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sábado, 23 de março de 2013

13 Sinais Cientificamente Comprovados de que Você está apaixonado


O Dia dos Namorados está se aproximando. Você tem um namorado (a) ... mas você está realmente apaixonada por ele ou ela? Com a cabeça girando de todos os pensamentos em forma de coração e rosas vermelhas, pode ser difícil de descobrir. Felizmente, os cientistas concluíram o que significa "se apaixonar".

Pesquisadores descobriram que um cérebro apaixonado fica muito diferente de que fosse uma mera desejo físico experimentando, e também é diferente de um cérebro de alguém em um relacionamento de longo prazo, comprometido. Estudos conduzidos por Helen Fisher, antropóloga da Universidade Rutgers, e uma dos maiores especialistas sobre a base biológica do amor, revelaram que o cérebro  "apaixonado" fica neste estado em um período único e bem definido de tempo, e há sinais 13 reveladores de que você gamadão.

1. "Isso é especial"

Quando você está apaixonado, você pensa que seu amado é único. A crença é acoplada com uma incapacidade de sentir a paixão romântica por mais ninguém. Fisher e seus colegas acreditam que esta mentalidade única resulta de níveis elevados de dopamina central - uma substância química envolvida na atenção e foco - no seu cérebro.


2. "Ela é perfeita"

As pessoas que estão verdadeiramente apaixonadas tendem a se concentrar nas qualidades positivas de seu/sua amada (o), enquanto cerra a vista para os seus traços negativos. Eles também se concentram em eventos triviais e objetos que lembram do objeto de seu amor, no dia-a sonham com esses pequenos momentos preciosos e lembranças. Esta atenção concentrada é também pensado para resultar de níveis elevados de dopamina central, bem como uma espiga de norepinefrina central, uma substância química associada à memória aumentada na presença de novos estímulos.

3. "Eu sou um desastre!"

Como é bem sabido, se apaixonar muitas vezes leva a uma instabilidade emocional e fisiológico. Você salta entre alegria, euforia, aumento da energia, insônia, perda de apetite, tremores, um coração acelerado e respiração acelerada, bem como ansiedade, pânico e sentimentos de desespero quando seu relacionamento sofre até mesmo a menor contratempo. Essas mudanças de humor paralelo o comportamento de viciados em drogas. E, de fato, quando em amor-pessoas são mostradas fotos de seus entes queridos, ele dispara as mesmas regiões do cérebro que ativam quando um viciado em drogas leva um golpe. Estar no amor, dizem os pesquisadores, é uma forma de vício.

4. "Vencer um desafio juntos nos aproxima"

Passar por algum tipo de adversidade com outra pessoa tende a intensificar atração romântica. Central de dopamina pode ser responsável por essa reação, também, porque a pesquisa mostra que, quando uma recompensa é atrasado, neurônios produtores de dopamina na região centro-cérebro tornam-se mais produtivos.

5. "Eu estou obcecada por ele"

As pessoas que estão apaixonadas gastam, em média, mais de 85 por cento de suas horas de vigília refletindo sobre seu "objeto de amor." Pensamento intrusivos, tal como esta forma de comportamento obsessivo é chamada, pode resultar da diminuição dos níveis de serotonina central no cérebro, uma condição que tem sido associado com o comportamento obsessivo. (Transtorno obsessivo-compulsivo é tratada com inibidores da recaptação da serotonina).

6. "Eu gostaria que pudéssemos estar juntos o tempo todo"

Pessoas apaixonadas regularmente apresentam sinais de dependência emocional na sua relação , incluindo a possessividade, ciúme, medo de rejeição e ansiedade de separação.

7. "Espero ficarmos juntos para sempre"

Eles também anseiam por união emocional com a seu/sua amada(o), em busca de maneiras de obter mais e devaneios sobre seu futuro juntos.

8. "Eu faria qualquer coisa por ela / ele"

As pessoas que estão no amor geralmente sentem um forte sentimento de empatia para com a sua amada (o), sentindo a dor da outra pessoa como sua própria e está disposto a sacrificar qualquer coisa para a outra pessoa.

9. "Será que ele gosta desta roupa?"

Apaixonar-se é marcado por uma tendência a reordenar suas prioridades diárias e / ou alterar as suas roupas, maneirismos, hábitos e valores, a fim de uma melhor adaptação com os de seu amado.

10. "Podemos ser exclusiva?"

Aqueles que estão profundamente no amor tipicamente sentem desejo sexual por sua amada, mas há fortes cordas emocionais ligados: O desejo por sexo é acoplado com possessividade, desejo de exclusividade sexual e ciúme extremo quando o parceiro é suspeita de infidelidade. Essa possessividade é pensado para ter evoluído de modo que uma pessoa no amor vai obrigar o seu parceiro a rejeitar outros pretendentes, garantindo assim que o namoro do casal não é interrompida até que ocorreu a concepção.

11. "Não é sobre sexo"

Enquanto o desejo de união sexual é importante para as pessoas no amor, o desejo de união emocional prevalece. Um estudo descobriu que 64 por cento das pessoas no amor (o mesmo percentual para ambos os sexos) discordaram da afirmação: "O sexo é a parte mais importante da minha relação com [o meu parceiro]."

12. "Eu me sinto fora de controle"

Fisher e seus colegas descobriram que os indivíduos que relatam "estar apaixonado" comumente dizem que sua paixão é involuntária e incontrolável.

13. "A faísca se foi"

Infelizmente, estar apaixonado geralmente não dura para sempre. É um estado impermanente que ou evolui para um relacionamento de longo prazo, co-dependente que os psicólogos chamam de "apego", ou se dissipa, e o relacionamento se dissolve. Se existem barreiras físicas ou sociais parceiros inibição de ver um ao outro regularmente - por exemplo, se o relacionamento é de longa distância - em seguida, o "apaixonado" geralmente esta fase dura mais tempo do que seria de outra forma.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Paixão emagrece e amor pode engordar. Entenda porquê

Vídeo: Dirty dancing - time of my life

Para quem via de fora, parecia dieta das boas, daquelas que viram segredo de beleza. Mas desde o começo, a jornalista Patrícia Lopes, de 33 anos, soube o que era. Foram seis quilos a menos, em apenas dois meses. A receita? Paixão. Patrícia secou após reencontrar o seu primeiro amor e se apaixonar.


As conversas pela internet (o amado mora no Maranhão) renderam falta de apetite, aceleraram o metabolismo e deram novo contorno ao corpo. "Nem esperava que isso pudesse acontecer de novo. Estou me sentindo maravilhosa, com o metabolismo muito acelerado", confessa.

O reencontro dos dois veio na hora certa. A executiva havia acabado de sair de um casamento de 10 anos - em que ganhou sete quilos. "Hoje recomendo: todo mundo merece passar por essa sensação de estar apaixonado".
De manequim menor, Patrícia sentiu na pele como as relações afetivas podem ficar íntimas da balança - com quilos a mais ou a menos.


EXPLICAÇÃO

Emagrecer de paixão ou engordar quando o amor já está estabelecido é fenômeno facilmente explicado pelo endocrinologista Tércio Rocha: "Quando estamos apaixonados, nossas neuroenzimas produzem mais endorfinas. Assim, temos sensação de estar saciados, sem fome, e não precisamos buscar prazer na comida".
Então, corremos em busca do prazer no sexo, que também contribui para a falta de apetite: as descargas de prazer satisfazem o organismo. E como a liberação de oxitocina, endorfina e testosterona é maior, dessa forma, os apaixonados se rendem muito mais a transas prazerosas.

QUANDO AS COISAS ESFRIAM

A paixão causa todo esse desequilíbrio hormonal por cerca de seis meses, diz o sexólogo Oswaldo Rodrigues Jr. É quando todo aquele fogo se transforma em amor estável, sem medo de perdas. Quando isso ocorre, a termogênese corporal diminui. "Os hormônios liberados são outros. Ninguém fica com o coração disparado por saber que o namorado ou marido vai chegar às 17h em casa", exemplifica o endocrinologista. Com o tédio, os casais começam a buscar novos prazeres. Afinal, nossa necessidade de satisfação é a mesma, e precisa ser atingida. O caminho mais fácil para chegar lá? A descoberta de novos sabores. Mas, desta vez, na cozinha.

Passamos a celebrar momentos a dois com jantares, chocolates e vinhos, e, naturalmente, o sexo fica pra depois. Além do hábito, que é cultural, o amor acontece no hipocampo, região do cérebro próxima do centro que estimula o apetite. Por isso, cientificamente, um fondue substitui um bom orgasmo: a compensação é parecida.

A nutricionista Carla Mancilha diz que é em maus hábitos como esses que moram os quilos extras. "Transferimos a felicidade para os alimentos. Quando nos casamos, chamamos amigos para testar novas receitas, presenteamos o companheiro com comida e mostramos a ele o que sabemos fazer na cozinha".Para compensar, ela recomenda aumentar os exercícios e ter uma rotina mais saudável - que não seja seguida por apenas um dos dois. É fundamental instalar esses bons hábitos antes de os filhos chegarem - a partir daí, as chances de ganhar mais quilos é ainda maior.


É científico
Pesquisa comprova que casar engorda
Não é mais piadinha de boteco ou "achismo": casar engorda mesmo e a tese é cientificamente comprovada. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Newcastle, na Inglaterra, acompanhou 8 mil homens e mulheres por sete anos. Entre casados, que eram 30% dos participantes, o ponteiro da balança registrou vários quilos a mais. A culpa? Segundo eles, da rotina.
Frustração mexe com ponteiros da balança para mais ou menos
Para os dois sexos, uma decepção amorosa pode significar magreza ou engorda, segundo o endocrinologista Albermar Harrigan. "Quando a paixão não é correspondida, podem acontecer as duas coisas. Há pessoas que bloqueiam a fome, outras ficam ansiosas comem mais".
Mas, a psicanalista Malvine Zalcberg diz que, especialmente no organismo da mulher, o impacto é avassalador. É que ela se realiza mais no amor que o homem - o que devasta seu organismo de forma diferente. "Por isso, elas podem definhar ou compensar essa dor com comida. E isso ocorre com muito mais força que no corpo dos homens".
Por isso, em vez de afogar as mágoas no primeiro sorvete que encontrar, desconte tudo na academia. "Exercícios dão muito prazer, e você ainda queima calorias para atrair um próximo amor", aconselha o endocrinologista Tércio Rocha.

CURIOSIDADE

Além de engordarem mais quando frustradas, as mulheres também ganham mais peso que os homens depois que estão namorando firme ou casadas. Suas porções aumentam, porque elas naturalmente comem a mesma quantidade que os maridos. Já com os homens acontece o contrário: como também passam a adotar os hábitos da parceira, podem até emagrecer. Segundo pesquisas, a explicação é que eles incluem frutas e legumes na dieta.

Será que sexo emagrece?
Se sexo emagrece? Para o autor do livro Como emagrecer fazendo sexo, Richard Smith, sim! Ele diz que todas as ações relacionadas ao ato sexual gastam energia – do beijo ao orgasmo, que consumiria 160 calorias. Por isso, seria um ótimo exercício físico. Alguém duvida?

O psicólogo Oswaldo Rodrigues Júnior, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo em Sexualidade Humana (Sbrash), diz que não é bem assim. Garante que não há estudos sérios sobre queima calórica em atividades sexuais, já que cada pessoa faz sexo com intensidade diferente, o que impede comparações.

"Como a média de relações sexuais do brasileiro é duas vezes por semana, há poucas chances de associar redução de peso com atividade sexual", diz. O sexólogo acrescenta que alguém que faz pouca atividade física também terá menos atividades sexuais e provavelmente levará pouco tempo quando fizer sexo, gastando muito menos calorias e vivendo menos emoções e sensações prazerosas.

O endocrinologista Tércio Rocha faz coro com a tese de que sexo não pode ser considerado um forte emagrecedor: "Como qualquer atividade física, sexo gasta calorias. Porém, mais importante que isso é a sensação de estar saciado que o ato proporciona". Além disso, sexo rejuvenesce, renova o organismo e aumenta a produção de hormônios. Ou seja: pique novo à relação, sempre.

Rotina contribui para o aumento de peso
A rotina de casais amorosos também pode se tornar uma vilã da boa forma. Após a troca de alianças, com a independência de comprar o que quisermos no supermercado e com as receitas novas que aprendemos para receber os amigos, danamos a comer mesmo, como cúmplices. A fase é um perigo para deixar as roupas justas. "Achamos que no casamento já está tudo conquistado... a monogamia engorda", alerta o endocrinologista Tércio Rocha. E acrescenta: "Rotina entediante leva à ansiedade, que faz buscar ainda mais compensação na comida". Ou seja: junto ao sedentarismo, acaba tudo em pizza: uma engorda desenfreada. Mas não é preciso esquecer a monogamia para se manter magro. Tanto o endocrinologista quanto o sexólogo Oswaldo Rodrigues são enfáticos: auto-estima em alta e injeção de ânimo na relação podem manter os corpos acelerados e cheios de disposição para, inclusive, fazer mais sexo.

O número
34 - é a quantidade de calorias que uma pessoa de 60 quilos pode perder fazendo sexo durante 30 minutos. A constatação vem de uma pesquisa norte-americana.

Alianças que pesam
Quando ouvia falar que casar engorda, a vendedora Teresa Javarini, 35, achava que era exagero. Hoje, ela tem certeza: os ponteiros da balança disparam. As alianças de casamento ficaram mais apertadas depois de dois anos dividindo a geladeira com o gerente de produção José Porfírio Santa Clara da Silva, 34.

Ela ganhou 13 quilos, em dois anos de relação. Ele acumulou quase a mesma quantidade. Eles confessam que, além de os programas serem em torno de comida - todo fim de semana eles inventam um churrasco - , o sedentarismo contribui. "Antes, saíamos para dançar, éramos mais ativos. Agora, até quando saímos com amigos, saímos para comer", conta Tereza.

De malas prontas para as férias, enquanto recebia nossa equipe, ela já previa diversões ultra calóricas. "Vamos passar alguns dias com minha irmã e a geladeira já está preparada para o churrasco regado a cerveja!"

A volta do passeio, no entanto, já está comprometida com mais leveza na rotina. Os dois pretendem rever a alimentação e dar novo fôlego ao ano. Mas nem assim prevêem parar com os prazeres gastronômicos. "Às vezes, emagrecemos para poder comer mais", ri Teresa.

Para não engordar depois do casamento:
Não repita sem pensar. Reproduza apenas os bons hábitos do parceiro. Nada de incluir na sua rotina ações engordativas que ele (ou ela) trazem à nova vida.

Agite a rotina Estimulem-se a adotar mais movimento, gastando mais calorias e evitando o ganho de peso.

Exercitem-se juntos. Se o tempo para exercícios não é compatível, entrem num consenso e incluam uma nova atividade na rotina, mas nunca excluam os exercícios da agenda.

Cozinha saudável.Se nenhum dos dois sabe cozinhar, tentem pratos rápidos e fáceis de fazer. Até porque quanto mais simples a alimentação (saladas e legumes cozidos, por exemplo), menos calórica será a refeição.

Nas compras. Evite encher a geladeira de alimentos congelados. São ricos em gorduras e pobres em vitaminas.

Lanchinhos perigosos. Pedir pizza, sanduíche ou comer na rua pode ser mais prático. Mas evitem fazer isso mais de uma vez por semana. São refeições calóricas - e a chance de ficar em um só pedaço é pequena.

Vigie as porções. Mulheres, nada de seguir o tamanho das porções dos maridos. Homens comem mais do que mulheres. O que para eles é o prato de cada dia, para elas é exagero.

Idéias magras. Conversem sobre suas preferências alimentares. Proponha novas idéias menos calóricas e que livrem vocês de preparar dois tipos diferentes de refeição, o que não é nada prático, por sinal.

Outros prazeres. Não priorizem somente a vida em família. Saiam com amigos, dediquem-se a um hobby e preencham o lazer com atividades que evitem ganhar calorias

Ame sua imagem. Mantenha sua vaidade em alta pensando em si mesmo, e não apenas no companheiro

Feliz, sem culpa. Já no início da vida a dois, estipule as suas regras de atividade física e de alimentação. Isso evita que no futuro, você se comporte como vítima do casamento e do excesso de peso. Lembre-se: se tiver companhia, ótimo! Se não for o caso, mantenha-se firme para não ganhar peso. [ Fonte: A Gazeta]


sábado, 7 de abril de 2012

Ator é enforcado acidentalmente na Paixão de Cristo em SP

O ator Thiago Klimeck, de 27 anos, do grupo Traças de Teatro, foi enforcado acidentalmente ao representar Judas no espetáculo Paixão de Cristo no município de Itararé, a 327 quilômetros da capital paulista, na região de Itapetinga. Segundo a Guarda Municipal do município, o acidente ocorreu por volta de 22h desta sexta-feira. Thiago representava Judas e teria se enforcado de verdade.
Montagem sobre fotos de Sandro Azevedo, do site Virtual Guia, mostra o momento em que o ator Thiago Klimeck se enforca acidentalmente site: www.VirtualGuia.com.br / Sandro Azevedo

Segundo a Guarda Municipal, as pessoas que estavam próximas demoraram um pouco para perceber que algo estava errado e que Thiago estava desacordado. Acharam que a cena estava realista e o rapaz trabalhava muito bem. O professor Sandro Azevedo fotografava a peça para o site Virtual Guia e registrou a cena. Ele disse que a encenação era itinerante, e, quando os atores caminharam para outro lado da praça, as pessoas que ficaram perto de Thiago notaram que ele não se mexia. Pelo relato de Sandro, havia uma cadeirinha de rapel por baixo da roupa usada pelo ator, onde era amarrada a corda.

Quando se percebeu que o ator estava inconsciente, a Guarda Municipal foi chamada. Thiago foi socorrido pelos guardas e levado à Santa Casa da cidade, onde ficou na UTI. Na manhã deste sábado, foi transferido para um hospital de Itapeva.
Peritos vão investigar se houve falha na execução da cena e no cenário da peça.

Fonte: oglobo.globo.com

Irmã diz que ator que se enforcou não corre risco de morte

Folha Online

A irmã do ator Thiago Klimeck, 27, que se enforcou acidentalmente durante a encenação da Paixão de Cristo na sexta-feira (6), afirmou neste domingo que o irmão continua em coma induzido, mas que seu quadro é estável e que não corre risco de morte.

Thiago está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Santa Casa de Misericórdia de Itapeva desde às 11h30 de sábado.


Segundo o médico Maven Haidar, que o examinou na manhã deste domingo, Thiago teve anóxia cerebral --quando falta oxigênio no cérebro-- e está em coma induzido por 48 horas devido às constantes convulsões. Ele deve permanecer assim até amanhã quando fará novos exames.

De acordo com Haidar, o trauma foi causado por conta da asfixia mecânica provocada pelo enforcamento. O estado de saúde é grave, porém estável. Segundo ele, apenas quando Thiago acordar é que será possível verificar as sequelas.

Segundo a irmã de Thiago, Fabiana Klimeck Bueno, 31, "ele está em coma induzido, mas já está respirando melhor e diminuiu o número de convulsões. Hoje, eu ainda não o vi, pois só pode entrar uma pessoa por vez. Mas, o meu marido, disse que ele está respirando melhor e que está tendo menos convulsões".

Segundo o marido de Fabiana, Leandro Luiz Bueno, 36, que conversou com o médico Haidar, Thiago fez exames no coluna e no pescoço. "Ele não teve trauma no cérebro e não rompeu nenhum vaso do pescoço. Ele está desacordado por conta da asfixia", disse Bueno.

Fabiana conta que o irmão ensaiava há seis meses para interpretar o personagem Judas na Paixão de Cristo. "No dia da apresentação, ele ensaiou novamente a cena do enforcamento com a presença do Corpo de Bombeiros, que fizeram a vistoria do equipamento --colete e cadeirinha -- que foi usada por Thiago" por baixo da túnica.

Fabiana não estava presente no momento do acidente. Segundo a Guarda Civil de Itararé, Thiago se enforcou com um cadarço que estava em sua túnica. Ao pular da pedra, o colete subiu e enroscou no cadarço provocando o enforcamento.

Thiago é solteiro e mora com a família em Itararé (a 345 km de SP). Klimeck participava da encenação da Paixão de Cristo na praça Coronel Jordão --conhecida como praça da Matriz, na região central da cidade, quando sofreu o acidente. Ele ficou quatro minutos sem se mexer até que os demais atores perceberam que ele estava inconsciente.

O ator foi levado desacordado pela Guarda Municipal para o hospital Santa Casa de Misericódia de Iararé e, depois, ele foi transferido para o hospital Santa Casa de Misericórdia de Itapeva (a 290 km de SP). O caso será investigado pela Polícia Civil da cidade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Oxitocina: o hormônio do amor e do sexo

Oxitocina: o hormônio do amor e do sexo 
Hormônio tem o poder de acalmar os homens e de potencializar a sexualidade feminina
foto: Sxchu

Atuação

Cérebro

O hormônio é produzido no hipotálamo e participa na ativação de regiões responsáveis por sensações como calma, autoconfiança e afeto

Mama

A oxitocina atua na contração dos músculos da mama, estimulando a liberação de leite nas mulheres

Útero

É contraído durante o trabalho de parto e nas relações sexuais

Pâncreas

As células beta são estimuladas para produzir insulina

Testículos

A oxitocina também participa da produção de espermatozoides
 



A chave para ter uma relação intensa e duradoura pode estar bem mais perto do que você imagina: embaixo dos lençóis. Pesquisas indicam que a oxitocina, hormônio produzido no cérebro e liberado em grandes quantidades durante o orgasmo, é um potencial afrodisíaco para as mulheres.

Estudos também apontam que ela ajuda a melhorar a autoestima e o humor, evita a depressão, estimula o amor e, por isso, tem potencial para aproximar o casal e melhorar a vida conjugal.

"A oxitocina é naturalmente liberada no corpo da mulher em momentos de excitação e realmente tem efeito positivo na sexualidade dela", confirma a ginecologista Maria Angelica Belonia.

É graças a esses efeitos que, nos Estados Unidos, o hormônio, que normalmente é vendido para estimular a liberação de leite materno, está sendo cada vez mais procurado por casais que querem esquentar a relação. Mesmo sem o aval da ciência, a oxitocina já é um dos hormônios mais populares entre os americanos.

Calma e segurança

Não é só para as mulheres que a oxitocina traz efeitos positivos. Uma pesquisa realizada pelas faculdades de Medicina e Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) comprovou que ela também tem efeito sobre os homens.

Durante o estudo, os voluntários que inalaram oxitocina (por meio de borrifadas no nariz), antes de falar em público, mostraram-se muito mais calmos e seguros do que os que receberam um placebo. Ou seja: no sexo masculino, o hormônio tem efeito calmante e é capaz de aliviar a tensão.

Então, se a oxitocina pode acalmar os ânimos masculinos durante uma briga de casal e aumentar a libido feminina, deixando a mulher mais disposta a dar e receber amor, quem é capaz de negar que ela é capaz de fazer milagres em um relacionamento?

Garanta sua dose diária de oxitocina com abraços e sexo
A oxitocina é vendida nas farmácias para aumentar a produção de leite materno. Muitas pessoas a utilizam como calmante, ou para melhorar a vida sexual. É importante lembrar que, como todo hormônio, seu uso não pode ser feito sem prescrição médica. Há outras maneiras de manter a oxitocina em alta sem precisar comprá-la: abraços, carinho e sexo.


Lorena Fafá
A GAZETA



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pulou o muro. Para reatar, Elano teria invadido casa de Nívea Stelmann

 Elano teria invadido casa de Nívea Stelmann para reatar namoro
Apaixonado, jogador do Santos pulou muro e invadiu casa da atriz no Rio de Janeiro


foto: Reprodução/Twitter
Nívea Stelmann fez gesto obsceno
em seu twitter em outra oportunidade

Elano anda dizendo por aí que está muito feliz com a reconciliação com a esposa Alexandra Blumer, mas não é bem assim. Pelo menos não era até o mês passado.

Tentando reatar com Nívea Stelmann, o jogador do Santos teria pulado o muro e invadido a casa da atriz durante uma madrugada de agosto - quando já havia voltado com a esposa -  para fazer declarações de amor. Depois de levar um fora da morena, ele foi embora.

Através de sua assessoria de imprensa, Nívea confirmou o caso, mas preferiu não prolongar o assunto. No Twitter, ela postou uma frase que em que parece que está se referindo à situação. "Bom Dia. Homem Aranha mesmo".







LANCEPRESS

terça-feira, 7 de junho de 2011

Amor acaba antes da 'crise dos sete anos', dizem estudos

Quanto tempo passa entre a troca encantada de olhares e o momento que você repara nos defeitos do seu amor?

Para o senso comum, a prova de fogo vem na "crise dos sete anos". Uma expressão popular nos Estados Unidos diz que após esse tempo, a coceirinha, a "seven year itch", começa a incomodar o casal.

Artistas opinam sobre quanto dura o amor

Rafael Andrade/Folhapress
Beatriz Piffer, 27, que ficou quatro
anos com "o amor da vida toda"
Já um psicólogo evolucionista chutaria que o prazo de validade do amor gira em torno de quatro anos -o suficiente para que o homem ajude a mulher a cuidar da criança, até que essa esteja apta a seguir por conta própria na tribo nômade.

Mas um levantamento feito em cerca de 10 mil residências nos EUA pela Universidade de Wisconsin encontrou um tempo de duração ainda menor do amor: três anos.

É o mesmo tempo apontado em estudo patrocinado pelo estúdio Warner Brothers, feito com 2.000 adultos no Reino Unido. Foram comparados casais em relações curtas (menos de três anos) e longas (mais de três). No primeiro grupo, 52% afirmaram gostar das relações sexuais. No segundo, apenas 16%.

É claro que, nesses estudos, amor e paixão foram considerados sinônimos.

"Paixão eterna só existe na ficção", afirma o psicólogo Bernardo Jablonksi, autor de "Até Que a Vida Nos Separe: A Crise do Casamento Contemporâneo" (Ed. Agir).

"Na paixão você sofre, para de comer, não dorme. Não tem como durar muito", afirma o autor, que já passou por diversas separações.

O psiquiatra Luiz Cuschnir, do Instituto de Psiquiatria de São Paulo, acha que as pessoas deveriam dizer "eu te amo agora", porque dizer "eu te amo muito" dá a ideia de que o compromisso não vai acabar.

O psicólogo Aílton Amélio concorda. "Amor pode terminar em um dia, porque ele depende dos fatos para ser nutrido. É como andar de motocicleta: se parar, cai", compara o psicólogo.

Há quatro anos, a carioca Beatriz Piffer, 27, namorava, mas conheceu um rapaz numa festa. Passaram a noite conversando, ele contou que era cineasta, ela disse que cursava filosofia.

Apesar da atração mútua, não trocaram telefones. E também não perguntaram o sobrenome um do outro.

"Fui para casa triste, pensando que nunca mais ia vê-lo. Passei os oito meses seguintes à procura dele".

Viveu dias de detetive amadora: rememorou os detalhes da conversa, montou pastas no computador para juntar pistas até descobrir o e-mail dele. Aí forjou um encontro casual. Deu certo: começaram a namorar já no dia do reencontro.

"Eu tinha a certeza de que tinha encontrado o homem da minha vida. Ele achou que era coisa do destino".

O namoro terminou quatro anos depois. "Ele viajava muito", diz Beatriz.

Hoje eles ainda saem, mas para tomar café juntos.

"O amor não acabou, só a relação é que mudou. O modelo que todo mundo espera não existe."

OUTRA COISA

A atuária Luiza Ferreira, 28, de Brasília, trabalha com números, mas não sabe quantificar quanto dura o amor. Só sabe que o sentimento é passageiro. "Meus pais se separaram quando eu era pequena", explica.

Seu namoro mais curto, lembra, durou um ano, e o mais longo, cinco.

"Tem muito casal que vive junto, mas sem amor, só pelo carinho. Com o tempo, amor vira outra coisa."

O supervisor mecânico Fernando Vicente, 50, e a professora Sílvia, 45, estão casados há 26 anos. Dizem nunca ter passado por uma crise.

"Se ela não é minha alma gêmea, é a mais próxima disso", diz Vicente. Mais da metade dos amigos deles já se separaram, acrescenta.

MONOGAMIA SERIADA

O cineasta Roberto Moreira, 50, diz que o amor pode ser eterno, "mas a probabilidade é pequena."

Para ele, relacionamento que dure mais de dez anos é um "sucesso".

Moreira lançou em 2009 o filme "Quanto Dura o Amor?", que narra a busca melancólica de uma atriz, uma advogada e um escritor por um amor que dure.

"Talvez o melhor título fosse 'Quanto Dura a Paixão?', porque o amor só vem quando o outro deixa de ser uma projeção sua", afirma.

No filme, os amores são tão efêmeros quanto as relações na cidade. "O final é pessimista, mas mostra que muitas pessoas podem crescer com o amor", diz Moreira.

Professora de ciência política da Universidade Federal de Minas Gerais e autora de "Reinvenções do Vínculo Amoroso" (Ed. UFMG), Marlise Matos não despreza a dimensão biológica --e mais efêmera-- do amor. Mas se concentra na dimensão que é pura construção social. "O amor pós-moderno é a possibilidade de dissolução."

O psicanalista Francisco Daudt, colunista da Folha, diz que vivemos um tempo de "monogamia seriada".

"É poligamia disfarçada. Cumprimos o papel de polígamos, mas com uma pessoa de cada vez."

Ele tem perguntado a seus pacientes se se imaginam casados com a mesma pessoa daqui a 20 anos.

"A negativa é frequente. Estamos menos hipócritas."

FOLHA

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Nova paixão afasta dois amigos íntimos, calcula pesquisa

Relacionamento tomaria
tempo dedicado a amizades
Uma nova paixão leva à perda de dois amigos íntimos, segundo um estudo da Universidade de Oxford.

Para os pesquisadores, este é o custo de um novo relacionamento, que acabaria consumindo o tempo antes dedicado às amizades próximas.

Enquanto a maioria das pessoas teria um círculo de cinco pessoas que elas veem pelo menos uma vez por semana e com quem contam em momentos de crise, este número cairia para quatro depois do início de um namoro - com a perda de dois amigos e a inclusão do novo namorado (ou namorada) no grupo.

As duas pessoas afastadas para acomodar o relacionamento amoroso, segundo o estudo, seriam normalmente um parente e um amigo.

"Sua atenção está tão focada no seu parceiro que você simplesmente não se encontra mais com as outras pessoas e esses relacionamentos começam a se deteriorar", explica o coordenador da pesquisa Robin Dunbar, do Instituto de Antropologia Evolucionária e Cognitiva da Universidade de Oxford.

Para o estudo, publicado na revista científica Personal Relationships, 540 pessoas maiores de 18 anos responderam a um questionário pela internet sobre seus relacionamentos e os efeitos de uma nova paixão.

Facebook

Em uma pesquisa anterior, a equipe de Dunbar concluiu que o cérebro humano é capaz de administrar um máximo de 150 amigos nas redes de relacionamento disponíveis na internet, como os sites Facebook e Orkut.

Nos anos 90, o cientista desenvolveu uma teoria batizada de "Número de Dunbar", que estabelece que o tamanho do neocórtex humano - a parte do cérebro usada para o pensamento consciente e a linguagem - limita a capacidade de administrar círculos sociais a até 150 amigos, independente do grau de sociabilidade do indivíduo.

Sua experiência se baseou na observação de agrupamentos sociais em várias sociedades - de vilarejos do período neolítico a ambientes de escritório contemporâneos.

Segundo Dunbar, sua definição de "amigo" é aquela pessoa com a qual outra pessoa se preocupa e com quem mantém contato pelo menos uma vez por ano.

BBC BRASIL

domingo, 8 de agosto de 2010

Aprenda a beijar alguém apaixonadamente

Como beijar alguém apaixonadamente
Nervoso para seu primeiro beijo? Leia as dicas de como beijar alguém apaixonadamente. Sugestões e conselhos para dar aquele beijo perfeito naquela pessoa especial da sua vida.

Você vai precisar
Um par de lábios
Alguém para beijar
Confiança

Etapa 1: Preparação
Verifique o seu hálito. Se você pretende beijar alguém, evite alimentos fortes, como cebola, alho ou sabores fortes, a não ser, é claro, que o seu parceiro esteja impregnado pelos mesmos alimentos. Em caso de dúvida sobre a sua respiração, chupe uma menta para refrescar o hálito. Mas lembre-se de ter engolido isso antes de começar a beijar, ou o seu parceiro(a) ficará muito surpreso, principalmente se ele(a) não gosta de hortelã.

Passo 2: Seja confiante
Nada arruina mais um beijo do que a incerteza. A confiança é essencial. Por mais difícil que seja o primeiro beijo, será mais difícil conseguir após a primeira tentativa frustrada. Uma vez que você decide que vai beijar alguém, escolha o momento e vá em frente.

Passo 3: Os lábios
É melhor começar com simplicidade . Incline a cabeça ligeiramente para o lado para evitar confronto de narizes, pressione seus lábios sobre os lábios do seu parceiro(a), devagar, para não bater os dentes. Se você bater acidentalmente os dentes, continue beijando.
Varie a quantidade da abertura da boca eo ritmo de seus beijos. Você pode usar a ponta de sua língua.

Passo 4: Técnicas avançadas
Este estilo de beijar não foi inventada pelos franceses, embora eles provavelmente são muito bons nisso. Refere-se ao tipo de beijo em que você insere sua língua profundamente na boca da outra pessoa e movimenta-a. Talvez seja melhor que você não fazer isso, a princípio. Você deve evitar a agitação de sua língua de forma agressiva, como uma enguia elétrica capturada em uma rede de pesca, mas também você não deve deixar passar toda a sua língua completamente macia e flexível. Se ele(a) se sente bem, você provavelmente está fazendo certo. Com o avança do beijo você pode querer ir para o pescoço. Beijar e morder o pescoço é perfeitamente aceitável quando beijar é a razão do momento.

Uma mordidinha de amor é uma marca vermelha na pele, geralmente no pescoço ou no ombro, causada por excesso de sucção dos lábios na pele. E, dependendo do ponto de vista, pode ser uma lembrança encantadora desse beijo ou uma marca repugnante e embaraçosa. É melhor discutir o caso de ser mordido ou dar uma mordida de amor no parceiro(a), antes de acontecer.

Passo 5: O que fazer com o resto do seu corpo
Isto é agora é com você. Há muitas coisas que você pode fazer para aumentar  a intensidade de um beijo. Você pode segurar ou o movimentar o seu companheiro, correr os dedos por seus cabelos, ou tocar em outras partes do corpo.Sabe onde isso pode levar ..... Bem feito, agora você está beijando alguém apaixonada pela primeira vez .....

Também conhecido como:
(Como eu Alguém beijam apaixonadamente)
(How To Kiss francês)
(Como ser um bom beijador)
(How To Kiss A Girl)
(Lições Kissing 101)
Como Snog Seu Parceiro
How To Your Neck Partner
Como se tornar um Kisser confiante
Beijar Made Easy
Como dar um beijo Sexy

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mulher que desapareceu no Metrô conta como flerte virou ‘amor bandido’

Auxiliar administrativa ficou sumida por cinco dias em São Paulo.
'O amor faz perder o fôlego e também o juízo', afirmou.


'O amor faz perder o fôlego e também o juízo', diz Sandra Regina, que ficou sumida por cinco dias.
Marcelo MoraDo G1, em São Paulo

Foto: Marcelo Mora/G1

Sandra Regina Martins: 'Foi um amor louco, um amor bandido' (Foto: Marcelo Mora/G1)

Um flerte nas escadarias da estação Sé do Metrô se transformou em "um amor bandido" vivido pela auxiliar administrativa Sandra Regina Martins, de 39 anos. Narrada com requintes de detalhes, a epopeia pela qual passou Sandra é digna de romance policial misturado com uma comédia romântica dos anos de ouro de Hollywood e pitadas de aventura e mistério, com direito a caminhadas intermináveis, de dia e de noite, por várias regiões de São Paulo, passeios seguidos de Metrô e pernoites em hotéis fuleiros do Centro da capital.

Sandra Regina desapareceu no último dia 29, uma terça-feira, e só reapareceu na noite de sábado (3). Nestes cinco dias, ela abandonou o emprego no qual ficou apenas um dia, a segunda-feira (28), deixou um carro com a bolsa dentro em pleno Largo São Francisco, no Centro, vendeu o celular para poder se alimentar e pagar um quarto onde pudesse passar a noite e até entregou o cartão do banco, com a respectiva senha, para uma pessoa que acabara de conhecer. Tudo para viver um grande amor.

"Quando o conheci, ele me disse que tinha lido a seguinte frase no Metrô: 'O amor faz perder o fôlego, mas também faz perder o juízo'. Foi o que aconteceu comigo", admitiu Sandra Regina ao G1, depois de passar a segunda-feira (5) prestando depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP) da Polícia Civil.

O 'ele', no caso, ao qual ela se refere é Juan, que se apresentou, inicialmente, como médico da Santa Casa de Misericórdia, no Centro, virou assaltante de banco no desenrolar do romance e afirmou ser bacharel em Direito com condenações por vários artigos, incluindo latrocínio (roubo seguido de morte), do Código Penal Brasileiro, segundo afirmações do próprio à Sandra Regina.

A princípio, alegou morar no Espírito Santo, mas foi cumprimentado por vários frequentadores do Centro, segundo ela, e a todo instante demonstrava temor de ser reconhecido por algum policial. Nada disso, no entanto, importou. Desde o início, Sandra Regina se encantou por Juan. "Me senti muito atraída. Ele é muito charmoso, muito gentil, muito cativante", contou.

Flerte fatal
A história começou com um flerte no último dia 21 de setembro na Estação Sé do Metrô. "Nos encontramos ali, mas ele me seguiu até a estação Vergueiro. Ele desceu atrás de mim, me apontou e disse: 'Foi por causa de você'. Percebi que ele me olhava muito", disse. Depois da tradicional troca de telefones, mais um encontro no dia seguinte, uma terça-feira (22), e o conseqüente primeiro beijo, também na escadaria da estação do Metrô.

Depois disso, apenas no sábado seguinte (26), ela recebeu notícias dele por meio de um torpedo de celular: "Esqueceu de mim!", dizia a mensagem, segundo ela. A partir daí, a troca de mensagens foi incessante – e a vontade de reencontrá-lo, de permanecer junto, só crescia.

"Ele me disse que era divorciado e que tinha um filho, que era um médico bem-sucedido, que morava em um apartamento de R$ 1 milhão no Espírito Santo e chegou a me mostrar um extrato bancário com um saldo de R$ 15 mil. Pensei comigo: 'Será que ele está querendo me comprar'", afirmou, ainda com um pé atrás em relação ao novo – e desconhecido – amor de sua vida.

Com muitas gentilezas, cavalheirismo e histórias bem contadas, Juan, aos poucos, foi minando a pouca desconfiança que havia da parte de Sandra Regina. Em uma destas estórias, disse a ela que tinha vindo a São Paulo para tratar e operar um paciente na Santa Casa.

Em um dos encontros, ele, inclusive, se ofereceu para fazer uma operação em uma mulher com uma grande cicatriz de queimadura no braço que havia acabado de conhecer tomando cerveja em um bar próximo do hospital. "Fiquei até emocionada quando ele se ofereceu para ajudá-la. Ninguém ajuda ninguém nesta cidade e ele se ofereceu em troca de nada", narrou.

Viciado em você
"Eu estou viciado em você": os dizeres de mais uma mensagem de celular foram o golpe fatal no coração de Sandra Regina, seguido por uma chantagem emocional, no dia 28, também uma segunda-feira. Ele disse que precisava conversar com ela e que tinha uma notícia boa e uma ruim para dar.

"A boa: 'Eu estou apaixonado por você. Nunca senti isso por ninguém. Larga tudo'. E depois ele me disse a ruim: 'A minha ex- está hospedada no mesmo hotel que em São Paulo. Ela bloqueou o meu cartão, está tudo preso. Estou sem nada'. Falei que eu amava ele também, que estava apaixonada. Fiquei desesperada para ajudá-lo", disse.




Em seu desespero para lhe estender a mão em um suposto momento difícil, Sandra chegou a levar Juan para sua casa na Zona Sul de São Paulo, onde mora com os pais, os irmãos e a filha de 11 anos, e até lhe ceder o cartão bancário, cujo saldo não passava de R$ 50, estima ela. "Ele pediu a senha do cartão e eu dei. Mas dei a senha errado, sem querer, e ele tentou fazer o saque de madrugada. Daí o cartão foi bloqueado."

Diante da difícil situação de Juan, ela já havia se decidido a não trabalhar na terça-feira (29), dia de seu 'desaparecimento'. Deu uma desculpa no novo trabalho e, apesar dos apelos dos pais e irmãos, decidiu novamente se encontrar com o 'médico'. "Meus pais me ligaram desesperados, dizendo que ele era um assassino, que não tinha CRM. Eu disse para ele que eu não acreditava em nada do que eles diziam. Perdi o juízo mesmo", reconheceu.

Já na noite de terça-feira, ambos sem dinheiro, decidiram vender os celulares para poder comer e arrumar algum lugar para dormir. O primeiro a ser negociado foi o dele. "Ele me falou assim: 'Tem um gordinho lá naquele boteco que vai comprar'. Eu fui e pedi R$ 50, R$ 40 pelo aparelho, mas ninguém comprou. Acabei vendendo para um bêbado por R$ 30. Fomos para um hotel que o quarto custava R$ 30. Um lixo, mas tinha banheiro. Dormi com ele como marido e mulher", disse. O carro, um Palio, já havia sido abandonado.

Nos dias que se seguiram, muitas caminhadas, idas e vindas de norte a sul de Metrô pela cidade, a preocupação com a falta de dinheiro e apenas a vontade de viver cada vez mais um grande amor, sem se preocupar com as consequência e a família.

Revelações
E, entre uma parada ou outra em bares e shoppings-centeres, um novo Juan começou a surgir. "Eu não sou um médico realmente, ele me disse. Vim fazer um serviço na Santa Casa. Ele me disse que deu um desfalque de R$ 380 mil na Santa Casa; R$ 80 mil para uma Terezinha, que liberou a entrada dele lá, e R$ 300 mil para ele", revelou Sandra.

Depois, mais uma revelação: "Eu sou assaltante de banco, estou no crime há muito tempo. Não faço roubo pequeno, só milhões. Você vai ficar comigo?". A resposta, segundo ela, saiu sem titubeios: "Vou ficar com você. Não vou te entregar. Não dormimos juntos?". E os dias se sucederam até o sábado (3), dia de mais uma revelação: " 'Sandra, eu sou advogado, sou bacharel, eu tinha que fazer tudo isso', ele falou. Depois, ele me disse os vários artigos que já tinha sido condenado", contou.

Diante da separação iminente, ele orientou Sandra Regina sobre o que dizer aos policiais. "Se te chamarem na delegacia para depor, você vai falar que você conheceu um bandido que te amou demais, mas que esse dinheiro (R$ 10 mil) foi por necessidade", teria dito ele para ela. Sobre o valor citado, Sandra não teve a oportunidade ainda de conferir no banco se foi feito tal depósito, pois o cartão ficou com Juan, assim como a chave do carro.

Como uma rainha
Diante das dificuldades e riscos crescentes, a separação ocorreu às 22h30 de sábado na estação Luz da CPTM, depois de ela ter mentido dizendo que a amiga morava em Itaquera, na Zona Leste, em vez de Santana, na Zona Norte. "Ele ficou me olhando eu ir em direção à plataforma e depois saiu. Eu esperei um pouco e fui até Santana, ligar para minha amiga", disse.

Antes, porém, juraram se reencontrar às 11h de domingo (4) em frente à catedral da Sé. "No domingo, já aqui em casa, eu queria ir me encontrar com ele. Cheguei a pegar a chave para sair, mas não deixaram. Não tenho medo", admitiu.

Aos poucos, no entanto, a ficha começa a cair, apesar de guardar boas lembranças de Juan. "Ele me tratou como uma rainha. Não quero prejudicá-lo de forma alguma. Quero que Deus ilumine a vida dele. Mas é um sonho que está virando um pesadelo. Minha foto está na mídia e agora não posso nem sair de casa. No DHPP, me falaram para ter cuidado, porque ele pode estar envolvido com muita gente", lamentou.

Depois do reencontro com os pais, os irmãos e a filha, a vida começa a entrar no eixo lentamente. Mas nunca mais será a mesma, admite Sandra Regina. "Quero levar a minha vida normalmente, mas isso me marcou para sempre. Foi um amor louco, um amor bandido", finalizou, com os olhos mareados.