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terça-feira, 3 de agosto de 2010

HPV. Uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas está contaminada

Uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas está contaminada pelo HPV - um vírus transmitido pelo sexo e pode causar câncer de colo de útero.


A constatação é de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro. A infecção foi detectada em meninas que tinham iniciado a vida sexual há apenas um ano. Quando chegam a cinco anos de atividade sexual, a porcentagem de infectadas sobre para 40%.



No Espírito Santo, a situação não é diferente, garante o ginecologista Otto Baptista. "Os adolescentes estão iniciando sua vida sexual muito cedo, sem proteção e com uma grande variedade de parceiros. Como a doença demora a se manifestar, o infectado continua a ter relações, multiplicando os casos", detalha.


O mais preocupante, segundo o médico, é que a maioria das adolescentes não tem o costume de procurar o médico, mesmo quando já são sexualmente ativas. "Elas só procuram, quando a doença dá sinais, como corrimento ou verrugas", alerta o médico.


No Brasil, estima-se que 3% das mulheres infectadas pelo vírus poderão desenvolver câncer de colo uterino. "Isso depende muito do estado imunológico do paciente. Algumas vezes, a doença só se manifesta na gravidez, mas a menina continua infectando os parceiros", ressalta Otto.
Além de um tratamento doloroso, que pode incluir até a retirada do útero, a doença pode voltar a qualquer momento, mesmo depois de tratada.


"Da mesma forma que se expõem ao HPV, as meninas também estão suscetíveis a outros tipos mais graves de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, além do risco de uma gravidez indesejada", lembra o médico.


Já há vacinas disponíveis no mercado, voltadas especialmente para mulheres mais jovens, mas o mais completo meio de prevenção é o uso da camisinha, ressalta Otto.


Para todas as mulheres sexualmente ativas, recomenda-se visitas regulares ao ginecologista, pelo menos uma vez por ano, para a realização do exame preventivo, o Papanicolau, capaz de detectar o HPV. "Quem varia muito de parceiro deve procurar o médico a cada seis meses", ressalta Otto.


Prevenção
Tratamento. O tratamento é caro e demorado - são três doses que em intervalos de seis meses. Elas custam R$ 400,00 cada uma


Eficácia. É de quase 100% na prevenção do câncer de colo de útero, e de 99%, no caso de verrugas genitais


Idade. A vacina é restrita a mulheres entre 9 e 26 anos, para as quais as pesquisas já comprovaram a eficácia


Proteção. A vacina, conhecida como Gardasil, é quadrivalente ? protege de quatro dos mais de 200 tipos existentes do vírus ? dois deles causam verrugas e outros dois o câncer de colo de útero


Mais barato. Há também um outro tipo, que protege apenas dos vírus que causam o câncer, e que custa R$ 350


Efeito colateral. A vacina não tem efeitos colaterais, podendo causar apenas febre baixa e uma leve dor no braço, onde é aplicada. Grávidas não podem ser vacinadas


Onde tomar. Em clínicas particulares, como Centro de Vacinação da Praia: 3235-1188 e SIS Vacinações: 3227-1743


Saiba mais sobre a doença
O que é. O papilomavírus humano (HPV) é um vírus adquirido durante as relações sexuais


Câncer. A infecção é a maior causa do desenvolvimento do câncer de colo de útero


Gravidade. Esse é o terceiro tipo da doença que mais acomete as mulheres, ficando atrás somente dos cânceres de pele e de mama.


Infecção. A infecção ataca a pele e as mucosas e pode causar corrimento e verrugas na região vaginal, que podem demorar anos para aparecer, quando a doença já estiver muito grave


Tratamento. O tratamento é dolorido. É preciso usar ácidos e fazer cauterização (uma espécie de choque quente)


Infertilidade. Em estágio avançado é preciso amputar o cólo do útero ou até retirar o órgão, o que leva à infertilidade


Mortes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é responsável por cerca de quatro mil mortes por ano no país.


Infecções estão mais graves
As infecções no cólo de útero, além de mais freqüentes em adolescentes, têm aumentado em todas as faixas etárias, e com mais gravidade.


Um estudo desenvolvido por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz detectou que, entre os exames feitos em mulheres adultas (com idade igual ou superior a 20 anos), 5,6% revelaram alguma alteração no colo do útero. Já entre as adolescentes (de 10 a 19 anos), esse percentual chegou a 9%.


Mas o tipo de lesão varia de acordo com a idade. Na faixa de 10 a 19 anos, prevaleceram as lesões de baixo grau ? com menor chance de evoluir para câncer. Lesões mais graves atingiram, sobretudo, mulheres com idade igual ou superior a 20 anos.


Para o estudo, as pesquisadoras utilizaram o banco de dados do Serviço Integrado Tecnológico em Citopatologia, do Inca, com cerca de 1,5 milhão de exames Papanicolau, realizados em moradoras do Rio entre 1999 e 2005.(Fonte: A Gazeta)


O HPV é encontrado na pele e nas mucosas genitais de homens e mulheres, pode ser transmitido pelos três tipos de sexo: vaginal, anal e oral. Seu diagnóstico é difícil, pois muitas vezes o vírus permanece adormecido no corpo da pessoa, e só se manifesta quando a imunidade está baixa. “Ele evolui de maneira discreta e atinge a pele e mucosas.


Muitas vezes o vírus é visível através de verrugas no local contaminado, mas é importante realizar uma avaliação médica, no qual o ginecologista além de examinar, se necessário, solicitará a confirmação do vírus através de exames como papanicolau, colposcopia e biópsia”, conta Carolina Costa Fernandes, psicóloga especialista em sexualidade pelo Instituto Paulista de Sexualidade.


“De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”
Já nos homens, o diagnóstico é mais complicado, pois nem sempre as verrugas aparecem no local infectado. Caso a parceira apresente HPV, é necessário que o homem procure um urologista e verifique a doença.




Existem alguns exames específicos para procurar o vírus no corpo das pessoas. A colposcopia, que examina a vagina; a peniscopia, que é feita no pênis; a vulvoscopia, na vulva; e a anuscopia, que é realizada no ânus. O material é colhido e analisado para que possa ser feito o diagnóstico. “Também é feito um exame de HIV, para garantir que nenhuma outra doença tenha sido transmitida”, explica Fasano. A primeira lesão pode aparecer no local infectado entre cinco e quarenta dias após o contágio.


O tratamento é feito de acordo com o paciente, sua idade e a evolução da doença. Uma gravidez também pode alterar os procedimentos. “Pode ser medicamentoso, mas geralmente é utilizado um tratamento local com cauterização. Existem atualmente vários métodos como laser ou ácido colocado na lesão, realizados no próprio consultório médico”, conta Carolina. A duração depende do progresso da doença.


A estudante de arquitetura Fernanda Martins* pegou a doença de sua irmã, que foi infectada por um ex-namorado. “Eu só tinha tido relação com meu namorado, e ele comigo. Ele achou que eu tinha traído ele e eu achei que ele é quem tinha me traído, por eu ter pego a doença. Mas ele não estava com HPV, e então descobrimos que eu contraí da minha irmã, por usar a mesma toalha”, diz.


O tratamento foi longo e doloroso, mas Fernanda conseguiu ficar livre das feridas. “A pior parte é ficar sem sexo. Durante o tratamento tem que ter abstinência sexual. Mas meu namorado foi super compreensivo. E a falta de sexo não significa falta de intimidade”, afirma a estudante. De acordo com a especialista Carolina, o sucesso do tratamento é garantido. “Se ele for realizado corretamente, em sua grande maioria obtém-se a cura”, diz.


Apesar de existirem centenas de tipos do vírus, a maioria das infecções é ocasionada por apenas quatro tipos dele. As versões 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero; e as versões 6 e 11, que causam 90% das verrugas genitais. Mas já existem duas vacinas que prometem ajudar na prevenção do papilomavírus.


Uma delas, fabricada pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, protege contra esses quatro tipos mais comuns. Ela é indicada para mulher entre nove e 26 anos e chamada de “Vacina Quadrivalente”. A outra, a “Vacina Cervarix”, protege contra os tipos 16 e 18, e também é indicada para a mesma faixa etária. “Isso se propõe a provocar uma resistência contra o HPV mais letal para a mulher, aquele que comprova câncer de colo de útero. Para o mais comum, não tem essa eficácia”, explica Paolo Fasano. As vacinas são caras e são necessárias várias aplicações. Antes de qualquer procedimento, é importante conversar com um médico.


O ginecologista explica que os tipos de HPV que provocam verruga não costumam gerar câncer no útero. “Por isso a gente faz muito papanicolau no Brasil. Ajuda a detectar a doença, quando não aparecem as verrugas”, conta Paolo.


Para evitar o contágio sexual, é necessário o uso de preservativo. Nada mais simples. Mas existe uma ressalva: a transmissão é feita pelo contato da pele. Ou seja, a parte que a camisinha não cobre, pode passar ou pegar o HPV. Por isso são necessários exames de rotinas em ginecologistas e urologistas e muita atenção ao surgimento de verrugas e coceiras nos órgãos genitais.


“É importante realizar exame ginecológico a cada seis meses, para que haja um controle regular com coleta de material do colo do útero”, conta Carolina. Além de causar câncer no colo do útero, o HPV também pode ocasionar câncer no pênis. “O preservativo é importante desde o início da relação sexual, nas preliminares, pois o atrito auxilia o contato”, lembra o ginecologista Paolo Fasano.


Como sempre, é importante lembrar o uso de preservativo e de exames médicos. HPV é uma doença séria e cada vez mais comum. (Ana Gissoni - AgênciaMBPress)


A infecção pelo vírus HPV é considerada atualmente uma das mais frequentes infecções sexualmente transmissíveis
A infecção pelo vírus HPV é considerada atualmente uma das mais frequentes infecções sexualmente transmissíveis e está diretamente relacionada com a geração do câncer de colo uterino.
Cerca de 10% da população mundial apresenta o vírus e 80% das mulheres entrarão em contato em algum momento da vida, mas quando se leva em conta apenas pessoas jovens a taxa de infecção pode ultrapassar os 50% em algumas regiões.
A maioria dos casos de infecção pelo HPV é assintomática e transitória. Após dois anos, 90% dos pacientes conseguem ficar curados espontaneamente apenas pela a ação do sistema imune.
Os problemas ocorrem nos 10% que não conseguem se livrar do HPV e desenvolvem infecção permanente. Geralmente a infecção não resulta em câncer, mas é comprovado que 99% das mulheres que têm câncer do colo uterino foram antes infectadas por este vírus. No Brasil, cerca de 7.000 mulheres morrem anualmente por esse tumor.
SINAIS E SINTOMAS
O HPV pode ser assintomático ou provocar discreta coceira e aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas.
Se as alterações nos genitais forem discretas, poderá perceber apenas através de exames específicos. Se forem mais intensas ou graves, as células infectadas pelo vírus podem perder o controle sobre a sua multiplicação e atingir os tecidos.
Os exames de papanicolau e colposcopia são indicados para o diagnóstico da lesão do colo uterino causada pelo vírus HPV e pode ser realizado em consultórios médicos ginecológicos ou laboratórios especializados.
Existem duas famílias de HPV: o de baixo risco e o de alto risco de se transformar em câncer. O diagnóstico do vírus é chamado de captura híbrida para HPV.
SAIBA MAISUtilize sempre preservativo na relação sexual.
Evite cigarro.
Alimente-se com muita fruta e verdura, pois são alimentos que colaboram com o sistema imunológico.
Não exagere nas bebidas alcoólicas.
Existem duas vacinas contra o HPV, sendo que uma inclui os subtipos 6, 11, 16 e 18, e a outra os 45 e 31. Portanto, a vacina inclui os principais, mas não todos os subtipos relacionados ao câncer de colo uterino. A vacinação não elimina a necessidade do exame preventivo anual, já que não elimina em 100% o risco de câncer.
A presença do HSV-6 e HSV-11 na vacina ajuda na prevenção do condiloma acuminado.
A vacinação é feita em três etapas, sendo a segunda e terceira doses administradas dois e seis meses após a primeira.
A vacina não é feita com vírus vivo atenuado e por isso é bastante segura, mas como ainda não existem trabalhos comprovando a segurança na gravidez, não está indicada neste grupo.
Examine com um espelho, ao menos uma vez por mês, a região da vulva para detectar eventuais verrugas ou lesões. Caso isso ocorra, procure seu ginecologista.
Faça exames periódicos com seu ginecologista ao menos uma vez por ano.
(.dgabc.com.br)

HPV pode se manifestar em um mês? Jairo Bouer responde


sábado, 31 de julho de 2010

Gel vaginal anti-hiv: questões polêmicas sobre sua eficácia e uso

A melhor novidade para a prevenção contra a Aids foi divulgada este mês, em uma conferência mundial sobre a doença em Viena: um gel vaginal microbicida, que pode ser usado sem o conhecimento do homem, deu às mulheres chance de 39% de evitar a infecção com o vírus mortal.

Obviamente, os 39% não são exatos, embora as mulheres que usaram o gel no teste sul-africano tenham obtido resultados melhores, chegando a 54% de proteção. Depois de uma dúzia de fracassos com microbicidas, esse foi um grande alívio, e gerou aclamações e aplausos de pé pelos pesquisadores locais. “Esse é um campo que conheceu muita dor”, disse Catherine Hankins, a principal conselheira científica da UNAIDS, a agência de combate à Aids das Nações Unidas. Houve um alívio geral porque os dados não eram tão instáveis quanto os de um teste de vacinas contra a Aids, divulgado em setembro.

“Há um sentimento de tranquilidade e prazer para mim, como cientista, de que os dados são estatisticamente significativos de qualquer forma que você os divida”, afirmou o Dr. Anthony S. Fauci, respeitado especialista em Aids do governo dos EUA, que bancou a maior parte dos custos do teste. Houve um bônus inesperado: o gel protegeu as mulheres ainda mais contra a herpes genital (os pesquisadores não souberam especificar o motivo, mas o gel contém tenofovir, um medicamento antiviral, e tanto a Aids quanto a herpes são virais).

Agora, especialistas estão ponderando sobre as muitas perguntas levantadas pela novidade. Quantos testes mais serão necessários para ganhara aprovação dos reguladores de medicamentos? Será que mais de 1% de tenofovir no gel, ou uma mistura de dois remédios, funcionaria melhor?

Ele pode ser produzido de maneira barata o suficiente para os países pobres? O gel custa 2 centavos de dólar por dose, mas os aplicadores saem por 40 centavos – pois são patenteados e foram frequentemente redesenhados para maior conforto.

As mulheres fizeram sexo numa média de cinco vezes por mês, e foram instruídas a inserir o gel antes e depois das relações. Apenas uma dose, o que seria mais fácil e barato, funcionaria igualmente bem?
Ele pode funcionar para prostitutas, que fazem sexo com muitos homens sucessivamente? Ele é seguro o bastante para o uso diário? Ele pode ser usado por mulheres grávidas? Algumas mulheres engravidaram e deram à luz, mas pararam rapidamente de usar o gel para reduzir quaisquer riscos.

As mulheres que se infectaram mesmo usando o gel desenvolveriam infecções de difícil cura ou resistentes a remédios? E, embora ele tenha sido testado em mulheres africanas pobres, ele teria apelo às mulheres ocidentais, algumas das quais podem se preocupar com herpes e Aids? Ele também poderia funcionar para o sexo anal, e proteger homens homossexuais? Os pesquisadores e outros especialistas afirmaram ter apenas dicas parciais para as respostas, mas que a maioria delas era animadora. E, dado que essa é uma pesquisa de Aids, algo que inevitavelmente cria controvérsias, algumas perguntas difíceis foram levantadas.

Se já se sabia após o primeiro ano que o gel estava funcionando, por que o teste não foi interrompido? E o que acontecerá com as 889 mulheres africanas que, nas palavras de Mark Harrington, um ativista da Aids, “arriscaram seus corpos para esse estudo”? Elas conseguirão continuar recebendo o produto que pode ter salvo suas vidas?

Algumas perguntas foram fáceis, segundo o Dr. Salim Abdool Karim, um dos líderes do estudo e professor de epidemiologia nas Universidades de KwaZulu-Natal, na África do Sul, e Columbia. O preço de uma dose pode cair para menos de um preservativo, pois os aplicadores são apenas plástico moldado e, sem restrições de patente, “os chineses poderiam produzi-lo por meio centavo”, afirmou ele.

Outras, como quais drogas e combinações de doses seriam melhores e mais seguras, devem ser estudadas em experimentos futuros. Um complexo teste multinacional de diversos métodos, incluindo o microbicida, deve terminar em 2013, mas um novo pode ser projetado para começar rapidamente. No mundo todo, mais de um milhão de mulheres morre de Aids anualmente, então a velocidade é importante.

O gel nunca foi testado em homens, mas protegeu macacos que receberam doses anais da versão símia para o vírus. Usando amostras coletadas, Karim descobriu que o tenofovir de partes vaginais internas das mulheres havia migrado também para o reto, sugerindo que elas também podem ter sido protegidas no sexo anal. “O tecido entre os dois é bastante fino”, explicou ele.

Usar um gel em vez de um comprimido significa que o medicamento entra no trato genital, mas dificilmente atinge o sangue. Isso reduziu as chances de que uma mulher infectada desenvolvesse vírus resistentes ao tenofovir, segundo os especialistas. Nenhuma mulher os desenvolveu, mas elas foram testadas com tanta frequência que o vírus teve muito pouco tempo para entrar em mutação. O Dr. Kevin A. Fenton, diretor da divisão de Aids do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, disse que o aspecto duplo – Aids e herpes – “poderia tornar o produto mais atraente às mulheres americanas”. Não está claro se os homens gostariam do gel, e os comprimidos de tenofovir estão sendo testados em homens homossexuais não infectados, mas os resultados “são uma verdadeira injeção de ânimo no campo”, afirmou ele.

Os testes não foram interrompidos mais cedo, segundo Karim, pois o comitê independente de revisão queria resultados tão decisivos que igualariam os resultados de dois experimentos favoráveis, “e nós não atingimos esse nível de eficácia”. A Dra. Sheena McCormack, pesquisadora britânica de microbicidas, lembrou dos testes de penicilina há 70 anos. Aqueles pesquisadores deram o remédio a seus pacientes em pior estado, não a uma amostragem aleatória, e mesmo assim tudo correu espantosamente bem. Este, segundo ela, lembrava mais os testes de circuncisão como um preventivo à Aids, que precisou de três para ser convincente.

O que acontecerá às 889 mulheres é incerto. A Dra. Quarraisha Abdool Karim, esposa de Karim e parceira de pesquisas, disse que era preciso produzir mais gel – e ela esperava inscrevê-las rapidamente num novo experimento, para que sigam recebendo o remédio. Harrington disse que, em sua opinião, elas deveriam ter a escolha de participar de outro experimento ou apenas receber o gel por tempo indefinido, mesmo que ele ainda não tenha sido legalmente aprovado por nenhuma agência reguladora.

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