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terça-feira, 13 de março de 2012

Vídeo mostra aluna dando tapa no rosto de professora dentro de sala

Vídeo mostra aluna dando tapa no rosto de professora dentro de sala
Agressão foi em uma escola em Coronel Fabriciano.
Motivo seria um bilhete apreendido pela professora.

Uma professora foi agredida dentro da sala de aula em Coronel Fabriciano, na Região do Vale do Aço, em Minas Gerais. Um vídeo mostra o momento em que uma aluna dá um tapa no rosto da professora.

A agressão aconteceu na Escola Estadual Rotildino Avelino. Um aluno tentou controlar a confusão, mas a agressora ainda deu outro tapa no rosto da professora, ao sair da sala. Segundo a superintendente de ensino de Coronel Fabriciano, Maria do Carmo Silva Melo, a estudante se irritou porque a professora pegou um bilhete que estaria sendo passado pela aluna a uma colega de classe.

O conteúdo do bilhete não foi revelado. A superintendente disse ainda que foram tomadas medidas educativas e que a professora já desculpou a aluna. O Conselho Tutelar disse que vai levar o caso ao conhecimento do Ministério Público.
Um aluno tentou evitar a agressão sem sucesso. A aluna chegou atingiu a professora duas vezes e depois saiu de sala. A superintendente de ensino de Coronel Fabriciano, Maria do Carmo Silva Melo, disse que medidas educativas foram tomadas e que a professora aceitou as desculpas da aluna.

O conteúdo do bilhete não foi revelado. O Conselho Tutelar vai encaminhar o caso para o Minstério Público. (G1)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Professora xinga aluna e joga material da estudante para fora da sala de aula em Cariacica


Uma estudante de 14 anos, da 6ª série, da escola pública municipal Ayrton Senna, em Vista Mar, Cariacica, foi alvo de xingamentos dentro de sala de aula por parte de uma professora de inglês. A menina afirma que foi caluniada dentro de sala, na frente de outros alunos. A professora ainda teria jogado o material da estudante para fora da sala. O caso foi registrado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Vitória.

Caso foi registrado na Delegacia de Proteção à
Criança e ao Adolescente (DPCA), em Vitória
A situação gerou um boletim de ocorrência e a mãe da adolescente, uma garçonete de 35 anos, afirma que vai processar a professora. A educadora teria ofendido a estudante porque não queria que a aluna sentasse em uma carteira localizada na frente do quadro negro.


"Pelo o que ela fez ela não serve para ser uma educadora. Ela é uma desequilibrada. Eu não sei se ela tem raiva de minha filha. Ela sempre dizia para minha filha que gente feia tem de sentar nos fundos da sala. Falei com a diretora que minha filha tem problema de audição em um dos ouvidos. Para facilitar o aprendizado dela, a própria diretora mandou que ela sempre sentasse em uma carteira da frente na sala", contou.

A mãe da aluna detalha o que ocorreu no dia das ofensas. "Minha filha chegou atrasada e um menino estava na carteira dela. O próprio menino saiu do lugar para minha filha sentar, mas a professora não aceitou isso. Minha filha disse que o fato de ela sentar na frente era ordem da diretora, mas a professora disse que a diretora não manda na sala de aula. Quando minha filha disse que iria contar para a diretora foi quando a mulher jogou o material dela para fora de sala e começou a chamá-la de placenta. A mulher disse na frente de todos os alunos que eu não havia criado um feto, e sim uma placenta. Agora quando minha filha chega na escola todos os outros alunos começam a chamá-la de placenta. Poxa, isso aí é demais", desabafou a garçonete.


O boletim de ocorrência mostra que a professora pode ser responsabilizada judicialmente pelo artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente que prevê punição em caso de: "Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento".

A pena varia de seis meses a dois anos de detenção, mas que podem ser revertidos em punição alternativa, como o custeio de cesta básica ou serviços à comunidade, por exemplo. A professora não foi autuada em flagrante, pois o fato teria ocorrido no mês de agosto e foi registrado apenas esta semana.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Cariacica informou somente que a diretora do colégio e a coordenadora pedagógica já conversaram com a mãe da estudante e aguardam que a mesma retorne a escola para que seja feita uma conversa na presença da professora.

CBN Vitória

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Morte em escola. Garoto que se matou em SP pode ter tentado assustar professora, diz delegada

Garoto que se matou em SP pode ter tentado assustar professora, diz delegada

David Mota Nogueira, 10 anos
A delegada Lucy Fernandes disse em entrevista ao telejornal "SPTV", da TV Globo, que o garoto que atirou contra uma professora e depois se matou, em São Caetano do Sul (Grande SP), pode ter tentado fazer uma brincadeira.

Segundo depoimento da diretora da escola à polícia, um colega do menino disse a um psicólogo que ele queria brincar com a professora.

"Ele deve ter ouvido alguma coisa do garoto, talvez que ia assustar a professora, e no fim acabou atingindo a professora e na sequencia teria dado cabo da sua vida", afirmou a delegada.

Eduardo Knapp /Folhapress
Guardas carregam caixão com o corpo do menino que feriu professora a tiro e se matou na Grande SP

O crime aconteceu na última quinta-feira (22), na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, considerada a melhor pública de São Caetano do Sul.

Segundo a delegada, o aluno, de 10 anos, pediu para ir ao banheiro e, na volta, atirou contra a professora Rosileide Queirois de Oliveira, 38. Na sequência, o garoto se retirou da sala, sentou em uma escada e disparou ele próprio, na cabeça.

Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, de acordo com a prefeitura da cidade.

A professora permanece internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, sem previsão de alta. A delegada está em contato com o hospital para definir quando a professora poderá ser ouvida, mesmo que ainda na unidade.

Rosileide passou por uma cirurgia na noite da última quinta-feira --mesmo dia em que foi baleada-- para a retirada do projetil que ficou alojada entre o reto e o útero.

Zanone Fraissat - 23.set.11/Folhapress

Velório do estudante de 10 anos que atirou em professora e depois se matou, em São Caetano do Sul

SALA DE AULA

A Prefeitura de São Caetano do Sul informou nesta segunda-feira que a sala de aula onde ocorreu o crime ficará desativada por tempo indeterminado.

De acordo com nota divulgada hoje, a ideia é que a sala em que funcionava o 4º ano C da seja transformada em algum laboratório ou sala de leitura. A aulas permanecem suspensas em toda a escola e devem ser retomadas na quarta-feira (28).

Os educadores e funcionários da escola começaram a receber atendimento psicológico hoje. Eles estão sendo atendidos por seis psicólogos que realizam terapias com grupos de até seis pessoas para esclarecer dúvidas e prepará-los para receber os alunos.

Pais e alunos também receberão atendimento psicológico. Com isso, as equipes vão, além de acolher e tranquilizar as pessoas, realizar uma triagem para determinar o grau do trauma e o estado emocional dos indivíduos. Se necessário, haverá acompanhamentos a longo prazo.

+ ENTENDA O CASO



Estudante atira em professora e se mata


Garoto de 10 anos era quieto e tirava boas notas

Crédito: Reprodução/Orkut


Um aluno armado entrou por volta das 15h50 desta quinta-feira na Escola Municipal de Ensino Professora Alcina Dantas Feijão, no bairro Nova Gerty, em São Caetano, e baleou uma professora. Em seguida, a criança atirou contra a própria cabeça e morreu.


Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, na Capital. Ela foi atingida na região posterior, do lado esquerdo, na altura do quadril, e sofreu uma fratura na patela direita. Segundo a Prefeitura, ela deve passar por uma cirurgia, pois a bala está alojada entre o reto e o útero.

Já David Mota Nogueira, 10 anos, aluno do 4º ano do Ensino Fundamental, chegou a ser socorrido com vida no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano, mas não resistiu e morreu após duas paradas cardíacas. O corpo, que passava por perícia, foi liberado por volta das 20h.

David é filho do GCM (Guarda Civil Municipal) Nilton Evangelista Nogueira. Ele teria pegado a arma escondido do pai - um revólver calibre 38 que está registrado e cuja numeração não está danificada.

Segundo o Secretário de Segurança de São Caetano, Moacyr Rodrigues, Nogueira trabalha há 14 anos na corporação e tem uma conduta exemplar. "Essa foi uma ação isolada", disse.

Em coletiva à imprensa, o capitão Robinson Castropil, do 6º batalhão da PM de São Caetano, afirmou que os alunos acabavam de voltar do intervalo quando David pediu para ir ao banheiro. Quando voltou, o garoto já estava com a arma em punho. Ele atirou na professora e, em seguida, correu para um corredor próximo, onde disparou contra ele mesmo. No momento do crime, 25 alunos estavam dentro da sala de aula.

Ainda segundo colegas, David tirava boas notas e não tinha desavenças com a professora alvejada, que é muito querida por todos da escola.
Os pais de David deixaram por volta das 19h o Hospital de Emergência Albert Sabin. A mãe,  estava muito abalada e teve de ser medicada. O casal não quis falar com a imprensa.

De acordo com os funcionários, amanhã a escola ficará fechada.

O helicóptero Águia, da PM (Polícia Militar), foi enviado ao local por volta das 16h30. Diversas viaturas da polícia, da GCM e do Corpo de Bombeiros se posicionaram em frente à escola depois do incidente.

O caso será registrado no 3º DP (Distrito Policial) de São Caetano.

A instituição é conhecida pelo ensino de qualidade. Em 2010, obteve a melhor nota no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) entre as escolas públicas não-técnicas do Estado de São Paulo. (Com informações de Bruna Gonçalves, Maíra Sanches e Willian Novaes)

Do Diário OnLine
Professora chora e pergunta por que aluno atirou nela e se matou, diz irmã

Dona de casa diz que Rosileide Oliveira soube da morte na segunda em SP.
Polícia adia depoimentos de alunos e antecipa oitiva de pais de Davi no ABC.


A professora Rosileide Queiroz de Oliveira, de 38 anos, baleada no quadril pelo aluno Davi Mota Nogueira, de 10 anos, que se suicidou em seguida com um tiro na cabeça dentro da Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC, na quinta-feira (22), chora e se pergunta por que ele atirou nela e se matou em seguida. A afirmação é da irmã mais velha da pedagoga, a dona de casa Maria de Fátima, 49 anos, que falou ao G1 na manhã desta terça-feira (27).

“Tivemos de contar para ela que o Davi havia se matado. Falamos isso na segunda-feira [26] no quarto onde ela está internada no hospital [das Clínicas, em São Paulo]”, disse Maria de Fátima. “Ela chora e se pergunta por que o Davi se matou, por que ele fez isso. Ela também não entende até agora por que ele atirou nela. Ela continua muito abalada e às vezes chora e se indaga sobre o ocorrido”.

Rosileide vai passar por uma nova cirurgia, segundo informou a assessoria de imprensa do Hospital das Clínicas de São Paulo nesta manhã. A previsão é que Rosileide tenha o joelho esquerdo operado na quarta-feira (28) pela equipe de ortopedia do HC. Quando foi atingida no quadril pelo disparo, ela caiu e fraturou a patela do joelho, que foi imobilizada no dia e agora terá de ser fixada. Atualmente, Rosileide está internada em observação num quarto do hospital. Ela se recupera da cirurgia que retirou a bala que a feriu. Seu estado de saúde é estável. Ela não corre risco de morrer. Não há previsão de alta de quando será o dia que ela deixará o hospital.

A Polícia Civil ainda não sabe por que Davi atirou na pedagoga e se suicidou. Ele era tido como bom aluno e nunca havia apresentado problemas. A investigação apura as hipóteses de tiro acidental, bullying e supostas ameaças para explicar a motivação do crime.


Professora será ouvida em hospital
A previsão da delegada Lucy Fernandes, titular do 3º Distrito Policial de São Caetano, é ouvir o depoimento da professora por volta das 10h de quinta-feira (29) dentro do HC, na capital paulista. A investigação quer saber se a pedagoga sofreu alguma ameaça de Davi. O namorado de Rosileide, o funcionário público Luiz Eduardo Hayakawa, chegou a dizer à imprensa que nunca houve queixa dela contra o aluno.

Apesar disso, outros alunos chegaram a afirmar a psicólogos que estão prestando atendimento na escola e a funcionários da unidade educacional que Davi havia prometido matar a professora e se matar em seguida, o que levaria a hipótese de o crime ter sido premeditado.

Mas após depoimentos da diretora da escola, Márcia Gallo, a tese de crime premeditado perdeu força. Também é investigada a hipótese de tiro acidental. Ela afirmou à polícia que uma psicóloga lhe contou que um aluno confirmou que Davi queria dar um susto na professora, mas que a brincadeira saiu errada e ele acabou se matando com medo das consequências que sofreria dos pais.

“Seria a hipótese mais plausível, por se tratar de um bom menino, sem problema com a professora. Dá a impressão de que o tiro pode ter sido acidental”, disse a delegada Lucy. Ela quer traçar um perfil psicológico do aluno. Um desenho que ele fez segurando duas armas ao lado de um professor é analisado.

Essa psicóloga e mais cinco alunos, incluindo o que teria contado sobre a brincadeira que deu errado, serão ouvidos pela delegada. Nesta terça, Lucy informou que os depoimentos das crianças não ocorrerão mais na escola a pedido da diretora. “Ela me falou que os psicólogos não acham bom ouvir os estudantes na volta às aulas e na escola. Por isso, elas serão ouvidas em um outro local da Prefeitura de São Caetano”, disse a delegada, que marcou os depoimentos para segunda-feira (3) às 10h.

Segundo Lucy, os depoimentos ouvidos até agora reforçam a ideia do bom comportamento de Davi. "Não trabalho com a possibilidade de bullying ou que ele tenha sido vítima de outro tipo de violência", afirmou.

Volta às aulas de branco
Na manhã de quarta está programada a retomada das aulas na escola Dantas Feijão em São Caetano. Os funcionários e professores estão recebendo atendimento psicológico para saber como receber os estudantes. A sala onde houve o disparo permanecerá fechada. A ideia da direção é transformar o local num espaço de leitura e reflexão de paz com livros e gravuras.

Os alunos estão se mobilizando nas redes sociais para que todos compareçam de branco e levem rosas da mesma cor para homenagear Davi, na quarta. Ainda não há informação se haverá mudanças no esquema de segurança da escola.

Depoimentos de pais e irmão de Davi são antecipados
Os pais de Davi, o guarda-civil municipal Milton Nogueira, de 42 anos, e Elenice Mota e  o irmão do aluno morto, de 14 anos, que seriam ouvidos pela polícia na manhã de sexta-feira (30) deverão prestar depoimento agora na quarta por volta das 10h. O depoimento deverá ocorrer no 3º Distrito Policial de São Caetano. “Decidi antecipar o depoimento deles para a quarta. Aguardo a confirmação, mas acho que eles serão ouvidos mesmo na quarta”, disse Lucy.

Milton é dono do revólver calibre 38 usado pelo filho para atirar na professora e se matar em seguida. Ele disse que guardava a arma num armário. O pai disse que havia sido a primeira vez que guardou a arma carregada com balas. Também já teria ensinado o filho a manusear a arma, explicando como fazia para tirar as balas. “Mas sempre alertei que a arma só servia para matar”, chegou a dizer Milton aos jornalistas.

Milton poderá ser responsabilizado criminalmente por negligência por não ter conseguido impedir o filho de pegar o revólver que guardava em casa. Para o pai de Davi, o que ocorreu com a professora e seu filho foi uma fatalidade. Em entrevista ao G1, o pai de Davi afirmou no domingo (25) que não tinha explicação para aquilo. "A gente nunca vai ter resposta", havia dito.

Kleber Tomaz
Do G1 SP



domingo, 25 de setembro de 2011

Pai de aluno que se matou após atirar em professor diz que não haverá respostaa


"Não haverá resposta", diz pai de aluno que se matou após atirar em professora

O garoto foi enterrado, a educadora Rosileide Queirós de Oliveira, 38, continua internada num hospital

    Família de Davi participa de culto em São Caetano (Foto G1)

“A gente nunca vai ter resposta”, disse neste domingo (25) o guarda-civil municipal Milton Evangelista Nogueira, de 42 anos, sobre o que teria levado seu filho, o estudante Davi Mota Nogueira, 10 anos, a atirar numa professora dentro da sala de aula e se matar em seguida com um disparo na cabeça na quinta-feira (22) em São Caetano do Sul, ABC.

O garoto foi enterrado, a educadora Rosileide Queirós de Oliveira, 38, continua internada num hospital em São Paulo, e a arma do crime foi apreendida. O revólver calibre 38 pertence ao pai do garoto, que ainda poderá ser responsabilizado por negligência por não ter conseguido impedir Davi de entrar com ele escondido dentro da mochila.

A Polícia Civil tenta traçar um perfil psicológico do aluno a partir de um desenho feito por ele, que o retrata com duas armas e um professor ao lado. A hipótese de Davi ter sofrido bulliyng escolar ou ter sido pressionado por alguém e até mesmo supostas ameaças veladas que a criança teria feito a Rosileide são investigadas como prováveis causas da tragédia. Colegas de classe de Davi teriam ouvido ele dizer que mataria a educadora porque ela seria disciplinadora e não gostava dela e que se suicidaria depois, segundo relataram professoras em depoimento no 3º Distrito Policial de São Caetano.

“A gente não tem explicação para o que aconteceu”, fazia questão de reafirmar Milton nesta manhã após o ‘culto de gratidão a Deus pela vida de Davi’ realizado na 2ª Igreja Presbiteriana Independente de São Caetano do Sul, no bairro Oswaldo Cruz, com a presença de cerca de 50 pessoas.

Ao lado da mulher, Elenice Mota, 38, e do outro filho do casal, Gleison, 14, irmão de Davi, o guarda-civil aceitou conversar com o G1 e permitiu que a reportagem o fotografasse com sua família.

Choro, oração e cantos

Não vai ter especialista, homem na face da terra para explicar o que aconteceu. Só Deus”, insistia em dizer Milton, que bastante emocionado, passou a maior parte do tempo abraçado à mulher e ao filho. Todos choraram, oraram e cantaram músicas evangélicas. Elenice chegou a pegar um microfone e cantar.

Não foram exibidas fotos de Davi durante o culto. Apesar disso, seu nome foi citado diversas vezes. Durante a sua pregação, o pastor Jayme Pereira do Lago falou que “temos que deixar os porquês de lado e lembra de Davi orando, cantando. Aconteceu porque o senhor permitiu”.

Ao citar uma passagem bíblica, o pastor Lago buscou confortar os pais do estudante que se matou ao dizer que “o que aconteceu está encoberto para nós, mas não para Deus. Ele sabe por que aconteceu, ele sabe o motivo. Davi cumpriu sua missão. Não vamos tentar explicar o inexplicável. ”

Davi queria videogame
Ao G1, o pastor afirmou que o garoto nunca apresentou qualquer problema que o levasse a desconfiar que um dia ele cometeria algum crime. “No último domingo [18] conversei com o Davi. Ele nunca reclamou de amigo, professor ou diretores. O sonho dele era comprar um videogame no final do ano. Eu até o ajudei financeiramente. Era um garoto feliz, alegre, gostava de bateria, ativo na igreja”.

Enquanto recebia o carinho e conforto dos outros membros da igreja, Milton tentava falar sobre o seu futuro e da sua família. “Quero deixar uma mensagem de agradecimento a todos que se comoveram conosco. Agradeço as orações e quero dizer que eu não posso fugir da realidade. Davi tinha orgulho de mim e da minha profissão e ajudar o próximo, quem precisa. Vou continuar a trabalhar e procurar entender que o que aconteceu com ele não tem explicação”.

Professora internada
Quem ainda não sabe da morte de Davi é a professora Rosileide, que foi atingida por um disparo que ele fez. Ela continua internada em observação num quarto do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Passou por cirurgia para a retirada de uma bala na região lombar e não corre risco de morrer.

Segundo o namorado da educadora, o funcionário público Luiz Hayakawa, Rosileide ficou surpresa ao ter conhecimento que foi Davi quem a feriu. “Ela nunca reclamou ou teve qualquer problema com ele. Ele nunca teve mau comportamento na classe”, havia Hayakawa em entrevista ao G1 durante a semana.

O maior desafio da investigação policial é saber o que motivou Davi a pegar a arma particular do pai, que ficava guardada numa caixa sobre o armário da casa da família, escondê-la na mochila, levá-la até a escola, pedir para ir ao banheiro, voltar para a sala e atirar na professora.

Depoimentos

“Também está sendo duro entender porque uma criança tão nova cometeu suicídio em seguida. Isso é incomum nessa idade”, chegou a falar a delegada titular do 3º DP, Lucy Mastellini Fernandes após a tragédia.

Para montar esse quebra-cabeças para explicar a motivação do crime, a delegada quer ouvir a professora Rosileide, se possível nesta segunda-feira (27), ainda dentro do hospital. As próximas pessoas que deverão prestar depoimento são os pais de Davi e dois colegas de classe dele na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão. Um menino e uma menina teriam escutado do garoto, um dia antes do crime, que ele estaria premeditando matar a professora e se matar também.

Esses dois alunos da e outras 21 crianças da classe de Davi, que o viram atirar na educadora serão ouvidos oficialmente pela polícia na presença de psicólogos e dentro da escola. Todos os depoimentos serão acompanhados pelo Ministério Público. [meionorte.com]

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Corpo de menino que atirou em professora e depois se matou é velado no Velório Municipal do Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul


Corpo de aluno que morreu em escola do ABC é velado
Davi Nogueira tinha 10 anos e atirou na própria cabeça.
Antes, ele feriu uma professora; crime foi em escola de São Caetano do Sul.

Alunos da escola, acompanhados dos pais, foram
ao velório (Foto: Carolina Iskandarian/G1)
O corpo do estudante David Mota Nogueira, de 10 anos, que atirou contra uma professora e se matou em seguida, começou a ser velado às 23h30 desta quinta-feira (22), no Velório Municipal do Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. O crime ocorreu dentro da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em uma sala de aula onde havia outras 25 crianças do 4º ano. O motivo do crime é desconhecido.

A família do garoto não quis dar entrevistas. Na porta do velório, a todo momento chegavam amigos do irmão mais velho de Davi, um adolescente que teria 17 anos. Alguns pais de alunos da escola também foram velar o corpo da criança.

O administrador do Cemitério das Lágrimas, Roberto Morales, contou que só na manhã desta sexta (23) o local e o horário do enterro serão definidos.

O estudante Lucas Fernando Alves Rocha de Souza, de 15 anos, contou que viu o corpo de Davi no chão logo após o menino disparar contra a própria cabeça. “Subimos para a sala (depois do intervalo) e logo ouvimos o barulho do disparo. Ele caiu na escada, ficou tremendo.”

David Mota Nogueira. Menino atirou na professora em sala de aula e se suicidou com tiro na cabeça
A professora, identificada como Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, deixou a escola consciente, por volta de 16h30. Atingida na região lombar, ela foi encaminhada ao Hospital das Clínicas, Zona Oeste de São Paulo.

Em coletiva mais cedo, o secretário da Segurança Pública do município, Moacyr Rodrigues, disse que o revólver usado por Davi era do pai dele, um guarda-civil municipal. No entanto, a arma era particular, e não da corporação. Guardas-civis, colegas de trabalho do pai do menino, faziam a segurança da sala do velório.
Morte em escola. Garoto que se matou em SP pode ter tentado assustar professora, diz delegada Brenda Tayná Souza, de 16 anos, e aluna do 9º ano, contou que houve pânico e correria nos corredores da escola. “Pensamos que era uma bomba. Foi horrível”, disse ela sobre o barulho dos disparos.

Carolina Iskandarian
Do G1, em São Caetano do Sul

Aluno que atirou no ABC fez desenho com armas e professor, diz polícia
Desenho foi encontrado dentro de mochila, junto com o material escolar.
Pai do menino foi ouvido informalmente pela polícia.


O aluno que atirou em uma professora dentro da sala de aula e depois se matou em São Caetano do Sul, no ABC, na tarde desta quinta-feira (22), fez um desenho no qual se retratou com duas armas e com um professor. O desenho foi encontrado junto com o material escolar dentro da mochila  do estudante David Mota Nogueira, de 10 anos, que foi apreendida pela polícia, de acordo com a delegada titular do 3º DP de São Caetano, Lucy Mastellini Fernandes. No desenho, ele escreveu: "Eu com 16 anos" e "Professor", indicando cada uma das figuras desenhadas. A delegada não quis mostrar o papel.

Além da mochila, a polícia apreendeu também o revólver calibre 38, que pertence ao pai de David, o guarda-civil metropolitano Milton Evangelista Nogueira. De acordo com a delegada, o pai do menino foi ouvido informalmente por cerca de 30 minutos. Segundo Lucy, ele se encontra bastante abalado com o ocorrido.

O guarda-civil contou à polícia que levou o filho à escola e que chegou a carregar a mochila dele. Ao retornar para casa, deu por falta da arma, que costumava deixar escondida sobre o armário do quarto. Em seguida, ele relatou que ligou para a mulher, mas, diante da negativa dela sobre o paradeiro da arma, decidiu voltar para a escola, segundo a delegada. "Ele disse que pressionou os dois filhos, o mais novo de 10 e o adolescente de 14 anos, mas eles negaram todo o tempo saber da arma. Ele então disse que voltou para casa para fazer uma busca mais minuciosa", disse Lucy.

De acordo com a delegada, o guarda-civil lamentou profundamente não ter olhado na mochila do filho e se disse arrasado com a tragédia. No boletim de ocorrência, o crime foi registrado como ato infracional, mas, segundo a delegada, o correto é ato antissocial. "É o ato cometido por menor de 12 anos", disse. Em relação ao guarda-civil, ele deverá ser enquadrado com base no Estatuto do Desarmamento, por não ter guardado a arma de forma adequada.
Mochila também foi apreendida
(Foto: Marcelo Mora/G1)

O caso
O estudante da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão atirou na professora por volta das 16h, e depois disparou contra a própria cabeça. Ele havia acabado de sair do intervalo, quando pediu para ir ao banheiro. Na volta, chegou atirando. De acordo com a Prefeitura, os dois foram socorridos com vida, mas o estudante morreu.

A professora, identificada como Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, deixou a escola consciente. No momento em que o menino do 4º ano usou a arma, havia 25 estudantes na classe.

O secretário da Segurança de São Caetano do Sul disse que quando um guarda-civil sai com a arma para trabalhar ele a devolve no final do expediente. "[O pai do garoto] é um homem de bom conceito dentro da Guarda Civil, com mais de 14 anos dentro da corporação", disse Rodrigues, acrescentando que esta "é uma situação muito difícil de descrever".
Revóver calibre 38 utilizado pelo aluno (Foto:
Marcelo Mora/G1)
De acordo com Rodrigues, todos os guardas-civis da cidade foram alertados para que ficassem atentos à possibilidade de armas em escolas desde que um estudante matou 12 alunos em Realengo, no Rio de Janeiro, em abril. "A segurança da escola já é feita, esse tipo de situação não tem como prever", afirmou o secretário.

As aulas na escola foram suspensas nesta quinta e na sexta-feira (23). A Prefeitura afirmou que o menino era considerado um aluno calmo e sem histórico de violência. O motivo para o crime ainda é desconhecido.
O delegado-titular da Delegacia-Sede de São Caetano do Sul, Francisco José, disse que o pai do garoto pode ser responsabilizado criminalmente pelo ocorrido. "Vamos investigar se ele agiu com imprudência ou negligência na guarda desta arma", afirmou.

O delegado informou que irá procurar famílias de outros alunos da escola e que duas testemunhas adultas serão ouvidas já nesta sexta-feira (23).
Movimentação era intensa na porta da escola de São Caetano (Foto: Reprodução/ TV Globo)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aluno de 10 anos atira em professora e depois se mata em escola de SP

 Aluno de 10 anos atira em professora e depois se mata em escola de São Caetano do Sul, SP

SÃO PAULO - Um aluno de 10 anos atirou na professora e depois se matou com um tiro na cabeça, na tarde desta quinta-feira, em uma escola em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Caetano, David Mota Nogueira, aluno do 4º ano C da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, fez o disparo contra a professora por volta das 15h50m, logo após o intervalo do lanche, em sala de aula.

Movimentação em frente a escola - Reprodução/TV Globo

A professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, foi atingida com um tiro nas costas. No momento, cerca de 25 alunos estavam na sala de aula, mas nenhum deles ficou ferido. Houve correria e pânico.

As aulas na escola, que tem 1.900 alunos e fica no bairro Mauá, foram suspensas nesta quinta e sexta-feira.

Segundo o capitão Robinson Castropio, porta-voz da Polícia Militar, o menino provavelmente entrou com o revólver calibre 38 escondido na mochila. A arma, de acordo com a PM, pertence ao pai do garoto, que é guarda civil em São Caetano do Sul.

De acordo com o policial, o estudante pediu para ir ao banheiro e quando voltou já estava com a arma em punho.

- Ele acertou a professora na região lombar. Em seguida, ele saiu da sala, desceu uma escada e disparou contra a cabeça - explicou o policial.

David era aluno do quarto ano da escola e tinha boas notas. No momento dos tiros, estavam na sala 25 alunos. De acordo com testemunhas, depois de atirar na professora, o aluno se retirou da sala de aula e disparou dois tiros na própria cabeça.

O estudante é filho de um GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano. Ele pegou a arma do pai escondido, de acordo com apuração da Delegacia Seccional de São Bernardo. O que motivou a ação do menino ainda não é sabido. Ele agiu logo depois do intervalo, às 15h50, quando os colegas haviam acabado de entrar na sala.
O aluno foi levado com vida ao Hospital de Emergência Albert Sabin. David teve duas paradas cardíacas e morreu por volta das 16h50m. A Polícia Militar acionou o helicóptero Águia para socorrer a professora. O garoto foi transportado de ambulância.


- O estado dele já era crítico quando foi socorrido - afirmou o policial.

Em nota, a prefeitura informou que o estado de saúde da professora é estável. Ela não corre risco de morte e foi transferida para o Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo. A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita, segundo a nota.

Ainda não se sabe a motivação do crime. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de São Caetano do Sul, onde o pai do garoto presta depoimento esta noite.


Professora baleada por aluno em escola de São Caetano do Sul, SP, não corre risco de morte

SÃO PAULO - O estado de saúde da professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, baleada por um aluno de dez anos na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, na região do ABC, é estável. Segundo nota divulgada pela prefeitura de São Caetano ela está internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo. A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita e ela não corre risco de morte.

O aluno David Mota Nogueira, 10 anos, aluno do 4º ano C, disparou com um revólver calibre 38, por volta de 15h50, um tiro contra a professora dentro da sala de aula. No momento estavam no local 25 alunos. Em seguida, segundo informações de testemunhas, o aluno se retirou da sala de aula e disparou contra a cabeça. Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, na avenida Keneddy, em São Caetano, e teve duas paradas cardíacas, e morreu às 16h50. As aulas estão suspensas. [O Globo.  Leonardo Guandeline  e João Sorima Neto Com SPTV]


Pai de garoto que se matou no ABC foi até escola tentar recuperar arma, diz delegada

O guarda municipal Nilton Nogueira, pai do garoto D.M.N., 10, que atirou contra a professora e depois se matou na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (SP), foi até o colégio tentar recuperar seu revólver calibre 38, após sentir falta da arma, segundo a delegada Lucy Fernandes.

Além do garoto que morreu, um outro filho de Nogueira, de 14 anos, também estuda no local. “Ele deu falta da arma hoje e, antes de acontecer a tragédia, foi até a escola questionar os filhos se algum deles tinha pegado. Ele suspeitava que o maior tivesse com a arma”, afirmou a delegada.

Por volta de 19h, Nogueira estava a caminho do 3º DP de São Caetano, onde o caso está sendo investigado, para prestar depoimento. Lucy Fernandes afirmou que é cedo para responsabilizar os pais pelo ocorrido. “O crime que eles podem ter cometido é de omissão, mas não dá para falar isso agora. É atropelar as investigações”, diz.

A perícia na escola já foi concluída. A delegada afirmou que só deverá ouvir as crianças e testemunhas a partir de amanhã. “Temos que ter muito cuidado. Vamos lidar com testemunhas que lideram com um trauma muito grande. Só vamos conversar com as crianças quando elas tiverem condições psicológicas e de saúde”, afirma.

Fernandes disse que o caso surpreendeu os funcionários da escola. “Todo mundo ficou surpreso. Não era um menino com problemas. Ninguém imaginava que ele faria isso.” [Guilherme Balza Do UOL Notícias Em São Paulo]



Tragédia no ABC: 'Menino doce, bom aluno e disciplinado', descreve escola

David Mota Nogueira, de 10 anos, (fotos acima) era um aluno de boas notas, nunca teve registro disciplinar e não há qualquer informação de que sofria bullying na escola municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul. Esta é a avaliação que Márcia Gallo, a diretora do colégio considerado modelo no município, faz do aluno que, na tarde desta quinta-feira, atirou contra uma professora e se matou em seguida, com um tiro na própria cabeça. Segundo ela, o menino estudava desde 2008 na escola e era um aluno regular.

- Ele era uma criança de dois, três amigos. Não era de turma e não era o mais agitado. Era muito querido pelos colegas - diz Meire Cunha, coordenadora pedagógica da escola, que também descreve o aluno como "doce, tranquilo e calmo".

- Foi muito chocante para nós. É difícil saber o que fazer agora - diz Meire.

Vizinhos da família e amigos de David também não encontram explicações. Carmelita Cordeiro, de 65 anos, diz que conhecia David desde que ele nasceu. Para Carmelita, ele era muito diferente "dos meninos de hoje em dia" e não se metia em confusão.

- Era um menino educado e calmo - diz Carmelita.

- Ele era calmo, estudioso, não bagunçava e não falava na aula, não gostava de atrapalhar - disse G.S, 9 anos, que estudava na mesma sala de David e costumava brincar com ele nos intervalos.

Segundo Carmelita, o pai de David está inconsolável. Sem saber, ele carregou a arma usada pelo filho. Na avaliação dela, a família era estruturada. Não eram ouvidas brigas. O pai, acrescenta, tratava muito bem os filhos.

Sala de aula ficará fechada
Na manhã desta sexta-feira, a direção da escola convocou a imprensa para informar que as aulas só serão retomadas na quarta-feira. Na segunda e na terça serão feitas reuniões com os professores para discutir como enfrentar a tragédia e como abordar o assunto com os alunos.

Na sala onde David atirou contra a professora estavam ontem 22 alunos, além dele. A direção decidiu que nenhum deles voltará a estudar na mesma sala. A turma, porém, não será desfeita, apenas transferida para outra sala de aula. A do crime ficará fechada.

Márcia Gallo descarta a possibilidade de a escola passar a revistar as mochilas das crianças na entrada para as aulas. Afinal, além de ser um caso isolado, a escola recebe em média 900 alunos por período.

Revistar as mochilas entrou na pauta de discussões porque David levou na mochila a arma que usou para ferir a professora e se matar. O pai dele carregou a mochila sem saber que sua arma estava dentro dela.

Logo depois de deixar os dois filhos na escola, o homem, que é guarda municipal e faz bicos como segurança, se deu conta do sumiço do revólver. Retornou então à escola para falar com eles.

Márcia disse que a escola não perguntou o motivo, pois é considerado um direito dos pais falarem com seus filhos a qualquer hora. O pai de David teria pedido autorização à coordenação, que avisou o inspetor por rádio e os dois meninos foram encaminhados ao pátio. Os três conversaram e o pai foi embora. Os garotos voltaram para a aula.

Segundo a polícia, o pai de David foi justamente perguntar aos filhos se algum deles tinha tirado a arma do lugar. Os dois negaram e ele retornou para a casa. Não havia, até aquele momento, nenhum motivo para que desconfiasse dos filhos.

No meio da tarde, foi surpreendido pela tragédia. As imagens que mostram o menino com a arma e no corredor da escola foram encaminhadas à polícia.

Professora é submetida a cirurgia e passa bem
A professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, foi socorrida e está internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ela recebeu um tiro pelas costas, na altura do quadril, e a bala ficou alojada entre o útero e o reto. Sofreu ainda uma fratura no joelho.

A cirurgia para extração do projétil durou três horas. A recuperação, segundo os médicos, é boa e ela pode ser transferida para um quarto e receber visita ainda nesta sexta.

O corpo de David está sendo velado no Cemitério das Lágrimas, na própria cidade, desde a madrugada desta sexta-feira. A família não falou com os jornalistas.

Muitos guardas municipais fazem um controle das pessoas que têm acesso ao velório. Do lado de fora, vários curiosos se aglomeram. Dentro da sala de velório estão apenas familiares e amigos mais íntimos da criança. O enterro está marcado para às 16 horas.

A tragédia
O crime ocorreu logo depois do intervalo, perto das 16h. David pediu para ir ao banheiro e retornou com a arma em punho. Atirou na professora e saiu imediatamente. Foi para uma escada e atirou na própria cabeça. Vinte e dois alunos estavam na sala de aula. Houve correria e pânico, mas as crianças não se machucaram.

David chegou a ser socorrido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano, mas sofreu duas paradas cardíacas, e morreu às 16h50m.

A professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, foi socorrida de helicóptero ao Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Na manhã desta sexta-feira, surgiu uma pichação no muro da escola, com erro de português: "Crianças choram, mas pais não vê". A Prefeitura determinou a limpeza, que já foi feita.

 Jaqueline Falcão e Guilherme Voitch
 (oglobo.com.br)



MAIS MORTES EM ESCOLAS

Esse ano a violência nas escolas já foi destaque no noticiário nacional e internacional. O mais chocante talvez tenha sido o Massacre de Realengo; no dia sete de abril, por volta das 8h30min da manhã, na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 12 e 14 anos. Oliveira foi interceptado por policiais, cometendo suicídio.

Na quinta– feira passada, uma outra tragédia, dessa vez em São Caetano do Sul, onde um aluno de 10 anos atirou na professora dentro da sala de aula e depois disparou contra a própria cabeça. Os dois foram socorridos com vida, mas o estudante David Mota Nogueira morreu. A professora, identificada como Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, deixou a escola consciente

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Vídeo mostra atropelamento de professora da PUC em SP

Câmera flagra atropelamento de professora da PUC em SP
Desde aperto na fiscalização da CET, número de atropelamentos não caiu.
Em uma semana, mais de 2 mil multas foram aplicadas na região central.


As imagens das câmeras de segurança do prédio onde morava a professora da PUC Maria Angélica Victoria Soler, de 74 anos,  mostram o momento do atropelamento que a matou. Ela foi sepultada nesta segunda-feira (15). Segundo os moradores de Santa Cecília, bairro na região central de São Paulo, os acidentes no local são frequentes, principalmente devido à falta de sinalização.

Uma semana depois de a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aumentar a fiscalização contra os motoristas que não respeitam os pedestres, o número de multas aumentou, mas o de atropelamentos não caiu. Na primeira semana do mês, os bombeiros registraram 713 atropelamentos na capital paulista. Na semana passada, quando a CET aumentou a fiscalização, a quantidade de atropelamentos ficou em 704, o que representa uma queda de apenas 1,2%.

Mas o número de motoristas multados não foi pequeno. Segundo a CET, foram aplicadas mais de 2270 multas entre a última segunda-feira (8) e sábado (13) na região central da cidade e na Avenida Paulista.

O enterro de Maria Angélica Victoria Soler foi no Cemitério do Araçá. Ela era paraguaia, mas vivia no Brasil. Parentes e amigos lembram que a aposentada sempre fez questão de usar a faixa de pedestres. “Uma pessoa que venceu um câncer com tanta dificuldade vai morrer atropelada na porta de casa por um motorista irresponsável”, diz Carlos Eduardo Chicolli, filho da vítima.

O delegado Marcos Galli Casseb, do 77º Distrito Policial (Santa Cecília), informou que foi instaurado nesta segunda (15) o inquérito para apurar a morte da professora. Ele disse ainda que não foi feito o teste de bafômetro no motorista porque ele não apresentava sinais de embriaguez.





'Ela era uma guerreira', diz filho de professora da PUC que foi atropelada
Maria Angélica Victoria Soler foi sepultada às 17h20 desta segunda-feira.
Ela morreu após ser atingida por carro em rua no Centro de SP.
Familiares e amigos compareceram ao sepultamento da professora Maria Angélica Soler no Cemitério do Araçá (Foto: Marcelo Mora/G1)

A professora paraguaia Maria Angélica Victoria Soler, de 74 anos, travou e venceu a luta contra um câncer de mama há 15 anos, resistiu bravamente à ditadura do general Alfredo Strossner, que presidiu o Paraguai com mão de ferro de 1954 a 1989, mas não sobreviveu à violência do trânsito de São Paulo. Ela morreu na noite de sábado (13) após ser atropelada quando atravessava a Alameda Barros, próximo à Rua São Vicente de Paulo, na região central da capital. O corpo dela foi sepultado por volta das 17h20 no Cemitério do Araçá, na Avenida Doutor Arnaldo, na região da Avenida Paulista.

"Ela venceu um câncer de mama. Ela era uma guerreira. É trágico perder uma pessoa querida desta maneira", afirmou o filho da professora aposentada, o administrador de empresas Carlos Eduardo Chicolli Careaga, que teve de interromper às pressas uma viagem a passeio para a Eslováquia, no leste europeu.

Carlos Eduardo não tem dúvidas que a mãe foi atropelada quando atravessava na faixa de pedestres. "Era o que ela sempre nos dizia, para atravessar na faixa. E com certeza ela estava na faixa, como sempre fazia", disse, emocionado.

Ele evitou comentar sobre o motorista que atingiu a mãe dele. Segundo relatos de testemunhas, o motorista, um empresário cujo nome não foi divulgado, estaria embriagado e dirigindo em alta velocidade. "É o que estão dizendo, que ele tinha bebido, mas não posso afirmar nada. Não sei o que vai acontecer. Afinal, as nossas leis são bem falhas", lamentou.
Carlos Eduardo, filho do professora
aposentada (Foto: Marcelo Mora/G1)

Pouco antes de ser atropelada, Maria Angélica havia feito uma visita a uma amiga dela, a dona de casa Rosane Pereira Mainieri, em um prédio vizinho. "Ela passou a tarde comigo. E depois soube que ela havia sido atropelada. Ela nos foi tirada por essa violência no trânsito. É muito triste tudo isso", contou.
De acordo com a amiga, a violência no trânsito era preocupação constante para a professora aposentada. "Conversamos, inclusive, sobre os últimos casos de repercussão com morte no trânsito. Ela era muito cuidadosa. Conhecendo a professora como eu conhecia, ela ter atravessado na faixa de pedestre, sim", disse.

Segundo a dona de casa, no local onde a amiga foi atropelada já ocorreram vários acidentes. "Já pedimos para colocar semáforo, uma rotatória, mas dizem que neste local não é preciso", afirmou. Rosane disse que o circuito de segurança do prédio onde mora flagrou o momento em que o carro do empresário passava pela rua e que, logo depois, atropelaria a professora aposentada. As imagens já foram entregues à polícia, informou.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foi solicitada perícia ao veículo envolvido e exame necroscópico para a vítima. O caso foi registrado como lesão corporal culposa (quando não há intenção).
Taxistas Jaime Silva e Nilton Barbosa: 'Falta
civilidade' (Foto: Marcelo Mora/G1)

Guerreira, engajada, atuante, mas ao mesmo tempo dócil, gentil e educada. Não faltaram elogios à Maria Angélica provenientes de amigos, professores quem trabalhou, ex-alunos e até taxistas de um ponto próximo à Pontíficia Universidade Católica (PUC), na Zona Oeste de São Paulo. "Desde 1992, quando foi criado o ponto, que ela pegava táxi com a gente. Todo mundo do ponto a conhece. Ela deixou de ser passageira e passamos a compartilhar da vida dela e ela da nossa. Era muito dócil", relatou o taxista Jaime Ribeiro da Silva, de 55 anos, que foi ao enterro se despedir da amiga.

Convivendo diariamente com o trânsito caótico e violento de São Paulo, Silva pediu providências urgentes. "As leis precisam ser alteradas. Não me entra isso na cabeça, de a pessoar beber e depois ir dirigir", declarou. "Falta civilidade", completou Nilton Barbosa, de 54 anos, coordenador do ponto de táxi onde Maria Angélica pegava condução praticamente todos os dias.

Perfil
Nascida em 1936, em Assunção, no Paraguai, ela iniciou o curso de graduação em história, em 1962, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Sedes Sapientiae. Em 1965, quando estava no último ano do curso, começou a dar aulas em um colégio noturno que as religiosas do Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Sedes Sapientiae mantinham para alunos carentes.

Fez especialização em história moderna na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Sedes Sapientiae (1969 a 1970) e doutorado em História Social, na USP (1973 a 1982). Passou a trabalhar na PUC-SP em 1971, quando a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Sedes Sapientiae foi totalmente integrada à universidade.

Até se aposentar, em 2006, passou pelos cargos de coordenadora, vice-coordenadora e chefe de departamento na graduação em história. Além disso, foi uma das idealizadoras do Núcleo de Estudos da Mulher, do Programa de Estudos Pós-Graduados em História, em 1991.

CET
Desde o início da semana passada, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) intensifica a fiscalização aos motoristas que não respeitam a faixa de pedestres. Conhecido como Programa de Proteção ao Pedestre, a ação da Prefeitura visa diminuir o número de atropelamentos.

Na fase de orientação, ocorrida entre maio e junho, houve diminuição de 69% nos acidentes em relação ao mesmo período de 2010 (quatro ocorrências neste ano contra 13 no ano passado), de acordo com a companhia. No total, 154 agentes de trânsito foram deslocados para fazer a fiscalização das regiões contempladas, em três turnos.

Inicialmente, a CET aplica multas a quem parar sobre a faixa de pedestres apenas na região da Avenida Paulista e no Centro. Após uma avaliação dos resultados nesses pontos, a fiscalização será ampliada para outras regiões da cidade.



Do G1 SP

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Acusada de relação com aluno de 18 anos, professora de 39 vai para cadeia nos EUA

Professora de 39 anos é presa por se relacionar com aluno de 18
Educadora estava sob investigação desde 25 de abril e aguarda julgamento em liberdade após pagar fiança de 20 mil dólares.

Uma professora de 39 anos foi presa na tarde dessa quinta-feira (19), no município de Union Grove, Texas, EUA, acusada de relações impróprias entre estudante e educador. Angela Sue New, 39 anos, era professora de inglês de ensino médio desde 2007. A superintendência educacional da cidade afastou a professora das salas de aula assim que soube do caso, em 27 de abril, mantendo-a em cargo administrativo enquanto corria a investigação.

“O crime aconteceu em 22 de abril, cinco dias antes de nos chegar a informação”, contou à KLTV o investigador de polícia Fred Ellis. Concluído o inquérito, Angela foi enviada à prisão do condado. O aluno com quem teve relações tinha 18 anos. Angela pagou fiança de 20 mil dólares e foi liberada na noite de ontem.


Angela Sue New, 39 anos, professora do Texas, EUA, presa por ter se relacionado sexualmente com aluno (Foto: Reprodução)

Do G1 SP

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Desabafo: Sucesso na rede. Professora usa seu salário para calar deputados do RN

Professora Amanda Gurgel, do RN, fala sobre situação crítica da educação e vira heroína nas redes sociais

RIO - A professora do Rio Grande do Norte Amanda Gurgel virou heroína da causa da classe, por melhores salários, nas redes sociais. Um vídeo no qual ela silencia os deputados do RN em audiência pública quando fala sobre a situação crítica da educação já tem mais de 54 mil visualizações no You Tube. Desde o começo da tarde desta quarta-feira (18) o nome "Amanda Gurgel" já está na lista brasileira dos Trending Topics, no Twitter.

Em seu depoimento, Amanda Gurgel acaba fazendo um resumo preciso sobre o quadro da educação no Brasil apresentando seu contracheque de R$ 930 reais. "Como as pessoas até agora, inclusive a secretária Bethania Ramalho, apresentaram números, e números são irrefutáveis, eu também vou fazê-lo. Apresento um número de três algarismos apenas, que é o do meu salário, de R$ 930".

A professora continua seu discurso dizendo que "os deputados deveriam estar todos constrangidos com a educação no estado do Rio Grande do Norte e no Brasil. Não aguentamos mais a fala de vocês pedindo para ter calma. Entra governo, sai governo, e nada muda. Precisamos que algo seja feito pelo estado e pelo Brasil. O que nós queremos agora é objetividade".

Rodrigo Gomes - O Globo

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Policial flagra professora e um menino de 16 nus e fazendo sexo em um carro

Ela e um aluno foram flagrados nus, no carro, em parque no Colorado.
Courtney Bowles está proibida de manter contato com menores.


(Bowles Courtney)
Courtney Bowles, de trinta e um anos de idade foi presa por suspeita de agressão sexual, depois que um policial diz que encontrou a professora e um menino de 16 nus e fazendo sexo em um carro.




Os dois foram abordados após o anoitecer em um parque público fechado no norte do Colorado. Quando o policial viu que Bowles e o menino estavam nuas e fazendo sexo, ele perguntou a eles. O rapaz mentiu dizendo que tinha 21 anos. Depois de algum tempo, o rapaz finalmente admitiu a sua idade real.


Bowles também enfrenta acusações de contribuir para a delinqüência de um menor. Vodka foi encontrado na cena do crime, e o menino disse ter sido intoxicado.


Nancy Grace, uma apresentadora de TV passou cerca de 45 minutos no seu programa informando sobre este caso em seu show hoje à noite. Seu painel de "experts" incluiu um psiquiatra de Harvard, que afirmou que o menino provavelmente sofre de estresse Pós-Traumático, e que ele provavelmente terá pesadelos e ansiedade.


Por mais que eu ache que essa professora é uma abusadora de menores no sentido criminal, e uma pervertida , este rapaz muito provavelmente não sofrerá de estresse Pós-Traumático. Ele provavelmente não terá nenhum problema físico ou emocional. As chances de um menino de 16 anos de idade, ter passado por algum trauma por ter sexo com sua professora são escassas ou nenhuma. Não me entenda mal, essa mulher é um criminoso sexual, e ela se aproveitou de um adolescente jovem. Ela totalmente violado seu papel como professora e como uma mulher adulta ela deve pagar por seu crime. Entretanto,  é tão ridículo que um psiquiatra de Harvard dizer que o menino provavelmente sofrerá de estresse Pós-Traumático e pesadelos. Isso é um tapa na cara total de vítimas reais de traumas.


Talvez o álcool foi dado ao menino o desinibiu, e isso é um abuso por parte da professora, mas eu quase posso garantir que o rapaz não vai, e não se sente abusado sexualmente, e certamente não traumatizado. Essa mulher não é ruim, ou aparentemente velha, por isso duvido que o álcool era para ele passar algo grave. Ele tem 16 anos de idade, ele provavelmente consumiu bebidas alcoólicas antes e, provavelmente, tinha algum tipo de sexo antes. Mesmo que ele fosse virgem no álcool , nunca bebido, esse garoto não ficou traumatizada. Vamos ser honesto não é? Provavelmente se sentiu muito bem.


O trauma é uma criança de sete anos ser estuprada por um adulto do sexo masculino no chão do banheiro frio. Trauma é está enfrentar ameaças de morte com uma arma, ou sendo espancado violentamente com um cinto. Trauma está sendo pressionada e incapaz de respirar, ao ser violentamente molestado. Trauma indica terror, desamparo, ou presenciar ou ser vítima de morte, de uma ameaça de morte ou ferimentos graves. Trauma pode ser causada também por presenciar ou ser vítima de um evento que inclui um medo intenso, horror ou sensação de desamparo. Eu duvido que esse menino de 16 anos entrou no carro desta mulher, contra sua vontade, ou que ele se sentiu impotente ao ter sexo com ela. Eu não estou dizendo que não pode acontecer, mas vamos usar o bom senso aqui. O garoto certamente não gritou para o policial, "Ajude-me, eu estou sendo estuprado!" Ele mentiu sobre sua idade, porque ele sabia com toda a certeza que a mulher poderia ser presa.


Nancy Grace e seus outros membros do painel  incentivou essa idéia de a criança estar traumatizada e que ele vai sofrer mais tarde na vida. Que bando de patetas, e do psiquiatra é irresponsável, e culpado da estupidez profissional. Que tipo de absurdo que eles ensinam em Harvard? Lembre-se disto é a mesma escola que nos trouxe, Susan Clancy, que diz que o abuso sexual infantil é "raramente" doloroso ou assustador e que as crianças nem sempre são abusados contra sua vontade.


Quando o psiquiatra de Harvard, proclamou que esse adolescente sofrerá sintomas de trauma, ele imediatamente minimizou as experiências e depois afetou o das vítimas de trauma de verdade. Ele faz de estupro e abuso infantil uma brincadeira.


Por agora, Bowles foi libertada da prisão e de seus deveres. Casada e mãe de dois, está proibida de manter contato com qualquer menor de 18 anos, incluindo os próprios filhos.


ordinaryevil.wordpress.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Professora é suspeita de cortar cabelo de seis alunas em escola de Ilhéus

Mães acreditam que educadora queria fazer megahair com as mechas.
Secretaria de Educação rescindiu contrato de trabalho.


Uma professora dos anos iniciais do ensino fundamental é suspeita de cortar mechas de cabelo de seis alunas de 8 a 10 anos em uma escola municipal de Ilhéus, na Bahia. O caso foi denunciado pela mãe de uma das crianças à Secretaria de Educação em julho. A professora, que atuava como contratada na rede desde março, afirma que cortou o cabelo das crianças para retirar chiclete.
A professora foi afastada da escola e também da rede
 municipal de ensino de Ilhéus (Foto: Reprodução/ TVBA
)

Já as mães das crianças acreditam que a professora queria fazer megahair, um tipo de alongamento de cabelo, com as mechas. A secretaria rescindiu o contrato de trabalho da educadora.

Segundo a secretária de Educação de Ilhéus, Lidiney Campos, a mãe de uma das crianças reclamou que a professora havia cortado o cabelo da filha dela em duas ocasiões. "Quando a diretora foi falar com a professora, ela negou", disse Lidiney.

A secretaria, então, resolveu iniciar uma investigação. A diretora foi à casa das seis crianças e fotografou as meninas. De acordo com Lidiney, as imagens mostram que faltam mechas de cabelo. "A diretora foi falar novamente com a professora e ela disse que tinha cortado para tirar chiclete do cabelo das crianças", afirmou Lidiney.

De acordo com relatos das crianças à diretora da escola, a professora dizia que iria cortar as mechas de cabelo para retirar chiclete e depois colocava o cabelo em saquinhos na bolsa. "As crianças dizem que nunca viram o chiclete", disse Lidiney.

Fonte: G1

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Professora universitária é encontrada morta em praia no Paraná


Corpo de mulher desaparecida estava enterrado na restinga. 
Peritos vão determinar causa da morte e analisar se vítima sofreu estupro.

Uma professora de psicologia foi encontrada morta em uma praia de Pontal do Paraná (PR), nesta segunda-feira (12). O corpo da mulher, de 53 anos, estava enterrado na areia e tinha marcas de estrangulamento.
O delegado José Antonio Zuba Oliva, responsável pelas investigações, explicou ao G1 que a professora vivia em Curitiba e passava férias na região, onde possui uma casa. Ela desapareceu na tarde de domingo (11), após sair para uma caminhada.
“Os familiares da vítima procuraram a polícia ainda na noite de domingo para comunicar o desaparecimento", diz o delegado, que iniciou as buscas imediatamente. “Por volta de meio-dia, nós localizamos o corpo da professora enterrado na restinga entre dois balneários.”
Segundo o delegado, a única lesão aparente é de um provável estrangulamento. O corpo foi encaminhado para peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Paranaguá (PR), que vão determinar a causa da morte e verificar se houve estupro. Os laudos ficam prontos em até 30 dias.
De acordo com o delegado, o corpo da professora já foi liberado e segue para Curitiba, onde deverá ser cremado.
Oliva afirma que não há pistas dos assassinos, mas acredita que o crime foi cometido por pessoas que não moram na região. Segundo o delegado, a população da cidade de 11 mil habitantes passa a ser de 50 mil nesta época de férias escolares. “Não existe crime com esse perfil em Pontal do Paraná há muitos anos. Não é gente daqui”, diz.
Do G1, em São Paulo