Jovem arrastada por enxurrada na Grande SP sofreu ferimentos no rosto
Ela caminhava até farmácia quando foi surpreendida pela força da água.
Imagens do desespero da jovem foram registradas por comerciante.
A jovem de 18 anos arrastada nesta sexta-feira (18) pela enxurrada durante um temporal em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, sofreu ferimentos na cabeça, quebrou vários dentes e teve cortes na mão e na boca. Jéssica Nunes de Oliveira recebeu atendimento em um hospital e recebeu alta na noite de sexta. O vídeo com as imagens do desespero da jovem foi enviado ao VC no G1 pelo internauta José Expedito Teles Maciel.
O comerciante filmava a enxurrada, causava pelo rompimento de uma tubulação, na Avenida Teixeira Bueno, no bairro Parque São Francisco, quando começou uma gritaria. A jovem passou embaixo de vários carros e foi descendo com a força da enxurrada. Ela quase ficou presa sob um veículo, mas conseguiu passar e só parou numa esquina movimentada, onde quase foi atropelada. Ela recebeu ajuda para se levantar e foi carregada para uma base da polícia.
A mulher recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Jéssica disse que ia a uma farmácia quando foi surpreendida pela água. Ela chegou a ser levada a um hospital e já se recuperava em casa na noite de sexta-feira. Ela tem dificuldade para falar. A mãe dela, Maria da Conceição Nunes, estava trabalhando quando soube do acidente. “Quando chego no hospital e a vejo na situação que está, fiquei desesperada”, contou.
Sobre a tubulação que rompeu, a prefeitura de Ferraz de Vasconcelos disse que já aprovou um projeto para aumentar de 80 centímetros para 1,5 metro a seção de galeria pluvial. Disse também que vai construir mais bocas-de-lobos. Mas não informou o prazo para começar as obras.
G1
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sábado, 19 de março de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Pesadelo: Parentes procuram corpos em decomposição na tragédia da região Serrana do Rio
Moradores de Nova Friburgo atravessam uma rua alagada ajudados por membros Militar Floresta, 130 quilômetros ao norte do Rio de Janeiro, Brasil. Brasileiros surgiram sábado para enfrentar o caos e destruição deixado pelos três dias de chuvas torrenciais, rios de lama e deslizamentos que mataram 555 pessoas no desastre do país é a pior inundação da história. Foto por: Valter Campanato AFP, Getty Images /
Teresópolis, Brasil, EUA (AFP) - Sob a chuva persistente fora do necrotério improvisado em Teresópolis, uma das cidades mais atingidas no desastre de inundação do Brasil , o cheiro adocicado da decadência e da morte é silenciado.
Dentro, porém, "é como uma cena de um filme de terror", disse a trabalhador voluntária Michelle Tosetti.
Corpos em decomposição estão tão mal que as fotos de identificação não são mais usadas por medo aterrador de parentes e porque já não servem a qualquer propósito, disse à AFP.
Havia também "preocupação propagação da doença" dos cadáveres, muitos dos quais passaram dias coberta de água suja e lama carregando bactérias perigosas.
A condição de pesadelo de corpos sendo trazidos em três dias depois da catástrofe significou uma mudança de procedimento para parentes desesperados para localizar seus entes queridos.
No sábado, os funcionários Teresopolis criaram um centro especial dentro de um escritório vago próximo ao necrotério para obter detalhes de quem está ausente e que possa ser identificado.
As famílias já não levam fotos para identificação de corpos. Agora, eles são solicitados a descrever tatuagens, dentes e outras características distintivas. E, se necessário, fornecer cotonetes DNA oral que deverá ser comparado com as amostras armazenadas a partir de cadáveres.
Cerca de 100 pessoas esperavam a sua vez de fora para falar com a equipe do centro, aconchegando-se perto do muro que a chuva ainda não derrubou.
Fernando Gonçalves da Silva, 30, disse que estava esperando para identificar sua mãe, irmã, irmão e sobrinho, todos eles morreram quando uma avalanche de água, lama e pedregulhos grandes com carros atravessaram suas casas em Campo Grande, perto de Teresópolis.
"Eu acordei com um barulho grande, então havia um som de trovão. Segurei e conseguiu salvar a minha esposa e meu filho", disse ele, cuidando de um joelho enfaixado.
A escala da devastação foi tanta que Campo Grande foi efetivamente varrido do mapa, disse ele.
"A maioria dos moradores não sobreviveu", disse ele, acrescentando que dos cerca de 2.500 casas, apenas "uma ou duas" ficaram em pé.
Estranhamente calmo, Gonçalves da Silva disse que gastou seu tempo, desde então a rezar. "Estou nas mãos de Deus", disse ele.
Isso foi fatalismo, evidentes nas faces de todos esperando lá fora.
Eli Pereira, um soldado de 42 anos que perdeu sua mãe de 77 anos de idade, em outra lugarejo, disse que ele tinha ido ao necrotério várias vezes procurando por ela, e a procura permanece.
Ele entendeu que os corpos estavam agora em um "estado muito avançado de decomposição", e foi para a fila pacientemente para dar mais detalhes.
Ele disse que sua irmã de 47 anos de idade, que vive nos Estados Unidos, mas estava visitando a mãe na noite do desabamento, conseguiu escapar, apesar da lama e da água subiu rápido demais para a sua mãe seguir.
Tosetti, o trabalhador voluntário, disse que a falta de emoção incongruente exibido pelos parentes era típico.
"Acho que eles estão em choque. E muitas pessoas por aqui são religiosos", disse ela.
Cerca de 180 corpos, dos cerca de 250 trazidos para Teresópolis, haviam sido identificados.
Tosetti concordou com os outros trabalhadores, no entanto, que estimou que o número final de mortos seria muito maior, talvez mais que o dobro, uma vez que todos os corpos foram contabilizados.
Fonte: montrealgazette.com
sábado, 15 de janeiro de 2011
Show de solidariedade: Luan Santana doa 22 t de alimentos às vítimas de Friburgo
Cantor sertanejo também enviou 7,5 mil litros de água para a população.
Distribuição de mantimentos provocou filas na porta da prefeitura da cidade.
O cantor sertanejo Luan Santana doou 22 toneladas de alimentos e 7,5 mil litros de água para as vítimas das enchentes que atingiram o município de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Os mantimentos já estão sendo distribuídos à população na tarde deste sábado (15), com a ajuda de oficiais das Forças Armadas e funcionários da própria prefeitura.
Fila formada em frente à prefeitura de Nova Friburgo: mantimentos estão sendo distribuídos à população em forma de cestas básicas (Foto: Lívia Torres/G1)
De acordo com a produção do cantor, que tem apresentação agendada na cidade para o dia 27 de fevereiro, os donativos chegaram em um caminhão, que partiu da cidade de Londrina, no interrior do Paraná, na última sexta (14).
Nova Friburgo foi novamente atingida por uma forte chuva neste sábado e ruas voltaram a ficar alagadas. O nível do Rio Bengalas voltou a subir e está próximo de transbordar novamente. Moradores reclamam de saques em áreas interditadas da cidade.
Desde a noite de terça-feira (11), mais de 570 pessoas morreram na Região Serrana com as chuvas que castigaram principalmente Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, além de Nova Friburgo.
Distribuição de mantimentos provocou filas na porta da prefeitura da cidade.
O cantor sertanejo Luan Santana doou 22 toneladas de alimentos e 7,5 mil litros de água para as vítimas das enchentes que atingiram o município de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Os mantimentos já estão sendo distribuídos à população na tarde deste sábado (15), com a ajuda de oficiais das Forças Armadas e funcionários da própria prefeitura.
Fila formada em frente à prefeitura de Nova Friburgo: mantimentos estão sendo distribuídos à população em forma de cestas básicas (Foto: Lívia Torres/G1)
De acordo com a produção do cantor, que tem apresentação agendada na cidade para o dia 27 de fevereiro, os donativos chegaram em um caminhão, que partiu da cidade de Londrina, no interrior do Paraná, na última sexta (14).
Nova Friburgo foi novamente atingida por uma forte chuva neste sábado e ruas voltaram a ficar alagadas. O nível do Rio Bengalas voltou a subir e está próximo de transbordar novamente. Moradores reclamam de saques em áreas interditadas da cidade.
Desde a noite de terça-feira (11), mais de 570 pessoas morreram na Região Serrana com as chuvas que castigaram principalmente Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, além de Nova Friburgo.
Lívia Torres e Cristina Boeckel
Do G1 RJ, em Nova Friburgo
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LUTO: RIO DE JANEIRO ENTERRA MORTOS PELAS CHUVAS
Subiu para cinco o número de cidades da Região Serrana com registro de mortes após as chuvas. Ao todo, já são 541 mortos, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros de Itaipava.
Segundo os últimos levantamentos, seriam 247 mortos em Friburgo, 231 em Teresópolis, 18 em Sumidouro, 43 em Petrópolis e 2 em São José do Vale do Rio Preto.
Já a Polícia Civil informou que quatro corpos foram resgatados em São José do Vale do Rio Preto, 242 em Nova Friburgo, 228 em Teresópolis, 41 em Petrópolis e 19 em Sumidouro, o que corresponde a um total de 534 mortos.
Nesta manhã, 225 homens da Força Nacional de Segurança chegaram à Região Serrana do Rio de Janeiro. Eles vão auxiliar nas buscas por vítimas e na manutenção da ordem pública nas áreas atingidas pelos temporais no estado, principalmente em Teresópolis.
Na quarta-feira, o Exército enviou 400 homens, 30 veículos, 2 retroescavadeiras, 2 carregadeiras, 1 gerador, 1 torre de iluminação e 6 helicópteros.
Enterro de vítimas das chuvas no Cemitério de Teresópolis
Famílias se reúnem para enterros de familiares em Teresópolis
Familiares das vítimas da chuva que atingiu Teresópolis, na Região Serrana do Rio, há dois dias, reuniram-se na tarde desta quinta-feira (13) para os enterros dos corpos.
O Cemitério municipal Carlinda Berlim ficou lotado e, segundo os responsáveis pelo local, a expectativa era de que 145 pessoas fossem enterradas lá. Novas covas individuais precisaram ser abertas para receber os mortos.
Existem outros cemitérios em Teresópolis, mas, segundo informações, apenas três serão capazes de receber os corpos, já que os outros foram castigados pela chuva. Além do Carlinda Berlim, os cemitérios de Bonsucesso e Vieira recebem os corpos das vítimas da chuva.
Estradas e energia
Estradas voltaram a ser interditadas na Região Serrana. Uma queda de barreira interditou nesta sexta-feira a estrada que liga Itaipava à Teresópolis. Motoristas que seguem para Teresópolis estão sendo orientados pela Polícia Militar a retornar para a estrada Rio-Magé.
Mais de 40 mil pessoas seguem sem energia elétrica na Região Serrana. Problema maior é em Nova Friburgo, onde 25 mil pessoas estão sem luz. Em São José do Vale do Rio Preto, a Ampla enviou geradores para suprir a demanda de postos de serviços essenciais.
Tumultos e saques
Teresópolis registrou nesta sexta-feira casos de saques. De acordo com informações da assessoria de comunicação da prefeitura, foram registrados nesta manhã dois assaltos a lojas do Centro, próximas à Calçada da Fama, a mais importante área de comércio da cidade. Comerciantes chegaram a fechar as portas.
O prefeito de Teresópolis, Jorge Mário Sedlacek, anunciou nesta sexta-feira que a reconstrução da cidade custará mais de R$ 500 milhões. Na cidade, há 1200 desabrigados e 1300 desalojados.
Destruição causada pela chuva em Teresópolis
Em Nova Friburgo, a queda de uma caixa d'água assustou os moradores. Em pânico, boa parte da população chegou a pensar que uma represa havia rompido. Muitas pessoas correram desesperados pela cidade.
Destruição causada pela chuva em Teresópolis
Mais um Hospital de Campanha do Corpo de Bombeiros foi montado em Nova Friburgo nesta sexta-feira. Com o hospital de campanha da Marinha que já funcionava, passam a ser dois na região.
Em Petrópolis, equipes de resgate trabalham para conseguir acessar uma localidade isolada, conhecida como Ponto Final, no Vale do Cuiabá, em Itaipava. Há notícias de que lá há 22 pessoas desaparecidas. Para o trabalho, serão utilizados três retroescavadeiras e 60 caminhões.
Maior tragédia da história
Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.
G1
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Teresópolis: "A cidade que acabou'
RIO - A mais forte chuva que caiu sobre Nova Friburgo nas últimas décadas , segundo relatos dos moradores mais antigos, deixou um cenário de devastação pela cidade nunca visto, sobretudo no Centro, e um número assustador de mortos: 107. O pesadelo começou de madrugada e se estendeu por todo o dia, com a cidade totalmente isolada, sem energia elétrica e sem telefonia. Com a chuva que começou à tarde e se intensificou de madrugada, encostas de morros e montanhas que contornam o Centro desmoronaram, soterrando prédios, lojas, ruas inteiras e casas de classe média e média alta. A Defesa Civil confirmava, na noite desta quarta-feira, as mortes, apesar das condições precárias de informação.
- A cidade acabou - resumiu o morador Carlos Damásio, delegado de polícia aposentado. - Vários prédios desabaram. Perto do Fórum há muitas casas caídas e gente nas ruas. Estou tentando descobrir como estão os acessos porque quero ir logo para o Rio.
O Rio Bengala, que corta a cidade de cerca de 190 mil habitantes, transbordou e as águas não baixaram. Carros, ônibus e caminhões foram arrastados pela enxurrada, e ruas que concentram comércio, bancos e residências viraram rios de lama. Segundo o administrador Bruno Thurler, anos, a água subiu cerca de dois metros.
- A situação é arrasadora. A gente não sabe onde é rua, onde é calçada. Estamos trabalhando sem parar, tirando lama, e parece que não fizemos nada - disse o aposentado Humberto Fontão, de 76 anos, que acordou com a enxurrada na porta de sua casa, numa vila perto do Centro, e viu sua cama ser coberta pela enchente.
Como ele, moradores passaram o dia tirando móveis e objetos pessoais da lama e, sem luz nem telefone, também sofriam com a falta de informações.
Em um dia, toda a chuva de um mês
Segundo o Inmet, em 24 horas - das 9h de terça-feira até as 9h de quarta - choveu em Friburgo 180mm, praticamente o esperado para todo o mês de janeiro. De acordo com o Climatempo, apenas entre as 2h e as 3h da madrugada choveu 60mm (um temporal de 25mm por hora já é considerado forte).
A região do Centro foi duramente castigada. A Praça do Suspiro, ponto turístico da cidade, foi tomada pela lama. Por trás do teleférico, a terra desceu e invadiu a igreja de Santo Antônio. A piscina, a quadra e toda a área de lazer de um hotel desapareceram sob as águas. A avenida principal, a Alberto Braune, virou uma alameda de barro. De uma das casas que ficaram soterradas, apareciam apenas a porta e uma janela. Com o comércio fechado e sem transporte, as pessoas tinham dificuldade de comprar água e comida. Muitos postos já estavam sem combustíveis, de acordo com moradores.
O principal hospital público, o Raul Sertã, municipal, também ficou alagado, o que tornou crítico o atendimento aos feridos. Um hospital de campanha foi montado na sede da prefeitura. Também atingido por uma encosta, o maior hospital particular de Friburgo, o São Lucas, também teve o atendimento afetado. Informações não confirmadas indicam que uma escola foi usada para concentrar os corpos das vítimas.
A falta de informações, piorada pela pane no fornecimento de energia e boa parte dos telefones, tanto fixos como os celulares, deixou muitas pessoas sem saber se seus parentes e amigos estavam bem.
- No bairro São Geraldo tem muita gente morta, não sabemos como estão parentes e amigos. Para chegar lá, tem que nadar na lama. Até no Centro está difícil de andar, pontes caíram, está feia a coisa. Prédios caíram. As pessoas estão tentando tirar os que estão embaixo da terra. Desde cedo, quem pode está cavando para ajudar. Está todo mundo arrasado. Os ônibus não passam. Não tem como ir para alugar algum. Temos que ir a pé, não tem ônibus - contou a costureira Cleuma Borges, que teve que fazer uma longa caminhada, do Centro ao bairro São Geraldo, para saber notícias de seus familiares.
"Caíram prédio, casas, tudo"
Chorando, o médico Mário Bonin disse que as pessoas estão em choque. Ele orientou seus vizinhos a ficar em casa:
- Meu vizinho está morto. Na Rua Cristina Ziede, caiu tudo. Já se sabe que morreram 12 pessoas numa rua só. Caíram prédio, casas, tudo o que era do lado onde tinha barranco, caiu tudo. Tem muitos helicópteros voando. Estamos com tudo parado, sem telefone, água, energia, internet. Não temos como circular. Meu irmão é engenheiro e está tentando resgatar uma pessoa sob uma laje de concreto. Não sabemos se amigos ficaram feridos ou mortos.
A professora Lucieni de Oliveira, de 50 anos, que mora no Centro, relata que as pessoas estão muito tristes, desoladas, e com medo de que novas chuvas causem ainda mais estragos:
- Não temos sinal de nada, nem de celular. Muitos resgates, muitos corpos acontecem o tempo todo. O local que a minha filha trabalhava acabou. É um quadro terrível. Da minha janela ouço barulho das barreiras caindo. Prédios bons, antigos, foram abaixo.
No bairro de Olaria, onde um prédio de três andares desabara na tarde de anteontem, o trabalho de busca aos desaparecidos continuava. Um homem e uma criança morreram.
A última grande cheia do Rio Bengala ocorreu no Natal de 1996. De acordo com moradores, a enchente de ontem superou a de 14 anos atrás, apenas comparável à cheia de fevereiro de 1979.
- A cidade acabou - resumiu o morador Carlos Damásio, delegado de polícia aposentado. - Vários prédios desabaram. Perto do Fórum há muitas casas caídas e gente nas ruas. Estou tentando descobrir como estão os acessos porque quero ir logo para o Rio.
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| Teresopolis,Vista da Pedra do Sino (antes das chuvas de janeiro de 2011) |
O Rio Bengala, que corta a cidade de cerca de 190 mil habitantes, transbordou e as águas não baixaram. Carros, ônibus e caminhões foram arrastados pela enxurrada, e ruas que concentram comércio, bancos e residências viraram rios de lama. Segundo o administrador Bruno Thurler, anos, a água subiu cerca de dois metros.
- A situação é arrasadora. A gente não sabe onde é rua, onde é calçada. Estamos trabalhando sem parar, tirando lama, e parece que não fizemos nada - disse o aposentado Humberto Fontão, de 76 anos, que acordou com a enxurrada na porta de sua casa, numa vila perto do Centro, e viu sua cama ser coberta pela enchente.
Como ele, moradores passaram o dia tirando móveis e objetos pessoais da lama e, sem luz nem telefone, também sofriam com a falta de informações.
Em um dia, toda a chuva de um mês
Segundo o Inmet, em 24 horas - das 9h de terça-feira até as 9h de quarta - choveu em Friburgo 180mm, praticamente o esperado para todo o mês de janeiro. De acordo com o Climatempo, apenas entre as 2h e as 3h da madrugada choveu 60mm (um temporal de 25mm por hora já é considerado forte).
A região do Centro foi duramente castigada. A Praça do Suspiro, ponto turístico da cidade, foi tomada pela lama. Por trás do teleférico, a terra desceu e invadiu a igreja de Santo Antônio. A piscina, a quadra e toda a área de lazer de um hotel desapareceram sob as águas. A avenida principal, a Alberto Braune, virou uma alameda de barro. De uma das casas que ficaram soterradas, apareciam apenas a porta e uma janela. Com o comércio fechado e sem transporte, as pessoas tinham dificuldade de comprar água e comida. Muitos postos já estavam sem combustíveis, de acordo com moradores.
O principal hospital público, o Raul Sertã, municipal, também ficou alagado, o que tornou crítico o atendimento aos feridos. Um hospital de campanha foi montado na sede da prefeitura. Também atingido por uma encosta, o maior hospital particular de Friburgo, o São Lucas, também teve o atendimento afetado. Informações não confirmadas indicam que uma escola foi usada para concentrar os corpos das vítimas.
A falta de informações, piorada pela pane no fornecimento de energia e boa parte dos telefones, tanto fixos como os celulares, deixou muitas pessoas sem saber se seus parentes e amigos estavam bem.
- No bairro São Geraldo tem muita gente morta, não sabemos como estão parentes e amigos. Para chegar lá, tem que nadar na lama. Até no Centro está difícil de andar, pontes caíram, está feia a coisa. Prédios caíram. As pessoas estão tentando tirar os que estão embaixo da terra. Desde cedo, quem pode está cavando para ajudar. Está todo mundo arrasado. Os ônibus não passam. Não tem como ir para alugar algum. Temos que ir a pé, não tem ônibus - contou a costureira Cleuma Borges, que teve que fazer uma longa caminhada, do Centro ao bairro São Geraldo, para saber notícias de seus familiares.
"Caíram prédio, casas, tudo"
Chorando, o médico Mário Bonin disse que as pessoas estão em choque. Ele orientou seus vizinhos a ficar em casa:
- Meu vizinho está morto. Na Rua Cristina Ziede, caiu tudo. Já se sabe que morreram 12 pessoas numa rua só. Caíram prédio, casas, tudo o que era do lado onde tinha barranco, caiu tudo. Tem muitos helicópteros voando. Estamos com tudo parado, sem telefone, água, energia, internet. Não temos como circular. Meu irmão é engenheiro e está tentando resgatar uma pessoa sob uma laje de concreto. Não sabemos se amigos ficaram feridos ou mortos.
A professora Lucieni de Oliveira, de 50 anos, que mora no Centro, relata que as pessoas estão muito tristes, desoladas, e com medo de que novas chuvas causem ainda mais estragos:
- Não temos sinal de nada, nem de celular. Muitos resgates, muitos corpos acontecem o tempo todo. O local que a minha filha trabalhava acabou. É um quadro terrível. Da minha janela ouço barulho das barreiras caindo. Prédios bons, antigos, foram abaixo.
No bairro de Olaria, onde um prédio de três andares desabara na tarde de anteontem, o trabalho de busca aos desaparecidos continuava. Um homem e uma criança morreram.
A última grande cheia do Rio Bengala ocorreu no Natal de 1996. De acordo com moradores, a enchente de ontem superou a de 14 anos atrás, apenas comparável à cheia de fevereiro de 1979.
Tragédia das chuvas: Já passa de 600 o total de mortos pelas enxurradas na Região Serrana do Rio
Atualizado em 18/01/2011
O número de pessoas mortas pelas chuvas que atingem a região serrana do Rio de Janeiro desde a última terça-feira voltou a subir. Segundo o último balanço divulgado pela Defesa Civil, às 13h10 de hoje (18), foram contabilizadas 677 mortes.A cidade com o maior número de mortos é Nova Friburgo: 320. Teresópolis tem 228 mortes, enquanto Petrópolis contabiliza 59, e Sumidouro, 20.
Outros balanços paralelos, realizados por prefeituras e entidades apontam número maior de mortos, inclusive citando um caso em Bom Jardim, onde até então não havia sido registrado nenhum caso.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, a chuva deixou 3,6 mil desabrigados e 2,8 mil desalojados em Petrópolis, 960 e 1.280, respectivamente, em Teresópolis, e 3.220 desalojados em Nova Friburgo, além de 1.970 desabrigados.
Em Friburgo, dor e dificuldade na identificação dos corpos
NOVA FRIBURGO - Os corpos que estão sendo retirados das áreas de deslizamento de terra em Nova Friburgo, na Região Serrana, estão sendo levados para o Instituto de Educação da cidade. Até o momento, já foram computados mais de 160 mortes no município. No entanto, a todo instante chegam mais vítimas. A estimativa dele é de que nesta quinta-feira o número de mortes ultrapasse os 200. Do lado de fora do prédio, uma fila de pelo menos 50 pessoas aguardam para fazer o reconhecimento de parentes e amigos. ( Leia também: Sobe o número de mortes na Região Serrana do Rio em decorrência das chuvas no segundo dia de buscas )
- Estamos com uma equipe de legistas que atuou no Morro do Bumba, em Niterói. Quarenta corpos já foram liberados para sepultamento. O trabalho continua e estamos tentando agilizar, adotando o procedimento sumário, que dispensa apresentação de documentos e identificação por parentes. Essa é uma medida de saúde pública. Não há tempo hábil - disse Robadey.
Do lado de fora do Instituto de Educação já é possível sentir um mau cheiro. Parentes de vítimas reclamam da dificuldade de chegar ao Centro para poder fazer a liberação dos corpos.
Patrícia de Souza se mudou para Nova Friburgo há sete dias, vinda de Itaocara. A casa em que vivia com os três filhos foi completamente destruída pela lama. Ela conseguiu escapar com a menina Evelyn Vitória, de 10 anos, e Paulo Gabriel, de 2. As crianças estão bastante machucadas e chorando muito. Ela espera a liberação do corpo de Carlos Daniel, de 6 anos, que não conseguiu resistir os ferimentos.
- Ele aguentou até a última Hora - disse Evelyn, que está com o olho inchado e reclama de dores no pescoço.
Na fila para identificação dos corpos, Antonio Reginaldo estava à procura da esposa, Adelira Gonçalves, e da filha de 15 anos, ainda desaparecida.
- A barreira desceu de uma vez, acabou com tudo. É muito difícil explicar essa situação. Não consigo nem falar. Minha filha ainda está debaixo da terra - contou Antonio.
Os parentes das vítimas reclamam ainda da dificuldade de comunicação, pois os telefones não estão funcionando.
Entre as vítimas de Nova Friburgo estão três bombeiros. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Estações de radioamador operam desde a madrugada
Desde o final da noite de quarta-feira, duas estações provisórias de radioamador já operam para suprir as comunicações entre os Bombeiros e a Defesa Civil de Nova Friburgo e a Defesa Civil Estadual, no Rio. As estações foram montadas na região do Médio Caledônia, nos arredores da cidade, que continua isolada por terra e com os sistemas de telefonia fixa e de celular comprometidos.
Segundo Carlindo Norberto Oliveira, coordenador estadual da Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), as estações começaram a operar às 23h15m e estão sendo usadas para fazer a ponte entre as autoridades de Friburgo e a capital, uma vez que os sistemas de rádio oficiais daquela cidade ainda operam em caráter precário.
Um grupo de dez a 12 radioamadores subiu a Serra de Friburgo na tarde de quarta-feira, divididos em quatro carros com tração nas quatro rodas para montar as estações. O grupo conseguiu seguir pela RJ-116 até o ponto onde ficam as antenas repetidoras das emissoras de televisão da cidade. Uma das estações foi montada virada para dentro de Friburgo e a segunda direcionada para o Rio.
- O sistema de rádio de bombeiros e defesa civil de Friburgo estão operando só dentro da cidade, em caráter de emergência. Eles carregam as baterias dos aparelhos nas baterias dos carros para colocar as estações deles para funcionar. Eles se comunicam conosco e nós repassamos as informações ao Rio - explicou Carlindo.
Ainda de acordo com o coordenador regional da Rener, Friburgo ainda está isolada por terra. Apenas uma variante foi aberta na RJ 116 para que veículos de serviço e socorro possam passar. Há ainda muita gente isolada em diversos pontos daquela cidade, onde o resgate tem sido feito sobretudo por helicópteros das Forças Armadas e do Governo estadual.
- A coisa está muito feia. Eu nunca vi nada igual e olha que eu tenho experiência nisso. Hoje, Friburgo ainda está isolada do resto estado. O único acesso precário é destinado à viaturas oficiais, e elas têm que ser de pequeno porte e com tração nas quatro rodas, senão não passa - complementou o coordenador.
Ainda de acordo com Carlindo, chove fino nesse momento em Friburgo e há preocupação quanto ao clima nas próximas horas, uma vez que estão previstas pancadas de chuva para a Região Serrana, sobretudo no Norte Fluminense.
Lojas cheias de lama continuam fechadas
As ruas da cidade continuam cobertas de lama e as pessoas tentando limpar o que é possível para abrir caminhos na manhã desta quinta-feira. Muitos colchões inutilizados pelos alagamentos estão nas calçadas. Várias lojas estão completamente tomadas pela lama, fechadas. A procura pelos postos de gasolina nas regiões periféricas da cidade é muito grande, com grande filas. Os postos próximo ao Centro sequer abriram. Na Avenida Comandante Bittencourt, um carro caiu no rio que cruza a via.
Vários carros cheios de lama estão sendo a todo tempo rebocados. O trânsito é confuso e lento na cidade. Em algumas casas a energia elétrica já voltou, mas os moradores permanecem sem água nem telefone. Por isso, a busca de informações por conhecidos ainda é uma preocupação.
Maria Amorim teve a garagem alagada, mas o apartamento não foi atingido. Ela se disse impressionada com o que vê na cidade e comemora o simples fato de ter conseguido comprar pão esta manhã.
- Nunca vi nada igual. Não tenho informações de parentes - disse ela.
Friburgo já tem 40% do abastecimento de água restabelecido
A Concessionária Águas de Nova Friburgo informou na tarde desta quinta-feira que 40% do abastecimento de água foi restabelecido no município. A Estação de Tratamento de Água (ETA) do Debossan voltou a funcionar junto com as ETAs Rio Grandina e Curuzu, totalizando 200 litros por segundo. Todo o sistema de abastecimento foi afetado pela falta de energia e pelos estragos causados pela chuva como um todo, atingindo inclusive o principal ponto de captação da cidade - Rio Grande de Cima -, que continua sem energia até o presente momento. A empresa já conseguiu chegar ao local por meio de um helicóptero, já que por via terrestre está inacessível.
A concessionária está abastecendo hospitais, creches e os abrigos montados pela prefeitura com carros-pipa. A empresa está recebendo reforço das outras concessionárias do Grupo Águas do Brasil com carros-pipa, caminhões, geradores, retro-escavadeiras e pás-carregadeiras, além de equipes especializadas de manutenção.
A Águas de Nova Friburgo também doou caminhões de água mineral para a cidade e montou um posto de coleta de doações em Niterói.
A concessionária pede enfaticamente que a população economize água, até que o abastecimento seja totalmente restabelecido.
Com semblante fechado e se dizendo bastante sensibilizada com a situação que viu na região serrana do Rio de Janeiro, a presidente da República, Dilma Rousseff, demonstrou firmeza hoje ao afirmar que a visita não era apenas para prestar solidariedade ao Estado, mas para garantir que sejam feitas ações concretas, coordenadas e conjugadas entre os governos federal, estadual e municipal para "aliviar, socorrer, amparar e cuidar das vítimas".
"É de fato um momento muito dramático, as cenas são muito fortes, é visível o sofrimento das pessoas e o risco é muito grande", disse, completando que será necessário um esforço muito grande em breve para a reconstrução das áreas atingidas. "Em tese este não é um papel das Forças Armadas, há empresas nacionais especializadas para recompor esta infraestrutura, mas, se for necessário, colocaremos à disposição", afirmou.
Em sua primeira aparição pública após a posse em Brasília, Dilma estava bastante contida e sorriu apenas duas vezes, quando foi chamada de "presidenta" por jornalistas presentes à entrevista coletiva, realizada no Palácio da Guanabara, sede do governo estadual.
Citou o ex-presidente Lula em outros dois momentos, ao lembrar as ações que vinham sendo feitas no governo dele, e que terão continuidade, segundo ela, na prevenção contra estes acidentes de grandes proporções, com uma ação direta de drenagem e de retirada de habitações localizadas em locais de risco. "Prevenção não é só uma questão de defesa civil. É uma questão de saneamento, drenagem e política habitacional", disse, lembrando que o governo vai destinar R$ 11 bilhões para estas ações, segundo previsto no Programa de Aceleração do Crescimento.
"É preciso lembrar que houve no Brasil um absoluto desleixo com o local onde ia morar a população de baixa renda. Sem alternativa, esta população foi morar em vala e encosta de morro", afirmou a presidente, que procurou o tempo todo mostrar que não estava apenas atenta ao problema do Rio de Janeiro.
"Já estamos no PAC programando mover sistematicamente as pessoas de áreas de risco. Isso serve para a região serrana do Rio, e para Santa Catarina, que possui problema semelhante. Em São Paulo, nas duas ações que tivemos em conjunto com o governo estadual, na Billings e Guarapiranga, pudemos remover pessoas para poder evitar o pior. Mas só podemos remover, quando temos outro lugar para assentar estas pessoas", disse.
A presidente também disse que não dá para se minimizar a força da natureza neste momento, mas lembrou que é preciso agir para evitar o pior. "Não está certo que a gente diminua o efeito das chuvas, mas só não pode deixar morrer gente. Esta é a nossa missão", afirmou.
O governo federal vai liberar R$ 780 milhões para os estados atingidos, incluindo o Rio e São Paulo. Serão R$ 700 milhões para a área de defesa civil do Ministério da Integração Nacional e R$ 80 milhões ao Ministério dos Transportes, para recuperação de pontes e estradas. A medida provisória com os recursos foi assinada na quarta-feira e publicada em edição extra do Diário oficial da União.
Pezão diz que situação em Friburgo é desoladora
O vice-governador e Secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, disse nesta manhã que o número de mortos vítimas das enchentes na região serrana deverá aumentar muito nesta quinta-feira.
- Estamos preocupados porque voltou a chover. Agora pela manhã, equipes vão usar helicópteros para chegar a locais onde os bombeiros não conseguem alcançar por terra. Há outras cidades isoladas. Há informações de 18 mortos em Sumidouro. Bom Jardim está isolada porque caíram três pontes - disse Pezão, que está em Friburgo onde constatou um cenário desolador.
- A situação é desoladora. Estamos entrando com máquinas para remover escombros em várias partes da cidade - afirmou.
Região Serrana pede alimentos, colchões e doações de sangue
Agentes da Lei Seca vão para Teresópolis
Agentes da Operação Lei Seca (OLS) foram para a prefeitura de Teresópolis para ajudar a cidade com as vítimas da chuva. Segundo o coordenador operacional da OLS, major Marco Andrade, 74 homens estão na cidade.
- Estamos com 74 homens aqui em Teresópolis, 30 em Friburgo e 20 em Petrópolis para ajudar no que for preciso. Aliás, esta é a primeira vez que a Operação Lei Seca deixa de fazer blitzes no estado. Nos últimos 22 meses saimos às ruas todos os dias para salvar vidas. Viemos para cá com o mesmo objetivo - afirmou.
Em Teresópolis, familiares e amigos de pessoas desaparecidas durante o temporal continuam indo para a 110ª DP (Teresopolis) para ver se reconhecem os corpos que estão no local. De acordo com o delegado Hebert Tavares, até a manhã desta quinta-feira, 146 corpos foram trazidos para a delegacia, que foi transformada em um posto avançado do IML. Ele afirmou também que todos os corpos encontrados na região serão levados para o local. A cidade está em estado de calamidade pública.
Dois caminhões da Cruz Vermelha Internacional carregados com medicamentos chegaram à Teresópolis para dar auxílio aos desabrigados das chuvas. A médica responsável pela equipe de atendimento, Dra Cláudia Miguel Coelho, disse que a maioria do casos é de pequenos traumatismos. A princípio, está sendo ministrada a vacina antitetânica em todas os desabrigados. O estádio Pedro de Lara, conhecido como Pedrão, não tem mais espaço para receber ninguém. As arquibancadas viraram depósito de donativos, que não param de chegar.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, disse na quarta-feira que a tragédia na Região Serrana do Rio foi uma combinação de uma "catástrofe natural com a irresponsabilidade histórica de vários prefeitos" .
Chuva deixa cavalos mortos em haras da Região Serrana
De acordo com dados da prefeitura de Friburgo, cerca de 900 pessoas estão desabrigadas e 1.200 desalojadas. Todos foram levados provisoriamente para o Estádio Olímpico do Pedrão, no Centro da cidade. Cerca de 800 funcionários da prefeitura, de diversos setores, além de voluntários, estão trabalhando para tentar minimizar os prejuízos provocados pela chuva.
No bairro Parque Imbuí, uma tromba d'água fez com que o Rio Imbuí transbordasse e descesse a encosta, arrastando tudo o que havia pela frente. Repórteres do GLOBO sobrevoaram o local na tarde de quarta-feira e constataram deslizamentos grandes nas encostas. Muitas casas foram afetadas, algumas totalmente destruídas. Carros e caminhões foram levados pela correnteza.
Na Br-040, a 20 km de Pedro do Rio, o Rio Paraíba transbordou e a passagem dos motoristas está em uma pista. Está demorando em média uma hora e meia para atravessar um quilômetro.
Sobe para 148 o número de mortos em Teresópolis
Sobe para 148 o número de mortos em TeresópolisPlantão | 13/01 às 09h34 Ana Cláudia CostaTERESÓPOLIS - O comandante da Defesa Civil de Teresópolis, Flávio de Castro, informou há pouco que já chega a 148 o número de mortos na cidade por conta da tromba d'água que atingiu, na última terça-feira, a Região Serrana do Rio. Nesta quinta-feira, equipes da Defesa Civil vão tentar chegar aos bairros de Santa Rita e Arriero, em Teresópolis, porque ontem não conseguiram acesso devido à queda de barreiras. Uma outra equipe da Defesa Civil vai retornar aos bairros Poço dos Peixes e Pessegueiro para resgatar pelo menos nove corpos. O comandante da Defesa Civil acredita que haja mais mortos nesses locais.
Enquanto isso, o movimento é grande no Cemitério Municipal de Teresópolis, onde os corpos das vítimas da tromba d'água estão sendo enterrados. Dezenas de pessoas em grupos, chorando, aguardam pelo sepultamento de seus entes queridos. De acordo com a Guarda Municipal, não haverá velório, e os corpos serão enterrados assim que chegarem ao cemitério. (O Globo
Uma onda gigante devastou tudo, diz irmão de vítima em Teresópolis
Anderson Oliveira de Carvalho perdeu a irmã Ana Cristina, moradora do bairro da Posse
A 110ª Delegacia Policial (DP), em Teresópolis, no Rio de Janeiro, está concentrando corpos de vítimas dos deslizamentos que já mataram pelo menos 146 pessoas na cidade, conforme a Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio. A delegacia ficou superlotada com 60 corpos e outras 30 vítimas tiveram de ser colocadas em um galpão de uma igreja, onde as pessoas estão fazendo o reconhecimento dos corpos.
O ajudante de motorista Anderson Oliveira de Carvalho, 28 anos, reconheceu o corpo da irmã Ana Cristina de Oliveira de Carvalho, 33. A industriária morava sozinha no bairro da Posse. Ontem, ele foi até o bairro e encontrou um cenário de destruição.
— Devastou o bairro inteiro. Uma onda gigante desceu do morro e encheu a casa dela de areia e água. O bairro não existe mais. Só sobrou lama — lamentou ele, que mora na Vila Muqui.
Carvalho passou o dia procurando pela irmã, mas não teve sucesso. Mais tarde, ele encontrou o corpo dela já na DP, onde permanece aguardando liberação para realizar o velório de Ana Cristina (Itamar Melo | zerohora.com.br)
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Ginásio de escola em Friburgo é usado como necrotério
Segundo Defesa Civil, há 38 mortos por causa da chuva na cidade.
Moradores caminham pelas ruas em busca de notícia de parentes.
O ginásio Celso Peçanha da escola estadual Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, está sendo usado como necrotério, informou a Defesa Civil. O local onde funcionava o necrotério já estava interditado antes da tragédia das chuvas na Região Serrana. No entanto, o motivo do fechamento não foi divulgado.
Ainda segundo a Defesa Civil, o número de mortos chega a 38 desde as chuvas de terça-feira (11).
Bombeiros trabalham na remoção dos escombros de prédio em Nova Friburgo | Foto: Gerson Gonçalo / Agência O Dia
O Corpo de Bombeiros não confirma o número de desaparecidos.
Funcionários da prefeitura de Friburgo, do Instituto estadual do Ambiente (Inea) e muitos voluntários ajudam na limpeza da cidade e passam informações aos bombeiros.
O tenente Catanhede do 6º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) de Friburgo disse que "se fosse depender só dos bombeiros nessa situação de catástrofe, era impossível".
Desespero para encontrar parentes
A cidade está sem sinal de telefonia, fixa ou celular, sem luz, sem água, sem transporte público e o comércio está fechado. Muitos moradores percorrem a cidade em busca de notícias de parentes. É o caso da estudante Lívia Franco, de 19 anos, que estava à procura do pai.
"Já percorri a cidade. Falaram que o meu pai passa chorando preocupado comigo. Fui na casa de parentes e acho que estão todos bem, mas não dá para saber de todos porque não tem mais telefone", desabafou ela.
Turistas assustados
Os turistas que estão hospedados em hotéis estão com medo de deixar a cidade e pegar as estradas. Os hotéis não estão recebendo hóspedes por causa da falta d´água e de comida.
O engenheiro mecânico Eraldo Kelfch chegou de carro na terça-feira (11) de Macaé, no Norte Fluminense, com o filho de 11 anos, e iria embora nesta quarta-feira (12). No entanto, ele afirmou que não quer se arriscar.
"Comprei biscoito. Não tem nem comida. nada. Nem luz", disse ele.
Cenário de caos
O cenário é de caos em Friburgo. Os bombeiros e a Defesa Civil não conseguem se comunicar com as próprias equipes e somente alguns orelhões na cidade funcionam. Muitos moradores perambulam a pé, muito abalados e sem saber o que fazer. Outras pessoas usam pás e baldes para retirar a lama e a água das casas. Um morador passou na rua carregando um galão de água. Outros filmam e tiram fotos.
Um rapaz de 17 anos, muito nervoso e chorando, contou que o pai estava ajudando no resgate para localizar um tio e dois primos que estariam numa casa que desabou no centro. Além da casa, um galpão que funcionava com uma garagem, uma loja e parte de um prédio foram soterrados.
"A gente se mudou daqui na sexta-feira (7), no sábado a gente veio na casa dos meus tios. Hoje (quarta) a gente saiu para ver como estava a cidade e demos de cara com a casa dele desabada", contou V. M., emocionado.
Por volta de 12h, na Praça Getúlio Vargas, também no Centro, houve um momento de pânico com moradores gritando e correndo. É que dezenas de pessoas de cinco prédios que ficam na praça foram retiradas pelos bombeiros por precaução. Elas dizem que ouviram um estrondo, mas não sabem se veio da encosta onde houve um grande deslizamento de terra, ou se o barulho foi do prédio. Entre as pessoas havia idosos sendo carregados, além de portadoras de necessidades especiais.
Uma mulher que mora no oitavo andar de um dos prédios, e que estava com um casal de vizinhos, contou os momentos de susto.
"A gente só ouvia 'desce, desce'. Ouvimos barulho de estalos a noite inteira. A gente não sabe se esse era do barranco ou da estrutura do prédio", disse a representante comercial Luciana Santiago. Carolina Lauriano De Nova Friburgo, no RJ [G1]
Apoio do governo federal
O governador Sérgio Cabral falou, por telefone, no início da tarde desta quarta-feira, com a presidente Dilma Rousseff para tratar de medidas emergenciais em relação à tragédia causada pelas chuvas na região. Por determinação de Dilma, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, chega ao Rio às 16h desta quarta e, acompanhado do secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, e do subsecretário executivo de Obras do Estado, Hudson Braga, vai sobrevoar a região. Por orientação da presidenta, o Governo Federal dará todo o apoio ao Rio de Janeiro, por meio dos ministérios da Integração Nacional, da Defesa, da Saúde, do Desenvolvimento Social, do Meio Ambiente e dos Transportes.
Pior que Angra dos Reis em 2010
Mais cedo, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a situação em Nova Friburgo "é pior do que o registrado em Angra dos Reis, no ano passado". Segundo a assessoria de imprensa do governo, o vice-governador deixou a capital fluminense na manhã desta quarta-feira para sobrevoar os municípios da região serrana do Estado atingidos por fortes temporais.
Estado de calamidade
O coronel Roberto Robaday, diretor da Defesa Civil, informou que Nova Friburgo já está em estado de calamidade pública - os militares já receberam mais de 140 chamados de socorro. Equipes saíram do Rio de Janeiro para auxiliar nos trabalhos. Em 30 horas choveu o equivalente a 30 dias na Região Serrana.
Local é de difícil acesso até para bombeiros e funcionários da prefeitura.
Dilce Ramos, de 55 anos, diz ter perdido cerca
de 30 parentes e amigos (Foto: Liana Leite/G1)
O bairro ainda de difícil acesso, Vieira, em Teresópolis, está completamente destruído, sem energia elétrica, telefone ou água, ainda neste sábado (15 ). A moradora Dilce Ramos, de 55 anos, não consegue esconder o desespero por ter perdido cerca de 30 pessoas da família, em Nova Friburgo, também na Região Serrana do Rio.
“Eu não sei ao certo quantas pessoas morreram, mas foram mais ou menos 30, entre primos, cunhados e amigos. Eu também perdi tudo, mas pelo menos estou viva”, contou a moradora, sem conseguir segurar a emoção.
Sua filha, Andréia de Oliveira, 31 anos, está trabalhando como voluntária na igreja Santa Luzia, também em Vieira. No local estão sendo recolhidos e distribuídos alimentos e donativos para as vítimas das chuvas. Uma enfermeira e um médico estão fazendo curativos e orientando os doentes que chegam à igreja.
Apesar da grande destruição, como o acesso para os bombeiros é difícil, poucos corpos foram encontrados na região. Os que são retirados dos escombros, estão sendo levados direto Teresópolis. O bairro não tem estrutura para identificar seus mortos.
Segundo moradores, os bairros do Imbiú, Campo do Coelho, Prainha, Santa Cruz, Baixada e Conselheiro Lafayette também foram bastante afetados pelas chuvas e os bombeiros ainda não conseguiram chegar aos locais.
A prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, divulgou neste sábado
Moradores caminham pelas ruas em busca de notícia de parentes.
O ginásio Celso Peçanha da escola estadual Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, está sendo usado como necrotério, informou a Defesa Civil. O local onde funcionava o necrotério já estava interditado antes da tragédia das chuvas na Região Serrana. No entanto, o motivo do fechamento não foi divulgado.
Ainda segundo a Defesa Civil, o número de mortos chega a 38 desde as chuvas de terça-feira (11).
Bombeiros trabalham na remoção dos escombros de prédio em Nova Friburgo | Foto: Gerson Gonçalo / Agência O Dia
O Corpo de Bombeiros não confirma o número de desaparecidos.
Funcionários da prefeitura de Friburgo, do Instituto estadual do Ambiente (Inea) e muitos voluntários ajudam na limpeza da cidade e passam informações aos bombeiros.
O tenente Catanhede do 6º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) de Friburgo disse que "se fosse depender só dos bombeiros nessa situação de catástrofe, era impossível".
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Um deslizamento de terra no morro do teleférico de Nova Friburgo levou grande quantidade de lama à Igrejinha de Santo Antônio Foto: Reprodução da TV |
A cidade está sem sinal de telefonia, fixa ou celular, sem luz, sem água, sem transporte público e o comércio está fechado. Muitos moradores percorrem a cidade em busca de notícias de parentes. É o caso da estudante Lívia Franco, de 19 anos, que estava à procura do pai.
"Já percorri a cidade. Falaram que o meu pai passa chorando preocupado comigo. Fui na casa de parentes e acho que estão todos bem, mas não dá para saber de todos porque não tem mais telefone", desabafou ela.
Turistas assustados
Os turistas que estão hospedados em hotéis estão com medo de deixar a cidade e pegar as estradas. Os hotéis não estão recebendo hóspedes por causa da falta d´água e de comida.
O engenheiro mecânico Eraldo Kelfch chegou de carro na terça-feira (11) de Macaé, no Norte Fluminense, com o filho de 11 anos, e iria embora nesta quarta-feira (12). No entanto, ele afirmou que não quer se arriscar.
"Comprei biscoito. Não tem nem comida. nada. Nem luz", disse ele.
Cenário de caos
O cenário é de caos em Friburgo. Os bombeiros e a Defesa Civil não conseguem se comunicar com as próprias equipes e somente alguns orelhões na cidade funcionam. Muitos moradores perambulam a pé, muito abalados e sem saber o que fazer. Outras pessoas usam pás e baldes para retirar a lama e a água das casas. Um morador passou na rua carregando um galão de água. Outros filmam e tiram fotos.
Um rapaz de 17 anos, muito nervoso e chorando, contou que o pai estava ajudando no resgate para localizar um tio e dois primos que estariam numa casa que desabou no centro. Além da casa, um galpão que funcionava com uma garagem, uma loja e parte de um prédio foram soterrados.
"A gente se mudou daqui na sexta-feira (7), no sábado a gente veio na casa dos meus tios. Hoje (quarta) a gente saiu para ver como estava a cidade e demos de cara com a casa dele desabada", contou V. M., emocionado.
Por volta de 12h, na Praça Getúlio Vargas, também no Centro, houve um momento de pânico com moradores gritando e correndo. É que dezenas de pessoas de cinco prédios que ficam na praça foram retiradas pelos bombeiros por precaução. Elas dizem que ouviram um estrondo, mas não sabem se veio da encosta onde houve um grande deslizamento de terra, ou se o barulho foi do prédio. Entre as pessoas havia idosos sendo carregados, além de portadoras de necessidades especiais.
Uma mulher que mora no oitavo andar de um dos prédios, e que estava com um casal de vizinhos, contou os momentos de susto.
"A gente só ouvia 'desce, desce'. Ouvimos barulho de estalos a noite inteira. A gente não sabe se esse era do barranco ou da estrutura do prédio", disse a representante comercial Luciana Santiago. Carolina Lauriano De Nova Friburgo, no RJ [G1]
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Entre as vítimas dos desabamentos em Nova Friburgo estão militares do Corpo de Bombeiros que prestavam socorro aos soterrados Foto: Divulgação / Defesa Civil . |
Apoio do governo federal
O governador Sérgio Cabral falou, por telefone, no início da tarde desta quarta-feira, com a presidente Dilma Rousseff para tratar de medidas emergenciais em relação à tragédia causada pelas chuvas na região. Por determinação de Dilma, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, chega ao Rio às 16h desta quarta e, acompanhado do secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, e do subsecretário executivo de Obras do Estado, Hudson Braga, vai sobrevoar a região. Por orientação da presidenta, o Governo Federal dará todo o apoio ao Rio de Janeiro, por meio dos ministérios da Integração Nacional, da Defesa, da Saúde, do Desenvolvimento Social, do Meio Ambiente e dos Transportes.
Pior que Angra dos Reis em 2010
Mais cedo, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a situação em Nova Friburgo "é pior do que o registrado em Angra dos Reis, no ano passado". Segundo a assessoria de imprensa do governo, o vice-governador deixou a capital fluminense na manhã desta quarta-feira para sobrevoar os municípios da região serrana do Estado atingidos por fortes temporais.
Estado de calamidade
O coronel Roberto Robaday, diretor da Defesa Civil, informou que Nova Friburgo já está em estado de calamidade pública - os militares já receberam mais de 140 chamados de socorro. Equipes saíram do Rio de Janeiro para auxiliar nos trabalhos. Em 30 horas choveu o equivalente a 30 dias na Região Serrana.
Segundo a concessionária Rota 116, administradora da rodovia que liga o Rio a Friburgo, devido as diversas quedas de barreiras ao longo da estrada, dois trechos estão fechados ao trânsito desde a: no Km 88, na altura de Furnas, e do Km 75, em Muri, ao Km 78, em Ponte da Saudade. Ainda não há previsão de liberação da via. [O Dia]
Moradora de Teresópolis perde 30 pessoas da família em Friburgoem 15/01/2011
Viera está sem luz, água e telefone por causa da chuva na Região Serrana.Local é de difícil acesso até para bombeiros e funcionários da prefeitura.
Dilce Ramos, de 55 anos, diz ter perdido cerca
de 30 parentes e amigos (Foto: Liana Leite/G1)
O bairro ainda de difícil acesso, Vieira, em Teresópolis, está completamente destruído, sem energia elétrica, telefone ou água, ainda neste sábado (15 ). A moradora Dilce Ramos, de 55 anos, não consegue esconder o desespero por ter perdido cerca de 30 pessoas da família, em Nova Friburgo, também na Região Serrana do Rio.
“Eu não sei ao certo quantas pessoas morreram, mas foram mais ou menos 30, entre primos, cunhados e amigos. Eu também perdi tudo, mas pelo menos estou viva”, contou a moradora, sem conseguir segurar a emoção.
Sua filha, Andréia de Oliveira, 31 anos, está trabalhando como voluntária na igreja Santa Luzia, também em Vieira. No local estão sendo recolhidos e distribuídos alimentos e donativos para as vítimas das chuvas. Uma enfermeira e um médico estão fazendo curativos e orientando os doentes que chegam à igreja.
Apesar da grande destruição, como o acesso para os bombeiros é difícil, poucos corpos foram encontrados na região. Os que são retirados dos escombros, estão sendo levados direto Teresópolis. O bairro não tem estrutura para identificar seus mortos.
Segundo moradores, os bairros do Imbiú, Campo do Coelho, Prainha, Santa Cruz, Baixada e Conselheiro Lafayette também foram bastante afetados pelas chuvas e os bombeiros ainda não conseguiram chegar aos locais.
A prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, divulgou neste sábado
Mortes pela chuva no Rio de Janeiro chegam a 809
Teresópolis está em estado de calamidade pública. Na Região Serrana inteira, mortes por chuva somam 612.
foto: Reprodução
O número de mortos por causa das fortes chuvas na região serrana do Rio de Janeiro subiu neste domingo para 809, segundo a Secretaria de Saúde e a Defesa Civil do estado.
De acordo com o último boletim, que enfatiza que os trabalhos de resgate continuam na região, 391 pessoas morreram em Nova Friburgo, 327 em Teresópolis, 66 em Petrópolis, 22 em Sumidouro, duas em São José do Vale do Rio Preto e uma em Bom Jardim.
As mortes em São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim não tinham sido até então contabilizadas individualmente porque muitos dos corpos resgatados nessas cidades foram arrastados pela correnteza.
No entanto, as autoridades confirmaram que nessas duas cidades foram registradas três mortes diretas por causa das chuvas.
Além disso, pelo menos 9.179 pessoas perderam suas casas, e outras 11.127 foram desalojadas temporariamente e estão em instalações das equipes de resgate, acrescenta o boletim.
O novo relatório inclui os dados dos municípios que não registraram mortes, mas que têm centenas de desabrigados, como Areal, Cordeiro, Carmo, São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena, Macuco, Três Rios, Paraíba do Sul e Sapucaia.
O Ministério Público do Rio de Janeiro, no entanto mantém uma lista de 417 pessoas desaparecidas.
As equipes de socorro indicaram que a solidariedade chegou de todos os pontos do país e do exterior.
A Campus Party Brasil 2011, evento que reuniu até este domingo no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, 6,8 mil adeptos da tecnologia e da informática de oito países, doou as barracas nas quais abrigou desde 17 de janeiro 4,5 mil participantes.
Os cobertores e alimentos não perecíveis deixados pelos participantes também serão levados até os abrigos do Rio de Janeiro.
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz Al Gore, um dos expositores do encontro, fez na terça-feira passada um pedido de solidariedade para as vítimas da tragédia do Rio de Janeiro, da mesma forma que outros palestrantes, como Tim Berners-Lee, pai do "WWW", e Jon Hall, presidente da Linux.
Em Itaipava, 22 pessoas estão desapecidas no Vale do Cuiabá, segundo informou o prefeito de Petrópolis Paulo Mustrangi. Uma central de desaparecidos está funcionando em Itaipava. Neste momento os esforços das equipes de resgate são para encontrar estas pessoas. O coordenador do Comitê de Operação Emergencial de Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, disse que não há mais nenhum local em Itaipava em que a equipe de socorro não tenham entrado, embora, em alguns locais, ainda não haja acesso para veículos.
Em Nova Friburgo , também voltou a chover. Seis abrigos alojam 414 famílias. ( Veja imagens de antes e depois de Friburgo )
Um total de 800 homens da Defesa Civil e bombeiros tenta localizar desaparecidos na cidade. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva que começou na terça-feira (11), como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". "Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído", disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.
Ainda nesta sexta-feira voltou a chover forte em Teresópolis e Itaipava, o que dificulta o trabalho de resgate das pessoas que ainda estão ilhadas e dos corpos soterrados.
O mau tempo impede o voo de helicópteros em Teresópolis. Na madrugada, equipes de resgate diminuíram o trabalho por causa da escuridão. Onde havia luz, o resgate continuou.
Segundo a Defesa Civil de Teresópolis, permanecem registrados 1200 desabrigados e 1300 desalojados. Nesta sexta-feira, equipes da Defesa Civil estão trabalhando desde as 5h da manhã no resgate de vítimas e no encaminhamento de desabrigados para o Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara, mais conhecido como "Pedrão", na Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, Centro.
Em Itaipava, 22 pessoas estão desapecidas no Vale do Cuiabá, segundo informou o prefeito de Petrópolis Paulo Mustrangi. Uma central de desaparecidos está funcionando em Itaipava. Neste momento os esforços das equipes de resgate são para encontrar estas pessoas. O coordenador do Comitê de Operação Emergencial de Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, disse que não há mais nenhum local em Itaipava em que a equipe de socorro não tenham entrado, embora, em alguns locais, ainda não haja acesso para veículos.
Em Nova Friburgo , também voltou a chover. O município contabiliza 225 mortes e não 246, como havia informado na madrugada pela Defesa Civil de Nova Friburgo. Seis abrigos alojam 414 famílias.
A prefeitura designou dois abrigos para receber desabrigados: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas.
Bombeiro soterrado é achado
Um dos corpos encontrados nesta manhã é o do bombeiro Vitor Lembo, que estava trabalhando no Centro da cidade, na quarta-feira (12), quando foi soterrado com mais dois colegas. Seu corpo só foi retirado dos escombros nesta manhã, sob lágrimas e aplausos. Além da família, colegas de trabalho, como o coronel Suarez, diretor-geral de saúde do Corpo de Bombeiros, e um outro agente vítima do mesmo desabamento, mas resgatado com vida, choravam.
foto: Thamine Leta/G1
Em Nova Friburgo, a Secretaria estadual de Defesa Civil confirmou que os três bombeiros soterrados durante um resgate morreram. Em Nova Friburgo , também voltou a chover. O município contabiliza 225 mortes e não 246, como havia informado na madrugada pela Defesa Civil de Nova Friburgo. Seis abrigos alojam 414 famílias. A chuva deixou a cidade sem sinal de telefonia, sem luz e sem transporte. Moradores perambulam pela cidade cheia de lama sem saber o que fazer.
Cabral pede ajuda à Marinha
Em nota oficial, o governador Sérgio Cabral solicitou ao almirante Júlio Moura, comandante da Marinha, aeronaves para o deslocamento de tropas e equipamentos do Corpo de Bombeiros para o socorro às vítimas na Região Serrana do Rio.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, já está na Região Serrana acompanhando o trabalho de resgate a vítimas. Pelo Twitter, o governo do estado informou que helicópteros estão sendo mobilizados para o transporte das equipes da Defesa Civil estadual e de equipamentos para reforçar os trabalhos de resgate na Região Serrana.
No distrito de Itaipava, a água atingiu dois metros e meio de altura em alguns pontos da região. A Defesa Civil da prefeitura de Petrópolis explica que "toda vez que chove muito nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, a água que desce da serra provoca o transbordamento do rio Santo Antônio, causando os alagamentos".
G1
Atualizada em 24/01 às00h05
Corpo de bombeiro soterrado na quarta foi achado nesta manhãfoto: Reprodução
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| Destruição causada pelas chuvas em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo |
De acordo com o último boletim, que enfatiza que os trabalhos de resgate continuam na região, 391 pessoas morreram em Nova Friburgo, 327 em Teresópolis, 66 em Petrópolis, 22 em Sumidouro, duas em São José do Vale do Rio Preto e uma em Bom Jardim.
As mortes em São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim não tinham sido até então contabilizadas individualmente porque muitos dos corpos resgatados nessas cidades foram arrastados pela correnteza.
No entanto, as autoridades confirmaram que nessas duas cidades foram registradas três mortes diretas por causa das chuvas.
Além disso, pelo menos 9.179 pessoas perderam suas casas, e outras 11.127 foram desalojadas temporariamente e estão em instalações das equipes de resgate, acrescenta o boletim.
O novo relatório inclui os dados dos municípios que não registraram mortes, mas que têm centenas de desabrigados, como Areal, Cordeiro, Carmo, São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena, Macuco, Três Rios, Paraíba do Sul e Sapucaia.
O Ministério Público do Rio de Janeiro, no entanto mantém uma lista de 417 pessoas desaparecidas.
As equipes de socorro indicaram que a solidariedade chegou de todos os pontos do país e do exterior.
A Campus Party Brasil 2011, evento que reuniu até este domingo no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, 6,8 mil adeptos da tecnologia e da informática de oito países, doou as barracas nas quais abrigou desde 17 de janeiro 4,5 mil participantes.
Os cobertores e alimentos não perecíveis deixados pelos participantes também serão levados até os abrigos do Rio de Janeiro.
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz Al Gore, um dos expositores do encontro, fez na terça-feira passada um pedido de solidariedade para as vítimas da tragédia do Rio de Janeiro, da mesma forma que outros palestrantes, como Tim Berners-Lee, pai do "WWW", e Jon Hall, presidente da Linux.
Em Itaipava, 22 pessoas estão desapecidas no Vale do Cuiabá, segundo informou o prefeito de Petrópolis Paulo Mustrangi. Uma central de desaparecidos está funcionando em Itaipava. Neste momento os esforços das equipes de resgate são para encontrar estas pessoas. O coordenador do Comitê de Operação Emergencial de Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, disse que não há mais nenhum local em Itaipava em que a equipe de socorro não tenham entrado, embora, em alguns locais, ainda não haja acesso para veículos.
Em Nova Friburgo , também voltou a chover. Seis abrigos alojam 414 famílias. ( Veja imagens de antes e depois de Friburgo )
Um total de 800 homens da Defesa Civil e bombeiros tenta localizar desaparecidos na cidade. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva que começou na terça-feira (11), como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". "Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído", disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.
Ainda nesta sexta-feira voltou a chover forte em Teresópolis e Itaipava, o que dificulta o trabalho de resgate das pessoas que ainda estão ilhadas e dos corpos soterrados.
O mau tempo impede o voo de helicópteros em Teresópolis. Na madrugada, equipes de resgate diminuíram o trabalho por causa da escuridão. Onde havia luz, o resgate continuou.
Segundo a Defesa Civil de Teresópolis, permanecem registrados 1200 desabrigados e 1300 desalojados. Nesta sexta-feira, equipes da Defesa Civil estão trabalhando desde as 5h da manhã no resgate de vítimas e no encaminhamento de desabrigados para o Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara, mais conhecido como "Pedrão", na Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, Centro.
Em Itaipava, 22 pessoas estão desapecidas no Vale do Cuiabá, segundo informou o prefeito de Petrópolis Paulo Mustrangi. Uma central de desaparecidos está funcionando em Itaipava. Neste momento os esforços das equipes de resgate são para encontrar estas pessoas. O coordenador do Comitê de Operação Emergencial de Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, disse que não há mais nenhum local em Itaipava em que a equipe de socorro não tenham entrado, embora, em alguns locais, ainda não haja acesso para veículos.
Em Nova Friburgo , também voltou a chover. O município contabiliza 225 mortes e não 246, como havia informado na madrugada pela Defesa Civil de Nova Friburgo. Seis abrigos alojam 414 famílias.
A prefeitura designou dois abrigos para receber desabrigados: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas.
Bombeiro soterrado é achado
Um dos corpos encontrados nesta manhã é o do bombeiro Vitor Lembo, que estava trabalhando no Centro da cidade, na quarta-feira (12), quando foi soterrado com mais dois colegas. Seu corpo só foi retirado dos escombros nesta manhã, sob lágrimas e aplausos. Além da família, colegas de trabalho, como o coronel Suarez, diretor-geral de saúde do Corpo de Bombeiros, e um outro agente vítima do mesmo desabamento, mas resgatado com vida, choravam.
foto: Thamine Leta/G1
Caminhão foi parar em cima de uma cerca em Teresópolis (Foto: Thamine Leta/G1)
Em Nova Friburgo, a Secretaria estadual de Defesa Civil confirmou que os três bombeiros soterrados durante um resgate morreram. Em Nova Friburgo , também voltou a chover. O município contabiliza 225 mortes e não 246, como havia informado na madrugada pela Defesa Civil de Nova Friburgo. Seis abrigos alojam 414 famílias. A chuva deixou a cidade sem sinal de telefonia, sem luz e sem transporte. Moradores perambulam pela cidade cheia de lama sem saber o que fazer.
Cabral pede ajuda à Marinha
Em nota oficial, o governador Sérgio Cabral solicitou ao almirante Júlio Moura, comandante da Marinha, aeronaves para o deslocamento de tropas e equipamentos do Corpo de Bombeiros para o socorro às vítimas na Região Serrana do Rio.
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, já está na Região Serrana acompanhando o trabalho de resgate a vítimas. Pelo Twitter, o governo do estado informou que helicópteros estão sendo mobilizados para o transporte das equipes da Defesa Civil estadual e de equipamentos para reforçar os trabalhos de resgate na Região Serrana.
No distrito de Itaipava, a água atingiu dois metros e meio de altura em alguns pontos da região. A Defesa Civil da prefeitura de Petrópolis explica que "toda vez que chove muito nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, a água que desce da serra provoca o transbordamento do rio Santo Antônio, causando os alagamentos".
G1
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Mortos passam de 600 na Região Serrana; Rio pede ajuda à Marinha. Veja
Com 71 mortes, Teresópolis decretou calamidade; quatro bombeiros morreram em resgate em Nova Friburgo
Prefeito de Teresópolis diz que serão necessários R$ 590 milhões para reconstruir a cidade
O número de mortos após as chuvas na Região Serrana do RJ chegou a 608, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros.
Pelos últimos levantamentos das prefeituras, são 271 em Nova Friburgo, 261 em Teresópolis, 55 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.
Em Teresópolis, a prefeitura informou que a Central de Cadastro de Desaparecidos recebeu a reclamação de que 88 pessoas estariam desaparecidas. Em Petrópolis, há 36 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Frigurbo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos.
Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos é 611, sendo 274 em Nova Friburgo, 263 em Teresópolis, 55 em Petrópolis e 19 em Sumidouro.
Segundo a Polícia Civil, 590 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 259 em Teresópolis, 267 em Nova Friburgo, 41 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 4 em São José do Vale do Rio Preto.
Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades.
Em Friburgo, Praça do Suspiro foi uma das áreas mais afetadas pelos temporais (Foto: Celso Pupo/G1)
Nos sete municípios atingidos, o número de desabrigados e desalojados chega a 15 mil. O Exército anunciou que neste domingo (16) vai começar a montar pontes móveis para facilitar o acesso a algumas cidades.
Após o anúncio de que 300 homens da Força Nacional de Segurança seriam enviados à Região Serrana, nesta sexta-feira, 250 garis da Comlurb irão para Nova Friburgo para iniciar o trabalho de limpeza da cidade. Os trabalhadores usarão roupas especiais para atuarem na lama e contarão com pás mecânicas e com o auxílio de carros pipa.
Mesmo com todos os esforços, ainda é muito difícil o acesso de bombeiros a alguns pontos das áreas afetadas. Desde quinta-feira, helicópteros levam militares para que resgate das vítimas seja feito. No Vale do Cuiabá, região devastada por uma enxurrada, ainda estão isolados.
Entre as vítimas de Nova Friburgo estão três bombeiros. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Prejuízo para a rede hoteleira
Segundo a Defesa Civil, todas as estradas que cortam o Rio devem ser liberadas para o tráfego de veículos ainda nesta sexta-feira. As autoridades pedem cautela, já que as vias não estão em condições ideais.
Além de mortes e destruição, as chuvas trouxeram muitos prejuízos à Região Serrana. De acordo com o prefeito de Teresópolis, Mario Jorge, serão necessários R$ 590 milhões para reconstruir a cidade. Estima-se que hotéis e pousadas de Nova Friburgo e Petrópolis devam sofrer perdas de R$ 32 milhões nos próximos 30 dias. Aproximadamente metade das reservas para o carnaval já foram canceladas.
Começam os sepultamentos
Na quinta-feira, mais de 30 vítimas da tragédia foram sepultadas em Teresópolis. O elevado número de mortos e a pequena quantidade de capelas fizeram com que a prefeitura orientasse familiares das vítimas a não fazer velórios. Os enterros continuaram até as 22h. Vítimas de Nova Friburgo estão sendo sepultadas a cada cinco minutos.
Em entrevista à rádio CBN, o coordenador da Defesa Civil da cidade, coronel Roberto Robadey, disse que o volume de chuvas chegou a 260mm em 24 horas - em janeiro de 2010, o volume foi de 180 mm. "Quem tiver passado a noite em lugar seguro e estiver isolado não deve sair", pediu.
Em Petrópolis, um casal de idosos faleceu em Itaipava. Deslizamentos de terra impedem a passagem em várias localidades de Corrêas, Araras e Vale do Cuiabá. Equipes da Secretaria de Obras já foram mobilizadas para liberar as vias. Alguns deslizamentos de terra também atingiram parcialmente casas dessas regiões.
Equipes de secretarias do governo do Estado foram enviadas a Teresópolis e a outros municípios atingidos pelos temporais. O vice-governador Luiz Fernando Pezão está se dirigindo a Teresópolis para avaliar a situação nos locais destruídos.
Interdições. Três estradas que saem de Teresópolis estão interditadas: a BR-495 foi fechada na altura do quilômetro 24 por causa da queda de mais de 200 toneladas de terra. No sentido de Friburgo, a pista está interditada na altura do quilômetro 88,5, e deve demorar cerca de quatro horas para ter parte da via liberada. Há interdição ainda na BR 116, Teresópolis - Além Paraíba, na altura do bairro de Três Córregos.
(Com Marcelo Auler, Pedro Dantas e Priscila Trindade)
Refúgio
Segundo relato da internauta Lucienne Guberman, enviado ao Minha Notícia, moradores de Teresópolis se refugiaram em locais altos. “Estou fazendo contato de Niterói. Minha família toda mora em Teresópolis, minha mãe, seus irmãos e netos, e estou em contato com outros moradores locais. Sei que há pessoas, inclusive crianças, que se refugiaram num local alto e plano esperando resgate que só poderá ser feito com helicóptero. A situação está caótica no Bairro Espanhol. Conheço o bairro. Dez casas desabaram! Doações são recebidas no Ginasio Pedrão, ao lado da rodoviária da cidade”.
Moradores ilhados
O rio Santo Antônio, em Petrópolis, transbordou e ,em alguns pontos da região de Itaipava, a água chegou a dois 2,5 metros de altura. Muitos moradores, de acordo com a Prefeitura, estão ilhados.
Em Corrêas, Araras e Vale do Cuiabá deslizamentos de terra impedem a passagem dos veículos. A Prefeitura informou que equipes da Secretaria de Obras já foram mobilizadas para liberar as vias. O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, diz que mobilizou todos os helicópteros do governo, das polícias civil e militar, para apoiar as ações nas regiões mais castigadas pelas chuvas.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, determinou que todas as secretarias e áreas operacionais do Estado intensifiquem o trabalho que já estavam realizando, por conta das fortes chuvas dos últimos dias, junto aos municípios da Região Serrana.
Cabral solicitou ao comandante da Marinha Brasileira, almirante Júlio Moura, aeronaves para o deslocamento de mais tropas e equipamentos do Corpo de Bombeiros. O governador vai até a região na quinta-feira (13).
Deslizamentos
Um boletim parcial do Corpo de Bombeiros indica que entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira ocorreram mais de 30 deslizamentos de terra. A Corporação afirma que os estragos causaram “várias vítimas”, mas ressalta que o balanço oficial só será divulgado “quando os trabalhos de resgate forem encerrados”.
O major do Centro de Operações do Corpo de Bombeiros, Gil Kempers, explica que o número de vítimas pode aumentar pelas dificuldades de comunicação entre a central e os quartéis, muitos deles sem energia elétrica e sem linhas telefônicas.
Rodovias interditadas
A rodovia Lúcio Meira (BR-393) foi parcialmente interditada na noite de terça-feira após o desmoronamento de uma barreira na altura do município de Sapucaia, na Região Centro-Sul do Rio de Janeiro. Agentes da Polícia Rodoviária Federal auxiliam os motoristas no trânsito.
Na rodovia Rio-Juiz de Fora (BR-040) há diversos pontos bloqueados. Na descida da Serra de Petrópolis, na altura do km 97, o tráfego voltou ao normal após limpeza da pista. Um caminhão que transportava queijo tombou na madrugada e espalhou a carga na via. Outros dois pontos registraram problemas. Houve deslizamentos em Três Rios e no Areal.
A concessionária que administra a rodovia Rio-Teresópolis (BR-116) está com tráfego interrompido entre Teresópolis e Além Paraíba desde a madrugada desta quarta-feira no trecho entre o km 76 (Prata) e o km 54 (próximo ao acesso a São José do Vale do Rio Preto). A via está com vários pontos de alagamento. Não há previsão para liberação.
São Paulo e Minas
Entre segunda-feira e terça-feira um forte temporal causou a morte de 13 pessoas em diferentes pontos do Estado de São Paulo. O rio Tietê inundou a Marginal Tietê, uma das principais vias da cidade, resultando em imensas filas de automóveis.
Em Minas Gerais pelo menos 16 pessoas morreram desde novembro e 65 cidades estão em estado de emergência. As chuvas que começaram em novembro forçaram o deslocamento de mais de 100 mil pessoas em toda a região sudeste do País e causaram um número extra-oficial de quase 60 mortos.
Com informações do G1 e outros
Prefeito de Teresópolis diz que serão necessários R$ 590 milhões para reconstruir a cidade
O número de mortos após as chuvas na Região Serrana do RJ chegou a 608, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros.
Pelos últimos levantamentos das prefeituras, são 271 em Nova Friburgo, 261 em Teresópolis, 55 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.
Em Teresópolis, a prefeitura informou que a Central de Cadastro de Desaparecidos recebeu a reclamação de que 88 pessoas estariam desaparecidas. Em Petrópolis, há 36 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Frigurbo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos.
Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos é 611, sendo 274 em Nova Friburgo, 263 em Teresópolis, 55 em Petrópolis e 19 em Sumidouro.
Segundo a Polícia Civil, 590 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 259 em Teresópolis, 267 em Nova Friburgo, 41 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 4 em São José do Vale do Rio Preto.
Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades.
Em Friburgo, Praça do Suspiro foi uma das áreas mais afetadas pelos temporais (Foto: Celso Pupo/G1)
Nos sete municípios atingidos, o número de desabrigados e desalojados chega a 15 mil. O Exército anunciou que neste domingo (16) vai começar a montar pontes móveis para facilitar o acesso a algumas cidades.
Após o anúncio de que 300 homens da Força Nacional de Segurança seriam enviados à Região Serrana, nesta sexta-feira, 250 garis da Comlurb irão para Nova Friburgo para iniciar o trabalho de limpeza da cidade. Os trabalhadores usarão roupas especiais para atuarem na lama e contarão com pás mecânicas e com o auxílio de carros pipa.
Mesmo com todos os esforços, ainda é muito difícil o acesso de bombeiros a alguns pontos das áreas afetadas. Desde quinta-feira, helicópteros levam militares para que resgate das vítimas seja feito. No Vale do Cuiabá, região devastada por uma enxurrada, ainda estão isolados.
Entre as vítimas de Nova Friburgo estão três bombeiros. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Prejuízo para a rede hoteleira
Segundo a Defesa Civil, todas as estradas que cortam o Rio devem ser liberadas para o tráfego de veículos ainda nesta sexta-feira. As autoridades pedem cautela, já que as vias não estão em condições ideais.
Além de mortes e destruição, as chuvas trouxeram muitos prejuízos à Região Serrana. De acordo com o prefeito de Teresópolis, Mario Jorge, serão necessários R$ 590 milhões para reconstruir a cidade. Estima-se que hotéis e pousadas de Nova Friburgo e Petrópolis devam sofrer perdas de R$ 32 milhões nos próximos 30 dias. Aproximadamente metade das reservas para o carnaval já foram canceladas.
Começam os sepultamentos
Na quinta-feira, mais de 30 vítimas da tragédia foram sepultadas em Teresópolis. O elevado número de mortos e a pequena quantidade de capelas fizeram com que a prefeitura orientasse familiares das vítimas a não fazer velórios. Os enterros continuaram até as 22h. Vítimas de Nova Friburgo estão sendo sepultadas a cada cinco minutos.
Em entrevista à rádio CBN, o coordenador da Defesa Civil da cidade, coronel Roberto Robadey, disse que o volume de chuvas chegou a 260mm em 24 horas - em janeiro de 2010, o volume foi de 180 mm. "Quem tiver passado a noite em lugar seguro e estiver isolado não deve sair", pediu.
Em Petrópolis, um casal de idosos faleceu em Itaipava. Deslizamentos de terra impedem a passagem em várias localidades de Corrêas, Araras e Vale do Cuiabá. Equipes da Secretaria de Obras já foram mobilizadas para liberar as vias. Alguns deslizamentos de terra também atingiram parcialmente casas dessas regiões.
Equipes de secretarias do governo do Estado foram enviadas a Teresópolis e a outros municípios atingidos pelos temporais. O vice-governador Luiz Fernando Pezão está se dirigindo a Teresópolis para avaliar a situação nos locais destruídos.
Interdições. Três estradas que saem de Teresópolis estão interditadas: a BR-495 foi fechada na altura do quilômetro 24 por causa da queda de mais de 200 toneladas de terra. No sentido de Friburgo, a pista está interditada na altura do quilômetro 88,5, e deve demorar cerca de quatro horas para ter parte da via liberada. Há interdição ainda na BR 116, Teresópolis - Além Paraíba, na altura do bairro de Três Córregos.
(Com Marcelo Auler, Pedro Dantas e Priscila Trindade)
Refúgio
Segundo relato da internauta Lucienne Guberman, enviado ao Minha Notícia, moradores de Teresópolis se refugiaram em locais altos. “Estou fazendo contato de Niterói. Minha família toda mora em Teresópolis, minha mãe, seus irmãos e netos, e estou em contato com outros moradores locais. Sei que há pessoas, inclusive crianças, que se refugiaram num local alto e plano esperando resgate que só poderá ser feito com helicóptero. A situação está caótica no Bairro Espanhol. Conheço o bairro. Dez casas desabaram! Doações são recebidas no Ginasio Pedrão, ao lado da rodoviária da cidade”.
Moradores ilhados
O rio Santo Antônio, em Petrópolis, transbordou e ,em alguns pontos da região de Itaipava, a água chegou a dois 2,5 metros de altura. Muitos moradores, de acordo com a Prefeitura, estão ilhados.
Em Corrêas, Araras e Vale do Cuiabá deslizamentos de terra impedem a passagem dos veículos. A Prefeitura informou que equipes da Secretaria de Obras já foram mobilizadas para liberar as vias. O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, diz que mobilizou todos os helicópteros do governo, das polícias civil e militar, para apoiar as ações nas regiões mais castigadas pelas chuvas.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, determinou que todas as secretarias e áreas operacionais do Estado intensifiquem o trabalho que já estavam realizando, por conta das fortes chuvas dos últimos dias, junto aos municípios da Região Serrana.
Cabral solicitou ao comandante da Marinha Brasileira, almirante Júlio Moura, aeronaves para o deslocamento de mais tropas e equipamentos do Corpo de Bombeiros. O governador vai até a região na quinta-feira (13).
Deslizamentos
Um boletim parcial do Corpo de Bombeiros indica que entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira ocorreram mais de 30 deslizamentos de terra. A Corporação afirma que os estragos causaram “várias vítimas”, mas ressalta que o balanço oficial só será divulgado “quando os trabalhos de resgate forem encerrados”.
O major do Centro de Operações do Corpo de Bombeiros, Gil Kempers, explica que o número de vítimas pode aumentar pelas dificuldades de comunicação entre a central e os quartéis, muitos deles sem energia elétrica e sem linhas telefônicas.
Rodovias interditadas
A rodovia Lúcio Meira (BR-393) foi parcialmente interditada na noite de terça-feira após o desmoronamento de uma barreira na altura do município de Sapucaia, na Região Centro-Sul do Rio de Janeiro. Agentes da Polícia Rodoviária Federal auxiliam os motoristas no trânsito.
Na rodovia Rio-Juiz de Fora (BR-040) há diversos pontos bloqueados. Na descida da Serra de Petrópolis, na altura do km 97, o tráfego voltou ao normal após limpeza da pista. Um caminhão que transportava queijo tombou na madrugada e espalhou a carga na via. Outros dois pontos registraram problemas. Houve deslizamentos em Três Rios e no Areal.
A concessionária que administra a rodovia Rio-Teresópolis (BR-116) está com tráfego interrompido entre Teresópolis e Além Paraíba desde a madrugada desta quarta-feira no trecho entre o km 76 (Prata) e o km 54 (próximo ao acesso a São José do Vale do Rio Preto). A via está com vários pontos de alagamento. Não há previsão para liberação.
São Paulo e Minas
Entre segunda-feira e terça-feira um forte temporal causou a morte de 13 pessoas em diferentes pontos do Estado de São Paulo. O rio Tietê inundou a Marginal Tietê, uma das principais vias da cidade, resultando em imensas filas de automóveis.
Em Minas Gerais pelo menos 16 pessoas morreram desde novembro e 65 cidades estão em estado de emergência. As chuvas que começaram em novembro forçaram o deslocamento de mais de 100 mil pessoas em toda a região sudeste do País e causaram um número extra-oficial de quase 60 mortos.
Com informações do G1 e outros
domingo, 9 de janeiro de 2011
'Chuva de animais' : pássaros? Já houve relatos de quedas de sapos, peixes e até minhocas.
Morte de milhares de pássaros nos EUA teve grande repercussão.
Já houve relatos de quedas de sapos, peixes e até minhocas.
Do Globo Natureza, com informações de agências
O ano de 2011 começou com pelo menos duas notícias de animais “chovendo” do céu – duas mortandades de pássaros nos EUA . Na última semana, no estado de Louisiana, no sul dos Estados Unidos, cerca de 500 pássaros foram encontrados mortos no distrito de Pointe Coupee.
Já no estado do Arkansas, ainda não se sabe ao certo a causa das mortes de 5 mil melros que caíram sobre o pequeno povoado de Beebe, pouco depois da meia-noite do Ano Novo. É possível que fogos de artifício tenham causado a “chuva” de pássaros mortos.
Na cidade sueca de Falköping, cerca de cem gralhas-de-nuca-cinzenta foram encontradas pela rua, também na semana passada. Os casos ganharam destaque na imprensa. Nos EUA, a palavra "pássaros" chegou a ser a mais procurada no site do jornal “The New York Times”.
Mas esse tipo de fenômeno "não é tão incomum", como garante Kristen Schuler, cientista do Centro de Vida Silvestre do Serviço Geológico dos Estados Unidos, em entrevista à agência AFP. "Não há nada de apocalíptico, nem nada que esteja necessariamente fora do normal, nada que não veríamos em qualquer outra semana", acrescenta.
Veterinário analisa os cadáveres de pássaros achados mortos no Arkansas, nesta segunda-feira (3), em Little Rock. (Foto: AFP)
Outros casos de “chuvas de animais” já foram registrados em diferentes países e épocas, até de casos muito mais improváveis, com bichos que não voam, como sapos e águas vivas.
Em 2007, a cidade de Jennings, em Louisiana, foi registrada a queda de minhocas do céu. Uma possível causa apontada foi uma tromba d’água formada nas imediações, que pode ter sugado os animais para as alturas.
Formações como tornados e trombas d’água são geralmente apontados como responsáveis pelas “chuvas de animais” – até porque os bichos que caem do céu mais frequentemente vivem ou tem contato com o ambiente aquático. Ainda assim, falta registro de animais sendo sugados para o alto, para comprovar essa hipótese.
Em junho do ano passado, uma chuva de girinos intrigou os moradores de Ishikawa, no Japão. Também em 2010, a cidade de Ràkòczifalva, na Hungria, foi surpreendida por uma chuva de rãs.
Em março do mesmo ano, os 650 moradores de Lajamanu, no norte da Austrália se assustaram quando centenas de peixes despencaram do céu. A região de indiana de Saurashtra teve fenômeno semelhante em duas ocasiões, em 2009.
G1
Já houve relatos de quedas de sapos, peixes e até minhocas.
Do Globo Natureza, com informações de agências
O ano de 2011 começou com pelo menos duas notícias de animais “chovendo” do céu – duas mortandades de pássaros nos EUA . Na última semana, no estado de Louisiana, no sul dos Estados Unidos, cerca de 500 pássaros foram encontrados mortos no distrito de Pointe Coupee.
Já no estado do Arkansas, ainda não se sabe ao certo a causa das mortes de 5 mil melros que caíram sobre o pequeno povoado de Beebe, pouco depois da meia-noite do Ano Novo. É possível que fogos de artifício tenham causado a “chuva” de pássaros mortos.
Na cidade sueca de Falköping, cerca de cem gralhas-de-nuca-cinzenta foram encontradas pela rua, também na semana passada. Os casos ganharam destaque na imprensa. Nos EUA, a palavra "pássaros" chegou a ser a mais procurada no site do jornal “The New York Times”.
Mas esse tipo de fenômeno "não é tão incomum", como garante Kristen Schuler, cientista do Centro de Vida Silvestre do Serviço Geológico dos Estados Unidos, em entrevista à agência AFP. "Não há nada de apocalíptico, nem nada que esteja necessariamente fora do normal, nada que não veríamos em qualquer outra semana", acrescenta.
Veterinário analisa os cadáveres de pássaros achados mortos no Arkansas, nesta segunda-feira (3), em Little Rock. (Foto: AFP)
Outros casos de “chuvas de animais” já foram registrados em diferentes países e épocas, até de casos muito mais improváveis, com bichos que não voam, como sapos e águas vivas.
Em 2007, a cidade de Jennings, em Louisiana, foi registrada a queda de minhocas do céu. Uma possível causa apontada foi uma tromba d’água formada nas imediações, que pode ter sugado os animais para as alturas.
Formações como tornados e trombas d’água são geralmente apontados como responsáveis pelas “chuvas de animais” – até porque os bichos que caem do céu mais frequentemente vivem ou tem contato com o ambiente aquático. Ainda assim, falta registro de animais sendo sugados para o alto, para comprovar essa hipótese.
Em junho do ano passado, uma chuva de girinos intrigou os moradores de Ishikawa, no Japão. Também em 2010, a cidade de Ràkòczifalva, na Hungria, foi surpreendida por uma chuva de rãs.
Em março do mesmo ano, os 650 moradores de Lajamanu, no norte da Austrália se assustaram quando centenas de peixes despencaram do céu. A região de indiana de Saurashtra teve fenômeno semelhante em duas ocasiões, em 2009.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Chuvas em Minas Gerais já deixaram 63 cidades em emergência e 16 mortos
As chuvas que caem no Estado de Minas Gerais fizeram 63 municípios decretarem situação de emergência. De acordo com a Defesa Civil estadual, até o sábado (8), morreram 16 pessoas em consequência das chuvas, 13.530 ficaram desalojadas e 2.007 desabrigadas.
Do total de cidades em emergência, 34 estão sob análise da Defesa Civil e18 tiveram pedido de decreto arquivado.
O mau tempo danificou 4.806 casas e destruiu 177. Em diversas cidades as pontes também sofreram danos, 58 delas foram destruídas.
Balanço divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais neste sábado informa que 63 municípios do estado decretaram emergência devido a estragos causados pelas chuvas desde dezembro passado. Os temporais causaram 16 mortes e deixaram 52 feridos. A última morte foi registrada no dia 5 em Santa Rita do Sapucaí, quando uma residência caiu, matando um homem de 38 anos.
Segundo a Defesa Civil de Minas, o tempo continua instável neste sábado com nebulosidade variável e chuva a qualquer hora do dia no Triângulo, Oeste e Sul de Minas Gerais. É esperada chuva forte nas bacias dos rios Verde e Sapucaí.
No Noroeste de Minas, o dia ficará parcialmente nublado com pancada de chuva à tarde. Nas demais áreas o dia ficará parcialmente nublado e há possibilidade de ocorrer pancada de chuva em área isolada.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o dia ficará parcialmente nublado com possibilidade de ocorrer pancada de chuva no período da tarde e noite. A temperatura máxima chega a 27 graus.
Em Tapiraí, no Centro-Oeste, o rio Perdição subiu. Com isso, açudes romperam e deixaram a cidade alagada. Pelo menos dez famílias estão desalojadas. Leia abaixo como está a situação no município e em outros do estado.
Tapiraí
A rodovia que dá acesso à entrada principal da cidade está interditada. Mauro, motorista, ia fazer uma entrega na cidade, mas desistiu. A parte baixa de Tapiraí ficou debaixo d’água. A chuva começou no meio da noite de ontem e seguiu madrugada afora. Segundo a Prefeitura, a situação ficou ainda mais complicada porque açudes de cinco fazendas estouraram.
A enxurrada levou o que tinha pela frente. Arrastou a vegetação. A água chegou a meio metro de altura, colocando os moradores em situação de risco. Uma estação de bombeamento de água ficou encoberta. Toda a zona rural ficou debaixo d’água.
A tromba d’água que saiu dos açudes trouxe muita lama e mato para a cidade. Um trecho de cerca de 400 metros foi danificado impedindo a passagem do trem que vinha de Belo Horizonte carregado de grãos. Cerca de 50 homens da ferrovia trabalham para liberar a passagem. A previsão é de que o serviço demore de três a cinco dias.
Uma casa onde moram dois idosos e um deficiente ficou ilhada. Pela manhã, os vizinhos ajudavam a recuperar os móveis. A aposentada Teresinha Cardoso conta que precisou ser socorrida.
Córrego Danta
A chuva também deixou famílias desabrigadas em Córrego Danta. A força da água derrubou uma ponte.
O córrego que corta a cidade transbordou. A avenida principal, outras ruas e casas ficaram inundadas. Joana Darc, aposentada, perdeu vários eletrodomésticos. Colchões e móveis molharam.
Os sistemas de esgoto e bombeamento da Copasa ficaram submersos. O abastecimento de água está interrompido. A sede do Quartel teve que ser transferida para uma residência. Vários documentos foram perdidos.
A cabeceira de uma ponte cedeu e outra, de madeira, que dá acesso à comunidades rurais, foi arrancada do lugar. “Tive de decretar estado de alerta”, disse o prefeito, Albano Bahia. De acordo com a Copasa, de ontem para hoje choveu 130 milímetros na cidade. Com a chuva forte e intensa, uma casa desabou, mas estava desocupada. Já a família que mora noutra residência próxima, está desabrigada.
A dona de casa Lenir Maria Xavier Pereira ainda está abalada. A água invadiu todos os cômodos e levou algumas paredes. Por pouco ela não foi atingida. “Esta foi a oitava vez que inundou tudo”, desabafa. “Não tenho para onde ir”, acrescenta o autônomo José Afonso Pereira Bolivar.
Os moradores cobram solução. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a obra de restauração de vários trechos da BR-354, inclusive onde fica a ponte citada na reportagem, já foi autorizada e deve ser iniciada em abril.
Presidente Olegário
A chuva constante no estado também causa problemas em Presidente Olegário, no Noroeste de Minas. Moradores de 14 casas tiveram que deixar o local por causa do risco de desabamento.
Celi Batista Rodrigues teve que deixar a casa às pressas. As rachaduras estão por todos os lados. O piso está cedendo e parte do muro caiu. A encosta não suportou a quantidade de água da chuva dos últimos dias e está cedendo em vários pontos.
Como a dona de casa, os moradores de outras 13 casas foram retirados por agentes do Serviço Social da Prefeitura de Presidente Olegário, no Noroeste de Minas. A chuva deu uma trégua, mas quase todas as construções estão condenadas. E ainda existe o risco de desabamento, porque a terra está muito encharcada.
Em algumas ruas o asfalto também está cedendo. O município não tem Defesa Civil. Grávida de sete meses e com dois filhos, Márcia Alves dos Santos está no abrigo que foi improvisado na creche.
Os agentes do Serviço Social estão orientando e cadastrando os moradores, mas alguns ainda insistem e não querem sair.
Uberlândia
Em Uberlândia a chuva da tarde desta sexta-feira (07) alagou ruas e deixou motoristas no prejuízo. Imagens gravadas por um cinegrafista mostram a enxurrada no bairro Lídice. Num trecho da Avenida Getúlio Vargas, o asfalto foi arrancado. Já na Avenida João Pinheiro, no Centro da cidade, a fiação elétrica se rompeu. Alguns semáforos não funcionaram.
No bairro Oswaldo Rezende, o carro de Hedilamar Albino, publicitária, foi arrastado pela água e ela viveu momentos de angústia. O comerciante José Cosme também teve problemas. A força da água arrancou o banco da moto que foi parar dois quarteirões de onde ele estava.
Quem precisa sair de casa, mesmo debaixo de chuva, é preciso ter cuidado.
Motoristas devem ficar atentos para rodovias interditadas por estragos causados pelas chuvas
Os motoristas que forem utilizar estradas estaduais e federais nos próximos dias devem ficar atentos para interdições e desvios feitos devido a estragos causados pelas chuvas, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.
Em São Paulo, a SP-264, conhecida como Rodovia Francisco José Ayub, está interditada desde a última sexta-feira (7) no quilômetro 132, no município de Salto de Pirapora por causa da queda de uma barreira. O desvio está sendo feito pela SP-079, no sentido Piedade e pela SP-250, no sentido Pilar do Sul.
Na SP-095, em Bragança Paulista, o tráfego está liberado para apenas um veículo por vez, por causa da queda da cabeceira da Ponte do Rio Jaguari. Já na SP-373, em Morro Agudo, a interdição é total, devido a problemas com a estrutura da ponte do Rio Pardo.
No Rio de Janeiro, a única rodovia interditada no momento, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), é a RJ-163, na região do Médio Paraíba, por causa de uma queda de barreira. Ainda há risco de rolamento de pedras na estrada, que liga Itatiaia, Penedo, Capelinha e Visconde de Mauá. A opção é o trajeto pela RJ-161 e RJ-151, que aumenta a viagem em duas horas. A RJ-196, no norte do estado, que estava com o trânsito interrompido por causa do transbordamento do Rio Paraíba do Sul, já está com a situação normalizada.
No Espírito Santo, o trânsito está em meia pista em diversos pontos na ES-261, entre Caldeirão e Itarana. As equipes tentam remover a terra do local, onde houve quedas de barreiras. Na ES-452, entre Santo Antônio e Várzea Alegre, o trânsito está restrito ao acostamento em diversos pontos, também por causa de quedas de barreiras.
O desvio da ES-482, próximo à divisa entre Jerônimo Monteiro e Alegre, foi liberado para a passagem de veículos na última quarta-feira (5). A estrada foi interditada por causa das chuvas, que elevaram o nível do rio e destruíram uma ponte. O trânsito também já foi liberado na ES-164, próximo a Itaguaçu, onde um bueiro rompeu por causa da força da correnteza.
Em Minas Gerais, oito rodovias estaduais estão com o tráfego interrompido por causa de atoleiros e rompimentos de aterros: A LMG-714, entre a BR-040 e Porto Diamante; a MG-170, entre Pimenta e Guapé; a MG-229, entre Senhora do Porto e Dom Joaquim; a MG-326, entre Ponte Nova e Barra Longa; a MG-252, entre São Gonçalo do Pará e a BR-494; a MG-311, entre Itabirinha e Limeira; a MG-418, entre Mantena e a divisa de Minas Gerais e o Espírito Santo.
Fontes: Agência Brasil / O Globo / http://megaminas.globo.com
Do total de cidades em emergência, 34 estão sob análise da Defesa Civil e18 tiveram pedido de decreto arquivado.
O mau tempo danificou 4.806 casas e destruiu 177. Em diversas cidades as pontes também sofreram danos, 58 delas foram destruídas.
Balanço divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais neste sábado informa que 63 municípios do estado decretaram emergência devido a estragos causados pelas chuvas desde dezembro passado. Os temporais causaram 16 mortes e deixaram 52 feridos. A última morte foi registrada no dia 5 em Santa Rita do Sapucaí, quando uma residência caiu, matando um homem de 38 anos.
Segundo a Defesa Civil de Minas, o tempo continua instável neste sábado com nebulosidade variável e chuva a qualquer hora do dia no Triângulo, Oeste e Sul de Minas Gerais. É esperada chuva forte nas bacias dos rios Verde e Sapucaí.
No Noroeste de Minas, o dia ficará parcialmente nublado com pancada de chuva à tarde. Nas demais áreas o dia ficará parcialmente nublado e há possibilidade de ocorrer pancada de chuva em área isolada.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o dia ficará parcialmente nublado com possibilidade de ocorrer pancada de chuva no período da tarde e noite. A temperatura máxima chega a 27 graus.
Em Tapiraí, no Centro-Oeste, o rio Perdição subiu. Com isso, açudes romperam e deixaram a cidade alagada. Pelo menos dez famílias estão desalojadas. Leia abaixo como está a situação no município e em outros do estado.
Tapiraí
A rodovia que dá acesso à entrada principal da cidade está interditada. Mauro, motorista, ia fazer uma entrega na cidade, mas desistiu. A parte baixa de Tapiraí ficou debaixo d’água. A chuva começou no meio da noite de ontem e seguiu madrugada afora. Segundo a Prefeitura, a situação ficou ainda mais complicada porque açudes de cinco fazendas estouraram.
A enxurrada levou o que tinha pela frente. Arrastou a vegetação. A água chegou a meio metro de altura, colocando os moradores em situação de risco. Uma estação de bombeamento de água ficou encoberta. Toda a zona rural ficou debaixo d’água.
A tromba d’água que saiu dos açudes trouxe muita lama e mato para a cidade. Um trecho de cerca de 400 metros foi danificado impedindo a passagem do trem que vinha de Belo Horizonte carregado de grãos. Cerca de 50 homens da ferrovia trabalham para liberar a passagem. A previsão é de que o serviço demore de três a cinco dias.
Uma casa onde moram dois idosos e um deficiente ficou ilhada. Pela manhã, os vizinhos ajudavam a recuperar os móveis. A aposentada Teresinha Cardoso conta que precisou ser socorrida.
Córrego Danta
A chuva também deixou famílias desabrigadas em Córrego Danta. A força da água derrubou uma ponte.
O córrego que corta a cidade transbordou. A avenida principal, outras ruas e casas ficaram inundadas. Joana Darc, aposentada, perdeu vários eletrodomésticos. Colchões e móveis molharam.
Os sistemas de esgoto e bombeamento da Copasa ficaram submersos. O abastecimento de água está interrompido. A sede do Quartel teve que ser transferida para uma residência. Vários documentos foram perdidos.
A cabeceira de uma ponte cedeu e outra, de madeira, que dá acesso à comunidades rurais, foi arrancada do lugar. “Tive de decretar estado de alerta”, disse o prefeito, Albano Bahia. De acordo com a Copasa, de ontem para hoje choveu 130 milímetros na cidade. Com a chuva forte e intensa, uma casa desabou, mas estava desocupada. Já a família que mora noutra residência próxima, está desabrigada.
A dona de casa Lenir Maria Xavier Pereira ainda está abalada. A água invadiu todos os cômodos e levou algumas paredes. Por pouco ela não foi atingida. “Esta foi a oitava vez que inundou tudo”, desabafa. “Não tenho para onde ir”, acrescenta o autônomo José Afonso Pereira Bolivar.
Os moradores cobram solução. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a obra de restauração de vários trechos da BR-354, inclusive onde fica a ponte citada na reportagem, já foi autorizada e deve ser iniciada em abril.
Presidente Olegário
A chuva constante no estado também causa problemas em Presidente Olegário, no Noroeste de Minas. Moradores de 14 casas tiveram que deixar o local por causa do risco de desabamento.
Celi Batista Rodrigues teve que deixar a casa às pressas. As rachaduras estão por todos os lados. O piso está cedendo e parte do muro caiu. A encosta não suportou a quantidade de água da chuva dos últimos dias e está cedendo em vários pontos.
Como a dona de casa, os moradores de outras 13 casas foram retirados por agentes do Serviço Social da Prefeitura de Presidente Olegário, no Noroeste de Minas. A chuva deu uma trégua, mas quase todas as construções estão condenadas. E ainda existe o risco de desabamento, porque a terra está muito encharcada.
Em algumas ruas o asfalto também está cedendo. O município não tem Defesa Civil. Grávida de sete meses e com dois filhos, Márcia Alves dos Santos está no abrigo que foi improvisado na creche.
Os agentes do Serviço Social estão orientando e cadastrando os moradores, mas alguns ainda insistem e não querem sair.
Uberlândia
Em Uberlândia a chuva da tarde desta sexta-feira (07) alagou ruas e deixou motoristas no prejuízo. Imagens gravadas por um cinegrafista mostram a enxurrada no bairro Lídice. Num trecho da Avenida Getúlio Vargas, o asfalto foi arrancado. Já na Avenida João Pinheiro, no Centro da cidade, a fiação elétrica se rompeu. Alguns semáforos não funcionaram.
No bairro Oswaldo Rezende, o carro de Hedilamar Albino, publicitária, foi arrastado pela água e ela viveu momentos de angústia. O comerciante José Cosme também teve problemas. A força da água arrancou o banco da moto que foi parar dois quarteirões de onde ele estava.
Quem precisa sair de casa, mesmo debaixo de chuva, é preciso ter cuidado.
Motoristas devem ficar atentos para rodovias interditadas por estragos causados pelas chuvas
Os motoristas que forem utilizar estradas estaduais e federais nos próximos dias devem ficar atentos para interdições e desvios feitos devido a estragos causados pelas chuvas, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.
Em São Paulo, a SP-264, conhecida como Rodovia Francisco José Ayub, está interditada desde a última sexta-feira (7) no quilômetro 132, no município de Salto de Pirapora por causa da queda de uma barreira. O desvio está sendo feito pela SP-079, no sentido Piedade e pela SP-250, no sentido Pilar do Sul.
Na SP-095, em Bragança Paulista, o tráfego está liberado para apenas um veículo por vez, por causa da queda da cabeceira da Ponte do Rio Jaguari. Já na SP-373, em Morro Agudo, a interdição é total, devido a problemas com a estrutura da ponte do Rio Pardo.
No Rio de Janeiro, a única rodovia interditada no momento, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), é a RJ-163, na região do Médio Paraíba, por causa de uma queda de barreira. Ainda há risco de rolamento de pedras na estrada, que liga Itatiaia, Penedo, Capelinha e Visconde de Mauá. A opção é o trajeto pela RJ-161 e RJ-151, que aumenta a viagem em duas horas. A RJ-196, no norte do estado, que estava com o trânsito interrompido por causa do transbordamento do Rio Paraíba do Sul, já está com a situação normalizada.
No Espírito Santo, o trânsito está em meia pista em diversos pontos na ES-261, entre Caldeirão e Itarana. As equipes tentam remover a terra do local, onde houve quedas de barreiras. Na ES-452, entre Santo Antônio e Várzea Alegre, o trânsito está restrito ao acostamento em diversos pontos, também por causa de quedas de barreiras.
O desvio da ES-482, próximo à divisa entre Jerônimo Monteiro e Alegre, foi liberado para a passagem de veículos na última quarta-feira (5). A estrada foi interditada por causa das chuvas, que elevaram o nível do rio e destruíram uma ponte. O trânsito também já foi liberado na ES-164, próximo a Itaguaçu, onde um bueiro rompeu por causa da força da correnteza.
Em Minas Gerais, oito rodovias estaduais estão com o tráfego interrompido por causa de atoleiros e rompimentos de aterros: A LMG-714, entre a BR-040 e Porto Diamante; a MG-170, entre Pimenta e Guapé; a MG-229, entre Senhora do Porto e Dom Joaquim; a MG-326, entre Ponte Nova e Barra Longa; a MG-252, entre São Gonçalo do Pará e a BR-494; a MG-311, entre Itabirinha e Limeira; a MG-418, entre Mantena e a divisa de Minas Gerais e o Espírito Santo.
Fontes: Agência Brasil / O Globo / http://megaminas.globo.com
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