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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

HPV é um dos maiores causadores de câncer de boca


HPV é uma das causas do aumento de câncer bucal entre jovens de 35 a 40 anos de ambos os sexos. O motivo é fazer sexo sem proteção. Pouco ainda se fala sobre o assunto e o número de casos só cresce.
Foto: Shutterstock

Homens acima de 50 anos, tabagistas e/ou alcoólatras eram as maiores vítimas dos cânceres de boca e orofaringe - região atrás da língua, o palato e as amígdalas. Porém o cenário vem mudando gradativamente, tanto em número de casos quanto em relação ao perfil das pessoas mais afetadas.

Ocorre que, hoje, a doença também atinge jovens (entre 30 e 45 anos) de ambos os sexos que não fumam nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido. Isso porque o HPV -papilomavírus humano-, que é transmitido sexualmente, está diretamente ligado a cada vez mais casos de câncer de cabeça e pescoço.

Segundo uma pesquisa feita pela Faculdade de Saúde Pública da USP com 1.475 pacientes, 72% dos casos de câncer de cabeça e pescoço apresentou o vírus HPV do tipo 16 - o mais relacionado ao desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço.
Nas avaliações mais antiga, feitas entre os anos 1998 e 2003, o índice encontrado foi de 55%, um aumento de 17 pontos porcentuais.

Falta informação
Um estudo do International Journal of Epidemiology mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, mais risco o homem terá de desenvolver câncer causado pelo HPV. Para o oncologista, Ricardo Caponero, da Clinonco, parte desse aumento pode ser atribuída a mudanças no comportamento sexual. “Ainda não se fala sobre esse assunto e por isso a conscientização é praticamente nula”, diz.

Vacina
Existem duas vacinas contra o HPV. Uma delas, a bivalente, protege contra dois tipos de vírus, mais associados ao câncer de colo do útero - o 16 e o 18. A quadrivalente também previne contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais.

A vacina contra HPV foi aprovada para uso em mulheres de 9 a 26 anos, e, de preferência, deve ser administrada antes do início da vida sexual. A posologia recomendada é de três doses (com intervalo de dois meses entre elas), ao custo médio de R$ 300 cada dose.

Terra


Por dentro do HPV: esclareça suas dúvidas sobre a doença

A infecção por HPV pode levar ao câncer de colo de útero, mas com a vacinação e cuidados necessários é possível se previnir dele

que engloba mais de 100 tipos diferentes. Ele pode provocar a formação de verrugas na pele, nas regiões orais, anal genital e uretra. Porém, o maior problema está vinculado a cerca de 15 tipos do vírus, que são comprovadamente causadores de câncer de colo uterino. Os mais agressivos são os HPVs 16, 18, 31 e 45 que, juntos, são responsáveis por mais de 80% dos casos dessa espécie de câncer. 
 
Segundo um estudo realizado com mais de mil voluntários no Brasil, México e Estados Unidos, divulgado ano passado na revista cientifica The Lancet, cerca de 50% dos homens estava infectado com alguma variedade de HPV. Neles o vírus não pode causar câncer, porém, como o contágio acontece principalmente por via sexual, o índice gerou grande preocupação. Em 2012, a previsão da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que mais de 69 milhões de mulheres acima dos 15 anos estejam sob risco de desenvolver câncer de colo de útero.
“Em algumas regiões do Brasil esse é o tipo de câncer que mais mata mulheres. Por isso, é um tema tão importante para ser debatido no contexto de saúde pública”, defende a ginecologista Cecília Roteli, coordenadora do Centro de Pesquisas do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros.  De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), sem considerar os tumores da pele não melanoma, o câncer do colo do útero é o mais incidente na região Norte. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste ocupa a segunda posição mais frequente; na região Sudeste, a terceira; e na região Sul, a quarta posição.
Para se prevenir contra o HPV o uso de camisinha é indispensável, porém ela não garante 100% de proteção. “Isso acontece porque, diferentemente do que acontece na maioria das doenças sexualmente transmissíveis, o vírus do HPV não precisa que a relação sexual seja completa. O contato com a mucosa e a pele já pode infectar. Porém, é claro que o preservativo protege e muito o contágio”, explica Cecília. O exame Papanicolau, que detecta possíveis lesões que podem ser causadas pelo vírus também é essencial para todas as mulheres que já iniciaram a vida sexual. No entanto, a medida mais eficiente de prevenção continua sendo aliar a camisinha e os exames periódicos à vacinação.
No mês passado a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou o projeto de lei que prevê a inclusão da vacina que protege contra o HPV para meninas entre 9 e 13 anos na rede pública. O texto aguarda aprovação da Câmara dos Deputados e, posteriormente, sanção da presidente Dilma Rousseff. Atualmente as doses protetoras contra o vírus só existem na rede particular por um custo médio de R$ 900. “O ideal é que a vacina seja realmente tomada durante a infância, quando a menina ainda não iniciou a vida sexual e, portanto, não teve contato com nenhum tipo de infecção. Porém a Anvisa indica a vacina para mulheres até 25 anos, depois disso fica a cargo do médico prescrevê-la ou não. Com a vacinação o risco de contágio chega bem próximo a zero. Por isso, a vacinação deve ser oferecida pelo sistema público o quanto antes”, diz Cecília.
Confira agora a respostas para as dúvidas mais frequentes sobre HPV:
Há um grupo de risco quando se trata de HPV?
Não, qualquer mulher pode ser infectada por HPV. No entanto, na maioria das vezes o organismo consegue se defender naturalmente. O problema está nas mulheres que estão com o sistema imunológico comprometido pelo uso de cigarro, excesso de álcool, má alimentação ou algum problema de saúde. Os tipos mais agressivos do vírus são mais difíceis de serem detectados pelo organismo e combatidos, por isso costumam ser persistentes e gerar problemas mais sérios.
O HPV tem sintomas visíveis?
Os vírus não oncológicos, ou seja, os que não causam câncer podem gerar verrugas visíveis a olho nu. Porém as outras lesões causadas pelo HPV só são detectadas por um exame detalhado. Por isso, fazer o Papanicolau como exame periódico é indispensável.
A relação sexual é a única forma de transmissão?
O vírus é transmitido por relações sexuais na maioria das vezes. No entanto a transmissão também ocorre quando há atrito da pele com a mucosa infectada. Isso vale para as mãos, a boca e as genitais. Por isso, os médicos recomendam uso de preservativos também durante o sexo oral. Existe também a possibilidade de ocorrer transmissão por meio de objetos contaminados.
O HPV pode ficar inativo?
Sim, por isso, é difícil de detectar. Normalmente o vírus pode ficar inativo por até um ano, mas é possível que fique inativo por tempo indeterminado.
Quais são os exames de prevenção de HPV? Qual é a frequência que deve ser feito?
Os exames de prevenção de HPV são o Papanicolau e a colposcopia. Realizar os dois procedimentos anualmente costuma ser o suficiente para flagrar sinal de infecção e diagnosticar lesões causadas pelo HPV. Porém, para prevenir o câncer de colo de útero os médicos podem pedir exames complementares. A frequência ideal de cada exame será determinada pelo médico.
Quais são as vacinas existentes?
Existem dois tipos de vacinas para prevenir HPV, a Cervarix e a Gardasil. A primeira protege contra os tipos mais comuns de HPVs causadores de câncer, o 16 e 18, e oferece proteção adicional, específica, contra infecções persistentes causadas pelos tipos 45 e 31. E a segunda impede infecção dos tipos 16, 18, 6 e 11.
Uma única dose protege durante a vida toda?
As vacinas são novas no mercado, por isso, garantem um período de eficácia de 10 anos. No entanto, estima-se que a persistência de anticorpos após a vacinação com a Cervarix possa chegar a 20 anos. Esta vacina é dividida em três doses, sendo a segunda um mês após a primeira e a terceira deve ser tomada depois de seis meses depois da primeira.
A vacina pode causar reações?
A vacina nunca causa infecção, pois é fabricada com alta tecnologia e não possui o vírus inteiro. Ela estimula a produção de anticorpos que impedem a persistência de HPV em caso de contaminação.
Após a vacinação não é necessário submeter-se a exames de prevenção?
A vacinação é uma prevenção primária e não substitui os exames ginecológicos regulares e as precauções contra a exposição ao HPV e às doenças sexualmente transmissíveis, como o uso de preservativo. Como a vacina não imuniza contra todos os tipos de infecção, as outras maneiras de prevenção permanecem indispensáveis.
Mulheres que já tiveram infecção por HPV podem se vacinar?
Sim. Como a vacina contra HPV oncogênico protege contra mais de um tipo de HPV, pode impedir que ela seja contaminada novamente por outras variedades do vírus.
Quais são as possibilidades de tratamento para o HPV?
Muitas vezes o vírus é eliminado espontaneamente, porém em caso de persistência é necessário fazer um tratamento. Isso pode ser feito por meio de medicamentos ou com procedimentos cirúrgicos (cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser, conização, cirurgia convencional), dependendo do caso. A maioria dos tratamentos são invasivos e são prescritos levando-se em consideração diversos fatores.
Existe um tratamento mais eficiente?
O tratamento em mulheres infectadas pelo HPV é individualizado, dependendo do grau, extensão, número, localização e aspecto das lesões. Por isso, somente um médico especializado poderá definir o melhor tratamento para cada caso.
O tratamento possui alguma restrição?
O tipo ideal de tratamento será determinado pelo médico, que provavelmente oferecerá mais de uma possibilidade à paciente. Em casos de contaminação durante a gravidez, muitas vezes é recomendado que o tratamento seja iniciado após  o período de gestação para evitar qualquer complicação.
O tratamento pode ter algum efeito colateral como infertilidade?
Sim, por serem invasivos os tratamentos oferecem riscos. Tudo vai depender do estágio e tipo de infecção, mas o HPV e seu tratamento podem gerar infertilidade e abortos naturais.
Terra

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Mitos sobre o HPV, o papilomavírus humano

MITOS SOBRE HPV
O papilomavírus humano (HPV) é um vírus comum. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, pelo menos, 40 dos quais estão espalhados através do contato sexual e podem infectar a área genital.

Como outras infecções, o HPV pode desaparecer sem qualquer tratamento ou problemas, mas certos tipos de baixo risco (por exemplo, tipos 6 e 11) podem causar verrugas na área genital e pelo menos 15 tipos de alto risco do HPV (por exemplo, tipos 16 e 18 ) pode causar câncer. Não há medicamento que pode curar o vírus.


Estes são os fatos. Verifique se você sabe separar a realidade da ficção antes de tomar decisões que afetam a saúde do seu filho.

MITO: HPV, HIV e Herpes são a mesma coisa

FATO: HPV, HIV e herpes são vírus diferentes que têm consequências para a saúde diferentes. A única coisa que têm em comum é que eles são transmitidos de pessoa para pessoa através de contato sexual - todos eles são infecções sexualmente transmissíveis (DSTs).

MITO: HPV só afeta meninas e mulheres jovens

FATO: 75% das pessoas sexualmente ativas terá pelo menos uma infecção por HPV em sua vida. Tanto homens como mulheres podem ser infectadas com HPV. Ambos podem ter verrugas genitais, e ambos podem desenvolver câncer devido a infecção pelo HPV, embora apenas as mulheres podem desenvolver o câncer cervical.
MITO: As pessoas que usam preservativos não pode ter HPV ou qualquer outra DST

FATO: Os preservativos podem proteger uma pessoa de DSTs, incluindo HIV / AIDS, mas não oferecem proteção completa contra HPV. O vírus pode ser transmitido através do contato pele a pele, do contato com áreas infectadas da pele não cobertas pelo preservativo (como a bolsa escrotal, ânus ou vulva).

MITO: Os jovens que têm relações sexuais sem penetração estão seguros

FATO: O vírus se espalha através da pele-a-pele com o pênis, escroto, vagina, vulva ou ânus de uma pessoa que tem a infecção pelo HPV. Beijar ou tocar órgãos sexuais dessa pessoa com a boca pode transmitir o HPV. Não é necessário para ter relações para obter HPV.

MITO: O HPV é principalmente um problema entre homossexuais

FATO: Qualquer um que tenha contato sexual com um parceiro pode obter a infecção pelo HPV. HPV não discriminação com base na preferência sexual; heterossexuais são tão propensos a contrair HPV. A maior taxa de infecção está entre os jovens de 15 a 24. As únicas pessoas que são altamente susceptíveis de ter uma infecção pelo HPV são aqueles que nunca foram sexualmente ativos.

MITO: Os jovens podem saber se o seu parceiro tem HPV

FATO: Eles não podem fisicamente "ver" se uma pessoa tem uma infecção por HPV, a menos que essa pessoa tem verrugas genitais. Muitas pessoas com HPV não tem quaisquer sinais visíveis, mas eles ainda podem espalhar o vírus.

MITO: HPV não afetará os jovens que têm apenas um parceiro. Ele só afeta pessoas que "dormem em com vários parceiros"

FATO: Qualquer pessoa que tenha contato sexual com outra pessoa pode ter o HPV. Eles podem estar em risco até mesmo se eles têm apenas um parceiro, porque essa pessoa pode ter tido outros parceiros no passado.

Eles podem ter relações sexuais com uma pessoa infectada sem saber que a pessoa tem o vírus e pode transmitir o vírus sem saber que estão infectadas porque eles podem não ter quaisquer sintomas visíveis. Cada parceiro em uma relação sexual pode levar a infecção por muitos anos sem saber.

MITO: As verrugas genitais podem evoluir para câncer

FATO: As verrugas genitais são causadas por tipos de baixo risco do HPV. Estes tipos do vírus não costumam causar câncer. As verrugas genitais são feias e não são fáceis de se livrar, mas eles geralmente não causam quaisquer efeitos a longo prazo sobre a saúde física.

MITO: Se uma pessoa tem HPV, isso significa que vai ter câncer.

FATO: A maioria das pessoas vai ter HPV pelo menos uma vez na vida, mas apenas uma pequena percentagem destas infecções causam câncer. Como outras infecções, o HPV pode desaparecer sem qualquer tratamento ou problemas, mas certos tipos de baixo risco (por exemplo, tipos 6 e 11) podem causar verrugas na área genital e pelo menos 15 tipos de alto risco do HPV (por exemplo, tipos 16 e 18 ) pode causar câncer. Apesar de existirem tratamentos para as verrugas e alterações celulares causadas pelo vírus, não há medicamento que pode curar o vírus uma vez que você está infectado.

MITO: O exame de Papanicolau diz que se uma pessoa tem DST HPV ou outra.

FATO: O exame de Papanicolau detecta alterações nas células do colo uterino. Não dizer a uma pessoa se eles têm algum tipo de DST, incluindo o HPV. Se uma pessoa quer fazer o teste de doenças sexualmente transmissíveis, eles só precisam de pedir ao seu profissional de saúde que possa fazê-lo como parte de um exame pélvico ou separadamente, mas eles precisam perguntar para ele.

Neste momento, no Brasil, existe um teste de HPV que pode ser usado para detectar tipos de HPV de alto risco (os que podem causar câncer). Um médico pode decidir um paciente deve ter um teste de DNA do HPV após um exame de Papanicolau volta mostrando células anormais. Este teste não está disponível custos do teste não é geralmente cobertos pelo seguro saúde pública. O teste de HPV é geralmente recomendado para mulheres com mais de 30 anos cujos resultados mostram anormalidades específicas. O teste não é recomendado para mulheres com menos de 30 porque algumas estirpes de HPV são suscetíveis de esclarecer por si só no prazo de 2 anos.

MITO: vacinação contra o HPV protege os jovens de HPV e outras DSTs

FATO: Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV. Pelo menos 40 destes tipos são espalhados através do contato sexual e podem infectar a área genital. Quatro tipos de HPV causam a maioria das verrugas genitais (tipos 6 e 11) ea maioria dos casos de cancro do colo do útero (tipos 16 e 18). Duas vacinas estão agora disponíveis no Canadá, um que protege contra os tipos 16 e 18 eo outro contra os quatro tipos.

As vacinas não protegem contra os outros tipos de HPV.

MITO: O meu filho não precisam ser vacinados, porque ele ou ela não é sexualmente ativa

FATO: A vacinação funciona melhor para aqueles que não foram expostos a quaisquer tipos de HPV evitáveis ​​pelas vacinas. Se os homens jovens e as mulheres se vacinar cedo, antes de se tornarem sexualmente ativos, eles podem ser protegidos contra os 4 tipos de HPV que são susceptíveis de serem expostos quando eles têm contato sexual com um parceiro. Estudos sobre a vacina têm mostrado que é mais eficaz para raparigas com idades entre 9 a 13, e protege as mulheres jovens durante um mínimo de 5 anos. Pode proteger por muito mais tempo, mas é necessária mais investigação para confirmar isso.

Os pais podem não saber quando o contato sexual começa, mas estudos mostram que 20% das meninas de 9 ª classe e 46% em 11 Grau tiveram relações sexuais.

MITO: vacinação contra o HPV podem prevenir a gravidez

FATO: vacinação contra o HPV não é um contraceptivo. Certifique-se de seus filhos estão cientes de que eles ainda precisam se proteger de uma gravidez não planejada, usando alguma forma de controle de natalidade.

MITO: vacinação contra o HPV infecta os jovens com o vírus para que eles possam tornar-se imune a ela

FATO: Essas vacinas não contêm qualquer vírus vivo ou morto e não pode infectá-lo com o HPV.

MITO: Dar o meu filho a vacinação em uma idade jovem pode dar-lhe a mensagem errada

FATO: Não há nenhuma prova de que estas vacinas alterar as escolhas que os jovens fazem, ou que têm sexo mais cedo por causa da vacinação. Para ser mais eficaz, vacinação contra o HPV deve ser dada a qualquer criança antes do início da atividade sexual.

MITO: Depois de ter sido vacinada, minha filha não precisa ter exame de Papanicolau

FATO: vacinação contra o HPV não substitui a necessidade de exames de Papanicolau regularmente. O exame de Papanicolau não diagnosticar uma infecção por HPV. Ele é usado para detectar mudanças celulares no colo de uma mulher antes de se transformar em câncer. Pap regular é uma parte essencial da vida de uma mulher saudável, se ela não recebeu a vacina HPV. Estas vacinas não protegê-la de todos os tipos de HPV, por isso ainda há um risco de que ela pudesse desenvolver o câncer cervical se ela está infectada com um desses outros tipos.

(Fonte: hpvinfo.ca)

sábado, 5 de maio de 2012

HPV: Saiba como se prevenir


O HPV ainda é pouco conhecido pela população em geral e pode causar sérias consequências, inclusive o Câncer de colo uterino. Em estudo recente foi constatado que 65 % das mulheres já são infectadas pelo HPV ( papilomavírus humano ) na primeira relação sexual. Isso reforça ainda mais a importância da vacina contra o HPV nas meninas antes do início da vida sexual ativa.
A prevenção é o método mais eficaz para evitar doenças, ainda mais quando o assunto é HPV (Human Papiloma Vírus), um vírus transmitido pelo contato genital e relação sexual. A doença preocupa mais as mulheres, já que um dos tipos do vírus pode levar ao câncer de colo de útero.

As pessoas sexualmente ativas estão sujeitas a contraírem o vírus, e o contagio acontece pelo simples contato genital, sem precisar ocorrer à penetração. A infecção pelo vírus é mais comum no começo da vida adulta (por volta dos 20 anos) e são mais de 100 subtipos do vírus que podem infectar a área genital.

"A maioria, não causa sintoma e podem ser eliminados espontaneamente. Entretanto, existem os tipos 6 e 11, que causam as verrugas anogenitais (condiloma). E os tipos 16 e 18, que geralmente estão associados com o câncer anogenital, especialmente o câncer de colo de útero, e quando dectado os sintomas devem ser tratados", disse a infectologista Roberta Lima.

A infecção pelo HPV pode ser sintomática e, nesse caso, manifesta-se com verrugas genitais. "As verrugas genitais podem estar presente nas áreas em volta ou dentro da vagina, no colo do útero, no pênis e na região perianal. Se não forem tratadas, as lesões tendem a desaparecer espontaneamente, dependendo do estado imunológico do paciente. Mas isso pode levar em média 18 meses. Portanto, o mais indicado é o tratamento, porque também ocorre o desconforto físico e emocional", disse a infectologista.

Vale ressaltar que o tratamento elimina as verrugas, mas o vírus pode persistir, dependendo da resposta imunológica do paciente. "As lesões podem voltar após o tratamento, e geralmente quando isso acontece é mais comum nos três primeiros meses do tratamento", disse Roberta Lima.

Nos exames clínicos feito pelo especialista já pode ser detectado a presença das verrugas genitais. Mas, na minoria dos casos, pode ser necessário exames especiais como: coloscopia ou biopsia.

"O tratamento vai depender do número de lesões, tipo morfológico e localização. Existem várias opções de tratamento, desde cremes até pequenas cirurgias. A maioria dos tratamentos é feito nos consultórios médicos, mas alguns podem ser realizados em casa pelo próprio paciente", disse a especialista.


Vacina contra o HPV

A vacina contra o HPV é para proteger do vírus tipo 6, 11, 16 e 18, ou seja, os tipos que levam a ocorrência de verruga genital e o câncer do colo de útero.

A vacina deve ser de preferência prescrita para adolescentes de 12 anos, antes de se tornarem sexualmente ativas e, portanto entrarem em contato com o vírus.

De acordo com a infectologista Roberta Lima, a vacina confere alguns benefícios para mulheres de 13 a 26 anos. "Mas na prática é muito mais provável que nessa faixa etária, se for sexualmente ativa, elas provavelmente já entraram em contato ou foram infectadas com o vírus que a vacina funciona contra. Por isso quanto mais cedo for vacinada, e antes de começar a vida sexual, melhor", disse.


Redação Terra

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pesquisa com 1.159 homens registra HPV em metade dos participantes

Pesquisa com 1.159 homens registra HPV em metade dos participantes 
Estudo foi feito em três países ao longo de mais de dois anos. Vírus é sexualmente transmissível e pode causar câncer
foto: Divulgação NA

"No Brasil, a vacina é aplicada somente em mulheres entre nove e 26 anos. "A vacinação de homens contra o HPV protegerá não só a eles, mas terá também implicações para os(as) parceiros(as) sexuais", comentou Joseph Monsonego, do Instituto do Colo do Útero, em Paris, na França

Um estudo feito com homens brasileiros, mexicanos e norte-americanos encontrou o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em metade dos participantes. O vírus é sexualmente transmissível e pode causar desde infecções e verrugas na genitália até cânceres. O artigo teve como principal autora a Dra. Anna Giuliano, do Centro de Câncer H Lee Moffitt, em Tampa, nos EUA.

A pesquisa acompanhou 1.159 homens com entre 18 e 70 anos (a idade média foi de 32 anos), por um período de entre 18 e 31 meses. Dentre eles, havia heterossexuais, bissexuais, homossexuais e homens que afirmaram não ter feito sexo. Nenhum deles era HIV positivo, nem tinha registro prévio de verrugas penianas ou anais, nem estava sentindo ardor ao urinar.

Ao longo do período em que foram acompanhados, os participantes fizeram exames semestrais, com coleta de material. A coleta é simples: um objeto semelhante a um cotonete é esfregado no pênis e na bolsa escrotal e as células retiradas vão para análise laboratorial. Nestes exames, 584 (50%) apresentaram infecção por HPV em algum momento.

Perigo também para as mulheres


Tradicionalmente, a medicina dedica maior atenção ao HPV nas mulheres. Entre elas, é mais comum o desenvolvimento de doenças mais graves, como displasias (anomalias) e câncer no colo de útero. Segundo a Dra. Luisa Villa, a ocorrência entre elas é de 10 a 20 vezes maior que entre os homens. Villa foi responsável pela parte brasileira da pesquisa, no Instituto Ludwig de Pesquisas Contra o Câncer, e coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV, sediado da Santa Casa de Misericódia de São Paulo.

A grande incidência do HPV entre os homens naturalmente afeta as mulheres, uma vez que o vírus é sexualmente transmissível. "A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças que o homem tem com essas infecções", disse a pesquisadora ao G1.

"Câncer de ânus tem tido um impacto muito elevado e está aumentando em incidência em mulheres e em homens, alguns heterossexuais, inclusive. Esses cânceres de canal anal são causados por HPV, uma boa parte deles", ressaltou Villa.

É importante destacar que apenas a camisinha não é suficiente para garantir que o HPV seja transmitido. Afinal, o vírus não está presente apenas no sêmen. "Existe HPV nas superfícies, seja de pele (cútis), seja de mucosa, e aí é muito complicado encontrar uma forma de evitar totalmente o contato, a menos que você faça abstinência total. Não só penetração, qualquer contato", destacou a cientista.

Tem cura?

Há diversos tipos de HPV. A principal diferenciação que se faz é em relação ao risco oncogênico, ou seja, a possibilidade de que este vírus leve a um câncer. Quando ele é de baixo risco, muitas vezes o próprio sistema imunológico do corpo humano consegue acabar com a infecção e eliminar o vírus. Dentre os casos registrados pela pesquisa, os participantes se livraram dele depois de um tempo médio de sete meses e meio.

Não existe tratamento capaz de matar o vírus, uma vez que ele se manifesta. O que se pode fazer é tratar as doenças que ele causa. No caso de uma verruga, por exemplo, pode-se removê-la cirurgicamente, mas pode ser que o HPV continue presente mesmo depois da intervenção.

O que há, sim, desde 2006, é uma vacina que previne contra as infecções causadas pelo vírus. No Brasil, ela é aplicada somente em mulheres entre nove e 26 anos. "A vacinação de homens contra o HPV protegerá não só a eles, mas terá também implicações para os(as) parceiros(as) sexuais", comentou Joseph Monsonego, do Instituto do Colo do Útero, em Paris, na França.

(G1)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

HPV está ligado a 30% dos casos de câncer na cabeça e pescoço no Icesp

HPV está ligado a 30% dos casos de câncer na cabeça e pescoço no Icesp
Vírus conhecido por afetar o colo do útero também afeta outras áreas.
Hábito de fumar aumenta ainda mais as chances de surgimento de tumores.


Um estudo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) mostrou que 30% dos pacientes tratados no local após terem desenvolvido câncer na cabeça ou no pescoço contraíram a doença por causa do vírus do papiloma humano (HPV).

Novo atlas orienta médicos sobre doenças sexualmente transmissíveis

A maior parte (70%) dos pacientes afetados na pesquisa eram mulheres, com idades entre 40 e 50 anos. Por ano, o Icesp Atende 1,2 mil casos de câncer em áreas da cabeça como língua, céu da boca, faringe, laringe, bochecha e traqueia.

Os tumores ligados ao HPV são normalmente menos agressivos e respondem bem ao tratamento. Mas o vírus pode ser evitado com o uso de camisinhas durante o sexo. Segundo o médico Marco Aurélio Kulcsar, a maioria dos pacientes descobre a doença quando ela já está em uma fase avançada.

A ação do HPV para cânceres na cabeça e no pescoço é piorada caso o paciente tenha o hábito de fumar.

Alguns sinais de câncer nessas regiões do corpo são manchas brancas na boca, dor, feridas com sangramento e que demoram para cicatrizar, "caroços" no pescoço que não somem após duas semanas e até mudanças na voz e dificuldade para engolir alimentos. [ G1, em São Paulo]



Pesquisa com 1.159 homens registra HPV em metade dos participantes
Estudo foi feito em três países ao longo de mais de dois anos.
Vírus é sexualmente transmissível e pode causar câncer.

Um estudo feito com homens brasileiros, mexicanos e norte-americanos encontrou o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em metade dos participantes. O vírus é sexualmente transmissível e pode causar desde infecções e verrugas na genitália até cânceres. O artigo teve como principal autora a Dra. Anna Giuliano, do Centro de Câncer H Lee Moffitt, em Tampa, nos EUA, e foi publicado pelo "Lancet".

A pesquisa acompanhou 1.159 homens com entre 18 e 70 anos (a idade média foi de 32 anos), por um período de entre 18 e 31 meses. Dentre eles, havia heterossexuais, bissexuais, homossexuais e homens que afirmaram não ter feito sexo. Nenhum deles era HIV positivo, nem tinha registro prévio de verrugas penianas ou anais, nem estava sentindo ardor ao urinar.

Ao longo do período em que foram acompanhados, os participantes fizeram exames semestrais, com coleta de material. A coleta é simples: um objeto semelhante a um cotonete é esfregado no pênis e na bolsa escrotal e as células retiradas vão para análise laboratorial. Nestes exames, 584 (50%) apresentaram infecção por HPV em algum momento.

“A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças que o homem tem com essas infecções”"
Dra. Luisa Villa

Perigo também para as mulheres
Tradicionalmente, a medicina dedica maior atenção ao HPV nas mulheres. Entre elas, é mais comum o desenvolvimento de doenças mais graves, como displasias (anomalias) e câncer no colo de útero. Segundo a Dra. Luisa Villa, a ocorrência entre elas é de 10 a 20 vezes maior que entre os homens. Villa foi responsável pela parte brasileira da pesquisa, no Instituto Ludwig de Pesquisas Contra o Câncer, e coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV, sediado da Santa Casa de Misericódia de São Paulo.

A grande incidência do HPV entre os homens naturalmente afeta as mulheres, uma vez que o vírus é sexualmente transmissível. “A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças que o homem tem com essas infecções”, disse a pesquisadora ao G1.

“Câncer de ânus tem tido um impacto muito elevado e está aumentando em incidência em mulheres e em homens, alguns heterossexuais, inclusive. Esses cânceres de canal anal são causados por HPV, uma boa parte deles”, ressaltou Villa.

É importante destacar que apenas a camisinha não é suficiente para garantir que o HPV seja transmitido. Afinal, o vírus não está presente apenas no sêmen. “Existe HPV nas superfícies, seja de pele (cútis), seja de mucosa, e aí é muito complicado encontrar uma forma de evitar totalmente o contato, a menos que você faça abstinência total. Não só penetração, qualquer contato”, destacou a cientista.


Tem cura?
Há diversos tipos de HPV. A principal diferenciação que se faz é em relação ao risco oncogênico, ou seja, a possibilidade de que este vírus leve a um câncer. Quando ele é de baixo risco, muitas vezes o próprio sistema imunológico do corpo humano consegue acabar com a infecção e eliminar o vírus. Dentre os casos registrados pela pesquisa, os participantes se livraram dele depois de um tempo médio de sete meses e meio.

Não existe tratamento capaz de matar o vírus, uma vez que ele se manifesta. O que se pode fazer é tratar as doenças que ele causa. No caso de uma verruga, por exemplo, pode-se removê-la cirurgicamente, mas é possível que o HPV continue presente mesmo depois da intervenção.

O que há, sim, desde 2006, é uma vacina que previne contra as infecções causadas pelo vírus. No Brasil, ela é aplicada somente em mulheres com entre nove e 26 anos. “A vacinação de homens contra o HPV protegerá não só a eles, mas terá também implicações para os(as) parceiros(as) sexuais”, comentou Joseph Monsonego, do Instituto do Colo do Útero, em Paris, na França.


Tadeu Meniconi
Do G1, em São Paulo


terça-feira, 1 de março de 2011

HPV. Pesquisa mostra que metade dos homens estão infectados.

Estudo foi feito em três países ao longo de mais de dois anos.
Vírus é sexualmente transmissível e pode causar câncer.

Um estudo feito com homens brasileiros, mexicanos e norte-americanos encontrou o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em metade dos participantes. O vírus é sexualmente transmissível e pode causar desde infecções e verrugas na genitália até cânceres. O artigo teve como principal autora a Dra. Anna Giuliano, do Centro de Câncer H Lee Moffitt, em Tampa, nos EUA.

A pesquisa acompanhou 1.159 homens com entre 18 e 70 anos (a idade média foi de 32 anos), por um período de entre 18 e 31 meses. Dentre eles, havia heterossexuais, bissexuais, homossexuais e homens que afirmaram não ter feito sexo. Nenhum deles era HIV positivo, nem tinha registro prévio de verrugas penianas ou anais, nem estava sentindo ardor ao urinar.

Ao longo do período em que foram acompanhados, os participantes fizeram exames semestrais, com coleta de material. A coleta é simples: um objeto semelhante a um cotonete é esfregado no pênis e na bolsa escrotal e as células retiradas vão para análise laboratorial. Nestes exames, 584 (50%) apresentaram infecção por HPV em algum momento.

“A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças que o homem tem com essas infecções” Dra. Luisa Villa

Perigo também para as mulheres

Tradicionalmente, a medicina dedica maior atenção ao HPV nas mulheres. Entre elas, é mais comum o desenvolvimento de doenças mais graves, como displasias (anomalias) e câncer no colo de útero. Segundo a Dra. Luisa Villa, a ocorrência entre elas é de 10 a 20 vezes maior que entre os homens. Villa foi responsável pela parte brasileira da pesquisa, no Instituto Ludwig de Pesquisas Contra o Câncer, e coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV, sediado da Santa Casa de Misericódia de São Paulo.

A grande incidência do HPV entre os homens naturalmente afeta as mulheres, uma vez que o vírus é sexualmente transmissível. “A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças que o homem tem com essas infecções”, disse a pesquisadora ao G1.

“Câncer de ânus tem tido um impacto muito elevado e está aumentando em incidência em mulheres e em homens, alguns heterossexuais, inclusive. Esses cânceres de canal anal são causados por HPV, uma boa parte deles”, ressaltou Villa.

É importante destacar que apenas a camisinha não é suficiente para garantir que o HPV seja transmitido. Afinal, o vírus não está presente apenas no sêmen. “Existe HPV nas superfícies, seja de pele (cútis), seja de mucosa, e aí é muito complicado encontrar uma forma de evitar totalmente o contato, a menos que você faça abstinência total. Não só penetração, qualquer contato”, destacou a cientista.

Tem cura?
Há diversos tipos de HPV. A principal diferenciação que se faz é em relação ao risco oncogênico, ou seja, a possibilidade de que este vírus leve a um câncer. Quando ele é de baixo risco, muitas vezes o próprio sistema imunológico do corpo humano consegue acabar com a infecção e eliminar o vírus. Dentre os casos registrados pela pesquisa, os participantes se livraram dele depois de um tempo médio de sete meses e meio.
Não existe tratamento capaz de matar o vírus, uma vez que ele se manifesta. O que se pode fazer é tratar as doenças que ele causa. No caso de uma verruga, por exemplo, pode-se removê-la cirurgicamente, mas pode ser que o HPV continue presente mesmo depois da intervenção.

O que há, sim, desde 2006, é uma vacina que previne contra as infecções causadas pelo vírus. No Brasil, ela é aplicada somente em mulheres com entre nove e 26 anos. “A vacinação de homens contra o HPV protegerá não só a eles, mas terá também implicações para os(as) parceiros(as) sexuais”, comentou Joseph Monsonego, do Instituto do Colo do Útero, em Paris, na França.




HPV pode causar verrugas genitais e câncer de colo do útero ou de pênis
Saiba como é a prevenção, o contágio e o tratamento dessa DST.
Até 80% da população sexualmente ativa já entrou em contato com o vírus.

O vírus do papiloma humano (HPV) está diretamente ligado ao câncer de colo do útero, a segunda maior causa de morte de mulheres por tumor no mundo, atrás apenas do de mama. Os principais sintomas da doença são sangramentos e dor nas relações sexuais.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), sem considerar o câncer de pele não-melanoma, o de colo do útero é o mais incidente na Região Norte (24 por 100 mil mulheres). No Centro-Oeste (28 por 100 mil) e no Nordeste (18 por 100 mil), ocupa a segunda posição. No Sudeste (15 por 100 mil), o terceiro lugar, e no Sul (14 por 100 mil), o quarto. Enquanto o Amazonas tinha, em 2008, uma taxa de mortalidade de 16,7 casos por 100 mil mulheres, São Paulo registrava 3,13.

Os homens também são atingidos pelo HPV: até 40% dos casos de câncer de pênis são causados por esse vírus, cujo contato alcança 80% da população sexualmente ativa.

Do G1

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

HPV: Maioria dos jovens são infectados

O famoso papiloma vírus, ou HPV, causador de mais de 200 tipos de doenças cutâneas na área genital, está em foco por um grupo de cientistas. Um estudo de casais inovador descobriu que mais da metade (56%) de jovens adultos em um novo relacionamento com sexo foram infectados pelo pequeno vilão. Liderada pelo biólogo brasileiro Eduardo Franco, diretor da Cancer Epidemiology Unit da Universidade de McGill, no Canadá, em parceria com colegas da Universidade de Montreal e do Centro Hospitalar da Universidade de Montreal, no mesmo país, a pesquisa trouxe à tona também que quase a metade desses (44%) foi infectada por um tipo do HPV que causa câncer.
Com o objetivo de determinar a preponderância de infecções de HPV entre casais recém-formados, foi realizado o HITCH Cohort Study (Infecção e Transmissão do HPV em Casais por atividade Heterossexual, na sigla em inglês), o primeiro em larga escala entre novos casais formados de jovens adultos, que foi conduzido pela dra. Ann Burchell, coordenadora do projeto e colega do dr. Eduardo Franco na Cancer Epidemiology Unit.


Os resultados foram publicados na edição de janeiro do periódico científico Epidemiology and Sexually Transmitted Diseases e indicam também que há uma grande probabilidade de transmissão do HPV entre parceiros. Em 42% dos casais foi observado que, quando um era portador do vírus, o outro também tinha a infecção. Além disso, os cientistas identificaram que a incidência do mesmo tipo do vírus nos membros do mesmo casal é bastante comum. Assim, se um parceiro tem o HPV, a chance da outra pessoa ser infectada com o mesmo tipo do vírus aumenta mais de 50 vezes.


O público participante da pesquisa são jovens mulheres que frequentam universidade ou CEGEPs (um sistema de educação pós-Ensino Médio requerido para ingressar no Ensino Superior na província de Quebec, no Canadá) em Montreal e seus parceiros. Os “novos casais” foram definidos como aqueles que estavam juntos havia seis meses ou menos. Os “pesquisados” responderam um questionário envolvendo sua história sexual, além de fornecer amostras genitais para testes laboratoriais para identificar a presença de infecção por HPV. O recrutamento ainda vai continuar, para aumentar ainda mais a escala da pesquisa.


A dra. Burchell conta que os resultados obtidos realçam a importância de programas de prevenção contra doenças associadas ao HPV, como exames periódicos para detectar câncer do colo do útero e programas de vacinação contra o agente infeccioso. “Nossas estimativas a respeito da probabilidade de transmissão do HPV serão úteis para outros pesquisadores usarem como modelo para traçar a estratégia da saúde pública e o impacto econômico de planos de vacinação contra o vírus”, destacou a dra. Burchell.


O HPV é sexualmente transmissível e causa câncer do colo do útero, além de outros cânceres, inclusive de vulva, vagina, ânus e pênis. Embora as infecções por HPV sejam bastante comuns, a vasta maioria delas é assintomática e não dura mais do que um ou dois anos. Outro ponto é que menos de 1% das mulheres que têm HPV terão câncer do colo do útero.


Mesmo assim, a ordem é se cuidar. O estudo mostrou como é fácil a transmissão do vírus entre os casais, inclusive (e principalmente) os recém-formados, o que é um fator de preocupação, pois mostra que o vírus se espalha em pouco tempo. “Os resultados sugerem que muitas transmissões do HPV acontecem no início dos relacionamentos, o que reforça a necessidade de prevenção”, sentenciou o dr. François Coutlée, da Universidade de Montreal, que também auxiliou a equipe de cientistas. [Science Daily]


HPV - Perguntas e respostas mais freqüentes



O que é HPV? É a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Os HPV são vírus da famíliaPapilomaviridae, capazes de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.

Qual a relação entre os HPV e o câncer do colo do útero?Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Quais são eles?Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.


Os HPV são facilmente contraídos?Estudos no mundo comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV (Figura 2) em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.


Como os papilomavírus são transmitidos?A transmissão é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro.


Como são essas infecções? As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como "crista de galo" (Fig. 3). Já as lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer do colo do útero caso não sejam tratadas precocemente.

Como as pessoas podem se prevenir dos HPV? O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

Como os papilomavírus podem ser diagnosticados?As verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em qualquer área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Já o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus, é feito através do exame citopatológico (exame preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR.

Onde é possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero?Postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis em todos os estados do país e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.

Quais os riscos da infecção por HPV em mulheres grávidas?A ocorrência de HPV durante a gravidez não implica obrigatoriamente numa má formação do feto nem impede o parto vaginal (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após análise individual de cada caso.


É necessário que o parceiro sexual também faça os exames preventivos?
O fato de ter mantido relação sexual com uma mulher infectada pelo papilomavírus não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção. De qualquer forma, é recomendado procurar um urologista que será capaz - por meio de peniscopia (visualização do pênis através de lente de aumento) ou do teste de biologia molecular (exame de material colhido do pênis para pesquisar a presença do DNA do HPV), identificar a presença ou não de infecção por papilomavírus.
Qual o tratamento para erradicar a infecção pelo papilomavírus?A maioria das infecções é assintomática ou inaparente e de caráter transitório. As formas de apresentação são clínicas (lesões exofíticas ou verrugas) e subclínicas (sem lesão aparente). Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada 


Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?
Embora estudos epidemiológicos mostrem que a infecção pelo papilomavírus é muito comum (de acordo com os últimos inquéritos de prevalência realizados em alguns grupos da população brasileira, estima-se que cerca de 25% das mulheres estejam infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (entre 3% a 10%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV com alto risco de câncer desenvolverá câncer do colo do útero.


Há algum fator que aumente o risco de a mulher desenvolver câncer do colo do útero?Há fatores que aumentam o potencial de desenvolvimento do câncer de colo do útero em mulheres infectadas pelo papilomavírus: número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), tabagismo, pacientes tratadas com imunosupressores (transplantadas), infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes e clamídia).

As Vacinas contra o HPV


O que é a vacina contra o HPV?
É a vacina criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero. Apesar das grandes expectativas e resultados promissores nos estudos clínicos, ainda não há evidência suficiente da eficácia da vacina contra o câncer de colo do útero. Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18). Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.

Qual o impacto desta nova tecnologia para a política de atenção oncológica e para o SUS?
É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame Papanicolaou (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema. Ainda há muitas perguntas relativas à vacina sem respostas:
- Ela só previne contra as lesões pré-cancerosas ou também contra o desenvolvimento do câncer de colo de útero?
- Qual o tempo de proteção conferido pela vacina?
- Levando-se em conta que a maioria das infecções por HPV é facilmente debeladas pelo sistema imunológico, como a vacinação afeta a imunidade natural contra o HPV?
- Como a vacina afeta outros tipos de HPV associados ao câncer de colo de útero?
- Se os tipos 16 e 18 forem efetivamente suprimidos, outros tipos podem emergir como potencialmente associados ao câncer de colo do útero?
Todas essas perguntas precisam ser respondidas antes de a vacinação ser recomendada como política de atenção oncológica.
Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde e liderado pelo INCA, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Como a vacina funciona?Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.



Existe risco de infecção pela vacina?
Não. No desenvolvimento da vacina conseguiu-se identificar a parte principal do DNA do HPV. Depois, usando-se um fungo (Sacaromices cerevisiae), obteve-se apenas a “capa” do vírus, que mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em humanos.

Qual o tempo de proteção após a vacinação?
A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, visto que só começou a ser comercializada no mundo há cerca de dois anos. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.



A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?
Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob que condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção que vêm sendo realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas serão as meninas antes da fase sexualmente ativa, que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolaou e que, mesmo comprovada a eficácia da vacina e sua aplicação ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.
Em caso de dúvida, envie sua pergunta para o contato@inca.gov.br




Infecção por HPV na gravidez

O que se deve saber sobre HPV, verrugas genitais e gestação?



Devido às alterações hormonais que ocorrem durante a gestação, as verrugas podem aumentar em tamanho e número. Somente se as lesões forem muito grandes a ponto de interferir na passagem do bebê pelo canal de parto, é que a cesariana poderá ser indicada. Caso contrário, lesões pequenas, microscópicas ou latentes não contra-indicam o parto vaginal.


Quanto aos bêbes de mães que possuem verrugas genitais, na grande maioria estes nascem saudáveis, existindo risco mínimo de desenvolverem verrugas no futuro.


É muito importante que a gestante informe ao seu médico, durante o pré-natal, se ela ou seu parceiro sexual já tiveram ou têm HPV.


- QUEM TEM INFECÇÃO PELO HPV PODE ENGRAVIDAR?

A infecção genital por HPV por si só não contra-indica uma gravidez, se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo) o ideal é tratar primeiro e depois engravidar. 


Se ocorrer a gravidez na presença destas lesões não existe grandes problemas, porém as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação e existir maiores dificuldades no tratamento.


Existe a possibilidade do HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais, mesmo nestes casos o risco de ocorrer este tipo de transmissão é baixo. 


- QUEM TEM INFECÇÃO PELO HPV, VERRUGAS GENITAIS OU NIC(NEOPLASIA INTRA-EPITELIAL CERVICAL) PODE AMAMENTAR?


Para que ocorra a transmissão do HPV são necessários o contato pele-a-pele e algum tipo de ferida para que o vírus penetre na pele (a situação ideal é a relação sexual, além do contato pele-a-pele, existe a fricção do pênis na vagina que acaba fazendo microtraumatismos - imperceptíveis a olho nu - que permitem a entrada do vírus na pele). 


Assim, se os seios da mãe não têm lesão por HPV não existe risco de transmissão do HPV durante o aleitamento materno.


Fonte: Bayer Schering