Mostrando postagens com marcador gel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gel. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de março de 2012

Gel contra HIV se mostra seguro


Gel contra HIV se mostra seguro
O produto que está sendo testado é uma versão do gel vaginal com menos glicerina


Um gel contra o HIV feito para ser usado no reto foi considerado seguro e aceitável após uma primeira fase de testes. O produto ainda precisa passar por outras duas fases de testes mais abrangentes antes de ser lançado no mercado.

O tenofovir é um antirretroviral, que já é usado contra a Aids na forma de comprimidos ou de gel vaginal. O microbicida, como é chamado o gel usado com essa finalidade, é uma das abordagens da medicina para reduzir a transmissão do HIV pelo sexo.

O produto que está sendo testado é uma versão do gel vaginal com menos glicerina, o que o deixa mais adaptado para o reto. Sem proteção, o risco de transmissão do HIV pelo sexo anal é até 20 vezes maior que pelo sexo vaginal.

O estudo foi feito com 65 homens e mulheres em três pontos diferentes dos EUA. Alguns usaram o gel e outros usaram outros produtos, como base de comparação. Apenas 18% dos participantes apresentaram efeitos colaterais significativos, e 87% dos que usaram o produto disseram que voltariam a utilizá-lo no futuro.(G1)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Gel contendo hormônio vaginal pode reduzir nascimentos prematuros, diz estudo

Um tratamento simples --um gel contendo hormônio vaginal-- pode reduzir significativamente o número de partos prematuros entre as grávidas que correm esse risco devido a um problema no colo do útero, informaram pesquisadores do governo dos EUA nesta quarta-feira.

Muitos fatores podem levar ao nascimento prematuro, mas o estudo é focado nas milhares de mulheres norte-americanas que desenvolvem um colo do útero muito curto. As descobertas podem levar mais médicos a iniciar a rotina de medição do colo uterino, utilizando um ultrassom fácil e relativamente barato no meio da gravidez.

"Nunca haverá 'a' solução para o nascimento prematuro", advertiu o pesquisador Roberto Romero do National Institutes of Health, que liderou o estudo. "Existirão diversas soluções e nós acreditamos que esta é uma importante."

O tratamento não está relacionado a uma injeção chamada Makena, um hormônio sintético de uso controverso devido ao seu alto preço. Essa droga é destinada a mulheres que já tiveram um bebê prematuro e agora estão grávidas novamente.

Mas as mulheres podem desenvolver o problema no colo do útero durante qualquer gravidez. A questão é se a aplicação do gel de progesterona natural --conhecido como Prochieve-- diretamente na área do problema pode evitar um parto precoce.

O tratamento funcionou, cortando pela metade a taxa de nascimentos prematuros antes das 33 semanas de gestação, período ligado ao risco de morte ou problemas de saúde a longo prazo, concluiu Romero, que conduziu o estudo em 44 centros médicos no mundo todo.

O estudo foi feito em parceria entre o NIH (Instituto Nacional de Saúde, na sigla em inglês) e o fabricante do gel --Columbia Laboratories Inc., que deve pedir a aprovação da droga na FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) para as mulheres com o problema.

A empresa não informou o preço do produto, mas a progesterona vaginal já é vendida para o tratamento de condições diferentes, por cerca de US$ 20 a dose de um dia.

O estudo examinou 32.000 mulheres grávidas sadias e encontrou que 2,3% delas desenvolveram o problema, o equivalente a 100 mil mulheres dos EUA em um ano.

Em uma nova pesquisa, 458 mulheres com o problema receberam o gel de progesterona ou uma versão fictícia em um aplicador para uso diário, a partir do segundo trimestre da gravidez.

Cerca de 16% das mulheres que receberam o gel fictício deram à luz antes de 33 semanas, em comparação a 9% das que receberam o medicamento, disseram pesquisadores na revista "Ultrasound in Obstetrics & Gynecology".

As crianças nascidas das usuárias de progesterona também eram mais saudáveis, com menos desconforto respiratório e maior peso ao nascer. As mulheres analisadas não sofreram efeitos colaterais significativos.

Folha

sábado, 31 de julho de 2010

Gel vaginal anti-hiv: questões polêmicas sobre sua eficácia e uso

A melhor novidade para a prevenção contra a Aids foi divulgada este mês, em uma conferência mundial sobre a doença em Viena: um gel vaginal microbicida, que pode ser usado sem o conhecimento do homem, deu às mulheres chance de 39% de evitar a infecção com o vírus mortal.

Obviamente, os 39% não são exatos, embora as mulheres que usaram o gel no teste sul-africano tenham obtido resultados melhores, chegando a 54% de proteção. Depois de uma dúzia de fracassos com microbicidas, esse foi um grande alívio, e gerou aclamações e aplausos de pé pelos pesquisadores locais. “Esse é um campo que conheceu muita dor”, disse Catherine Hankins, a principal conselheira científica da UNAIDS, a agência de combate à Aids das Nações Unidas. Houve um alívio geral porque os dados não eram tão instáveis quanto os de um teste de vacinas contra a Aids, divulgado em setembro.

“Há um sentimento de tranquilidade e prazer para mim, como cientista, de que os dados são estatisticamente significativos de qualquer forma que você os divida”, afirmou o Dr. Anthony S. Fauci, respeitado especialista em Aids do governo dos EUA, que bancou a maior parte dos custos do teste. Houve um bônus inesperado: o gel protegeu as mulheres ainda mais contra a herpes genital (os pesquisadores não souberam especificar o motivo, mas o gel contém tenofovir, um medicamento antiviral, e tanto a Aids quanto a herpes são virais).

Agora, especialistas estão ponderando sobre as muitas perguntas levantadas pela novidade. Quantos testes mais serão necessários para ganhara aprovação dos reguladores de medicamentos? Será que mais de 1% de tenofovir no gel, ou uma mistura de dois remédios, funcionaria melhor?

Ele pode ser produzido de maneira barata o suficiente para os países pobres? O gel custa 2 centavos de dólar por dose, mas os aplicadores saem por 40 centavos – pois são patenteados e foram frequentemente redesenhados para maior conforto.

As mulheres fizeram sexo numa média de cinco vezes por mês, e foram instruídas a inserir o gel antes e depois das relações. Apenas uma dose, o que seria mais fácil e barato, funcionaria igualmente bem?
Ele pode funcionar para prostitutas, que fazem sexo com muitos homens sucessivamente? Ele é seguro o bastante para o uso diário? Ele pode ser usado por mulheres grávidas? Algumas mulheres engravidaram e deram à luz, mas pararam rapidamente de usar o gel para reduzir quaisquer riscos.

As mulheres que se infectaram mesmo usando o gel desenvolveriam infecções de difícil cura ou resistentes a remédios? E, embora ele tenha sido testado em mulheres africanas pobres, ele teria apelo às mulheres ocidentais, algumas das quais podem se preocupar com herpes e Aids? Ele também poderia funcionar para o sexo anal, e proteger homens homossexuais? Os pesquisadores e outros especialistas afirmaram ter apenas dicas parciais para as respostas, mas que a maioria delas era animadora. E, dado que essa é uma pesquisa de Aids, algo que inevitavelmente cria controvérsias, algumas perguntas difíceis foram levantadas.

Se já se sabia após o primeiro ano que o gel estava funcionando, por que o teste não foi interrompido? E o que acontecerá com as 889 mulheres africanas que, nas palavras de Mark Harrington, um ativista da Aids, “arriscaram seus corpos para esse estudo”? Elas conseguirão continuar recebendo o produto que pode ter salvo suas vidas?

Algumas perguntas foram fáceis, segundo o Dr. Salim Abdool Karim, um dos líderes do estudo e professor de epidemiologia nas Universidades de KwaZulu-Natal, na África do Sul, e Columbia. O preço de uma dose pode cair para menos de um preservativo, pois os aplicadores são apenas plástico moldado e, sem restrições de patente, “os chineses poderiam produzi-lo por meio centavo”, afirmou ele.

Outras, como quais drogas e combinações de doses seriam melhores e mais seguras, devem ser estudadas em experimentos futuros. Um complexo teste multinacional de diversos métodos, incluindo o microbicida, deve terminar em 2013, mas um novo pode ser projetado para começar rapidamente. No mundo todo, mais de um milhão de mulheres morre de Aids anualmente, então a velocidade é importante.

O gel nunca foi testado em homens, mas protegeu macacos que receberam doses anais da versão símia para o vírus. Usando amostras coletadas, Karim descobriu que o tenofovir de partes vaginais internas das mulheres havia migrado também para o reto, sugerindo que elas também podem ter sido protegidas no sexo anal. “O tecido entre os dois é bastante fino”, explicou ele.

Usar um gel em vez de um comprimido significa que o medicamento entra no trato genital, mas dificilmente atinge o sangue. Isso reduziu as chances de que uma mulher infectada desenvolvesse vírus resistentes ao tenofovir, segundo os especialistas. Nenhuma mulher os desenvolveu, mas elas foram testadas com tanta frequência que o vírus teve muito pouco tempo para entrar em mutação. O Dr. Kevin A. Fenton, diretor da divisão de Aids do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, disse que o aspecto duplo – Aids e herpes – “poderia tornar o produto mais atraente às mulheres americanas”. Não está claro se os homens gostariam do gel, e os comprimidos de tenofovir estão sendo testados em homens homossexuais não infectados, mas os resultados “são uma verdadeira injeção de ânimo no campo”, afirmou ele.

Os testes não foram interrompidos mais cedo, segundo Karim, pois o comitê independente de revisão queria resultados tão decisivos que igualariam os resultados de dois experimentos favoráveis, “e nós não atingimos esse nível de eficácia”. A Dra. Sheena McCormack, pesquisadora britânica de microbicidas, lembrou dos testes de penicilina há 70 anos. Aqueles pesquisadores deram o remédio a seus pacientes em pior estado, não a uma amostragem aleatória, e mesmo assim tudo correu espantosamente bem. Este, segundo ela, lembrava mais os testes de circuncisão como um preventivo à Aids, que precisou de três para ser convincente.

O que acontecerá às 889 mulheres é incerto. A Dra. Quarraisha Abdool Karim, esposa de Karim e parceira de pesquisas, disse que era preciso produzir mais gel – e ela esperava inscrevê-las rapidamente num novo experimento, para que sigam recebendo o remédio. Harrington disse que, em sua opinião, elas deveriam ter a escolha de participar de outro experimento ou apenas receber o gel por tempo indefinido, mesmo que ele ainda não tenha sido legalmente aprovado por nenhuma agência reguladora.

VEJA

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Gel vaginal reduz risco de contrair Aids e herpes genital, diz estudo

Remédio contém 1% de 'tenofovir', antirretroviral usado contra HIV.
Estudo foi realizado por pesquisadores na África do Sul.

Do G1, em São Paulo
Cientistas divulgaram a criação de um gel vaginal capaz de reduzir em 39% o risco de contrair o vírus HIV durante relações sexuais, conforme informou o Centre for the AIDS Programme of Research in South Africa (CAPRISA) nesta segunda-feira (19).

O anúncio foi feito durante a 18ª conferência internacional sobre a Aids, realizada entre 18 e 23 de julho na cidade de Viena.

O microbicida contém 1% de 'tenofovir', conhecido antirretroviral utilizado no combate ao vírus responsável pela Aids, e foi testado em mulheres na África do Sul. O medicamento também é eficaz ao prevenir mulheres de ter herpes genital em 51% dos casos.

Se outros estudos confirmarem a eficiência do gel, a aplicação prolongada pode evitar 500 mil novas infecções pelo HIV na próxima década no país.

O CAPRISA reuniu 889 mulheres com alto risco de contágio em zonas rural e urbana de KwaZulu-Natal. Noventa e oito pessoas foram contaminadas durante o teste, sendo que 38 delas utilizaram o gel. Outras 60 receberam placebos.

As participantes da pesquisa receberam, durante todo o processo, aconselhamentos sobre a doença. Todos os integrantes, médicos e mulheres testadas, não sabiam quem havia recebido o gel verdadeiro ou o placebo.

Os pesquisadores também afirmam que a proteção cresce conforme a aplicação do gel a base de 'tenofovir' aumenta.

"Mulheres com herpes genital tendem mais a serem infectadas pelo HIV, mas a proteção oferecida pelo gel traz um impacto maior na prevenção contra a Aids", diz Salim Abdool Karim, diretor do CAPRISA e um dos responsáveis pelo estudo."Trabalhos que confirmem nossas descobertas são urgentes."