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domingo, 18 de novembro de 2012

Adolescentes contratam matador por causa de comentário no Facebook


Justiça condena jovens que mandaram matar menina por post no Facebook


Um casal de adolescentes holandeses foi condenado pela Justiça local na última segunda-feira (12) pelo assassinato Joyce Winsie, de apenas 15 anos. Wesley C., de 18 anos, e Polly W., de 16, teriam contratado outro jovem para matar a menina por conta de comentários no Facebook. Os responsáveis pelo crime ficarão dois anos em uma casa de detenção para jovens, e terão que realizar sessões de terapia por três anos.

Menina de 15 anos foi esfaqueada por conta de briga no Facebook (Foto: Reprodução/Daily Dot)

O caso, conhecido como “Assassinato do Facebook” na Holanda, aconteceu em janeiro deste ano, quando os dois contrataram Jing Hua K., de 14 anos, para assassinar a menina. O crime foi motivado por uma série de discussões e xingamentos entre a vítima e a adolescente na rede social. Irritada com os comentários da “amiga”, Polly pediu que o namorado, Wesley, tomasse uma providência. Ele, então, ligou para Jing dizendo que “precisava silenciar alguém”. Por € 150 (cerca de R$ 400), o garoto aceitou o “trabalho”.

O jovem foi até a casa de Winsie, na cidade de Arnhem, e disse que tinha uma encomenda para ela. Quando a jovem, abriu a porta, foi esfaqueada. Ela chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu e faleceu cinco dias depois. O pai dela também foi atacado e, apesar de ter ficado com uma cicatriz no rosto, acabou sobrevivendo.

“Os acusados são culpados de uma ofensa criminal séria. O fato de uma amizade entre duas meninas jovens acabar virando um ódio profundo e gerar um caso de assassinato é chocante e complicado de entender”, declarou a corte da cidade de Arnhem, em uma nota oficial sobre o caso.

O adolescente que cometeu o crime, por sua vez, foi julgado em setembro e também acabou condenado. A pena foi de um ano de detenção em uma instituição para menores e mais três anos em uma prisão psiquiátrica.

Aline Jesus
Para o TechTudo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Britânico é preso por zombar de jovens mortos no Facebook

Um homem de Berkshire, no Reino Unido, foi preso por escrever mensagens em um site de rede social zombando de uma garota que cometeu suicídio.
Sean Duffy

Sean Duffy, de 25 anos, foi condenado a 18 semanas na prisão pelo que escreveu sobre a adolescente Natasha MacBryde, de 15 anos, no Facebook e no YouTube.

Segundo a polícia, Duffy também havia escrito mensagens ofensivas sobre adolescentes mortos em Northumberland, Gloucestershire e Staffordshire.

O homem se declarou culpado de "trollagem", termo usado para descrever o ato de escrever insultos e mensagens ofensivas online anonimamente.

Ele foi descoberto pela polícia através de informações fornecidas pelo seu provedor de internet.

BULLYING
Trevor Porter com sua filha Charlotte

A adolescente Natasha MacBryde se atirou embaixo de um trem em fevereiro, depois de sofrer bullying.

Depois de sua morte, Sean Duffy postou mensagens anônimas em uma página criada pelo irmão de Natasha, James, para que a família e os amigos da jovem pudessem homenageá-la.

Em uma das mensagens, Duffy a chamou de prostituta. Ele também postou um vídeo no YouTube em que um personagem infantil aparecia com o rosto de Natasha.

O pai da jovem, Andrew, disse em um comunicado lido no tribunal que "não conseguiu acreditar que alguém poderia descer tanto", depois que seu filho lhe contou sobre as mensagens.

ANTI-SOCIAL

A promotoria também pediu que os juízes considerassem outros casos de ofensas protagonizadas por Duffy para decidir sua sentença.

A corte também ouviu que o britânico tinha problemas com álcool e sofre de síndrome de Asperger.

Ele também havia postado mensagens ofensivas sobre Lauren Drew, de 14 anos, que foi encontrada morta depois de supostamente ter sofrido um ataque epiléptico; sobre Hayley Bates, de 16 anos, que morreu em um acidente de carro e sobre Jordan Cooper, de 14 anos, que foi morto a facadas na região de Northumberland.

No último Dia das Mães, ele escreveu uma mensagem em uma página que homenageava Lauren Drew, que dizia: "Socorro, mamãe, está quente no inferno".

Sean Duffy não conhecia nenhum dos adolescentes sobre os quais escreveu.


Ele recebeu uma Ordem de Comportamento Anti-social da justiça (Asbo, na sigla em inglês), que o proíbe de usar sites de rede social por cinco anos.

O pai de Lauren Drew pediu que o Facebook fizesse mais para impedir que o site seja mal utilizado, dizendo que o serviço "é uma coisa maravilhosa se for usado corretamente".

O advogado Lance Whitford disse que Duffy foi diagnosticado com síndrome de Asperger ainda jovem. Uma das características da síndrome é a inabilidade de interpretar corretamente reações e emoções alheias.

Ele também disse que Duffy lutava contra problemas com álcool e tinha "uma vida horrível".

BBC Brasil

domingo, 22 de maio de 2011

Itajubá: Meninas que morreram afogadas podem ter caído em buraco no rio

Fantástico faz investigação completa sobre o mistério das meninas que morreram afogadas num rio em Itajubá, Minas Gerais.

Bairro do Cantagalo, Itajubá, sul de Minas. No dia 1º de maio, um grupo de adolescente se diverte no Rio Sapucaí. Michele Bittencourt, de 16 anos, grava a farra com a câmera do celular. Ela registra a amiga Vanessa Moreira, de 17 anos, entrando na água.

“O que você quer, Vanessa, sai daí! Deixa eu ir lá com a Vanessa, vai filmando”, fala Michele.

Michele vai para o rio e deixa o celular com outra pessoa, que continua a gravar. Um minuto depois acontece a tragédia.

O vídeo apareceu esta semana na internet. Olhando as imagens com cuidado, é possível ver que algo passa próximo das meninas, no momento em que elas gritam. Logo depois, se afogam.

A mãe de Vanessa, Maria Inês da Cruz, acredita que era uma cobra.

“Pelo vídeo dá pra ver que tem alguma coisa atrás da Vanessa, que a Michele vê e grita apavorada. Para mim, é uma cobra. Ninguém tira isso da minha cabeça”, diz Maria Inês.

Mas os legistas não encontraram nenhuma evidência de ataque de bicho.

“Na perícia médica nós não constatamos nenhuma lesão além das encontradas nos casos de afogamento, que são sinais clássicos de asfixia. Fora esses sinais, nós não encontramos mais nada”, afirma o médico legista José Henrique Schumann.

“Vendo as imagens, apesar de elas não serem nítidas, uma das conclusões que nós podemos chegar é que não foi um ataque de serpente. Por quê? Um ataque de serpente deixaria marcas. Além de deixar marcas profundas, ela mata por constrição, então, ela aperta a pessoa até matar sufocada. Ela atacaria uma criança apenas, não duas”, analisa o biólogo Flávio Vasconcelos.

Mas, então, o que seria o vulto que aparece na água? Poderia ser um outro animal?

“A ariranha também é um animal muito agressivo, ela deixaria marcas. Jacaré nós também não temos registros ali. Lontra nós temos registro, mas lontra é um mamífero até mesmo dócil, ele não ataca as pessoas. Mas isso também não quer dizer que ela não possa ter esbarrado nas garotas, empurrado, talvez pudesse estar ali pescando e elas se assustaram e com o susto elas acabaram se afogando”, avalia Vasconcelos.

Momentos antes de se assustarem, Michele e Vanessa estão com água na altura do pescoço. Parece dar pé. Só que o fundo do Rio Sapucaí é irregular. A areia se move, formando calhas. E a água turva não permite que o banhista enxergue onde está pisando. Se próximo à margem, a profundidade não chega a meio metro, poucos passos adentro, já passa a mais de quatro.

A equipe do Fantástico foi até o ponto exato onde as duas adolescentes se afogaram. Com ajuda do sargento Aloísio, foi medida a profundidade do rio naquele trecho.

“Está dando 2,5 metros. E quando nós viemos resgatá-las, viemos por esse mesmo local e vinha vindo pela praia e, de repente, afundou. Quer dizer, é um buraco, onde provavelmente, elas devem ter se perdido. Num ponto eu tive que ir a nado”, conta o sargento Aloísio.


“O rio hoje, 20 dias depois do afogamento, está mais baixo. Até no dia mesmo não aparecia essa areia que nós estamos vendo hoje aí”, conta o sargento.

Os bombeiros estimam que o rio estava 1,5m mais profundo.

“Aquele susto foi o fato delas não terem atingido o pé. A própria filmagem mostra que uma tenta se apoiar na outra e aquele afundamento brusco é onde existe o buraco que a gente mediu. Com 2,5 metros, pra uma jovem de 1,60, no máximo, se não sabe nadar, ela vai afundar rapidamente”, explica o sargento.

“A Vanessa sabia nadar, a Michele, não”; conta a mãe de Vanessa.

“Ela nunca nadou, tinha medo de entrar em água. Dessa vez ela confiou nos meninos e nas meninas”, comenta Adriana Pereira, mãe de Michele.

“Uma delas pode ter se afogado e acabou agarrando a outra. Isso é normal. No desespero, uma tenta se apoiar na outra. A consequência é o afogamento duplo”, diz o salva-vidas.

Edivania Maria Fernandes, tia de Michele, era a única adulta na hora do acidente. Ela aparece na gravação na beira do rio tentando ajudar, mas também não sabe nadar.

“Uma pessoa já é difícil tirar da água, imagine duas. Uma empurrava a outra para baixo”, conta.

Caíque, que também aparece no vídeo, conta que mais cedo Vanessa já tinha quase afogado. Foi a última pessoa a chegar perto das meninas ainda com vida.

“Estava muito pesado para eu puxar. Elas me abraçaram, quase me afogaram. Quase que fui junto”, relata.

No mesmo ponto onde Michele e Vanessa se afogaram outras quatro pessoas já morreram este ano.

Fonte: Fantástico

sexta-feira, 20 de maio de 2011

‘No vídeo, dá para ver uma cobra’, diz mãe de adolescente afogada em MG

Para mãe, reação das garotas no vídeo mostra que elas viram o animal.
Caso ganhou repercussão depois que vídeos foram postados na internet.

A mãe de uma das adolescentes que morreram afogadas em Itajubá, na Região Sul de Minas Gerais, acredita que a filha e a amiga foram atacadas por um animal enquanto nadavam. As garotas aparecem em um vídeo sendo puxadas para o fundo do rio Sapucaí. As imagens mostram um grupo de amigos se divertindo durante o feriado de 1º de maio. A causa das mortes é investigada pela Polícia Civil.

De acordo com Maria Inês da Cruz, no vídeo que registrou a morte da filha, é possível ver uma cobra próximo às adolescentes. Além disso, ela explica que, pela forma como as garotas agiram enquanto eram puxadas, elas devem ter visto o animal que as atacou. “Pelos gritos da (...), o apavoramento, a minha filha abre a boca e não consegue nem gritar”, diz. As vítimas de 15 e 17 anos de idade eram amigas há cerca de 10 anos e comemoravam o feriado com a família de uma delas.

O perito criminal Eliéber Teixeira, que analisou as imagens, acredita na hipótese de um ataque. “As duas adolescentes estão dentro da água em local que elas tinham pé. Elas estavam com água na altura do tórax, não era lugar tão fundo. Elas se assustam, gritam e são puxadas para dentro da água, nitidamente por alguma coisa”, diz. Nas imagens, algo não identificado aparece na altura do ombro de uma das garotas quando estão dentro da água. (Veja no vídeo)

Um dos vídeos postados na internet já foi assistido por cerca de 300 mil pessoas e possui mais de mil comentários. O local onde foram feitas as imagens fica no bairro Canta Galo, a seis quilômetros da Região Central de Itajubá.

Para o subtenente Reinaldo Fernandes, do Corpo de Bombeiros, as jovens se afogaram por causa da profundidade da região onde nadavam. “Em toda a extensão do rio, nós verificamos que há risco, sim, de afogamento; principalmente em alguns trechos onde a calha do rio é mais profunda. Segundo a equipe que esteve aqui e adentrou a água, alguns pontos chegam a até três metros de profundidade”, diz ele.

O médico legista José Henrique Schumann, que analisou o corpo das jovens, confirma a hipótese do afogamento. “Na perícia médica, nós não constatamos nenhuma lesão além das encontradas nos casos de afogamento, que são sinais clássicos de asfixia”.

A Polícia Civil de Itajubá informou que o delegado responsável pelas investigações só vai se pronunciar quanto ao caso, a partir desta segunda-feira (23), após analisar os fatos.
Do G1 MG com informações da EPTV

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Suspeita de gravidez de uma das garotas. Adolescentes são suspeitos de matar duas jovens na Grande SP

Dois adolescentes de 15 anos são apontados pela polícia como suspeitos de terem matado duas garotas de 13 anos em um matagal de Santana de Paranaíba, na Grande São Paulo.

Os corpos de Raizza Tavares Cruz e Elaine Serra Gomes Cruz foram localizados no sábado (14), mas as meninas já estava desaparecidas desde o último dia 4.

Os adolescentes foram ouvidos pela polícia entre a tarde e a noite de ontem e apresentaram informações desencontradas sobre o crime, que teria sido motivado por uma suspeita de gravidez de uma das garotas.

Segundo a polícia, Elaine marcou um encontro com o namorado, que é um dos jovens suspeitos, após suspeitar da gravidez. No local, ela teria feito um teste, que, segundo um dos garotos, deu negativo. Ainda assim, a menina teria sido morta afogada.

Raizza, que teria ido até o local acompanhada de Eliane, foi morta em seguida. A polícia ainda investiga se ela foi afogado pelo namorado de Eliane ou pela segundo garoto, que teria ido ao local com ele.

Os dois garotos devem voltar a ser ouvidos nesta quarta-feira.

Arquivo Pessoal

Raizza Tavares da Cruz, 13, e Elaine Serra Gomes da Cruz, 13, achadas mortas em Santana do Parnaíba (SP)

RETRATO FALADO

Após o crime, um dos garotos apontados como suspeito chegou a dizer a polícia que viu Eliane com um estranho antes de seu desaparecimento e chegou a ajudar a polícia a fazer um retrato falado dessa pessoa.

A Polícia Civil de Santana de Parnaíba disse hoje que acredita que o retrato tenha sido feito para atrapalhar as investigações.

domingo, 15 de maio de 2011

Adolescentes encontradas mortas em Santana do Parnaíba. Polícia encontra teste de gravidez perto dos corpos de jovens mortas

A polícia confirmou os nomes das duas adolescentes que foram encontradas mortas em Santana do Parnaíba. As amigas Raizza Tavares Cruz e Elaine Serra Gomes da Cruz, de 13 anos, eram colegas de escola e estavam desaparecidas desde o dia 4 de maio.

Próximo aos corpos, a polícia encontrou um aparelho celular e um exame de gravidez, do tipo que é vendido em farmácia. Os corpos não apresentavam marcas de ferimentos ou violência sexual.

Polícia já tem suspeito de matar adolecentes em Santana de Parnaíba
Polícia encontra corpos de duas garotas em Santana de Parnaíba

Os corpos das adolescentes foram encontrados por amigos e familiares dos pais das vítimas, que organizaram um mutirão para procurar as garotas. Elas foram encontradas na mata, em uma área de difícil acesso, próxima a uma represa da região.

A polícia ainda aguarda o resultado do laudo do IML para saber a causa das mortes. Os policiais também já teriam um retrato falado do suspeito pelas mortes, que ainda não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.

Folha

domingo, 3 de abril de 2011

Polícia investiga assassinato de irmãs adolescentes no interior de SP

Josely, de 16 anos, e Juliana, de 15, foram mortas a tiros em Cunha.
Principal suspeito é rapaz que mantinha relações com a família das meninas.

Betânia fez 18 anos na última quarta-feira (30), mas não comemorou. Nesse dia, ela estava no enterro das duas irmãs mais novas: Josely, de 16 anos, e Juliana, de 15. “Eram meninas exemplares. Eram tranquilas, responsáveis, inteligentes. A minha vida jamais será a mesma, depois disso”, diz Betânia.

Josely e Juliana foram encontradas mortas na zona rural de Cunha, 217 km de São Paulo, perto da divisa com o Rio de Janeiro. O crime parou a cidade: um destino turístico, de 20 mil habitantes, no Vale do Paraíba.

Uma imagem mostra a última vez em que a adolescente Josely chega para a aula, no segundo ano do Ensino Médio. O "Fantástico" teve acesso com exclusividade às imagens das câmeras de segurança da escola, no dia em que ela e a irmã Juliana - que não aparece no vídeo - sumiram misteriosamente.

Horas depois da gravação, Josely e a irmã nunca mais foram vistas com vida. Naquele dia, tinham seguido a rotina. Deixaram a escola e subiram no ônibus para casa.

“Elas estavam tranqüilas dentro do ônibus, não comentaram nada, estavam conversando com as crianças”, conta o motorista Sérgio de Toledo.

As duas irmãs desceram do ônibus escolar no começo da noite de 23 de março, em um ponto, na zona rural de Cunha. Até a casa delas, elas teriam que caminhar, mais ou menos, um quilômetro e meio.

Mas antes de chegar em um casarão, segundo a polícia, as duas desapareceram. “Eu não vi ninguém, não vi carro. Nada, nada, nada”, diz o motorista.

O desaparecimento, aparentemente sem motivo, chamou a atenção de todos na cidade de Cunha. As buscas foram feitas com cães farejadores e até um helicóptero. Mas, cinco dias depois, na última segunda-feira, veio a notícia: Josely e Juliana estavam mortas.

Foram assassinadas a tiros, a três quilômetros da casa onde moravam com os pais.

Suspeito do crime

Segundo a polícia, o principal suspeito do crime é Ananias dos Santos, de 27 anos. Ele era amigo da família das vítimas.

Ananias foragido da Justiça, que hoje está topo da lista dos mais procurados do estado de São Paulo.
O rapaz cumpria pena por roubo, porte ilegal de arma e formação de quadrilha, em regime semiaberto em um presídio de Tremembé, no interior paulista. Passou sete anos na cadeia.

Há dois anos, foi beneficiado com uma saída temporária de páscoa e não voltou mais.
Depois de escapar da cadeia, Ananias foi viver com o pai e dois irmãos, bem perto da casa das adolescentes que acabariam sendo assassinadas.

“Ele estava aqui. Mas com a chegada dos rapazes aí, ele pegou e saiu. E a gente não está sabendo onde ele está”, conta o pai de Ananias.

A polícia acredita em um crime passional e diz que Ananias era apaixonado por Juliana. Um amor que não era correspondido.

“A Josely, ela levou um tiro na cabeça e um no tórax. E Juliana, um tiro na cabeça e três no tórax. Três tiros no peito. Então, possui uma potencialidade lesiva muito maior em Juliana”, explica o delegado Marcelo Vieira.

Segundo a polícia, a atual namorada de Ananias, uma enfermeira 22 anos mais velha que ele, sabia do crime e não contou nada. Ela também é considerada suspeita.

“Frequentou a residência, orou com os familiares, ajudou a colocar fotografias na internet e manteve essa informação em sigilo”, diz o delegado.

Ananias pode ter matado ainda um casal de Cunha, em outubro de 2009. O crime aconteceu depois dele ter fugido da cadeia, a 50 km de Cunha, na cidade vizinha de Parati, já no estado do Rio de Janeiro.

Tristeza da família
Depois do enterro de Josely e Juliana, a família está morando com amigos, no centro de Cunha. Na sexta-feira (1), o "Fantástico" voltou com José de Oliveira e Iracema de Oliveira, os pais das moças, à casa da família. “Dá muita saudade”, conta.

No quarto, nada será mudado. “Muito triste. O sentimento é de ficar olhando essas coisas, o coração da gente dispara muito”, diz. “Representa pra mim que elas vão chegar, ali em qualquer momento, perto de mim, sorrindo, alegre, principalmente a Josely, chegar: ‘Benção minha mãe, como a senhora passou, está tudo bem’”, conta a mãe das meninas.

“É difícil. A gente falar, marca muito”, fala o pai, emocionado.

Betânia, a irmã mais velha, preferiu não mostrar o rosto, mas falou das irmãs. “A Josely gostava de se maquiar, arrumar o cabelo, adorava. Ela tinha que colocar uma roupa mais legal, não gostava de sair de qualquer jeito”, diz. “A Juliana sempre falava: ‘Ai, mãe, um dia ainda a senhora vai me ver na passarela’”, conta.

A morte brutal das duas estudantes vai marcar os amigos e colegas para sempre. "Pessoas meigas, amigas de todo mundo, todo mundo gostava delas”, conta Flávia Pires, amiga das duas irmãs.

“A sala está em luto, acabei de sair de lá da sala deles, e eles estão bastante aborrecidos ainda”, diz Júnia Pereira da Silva Gonçalves, professora de português.


Do G1, com informações do Fantástico

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Como agir para proporcionar uma primeira vez para sua namorada sem grandes “traumas”?

O que fazer para proporcionar uma primeira vez para sua namorada sem grandes “traumas”?
Faça carinhos em sua namorada, os carinhos aumentam a excitação e ajudam a lubrificar a vagina, isso faz com que a penetração não seja incomoda.

Transe com calma, seja paciente e carinhoso, escolha um lugar calmo, pois assim você e sua namorada poderão curtir cada momento com muita tranqüilidade e não terão riscos de serem flagrados, o que pode causar muito constrangimento para sua namorada e para você.

Importante: Nunca esqueça de usar camisinha (preservativo), pois além de evitar gravidez não desejada evita também ser contaminado (a) com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Vya Estelar

Vida sexual: Tire suas dúvidas sobre a primeira vez

Tudo que você gostaria de saber sobre a 1ª vez
Tire suas dúvidas mais comuns sobre o início da vida sexual a dois



Você está contando nos dedos quantos dias faltam para aquele momento tão desejado, tão esperado e, ao mesmo tempo, tão cheio de medos e dúvidas que é a primeira vez? Se você anda nervoso, ansioso, inseguro e encanado, pode ter certeza de que não é o único.

No Brasil, os jovens estão iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo. Uma grande pesquisa, chamada "Comportamento Sexual da População Brasileira", realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Cebrap em 1998 e 1999, mostrou que o início da vida sexual do jovem brasileiro está mais precoce do que há duas décadas.

Em 1984, só 13,6% das meninas tinham tido uma relação sexual completa antes dos 15 anos. Esse número saltou para 32,3% em 98. Entre os garotos, o número de jovens com a primeira relação sexual antes dos 15 pulou de 35,2% em 1984 para 46,7% em 98. Moral da história: um terço das meninas e metade dos meninos já transaram antes dos 15 anos no Brasil.

Achou muito cedo? Pois saiba que essa média é ainda mais precoce nas populações mais pobres, na população negra e entre filhos de pais separados.

Será que a moçada está mesmo preparada para a primeira vez antes dos 15? Essa pergunta divide os especialistas. Com 15, muita gente ainda não tem maturidade para lidar com as responsabilidades do início da vida sexual. Por outro lado, é difícil mudar uma tendência de comportamento que tem a ver com a liberalização de hábitos e de costumes nos últimos anos, com a mudança do papel da mulher na sociedade e com a maior exposição do jovem à informação e à sexualidade.

Uma das indicações de que a moçada pode ainda não estar "pronta" é o baixo uso de métodos anticoncepcionais na primeira transa. Alguns trabalhos mostram que apenas 15% das meninas usaram algum tipo de método anticoncepcional no começo da sua vida sexual. É muito pouco!

Mas esse panorama pode estar mudando. A mesma pesquisa do Ministério da Saúde mostra que o uso de preservativo tem aumentado nas camadas da sociedade com maior acesso à informação.

A gente resolveu dar uma mãozinha para você, respondendo às dúvidas mais comuns que chegam ao Folhateen sobre a primeira vez. Antes de iniciar sua leitura, fica aqui um recado: não é preciso ter pressa! Bem informado, mais tranquilo e sabendo escolher a sua hora, você aumenta as chances de um começo mais legal da sua vida sexual. Aproveite!

(Nota da Redação: Essas dicas foram dadas tendo em mente uma relação heterossexual. Detalhes das relações homo você pode encontrar em negrito nas últimas perguntas)

MENINAS
1
É verdade que a menina não corre risco de engravidar na primeira vez?
Corre risco, sim. A idéia de que o hímen na primeira transa protege contra a gravidez é uma grande bobagem. A menina precisa se proteger da mesma forma, usando um método anticoncepcional.

2
Posso pegar Aids na primeira vez?
Lógico que sim. Por isso a camisinha é o passaporte para uma vida sexual mais feliz, tranquila e segura.

3
Camisinha atrapalha e incomoda mais na primeira transa?
Não! A camisinha é a sua garantia de proteção contra DSTs, Aids e gravidez indesejada. Ela não atrapalha nada na primeira vez. O hímen é rompido da mesma forma, e a garota fica mais tranquila.

4
Vou ter sangramento na primeira vez?
A maioria das meninas tem um pequeno sangramento na primeira transa. Esse sangramento é provocado pelo rompimento do hímen (pele bem fininha que fica logo na entrada da vagina). Mas nem toda menina sangra. Isso acontece porque o hímen pode se romper de uma forma que não haja ruptura de vasinhos de sangue ou porque alguns tipos de hímen não se rompem nas primeiras transas.

5
E se o hímen não romper? O que acontece?
Não acontece nada. Algumas meninas têm o que chamamos de hímen complacente (mais elástico e resistente, que não se rompe com facilidade). Ele continuará lá, na entrada da vagina, e pode se romper no futuro.

6
Se eu não sangrar, meu namorado vai acreditar que eu sou virgem?
Muitos garotos sabem que nem toda garota tem sangramento da primeira vez. Se ele não acreditar, você explica a ele o que a gente escreveu aí em cima. Se, mesmo assim, ele continuar duvidando, você pode dar uma boa bronca nele, porque ele está pisando na bola. Por que será que os garotos ainda encanam tanto com essa história de virgindade?

7
É verdade que dói muito?
Não. Essa história de dor insuportável é exagero. A primeira vez e o rompimento do hímen provocam algum grau de desconforto e de dor. Mas não é nada do outro mundo, pelo menos para a maioria das meninas. Quanto mais tensa e insegura a menina estiver, maior será a dor. A tensão prejudica a dilatação e a lubrificação da vagina. Por isso, se bater muita ansiedade, que tal adiar um pouquinho o primeiro encontro?

8
Vou sentir prazer já na primeira vez?
Algumas meninas sentem prazer, sim, desde a primeira vez. Outras estão tão tensas e ansiosas que têm dificuldade de sentir prazer na transa. Se isso acontecer, não encane. Sexo é um longo aprendizado, e a gente melhora com a prática, com o tempo e com a intimidade.

9
A primeira transa muda o corpo, fazendo com que a menina fique com mais cintura?
Bobagem! A vida sexual não muda o corpo feminino. O corpo pode mudar pelas alterações hormonais que acontecem com a garota que está se desenvolvendo, não por causa da transa.

10
Devo ir ao médico antes ou depois da primeira vez?
Procure seu médico antes da primeira vez. Pergunte ao ginecologista tudo o que você quer saber. Discuta suas dúvidas. Garanta sua privacidade e uma linha direta de contato com seu médico. Isso é fundamental para a comunicação entre vocês. A mamãe fica na sala, do lado de fora, combinado? Escolha com o médico o melhor método anticoncepcional para você.

11
Como dizer para ele que quero ter a primeira vez?
Bater papo sobre sexo com seu namorado é fundamental. Se você acha que chegou a hora, qual o problema de dizer isso a ele? Ele não vai achar você vulgar por causa disso. Aliás, os garotos curtem cada vez mais a mulher que fala o que quer e que diz o que sente.

12
Não consigo transar. Fico totalmente fechada. O que acontece comigo?
Algumas meninas ficam tão nervosas e ansiosas que acabam tendo uma contração muscular muito intensa na região da vagina. Existe até nome para isso: vaginismo! Nessa situação, é muito difícil acontecer penetração, e ela pode ser bastante dolorosa. Muita calma nessa hora. Não adianta forçar. Espere um momento mais adequado. Se isso voltar a acontecer, procure a ajuda de um especialista, por exemplo, um terapeuta.

13
A menina pode perder a virgindade com os dedos?
Não é o mais comum, mas ela até pode perder a virgindade (ter o hímen rompido) com os dedos. Se ela ou o namorado introduzirem os dedos dentro da vagina, de uma maneira um pouco mais afoita, esse risco existirá, sim.

14
Perder a virgindade é igual a ter o hímen rompido?
Muita gente acha que sim, que a perda virgindade é o rompimento do hímen. Outras pessoas acham que perda da virgindade tem a ver com o início de uma vida sexual mais íntima com outra pessoa (brincadeiras, preliminares, sexo oral, sexo anal etc.). E, nesse caso, o rompimento do hímen seria apenas mais uma etapa. Será que essa segunda teoria não está mais adequada ao que rola hoje em dia?

15
Dá para usar camisinha feminina da primeira vez?
Até dá, mas é mais complicado. Os especialistas preferem que a garota inicie sua vida sexual com a camisinha masculina. E, aí sim, se preferir, poderá passar a usar a camisinha feminina.

16
Duas garotas que vão ter a primeira vez uma com a outra precisam de algum cuidado?
Precisam, sim, ter alguns cuidados básicos: sexo oral deve ser feito com proteção (camisinha cortada ou filme plástico na entrada da vagina), e objetos de uso íntimo (como vibradores) não devem ser compartilhados sem que estejam devidamente lavados, secos e limpos, certo? O ideal é que cada uma use o seu.

Adendo de Rosely Saião:
17
Uma mulher consegue tirar a virgindade de outra?
Quando você tiver um relacionamento de mais intimidade com sua namorada, você deixará de ser virgem. Mesmo que você continue tendo o hímen intacto. Virgindade é a condição de quem nunca teve um relacionamento sexual, da forma adulta, com uma outra pessoa. Mas sua namorada pode, sim, romper seu hímen com os dedos, se isso for importante pra vocês.

MENINOS
1
Acontece alguma mudança no corpo do homem que mostra que ele perdeu sua virgindade?
Não! Ao contrário das meninas, que, em geral, têm rompimento do hímen e pequeno sangramento da primeira vez, nada muda no corpo do garoto depois da primeira transa.

2
Colocar camisinha na primeira vez não vai me atrapalhar?
Colocar a camisinha não atrapalha. Aliás, não colocar camisinha é que pode deixar você em maus lençóis. Treine em casa, antes, sozinho, a colocação da camisinha no pênis ereto. É legal você já saber dos truques antes da primeira vez. Se der uma quebrada no clima, não esquente. Recomecem as brincadeiras e os estímulos e aprendam a fazer da colocação da camisinha parte do jogo erótico do casal.

3
E se ela ou ele começar a reclamar de muita dor?
Pare. Converse com ela(e) e veja se vale a pena mesmo continuar. Se a(o) garota(o) estiver muito insegura(o) e tensa(o), não valerá a pena forçar a barra. Deixar para outro dia é uma prova de que você gosta dela(e) e de que se preocupa com o prazer que ela(e) sente. Isso facilita muito a vida dos dois no futuro.

4
E se eu não acertar o lugar certo? Onde é mesmo?
Não tem muito como errar. A vagina é o único orifício capaz de permitir a entrada do pênis e ele está mais ou menos no centro da vulva, entre os grandes lábios da mulher. Se estiver um pouco difícil, peça à garota que ajude a guiar o seu pênis. A brincadeira fica até mais divertida!

5
Como forçar a barra para ela ou ele liberar logo?
Não vale a pena forçar a barra, não. Se ela(e) não está a fim de transar ainda, aprenda a respeitar esse tempo. Uma transa feita sem que os dois estejam à vontade pode se tornar muito mais complicada. Conversem sobre o assunto, sem pressão.

6
O que eu faço se broxar da primeira vez?
Não faça nada. Respire fundo e desencane. Muitos garotos têm dificuldade de ereção nas primeiras vezes por causa da pressão e da ansiedade. Isso não quer dizer que o homem tem problemas de saúde. São coisas da nossa cabeça. Se você acha que ficou mais calmo e que vale a pena tentar de novo na mesma noite, vá em frente. Caso contrário, deixe para depois. Não tem que ter pressa quando o assunto é sexo, certo?

7
E se eu gozar muito rápido?
Também pode acontecer. Aliás, alguns estudos mostram que até metade dos garotos tem ejaculação precoce (gozam muito rápido) na primeira vez. Como você pode ver, é muito mais gente do que você imagina. As causas disso são a ansiedade e a dificuldade de controlar as sensações do corpo. Com um pouco de experiência e calma, em geral, essa situação muda.

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°Depois que gozamos, quanto tempo preciso esperar para ter a segunda com a menina?
Calma! Você nem começou e já quer saber da segunda? Supondo que os dois transaram e estão a fim de ter uma segunda vez na mesma noite, tudo bem. Mas lembre-se de que mais importante do que a quantidade é a qualidade da transa. Talvez curtir o momento da primeira transa e deixar a outra para depois possa ser uma estratégia boa. Não se esqueça da nova camisinha.

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Posso transar a primeira vez se tiver fimose?
Até pode. A fimose (estreitamento da pele que recobre a cabeça do pênis) pode provocar algum desconforto, mas, em geral, não impede a primeira transa. O ideal, no entanto, é, se o garoto tiver mesmo fimose, que ele procure seu médico (pediatra, urologista) para resolver esse probleminha.

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Sou homem e tenho um namorado. Nós dois somos virgens. Como fazer sexo anal sem problemas?
Primeiro ponto: camisinha. Ela protege vocês de várias DSTs e da Aids. Segundo: usar lubrificante à base de água (que não estraga o látex da camisinha) . O ânus não tem a mesma lubrificação da vagina, e os lubrificantes diminuem o desconforto. E, para terminar: muita calma. O ânus tem uma contração reflexa no momento inicial da penetração, que pode causar dor. Ir devagar reduz esse problema.

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Na primeira transa entre dois homens, como decidir quem vai fazer o quê?
Vale lembrar que a relação sexual entre dois homens ou entre um homem e uma mulher não se resume à penetração. Há muita coisa que pode ser feita. No caso de dois homens, muitas vezes, cada um deles já sabe o que quer fazer. Aí é questão de conversar sobre o assunto e chegar a uma combinação, que não precisa ser definitiva. Vale para aquele momento, e as coisas podem ir mudando. O importante é que os dois estejam fazendo o que curtem, com cuidado e camisinha.

JAIRO BOUER  
COLUNISTA DA FOLHA 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

HPV. Uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas está contaminada

Uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas está contaminada pelo HPV - um vírus transmitido pelo sexo e pode causar câncer de colo de útero.


A constatação é de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. A infecção foi detectada em meninas que tinham iniciado a vida sexual há apenas um ano. Quando chegam a cinco anos de atividade sexual, a porcentagem de infectadas sobre para 40%.



No Espírito Santo, a situação não é diferente, garante o ginecologista Otto Baptista. "Os adolescentes estão iniciando sua vida sexual muito cedo, sem proteção e com uma grande variedade de parceiros. Como a doença demora a se manifestar, o infectado continua a ter relações, multiplicando os casos", detalha.


O mais preocupante, segundo o médico, é que a maioria das adolescentes não tem o costume de procurar o médico, mesmo quando já são sexualmente ativas. "Elas só procuram, quando a doença dá sinais, como corrimento ou verrugas", alerta o médico.


No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas pelo vírus poderão desenvolver câncer de colo uterino. "Isso depende muito do estado imunológico do paciente. Algumas vezes, a doença só se manifesta na gravidez, mas a menina continua infectando os parceiros", ressalta Otto.
Além de um tratamento doloroso, que pode incluir até a retirada do útero, a doença pode voltar a qualquer momento, mesmo depois de tratada.


"Da mesma forma que se expõem ao HPV, as meninas também estão suscetíveis a outros tipos mais graves de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, além do risco de uma gravidez indesejada", lembra o médico.


Já há vacinas disponíveis no mercado, voltadas especialmente para mulheres mais jovens, mas o mais completo meio de prevenção é o uso da camisinha, ressalta Otto.


Para todas as mulheres sexualmente ativas, recomenda-se visitas regulares ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano, para a realização do exame preventivo, o Papanicolau, capaz de detectar o HPV. "Quem varia muito de parceiro deve procurar o médico a cada seis meses", ressalta Otto.


Prevenção
Tratamento. O tratamento é caro e demorado - são três doses que em intervalos de seis meses. Elas custam R$ 400,00 cada uma


Eficácia. É de quase 100% na prevenção do câncer de colo de útero, e de 99%, no caso de verrugas genitais


Idade. A vacina é restrita a mulheres entre 9 e 26 anos, para as quais as pesquisas já comprovaram a eficácia


Proteção. A vacina, conhecida como Gardasil, é quadrivalente ? protege de quatro dos mais de 200 tipos existentes do vírus ? dois deles causam verrugas e outros dois o câncer de colo de útero


Mais barato. Há também um outro tipo, que protege apenas dos vírus que causam o câncer, e que custa R$ 350


Efeito colateral. A vacina não tem efeitos colaterais, podendo causar apenas febre baixa e uma leve dor no braço, onde é aplicada. Grávidas não podem ser vacinadas


Onde tomar. Em clínicas particulares, como Centro de Vacinação da Praia: 3235-1188 e SIS Vacinações: 3227-1743


Saiba mais sobre a doença
O que é. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus adquirido durante as relações sexuais


Câncer. A infecção é a maior causa do desenvolvimento do câncer de colo de útero


Gravidade. Esse é o terceiro tipo da doença que mais acomete as mulheres, ficando atrás somente dos cânceres de pele e de mama.


Infecção. A infecção ataca a pele e as mucosas e pode causar corrimento e verrugas na região vaginal, que podem demorar anos para aparecer, quando a doença já estiver muito grave


Tratamento. O tratamento é dolorido. É preciso usar ácidos e fazer cauterização (uma espécie de choque quente)


Infertilidade. Em estágio avançado é preciso amputar o cólo do útero ou até retirar o órgão, o que leva à infertilidade


Mortes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é responsável por cerca de quatro mil mortes por ano no país.


Infecções estão mais graves
As infecções no cólo de útero, além de mais freqüentes em adolescentes, têm aumentado em todas as faixas etárias, e com mais gravidade.


Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz detectou que, entre os exames feitos em mulheres adultas (com idade igual ou superior a 20 anos), 5,6% revelaram alguma alteração no colo do útero. Já entre as adolescentes (de 10 a 19 anos), esse percentual chegou a 9%.


Mas o tipo de lesão varia de acordo com a idade. Na faixa de 10 a 19 anos, prevaleceram as lesões de baixo grau ? com menor chance de evoluir para câncer. Lesões mais graves atingiram, sobretudo, mulheres com idade igual ou superior a 20 anos.


Para o estudo, as pesquisadoras utilizaram o banco de dados do Serviço Integrado Tecnológico em Citopatologia, do Inca, com cerca de 1,5 milhão de exames Papanicolau, realizados em moradoras do Rio entre 1999 e 2005.(Fonte: A Gazeta)


O HPV é encontrado na pele e nas mucosas genitais de homens e mulheres, pode ser transmitido pelos três tipos de sexo: vaginal, anal e oral. Seu diagnóstico é difícil, pois muitas vezes o vírus permanece adormecido no corpo da pessoa, e só se manifesta quando a imunidade está baixa. “Ele evolui de maneira discreta e atinge a pele e mucosas.


Muitas vezes o vírus é visível através de verrugas no local contaminado, mas é importante realizar uma avaliação médica, no qual o ginecologista além de examinar, se necessário, solicitará a confirmação do vírus através de exames como papanicolau, colposcopia e biópsia”, conta Carolina Costa Fernandes, psicóloga especialista em sexualidade pelo Instituto Paulista de Sexualidade.


“De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”
Já nos homens, o diagnóstico é mais complicado, pois nem sempre as verrugas aparecem no local infectado. Caso a parceira apresente HPV, é necessário que o homem procure um urologista e verifique a doença.




Existem alguns exames específicos para procurar o vírus no corpo das pessoas. A colposcopia, que examina a vagina; a peniscopia, que é feita no pênis; a vulvoscopia, na vulva; e a anuscopia, que é realizada no ânus. O material é colhido e analisado para que possa ser feito o diagnóstico. “Também é feito um exame de HIV, para garantir que nenhuma outra doença tenha sido transmitida”, explica Fasano. A primeira lesão pode aparecer no local infectado entre cinco e quarenta dias após o contágio.


O tratamento é feito de acordo com o paciente, sua idade e a evolução da doença. Uma gravidez também pode alterar os procedimentos. “Pode ser medicamentoso, mas geralmente é utilizado um tratamento local com cauterização. Existem atualmente vários métodos como laser ou ácido colocado na lesão, realizados no próprio consultório médico”, conta Carolina. A duração depende do progresso da doença.


A estudante de arquitetura Fernanda Martins* pegou a doença de sua irmã, que foi infectada por um ex-namorado. “Eu só tinha tido relação com meu namorado, e ele comigo. Ele achou que eu tinha traído ele e eu achei que ele é quem tinha me traído, por eu ter pego a doença. Mas ele não estava com HPV, e então descobrimos que eu contraí da minha irmã, por usar a mesma toalha”, diz.


O tratamento foi longo e doloroso, mas Fernanda conseguiu ficar livre das feridas. “A pior parte é ficar sem sexo. Durante o tratamento tem que ter abstinência sexual. Mas meu namorado foi super compreensivo. E a falta de sexo não significa falta de intimidade”, afirma a estudante. De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. “Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”, diz.


Apesar de existirem centenas de tipos do vírus, a maioria das infecções é ocasionada por apenas quatro tipos dele. As versões 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero; e as versões 6 e 11, que causam 90% das verrugas genitais. Mas já existem duas vacinas que prometem ajudar na prevenção do papilomavírus.


Uma delas, fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, protege contra esses quatro tipos mais comuns. Ela é indicada para mulher entre nove e 26 anos e chamada de “Vacina Quadrivalente”. A outra, a “Vacina Cervarix”, protege contra os tipos 16 e 18, e também é indicada para a mesma faixa etária. “Isso se propõe a provocar uma resistência contra o HPV mais letal para a mulher, aquele que comprova câncer de colo de útero. Para o mais comum, não tem essa eficácia”, explica Paolo Fasano. As vacinas são caras e são necessárias várias aplicações. Antes de qualquer procedimento, é importante conversar com um médico.


O ginecologista explica que os tipos de HPV que provocam verruga não costumam gerar câncer no útero. “Por isso a gente faz muito papanicolau no Brasil. Ajuda a detectar a doença, quando não aparecem as verrugas”, conta Paolo.


Para evitar o contágio sexual, é necessário o uso de preservativo. Nada mais simples. Mas existe uma ressalva: a transmissão é feita pelo contato da pele. Ou seja, a parte que a camisinha não cobre, pode passar ou pegar o HPV. Por isso são necessários exames de rotinas em ginecologistas e urologistas e muita atenção ao surgimento de verrugas e coceiras nos órgãos genitais.


“É importante realizar exame ginecológico a cada seis meses, para que haja um controle regular com coleta de material do colo do útero”, conta Carolina. Além de causar câncer no colo do útero, o HPV também pode ocasionar câncer no pênis. “O preservativo é importante desde o início da relação sexual, nas preliminares, pois o atrito auxilia o contato”, lembra o ginecologista Paolo Fasano.


Como sempre, é importante lembrar o uso de preservativo e de exames médicos. HPV é uma doença séria e cada vez mais comum. (Ana Gissoni - AgênciaMBPress)


A infecção pelo vírus HPV é considerada atualmente uma das mais frequentes infecções sexualmente transmissíveis
A infecção pelo vírus HPV é considerada atualmente uma das mais frequentes infecções sexualmente transmissíveis e está diretamente relacionada com a geração do câncer de colo uterino.
Cerca de 10% da população mundial apresenta o vírus e 80% das mulheres entrarão em contato em algum momento da vida, mas quando se leva em conta apenas pessoas jovens a taxa de infecção pode ultrapassar os 50% em algumas regiões.
A maioria dos casos de infecção pelo HPV é assintomática e transitória. Após dois anos, 90% dos pacientes conseguem ficar curados espontaneamente apenas pela a ação do sistema imune.
Os problemas ocorrem nos 10% que não conseguem se livrar do HPV e desenvolvem infecção permanente. Geralmente a infecção não resulta em câncer, mas é comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino foram antes infectadas por este vírus. No Brasil, cerca de 7.000 mulheres morrem anualmente por esse tumor.
SINAIS E SINTOMAS
O HPV pode ser assintomático ou provocar discreta coceira e aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas.
Se as alterações nos genitais forem discretas, poderá perceber apenas através de exames específicos. Se forem mais intensas ou graves, as células infectadas pelo vírus podem perder o controle sobre a sua multiplicação e atingir os tecidos.
Os exames de papanicolau e colposcopia são indicados para o diagnóstico da lesão do colo uterino causada pelo vírus HPV e pode ser realizado em consultórios médicos ginecológicos ou laboratórios especializados.
Existem duas famílias de HPV: o de baixo risco e o de alto risco de se transformar em câncer. O diagnóstico do vírus é chamado de captura híbrida para HPV.
SAIBA MAISUtilize sempre preservativo na relação sexual.
Evite cigarro.
Alimente-se com muita fruta e verdura, pois são alimentos que colaboram com o sistema imunológico.
Não exagere nas bebidas alcoólicas.
Existem duas vacinas contra o HPV, sendo que uma inclui os subtipos 6, 11, 16 e 18, e a outra os 45 e 31. Portanto, a vacina inclui os principais, mas não todos os subtipos relacionados ao câncer de colo uterino. A vacinação não elimina a necessidade do exame preventivo anual, já que não elimina em 100% o risco de câncer.
A presença do HSV-6 e HSV-11 na vacina ajuda na prevenção do condiloma acuminado.
A vacinação é feita em três etapas, sendo a segunda e terceira doses administradas dois e seis meses após a primeira.
A vacina não é feita com vírus vivo atenuado e por isso é bastante segura, mas como ainda não existem trabalhos comprovando a segurança na gravidez, não está indicada neste grupo.
Examine com um espelho, ao menos uma vez por mês, a região da vulva para detectar eventuais verrugas ou lesões. Caso isso ocorra, procure seu ginecologista.
Faça exames periódicos com seu ginecologista ao menos uma vez por ano.
(.dgabc.com.br)

HPV pode se manifestar em um mês? Jairo Bouer responde


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Adolescentes são identificados após exibir cenas de sexo na internet

Imagens foram transmitidas ao vivo, segundo delegado.
Menores disseram à polícia que vídeo fazia parte de aposta.

Dois adolescentes, de 14 e 16 anos, foram identificados pela Polícia Civil após exibirem cenas de sexo ao vivo pela internet, via Twitter, na madrugada de segunda-feira (26), em Porto Alegre.

De acordo com o delegado Emerson Wendt, da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos, eles foram ouvidos pela polícia na terça-feira (27), acompanhados de seus pais, e liberados com o compromisso de apresentação ao Ministério Público quando convocados.

“O adolescente, de 16 anos, afirmou que a menina tinha perdido uma aposta em um jogo de cartas on-line. A roupa dela seria tirada de acordo com o número de espectadores on-line. Eles estavam juntos na cena, realizando atos sexuais”, diz Wendt.


“Eles foram localizados e entrevistados para a formalização do procedimento policial. Agora vamos encaminhar o procedimento ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente. Trabalhamos com provas técnicas e tentamos verificar outras duas postagens desse vídeo, que teria sido gravado por outras pessoas durante a transmissão ao vivo”, afirma.

Os adolescentes contaram, segundo o delegado, que se conheceram há menos de um mês e teriam se encontrado pessoalmente pela primeira vez na sexta-feira (23).

Saiba mais: Polícia investiga transmissão de cenas eróticas de adolescentes



Do G1, em São Paulo

terça-feira, 27 de julho de 2010

Polícia investiga transmissão de cenas eróticas de adolescentes

Polícia investiga transmissão de cenas eróticas de adolescentes pelo Twitter
Imagens foram registradas em Porto Alegre e espalhadas na internet

A Polícia Civil investiga um caso de pornografia envolvendo adolescentes de Porto Alegre (RS). Um jovem teria postado no site de relacionamento Twitter, cenas eróticas de dois menores de idade, na madrugada de domingo (25).

As imagens estavam disponíveis a usuários do site de relacionamento por meio do site Twitcam, que permite a transmissão de vídeos ao vivo pela rede. Os dois não chegaram a ter relações sexuais, mas o vídeo mostra partes íntimas do corpo da garota de 16 anos. Na ocasião, o adolescente diz que, se recebesse 20 mil acessos, tiraria a virgindade da menina.

O adolescente suspeito de divulgar de cenas eróticas entre ele e uma garota no site de relacionamento Twitter esteve na DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos) nesta terça-feira (27) onde conversou com o titular Emerson Wendt na tarde desta terça-feira. Os policiais apreenderam o computador do jovem e a menina que aparece nas imagens também foi ouvida pela polícia.

Na manhã desta terça-feira, o garoto voltou à internet, desta vez para se explicar por meio de um vídeo no site YouTube. Nele, o adolescente tenta esclarecer a polêmica e afirma que recebeu 26 mil acessos.

O titular da DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos), delegado Emerson Wendt, recebeu várias denúncias em seu Twitter pessoal. Mesmo com o jovem suspeito tendo tirado do ar o seu Twitter e Orkut, policiais da DRCI conseguiram ainda encontrar dados.

De acordo com ele, a menina sabia sobre as filmagens e aceitou a situação por causa de uma aposta entre os dois. Ele nega ter drogado ou ameaçado a amiga a fazer algo contra sua vontade. E ainda reclama que teve de sair do Orkut e do Twitter devido ao grande número de reclamações e protestos.

Wendt disse que as investigações estão começando e por isso não comentaria o caso, para não atrapalhá-las. Ele afirmou que poderá enquadrar quem transmitiu as imagens com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no que se refere a cenas de sexo.

Assista ao vídeo: