças de humor são abruptas. Uma mulher nesse período pode ficar tão amalucada quanto uma adolescente. Os homens também sofrem mudanças hormonais nesse período, mas elas são mais sutis.
O CÉREBRO MUDA QUANDO ELA VIRA MAMÃE
As mudanças físicas, hormonais e sociais que uma mulher sofre depois de dar à luz são imensas. E, como tudo mudou, ela precisa seu mundo seja seguro e previsível (isso quer dizer que o pai do seu filho deve se esforçar para se comportar da forma mais normal possível). Uma mãe precisa de apoio, não só pelo bem dela, mas pelo bem do seu bebê. Ela precisa se comportar de forma adequada com seu filho para que o desenvolvimento do temperamento e do sistema nervoso da criança seja normal. Uma maneira que a mãe natureza criou para fortalecer o elo entre o filho e sua mãe é a amamentação – que, além de fazer bem para a criança, alivia o stress da mulher. Um estudo, publicado em 2005, indicou que amamentar pode ter o mesmo efeito relaxante no cérebro do que uma dose de cocaína.
O CÉREBRO DELA MUDA QUANDO ELA ESTÁ GRÁVIDA
A progesterona, um hormônio, aumenta sua concentração no organismo em até 30 vezes nas primeiras oito semanas de gravidez. O efeito dela é como um sedativo – então as grávidas tendem a ficar muito sonolentas. O cérebro da mulher também encolhe 4% quando ela engravida, voltando ao tamanho normal depois que ela dá a luz, mas não se sabe se a gravidez faz com que ela pense de forma diferente. Estudos apontam que hormônios liberados no corpo durante esse período podem causar problemas de memória, mas nenhum elo entre esse efeito e a diminuição do cérebro foi encontrado. Alguns cientistas acreditam que algumas áreas novas do cérebro se desenvolvem durante a gravidez e continuam a se desenvolver depois do nascimento do bebê.
ELA PERDE A VONTADE DE FAZER SEXO FACILMENTE
A libido de uma mulher é bem mais temperamental do que a do homem. Estudos mostram que para que ela fique com vontade de fazer sexo e para ter um orgasmo, algumas áreas do seu cérebro precisam se desligar. Uma mulher pode recusar os avanços de seu parceiro por inúmeras razões – por raiva, por desconfiança ou até as mais banais como pelo fato de seus pés estarem gelados. A gravidez, cuidar das crianças e a menopausa também podem confundir a libido da moça. O melhor conselho para o cara que está excitado enquanto a mulher não quer nem saber dele? Preliminares. Estudos mostram que preliminares, para eles, é tudo o que acontece três minutos antes da penetração. Para elas, as preliminares podem ser sutis e acontecem até mesmo, durante 24 horas antes do sexo – podem ser, simplesmente, um olhar ou um sorriso.
ELA EVITA A AGRESSIVIDADE
Situações estressantes podem fazer com que os homens fiquem mais agressivos, mas a maioria das mulheres, depois de se sentirem ameaçadas, tenta arranjar jeitos não-agressivos de enfrentar a situação, ou apaziguar seu oponente. Para isso, elas podem até manipular seus interlocutores no intuito de formar “alianças estratégicas”. Acredita-se que as mulheres tenham evoluído de forma a evitar conflitos porque, normalmente, as crianças dependem delas.
ELA RESPONDE À DOR E À ANSIEDADE DE FORMA DIFERENTE
Estudos que analisaram tomografias dos cérebros de mulheres e de homens durante dez anos mostraram que eles e elas reagem à dor e à ansiedade de formas distintas. As moças não só são influenciadas por quantidades menores de stress como também são bem mais afetadas quando o stress é grande. Mas não pense que isso é ruim – isso muda o estado mental de uma pessoa, fazendo com que ela pare de se concentrar apenas em uma coisa para se preocupar nos aspectos de sua vida como um todo. Essa sensibilidade maior pode explicar porque as mulheres têm maiores índices de depressão do que os homens.
ELA ODEIA BRIGAS – MAS ODEIA AINDA MAIS A PASSIVIDADE
As mulheres evoluíram para ser bem mais sensíveis a pistas interpessoais, que as faz entenderem mais sua família e seu parceiro apenas olhando para as pessoas. Tudo isso para que elas pudessem evitar conflitos mais facilmente. Os químicos que são liberados no cérebro de uma mulher durante uma briga com seu namorado fazem com que ela se sinta extremamente apreensiva. Talvez por serem tão boas em interpretar as ações dos outros é que a passividade as incomode tanto. Elas consideram expressões neutras e falta de resposta atitudes intoleráveis.
ELA REALMENTE TEM UMA INTUIÇÃO INCRÍVEL – MAS NÃO MÁGICA OU SOBRENATURAL
Homens, muitas vezes, podem ter a desconfortável sensação de que mulheres podem ler suas mentes, mas a intuição feminina é mais biológica do que mística. Durante sua evolução, as mulheres precisaram aprender a descobrir as necessidades de bebês que não sabem se comunicar corretamente. Para isso elas aprenderam a ler suas atitudes e “descobrir” seus pensamentos. Com o passar dos anos elas ficaram realmente boas nisso, tanto que essa habilidade não é limitada aos seus filhos, mas também é usada nos namorados, maridos, chefes e até em completos estranhos.
ELA MUDA TODOS OS DIAS
Você acha que as mudanças de humor de sua namorada ocorrem somente quando ela está de TPM? Pense duas vezes! As mulheres são afetadas por seus ciclos menstruais todos os dias do mês. É que os níveis de hormônios estão se alterando constantemente e o organismo da moça os acompanha, tornando-a mais sensível, mais durona e até mudando sua aparência. Dez dias antes da ovulação as mulheres tornam-se mais sexualmente disponíveis. Uma semana depois, elas ficam mais carentes e caseiras, e escolhem assistir um filme em casa em vez de sair para uma balada. Na próxima semana elas ficam choronas e irritadas. Para a maioria das mulheres, seu humor fica pior nas 24 a 12 horas que antecedem o início de sua menstruação. Então quando sua namorada estiver carente e grudenta, tente ser compreensivo – pode ser que ela não esteja assim por vontade própria. [LiveScience]
CONHEÇA ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE O CÉREBRO FEMININO E MASCULINO
E TIRE PROVEITO DAS HABILIDADES
Cem bilhões de células nervosas estão, neste momento, em atividade no seu cérebro. Cada uma
dessas células vai se ligar a milhares de outras, formando mais de 100 trilhões de circuitos
responsáveis por todas as funções do cérebro humano. Hoje, ainda ouvimos dizer que o homem só
utiliza 10% de sua capacidade cerebral. Para alguns, seria bom que isso fosse verdade, mas, a cada
dia, a neurociência descobre que utilizamos inúmeras conexões neurais, em diversas regiões cerebrais,
para qualquer atividade que executamos. Atualmente, a tecnologia, com novos equipamentos, nos
permite conhecer um pouco mais sobre o funcionamento do cérebro. Algumas das descobertas são, no
mínimo, bem curiosas, como, por exemplo, as diferenças entre o cérebro feminino e o masculino.
Segundo imagens da ressonância magnética funcional, neurocientistas concluíram que:
1. O cérebro das mulheres é aproximadamente 10% menor que o dos homens (meninos,
não se animem), porém, possui maior número de conexões entre as células nervosas.
2. A mulher está mais sujeita a sentir depressão do que o homem e, quanto a isso, existe
uma relação direta com a baixa produção da substância química cerebral, a serotonina, no cérebro
feminino.
3. O cérebro masculino é voltado para a compreensão, enquanto o feminino é programado
para a empatia.
4. As imagens mostraram que o lobo parietal inferior, área envolvida em atividades
matemáticas, é maior no cérebro deles. Portanto, os homens costumam ser melhores em tarefas
matemáticas, enquanto as mulheres se saem melhor em atividades verbais.
5. As mulheres são mais emotivas e expressam com mais facilidade seus sentimentos do
que os homens, porque o sistema límbico delas é mais desenvolvido do que o deles.
(Do item 1 a 5 - Fonte: Revista Veja – Agosto/2004)
Com isso, concluímos que, embora com algumas diferenças, homens e mulheres se completam.
Então, se aprendermos a compreender essas diferenças estruturais, facilitaremos, em muito, os
relacionamentos, principalmente entre marido e mulher.

sábado, 19 de maio de 2012

Garota britânica sobrevive com apenas 'meio' cérebro, diz jornal

Garota britânica sobrevive com apenas 'meio' cérebro, diz jornal



Rara doença levou à retirada de parte do órgão de Angelina Massingham.
Informações são do jornal 'Daily Mirror'.

A garota britânica Angelina Massingham vive com apenas meio cérebro, após médicos britânicos terem reduzido o órgão para conter o avanço de uma doença rara conhecida como síndrome de Sturge-Weber. A história é contada pelo jornal "Daily Mirror".


A doença danifica os nervos e faz os tecidos cerebrais calcificarem, ficando mais duros. Para conter a destruição do cérebro da garota, cirurgiões do Great Ormond Street Hospital, em Londres, "desligaram" o lado direito do órgão, cortando as conexões nervosas e retirando tecido.


Angelina Massingham, com os pais Stephen e Lisa.(Foto: Worldwide Features / Barcroft Media / Getty Images)


Segundo os médicos, o lado esquerdo do órgão conseguirá, com o tempo, desenvolver as funções do direito. Com isso, Angelina ainda teria condições de viver uma vida normal, porém sem os movimentos da mão esquerda.


A filha do casal Lisa e Stephen recebeu o diagnóstico com apenas 18 semanas de vida. Segundo a mãe, Angelina, agora com 1 ano de idade, sofreu várias convulsões antes de ser operada, mas nenhuma depois de ter o cérebro reduzido. Como agradecimento pela operação, Lisa já juntou 10 mil libras (cerca de R$ 27 mil).


G1



domingo, 6 de maio de 2012

Leite turbina o cérebro

Leite turbina o cérebro
O leite integral é o menos indicado, já que possui altas taxas de gordura saturada
Tomar apenas um copo de leite por dia pode aumentar o seu poder do cérebro
Bebedores de leite têm cinco vezes mais chances de sucesso em testes de memória
Os produtos lácteos podem ajudar a evitar o declínio mental

O Leite é conhecido por ajudar a construir ossos saudáveis ​​e fornecer ao corpo vitaminas e proteína.
Mas agora ele está sendo saudado como uma ajuda para a memória depois que um estudo descobriu que aqueles que regularmente tomam leite - e outros produtos lácteos como o iogurte, queijo e até sorvete - têm melhor desempenho em testes para verificar a sua capacidade intelectual.

Os cientistas pediram a 972 homens e mulheres para preencher em pesquisas detalhadas sobre suas dietas, incluindo a frequência com que consumiam produtos lácteos, mesmo que apenas leite com café ou com chá.

Beber apenas um copo de leite por dia pode aumentar o seu poder do cérebro, dizem cientistas
Os indivíduos, com idade de 23 a 98, em seguida, completaram uma série de oito testes rigorosos para verificar suas habilidades de memória, concentração e aprendizagem.

O estudo, publicado no International Dairy Journal, mostrou adultos que consumiram produtos lácteos, pelo menos, cinco ou seis vezes por semana obtiveram muito melhor desempenho em testes de memória em comparação com aqueles que raramente comiam ou bebiam.

Em alguns dos testes, os adultos que raramente consumiam produtos lácteos tinham cinco vezes mais probabilidade de falhar em comparação com os que tomaram entre duas e quatro vezes por semana.

Os pesquisadores, da Universidade do Maine, em os EUA, acreditam que certos nutrientes em produtos lácteos, tais como o magnésio, poderia ajudar a evitar a perda de memória.

Eles também suspeitam que laticínios podem ajudar a proteger contra doenças cardíacas e pressão alta, que por sua vez mantém a capacidade do cérebro para funcionar corretamente.

Alguns especialistas contestaram esta pesquisa, no entanto, alegando que os produtos lácteos aumentam a probabilidade de doenças cardíacas e derrames, pois são ricos em gordura saturada.

“Os produtos lácteos são ricos em nutrientes importantes para a função mental, como o cálcio, magnésio, fósforo e vitamina D”, observa a nutricionista Fernanda Serpa, diretora da Nutconsult, em entrevista à revista Saúde. “Por outro lado, como possui proteínas de difícil digestão, nem todos se beneficiam ao consumir leite de vaca”, pondera a nutricionista Isabella Correia.

O leite integral é o menos indicado, já que possui altas taxas de gordura saturada. Já o desnatado, além de magrinho, apresenta, no máximo, 0,5% dessa gordura.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Beber suco de beterraba aumenta o fluxo sanguíneo ao cérebro e pode combater a demência


Especialistas afirmam que a bebida pode ajudar mais velhos a levar uma vida mais ativa

O segredo para uma vida mais ativa com o passar dos anos pode estar em um simples suco de beterraba. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Exeter e da Faculdade de Medicina e Odontologia Peninsula, ambas na Inglaterra.

A equipe que liderou a pesquisa observou que, quando os voluntários tomavam suco de beterraba, necessitavam de menos energia para realizar exercícios de baixa intensidade, segundo informações do jornal Daily Mail. A quantidade de esforço requerida para uma caminhada foi reduzida em 12%. A bebida dilata os vasos sanguíneos e reduz a quantidade de oxigênio necessário durante uma atividade física.

À medida que envelhece, ou que desenvolve condições que afetam o sistema cardiovascular, a quantidade de oxigênio que uma pessoa absorve é drasticamente reduzida, dificultando a realização dos exercícios. A pesquisadora Katie Lansley relatou ao Journal of Applied Physiology, que o estudo mostra que o suco de beterraba pode reduzir a quantidade de oxigênio que uma pessoa precisa para realizar determinadas atividades.

Para o professor Andy Jones, também do grupo, “cada vez que o suco, rico em nitrato, foi utilizado, observou-se uma melhora acentuada no desempenho”. O efeito, sentido uma hora depois do consumo do suco e mais forte depois de três a quatro horas, é atribuído à substância-chave nitrato, presente na bebida.

Fonte: revistagloborural.globo.com

Suco de beterraba bom para o cérebro
Beber suco de beterraba aumenta o fluxo sanguíneo ao cérebro e pode combater a demência

Beber suco de beterraba aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro em pessoas mais velhas, o que sugere o vegetal vermelho escuro pode ajudar a combater a progressão da demência, mostra um novo estudo.

beterraba contêm altas concentrações de nitratos, que são convertidos em nitritos por bactérias na boca. E nitritos ajudam abrir os vasos sangüíneos no corpo, aumentando o fluxo sanguíneo e de oxigênio para locais carentes de oxigênio.

Estudos anteriores demonstraram que os nitritos - também encontrado em altas concentrações no aipo, repolho e outras folhas verdes, legumes verdes como espinafre - alargar os vasos sanguíneos, mas os pesquisadores dizem que este foi o primeiro a descobrir que os nitritos também aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro.

Fluxo sanguíneo para o cérebro

"Houve vários estudos muito alto perfil que mostram que beber suco de beterraba pode baixar pressão sanguínea, mas queríamos mostrar que beber suco de beterraba também aumenta a perfusão, ou fluxo sanguíneo para o cérebro", disse Daniel Kim-Shapiro, PhD, diretor da Ciência translacional Center da Universidade Wake Forest, afirma em um comunicado à imprensa. "Existem áreas no cérebro que tornam-se mal perfundido como você idade, e que se acredita estar associada com demência e cognição pobres".


Pesquisadores do Centro de Ciências translacional olhou como nitratos na dieta afetou 14 adultos com 70 anos de idade durante um período de quatro dias. Em um dia, os participantes relataram a um laboratório após um jejum de 10 horas, realizou um relatório sobre o estado de saúde, e teve um pequeno-almoço de alta ou de baixa nitrato. O pequeno-almoço de alta nitrato incluiu 16 onças de suco de beterraba.

Em seguida, eles foram mandados para casa com almoço, jantar e lanches que conformados com suas dietas atribuídas.

No segundo dia, após outro jejum de 10 horas, os participantes retornaram ao laboratório e comeu o pequeno-almoço atribuído. Uma hora mais tarde, uma ressonância magnética gravada fluxo cerebral no cérebro de cada pessoa. E exames de sangue antes e depois do almoço confirmou níveis de nitrito no corpo.

No terceiro e quarto dias, os pesquisadores mudaram dietas e repetiu o processo para cada pessoa.

exames de ressonância magnética mostraram que, após comer uma dieta rica em nitrato, os idosos tiveram aumento do fluxo sanguíneo para a substância branca dos lobos frontais, que são as áreas do cérebro mais comumente associado com a degeneração que leva à demência e outras doenças cognitivas.

Dietas ricas em frutas e legumes

"Eu acho que esses resultados são consistentes e encorajar - que uma boa dieta que consiste em um monte de frutas e verduras podem contribuir para uma boa saúde", diz o investigador sênior Gary Miller, PhD, um professor adjunto no Departamento de Wake Forest, da Saúde e Ciência do Exercício .

Porque o suco de beterraba não é exatamente como um refrigerante sabor adocicado, Wake Forest tem trabalhado com uma empresa para criar uma nova bebida do suco de beterraba, que é mais saboroso do que o suco de beterraba simples, e uma nota de imprensa diz que a universidade está a investigar formas de comercializar a bebida.

Os investigadores dizem que seu estudo, e as do futuro como ele, pode "levar a intervenções que poderiam melhorar a saúde física e cognitiva funcional em idosos."

Os resultados são publicados online em óxido nítrico: Biologia e Química, o peer-reviewed do jornal da Sociedade de Óxido Nítrico.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Neuroterapia pode fazer cérebro rejuvenescer até 15 anos

 Neuroterapia

Exercícios para o cérebro podem deixá-lo mais jovem

Técnica pode fazer os neurônios mortos serem reativados. Curso no Rio de Janeiro já oferece aulas para exercitar o cérebro.

Depois dos 27 anos, segundo os cientistas, as células do cérebro começam a morrer. Um homem nessa idade tem aproximadamente 100 bilhões dessas células, chamadas neurônios. É com eles que nosso cérebro interpreta os estímulos do mundo exterior. Eles são responsáveis por reconhecer o rosto de uma pessoa, ou permitir que você se localize usando um mapa. Até que a temida morte dessas células tem início.

Mas em experiências com ratos, cientistas comprovaram que há exercícios para o cérebro que fazem esses neurônios de alguma forma serem reativados. E quem diria que esses exercícios poderiam incluir peixinhos virtuais?

O jogo é seguir os peixinhos e descobrir quais foram os dois que engoliram diamantes. A repetição desse jogo, segundo o estudo, melhora a visão periférica, aquela que a gente usa quando dirige. É como se cada um dos peixinhos fosse um elemento do trânsito. O desafio é não perder nenhum deles de vista.

“Os resultados científicos de pessoas que fazem esse tipo de exercício mostram que elas conseguem melhorar a capacidade de dirigir de forma segura”, afirma o neurocientista e professor Rogério Panizzuti, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O jogo faz parte de um método que se chama neuroterapia cognitiva, que Panizzuti trouxe para o Brasil depois de estudar na Califórnia. “A neuroterapia cognitiva pode fazer o cérebro de uma pessoa rejuvenescer. A gente observou em pessoas acima de 65 anos um rejuvenescimento em torno de 10 a 15 anos, então o cérebro de uma pessoa de 65 anos passaria a funcionar como se ela tivesse entre 40 ou 50 anos”, explica.

Ginástica para o cérebro virou negócio. Um curso no Rio promete mais concentração, mais inteligência e mais criatividade. O estudante Carlos Redusino ainda é bem jovem, mas quer estar mais preparado para o vestibular. “Eu ficava um pouco avoado nas coisas. Agora consigo me concentrar um pouco mais”, diz.

“A concentração é a primeira coisa que a gente nota. Os alunos chegam reclamando que não conseguem fazer suas atividades quando há barulho ou outras pessoas falando, e já na segunda aula eles já conseguem fazer mesmo com outras pessoas ao lado”, afirma a psicóloga Vanessa Azevedo.


Durante a primeira hora de aula, o exercício é com um ábaco, uma das primeiras ferramentas de cálculo da humanidade. Sozinho, o aluno precisa vencer uma apostila com cálculos cada vez mais difíceis. “Acho que eu fiquei mais atenta às coisas. Eu não tinha muita paciência”, diz a aposentada Iara Freitas.

Na segunda parte da aula, tem sempre uma atividade diferente. A psicóloga Vanessa Azevedo lança um exercício para a aposentada Jane Machado para trabalhar noções de espaço. “O médico também achou excelente, disse que a evolução foi muito boa. Nem fiz outro exame neurológico”, conta a aposentada.

“A rotina faz com que o cérebro fique como se fosse estagnado. A pessoa que segue sempre uma rotina não vai ter um avanço. Então, a gente saindo do nosso dia a dia com pequenas mudanças, vai fazendo alguma diferença. Com o passar do tempo a gente vai perceber essas mudanças”, explica a psicóloga Vanessa Azevedo.

O Fantástico mostra 10 dicas para turbinar seu cérebro. Pequenas mudanças, que podem ser incluídas no seu dia a dia: Mas atenção: a primeira dica deve ser seguida com cuidado para evitar quedas.

SITE DO FANTÁSTICO

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Estímulo elétrico no cérebro pode ajudar a aumentar a velocidade do aprendizado

 Técnicas podem auxiliar no treinamento de atletas e no tratamento de pessoas com derrame

Estimular eletricamente o cérebro pode ajudar a aumentar a velocidade do aprendizado, segundo especialistas britânicos. Eles dizem que aplicar uma corrente elétrica de baixa intensidade em uma parte específica do cérebro pode aumentar sua atividade, tornando o aprendizado mais fácil.

Os pesquisadores, da University of Oxford, na Inglaterra, estudaram cérebros de pacientes que sofreram derrames e de adultos saudáveis. Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o British Science Festival, na cidade inglesa de Bradford.


A equipe, liderada pela professora Heidi Johansen-Berg, usou a tecnologia de ressonância magnética funcional para monitorar a atividade nos cérebros de pacientes que sofreram derrames enquanto tentavam recuperar sua capacidade motora, perdida como resultado da doença.

Uma das principais revelações foi a de que o cérebro é muito flexível e pode se reestruturar, desenvolvendo novas conexões e alocando tarefas para áreas diferentes quando ocorre algum problema ou quando uma tarefa nova é realizada.

Como parte do estudo, os especialistas também investigaram a possibilidade de usar estimulação elétrica não invasiva do cérebro para melhorar o processo de recuperação da capacidade motora.

Melhorias a curto prazo já haviam sido constatadas em pacientes que tinham sofrido derrames.

Mas um resultado inesperado foi verificado quando os mesmos estímulos foram feitos nos cérebros de adultos saudáveis: a velocidade de aprendizado desses indivíduos também aumentou consideravelmente.

Atividade

Direcionar o estímulo à área do cérebro que controla a atividade motora permite que tarefas envolvendo movimentos sejam aprendidas mais rápido, e os pesquisadores acreditam que a técnica possa ser usada para auxiliar o treinamento de atletas.

No tratamento de pacientes que sofreram derrames, a técnica poderia ser usada em associação com tratamentos atuais de fisioterapia para melhorar o quadro geral de a recuperação dos pacientes. (AE)


Aumento de atividade

Para observar esse efeito, a equipe criou um experimento em que voluntários memorizavam uma sequência de botões para apertar, "como se aprendessem a tocar uma melodia no piano". Enquanto faziam isso, recebiam, por meio de dois eletrodos colocados em pontos específicos de suas cabeças, estímulos por corrente transcraniana.

Uma corrente de intensidade muito pequena foi passada entre os eletrodos formando um arco que passava dentro do cérebro e, dependendo da direção da corrente, ela aumentava ou diminuía a atividade naquela parte do cérebro. Johansen-Berg explicou que "um aumento na atividade das células do cérebro as torna mais suscetíveis ao tipo de mudança que ocorre durante o aprendizado".

O s resultados do experimento que envolvia apertar os botões em sequência demonstraram os efeitos positivos, em termos do aprendizado, de apenas dez minutos de estímulos ao cérebro, em comparação a um experimento "placebo" no qual não houve estímulo elétrico. "Os estímulos não melhoraram o desempenho máximo do participante, mas a velocidade com a qual ele alcançava seu ponto de desempenho máximo foi aumentada significativamente", disse Johansen-Berg.

Direcionar o estímulo à área do cérebro que controla a atividade motora permite que tarefas envolvendo movimentos sejam aprendidas mais rápido, e os pesquisadores acreditam que a técnica possa ser usada para auxiliar o treinamento de atletas. Os experimentos demonstram explicitamente que estimular o córtex motor do cérebro pode aumentar a velocidade do aprendizado de funções motoras.

Os pesquisadores dizem ter esperanças de que o mesmo método possa ser aplicado a outras partes do cérebro para melhorar o aprendizado na educação, simplesmente posicionando-se os eletrodos em locais diferentes de forma que a corrente possa ser direcionada à área correta. Em função da relativa simplicidade, baixo custo (cerca de US$ 3 mil por unidade) e portabilidade da tecnologia, a equipe acha possível que - após mais pesquisas - aparelhos sejam criados especificamente para uso em casa.

No futuro, Johansen-Berg e sua equipe pretendem investigar as possibilidades de se aumentar o efeito da técnica por meio de estímulos diários durante períodos de algumas semanas ou meses. No tratamento de pacientes que sofreram derrames, a técnica poderia ser usada em associação com tratamentos atuais de fisioterapia para melhorar o quadro geral da recuperação dos pacientes, que tende a variar bastante.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mundo cor-de-rosa na velhice. Cérebro de idosos fixa só coisas positivas


Há um mecanismo cerebral que faz a pessoa ver o mundo através de lentes cor-de-rosa na velhice.

Estudos de neuroimagem feitos pela psicóloga Laura Carstensen, da Universidade Stanford, mostram que o funcionamento da amígdala, área do cérebro ligada às emoções, é diferente para quem tem mais de 65 anos.

Enquanto nos jovens a amígdala é igualmente ativada por estímulos positivos ou negativos, nos mais velhos a ativação maior só ocorre na estimulação positiva.

Como a amígdala está ligada aos conteúdos emocionais das memórias, o que fica guardado são as sensações das coisas boas da vida.

Outro fator de aumento de bem-estar é que, para os velhos, é mais fácil viver o "aqui e agora", diz Myriam Najas, professora de geriatria da Unifesp. "Em vez de fazer planos, o idoso vive o momento intensamente."

Os estudos que medem a felicidade incluem perguntas como: "Esteve pensando em você como uma pessoa sem valor?", e isso também ajuda a explicar a curva ascendente das pesquisas.

"A pessoa mais velha se considera um sobrevivente, tem orgulho de sua idade e de si própria."

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Estudo mapeia resposta do cérebro da mulher ao sexo

Cientistas dos EUA e Reino Unido localizam pela primeira vez as regiões do córtex sensorial que correspondem à vagina, colo do útero e mamilos

Mais do que servir de guia para os conquistadores de plantão, os resultados podem ajudar mulheres que sofreram lesões no sistema nervoso (Thinkstock)

Boa notícia para os homens que sempre sonharam desvendar a mente das mulheres durante o sexo. Uma equipe internacional de cientistas avaliou como o estímulo de certas regiões do órgão sexual feminino é percebido pelo cérebro. Ressonâncias magnéticas confirmam o que elas já sabem faz tempo: clitóris e vagina são coisas bem diferentes quando o assunto é prazer.

Os pesquisadores das universidades Rutgers, nos Estados Unidos, e West of Scotland, no Reino Unido, mapearam pela primeira vez as regiões precisas do córtex sensorial cerebral que correspondem à vagina, colo do útero e mamilos. Os resultados mostram que os estímulos do clitóris e da vagina ativam áreas do cérebro diferentes. O trabalho também mostrou que o estímulo dos mamilos é capaz de 'acender' a mesma região cerebral associada à vagina.

O córtex sensorial é uma região do cérebro que fica aproximadamente no local em que o arco dos fones de ouvido é colocado, como uma tira que vai de um ouvido ao outro. A partir da década de 1950, ficou conhecido como 'homúnculo' (homem pequeno), porque experiências demonstraram que estímulos elétricos nesta região podiam causar sensações em diferentes partes do corpo. Desde então, muito se falou sobre a região no cérebro que corresponderia ao pênis, mas pouco sobre a vagina.

Os pesquisadores pretendem agora mapear outras áreas do cérebro ativadas em resposta ao estímulo do órgão sexual feminino e eventualmente constatar a existência do ‘ponto G’, que ainda é objeto de disputa na comunidade científica. Mais do que servir de guia para os homens, os resultados podem ajudar mulheres que sofreram lesões no sistema nervoso. Um artigo sobre o trabalho foi publicado no periódico científico especializado The Journal of Sexual Medicine.

veja

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Internado, pescador capixaba tem morte cerebral - ele é um dos 6 que ficaram 22 dias à deriva no mar

Pescador capixaba internado no Rio tem morte cerebral
Leandro Vidal Martins, de 34 anos, é um dos seis pescadores que ficaram 22 dias à deriva no mar, e foram resgatados no dia 28 de junho


Pescador resgatado após ficar mais de 20 dias
desaparecido chega de maca à Capitania
dos Portos em 28 de junho (Foto: Aluizio Freire/G1
Um dos seis pescadores capixabas que ficaram 22 dias à deriva no mar, e foram resgatados no último dia 28, no Rio de Janeiro, teve morte encefálica constatada. Leandro Vidal Martins, de 34 anos, estava há 15 dias internado no hospital Salgado Filho, na capital fluminense. A notícia foi dada aos parentes na tarde desta terça-feira (13).

De acordo com a irmã de Leandro, Natália Vidal Martins, de 26 anos, os médicos conversaram com ela e a mãe para explicar qual era a situação dele. "Eles nos disseram que uma parte do cérebro dele parou de funcionar e que ele está em coma induzido. Dizem que não há mais o que fazer, que só Deus mesmo", contou.

Leandro está internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) daquele hospital desde a última semana. O estado dele era tido como gravíssimo. A família está no Rio de Janeiro para acompanhar de perto o quadro, mas não conseguiram falar com o pescador. "Ele não nos viu, pois sempre estava dormindo", disse a irmã.

Apesar do laudo médico, a família decidiu aguardar a evolução do quadro de saúde do pescador nos próximos dias. "Eles nos perguntaram se queríamos doar os órgãos dele, mas nós ainda temos esperança de que ele se recupere. Minha mãe esteve muito abatida, nervosa e chorando muito, mas não vamos desistir. A gente tem fé que um milagre vai acontecer", afirma Natália.

Mas, de acordo com o neurologista Lúcio Coelho Miranda, a morte encefálica é irreversível. "Quando os exames apontam que se chegou a esse estágio, não tem mais volta. Inicialmente o tronco do cérebro, que é o que controla os batimentos cardíacos, respiração, pulso... pode ficar preservado, mas progressivamente todo o cérebro vai parando de funcionar e não há nada que se possa fazer", explicou.

Outros dois pescadores ainda estão internados

Permanecem internados em hospitais do Rio de Janeiro os pescadores Gilnei Bahiense da Silva, de 56 anos, e José Cláudio da Conceição Sacramento, de 33. De acordo com boletim médico, os dois se recuperam bem, o estado deles é estável e não há previsão de alta.

Cristiano Pereira de Souza, de 32 anos, e Maycon Lima dos Santos, de 24, tiveram alta hospitalar poucos dias depois da internação e já estão em casa, em Marataízes, no Litoral Sul. Zenildo de Oliveira Pacheco, de 31, voltou para casa, em Itapemirim - também no Sul -, no último sábado (09).


Ana Paula Santos - Redação Multimídia

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Celular pode aumentar o risco de surgimento de tumores no cérebro, adverte OMS

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, um órgão ligado à Organização Mundial de Saúde (OMS), advertiu nesta terça-feira que o uso de celulares pode aumentar o risco de surgimento de tumores no cérebro.

A advertência foi feita após um grupo de 31 especialistas ter revisado estudos médicos existentes sobre o assunto, concluindo que o uso dos aparelhos é “possivelmente cancerígeno”.

Os cientistas disseram ter analisado todos os estudos relevantes sobre o uso de telefones celulares e exposição à radiação deles.

No entanto, os pesquisadores ressaltaram que não podem afirmar categoricamente que os celulares causam câncer em humanos e que mais pesquisas são necessárias sobre o assunto.

Neuroglioma

A agência classificou os celulares como "possíveis cancerígenos" por causa da possibilidade de causar um tipo de tumor no cérebro, o neuroglioma.

A OMS calcula que existam cerca de cinco bilhões de telefones celulares em uso no mundo.

"Dadas as possíveis consequências para saúde publica desta classificação, é importante que sejam feitas mais pesquisas sobre o uso pesado e a longo prazo de celulares", disse Christopher Wild, diretor da agência.

"Dependendo da disponibilidade desta informação, é importante adotar medidas pragmáticas para reduzir a exposição, como dispositivos hand-free."

No passado, a OMS disse que não havia indícios de ligação entre o uso de celulares e o surgimento de câncer.

Ed Yong, um dos diretores da ONG britânica Cancer Research UK, que luta para aumentar a conscientização sobre a doença na Grã-Bretanha, disse que "o veredicto da OMS significa que há alguma evidência ligando os celulares ao câncer, mas é muito fraca para ser conclusiva".

"A vasta maioria dos estudos não encontrou ligação alguma entre celulares e câncer, portanto, se existe relação, é improvável que seja grande."

"O risco de câncer no cérebro é similar entre os que usam e os que não usam celulares, e os índices deste tipo de tumor não aumentaram desde a década de 80, quando o uso dos telefones aumentou bastante."

"No entanto, não se sabe o bastante para descartar o risco e há muito pouca pesquisa nos usos de longo prazo dos telefones", concluiu.


bbc

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Escâner e avaliações em crianças podem apontar 'tendência de comportamento violento'

Traços de falta de empatia em crianças podem ser um sinal de futuros comportamentos antissociais e violentos, apontam dados apresentados nesta semana na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Washington.



Certas áreas do cérebro são reduzidas em
psicopatas, diz especialista
Segundo pesquisadores, o escaneamento do cérebro e avaliações precoces podem ajudar a identificar e tratar esses traços e a prever problemas de conduta.

Para Nathalie Fontaine, professora assistente de justiça criminal da Universidade de Indiana, “crianças com altos níveis de traços de falta de empatia (callous-unemotional) e problemas de conduta entre 7 e 12 anos tendem a desenvolver hiperatividade e a viver em um ambiente caótico”. Isso, diz ela, é um risco potencial para a psicopatia em adultos.

“Se identificarmos essas crianças cedo, podemos ajudar a elas e a suas famílias” a prevenir comportamentos severamente antissociais, declarou Fontaine na conferência, segundo apresentação obtida pela BBC Brasil.

O jornal The Daily Telegraph cita estudos do professor e criminoligista britânico Adrian Raine que apontam que criminosos e psicopatas têm áreas do cérebro – como a amídala e o córtex pré-frontal – reduzidas.

Essas áreas controlam nossos impulsos, nossa cooperação social e nossas noções de moral.

Raine disse na conferência em Washington, segundo o Telegraph, que a ausência do medo da punição, que pode ser medida em bebês, também seria um indicativo de futuros comportamentos antissociais, e defende a importância de medições que identifiquem isso.

Riscos e ética

Fontaine, no entanto, enfatizou que suas descobertas não significam que algumas crianças com falta de empatia necessariamente se tornarão delinquentes, mas que a identificação precoce desses traços pode ajudá-las a lidar com o risco de comportamento antissocial.

Para ela, punições podem não ser eficazes para lidar com o problema. Uma possível solução é reforçar o comportamento positivo dessas crianças, em vez de castigar o negativo.

A pesquisadora examinou dados de mais de 9 mil gêmeos nascidos na Grã-Bretanha entre 1994 e 96, e cerca de um quarto deles apresentou níveis altos ou oscilantes de empatia.

De acordo com a apresentação de Fontaine, níveis ascendentes de falta de empatia estão associados a mais problemas comportamentais ao longo do crescimento.

Os dados analisados por ela indicam que os traços de falta de empatia derivam, na maioria das vezes, de influências genéticas, principalmente em meninos. Mas, no caso das meninas, fatores ambientais parecem exercer influência significativa.

Por isso, ela faz a ressalva de que suas conclusões se beneficiariam de avaliações desses fatores ambientais ou de risco, como negligência ou abuso infantil.

Segundo o Telegraph, a conferência abordou também as implicações éticas de se tratar crianças antes que elas tenham de fato feito algo errado, mas, para Raine, as causas biológicas do comportamento não podem ser ignoradas.

“Temos que buscar as causas do crime tanto nos níveis biológicos e genéticos como nos sociais”, disse o especialista.

BBC Brasil

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Obesidade causa o encolhimento do cérebro, diz estudo

Pesquisadores americanos mostraram que a inflamação crônica causada pela obesidade no organismo pode ser responsáveis pela diminuição do tamanho do cérebro

Quanto maior sua cintura, menor seu cérebro. Esta é a conclusão de um grupo de pesquisadores da New York University School of Medicine, liderado por Antonio Convit. A literatura científica já provou que a obesidade está ligada à diabetes tipo 2, que é associada ao comprometimento cognitivo. O grupo desejava descobrir o impacto da obesidade sobre a estrutura física do cérebro. Com a ajuda da ressonância magnética, a equipe compararou o cérebro de 44 obesos com o de 19 pessoas magras da mesma idade e background semelhante.

Eles descobriram que os obesos têm mais água na amígdala, parte do cérebro envolvida no comportamento alimentar. Já o córtex orbitofrontal é menor em indivíduos obesos. Essa área do córtex é importante para controlar o impulso e também está envolvida com os hábitos alimentares. "Isso pode significar que existem neurônios a menos, ou que esses neurônios estão contraídos", diz Convit. A obesidade também está associada a um estado crônico de inflamação no organismo, inclusive no hipotálamo, estrutura chave para a alimentação. Isso poderia explicar a mudança no tamanho do cérebro.

Este é o primeiro estudo a relatar que a inflamação oriunda da obesidade pode diminuir a integridade de algumas estruturas cerebrais envolvidas no comportamento alimentar. O trabalho foi publicado no dia 8 de janeiro na New Scientist.

A obesidade atinge 400 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, pelo menos 3,5 milhões de pessoas estão em estado de obesidade mórbida.

Além das constatações de perdas neurológicas apontadas no estudo, a obesidade provoca uma série de outros problemas, como diabetes tipo 2, que prejudica a sensibilidade das pessoas à insulina, resultando no acúmulo de açúcar no sangue. A falta da insulina provoca perturbações na atividade da dopamina (neurotransmissor que desempenha um papel importante na sensação de amor e prazer), podendo causar outros distúrbios cerebrais, como a depressão, doença de Parkinson, esquizofrenia, défcit de atenção e hiperatividade.

Fonte: EPOCA

sábado, 27 de novembro de 2010

Apnéia do sono pode modificar a estrutura do cérebro humano

Em uma nova investigação científica, os pesquisadores concluíram que as pessoas que sofrem de apnéia obstrutiva do sono (AOS) apresentam uma série de modificações na estrutura de seus cérebros que parecem estar relacionadas ao distúrbio do sono em si.

Embora a equipe admita que mais estudos são necessários para validar claramente a relação, os especialistas dizem que OSA parece realmente ser responsável por causar rearranjos em várias partes do cérebro.

As alterações não são sem efeitos colaterais, acrescentam. Pessoas que exibem as mudanças podem encontrar-se em risco maior de sofrer ataques cardíacos, derrames cerebrais, sonolência excessiva, bem como comprometimento cognitivo generalizado.

OSA é uma desordem na qual as pessoas param de respirar enquanto dormem, geralmente por intervalos curtos e frequentes. A freqüência desses eventos (chamados apnéias) dita a gravidade do quadro.

Ela se desenvolve por causa das vias aéreas superiores na parte posterior da garganta tendem a entrar em colapso em alguns indivíduos durante o sono, bloqueando as vias aéreas, e parar o fluxo de ar para os pulmões. O coração e o cérebro são mais afetadas por esses episódios de privação de oxigênio.

A coisa mais perturbadora sobre OSA é que não é facilmente detectável. Uma pessoa que vive por conta própria pode carregá-lo durante décadas sem saber. Mais comumente, a doença é descoberta pelo cônjuges e parentes das pessoas, que percebe a falta de respiração durante o sono.

A fim de detectar a doença, as pessoas precisam passar a noite em laboratórios do sono, onde especialistas atribuem vários equipamentos que monitoram a respiração durante a noite. É só então que um diagnóstico claro pode ser colocado, PhysOrg relatórios.

Em investigações anteriores focalizando os efeitos da apnéia do sono no cérebro, os pesquisadores chegaram a resultados conflitantes, uma vez que eram incapazes de determinar que modificações na estrutura do cérebro causou o prejuízo cognitivo que é uma característica da OSA.

Mas o novo trabalho, realizado por pesquisadores no Reino Unido e na Austrália, demonstrou, sem sombra de dúvida que existem diferenças físicas nos cérebros de portadores da apnéia e em indivíduos saudáveis.

A equipe, que publicou seus resultados na última edição da revista Thorax, dizem que mais estudos são necessários para determinar como essas alterações causam o declínio cognitivo, mas dizem que a ligação é definitivamente lá.

Para a pesquisa, os cientistas usaram 60 pessoas. Alguns deles tinham OSA, enquanto os outros foram em indivíduos saudáveis. A equipe então usou imagens por ressonância magnética (MRI) para acompanhar a atividade do cérebro dos participantes.

Realizar investigação de apnéia obstrutiva do sono é importante porque a condição afeta cerca de 2 a 4 por cento da população adulta em geral. O percentual salta para 15 por cento para os idosos, os pesquisadores concluíram.

Fonte: softpedia.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Gêmeas siamesas dividem o mesmo cérebro e podem ver e sentir as emoções que a outra sente

Meninas canadenses dividem o mesmo cérebro e dizem ser capazes de sentir as emoções que a outra sente.
 O caso de Tatiana e Krista é um dos mais notáveis que foram na história da medicina. Estas duas garotas canadenses nasceram unidas pela cabeça, mas a coisa mais incrível é que os seus cérebros juntos e partilhar sentimentos, pensamentos e até mesmo os sentidos.


As Gêmeas siameses de 4 anos surpreenderam especialistas médicos depois que eles descobriram que as meninas podiam ouvir os pensamentos e ver através de olhos uma da outra. Tatiana e Krista Hogan, do Canadá, têm corpos separados, mas compartilham o mesmo cérebro e foi sua mãe que descobriu que compartilham idéias e visão.Isso porque a parte do cérebro que envia as sensações físicas e motoras é a mesma para ambas. Desde que nasceram, as garotas siamesas recebem cuidados médicos constantes. Segundo o neurocirurgião pediátrico que cuida delas, Doug Cochrane, uma gêmea pode ver o que a outra vê porque recebe os impulsos eletrônicos da retina da gêmea oposta.

Segundo o neurocirurgião que as acompanha, Doug Cochrane, as gêmeas partilham a visão porque recebem os impulsos da retina uma da outra. Ao britânico Daily Mail, a mãe conta que uma consegue apanhar um brinquedo sem olhar quando a outra já o viu.
A mãe das garotas, Felicia Simms, disse ao jornal britânico Daily Mail que quando uma delas se machuca, a outra pode sentir também. “Se dou bronca em uma, a outra chora”, afirmou a mulher. Para a mãe, é incrível ver como as meninas agem. “Na hora de brincar, uma delas pode pegar um objeto sem saber onde ele estava porque a outra menina já tinha visto. É impressionante”, contou a mulher. Ela soube que as gêmeas eram siamesas aos 5 meses de gravidez. “Daquele momento em diante, prometi que daria o meu melhor a elas”, afirmou Felícia. O parto de Krista e Tatiana foi uma cesárea e juntas elas pesavam pouco mais de 3 quilos.



A mãe das garotas, que também tem mais três filhos, contou ao jornal que já chegou a receber mensagens de ódio desde que as gêmeas nasceram. “Eram cartas anônimas que diziam que eu não deveria ter dado à luz a elas. Nunca liguei muito para isso.” Apesar da condição, as meninas têm uma vida saudável, mas precisam de alguns objetos adaptados para elas. O carrinho, por exemplo, tem o assento mais largo para que as duas possam sentar juntas. Segundo a mãe, Krista é mais “mandona”, enquanto Tatiana é descontraída.

A situação das meninas é muito rara, somente oito casos de siameses que se juntam pelo cérebro foram documentados até hoje – deles, apenas três sobreviveram ao parto. Separá-las está fora de cogitação: qualquer tentativa de dividir o cérebro pode ser fatal para uma delas ou para ambas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

10 dicas para manter a mente ativa

Em entrevista, o sócio-fundador da empresa Cérebro Melhor, que trabalha a mente através de jogos online, Ricardo Marchesan, dá dicas de como atividades rotineiras podem fazer a diferença


Academia, remédios para emagrecer, re-educação alimentar, corrida, tratamentos estéticos. Nessa maratona pela boa aparência, não dá para esquecer do cérebro, que também precisa de cuidados e treino.

Em entrevista ao Vida Saudável, o sócio-fundador da empresa Cérebro Melhor, que trabalha a mente através de jogos online, Ricardo Marchesan, dá dicas de como atividades rotineiras podem fazer a diferença. Praticar exercícios, procurar resolver problemas e beber água ajudam na saúde do cérebro.

"A princípio, qualquer atividade que estimule o
cérebro é boa para ele: jogos de vídeo game, jogos de tabuleiro, xadrez ou palavras cruzadas", diz Marchesan
Mesmo que pareça estranho, até o estresse pode fazer bem à mente. "Ser for aquele estresse normal, quando você está levemente tenso, isso é bom porque faz com que seu cérebro fique mais ágil e atento. Porém, se isso se tornar um estresse crônico, passa a trazer prejuízo. Então, é questão de dosar o nível", aconselha Marchesan, que lembra: " o cérebro de uma pessoa que vive sem estresse nenhum não será desafiado e, quando não é estimulado, acaba ficando preguiçoso".

O sócio explica que quanto mais o cérebro for estimulado melhor para o seu bom funcionamento. "Em princípio, qualquer atividade que estimule o cérebro é boa para ele: jogos de vídeo game, jogos de tabuleiro, xadrez ou palavras cruzadas".

E se você acha que o cérebro começa a apresentar declínio na velhice, Marchesan afirma que estudos indicam que já a partir dos 25 anos inicia o processo de declínio cognitivo (capacidade de raciocínio, memória, etc) que vai se acentuando conforme a idade aumenta.

Veja as orientações:

1. Motive-se pelo novo: é fundamental para o desempenho cerebral. Com o fortalecimento do desempenho da mente, o usuário ganha mais autoconfiança e vontade de continuar aprendendo para manter a mente sempre ativa. Procure manter em sua rotina atividades que mexem com a mente e que sejam diferentes também.

2. Exercite com frequência: o hábito de exercitar o cérebro com frequência melhora o desempenho de todas as funções cognitivas e evita as perdas que vêm com a idade.

3. Busque pela velocidade no raciocínio: quanto mais você praticar o desafio de ler ou ouvir algo diferente e que possa ser também a resposta a uma dúvida ou a resolução de um problema, maior será sua capacidade de raciocínio com agilidade. Procure estar com pessoas que não tragam soluções e peça para ajudar na criação de novas alternativas para melhores respostas. Esses atos desenvolvem as capacidades necessárias ao bom raciocínio lógico, da identificação de problemas ao estabelecimento de metas e execução de uma estratégia.

4. Aprenda o tempo inteiro: o cérebro se modifica com a experiência. Quanto mais se esforçar, mais vai aprender para melhorar o desempenho acima do esperado.

5. Cuide da alimentação: se você quer tratar bem do seu cérebro, preocupe-se em ter uma alimentação balanceada, que contenha Omega-3, vitamina B e antioxidantes, em praticar exercícios regularmente e, sobretudo, em usar o seu cérebro.

foto: Laila Magesk/gazeta online
Se você precisar fazer algum exercício de alta intensidade, tenha certeza de fazer o aquecimento e o desaquecimento com exercício aeróbico para trazer seu cérebro de volta ao ritmo
6. Envolva-se em atividades variadas: sair da rotina, na medida do possível, mantém o aperfeiçoamento de todas as funções cognitivas, uma vez que você pode vivenciar o novo em todo momento. Aliar os jogos para treinamentos cerebrais a um estilo de vida que combine com a busca pelas novidades pode facilitar bastante a performance cerebral.

7. Exercite dentro das fronteiras da sua condição física: 
Monte um programa de treinamento que se adeque a você e nunca o exceda. A cada semana, gradualmente, aumente a duração das suas sessões de exercício e, enquanto você melhora sua condição física, começará a sentir os benefícios mentais.

8. Aqueça e desaqueça: Se você precisar fazer algum exercício de alta intensidade, tenha certeza de fazer o aquecimento e o desaquecimento com exercício aeróbico leve, antes e depois do treino, para trazer seu cérebro de volta ao ritmo.

9. Fique hidratado:
 A desidratação faz com que seu cérebro e corpo deixem de funcionar normalmente. Se você não tomar água suficiente durante e depois dos exercícios, você pode não obter nenhuma recompensa, tanto física quanto mental. Na melhor das hipóteses, vai reduzir seu ritmo. Não corra esse risco e sempre tenha água ao alcance.

10. Mantenha objetivos: É difícil se imaginar correndo uma maratona se você nunca caminhou um quilômetro. Fique focado e mantenha objetivos gerenciáveis que te levarão ligeiramente fora da sua zona de conforto. Quando você atingir um objetivo, faça logo outro. A força mental necessária para correr uma maratona será desenvolvida naturalmente junto com sua condição física.



Fonte: gazetaonline.globo.com (LAILA MAGESK)

sábado, 7 de agosto de 2010

Prática sexual estimularia o crescimento do cérebro

Quer uma boa razão para fazer sexo? Você pode ficar mais inteligente com isso. Pelo menos é o que pesquisas com ratos mais “ativos” mostram.

Ratos sexualmente ativos também eram menos ansiosos do que os virgens, de acordo com os cientistas da Universidade de Princeton responsáveis pela descoberta.

Descobertas anteriores mostraram que experiências desagradáveis poderiam interromper o crescimento cerebral em adultos. Para descobrir se experiências boas possuíam o efeito contrário, os pesquisadores estudaram os efeitos do sexo nos ratos.

Eles colocavam fêmeas disponíveis na mesma gaiola que machos. Para alguns machos as visitas ocorriam todos os dias durante duas semanas. Para outros apenas uma vez a cada duas semanas. Então eles mediram os níveis de hormônios de stress no sangue dos roedores– os mesmos ligados às experiências desagradáveis.
Os ratos que fizeram menos sexo tinham altos níveis de hormônios relacionados ao stress.

Quando comparados com ratos virgens, os machos sexualmente ativos tinham um maior número de neurônios no hipocampo – parte do cérebro ligada à memória. O número de conexões entre as células cerebrais nesses ratos também era maior.

Ainda comparando os sexualmente experientes com os virgens, os “escolados” eram menos ansiosos. Quando colocados em um novo ambiente eles não eram tão desconfiados e se alimentavam de uma forma normal, enquanto os virgens ficavam ansiosos e demoravam para se acostumar com a nova gaiola. [LiveScience]