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sábado, 24 de setembro de 2011

Pai de garoto que se matou pode receber perdão judicial


Pai de garoto que se matou pode receber perdão judicial



A delegada Lucy Mastellini Fernandes disse na sexta-feira (23) que ainda não sabe o que fará em relação ao guarda-civil municipal Milton Evangelista Nogueira, 42 - pai de D., 10, que atirou em uma professora e se matou em seguida dentro de uma escola em São Caetano do Sul, na quinta-feira (22).

Ela afirma que Nogueira pode ser indiciado sob a suspeita de negligência ou omissão na guarda de arma de fogo, mas ainda não está certa disso.

"Esse pai já está sofrendo muito. Preciso analisar o Estatuto do Desarmamento e estudar o que poderá ser feito contra ele. Se é que será feito alguma coisa", afirmou.

Futuramente, quando o inquérito policial chegar a um juiz, Nogueira poderá receber o perdão judicial, que é quando o Judiciário reconhece que aconteceu um crime, mas que as consequências dele foram tão severas que não é necessário aplicar uma pena.

É o mesmo procedimento que costuma ocorrer nos casos em que um pai esquece um bebê dentro de um carro e ele morre. Ou seja, a perda de um filho é maior do que a privação de liberdade ou qualquer outra punição que a Justiça possa determinar ao acusado pela morte.

À polícia familiares e amigos do guarda-civil Nogueira disseram que ele é uma pessoa conciliadora e que dialoga muito com seus filhos -além do menino de dez anos, o casal tem outro filho, de 14 anos de idade.

ARMA ESCONDIDA

Sabendo do perigo em possuir uma arma em casa, ele sempre dizia aos garotos que, se tivessem curiosidade em ver o revólver, deveria procurá-lo que ele mostraria.

A arma particular ficava guardada em uma caixa de papelão na parte alta de um armário no quarto do casal.

Na Guarda Municipal, Nogueira não teve nenhuma advertência oficial. O secretário municipal de Segurança, Moacir Rodrigues, disse que ele tem uma carreira exemplar.

Nas horas de folga, o guarda fazia bico como vigilante em uma lanchonete de São Caetano. Era lá que ele usava esse revólver particular.

MOCHILA

Informalmente, Nogueira disse à polícia que, ao perceber que sua arma não estava em casa, procurou os filhos na escola e perguntou para eles se um dos dois havia pegado o revólver. Os dois negaram, e ele acreditou.

Segundo a polícia, o guarda lamentou não ter olhado a mochila dos filhos antes de voltar para casa e pedir para a mulher procurar direito a arma, antes que ele registrasse um boletim de ocorrência.

Na próxima semana, Nogueira e a mulher dele, Elenice Mota, deverão ser ouvidos oficialmente pela polícia. Ontem, eles não quiseram falar com a Folha.

Eduardo Knapp /Folhapress
Guardas carregam caixão com o corpo do menino que feriu professora a tiro e se matou na Grande SP

TRAGÉDIA

O crime aconteceu às 15h50 de ontem na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, considerada a melhor pública de São Caetano do Sul. O garoto é filho de um guarda civil municipal e usou a arma do pai --um revólver calibre 38-- para fazer os disparos. A escola permaneceu fechada nesta sexta-feira.

Segundo a delegada, o aluno pediu para ir ao banheiro e efetuou o disparo contra Rosileide logo em seguida.
Na sequência, o garoto se retirou da sala, sentou em uma escada e disparou ele próprio, na cabeça.

Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, de acordo com a prefeitura da cidade.

A professora permanece internada no Hospital das Clínicas, na capital paulista. Ela passou por uma cirurgia de cerca de três horas para a retirada do projétil. Segundo o HC, ela passa bem e está consciente.

O pai do aluno chegou a sentir falta da arma durante a manhã de quinta e procurou seu filho mais velho, que não estava com ela. A família soube que o garoto havia pego o revólver do pai somente após o ocorrido.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Moacyr Rodrigues, a arma é particular e não pertence à guarda civil.

ANDRÉ CARAMANTE
AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO

sábado, 2 de outubro de 2010

Brincadeira perigosa. Jovem pensa ter descarregado arma e acerta a cabeça da amiga

A bala saiu no queixo e acertou o peito da jovem
A tia de Jéssica, Ana Maria Constatino, segura
a foto da sobrinha, atingida com um tiro na cabeça
Uma brincadeira perigosa - apontar uma arma de fogo supostamente descarregada para a cabeça de uma amiga - por pouco não termina em assassinato na noite desta quinta-feira (30), no bairro Jardim Tropical, na Serra. Uma estudante de 18 anos acabou gravemente ferida com um tiro, disparado por um adolescente de 16 anos. A bala saiu no queixo e acertou o peito da jovem.

Jéssica Constantino Cock estava na casa do adolescente, de quem é amiga, por volta das 18h de quinta-feira (30), no Beco 10, na Rua Estrela. Os dois conversavam e acabaram, durante o bate-papo, trocando alguns empurrões.
O adolescente, após isso - segundo informações de uma das irmãs dele, de 18 anos, que estava na casa - teria se apoderado da arma de fogo, retirado as balas do tambor e apontado para Jéssica, puxando o gatilho por duas vezes.

Para surpresa dele - ainda segundo a irmã -, a arma não havia sido totalmente descarregada. Na segunda vez em que puxou o gatilho, houve o disparo, que por pouco não tirou a vida de Jéssica. Assustado, o adolescente fugiu de casa, não sendo localizado pelos parentes e pelos investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que foram ao local do crime. Jéssica foi socorrida por populares e levada para o Hospital Dório Silva, onde ficou internada em estado grave.


NUNO MORAES - GAZETA ONLINE

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Armas de choque contra violência? Vendas têm aumentado pela internet

Com medo da violência, muitos capixabas estão apelando para a compra de armas de choque elétrico para não serem as próximas vítimas de criminosos. Esses equipamentos não são letais e não provocam danos permanentes ao receptor da descarga.

Um comerciante da Capital - que preferiu não ter o nome divulgado - contou que, em média, chega a vender quatro armas desse tipo por semana. Cada uma delas sai por R$ 220,00, e o valor ainda pode ser dividido em até 12 vezes.

O homem frisou que vende muitos aparelhos para homens e mulheres, justamente para defesa pessoal. "As pessoas estão com medo de andar nas ruas. Por isso estão procurando formas de se defenderem dos bandidos", ressaltou.

A arma de choque elétrico de contato tem o tamanho de um maço de cigarros. Sua voltagem varia entre 1 milhão e 3,2 milhões de volts. Dependendo do tempo de contato com a pele do receptor, pode deixar a pessoa inconsciente.

De acordo com o Centro de Comunicação Social do Exército, o equipamento em questão é uma arma não letal, que aplica choque elétrico, imobilizando, temporariamente, um possível agressor. O artefato não é produto controlado pelo Exército.

A proteção virou negócio e também caiu na rede mundial de computadores. Segundo especialistas, apesar de terem a letalidade próxima a zero, as armas não fiscalizadas podem dar choques mais potentes, oferecendo risco de vida para as vítimas, além de uma falsa sensação de segurança para os portadores.

Outra arma vendida livremente na internet, mas de uso restrito é o Taser - uma arma de pressão, por ação de gás comprimido, que lança contatos elétricos a uma distância de até dez metros, aplicando choques que imobilizam, temporariamente, a pessoa atingida.

Há sites que chegam a vender o produto por R$ 120; em outros, o preço chega a R$ 700. A legislação a classifica o Teaser, no entanto, como arma de uso restrito, por ter calibre superior a 6mm, sendo seu uso autorizado, somente, para Órgãos de Segurança Pública, Polícias da Câmara e do Senado, empresas de segurança privada e outros órgãos a critério do Comando do Exército.

O que são. As armas de choque elétrico por contato não são letais e não provocam danos permanentes à vítima. Mas, segundo especialistas, choques mais potentes oferecem risco de vida às vítimas

Utilidade

Defesa pessoal
Fazendeiros e sitiantes, para lidar com gado e rebanhos
Segurança particular para shows e eventos em geral

Voltagem. O choque varia de acordo com o tipo de equipamento. Alguns têm 1 milhão de volts; outros, 3,2 milhões

Tamanho. O tamanho das armas é compacto, chegam a ser menores que um maço de cigarro

COMO AGE

Imobiliza e repele atacantes sem provocar danos definitivos. Um contato um pouco mais longo causa descontrole muscular e desorientação. Os efeitos passam em minutos

Só o barulho e a faísca já são suficientes para assustar um agressor. Não é produto controlado, seu uso e porte não exige autorização

Todas são recarregáveis, com a tomada na própria arma. Cada carga dura mais de 60 dias

Porte. Armas de choque são liberadas pelo exército para uso civil, pois não se qualificam como armas que causa danos ao agressor

Efeitos. Uma rajada moderada de 1 a 4 segundos pode levar o receptor ao chão e causar alguma confusão mental. Uma rajada contínua de 5 segundos pode imobilizar o receptor, causar desorientação, perda de equilíbrio e deixá-lo fraco por alguns minutos

Equipamento foi barrado no BME pelo alto custo>

Os choques elétricos também são utilizados pela polícia para inibir a ação de criminosos. No Espírito Santo, chegou a ser anunciado que o Batalhão de Missões Especiais faria uso do Taser - arma de pressão, por ação de gás comprimido, que lança contatos elétricos a uma distância de até dez metros, aplicando choques em frequência que interfere com o sistema nervoso e imobiliza, temporariamente, a pessoa atingida. Mas, devido ao alto custo, esse equipamento não chegou a ser utilizado por aqui.

Lucro

É o número aproximado de armas que são vendidas por semana, segundo comerciante.

A Gazeta - Anny Giacomin