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domingo, 10 de março de 2013

Aids: veneno de abelha matam HIV

Nanopartículas carregadas com veneno de abelha matam HIV
Descoberta é um passo importante para o desenvolvimento de um gel vaginal que pode prevenir a propagação do vírus causador da Aids

Além de uso como gel genital, pesquisadores esperam que a terapia com metilina possa ser aplicada em pacientes soropositivos

MISSOURI - Pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis descobriram que nanopartículas carregando uma toxina encontrada no veneno de abelha podem destruir o vírus da imunodeficiência humana (HIV), deixando as células vizinhas ilesas. A descoberta é um passo importante para o desenvolvimento de um gel vaginal que pode prevenir a propagação do vírus causador da Aids.

“Nossa esperança é que em lugares onde o HIV está muito presente, as pessoas poderiam usar este gel como medida preventiva para impedir a infecção inicial”, afirmou o pesquisador Joshua L. Hood.


A toxina “milagrosa” é chamada de melitina — ela é capaz de danificar o envelope de proteção que cerca o HIV e outros vírus. Normalmente, a melitina pode ser danosa ao organismo mas, ao serem inseridas em nanopartículas, elas não são capazes de danificar células normais. Quando as nanopartículas entram em contato com as células saudáveis, que são bem maiores do que o vírus, a liberação da toxina não é ativada. Já o HIV fica preso na nanopartícula quando há o contato, recebendo a melitina. Segundo os cientistas, o vírus da aids também não pode se adaptar ao ataque, se tornando resistente a ele.

“A melitina nas nanopartículas se funde com o envelope viral. A melitina forma pequenos complexos de poros e rompe o envelope, retirando o vírus”, explica Hood.

Além do gel genital, pesquisadores esperam que a terapia com metilina possa ser aplicada em pacientes soropositivos, especialmente os mais resistentes a remédios. As nanopartículas seriam injetadas através de uma injeção no sangue e, em teoria, seriam capazes de “limpar” a infecção viajando pela corrente sanguínea.

Por enquanto os testes foram feitos em células cultivadas em laboratório. No entanto, segundo os cientistas, as nanopartículas podem ser produzidas em maior número para serem usadas em testes clínicos. De acordo com os pesquisadores, como a melitina ataca as membranas de camada dupla de maneira indiscriminada, este conceito não está limitado ao HIV. Muitos vírus, como hepatite B e C, contam com o mesmo tipo de envelope protetor e seriam vulneráveis às nanopartículas. [oglobo.globo.com]



Abelhas podem ter o poder de destruir o HIV

Fale sobre abelhas assassinas. Pesquisadores da Universidade de Washington School of Medicine, em St. Louis, descobriram que as nanopartículas que transportam melitina, uma toxina potente encontrada no veneno de abelhas, pode destruir o HIV sem prejudicar nenhuma das células vizinhas. A melitina funciona "cutucam buracos no envelope protetor que cerca vírus HIV e outros." Os cientistas esperam que estes resultados possam ser usados ​​para desenvolver um gel vaginal que possa ser utilizado para prevenir a propagação do HIV durante o coito ou permitiria casais com um parceiro seropositivo conceber com segurança uma criança. "Estamos atacando uma propriedade inerente física do HIV", disse o Dr. Joshua L. Hood. "Teoricamente, não há nenhuma maneira para que o vírus se adaptar a isso." [ Fonte ]

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pesquisa com 1.159 homens registra HPV em metade dos participantes

Pesquisa com 1.159 homens registra HPV em metade dos participantes 
Estudo foi feito em três países ao longo de mais de dois anos. Vírus é sexualmente transmissível e pode causar câncer
foto: Divulgação NA

"No Brasil, a vacina é aplicada somente em mulheres entre nove e 26 anos. "A vacinação de homens contra o HPV protegerá não só a eles, mas terá também implicações para os(as) parceiros(as) sexuais", comentou Joseph Monsonego, do Instituto do Colo do Útero, em Paris, na França

Um estudo feito com homens brasileiros, mexicanos e norte-americanos encontrou o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em metade dos participantes. O vírus é sexualmente transmissível e pode causar desde infecções e verrugas na genitália até cânceres. O artigo teve como principal autora a Dra. Anna Giuliano, do Centro de Câncer H Lee Moffitt, em Tampa, nos EUA.

A pesquisa acompanhou 1.159 homens com entre 18 e 70 anos (a idade média foi de 32 anos), por um período de entre 18 e 31 meses. Dentre eles, havia heterossexuais, bissexuais, homossexuais e homens que afirmaram não ter feito sexo. Nenhum deles era HIV positivo, nem tinha registro prévio de verrugas penianas ou anais, nem estava sentindo ardor ao urinar.

Ao longo do período em que foram acompanhados, os participantes fizeram exames semestrais, com coleta de material. A coleta é simples: um objeto semelhante a um cotonete é esfregado no pênis e na bolsa escrotal e as células retiradas vão para análise laboratorial. Nestes exames, 584 (50%) apresentaram infecção por HPV em algum momento.

Perigo também para as mulheres


Tradicionalmente, a medicina dedica maior atenção ao HPV nas mulheres. Entre elas, é mais comum o desenvolvimento de doenças mais graves, como displasias (anomalias) e câncer no colo de útero. Segundo a Dra. Luisa Villa, a ocorrência entre elas é de 10 a 20 vezes maior que entre os homens. Villa foi responsável pela parte brasileira da pesquisa, no Instituto Ludwig de Pesquisas Contra o Câncer, e coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV, sediado da Santa Casa de Misericódia de São Paulo.

A grande incidência do HPV entre os homens naturalmente afeta as mulheres, uma vez que o vírus é sexualmente transmissível. "A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças que o homem tem com essas infecções", disse a pesquisadora ao G1.

"Câncer de ânus tem tido um impacto muito elevado e está aumentando em incidência em mulheres e em homens, alguns heterossexuais, inclusive. Esses cânceres de canal anal são causados por HPV, uma boa parte deles", ressaltou Villa.

É importante destacar que apenas a camisinha não é suficiente para garantir que o HPV seja transmitido. Afinal, o vírus não está presente apenas no sêmen. "Existe HPV nas superfícies, seja de pele (cútis), seja de mucosa, e aí é muito complicado encontrar uma forma de evitar totalmente o contato, a menos que você faça abstinência total. Não só penetração, qualquer contato", destacou a cientista.

Tem cura?

Há diversos tipos de HPV. A principal diferenciação que se faz é em relação ao risco oncogênico, ou seja, a possibilidade de que este vírus leve a um câncer. Quando ele é de baixo risco, muitas vezes o próprio sistema imunológico do corpo humano consegue acabar com a infecção e eliminar o vírus. Dentre os casos registrados pela pesquisa, os participantes se livraram dele depois de um tempo médio de sete meses e meio.

Não existe tratamento capaz de matar o vírus, uma vez que ele se manifesta. O que se pode fazer é tratar as doenças que ele causa. No caso de uma verruga, por exemplo, pode-se removê-la cirurgicamente, mas pode ser que o HPV continue presente mesmo depois da intervenção.

O que há, sim, desde 2006, é uma vacina que previne contra as infecções causadas pelo vírus. No Brasil, ela é aplicada somente em mulheres entre nove e 26 anos. "A vacinação de homens contra o HPV protegerá não só a eles, mas terá também implicações para os(as) parceiros(as) sexuais", comentou Joseph Monsonego, do Instituto do Colo do Útero, em Paris, na França.

(G1)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Aids: cura está próxima, afirmam cientistas

Cura da Aids está mais próxima, dizem cientistas
Depois de mais de duas décadas de pesquisas, o HIV, causador da Aids, já é o vírus sobre o qual há mais conhecimento acumulado

São Paulo — O HIV é o vírus mais conhecido pela ciência, como resultado de grandes investimentos em pesquisa nas últimas décadas. Os inúmeros avanços conquistados modificaram muito, para melhor, a realidade dos portadores do vírus. Mas ainda há um longo caminho pela frente para que se possa controlar a epidemia de HIV-Aids.

A conclusão é de Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) que organizou, na semana passada, em São Paulo, o 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, no qual foram discutidos temas como tratamento, desenvolvimento de vacinas e epidemiologia do vírus.

O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-iii), cuja área de HIV-Aids é coordenada por Kallás.

O Programa INCT foi lançado em dezembro de 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com recursos obtidos em parceria com as fundações de amparo à pesquisa estaduais. A Fapesp financia 50% dos valores destinados aos institutos sediados no Estado de São Paulo.



Três desafios

Segundo Kallás, as apresentações dos especialistas durante o curso mostraram que as descobertas relacionadas a vários aspectos do vírus e da Aids não cessaram nos últimos anos – e melhoraram efetivamente a vida dos pacientes –, mas ainda é preciso avançar.

“Os avanços que tivemos desde a identificação da síndrome da Aids até hoje foram imensos. Mas ainda temos três grandes desafios pela frente. O primeiro é desenvolver uma vacina protetora. O segundo, compreender o mecanismo de degeneração e combater o envelhecimento dos portadores. O terceiro é descobrir como curar o indivíduo. Quando cumprirmos esses três objetivos, poderemos controlar ou eliminar a epidemia”, disse ele.

De acordo com Esper Kallás, os investimentos na pesquisa sobre o HIV, que sempre foram consideráveis, precisam permanecer no mesmo patamar para que seja possível chegar a esses objetivos.

“O HIV é seguramente o vírus que mais conhecemos hoje em dia e para o qual nós mais tivemos investimentos em pesquisa. Mas é preciso dar continuidade a isso. É importante observar, no entanto, que os recursos investidos na pesquisa sobre Aids não ficam restritos a essa área, mas acabam se replicando para várias outras. Não podemos esquecer que esse tipo de investimento é feito principalmente a longo prazo, na formação de recursos humanos, na disseminação de conhecimento e na capacitação de grupos de pesquisa”, destacou.

A situação dos pacientes atualmente, em comparação com a do início da epidemia na década de 1980, é bastante diferente, segundo Kallás. Mas isso não significa que a doença possa ser encarada com indiferença.

“Naquela época, ser portador da doença tinha um significado ainda mais dramático. Hoje é diferente, mas a doença não pode ser ignorada. Ela ainda tem um impacto muito grande, em termos de saúde pública, de saúde individual e até mesmo no que diz respeito ao custo financeiro. A condição do doente melhorou muito em relação ao que era antes, mas ainda temos muito o que fazer”, afirmou.

Vacinas experimentais

Durante o curso, uma revisão do tema da patogênese do HIV foi apresentada aos estudantes, médicos e outros profissionais participantes. Mas o aspecto principal do curso consistiu em estreitar o contato com os dados recentes das pesquisas realizadas pelos cientistas que apresentaram conferências.

“Tivemos a oportunidade de ver o que está na fronteira do conhecimento da patogenia do HIV tanto em relação à transmissão, como à prevenção, à resposta imune, à virologia e ao tratamento da infecção”, disse Kallás.

Todas essas áreas apresentaram avanços recentes de grande importância. “Na questão da prevenção, por exemplo, tivemos aqui a apresentação dos dados mais recentes relacionados à profilaxia da pré-exposição ao vírus. Na parte de imunologia, tivemos a identificação de novas subpopulações celulares envolvidas na resposta imune”, afirmou.

Degeneração

Já na área de reconhecimento dos aspectos biodegenerativos da infecção pelo HIV, o curso proporcionou discussões sobre senescência celular e marcadores de ativação. Na parte de virologia, foi apresentada a identificação de novos alvos para a ação antirretroviral e mecanismos de defesa celular.

“Tivemos também a discussão de novos dados de diversidade genética do HIV e novos dados de distribuição e transmissão de HIV no Brasil e no mundo. No que se refere ao tratamento, discutimos as novidades de desenvolvimento de novas drogas e debatemos situações especiais como a infecção aguda, ou pessoas que não respondem com a elevação de linfócitos TCD4. O curso teve ainda extensas discussões sobre a questão da resistência”, disse Kallás.

Na área de vacinas, foram apresentados resultados recentes de diversos grupos com vacinas experimentais candidatas para combater a transmissão do HIV. Foram debatidos alguns dos principais gargalos para o avanço científico em imunologia.

“Um dos gargalos é que ainda não temos um marcador de proteção bem definido. Não conseguimos dizer com precisão, com base em um teste específico, se uma pessoa vai ficar protegida ou não. Em segundo lugar, o vírus é muito diverso, muda muito de pessoa para pessoa e até mesmo dentro de um mesmo indivíduo ele possui uma grande diversidade. Uma vacina tem dificuldade de identificar e reconhecer essas variações virais”, disse.

Outro gargalo, ainda segundo Kallás, é que não se sabe exatamente qual é a região do vírus e o tipo de resposta que consegue de fato gerar proteção. “Há várias tentativas, sabemos algumas dessas coisas, mas não sabemos ainda com certeza essa definição. Tivemos avanços que foram apresentados e que permitem entender alguns desses problemas, mas ainda temos um longo caminho pela frente”, disse.

Fonte: EXAME

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Comprimido pode reduzir risco de HIV

Remédios antirretrovirais em comprimidos, se tomados diariamente, reduzem o risco de infecção pelo vírus HIV entre casais heterossexuais. Dois estudos feitos na África mostram que os medicamentos prescritos desde os anos 1990 para tratar pessoas com Aids também podem reduzir as chances de infecção. Conforme noticia o jornal Folha de S. Paulo, um estudo feito no Brasil pela Fiocruz com o remédio Truvada já havia mostrado resultados semelhantes em homossexuais. O maior dos dois novos estudos examinou 4.758 casais no Quênia e em Uganda, em que um dos parceiros era HIV positivo e o outro, negativo. Os parceiros negativos que tomaram o Tenofovir registraram uma média de 62% de infecções a menos. Para os casais que tomaram o Truvada, que combina o Tenofovir e o Emtricitabine, o risco de infecção foi reduzido em 73%.

bahianoticias.com.br

terça-feira, 1 de março de 2011

HPV. Pesquisa mostra que metade dos homens estão infectados.

Estudo foi feito em três países ao longo de mais de dois anos.
Vírus é sexualmente transmissível e pode causar câncer.

Um estudo feito com homens brasileiros, mexicanos e norte-americanos encontrou o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em metade dos participantes. O vírus é sexualmente transmissível e pode causar desde infecções e verrugas na genitália até cânceres. O artigo teve como principal autora a Dra. Anna Giuliano, do Centro de Câncer H Lee Moffitt, em Tampa, nos EUA.

A pesquisa acompanhou 1.159 homens com entre 18 e 70 anos (a idade média foi de 32 anos), por um período de entre 18 e 31 meses. Dentre eles, havia heterossexuais, bissexuais, homossexuais e homens que afirmaram não ter feito sexo. Nenhum deles era HIV positivo, nem tinha registro prévio de verrugas penianas ou anais, nem estava sentindo ardor ao urinar.

Ao longo do período em que foram acompanhados, os participantes fizeram exames semestrais, com coleta de material. A coleta é simples: um objeto semelhante a um cotonete é esfregado no pênis e na bolsa escrotal e as células retiradas vão para análise laboratorial. Nestes exames, 584 (50%) apresentaram infecção por HPV em algum momento.

“A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças que o homem tem com essas infecções” Dra. Luisa Villa

Perigo também para as mulheres

Tradicionalmente, a medicina dedica maior atenção ao HPV nas mulheres. Entre elas, é mais comum o desenvolvimento de doenças mais graves, como displasias (anomalias) e câncer no colo de útero. Segundo a Dra. Luisa Villa, a ocorrência entre elas é de 10 a 20 vezes maior que entre os homens. Villa foi responsável pela parte brasileira da pesquisa, no Instituto Ludwig de Pesquisas Contra o Câncer, e coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do HPV, sediado da Santa Casa de Misericódia de São Paulo.

A grande incidência do HPV entre os homens naturalmente afeta as mulheres, uma vez que o vírus é sexualmente transmissível. “A gente deve sim mencionar a transmissão, mas não deve menosprezar a carga de doenças que o homem tem com essas infecções”, disse a pesquisadora ao G1.

“Câncer de ânus tem tido um impacto muito elevado e está aumentando em incidência em mulheres e em homens, alguns heterossexuais, inclusive. Esses cânceres de canal anal são causados por HPV, uma boa parte deles”, ressaltou Villa.

É importante destacar que apenas a camisinha não é suficiente para garantir que o HPV seja transmitido. Afinal, o vírus não está presente apenas no sêmen. “Existe HPV nas superfícies, seja de pele (cútis), seja de mucosa, e aí é muito complicado encontrar uma forma de evitar totalmente o contato, a menos que você faça abstinência total. Não só penetração, qualquer contato”, destacou a cientista.

Tem cura?
Há diversos tipos de HPV. A principal diferenciação que se faz é em relação ao risco oncogênico, ou seja, a possibilidade de que este vírus leve a um câncer. Quando ele é de baixo risco, muitas vezes o próprio sistema imunológico do corpo humano consegue acabar com a infecção e eliminar o vírus. Dentre os casos registrados pela pesquisa, os participantes se livraram dele depois de um tempo médio de sete meses e meio.
Não existe tratamento capaz de matar o vírus, uma vez que ele se manifesta. O que se pode fazer é tratar as doenças que ele causa. No caso de uma verruga, por exemplo, pode-se removê-la cirurgicamente, mas pode ser que o HPV continue presente mesmo depois da intervenção.

O que há, sim, desde 2006, é uma vacina que previne contra as infecções causadas pelo vírus. No Brasil, ela é aplicada somente em mulheres com entre nove e 26 anos. “A vacinação de homens contra o HPV protegerá não só a eles, mas terá também implicações para os(as) parceiros(as) sexuais”, comentou Joseph Monsonego, do Instituto do Colo do Útero, em Paris, na França.




HPV pode causar verrugas genitais e câncer de colo do útero ou de pênis
Saiba como é a prevenção, o contágio e o tratamento dessa DST.
Até 80% da população sexualmente ativa já entrou em contato com o vírus.

O vírus do papiloma humano (HPV) está diretamente ligado ao câncer de colo do útero, a segunda maior causa de morte de mulheres por tumor no mundo, atrás apenas do de mama. Os principais sintomas da doença são sangramentos e dor nas relações sexuais.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), sem considerar o câncer de pele não-melanoma, o de colo do útero é o mais incidente na Região Norte (24 por 100 mil mulheres). No Centro-Oeste (28 por 100 mil) e no Nordeste (18 por 100 mil), ocupa a segunda posição. No Sudeste (15 por 100 mil), o terceiro lugar, e no Sul (14 por 100 mil), o quarto. Enquanto o Amazonas tinha, em 2008, uma taxa de mortalidade de 16,7 casos por 100 mil mulheres, São Paulo registrava 3,13.

Os homens também são atingidos pelo HPV: até 40% dos casos de câncer de pênis são causados por esse vírus, cujo contato alcança 80% da população sexualmente ativa.

Do G1

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

HPV: Maioria dos jovens são infectados

O famoso papiloma vírus, ou HPV, causador de mais de 200 tipos de doenças cutâneas na área genital, está em foco por um grupo de cientistas. Um estudo de casais inovador descobriu que mais da metade (56%) de jovens adultos em um novo relacionamento com sexo foram infectados pelo pequeno vilão. Liderada pelo biólogo brasileiro Eduardo Franco, diretor da Cancer Epidemiology Unit da Universidade de McGill, no Canadá, em parceria com colegas da Universidade de Montreal e do Centro Hospitalar da Universidade de Montreal, no mesmo país, a pesquisa trouxe à tona também que quase a metade desses (44%) foi infectada por um tipo do HPV que causa câncer.
Com o objetivo de determinar a preponderância de infecções de HPV entre casais recém-formados, foi realizado o HITCH Cohort Study (Infecção e Transmissão do HPV em Casais por atividade Heterossexual, na sigla em inglês), o primeiro em larga escala entre novos casais formados de jovens adultos, que foi conduzido pela dra. Ann Burchell, coordenadora do projeto e colega do dr. Eduardo Franco na Cancer Epidemiology Unit.


Os resultados foram publicados na edição de janeiro do periódico científico Epidemiology and Sexually Transmitted Diseases e indicam também que há uma grande probabilidade de transmissão do HPV entre parceiros. Em 42% dos casais foi observado que, quando um era portador do vírus, o outro também tinha a infecção. Além disso, os cientistas identificaram que a incidência do mesmo tipo do vírus nos membros do mesmo casal é bastante comum. Assim, se um parceiro tem o HPV, a chance da outra pessoa ser infectada com o mesmo tipo do vírus aumenta mais de 50 vezes.


O público participante da pesquisa são jovens mulheres que frequentam universidade ou CEGEPs (um sistema de educação pós-Ensino Médio requerido para ingressar no Ensino Superior na província de Quebec, no Canadá) em Montreal e seus parceiros. Os “novos casais” foram definidos como aqueles que estavam juntos havia seis meses ou menos. Os “pesquisados” responderam um questionário envolvendo sua história sexual, além de fornecer amostras genitais para testes laboratoriais para identificar a presença de infecção por HPV. O recrutamento ainda vai continuar, para aumentar ainda mais a escala da pesquisa.


A dra. Burchell conta que os resultados obtidos realçam a importância de programas de prevenção contra doenças associadas ao HPV, como exames periódicos para detectar câncer do colo do útero e programas de vacinação contra o agente infeccioso. “Nossas estimativas a respeito da probabilidade de transmissão do HPV serão úteis para outros pesquisadores usarem como modelo para traçar a estratégia da saúde pública e o impacto econômico de planos de vacinação contra o vírus”, destacou a dra. Burchell.


O HPV é sexualmente transmissível e causa câncer do colo do útero, além de outros cânceres, inclusive de vulva, vagina, ânus e pênis. Embora as infecções por HPV sejam bastante comuns, a vasta maioria delas é assintomática e não dura mais do que um ou dois anos. Outro ponto é que menos de 1% das mulheres que têm HPV terão câncer do colo do útero.


Mesmo assim, a ordem é se cuidar. O estudo mostrou como é fácil a transmissão do vírus entre os casais, inclusive (e principalmente) os recém-formados, o que é um fator de preocupação, pois mostra que o vírus se espalha em pouco tempo. “Os resultados sugerem que muitas transmissões do HPV acontecem no início dos relacionamentos, o que reforça a necessidade de prevenção”, sentenciou o dr. François Coutlée, da Universidade de Montreal, que também auxiliou a equipe de cientistas. [Science Daily]


HPV - Perguntas e respostas mais freqüentes



O que é HPV? É a sigla em inglês para papiloma vírus humano. Os HPV são vírus da famíliaPapilomaviridae, capazes de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.

Qual a relação entre os HPV e o câncer do colo do útero?Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em de baixo risco de câncer e de alto risco de câncer. Somente os de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

Quais são eles?Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58 e outros. Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade, apesar de serem encontrados em pequena proporção em tumores malignos.


Os HPV são facilmente contraídos?Estudos no mundo comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV (Figura 2) em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre estes são suficientemente competentes para eliminar os vírus.


Como os papilomavírus são transmitidos?A transmissão é por contato direto com a pele infectada. Os HPV genitais são transmitidos por meio das relações sexuais, podendo causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus. Também existem estudos que demonstram a presença rara dos vírus na pele, na laringe (cordas vocais) e no esôfago. Já as infecções subclínicas são encontradas no colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é bastante raro.


Como são essas infecções? As infecções clínicas mais comuns na região genital são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como "crista de galo" (Fig. 3). Já as lesões subclínicas não apresentam nenhum sintoma, podendo progredir para o câncer do colo do útero caso não sejam tratadas precocemente.

Como as pessoas podem se prevenir dos HPV? O uso de preservativo (camisinha) diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitá-la totalmente). Por isso, sua utilização é recomendada em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

Como os papilomavírus podem ser diagnosticados?As verrugas genitais encontradas no ânus, no pênis, na vulva ou em qualquer área da pele podem ser diagnosticadas pelos exames urológico (pênis), ginecológico (vulva) e dermatológico (pele). Já o diagnóstico subclínico das lesões precursoras do câncer do colo do útero, produzidas pelos papilomavírus, é feito através do exame citopatológico (exame preventivo de Papanicolaou). O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR.

Onde é possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero?Postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis em todos os estados do país e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.

Quais os riscos da infecção por HPV em mulheres grávidas?A ocorrência de HPV durante a gravidez não implica obrigatoriamente numa má formação do feto nem impede o parto vaginal (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após análise individual de cada caso.


É necessário que o parceiro sexual também faça os exames preventivos?
O fato de ter mantido relação sexual com uma mulher infectada pelo papilomavírus não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção. De qualquer forma, é recomendado procurar um urologista que será capaz - por meio de peniscopia (visualização do pênis através de lente de aumento) ou do teste de biologia molecular (exame de material colhido do pênis para pesquisar a presença do DNA do HPV), identificar a presença ou não de infecção por papilomavírus.
Qual o tratamento para erradicar a infecção pelo papilomavírus?A maioria das infecções é assintomática ou inaparente e de caráter transitório. As formas de apresentação são clínicas (lesões exofíticas ou verrugas) e subclínicas (sem lesão aparente). Diversos tipos de tratamento podem ser oferecidos (tópico, com laser, cirúrgico). Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada 


Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero?
Embora estudos epidemiológicos mostrem que a infecção pelo papilomavírus é muito comum (de acordo com os últimos inquéritos de prevalência realizados em alguns grupos da população brasileira, estima-se que cerca de 25% das mulheres estejam infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (entre 3% a 10%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV com alto risco de câncer desenvolverá câncer do colo do útero.


Há algum fator que aumente o risco de a mulher desenvolver câncer do colo do útero?Há fatores que aumentam o potencial de desenvolvimento do câncer de colo do útero em mulheres infectadas pelo papilomavírus: número elevado de gestações, uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), tabagismo, pacientes tratadas com imunosupressores (transplantadas), infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes e clamídia).

As Vacinas contra o HPV


O que é a vacina contra o HPV?
É a vacina criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero. Apesar das grandes expectativas e resultados promissores nos estudos clínicos, ainda não há evidência suficiente da eficácia da vacina contra o câncer de colo do útero. Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18). Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.

Qual o impacto desta nova tecnologia para a política de atenção oncológica e para o SUS?
É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame Papanicolaou (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema. Ainda há muitas perguntas relativas à vacina sem respostas:
- Ela só previne contra as lesões pré-cancerosas ou também contra o desenvolvimento do câncer de colo de útero?
- Qual o tempo de proteção conferido pela vacina?
- Levando-se em conta que a maioria das infecções por HPV é facilmente debeladas pelo sistema imunológico, como a vacinação afeta a imunidade natural contra o HPV?
- Como a vacina afeta outros tipos de HPV associados ao câncer de colo de útero?
- Se os tipos 16 e 18 forem efetivamente suprimidos, outros tipos podem emergir como potencialmente associados ao câncer de colo do útero?
Todas essas perguntas precisam ser respondidas antes de a vacinação ser recomendada como política de atenção oncológica.
Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde e liderado pelo INCA, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Como a vacina funciona?Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.



Existe risco de infecção pela vacina?
Não. No desenvolvimento da vacina conseguiu-se identificar a parte principal do DNA do HPV. Depois, usando-se um fungo (Sacaromices cerevisiae), obteve-se apenas a “capa” do vírus, que mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em humanos.

Qual o tempo de proteção após a vacinação?
A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, visto que só começou a ser comercializada no mundo há cerca de dois anos. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.



A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?
Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob que condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção que vêm sendo realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas serão as meninas antes da fase sexualmente ativa, que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolaou e que, mesmo comprovada a eficácia da vacina e sua aplicação ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.
Em caso de dúvida, envie sua pergunta para o contato@inca.gov.br




Infecção por HPV na gravidez

O que se deve saber sobre HPV, verrugas genitais e gestação?



Devido às alterações hormonais que ocorrem durante a gestação, as verrugas podem aumentar em tamanho e número. Somente se as lesões forem muito grandes a ponto de interferir na passagem do bebê pelo canal de parto, é que a cesariana poderá ser indicada. Caso contrário, lesões pequenas, microscópicas ou latentes não contra-indicam o parto vaginal.


Quanto aos bêbes de mães que possuem verrugas genitais, na grande maioria estes nascem saudáveis, existindo risco mínimo de desenvolverem verrugas no futuro.


É muito importante que a gestante informe ao seu médico, durante o pré-natal, se ela ou seu parceiro sexual já tiveram ou têm HPV.


- QUEM TEM INFECÇÃO PELO HPV PODE ENGRAVIDAR?

A infecção genital por HPV por si só não contra-indica uma gravidez, se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo) o ideal é tratar primeiro e depois engravidar. 


Se ocorrer a gravidez na presença destas lesões não existe grandes problemas, porém as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação e existir maiores dificuldades no tratamento.


Existe a possibilidade do HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais, mesmo nestes casos o risco de ocorrer este tipo de transmissão é baixo. 


- QUEM TEM INFECÇÃO PELO HPV, VERRUGAS GENITAIS OU NIC(NEOPLASIA INTRA-EPITELIAL CERVICAL) PODE AMAMENTAR?


Para que ocorra a transmissão do HPV são necessários o contato pele-a-pele e algum tipo de ferida para que o vírus penetre na pele (a situação ideal é a relação sexual, além do contato pele-a-pele, existe a fricção do pênis na vagina que acaba fazendo microtraumatismos - imperceptíveis a olho nu - que permitem a entrada do vírus na pele). 


Assim, se os seios da mãe não têm lesão por HPV não existe risco de transmissão do HPV durante o aleitamento materno.


Fonte: Bayer Schering

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vírus HPV. Tudo o que você precisa saber

HPV - sigla em inglês de papilomavírus humano - provoca uma das doenças sexualmente transmissíveis com maior ocorrência. Atinge homens, mas as principais vítimas são as mulheres.
Existem mais de 100 tipos de HPV conhecidos e parte deles pode gerar câncer se a lesão não for tratada precocemente. O sinal mais comum é o aparecimento de verrugas nas áreas genitais e orais, entretanto, aqueles que causam tumores não apresentam sintomas. A boa notícia é que tem cura. O sistema imunológico é capaz de eliminá-lo. Mas o melhor mesmo é prevenir-se, sem esquecer a camisinha durante as relações sexuais. Além disso, quem notar algo estranho no pênis ou na vagina deve procurar o médico (ginecologista para as garotas e urologista para garotos).
Somente o especialista pode realmente descobrir qual é o problema, pedir exames e indicar tratamento. Confira as respostas para dúvidas comuns sobre o assunto:

Em que grupo a incidência é alta?Cerca de 80% das mulheres são expostas ao HPV durante suas vidas sexuais. Em geral, a contaminação ocorre nos três anos após a iniciação sexual. Por isso, é considerada infecção da mulher jovem.

Como se contrai? Na maioria dos casos, por meio do contato com a pele infectada durante as relações sexuais, incluindo o sexo oral. Também existem outras formas de contágio, como uso de objetos, toalhas, roupas íntimas, banheiras e vasos sanitários contaminados. No entanto, esses casos são bem menos frequentes. Se a gestante tem o vírus, o bebê pode adquiri-lo no momento do parto.

Como se manifesta? A forma mais comum são as verrugas ou condilomas, semelhantes a pequenas couves-flores. Aparecem principalmente na vagina, colo do útero, pênis e ânus. Também podem surgir nos lábios, boca, laringe e esôfago. Entretanto, os tipos oncogênicos (maior risco de desenvolver câncer) não têm sintomas. Muitas vezes o diagnóstico é feito por alteração em exames, como o de Papanicolaou (teste para prevenção de câncer ginecológico).

Toda verruga na região genital é sinal de HPV? Não. Existem verrugas de origem dermatológica benigna. O melhor a fazer é procurar um médico quando notá-las no corpo.
A doença pode se manifestar tempos depois de se infectar com o vírus?Sim. O período de incubação varia muito. Muitas vezes contamina-se com HPV no início da vida sexual e, após anos, a doença manifesta-se com lesão mais grave.

O HPV causa câncer? Sim. Os do tipo oncogênicos tem risco de desenvolver tumores malignos no colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis. Porém, não ocorre com muita frequência. A maioria das infecções são transitórias.

Como se prevenir? Usar camisinha durante as relações sexuais previne contra o HPV e outras DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Há ainda a vacina, que combate alguns tipos de papilomavírus. Também não deixe de ir ao médico regularmente para que sejam feitos exames.

Qual é o tratamento? O tratamento não é para o vírus, mas para a lesão (doença que ele provocou). Ela é destruída ou retirada por meio de remédios ou cirurgia. Quem cura o vírus é o sistema imunológico.
Há vacina para HPV?Existem duas: a bivalente (contra os tipos 16 e 18 de HPV, responsáveis por 70% das lesões graves) e a quadrivalente (contra os tipos 6 e 11, que causam verrugas, além dos 16 e 18). O ideal é que sejam tomadas antes da primeira relação sexual. No Brasil, está disponível para meninas a partir dos 9 anos. Nos Estados Unidos, homens já podem recebê-las.

TRANSMISSÃO A contaminação ocorre por meio do contato direto com a pele infectada, principalmente durante a relação sexual. Há outras formas bem menos frequentes, como contato com objetos, toalhas, banheiras e vasos sanitários infectados.

SINTOMAS l Verrugas nos órgãos genitais, ânus, boca, laringe e esôfago.
l Os tipos que causam câncer não apresentam.

PREVENÇÃO Meninas e meninos sexualmente ativos devem procurar médico e fazer exames anualmente.
O uso de camisinha durante o sexo, incluindo oral, é fundamental para evitar HPV e outras DSTs.

Não compartilhe objetos de uso íntimo e faça a higiene de locais de uso comum, como vasos sanitários.
Com a colaboração da médica Neila Maria de Góis Speck, chefe do ambulatório de colposcopia da Unifesp


As vacinas contra o HPV

O que é a vacina contra o HPV?
É a vacina criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e, dessa forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver câncer de colo de útero. Apesar das grandes expectativas e resultados promissores nos estudos clínicos, ainda não há evidência suficiente da eficácia da vacina contra o câncer de colo do útero. Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18). Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.

Qual o impacto desta nova tecnologia para a política de atenção oncológica e para o SUS?
É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame Papanicolaou (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema. Ainda há muitas perguntas relativas à vacina sem respostas:

- Ela só previne contra as lesões pré-cancerosas ou também contra o desenvolvimento do câncer de colo de útero?
- Qual o tempo de proteção conferido pela vacina?
- Levando-se em conta que a maioria das infecções por HPV é facilmente debeladas pelo sistema imunológico, como a vacinação afeta a imunidade natural contra o HPV?
- Como a vacina afeta outros tipos de HPV associados ao câncer de colo de útero?
- Se os tipos 16 e 18 forem efetivamente suprimidos, outros tipos podem emergir como potencialmente associados ao câncer de colo do útero?

Todas essas perguntas precisam ser respondidas antes de a vacinação ser recomendada como política de atenção oncológica.

Um comitê de Acompanhamento da Vacina, formado por representantes de diversas instituições ligadas à Saúde e liderado pelo INCA, avalia, periodicamente, se é oportuno recomendar a vacinação em larga escala no país. Até o momento, o comitê decidiu pela não incorporação da vacina contra o HPV no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Como a vacina funciona?
Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.

Existe risco de infecção pela vacina?
Não. No desenvolvimento da vacina conseguiu-se identificar a parte principal do DNA do HPV. Depois, usando-se um fungo (Sacaromices cerevisiae), obteve-se apenas a “capa” do vírus, que mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em humanos.

Qual o tempo de proteção após a vacinação?
A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não foi determinada, visto que só começou a ser comercializada no mundo há cerca de dois anos. Até o momento, só se tem convicção de cinco anos de proteção. Na verdade, embora se trate da mais importante novidade surgida na prevenção à infecção pelo HPV, ainda é preciso delimitar qual seu alcance sobre a incidência e a mortalidade do câncer de colo do útero.

A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?
Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob que condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção que vêm sendo realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas serão as meninas antes da fase sexualmente ativa, que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolaou e que, mesmo comprovada a eficácia da vacina e sua aplicação ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.

Em caso de dúvida, envie sua pergunta para o contato@inca.gov.br

Visiteo Site http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=327

domingo, 5 de setembro de 2010

Top 10 celebridades mais perigosas da internet

Pesquisas mostram que buscar Cameron Diaz na internet tem dez por cento de chance de chegar em um site malicioso
Cameron Diaz e Julia Roberts são os nomes mais perigosos para buscas on-line

Pesquisa McAfee constatou que a procura das últimas fotos de Cameron Diaz e downloads há chance de dez por cento do desembarque em um site dá  positivo para ameaças on-line, tais como spyware, adware, spam, phishing, vírus e outros malwares.

Os fãs que procuram "Cameron Diaz" ou "Cameron Diaz e downloads," Cameron Diaz e protetores de tela "," Cameron Diaz e papel de parede "," Cameron Diaz e fotos "e" Cameron Diaz e vídeos "correm o risco de correr em linha de ameaças projetadas para roubar informações pessoais. Clicando nestes sites arriscados e download de arquivos como fotos, vídeos ou screensavers expõe internautas para o risco de baixar vírus e malware.

O estudo utiliza avaliações local SiteAdvisor, que indica quais sites são arriscados para procurar nomes de celebridades na Web e calcular uma percentagem de risco global. O top 10 celebridades do estudo deste ano, com os maiores percentuais de risco são:

Posição Celebridade
1 Cameron Diaz - Buscando resultados Diaz há uma chance em dez de pouso em um local de risco. Ela foi recentemente o centro das atenções com filmes blockbuster, "Knight and Day" e "Shrek Forever After". Quando "Cameron Diaz e screensavers" foi pesquisado, 19 por cento dos estabelecimentos foram identificados como contendo downloads maliciosos.

2 Julia Roberts - vencedor do Oscar a atriz Julia Roberts é uma das namoradas América, e em breve estará no centro das atenções com seu futuro lançamento de "Eat, Pray, Love." O risco global da procura de Roberts é de nove por cento, ainda à procura de "Julia Roberts e downloads" resulta em uma chance de 20 por cento de baixar uma foto, papel de parede ou outro arquivo carregado com malware.

3 Jessica Biel - celebridade mais perigosa do ano passado caiu dois pontos com as pesquisas, resultando em menos de sites arriscados este ano. Biel continua a ser o centro das atenções com ela de novo, de novo fora de relacionamento com Justin Timberlake, e apareceu em "The A-Team", em junho de 2010. Enquanto o seu risco global de pesquisa é de nove por cento, em busca de "Jessica Biel screensavers e" resulta em uma chance 17 por cento de pouso em um local de risco.

4 Gisele Bündchen -A supermodelo mais bem paga do mundo subiu dois lugares desde o ano passado. Procurando por "Gisele Bündchen e screensavers" pode ser arriscado, 15 por cento dos resultados de pesquisa para esta beleza pode colocar spyware, malware ou vírus em seu computador.

5 Brad Pitt - Pitt é frequentemente no centro das atenções com notícias de seus filmes e sua vida pessoal. Não admira por isso que este homem tem sido líder no top dez nos últimos três anos. Ele subiu na hierarquia cinco pontos este ano. Download de fotos, screensavers, ou outros arquivos de Brad pode, potencialmente, colocar adware ou spyware no seu computador.

6 Adriana Lima - Procurando por downloads desta beleza brasileira pode direcionar usuários para sites classificado vermelho. Lima é conhecido por ser uma Angel da Victoria's Secret desde 2000.


7 Jennifer Love Hewitt, Nicole Kidman - Buscando essas estrlas de Hollywood resultou em igual número de sites de download de risco.

8 Tom Cruise - Com o recente buzz em torno de seu desempenho np MTV Awards, bem como o seu filme, "Knight and Day", Cruise sobe para os dez primeiros.

9 Heidi Klum, Penelope Cruz - Ambas as senhoras estão sempre no centro das atenções, e compartilham o 9 º lugar. Os criminosos virtuais utilizam seus nomes para atrair as pessoas para locais de risco. Klum hosts "Project Runway" e Cruz foi o centro das atenções recentemente por seu papel em "Sex and the City 2" filme  é esperado para estar no quarto filme de "Piratas do Caribe" série.


10 Anna Paquin - Este "True Blood" estrela "é tão perigoso na Web como ela está na tela. Procurando screensavers de Paquin pode levar você para downloads cheio de malware.

Fonte: newsroom.mcafee.com/

domingo, 15 de agosto de 2010

HIV. 20% dos soropositivos morrem sem diagnóstico

Mesmo garantindo tratamento da Aids gratuito e universal desde meados dos anos 90, o Brasil tem cerca de 20% dos diagnósticos da doença feitos só depois que o paciente morre.

A constatação é da pesquisadora Monica Malta, da Fiocruz, que analisou os 386.209 casos registrados no país entre 1998 e 2008 --no total, 141.004 pessoas morreram em decorrência da doença.

"Sem o diagnóstico, essas pessoas deixam de receber o tratamento que poderia fazer com que vivessem mais", diz.

"Se a pessoa morreu sem saber que tinha HIV, pode ter tido comportamento de risco sem saber que poderia estar transmitindo a doença."

O estudo, apresentado na 18ª Conferência Internacional de Aids, em julho, é o primeiro com informações nacionais, com base em quatro bancos de dados do governo.

Foram analisados todos os casos confirmados da doença, e não aqueles em que havia apenas infecção pelo HIV --em muitos casos, a pessoa tem o vírus, mas ainda não desenvolveu a Aids.

EXAMES

A análise revelou que 57,8% dos doentes não fizeram exame de carga viral e 48,6% não fizeram exame de CD4 naqueles dez anos.

Quando se consideram só os usuários de drogas injetáveis, as porcentagens são ainda maiores.

Os exames são importantes para a definição do medicamento e para o monitoramento de sua eficácia. Recomenda-se que cada um seja feito três vezes ao ano.

Isso pode significar que essas pessoas não estão se tratando de maneira adequada ou, simplesmente, que não estão se tratando.

Ronaldo Hallal, assessor técnico do Ministério da Saúde, diz que uma possível explicação é o fato de parte dos doentes realizarem esses exames na rede privada. No país, 75% da população não tem plano de saúde e depende do SUS.

O ministério afirma ainda que uma parcela --sem dizer o número-- só descobre a doença quando já está perto da morte, sem tempo para fazer os exames --geralmente os mais pobres e os usuários de drogas injetáveis.

Sobre os 20% que morreram sem o diagnóstico, o ministério disse que não comentaria pelo fato de a pesquisa não ter sido publicada.

DOENÇA OPORTUNISTA

O educador social baiano Fabio Correia, 44, quase morreu sem saber que tinha a doença. Em 2000, sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) decorrente da Aids. Passou semanas hospitalizado.

"Não tinha me passado pela cabeça que eu poderia ter Aids. Nunca havia cogitado fazer o exame de HIV", diz.

O coordenador da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, Veriano Terto Júnior, aponta problemas.

"A oferta e o acolhimento nos serviços de saúde são precários", diz. "E, por mais que seja garantido o sigilo, algumas pessoas ficam com medo da exposição."

Fonte: Folha Online

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Herpes Vírus ajuda a combater câncer de cabeça

Segundo pesquisa, ao ser combinado com a quimioterapia e a radioterapia, o vírus ajudou a eliminar os tumores em 93% dos casos


Um vírus da herpes, alterado geneticamente, poderia ajudar o tratamento de pacientes com câncer de cabeça e pescoço, revelou uma pesquisa publicada no Clinical Cancer Research. De acordo com os pesquisadores, combinar a utilização do vírus com quimioterapia e radioterapia é melhor do que utilizar apenas o tratamento padrão.

Depois de dois anos do tratamento, 82% dos voluntários não apresentaram recorrência da doença


Para realizar o experimento, os cientistas modificaram o vírus comum e aplicaram nas células cancerígenas. Segundo os resultados, o vírus ajudou a eliminar os tumores em 93% dos casos e ainda estimulou o sistema imunológico dos pacientes. Os cientistas acrescentaram que não houve o risco de infectar os voluntários com o vírus.

O levantamento foi realizado com 17 pacientes, que receberam uma injeção com o vírus modificado, no Royal Marsden Hospital, em Londres. Depois de dois anos do tratamento, 82% dos voluntários não apresentaram recorrência da doença.

Os especialistas esperam que o vírus possa ser utilizado um dia para combater outros tipos de câncer. “Dos pacientes que recebem tratamento com quimioterapia e radioterapia entre 35 e 55% apresentam recaída dentro de dois anos. Por isso, a comparação dos resultados é muito favorável”, disse Kevin Harrington, líder da pesquisa.

O próximo passo é realizar uma pesquisa que compare o tratamento do vírus modificado com o tratamento padrão em pessoas com diagnóstico recente de câncer de cabeça e pescoço.

(Fonte: Veja)