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domingo, 21 de agosto de 2011

Perícia diz que sobrecarga causou acidente em show de Ivete em SP


Perícia diz que sobrecarga provocou desabamento de camarote em SP
Dezenas de pessoas ficaram feridas durante show de Ivete Sangalo.
Cantora deixou mensagem de solidariedade a fãs no Twitter.

A primeira análise feita pela perícia no camarote em que parte da estrutura desabou durante o show de Ivete Sangalo, na noite de sábado (20), indica que houve sobrecarga na estrutura de ferro. A informação é do engenheiro Lourenço Trapé Neto, do núcleo de engenharia do Instituto de Criminalística de São Paulo. Por 40 minutos, ele vistoriou na manhã deste domingo (21) a área danificada do camarote, que foi montado no Anhembi, Zona Norte de São Paulo.

A série de shows em que ocorreu o acidente teve início à tarde com o show do Exaltasamba. Depois tocou o grupo Inimigos da HP. A apresentação de Ivete foi a última da noite. Pelo menos 35 pessoas ficaram feridas, de acordo com os bombeiros. De acordo com a empresa organizadora do evento, 48 pessoas foram atendidas pelas equipes de socorro e liberadas no próprio local e quatro pessoas foram removidas para atendimento médico com suspeita de fratura. O acidente não interrompeu o show.

“Estamos levando as peças para exame, mas, nesse primeiro momento, o que parece ter havido é sobrecarga porque todo mundo veio para o mesmo canto”, contou o engenheiro, na saída do Anhembi. Os peritos chegaram ao local às 10h30. Segundo a Atrás do Trio, empresa responsável pela produção do evento, havia 3 mil pessoas no camarote, que tinha capacidade para cinco mil convidados.

De acordo com Trapé Neto, não foram vistas irregularidades na montagem da estrutura que abrigava na hora do acidente 3 mil pessoas. “Não tinham irregularidades. A estrutura estava bem travada. Vamos agora analisar a parte estrutural e confrontar com a planta (do camarote).” Os peritos levaram para análise a barra de ferro que se rompeu, considerada a principal, e uma intacta para fazer a comparação. “Tudo está em bom estado”, atestou.
Ponto que cedeu do camarote fica mais perto do palco (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)


Aglomeração

Mais cedo, o empresário José Oscar Hildebrand, deu ao G1 a mesma explicação para a queda de parte do camarote. "Aglomerou gente demais em um ponto só”, disse ele. O local que cedeu fica à esquerda, com visão mais próxima do palco. Hildebrand disse acreditar que os fãs correram para ver Ivete assim que ela entrou no palco. Mesmo com o acidente, a apresentação da cantora não foi interrompida.

Mensagem da cantora
Em seu perfil no Twitter, Ivete deixou uma mensagem de solidariedade aos fãs,  na madrugada deste domingo. ‘Indo dormir agora. Quero deixar o meu beijo e as minhas orações àqueles estavam em meio ao q aconteceu no camarote. Meu respeito e carinho’, afirmou.

Por volta de 8h deste domingo, Hildebrand ainda estava no camarote, montado por sua empresa. Ele negou que os tubos de sustentação estivessem com problemas. "Não houve falha de material. É tudo de primeiro uso. Foi uma fatalidade." O empresário explicou que o camarote é "uma estrutura autotravante. Uma segura a outra". Por isso, quando uma parte cede, as outras acompanham. "É um efeito dominó."

O ponto onde houve a ruptura da estrutura fica do lado esquerdo, a aproximadamente 25 metros da cantora. Pela manhã operários desmontantavam o palco. Já o camarote, estava intacto. De acordo com dono da estrutura, o espaço todo, com 180 toneladas de tubos de sustentação de ferro e aço e piso antiderrapante, tem 115 metros. "Mas o que caiu só tem 50 metros", ressaltou.

"Fiquei impressionado com maneira que o tubo quebrou. Parecia papel." Mesmo assim, ele negou que o material estivesse em mau estado de conservação. "Está tudo dentro das normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e o Contru fez uma vistoria aqui na quinta-feira (18)", disse o empresário. O Contru é o Departamento de Controle do Uso de Imóveis, órgão da Prefeitura responsável por fiscalizar e conceder licença de funcionamento para esse tipo de estrutura.

Susto
“Estava todo mundo pulando, de repente a arquibancada cedeu e caiu. Tinha gente passando mal. Todo mundo querendo subir um em cima do outro. Foi desesperador, foi horrível. Não teve assistência para ajudar. Foram as próprias pessoas que tiraram umas às outras”, disse uma das espectadoras logo após o acidente.

Segundo o Corpo de Bombeiros, todos os atendidos tiveram ferimentos leves. Alguns sofreram fraturas, mas ninguém estava em estado grave.

Bruna Alexandra Petrini, de 24 anos, uma das vítimas do desabamento de parte da estrutura de um dos camarotes (Foto: Evelson Freitas/ Agência Estado)

"A gente até chegou a comentar antes de cair. Depois foi um em cima do outro caindo. Foi um susto enorme", contou uma das participantes do evento. "A gente estava tudo no camarote, todo mundo pulando, junto. De repente despencou tudinho", afirmou outra mulher que acompanhava o espetáculo.

"Tinha gente desmaiada, gente que quebrou perna, gente que quebrou o dedo, que cortou o queixo, braço, mão. O pulso de uma menina estava virado e ela não conseguia arrumar. Tinha um único médico atendendo umas 20 pessoas", disse um jovem.

A administradora de empresas Viviane Alvarenga, de 36 anos, afirma que o acidente ocorreu no momento em que Ivete estimulava o público a dançar. "Foi na hora que ela falou: 'tira o pé do chão'. Na hora que todo mundo tirou o pé do chão junto, deu no que deu", afirmou. Ela, a irmã Cristina Alvarenga, de 27 anos, e a prima Denise Francisco Cândido, de 28 anos, saíram sem lesões graves do acidente e ficaram até o show terminar.

Segundo Viviane, logo após o acidente Ivete pediu para organização do show verificar se estava tudo bem no camarote. "Ela parou o show, pediu para saber se estava tudo bem no camarote", afirmou.

Viviane afirmou que pode ter havido erro na concepção do camarote, uma vez que parte dos ocupantes teve que se deslocar para ficar perto do palco. "Todo mundo quer chegar mais perto", afirmou. Para ela, não havia placas avisando que os ocupantes do camarote deveriam se dividir por igual entre os dois degraus.

A administradora afirmou que sentia o camarote tremer desde o início da tarde, durante o show do Inimigos do HP.  "A gente estava sentindo o camarote tremendo. No começo, não estávamos na ponta, estávamos na metade. Depois eu fui para a ponta. Já estava sentindo a trepidação. Era como aparelho de ginástica destes que são vendidos na TV. Esse segundo degrau estava trepidando. A gente sentiu como se alguém estivesse com martelinho embaixo. Na hora do show do Inimigos, começou trepidação muito forte."


Veja a íntegra da nota divulgada pela organização do evento
"Com relação ao incidente ocorrido na noite deste sábado (20/08), durante o show da cantora Ivete Sangalo na Arena Anhembi em São Paulo, a Atrás do Trio, empresa responsável pela produção do evento, esclarece que parte do piso do camarote montado para o evento cedeu, sem deixar vítimas graves. Imediatamente após o ocorrido, as equipes de socorro já estavam no local, iniciando a retirada de todos os presentes no camarote (cerca de 3 mil pessoas) e prestando todo o atendimento necessário.

48 pessoas foram atendidas pelas equipes de socorro e liberadas no próprio local. Apenas 4 pessoas foram removidas para atendimento médico, com suspeita de fratura. Felizmente este incidente não deixou feridos graves e o show pôde continuar normalmente.
A Atrás do Trio reitera que o espaço foi vistoriado pelos órgãos de licenciamento competentes e conta com todos os alvarás necessários".


Carolina Iskandarian
Do G1 SP

Ivete Sangalo manda mensagem pelo twitter às vítimas do camarote que desabou‎

Ivete Sangalo manda mensagem às vítimas do camarote que desabou
'Quero deixar o meu beijo e as minhas orações', disse a cantora às vítimas, no Twitter.
Ivete no show do Anhembi

Na madrugada deste domingo, 21, Ivete Sangalo mandou uma mensagem de apoio às vítimas do camarote que desabou em seu show na Arenha Anhembi, na Zona Norte de São Paulo.

No Twitter, a cantora escreveu:

"Indo dormir agora. Quero deixar o meu beijo e as minhas orações àqueles que estavam em meio ao que aconteceu no camarote. Meu respeito e carinho", escreveu Ivete.

Durante a apresentação do espétáculo "Madison Square" de Ivete Sangalo na Arena Anhembi, na noite deste sábado, 20, parte do camarote VIP desabou por volta das 20h. Ivete se apresentava para uma plateia de 35 mil pessoas e seu show foi logo após o show do Exaltasamba (Assista ao vídeo)

Segundo o site G1, pelo menos 35 pessoas ficaram feridas, de acordo com os bombeiros. A empresa organizadora do evento informou que 48 pessoas foram atendidas pelas equipes de socorro e liberadas no próprio local e quatro pessoas foram removidas para atendimento médico com suspeita de fratura. O acidente não interrompeu o show.


Do EGO, no Rio

domingo, 14 de agosto de 2011

Palco desaba durante show nos EUA e deixa mortos, diz jornal


Palco desaba durante show nos EUA e deixa mortos, diz jornal
Vento forte teria sido o motivo da queda da estrutura.
Pelo menos três pessoas morreram no acidente.

Polícia e voluntários tentam ajudar possíveis vítimas
que ficaram embaixo da estrutura que desabou
(Foto: Matt Kryger/The Indianapolis Star/AP)

O desabamento de um palco durante o show da banda country Sugarland, na noite deste sábado (13), nos Estados Unidos, deixou pelo menos três mortos, segundo o site do jornal "Indianapolis Star" e a agência Associated Press. Mais de 20 pessoas ficaram feridas no acidente, que ocorreu em uma feira na cidade de Indianapolis.

A polícia afirma que o número de vítimas fatais e de feridos deve aumentar. De acordo com a CNN, quatro óbitos já teriam sido confirmados.

Até o momento, não foi confirmado se a banda estava se apresentando no momento que a estrutura desabou. Segundo o site da emissora a Fox News, ventos fortes teriam balançado o palco até que ele caísse.

O site do jornal "Indianapolis Star" afirma que a polícia tentará inflar balões na tentativa de
erguer a estrutura e verificar se há vítimas debaixo dos escombros.




O atendimento médico presta atendimento no local e mais ambulâncias já foram deslocadas, diz o site "Huffington Post".
Palco desaba em feira nos Estados Unidos (Foto: Matt Kryger/The Indianapolis Star/AP


Do G1, em São Paulo

sábado, 11 de junho de 2011

Desabamento fere cinco em obra em SP

Bombeiros atendem acidente em obra em Osasco
Acidente ocorreu na manhã deste sábado na Grande SP.
Cinco pessoas tiveram ferimentos leves.



Operários e funcionário do Samu trabalham em busca de feridos (Foto: Reprodução/ TV Globo)


O Corpo de Bombeiros de Osasco foi acionado na manhã deste sábado (11) para resgatar operários vítimas de um desabamento em Osasco, na Grande São Paulo. Oito equipes foram mobilizadas para o endereço, na Vila Menck.

O Corpo de Bombeiros informou que uma vítima foi retirada e socorrida sendo total de cinco vitimas com ferimentos leves socorridas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu a hospitais da região. Outras cinco vítimas sem ferimentos que estavam na obra permaneceram no local e não foram socorridas, segundo o Corpo de Bombeiros.
 Operários ficaram feridos durante o desabamento  (Foto: Reprodução/ TV Globo )

G1

sábado, 23 de abril de 2011

Seis casas desabaram após deslizamento de terra em Igrejinha (RS)

Sobe para oito o número de mortos em temporal no RS
Três pessoas morreram soterradas após deslizamento em Igrejinha. Cinco pessoas da mesma família permanecem desaparecidas.

Oito mortes causadas pelo temporal que atinge o Rio Grande do Sul desde sexta-feira (22) foram confirmadas pela Defesa Civil Estadual. Um deslizamento de terra na cidade de Igrejinha (RS), neste sábado (23), causou o desabamento de pelo menos seis casas e levou à morte de três pessoas que estavam no local. Pelo menos outras cinco pessoas, da mesma família, permanecem desaparecidas.

Seis casas desabaram após deslizamento de terra em Igrejinha (RS) (Foto: Valdir Friolin/Zero Hora/Agência RBS)

Os outros cinco óbitos foram registrados nas cidades de Fazenda Vilanova, Sapucaia do Sul e Novo Hamburgo. Além desses municípios, as cidades de Taquari, Teutônia, São Leopoldo, Porto Alegre e Venâncio Aires também registraram estragos causados pela chuva. Segundo a Defesa Civil, os principais prejuízos foram quedas de árvores e alagamentos causados pelo transbordamento de arroios.

Em Fazenda Vilanova, um galpão caiu e atingiu um agricultor. Outro homem morreu eletrocutado, em Sapucaia do Sul. Em Novo Hamburgo, três crianças morreram soterradas após o desabamento de uma casa, segundo a Defesa Civil. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas após a queda do telhado de um supermercado em Venâncio Aires.

A Defesa Civil afirma que ainda não há informações sobre desabrigados e desalojados.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há alerta para condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de chuva e ventos fortes, com possibilidade de queda de granizo em áreas isoladas no oeste, centro e norte do Rio Grande do Sul, neste sábado.


Do G1, em São Paulo

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tragédia na região serrana do Rio: Mortos chegam a 680; mais de 20 mil estão desabrigados e desalojados

TERESÓPOLIS e RIO - Uma semana após a empestade que devastou a Região Serrana do Rio, o número de mortes chegou a 680 nesta segunda-feira. Segundo os números oficiais das prefeituras das cidades devastadas pelas chuvas, até o momento foram registrados 277 mortos em Teresópolis, 318 mortos em Nova Friburgo, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro, 6 em São José do Vale do Rio Preto, e 1 em Bom Jardim. Segundo dados da Polícia Civil, esse número chega a 678, com 277 corpos em Teresópolis, 319 em Friburgo, 58 em Petrópolis, 19 em Sumidouro, 4 em São José do Rio Preto, e 1 em Bom Jardim.
Imagens dos deslizamentos em Nova Friburgo. Foto: Divulgação UOL.

O número de desaparecidos continua incerto. Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro já contam com 182 com paradeiro desconhecido. Mas há cidades em que não há lista de desaparecidos.

Segundo a Defesa Civil, mais de 21,5 mil pessoas estão desalojadas e desabrigadas em sete municípios da região. Em Petrópolis são 224 desabrigados, e 2.805 desalojados. Em Teresópolis, 2.000 desalojados, e 3.000 desabrigados, em Nova Friburgo 3.220 desalojados, e 1.970 desabrigados, em Bom jardim 1.200 desalojados, e 700 desabrigados, em São José do Vale do Rio Preto 2.064 desabrigados e desalojados, e em Areal 1.200 desabrigados e 2.500 desalojados. Não há números de Sumidouro.


UFRJ envia profissionais de saúde para a região serrana



Nova Friburgo/RJ: duas mulheres saem às ruas com máscaras para se protegerem da poeira
Foto: Antonio Lacerda/EFE

Uma equipe de cerca de 50 profissionais de saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) seguiram nesta terça-feira para o município de Nova Friburgo, um dos mais atingidos pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. Eles vão permanecer ao longo de todo o dia prestando assistência à população que ocupa os cerca de 30 abrigos espalhados pela cidade, além de visitar algumas comunidades que também foram afetadas pelos deslizamentos e inundações.

De acordo com o infectologista da UFRJ Edmilson Migowski, a equipe é composta por profissionais de diversas áreas como clínicos gerais, enfermeiros, dentistas, técnicos de laboratório e, principalmente, pediatras.

"Em tragédias como essa, em geral, as crianças são as que mais sofrem, por isso estamos levando pediatras que possam dar assistência específica, incluindo orientações, a elas. Os cuidados que puderem ser feitos no local serão, mas se alguma delas precisar de internação estamos preparados para trazê-la para o nosso hospital (Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ).

Segundo Migowski, o comboio seguiu levando ainda medicamentos de diversos tipos, entre eles os que ajudam na cicatrização de feridas, material para a realização de curativos, além de um caminhão cheio de donativos, principalmente alimentos e fraldas.

O infectologista informou ainda que o objetivo é reunir mais profissionais para enviá-los a outros municípios atingidos na região nos próximos dias.

Um grupo de 28 voluntários dos hospitais federais do Rio de Janeiro, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, chegou hoje a Nova Friburgo para reforçar os atendimentos em localidades críticas do município, como Córrego Dantas, São Geraldo, Rio Grandina e Alto do Floresta.

De acordo com o Ministério da Saúde, que já enviou outras equipes para a região, mais de 2,2 mil pessoas se cadastraram no site da pasta (www.saude.gov.br) se disponibilizando para trabalhar como voluntários nos municípios da serra fluminense. Eles estão sendo deslocados para o Rio de Janeiro à medida que as autoridades de saúde do estado solicitam apoio ao ministério.
Chuvas na região serrana
As fortes chuvas que atingiram os municípios da região serrana do Rio nos dias 11 e 12 de janeiro provocaram enchentes e inúmeros deslizamentos de terra. As cidades mais atingidas são Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu cerca de 300 mm em 24 horas na região.

Em Teresópolis, 235 corpos já foram sepultados .

Nesta terça-feira, uma equipe médica da Secretaria Estadual de Saúde vai atender os moradores de Campinas, em Sumidouro. Segundo o secretário Sérgio Cortes, no local há muitos doentes, hipertensos e com asma.

A equipe vai ficar no local o tempo que for necessário para fazer os atendimentos. O pacientes com estado de saúde mais grave serão transferidos para hospitais fora da localidade. Em Campinas, foram resgatados 18 corpos durante a tragédia.

- Estamos levando quatro médicos e um grupo de enfermeiros para fazer os atendimentos na região - disse o secretário.

O município também abriu nesta terça-feira uma conta bancária para receber ajuda financeira da União. A cidade estava entre as c inco que não tinham apresentado o número à Secretaria Nacional de Defesa Civil . A maior prejudicada até o momento é Petrópolis, que tem R$ 7 milhões em caixa.
Terra

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ginásio de escola em Friburgo é usado como necrotério

Segundo Defesa Civil, há 38 mortos por causa da chuva na cidade.
Moradores caminham pelas ruas em busca de notícia de parentes.


O ginásio Celso Peçanha da escola estadual Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, está sendo usado como necrotério, informou a Defesa Civil. O local onde funcionava o necrotério já estava interditado antes da tragédia das chuvas na Região Serrana. No entanto, o motivo do fechamento não foi divulgado.

Ainda segundo a Defesa Civil, o número de mortos chega a 38 desde as chuvas de terça-feira (11).
Bombeiros trabalham na remoção dos escombros de prédio em Nova Friburgo | Foto: Gerson Gonçalo / Agência O Dia

O Corpo de Bombeiros não confirma o número de desaparecidos.

Funcionários da prefeitura de Friburgo, do Instituto estadual do Ambiente (Inea) e muitos voluntários ajudam na limpeza da cidade e passam informações aos bombeiros.

O tenente Catanhede do 6º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) de Friburgo disse que "se fosse depender só dos bombeiros nessa situação de catástrofe, era impossível".

Um deslizamento de terra no morro do teleférico de Nova Friburgo levou grande quantidade de lama à Igrejinha de Santo Antônio Foto: Reprodução da TV

Desespero para encontrar parentes

A cidade está sem sinal de telefonia, fixa ou celular, sem luz, sem água, sem transporte público e o comércio está fechado. Muitos moradores percorrem a cidade em busca de notícias de parentes. É o caso da estudante Lívia Franco, de 19 anos, que estava à procura do pai.

"Já percorri a cidade. Falaram que o meu pai passa chorando preocupado comigo. Fui na casa de parentes e acho que estão todos bem, mas não dá para saber de todos porque não tem mais telefone", desabafou ela.

Turistas assustados

Os turistas que estão hospedados em hotéis estão com medo de deixar a cidade e pegar as estradas. Os hotéis não estão recebendo hóspedes por causa da falta d´água e de comida.

O engenheiro mecânico Eraldo Kelfch chegou de carro na terça-feira (11) de Macaé, no Norte Fluminense, com o filho de 11 anos, e iria embora nesta quarta-feira (12). No entanto, ele afirmou que não quer se arriscar.

"Comprei biscoito. Não tem nem comida. nada. Nem luz", disse ele.

Cenário de caos

O cenário é de caos em Friburgo. Os bombeiros e a Defesa Civil não conseguem se comunicar com as próprias equipes e somente alguns orelhões na cidade funcionam. Muitos moradores perambulam a pé, muito abalados e sem saber o que fazer. Outras pessoas usam pás e baldes para retirar a lama e a água das casas. Um morador passou na rua carregando um galão de água. Outros filmam e tiram fotos.

Um rapaz de 17 anos, muito nervoso e chorando, contou que o pai estava ajudando no resgate para localizar um tio e dois primos que estariam numa casa que desabou no centro. Além da casa, um galpão que funcionava com uma garagem, uma loja e parte de um prédio foram soterrados.

"A gente se mudou daqui na sexta-feira (7), no sábado a gente veio na casa dos meus tios. Hoje (quarta) a gente saiu para ver como estava a cidade e demos de cara com a casa dele desabada", contou V. M., emocionado.

Por volta de 12h, na Praça Getúlio Vargas, também no Centro, houve um momento de pânico com moradores gritando e correndo. É que dezenas de pessoas de cinco prédios que ficam na praça foram retiradas pelos bombeiros por precaução. Elas dizem que ouviram um estrondo, mas não sabem se veio da encosta onde houve um grande deslizamento de terra, ou se o barulho foi do prédio. Entre as pessoas havia idosos sendo carregados, além de portadoras de necessidades especiais.

Uma mulher que mora no oitavo andar de um dos prédios, e que estava com um casal de vizinhos, contou os momentos de susto.

"A gente só ouvia 'desce, desce'. Ouvimos barulho de estalos a noite inteira. A gente não sabe se esse era do barranco ou da estrutura do prédio", disse a representante comercial Luciana Santiago. Carolina Lauriano De Nova Friburgo, no RJ [G1]

Entre as vítimas dos desabamentos em Nova Friburgo estão militares do Corpo de Bombeiros que prestavam socorro aos soterrados Foto: Divulgação / Defesa Civil

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Apoio do governo federal

O governador Sérgio Cabral falou, por telefone, no início da tarde desta quarta-feira, com a presidente Dilma Rousseff para tratar de medidas emergenciais em relação à tragédia causada pelas chuvas na região. Por determinação de Dilma, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, chega ao Rio às 16h desta quarta e, acompanhado do secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, e do subsecretário executivo de Obras do Estado, Hudson Braga, vai sobrevoar a região. Por orientação da presidenta, o Governo Federal dará todo o apoio ao Rio de Janeiro, por meio dos ministérios da Integração Nacional, da Defesa, da Saúde, do Desenvolvimento Social, do Meio Ambiente e dos Transportes.

Pior que Angra dos Reis em 2010

Mais cedo, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a situação em Nova Friburgo "é pior do que o registrado em Angra dos Reis, no ano passado". Segundo a assessoria de imprensa do governo, o vice-governador deixou a capital fluminense na manhã desta quarta-feira para sobrevoar os municípios da região serrana do Estado atingidos por fortes temporais.

Estado de calamidade

O coronel Roberto Robaday, diretor da Defesa Civil, informou que Nova Friburgo já está em estado de calamidade pública - os militares já receberam mais de 140 chamados de socorro. Equipes saíram do Rio de Janeiro para auxiliar nos trabalhos. Em 30 horas choveu o equivalente a 30 dias na Região Serrana.

Segundo a concessionária Rota 116, administradora da rodovia que liga o Rio a Friburgo, devido as diversas quedas de barreiras ao longo da estrada, dois trechos estão fechados ao trânsito desde a: no Km 88, na altura de Furnas, e do Km 75, em Muri, ao Km 78, em Ponte da Saudade. Ainda não há previsão de liberação da via. [O Dia]


Moradora de Teresópolis perde 30 pessoas da família em Friburgo
em 15/01/2011
Viera está sem luz, água e telefone por causa da chuva na Região Serrana.
Local é de difícil acesso até para bombeiros e funcionários da prefeitura.

Dilce Ramos, de 55 anos, diz ter perdido cerca
de 30 parentes e amigos (Foto: Liana Leite/G1)

O bairro ainda de difícil acesso, Vieira, em Teresópolis, está completamente destruído, sem energia elétrica, telefone ou água, ainda neste sábado (15 ). A moradora Dilce Ramos, de 55 anos, não consegue esconder o desespero por ter perdido cerca de 30 pessoas da família, em Nova Friburgo, também na Região Serrana do Rio.

“Eu não sei ao certo quantas pessoas morreram, mas foram mais ou menos 30, entre primos, cunhados e amigos. Eu também perdi tudo, mas pelo menos estou viva”, contou a moradora, sem conseguir segurar a emoção.
Sua filha, Andréia de Oliveira, 31 anos, está trabalhando como voluntária na igreja Santa Luzia, também em Vieira. No local estão sendo recolhidos e distribuídos alimentos e donativos para as vítimas das chuvas. Uma enfermeira e um médico estão fazendo curativos e orientando os doentes que chegam à igreja.

Apesar da grande destruição, como o acesso para os bombeiros é difícil, poucos corpos foram encontrados na região. Os que são retirados dos escombros, estão sendo levados direto Teresópolis. O bairro não tem estrutura para identificar seus mortos.

Segundo moradores, os bairros do Imbiú, Campo do Coelho, Prainha, Santa Cruz, Baixada e Conselheiro Lafayette também foram bastante afetados pelas chuvas e os bombeiros ainda não conseguiram chegar aos locais.
A prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, divulgou neste sábado