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sexta-feira, 29 de março de 2013

Sonhar com Escola. Significado

Escola
Sonhos sobre estar na escola muitas vezes, significa que você está sentindo inseguro sobre o seu status social, suas habilidades ou o seu desempenho em uma situação.

Um sonho que se realiza na escola também pode ser uma metáfora para as lições que está aprendendo em sua vida. Ao sonho de gazetear e faltar à escola pode indicar que você ter pulado algo importante ou evitado suas responsabilidades.


Se você sonhar sobre o primeiro dia de aula, você poderia simplesmente ficar nervoso em voltar para a escola na vida real. Ou, este sonho também pode ser um aviso para prestar mais atenção a suas responsabilidades. Um sonho sobre o último dia de aula pode ser um reflexo direto para a frente da realidade, ou seja, você está olhando para a frente, significando que a aprendizagem pode ser mais!

Este sonho também pode representar o quanto você aprendeu com suas experiências, e sua disposição de avançar com uma nova fase na sua vida.

Se você sonha em visitar uma antiga escola, sua mente inconsciente está lhe dizendo que você já percorreu um longo caminho. Tente considerar as lições que você aprendeu no passado, e aplicá-las para os seus desafios atuais. Sua mente também poderia estar tentando ensinar-lhe o que funcionou ou não no passado, de modo que você pode mudar seu comportamento e ser mais feliz no presente.

Psicologicamente sonhar que você está na escola, significa sentimentos de inadequação e insegurança da infância que nunca foram resolvidos. Pode estar relacionado com a ansiedade sobre o desempenho e habilidades. Você pode também estar passando por uma experiência de "aprendizagem espiritual".

terça-feira, 1 de maio de 2012

Maldição do banheiro assombrado. Fantasmas aterrorizam alunos em escola do Vietnã

Alunos desmaiam em escola no Vietnã por 'fantasmas' no banheiro
Em um dos casos, 12 estudantes perderam a consciência ao mesmo tempo.
Fantasmas teriam sido vistos no banheiro do dormitório dos alunos internos.
 Noticiado em 05/12/2011

Alunos de uma escola na província de Phu Yen, no Vietnã, desmaiaram após terem visto supostos fantasmas no banheiro do dormitório, segundo o jornal "Tuoi Tre".

O diretor da escola, Phan Van Tho, confirmou que um grande número de alunos internos desmaiou ou gritou à noite no mês passado de causas desconhecidas.

De acordo com o periódico, em um dos incidentes 12 estudantes chegaram a perder a consciência ao mesmo tempo.


A situação tem causado um clima de medo entre os alunos, e muitos têm medo de entrar no banheiro.

A maldição do banheiro assombrado começou no mês passado quando a primeira vítima, K Pa Ho Luon, começou a falar em línguas depois de usar o sanitário. O jovem rapaz estava em seu caminho de volta para o dormitório depois de se aliviar do mijo quando ele se atirou no chão, se batendo e arranhando as paredes antes de desmaiar.

Luon foi levado para o Hospital Geral de Son Hoa, mas os médicos não conseguiram diagnosticar o que fez o menino desmaiar. Uma vez que ele se recuperou completamente, Luon relatou que ele havia encontrado um fantasma durante o uso do banheiro.

Desde que as primeiras dezenas de ataques, mais crianças também sofreram de desmaio ou terrores noturnos. Em uma ocasião, 12 alunos todos desmaiou ao mesmo tempo.

Os médicos têm sugerido que o desmaio pode ser o resultado de níveis baixos de cálcio. As autoridades escolares negam quaisquer causas paranormais.
[Fontes: themorningstarr.co.uk e G1]

Bombando na Web: Bohemian Rhapsody a caminho da escola

Tornou-se um hábito manhã para cantar Bohemian Rhapsody no caminho para a escola pela manhã. Dependendo do tráfego, geralmente podemos começar a canção ao sair da garagem, e chegar ao fim da música apenas ao chegar na escola.




Bohemian Rhapsody

Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide
No escape from reality


Open your eyes
Look up to the skies and see
I'm just a poor boy
I need no sympathy


Because I'm easy come, easy go
A little high, little low
Anyway the wind blows
Doesn't really matter to me, to me


Mama, just killed a man
Put a gun against his head
Pulled my trigger, now he's dead
Mama, life had just begun


But now I've gone and thrown it all away
Mama, oh
Didn't mean to make you cry
If I'm not back again this time tomorrow


Carry on, carry on
As if nothing really matters


Too late, my time has come
Sends shivers down my spine
Body's aching all the time
Goodbye everybody, I've got to go


Gotta leave you all behind
And face the truth
Mama, oh, I don't want to die
I sometimes wish I'd never been born at all


I see a little silhouette of a man
Scaramouch, Scaramouch will you do the fandango
Thunderbolt and lightning, very, very frightening me
Galileo, Galileo


Galileo, Galileo
Galileo, Figaro, magnifico


But I'm just a poor boy and nobody loves me
He's just a poor boy from a poor family
Spare him his life from this monstrosity


Easy come, easy go, will you let me go
Bismillah! No, we will not let you go
Let him go


Bismillah! We will not let you go, let him go
Bismillah! We will not let you go, let me go
Will not let you go, let me go, never
Never let you go, let me go


Never let me go, oh
No, no, no, no, no, no, no
Oh mama mia, mama mia, mama mia let me go
Beelzebub has a devil put aside for me


For me (2x)


So you think
You can stone me and spit in my eye
So you think you can love me
And leave me to die


Oh baby, can't do this to me baby
Just gotta get out
Just gotta get right outta here


Oh, oh yeah, oh yeah


Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters
Nothing really matters to me


Anyway the wind blows

Rapsódia Boêmia

Isso é a vida real?
Isso é só fantasia?
Pego num desmoronamento
Sem poder escapar da realidade


Abra seus olhos
Olhe para o céu e veja
Eu sou apenas um pobre menino,
Eu não preciso de compaixão


Porque eu venho fácil, fácil vou
E possuo altos e baixos
De qualquer jeito que o vento soprar,
Isso realmente não importa pra mim, pra mim


Mamãe, acabei de matar um homem
Coloquei uma arma em sua cabeça
Puxei o gatilho, agora ele está morto
Mamãe, a vida acabou de começar


Mas agora eu joguei tudo fora
Mamãe, ooo
Não foi minha intenção te fazer chorar
Se eu não estiver de volta a esta hora amanhã


Continue, continue
Como se nada realmente importasse


Tarde demais, chegou minha hora
Sinto arrepios em minha espinha
Meu corpo está doendo toda hora
Adeus a todos - eu agora tenho que ir


Tenho que deixar todos vocês para trás
E encarar a verdade
Mamma, ooo, eu não quero morrer
Às vezes eu desejo nunca ter nascido


Eu vejo uma pequena silhueta de um homem
Palhaço, palhaço você fará o fandango
Raios e relâmpagos me assustam muito, muito.
Gallileo, Gallileo,


Gallileo, Gallileo,
Gallileo Figaro - magnífico;


Mas eu sou apenas um pobre menino e ninguém me ama
Ele é só um pobre menino de uma pobre família
Poupe sua vida desta monstruosidade


Fácil vem, fácil vai - você vão me deixar ir?
Em nome de Deus! Não - nós não o deixaremos ir
Deixe-o ir


Em nome de Deus! Nós não o deixaremos ir - deixe-o ir
Em nome de Deus! Nós não o deixaremos ir - deixe-me ir
Não o deixe ir - deixe-me ir, nunca
Nunca deixar-te ir - deixe-me ir


Nunca deixe-me ir ooo
Não, não, não, não, não, não, não
Oh mamma mia, mamma mia, mamma mia deixe-me ir
Belzebu, tem um diabo reservado pra mim


Pra mim (2x)


Então você acha
Que pode me apedrejar e cuspir em meus olhos?
Então você acha que pode me amar
E me deixar pra morrer?


Oh baby - não pode fazer isso comigo, baby
Só tenho que sair
Só tenho que sair logo daqui


Oh, oh yeah, oh yeah


Nada realmente importa
Qualquer um pode ver
Nada realmente importa
Nada realmente importa pra mim


E de qualquer forma o vento sopra...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Atirador mata 7 e fere 3 em faculdade da Califórnia

Atirador mata 7 e fere 3 em faculdade da Califórnia

OAKLAND, Estados Unidos, 2 Abr (Reuters) - Um homem armado abriu fogo na segunda-feira numa faculdade cristã de Oakland, na Califórnia, deixando pelo menos sete mortos e três feridos antes que um suspeito, supostamente ex-aluno, fosse detido, segundo autoridades.

O incidente aconteceu durante a manhã (à tarde no Brasil) na Universidade Oikos. As autoridades acreditam que o atirador agiu sozinho, mas não identificaram o suspeito nem esclareceram suas motivações.

O pastor Jong Kim, fundador da faculdade, disse ao jornal Oakland Tribune que o homem preso em um shopping a cerca de oito quilômetros do campus é um ex-aluno de enfermagem.

Kim disse ao jornal que ouviu cerca de 30 tiros.

"Como vocês devem ter ouvido, o atirador suspeito nos letais disparos de hoje na Universidade Oikos, na Edgewater Drive, está sob custódia, e parece ter agido sozinho", informou a prefeitura em nota.

"Os arredores estão isolados, mas a polícia orientou que nenhuma ameaça iminente à segurança pública parece existir na área imediata", acrescentou o curto texto.

Horas depois, dois corpos permaneciam num gramado em frente à escola, cobertos por um lençol.

Há pouco mais de um mês, um aluno matou três colegas na cantina de um colégio em Ohio, no pior incidente desse tipo nos EUA em seis meses.

A Oikos, que dá cursos de teologia, enfermagem, música e medicina asiática, se descreve em seu site como tendo a missão de oferecer "os mais elevados padrões de educação com inspiração e valores cristãos".
Corpos cobertos no gramado da escola Oikos University, em Oakland, na Califórnia, que foi invadida por atirador nesta segunda-feira (2) (Foto: Noah Berger / AP)


(Reportagem adicional de Dan Whitcomb, Mary Slosson e Emmett Berg)


Reuters
Por Noel Randewich

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Professor é demitido por abuso sexual em escola de Vila Velha


ENTRE 3 E 7 ANOS DE IDADE
Professor é demitido por abuso sexual em escola de Vila Velha
15 pais de crianças denunciaram o caso, que teria acontecido em colégio particular


Uma escola particular da Grande Vitória demitiu um professor de educação física depois que pais de alunos relataram que seus filhos sofreram abuso sexual durante as aulas. Cerca de 15 pais de crianças com idades entre 3 e 7 anos denunciaram o caso à polícia e ao Conselho Tutelar, há cerca de um mês.


Um dos pais conta que uma criança da mesma turma que a filha dele chegou em casa contando para a mãe que o 'tio' saía da sala de aula com um coleguinha e deixava os outros alunos sozinhos. "Essa mãe estranhou a situação e ficou conversando com a filha para saber mais detalhes, até descobrir que ele tocava as partes íntimas das crianças e as incitava a fazer o mesmo entre elas", conta.

foto: Divulgação

Comunicado enviado pela escola aos pais esclarece os procedimentos

O nome das vítimas e da escola não serão divulgados, para preservar a identidade das crianças. Segundo esse pai, a filha dele também teria sofrido abuso. "Eu e minha esposa começamos a desconfiar por causa da mudança de comportamento que nossa filha estava apresentando nos últimos meses. Ela não queria mais ir para a escola e chorava muito. Nunca imaginávamos que isso pudesse acontecer", lamenta.

A filha dele também contou que o professor tocou partes íntimas dela. "Alguns pais relataram que os filhos falavam de um segredo que tinham com o professor. Há casos de crianças que só conseguiram falar sobre o assunto com o psicólogo que procuramos", diz.

O pai afirma, ainda, que as aulas desse professor não eram acompanhadas por estagiário, como é comum nas turmas da escola, e que não há câmera de videomonitoramento dentro das salas. "Soubemos que ele pedia para dispensar a estagiária das aulas, sugerindo que ela atuasse com outros professores", afirma.

Na última terça-feira, a escola divulgou um comunicado para os pais, informando o afastamento do professor e se colocando à disposição para oferecer atendimento psicológico aos alunos. No entanto, o pai questiona a postura da escola. "Só agora oferecem o atendimento que pedimos desde o início dessa história. Eles tentam esconder o que está acontecendo", diz.

Direção da escola não comenta

A direção da escola onde teria ocorrido o abuso às crianças foi procurada para comentar o assunto, mas não retornou às ligações. A instituição foi procurada por várias vezes ao longo das últimas semanas, mas, em nenhum momento, se manifestou.

Segundo informações dos pais de alunos, o caso está sendo acompanhado pelo delegado Marcelo Nolasco, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Procurado, o delegado disse que o caso está sob segredo de Justiça.

De acordo com um dos pais que fez a denúncia, cerca de 10 responsáveis pelos alunos já prestaram depoimento à polícia, e as crianças estariam sendo ouvidas por uma juíza e um psicólogo.

Priscilla Thompson
A Gazeta

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Morte em escola. Garoto que se matou em SP pode ter tentado assustar professora, diz delegada

Garoto que se matou em SP pode ter tentado assustar professora, diz delegada

David Mota Nogueira, 10 anos
A delegada Lucy Fernandes disse em entrevista ao telejornal "SPTV", da TV Globo, que o garoto que atirou contra uma professora e depois se matou, em São Caetano do Sul (Grande SP), pode ter tentado fazer uma brincadeira.

Segundo depoimento da diretora da escola à polícia, um colega do menino disse a um psicólogo que ele queria brincar com a professora.

"Ele deve ter ouvido alguma coisa do garoto, talvez que ia assustar a professora, e no fim acabou atingindo a professora e na sequencia teria dado cabo da sua vida", afirmou a delegada.

Eduardo Knapp /Folhapress
Guardas carregam caixão com o corpo do menino que feriu professora a tiro e se matou na Grande SP

O crime aconteceu na última quinta-feira (22), na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, considerada a melhor pública de São Caetano do Sul.

Segundo a delegada, o aluno, de 10 anos, pediu para ir ao banheiro e, na volta, atirou contra a professora Rosileide Queirois de Oliveira, 38. Na sequência, o garoto se retirou da sala, sentou em uma escada e disparou ele próprio, na cabeça.

Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, de acordo com a prefeitura da cidade.

A professora permanece internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, sem previsão de alta. A delegada está em contato com o hospital para definir quando a professora poderá ser ouvida, mesmo que ainda na unidade.

Rosileide passou por uma cirurgia na noite da última quinta-feira --mesmo dia em que foi baleada-- para a retirada do projetil que ficou alojada entre o reto e o útero.

Zanone Fraissat - 23.set.11/Folhapress

Velório do estudante de 10 anos que atirou em professora e depois se matou, em São Caetano do Sul

SALA DE AULA

A Prefeitura de São Caetano do Sul informou nesta segunda-feira que a sala de aula onde ocorreu o crime ficará desativada por tempo indeterminado.

De acordo com nota divulgada hoje, a ideia é que a sala em que funcionava o 4º ano C da seja transformada em algum laboratório ou sala de leitura. A aulas permanecem suspensas em toda a escola e devem ser retomadas na quarta-feira (28).

Os educadores e funcionários da escola começaram a receber atendimento psicológico hoje. Eles estão sendo atendidos por seis psicólogos que realizam terapias com grupos de até seis pessoas para esclarecer dúvidas e prepará-los para receber os alunos.

Pais e alunos também receberão atendimento psicológico. Com isso, as equipes vão, além de acolher e tranquilizar as pessoas, realizar uma triagem para determinar o grau do trauma e o estado emocional dos indivíduos. Se necessário, haverá acompanhamentos a longo prazo.

+ ENTENDA O CASO



Estudante atira em professora e se mata


Garoto de 10 anos era quieto e tirava boas notas

Crédito: Reprodução/Orkut


Um aluno armado entrou por volta das 15h50 desta quinta-feira na Escola Municipal de Ensino Professora Alcina Dantas Feijão, no bairro Nova Gerty, em São Caetano, e baleou uma professora. Em seguida, a criança atirou contra a própria cabeça e morreu.


Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, na Capital. Ela foi atingida na região posterior, do lado esquerdo, na altura do quadril, e sofreu uma fratura na patela direita. Segundo a Prefeitura, ela deve passar por uma cirurgia, pois a bala está alojada entre o reto e o útero.

Já David Mota Nogueira, 10 anos, aluno do 4º ano do Ensino Fundamental, chegou a ser socorrido com vida no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano, mas não resistiu e morreu após duas paradas cardíacas. O corpo, que passava por perícia, foi liberado por volta das 20h.

David é filho do GCM (Guarda Civil Municipal) Nilton Evangelista Nogueira. Ele teria pegado a arma escondido do pai - um revólver calibre 38 que está registrado e cuja numeração não está danificada.

Segundo o Secretário de Segurança de São Caetano, Moacyr Rodrigues, Nogueira trabalha há 14 anos na corporação e tem uma conduta exemplar. "Essa foi uma ação isolada", disse.

Em coletiva à imprensa, o capitão Robinson Castropil, do 6º batalhão da PM de São Caetano, afirmou que os alunos acabavam de voltar do intervalo quando David pediu para ir ao banheiro. Quando voltou, o garoto já estava com a arma em punho. Ele atirou na professora e, em seguida, correu para um corredor próximo, onde disparou contra ele mesmo. No momento do crime, 25 alunos estavam dentro da sala de aula.

Ainda segundo colegas, David tirava boas notas e não tinha desavenças com a professora alvejada, que é muito querida por todos da escola.
Os pais de David deixaram por volta das 19h o Hospital de Emergência Albert Sabin. A mãe,  estava muito abalada e teve de ser medicada. O casal não quis falar com a imprensa.

De acordo com os funcionários, amanhã a escola ficará fechada.

O helicóptero Águia, da PM (Polícia Militar), foi enviado ao local por volta das 16h30. Diversas viaturas da polícia, da GCM e do Corpo de Bombeiros se posicionaram em frente à escola depois do incidente.

O caso será registrado no 3º DP (Distrito Policial) de São Caetano.

A instituição é conhecida pelo ensino de qualidade. Em 2010, obteve a melhor nota no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) entre as escolas públicas não-técnicas do Estado de São Paulo. (Com informações de Bruna Gonçalves, Maíra Sanches e Willian Novaes)

Do Diário OnLine
Professora chora e pergunta por que aluno atirou nela e se matou, diz irmã

Dona de casa diz que Rosileide Oliveira soube da morte na segunda em SP.
Polícia adia depoimentos de alunos e antecipa oitiva de pais de Davi no ABC.


A professora Rosileide Queiroz de Oliveira, de 38 anos, baleada no quadril pelo aluno Davi Mota Nogueira, de 10 anos, que se suicidou em seguida com um tiro na cabeça dentro da Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC, na quinta-feira (22), chora e se pergunta por que ele atirou nela e se matou em seguida. A afirmação é da irmã mais velha da pedagoga, a dona de casa Maria de Fátima, 49 anos, que falou ao G1 na manhã desta terça-feira (27).

“Tivemos de contar para ela que o Davi havia se matado. Falamos isso na segunda-feira [26] no quarto onde ela está internada no hospital [das Clínicas, em São Paulo]”, disse Maria de Fátima. “Ela chora e se pergunta por que o Davi se matou, por que ele fez isso. Ela também não entende até agora por que ele atirou nela. Ela continua muito abalada e às vezes chora e se indaga sobre o ocorrido”.

Rosileide vai passar por uma nova cirurgia, segundo informou a assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas de São Paulo nesta manhã. A previsão é que Rosileide tenha o joelho esquerdo operado na quarta-feira (28) pela equipe de ortopedia do HC. Quando foi atingida no quadril pelo disparo, ela caiu e fraturou a patela do joelho, que foi imobilizada no dia e agora terá de ser fixada. Atualmente, Rosileide está internada em observação num quarto do hospital. Ela se recupera da cirurgia que retirou a bala que a feriu. Seu estado de saúde é estável. Ela não corre risco de morrer. Não há previsão de alta de quando será o dia que ela deixará o hospital.

A Polícia Civil ainda não sabe por que Davi atirou na pedagoga e se suicidou. Ele era tido como bom aluno e nunca havia apresentado problemas. A investigação apura as hipóteses de tiro acidental, bullying e supostas ameaças para explicar a motivação do crime.


Professora será ouvida em hospital
A previsão da delegada Lucy Fernandes, titular do 3º Distrito Policial de São Caetano, é ouvir o depoimento da professora por volta das 10h de quinta-feira (29) dentro do HC, na capital paulista. A investigação quer saber se a pedagoga sofreu alguma ameaça de Davi. O namorado de Rosileide, o funcionário público Luiz Eduardo Hayakawa, chegou a dizer à imprensa que nunca houve queixa dela contra o aluno.

Apesar disso, outros alunos chegaram a afirmar a psicólogos que estão prestando atendimento na escola e a funcionários da unidade educacional que Davi havia prometido matar a professora e se matar em seguida, o que levaria a hipótese de o crime ter sido premeditado.

Mas após depoimentos da diretora da escola, Márcia Gallo, a tese de crime premeditado perdeu força. Também é investigada a hipótese de tiro acidental. Ela afirmou à polícia que uma psicóloga lhe contou que um aluno confirmou que Davi queria dar um susto na professora, mas que a brincadeira saiu errada e ele acabou se matando com medo das consequências que sofreria dos pais.

“Seria a hipótese mais plausível, por se tratar de um bom menino, sem problema com a professora. Dá a impressão de que o tiro pode ter sido acidental”, disse a delegada Lucy. Ela quer traçar um perfil psicológico do aluno. Um desenho que ele fez segurando duas armas ao lado de um professor é analisado.

Essa psicóloga e mais cinco alunos, incluindo o que teria contado sobre a brincadeira que deu errado, serão ouvidos pela delegada. Nesta terça, Lucy informou que os depoimentos das crianças não ocorrerão mais na escola a pedido da diretora. “Ela me falou que os psicólogos não acham bom ouvir os estudantes na volta às aulas e na escola. Por isso, elas serão ouvidas em um outro local da Prefeitura de São Caetano”, disse a delegada, que marcou os depoimentos para segunda-feira (3) às 10h.

Segundo Lucy, os depoimentos ouvidos até agora reforçam a ideia do bom comportamento de Davi. "Não trabalho com a possibilidade de bullying ou que ele tenha sido vítima de outro tipo de violência", afirmou.

Volta às aulas de branco
Na manhã de quarta está programada a retomada das aulas na escola Dantas Feijão em São Caetano. Os funcionários e professores estão recebendo atendimento psicológico para saber como receber os estudantes. A sala onde houve o disparo permanecerá fechada. A ideia da direção é transformar o local num espaço de leitura e reflexão de paz com livros e gravuras.

Os alunos estão se mobilizando nas redes sociais para que todos compareçam de branco e levem rosas da mesma cor para homenagear Davi, na quarta. Ainda não há informação se haverá mudanças no esquema de segurança da escola.

Depoimentos de pais e irmão de Davi são antecipados
Os pais de Davi, o guarda-civil municipal Milton Nogueira, de 42 anos, e Elenice Mota e  o irmão do aluno morto, de 14 anos, que seriam ouvidos pela polícia na manhã de sexta-feira (30) deverão prestar depoimento agora na quarta por volta das 10h. O depoimento deverá ocorrer no 3º Distrito Policial de São Caetano. “Decidi antecipar o depoimento deles para a quarta. Aguardo a confirmação, mas acho que eles serão ouvidos mesmo na quarta”, disse Lucy.

Milton é dono do revólver calibre 38 usado pelo filho para atirar na professora e se matar em seguida. Ele disse que guardava a arma num armário. O pai disse que havia sido a primeira vez que guardou a arma carregada com balas. Também já teria ensinado o filho a manusear a arma, explicando como fazia para tirar as balas. “Mas sempre alertei que a arma só servia para matar”, chegou a dizer Milton aos jornalistas.

Milton poderá ser responsabilizado criminalmente por negligência por não ter conseguido impedir o filho de pegar o revólver que guardava em casa. Para o pai de Davi, o que ocorreu com a professora e seu filho foi uma fatalidade. Em entrevista ao G1, o pai de Davi afirmou no domingo (25) que não tinha explicação para aquilo. "A gente nunca vai ter resposta", havia dito.

Kleber Tomaz
Do G1 SP



sábado, 24 de setembro de 2011

Pai de garoto que se matou pode receber perdão judicial


Pai de garoto que se matou pode receber perdão judicial



A delegada Lucy Mastellini Fernandes disse na sexta-feira (23) que ainda não sabe o que fará em relação ao guarda-civil municipal Milton Evangelista Nogueira, 42 - pai de D., 10, que atirou em uma professora e se matou em seguida dentro de uma escola em São Caetano do Sul, na quinta-feira (22).

Ela afirma que Nogueira pode ser indiciado sob a suspeita de negligência ou omissão na guarda de arma de fogo, mas ainda não está certa disso.

"Esse pai já está sofrendo muito. Preciso analisar o Estatuto do Desarmamento e estudar o que poderá ser feito contra ele. Se é que será feito alguma coisa", afirmou.

Futuramente, quando o inquérito policial chegar a um juiz, Nogueira poderá receber o perdão judicial, que é quando o Judiciário reconhece que aconteceu um crime, mas que as consequências dele foram tão severas que não é necessário aplicar uma pena.

É o mesmo procedimento que costuma ocorrer nos casos em que um pai esquece um bebê dentro de um carro e ele morre. Ou seja, a perda de um filho é maior do que a privação de liberdade ou qualquer outra punição que a Justiça possa determinar ao acusado pela morte.

À polícia familiares e amigos do guarda-civil Nogueira disseram que ele é uma pessoa conciliadora e que dialoga muito com seus filhos -além do menino de dez anos, o casal tem outro filho, de 14 anos de idade.

ARMA ESCONDIDA

Sabendo do perigo em possuir uma arma em casa, ele sempre dizia aos garotos que, se tivessem curiosidade em ver o revólver, deveria procurá-lo que ele mostraria.

A arma particular ficava guardada em uma caixa de papelão na parte alta de um armário no quarto do casal.

Na Guarda Municipal, Nogueira não teve nenhuma advertência oficial. O secretário municipal de Segurança, Moacir Rodrigues, disse que ele tem uma carreira exemplar.

Nas horas de folga, o guarda fazia bico como vigilante em uma lanchonete de São Caetano. Era lá que ele usava esse revólver particular.

MOCHILA

Informalmente, Nogueira disse à polícia que, ao perceber que sua arma não estava em casa, procurou os filhos na escola e perguntou para eles se um dos dois havia pegado o revólver. Os dois negaram, e ele acreditou.

Segundo a polícia, o guarda lamentou não ter olhado a mochila dos filhos antes de voltar para casa e pedir para a mulher procurar direito a arma, antes que ele registrasse um boletim de ocorrência.

Na próxima semana, Nogueira e a mulher dele, Elenice Mota, deverão ser ouvidos oficialmente pela polícia. Ontem, eles não quiseram falar com a Folha.

Eduardo Knapp /Folhapress
Guardas carregam caixão com o corpo do menino que feriu professora a tiro e se matou na Grande SP

TRAGÉDIA

O crime aconteceu às 15h50 de ontem na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, considerada a melhor pública de São Caetano do Sul. O garoto é filho de um guarda civil municipal e usou a arma do pai --um revólver calibre 38-- para fazer os disparos. A escola permaneceu fechada nesta sexta-feira.

Segundo a delegada, o aluno pediu para ir ao banheiro e efetuou o disparo contra Rosileide logo em seguida.
Na sequência, o garoto se retirou da sala, sentou em uma escada e disparou ele próprio, na cabeça.

Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, de acordo com a prefeitura da cidade.

A professora permanece internada no Hospital das Clínicas, na capital paulista. Ela passou por uma cirurgia de cerca de três horas para a retirada do projétil. Segundo o HC, ela passa bem e está consciente.

O pai do aluno chegou a sentir falta da arma durante a manhã de quinta e procurou seu filho mais velho, que não estava com ela. A família soube que o garoto havia pego o revólver do pai somente após o ocorrido.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Moacyr Rodrigues, a arma é particular e não pertence à guarda civil.

ANDRÉ CARAMANTE
AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO

Adolescente passa mal após beber vodca com suco dentro de escola em Bauru, SP

Adolescente passa mal após beber vodca com suco dentro de escola em Bauru, SP

SÃO PAULO - Um adolescente de apenas 13 anos passou mal após beber uma mistura de vodca com refrigerante de laranja dentro de uma escola estadual em Bauru, 323 Km de SP, na manhã desta sexta-feira. As informações são TV Tem


Segundo a Polícia Militar, a bebida estava dentro de uma garrafa pet de dois litros e foi ingerida durante a aula. Não se sabe se a bebida foi levada para a escola por ele ou por algum colega. O menino desmaiou e teve que ser socorrido pelo Samu (Serviço Móvel de Urgência e Emergência), que encaminhou o menor ao Pronto-Atendimento Infantil do Pronto-Socorro Central da cidade. Ele foi medicado e liberado para os pais após algumas horas.

Um adolescente de apenas 13 anos passou mal na manhã de ontem após consumir bebida alcoólica dentro de uma escola, em Bauru. O caso expôs, mais uma vez, o problema crítico da embriaguez na adolescência, que já havia sido denunciado pelo JC apenas três meses atrás. Na ocasião, uma garota de 14 anos foi encontrada inconsciente na rua depois de ingerir pinga nos arredores do colégio onde estudava.

Ontem, o adolescente teria feito uso de uma bebida conhecida como hi-fi - mistura de vodca com refrigerante à base de laranja - dentro da sala de aula, em uma escola estadual do Jardim Petrópolis. Segundo o irmão do adolescente, os colegas de classe contaram que a bebida estava em uma garrafa pet de dois litros e que o garoto teria desmaiado antes de ser socorrido. Não se sabe se ele trouxe a substância de casa ou a obteve com outros alunos.

Ao perceber que o estudante estava passando mal, a direção do colégio acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a mãe do aluno. Ele foi encaminhado ao Pronto Atendimento Infantil (PAI), onde foi medicado, e permaneceu em observação até recuperar-se completamente.

Demonstrando surpresa, o irmão do menino informou que ele não possuía o hábito de beber. Da mesma forma, os pais da garota de 14 anos que desmaiou em junho deste ano argumentaram que ela não costumava ingerir álcool. Mas especialistas que lidam diariamente com o assunto são unânimes em afirmar que a ingestão de bebidas destiladas e fermentadas nesta faixa etária tem crescido a cada ano em Bauru, acompanhando um fenômeno verificado também em âmbito nacional.

As propagandas incisivas, a facilidade de acesso à substância, o aumento da competitividade e o distanciamento das relações familiares são apontados como principais motivos para o descontrole. Em situações não raras, até mesmo crianças de 8 anos vêm sendo submetidas a tratamento na rede municipal de saúde por conta do uso da substância.


Inexperiência

Pode até ser que, em ambos os casos, não tenha sido a falta de cuidado dos pais o fator determinante para a embriaguez dos adolescentes. Ainda inexperientes, eles podem ter se rendido à curiosidade típica desta fase da vida ou se sentido pressionados pelo grupo a experimentar a substância.

“O problema é que, por esta inexperiência, o jovem não tem habilidade para dosar a bebida. E, quanto mais novo, mais rapidamente atinge um nível elevado de embriaguez, podendo até perder os sentidos”, observa o psiquiatra Sérgio Sato, especialista em dependência química. De acordo com ele, adolescentes atendidos em seu consultório relatam que 80% dos colegas consumem álcool com frequência em baladas e confraternizações de grupo.

E, de maneira geral, os jovens que ingerem álcool não costumam ser comedidos, conforme destaca a Psicóloga Sandra Leal Calais, professora doutora em terapia comportamental da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “O número de pessoas bebendo é cada vez maior e muitos bebem em grande quantidade. O grande problema é que, além do risco da dependência, o álcool é apenas a porta de entrada para todas as outras drogas”, salienta.

Segundo Sandra e Sato, é evidente o aumento dos casos de alcoolismo na adolescência em todas as classes sociais, que fazem vítimas não apenas jovens estudantes de escolas públicas, mas também particulares. E o mais alarmante é que eles estão começando a beber cada vez mais cedo. Há casos, atendidos no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), de dependentes que começaram a beber aos 8 anos de idade.

“Da mesma maneira que a adolescência vem sendo antecipada, o comportamento adolescente ocorre cada vez mais cedo. E o uso do álcool, para eles, funciona como um rito de passagem, uma iniciação à vida adulta. É uma tentativa de provar que são donos do próprio nariz e que sabem o que estão fazendo”, salienta a psicóloga.



Para especialistas, tolerância social à bebida é um erro que deve ser evitado pelos pais

Por ser uma droga lícita, o álcool é uma substância bastante tolerada socialmente, que está presente em todas as confraternizações e sempre associado aos momentos de prazer. Neste contexto, os adolescentes, com personalidade ainda em formação, se transformam em presas fáceis.


Para a psicóloga Sandra Leal Calais, professora doutora em terapia comportamental da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o entendimento de que a embriaguez faz parte do processo de descoberta adolescente é um erro que precisa ser corrigido. “A bebida é vista como diversão. O jovem bebe e passa mal, mas dificilmente consegue refletir sobre o ocorrido. Repete esta experiência várias vezes e nenhuma mudança acontece, porque ele ou até mesmo os pais aceitam esta atitude com naturalidade”, reclama.

As propagandas que associam a bebida com prazer, integração social e conquistas amorosas também ajudam a corroborar esta ideia, já que não esclarecem as graves consequências do uso abusivo da substância. Outra lacuna é provocada pelas políticas de prevenção e combate às drogas.

Quando direcionadas aos adolescentes, o alerta para o risco de dependência está sempre voltado às outras substâncias entorpecentes que não o álcool, que geralmente funciona como porta de entrada para os demais vícios. Para psiquiatra Sérgio Sato, o assunto, inclusive, deveria ser tratado dentro das salas de aula. “Embora já existam alguns especialistas preocupados com este fenômeno, não há, infelizmente, nenhum movimento que esteja conseguindo frear o uso abusivo de bebidas entre os jovens de maneira efetiva”, lamenta.

Além dos prejuízos de longo prazo que podem representar a destruição de toda uma vida, o álcool na adolescência provoca distúrbios no sono, alteração na rotina alimentar, prejuízos no processo cognitivo com consequente redução do rendimento escolar, além de conflitos nas relações familiares.

jcnet.com.br
Tisa Moraes/



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Corpo de menino que atirou em professora e depois se matou é velado no Velório Municipal do Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul


Corpo de aluno que morreu em escola do ABC é velado
Davi Nogueira tinha 10 anos e atirou na própria cabeça.
Antes, ele feriu uma professora; crime foi em escola de São Caetano do Sul.

Alunos da escola, acompanhados dos pais, foram
ao velório (Foto: Carolina Iskandarian/G1)
O corpo do estudante David Mota Nogueira, de 10 anos, que atirou contra uma professora e se matou em seguida, começou a ser velado às 23h30 desta quinta-feira (22), no Velório Municipal do Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. O crime ocorreu dentro da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em uma sala de aula onde havia outras 25 crianças do 4º ano. O motivo do crime é desconhecido.

A família do garoto não quis dar entrevistas. Na porta do velório, a todo momento chegavam amigos do irmão mais velho de Davi, um adolescente que teria 17 anos. Alguns pais de alunos da escola também foram velar o corpo da criança.

O administrador do Cemitério das Lágrimas, Roberto Morales, contou que só na manhã desta sexta (23) o local e o horário do enterro serão definidos.

O estudante Lucas Fernando Alves Rocha de Souza, de 15 anos, contou que viu o corpo de Davi no chão logo após o menino disparar contra a própria cabeça. “Subimos para a sala (depois do intervalo) e logo ouvimos o barulho do disparo. Ele caiu na escada, ficou tremendo.”

David Mota Nogueira. Menino atirou na professora em sala de aula e se suicidou com tiro na cabeça
A professora, identificada como Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, deixou a escola consciente, por volta de 16h30. Atingida na região lombar, ela foi encaminhada ao Hospital das Clínicas, Zona Oeste de São Paulo.

Em coletiva mais cedo, o secretário da Segurança Pública do município, Moacyr Rodrigues, disse que o revólver usado por Davi era do pai dele, um guarda-civil municipal. No entanto, a arma era particular, e não da corporação. Guardas-civis, colegas de trabalho do pai do menino, faziam a segurança da sala do velório.
Morte em escola. Garoto que se matou em SP pode ter tentado assustar professora, diz delegada Brenda Tayná Souza, de 16 anos, e aluna do 9º ano, contou que houve pânico e correria nos corredores da escola. “Pensamos que era uma bomba. Foi horrível”, disse ela sobre o barulho dos disparos.

Carolina Iskandarian
Do G1, em São Caetano do Sul

Aluno que atirou no ABC fez desenho com armas e professor, diz polícia
Desenho foi encontrado dentro de mochila, junto com o material escolar.
Pai do menino foi ouvido informalmente pela polícia.


O aluno que atirou em uma professora dentro da sala de aula e depois se matou em São Caetano do Sul, no ABC, na tarde desta quinta-feira (22), fez um desenho no qual se retratou com duas armas e com um professor. O desenho foi encontrado junto com o material escolar dentro da mochila  do estudante David Mota Nogueira, de 10 anos, que foi apreendida pela polícia, de acordo com a delegada titular do 3º DP de São Caetano, Lucy Mastellini Fernandes. No desenho, ele escreveu: "Eu com 16 anos" e "Professor", indicando cada uma das figuras desenhadas. A delegada não quis mostrar o papel.

Além da mochila, a polícia apreendeu também o revólver calibre 38, que pertence ao pai de David, o guarda-civil metropolitano Milton Evangelista Nogueira. De acordo com a delegada, o pai do menino foi ouvido informalmente por cerca de 30 minutos. Segundo Lucy, ele se encontra bastante abalado com o ocorrido.

O guarda-civil contou à polícia que levou o filho à escola e que chegou a carregar a mochila dele. Ao retornar para casa, deu por falta da arma, que costumava deixar escondida sobre o armário do quarto. Em seguida, ele relatou que ligou para a mulher, mas, diante da negativa dela sobre o paradeiro da arma, decidiu voltar para a escola, segundo a delegada. "Ele disse que pressionou os dois filhos, o mais novo de 10 e o adolescente de 14 anos, mas eles negaram todo o tempo saber da arma. Ele então disse que voltou para casa para fazer uma busca mais minuciosa", disse Lucy.

De acordo com a delegada, o guarda-civil lamentou profundamente não ter olhado na mochila do filho e se disse arrasado com a tragédia. No boletim de ocorrência, o crime foi registrado como ato infracional, mas, segundo a delegada, o correto é ato antissocial. "É o ato cometido por menor de 12 anos", disse. Em relação ao guarda-civil, ele deverá ser enquadrado com base no Estatuto do Desarmamento, por não ter guardado a arma de forma adequada.
Mochila também foi apreendida
(Foto: Marcelo Mora/G1)

O caso
O estudante da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão atirou na professora por volta das 16h, e depois disparou contra a própria cabeça. Ele havia acabado de sair do intervalo, quando pediu para ir ao banheiro. Na volta, chegou atirando. De acordo com a Prefeitura, os dois foram socorridos com vida, mas o estudante morreu.

A professora, identificada como Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, deixou a escola consciente. No momento em que o menino do 4º ano usou a arma, havia 25 estudantes na classe.

O secretário da Segurança de São Caetano do Sul disse que quando um guarda-civil sai com a arma para trabalhar ele a devolve no final do expediente. "[O pai do garoto] é um homem de bom conceito dentro da Guarda Civil, com mais de 14 anos dentro da corporação", disse Rodrigues, acrescentando que esta "é uma situação muito difícil de descrever".
Revóver calibre 38 utilizado pelo aluno (Foto:
Marcelo Mora/G1)
De acordo com Rodrigues, todos os guardas-civis da cidade foram alertados para que ficassem atentos à possibilidade de armas em escolas desde que um estudante matou 12 alunos em Realengo, no Rio de Janeiro, em abril. "A segurança da escola já é feita, esse tipo de situação não tem como prever", afirmou o secretário.

As aulas na escola foram suspensas nesta quinta e na sexta-feira (23). A Prefeitura afirmou que o menino era considerado um aluno calmo e sem histórico de violência. O motivo para o crime ainda é desconhecido.
O delegado-titular da Delegacia-Sede de São Caetano do Sul, Francisco José, disse que o pai do garoto pode ser responsabilizado criminalmente pelo ocorrido. "Vamos investigar se ele agiu com imprudência ou negligência na guarda desta arma", afirmou.

O delegado informou que irá procurar famílias de outros alunos da escola e que duas testemunhas adultas serão ouvidas já nesta sexta-feira (23).
Movimentação era intensa na porta da escola de São Caetano (Foto: Reprodução/ TV Globo)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aluno de 10 anos atira em professora e depois se mata em escola de SP

 Aluno de 10 anos atira em professora e depois se mata em escola de São Caetano do Sul, SP

SÃO PAULO - Um aluno de 10 anos atirou na professora e depois se matou com um tiro na cabeça, na tarde desta quinta-feira, em uma escola em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Caetano, David Mota Nogueira, aluno do 4º ano C da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, fez o disparo contra a professora por volta das 15h50m, logo após o intervalo do lanche, em sala de aula.

Movimentação em frente a escola - Reprodução/TV Globo

A professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, foi atingida com um tiro nas costas. No momento, cerca de 25 alunos estavam na sala de aula, mas nenhum deles ficou ferido. Houve correria e pânico.

As aulas na escola, que tem 1.900 alunos e fica no bairro Mauá, foram suspensas nesta quinta e sexta-feira.

Segundo o capitão Robinson Castropio, porta-voz da Polícia Militar, o menino provavelmente entrou com o revólver calibre 38 escondido na mochila. A arma, de acordo com a PM, pertence ao pai do garoto, que é guarda civil em São Caetano do Sul.

De acordo com o policial, o estudante pediu para ir ao banheiro e quando voltou já estava com a arma em punho.

- Ele acertou a professora na região lombar. Em seguida, ele saiu da sala, desceu uma escada e disparou contra a cabeça - explicou o policial.

David era aluno do quarto ano da escola e tinha boas notas. No momento dos tiros, estavam na sala 25 alunos. De acordo com testemunhas, depois de atirar na professora, o aluno se retirou da sala de aula e disparou dois tiros na própria cabeça.

O estudante é filho de um GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano. Ele pegou a arma do pai escondido, de acordo com apuração da Delegacia Seccional de São Bernardo. O que motivou a ação do menino ainda não é sabido. Ele agiu logo depois do intervalo, às 15h50, quando os colegas haviam acabado de entrar na sala.
O aluno foi levado com vida ao Hospital de Emergência Albert Sabin. David teve duas paradas cardíacas e morreu por volta das 16h50m. A Polícia Militar acionou o helicóptero Águia para socorrer a professora. O garoto foi transportado de ambulância.


- O estado dele já era crítico quando foi socorrido - afirmou o policial.

Em nota, a prefeitura informou que o estado de saúde da professora é estável. Ela não corre risco de morte e foi transferida para o Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo. A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita, segundo a nota.

Ainda não se sabe a motivação do crime. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de São Caetano do Sul, onde o pai do garoto presta depoimento esta noite.


Professora baleada por aluno em escola de São Caetano do Sul, SP, não corre risco de morte

SÃO PAULO - O estado de saúde da professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, baleada por um aluno de dez anos na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, na região do ABC, é estável. Segundo nota divulgada pela prefeitura de São Caetano ela está internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo. A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita e ela não corre risco de morte.

O aluno David Mota Nogueira, 10 anos, aluno do 4º ano C, disparou com um revólver calibre 38, por volta de 15h50, um tiro contra a professora dentro da sala de aula. No momento estavam no local 25 alunos. Em seguida, segundo informações de testemunhas, o aluno se retirou da sala de aula e disparou contra a cabeça. Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, na avenida Keneddy, em São Caetano, e teve duas paradas cardíacas, e morreu às 16h50. As aulas estão suspensas. [O Globo.  Leonardo Guandeline  e João Sorima Neto Com SPTV]


Pai de garoto que se matou no ABC foi até escola tentar recuperar arma, diz delegada

O guarda municipal Nilton Nogueira, pai do garoto D.M.N., 10, que atirou contra a professora e depois se matou na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (SP), foi até o colégio tentar recuperar seu revólver calibre 38, após sentir falta da arma, segundo a delegada Lucy Fernandes.

Além do garoto que morreu, um outro filho de Nogueira, de 14 anos, também estuda no local. “Ele deu falta da arma hoje e, antes de acontecer a tragédia, foi até a escola questionar os filhos se algum deles tinha pegado. Ele suspeitava que o maior tivesse com a arma”, afirmou a delegada.

Por volta de 19h, Nogueira estava a caminho do 3º DP de São Caetano, onde o caso está sendo investigado, para prestar depoimento. Lucy Fernandes afirmou que é cedo para responsabilizar os pais pelo ocorrido. “O crime que eles podem ter cometido é de omissão, mas não dá para falar isso agora. É atropelar as investigações”, diz.

A perícia na escola já foi concluída. A delegada afirmou que só deverá ouvir as crianças e testemunhas a partir de amanhã. “Temos que ter muito cuidado. Vamos lidar com testemunhas que lideram com um trauma muito grande. Só vamos conversar com as crianças quando elas tiverem condições psicológicas e de saúde”, afirma.

Fernandes disse que o caso surpreendeu os funcionários da escola. “Todo mundo ficou surpreso. Não era um menino com problemas. Ninguém imaginava que ele faria isso.” [Guilherme Balza Do UOL Notícias Em São Paulo]



Tragédia no ABC: 'Menino doce, bom aluno e disciplinado', descreve escola

David Mota Nogueira, de 10 anos, (fotos acima) era um aluno de boas notas, nunca teve registro disciplinar e não há qualquer informação de que sofria bullying na escola municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul. Esta é a avaliação que Márcia Gallo, a diretora do colégio considerado modelo no município, faz do aluno que, na tarde desta quinta-feira, atirou contra uma professora e se matou em seguida, com um tiro na própria cabeça. Segundo ela, o menino estudava desde 2008 na escola e era um aluno regular.

- Ele era uma criança de dois, três amigos. Não era de turma e não era o mais agitado. Era muito querido pelos colegas - diz Meire Cunha, coordenadora pedagógica da escola, que também descreve o aluno como "doce, tranquilo e calmo".

- Foi muito chocante para nós. É difícil saber o que fazer agora - diz Meire.

Vizinhos da família e amigos de David também não encontram explicações. Carmelita Cordeiro, de 65 anos, diz que conhecia David desde que ele nasceu. Para Carmelita, ele era muito diferente "dos meninos de hoje em dia" e não se metia em confusão.

- Era um menino educado e calmo - diz Carmelita.

- Ele era calmo, estudioso, não bagunçava e não falava na aula, não gostava de atrapalhar - disse G.S, 9 anos, que estudava na mesma sala de David e costumava brincar com ele nos intervalos.

Segundo Carmelita, o pai de David está inconsolável. Sem saber, ele carregou a arma usada pelo filho. Na avaliação dela, a família era estruturada. Não eram ouvidas brigas. O pai, acrescenta, tratava muito bem os filhos.

Sala de aula ficará fechada
Na manhã desta sexta-feira, a direção da escola convocou a imprensa para informar que as aulas só serão retomadas na quarta-feira. Na segunda e na terça serão feitas reuniões com os professores para discutir como enfrentar a tragédia e como abordar o assunto com os alunos.

Na sala onde David atirou contra a professora estavam ontem 22 alunos, além dele. A direção decidiu que nenhum deles voltará a estudar na mesma sala. A turma, porém, não será desfeita, apenas transferida para outra sala de aula. A do crime ficará fechada.

Márcia Gallo descarta a possibilidade de a escola passar a revistar as mochilas das crianças na entrada para as aulas. Afinal, além de ser um caso isolado, a escola recebe em média 900 alunos por período.

Revistar as mochilas entrou na pauta de discussões porque David levou na mochila a arma que usou para ferir a professora e se matar. O pai dele carregou a mochila sem saber que sua arma estava dentro dela.

Logo depois de deixar os dois filhos na escola, o homem, que é guarda municipal e faz bicos como segurança, se deu conta do sumiço do revólver. Retornou então à escola para falar com eles.

Márcia disse que a escola não perguntou o motivo, pois é considerado um direito dos pais falarem com seus filhos a qualquer hora. O pai de David teria pedido autorização à coordenação, que avisou o inspetor por rádio e os dois meninos foram encaminhados ao pátio. Os três conversaram e o pai foi embora. Os garotos voltaram para a aula.

Segundo a polícia, o pai de David foi justamente perguntar aos filhos se algum deles tinha tirado a arma do lugar. Os dois negaram e ele retornou para a casa. Não havia, até aquele momento, nenhum motivo para que desconfiasse dos filhos.

No meio da tarde, foi surpreendido pela tragédia. As imagens que mostram o menino com a arma e no corredor da escola foram encaminhadas à polícia.

Professora é submetida a cirurgia e passa bem
A professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, foi socorrida e está internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ela recebeu um tiro pelas costas, na altura do quadril, e a bala ficou alojada entre o útero e o reto. Sofreu ainda uma fratura no joelho.

A cirurgia para extração do projétil durou três horas. A recuperação, segundo os médicos, é boa e ela pode ser transferida para um quarto e receber visita ainda nesta sexta.

O corpo de David está sendo velado no Cemitério das Lágrimas, na própria cidade, desde a madrugada desta sexta-feira. A família não falou com os jornalistas.

Muitos guardas municipais fazem um controle das pessoas que têm acesso ao velório. Do lado de fora, vários curiosos se aglomeram. Dentro da sala de velório estão apenas familiares e amigos mais íntimos da criança. O enterro está marcado para às 16 horas.

A tragédia
O crime ocorreu logo depois do intervalo, perto das 16h. David pediu para ir ao banheiro e retornou com a arma em punho. Atirou na professora e saiu imediatamente. Foi para uma escada e atirou na própria cabeça. Vinte e dois alunos estavam na sala de aula. Houve correria e pânico, mas as crianças não se machucaram.

David chegou a ser socorrido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano, mas sofreu duas paradas cardíacas, e morreu às 16h50m.

A professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, foi socorrida de helicóptero ao Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Na manhã desta sexta-feira, surgiu uma pichação no muro da escola, com erro de português: "Crianças choram, mas pais não vê". A Prefeitura determinou a limpeza, que já foi feita.

 Jaqueline Falcão e Guilherme Voitch
 (oglobo.com.br)



MAIS MORTES EM ESCOLAS

Esse ano a violência nas escolas já foi destaque no noticiário nacional e internacional. O mais chocante talvez tenha sido o Massacre de Realengo; no dia sete de abril, por volta das 8h30min da manhã, na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 12 e 14 anos. Oliveira foi interceptado por policiais, cometendo suicídio.

Na quinta– feira passada, uma outra tragédia, dessa vez em São Caetano do Sul, onde um aluno de 10 anos atirou na professora dentro da sala de aula e depois disparou contra a própria cabeça. Os dois foram socorridos com vida, mas o estudante David Mota Nogueira morreu. A professora, identificada como Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, deixou a escola consciente