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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Genética pode influenciar a maneira como escolhemos os amigos

NOVA YORK - Pesquisadores nos Estados Unidos afirmam ter descoberto um componente genético que pode interferir na forma como as pessoas escolhem os amigos. Usando dados de dois grandes estudos, eles perceberam que certos genes afastam ou aproximam indivíduos. A pesquisa foi publicada no 'Proceedings of the National Academy of Sciences'.

A equipe do pesquisador James Fowler analisou seis genes do nosso corpo e procurou por variações em pontos específicos deles. Os dados foram comparados entre pessoas que eram amigas e outras que não mantinham qualquer relação.

"Vivemos em um mar de genes", diz o autor James Fowler, professor de genética médica e de ciência política na Universidade da Califórnia-San Diego. "O que acontece conosco não pode depender somente de nossos genes, mas os genes dos nossos amigos."


Mesmo levando em conta fatores como raça, sexo e ancestrais comuns, os amigos tinham as mesmas variações nos genes, algo que não acontecia entre as pessoas que não mantinham uma relação de amizade.

Eles descobriram que pessoas que carregam o gene DRD2, associado ao alcoolismo, costumam ter amigos com o mesmo gene. Já as pessoas com o gene CYP2A6, associado à forma como um indivíduo metaboliza a nicotina, preferem ficar longe das pessoas com o mesmo marcador.

No entanto, ele reconhece que a relação entre DRD2 e alcoolismo não é tão simples. "Não pode haver um efeito de feedback. Nós sabemos que [este gene] mostra uma associação com o alcoolismo. Agora, a evidência aqui é que se você tem esse gene, seus amigos são mais propensos a tê-lo. Você não só biologicamente suscetíveis a esse comportamento, você também está mais gosto de estar rodeado por pessoas que são suscetíveis a esse comportamento. "

Para James Fowler, coordenador do estudo, a descoberta pode ajudar a entender a escolha de parceiros sexuais. Diversos estudos mostram que homens e mulheres buscam, instintivamente, pessoas com uma carga genética diferente para minimizar o risco de um filho com doenças.

O Globo 3 outros

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Nova paixão afasta dois amigos íntimos, calcula pesquisa

Relacionamento tomaria
tempo dedicado a amizades
Uma nova paixão leva à perda de dois amigos íntimos, segundo um estudo da Universidade de Oxford.

Para os pesquisadores, este é o custo de um novo relacionamento, que acabaria consumindo o tempo antes dedicado às amizades próximas.

Enquanto a maioria das pessoas teria um círculo de cinco pessoas que elas veem pelo menos uma vez por semana e com quem contam em momentos de crise, este número cairia para quatro depois do início de um namoro - com a perda de dois amigos e a inclusão do novo namorado (ou namorada) no grupo.

As duas pessoas afastadas para acomodar o relacionamento amoroso, segundo o estudo, seriam normalmente um parente e um amigo.

"Sua atenção está tão focada no seu parceiro que você simplesmente não se encontra mais com as outras pessoas e esses relacionamentos começam a se deteriorar", explica o coordenador da pesquisa Robin Dunbar, do Instituto de Antropologia Evolucionária e Cognitiva da Universidade de Oxford.

Para o estudo, publicado na revista científica Personal Relationships, 540 pessoas maiores de 18 anos responderam a um questionário pela internet sobre seus relacionamentos e os efeitos de uma nova paixão.

Facebook

Em uma pesquisa anterior, a equipe de Dunbar concluiu que o cérebro humano é capaz de administrar um máximo de 150 amigos nas redes de relacionamento disponíveis na internet, como os sites Facebook e Orkut.

Nos anos 90, o cientista desenvolveu uma teoria batizada de "Número de Dunbar", que estabelece que o tamanho do neocórtex humano - a parte do cérebro usada para o pensamento consciente e a linguagem - limita a capacidade de administrar círculos sociais a até 150 amigos, independente do grau de sociabilidade do indivíduo.

Sua experiência se baseou na observação de agrupamentos sociais em várias sociedades - de vilarejos do período neolítico a ambientes de escritório contemporâneos.

Segundo Dunbar, sua definição de "amigo" é aquela pessoa com a qual outra pessoa se preocupa e com quem mantém contato pelo menos uma vez por ano.

BBC BRASIL