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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Garotos de programa esquentam as tramas

foto: Divulgação

Rodrigo Simas: de garçom a garoto de programa

Dizem que a prostituição é a mais antiga das profissões. Na TV brasileira, até pouco tempo, personagens que fazem sexo por dinheiro eram interpretados principalmente por mulheres. No cinema, homens que se prostituem são mais comuns. Porém, no que depender dos autores Aguinaldo Silva, de "Fina Estampa", e Miguel Falabella, de "Aquele Beijo", a realidade de rapazes que ganham dinheiro vendendo o corpo vai ficar ainda mais em evidência.

Na trama das sete, na Rede Globo, o cantor e ator Fiuk vive o galanteador Agenor. Para suprir sua necessidade sexual e financeira, o rapaz sai com várias mulheres. Não chega a ir parar nas ruas, à noite, esperando por clientes, mas coloca seu nome em sites de relacionamento para atrair clientes.

Já na faixa das nove, Leandro (Rodrigo Simas) foi parar nas calçadas. De família humilde e sem dinheiro para curtir a vida, ele se arruma todas as noites e sai de casa com um único objetivo: ganhar dinheiro, nem que seja em cima do corpo. Outra diferença em relação a Agenor é a opção de sair apenas com homens.

O ator Rodrigo Simas conversou com o C2 sobre o personagem, disse o que pensa a respeito da prostituição masculina e comentou a repercussão do personagem. "Espero que ele fique marcado nas novelas", afirmou.
Rodrigo Simas, o ator que interpreta Leandro, o garoto de programa de fina estampa

O que está achando do personagem agora que ele está se prostituindo?
Acredito que o Aguinaldo Silva esteja mostrando o caminho de um rapaz que não mede esforços para dar vazão à sua ganância. É como o Leandro é.

Mas o Aguinaldo havia falado que Leandro poderia ir por esse caminho ao longo da trama ou pegou

foto: Divulgação

Agenor (Fiuk) usa a internet para atrair clientes
você de surpresa?
Desde o início, na sinopse da novela e do personagem, o Leandro já seguiria por esse caminho.

Você teme alguma reação negativa do público?
Como ator, foi um presente que ganhei. É um desafio. Sem desafios não tem graça! A repercussão da trama do Leandro é intensa nas ruas. As pessoas falam que têm raiva e vontade de bater nele. Me pedem para tomar jeito e fazem brincadeiras. Sempre agradeço muito. Esse retorno é sinal de reconhecimento do meu trabalho.

O Leandro se prostitui apenas por dinheiro mesmo ou, no fundo, tem outra motivação?
O dinheiro é o único motivo para o Leandro se meter em todas as enrascadas nas quais já esteve envolvido. Ele traça uma reta e usa de qualquer meio para chegar aonde quer. Ele já disse claramente que tem vergonha de sua origem humilde e que não gosta da vida que leva.

Quando soube que o personagem iria se prostituir, você procurou conversar com pessoas que vendem o corpo ou assistiu a filmes sobre o assunto?

Procurei reportagens e matérias que falassem sobre o assunto. Assisti ao "Profissão Repórter", que veiculou um episódio inteiro sobre o tema, e estudei os textos com minhas preparadoras, Cristina Bittencourt e Bia Oliveira.

Você vê diferença entre a prostituição de homens e mulheres?
Não. Não vejo nenhuma.

O que acha das pessoas que, na vida real, também se prostituem para conseguir dinheiro?
Não cabe a mim julgar a atitude de ninguém. Acho que cada um faz o que quiser com seu próprio corpo. Nessas reportagens a que assisti, vi que a maioria entrava nessa vida por motivos financeiros.

Mas você acha que a sociedade está menos preconceituosa?
Não. Acredito que ainda haja preconceito, mas muito menos evidente do que era antes.

Na rua, na calçada...
foto: Divulgação

Belíssima
Na novela de Silvio de Abreu, de 2005, Cauã Reymond (ao lado) era Mateus, um jovem de classe média que ganhava dinheiro extra vendendo sua beleza e se relacionando com mulheres mais velhas, com Ornella (Vera Holtz).


Gigolô Americano
No filme de 1980, Julian Kaye (Richard Gere) sai com mulheres ricas e entediadas, mas acaba se envolvendo com uma casada com um político. Enquanto curte, Julian é acusado do assassinato de outra cliente.

Garotos de Programa 
River Phoenix e Keanu Reeves estrelam esse filme de Gus Van Sant (1991) a respeito de dois jovens garotos de programa que ganham a vida nas ruas.

Mistérios da Carne
No filme de 2004, o ator Joseph Gordon-Levitt vive um jovem garoto de programa cujo encontro com um rapaz obcecado por alienígenas muda sua vida.

Loverboy - Garoto de Programa
Randy Bodek (o galã Patrick Dempsey) arruma um emprego como entregador de pizzas para arranjar dinheiro para pagar a faculdade. Ele acaba se envolvendo com as clientes sexualmente frustradas.

Diário de um Adolescente
O filme de 1995 é um retrato de jovens que crescem em meio a drogas. No início, na segurança do colégio com drogas leves, depois as coisas se complicam e a vida começa a ir por água abaixo. No longa, Leonardo DiCaprio (acima) acaba se prostituindo para ganhar dinheiro e sustentar o
vício das drogas.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Rodrigo Simas. Em ‘Fina estampa’, Leandro se prostituirá: ‘Ele faz tudo pelo prazer do dinheiro’, afirma ator

Rodrigo Simas. Em ‘Fina estampa’, Leandro se prostituirá: ‘Ele faz tudo pelo prazer do dinheiro’, afirma ator
Bebel, Capitu, Hilda Furacão... O que não faltam são prostitutas inesquecíveis da ficção. Mas "Fina estampa" promete causar polêmica ao mostrar o jovem Leandro (Rodrigo Simas) saindo com homens pela Praia da Barra em troca de dinheiro. O ator de 19 anos, no entanto, diz estar pronto para o desafio.

— É um assunto delicado. Pouco se explorou a prostituição masculina até hoje na TV. Acho que rola muito preconceito ainda — diz Rodrigo, que tenta entender seu personagem: — Eu não julgo, cada um faz o que bem quer com seu corpo.
Na trama, na próxima segunda-feira, dia 28, Leandro sairá às ruas pela primeira vez. Desde que deixou a Fashion Motos, onde fazia bicos para o mau-caráter Rafa (Marco Pigossi), o filho de Dagmar (Cris Vianna) está sem dinheiro. É aí que ele se arruma todo e entra no carro do primeiro cliente.

— Ele faz tudo pelo prazer do dinheiro. Não acho que goste... — imagina o ator, que está se preparando: — Vi caras na rua e tenho pesquisado muito. Espero que o personagem fique marcado nas novelas.

Mas, se na ficção, os homens vão cair em cima do mocinho, na vida real, o moreno de corpo esculpido com muita capoeira afirma que com ele não tem nem papo!
— Nunca fui assediado por homem. Tudo depende da sua atitude. Se você não dá liberdade, eles não chegam! (risos)



Rodrigo Simas, o Leandro de ‘Fina Estampa’, diz que não pagaria por sexo



Rodrigo Simas, 19 anos, que vive o garoto de programa Leandro em “Fina Estampa” (Globo), afirmou que não pagaria para fazer sexo. Ele disse, ainda que é muito diferente de seu personagem na trama de Aguinaldo Silva.

“Não pagaria por sexo. Acho que não, nunca tive essa vontade, mas não julgo quem vende ou compra. Nesse aspecto, não sou melhor do que ninguém para julgar”, afirmou o rapaz, ao site “Quem”.

Solteiro há quatro meses, o ator diz que quer dar um tempo no coração, para se dedicar à carreira. No entanto, ele não descartaria namorar uma fã. “Com certeza (namoraria uma fã). Elas são que nem a gente, não diferem de ninguém… Quando eu estou namorando, sou bem pouco ciumento, bem pouco”, garantiu.

Rodrigo garantiu ser bem diferente do ganancioso Leandro. “Eu não tenho ‘na-da’ a ver com meu personagem, eu sou totalmente o oposto, principalmente nesse aspecto de marra, e de defesa que ele tem contra as pessoas, que não deixa ninguém chegar até ele, só a Nanda (Luma Costa) até agora. Mas ele é muito ambicioso, só faz as coisas pelo dinheiro”, disse. [Com informações do site Yahoo /extra.globo.com]




Nome: Rodrigo Sang Simas.



Nascimento: Em 6 de janeiro de 1992, no Rio de Janeiro.


O primeiro trabalho na TV: Poder Paralelo, de Lauro César Muniz, de 2009, da Record.


A primeira aparição na TV: Em programas de auditório da Xuxa e da Hebe, acompanhando o pai.


Atuação inesquecível: Pedro Bala, na adaptação teatral de Capitães da Areia, de Jorge Amado.


Interpretação memorável: Cristina Flores, na peça Ponto de Fuga, de Ricardo Nogueira.


Um momento marcante na carreira: Quando soube que tinha sido aprovado para o elenco de Fina Estampa.


Ao que assiste na TV: Novelas e filmes.


O que falta na televisão: Histórias que acrescentem algo à vida das pessoas.


O que sobra na televisão: Bobeiras. Tem demais.


Ator: Tony Ramos.


Atriz: Lília Cabral.


Com quem gostaria de contracenar: Wagner Moura.


Se não fosse ator, seria: Veterinário. Foi a única coisa que pensei em ser quando era criança.


Novela: Cordel Encantado, de Duca Rachid e Thelma Guedes, da Globo.


Cena inesquecível: Camila, de Carolina Dieckman, raspando o cabelo em Laços de Família, de Manoel Carlos, da Globo. Foi marcante e emocionante.


Melhor abertura de novela: Quatro Por Quatro, de Carlos Lombardi, exibida em 1994. Meu pai participou da abertura lutando esgrima.


Vilão marcante: Flora, de Patrícia Pillar, em A Favorita, de João Emanuel Carneiro, da Globo.


Personagem mais difícil de compor: Leandro, de Fina Estampa. Por ele ser muito diferente de mim.


Com quem gostaria de fazer par romântico: Mariana Ximenes.


Que papel gostaria de representar: Charlie St. Cloud, interpretado por Zac Efron no filmeMorte e Vida de Charlie, de Burr Steers. Por ter um perfil parecido comigo. É um filme bem legal.


Melhor programa de humor: CQC, da Band. Gosto de humor inteligente.


Livro de cabeceira: A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, de Eugen Herrigel.


Autor predileto: Jorge Amado.


Diretor favorito: Bia Oliveira. Foi com quem eu comecei, sou muito grato a ela.


Vexame: Na estreia da peça Os Melhores Anos de Nossas Vidas deixei uma bola que fazia parte da cena cair em uma senhora que estava na plateia. Fiquei muito sem graça.


Uma mania: Estalar o pescoço.


Um medo: De perder alguém da família.

domingo, 25 de setembro de 2011

Pai de aluno que se matou após atirar em professor diz que não haverá respostaa


"Não haverá resposta", diz pai de aluno que se matou após atirar em professora

O garoto foi enterrado, a educadora Rosileide Queirós de Oliveira, 38, continua internada num hospital

    Família de Davi participa de culto em São Caetano (Foto G1)

“A gente nunca vai ter resposta”, disse neste domingo (25) o guarda-civil municipal Milton Evangelista Nogueira, de 42 anos, sobre o que teria levado seu filho, o estudante Davi Mota Nogueira, 10 anos, a atirar numa professora dentro da sala de aula e se matar em seguida com um disparo na cabeça na quinta-feira (22) em São Caetano do Sul, ABC.

O garoto foi enterrado, a educadora Rosileide Queirós de Oliveira, 38, continua internada num hospital em São Paulo, e a arma do crime foi apreendida. O revólver calibre 38 pertence ao pai do garoto, que ainda poderá ser responsabilizado por negligência por não ter conseguido impedir Davi de entrar com ele escondido dentro da mochila.

A Polícia Civil tenta traçar um perfil psicológico do aluno a partir de um desenho feito por ele, que o retrata com duas armas e um professor ao lado. A hipótese de Davi ter sofrido bulliyng escolar ou ter sido pressionado por alguém e até mesmo supostas ameaças veladas que a criança teria feito a Rosileide são investigadas como prováveis causas da tragédia. Colegas de classe de Davi teriam ouvido ele dizer que mataria a educadora porque ela seria disciplinadora e não gostava dela e que se suicidaria depois, segundo relataram professoras em depoimento no 3º Distrito Policial de São Caetano.

“A gente não tem explicação para o que aconteceu”, fazia questão de reafirmar Milton nesta manhã após o ‘culto de gratidão a Deus pela vida de Davi’ realizado na 2ª Igreja Presbiteriana Independente de São Caetano do Sul, no bairro Oswaldo Cruz, com a presença de cerca de 50 pessoas.

Ao lado da mulher, Elenice Mota, 38, e do outro filho do casal, Gleison, 14, irmão de Davi, o guarda-civil aceitou conversar com o G1 e permitiu que a reportagem o fotografasse com sua família.

Choro, oração e cantos

Não vai ter especialista, homem na face da terra para explicar o que aconteceu. Só Deus”, insistia em dizer Milton, que bastante emocionado, passou a maior parte do tempo abraçado à mulher e ao filho. Todos choraram, oraram e cantaram músicas evangélicas. Elenice chegou a pegar um microfone e cantar.

Não foram exibidas fotos de Davi durante o culto. Apesar disso, seu nome foi citado diversas vezes. Durante a sua pregação, o pastor Jayme Pereira do Lago falou que “temos que deixar os porquês de lado e lembra de Davi orando, cantando. Aconteceu porque o senhor permitiu”.

Ao citar uma passagem bíblica, o pastor Lago buscou confortar os pais do estudante que se matou ao dizer que “o que aconteceu está encoberto para nós, mas não para Deus. Ele sabe por que aconteceu, ele sabe o motivo. Davi cumpriu sua missão. Não vamos tentar explicar o inexplicável. ”

Davi queria videogame
Ao G1, o pastor afirmou que o garoto nunca apresentou qualquer problema que o levasse a desconfiar que um dia ele cometeria algum crime. “No último domingo [18] conversei com o Davi. Ele nunca reclamou de amigo, professor ou diretores. O sonho dele era comprar um videogame no final do ano. Eu até o ajudei financeiramente. Era um garoto feliz, alegre, gostava de bateria, ativo na igreja”.

Enquanto recebia o carinho e conforto dos outros membros da igreja, Milton tentava falar sobre o seu futuro e da sua família. “Quero deixar uma mensagem de agradecimento a todos que se comoveram conosco. Agradeço as orações e quero dizer que eu não posso fugir da realidade. Davi tinha orgulho de mim e da minha profissão e ajudar o próximo, quem precisa. Vou continuar a trabalhar e procurar entender que o que aconteceu com ele não tem explicação”.

Professora internada
Quem ainda não sabe da morte de Davi é a professora Rosileide, que foi atingida por um disparo que ele fez. Ela continua internada em observação num quarto do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Passou por cirurgia para a retirada de uma bala na região lombar e não corre risco de morrer.

Segundo o namorado da educadora, o funcionário público Luiz Hayakawa, Rosileide ficou surpresa ao ter conhecimento que foi Davi quem a feriu. “Ela nunca reclamou ou teve qualquer problema com ele. Ele nunca teve mau comportamento na classe”, havia Hayakawa em entrevista ao G1 durante a semana.

O maior desafio da investigação policial é saber o que motivou Davi a pegar a arma particular do pai, que ficava guardada numa caixa sobre o armário da casa da família, escondê-la na mochila, levá-la até a escola, pedir para ir ao banheiro, voltar para a sala e atirar na professora.

Depoimentos

“Também está sendo duro entender porque uma criança tão nova cometeu suicídio em seguida. Isso é incomum nessa idade”, chegou a falar a delegada titular do 3º DP, Lucy Mastellini Fernandes após a tragédia.

Para montar esse quebra-cabeças para explicar a motivação do crime, a delegada quer ouvir a professora Rosileide, se possível nesta segunda-feira (27), ainda dentro do hospital. As próximas pessoas que deverão prestar depoimento são os pais de Davi e dois colegas de classe dele na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão. Um menino e uma menina teriam escutado do garoto, um dia antes do crime, que ele estaria premeditando matar a professora e se matar também.

Esses dois alunos da e outras 21 crianças da classe de Davi, que o viram atirar na educadora serão ouvidos oficialmente pela polícia na presença de psicólogos e dentro da escola. Todos os depoimentos serão acompanhados pelo Ministério Público. [meionorte.com]

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Imagem chocante. Garoto sobrevive após vara de bambu atravessar seu pescoço


Virginia-EUA . Adolescente sobrevive após acidente deixá-lo empalado por vara de bambu
Dez Heal brincava de ninja quando caiu sobre o bambu.


Um garoto norte-americano de 13 anos sobreviveu a um acidente em que uma vara de bambu atravessou o seu pescoço. Dez Heal brincava de ninja com seus amigos em Lynchburg, estado da Virgínia, quando caiu sobre a vara que era usada como espada.
O garoto americano Dez Heal, de 13 anos, dá entrevista à TV ABC após sobreviver a um acidnete em que uma vara de bambu atravessou seu pescoço (Foto: Reprodução/ABC)



Dez Heal, de 13 anos, de Lynchburg , Virgínia sobreviveu a um acidente na semana passada que o deixou empalado pelo pescoço com uma vara de bambu. Médicos do University of Virginia hospital passaram cinco horas removendo cuidadosamente remover a estaca.

O bambu atravessou seu pescoço, mas não atingiu nenhuma das principais artérias, o que garantiu sua sobrevivência. Apesar da imagem assustadora do ferimento, seu pai conseguiu manter a calma após o acidente, e chamou os serviços de emergência.

Dez foi atendido por cinco horas no hospital para que a vara fosse retirada do seu pescoço e o ferimento fosse tratado.

"Senti e pensei 'Oh meu Deus'", contou Dez, já em casa e bem de saúde, em entrevista à rede de TV americana ABC. "Pensei que iria desmaiar, depois fiquei com medo de que sangrasse demais quando tirassem a vara do meu pescoço", disse.

Nicolas Blanco, um dos amigos de Dez que presenciou o acidente, disse ter ficado assustado. "Ele começou a gritar. eu fiquei com medo que ele não fosse ficar bem", disse à ABC.

O garoto Dez Heal, de 13 anos, com a vara de bambu atravessada em seu pescoço. Dez sobreviveu ao acidente após cinco horas de atendimento médico para retirar o bambu. (Foto: New York Daily News)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

DJ de 7 anos rouba a cena nos shows de Luan Santana

Vini Santana já tocou para um público de 40 mil pessoas.
'Sei mixar e contar batidas', diz o disc-jóquei mirim de Itapecerica da Serra.


Ele precisa da ajuda de uma caixa para alcançar a pickup, que fica ao lado de dois carrinhos de brinquedo. Suas músicas prediletas são “I gotta feeling”, do Black Eyed Peas, e “Spring love”, de Stevie B – geralmente eles as coloca em sequência para ver a pista de dança “bombar”.

Com 7 anos de idade, cabelos encaracolados e olhos azuis, Vini Santana é o nome mais comentado da cena eletrônica atual. Com uma agenda que inclui dois shows por semana, o menino que é DJ há menos de um ano já tocou para 40 mil pessoas e hoje é responsável por abrir os shows de Luan Santana (o sobrenome é uma coincidência), fenômeno pop sertanejo do momento.

“Não consegui atingir em minha carreira o que ele conseguiu em menos de um ano”, ri o produtor de eventos Róbson Rodrigues, de 35 anos. O pai de Vini, que também é DJ, promove festas na região de Itapecerica da Serra, grande São Paulo, e colocou o garoto para se apresentar antes dele durante a última Festa do Peão de Boiadeiro da cidade, em julho. Era para ser apenas uma brincadeira...

“Em vez de 15 minutos ele tocou 40, durante dois dias seguidos! Ele sabe contar batida, mixar... Foi uma coisa que desenvolveu brincando comigo no carro”, comenta.

Vini é tímido, compenetrado e não esboça um sorrindo enquanto toca. Apenas tira os olhos da mesa de som para pegar os CDs que seu pai lhe empresta para colocar no player CDJ. É que Vini não costuma lembrar o nome das músicas que toca – identifica-as como “a número 8 daquele CD”.


Vini ao lado dos pais, Claudia Almeida e Robson Rodrigues (Foto: Arquivo pessoal)

Aplicado, não gosta de faltar às aulas. Apenas uma amiga da escola sabe que ele é DJ, pois ele tem vergonha de contar aos amigos. Adora o desenho “Ben 10”, chutar bola na parede de casa e as matérias de ciências, história e geografia. Odeia matemática, algo curioso para quem faz com muita tranquilidade cálculos de cabeça na hora de acertar o compasso das faixas que toca.

“A música da esquerda precisa ter o mesmo número de bpm [batidas por minuto] da música da direita”, ensina à reportagem, enquanto usa termos como pitch (velocidade).

Vini se apresentou duas vezes no rodeio de Itapecerica. Nos bastidores, conheceu a dupla sertaneja Fernando & Sorocaba e o cantor Luan Santana, vindo daí o convite para abrir seus shows. “Minha prima ficou toda assanhada [ao conhecê-lo]", diz Vini, como a maior pureza do mundo.

Vini ao lado do sertanejo Luan Santana
(Foto: Arquivo pessoal)
Na última semana, ele se apresentou em Araras e Piracicaba, cidades do interior paulista. Seus pais não deixam que ele toque mais de duas vezes por semana, nem em cidades fora de São Paulo. “A prioridade é a escola, ele só deu esta entrevista após fazer a lição de casa. Ele tem convites para tocar até em Minas”, comenta Rodrigues, que não gosta de comentar o valor do cachê do filho.

“Ele não é fonte de renda, mas a gente cobra de R$ 800 a R$ 1 mil. Tenho noivas que tinham fechado comigo em janeiro e agora pedem para ele tocar. Eu deixei de ser interessante”, brinca. “Não posso assumir compromissos longos, ele é uma criança”, ressalta.

O dinheiro de Vini, segundo o pai, está sendo aplicado em uma poupança. Rodrigues diz que o filho quer ser produtor, então deseja matriculá-lo em um curso de música. “Mas eu quero comprar um PSP (PlayStation Portable) com o dinheiro”, diz Vini, mostrando que só é adulto mesmo na frente de uma pickup.


Gustavo MillerDo G1, em São Paulo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rapaz é assassinado por menino de 14 anos

O auxiliar de serviços gerais Hildo Uanderson Almeida de Araújo, 19 anos, foi baleado com um tiro no tórax, às 21h20 de domingo, em frente à casa da ex-namorada, de 15 anos, em São Cristóvão, Vitória. O autor do crime seria um rapaz de 14 anos, colega do atual namorado da adolescente, segundo testemunhas. Hildo foi levado para o Hospital das Clínicas, em Maruípe, mas não resistiu.

O auxiliar de serviços gerais foi atingido após uma discussão com o atual namorado da ex, na frente da residência da garota. O autor do tiro conseguiu escapar. A informação de familiares da vítima e da polícia é de que o adolescente de 14 anos ainda estaria foragido.

Segundo a mãe da vítima, a dona de casa Mônica Gomes, 38, o filho se relacionou com a adolescente por pelo menos um ano. Após receber a notícia da morte do filho, a mulher entrou em estado de choque.

Na noite de domingo, segundo a ex-namorada, o rapaz ligou para ela e disse que queria conversar. A garota estava em casa, no bairro São Cristóvão, onde também se encontravam o atual namorado, que é soldado do Exército, e outros três jovens, amigos do casal. Entre eles, estava o autor do disparo, segundo policiais.

Arma
Segundo o chefe da Delegacia de Crimes Contra à Vida (DCCV) de Vitória, delegado Orly Fraga Filho, há suspeita de que a arma do crime seja do soldado do Exército E.M.F., 19, que nega o fato. (Paulo Rogério)

A Gazeta

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Policial é suspeito de matar garoto em Fortaleza


Ele estava na garupa da motocicleta do pai, quando foi atingido na cabeça. 
Policial suspeito de atirar será afastado e pode responder por homicídio.

Do G1, com informações do Bom Dia Brasil

Um adolescente morreu após ser baleado na cabeça, no domingo (25), em Fortaleza. O menino de 14 anos estava na garupa da motocicleta do pai, quando foi atingido.
Um motorista que passava no local do crime registrou o desespero do pai. Ele é afastado pelo policial, que faz o isolamento da área.
Um policial é suspeito de disparar o tiro que atingiu a cabeça do adolescente.
"Foi uma abordagem desastrosa e trágica. Eles mandaram o rapaz parar. Segundo ele, o rapaz não ouviu, e o policial efetuou o disparo contra a moto", disse o major Valberto Oliveira, da Polícia Militar.
"Tinha um policial com as mãos na cabeça dizendo: o que eu fiz, fiz uma besteira", afirma a engenheira Carla Gondin Rodrigues.
Inconformado, o pai do garoto permaneceu debruçado, em silêncio, sobre o corpo do filho. O menino havia acompanhado o técnico no serviço de manutenção de ar-condicionado.
O soldado da Polícia Militar suspeito de disparar o tiro que matou o adolescente faz parte da polícia comunitária e se apresentou espontaneamente na delegacia. Segundo a polícia, ele vai ser afastado das ruas e pode responder por homicídio. A Polícia Militar também vai abrir uma sindicância interna para investigar a abordagem.

domingo, 18 de julho de 2010

domingo, 21 de março de 2010

Garoto de 12 anos pode pegar prisão perpétua nos EUA


Pai do menino Jordan Brown nega que ele tenha cometido o crime.
Crime reacende debate sobre como punir crianças envolvidas em crimes.
Um tiro à queima roupa, claramente com a intenção de matar, tirou a vida da mulher jovem, grávida de oito meses, que ainda estava dormindo. Minutos depois, Jordan Brown, o menino de 11 anos que mais tarde a polícia acusaria pelo assassinato da madrasta Kenzie Houk, entrou no ônibus e foi para a escola como se nada tivesse acontecido.

Pelo que está previsto, Jordan Brown, agora com 12 anos, vai enfrentar um júri popular e poderá ser condenado à prisão perpétua.  

No estado da Pensilvânia, a lei é uma das mais rigorosas dos Estados Unidos: se uma criança com mais de dez anos comete assassinato, ela é tratada pela Justiça exatamente como se fosse um adulto, sem nenhuma diferença. O crime foi ali em uma pequena casa, no quarto onde o pai de Jordan vivia com a namorada de 26 anos. Desde que saiu pela porta, o menino está a um passo da prisão perpétua.

Se pudesse, Christian Brown iria pra cadeia no lugar do filho. Criou Jordan sozinho, depois que o menino foi abandonado pela mãe. O disparo que tirou a vida de sua nova mulher e do bebê que nasceria em duas semanas obrigou o construtor civil a abandonar o trabalho para defender o menino. Sem dinheiro pra manter os custos do processo e as visitas diárias no centro de detenção que fica longe da casa da família, recebe doações pela internet.

Quando perguntado por que ele deu uma espingarda de presente ao menino, o pai Christian Brown diz: “Sua pergunta é se eu me arrependo de ter comprado aquela arma para ele? Não. Eu ganhei minha primeira arma exatamente quando tinha 11 anos de idade. Mas existem regras. Só quando o animal aparecia é que eu dava a arma para ele atirar”, explica.

Segundo a família da vítima, meses antes do crime, Jordan teria contado aos primos sobre uma suposta intenção de matar a madrasta por ciúmes.

Christian nega que o filho tivesse feito ameaças de morte por ciúmes da gravidez da madrasta e nega, principalmente, que ele tenha cometido o crime. “Não sei o que aconteceu naquela casa, mas eu sei que o meu filho não fez aquilo. Jordan era uma típica criança de 11 anos, muito alegre e carinhoso”, diz o pai.

A maior preocupação, no entanto, é conseguir que ele seja julgado como criança. “Não acho que nenhum menor de idade deveria ser automaticamente indiciado como adulto. Acho que, em certos casos, pode existir necessidade de punições mais duras. Mas a ideia de desistir de uma criança e trancá-la em uma prisão pelo resto da vida me parece absurda”, acredita o pai.

Influenciáveis?
O pedido do pai encontra respaldo num estudo feito por psicólogos e neurocientistas de sete universidades americanas, usado como referência pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Os cientistas afirmam que, enquanto as áreas do cérebro responsáveis pela emoção amadurecem rapidamente, o córtex prefrontal, responsável por funções de controle, como a capacidade de julgamento e avaliação de riscos, só se desenvolve completamente no fim da adolescência.

Por isso, crianças e adolescentes são facilmente influenciados pela opinião de terceiros, têm um enorme apetite por situações de risco, tendem a pensar apenas no prazer imediato daquilo que fazem e frequentemente subestimam as consquências.

O estudo não discute se menores de idade que cometem assassinatos devem ou não ser condenados à prisão perpétua, mas conclui que, por causa dessa demora na formação de partes críticas do cérebro, eles deveriam sempre ter o direito a uma reavaliação.

Punição
O tratamento que a Justiça dá ao menino Jordan Brown é o que se conhece aqui nos Estados Unidos como punição adulta para um crime adulto. Se ele for condenado aos 12 anos, vai ser a criança mais jovem da história americana a enfrentar a prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

Existem mais de 2,6 mil adolescentes cumprindo a prisão perpétua nos Estados Unidos. Mas, na maioria dos casos, principalmente quando há crueldade ou assassinatos em série, a população concorda com a punição. No caso de Jordan, pelo histórico do menino, muita gente se pergunta se não seria possível uma reabilitação.

O advogado de defesa, Dennis Elisco, espera convencer o juiz. “Quando essa lei foi aprovada, anos atrás, havia um sério problema com gangues que recrutavam garotos de 10 ou 11 anos para cometer assassinatos. Num caso desses, eu concordaria com a prisão perpétua. Mas Jordan é um exemplo oposto”, conclui o advogado.

A decisão sai nos próximos dias. Se Jordan Brown for mesmo o mais jovem americano condenado à prisão perpétua, vai ser um choque para muita gente. Mas no vilarejo de Wampum não deve haver protestos. Eles raramente ouvem falar de crimes. Quando alguma barbaridade acontece, esperam que jamais se repita.

Do G1, com informações do Fantástico