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quarta-feira, 6 de março de 2013

Em Santa Tersa, ES, pai de vítima de estupro mata suspeito a facadas

Pai de vítima de estupro mata suspeito a facadas
Santa Tersa - ES
O acusado de homicídio cercou a vítima na saída do Fórum da cidade

Romário Batista dos Santos, 26 anos, foi morto a facadas em Santa Teresa, na Região Serrana do Espírito Santo. Ele era acusado de estuprar uma menina de 2 anos. O pai da criança é o principal suspeito do assassinato.

Santos foi preso no dia do estupro, praticado em dezembro de 2011, mas respondia ao processo em liberdade. Nesta terça-feira (05), haveria uma audiência no Fórum de Santa Teresa, mas a sessão foi suspensa porque advogada do acusado não compareceu.

Na volta para casa, no distrito de Santo Antônio do Canaã, Santos pegou um táxi e seguia para o distrito. Os pais da vítima de estupro estariam seguindo de motocicleta logo atrás do automóvel. Já longe da cidade, o pai da menina teria ultrapassado o carro e atravessado com a moto na frente do veículo. Depois, teria mandado que o suspeito descesse e, em seguida, o esfaqueado.

Após o crime, o homem deixou a mulher em casa, e fugiu. Policiais militares levaram a mulher para prestar esclarecimentos. Ela confirmou o crime e disse que não sabia que o marido iria fazer isso. O suspeito do assassinato continuava foragido até a noite desta terça.

O delegado de Santa Teresa, Geraldo Peçanha, acredita que o crime foi premeditado porque o suspeito estava com uma faca e interceptou o táxi com a intenção de matar, motivado por vingança.

Fonte: Gazeta Online
http://migre.me/dymT7

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Empresária admite ter matado marido após ser traída e chamada de 'gorda'


Empresária conta que matou marido após traição, ser xingada e apanhar
Mulher chamada de 'gorda' alega legítima defesa por atirar na vítima em SP.
Crime foi há um mês na Zona Leste de SP; acusada segue em liberdade.

Acusada de matar marido (Foto: Kleber Tomaz / G1)
Investigada pela Polícia Civil de São Paulo como suspeita de assassinar o marido há um mês, uma empresária de 28 anos alega estar sendo injustiçada e conta como matou o representante comercial de 33 anos. Para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi premeditado, mas para a mulher tudo não passou de “legítima defesa.”

Indiciada por homicídio doloso qualificado, quando há intenção de matar e por não ter dado chance de defesa para a vítima, Andressa Ramos de Araujo falou ao G1 que só atirou em Sergio Francisco para se defender. Ela ainda não disse ao seu filho de 4 anos que matou o pai dele.

A mulher alegou que, assim que descobriu a traição do marido, foi xingada de "gorda" e acabou agredida por ele. Com medo, disse ter pegado uma arma numa gaveta e atirado. O caso ocorreu na madrugada do dia 24 de janeiro na residência do casal, na Zona Leste. A arma do crime foi descartada pela acusada e ainda não foi localizada.

“Foi um disparo acidental”, alegou Andressa, que aceitou dar a entrevista sob a condição de que seu rosto não fosse mostrado. Ela responde pelo crime em liberdade.

'Gorda'
Após matar o marido, a mulher arrastou o corpo dele com uma coberta até um cômodo para que a criança não o visse. Chegou a colocar a casinha do cachorro na frente de Francisco. No rosto dele, um saco preto. Saiu da casa, ligou para um advogado, que acionou a Polícia Militar. Cinco dias depois, ela se apresentou ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Para a investigação, Andressa pode ter premeditado o assassinato de Francisco, planejando o crime.

A motivação ainda é apurada, mas parentes e vizinhos da vítima disseram à polícia que a empresária é "possessiva" e já havia batido no marido em público antes por "ciúmes".

Andressa nega. Na sua versão, o marido chegou bêbado em casa, a chamou de “lixo”, expulsou ela da cama, confirmou que estava tendo um caso extraconjugal e ainda a agrediu com socos. A acusada disse ter visto mensagens da suposta amante no celular dele, que confirmavam a traição.
Davi Gebara Neto (Foto: Kleber Tomaz / G1)

Davi Gebara Neto (Foto: Kleber Tomaz / G1)

“Ele chegou embriagado, gritando: ‘hoje eu é que vou dormir na cama. Sai daí’. Depois vi os ‘torpedos’. Em seguida, gritou para eu parar de mexer nas coisas dele. Então eu perguntei se era isso o que ele fazia enquanto trabalhava e cuidava do nosso filho e de nossa casa”, disse Andressa.

O teor do depoimento da indiciada à reportagem é quase o mesmo que ela deu ao DHPP. “Ele falou que eu não sabia me cuidar. Me chamou de 'gorda' e por isso buscava outras mulheres na rua”, disse a mulher, que alega ter jogado a arma fora após o crime.

O laudo da Polícia Técnico-Científica ainda não ficou pronto, mas peritos informaram que o disparo fatal atingiu a cabeça da vítima. Um tiro perto da nuca, muito preciso, o que fez a polícia desconfiar da versão de Andressa de que o disparo foi acidental.

"Ele me viu e falou que iria me matar. Depois escutei um disparo e me escondi. Não tive intenção de matá-lo. Foi uma tragédia. Acabei com a minha vida e a do meu filho. Por isso, peço perdão à família dele pelo que ocorreu. Estou arrependida, mas não tenho culpa", afirmou Andressa.

Defesa
Procurado para comentar o assunto, o advogado de Andressa, Davi Gebara Neto, afirmou que “se a vítima não tivesse levado a arma para dentro da casa, nada disso teria acontecido”. Segundo ele, sua cliente já registrou queixa no passado por ter sido agredida pelo marido.

A reportagem também tentou entrar em contato com a família da vítima e com o advogado que a representasse, mas não conseguiu localizá-los.

Segundo a delegada Jamila Jorge Ferrari, do DHPP, o inquérito que apura o assassinato de Francisco ainda não foi concluído porque faltam laudos do Instituto de Criminalística (IC) e IML (Instituto Médico-Legal) para serem anexados.

“Ela alega legítima defesa, mas estamos investigando se o crime foi premeditado. A relação entre seres humanos estão corroídas. Por mais que um casal tenha brigas e discussões, acho que não pode chegar ao ponto da morte. O casal tinha um filho de 4 anos. A que ponto o ser humano chega. Isso não é amor, é uma coisa corrosiva”, disse a delegada Jamila, que aguarda os peritos marcarem a data para a reconstituição do crime.

Não há informações se após concluir o inquérito a polícia irá pedir a Justiça a prisão de Andressa.

G1

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mulher vai presa suspeita de degolar seus três filhos de nove, 11 e 17 anos

Mulher é presa após matar os três filhos na França
Casal passava por problemas 'conjugais'.
Mulher matou os filhos de nove, 11 e 17 anos.

Um francês encontrou seus três filhos degolados na sexta-feira em sua casa, o que levou à prisão da mãe, segundo a imprensa francesa.
Crime ocorreu na cidade de Dampmart (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)

O fato ocorreu na cidade de Dampmart, próximo a Paris, e foi descoberto quando o homem voltou para casa após sua jornada de trabalho, pouco depois das 3h (horário de Brasília).

Os serviços de socorro encontraram primeiro os corpos dos dois filhos mais novos, de nove e 11 anos, no andar de baixo da casa e acharam o maior dos três, de 17 anos, agonizando em um quarto.

A mãe, de 45 anos, chegou a ficar foragida, mas foi localizada através do seu telefone celular em um apartamento de Paris, onde foi detida.

Segundo os primeiros detalhes da investigação, o casal passava por problemas "conjugais", informou o site do jornal "Le Parisien".

A Polícia Judiciária de Versalhes está à frente da investigação.

Da Agência Efe

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Polícia diz que ex-namorado matou jovem de 20 anos em Linhares

Polícia diz que ex-namorado é responsável pela morte de jovem de 20 anos em Linhares O crime aconteceu por volta das 4h30 desta quinta, a cerca de 500 metros da casa onde ela morava

Foto: Divulgação / Facebook
Paola Magnago e Leonardo Possato
 Bento: delegado diz que ex-namorado
 matou a jovem
A polícia já desvendou o assassinato da jovem Paola Souza Magnago, de 20 anos, morta a tiros no bairro Palmital, em Linhares, Norte do Estado. O crime foi cometido pelo ex-namorado da jovem, identificado como Leonardo Possato Bento, 23 anos, na madrugada desta quinta-feira (07), na Rua Roberto Marinho, a cerca de 500 metros da casa onde ela morava. De acordo com a Polícia Civil, a motivação do assassinato foi cíumes.

"Nós estamos fazendo uma diligência. Todas as nossas equipes estão nas ruas da cidade e nas regiões rurais na tentativa de prender esse autor", afirmou o titular do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares, Fabrício Lucindo.

O delegado chegou até Leonardo através de testemunhas, que acionaram a Polícia Militar, ao encontrar a vítima caída de bruços na rua. Provas do local do crime coletado pela perícia criminal que deram o indicativo da autoria.

"A expectativa é que possamos prender o autor o mais rápido possível para que possamos dar esse alento à família da vítima e à população", afirmou.

O assassinato

Por volta de 4h30 desta quinta-feira (7), a Polícia Militar foi acionada por populares e encontrou a vítima caída de bruços na rua. A jovem, de acordo com a PM, apresentava perfurações nas costas provocadas por disparos de arma de fogo. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas a jovem já estava morta. Peritos da Polícia Civil disseram que Paola foi atingida por seis tiros.


Depoimento no Facebook de Paola Magnago, 20 anos, morta a tiros em Linhares. No relato, ela revela estar sendo ameaçada de morte

O pai da vítima esteve no local e disse à PM que a filha vinha recebendo ameaças pelo celular do ex-namorado. A jovem, inclusive, havia prestado queixa contra ele no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) do município.

De posse do endereço do rapaz, policiais militares foram até a residência dele, no bairro Interlagos, e conversaram com um homem que se identificou como tio do suspeito. O tio disse que o sobrinho havia saído de casa de carro por volta das 4 horas, mas não disse para onde iria.

Paola morava no bairro Jardim Laguna e, segundo informações, estava indo para o trabalho quando foi surpreendida pelo assassino. Ela era de São Mateus e morava em Linhares há um ano e meio com a família.

De acordo com o chefe do DPJ de Linhares, delegado Fabrício Lucindo, o ex-namorado da vítima não se conformava com o fim do relacionamento. Em uma outra ocasião, o rapaz chegou a ir até o local de trabalho da ex e apontar uma arma de fogo para ela. Ele só não atirou porque um carro passou e a jovem fugiu. O suspeito está sendo procurado para prestar esclarecimentos.

O corpo foi levado para o Serviço Médico Legal (SML) de Linhares e liberado na manhã desta quinta. Segundo familiares, o velório será realizado na Capela Mortuária da Igreja Velha em São Mateus.

Homicídio no Shell

Cerca de 20 minutos antes, o padeiro Adeilson Francisco Balbino, de 22 anos, foi morto com um tiro no pescoço, no bairro Shell, em Linhares. A Polícia Militar foi chamada e encontrou o rapaz caído na Avenida Nélio Martins. Adeilson chegou a ser socorrido para um hospital do município, mas morreu antes de receber atendimento médico.

Testemunhas disseram que ouviram pelo menos seis disparos de arma de fogo e o barulho de um carro saindo apressado do local. No entanto, ninguém conseguiu identificar o autor dos disparos nem o modelo do veículo.

Segundo o delegado Fabrício Lucindo, o padeiro se envolveu em uma briga com o suspeito antes do crime. "O autor teria sido agredido pela vítima e, no momento em que foi agredido, sacou uma arma e efetuou os disparos".

Fonte: gazeta online


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Filho mandou matar família Belota para ter herança, dizem suspeitos à polícia


Filho de vítima comandou mortes de família Belota por herança, diz SSP-AM
Dois confessaram crime e apontam familiar como mandante; ele nega.
Para secretário de Segurança, suspeitos apresentam 'perfil de psicopatas'.
Vários suspeitos foram ouvidos e presos nesta terça-feira (22) (Foto: Mônica Dias/G1)

Jimmy teria matado os três com a ajuda
de quatro cúmplices (Foto: Reprodução)
Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no triplo homicídio da família Belota, na noite desta terça-feira (22), em Manaus, segundo o diretor do Departamento da Polícia Metropolitana, Emerson Negreiro, e o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Roberto Vital. Segundo ele, dois confessaram participação no crime e apontam ainda o envolvimento do filho de Roberval, Jimmy Roberto, que nega. Mãe e filha foram encontradas mortas na manhã desta terça-feira (22) no apartamento da família. O pai do suposto mandante do crime também foi achado morto em outro local, com as mesmas características de crime.

Os suspeitos prestaram depoimento nesta terça e passaram por procedimento de flagrante na delegacia, localizada na Zona Leste de Manaus. De acordo com a polícia, o crime foi motivado devido a uma briga por herança. "Tudo leva a crer que a motivação foi por uma questão de herança. Estavam envolvidos três participantes, incluindo o Jimmy e o namorado dele, Rodrigo", explicou Negreiro.

O secretário de Segurança informou que o crime era planejado há três semanas. "Eles eram usuários de droga e disseram que estavam usando maconha quando cometeram o crime. Perguntei de um dos suspeitos e ele disse que foi motivado a participar do crime por dinheiro. Os suspeitos não demonstram nenhum arrependimento, têm perfil de psicopatas", ressaltou.

Apesar de Jimmy negar participação no crime, a polícia aponta o familiar das vítimas como mandante do triplo homicídio. De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, Josué Rocha, Os depoimentos de todos os suspeitos são semelhantes, se confirmando, incluindo horários, forma como foi cometido o crime e motivação. "O Jimmy já começou a falar aquilo que tem conhecimento. Claro que algumas coisas vamos ter que alinhar com aqueles que estão confessando com detalhes o crime. Então é questão apenas do Jimmy confirmar o que eles estão falando, porque a maioria dos envolvidos tem o mesmo alinhamento na conversa, apenas ele está divergindo, mas em poucas coisas", disse.
Os três serão indiciados por formação de quadrilha, homicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo, pois foi encontrado com eles um revólver calibre 38.
Carro de Gabriela está na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) (Foto: Mônica Dias/G1)

Investigação
De acordo com a Polícia Civil, a empregada doméstica da família, que encontrou as duas vítimas, foi ouvida nesta tarde. Ela contou que, ao entrar na casa para trabalhar, viu a patroa caída no chão da sala. Assustada, teria ido procurar a estudante de odontologia Gabriela Belota no quarto para pedir socorro, e também encontrou a jovem morta.
Mãe e filha foram mortas em apartamento
(Foto: Reprodução/TV Amazonas)

O carro de Gabriela foi localizado no Prosamim da Avenida Sete de Setembro, no Centro da capital, e encaminhado ao Instituto de Criminalística, onde passará por perícia. O principal objetivo é coletar as digitais de pessoas envolvidas no crime.


Na tarde desta terça-feira, o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP), coronel Roberto Vital, informou ao G1 que não é descartada a possibilidade de que os autores do assassinato fossem conhecidos da família. A hipótese foi levantada porque não houve indícios de sinais de arrombamentos na cena do crime. "Tudo ainda é muito prematuro. Não havia sinal de arrombamento, mas vamos investigar. Existe também a hipótese de os assassinos estarem de tocaia no momento em que as vítimas entravam em casa. A preocupação da polícia nesse momento é preservar o local do crime, colher todas as informações para provas. O próximo passo será ouvir todas as testemunhas", explicou o secretário.

Mãe e filha foram mortas dentro de condomínio na Zona Sul de Manaus (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
Entenda o caso

A mãe Maria Gracilene Roberto Belota e filha Gabriela Belota, de 55 e 26 anos, foram encontradas mortas pela empregada doméstica por volta das 8h, com sinais de estrangulamento, no apartamento da família, localizado no Condomínio Parque Solimões, Zona Sul de Manaus.

O corpo da filha, que era acadêmica do curso de Odontologia, da Universidade do estado do Amazonas (UEA) e dona do blog de moda Se Joga, estava em cima de uma cama, enrolado em um lençol e o da mãe de 52 anos, que era coordenadora-geral de Comércio Exterior da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no corredor da residência. O cachorro da família também foi encontrado morto. O animal estava embaixo da cama de Gabriela e foi degolado.

A polícia também investiga a morte do irmão da funcionária pública e tio da universitária, Roberval Roberto de Brito, de 63 anos, encontrado morto nesta manhã na Rua Rêgo de Barros, bairro São Raimundo, Zona Centro-Oeste, nesta manhã. Conforme a Polícia Militar, ele foi encontrado jogado em cima da cama com as mãos amarradas, também com sinais de estrangulamento.

Os corpos das três vítimas passam por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de Manaus.

A polícia trabalha com as hipóteses de dívida de jogo e envolvimento com o tráfico de drogas relacionados com o homem morto. As imagens do circuito interno do condomínio estão sendo analisadas para tentar identificar pessoas que tiveram acesso ao apartamento das vítimas.


Marina Souza e Mônica Dias
Do G1 AM

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Homem que matou turista por R$ 7 é preso. Após o crime, ele e o filho levaram os equipamentos onde estariam as gravações


Homem que matou turista por R$ 7 é preso em Guarujá, SP
Dono de restaurante estava com prisão temporária decretada. Testemunhas afirmaram a polícia que ele estaria ocultando provas.
O comerciante José Adão Pereira de Passos, que confessou ter matado um estudante de Campinas em um restaurante de Guarujá , no litoral de São Paulo, foi preso na tarde desta quarta-feira (9). Segundo informações da polícia, ele estava em uma casa da família a três quadras do restaurante.

José Adão estava com prisão temporária decretada. Testemunhas disseram à polícia que, ao fugir do restaurante após o crime, ele e o filho levaram os equipamentos onde estariam as gravações e, portanto, ocultando provas do assassinato. "Nós conseguimos demonstrar dentro do inquérito, que a alegação que houve a subtração de equipamentos de gravação da churrascaria não corresponde com a verdade. Foram colhidos depoimentos de pessoas idôneas, que não só desmentiram a subtração, como presenciaram um dos filhos suspeitos saindo da churrascaria com os equipamentos logo depois da morte.

Antes mesmo da chegada dos policiais", disse o delegado Luiz Ricardo Lara.

Ele deve ser levado à cadeia anexa ao 1º DP de Vicente de Carvalho. A prisão tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por mais 30 dias até a conclusão das investigações.

Relembre o caso 
Segundo a polícia, a vítima foi jantar em um restaurante, que fica no bairro Enseada, por volta das 19h30 da noite de réveillon. Ele estava acompanhado de três amigos e a namorada. A confusão começou quando ele foi pagar a conta. Segundo a polícia, o jovem se recusou a pagar o valor de R$ 19,99, alegando que o valor divulgado era de R$ 12,99.

A atendente do caixa chamou o gerente do restaurante e eles começaram a discutir. Em seguida, o dono do estabelecimento, que é o pai do gerente, disse que aceitava o valor de R$ 12,99. Porém, ainda segundo a polícia, o gerente passou a ameaçar o jovem, dizendo que ele o aguardaria do lado de fora para brigar.

Para evitar a confusão, o turista não saiu de dentro do restaurante e chamou a Polícia Militar. Neste momento, o gerente do estabelecimento e outros três garçons começaram a agredir o rapaz com vários socos. De acordo com a polícia, ao ver a briga, o dono do restaurante foi até a cozinha pegar uma faca e golpeou o turista com três facadas nas costas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi solicitado para o resgate, porém, a vítima morreu no local.
 Mandado de prisão - José Adão

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Criança é enterrada viva, em cova rasa, por dívida de R$ 10


Criança é enterrada viva por dívida de R$ 10, diz polícia no ES
Corpo foi encontrado em uma cova rasa, em um cafezal de Sooretama.
Três menores foram apreendidos pela polícia, suspeitos do crime.

O corpo de Maycon Batista, de 11 anos, foi encontrado em uma cova rasa, no meio de um cafezal às margens da BR-101 em Sooretama, Norte do Espírito Santo, nesta segunda-feira (7). Segundo a Polícia Civil, ele foi enterrado vivo, por colegas, por causa de uma dívida de R$ 10. O menino foi morto com golpes de pauladas e enxadadas, dentro da cova.

"A princípio ele foi enterrado vivo. Ele presenciou os menores cavando a cova. Eles colocaram ele lá dentro e começaram a enterrar. O menino começou a se mexer e os agressores acertaram a cabeça dele com a enxada e acabaram de enterrar", conta o agente de polícia Rômulo Mascarenhas.

Maycon Batista, de 11 anos, estava desaparecido desde sexta-feira (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Três menores de idade foram apreendidos, dois de 14 anos e um de 16, todos com passagem pela polícia. "Realmente, foi uma crueldade. Um deles disse que Maycon estava devendo R$ 10 para o irmão de um colega. E outro disse que viram o menino furtando bicicletas na região, por isso cometeram o crime", conta o policial.

O corpo foi encontrado por um agricultor, na tarde de segunda-feira. O crime chocou a comunidade. Muitas pessoas foram até o local e choraram ao redor da cova do menino.

Maycon estava desaparecido desde o início da tarde da última sexta-feira (4), quando foi a uma represa de Sooretama para tomar banho com amigos. Familiares desconfiavam que ele havia se afogado. No sábado (5), o Corpo de Bombeiros fez buscas no local, sem sucesso. Os suspeitos do assassinato estavam no grupo que tomava banho na represa e, inclusive, ajudavam nas buscas, segundo a polícia.
Corpo de criança foi encontrado em uma cova rasa, em um cafezal às margens da BR-101 (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Veja vídeo: 

>>>Corpo de criança desaparecida em Sooretama, ES, é encontrado



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Homem ouve barulho no quintal e mata namorado da filha por engano


Homem se engana, e mata namorado da filha
O proprietário rural escutou um barulho e viu que alguém rondava a casa. Ele atirou pensando que fosse um bandido

Distrito de Piaçú, em Muniz Freire, onde aconteceu o crime
Um crime chocou os moradores da localidade Guaribú, no distrito de Piaçu, em Muniz Freire, na madrugada desta quinta-feira (20). Um homem matou o namorado da própria filha, achando que fosse bandido. De acordo com a Polícia Militar, era por volta das 4h, quando o proprietário rural escutou um barulho e viu que alguém rondava a casa.

O homem foi surpreendido pela pessoa que estava do lado de fora, e realizou cinco disparos. Entretanto, ele se enganou e atingiu um rapaz inocente. Segundo informações, o jovem paquerava a filha do proprietário, mas a família não sabia.

Rogério Reinoso Ferreira, era motorista de transporte escolar. Ele não suportou os ferimentos e morreu no local.

A Gazeta

domingo, 18 de novembro de 2012

Adolescentes contratam matador por causa de comentário no Facebook


Justiça condena jovens que mandaram matar menina por post no Facebook


Um casal de adolescentes holandeses foi condenado pela Justiça local na última segunda-feira (12) pelo assassinato Joyce Winsie, de apenas 15 anos. Wesley C., de 18 anos, e Polly W., de 16, teriam contratado outro jovem para matar a menina por conta de comentários no Facebook. Os responsáveis pelo crime ficarão dois anos em uma casa de detenção para jovens, e terão que realizar sessões de terapia por três anos.

Menina de 15 anos foi esfaqueada por conta de briga no Facebook (Foto: Reprodução/Daily Dot)

O caso, conhecido como “Assassinato do Facebook” na Holanda, aconteceu em janeiro deste ano, quando os dois contrataram Jing Hua K., de 14 anos, para assassinar a menina. O crime foi motivado por uma série de discussões e xingamentos entre a vítima e a adolescente na rede social. Irritada com os comentários da “amiga”, Polly pediu que o namorado, Wesley, tomasse uma providência. Ele, então, ligou para Jing dizendo que “precisava silenciar alguém”. Por € 150 (cerca de R$ 400), o garoto aceitou o “trabalho”.

O jovem foi até a casa de Winsie, na cidade de Arnhem, e disse que tinha uma encomenda para ela. Quando a jovem, abriu a porta, foi esfaqueada. Ela chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu e faleceu cinco dias depois. O pai dela também foi atacado e, apesar de ter ficado com uma cicatriz no rosto, acabou sobrevivendo.

“Os acusados são culpados de uma ofensa criminal séria. O fato de uma amizade entre duas meninas jovens acabar virando um ódio profundo e gerar um caso de assassinato é chocante e complicado de entender”, declarou a corte da cidade de Arnhem, em uma nota oficial sobre o caso.

O adolescente que cometeu o crime, por sua vez, foi julgado em setembro e também acabou condenado. A pena foi de um ano de detenção em uma instituição para menores e mais três anos em uma prisão psiquiátrica.

Aline Jesus
Para o TechTudo

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Radialista leva tiros no estúdio. Vídeo com cenas fortes

Radialista é morto a tiros enquanto trabalhava em rádio de Itabaiana, SE
Crime ocorreu na noite deste domingo (28) nos estúdios da emissora. 
Este é o 52º assassinato registrado no município em 2012.


O radialista Edmilson de Jesus, de 40 anos, conhecido como ‘Edmilson dos Cachinhos’, foi assassinado a tiros enquanto trabalhava nos estúdios da rádio Princesa da Serra, em Itabaiana (SE), distante 58 km de Aracaju, na noite deste domingo (28).

De acordo com a polícia, o crime ocorreu por volta das 21h, no momento em que a vítima estava sozinha na emissora localizada na Avenida Manoel Antônio dos Santos. Por não haver sinais de arrombamento, os policiais acreditam que o suspeito seria conhecido da vítima.

Ainda segundo a polícia, há indícios de que houve uma discussão entre o radialista e o suspeito. Os dois teriam entrado em luta corporal e o homem efetuou três disparos contra Edmilson. A vítima ainda tentou correr, mas caiu na porta de acesso ao estúdio.

De acordo com a irmã do radialista, Eliana de Jesus, o filho dela ligou para o tio para pedir uma música por volta das 21h30, no entanto, um homem atendeu a ligação. "Meu filho ficou assustado, pois logo no primeiro toque o suspeito atendendeu e disse não ser Edmilson. Ele pediu então para falar com tio e o homem disse que ele estava morto e desligou", afirmou.

O jovem entrou em contato com Eliana e informou o que havia acontecido. "Imediatamente tentei falar com meu irmão, mas o celular dele já estava desligado. A família está em choque, pois não sabemos quem poderia ter feito isso, ou mesmo, o que teria motivado o crime. Meu irmão não tinha inimigos, não havia comentado nada referente à ameaças, dívidas e coisas desse tipo", disse.

Segundo a irmã de Edmilson, ele trabalhava há seis meses na rádio local, após atuar por 10 anos em emissoras da capital sergipana, a exemplo da Rádio Ilha FM, Rádio Capital do Agreste, FM Sergipe e Rádio do Povo. O radialista era solteiro, não tinha filhos e residia com a mãe em Itabaiana.

O corpo de Edmilson de Jesus será sepultado no final da tarde desta segunda-feira (29) no cemitério do Povoado Rio das Pedras, em Itabaiana.

A administração da rádio Princesa da Serra, onde o crime ocorreu, não quis se pronunciar sobre o caso e informou que todas as providências estão sendo tomadas pela polícia, que já iniciou as investigações para identificar o suspeito.

A Delegacia de Homicídios do município investiga o caso. Este já é o 52º assassinato registrado em Itabaiana. Segundo a polícia, a média de homicídios é de quatro por mês, mas somente no mês de outubro oito assassinatos foram registrados.



sábado, 7 de julho de 2012

Goleiro Bruno pediu em carta para Macarrão usar plano B, diz 'Veja'

Revista diz que Bruno escreveu carta para Macarrão na prisão 
No texto divulgado pela 'Veja', goleiro pede que amigo use 'plano B'. 
Para delegada, conteúdo indica mudança de estratégia de defesa.


Reportagem da edição deste fim de semana da revista “Veja” divulgou uma carta que teria sido escrita pelo goleiro Bruno no presídio Nelson Hungria, na Grande Belo Horizonte, para Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Os dois estão presos suspeitos de participação na morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. No texto, o jogador pede a Macarrão para usar o “plano B”, que, segundo a reportagem, seria assumir a culpa sozinho pela morte e isentar o goleiro de culpa.
"Maka, eu não sei como dizer isso, mas conversei muito com os nossos advogados e eles chegaram a uma conclusão devido aos últimos acontecimentos e descobertas sobre o processo e investigações. Nós conversamos muito e eles acham que a melhor forma para resolvermos isso é usando o plano B", diz o texto. "Eu, sinceramente, não pediria isso pra você, mas hoje não temos que pensar em nós somente! Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças, então, meu irmão, peço que pense nisso e do fundo do meu coração me perdoe, eu sempre fui e sempre serei homem com você”.
O goleiro Bruno algemado deixa o Fórum de Esmeraldas, na Grande BH; atrás, o amigo Macarrão. (Foto: (Foto: Alex Araújo/G1 MG))
A revista afirma que dois peritos analisaram a carta e confirmaram que ela foi mesmo escrita e assinada por Bruno. A advogado de Bruno, Rui Pimenta, disse neste sábado (7) que desconhece a carta. Ele afirmou que é necessário que se comprove a autenticidade do relato. Pimenta ainda ressaltou que o conteúdo da carta não é claro e o contexto em que ela está inserida é indeterminado. Na segunda-feira, o defensor pretende se reunir com o goleiro para entender do que se trata.

A delegada Alessandra Wilke disse  também neste sábado (7), que a carta não consta do inquérito. A revista informa que obteve a carta "interceptada por um agente penitenciário". Para a delegada, o texto trata da mudança da estratégia da defesa do goleiro, que passou aassumir a morte de Eliza, mas nega envolvimento com o crime. Alessandra diz ver na defesa do goleiro uma intenção de que os outros réus assumam a culpa. "Todos estão unidos para livrar o Bruno", disse.
Crime planejado
Segundo "Veja", mensagens trocadas por Eliza com amigos e registradas na memória do computador apreendido no apartamento onde Eliza morava, na Zona Leste de São Paulo, levam à conclusão de que o desaparecimento e morte da modelo, e mãe de um dos filhos do jogador, teria sido planejada pelo menos cinco meses antes. Para a Polícia Civil, Eliza foi morta em junho de 2010 a mando de Bruno. O corpo dela não foi encontrado.
De acordo com a publicação, em conversas por MSN com amigos, Eliza demonstrou temores em revelar seu paradeiro a contatos do goleiro e de ir para Minas Gerais, onde Bruno mantinha um sítio na cidade de Esmeraldas. Em um deles, ela afirmou: “Terra do Bruno vou só com passagem de ida. Vão me matar lá”.
Sobre as mensagens apresentadas pela reportagem da 'Veja", a delegada disse que todas constam do inquérito policial. Segundo Alessandra Wilke, ficou claro durante as investigações que o sequestro de Eliza no Rio de Janeiro foi planejado pelo grupo. Ela não disse quanto tempo durou este planejamento por não estar com o inquérito nas mãos. "Está comprovado que foi planejado (o sequestro)".
Tatuagem
A revista conversou ainda com José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, então policial na ativa, e afirma que ele apresentou ao grupo acusado pelo homicídio da modelo o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido, segundo a polícia, como Bola. E diz ainda que a tatuagem que Macarrão fez com os dizeres "Bruno e Maka, a amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro" foi feita horas antes do sequestro de Eliza.
O goleiro Bruno está detido na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Minas Gerais. Em maio, ele obteve liberdade condicional referente ao processo de cárcere privado e lesão corporal de Eliza, pelo qual o atleta foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a quatro anos e seis meses de prisão. Mas, para deixar a prisão, o jogador ainda depende do julgamento de um pedido de habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado ao desaparecimento e morte da ex.
Em junho passado, o caso Eliza Samudio completou 2 anos sem previsão de julgamento. Na fase atual, recursos e pedidos relacionados ao processo atrasam a tramitação.  Acusado de homicídio, o goleiro foi detido em julho de 2010, quando vivia um dos melhores momentos da carreira jogando pelo Flamengo. Macarrão e Bola também aguardam o processo atrás das grades. O quarto acusado diretamente por homicídio é Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, que responde em liberdade.
G1
Como o goleiro Bruno atraiu Eliza Samudio para a morte 
 Informações inéditas obtidas por VEJA desvendam a trama montada pelo ex-jogador e seus comparsas para eliminar a amante

leia no link: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/ela-estava-marcada-para-morrer

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Presos 12 por pedofilia com foto até de bebê


Operação da PF contra pornografia infantil já prendeu mais de 10 no país
Cumprimento de mandados segue na tarde desta quinta-feira (28).
Investigações já duram seis meses em 11 estados e no DF.
Material apreendido em prisões feitas no Rio Grande do Sul (Foto: Comunicação Social da PF RS/Divulgação)

Até as 13h desta quinta-feira (28), a Polícia Federal prendeu 18 suspeitos de integrarem uma quadrilha que compartilhava arquivos de pornografia infantil na internet, segundo informações da assessoria de imprensa da PF. As buscas seguem durante a tarde. Os policiais tinham como objetivo cumprir 50 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão.

Segundo a PF, foram efetuadas prisões no Rio Grande do Sul (duas em Porto Alegre, uma em Esteio e duas em Santa Maria), Minas Gerais (duas em Uberaba e uma em Varginha), Paraná (uma em Foz do Iguaçu), São Paulo (uma na capital), Rio de Janeiro (duas na capital), e Espírito Santo (uma na Grande Vitória). Ainda não foram informados os lugares das prisões dos últimos cinco suspeitos.

Há seis meses as redes privadas de compartilhamento de arquivos são monitoradas pela PF. Os suspeitos, integrantes de um mesmo grupo, atuam no anonimato. Os arquivos divulgados contêm cenas de adolescentes, crianças e até bebês em contexto de abuso sexual. Além da troca de imagens, a PF também identificou na investigação relatos de outros crimes contra crianças, inclusive com menção a estupro cometido contra os próprios filhos, sequestros, assassinatos e atos de canibalismo.

Em entrevista coletiva em Porto Alegre, na Superintendência da Polícia Federal, a delegada Diana Kalazans Mann disse que a operação "DirtyNet" surgiu a partir de uma ação anterior, a "Caverna do Dragão", em que se descobriu que um dos investigados fazia parte de uma rede com 160 integrantes. Destes, 97 eram do exterior e 63 do Brasil. Essa rede, segundo ela, era fechada para a participação de internautas convidados, mediante aprovação. As fotos não eram vendidas, mas trocadas entre os usuários. Todas as imagens eram de crianças até 12 anos.

Os alvos brasileiros compartilhavam material de pornografia infantil ainda com outros usuários da internet em mais 34 países: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bósnia, Canadá, Chile, Colômbia, Croácia, Emirados Árabes Unidos, Equador, Estados Unidos, Filipinas, Finlândia, França, Grécia, Indonésia, Iran, Holanda, Macedônia, México, Noruega, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Rússia, Sérvia, Suécia, Tailândia e Venezuela.
A Polícia Federal já comunicou através da Interpol os países envolvidos para que os seja dado prosseguimento às investigações.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas nas cidades de Porto Alegre, Esteio e Santa Maria (RS), Belo Horizonte, Montes Claros, Uberaba, Uberlândia, Varginha e Divinópolis (MG), Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá e Guaíra (PR); Fortaleza (CE); Natal (RN); Rio de Janeiro, Niterói e Nova Iguaçu (RJ); São Paulo, Santos, São José dos Campos e Piracicaba (SP); Recife (PE); Salvador (BA); São Luís do Maranhão (MA); Vitória (ES) e Brasília (DF).

G1

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Morte do executivo da Yoki. Amante diz que ganhou carro de diretor da Yoki

Polícia espera laudos do caso Yoki para pedir prisão preventiva de viúva 
Amante de executivo disse que ganhou carro de presente do empresário. 
Delegacia Geral diz que não há mais depoimentos e mulher agiu sozinha. 


Marcos Kitano Matsunaga com a amante
A Polícia Civil espera a conclusão dos laudos sobre o caso Yoki para anexá-los ao inquérito que apura a morte do executivo Marcos Kitano Matsunaga, de 41 anos, e depois pedir a prisão preventiva da mulher dele, a bacharel em direito Elize Araújo Matsunaga, de 30 anos. Ela está presa temporariamente por um prazo de 30 dias em uma cadeia pública de Itapevi, no interior de São Paulo.
Elize confessou ter matado o marido com um tiro na cabeça depois de ter sido agredida por ele numa discussão no apartamento do casal em São Paulo. O motivo da briga foi ela ter descoberto a traição do marido. Em seguida, ela esquartejou o corpo com uma faca e colocou as partes em três malas. O crime ocorreu por volta das 19h do dia 19 de maio. Marcos era diretor executivo da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país.

Na sexta-feira (8) foi ouvida a amante do empresário. A mulher, que trabalha como garota de programa, confirmou o relacionamento com Marcos e ainda contou que ganhou um carro de presente dele. A fase de depoimentos da investigação foi encerrada, de acordo com a Delegacia Geral. A previsão é que o inquérito seja concluído nesta semana, quando será relatado e encaminhado à Justiça.
Nesta segunda-feira (11), a Delegacia Geral de Polícia informou que peritos da Polícia Técnico Científica disseram que Elize levou seis minutos para colocar os membros da vítima nas malas e descer com elas, da cobertura do prédio, até o estacionamento. As partes do corpo foram localizadas em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 27 de maio. As malas e a faca usadas no crime ainda não foram achadas. As malas foram jogadas numa lixeira e a faca no lixo de um shopping na capital.

Ainda segundo a Delegacia Geral, o delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, entende que o caso já está praticamente concluído, restando apenas documentos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) para serem anexados ao inquérito.
Entre os laudos que são aguardados estão o que irá revelar qual arma matou o empresário. Uma pistola é analisada. Ela havia sido deixada por Elize em uma base da Guarda Civil Metropolitana horas antes dela ser presa em 5 de junho. Outros laudos que restam são o necroscópico e a de local de crime.
O DHPP também foi descartada a possibilidade de Elize ter tido a ajuda de uma outra pessoa para cometer o crime. Para a investigação, a mulher de Marcos agiu sozinha, conforme relatou em seu interrogatório.
Elize responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel, e ocultação de cadáver.

VídeoUm vídeo gravado por um detetive particular mostra Marcos em companhia de uma mulher em um restaurante de São Paulo um dia antes de ser morto e esquartejado, no dia 19 de maio. A mulher do executivo, Elize Matsunaga, de 30 anos, havia contratado o detetive para seguir o marido. Ela confessou ter atirado em Marcos e espalhado partes do corpo em região de mata da Grande São Paulo.
O vídeo obtido com exclusividade pelo Fantástico mostra o executivo saindo de um restaurante com uma mulher. Ele a abraça enquanto espera o manobrista trazer o carro.
No dia da gravação, Elize estava viajando para o Paraná, onde mora a mãe. Desconfiada, ela contratou o detetive para seguir o marido enquanto ela estivesse fora de São Paulo.
As cenas gravadas pelo detetive teriam provocado a discussão que terminou com o assassinato do executivo, em 19 de maio. As partes de seu corpo só foram encontradas oito dias após sua morte.
Discussão
Elize disse, em depoimento à polícia, que o marido ficou irritado com a "audácia dela de colocar um detetive atrás dele com o dinheiro dele" e a chamou de "vadia e vaca".
 Segundo Elize, ele ficou nervoso, se levantou e deu um tapa no rosto dela.
A jovem contou que o marido ameaçou "sumir com a filha" e interná-la "para que ela não levasse a filha para longe dele".
Foi nesse momento que Elize afirma ter apontado para a cabeça do marido uma pistola 380, que o próprio Marcos Matsunaga havia dado de presente à mulher e que estava em uma cômoda da sala. Ela relatou que o executivo "começou a rir e a chamá-la de fraca e burra" e que voltou a ameaçá-la: "Disse que a vara da família ia saber que ela era prostituta e que ela não tinha condições de ficar com a filha".
Dez horas depois do crime, ela cortou o corpo de Marcos em pedaços.
Por volta das 11h do dia seguinte, Elize aparece no elevador de serviço, com três malas, e deixa o prédio na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo. Ela disse à polícia que iria para o Paraná, mas resolveu voltar.
Os pedaços do corpo de Marcos foram jogados em cinco lugares diferentes na região de Cotia. As malas foram jogadas em uma caçamba e a faca, na lixeira de um shopping.
Doze horas depois de sair de casa, ela reaparece nas imagens do elevador do prédio.
Empregada relata pedido incomum
Quando Elize voltou para casa, no domingo à noite, uma das três empregadas do casal, estava no apartamento. A funcionária diz que não notou nada diferente quando chegou, mas que, no dia seguinte, Elize fez pedidos incomuns. “Lavar os lençóis, lavar o cobertor, tirar capa de edredom. Aí eu falei pra ela ‘dá pra esperar um pouquinho mais tarde?’ Ela falou: ‘Não, vamos tirar agora.’ Aí eu fui até o quarto com ela e tirei”, contou.
A mulher diz que notou a ausência do executivo e perguntou pelo patrão. "Eu coloquei a mesa do café, ela tomou café, eu perguntei: ‘O seu Marcos não vai tomar café?’ Ela falou: ‘Não, ele não dormiu em casa’. Chegou a hora do almoço, eu coloquei dois lugares como sempre. Ela almoçou, tornei a fazer a pergunta. ‘Ele não vem almoçar?’ ‘Não, ele não vem almoçar’. Na hora da janta eu fiz a mesma pergunta: ‘Eu coloco dois lugares ou um?’ ‘Não, coloca os dois, de repente ele aparece pra almoçar, pra jantar.’ E aí ele não apareceu, e a gente parou de fazer pergunta.”

Segundo a empregada, dois dias depois, diante de mais perguntas, Elize afirmou que achava que o marido havia sido sequestrado. (G1)

Vídeo mostra executivo da Yoki com amante




sábado, 9 de junho de 2012

Yoki, o caso do crime com esquartejamento que chocou o Brasil

A polícia de São Paulo vai pedir que Elize Matsunaga, viúva do diretor-executivo da empresa de alimentos Yoki, fique presa até o julgamento, de acordo com reportagem do Jornal da Globo desta sexta-feira (8). Inclusive, o delegado que cuida do caso deu a investigação como encerrada. O advogado de defesa, Luciano de Freitas Santoro, por sua vez, tentou explicar o que levou Elize a matar o marido.

Segundo o advogado, os detalhes da confissão de Elize estão relatados no inquérito. No dia 19 de maio, um sábado, Marcos tinha ido buscar a mulher, a filha e a babá dela no aeroporto. “Elize tinha ido para o Paraná em companhia da babá e de sua filha. Eles retornaram do aeroporto para casa. A babá foi embora, a criança foi dormir e eles pediram uma pizza. Quando a pizza chegou, a Elize contou para o Marcos que sabia que ele estava traindo”, relatou o advogado.

De acordo com Santoro, Marcos teria ficado transtornado. “Eles levantaram da mesa. O Marcos desferiu um tapa na cara da Elize. Ele falou: ‘Eu conheço teu passado, eu vou levar teu passado para Vara da Família.’ Era o caso de ela ter sido garota de programa. Ele usou outras palavras e aquilo foi difícil no momento. Nesse momento, foi desferido o tiro e ceifou a vida do Marcos”.

Depois de atirar, segundo a defesa, Elize pensou em ligar para a polícia, mas desistiu. Ela escondeu o corpo por mais de dez horas num quarto, até tomar a decisão: cometer outro crime. “Ter seccionado o corpo foi porque pura simplesmente ela não conseguiria carregar o corpo. Não era previamente pensando em nada de esquartejar o marido. É porque ela não conseguiria tirar o corpo do apartamento. Foi nesse sentido a ocultação”, disse o advogado.

Segundo a polícia, Elize viajou com o corpo do marido por mais de 200 quilômetros. Ia para o Paraná, mas desistiu e voltou. Em Capão Bonito, no interior do estado, recebeu uma multa por falta de licenciamento. Um policial parou o carro, mas não percebeu que o corpo estava no porta-malas.

Segundo a polícia, as malas utilizadas para transportar as partes do corpo da vítima foram deixadas em uma caçamba na Zona Oeste de São Paulo. Na quarta-feira (6), Elize confessou à polícia ter matado e esquartejado o executivo dentro do apartamento da família, na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, na noite de 19 de maio.

A Secretaria da Segurança Pública informou na sexta-feira que a Polícia Civil não vê necessidade de ouvir mais pessoas sobre a morte do empresário. O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carrasco, disse que o caso está encerrado. A conclusão, após a confissão e as provas obtidas pela polícia, em especial durante a reconstituição do crime, é que Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido sozinha. No total, foram ouvidas sete pessoas na investigação, segundo a secretaria.

“Nós entendemos que o inquérito está encerrado. O doutor Mauro Dias vai relatar o inquérito e vai pedir a prisão preventiva”, disse o delegado Jorge Carrasco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Elize está isolada em uma cela da cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo. Ela cumpre prisão temporária até dia 28 de junho, mas a polícia quer que ela fique presa até o julgamento. “Acho absolutamente desnecessário. Se ela quisesse ter fugido , ela teria fugido nestes 15 dias. Ela colaborou com as investigações. A regra é o réu responder em liberdade”, disse o advogado de Elize, Luciano de Freitas Santoro.

Filha
A filha do casal Matsunaga estava no apartamento na noite de 19 de maio, quando Marcos foi assassinado. Ela dormia em um dos quartos quando o executivo levou um tiro na cabeça após discutir com sua mulher, a bacharel em direito Elize Araújo Kitano Matsunaga, segundo confissão dela à polícia. Peritos realizaram uma reconstitução do crime na quarta-feira (6).

A babá havia sido dispensada por Elize horas antes do crime. “A nova babá chegou às 5h e não percebeu nada”, afirmou nesta quinta-feira (7) o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco. Em nenhum momento os vizinhos foram procurados pela bacharel em direito, afirma Carrasco.

A criança acordou por volta das 6h30, segundo o advogado da família da vítima, Luiz Flávio D’Urso. Neste horário, a nova babá já havia chegado e estava no quarto para cuidar da menina. “No momento em que houve o disparo, estavam os três no apartamento”, disse D’Urso, referindo-se ao casal e à filha.


“Depois que chegou essa babá, na manhã do dia seguinte, é que a Elize foi para o quarto onde estava Marcos [diretor da Yoki]. Foi aí que, até segundo a própria confissão, ela começou o esquartejamento”, disse D’Urso.

A criança ficou com a babá no apartamento durante as 12 horas em que Elize esteve fora do prédio, no dia 20 de maio, afirma o advogado. A bacharel, que também é técnica em enfermagem, saiu levando três malas contendo as partes do corpo do diretor-executivo.

Nesta quinta-feira (7), ainda de acordo com o advogado D’Urso, a filha do casal estava no apartamento onde ocorreu o crime, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. “Como já houve a perícia, o apartamento foi liberado”, disse. A criança estava no local sob os cuidados de uma tia materna e passava bem.

O advogado afirmou que os familiares de Marcos ainda não pararam para discutir se irão pedir a guarda da criança. Segundo D’Urso, eles estão aguardando o final das investigações policiais para pensar no assunto.

Reconstituição
Após prestar depoimento durante oito horas na sede do DHPP e ter confessado ser autora do homicídio e esquartejamento, Elize foi levada ao edifício onde morava com Marcos e a filha. Ela chegou ao local por volta das 20h55 de quarta-feira (6). Peritos já estavam no apartamento para seguir com o trabalho iniciado na noite de segunda (5), quando utilizaram o luminol, um reagente químico, para procurar manchas de sangue na cozinha, no quarto do casal e na área de serviço. Desta vez, os reagentes foram utilizados nos cômodos apontados por Elize.

Os peritos levaram um boneco para auxiliar na reconstituição do crime, que teve início pouco depois das 21h e terminou às 0h30, de acordo com o delegado do DHPP, Mauro Dias. Aos peritos, Elize indicou o local onde alvejou o marido, por onde o arrastou e onde realizou o esquartejamento. Em todos os pontos indicados, os peritos encontraram vestígios de sangue humano, segundo o perito criminal Ricardo da Silva Salada.

“Todos os locais estavam coerentes com os vestígios encontrados. Ela atirou nele na sala e depois o arrastou até um quarto de hóspede, uma distância de 15 metros. O luminol indicou por onde ela foi arrastado e depois onde o esquartejou, no banheiro da empregada. A versão dela foi comprovada com reagentes. Um destes reagentes comprovou que se trata de sangue humano. Agora o exame de DNA deverá comprovar que é o sangue do Marcos. Com a simulação, temos a comprovação de toda a dinâmica do crime”, disse Salada.

Segundo o perito criminal, a arma utilizada no crime, uma pistola .380, estava em uma gaveta na sala onde ocorreu o homicídio. Elize teria se emocionado em alguns momentos da reconstituição. “Mas creio que muito mais por preocupação do que vai ocorrer com a filha. Em termos de arrependimento, não me pareceu”, disse. Pouco antes da 1h da madrugada de quinta, Elize saiu em um carro da Polícia Civil e foi levada para a delegacia de Itapevi, na Grande São Paulo.

O delegado do DHPP Mauro Dias acompanhou a reconstituição e a conclusão do trabalho da perícia, finalizado totalmente às 2h30, no apartamento. “Ela apontou e detalhou tudo sobre o que ocorreu no dia dos fatos. Inclusive, carregou malas com pesos aproximados com os dias do crime. Agora vamos em busca de provas que confirmem ou não a versão dela”, disse Dias.

A polícia retirou do apartamento 30 armas, entre elas pistolas, fuzis e até submetralhadora, que faziam parte da coleção do diretor-executivo da Yoki, por uma medida de segurança. “É para a tranquilidade dos moradores. As armas vão ser guardadas no cofre do DHPP e consultaremos o Exército sobre qual o procedimento a ser tomado. As armas são todas regularizadas e autorizadas para uso de colecionador”, afirmou Dias. Informações do G1.


Ex-chefe de Elize Matsunaga no Paraná diz que ela era agressiva

O ex-deputado Mário Sérgio Bradock contratou Elize, em 2004, para ser secretária de seu gabinete na Assembleia Legislativa. À época, ela disse que os dois tiveram um romance e o acusou de agressão. Ele nega

Em julho de 2004, três meses depois de ter sido contratada pelo então deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB) para ser secretária de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Paraná, Elize Araújo foi demitida. Seria uma demissão como outra qualquer se não tivesse ido parar nas páginas do jornal Folha de Londrina do dia 25 de julho de 2004. Ela acusava o então deputado de agressão. Ele negava e dizia que ela agia “por vingança, por ter sido demitida”. Em sua versão, Elize espalhava aos quatro ventos que os dois estavam tendo um caso há dois meses e que, por ciúme, numa sexta-feira à tarde, Bradock a agrediu com um tapa no rosto.

O relacionamento extraoficial, dizia ela, ia bem até o dia em que o então deputado descobriu que ela havia passado uma noite fora de sua casa. Discutiram no gabinete de Bradock na frente de um assessor do deputado. Ele exigia que ela lhe devolvesse o carro, com os documentos que estavam no nome dela. Era um presente dele. Elize resistiu e ele partiu para a agressão, contou ela. “Consegui fugir e chamei a PM para me ajudar a sair dali porque sozinha ele ia me encontrar e não ia me deixar sair”, declarou ela à Folha de Londrina. À época, a Polícia Militar do Paraná não confirmou o atendimento.

Bradock negou que os dois tenham tido um caso, negou que havia dado um carro de presente a Elize e negou tê-la agredido. ''Como é que eu ia ter um caso se sou casado? E você acha que eu tenho cara de papai noel para dar carro assim?'', disse ao jornal.

Na versão do então deputado, Elize fazia as acusações porque sua equipe na Assembleia havia descoberto que ela era garota de programa e que “furtou documentos da sala do chefe de gabinete”. Ele, no entanto, confirmou a discussão.

Ela tinha apenas 22 anos e acabara de deixar sua cidade natal, Chopinzinho, interior do Paraná, para tentar a vida em Curitiba. Filha mais velha de uma família simples e humilde da cidade que hoje tem pouco menos de 20.000 habitantes, ela deixou os pais e a irmã mais nova para trás logo que se formou no Ensino Médio. Viajou cerca de 400 quilômetros até a capital paranaense. Conseguiu emprego na Assembleia Legislativa graças à indicação de um dos funcionários do deputado Bradock, que havia sido eleito em 2002 e cumpria seu primeiro mandato.

Em 2008, Bradock foi candidato a vereador em Curitiba. Sem conseguir se eleger, em 2010 tentou uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas também não foi eleito.  Em dezembro de 2011, então delegado titular da Delegacia de Ortigueira, foi transferido para o município de Reserva, a 63 quilômetros de Ortigueira. À época, ele alegou que sua transferência havia sido motivada por pressão de um grupo político da região que “não concordava com a forma enérgica de seu trabalho”.  A portaria que determinou sua transferência colocava, no entanto, como justificativa, a instauração de um procedimento preliminar na Corregedoria contra o delegado.

“Esse crime não me surpreende”, afirmou Bradock ao site de VEJA na tarde desta sexta-feira. Aos 59 anos, hoje ele apresenta o telejornal Boa Tarde, Paraná, em Curitiba. Não tinha notícias de Elize até a última terça-feira, quando ela chocou o país ao assumir ter matado e esquartejado o marido, o executivo Marcos Kitano Matsunaga.

“Essa menina foi sempre muito estranha. Sempre agressiva e muito fechada. Era muito individualista”, disse ele. Bradock negou o caso com Elize e disse “certeza” de que o “crime foi premeditado”. Afirmou ainda que Elize “está mentindo a idade. Ela deve ter 32 anos no máximo”. Em seu depoimento, ela disse ter 38. “Quem conviveu com ela, sabia que sua história não ia terminar bem.”


Mulher apaixonada - Aos olhos do reverendo Aldo Quintão, no entanto, Elize Matsunaga era uma mulher apaixonada “em busca de realizar seu sonho de casar de branco”. Ao lado do então namorado Marcos, que conhecera pouco tempo antes em um site de relacionamentos, quando ela ainda era garota de programa, Elize foi à Catedral Anglicana de São Paulo, na Zona Sul da capital paulista, que sob o comando do discurso liberal do reverendo atrai cada vez mais fiéis. Homossexuais, desquitados e pessoas vindas de outras crenças são aceitas sem discriminação.

Ela queria que sua união com Marcos fosse abençoada por Aldo Quintão. Mas, com a agenda de casamentos lotada, ele pediu que o reverendo Renê celebrasse o matrimônio. A cerimônia e festa, em outubro de 2009, aconteceram no Buffet Torres, um dos mais tradicionais de São Paulo.

Desde o casamento, Marcos e Elize passaram a frequentar regularmente as missas. Mas preferiam frequentar a unidade que fica na Vila Brasilândia, na periferia da Zona Norte da cidade. “Estamos todos muito abalados porque eram um casal como outro qualquer”, disse o reverendo Aldo Quintão ao site de VEJA. “O Marcos era mais reservado, nunca ostentava nada, tanto que ninguém sabia de sua relação com a Yoki.”

Ao lado da capela da Vila Brasilândia, o reverendo mantém uma creche. “Eles sempre traziam presentes para a população mais carente da região”, disse.

Chopinzinho - A cidade natgal de Elize está chocada. A mãe de Elize, Dilta Araújo, não sai de casa desde que, pela televisão, soube do crime. Em tratamento contra um câncer, ela havia encerrado uma licença médica e estava animada com a volta ao trabalho, dedicando-se como antes à limpeza do Ginásio de Esportes Dionisto Debona. Para preservá-la do assédio da imprensa e dos moradores da cidade, a prefeitura lhe deu licença.

Foi a irmã de Dilta, Roseli – que trabalha como auxiliar de enfermagem em um hospital de Chopinzinho – quem viajou para São Paulo para ficar temporariamente com a filha de Marcos e Elize. (VEJA)