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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Casal de namorados é brutalmente assassinado em Vila Velha.


Casal de namorados é brutalmente assassinado em Vila Velha
A mãe de Miquele Lima Romanha, 15 anos, ao ver o corpo da filha fez uma súplica a Deus, em voz alta, pedindo a ressurreição da menina

Foto: Chico Guedes
Desespero

A chegada da mãe de Miquele ao local do crime emocionou a todos os que acompanhavam o trabalho da perícia. Familiares tentaram impedir que Jéssica de Jesus Lima se aproximasse, mas ela insistiu em ver a filha. Ao lado do corpo, a mulher fez uma súplica a Deus, em voz alta, pedindo a ressurreição da menina.

“Eu sabia que isso ia acontecer por causa desse cara. Eu não gostava desse cara. Em pleno Natal, gente! Por que fizeram isso com a minha filha? Miquele, fala para mim: o que aconteceu? Fala comigo, minha filha. Eu falei para você não sair com esse cara! Sei que eu sirvo ao Senhor e ele é poderoso”.
Uma cena bárbara chocou moradores do bairro João Goulart, em Vila Velha, na tarde desta terça-feira (25), dia de Natal. Um casal de namorados foi brutalmente assassinado em um ponto de ônibus da Avenida Brasil, por volta das 15 horas.

A menina, Miquele Lima Romanha, 15 anos, levou um tiro na cabeça. O rapaz, Diego dos Santos da Silva, 17, foi atingido por dez disparos, nove deles na cabeça.

Testemunhas disseram à polícia que viram um carro passar no local, e em seguida escutaram os tiros, mas os policiais e o delegado que investigavam o caso não falaram sobre quantas pessoas participaram da execução ou de que forma o crime aconteceu. Os disparos também foram ouvidos pelo pai do rapaz, que mora a poucos metros do local.

“Eles foram lá em casa só almoçar comigo, por causa do Natal. Logo depois que eles saíram, ouvi os tiros. Senti  que podia ser alguma coisa com meu filho. Então, saí correndo. Quando cheguei aqui, já tinha acontecido esse desastre aí. Não vi mais ninguém”, esclareceu o pai do rapaz, o carpinteiro Ronaldo Oliveira Silva, 42 anos.

Os corpos caíram na calçada em frente a uma loja de ração. A família do rapaz informou que ele e a adolescente namoravam havia cinco meses e que estavam morando na zona rural de Linhares, Norte do Estado, na casa de parentes de Miquele há pelo menos um mês.

Segundo o pai do rapaz, os dois estavam esperando um ônibus para retornar à cidade. Mas a mãe de Miquele negou essa versão à polícia, e  disse que os dois estavam morando em João Goulart. O caso é investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida de Vila Velha.
Fonte: A Gazeta

domingo, 3 de abril de 2011

Polícia investiga assassinato de irmãs adolescentes no interior de SP

Josely, de 16 anos, e Juliana, de 15, foram mortas a tiros em Cunha.
Principal suspeito é rapaz que mantinha relações com a família das meninas.

Betânia fez 18 anos na última quarta-feira (30), mas não comemorou. Nesse dia, ela estava no enterro das duas irmãs mais novas: Josely, de 16 anos, e Juliana, de 15. “Eram meninas exemplares. Eram tranquilas, responsáveis, inteligentes. A minha vida jamais será a mesma, depois disso”, diz Betânia.

Josely e Juliana foram encontradas mortas na zona rural de Cunha, 217 km de São Paulo, perto da divisa com o Rio de Janeiro. O crime parou a cidade: um destino turístico, de 20 mil habitantes, no Vale do Paraíba.

Uma imagem mostra a última vez em que a adolescente Josely chega para a aula, no segundo ano do Ensino Médio. O "Fantástico" teve acesso com exclusividade às imagens das câmeras de segurança da escola, no dia em que ela e a irmã Juliana - que não aparece no vídeo - sumiram misteriosamente.

Horas depois da gravação, Josely e a irmã nunca mais foram vistas com vida. Naquele dia, tinham seguido a rotina. Deixaram a escola e subiram no ônibus para casa.

“Elas estavam tranqüilas dentro do ônibus, não comentaram nada, estavam conversando com as crianças”, conta o motorista Sérgio de Toledo.

As duas irmãs desceram do ônibus escolar no começo da noite de 23 de março, em um ponto, na zona rural de Cunha. Até a casa delas, elas teriam que caminhar, mais ou menos, um quilômetro e meio.

Mas antes de chegar em um casarão, segundo a polícia, as duas desapareceram. “Eu não vi ninguém, não vi carro. Nada, nada, nada”, diz o motorista.

O desaparecimento, aparentemente sem motivo, chamou a atenção de todos na cidade de Cunha. As buscas foram feitas com cães farejadores e até um helicóptero. Mas, cinco dias depois, na última segunda-feira, veio a notícia: Josely e Juliana estavam mortas.

Foram assassinadas a tiros, a três quilômetros da casa onde moravam com os pais.

Suspeito do crime

Segundo a polícia, o principal suspeito do crime é Ananias dos Santos, de 27 anos. Ele era amigo da família das vítimas.

Ananias foragido da Justiça, que hoje está topo da lista dos mais procurados do estado de São Paulo.
O rapaz cumpria pena por roubo, porte ilegal de arma e formação de quadrilha, em regime semiaberto em um presídio de Tremembé, no interior paulista. Passou sete anos na cadeia.

Há dois anos, foi beneficiado com uma saída temporária de páscoa e não voltou mais.
Depois de escapar da cadeia, Ananias foi viver com o pai e dois irmãos, bem perto da casa das adolescentes que acabariam sendo assassinadas.

“Ele estava aqui. Mas com a chegada dos rapazes aí, ele pegou e saiu. E a gente não está sabendo onde ele está”, conta o pai de Ananias.

A polícia acredita em um crime passional e diz que Ananias era apaixonado por Juliana. Um amor que não era correspondido.

“A Josely, ela levou um tiro na cabeça e um no tórax. E Juliana, um tiro na cabeça e três no tórax. Três tiros no peito. Então, possui uma potencialidade lesiva muito maior em Juliana”, explica o delegado Marcelo Vieira.

Segundo a polícia, a atual namorada de Ananias, uma enfermeira 22 anos mais velha que ele, sabia do crime e não contou nada. Ela também é considerada suspeita.

“Frequentou a residência, orou com os familiares, ajudou a colocar fotografias na internet e manteve essa informação em sigilo”, diz o delegado.

Ananias pode ter matado ainda um casal de Cunha, em outubro de 2009. O crime aconteceu depois dele ter fugido da cadeia, a 50 km de Cunha, na cidade vizinha de Parati, já no estado do Rio de Janeiro.

Tristeza da família
Depois do enterro de Josely e Juliana, a família está morando com amigos, no centro de Cunha. Na sexta-feira (1), o "Fantástico" voltou com José de Oliveira e Iracema de Oliveira, os pais das moças, à casa da família. “Dá muita saudade”, conta.

No quarto, nada será mudado. “Muito triste. O sentimento é de ficar olhando essas coisas, o coração da gente dispara muito”, diz. “Representa pra mim que elas vão chegar, ali em qualquer momento, perto de mim, sorrindo, alegre, principalmente a Josely, chegar: ‘Benção minha mãe, como a senhora passou, está tudo bem’”, conta a mãe das meninas.

“É difícil. A gente falar, marca muito”, fala o pai, emocionado.

Betânia, a irmã mais velha, preferiu não mostrar o rosto, mas falou das irmãs. “A Josely gostava de se maquiar, arrumar o cabelo, adorava. Ela tinha que colocar uma roupa mais legal, não gostava de sair de qualquer jeito”, diz. “A Juliana sempre falava: ‘Ai, mãe, um dia ainda a senhora vai me ver na passarela’”, conta.

A morte brutal das duas estudantes vai marcar os amigos e colegas para sempre. "Pessoas meigas, amigas de todo mundo, todo mundo gostava delas”, conta Flávia Pires, amiga das duas irmãs.

“A sala está em luto, acabei de sair de lá da sala deles, e eles estão bastante aborrecidos ainda”, diz Júnia Pereira da Silva Gonçalves, professora de português.


Do G1, com informações do Fantástico

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cunhados são assassinados a tiros em Guarapari


KATILAINE CHAGAS - gazetaonline

foto: Katilaine Chagas
Carlos Rodrigues Duarte foi assassinado dentro de casa, próximo à praça do pedágio


Dois homens foram executados na tarde desta terça-feira (03), por volta das 15 horas, no bairro Praia do Sol, próximo à Praça do Pedágio, em Guarapari. O pedreiro Carlos Rodrigues, 32 anos, e seu ajudante, identificado pela polícia como Mário Daniel Ribeiro Souza, 28 anos, estavam em casa quando o crime aconteceu. Os dois eram cunhados e residiam em Guarapari há poucos meses.

Uma terceira pessoa, não identificada por segurança, estava no banheiro da residência na hora dos assassinatos e disse à polícia que ouviu alguém chamar por assovios e que logo depois escutou disparos. Não teria havido discussão entre vítimas e os atiradores, que seriam três, segundo policiais.

Mário morreu na varanda da casa. Carlos chegou a correr aproximadamente 30 metros mas foi alcançado e morto ainda dentro do quintal. Cada uma das vítimas tinha 12 perfurações.

De acordo com informações de populares, as vítimas eram usuárias de drogas, mas a polícia não confirmou se as mortes estão relacionadas com tráfico.

A irmã de Carlos, a cozinheira Eliana Maria Duarte, 41 anos, contou que o irmão e ela são de Governador Valadres, Minas Gerais e viviam em Guarapari desde novembro.  A outra vítima, Mário é de São Paulo e estava na cidade desde janeiro. 

"Os dois eram trabalhadores. O Carlos era pedreiro e o Mário ajudante dele. Não havia rixa aqui. Estou sem entender, sinceramente", disse Eliana. Mário faria 28 anos hoje.