Mostrando postagens com marcador esquartejamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esquartejamento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Morte do executivo da Yoki. Amante diz que ganhou carro de diretor da Yoki

Polícia espera laudos do caso Yoki para pedir prisão preventiva de viúva 
Amante de executivo disse que ganhou carro de presente do empresário. 
Delegacia Geral diz que não há mais depoimentos e mulher agiu sozinha. 


Marcos Kitano Matsunaga com a amante
A Polícia Civil espera a conclusão dos laudos sobre o caso Yoki para anexá-los ao inquérito que apura a morte do executivo Marcos Kitano Matsunaga, de 41 anos, e depois pedir a prisão preventiva da mulher dele, a bacharel em direito Elize Araújo Matsunaga, de 30 anos. Ela está presa temporariamente por um prazo de 30 dias em uma cadeia pública de Itapevi, no interior de São Paulo.
Elize confessou ter matado o marido com um tiro na cabeça depois de ter sido agredida por ele numa discussão no apartamento do casal em São Paulo. O motivo da briga foi ela ter descoberto a traição do marido. Em seguida, ela esquartejou o corpo com uma faca e colocou as partes em três malas. O crime ocorreu por volta das 19h do dia 19 de maio. Marcos era diretor executivo da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país.

Na sexta-feira (8) foi ouvida a amante do empresário. A mulher, que trabalha como garota de programa, confirmou o relacionamento com Marcos e ainda contou que ganhou um carro de presente dele. A fase de depoimentos da investigação foi encerrada, de acordo com a Delegacia Geral. A previsão é que o inquérito seja concluído nesta semana, quando será relatado e encaminhado à Justiça.
Nesta segunda-feira (11), a Delegacia Geral de Polícia informou que peritos da Polícia Técnico Científica disseram que Elize levou seis minutos para colocar os membros da vítima nas malas e descer com elas, da cobertura do prédio, até o estacionamento. As partes do corpo foram localizadas em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 27 de maio. As malas e a faca usadas no crime ainda não foram achadas. As malas foram jogadas numa lixeira e a faca no lixo de um shopping na capital.

Ainda segundo a Delegacia Geral, o delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, entende que o caso já está praticamente concluído, restando apenas documentos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) para serem anexados ao inquérito.
Entre os laudos que são aguardados estão o que irá revelar qual arma matou o empresário. Uma pistola é analisada. Ela havia sido deixada por Elize em uma base da Guarda Civil Metropolitana horas antes dela ser presa em 5 de junho. Outros laudos que restam são o necroscópico e a de local de crime.
O DHPP também foi descartada a possibilidade de Elize ter tido a ajuda de uma outra pessoa para cometer o crime. Para a investigação, a mulher de Marcos agiu sozinha, conforme relatou em seu interrogatório.
Elize responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel, e ocultação de cadáver.

VídeoUm vídeo gravado por um detetive particular mostra Marcos em companhia de uma mulher em um restaurante de São Paulo um dia antes de ser morto e esquartejado, no dia 19 de maio. A mulher do executivo, Elize Matsunaga, de 30 anos, havia contratado o detetive para seguir o marido. Ela confessou ter atirado em Marcos e espalhado partes do corpo em região de mata da Grande São Paulo.
O vídeo obtido com exclusividade pelo Fantástico mostra o executivo saindo de um restaurante com uma mulher. Ele a abraça enquanto espera o manobrista trazer o carro.
No dia da gravação, Elize estava viajando para o Paraná, onde mora a mãe. Desconfiada, ela contratou o detetive para seguir o marido enquanto ela estivesse fora de São Paulo.
As cenas gravadas pelo detetive teriam provocado a discussão que terminou com o assassinato do executivo, em 19 de maio. As partes de seu corpo só foram encontradas oito dias após sua morte.
Discussão
Elize disse, em depoimento à polícia, que o marido ficou irritado com a "audácia dela de colocar um detetive atrás dele com o dinheiro dele" e a chamou de "vadia e vaca".
 Segundo Elize, ele ficou nervoso, se levantou e deu um tapa no rosto dela.
A jovem contou que o marido ameaçou "sumir com a filha" e interná-la "para que ela não levasse a filha para longe dele".
Foi nesse momento que Elize afirma ter apontado para a cabeça do marido uma pistola 380, que o próprio Marcos Matsunaga havia dado de presente à mulher e que estava em uma cômoda da sala. Ela relatou que o executivo "começou a rir e a chamá-la de fraca e burra" e que voltou a ameaçá-la: "Disse que a vara da família ia saber que ela era prostituta e que ela não tinha condições de ficar com a filha".
Dez horas depois do crime, ela cortou o corpo de Marcos em pedaços.
Por volta das 11h do dia seguinte, Elize aparece no elevador de serviço, com três malas, e deixa o prédio na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo. Ela disse à polícia que iria para o Paraná, mas resolveu voltar.
Os pedaços do corpo de Marcos foram jogados em cinco lugares diferentes na região de Cotia. As malas foram jogadas em uma caçamba e a faca, na lixeira de um shopping.
Doze horas depois de sair de casa, ela reaparece nas imagens do elevador do prédio.
Empregada relata pedido incomum
Quando Elize voltou para casa, no domingo à noite, uma das três empregadas do casal, estava no apartamento. A funcionária diz que não notou nada diferente quando chegou, mas que, no dia seguinte, Elize fez pedidos incomuns. “Lavar os lençóis, lavar o cobertor, tirar capa de edredom. Aí eu falei pra ela ‘dá pra esperar um pouquinho mais tarde?’ Ela falou: ‘Não, vamos tirar agora.’ Aí eu fui até o quarto com ela e tirei”, contou.
A mulher diz que notou a ausência do executivo e perguntou pelo patrão. "Eu coloquei a mesa do café, ela tomou café, eu perguntei: ‘O seu Marcos não vai tomar café?’ Ela falou: ‘Não, ele não dormiu em casa’. Chegou a hora do almoço, eu coloquei dois lugares como sempre. Ela almoçou, tornei a fazer a pergunta. ‘Ele não vem almoçar?’ ‘Não, ele não vem almoçar’. Na hora da janta eu fiz a mesma pergunta: ‘Eu coloco dois lugares ou um?’ ‘Não, coloca os dois, de repente ele aparece pra almoçar, pra jantar.’ E aí ele não apareceu, e a gente parou de fazer pergunta.”

Segundo a empregada, dois dias depois, diante de mais perguntas, Elize afirmou que achava que o marido havia sido sequestrado. (G1)

Vídeo mostra executivo da Yoki com amante




sábado, 9 de junho de 2012

Yoki, o caso do crime com esquartejamento que chocou o Brasil

A polícia de São Paulo vai pedir que Elize Matsunaga, viúva do diretor-executivo da empresa de alimentos Yoki, fique presa até o julgamento, de acordo com reportagem do Jornal da Globo desta sexta-feira (8). Inclusive, o delegado que cuida do caso deu a investigação como encerrada. O advogado de defesa, Luciano de Freitas Santoro, por sua vez, tentou explicar o que levou Elize a matar o marido.

Segundo o advogado, os detalhes da confissão de Elize estão relatados no inquérito. No dia 19 de maio, um sábado, Marcos tinha ido buscar a mulher, a filha e a babá dela no aeroporto. “Elize tinha ido para o Paraná em companhia da babá e de sua filha. Eles retornaram do aeroporto para casa. A babá foi embora, a criança foi dormir e eles pediram uma pizza. Quando a pizza chegou, a Elize contou para o Marcos que sabia que ele estava traindo”, relatou o advogado.

De acordo com Santoro, Marcos teria ficado transtornado. “Eles levantaram da mesa. O Marcos desferiu um tapa na cara da Elize. Ele falou: ‘Eu conheço teu passado, eu vou levar teu passado para Vara da Família.’ Era o caso de ela ter sido garota de programa. Ele usou outras palavras e aquilo foi difícil no momento. Nesse momento, foi desferido o tiro e ceifou a vida do Marcos”.

Depois de atirar, segundo a defesa, Elize pensou em ligar para a polícia, mas desistiu. Ela escondeu o corpo por mais de dez horas num quarto, até tomar a decisão: cometer outro crime. “Ter seccionado o corpo foi porque pura simplesmente ela não conseguiria carregar o corpo. Não era previamente pensando em nada de esquartejar o marido. É porque ela não conseguiria tirar o corpo do apartamento. Foi nesse sentido a ocultação”, disse o advogado.

Segundo a polícia, Elize viajou com o corpo do marido por mais de 200 quilômetros. Ia para o Paraná, mas desistiu e voltou. Em Capão Bonito, no interior do estado, recebeu uma multa por falta de licenciamento. Um policial parou o carro, mas não percebeu que o corpo estava no porta-malas.

Segundo a polícia, as malas utilizadas para transportar as partes do corpo da vítima foram deixadas em uma caçamba na Zona Oeste de São Paulo. Na quarta-feira (6), Elize confessou à polícia ter matado e esquartejado o executivo dentro do apartamento da família, na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, na noite de 19 de maio.

A Secretaria da Segurança Pública informou na sexta-feira que a Polícia Civil não vê necessidade de ouvir mais pessoas sobre a morte do empresário. O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carrasco, disse que o caso está encerrado. A conclusão, após a confissão e as provas obtidas pela polícia, em especial durante a reconstituição do crime, é que Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido sozinha. No total, foram ouvidas sete pessoas na investigação, segundo a secretaria.

“Nós entendemos que o inquérito está encerrado. O doutor Mauro Dias vai relatar o inquérito e vai pedir a prisão preventiva”, disse o delegado Jorge Carrasco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Elize está isolada em uma cela da cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo. Ela cumpre prisão temporária até dia 28 de junho, mas a polícia quer que ela fique presa até o julgamento. “Acho absolutamente desnecessário. Se ela quisesse ter fugido , ela teria fugido nestes 15 dias. Ela colaborou com as investigações. A regra é o réu responder em liberdade”, disse o advogado de Elize, Luciano de Freitas Santoro.

Filha
A filha do casal Matsunaga estava no apartamento na noite de 19 de maio, quando Marcos foi assassinado. Ela dormia em um dos quartos quando o executivo levou um tiro na cabeça após discutir com sua mulher, a bacharel em direito Elize Araújo Kitano Matsunaga, segundo confissão dela à polícia. Peritos realizaram uma reconstitução do crime na quarta-feira (6).

A babá havia sido dispensada por Elize horas antes do crime. “A nova babá chegou às 5h e não percebeu nada”, afirmou nesta quinta-feira (7) o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco. Em nenhum momento os vizinhos foram procurados pela bacharel em direito, afirma Carrasco.

A criança acordou por volta das 6h30, segundo o advogado da família da vítima, Luiz Flávio D’Urso. Neste horário, a nova babá já havia chegado e estava no quarto para cuidar da menina. “No momento em que houve o disparo, estavam os três no apartamento”, disse D’Urso, referindo-se ao casal e à filha.


“Depois que chegou essa babá, na manhã do dia seguinte, é que a Elize foi para o quarto onde estava Marcos [diretor da Yoki]. Foi aí que, até segundo a própria confissão, ela começou o esquartejamento”, disse D’Urso.

A criança ficou com a babá no apartamento durante as 12 horas em que Elize esteve fora do prédio, no dia 20 de maio, afirma o advogado. A bacharel, que também é técnica em enfermagem, saiu levando três malas contendo as partes do corpo do diretor-executivo.

Nesta quinta-feira (7), ainda de acordo com o advogado D’Urso, a filha do casal estava no apartamento onde ocorreu o crime, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. “Como já houve a perícia, o apartamento foi liberado”, disse. A criança estava no local sob os cuidados de uma tia materna e passava bem.

O advogado afirmou que os familiares de Marcos ainda não pararam para discutir se irão pedir a guarda da criança. Segundo D’Urso, eles estão aguardando o final das investigações policiais para pensar no assunto.

Reconstituição
Após prestar depoimento durante oito horas na sede do DHPP e ter confessado ser autora do homicídio e esquartejamento, Elize foi levada ao edifício onde morava com Marcos e a filha. Ela chegou ao local por volta das 20h55 de quarta-feira (6). Peritos já estavam no apartamento para seguir com o trabalho iniciado na noite de segunda (5), quando utilizaram o luminol, um reagente químico, para procurar manchas de sangue na cozinha, no quarto do casal e na área de serviço. Desta vez, os reagentes foram utilizados nos cômodos apontados por Elize.

Os peritos levaram um boneco para auxiliar na reconstituição do crime, que teve início pouco depois das 21h e terminou às 0h30, de acordo com o delegado do DHPP, Mauro Dias. Aos peritos, Elize indicou o local onde alvejou o marido, por onde o arrastou e onde realizou o esquartejamento. Em todos os pontos indicados, os peritos encontraram vestígios de sangue humano, segundo o perito criminal Ricardo da Silva Salada.

“Todos os locais estavam coerentes com os vestígios encontrados. Ela atirou nele na sala e depois o arrastou até um quarto de hóspede, uma distância de 15 metros. O luminol indicou por onde ela foi arrastado e depois onde o esquartejou, no banheiro da empregada. A versão dela foi comprovada com reagentes. Um destes reagentes comprovou que se trata de sangue humano. Agora o exame de DNA deverá comprovar que é o sangue do Marcos. Com a simulação, temos a comprovação de toda a dinâmica do crime”, disse Salada.

Segundo o perito criminal, a arma utilizada no crime, uma pistola .380, estava em uma gaveta na sala onde ocorreu o homicídio. Elize teria se emocionado em alguns momentos da reconstituição. “Mas creio que muito mais por preocupação do que vai ocorrer com a filha. Em termos de arrependimento, não me pareceu”, disse. Pouco antes da 1h da madrugada de quinta, Elize saiu em um carro da Polícia Civil e foi levada para a delegacia de Itapevi, na Grande São Paulo.

O delegado do DHPP Mauro Dias acompanhou a reconstituição e a conclusão do trabalho da perícia, finalizado totalmente às 2h30, no apartamento. “Ela apontou e detalhou tudo sobre o que ocorreu no dia dos fatos. Inclusive, carregou malas com pesos aproximados com os dias do crime. Agora vamos em busca de provas que confirmem ou não a versão dela”, disse Dias.

A polícia retirou do apartamento 30 armas, entre elas pistolas, fuzis e até submetralhadora, que faziam parte da coleção do diretor-executivo da Yoki, por uma medida de segurança. “É para a tranquilidade dos moradores. As armas vão ser guardadas no cofre do DHPP e consultaremos o Exército sobre qual o procedimento a ser tomado. As armas são todas regularizadas e autorizadas para uso de colecionador”, afirmou Dias. Informações do G1.


Ex-chefe de Elize Matsunaga no Paraná diz que ela era agressiva

O ex-deputado Mário Sérgio Bradock contratou Elize, em 2004, para ser secretária de seu gabinete na Assembleia Legislativa. À época, ela disse que os dois tiveram um romance e o acusou de agressão. Ele nega

Em julho de 2004, três meses depois de ter sido contratada pelo então deputado estadual Mário Sérgio Bradock (PMDB) para ser secretária de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Paraná, Elize Araújo foi demitida. Seria uma demissão como outra qualquer se não tivesse ido parar nas páginas do jornal Folha de Londrina do dia 25 de julho de 2004. Ela acusava o então deputado de agressão. Ele negava e dizia que ela agia “por vingança, por ter sido demitida”. Em sua versão, Elize espalhava aos quatro ventos que os dois estavam tendo um caso há dois meses e que, por ciúme, numa sexta-feira à tarde, Bradock a agrediu com um tapa no rosto.

O relacionamento extraoficial, dizia ela, ia bem até o dia em que o então deputado descobriu que ela havia passado uma noite fora de sua casa. Discutiram no gabinete de Bradock na frente de um assessor do deputado. Ele exigia que ela lhe devolvesse o carro, com os documentos que estavam no nome dela. Era um presente dele. Elize resistiu e ele partiu para a agressão, contou ela. “Consegui fugir e chamei a PM para me ajudar a sair dali porque sozinha ele ia me encontrar e não ia me deixar sair”, declarou ela à Folha de Londrina. À época, a Polícia Militar do Paraná não confirmou o atendimento.

Bradock negou que os dois tenham tido um caso, negou que havia dado um carro de presente a Elize e negou tê-la agredido. ''Como é que eu ia ter um caso se sou casado? E você acha que eu tenho cara de papai noel para dar carro assim?'', disse ao jornal.

Na versão do então deputado, Elize fazia as acusações porque sua equipe na Assembleia havia descoberto que ela era garota de programa e que “furtou documentos da sala do chefe de gabinete”. Ele, no entanto, confirmou a discussão.

Ela tinha apenas 22 anos e acabara de deixar sua cidade natal, Chopinzinho, interior do Paraná, para tentar a vida em Curitiba. Filha mais velha de uma família simples e humilde da cidade que hoje tem pouco menos de 20.000 habitantes, ela deixou os pais e a irmã mais nova para trás logo que se formou no Ensino Médio. Viajou cerca de 400 quilômetros até a capital paranaense. Conseguiu emprego na Assembleia Legislativa graças à indicação de um dos funcionários do deputado Bradock, que havia sido eleito em 2002 e cumpria seu primeiro mandato.

Em 2008, Bradock foi candidato a vereador em Curitiba. Sem conseguir se eleger, em 2010 tentou uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas também não foi eleito.  Em dezembro de 2011, então delegado titular da Delegacia de Ortigueira, foi transferido para o município de Reserva, a 63 quilômetros de Ortigueira. À época, ele alegou que sua transferência havia sido motivada por pressão de um grupo político da região que “não concordava com a forma enérgica de seu trabalho”.  A portaria que determinou sua transferência colocava, no entanto, como justificativa, a instauração de um procedimento preliminar na Corregedoria contra o delegado.

“Esse crime não me surpreende”, afirmou Bradock ao site de VEJA na tarde desta sexta-feira. Aos 59 anos, hoje ele apresenta o telejornal Boa Tarde, Paraná, em Curitiba. Não tinha notícias de Elize até a última terça-feira, quando ela chocou o país ao assumir ter matado e esquartejado o marido, o executivo Marcos Kitano Matsunaga.

“Essa menina foi sempre muito estranha. Sempre agressiva e muito fechada. Era muito individualista”, disse ele. Bradock negou o caso com Elize e disse “certeza” de que o “crime foi premeditado”. Afirmou ainda que Elize “está mentindo a idade. Ela deve ter 32 anos no máximo”. Em seu depoimento, ela disse ter 38. “Quem conviveu com ela, sabia que sua história não ia terminar bem.”


Mulher apaixonada - Aos olhos do reverendo Aldo Quintão, no entanto, Elize Matsunaga era uma mulher apaixonada “em busca de realizar seu sonho de casar de branco”. Ao lado do então namorado Marcos, que conhecera pouco tempo antes em um site de relacionamentos, quando ela ainda era garota de programa, Elize foi à Catedral Anglicana de São Paulo, na Zona Sul da capital paulista, que sob o comando do discurso liberal do reverendo atrai cada vez mais fiéis. Homossexuais, desquitados e pessoas vindas de outras crenças são aceitas sem discriminação.

Ela queria que sua união com Marcos fosse abençoada por Aldo Quintão. Mas, com a agenda de casamentos lotada, ele pediu que o reverendo Renê celebrasse o matrimônio. A cerimônia e festa, em outubro de 2009, aconteceram no Buffet Torres, um dos mais tradicionais de São Paulo.

Desde o casamento, Marcos e Elize passaram a frequentar regularmente as missas. Mas preferiam frequentar a unidade que fica na Vila Brasilândia, na periferia da Zona Norte da cidade. “Estamos todos muito abalados porque eram um casal como outro qualquer”, disse o reverendo Aldo Quintão ao site de VEJA. “O Marcos era mais reservado, nunca ostentava nada, tanto que ninguém sabia de sua relação com a Yoki.”

Ao lado da capela da Vila Brasilândia, o reverendo mantém uma creche. “Eles sempre traziam presentes para a população mais carente da região”, disse.

Chopinzinho - A cidade natgal de Elize está chocada. A mãe de Elize, Dilta Araújo, não sai de casa desde que, pela televisão, soube do crime. Em tratamento contra um câncer, ela havia encerrado uma licença médica e estava animada com a volta ao trabalho, dedicando-se como antes à limpeza do Ginásio de Esportes Dionisto Debona. Para preservá-la do assédio da imprensa e dos moradores da cidade, a prefeitura lhe deu licença.

Foi a irmã de Dilta, Roseli – que trabalha como auxiliar de enfermagem em um hospital de Chopinzinho – quem viajou para São Paulo para ficar temporariamente com a filha de Marcos e Elize. (VEJA)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ex-prostituta, viúva de executivo da Yoki temia perder guarda da filha

Ex-prostituta, viúva de executivo da Yoki temia perder guarda da filha
Disputa pela criança pode ter motivado crime, diz advogado

Cabeça de Marcos Matsunaga
Um novo fato pode ter motivado o crime brutal em que Elize Matsunaga, 38 anos, matou e esquartejou o marido, o executivo da Yoki Marcos Matsunaga, 42 anos. Segundo reportagem do Folha Online, Elize temia perder a guarda da filha de 1 ano no caso de uma possível separação do empresário. Ex-garota de programa, Elize conheceu o marido em um site de relacionamentos, diz o jornal.


O advogado de Elize, Luciano Santoro, diz que o casal passava por uma crise conjugal nos últimos seis meses e que sua cliente chegou a pedir a separação três vezes, mas o marido ameaçava dizendo que se ela fosse embora ficaria sem a filha.
Segundo Santoro, a decisão de confessar o crime foi da própria Elize - ao contrário do que diz a polícia. Na última briga do casal, a viúva pressionou Matsunaga sobre uma traição que descobriu com ajuda de um detetive e levou um tapa no rosto. Ela então pegou uma pistola .380 e atirou na cabeça do marido. A arma foi um presente do empresário para a mulher - um dos banheiros do apartamento foi transformado por Matsunaga em um cofre para guardar 30 armas que colecionava.
O detetive contratado por Elize já foi ouvido pela polícia.
Crime 

A viúva confessou o crime na quarta-feira. Após oito horas de depoimento, o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carrasco, disse que não há dúvidas em relação à autoria do crime e acredita que o assassinato não foi premeditado. Segundo ele, Elize afirmou que realizou tudo sozinha e atirou contra o marido na sala, após uma discussão conjugal por conta de uma traição que teria sido descoberta por ela.

A arma usada para matar o executivo - uma pistola 380 - foi um presente dele para a mulher - Matsunaga era colecionador de armas. Elize revelou que a pistola não estava entre as que foram entregues para a Guarda Municipal de Cotia destruir. Ela a guardou em uma gaveta do apartamento onde eles moravam, na Vila Leopoldina (Zona Oeste). O casal fazia curso de tiro e ela era considerada uma boa atiradora.

Após o disparo, que atingiu o lado esquerdo da cabeça de Marcos, Elize disse ter levado o corpo do marido para um quarto do imóvel e ter aguardado cerca de 10 horas antes de esquartejá-lo no banheiro da empregada. Os vestígios de sangue foram limpos depois.

Conhecedora de anatomia - Elize é técnica de enfermagem e trabalhou em um centro cirúrgico -, ela disse ter usado uma faca com lâmina de 30 centímetros para cortar os braços, pernas, tronco e a cabeça do executivo. Após o trabalho, que durou cerca de quatro horas, ela embalou os pedaços em sacos plásticos.

Em seguida, Elize usou três malas para transportar o corpo e dirigiu até uma estrada de terra em Cotia, na Grande São Paulo, onde atirou todos os pedaços em um matagal. Ela disse que o casal frequentava um sítio em Ibiúna e costumava passar pela estrada.

As malas e a faca foram jogadas em outro local, que Elize já indicou para a polícia. O delegado Jorge Carrasco disse que a polícia vai apreender os objetos. Uma testemunha de Cotia disse à polícia ter visto quando um motociclista, vestido de preto e em uma moto escura, jogou os sacos no matagal. O marido de uma das três empregadas do casal também chegou a ser investigado, mas agora a polícia descarta ajuda no crime.

“Não houve mentira, o depoimento foi seguro. Os indícios eram muito fortes e foram apresentados para ela. Não acredito que ela esteja acobertando ninguém”, disse Carrasco.

Segundo a polícia, enquanto Elize saiu para desovar o corpo do marido, a filha deles, de 1 ano, ficou no apartamento com uma babá. O delegado disse que dificilmente a menina viu alguma coisa, pois os cômodos do imóvel são distantes. O barulho do tiro também não deve ter sido ouvido, pois as janelas têm proteção antirruído.

Elize também revelou em seu depoimento que, após cometer o crime, doou o colchão onde o casal dormia para uma babá, que será ouvida pela polícia ainda hoje. O casal tinha três empregadas: uma doméstica e duas babás. Elas não tinham acesso a todos os cômodos do apartamento, segundo a polícia.

Segundo o delegado Carrasco, Elize não disse em seu depoimento se estava arrependida pelo crime. Presa desde segunda-feira, segundo a polícia, ela teve a prisão prorrogada pela Justiça por mais 15 dias. Ela deve ser indiciada por homicídio qualificado, com ocultação de cadáver.

O advogado da família da vítima, Luiz Flávio Borges D'Urso, disse ontem que “a família se sente reconfortada com a confissão e com o trabalho da polícia”.


Fonte: correio24horas.com.br






Executivo esquartejado. Guarda da filha motivou briga, diz advogado. Casal viveria uma crise conjugal.

Elize discutiu com marido sobre guarda da filha, afirma advogado
Casal vivia crise conjugal e ela já havia pedido a separação, diz defensor.
Na noite do crime, Elize disse a Marcos que sabia que ele tinha amante.


O advogado de Elize Matsunaga, Luciano Santoro, contou na manhã desta sexta-feira (8) à equipe do SPTV que ela atirou no marido, Marcos Matsunaga, diretor-executivo da empresa Yoki, depois de uma discussão sobre a guarda da filha do casal, que tem 1 ano.
Na quarta-feira (6), Elize confessou à polícia ter matado e esquartejado o executivo dentro do apartamento da família, na Zona Oeste de São Paulo.
O advogado deu detalhes sobre a discussão do casal na noite do crime, dia 19 de maio. Ele afirmou que Elize contou para o marido que tinha contratado um detetive particular e que sabia que Marcos tinha uma amante. Segundo o advogado, o marido ficou muito nervoso, deu um tapa em Elize e ameaçou ficar com a guarda da filha, caso eles se separassem.
O advogado disse ainda que eles viviam uma crise no casamento e que ela já tinha pedido a separação em outras oportunidades. No salão de cabelereiro frequentado por Elize, os funcionários contam que ela chegou chorando e usando óculos escuros quatro dias antes do assassinato.
Nesta segunda-feira (11), a polícia deve voltar  ao local onde encontrou partes do corpo de Marcos, em Cotia, na Grande São Paulo, para tentar localizar as malas que Elize usou para transportar os sacos plásticos com o marido morto.
Filha
A filha do casal Matsunaga estava no apartamento na noite de 19 de maio, quando Marcos foi assassinado. Ela dormia em um dos quartos quando o executivo levou um tiro na cabeça após discutir com sua mulher, a bacharel em direito Elize Araújo Kitano Matsunaga, segundo confissão dela à polícia. Peritos realizaram uma reconstitução do crime na quarta-feira (6).
A babá havia sido dispensada por Elize horas antes do crime. "A nova babá chegou às 5h e não percebeu nada", afirmou nesta quinta-feira (7) o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carlos Carrasco. Em nenhum momento os vizinhos foram procurados pela bacharel em direito, afirma Carrasco.
A criança acordou por volta das 6h30, segundo o advogado da família da vítima, Luiz Flávio D'Urso. Neste horário, a nova babá já havia chegado e estava no quarto para cuidar da menina. "No momento em que houve o disparo, estavam os três no apartamento”, disse D’Urso, referindo-se ao casal e à filha.
“Depois que chegou essa babá, na manhã do dia seguinte, é que a Elize foi para o quarto onde estava Marcos [diretor da Yoki]. Foi aí que, até segundo a própria confissão, ela começou o esquartejamento”, disse D'Urso.
A criança ficou com a babá no apartamento durante as 12 horas em que Elize esteve fora do prédio, no dia 20 de maio, afirma o advogado. A bacharel, que também é técnica em enfermagem, saiu levando três malas contendo as partes do corpo do diretor-executivo.
A polícia não divulgou se já colheu o depoimento das duas babás - a que foi dispensada no dia 19 de maio e a que chegou na manhã do dia 20. Nesta quinta-feira (7), ainda de acordo com o advogado D'Urso, a filha do casal estava no apartamento onde ocorreu o crime, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. “Como já houve a perícia, o apartamento foi liberado”, disse. A criança estava no local sob os cuidados de uma tia materna e passava bem.
O advogado afirmou que os familiares de Marcos ainda não pararam para discutir se irão pedir a guarda da criança. Segundo D’Urso, eles estão aguardando o final das investigações policiais para pensar no assunto.
Reconstituição
Após prestar depoimento durante oito horas na sede do DHPP e ter confessado ser autora do homicídio e esquartejamento, Elize foi levada ao edifício onde morava com Marcos e a filha. Ela chegou ao local por volta das 20h55 de quarta-feira (6). Peritos já estavam no apartamento para seguir com o trabalho iniciado na noite de segunda (5), quando utilizaram o luminol, um reagente químico, para procurar manchas de sangue na cozinha, no quarto do casal e na área de serviço. Desta vez, os reagentes foram utilizados nos cômodos apontados por Elize.
Os peritos levaram um boneco para auxiliar na reconstituição do crime, que teve início pouco depois das 21h e terminou às 0h30, de acordo com o delegado do DHPP, Mauro Dias. Aos peritos, Elize indicou o local onde alvejou o marido, por onde o arrastou e onde realizou o esquartejamento. Em todos os pontos indicados, os peritos encontraram vestígios de sangue humano, segundo o perito criminal Ricardo da Silva Salada.
"Todos os locais estavam coerentes com os vestígios encontrados. Ela atirou nele na sala e depois o arrastou até um quarto de hóspede, uma distância de 15 metros. O luminol indicou por onde ela foi arrastado e depois onde o esquartejou, no banheiro da empregada. A versão dela foi comprovada com reagentes. Um destes reagentes comprovou que se trata de sangue humano. Agora o exame de DNA deverá comprovar que é o sangue do Marcos. Com a simulação, temos a comprovação de toda a dinâmica do crime", disse Salada.
Segundo o perito criminal, a arma utilizada no crime, uma pistola .380, estava em uma gaveta na sala onde ocorreu o homicídio. Elize teria se emocionado em alguns momentos da reconstituição. "Mas creio que muito mais por preocupação do que vai ocorrer com a filha. Em termos de arrependimento, não me pareceu", disse. Pouco antes da 1h da madrugada de quinta, Elize saiu em um carro da Polícia Civil e foi levada para a delegacia de Itapevi, na Grande São Paulo.
O delegado do DHPP Mauro Dias acompanhou a reconstituição e a conclusão do trabalho da perícia, finalizado totalmente às 2h30, no apartamento. "Ela apontou e detalhou tudo sobre o que ocorreu no dia dos fatos. Inclusive, carregou malas com pesos aproximados com os dias do crime. Agora vamos em busca de provas que confirmem ou não a versão dela", disse Dias.
A polícia retirou do apartamento 30 armas, entre elas pistolas, fuzis e até submetralhadora, que faziam parte da coleção do diretor-executivo da Yoki, por uma medida de segurança. "É para a tranquilidade dos moradores. As armas vão ser guardadas no cofre do DHPP e consultaremos o Exército sobre qual o procedimento a ser tomado. As armas são todas regularizadas e autorizadas para uso de colecionador", afirmou Dias.
Imagens divulgadas
Polícia Civil divulgou na noite desta quarta as imagens das câmeras de segurança de um prédio na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, que mostram o que aconteceu antes e após a morte do diretor-executivo da Yoki.
As imagens do edifício onde o casal morava mostram Marcos entrando no prédio no dia 19, mas não registram sua saída. No dia seguinte, a gravação mostra Elize saindo do elevador, levando três malas com rodinhas. E mostra também a volta dela, 12 hora depois, sem as malas (confira a cronologia na arte ao lado).
Traição
Durante o interrogatório nesta quarta, que durou cerca de oito horas, Elize disse à polícia que matou o marido com um tiro na cabeça após discutir com ele por causa de uma suposta traição, segundo Carrasco,  diretor do DHPP. A mulher afirmou ainda que foi agredida pelo executivo e que, por isso, atirou.
"Não houve premeditação, houve uma briga”, disse o diretor do DHPP. Questionado sobre o fato de nenhum vizinho ter ouvido o som do disparo, Carrasco respondeu que o apartamento, além de ter uma área grande (é um triplex), tem janelas antirruído.
A Justiça concedeu a prorrogação da prisão de Elize por mais 15 dias. A mulher contou em depoimento que, após atirar no executivo, arrastou o corpo até um quarto, onde usou uma faca de 30 centímetros para esquartejá-lo. “Por ser conhecedora de anatomia humana, por ter feito um curso de enfermagem, ela pegou uma faca e cortou nas juntas, nas cartilagens”, disse Carrasco.
A ausência de sangue, segundo o delegado, deveu-se ao tempo passado entre a morte e o desmembramento. “Ele já estava com rigidez cadavérica. O sangue estava coagulado.” Segundo relato dela à polícia, as partes foram colocadas em três malas e espalhadas em uma área de mata em Cotia, na Grande São Paulo.
A pistola usada no crime vai ser periciada e já está com os policiais. Segundo Carrasco, a mulher contou que a arma foi um presente do marido. Ambos praticavam tiro e o empresário tinha uma coleção de armamentos. O delegado acrescentou que Matsunaga, assustado com as notícias de arrastões em condomínios, deixava por precaução armas espalhadas pelo apartamento e que uma delas foi a que o matou.
Em depoimento, Elize disse ter feito tudo sozinha. Para Carrasco, sua versão é convincente. “Não tenho dúvida da autoria nem da materialidade. Acredito que ela agiu sozinha." A babá da filha do casal que havia sido dispensada também deve depor.
Desde o dia em que foi presa, a reportagem tenta contato com o advogado de Elize.
Detetive particular
A polícia tenta identificar o detetive particular que foi contratado por Elize para investigar se o excutivo a traía. Ele é procurado para que seja intimado a prestar depoimento sobre seu trabalho. Policiais informaram à equipe de reportagem que o profissional seguiu o executivo e comprovou a infidelidade dele. Fotos e relatórios sobre três supostas amantes foram enviadas para a bacharel. No computador da vítima, peritos da Polícia Técnico-Científica identificaram acessos a sites de prostituição.
Elize no momento em que chegou para depor no DHPP (Foto: Nilton Fukuda/AE)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Esquartejado. “Se foi ela, foi surto psicótico”, diz reverendo sobre confissão de mulher de executivo

'Fiquei surpreso', diz reverendo sobre confissão de mulher de executivo
Vigário da Igreja Anglicana conta que Elize Matsunaga era 'normal'. Ela confessou o crime na tarde desta quarta-feira (6) no DHPP, em SP.

“Se foi ela, foi surto psicótico”, disse nesta quarta-feira (6) o reverendo Aldo Quintão, vigário da Catedral Anglicana de São Paulo, ao saber que a bacharel em direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 38 anos, confessou ter matado e esquartejado o empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos. O casal se casou na Igreja Anglicana em 2009, segundo Quintão, e era frequentador assíduo da unidade que fica na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo.

“Eram pessoas reservadas e normais. Vinham aqui com a filha. Fiquei surpreso ao saber disso”, afirmou o reverendo Quintão ao ser informado pelo G1 sobre a confissão de Elize, ocorrida na tarde desta quarta no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde ela foi interrogada. "Acredito num surto. Não dá para você matar uma pessoa e depois esquartejar dentro de casa com um filho por perto", disse.

De acordo com o reverendo da Catedral Anglicana, o reverendo Renê foi quem realizou o casamento de Elize e Marcos e batizou a filha do casal. “É preciso analisar a mente dela. Saber como foi a sua infância, que problemas teve na adolescência e fase adulta. Ela nunca trouxe a família dela aqui na igreja”, disse o reverendo.

Segundo ele, a Catedral Anglicana de São Paulo é uma igreja de tradição católica, mas não é romana. Segundo Quintão, o reverendo Renê está atendendo à família de Marcos. “Estão todos muito abalados”, disse. "Nós, seres humanos, temos nossas fraquezas e dificuldades, cada um por uma razão. Tem as pessoas mais fracas emocionais, e as mais fortes. Tem gente que vai para a guerra, fica louco e volta dando tiros nos outros”, afirmou o reverendo.

Nesta manhã, a polícia pediu a prorrogação da prisão temporária por 30 dias para a Justiça em Cotia. Segundo a polícia, ela confessou ter atirado no marido e esquartejado o corpo. De acordo com o depoimento, ela informou ter feito tudo sozinha.

Os policiais relataram que ela contou que atirou no executivo dentro do apartamento do casal, levou o corpo para o quarto da empregada e fez no local o esquartejamento. Ainda segundo os policais, ela também informou ter sido a única responsável por descartar os sacos plásticos com as partes do corpo.

Desde o dia em que Elize foi presa, a reportagem tenta contato com o advogado da bacharel. Nesta tarde, o advogado José Beraldo informou que chegou a conversar com Elize, mas que ela afirmou que seu defensor será um professor do curso de direito onde ela estudou.

A mulher, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça, passou a última noite na cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo. Por volta das 11h desta quarta, ela foi levada para o DHPP para ser ouvida formalmente sobre o caso.

Detetive particular
A polícia tenta identificar o detetive particular que foi contratato por Elize para investigar se o excutivo a traía. Ele é procurado para que seja intimado a prestar depoimento sobre seu trabalho. Policiais informaram à equipe de reportagem que o profissional seguiu o executivo e comprovou a infidelidade dele. Fotos e relatórios sobre três supostas amantes foram enviadas para a bacharel. No computador da vítima, peritos da Polícia Técnico Científica identificaram acessos a sites de prostituição.

Também deverão prestar depoimento nesta quarta a empregada e a babá da filha do casal. As duas foram dispensadas por Elize horas antes do desaparecimento de Marcos, no dia 19 de maio. Partes do corpo do executivo foram encontradas dentro sacos plásticos espalhados em uma área de mata em Cotia, na Grande São Paulo, no dia 27 do mês passado.

A polícia suspeita de crime passional, mas motivação financeira não está descartada. Segundo informou na terça-feira (5) o delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP, Elize é suspeita de assassinar o marido por ciúmes após descobrir a traição. Ela e a filha teriam direito a receber R$ 600 mil no caso de morte do empresário.

Também é apurado pela polícia se Elize teve a ajuda de alguém para se desfazer do corpo da vítima. Uma testemunha ligou para a Guarda Civil Municipal de Cotia afirmando que um motociclista estava jogando sacos por uma estrada. Dentro deles haviam membros humanos.

Morte no apartamento
Para a polícia, Elize matou o empresário no apartamento do casal, na Zona Oeste de São Paulo, com um tiro na nuca. Ela havia feito de curso de tiro, assim como o marido.

As imagens das câmeras do edifício não foram divulgadas, mas, segundo a investigação, mostram Marcos entrar no prédio no dia 19, mas não registraram sua saída. “A gente sabe que ele entrou no apartamento e não saiu. Em tese, o homicídio aconteceu lá”, disse o delegado Mauro Gomes Dias na terça.

Em seguida, a gravação mostra Elize saindo do elevador, levando três malas com rodinhas. E mostra também a volta dela, 12 horas depois, sem as malas. Além das câmeras de segurança, que registraram a saída dela sozinha do prédio, e das sacolas plásticas apreendidas na residência do casal serem idênticas as encontradas com o corpo da vítima, um terceiro indício é levado em conta pela polícia para suspeitar de Elize.

No mesmo dia em que foi presa ela tinha entregado três armas para a Guarda Municipal, para que fossem destruídas. Uma delas usa balas do mesmo calibre que matou o empresário.

Fonte: G1




quarta-feira, 6 de junho de 2012

Caso do executivo da Yoki esquartejado: polícia acha provas de traição

Caso Yoki: polícia acha provas de traição
Fotos da suposta traição foram encontradas nos arquivos de um computador; executivo foi morto e esquartejado
Desaparecido desde o dia 20 de maio, Matsunaga teve o corpo esquartejado e alguns membros foram deixados em sacos  plásticos. 


 Polícia Civil investiga se o assassinato seguido de esquartejamento do executivo da Yoki Alimentos, Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, foi um crime passional. A mulher do empresário, Elise Matsunaga, de 38, está presa, apontada como suspeita.

A polícia confirmou ontem que o empresário traía a mulher e investiga se isso levou Elise a matá-lo. A hipótese de traição surgiu após serem encontradas fotos da vítima com outras pessoas nos arquivos de um computador.
O corpo de Matsunaga foi encontrado esquartejado dentro de sacos plásticos na cidade de Cotia.

Presa temporariamente na noite de segunda-feira, Elise, bacharel em direito com curso de enfermagem e beneficiária do seguro de vida dele, alega inocência.  O empresário sumiu no dia 20 de maio. A família registrou boletim de ocorrência do desaparecimento suspeitando de sequestro, mas não houve pedido de resgate.

Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em sacos plásticos em uma estrada de Cotia, na Grande São Paulo. As suspeitas sobre Elise vieram à tona depois que ela entregou armas da coleção pessoal do empresário à Guarda Civil Municipal de Cotia para serem destruídas na campanha do desarmamento realizada na última segunda.

Uma delas, uma pistola 765, tem calibre idêntico ao usado para balear o empresário. A arma agora será periciada. Outro indício são imagens das câmeras do prédio onde o casal morava. O circuito interno gravou o executivo chegando no apartamento no dia 20 passado, mas não registrou a saída dele. As mesmas câmeras, entretanto, filmaram Elise saindo do imóvel com malas com rodinhas.

A polícia acredita que o empresário foi morto em seu apartamento. No imóvel foram encontradas várias geladeiras, que teriam sido usadas para refrigerar o corpo antes de ele ser desovado, além de sacos plásticos idênticos aos usados para embalar o corpo da vítima.

O corpo do empresário foi enterrado ontem em um cemitério na zona oeste da capital paulista.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Esquartejamento. Apartamento de executivo da Yoki tem mais freezers que o normal. Esposa é suspeita

Corpo do executivo da Yoki teria sido conservado em geladeira; polícia fez perícia no apartamento do empresário 

O corpo de Marcos Kitano Matsunaga, morto com um tiro e depois esquartejado, foi enterrado na tarde desta terça-feira
Foto: Mauricio Camargo/Futura Press


O delegado Jorge Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, disse na tarde desta terça-feira que o apartamento em que o executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga morava tem mais refrigeradores "do que o normal". "Eles têm mais freezers e geladeiras que qualquer pessoa normal", disse Carrasco. O empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado. Segundo a polícia, algumas partes do corpo haviam sido preservadas em um congelador. A mulher do executivo, Elise Matsunaga, é a principal suspeita do crime e foi presa temporariamente.
Veja mais de 30 crimes que abalaram o País

Marcos Kitano Matsunaga foi considerado desaparecido no dia 20 de maio. Partes do corpo foram encontradas em várias regiões da Grande São Paulo no dia 27. Na noite de ontem, a polícia fez diligências no apartamento do casal, na zona oeste da capital. No local, os policiais encontraram vestígios de sangue dentro de uma geladeira. "Ainda não sabemos se o sangue achado na geladeira é humano", disse Carrasco, que afirmou que ainda há oitivas a serem feitas, mas que, no momento, a prioridade da polícia é fechar a parte pericial.

O delegado também informou que foram encontrados, no apartamento, sacos da mesma cor daqueles que foram utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. "As partes encontradas estavam embaladas em saco plástico com uma característica não muito comum: com um filete vermelho. E esse tipo de saco foi encontrado no apartamento", disse Carrasco.

Elise foi presa na noite de ontem. Segundo o diretor do DHPP, ela era uma "exímia atiradora", um dos motivos que levou a polícia a pedir sua prisão. "Ela era uma exímia atiradora. Os dois faziam cursos de tiro e ele era colecionador. Isso é um indício importantíssimo. E ela também é destra, e o tiro na cabeça do empresário foi dado à queima-roupa pelo lado esquerdo. Esses indícios geraram a prisão temporária", disse Carrasco.
De acordo com a polícia, Elise doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo pouco antes de ser presa, na noite de ontem. Uma das armas tinha calibre 765, o mesmo do tiro que matou o empresário, que era executivo chefe da Yoki. Segundo o delegado, a suspeita ainda não teve seu depoimento colhido. "Ela ainda não foi ouvida e não será ouvida hoje, pois tenho que concluir vários itens da investigação para que, depois, eu possa fazer o fechamento com o interrogatório dela", afirmou Carrasco.

A polícia trabalha com a hipótes de crime passional. Elise e Matsunaga eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. Desde a prisão da mulher, a filha está com uma tia. Marcos era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.[Terra]
Elise Ramos Kitano Matsunaga, 38, suspeita de ter matado o executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, 42

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Executivo da Yoki é esquartejado e mulher tem prisão decretada


Executivo é esquartejado e mulher tem prisão decretada, diz polícia
Partes do corpo do empresário foram encontradas em mata na Grande SP.
Delegado do DHPP afirmou que crime passional é uma das possibilidades.


O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carrasco, informou na noite desta segunda-feira (4) que a polícia pediu - e a Justiça acolheu - o pedido de prisão temporária por cinco dias da mulher de um executivo da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país, cujas partes do corpo foram encontrados em região de mata de cidades da Grande São Paulo no último dia 27.

De acordo com o delegado, a família do executivo havia, inicialmente, registrado um boletim de ocorrência por desaparecimento no DHPP. O empresário foi considerado desaparecido no dia 20 de maio. Depois de as partes do corpo da vítima terem sido encontradas, a família fez o reconhecimento e o inquérito passou a ser de homicídio, segundo Carrasco.

Segundo o delegado, ainda não é possível apontar quem são os executores do crime. Ao ser questionado sobre a possibilidade de envolvimento de policiais militares, ele negou, a princípio. “Nem sei se ele tinha segurança e não sei se estes seguranças dele eram policiais militares. O que posso dizer é que estamos investigando todas as possibilidades. Uma delas é a de crime passional", afirmou.

Ele não quis adiantar qual o suposto envolvimento da mulher do executivo no crime. "Por enquanto, está sendo investigado", disse. Além de anunciar que a Justiça havia decretado a prisão temporária da mulher do empresário, Carrasco confirmou também que investigadores do DHPP fizeram uma diligência na casa do executivo na noite desta segunda-feira (4), em busca de indícios sobre a autoria e a motivação do crime.

Os policiais têm imagens de câmeras de segurança que mostram o executivo entrando em um prédio na capital paulista, mas não registram o momento da saída - não foi divulgado qual é esse edifício para não atrapalhar as investigações. A polícia já confirmou que o corpo ficou armazenado em um refrigerador antes de ter as partes espalhadas na mata.

Luiz Flávio D'Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, disse ao G1 que foi contratado pela família do empresário morto e esquartejado para acompanhar o inquérito junto à Polícia Civil. "A partir do reconhecimento (da vítima), o pai e o irmão entraram em contato comigo para que acompanhasse todas as investigações. Eles estão abalados a tal ponto, justamente pela forma como se deu o crime, com o esquartejamento, por essa brutalidade fora do comum, que não sabem o que pensar. Eles querem apenas que a polícia trabalhe e que investigue todas as possibilidade", disse D'Urso. O advogado da família disse que as partes do corpo do executivo foram encontrados em uma mata na região de Cotia, na Grande São Paulo.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar, que também responde pela Corregedoria da corporação, disse ao G1 que não tinha qualquer informação sobre o caso.
Elise Ramos Kitano Matsunaga, 38, suspeita de ter matado o executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, 42