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sexta-feira, 1 de março de 2013

Pílulas naturais que ajudam a emagrecer e a perder barriga

Confira Lista das pílulas naturais que ajudam a emagrecer e a perder barriga


Foto: Divulgação
ervas devem ser usadas com orientação de um profissional, porque mesmo os produtos naturais podem apresentar reações indesejáveis`, lembra farmaucêtica
Muita gente se sentiu órfão quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de inibidores de apetite, usados há anos pela medicina. Mas quem precisa de ajudinha extra para emagrecer não precisa se limitar a remédios pesados. Estudos científicos mostram que muitas substâncias naturais podem ajudar no emagrecimento, reduzindo o apetite e acelerando a queima de gordura.



A farmacêutica bioquímica e nutricionista Virgínia Dantas garante que os fitoterápicos são eficazes. Seus princípios ativos ajudam na redução do apetite, na aceleração do metabolismo e da queima de gordura - principalmente abdominal - e até no combate à temida celulite.

Ela explica que esses produtos são comercializados em pílulas, sachês e cápsulas, podendo ser encontrados em farmácias de manipulação e lojas de produtos naturais. No entanto, a automedicação pode ser perigosa.

Entre os efeitos colaterais, estão hipersensibilidade, diarreia e problemas gástricos, entre outros. “Só um profissional pode analisar e prescrever o mais indicado para cada situação. A dose é individualizada”, disse.

Para não pesar na balança 

Mucuna
Com propriedade afrodisíaca, auxilia também na perda de peso

Pinho Coreano
Estimula a liberação de hormônios responsáveis por avisar ao cérebro que estamos saciados. Consumido 40 minutos antes das refeições, pode diminuir a fome

Espirulina 
Uma das principais funções dessa alga é inibir apetite. Rica em vitaminas, combate vários sintomas da TPM. Ela contém proteínas, aminoácidos essenciais, ferro, vitamina B12, clorofila e magnésio

Pholia Magra
Nativa do Brasil, é a erva antibarriga! Possui vários princípios ativos que atuam no sistema nervoso central, diminuindo o apetite e aumentando a queima de gorduras abdominal. Também reduz celulite, estimula o sistema imunológico e diurético

Pholia Negra 
Seus ácidos graxos essenciais aumentam a oferta de leptina, o hormônio da saciedade. Ajuda a perder e a manter o peso, além de diminuir a formação de gordura abdominal. Costuma surtir efeito após seis meses de uso

Fenogrego
Essa semente comestível possui um aminoácido responsável por produzir insulina e tem fibras, trazendo saciedade. Pode ajudar no controle de peso, diabetes e na redução do colesterol

Óleo de cártamo 
É rico em polifenóis (com ação antioxidante) e em ácidos graxos essenciais. Reduz o apetite, promove a saciedade e diminui a produção de cortisol, hormônio relacionado a compulsão alimentar e do acúmulo de gordura abdominal. Ajuda no controle do colesterol e do diabetes tipo 2

Óleo de abacate
Com alta concentração de vitamina E e ação antioxidante e anti-inflamatória, reduz os níveis de cortisol. O beta-sitosterol presente nesse óleo se associa às gorduras saturadas dos alimentos, bloqueando sua absorção pelo corpo.

Fonte: A Gazeta

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Dieta. Canela emagrece porque tira a fome e ajuda a queimar gordura

Descubra se a canela pode ser usada para perda de peso

A canela foi usada por séculos pelas suas fortes finalidades medicinais. O China antiga descobriu que muitas condições podem ser tratadas com a canela, incluindo indigestão, diarréia, do inflamações e canela para emagrecer. A canela por si só não fará com que dezenas de quilos, mas quanto tomada todos os dias em quantias pequenas, a canela poderá ajudá-lo a perder peso diminuindo a quantidade de açúcar do corpo e acelerando seu metabolismo.

A canela ajuda seu corpo a dminuir o açúcar do sangue de uma maneira que não deixa virar gordura. Em um departamento de centro de pesquisa de agricultura em Maryland, EUA, investigadores descobriram que a canela ajuda a diminuir níveis de glicose no sangue. Demasiada glicose no sangue força o pancreas a secretar a insulin na corrente sanguínea, o que faz a glicose diminuir. A insulina armazena calorias adicionais de hidratos de carbono na forma de gordura. A insulina é uma razão enorme para gordura adicional. A canela ajuda abaixar a glicose no sangue e faz perder peso. A maneira mais fácil de ingerir canela é usando-a como cobertura de alimentos.

 Meça 1/5 de colher de chá de canela, e espalhe-a na aveia, cereais, café, chá de canela emagrece, torradas, maçãs. Adicione-a em seu escabeche favorito, ou adicione-a no leite para uma bebida saborosa. Evita misturas de doces com canela. Lembre-se, você irá ingerir canela regularmente para fazer com que seu nível de glicose no sangue abaixe. Adicionando açúcar, você estará aumentando seu nível de glucose. Um estudo publicado no jornal Diabetes Care em 2003 sugere que a quantidade mais eficaz de canela a ser tomada diariamente é 1/5 de colher de sopa.

Em um estudo em junho de 2007 no Journal of Clinical Nutrition descobriu-se que ingerir mais de uma colher de chá faz diminuir o açúcar no sangue. A canela faz com que o alimento deixe o estômago e vá para o intestino tardiamente. Isso significa que seu estômago se sentirá mais cheio por um período de tempo mais longo. Isto ajudar-lhe-á a comer menos e emagrecer.



As quatro propriedades emagrecedoras da canela

Poucos alimentos são tão bons para o emagrecimento como a canela: ela quase não tem calorias e age em todo o organismo para facilitar a perda de peso. Além disso, a especiaria é ótima para fazer doces leves. A nutricionista Dani Merele, da Clínica Ser Integral, de Florianópolis (SC), explica direitinho como a canela age e dá as principais dicas de consumo:

1. Tem efeito termogênico
Ela aumenta a temperatura do corpo, facilitando a queima de gorduras.

2. Combate as bactérias ruins do corpo
O óleo essencial da canela age combatendo bactérias e fungos nocivos. Esse processo desinflama os tecidos, permitindo que as células respondam melhor à dieta de emagrecimento.

3. Atrasa o esvaziamento gástrico
A canela faz o estômago esvaziar mais devagar. Com alimento no estômago por mais tempo, a fome demora mais para chegar.

4. Tira a vontade de comer doce
Como a canela tem um sabor adocicado, é possível usá-la para adoçar o leite, café, sucos e vitaminas, além de ser ótima para adicionar às sobremesas (sobre bolos, por exemplo). Com a ansiedade por doces controlada, fica muito mais fácil perder peso.

E tem mais: Previne o envelhecimento precoce
Algumas substâncias presentes na canela combatem os radicais livres. Isso previne o envelhecimento precoce, deixando a pele firme e o cabelo forte por mais tempo.

Sugestões de consumo:
Asse uma fruta no forno (maçã, banana ou pera) e polvilhe um pouco de canela. A fruta fica mais doce, sem ganhar calorias extras.

Em bebidas quentes, acrescente uma unidade de canela em pau.

Em receitas de bolo, substitua uma colher de açúcar por uma de canela. No final, em vez de usar calda de chocolate, polvilhe canela em pó sobre o bolo.

Preste atenção!
Uma colher de chá de canela por dia é suficiente para ter todos os efeitos benéficos da especiaria. Pessoas com pressão baixa e gestantes devem evitar a canela, pois ela ajuda a baixar a pressão arterial e pode ter efeito abortivo.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Tudo que sabemos sobre emagrecimento e obesidade está errado

TUDO O QUE SABEMOS SOBRE EMAGRECIMENTO E OBESIDADE ESTÁ ERRADO

 Todo mundo também sabe como ganhar peso, e como perdê-lo. Ou não. Pelo menos é o que sugere um estudo publicado recentemente que aponta que “tudo que sabemos” sobre obesidade e perda de peso é errado...



A obesidade é um tema atual que tem aparecido muito na mídia. Todo mundo parece saber que estar acima do peso pode causar diversos males a saúde.
Todo mundo também sabe como ganhar peso, e como perdê-lo. Ou não. Pelo menos é o que sugere um estudo publicado recentemente no New England Journal of Medicine, que aponta que “tudo que sabemos” sobre obesidade e perda de peso é errado.
Que precisamos fazer alguma coisa a respeito da obesidade, é verdade. Mas é verdade também, porém, que muitos dos conselhos médicos dados acabam sendo confusos ou errôneos.
O Dr. Aaron E. Carroll, professor associado de pediatria na Escola de Medicina da Universidade de Indiana (EUA), por exemplo, comenta que disse às pessoas que fazer pequenas mudanças sustentáveis de estilo de vida era a melhor maneira de perder peso ao longo do tempo. “Acontece que fazer tais mudanças, como decidir caminhar um quilômetro por dia por cinco anos, resulta em muito menos perda de peso do que o esperado”, explica.
Dr. Carroll diz ainda que lecionava as pessoas sobre a importância da educação física nas escolas. No entanto, estudos mostram que a falta de atividade física na escola não é o que torna as crianças obesas ou com sobrepeso.
Ele também sempre defendeu a perda de peso lenta e constante, pois é melhor a longo prazo do que a perda de peso rápida. Ainda acreditava que a definição de objetivos irrealistas podia, na verdade, acabar sabotando os esforços das pessoas.
“Então, imagine minha surpresa ao descobrir que existem novas evidências de que metas ambiciosas são uma coisa boa, e que a perda rápida de peso não é menos provável de ser mantida a longo prazo”, conta.
Você já deve ter ouvido falar que comer bem no café da manhã é uma boa ideia quando você está tentando perder peso, porque evita que você coma em excesso mais tarde. Mas dados científicos mostram que não há nenhum “efeito protetor” de comer café da manhã.
Também já alegaram que comer mais frutas e vegetais é uma ótima maneira de perder peso. No entanto, diz o Dr. Carroll, estudos mostram que comer mais frutas e vegetais sem fazer outras alterações comportamentais não resulta em qualquer perda de peso.
Por fim, pesquisas também já apontaram que beliscar entre as refeições podia levar ao ganho de peso. Muitos outros estudos, entretanto, não acham tal ligação. Em geral, as pessoas compensam esses lanchinhos durante o resto do dia. Em outras palavras, não é necessariamente ruim lanchar fora do horário das refeições habituais.
Então, tudo o que pensávamos que era melhor, não é. Ou talvez não seja. E agora? O que fazer?

O que é irrefutável

Não se sinta condenado; estudos também mostram que você pode perfeitamente superar fatores genéticos e familiares e perder peso.
Eles também mostram que a atividade física pode ajudar com significativa perda de peso, e tem a vantagem adicional de te deixar mais saudável em geral.
Reduzir a ingestão de calorias funciona também, no geral, especialmente se a redução for feita de uma maneira que mude seus hábitos alimentares globais. Para alguns, a cirurgia bariátrica também dá incríveis resultados gerando uma mudança de vida.
Outro ponto a favor da perda de peso é envolver toda a família. Pesquisas mostram que o apoio pode ser muito importante para essa conquista.
Dr. Carroll conta, por exemplo, que nos últimos cinco anos, ele e sua esposa perderam peso juntos. “Agora que olho para trás, se vou ser honesto sobre isso, digo que perdi peso em diferentes períodos, ‘explosões’ de perda de peso em alguns meses aqui e ali, cada vez ganhando menos do que eu tinha perdido”, conta.
Carrol afirma que seu café da manhã é composto por apenas um café. Ele também almoça sempre comidas leves, como saladas, e janta geralmente uma refeição caseira saudável com a família. “Minha esposa está cozinhando mais do que costumava e está obcecada em encontrar maneiras de tornar as refeições mais saudáveis”, diz.
Ele também evita frituras quase inteiramente, e nem consegue se lembrar da última vez que comeu em um restaurante fast food. Por fim, vai para a academia duas a três vezes por semana.
“Eu não digo tudo isso porque acho que é o que você deve fazer, ou porque acho que é a chave para perder peso. Digo-lhe isto porque mais e mais eu acho que o caminho para a perda de peso sustentável é um caminho muito pessoal e individual. Talvez o nosso problema seja que estamos tentando encontrar uma solução que sirva para tudo e todos. Eu não tenho certeza de que tal coisa existe”, opina.
A dica, então, é procurar o que dá certo para você. Mas o alerta maior, deixado pela conclusão do novo trabalho científico, é a prevenção.
“A melhor maneira de combater a obesidade é evitá-la em primeiro lugar. Isso tem que começar quando as crianças são jovens, e é uma viagem ao longo da vida. Uma coisa que duvido que será provada falsa um dia é que é muito mais fácil não ganhar o peso em primeiro lugar do que perdê-lo mais tarde”, conclui Dr. Carroll.[CNN]

domingo, 23 de dezembro de 2012

Mulher perde 19 kg com cirurgia por hipnose


EMAGRECER COM A CABEÇA. Mulher perde 19 kg com cirurgia por hipnose

Técnica promete controlar ansiedade e fazer com que pacientes acreditem em balão imaginário no estômago

Quem luta contra a balança sabe o quanto é difícil resistir a um bolo de chocolate durante a dieta ou comer salada em um jantar com os amigos. Para driblar a compulsão, uma técnica promete controlar a ansiedade dos pacientes e fazer com que eles acreditem na existência de um balão imaginário em seu estômago. O método é chamado de hipnoterapia cognitiva, e combina hipnose clínica, terapia comportamental e técnicas imaginárias.

“Meu trabalho é multidisciplinar, mas é importante que tenha um médico ou nutricionista para orientar. Essa técnica faz com que o paciente siga qualquer dieta a risca de faca. É um treinamento motivacional para que ele se visualize fazendo o que não consegue. Por exemplo, tem gente que adora chocolate e deixa de gostar depois do tratamento, ou quando é realizada a cirurgia imaginária do balão intragástrico, o paciente passa a acreditar que existe um espaço menor no estômago e  começa a comer menos”, explicou o psicólogo Benomy Silberfarb, autor do livro Hipnoterapia Cognitiva.

Foi o que aconteceu com a psicóloga Juliana Peronio, de 33 anos. Depois de tentar dietas milagrosas, sofrer efeito sanfona e apostar em lipoaspiração para se livrar dos 23 kg que ganhou durante a gravidez do filho, há 12 anos, ela decidiu fazer o tratamento por hipnose.  “Quando eu fiz lipo, meu médico disse que eu poderia perder até 5 kg, mas nunca conseguiria voltar ao mesmo corpo que tinha aos 25 anos”, contou.

Na época em que decidiu fazer o tratamento, ela tinha 73 kg distribuídos em 1,64m. “Eu já tinha ido a nutricionista, comido só salada, passado  fome, vivido a base de água e só conseguia perder um quilo por mês. Em junho desse ano, coloquei o balão (no tratamento por hipnose) e quatro meses depois tinha perdido 19 kg sem praticar exercícios. E o melhor é que eu como de tudo, mas em pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Me sinto plenamente satisfeita”, disse. Com isso, Juliana passou de um manequim 42 para 34.

O caso de Juliana não é o único. Assim como ela, a designer Lisandra Sperb, de 44 anos, também teve sucesso com a técnica. Ela ganhou peso com a tireoide e não conseguia emagrecer. “Eu não me pesava, só via que o negócio estava feio e sabia que minhas roupas não serviam. Na época, eu ia a uma psiquiatra e ela me indicou o tratamento. Liguei para marcar no mesmo dia porque estava muito irritada comigo mesma”. Ela colocou o balão intragástrico em setembro de 2011 e conta que não se pesa, mas que percebe que emagreceu mais de 10 kg e se sente feliz com a nova forma.

Procedimento

Diferentemente do que muita gente pensa, a hipnose não acontece por magia, nem em estado de inconsciência. Pelo contrário, de acordo com Benomy, a técnica faz com que todos os sentidos fiquem mais aguçados. “Eu converso com o paciente e troco informações. Às vezes tenho que ir até a infância para descobrir o motivo da ansiedade. Se ele disser que quando apanhava, comia mais, a gente trabalha para mudar esse cenário”, detalha o psicólogo.

A princípio, o paciente passa por uma série de avaliações que mostram se ele é ou não suscetível a hipnose, já que o método só é aplicado e funciona em quem acredita nos resultados. Em seguida, são realizadas 10 sessões, com intervalo de uma semana entre elas, onde acontece um treinamento motivacional em uma conversa com o médico e o cérebro trabalha por repetição de estímulos. Assim, a mente passa a ver cenários diferentes, o que controla ansiedade e compulsão.

“Você ouve tudo e sabe tudo o que está acontecendo. Logo depois da primeira consulta, fui almoçar em um shopping antes de ir trabalhar, mas já não tive tanta vontade de comer. Controlei automaticamente e me dei conta só depois”, relembra Lisandra.

Na sessão em que é colocado o balão, que dura cerca de uma hora, há sons no consultório de batimentos cardíacos e enfermeiras trabalhando. Além disso, para intensificar o resultado, o paciente recebe um cd com a voz do médico repetindo frases de estímulo. “A hipnose é muito ligada entre  a minha relação com o paciente. Então quanto mais ouve a minha voz, mais ele entra em transe hipnótico”, afirma o especialista.

Em média, os pacientes que aplicam o balão eliminam 20 quilos em três meses. Após a fase de emagrecimento, é feita a manutenção, em que o intervalo das sessões é mensal. Vale lembrar que o procedimento não é invasivo e não existe dores e desconfortos causados pela hipnoterapia cognitiva.

Contraindicações

O mais importante para o procedimento dar resultado é o paciente não duvidar que pode alcançar a boa forma com a hipnose, mas não só. O método é contraindicado em casos de pacientes com transtornos mentais, como esquizofrenia, pessoas hiperativas ou com déficit de atenção e deficientes auditivos.

Além disso, só deve ser aplicado após os sete anos e, segundo o psicólogo, adolescentes são os que apresentam melhores resultados. “Pessoas entre 13 e 17 anos são as mais suscetíveis. Tenho que testar e perceber o quanto o paciente acredita no que eu estou falando”, afirma Benomy. "Caso haja confiança no tratamento, os resultados são garantidos".

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

BALANÇA. Entre uma 'Malhação' e outra, André Marques engordou 40 kg


O apresentador do “Vídeo Show”, André Marques, participou da novela “Malhação”  entre 1995, primeiro ano da novelinha, e 1999, interpretando o personagem Mocotó.
Esse ano, André está reprisando seu papel na mais nova temporada de “Malhação”, que estreou na semana passada. Nessa passagem de tempo, o ator e apresentador engordou 40 kg a mais.

“Agora eu tenho cabelo curto e 40 kg a mais”, disse com bom humor ao site “Ego”, ao qual falou sobre as mudanças por que passou durante a primeira participação e a atual.

“Mas não fico comparando minha vida de hoje ao passado”, disse. “Prefiro mil vezes a minha vida atual.”


Fonte: Boainformacao.com.br

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Irisina, hormônio anti-obesidade que queima as células adiposas

Um estudo recente publicado na prestigiosa revista científica Nature , descobriu o papel crucial desempenhado por uma determinada hormona anti-obesidade .

As descobertas podem levar a formas mais específicas para enfrentar a obesidade e o diabetes, eventualmente por meio do incremento dessas células de gordura bege, dizem os pesquisadores.

Tipos de células de gordura

O estudo parece indicar que existem células de gorduras de diversos tipos e diversas funções, eventualmente com alterações de funções. “Nós identificamos um terceiro tipo de célula de gordura,” explica Bruce Spiegelman, da Escola de Medicina de Harvard (EUA). “Há a gordura branca, a gordura marrom, e agora a gordura bege. Este terceiro tipo de gordura bege está presente na maioria ou em todos os seres humanos.”

Na verdade, sempre se pensou que a gordura marrom existisse apenas em bebês, servindo para mantê-los aquecidos. Mas dados de imageamento médico mais recentes – e mais precisos – mostram que os adultos também mantêm um pouco dessa gordura saudável.

Origem da gordura marrom
Mas a equipe de Spiegelman já havia mostrado anteriormente que a gordura marrom queimadora de energia, encontrada no meio da gordura branca armazenadora de energia em adultos, não era exatamente a gordura marrom clássica que se vê em bebês.

A gordura marrom dos bebês vem dos músculos, enquanto nos adultos as células de gordura marrom surgem do “escurecimento” da gordura branca.

No novo estudo, a equipe de Spiegelman clonou células bege retiradas do tecido adiposo de camundongos para estudar a sua atividade em nível genético.

Os perfis de expressão mostraram que, geneticamente, as células bege estão em um ponto entre a gordura branca e a gordura marrom. Inicialmente, elas têm baixos níveis de UCP1 (proteína desacopladora 1), um ingrediente chave para a queima de energia e geração de calor, níveis semelhantes aos da gordura branca.

Mas as células bege também têm uma notável capacidade de incrementar sua expressão de UCP1, iniciando um programa de queima de energia que é equivalente àquele da gordura marrom clássica, a dos bebês.

Irisina
 A equipe também descobriu que as células bege respondem a um hormônio conhecido como irisina, para ativar o programa de queima de energia. Isso é particularmente notável porque a irisina é liberada pelos músculos mediante exercícios físicos, e é responsável por alguns dos benefícios que a atividade física traz.

Ou seja, a irisina pode ser o tratamento há muito procurado para aumentar a queima de células de gordura.

Além do potencial terapêutico, as novas descobertas podem levar a novas e melhores maneiras para caracterizar as significativas diferenças entre as pessoas quanto ao número de células bege que cada uma possui, diz o Dr. Spiegelman.



A gordura que queima gordura


Novas pesquisas indicam como aumentar a quantidade e a ação da gordura marrom. Presente no corpo humano, ela queima caloria em vez de armazená-la

Cilene Pereira
Há anos a ciência pesquisa formas de acabar com o excesso de peso que tanto prejudica a saúde e a silhueta. Já se procurou por soluções em dietas, remédios. Agora, grande parte da atenção dos pesquisadores se concentra em uma arma que existe dentro do ser humano e que até hoje não vinha sendo explorada: a gordura marrom. Diferentemente da gordura branca, que armazena gordura no corpo, a marrom a queima. Ou seja, é uma gordura do bem. Uma gordura que emagrece.
A ciência já conhecia a existência desse tipo de tecido adiposo há muito tempo. Ele é, na verdade, uma herança da nossa evolução. Sua principal função é gerar calor. Ajudou, dessa maneira, a evitar que os homens morressem de frio lá nos primórdios da história, quando a humanidade estava perigosamente exposta a baixas temperaturas. Está presente nos mamíferos, em especial naqueles que hibernam. No ser humano, existe em quantidade razoável em recém-nascidos. Como são incapazes de tremer – resposta do corpo para criar calor – e de escapar sozinhos de lugares frios, apresentam depósitos de gordura marrom significativos.
A grande surpresa ocorreu há três anos, quando três importantes pesquisas publicadas na mesma edição da revista científica “The New England Journal of Medicine” – uma das mais prestigiadas do mundo – revelaram que esse tipo de gordura podia ser encontrado também em adultos. Até então, imaginava-se que ela desaparecia do corpo gradativamente, ao longo do crescimento. Mas os trabalhos demonstraram de maneira inequívoca que a gordura marrom fazia parte do organismo adulto e que seus depósitos se localizam na mesma região onde estão os dos bebês, embora sejam menores do que os apresentados pelas crianças. Basicamente, há gordura marrom nos adultos no pescoço, abaixo da clavícula e ao longo da espinha.
APOSTA
O nutricionista Ávila acredita no potencial da gordura contra a obesidade
Um dos trabalhos foi feito por pesquisadores do Joslin Diabetes Center, ligado à Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e consistiu na análise dos resultados obtidos pelo exame de imagem PET-CT, aplicado a 1.972 pessoas por diferentes razões. O outro estudo foi realizado na Universidade de Maastricht, na Holanda, e envolveu 24 jovens saudáveis. O terceiro foi coordenado por cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e teve cinco participantes. Nestes dois últimos os voluntários também foram submetidos ao teste PET-CT.
Por meio dos exames, constatou-se não só a existência das células de gordura marrom. Verificou-se que, nos adultos, elas continuam a exercer seu papel primordial, o de criar calor. No experimento sueco, por exemplo, os cientistas constataram que a gordura passou a queimar calorias quan­­­­do os participantes permaneceram por duas horas em uma sala com temperatura que variou de 17 a 19 graus. Na pesquisa holandesa, ela começou a funcionar quando o termostato baixou para 16 graus.
A divulgação desses trabalhos encheu de ânimo pesquisadores do mundo todo. “A gordura marrom apresenta um grande potencial como arma contra a obesidade”, afirma o nutricionista mineiro Marcus Ávila, pós-graduado em nutrição esportiva. O entusiasmo é compreensível. Quando ela é ativada para gerar calor, inicia-se um incrível processo de queima de calorias. Afinal, elas são o combustível para o funcionamento das células. Portanto, para cumprir sua missão, as células de gordura marrom recorrem à queima calórica. Sem isso, não têm como funcionar. E elas queimam mais calorias porque foram dotadas de um número muito maior de mitocôndrias – estrutura celular responsável pela produção de energia –, uma vez que precisam desse maquinário ampliado para dar conta de seu trabalho.
ESTRATÉGIAS 
As pesquisas indicam que fazer exercícios e expor-se ao frio seriam
formas de turbinar a ação das células que queimam calorias
Por tudo isso, estima-se que 50 gramas de tecido adiposo marrom ativo sejam suficientes para elevar em 20% a taxa do metabolismo basal (a quantidade de calorias que o organismo utiliza, em repouso, para manter o funcionamento dos órgãos). Por essa conta, um indivíduo que consiga acionar as células de gordura marrom poderia perder até cinco quilos, em um ano, mantendo a mesma dieta e o mesmo nível de atividade física. “Ela pode ser capaz de queimar centenas de calorias por dia”, afirmou à ISTOÉ o cientista Aaron Cypess, do Joslin Diabetes Center e autor de vários trabalhos a respeito do assunto.
Entusiasmados com esse potencial, de 2009 para cá os cientistas iniciaram uma corrida mundial para aprofundar o conhecimento sobre este tecido adiposo. Alguns pesquisadores focaram seu interesse no poder do frio para ativá-la. No início do ano, um time de pesquisadores canadenses divulgou um trabalho no qual constatou que indivíduos submetidos a uma temperatura de 18 graus dobraram seu gasto de energia em comparação aos participantes que ficaram em ambientes com temperaturas mais elevadas. Gastaram em média 250 calorias a mais do que os outros durante as três horas de exposição ao frio. “Demonstramos de forma convincente a importância metabólica da gordura marrom na geração de calor em jovens adultos”, disse à ISTOÉ Denis Richard, diretor do Instituto Universitário de Cardiologia e Pneumologia de Quebec, no Canadá, e um dos autores do trabalho. “E sua ativação pode representar um meio útil de prevenir o depósito excessivo de gordura.”
O grupo coordenado pela cientista Sheila Collins, do Centro de Pesquisa Sanford-Burnham, nos Estados Unidos, descobriu um efeito inusitado do frio. Baixas temperaturas elevam a concentração de um hormônio fabricado no coração (peptídeo natriurético) e conhecido por interferir no controle da pressão arterial. “Verificamos que ele também ativa o tecido adiposo marrom”, explicou à ISTOÉ a pesquisadora.
PIONEIRO
O pesquisador Sven foi um dos que descobriu que adultos também têm o tecido adiposo
Se o poder do frio para ativar a gordura é consenso no meio científico, sua utilização como estratégia para emagrecimento, neste momento, ainda é motivo de discussão. Uma corrente defende que sim, como Leslie Kozak, do Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, nos Estados Unidos. “Hoje temos uma chance de diminuir a obesidade simplesmente reduzindo a temperatura ambiente”, escreveu a pesquisadora em artigo sobre o tema. “Amanhã poderemos criar drogas que imitem a resposta natural do corpo ao frio e ajudem a aumentar a atividade dessa gordura.”
Seu colega Jan Nedergaard, da Universidade de Estocolmo, autor de uma revisão a respeito do assunto, concorda. “Normalmente digo para as pessoas: ficar em uma sala com uma temperatura fria o suficiente para se sentir desconfortável, sem chegar a tremer, necessariamente irá estimular a gordura marrom a funcionar”, afirmou à ISTOÉ. No entanto, Sven Enerback, autor de um dos trabalhos que provaram a existência do tecido adiposo em adultos, acredita que ainda é preciso mais tempo para saber os reais resultados da estratégia. “Hoje sabemos que o frio ativa essa gordura, mas é cedo para afirmar que esse será um caminho efetivo para a redução de peso”, disse à ISTOÉ.
Outros grupos estão investigando o que mais, além do frio, pode ser capaz de fazê-la funcionar ou de estimular sua fabricação. O cientista Bruce Spiegelman e seus colegas do Instituto de Câncer Dana-Farber, nos Estados Unidos, publicaram recentemente um artigo na revista científica “Nature” – uma das mais importantes do mundo – descrevendo o efeito do exercício para essa finalidade. Eles descobriram que a realização de exercícios de repetição, por períodos mais prolongados, aumenta no organismo a concentração do hormônio irisina. Produzido pelos músculos a partir do exercício, o composto parece induzir à formação de tecido adiposo marrom em vez de estimular a produção da gordura branca, aquela que guarda gordura. “É excitante descobrir uma substância natural conectada com o exercício com esse potencial terapêutico”, comemorou o pesquisador. A notícia repercutiu no Brasil. “Fazer exercícios está ao alcance de todos”, disse o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, vice-presidente eleito da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade. “E o estudo de sua associação com a gordura marrom pode vir a ser um bom caminho contra a obesidade.”
EXPECTATIVA
Nos EUA, Sikder (acima) planeja teste em humanos de composto que aumenta
a quantidade da gordura. No Brasil, Salles acompanha as pesquisas no mundo
Na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, os pesquisadores descobriram que um dos segredos para elevar a produção da gordura que emagrece pode estar na maçã. Trata-se do ácido ursólico, presente na casca da fruta. “Ficamos surpresos ao verificar que ele pode aumentar sua quantidade”, afirmou Christopher Adams, um dos responsáveis pelo trabalho. A conclusão foi obtida após a realização de uma experiência com cobaias. Metade dos animais recebeu uma dieta rica em gordura por várias semanas. O restante ingeriu os mesmos alimentos, em maior quantidade, mas ganhou doses diárias do ácido ursólico. No final do experimento, os que haviam recebido suplementos do composto engordaram menos do que os outros. Agora, os cientistas pretendem verificar se resultados assim tão animadores podem ser observados também em seres humanos.
Compartilham do mesmo objetivo os cientistas envolvidos nos estudos que demonstram os efeitos benéficos de outros fatores. É o caso do time do Centro Médico da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, empenhado em descobrir de que maneira os remédios contra a diabetes da classe das tiazolidinas são capazes de transformar a gordura branca em marrom – o que já está comprovado. Porém, essas medicações apresentam efeitos colaterais, como perda óssea e risco de toxicidade hepática. “Mas, se pudermos encontrar uma forma de impedir isso, podem ser uma opção”, afirmou o chefe do trabalho, o cientista Domenico Accili.
Esforços também estão sendo feitos para entender e conseguir provar como diversas proteínas atuam para estimular o funcionamento do tecido adiposo marrom. Uma das que estão na mira dos cientistas é a proteína BMP8B. Em uma experiência relatada em um artigo divulgado há dois meses na revista científica “Cell”, os pesquisadores contaram que a aplicação da substância no cérebro de animais promoveu uma resposta mais forte das células de gordura marrom. “Elas queimaram mais gordura”, afirmou à ISTOÉ um dos participantes da pesquisa, o cientista Andrew Whittle, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. “Esta proteína oferece a possibilidade de ser uma intervenção mais específica para ajudar na redução do peso corporal”, completou.

FÁBRICA
O cientista Kajimura estuda como a gordura se forma
Aposta semelhante está fazendo um grupo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em uma substância chamada PRDM16. Ela está envolvida na produção do tecido marrom. “Estamos investigando como ela ajuda a regular o desenvolvimento dessas células”, explicou à ISTOÉ Shingo Kajimura, coordenador dos estudos. “As informações poderão ser usadas para a criação de remédios que estimulem a fabricação da gordura em humanos”, disse.
Nessa empreitada para levantar tudo o que pode ativar esse tecido adiposo, há a indicação do efeito positivo de um fator um tanto quanto inusitado. Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, constataram que cobaias colocadas em ambientes ricos em estímulo (com opções de brin­­­cadeira e atividade física e contato com outros animais, por exemplo) perderam 49% mais gordura abdominal do que outras que não desfrutaram das mesmas opções. Isso ocorreu graças a uma maior produção da gordura marrom ocorrida nestas circunstâncias. O caminho para esse resultado passa por um complexo mecanismo desencadeado no cérebro. “Nossos achados sugerem que potencialmente poderemos induzir esse efeito modificando nosso estilo de vida ou acionando farmacologicamente o mesmo caminho cerebral”, afirmou Matthew During, líder da pesquisa.
Em estágio mais adiantado está o grupo de Sanford-Burham, integrado por Devanjan Sikder, professor do Centro de Pesquisas de Obesidade e Diabetes. Eles se preparam para iniciar o primeiro estudo em humanos a fim de conferir a eficácia da orexina. Envolvido no controle do apetite, o hormônio também se mostrou capaz de ativar a gordura marrom, reduzindo em 50% a taxa de gordura corporal em cobaias. E, na Inglaterra, cientistas da Universidade de Nottingham trabalham em um sistema de exame de imagem específico para localizar precisamente em humanos onde estão os depósitos da gordura e sua capacidade de produzir calor. “A tecnologia não é agressiva e não expõe as pessoas à radiação”, explicou Michael Symonds, responsável pelo trabalho. O pesquisador acredita que o recurso permitirá a realização de estudos com grande quantidade de pessoas, fornecendo informações que permitam o uso cada vez mais a nosso favor da gordura que emagrece.

Fotos: Montagem sobre foto de Shutterstock; João Marcos Rosa/NITRO; Pedro Dias/Ag. Istoé; Divulgação


Um novo estudo abre perspectiva de que os exercícios físicos possam ser trocados por uma pílula.
Em experimentos com camundongos, cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, em Boston, descobriram que um tipo de um hormônio, produzido após a atividade física, era capaz de transformar o tecido adiposo.

Editoria de arte/folhapress

Em sua presença, células de gordura branca --responsável por armazenar energia-- se convertem na chamada gordura marrom, que queima calorias para aquecer o corpo.

A nova molécula, batizada de irisina, também existe em humanos. Num teste, os cientistas injetaram pequenas doses da substância em roedores sedentários, obesos e com sintomas de pré-diabetes.
Após dez dias, os animais tiveram os níveis de glicose e insulina normalizados no sangue e até perderam peso. O experimento foi descrito na revista "Nature".

"Com a irisina, nós conseguimos traduzir uma pequena parte do efeito dos exercícios têm sobre o organismo", disse à Folha Pontus Boström, autor do trabalho. Ele alerta que a irisina não vai deixar ninguém mais forte. "Existe uma vasta gama de efeitos que jamais poderemos substituir por uma única intervenção metabólica."

FUTURO
Mesmo exibindo cautela em relação ao potencial terapêutico do novo hormônio, os pesquisadores se mostram otimistas com a perspectiva de usá-lo em humanos em um futuro próximo.

A molécula da irisina dos camundongos é quase idêntica à versão humana, o que significa que os mesmos benefícios observados nos roedores podem se mostrar em pessoas. "Esperamos ver efeitos colaterais muito pequenos", diz Boström.

Ele e seus colegas do Dana-Farber, um centro de pesquisa associado à Universidade Harvard, estão agora tentando criar uma maneira de administrar a irisina a humanos. No estudo com roedores, foi usado um vírus para distribuir o hormônio no organismo, algo difícil de fazer com segurança.

Para criar uma droga que possa ser usada em humanos, Boström e seus colegas estão tentando "colar" a irisina em moléculas de anticorpos, as proteínas de defesa do sistema imunológico, para só depois injetá-las no sangue.

"Temos de fazer isso para que a droga não entre em degradação na corrente sanguínea", diz o cientista.
Ainda não há perspectiva sobre quando os testes em humanos podem começar.

NÃO É PREGUIÇA
Para pesquisadores, mesmo que não seja adequado substituir exercícios por uma droga que tente emular seus efeitos, é possível encontrar uma brecha para aplicação.

"Há muitos pacientes por aí que precisam de exercício mas, por diferentes razões, não podem fazer", diz Boström.

"Um medicamento pode vir a ser uma opção para pessoas extremamente obesas, que têm dificuldade em se movimentar para fazer exercícios, ou para pessoas com alguns tipos de deficiência física", acrescenta.

GORDURA MARROM INTRIGA CIENTISTAS
Apesar de já estarem estudando a possibilidade de aplicação do conhecimento sobre a chamada gordura marrom, cientistas ainda tentam entender por que esse tipo de tecido é estimulado pelo exercício no corpo humano.

A gordura marrom, que queima energia em vez de armazenar, existe primariamente em bebês, que precisam de proteção contra o frio. Como essa classe de célula adiposa libera energia ao ser estimulada, gera calor e aquece a criança.

Do ponto de vista da teoria da evolução, porém, não faz sentido que um organismo que já esteja gerando calor por meio de atividade física também estimule a queima de mais energia por um mecanismo metabólico secundário.

A hipótese que cientistas levantaram para explicar isso é que, nos bebês que sentem frio, o fator que estimula a a conversão de gordura branca em marrom é o tremor.

Como os músculos que se movimentam para vibrar a pele são essencialmente os mesmos que mexemos para fazer exercício, também produzimos gordura marrom como efeito colateral da atividade física.
"É difícil tentar abordar essas questões evolutivas em experimentos, mas estamos testando o efeito do tremor usando camundongos", diz o biólogo Pontus Boström. "Não temos certeza ainda se essa hipótese está correta."

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mulher mais gorda do mundo perde 50 kg graças ao 'sexercício'


Mulher mais gorda do mundo perde 50 kg graças a 'maratona de sexo', diz
Pauline Potter chegou a pesar 291 quilos.
Ela diz que chega a gastar 500 calorias no que chama de 'sexercício'.
Alex e Pauline Potter no casamento, em 2003, e a mulher em foto recente (Foto: Reprodução/Guinness)

A americana Pauline Potter, nomeada a mais gorda do mundo pela edição deste ano do livro dos recordes, diz que perdeu 50 quilos graças a "maratonas de sexo" com seu ex-marido.

Pauline chegou a pesar 291 quilos, e diz que não conseguia nem ir ao banheiro sozinha. Depois de reatar a relação com seu ex-marido, ela disse que começou a ter sessões de sexo que gastavam até 500 calorias.

"Eu suo e gasto muitas calorias. Chamo de 'sexercício'", disse.

Em entrevista, o marido disse gostar das "maratonas", mas que é preciso tomar cuidado. "Uma vez, quando ela ficou por cima, eu não conseguia respirar", disse.

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Fonte: G1

domingo, 3 de junho de 2012

Maçã pode fazer você perder peso rápido

Maçãs podem fazer você perder peso rápido 

 Há um velho ditado: "Uma maçã por dia mantém o médico longe". Não só uma maçã pode manter um médico longe, mas também pode ajudar você a perder peso. As maçãs são uma adição de baixo teor de gordura e nutritiva para qualquer dieta e têm inúmeros benefícios à saúde.
Maçã é um alimentar saudável que ajuda a combater a obesidade, e contém proteínas, hidratos de carbono complexos, fibras alimentares, muitos tipos de vitaminas, minerais e oligoelementos.

A observação clínica mostra que, se as pessoas que estão com obesidade e hipertensão comer maçãs de 1 a 3 por dia, eles podem evitar o aumento do colesterol e aumento de gordura. Ainda mais, ela ajuda a reduzir a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue.

Maçãs contém elevado potássio, rico em celulose e ácidos orgânicos, promovendo a motilidade do estômago e do intestino, reduzindo o consumo de colesterol, ajudando a perder peso.


10 benefícios de saúde de Maçãs

Estamos informados de que uma maçã por dia mantém o médico longe, mas o que exatamente são os benefícios de saúde de maçãs? Aqui estão dez razões para ouvir os conselhos daquele velho provérbio.

Proteção óssea 
Investigadores franceses descobriram que um flavonóide chamado phloridzin que é encontrado apenas em maçãs pode proteger mulheres pós-menopáusicas de osteoporose e pode também aumentar a densidade óssea. Boron, outro ingrediente em maçãs, também fortalece os ossos.

Ajuda Asma 
Um estudo recente mostra que crianças com asma que beberam suco de maçã em uma base diária sofria de chiado menos do que crianças que bebem suco de maçã apenas uma vez por mês. Outro estudo mostrou que crianças nascidas de mulheres que comem muita maçã durante a gravidez têm taxas mais baixas de asma do que crianças cujas mães comeram poucas maçãs.

Prevenção de Alzheimer 
Um estudo com ratos na Universidade de Cornell descobriram que a quercetina em maçãs pode proteger as células cerebrais do tipo de danos dos radicais livres que podem levar à doença de Alzheimer.

Baixa o colesterol 
A pectina da maçã reduz o LDL ("mau colesterol"). Pessoas que comem duas maçãs por dia pode reduzir o colesterol em até 16 por cento.

Prevenção do Câncer do Pulmão 
De acordo com um estudo de 10.000 pessoas, aquelas que comeram mais maçãs tinham um risco 50 por cento menor de desenvolver câncer de pulmão. Os pesquisadores acreditam que isso é devido aos altos níveis dos flavonóides quercetina e naringina em maçãs.

Prevenção do câncer da mama 
Um estudo da Universidade de Cornell descobriu que os ratos que comeram uma maçã por dia reduziram seu risco de câncer de mama em 17 por cento. Ratos alimentados com três maçãs por dia reduziram seu risco por 39 por cento e aqueles alimentados com seis maçãs por dia reduziram seu risco por 44 por cento.


 Prevenção do câncer do cólon. Um estudo descobriu que ratos alimentados com extrato de maçã peles tinham um risco 43 por cento menor de câncer de cólon. Outras pesquisas mostram que a pectina da maçã reduz o risco de câncer de cólon e ajuda a manter um sistema digestivo saudável.

Prevenção do câncer do fígado 
Estudo científico descobriu que ratos alimentados com extrato de cascas de maçãs tinham um risco 57 por cento menor de câncer de fígado.

Diabetes
A pectina em maçãs fornece ácido galacturónico para o corpo, que reduz a necessidade do corpo para a insulina e pode ajudar no tratamento de diabetes.

Perda de peso 
Um estudo brasileiro descobriu que mulheres que comeram três maçãs ou peras por dia perderam mais peso durante uma dieta do que as mulheres que não comem frutas durante uma dieta. [healthdiaries.com]

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Para emagrecer rápido remédio funciona. Mas é imenso o perigo para a saúde



Quando você sobe na balança e o peso não agrada ou aquela roupa maravilhosa não cabe mais, o desespero chega. Na ânsia de perder peso o mais rápido possível, vale tudo. Mas aí que mora o perigo. Algumas pessoas buscam equilibrar a alimentação e praticar atividades físicas para reverter as gordurinhas a mais. Outras, porém, não aguentam esperar. Para dar uma forcinha no processo de emagrecimento, acabam consumindo sem prescrição médica as fórmulas "mágicas". E o Brasil, ao lado de Argentina e dos Estados Unidos, está entre os países que mais usam moderadores de apetite em todo o mundo, de acordo com um relatório divulgado em Viena, na Áustria, no mês de fevereiro, com informações atualizadas sobre a produção, tráfico e consumo de drogas.

A endocrinologista e metabologista Rosina Erthal explica que esse uso é um problema sério de saúde pública. "Desde 1996, calculava-se que o Brasil usava 30 toneladas de anfetamínicos por ano. O controle deveria ser maior porque esses remédios podem trazem complicações", afirma. Mas, segundo a médica, o que mais preocupa é o uso associado de anfetamínicos com outras medicações, que potencializam os efeitos colaterais. "Somente os anfetamínicos podem causar: depressão, irritabilidade, dependência e intolerância, além de poder desencadear um quadro psicótico se o paciente tiver problemas no sistema nervoso. "Quando associados ao laxante e ao uso de hormônios tireoidianos, por exemplo, podem baixar o potássio e causar uma arritmia cardíaca. São inúmeros os efeitos colaterais", reforça.

Carolina quando pesava 117kg e depois da cirurgia de redução;
além do efeito sanfona do remédio, ela tem casos de obesidade
 na família
As fórmulas podem trazer o corpo ideal por determinado tempo, mas as consequências não foram as melhores para a comerciante Carolina Azevedo, 31 anos. "Aos 21, comecei a tomar uma fórmula com anfetamina, hidróxido de alumínio, anti-depressivo, entre outros. Mas o remédio me deixava irritada e agitada - passei a arrumar a casa várias vezes por dia para o efeito passar. Chorei, fiz vários esportes ao mesmo tempo, mas não conseguia comer e, consequentemente, desmaiava", conta.

O remédio até deu solução na época, mas em nove anos ela passou de 56kg para 117kg. "Eu emagrecia, quando parava de tomar engordava 10 ou 20 kg por vez. Era um ciclo vicioso. E meu peso só aumentando. Quando parei realmente cheguei aos 117kg", lembra. Em 2008, a situação tornou-se insustentável e ela fez uma cirurgia de redução de estômago. Hoje, pesa 73kg e não quer saber de remédios para emagrecer. Controla o peso com alimentação, capoeira e caminhada.

Mas em determinados casos o remédio é indicado? "Esses medicamentos são indicados em casos de tratamentos de obesidade - doença crônica. É, de certa forma, preconceituoso quando se fala desses medicamentos. O problema está na má indicação e abuso. Há profissionais despreparados que fazem uso indevido. E isso faz com que haja esse conceito", explica o endocrinologista Laerte Damasceno, especialista no tratamento de doenças ligadas à obesidade. Segundo o médico, os anfetamínicos podem ser prescritos, mas as fórmulas são proibidas pelo Ministério da Saúde. "Os médicos não devem prescrever e as farmácias não devem manipular misturas de diuréticos, laxantes e anorexismos", alerta o doutor.

Mas qual o motivo das pessoas buscarem tanto esses remédios? "O padrão de beleza que as mulheres querem atingir é o muito magro. Mas a única maneira de se manter magra é com dieta adequada e exercícios físicos. É sempre importante lembrar que os medicamentos são para fins médicos, não estéticos", frisa a doutora Rosina. Para fazer as pazes com a balança, é necessário ter disciplina.

Por conta própria

A gravidez trouxe 26 kg a mais a estudante Natália Lima, 19 anos. Ela, que já tinha usado o medicamento antes, voltou a tomar. "Como eu não tinha muito leite, amamentei apenas um mês e não perdia peso. Resolvi tomar sibutramina por conta própria. Compro com um conhecido. Tenho um pouco de insonia e a boca fica seca. Se deixar fico o dia inteiro sem me alimentar, tira completamente o apetite. Já perdi 19 kg em quatro meses. Mas o que quero mesmo é chegar ao meu peso para manter com caminhada e exercícios", planeja.

Álcool

"Não deve ser consumido em conjunto com esses medicamentos. Normalmente, essas drogas potencializam os efeitos do álcool porque ambos atuam no sistema no nervoso central", afirma a endocrinologista Rosina. Sem contar no valor calórico do álcool que é alto.

Como os remédios agem no organismo

De acordo com o endocrinologista Alcary Simões, esses medicamentos absorvem muita água e dá a impressão de saciedade. "Faz uma queima como se a pessoa tivesse com a tiroide alta. Causa um hipertiroidismo artificial. Se o paciente tiver algum problema de coração, pode acelerar o batimento cardíaco. Outro problema é o efeito rebote - depois que para de ingerir, engorda o que perdeu e ainda mais alguma coisa. Isso acontece porque esses medicamentos costumam mudar o centro cerebral de regulagem do peso", explica o médico.

Os anfetamínicos agem no hipotálamo - centro da fome. Já a sibutramina age no centro da saciedade.

 (Jornal A Gazeta de 16/03/2009)


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Paixão emagrece e amor pode engordar. Entenda porquê

Vídeo: Dirty dancing - time of my life

Para quem via de fora, parecia dieta das boas, daquelas que viram segredo de beleza. Mas desde o começo, a jornalista Patrícia Lopes, de 33 anos, soube o que era. Foram seis quilos a menos, em apenas dois meses. A receita? Paixão. Patrícia secou após reencontrar o seu primeiro amor e se apaixonar.


As conversas pela internet (o amado mora no Maranhão) renderam falta de apetite, aceleraram o metabolismo e deram novo contorno ao corpo. "Nem esperava que isso pudesse acontecer de novo. Estou me sentindo maravilhosa, com o metabolismo muito acelerado", confessa.

O reencontro dos dois veio na hora certa. A executiva havia acabado de sair de um casamento de 10 anos - em que ganhou sete quilos. "Hoje recomendo: todo mundo merece passar por essa sensação de estar apaixonado".
De manequim menor, Patrícia sentiu na pele como as relações afetivas podem ficar íntimas da balança - com quilos a mais ou a menos.


EXPLICAÇÃO

Emagrecer de paixão ou engordar quando o amor já está estabelecido é fenômeno facilmente explicado pelo endocrinologista Tércio Rocha: "Quando estamos apaixonados, nossas neuroenzimas produzem mais endorfinas. Assim, temos sensação de estar saciados, sem fome, e não precisamos buscar prazer na comida".
Então, corremos em busca do prazer no sexo, que também contribui para a falta de apetite: as descargas de prazer satisfazem o organismo. E como a liberação de oxitocina, endorfina e testosterona é maior, dessa forma, os apaixonados se rendem muito mais a transas prazerosas.

QUANDO AS COISAS ESFRIAM

A paixão causa todo esse desequilíbrio hormonal por cerca de seis meses, diz o sexólogo Oswaldo Rodrigues Jr. É quando todo aquele fogo se transforma em amor estável, sem medo de perdas. Quando isso ocorre, a termogênese corporal diminui. "Os hormônios liberados são outros. Ninguém fica com o coração disparado por saber que o namorado ou marido vai chegar às 17h em casa", exemplifica o endocrinologista. Com o tédio, os casais começam a buscar novos prazeres. Afinal, nossa necessidade de satisfação é a mesma, e precisa ser atingida. O caminho mais fácil para chegar lá? A descoberta de novos sabores. Mas, desta vez, na cozinha.

Passamos a celebrar momentos a dois com jantares, chocolates e vinhos, e, naturalmente, o sexo fica pra depois. Além do hábito, que é cultural, o amor acontece no hipocampo, região do cérebro próxima do centro que estimula o apetite. Por isso, cientificamente, um fondue substitui um bom orgasmo: a compensação é parecida.

A nutricionista Carla Mancilha diz que é em maus hábitos como esses que moram os quilos extras. "Transferimos a felicidade para os alimentos. Quando nos casamos, chamamos amigos para testar novas receitas, presenteamos o companheiro com comida e mostramos a ele o que sabemos fazer na cozinha".Para compensar, ela recomenda aumentar os exercícios e ter uma rotina mais saudável - que não seja seguida por apenas um dos dois. É fundamental instalar esses bons hábitos antes de os filhos chegarem - a partir daí, as chances de ganhar mais quilos é ainda maior.


É científico
Pesquisa comprova que casar engorda
Não é mais piadinha de boteco ou "achismo": casar engorda mesmo e a tese é cientificamente comprovada. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Newcastle, na Inglaterra, acompanhou 8 mil homens e mulheres por sete anos. Entre casados, que eram 30% dos participantes, o ponteiro da balança registrou vários quilos a mais. A culpa? Segundo eles, da rotina.
Frustração mexe com ponteiros da balança para mais ou menos
Para os dois sexos, uma decepção amorosa pode significar magreza ou engorda, segundo o endocrinologista Albermar Harrigan. "Quando a paixão não é correspondida, podem acontecer as duas coisas. Há pessoas que bloqueiam a fome, outras ficam ansiosas comem mais".
Mas, a psicanalista Malvine Zalcberg diz que, especialmente no organismo da mulher, o impacto é avassalador. É que ela se realiza mais no amor que o homem - o que devasta seu organismo de forma diferente. "Por isso, elas podem definhar ou compensar essa dor com comida. E isso ocorre com muito mais força que no corpo dos homens".
Por isso, em vez de afogar as mágoas no primeiro sorvete que encontrar, desconte tudo na academia. "Exercícios dão muito prazer, e você ainda queima calorias para atrair um próximo amor", aconselha o endocrinologista Tércio Rocha.

CURIOSIDADE

Além de engordarem mais quando frustradas, as mulheres também ganham mais peso que os homens depois que estão namorando firme ou casadas. Suas porções aumentam, porque elas naturalmente comem a mesma quantidade que os maridos. Já com os homens acontece o contrário: como também passam a adotar os hábitos da parceira, podem até emagrecer. Segundo pesquisas, a explicação é que eles incluem frutas e legumes na dieta.

Será que sexo emagrece?
Se sexo emagrece? Para o autor do livro Como emagrecer fazendo sexo, Richard Smith, sim! Ele diz que todas as ações relacionadas ao ato sexual gastam energia – do beijo ao orgasmo, que consumiria 160 calorias. Por isso, seria um ótimo exercício físico. Alguém duvida?

O psicólogo Oswaldo Rodrigues Júnior, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo em Sexualidade Humana (Sbrash), diz que não é bem assim. Garante que não há estudos sérios sobre queima calórica em atividades sexuais, já que cada pessoa faz sexo com intensidade diferente, o que impede comparações.

"Como a média de relações sexuais do brasileiro é duas vezes por semana, há poucas chances de associar redução de peso com atividade sexual", diz. O sexólogo acrescenta que alguém que faz pouca atividade física também terá menos atividades sexuais e provavelmente levará pouco tempo quando fizer sexo, gastando muito menos calorias e vivendo menos emoções e sensações prazerosas.

O endocrinologista Tércio Rocha faz coro com a tese de que sexo não pode ser considerado um forte emagrecedor: "Como qualquer atividade física, sexo gasta calorias. Porém, mais importante que isso é a sensação de estar saciado que o ato proporciona". Além disso, sexo rejuvenesce, renova o organismo e aumenta a produção de hormônios. Ou seja: pique novo à relação, sempre.

Rotina contribui para o aumento de peso
A rotina de casais amorosos também pode se tornar uma vilã da boa forma. Após a troca de alianças, com a independência de comprar o que quisermos no supermercado e com as receitas novas que aprendemos para receber os amigos, danamos a comer mesmo, como cúmplices. A fase é um perigo para deixar as roupas justas. "Achamos que no casamento já está tudo conquistado... a monogamia engorda", alerta o endocrinologista Tércio Rocha. E acrescenta: "Rotina entediante leva à ansiedade, que faz buscar ainda mais compensação na comida". Ou seja: junto ao sedentarismo, acaba tudo em pizza: uma engorda desenfreada. Mas não é preciso esquecer a monogamia para se manter magro. Tanto o endocrinologista quanto o sexólogo Oswaldo Rodrigues são enfáticos: auto-estima em alta e injeção de ânimo na relação podem manter os corpos acelerados e cheios de disposição para, inclusive, fazer mais sexo.

O número
34 - é a quantidade de calorias que uma pessoa de 60 quilos pode perder fazendo sexo durante 30 minutos. A constatação vem de uma pesquisa norte-americana.

Alianças que pesam
Quando ouvia falar que casar engorda, a vendedora Teresa Javarini, 35, achava que era exagero. Hoje, ela tem certeza: os ponteiros da balança disparam. As alianças de casamento ficaram mais apertadas depois de dois anos dividindo a geladeira com o gerente de produção José Porfírio Santa Clara da Silva, 34.

Ela ganhou 13 quilos, em dois anos de relação. Ele acumulou quase a mesma quantidade. Eles confessam que, além de os programas serem em torno de comida - todo fim de semana eles inventam um churrasco - , o sedentarismo contribui. "Antes, saíamos para dançar, éramos mais ativos. Agora, até quando saímos com amigos, saímos para comer", conta Tereza.

De malas prontas para as férias, enquanto recebia nossa equipe, ela já previa diversões ultra calóricas. "Vamos passar alguns dias com minha irmã e a geladeira já está preparada para o churrasco regado a cerveja!"

A volta do passeio, no entanto, já está comprometida com mais leveza na rotina. Os dois pretendem rever a alimentação e dar novo fôlego ao ano. Mas nem assim prevêem parar com os prazeres gastronômicos. "Às vezes, emagrecemos para poder comer mais", ri Teresa.

Para não engordar depois do casamento:
Não repita sem pensar. Reproduza apenas os bons hábitos do parceiro. Nada de incluir na sua rotina ações engordativas que ele (ou ela) trazem à nova vida.

Agite a rotina Estimulem-se a adotar mais movimento, gastando mais calorias e evitando o ganho de peso.

Exercitem-se juntos. Se o tempo para exercícios não é compatível, entrem num consenso e incluam uma nova atividade na rotina, mas nunca excluam os exercícios da agenda.

Cozinha saudável.Se nenhum dos dois sabe cozinhar, tentem pratos rápidos e fáceis de fazer. Até porque quanto mais simples a alimentação (saladas e legumes cozidos, por exemplo), menos calórica será a refeição.

Nas compras. Evite encher a geladeira de alimentos congelados. São ricos em gorduras e pobres em vitaminas.

Lanchinhos perigosos. Pedir pizza, sanduíche ou comer na rua pode ser mais prático. Mas evitem fazer isso mais de uma vez por semana. São refeições calóricas - e a chance de ficar em um só pedaço é pequena.

Vigie as porções. Mulheres, nada de seguir o tamanho das porções dos maridos. Homens comem mais do que mulheres. O que para eles é o prato de cada dia, para elas é exagero.

Idéias magras. Conversem sobre suas preferências alimentares. Proponha novas idéias menos calóricas e que livrem vocês de preparar dois tipos diferentes de refeição, o que não é nada prático, por sinal.

Outros prazeres. Não priorizem somente a vida em família. Saiam com amigos, dediquem-se a um hobby e preencham o lazer com atividades que evitem ganhar calorias

Ame sua imagem. Mantenha sua vaidade em alta pensando em si mesmo, e não apenas no companheiro

Feliz, sem culpa. Já no início da vida a dois, estipule as suas regras de atividade física e de alimentação. Isso evita que no futuro, você se comporte como vítima do casamento e do excesso de peso. Lembre-se: se tiver companhia, ótimo! Se não for o caso, mantenha-se firme para não ganhar peso. [ Fonte: A Gazeta]


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dieta com óleo de coco pode ter efeito contrário


O óleo de coco vem sendo cada vez mais usado nas dietas de quem quer emagrecer. Fonte de ácido graxo, a substância ficou famosa por estimular o metabolismo e a queima de gordura. Mas é preciso ter atenção ao consumo. Por se tratar de um alimento calórico, o óleo deve ser usado com moderação e seguindo as orientações de um especialista.

A nutricionista Orion Araújo explica que o óleo de coco é uma gordura boa, mas em excesso pode engordar e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. “É um alimento funcional, ou seja, é um alimento que nutre. Ele tem nutrientes que são fontes oxidantes, que é um ácido graxo monoinsaturado que  em uma quantidade de acordo com o exercício que a pessoa faz, o peso da pessoa, a estatura da pessoa, a idade, enfim, ele inserido numa dieta balanceada, uma dieta equilibrada, ele faz bem à saúde. Desde que a pessoa consuma dentro de uma quantidade de acordo com a necessidade do dia e com o gasto calórico do dia”, explica Orion.


A nutricionista recomenda não ingerir mais do que duas colheres de óleo de coco ao dia. “O consumo deve ser de umas duas colheres de sopa. Só que essas duas colheres de sopa é para gordura total na dieta da pessoa. Quando digo gordura, me refiro à gordura boa que são as gorduras mono e poli-insaturadas. Então, vamos supor se a pessoa cozinha com óleo de coco. Essa quantidade já vai ter que estar embutida no almoço ou no jantar, para a refeição que ela está preparando”, destaca.

Orion alerta ainda que é preciso procurar orientação de um profissional da saúde antes de começar qualquer dieta, já que a quantidade de calorias indicada para cada pessoa é diferente.(A Gazeta)