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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Morreu Bruno Portella Fricks, a 237ª vítima do incêndio de boate de Santa Maria

Número de mortos em incêndio de boate de Santa Maria sobe para 237
Incêndio na boate Kiss ocorreu na noite do último domingo (27).
Bruno Portella Fricks estava no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Bruno Portella Fricks se formou no ano passado
e comemorava seu aniversário na boate
 (Foto: Facebook)
O número de vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, subiu para 237 na noite deste sábado (2). Bruno Portella Fricks, que estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, não resistiu aos ferimentos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. O incêndio atingiu a casa noturna na noite de domingo (27).

Bruno morava em Santa Maria e era formado em administração de empresas pela Universidade Federal de Santa Maria e era torcedor do Grêmio. Ele estava internado na UTI do Hospital de Clínicas. Sua namorada, Jéssica Duarte, também estava na festa e está internada em Porto Alegre.

Jéssica Duarte da Rosa, 20 anos, estuda na Universidade Federal de Santa Maria e estava na boate Kiss para comemorar o aniversário do namorado Bruno Portella Fricks, 22 anos. Ela continua internada em estado grave em hospital de Porto Alegre

Como aconteceu 

O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.

Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 236 jovens morreram e outros 100 ficaram feridos. Sobreviventes dizem que seguranças pediram comanda para liberar a saída, e portas teriam sido bloqueadas por alguns minutos por funcionários.

A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil. Jéssica Duarte da Rosa, 20 anos, estuda na Universidade Federal de Santa Maria e estava na boate Kiss para comemorar o aniversário do namorado Bruno Portella Fricks, 22 anos. Os dois estão internados em estado grave em hospitais de Porto Alegre.

Corpo de 237ª vítima de incêndio na Kiss é velado em Santa Maria
Jovem Bruno Portella Fricks se formou em administração em 2012.
A namorada Jéssica Duarte segue internada em hospital de Porto Alegre.


O corpo do administrador Bruno Portella Fricks, a 237ª vítima do incêndio da boate Kiss, está sendo velado neste domingo (3) no Cemitério Santa Rita, em Santa Maria. O jovem teve a morte confirmada às 22h de sábado (2) em Porto Alegre, onde estava internado no Hospital das Clínicas com graves queimaduras. O enterro será na segunda-feira (4) às 10h.

Além dos familiares, amigos da faculdade, do trabalho e vizinhos se despedem de Bruno. Natural de Júlio de Castilhos, morava em Santa Maria desde os dois anos de idade. "Fiquei no hospital e na quinta-feira, quando contamos que o Grêmio tinha ganhado o jogo no dia anterior, ele sorriu", lembrou emocionada a tia Tânia Pires Fricks. Bruno está sendo velado com o caixão aberto, coberto por uma bandeira do Grêmio.

Elogios não faltam para descrever o jovem. O pai de Jéssica Duarte, namorada do administrador, está bastante abalado. A filha, que estava com Bruno na festa, continua internada na UTI no Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, em estado grave. O casal comemorava cinco anos de namoro na festa universitária que ocorria na boate, além do aniversário de Bruno. Ele havia completado 22 anos no dia 21 de janeiro.

"É um menino decente, estudioso, trabalhador. Não se envolvia com nada errado", descreveu Claudio. Sobre o estado da filha, se agarra à esperança: "Não sei se existe filho perfeito, mas a minha filha é. Nunca me deu motivo para preocupação. É uma garota exemplar".

Bruno trabalhava em uma empresa de logística em Santa Maria havia seis meses. "A Jéssica me ligou 4h30 dizendo que estava no hospital aqui de Santa Maria, toda queimada, e perguntando pelo Bruno. Disse que tinha ocorrido uma tragédia na boate e gritava: 'pai, avisa os pais do Bruno, eu me perdi do Bruno", lembrou Claudio.

Naquela noite, Claudio ligou para os pais do administrador avisando sobre a tragédia. Ele ficou sabendo que o genro estava consciente quando chegou no hospital e perguntava pela namorada. "A Jéssica teve queimaduras nos braços, nas costas e nas pernas. O estado do Bruno era mais grave, ele teve queimaduras no rosto. Mas na terça e quarta-feira, os médicos nos falaram que ele havia melhorado e, dentre os que estavam internados em Porto Alegre, era o que mais estava correspondendo ao tratamento. Na quinta-feira o quadro se inverteu", disse o sogro com pesar.

Segundo Claudio, Jéssica e Bruno se conheceram ainda no colégio e logo começaram a namorar. No último Natal, Tânia conta que a família brincava com o casal sobre casamento. "Ele sempre foi um menino muito alegre e arteiro", comentou a tia.

Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 237 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores:
- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
- A banda comprou um sinalizador proibido.
- O extintor de incêndio não funcionou.
- Havia mais público do que a capacidade.
- A boate tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
- Equipamentos de gravação estavam no conserto. 

Jovem de Santa Maria cria ONG para fiscalizar boates

No dia seguinte ao incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, que matou 237 pessoas há uma semana, o estudante Giordano Goellner, de 23 anos - ele próprio frequentador assíduo da casa noturna - disse a si mesmo que não deixaria a tragédia que abalou sua cidade natal passar em branco.

Junto com outros sete amigos, Goellner, que estuda Administração de Empresas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), decidiu criar a ONG 'Andradas Viva', cujo objetivo é fiscalizar, com a ajuda das redes sociais, locais de grande reunião de público e verificar se tais estabelecimentos estão cumprindo as normas de segurança previstas na legislação.

"Nosso intuito é, com a ajuda de nossos colaboradores, saber se o estabelecimento comercial está adequado às normas básicas de segurança. Para isso, vamos contar com a ajuda da nossa página na Internet e das redes sociais", diz Goellner à BBC Brasil.

O nome da entidade, 'Andradas Viva', faz alusão à rua onde a boate Kiss está localizada, até então um dos principais pontos de encontro de vários jovens da cidade, incluindo inúmeros estudantes da UFSM que morreram no trágico episódio.
Conscientização
Além da fiscalização, que inicialmente se concentrará nas casas noturnas, Goellner explica que também quer conscientizar a população sobre seus direitos e pressionar as autoridades para a alteração de leis que, em sua opinião, estão "atrasadas".

''Até o incêndio na Kiss, eu, por exemplo, não sabia quais equipamentos de segurança uma boate precisaria ter", comenta Goellner.

"Também queremos pressionar as autoridades para mudar algumas leis retrógradas, em relação, por exemplo, aos prazos longos que donos de alguns estabelecimentos têm se adequar a certas normas, como alarmes de incêndio".

Sorte
Goellner conta que por pouco não foi uma das vítimas da tragédia em Santa Maria. Ele e sua namorada já haviam combinado de ir à Kiss na noite do último sábado, 26 de janeiro, mas mudaram os planos.
"Uma amiga nossa sentiu um mal estar e desistimos de sair". Entretanto, vários conhecidos do jovem morreram no incêndio. Um dos amigos de Goellner, que também é integrante da ONG e estava na boate no dia do incidente, conseguiu sair minutos antes de o fogo começar. "Ele, porém, perdeu 15 amigos", lamenta o jovem. "Não podemos mudar o passado, mas esperamos evitar que, no futuro, tragédias como essa voltem a acontecer", diz Goellner. "Queremos transformar nossa revolta em resultado", afirmou.

Vítimas
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou que o número de vítimas fatais da tragédia subiu para 237, com o anúncio oficial do óbito de Bruno Portella Fricks, de 22 anos, neste sábado.
Um total de 113 pessoas feridas no incêndio permanecem hospitalizadas, muitas delas em estado grave.
Cerca de quatro mil pessoas se reuniram para uma missa de sétimo dia neste sábado à noite, no Santuário Basílica Nossa Senhora da Medianeira de Todas as Graça, em Santa Maria.

Centenas de pessoas também se reuniram entre a noite de sábado e a madrugada deste domingo para uma vigília silenciosa nas imediações da boate Kiss, no centro de Santa Maria.

No sábado, o prefeito de Santa Maria, anunciou que a casa noturna Kiss será transformada em um memorial para as vítimas.


Luís Guilherme Barrucho *
Da BBC Brasil em São Paulo

* Colaborou Mariana Della Barba, da BBC Brasil em São Paulo

domingo, 27 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria - RS. Celulares das vítimas tocavam durante resgate, lembra Coronel

Celulares das vítimas tocavam durante resgate, lembra Coronel

O coordenador da Defesa Civil de Santa Maria (RS), Adilomar Silva, afirmou neste domingo, em entrevista à Band News, que bombeiros que trabalharam no socorro ao incêndio na boate Kiss relataram que ouviram os celulares de diversas vítimas tocarem durante os trabalhos de resgate. Segundo o coordenador, a maioria das chamadas eram de familiares buscando informações a respeito dos frequentadores da festa.

"Realmente é chocante. Havia (...)  celular nos bolsos tocando. Um celular tinha mais de 100 chamadas não atendidas", afirmou Adilomar Silva, que se disse solidário aos pais em busca de notícias de seus filhos. "A gente que está aqui no front, vivenciando a situação, imagina o que o pai está enfrentando. Santa Maria é uma cidade universitária, uma cidade que tem muitos estudantes de várias partes do Estado e do Brasil, inclusive. Então alguns jovens residem sozinhos na cidade", disse o coordenador da Defesa Civil. "Por isso a nossa preocupação - das equipes de segurança - de agirmos o mais rápido possível na identificação desses jovens, para que os familiares tenham uma notícia precisa. Porque, neste momento de dor, a dor aumenta mais ainda com a indefinição das informações", concluiu.

Boate Kiss antes do incêndio

Boate Kiss depoisdo incêndio


Incêndio em casa noturna
Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada deste domingo em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo iniciou com um sinalizador lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias e anunciou a contratação imediata de psicólogos e psiquiatras para acompanhar as famílias das vítimas. A presidente Dilma Rousseff interrompeu viagem oficial que fazia ao Chile e foi até a cidade, onde se reuniu com o governador Tarso Genro e parentes dos mortos.



Veja nomes das vítimas identificadas em incêndio no RS
Governo do Rio Grande do Sul divulga nomes das pessoas mortas em incêndio na cidade de Santa Maria no Rio Grande do Sul; dos 233 mortos, 141 foram identificados até agora
Soldados carregam caixão com corpo de uma das vítimas do incêndio

São Paulo - O governo do Rio Grande do Sul acaba de divulgar os nomes de 141 vítimas do incêndio em casa de shows em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Ao todo, 233 pessoas morreram.

Alan Rembem de Oliveira
Alexandre Anes Prado
Alisson Oliveira da Silva
Allana Willers
André Cadore Bosser
Andressa Ferreira Flores
Andressa Thalita Farias Brissow
Ângelo Nicolosso Aita
Augusto Cesar Neves
Augusto Malezan de Almeida Gomes
Augusto Sergio Krauspenhar da Silva
Benhur Retzlaff Rodrigues
Bernardo Carlo Kobe
Bruna Brondani Pafhalia
Bruna Eduarda Neu
Bruno Kraulich
Carlitos Chaves Soares
Carlos Alexandre dos Santos Machado
Carolina Simões Corte Real
Cássio Garcez Biscaino
Clarissa Lima Teixeira
Daniel Knabbem da Rosa
Daniel Sechim
Daniela Betega Ahmadw
Danilo Brauner Jaques
Danriei Darin
David Santiago de Souza
Débora Chiappa Forner
Deives Marques Gonçalves
Dionatham Kamphorst Paulo
Douglas da Silva Flores
Elizandor Oliveira Rolin
Emerson Cardoso Pain
Evelin Costa Lopes
Fábio José Cervinski
Felipe Vieira
Fernanda Fischer
Fernando Michel Devagarins Parcianello
Fernando Pellin
Flávia Decarle Magalhães
Franciele Araujo Vieira
Franciele Viziole
Gabriela Corcine Sanchotene
Gabriela dos Santos Saenger
Geni Lourenço da Silva
Giovane Krauchemberg Simões
Guilherme Fontes Gonçalves
Guino Ramom Brites Burro
Gustavo Ferreira Soares
Heitor Santos Oliveira
Heitor Teixeira Gonçalves
Helio Trentin Junior
Henrique Nemitz Martins
Herbert Magalhães Charão
Hericson Ávila dos Santos
Igor Stefhan de Oliveira
Jacob Francisco Thiele
Jaderson da Silva
Janaina Portella
João Carlos Barcellos Silva
João Paulo Pozzobom
José Luiz Weiss Neto
Julia Cristofari Soul
Juliana Moro Medeiros
Juliana Oliveira dos Santos
Juliana Sperone Lentz
Kelli Anne Santos Azzolin
Larissa Terres Teixeira
Leandra Fernanda Toniolo
Leandro Avila Leivas
Leandro Nunes da Silva
Leonardo de Lima Machado
Leonardo Machado de Lacerda
Leonardo Schoff Vendrúsculo
Letícia Ferraz da Cruz
Lincon Turcato Carabagiale
Louise Victoria Farias Brissow
Luana Behr Vianna
Lucas Leite Teixeira
Luciano Ariel Silva da Silva
Luciano Tagliapetra Esperidião
Luiz Fernando Riva Donate
Luiza Alves da Silva
Luiza Batistela Bottow
Maicon Afrolinario Cardoso
Maicon Douglas Moreira Iensen
Maicon Francisco Evaldt
Marcelo de Freitas Salla Filho
Maria Mariana Rodrigues Ferreira
Mariana Comassetto do Canto
Mariana Moreira Macedo
Marina Kertermann Kalegari
Martins Francisco Mascarenhas de Souza Onofre
Marton Matana
Matheus de Lima Librelotto
Matheus Engert Rebolho
Mauricio Loreto Jaime
Melissa do Amaral Dalforno
Michele Dias de Campos
Micheli Froehlich Cardoso
Miguel Webber May
Mirella Rosa da Cruz
Natiele dos Santos Soares
Odomar Gonzaga Noronha
Otacílio Altíssimo Gonçalves
Pamela de Jesus Lopes
Paulo Batistela Gato
Pedro de Oliveira Salla
Raquel Daiane Fischer
Rhuan Scherer de Andrade
Ricardo Dariva
Ricardo Stefanello Piovesan
Roger Dallanhol
Rogério Cardoso Ivaniski
Ruan Pendenza Callegari
Sabrina Soares Mendes
Shaiana Tauchem Antoline
Silvio Beurer Junior
Suziele Cassol
Tailan Rembem de Oliveira
Taís da Silva Scaplin de Freitas
Tanise Lopes Cielo
Thailan de Oliveira
Thiago Amaro Cechinatto
Tiago Dovigi Cegabinaze
Vagner Rolin Marastega
Vandelcork Marques Lara Junior
Vinicios Greff
Vinicios Paglnossim de Moraes
Vinicius Silveira Marques de Mello
Vinissios Montardo Rosado
Viviane Tólio Soares

Identificados pela Perícia Necropapiloscópia 

Andressa Ferreira Flores - RG 2077819205
Bruna Eduarda Neu - RG 5112716328
Carlos Alexandre dos Santos Machado - RG 5087233606
Francielli Araujo Vieira - RG 5101465101
FrancileVizioli - RG 1098870049
Julia Cristofali Saul - RG 8094907154
Maria Mariana Rodrigues Ferreira - RG 71059848891
Pâmella de Jesus Lopes - RG 7083600887
Sandra Leone Pacheco Ernesto - RG 4061233138


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Noivo põe copo de vidro no bolso, tropeça e morre na sua festa no RJ


Noivo coloca copo no bolso, tropeça e morre em festa de casamento, na Ilha do Governador
Fabio Gefferson dos Santos morreu durante sua festa de casamento Foto: Guilherme Pinto / Reprodução
Herculano Barreto Filho

O casamento do sargento da Marinha Fábio Gefferson dos Santos Maciel, de 33 anos, durou menos de seis horas. Ele ouviu o "sim" da noiva por volta das 20h30m deste domingo, no Clube Nautilus, na Ilha do Governador, diante de cerca de 200 convidados. Ao sair da festa, correu, brincando com uma das madrinhas, e tropeçou.


Uma tulipa, guardada no seu bolso esquerdo, quebrou e fez um corte na veia femural. O sargento não resistiu ao ferimento e morreu às 2h16m da madrugada desta segunda-feira, a caminho do Hospital Paulino Werneck, também na Ilha. De acordo com o cirurgião vascular Eduardo Fávero, o militar poderia ter sobrevivido se tivesse recebido um atendimento de emergência por um especialista.

Familiares do militar se consolam na porta do IML, no Centro Foto: Guilherme Pinto / Extra

Fábio planejava o casamento desde o começo do ano, quando começou a construir uma casa na Ilha, para morar com a noiva. A obra ficou pronta há uma semana. Familiares dele vieram de Manaus, de avião, só para assistir à cerimônia.

Segundo uma amiga do casal, a viúva estaria inconsolável, dizendo toda hora "só quero o meu marido de volta".


‘Só quero o meu marido de volta’, diz viúva de sargento da Marinha que morreu ao cair com copo no bolso no casamento
Sargento da Marinha Fabio Gefferson dos Santos Maciel ao lado da mulher Geise Guimarães Foto: Reprodução da internet

A viúva do sargento da Marinha Fabio Gefferson dos Santos Maciel, de 33 anos, morto na festa do casamento ao cair com um copo no bolso e sofrer um corte na veia femural, ainda está em estado de choque.
- Ela só chora e fala: "Só quero o meu marido de volta". Ninguém está acreditando no que aconteceu e na forma como ele morreu - lamentou a advogada Fabiana Sena, de 31 anos, amiga do casal.

A data do casamento foi anunciada pelo noivo com cinco meses de antecedência. O sargento fez um convite informal a amigos no mesmo dia em que criou o perfil numa rede social da internet. “gente vou casar dia 18 de novembro de 2012.....em breve estarão sendo convidados formalmente....”, publicou. O corpo dele será levado num voo pago pela Marinha para Manaus, cidade onde moram os familiares dele. Fabio deve ser enterrado nesta quarta-feira.


Herculano Barreto Filho

extra.globo.com

terça-feira, 1 de maio de 2012

Jim Jones, o pastor do diabo e a maior tragédia religiosa de todos os tempos

A Tragédia de Jim Jones, 30 Anos Depois.
Publicado originalmente 22/11/2008
No dia 18 de novembro de 1978, um fanático religioso levou mais de 900 seguidores ao suicídio coletivo, numa das maiores tragédias com motivação religiosa da história.

Há exatos 30 anos, no dia 18 de novembro de 1978, ocorreu uma das maiores tragédias com motivação religiosa de todos os tempos. Naquela data, 909 seguidores da seita Templo do Povo, comandada pelo fanático James Warren Jones (o Jim Jones), cometeram suicídio coletivo na comunidade agrícola conhecida como Jonestown, na Guiana. O corpo de Jones foi encontrado junto ao de seus fiéis, com um ferimento a bala na cabeça.

O episódio foi o ponto culminante de uma história iniciada anos antes, quando Jim Jones, nascido no estado americano de Indiana, começou a reunir seguidores – em sua maioria, pessoas pobres e marginalizadas, muitas delas negras, que foram atraídas com promessas de uma vida melhor ao lado do pregador. O sonho de uma comunidade alternativa se concretizou em 1977, quando Jones e os adeptos da seita migraram para a Guiana. Jonestown era uma comunidade auto-suficiente, à semelhança do kibutzin israelense, estabelecida no meio da selva amazônica.

Isolados, seus moradores viviam à margem do mundo, na Guiana (América do Sul). Viviam isolados, sem qualquer contato com o mundo exterior, sob pena de castigos que podia chegar a espancamentos públicos. Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e uma das rotinas obrigatórias eram as longas pregações do líder.

Conta-se que os seguidores eram obrigados a satisfazer todos os caprichos de Jones. O dirigente podia escolher suas mulheres entre as seguidoras e interferir diretamente na maneira como as crianças deveriam ser educadas. O mundo só tomou conhecimento de que algo de muito grave acontecia na América do Sul quando o congressista americano Leo Ryan foi executado durante uma visita à seita. Ele foi até Jonestown a pedido de seus eleitores, acompanhado por dois jornalistas, e passou alguns dias conhecendo as instalações e o modo de vida imposto por Jones.

Procurado por fiéis que desejavam desesperadamente sair dali, o deputado conseguiu transporte aéreo para levar um grupo de volta aos Estados Unidos. Antes do embarque, contudo, os homens de Jones mataram todos a tiros numa emboscada.

Jim Jones apercebeu-se que o fim da seita estava próximo, pois àquela altura o governo americano já montava uma força tarefa para acabar com a comunidade e libertar os fiéis, já considerados prisioneiros de um fanático. O falso pastor, então, reuniu todo rebanho para o último sermão. Falou dos inimigos, dizendo que a morte era melhor que a rendição aos infiéis. A certa altura, num ato extremo, exigiu que todos ingerissem um refresco com cianeto, um veneno mortal. Adultos, crianças e idosos obedeceram de bom grado, na expectativa de que a morte lhes abrira aporta para uma vida nova. Três seguidores de Jones, que conseguiram fugir antes do suicídio coletivo, sobreviveram para contar em detalhes as histórias de horror de Jonestown.

Vídeo: Fantástico - O Suicídio em Massa dos Membros da Seita de Jim Jones 28/11/1978


Sobrevivente diz que perdoa
Jim Jones




De volta ao templo domedo. Esta semana, fez 30 anos que mais de 900 pessoas, comandadas pelo fanático Jim Jones, cometeram suicídio coletivo, tomando refresco envenenado. O clima na seita era de terror permanente. Jim Jones – paranóico, bêbado, drogado – tinha controle completo sobre seus fiéis.


Os repórteres Álvaro Pereira Júnior e Américo Figueiroa viajaram ao local do massacre, num ponto perdido na selva da Guiana, em busca de vestígios das vidas que um dia existiram ali.


Nos Estados Unidos, localizamos uma das pouquíssimas sobreviventes da seita. Ela fugiu para a floresta e escapou do horror.


"Morram, morram com alguma dignidade. Vamos acabar logo com isso. Acabar logo com essa agonia". Quem fala é o fanático Jim Jones, o líder da seita templo dos povos. Em um ponto perdido na selva da Guiana, ele comandava o suicídio coletivo de seus mais de 900 seguidores. O dia é 18 de novembro de 1978.


Como essa gente chegou a uma situação tão dramática? Quem era Jim Jones? Quais marcas trazem hoje os poucos sobreviventes do massacre?


Trinta anos depois, o que restou de Jonestown, a vila que Jim Jones mandou erguer em plena selva? Essa é uma das regiões onde foi encontrada a maioria dos corpos.


Filho de pai alcoólatra, que não trabalhava, Jim Jones era obcecado, desde a infância, por morte e religião. Nos anos 50, fundou o ‘Templo dos Povos’ em Indiana, Estados Unidos, depois de fazer um curso de pastor por correspondência. Na época, ele defendia uma sociedade cristã igualitária, "onde não há ricos ou pobres. Onde não há raças".


Com idéias assim, não havia lugar para Jones na conservadora Indiana. Em 1962, ele veio parar em Belo Horizonte, onde viveu, com a família, cerca de um ano. Era um vizinho misterioso. “Era muito fechado, ele não batia papo com ninguém”, lembra a aposentada Terezinha Machado.


De volta aos Estados Unidos, Jim Jones e seus seguidores, na grande maioria negros, se mudaram para a Califórnia. Primeiro para o interior, depois para a rebelde San Francisco.


Leslie Wilson, uma das poucas sobreviventes, tinha só 13 anos quando se juntou ao Templo dos Povos. “Minha irmã, Michelle, se envolveu com drogas. Então uma amiga da minha mãe disse que havia um lugar que oferecia tratamento de reabilitação para dependentes", ela conta.


Carismático, Jones se aproximou de políticos, virou até secretário de habitação. Mas era um tirano no templo, onde exigia ser chamado de pai e o Deus era ele mesmo. "Vêem Cristo em mim", ele dizia.


No altar, se vangloriava por fazer sexo com mulheres e homens da seita. “Ele dormia com homens, e se gabava disso no púlpito", lembra Leslie.


Em 1977, Jim Jones descobriu que sua farsa começava a desmoronar. Uma revista iria revelar que a seita tomava dinheiro e propriedades dos fiéis. Era uma central de terror, violência, isolamento, falsos milagres, abusos psicológicos e sexuais. Em questão de horas, apavorado com as denúncias da revista, ele ordenou a fuga para a Guiana. Sem dar satisfação para amigos e parentes, os fiéis obedeceram.


Nesse país pobre da América do Sul, alguns seguidores construíam, havia três anos, uma vila de 12 quilômetros quadrados: Jonestown. A mãe, o irmão, a irmã, o marido de Leslie, e o filho do casal, Jakari, de 3 anos, e mais dois sobrinhos se mudaram para a comunidade.


Leslie, desconfiada, chegou só dois meses depois, movida por uma intuição. "Se você não for agora, nunca mais vai ver seu filho", afirma Leslie.


Passados 30 anos, nós refizemos o caminho até o Templo dos Povos. Partimos da capital, a pequena e violenta Georgetown. Começa agora a nossa jornada por terra, mar e rios até o interior do país, até o que restou dotemplo de Jim Jones.


Viajamos uma hora de carro. Depois, debaixo de chuva, 45 minutos em um pequeno barco. Mais uma hora de carro e chega a última etapa: seis horas e meia em uma voadeira, floresta adentro.


É curioso imaginar o que aquelas pessoas, que vinham de uma das regiões mais urbanizadas e ricas do mundo, a Califórnia, sentiram ao desembarcar na selva da Guiana.


Chegamos finalmente ao vilarejo mais próximo de Jonestown: Port Kaituma. Guias locais nos levam por mais dez quilômetros sem asfalto até a terra prometida de Jim Jones. Nesta região, ficava o chamado “pavilhão”, que é onde as pessoas se reuniam para as cerimônias principais em Jonestown.


Ainda existem vestígios da comunidade: o que restou de um caminhão na selva da Guiana, um pedaço de um torno, uma secadora de grãos, um forno. O refeitório ficava mais ou menos nessa área.


No auge, Jonestown fervilhava. Quase mil pessoas trabalhavam seis dias por semana, 10 horas por dia, tentando cultivar uma terra estéril. Faltava comida. A higiene era nenhuma. "Usávamos jornal em vez de papel higiênico", conta a sobrevivente.


A única fonte de informações era o serviço de alto-falantes. Nele, só se ouvia a voz de Jim Jones, 24 horas por dia. Cada vez mais paranóico, sob o efeito de álcool, anfetaminas e tranqüilizantes, o pastor via perigo e traição em todos os cantos. A quem desejava ir embora, disparava acusações de blasfêmia.


O grupo viveu cerca de um ano esquecido na selva, até que recebeu a visita de um deputado, Leo Ryan, e de jornalistas da Califórnia. Eles investigavam denúncias de que Jonestown era um campo de concentração e de trabalhos forçados. No começo, Ryan, recebido com festa, ficou fascinado. Disse ter a impressão de que aquilo era a melhor coisa da vida de muitas daquelas pessoas.


"Era tudo uma farsa", revela Leslie.


Jim Jones tinha ordenado que todos vestissem suas melhores roupas e parecessem felizes, mas os visitantes começaram a receber bilhetes com pedidos de ajuda para fugir. Era sábado, 18 de novembro. Os jornalistas questionaram Jim Jones. Com a fala arrastada, ele disse que era tudo mentira.


Instala-se a confusão. "Devolva meu filho", grita uma mãe.


Um fanático tenta esfaquear o deputado. É contido, mas deixa a marca do próprio sangue na camisa de Leo Ryan. O cenário é de caos. A comitiva leva consigo 15 pessoas que abandonavam o templo.


Enquanto isso, Leslie, o filho Jakari e outros sete dissidentes fogem pela mata. A família dela não queria ir embora. Leslie disse para a mãe que iria a um piquenique. “Ela perguntou ‘um piquenique?’, e me olhou desconfiada. Então, eu disse: ‘Eu te amo muito’. Ela respondeu: ‘Eu te amo também’".


O deputado e os fugitivos chegam à pequena pista de Port Kaituma. "Um trator começou a se aproximar dos aviões. E eu ouvi pop, pop, pop”, lembra o jornalista sobrevivente Charles Krause.


O deputado Leo Ryan é assassinado, assim como três jornalistas e uma das pessoas que tentavam fugir de Jonestown. Foram 11 feridos e cinco mortos.


Em Jonestown, o pastor anuncia: o deputado está morto. "Por favor, tragam a medicação". A medicação é, na verdade, refresco misturado com cianeto, um veneno mortal. Julgando-se sem saída, Jones viu como último recurso o suicídio de todos os fiéis.


Todas as 303 crianças recebem a dose de veneno – muitas dadas pelos pais. Algumas mães hesitam. "Mãe, mãe, mãe, mãe, não faça isso", pede o pastor.


Agora, os adultos tomam o veneno. "Rápido, rápido, rápido! Se não podemos viver em paz, vamos morrer em paz”, gritava o pastor.


Jim Jones é um dos últimos vivos. "Não cometemos suicídio", ele diz. "Cometemos um suicídio revolucionário contra um mundo desumano".


Logo em seguida, silêncio. Jim Jones não tomou veneno. Morreu com um tiro na cabeça. Disparado por quem, até hoje não se sabe. Leslie, que perdeu seis parentes no massacre, diz que perdoa Jim Jones. “Eu o perdôo por ser o maníaco que era”, diz Leslie Wilson.


Mas a culpa por fugir sem a família a persegue até hoje. “Será que a minha mãe pensou que eu os abandonei? Que deixei para trás meu irmão e minha irmã? Será que eles pensaram isso de mim? Essa culpa me corroeu por dentro durante anos”, conta Leslie.


Agora, o governo da Guiana fala em construir um monumento aos mortos. Semana passada, limparam parte doterreno e até placas foram instaladas. A idéia é que o suicídio em Jonestown não desapareça da história.


Mas as autoridades podem ter certeza de que mesmo que o monumento jamais seja construído, o mundo nunca vai esquecer do que aconteceu no dia 18 de novembro de 1978.


Foram mais de 900 mortos. Uma carta anônima, escrita por um membro da seita pouco antes de morrer, resume os momentos finais. "A escuridão paira sobre Jonestown em seu último dia na Terra".


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Desabamento de prédios no RJ tem 19 desaparecidos

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil municipal ainda buscam 19 vítimas do desabamento que atingiu três prédios no Centro do Rio. As informações são do prefeito Eduardo Paes, que está na manhã desta quinta-feira (26) no local do acidente. O número de procurados, no entanto, pode variar, já que ainda há dados oficiais dos desaparecidos. Cinco feridos foram resgatados na quarta-feira (25), sendo que quatro permanecem internados. Nenhuma outra vítima foi encontrada durante a madrugada. As buscas continuam nesta manhã.

Três prédios no Centro do Rio desabaram por volta das 20h30 de ontem, próximo ao Theatro Municipal. Um deles, o Edifício Liberdade, é localizado na Avenida Treze de Maio e tinha 17 andares. Já a outra construção - o Edifício Colombo, de 11 andares - fica localizada na Rua Manoel de Carvalho. Já o prefeito Eduardo Paes informou que os prédios tinham 20 e 10 andares, respectivamente. Até a meia-noite de ontem, as informações eram desencontradas. De acordo com fontes da Defesa Civil, dois corpos já haviam sido encontrados no local. Segundo estimativas, havia 11 vítimas nos escombros, entre mortos e feridos. O acidente atingiu uma grande área, inclusive carros e motos.

As primeiras informações apontavam para uma explosão, devido ao forte cheiro de gás. A Light cortou a energia da região. No entanto, o prefeito Eduardo Paes deu outra explicação. "Aparentemente não foi uma explosão, o desabamento aconteceu por um dano estrutural no prédio. Acredito que não tenha sido vazamento de gás", disse.

Ele informou que cinco pessoas foram resgatadas com vida dos escombros e foram levadas para o Hospital Souza Aguiar. Seriam três homens (dois de 37 anos e um de 50) e uma mulher de 28 anos. Não havia descrição da quinta vítima. O quadro mais grave era o da mulher, que teve lesão no couro cabeludo e vai ter que passar por cirurgia.


De acordo com o Corpo de Bombeiros,  60 homens da corporação trabalhavam no local do desabamento. Temendo que novas explosões coloquem em risco quem ocupa os imóveis da Avenida Treze de Maio, agentes da Companhia Estadual de Gás (CEG) tentaram interromper a passagem de gás para os edifícios da rua. Numa medida de emergência, os funcionários da CEG  quebraram  as calçadas da Avenida Almirante Barroso, na esquina com a Avenida Rio Branco, para fechar a tubulação de gás subterrânea.

Incêndio

No Edifício Liberdade,  funcionavam escritórios e, no térreo, uma agência do Banco Itaú e uma loja da empresa Mundo Verde. Houve um princípio de incêndio do prédio cuja maior parte da estrutura desabou. O fogo ameaçou o edifício vizinho, Capital, na esquina com a Rua Almirante Barroso. Segundo o Corpo de Bombeiros, o prédio apresenta rachaduras. Havia  pessoas nos imóveis, e elas acenavam para os bombeiros. Mas as escadas do Edifício Capital teriam sido obstruídas pelos escombros.

Por telefone, um homem identificado como Crisóstomo disse que cerca de 30 alunos de uma pós-graduação aguardavam resgate do Corpo de Bombeiros. O grupo estaria no 21º andar de um edifício ao lado do prédio que desabou no Centro do Rio de Janeiro. "Estava na aula, o prédio começou a tremer e apagou a luz. Tentamos descer pela escada de incêndio. Do décimo andar para baixo, está tudo ocupado com escombros", contou.

A testemunha disse que, pela janela, conseguia ver o prédio que desabou e afirmou que estrutura estava completamente comprometida. "Não parece um desabamento só parcial", garantiu. Por segurança e para facilitar as viaturas usadas na operação, vias foram interditadas. As estações de metrô  da Presidente Vargas, Uruguaiana, Carioca e Cinelândia foram fechadas.

Voluntários e testemunhas

O clima no entorno dos prédios era de muita comoção. Parentes de pessoas que estavam na região souberam do acidente e foram ao local para buscar notícias.  Também surgiram voluntários, entre eles o anestesista José Antônio Diniz, que mora na Glória, e assim que viu pela TV o acidente se dirigiu ao local.

O prefeito Eduardo Paes chegou ao lugar da tragédia e  circulou pelos escombros, avaliando a situação junto a bombeiros e agentes da Defesa Civil. Dois fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) também foram ao local para buscar as primeiras informações sobre as causas do desabamento.

Escombros atingiram a bilheteria do Theatro Municipal, mas nenhum funcionário foi atingido. Em nota oficial, a administração do teatro informou que o desabamento não causou prejuízos ao prédio, nem danos estruturais.


Chance de encontrar sobrevivente em escombros é pequena, diz coronel


O secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, afirmou, no início da madrugada desta quinta-feira (26), que é pequena a chance de encontrar um sobrevivente entre os escombros do desabamento que levou abaixo dois prédios e um sobrado na Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio.

“A gente tem a esperança que tenha se formado um bolsão de ar e que a gente possa encontrar sobrevivente, mas essa possibilidade lamentavelmente é pequena”, disse ele.

Segundo Simões, familiares que trabalhavam nos dois edifícios e no sobrado que desabaram relataram a existência de desaparecidos, no entanto, ainda não foi possível estimar o número de pessoas que possam estar entre os escombros.

Por causa da demolição dos prédios, outros dois edifícios foram interditados. Um fica na Rua Manuel de Carvalho, que funciona como um anexo ao Theatro Municipal, e o outro fica na esquina com a Avenida Chile.

O secretário disse também que houve um incêndio por conta de um vazamento de uma tubulação de gás de um dos edifícios. A CEG foi acionada e cortou o fornecimento de gás no trecho.

Uma pericia técnica será realizada para identificar as causas do desabamento.



Obras

Uma moradora de um prédio vizinho relatou que três andares de um dos prédios que desabaram passavam por reforma. "De repente, ouvimos um grande barulho e começou a voar tudo", contou a argentina Devora Galavardo, que mora há seis meses em frente aos edifícios.

O advogado Luiz Antônio Jean Trajan, que trabalha em frente ao edifício comercial que desabou, disse que se lembrou do ataque terrorista ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. "Havia uma obra no prédio, acho que no sexto andar. Pelo menos dois funcionários estavam trabalhando na hora da tragédia", afirmou Trajan, que disse que não ter sentido cheiro de gás em qualquer momento.

Alexandre Trotta, que trabalha numa empresa de informática que funciona no quinto andar do Edifício Capital, vizinho ao que desabou, ouviu um pequeno barulho como se fossem detritos caindo. "Depois, foi um grande estrondo, como se o mundo tivesse vindo abaixo. O prédio veio abaixo. Ele caiu para frente e para trás e levou o que estava nas janelas do meu prédio. Desci correndo e só encontrei entulho. A banca de jornal no local foi destruída. Os carros estacionados na Treze de Maio acabaram", explicou.

O contador Heverton Ferreira, que trabalha no prédio, havia saído há cerca de meia hora do local, quando soube por um telefonema que o edifício tinha desabado. Até as 22h, ele não tinha notícias de seu pai, que estava num dos escritórios do edifício. Segundo Heverton, esta semana, porteiros falaram que a CEG faria uma inspeção no subsolo, por conta do forte cheiro de gás. No subsolo do edifício havia uma agência do Itaú.

Vicente da Cruz, que costumava entregar galões d'água num escritório do sétimo andar do edifício, contou que já estava do lado de fora do prédio  quando começou a ouvir explosões. "Fui me afastando, me afastando. E de repente o prédio caiu. Tinha cerca de 20 pessoas próximas à marquise. Assim como eu, elas saíram correndo. Por um segundo, eu tinha morrido", contou.

Caso anterior 

Há pouco mais de três meses, em 13 de outubro de 2011, o Centro do Rio de Janeiro foi cenário de outra tragédia semelhante. O prédio em que funcionava o restaurante Filé Carioca, na Praça Tiradentes, ruiu depois de uma explosão. No estabelecimento, estocavam-se ilegalmente cilindros de gás. Na ocasião, três pessoas morreram, e 17 ficaram feridas.  Um inquérito policial foi aberto para apurar as responsabilidades.

A Gazeta

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mãe atropela e mata filha de 4 anos na garagem de casa

SÃO PAULO - Uma mulher de 22 anos atropelou e matou a filha, de 4 anos, dentro da garagem na Vila Tubiê em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, no fim da tarde deste domingo, informou o site VNews . A avó da criança também foi atingida e está internada em estado grave no hospital da cidade.

Segundo testemunhas, a mãe, que não tem carteira de habilitação, entrou no carro e engatou a marcha à ré. Ela não percebeu que a própria mãe, além da filha, estavam atrás do carro e acelerou. As duas foram prensadas contra a parede. A criança morreu ainda no local. A mulher que causou o acidente está grávida. Ela não prestou depoimento, e está internada em estado de choque.

O atropelamento ocorreu na casa da avó da criança. O pai da vítima prestou depoimento na delegacia.

O Globo

domingo, 12 de junho de 2011

Polícia. Churrasco em família termina em tragédia em Cariacica

Um churrasco em família acabou em tragédia, na madrugada deste domingo (12). O vendedor Paulo Ricardo Pereira dos Santos, 24, foi morto com um tiro. O tio dele, o chefe de mecânica A.B.L., 40, e a estudante E.A.F., 18, acabaram baleados durante a confraternização. O crime ocorreu em Vila Palestina, Cariacica.

Rua onde aconteceu o crime em Vila Palestina

Paulo Ricardo tinha saído da prisão na semana passada. Para comemorar o fato, e também o aniversário de Paulo, no dia 13 de abril , a família decidiu fazer um churrasco. Entre os convidados estava uma mulher, parente de um outro detento, que a esposa de Paulo Ricardo havia conhecido durante as visitas ao marido, no presídio. A mulher foi ao churrasco acompanhada de um homem desconhecido da família do vendedor.

Durante a festa, o homem teria "mexido" com a mulher de A.B.L. Não gostando daquilo, o chefe de mecânica foi tirar satisfações com o desconhecido, e os dois iniciaram uma discussão.

Armado, o homem efetuou dois disparos, que atingiram A.B.L na boca e no punho direito. Em seguida, o atirador mandou que todas as pessoas saíssem do local. Para defender o tio, Paulo Ricardo tentou falar com o homem.

O desconhecido acabou efetuando mais disparos, que atingiram o peito do vendedor. Um outro tiro ainda pegou, de raspão, na altura das costelas da estudante E.A.F. O assassino fugiu.

Paulo Ricardo chegou a ser levado para um hospital particular de Cariacica, mas já chegou morto à unidade. O tio dele foi atendido em outro hospital particular do município. Em seguida, foi transferido para o Hospital São Lucas, em Vitória, onde está internado.

A Gazeta

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Rio: Homem invade escola e mata 11 alunos em Realengo

O Corpo de Bombeiros informou que 12 alunos da Escola municipal Tasso da Silveira, no Rio, morreram na manhã desta quinta-feira após um homem invadir a unidade e disparar diversos tiros. O criminoso também morreu. Há feridos. A escola fica na região de Realengo (zona oeste do Rio) e atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação.


O número de mortes foi confirmado pelo coronel Evandro Bezerra, chefe do setor de Relações Públicas do Corpo de Bombeiros.
Luiz Gomes/Futura Press
Pessoas se concentram em frente à Escola municipal Tasso da Silveira após rapaz atirar contra alunos
Pessoas se concentram em frente à Escola municipal Tasso da Silveira após rapaz atirar contra alunos

Segundo a Polícia Militar, o criminoso foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, 24, e seria ex-aluno. Inicialmente, havia a suspeita que o atirador fosse pai de um aluno. O crime ocorreu por volta das 8h30. De acordo com a polícia, o atirador cometeu suicídio em seguida.

Várias das crianças foram levadas de helicópteros do Corpo de Bombeiros para o hospital Albert Schweitzer e demais unidades de emergência do Rio como o hospital Souza Aguiar, no centro. O hospital Albert Schweitzer, em Realengo, hospital mais próximo do local da tragédia, conta com cinco salas de cirurgia.
A escola atende 999 alunos, sendo 400 no período da manhã, de acordo com a secretaria. É grande a movimentação de pessoas ao redor da escola. Muitos pais buscam informações dos filhos.
Veja os maiores ataques em escolas pelo mundo

Um homem invadiu a Escola municipal Tasso da Silveira e disparou diversos tiros na manhã desta quinta-feira, na região de Realengo (zona oeste do Rio). Segundo a GloboNews, oito pessoas morreram. O número de feridos ainda não foi informado --seriam cerca de 20.


Mídia internacional repercute tiroteio em escola no Rio

Ex-aluno invadiu prédio na manhã desta quinta-feira.
Notícia é manchete do site do britânico 'Guardian'.

O tiroteio que matou 13 pessoas em uma escola no Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (7) foi notícia nos sites dos jornais internacionais.

O portal do britânico 'Guardian' colocou a notícia como manchete por volta das 11h, com o título 'Tiroteio em escola no Rio deixa até 20 crianças mortas'. Segundo a reportagem, assinada pelo correspondente do jornal no Rio, uma testemunha disse ter visto de 15 a 20 crianças mortas na escola Tasso da Silveira.

Os argentinos 'La Nación' e 'Clarín' também deram o principal destaque de seu site para o incidente. No primeiro, o título começa com a chamada: 'Terror no Rio'.

O espanhol 'El País' publicou a reportagem nesta manhã, informando que "Homem no Brasil mata 13 crianças, fere outros 22 e depois dá um tiro na cabeça". A rede árabe 'Al-Jazeera' também noticiou o tiroteio.

Tiroteio
Segundo a polícia, o atirador está incluído no total de mortos. Ao todo, já são 22 pessoas feridas.
O atirador foi identificado pela polícia como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos. Conhecido na escola por ser ex-aluno, ele teria entrado sob alegação de que iria fazer uma palestra. Segundo a polícia ele usou dois revólveres, que chegou a recarregar várias vezes.

Segundo a polícia, uma equipe da Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) passava próximo ao local e foi à escola depois de ver crianças correndo pela rua.

A Polícia divulgou lista de vítimas:
1- Karine Chagas de Oliveira, 14 anos
2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos
3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos
4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos
5- Larissa dos Santos Atanázio, (aguardando documento)
6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos
7- Luiza Paula da Silveira, 14 anos
8- Laryssa Silva Martins, 13 anos
9- Géssica Guedes Pereira (aguardando documento)
10- Samira Pires Ribeiro, 13 anos
11- menina não identificada - aguardando identificação de familiares

Veja outros casos de tiroteios em escolas nos últimos anos pelo mundo:


2010
14 de dezembro, EUA
Um homem armado abriu fogo em uma reunião de um comitê escolar na Cidade Panama, no Estado da Flórida, fazendo com que os espectadores saíssem correndo antes de ele trocar tiros com um segurança e, então, se matar, informou a polícia. Ninguém além do atirador ficou ferido.

08 de outubro, EUA
Um atirador fere duas crianças na escola primária de Carlsbad, na costa norte de San Diego, no Estado da Califórnia. O atirador levava, além da arma de fogo, uma lata de gasolina, um bujão de gás e farta munição. Ele foi detido por dois operários que trabalhavam em uma construção próxima à escola.

28 de setembro, EUA
O estudante de matemática Colton Tooley, 19, abriu fogo com um rifle de assalto no campus da Universidade do Texas, antes de correr para a biblioteca e se suicidar. Ninguém mais ficou ferido, e a polícia não efetuou nenhum disparo.

26 de fevereiro, EUA
Uma professora foi morta a tiros na porta de uma escola primária da cidade de Tacoma, no Estado de Washington. O suspeito esperou a professora durante cerca de duas horas. Quando ela chegou, foi baleada, e o homem fugiu em um carro. Ele foi baleado e morto pela polícia, a cerca de 18 km do local do crime.

24 de fevereiro, EUA
Bruco Strong Eagle Eastwood, 32, começou a atirar durante a saída dos jovens de uma escola em Deer Creek, em Denver, capital do Estado do Colorado. Os estudantes Reagan Weber e Matt Thieu foram atingidos e levados para o hospital. Eastwood, que portava um rifle, foi desarmado por funcionários que monitoravam a saída das crianças e preso.
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2009
11 de março, Alemanha
Jovem Tim K., 15, invadiu o colégio Albertville de Winnenden, onde matou a tiros nove alunos e três professoras, antes de iniciar uma fuga que se prolongou por horas e na qual matou outras três pessoas. Ele se suicidou na localidade de Wendlingen, quando foi encurralado pela polícia.

23 de janeiro, Bélgica
Homem mata duas crianças e um adulto em ataque a uma creche na Bélgica, na cidade de Dendermonde.
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2008
23 de setembro, Finlândia
O estudante Matti Juhani Saari, 22, abre fogo em uma escola técnica em Kauhajoki, na Finlândia. Nove pessoas morreram.

14 de fevereiro, EUA
Um homem atira dentro de uma sala de aula lotada de estudantes na Universidade de Northern Illinois, perto de Chicago, matando cinco pessoas e ferindo 18. Depois, o homem comete suicídio.

8 de fevereiro, EUA
Uma estudante de enfermagem mata duas mulheres e depois se suicida na frente das colegas de classe na faculdade Louisiana Technical College na cidade de Baton Rouge.
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2007
7 de novembro, Finlândia
O jovem Pekka-Eric Auvinen mata seis colegas, a enfermeira da escola e o diretor e depois se suicida com um revólver na Jokela High School, próxima de Helsinque.

16 de abril, EUA
Armado, o jovem Seung-Hui Cho mata 32 pessoas e fere 15 na Virginia Tech University. Foi a maior chacina em uma universidade americana.
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2006
2 de outubro, EUA
Charles Carl Roberts, um caminhoneiro, ataca uma pequena escola rural na Pensilvânia, atira em dez garotas, matando quatro, e depois se suicida.

29 de setembro, EUA
Um estudante armado com uma pistola calibre 22 e um rifle invade uma escola rural do Condado de Richland, no Wisconsin e dispara várias vezes contra o diretor, ferindo-o gravemente antes de ser detido.

27 de setembro, EUA
Um atirador invade uma sala de aula de uma escola em Bailey, no Colorado, fazendo um grupo de seis alunas reféns. Quando a polícia invade o local, Duane Morrison, 53, mata uma das reféns --uma adolescente de 16 anos-- e, em seguida, se suicida. Segundo a polícia, todas as seis alunas foram molestadas e ao menos duas delas sofreram abusos sexuais.

13 de setembro, Canadá
Kimveer Gill abre fogo na faculdade Dawson College, de Montreal, deixando um estudante morto e 19 feridos. Gill se suicida depois de um confronto com a polícia.

24 de agosto, EUA
Um homem armado invade uma escola primária de Essex, em Vermont (leste dos EUA), matando ao menos duas pessoas --entre elas, um professor-- e ferindo outras três.

21 de março, EUA
Um estudante de 16 anos mata cinco estudantes, um professor e um segurança em uma escola da Reserva Indígena de Minnesota's Red Lake. Ele também matou o avô e uma companheira em outro local da reserva.

14 de janeiro, EUA
Um adolescente morre após ser atingido pela polícia enquanto apontava uma arma de brinquedo em uma escola em Penley, de Winter Springs, Flórida. O aluno trouxe uma arma de brinquedo para a escola e a usou contra colegas e professores, que pensavam ser um revólver de verdade. Ele foi morto por um policial quando apontou a arma para um funcionário da escola.
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2005
8 de novembro, EUA
Um estudante de 14 anos é detido após matar a tiros um assistente de direção e ferir gravemente dois outros funcionários da administração de uma escola do Condado de Campbell, Tennessee (sul dos EUA).

22 de março, EUA
Ao menos sete pessoas morrer e outras 14 ficam feridas em um ataque cometido por um estudante na escola secundária Lake High School de Red Lake, cidade rural localizada no norte do Estado de Minnesota, nos EUA. O atirador se matou logo após o ataque.
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2004
1º de setembro, Tchetchênia
Rebeldes que lutam pela independência da Tchetchênia fazem mais de mil reféns na escola número um na cidade de Beslan. No ataque caótico, 333 deles --sendo ao menos 186 crianças-- são mortos.
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2003
24 de abril, EUA
Um estudante da 8ª série mata a tiros hoje o diretor de sua escola no Estado da Pensilvânia (nordeste dos EUA) e depois se suicida. O tiroteio ocorreu no restaurante da escola, cerca de 15 minutos antes do início das aulas.
*
2002
26 de abril, Alemanha
Em Erfurt, no leste do país, um homem armado abriu fogo depois de dizer que não faria um teste de matemática. No total, morreram 17 pessoas, além do atirador.

Fevereiro, Alemanha
Na cidade de Freising, na região da Bavária, um ex-aluno, expulso da escola de comércio, atira em três pessoas antes de se matar. Um professor ficou ferido.

Janeiro, EUA
Um estudante expulso da faculdade de direito da Appalachian School of Law, em Grundy, no Estado da Virgínia, mata o reitor, um professor e um estudante, e fere outras três pessoas.
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2001
Junho, Japão
Mamoru Takuma, armado com uma faca de cozinha, entra na escola Ikeda Elementary School, perto de Osaka, e mata oito crianças. Ele foi executado em setembro de 2004.

30 de março, EUA
Um estudante de 16 anos é morto a tiros no estacionamento de uma escola em Gary, no Estado de Indiana, por um ex-aluno do mesmo colégio.
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1999
20 de abril, EUA
Dois estudantes matam 12 colegas de escola e uma professora no Colégio Columbine, em Littleton (Colorado), antes de se suicidarem.

Abril, EUA
Dois adolescentes armados matam 12 estudantes e um professor na Columbine High School em Littleton, no Colorado. Depois, cometem suicídio juntos.
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1998
Maio, EUA
Em Springfield, no Estado de Oregon, um estudante abre fogo na Thurston High School matando dois colegas e ferindo 22. Mais tarde, os pais do garoto são encontrados mortos dentro de casa.

Março, EUA
Na escola Westside Middle School, em Jonesboro, no Estado de Arkansas, dois garotos, de 13 e 11 anos, ligam o alarme de incêndio e matam quatro estudantes e uma professora ao saírem da escola.
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1997
Março, Iêmen
Um homem portando um fuzil ataca centenas de alunos em duas escolas em Sanaa, matando seis crianças e dois adultos. Ele foi condenado à morte em 1998.
*
1996
Março, Reino Unido
Um homem armado invade uma escola primária em Dunblane, na Escócia, mata a tiros 16 crianças, uma professora e depois se suicida.


Fontes: Folha e G1

quarta-feira, 2 de março de 2011

Bandeira do Sul: Evento de pré-carnaval não teve inspeção antes de tragédia no trio elétrico

Pré-carnaval de Bandeira do Sul teria sido realizado sem projeto de prevenção de incêndios
Procedimento é lei estadual e norma técnica dos Bombeiros.
Serpentina pode ter causado curto-circuito. Choque matou 15 pessoas.


O Corpo de Bombeiros não vistoriou o local do acidente envolvendo um trio elétrico em Bandeira do Sul, no Sul de Minas Gerais, em que morreram 15 pessoas durante um pré-carnaval no domingo (27). De acordo com o comandante da 2ª Companhia de Bombeiros Militar de Poços de Caldas, Edirlei Viana, a corporação não emitiu auto de vistoria antes do evento, procedimento que declararia adequação a normas de prevenção de incêndio e pânico. A inspeção para evitar acidentes é regulamentada em lei estadual e em uma norma técnica da corporação.
Ainda segundo o comandante, a Prefeitura de Bandeira do Sul deveria ter apresentado ao Corpo de Bombeiros documentação que inclui a descrição da estrutura da festa e, devido à existência de trio elétrico, o resultado da inspeção veicular emitida pelo órgão de trânsito. A prefeitura de Bandeira do Sul reconhece que não fez a solicitação. E diz ainda que foi informada pelos bombeiros, depois do acidente, de que a inspeção prévia não teria sido necessária. "Pelo que os bombeiros disseram, não precisava de autorização. Para um evento como esse, não dependíamos da autorização dos bombeiros", falou o prefeito José dos Santos.

Serpentina recolhida após acidente no pré-carnaval
em Bandeira do Sul(Foto: Reprodução/EPTV)

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, apesar de importante, a vistoria não seria capaz de evitar o acidente, se ficar comprovado que o curto-circuito foi causado por uma serpentina metalizada. “Da forma como o fato ocorreu e, se confirmado que a causa for mesmo a serpentina, o auto de vistoria dos bombeiros não proíbe a utilização do material. Não era nem do nosso conhecimento a existência desse material”, falou Viana.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação só poderia pedir a interdição do evento se houvesse a evidência de algum risco. “A prefeitura teve uma preocupação, houve reforço policial, uma viatura dos bombeiros estava presente por solicitação, a própria Cemig realizou os trabalhos preventivos. O que deixou a desejar foi realmente a apresentação do projeto de prevenção que nos capacitaria a fazer a vistoria prévia”, completou Viana.

Antes da realização do Carnaband, nome dado em referência à cidade, a Companhia de Energia de Minas Gerais (Cemig) realizou manutenção da rede elétrica. Segundo a empresa, técnicos estiveram na cidade no dia 24 de fevereiro, quando verificaram que a rede de energia estava normal, após uma inspeção. A mesma equipe trocou, no dia 24, equipamentos e realizou a poda de árvores, segundo a empresa, que espera o laudo da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros sobre o acidente.

O pré-carnaval de Bandeira do Sul foi organizado pela prefeitura, que responsabiliza a Cemig pela tragédia. "Quando deu curto lá esse fio tinha que ser desligado. Alguma coisa faltou por parte da Cemig", disse o prefeito.

Em nota, a Cemig disse que não irá se pronunciar sobre as alegações do prefeito de Bandeira do Sul. A empresa diz que as análises preliminares indicam que uma serpentina metalizada teria sido jogada sobre a rede elétrica, provocando um curto-circuito com o rompimento de três cabos. Um caiu sobre o trio elétrico e outros, no solo. A Cemig informou ainda que aguarda o resultado oficial da perícia feita pela polícia e pelos bombeiros.

Para o Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mário Lúcio Quintão, faltou segurança no evento. “Em relação a trios elétricos, há necessidade por parte do poder público de um rigor maior, principalmente em cidades no interior de Minas Gerais, que não têm estrutura e que a fiação é toda tradicional, ou seja, exposta. São cidades muito vulneráveis”. Segundo Quintão, como realizadora do pré-carnaval, a prefeitura deveria ter sido mais cautelosa. “Num evento feito por ela mesma, ela acabou sendo negligente, deixou de exercer seu poder de polícia, de fiscalização, internamente”, completou.

Além das 15 mortes, o acidente deixou dezenas de feridos. Até esta terça-feira (1º), 13 pessoas permaneciam internadas. A cidade de 5.340 habitantes - segundo o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – está de luto por causa da tragédia. Em caso como esses, segundo o conselheiro da OAB, as pessoas que sentirem lesadas podem fazer uma representação junto ao Ministério Público Estadual ou recorrer a Defensoria Pública. “Seria interessante provocar, fazer uma representação ao Ministério Público, no sentido de tomar as providências criminais, porque houve bastantes mortes”, disse.

A assessoria do Ministério Público Estadual informou que órgão vai aguardar o resultado do laudo pericial para se posicionar sobre o acidente em Bandeira do Sul.

G1

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tragédia com 15 mortos eletrocutados em trio elétrico em Bandeira do Sul: Governador acompanha enterros

Anastasia acompanha enterro das vítimas do acidente com o trio elétrico
Governador foi a Bandeira do Sul prestar homenagem às vítimas.
Sete pessoas foram enterradas na cidade, na tarde desta segunda.



Governador de Minas, Antonio Anastasia, presta solidariedade a famílias em Bandeira do Sul (Foto: Paulo Toledo Piza)

O governador de minas Gerais, Antonio Anastasia, visitou na tarde desta segunda o ginásio municipal de Bandeira de Sul, cidade a 440 km de Belo Horizonte. No local, eram velados 7 dos mortos em um acidente envolvendo um fio de média tensão, no domingo.

Anastasia cumprimentou parentes das vitimas e lamentou o ocorrido. “Foi uma fatalidade completamente imprevisível”, afirmou. Acompanhado do prefeito de Bandeira do Sul, José dos Santos, que decretou luto de três dias na cidade, o governador conversou rapidamente com os familiares. “Vim dar uma palavra de solidariedade. O que podemos fazer nesse momento é dar um abraço nessas famílias”, disse.

Anastasia ressaltou que ainda é cedo para apontar causas do acidente. “É preciso aguardar a avaliação técnica", afirmou.
Vítimas do acidente com trio elétrico são enterradas em Bandeira do Sul (Foto: Paulo Toledo Piza)

Os corpos começaram a seguir em cortejo para o cemitério na cidade às 15h30. As sete vítimas que eram veladas no ginásio foram enterradas. As famílias ficaram bastante emocionadas. Isabel chorou a morte da irmã, Jaqueline Lopes, uma das pessoas que foram enterradas nesta segunda-feira (28).


Isabel chora a morte da irmã Jaqueline Lopes (Foto: Paulo Toledo Piza)

Segundo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), uma serpentina metalizada jogada em um cabo de energia pode ter causado a tragédia. O prefeito da cidade, José dos Santos, afirmou, no entanto, que ainda é cedo para apontar o que causou o rompimento do fio. “Só a perícia irá dizer isso.” Santos, que é primo de Admir, decretou luto de três dias por causa das mortes.

Bandeira do Sul tem 5.340 habitantes, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A economia gira em torno da agropecuária, principalmente produção de tomate e arroz, de acordo com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

As vítimas:

  1. Jaqueline Maria Lopes -19 anos, de Bandeira do Sul
  2. Admir Ramos do Lago - 36 anos , de Bandeira do Sul 
  3. Josmarque Henrique de Melo - 18 anos, de Bandeira do Sul 
  4. Jéssica Helena da Silva - 17 anos, de Campestre 
  5. Wellington Diego dos Reis - 22 anos, de Campestre
  6. Fábio Henrique Santos Domingues - 16 anos, de Machado
  7. Karistone Felipe da Silva - 13 anos, de Bandeira do Sul 
  8. Wesley de Paula Ferreira - 16 anos, de Bandeira do Sul 
  9. Paola Freddi Marcolino - 17 anos, de Bandeira do Sul 
  10. José Grélio Olário Roseno - 24 anos, de Poços de Caldas
  11. Marcos Ruela Faria Silva - 33 anos, de Monte Belo
  12. Kalebe Edson Andrade - 15 anos, de Botelhos 
  13. Flávio de Cássio Tibúrcio - 18 anos, de Botelhos
  14. Luan Thales de Bem - 20 anos, de Campestre 
  15. Adriene Caroline Assis Zanetti - 13 anos, de Bandeira do Sul

Luan Thales de Bem e Jaqueline Maria Lopes fizeram aniversário no dia do acidente.


Paulo Toledo Piza
Do G1, em Bandeira do Sul (MG)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tragédia na região serrana do Rio: Mortos chegam a 680; mais de 20 mil estão desabrigados e desalojados

TERESÓPOLIS e RIO - Uma semana após a empestade que devastou a Região Serrana do Rio, o número de mortes chegou a 680 nesta segunda-feira. Segundo os números oficiais das prefeituras das cidades devastadas pelas chuvas, até o momento foram registrados 277 mortos em Teresópolis, 318 mortos em Nova Friburgo, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro, 6 em São José do Vale do Rio Preto, e 1 em Bom Jardim. Segundo dados da Polícia Civil, esse número chega a 678, com 277 corpos em Teresópolis, 319 em Friburgo, 58 em Petrópolis, 19 em Sumidouro, 4 em São José do Rio Preto, e 1 em Bom Jardim.
Imagens dos deslizamentos em Nova Friburgo. Foto: Divulgação UOL.

O número de desaparecidos continua incerto. Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro já contam com 182 com paradeiro desconhecido. Mas há cidades em que não há lista de desaparecidos.

Segundo a Defesa Civil, mais de 21,5 mil pessoas estão desalojadas e desabrigadas em sete municípios da região. Em Petrópolis são 224 desabrigados, e 2.805 desalojados. Em Teresópolis, 2.000 desalojados, e 3.000 desabrigados, em Nova Friburgo 3.220 desalojados, e 1.970 desabrigados, em Bom jardim 1.200 desalojados, e 700 desabrigados, em São José do Vale do Rio Preto 2.064 desabrigados e desalojados, e em Areal 1.200 desabrigados e 2.500 desalojados. Não há números de Sumidouro.


UFRJ envia profissionais de saúde para a região serrana



Nova Friburgo/RJ: duas mulheres saem às ruas com máscaras para se protegerem da poeira
Foto: Antonio Lacerda/EFE

Uma equipe de cerca de 50 profissionais de saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) seguiram nesta terça-feira para o município de Nova Friburgo, um dos mais atingidos pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Eles vão permanecer ao longo de todo o dia prestando assistência à população que ocupa os cerca de 30 abrigos espalhados pela cidade, além de visitar algumas comunidades que também foram afetadas pelos deslizamentos e inundações.

De acordo com o infectologista da UFRJ Edmilson Migowski, a equipe é composta por profissionais de diversas áreas como clínicos gerais, enfermeiros, dentistas, técnicos de laboratório e, principalmente, pediatras.

"Em tragédias como essa, em geral, as crianças são as que mais sofrem, por isso estamos levando pediatras que possam dar assistência específica, incluindo orientações, a elas. Os cuidados que puderem ser feitos no local serão, mas se alguma delas precisar de internação estamos preparados para trazê-la para o nosso hospital (Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ).

Segundo Migowski, o comboio seguiu levando ainda medicamentos de diversos tipos, entre eles os que ajudam na cicatrização de feridas, material para a realização de curativos, além de um caminhão cheio de donativos, principalmente alimentos e fraldas.

O infectologista informou ainda que o objetivo é reunir mais profissionais para enviá-los a outros municípios atingidos na região nos próximos dias.

Um grupo de 28 voluntários dos hospitais federais do Rio de Janeiro, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, chegou hoje a Nova Friburgo para reforçar os atendimentos em localidades críticas do município, como Córrego Dantas, São Geraldo, Rio Grandina e Alto do Floresta.

De acordo com o Ministério da Saúde, que já enviou outras equipes para a região, mais de 2,2 mil pessoas se cadastraram no site da pasta (www.saude.gov.br) se disponibilizando para trabalhar como voluntários nos municípios da serra fluminense. Eles estão sendo deslocados para o Rio de Janeiro à medida que as autoridades de saúde do estado solicitam apoio ao ministério.
Chuvas na região serrana
As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio nos dias 11 e 12 de janeiro provocaram enchentes e inúmeros deslizamentos de terra. As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.

Em Teresópolis, 235 corpos já foram sepultados .

Nesta terça-feira, uma equipe médica da Secretaria Estadual de Saúde vai atender os moradores de Campinas, em Sumidouro. Segundo o secretário Sérgio Cortes, no local há muitos doentes, hipertensos e com asma.

A equipe vai ficar no local o tempo que for necessário para fazer os atendimentos. O pacientes com estado de saúde mais grave serão transferidos para hospitais fora da localidade. Em Campinas, foram resgatados 18 corpos durante a tragédia.

- Estamos levando quatro médicos e um grupo de enfermeiros para fazer os atendimentos na região - disse o secretário.

O município também abriu nesta terça-feira uma conta bancária para receber ajuda financeira da União. A cidade estava entre as c inco que não tinham apresentado o número à Secretaria Nacional de Defesa Civil . A maior prejudicada até o momento é Petrópolis, que tem R$ 7 milhões em caixa.
Terra