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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Em tersópolis morador quebra a perna do filho para salvá-lo

Jovem ficou preso em escombros após deslizamento; 'não tinha a menor chance de deixá-lo ali', conta o pai.
BBC
Um morador de Teresópolis quebrou a perna do próprio filho na tentativa de salvá-lo de um soterramento em sua casa, durante a forte chuva que caiu sobre a cidade na última quarta-feira, dia 12.

O auxiliar de supermercado Magno de Jesus Andrade, 43 anos, estava na madrugada do dia 12 em sua residência, no Morro do Espanhol, junto de sua mulher, Fernanda, de seus quatro filhos, da sogra e de um cunhado quando um desmoronamento ocorreu na parte de trás da casa.

Segundo Magno, um de seus filhos, Pedro Marlon de Andrade, de 15 anos, tentava sair pela varanda quando um deslizamento de terra deixou-lhe preso entre uma parede e um pedaço do telhado que caíra.


Pedro espera poder jogar futebol quando se recuperar da fratura (Foto: Rafael Spuldar/BBC Brasil )

Sem conseguir tirar Pedro dos escombros, Magno tentou afrouxar e remover o entulho chutando e pisoteando com força os pedaços de madeira que prendiam a perna esquerda do jovem. 'Ele se virava todo, mas não conseguia se soltar', diz Magno. Neste esforço de salvamento, acabou quebrando a tíbia do garoto.

'Eu só posso agradecer ao meu pai. Naquele dia, eu pensei que ia morrer', afirma Pedro. 'Na hora, eu só pensava neles (em sua família), então eu pedi para que o meu pai e a minha avó me deixassem lá.'

'Eu disse para o meu filho, 'eu posso arrancar a tua perna fora, mas eu vou te tirar daí'', diz Magno. 'Não tinha a menor chance de eu deixar o Pedro ali, nenhuma.'

Pai conseguiu tirar toda a família com vida do
deslizamento (Foto: Rafael Spuldar/BBC Brasil )

Com a ajuda da sogra, Magno conseguiu retirar o filho dos escombros. Ele diz que, levando o garoto no colo, teve de andar por vários metros com lama na altura do peito, até encontrar um meio de transporte no qual conseguisse levar Pedro a um hospital. Toda a família escapou com vida do soterramento.

Pai e filho foram à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Teresópolis, mas a falta de energia impediu que fosse feita uma radiografia da perna do menino, que doía muito. Pedro acabou atendido horas depois do deslizamento, no início da manhã, no Hospital das Clínicas, onde foi engessado e ficou em observação.

Pesadelos
O jovem está morando com os três irmãos, um tio e a avó em uma casa onde ela trabalha como caseira, no bairro de Jardim Cascata. O jovem está tomando analgésicos para aliviar a dor na perna e afirma que teve alguns pesadelos com o soterramento. Magno e a mulher estão instalados em um apartamento cedido pelo supermercado onde ele trabalha, no centro da cidade. Magno afirma que, embora metade de sua casa esteja destruída, conseguiu recuperar parte de seus eletrodomésticos.

No momento, ele está em férias, mas vai antecipar a volta ao trabalho. 'Tenho que agitar um pouco a mente e esquecer um pouco das coisas', diz. Já Pedro aguarda a época de voltar à escola, quando entrará no primeiro ano do ensino médio. Ele diz que tem mantido contato com seus amigos por meio da internet, que acessa com seu telefone celular. Segundo o jovem, todos estão bem. Fã de videogame e esportes, o garoto diz que foi sondado por um 'olheiro' interessado em levá-lo para jogar futebol no Rio. Ele confia que vai poder voltar a jogar, depois que se recuperar da fratura. 'Se eu ganhar uma bolsa, uma ajuda de custo, vou querer ser profissional, com certeza', diz. O pai diz aprovar a escolha. 'Não é porque é meu filho, mas ele joga bem mesmo.'


G1

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Teresópolis: "A cidade que acabou'

RIO - A mais forte chuva que caiu sobre Nova Friburgo nas últimas décadas , segundo relatos dos moradores mais antigos, deixou um cenário de devastação pela cidade nunca visto, sobretudo no Centro, e um número assustador de mortos: 107. O pesadelo começou de madrugada e se estendeu por todo o dia, com a cidade totalmente isolada, sem energia elétrica e sem telefonia. Com a chuva que começou à tarde e se intensificou de madrugada, encostas de morros e montanhas que contornam o Centro desmoronaram, soterrando prédios, lojas, ruas inteiras e casas de classe média e média alta. A Defesa Civil confirmava, na noite desta quarta-feira, as mortes, apesar das condições precárias de informação.

- A cidade acabou - resumiu o morador Carlos Damásio, delegado de polícia aposentado. - Vários prédios desabaram. Perto do Fórum há muitas casas caídas e gente nas ruas. Estou tentando descobrir como estão os acessos porque quero ir logo para o Rio.

Teresopolis,Vista  da Pedra do Sino (antes das chuvas de janeiro de 2011)

O Rio Bengala, que corta a cidade de cerca de 190 mil habitantes, transbordou e as águas não baixaram. Carros, ônibus e caminhões foram arrastados pela enxurrada, e ruas que concentram comércio, bancos e residências viraram rios de lama. Segundo o administrador Bruno Thurler, anos, a água subiu cerca de dois metros.

- A situação é arrasadora. A gente não sabe onde é rua, onde é calçada. Estamos trabalhando sem parar, tirando lama, e parece que não fizemos nada - disse o aposentado Humberto Fontão, de 76 anos, que acordou com a enxurrada na porta de sua casa, numa vila perto do Centro, e viu sua cama ser coberta pela enchente.

Como ele, moradores passaram o dia tirando móveis e objetos pessoais da lama e, sem luz nem telefone, também sofriam com a falta de informações.

Em um dia, toda a chuva de um mês
Segundo o Inmet, em 24 horas - das 9h de terça-feira até as 9h de quarta - choveu em Friburgo 180mm, praticamente o esperado para todo o mês de janeiro. De acordo com o Climatempo, apenas entre as 2h e as 3h da madrugada choveu 60mm (um temporal de 25mm por hora já é considerado forte).

A região do Centro foi duramente castigada. A Praça do Suspiro, ponto turístico da cidade, foi tomada pela lama. Por trás do teleférico, a terra desceu e invadiu a igreja de Santo Antônio. A piscina, a quadra e toda a área de lazer de um hotel desapareceram sob as águas. A avenida principal, a Alberto Braune, virou uma alameda de barro. De uma das casas que ficaram soterradas, apareciam apenas a porta e uma janela. Com o comércio fechado e sem transporte, as pessoas tinham dificuldade de comprar água e comida. Muitos postos já estavam sem combustíveis, de acordo com moradores.


O principal hospital público, o Raul Sertã, municipal, também ficou alagado, o que tornou crítico o atendimento aos feridos. Um hospital de campanha foi montado na sede da prefeitura. Também atingido por uma encosta, o maior hospital particular de Friburgo, o São Lucas, também teve o atendimento afetado. Informações não confirmadas indicam que uma escola foi usada para concentrar os corpos das vítimas.


A falta de informações, piorada pela pane no fornecimento de energia e boa parte dos telefones, tanto fixos como os celulares, deixou muitas pessoas sem saber se seus parentes e amigos estavam bem.

- No bairro São Geraldo tem muita gente morta, não sabemos como estão parentes e amigos. Para chegar lá, tem que nadar na lama. Até no Centro está difícil de andar, pontes caíram, está feia a coisa. Prédios caíram. As pessoas estão tentando tirar os que estão embaixo da terra. Desde cedo, quem pode está cavando para ajudar. Está todo mundo arrasado. Os ônibus não passam. Não tem como ir para alugar algum. Temos que ir a pé, não tem ônibus - contou a costureira Cleuma Borges, que teve que fazer uma longa caminhada, do Centro ao bairro São Geraldo, para saber notícias de seus familiares.

"Caíram prédio, casas, tudo"
Chorando, o médico Mário Bonin disse que as pessoas estão em choque. Ele orientou seus vizinhos a ficar em casa:

- Meu vizinho está morto. Na Rua Cristina Ziede, caiu tudo. Já se sabe que morreram 12 pessoas numa rua só. Caíram prédio, casas, tudo o que era do lado onde tinha barranco, caiu tudo. Tem muitos helicópteros voando. Estamos com tudo parado, sem telefone, água, energia, internet. Não temos como circular. Meu irmão é engenheiro e está tentando resgatar uma pessoa sob uma laje de concreto. Não sabemos se amigos ficaram feridos ou mortos.

A professora Lucieni de Oliveira, de 50 anos, que mora no Centro, relata que as pessoas estão muito tristes, desoladas, e com medo de que novas chuvas causem ainda mais estragos:

- Não temos sinal de nada, nem de celular. Muitos resgates, muitos corpos acontecem o tempo todo. O local que a minha filha trabalhava acabou. É um quadro terrível. Da minha janela ouço barulho das barreiras caindo. Prédios bons, antigos, foram abaixo.

No bairro de Olaria, onde um prédio de três andares desabara na tarde de anteontem, o trabalho de busca aos desaparecidos continuava. Um homem e uma criança morreram.

A última grande cheia do Rio Bengala ocorreu no Natal de 1996. De acordo com moradores, a enchente de ontem superou a de 14 anos atrás, apenas comparável à cheia de fevereiro de 1979.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ginásio de escola em Friburgo é usado como necrotério

Segundo Defesa Civil, há 38 mortos por causa da chuva na cidade.
Moradores caminham pelas ruas em busca de notícia de parentes.


O ginásio Celso Peçanha da escola estadual Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, está sendo usado como necrotério, informou a Defesa Civil. O local onde funcionava o necrotério já estava interditado antes da tragédia das chuvas na Região Serrana. No entanto, o motivo do fechamento não foi divulgado.

Ainda segundo a Defesa Civil, o número de mortos chega a 38 desde as chuvas de terça-feira (11).
Bombeiros trabalham na remoção dos escombros de prédio em Nova Friburgo | Foto: Gerson Gonçalo / Agência O Dia

O Corpo de Bombeiros não confirma o número de desaparecidos.

Funcionários da prefeitura de Friburgo, do Instituto estadual do Ambiente (Inea) e muitos voluntários ajudam na limpeza da cidade e passam informações aos bombeiros.

O tenente Catanhede do 6º Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) de Friburgo disse que "se fosse depender só dos bombeiros nessa situação de catástrofe, era impossível".

Um deslizamento de terra no morro do teleférico de Nova Friburgo levou grande quantidade de lama à Igrejinha de Santo Antônio Foto: Reprodução da TV

Desespero para encontrar parentes

A cidade está sem sinal de telefonia, fixa ou celular, sem luz, sem água, sem transporte público e o comércio está fechado. Muitos moradores percorrem a cidade em busca de notícias de parentes. É o caso da estudante Lívia Franco, de 19 anos, que estava à procura do pai.

"Já percorri a cidade. Falaram que o meu pai passa chorando preocupado comigo. Fui na casa de parentes e acho que estão todos bem, mas não dá para saber de todos porque não tem mais telefone", desabafou ela.

Turistas assustados

Os turistas que estão hospedados em hotéis estão com medo de deixar a cidade e pegar as estradas. Os hotéis não estão recebendo hóspedes por causa da falta d´água e de comida.

O engenheiro mecânico Eraldo Kelfch chegou de carro na terça-feira (11) de Macaé, no Norte Fluminense, com o filho de 11 anos, e iria embora nesta quarta-feira (12). No entanto, ele afirmou que não quer se arriscar.

"Comprei biscoito. Não tem nem comida. nada. Nem luz", disse ele.

Cenário de caos

O cenário é de caos em Friburgo. Os bombeiros e a Defesa Civil não conseguem se comunicar com as próprias equipes e somente alguns orelhões na cidade funcionam. Muitos moradores perambulam a pé, muito abalados e sem saber o que fazer. Outras pessoas usam pás e baldes para retirar a lama e a água das casas. Um morador passou na rua carregando um galão de água. Outros filmam e tiram fotos.

Um rapaz de 17 anos, muito nervoso e chorando, contou que o pai estava ajudando no resgate para localizar um tio e dois primos que estariam numa casa que desabou no centro. Além da casa, um galpão que funcionava com uma garagem, uma loja e parte de um prédio foram soterrados.

"A gente se mudou daqui na sexta-feira (7), no sábado a gente veio na casa dos meus tios. Hoje (quarta) a gente saiu para ver como estava a cidade e demos de cara com a casa dele desabada", contou V. M., emocionado.

Por volta de 12h, na Praça Getúlio Vargas, também no Centro, houve um momento de pânico com moradores gritando e correndo. É que dezenas de pessoas de cinco prédios que ficam na praça foram retiradas pelos bombeiros por precaução. Elas dizem que ouviram um estrondo, mas não sabem se veio da encosta onde houve um grande deslizamento de terra, ou se o barulho foi do prédio. Entre as pessoas havia idosos sendo carregados, além de portadoras de necessidades especiais.

Uma mulher que mora no oitavo andar de um dos prédios, e que estava com um casal de vizinhos, contou os momentos de susto.

"A gente só ouvia 'desce, desce'. Ouvimos barulho de estalos a noite inteira. A gente não sabe se esse era do barranco ou da estrutura do prédio", disse a representante comercial Luciana Santiago. Carolina Lauriano De Nova Friburgo, no RJ [G1]

Entre as vítimas dos desabamentos em Nova Friburgo estão militares do Corpo de Bombeiros que prestavam socorro aos soterrados Foto: Divulgação / Defesa Civil

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Apoio do governo federal

O governador Sérgio Cabral falou, por telefone, no início da tarde desta quarta-feira, com a presidente Dilma Rousseff para tratar de medidas emergenciais em relação à tragédia causada pelas chuvas na região. Por determinação de Dilma, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, chega ao Rio às 16h desta quarta e, acompanhado do secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, e do subsecretário executivo de Obras do Estado, Hudson Braga, vai sobrevoar a região. Por orientação da presidenta, o Governo Federal dará todo o apoio ao Rio de Janeiro, por meio dos ministérios da Integração Nacional, da Defesa, da Saúde, do Desenvolvimento Social, do Meio Ambiente e dos Transportes.

Pior que Angra dos Reis em 2010

Mais cedo, o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, a situação em Nova Friburgo "é pior do que o registrado em Angra dos Reis, no ano passado". Segundo a assessoria de imprensa do governo, o vice-governador deixou a capital fluminense na manhã desta quarta-feira para sobrevoar os municípios da região serrana do Estado atingidos por fortes temporais.

Estado de calamidade

O coronel Roberto Robaday, diretor da Defesa Civil, informou que Nova Friburgo já está em estado de calamidade pública - os militares já receberam mais de 140 chamados de socorro. Equipes saíram do Rio de Janeiro para auxiliar nos trabalhos. Em 30 horas choveu o equivalente a 30 dias na Região Serrana.

Segundo a concessionária Rota 116, administradora da rodovia que liga o Rio a Friburgo, devido as diversas quedas de barreiras ao longo da estrada, dois trechos estão fechados ao trânsito desde a: no Km 88, na altura de Furnas, e do Km 75, em Muri, ao Km 78, em Ponte da Saudade. Ainda não há previsão de liberação da via. [O Dia]


Moradora de Teresópolis perde 30 pessoas da família em Friburgo
em 15/01/2011
Viera está sem luz, água e telefone por causa da chuva na Região Serrana.
Local é de difícil acesso até para bombeiros e funcionários da prefeitura.

Dilce Ramos, de 55 anos, diz ter perdido cerca
de 30 parentes e amigos (Foto: Liana Leite/G1)

O bairro ainda de difícil acesso, Vieira, em Teresópolis, está completamente destruído, sem energia elétrica, telefone ou água, ainda neste sábado (15 ). A moradora Dilce Ramos, de 55 anos, não consegue esconder o desespero por ter perdido cerca de 30 pessoas da família, em Nova Friburgo, também na Região Serrana do Rio.

“Eu não sei ao certo quantas pessoas morreram, mas foram mais ou menos 30, entre primos, cunhados e amigos. Eu também perdi tudo, mas pelo menos estou viva”, contou a moradora, sem conseguir segurar a emoção.
Sua filha, Andréia de Oliveira, 31 anos, está trabalhando como voluntária na igreja Santa Luzia, também em Vieira. No local estão sendo recolhidos e distribuídos alimentos e donativos para as vítimas das chuvas. Uma enfermeira e um médico estão fazendo curativos e orientando os doentes que chegam à igreja.

Apesar da grande destruição, como o acesso para os bombeiros é difícil, poucos corpos foram encontrados na região. Os que são retirados dos escombros, estão sendo levados direto Teresópolis. O bairro não tem estrutura para identificar seus mortos.

Segundo moradores, os bairros do Imbiú, Campo do Coelho, Prainha, Santa Cruz, Baixada e Conselheiro Lafayette também foram bastante afetados pelas chuvas e os bombeiros ainda não conseguiram chegar aos locais.
A prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, divulgou neste sábado

Mortes pela chuva no Rio de Janeiro chegam a 809

Teresópolis está em estado de calamidade pública. Na Região Serrana inteira, mortes por chuva somam 612.
Atualizada em 24/01 às00h05 
Corpo de bombeiro soterrado na quarta foi achado nesta manhã

foto: Reprodução
Destruição causada pelas chuvas em
Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo
O número de mortos por causa das fortes chuvas na região serrana do Rio de Janeiro subiu neste domingo para 809, segundo a Secretaria de Saúde e a Defesa Civil do estado.

De acordo com o último boletim, que enfatiza que os trabalhos de resgate continuam na região, 391 pessoas morreram em Nova Friburgo, 327 em Teresópolis, 66 em Petrópolis, 22 em Sumidouro, duas em São José do Vale do Rio Preto e uma em Bom Jardim.

As mortes em São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim não tinham sido até então contabilizadas individualmente porque muitos dos corpos resgatados nessas cidades foram arrastados pela correnteza.

No entanto, as autoridades confirmaram que nessas duas cidades foram registradas três mortes diretas por causa das chuvas.

Além disso, pelo menos 9.179 pessoas perderam suas casas, e outras 11.127 foram desalojadas temporariamente e estão em instalações das equipes de resgate, acrescenta o boletim.
O novo relatório inclui os dados dos municípios que não registraram mortes, mas que têm centenas de desabrigados, como Areal, Cordeiro, Carmo, São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena, Macuco, Três Rios, Paraíba do Sul e Sapucaia.

O Ministério Público do Rio de Janeiro, no entanto mantém uma lista de 417 pessoas desaparecidas.
As equipes de socorro indicaram que a solidariedade chegou de todos os pontos do país e do exterior.
A Campus Party Brasil 2011, evento que reuniu até este domingo no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, 6,8 mil adeptos da tecnologia e da informática de oito países, doou as barracas nas quais abrigou desde 17 de janeiro 4,5 mil participantes.

Os cobertores e alimentos não perecíveis deixados pelos participantes também serão levados até os abrigos do Rio de Janeiro.
O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz Al Gore, um dos expositores do encontro, fez na terça-feira passada um pedido de solidariedade para as vítimas da tragédia do Rio de Janeiro, da mesma forma que outros palestrantes, como Tim Berners-Lee, pai do "WWW", e Jon Hall, presidente da Linux.


Em Itaipava, 22 pessoas estão desapecidas no Vale do Cuiabá, segundo informou o prefeito de Petrópolis Paulo Mustrangi. Uma central de desaparecidos está funcionando em Itaipava. Neste momento os esforços das equipes de resgate são para encontrar estas pessoas. O coordenador do Comitê de Operação Emergencial de Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, disse que não há mais nenhum local em Itaipava em que a equipe de socorro não tenham entrado, embora, em alguns locais, ainda não haja acesso para veículos.

Em Nova Friburgo , também voltou a chover. Seis abrigos alojam 414 famílias. ( Veja imagens de antes e depois de Friburgo )

Um total de 800 homens da Defesa Civil e bombeiros tenta localizar desaparecidos na cidade. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva que começou na terça-feira (11), como a "maior catástrofe da história de Teresópolis". "Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído", disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.

Ainda nesta sexta-feira voltou a chover forte em Teresópolis e Itaipava, o que dificulta o trabalho de resgate das pessoas que ainda estão ilhadas e dos corpos soterrados.

O mau tempo impede o voo de helicópteros em Teresópolis. Na madrugada, equipes de resgate diminuíram o trabalho por causa da escuridão. Onde havia luz, o resgate continuou.

Segundo a Defesa Civil de Teresópolis, permanecem registrados 1200 desabrigados e 1300 desalojados. Nesta sexta-feira, equipes da Defesa Civil estão trabalhando desde as 5h da manhã no resgate de vítimas e no encaminhamento de desabrigados para o Ginásio Poliesportivo Pedro Jahara, mais conhecido como "Pedrão", na Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, Centro.

Em Itaipava, 22 pessoas estão desapecidas no Vale do Cuiabá, segundo informou o prefeito de Petrópolis Paulo Mustrangi. Uma central de desaparecidos está funcionando em Itaipava. Neste momento os esforços das equipes de resgate são para encontrar estas pessoas. O coordenador do Comitê de Operação Emergencial de Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, disse que não há mais nenhum local em Itaipava em que a equipe de socorro não tenham entrado, embora, em alguns locais, ainda não haja acesso para veículos.

Em Nova Friburgo , também voltou a chover. O município contabiliza 225 mortes e não 246, como havia informado na madrugada pela Defesa Civil de Nova Friburgo. Seis abrigos alojam 414 famílias.


A prefeitura designou dois abrigos para receber desabrigados: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas.

Bombeiro soterrado é achado

Um dos corpos encontrados nesta manhã é o do bombeiro Vitor Lembo, que estava trabalhando no Centro da cidade, na quarta-feira (12), quando foi soterrado com mais dois colegas. Seu corpo só foi retirado dos escombros nesta manhã, sob lágrimas e aplausos. Além da família, colegas de trabalho, como o coronel Suarez, diretor-geral de saúde do Corpo de Bombeiros, e um outro agente vítima do mesmo desabamento, mas resgatado com vida, choravam.

foto: Thamine Leta/G1
Caminhão foi parar em cima de uma cerca em Teresópolis (Foto: Thamine Leta/G1)

Em Nova Friburgo, a Secretaria estadual de Defesa Civil confirmou que os três bombeiros soterrados durante um resgate morreram. Em Nova Friburgo , também voltou a chover. O município contabiliza 225 mortes e não 246, como havia informado na madrugada pela Defesa Civil de Nova Friburgo. Seis abrigos alojam 414 famílias. A chuva deixou a cidade sem sinal de telefonia, sem luz e sem transporte. Moradores perambulam pela cidade cheia de lama sem saber o que fazer.

Cabral pede ajuda à Marinha

Em nota oficial, o governador Sérgio Cabral solicitou ao almirante Júlio Moura, comandante da Marinha, aeronaves para o deslocamento de tropas e equipamentos do Corpo de Bombeiros para o socorro às vítimas na Região Serrana do Rio.

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, já está na Região Serrana acompanhando o trabalho de resgate a vítimas. Pelo Twitter, o governo do estado informou que helicópteros estão sendo mobilizados para o transporte das equipes da Defesa Civil estadual e de equipamentos para reforçar os trabalhos de resgate na Região Serrana.

No distrito de Itaipava, a água atingiu dois metros e meio de altura em alguns pontos da região. A Defesa Civil da prefeitura de Petrópolis explica que "toda vez que chove muito nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo, a água que desce da serra provoca o transbordamento do rio Santo Antônio, causando os alagamentos".

G1