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domingo, 5 de maio de 2013

As 20 cidades menos religiosas do Brasil

Chuí, no extremo sul do Brasil, é a única cidade onde mais de 50% da população se diz “sem religião”. Conheça outros municípios onde católicos ou evangélicos não são líderes incontestes

Nem católicas, nem evangélicas
São Paulo – Por conta da expressão “do Oiapoque ao Chuí” – que designa as extremidades do país de norte a sul – todos os brasileiros já ouviram falar na pequena cidade gaúcha de Chuí.

Pois nenhum município brasileiro tem, proporcionalmente, tanta gente “sem religião” na mesma área quanto a cidade de 6 mil habitantes, no extremo sul do país.

1) Chuí (RS) - 54% sem religião
População: 5.917

Sem religião: 54,04% (2.942 pessoas)
Católicos: 22,82%
Evangélicos: 7,26%
Espíritas: 2,73%
Umbanda e Candomblé: 1,45%
Outras: 11,48%

2) Álvaro de Carvalho (SP) - 40% sem religião
População: 4.650

Sem religião: 40,12% (1.760 pessoas)
Católicos: 42,68%
Evangélicos: 13,17%
Espíritas: sem registro
Umbanda e Candomblé: sem registro
Outras: 4,03%

3) Gaúcha do Norte (MT) - 38% sem religião
População: 6.293

Sem religião: 38,65% (2.200 pessoas)
Católicos: 45,02%
Evangélicos: 15,5%
Espíritas: 0,25%
Umbanda e Candomblé: sem registro
Outras: 0,58%

4) Roteiro (AL) - 37% sem religião
População: 6.656

Sem religião: 37,82% (2.221 pessoas)
Católicos: 37,64%
Evangélicos: 23,42%
Espíritas: 0,26%
Umbanda e Candomblé: sem registro
Outras: 0,78%


5) Barra de Santo Antônio (AL) - 34% sem religião
População: 14.230

Sem religião: 34,86% (4.477 pessoas)
Católicos: 43,86%
Evangélicos: 20,32%
Espíritas: 0,27%
Umbanda e Candomblé: sem registro
Outras: 0,12%

6) Porto Rico do Maranhão (MA) - 32% sem religião
População: 6.030

Sem religião: 32,29% (1.771 pessoas)
Católicos: 50,32%
Evangélicos: 16,3%
Espíritas: sem registro
Umbanda e Candomblé: 0,06%
Outras: 1,03%

7) Jaguaripe (BA) - 32% sem religião
População: 16.467

Sem religião: 32,28% (4.870 pessoas)
Católicos: 46,22%
Evangélicos: 17,09%
Espíritas: 0,23%
Umbanda e Candomblé: 0,87%
Outras: 3,31%

8) Itanagra (BA) - 31% sem religião
População: 7.598

Sem religião: 31,97% (2.207 pessoas)
Católicos: 46,62%
Evangélicos: 19,59%
Espíritas: 0,36%
Umbanda e Candomblé: 0,05%
Outras: 1,42%

9) Paranhos (MS) - 30% sem religião
População: 12.350

Sem religião: 30,73% (3.278 pessoas)
Católicos: 48,36%
Evangélicos: 18,36%
Espíritas: 0,1%
Umbanda e Candomblé: 0,08%
Outras: 1,96%

10) Japeri (RJ) - 29% sem religião
População: 95.492

Sem religião: 29,56% (26.101 pessoas)
Católicos: 26,87%
Evangélicos: 37,86%
Espíritas: 1,02%
Umbanda e Candomblé: 0,32%
Outras: 4,14%


11) Rio Formoso (PE) – 28,9% sem religião
População: 22.151

Sem religião: 28,96% (5.873 pessoas)
Católicos: 34,54%
Evangélicos: 35,54%
Espíritas: 0,05%
Umbanda e Candomblé: 0,13%
Outras: 0,77%

12) Itamari (BA) - 28,8% sem religião
População: 7.903

Sem religião: 28,81% (2.090 pessoas)
Católicos: 46,53%
Evangélicos: 22,77%
Espíritas: 0,14%
Umbanda e Candomblé: sem registro
Outras: 1,76%


13) Santa Isabel do Rio Negro (AM) - 28,2% sem religião
População: 18.146

Sem religião: 28,27% (4.264 pessoas)
Católicos: 59,41%
Evangélicos: 9,37%
Espíritas: sem registro
Umbanda e Candomblé: sem registro
Outras: 2,94%

14) Ibirapitanga (BA) - 28% sem religião
População: 22.598

Sem religião: 28,01% (5.716 pessoas)
Católicos: 50%
Evangélicos: 19,95%
Espíritas: 0,14%
Umbanda e Candomblé: 0,25%
Outras: 1,58%

15) Campestre (AL) - 27,9% sem religião
População: 6.598

Sem religião: 27,9% (1.668 pessoas)
Católicos: 40,69%
Evangélicos: 31,37%
Espíritas: sem registro
Umbanda e Candomblé: sem registro
Outras: 0,04%

16) Arataca (BA) - 27,4% sem religião
População: 10.392

Sem religião: 27,49% (2.569 pessoas)
Católicos: 50,54%
Evangélicos: 15,09%
Espíritas: 0,2%
Umbanda e Candomblé: 0,07%
Outras: 6,62%

17) Catu (BA) - 27,3% sem religião
População: 51.077

Sem religião: 27,39% (13.004 pessoas)
Católicos: 41,27%
Evangélicos: 25,04%
Espíritas: 0,49%
Umbanda e Candomblé: 0,13%
Outras: 5,68%

18) Capão do Leão (RS) - 27,2% sem religião
População: 24.298

Sem religião: 27,2% (6.113 pessoas)
Católicos: 38,62%
Evangélicos: 25,39%
Espíritas: 3,79%
Umbanda e Candomblé: 2,17%
Outras: 2,73%

19) Wenceslau Guimarães (BA) - 27,1% sem religião
População: 22.189

Sem religião: 27,13% (5.465 pessoas)
Católicos: 43,76%
Evangélicos: 27,74%
Espíritas: 0,13%
Umbanda e Candomblé: 0,16%
Outras: 1,08%

20) Cardoso Moreira (RJ) - 26% sem religião
População: 12.600

Sem religião: 26,79% (3.160 pessoas)
Católicos: 32,03%
Evangélicos: 38,43%
Espíritas: 0,97%
Umbanda e Candomblé: sem registro
Outras: 1,79%

terça-feira, 1 de maio de 2012

Jim Jones, o pastor do diabo e a maior tragédia religiosa de todos os tempos

A Tragédia de Jim Jones, 30 Anos Depois.
Publicado originalmente 22/11/2008
No dia 18 de novembro de 1978, um fanático religioso levou mais de 900 seguidores ao suicídio coletivo, numa das maiores tragédias com motivação religiosa da história.

Há exatos 30 anos, no dia 18 de novembro de 1978, ocorreu uma das maiores tragédias com motivação religiosa de todos os tempos. Naquela data, 909 seguidores da seita Templo do Povo, comandada pelo fanático James Warren Jones (o Jim Jones), cometeram suicídio coletivo na comunidade agrícola conhecida como Jonestown, na Guiana. O corpo de Jones foi encontrado junto ao de seus fiéis, com um ferimento a bala na cabeça.

O episódio foi o ponto culminante de uma história iniciada anos antes, quando Jim Jones, nascido no estado americano de Indiana, começou a reunir seguidores – em sua maioria, pessoas pobres e marginalizadas, muitas delas negras, que foram atraídas com promessas de uma vida melhor ao lado do pregador. O sonho de uma comunidade alternativa se concretizou em 1977, quando Jones e os adeptos da seita migraram para a Guiana. Jonestown era uma comunidade auto-suficiente, à semelhança do kibutzin israelense, estabelecida no meio da selva amazônica.

Isolados, seus moradores viviam à margem do mundo, na Guiana (América do Sul). Viviam isolados, sem qualquer contato com o mundo exterior, sob pena de castigos que podia chegar a espancamentos públicos. Era absolutamente proibido opinar acerca das regras estabelecidas e uma das rotinas obrigatórias eram as longas pregações do líder.

Conta-se que os seguidores eram obrigados a satisfazer todos os caprichos de Jones. O dirigente podia escolher suas mulheres entre as seguidoras e interferir diretamente na maneira como as crianças deveriam ser educadas. O mundo só tomou conhecimento de que algo de muito grave acontecia na América do Sul quando o congressista americano Leo Ryan foi executado durante uma visita à seita. Ele foi até Jonestown a pedido de seus eleitores, acompanhado por dois jornalistas, e passou alguns dias conhecendo as instalações e o modo de vida imposto por Jones.

Procurado por fiéis que desejavam desesperadamente sair dali, o deputado conseguiu transporte aéreo para levar um grupo de volta aos Estados Unidos. Antes do embarque, contudo, os homens de Jones mataram todos a tiros numa emboscada.

Jim Jones apercebeu-se que o fim da seita estava próximo, pois àquela altura o governo americano já montava uma força tarefa para acabar com a comunidade e libertar os fiéis, já considerados prisioneiros de um fanático. O falso pastor, então, reuniu todo rebanho para o último sermão. Falou dos inimigos, dizendo que a morte era melhor que a rendição aos infiéis. A certa altura, num ato extremo, exigiu que todos ingerissem um refresco com cianeto, um veneno mortal. Adultos, crianças e idosos obedeceram de bom grado, na expectativa de que a morte lhes abrira aporta para uma vida nova. Três seguidores de Jones, que conseguiram fugir antes do suicídio coletivo, sobreviveram para contar em detalhes as histórias de horror de Jonestown.

Vídeo: Fantástico - O Suicídio em Massa dos Membros da Seita de Jim Jones 28/11/1978


Sobrevivente diz que perdoa
Jim Jones




De volta ao templo domedo. Esta semana, fez 30 anos que mais de 900 pessoas, comandadas pelo fanático Jim Jones, cometeram suicídio coletivo, tomando refresco envenenado. O clima na seita era de terror permanente. Jim Jones – paranóico, bêbado, drogado – tinha controle completo sobre seus fiéis.


Os repórteres Álvaro Pereira Júnior e Américo Figueiroa viajaram ao local do massacre, num ponto perdido na selva da Guiana, em busca de vestígios das vidas que um dia existiram ali.


Nos Estados Unidos, localizamos uma das pouquíssimas sobreviventes da seita. Ela fugiu para a floresta e escapou do horror.


"Morram, morram com alguma dignidade. Vamos acabar logo com isso. Acabar logo com essa agonia". Quem fala é o fanático Jim Jones, o líder da seita templo dos povos. Em um ponto perdido na selva da Guiana, ele comandava o suicídio coletivo de seus mais de 900 seguidores. O dia é 18 de novembro de 1978.


Como essa gente chegou a uma situação tão dramática? Quem era Jim Jones? Quais marcas trazem hoje os poucos sobreviventes do massacre?


Trinta anos depois, o que restou de Jonestown, a vila que Jim Jones mandou erguer em plena selva? Essa é uma das regiões onde foi encontrada a maioria dos corpos.


Filho de pai alcoólatra, que não trabalhava, Jim Jones era obcecado, desde a infância, por morte e religião. Nos anos 50, fundou o ‘Templo dos Povos’ em Indiana, Estados Unidos, depois de fazer um curso de pastor por correspondência. Na época, ele defendia uma sociedade cristã igualitária, "onde não há ricos ou pobres. Onde não há raças".


Com idéias assim, não havia lugar para Jones na conservadora Indiana. Em 1962, ele veio parar em Belo Horizonte, onde viveu, com a família, cerca de um ano. Era um vizinho misterioso. “Era muito fechado, ele não batia papo com ninguém”, lembra a aposentada Terezinha Machado.


De volta aos Estados Unidos, Jim Jones e seus seguidores, na grande maioria negros, se mudaram para a Califórnia. Primeiro para o interior, depois para a rebelde San Francisco.


Leslie Wilson, uma das poucas sobreviventes, tinha só 13 anos quando se juntou ao Templo dos Povos. “Minha irmã, Michelle, se envolveu com drogas. Então uma amiga da minha mãe disse que havia um lugar que oferecia tratamento de reabilitação para dependentes", ela conta.


Carismático, Jones se aproximou de políticos, virou até secretário de habitação. Mas era um tirano no templo, onde exigia ser chamado de pai e o Deus era ele mesmo. "Vêem Cristo em mim", ele dizia.


No altar, se vangloriava por fazer sexo com mulheres e homens da seita. “Ele dormia com homens, e se gabava disso no púlpito", lembra Leslie.


Em 1977, Jim Jones descobriu que sua farsa começava a desmoronar. Uma revista iria revelar que a seita tomava dinheiro e propriedades dos fiéis. Era uma central de terror, violência, isolamento, falsos milagres, abusos psicológicos e sexuais. Em questão de horas, apavorado com as denúncias da revista, ele ordenou a fuga para a Guiana. Sem dar satisfação para amigos e parentes, os fiéis obedeceram.


Nesse país pobre da América do Sul, alguns seguidores construíam, havia três anos, uma vila de 12 quilômetros quadrados: Jonestown. A mãe, o irmão, a irmã, o marido de Leslie, e o filho do casal, Jakari, de 3 anos, e mais dois sobrinhos se mudaram para a comunidade.


Leslie, desconfiada, chegou só dois meses depois, movida por uma intuição. "Se você não for agora, nunca mais vai ver seu filho", afirma Leslie.


Passados 30 anos, nós refizemos o caminho até o Templo dos Povos. Partimos da capital, a pequena e violenta Georgetown. Começa agora a nossa jornada por terra, mar e rios até o interior do país, até o que restou dotemplo de Jim Jones.


Viajamos uma hora de carro. Depois, debaixo de chuva, 45 minutos em um pequeno barco. Mais uma hora de carro e chega a última etapa: seis horas e meia em uma voadeira, floresta adentro.


É curioso imaginar o que aquelas pessoas, que vinham de uma das regiões mais urbanizadas e ricas do mundo, a Califórnia, sentiram ao desembarcar na selva da Guiana.


Chegamos finalmente ao vilarejo mais próximo de Jonestown: Port Kaituma. Guias locais nos levam por mais dez quilômetros sem asfalto até a terra prometida de Jim Jones. Nesta região, ficava o chamado “pavilhão”, que é onde as pessoas se reuniam para as cerimônias principais em Jonestown.


Ainda existem vestígios da comunidade: o que restou de um caminhão na selva da Guiana, um pedaço de um torno, uma secadora de grãos, um forno. O refeitório ficava mais ou menos nessa área.


No auge, Jonestown fervilhava. Quase mil pessoas trabalhavam seis dias por semana, 10 horas por dia, tentando cultivar uma terra estéril. Faltava comida. A higiene era nenhuma. "Usávamos jornal em vez de papel higiênico", conta a sobrevivente.


A única fonte de informações era o serviço de alto-falantes. Nele, só se ouvia a voz de Jim Jones, 24 horas por dia. Cada vez mais paranóico, sob o efeito de álcool, anfetaminas e tranqüilizantes, o pastor via perigo e traição em todos os cantos. A quem desejava ir embora, disparava acusações de blasfêmia.


O grupo viveu cerca de um ano esquecido na selva, até que recebeu a visita de um deputado, Leo Ryan, e de jornalistas da Califórnia. Eles investigavam denúncias de que Jonestown era um campo de concentração e de trabalhos forçados. No começo, Ryan, recebido com festa, ficou fascinado. Disse ter a impressão de que aquilo era a melhor coisa da vida de muitas daquelas pessoas.


"Era tudo uma farsa", revela Leslie.


Jim Jones tinha ordenado que todos vestissem suas melhores roupas e parecessem felizes, mas os visitantes começaram a receber bilhetes com pedidos de ajuda para fugir. Era sábado, 18 de novembro. Os jornalistas questionaram Jim Jones. Com a fala arrastada, ele disse que era tudo mentira.


Instala-se a confusão. "Devolva meu filho", grita uma mãe.


Um fanático tenta esfaquear o deputado. É contido, mas deixa a marca do próprio sangue na camisa de Leo Ryan. O cenário é de caos. A comitiva leva consigo 15 pessoas que abandonavam o templo.


Enquanto isso, Leslie, o filho Jakari e outros sete dissidentes fogem pela mata. A família dela não queria ir embora. Leslie disse para a mãe que iria a um piquenique. “Ela perguntou ‘um piquenique?’, e me olhou desconfiada. Então, eu disse: ‘Eu te amo muito’. Ela respondeu: ‘Eu te amo também’".


O deputado e os fugitivos chegam à pequena pista de Port Kaituma. "Um trator começou a se aproximar dos aviões. E eu ouvi pop, pop, pop”, lembra o jornalista sobrevivente Charles Krause.


O deputado Leo Ryan é assassinado, assim como três jornalistas e uma das pessoas que tentavam fugir de Jonestown. Foram 11 feridos e cinco mortos.


Em Jonestown, o pastor anuncia: o deputado está morto. "Por favor, tragam a medicação". A medicação é, na verdade, refresco misturado com cianeto, um veneno mortal. Julgando-se sem saída, Jones viu como último recurso o suicídio de todos os fiéis.


Todas as 303 crianças recebem a dose de veneno – muitas dadas pelos pais. Algumas mães hesitam. "Mãe, mãe, mãe, mãe, não faça isso", pede o pastor.


Agora, os adultos tomam o veneno. "Rápido, rápido, rápido! Se não podemos viver em paz, vamos morrer em paz”, gritava o pastor.


Jim Jones é um dos últimos vivos. "Não cometemos suicídio", ele diz. "Cometemos um suicídio revolucionário contra um mundo desumano".


Logo em seguida, silêncio. Jim Jones não tomou veneno. Morreu com um tiro na cabeça. Disparado por quem, até hoje não se sabe. Leslie, que perdeu seis parentes no massacre, diz que perdoa Jim Jones. “Eu o perdôo por ser o maníaco que era”, diz Leslie Wilson.


Mas a culpa por fugir sem a família a persegue até hoje. “Será que a minha mãe pensou que eu os abandonei? Que deixei para trás meu irmão e minha irmã? Será que eles pensaram isso de mim? Essa culpa me corroeu por dentro durante anos”, conta Leslie.


Agora, o governo da Guiana fala em construir um monumento aos mortos. Semana passada, limparam parte doterreno e até placas foram instaladas. A idéia é que o suicídio em Jonestown não desapareça da história.


Mas as autoridades podem ter certeza de que mesmo que o monumento jamais seja construído, o mundo nunca vai esquecer do que aconteceu no dia 18 de novembro de 1978.


Foram mais de 900 mortos. Uma carta anônima, escrita por um membro da seita pouco antes de morrer, resume os momentos finais. "A escuridão paira sobre Jonestown em seu último dia na Terra".


domingo, 8 de abril de 2012

As razões para ter fé

A fé do dia a dia move (mesmo) montanhas
O que faz algumas pessoas passarem por provações terríveis e conseguir sair inteiras ao final? A resposta passa por acreditar em algo

Quem a vê tão serena não imagina as dificuldades vivenciadas por Sandra Rodrigues. Além do pai, ela perdeu a mãe e a irmã em graves acidentes de carro. Um deles quase tirou também a vida de seu filho. Hoje ela não tem dúvidas: superar as maiores perdas de sua  vida e seguir em frente só foi possível com fé, muita fé.

Histórias como a dela se repetem na vida de inúmeras pessoas que descobriram ou viram suas crenças renovadas em meio a momentos de dor, sofrimento e desespero. Na fé elas encontraram conforto, acolhimento, apoio, esperança e perspectiva. Superaram provações que não esperavam e conseguiram sair renovadas.

Como Sandra Rodrigues, que é pastora da Igreja Batista da Renovação, e se sentiu ainda mais forte no momento da dor. Ela não pôde viver o luto pela mãe e pela irmã porque cuidava do filho que sobreviveu ao mesmo acidente. Naqueles momentos, garante, estava amparada. “Senti uma paz sem descrição em um momento de total desespero”.

Este é um dos trunfos da fé, como pontua dom Rubens Sevilha, bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória, ao avaliar que ela potencializa o ser humano, dá resiliência, que é o que nos faz enfrentar os obstáculos com mais facilidade. “A fé é altamente positiva. Nos permite caminhar com esperança”, assinala ele.


Proteção

Para a Psicologia, como explica Daniela Reis e Silva, terapeuta familiar e especialista em luto, a fé – seja religiosa ou em si mesmo – é um fator protetor que pode ajudar a enfrentar as dificuldades. “Ela leva a pessoa a acreditar que existe um futuro possível, apesar da perda.”

A própria simbologia da Bíblia, ao se referir a fé, faz menção à rocha, ao escudo. Uma força, como pontua o bispo Sevilha, que permite superar os problemas com mais equilíbrio, sem negar que há saudade, dificuldades, dor, sofrimento.

“Ao acreditar”, destaca Dalva Silva Souza, vice-presidente da Federação Espírita do Espírito Santo, “as pessoas – sejam espíritas, católicas, evangélicas, ou de outros denominações –, têm a confiança renovada”.

Vivência


Outra vantagem da fé é estimular atributos sociais, como a vivência em comunidade, a humildade, a bondade e a caridade. No caso de Maria Augusta Bittencourt Campinho estas características foram fundamentais para superar a morte súbita do amor de sua vida.

Foi no trabalho voluntário, realizado no hospital onde um dia seu marido clinicou, que ela encontrou um novo caminho. “Foi tendo paciência para ouvir as dores alheias que percebi situações muito piores do que a minha”, relata Maria Augusta.

Nos anos seguintes ela ainda perdeu dois irmãos, a mãe e o pai, mas conseguiu ver o filhos concluírem curso superior, um deles em Medicina. Foi preciso, afirma Maria Augusta, não se apegar a aspectos negativos e crer: “Não sabia que tinha tanta fé”, admite, emocionada, ao se lembrar de sua trajetória.

Corpo

Ainda não há uma explicação científica, mas tudo indica que a conexão com o espiritual pode também trazer contribuições para o corpo. Embora não haja consenso entre os médicos, estudos científicos apontam que a fé pode ter suas repercussões na saúde, ajudando inclusive na recuperação de várias doenças e até na redução do estresse.

Um exemplo foi a pesquisa realizada em um dos maiores centros de tratamento de câncer da América Latina, o Hospital A.C.Camargo. Ela revela que seis entre cada dez pacientes ouvidos (homens e mulheres) teriam se sentido melhor ou mais dispostos se tivessem recebido também apoio religioso ou espiritual. E mais, que gostariam que este tipo de cuidado fosse incluído no tratamento.

Outros apontam que o risco de se envolver com drogas é menor, assim como o de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Há até os que indicam que as pessoas ficam menos angustiadas e sentem menor culpa em relação aos próprios erros, o que ajuda a evitar a ansiedade e a depressão.

O assunto pode até não ser consenso entre os médicos, mas para quem tem fé – e segue dando exemplos de força e superação – ela pode sim ajudar a viver melhor.

Religião
90% - da população do Espírito Santo possuem algum tipo de religião, segundo o Mapa das Religiões da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No Brasil, o percentual chega a 93%.

foto: Vitor Jubini
A fé manteve Alexandre e Kátia unidos e permitiu que ele abandonasse o vício

Ele largou as drogas. Juntos, hoje eles têm  uma nova vida

Alexandre Guasti da Vitória, 41 anos, era um músico famoso. Tocava em dois grupos – Samba Sim e Explosão do Pagode – e já tinha gravado até um CD. As conquistas se avolumavam em sua vida, assim como o uso constante de drogas. “Além da cocaína, usava maconha com frequência”, relata o músico.

Uma vida compartilhada com sua namorada – hoje esposa – Kátia Cilene Baldi da Vitória, 40. Para garantir o vício ele não temia os riscos: frequentava com assiduidade bocas de fumo e até dormia na casa de traficantes. “Achava que era feliz. O vazio só aparecia quando passava o efeito das drogas”, lembra Alexandre.

Kátia foi a primeira a perceber que a vida deles precisava mudar. Foi quando decidiu aceitar o convite de uma amiga para um grupo de oração do Santuário de Vila Velha. “Foi um encontro com a fé”, conta. A influência – e até exigência – dela, estimularam Alexandre a abandonar o vício.

Perspectiva
Uma caminhada dura, principalmente quando precisou deixar o samba e os grupos. “Era a profissão que eu tinha, mas, para me livrar do vício, era preciso mudar também de ambiente”, relata Alexandre, que abandonou tudo sem nem mesmo a perspectiva de um novo emprego.

Hoje, casado, pai de dois filhos, e com um emprego de motorista em uma grande empresa, garante: a transformação só foi possível graças a sua fé. “Ela une, motiva, transforma e torna mais fácil enfrentar e superar as dificuldades”, relata.

Até mesmo as que aconteceram nos anos seguintes, como a depressão da esposa, a morte do pai, e as fases de desemprego. “Ter fé nos permitiu descobrir uma nova forma de viver e de ser feliz, valorizando as pequenas coisas e agradecendo”, diz Alexandre. “Mais do que mudar, sinto que evoluímos e que continuamos crescendo”, pondera Kátia.

foto: Edson Chagas
Depois de enfrentar as sequelas de um derrame, Rosângela venceu um câncer

Ela superou a doença e as dores. E saiu ainda mais fortalecida
Aos 31 anos, Rosângela Silva e Souza se viu presa a uma cama. Era o resultado de um AVC (acidente vascular cerebral) grave. Para tudo dependia da ajuda alheia, até para cuidar da filha de seis anos. Não conseguia andar, comer, falar. “Nunca imaginei que viveria uma situação como aquela”, lembra a dona de casa.

Seu desejo de ficar boa era enorme, mas não sabia o que fazer para reverter a situação, apesar dos cuidados médicos. Numa tarde decidiu aceitar o convite de um tio para ir a um culto para doentes. “Entrei carregada e saí andando”, relata Rosângela.

Há anos não tinha contato com a fé – estava afastada da igreja Presbiteriana. Mas, naquele dia, diz que foi resgatada: “Recebi uma chance e não a perderia”.

Vitória
Nos anos seguintes, tratou de fortalecer a sua fé. Hoje, aos 51 anos, não tem dúvidas de que esse trabalho foi fundamental para superar as muitas dificuldades que continuaram aparecendo. Uma delas há quatro anos, quando foi diagnosticada com câncer de mama. “O médico, ao me dar a notícia estava mais abatido do que eu”, diz a mulher, que nunca teve a menor dúvida de que seria curada.

Uma certeza que não foi abalada nem mesmo com a morte de um irmão, aos 51 anos, durante sua quimioterapia. “Ele contraiu uma bactéria e morreu em cinco dias. Não estava nem doente”, conta Rosângela.

Foi a fé que a ajudou a acalentar as dores e compreender a perda. O que dá a Rosângela a certeza de que sua vida foi transformada: “Minha fé me permitiu enxergar além do possível; me permitiu seguir confiante, vivendo o dia a dia”.

foto: Fábio Vicentini
O apoio espiritual ajudou Glício e Sandra a lidarem com a morte do filho

Eles enfrentaram a morte do filho. Mas sabem que não foi o fim
Quando se recuperava de uma dengue hemorrágica que o deixou hospitalizado por mais de um mês, o médico Glício da Cruz Soares recebeu a notícia mais difícil de sua vida: seu filho mais velho tinha morrido em um acidente de carro.

O jovem Antonio Soares Fernandes Neto, o Toninho, era professor de Anatomia da Unesc, em Colatina. Há seis anos, na volta para casa, a van que transportava vários professores foi atingida por um caminhão. Ele morreu a caminho do hospital. “É algo que não dá para imaginar”, relata Glício que, além de ginecologista, também foi médico legista antes de se aposentar.

Sua esposa, Sandra Rocha Soares, cuidou de tudo. “Meu marido estava com a saúde debilitada. Tive que ser uma fortaleza”, relata a mulher, que ainda se emociona ao falar do filho. “Ele estava muito feliz, ia se casar em poucos meses”.

Renovação
Glício nasceu em berço espírita. Há anos, sua esposa também segue a doutrina. No dia do acidente, um grupo estava em sua casa, orando por sua recuperação.

Desde o acidente o casal se tornou ainda mais participativo na comunidade. “Passamos a fazer o culto no lar, a frequentar a comunidade e fazer palestras”, relata Glício.

Foi a fé, não duvidam, que deu a eles a serenidade para seguir com a vida, sem o filho ao lado. “Fica a saudade, a tristeza,  mas sabemos que apenas o corpo dele morreu. O espírito continua vivo”, destaca Glício.
“Sabemos que ele concluiu sua missão”, pontua Sandra, “e que um dia o reencontraremos, junto com outros familiares. Isso nos dá tranquilidade”, complementa o médico.

A GAZETA
Vilmara Fernandes

sábado, 17 de março de 2012

Páscoa mistura Bíblia a rituais pagãos

Principal festa do calendário cristão, Páscoa mistura Bíblia a rituais pagãos
Troca de ovos, comum no período, é a adaptação de um ritual pagão. Católicos, evangélicos e judeus fizeram mudanças em sua forma de comemorar a ressurreição de Jesus Cristo

Peixe no prato dos católicos, ervas amargas e cordeiro no cardápio dos judeus, uma missa com todas as luzes do templo apagadas e cada fiel segurando uma vela para os católicos ortodoxos e a recomendação de repensar práticas e ações para os evangélicos. A Páscoa é celebrada de diversas maneiras pelas diferentes religiões, e significa a ressurreição de Jesus Cristo.

No dia santo mais importante da religião cristã, muitos utilizam até mesmo rituais pagãos, como a tradição de trocar ovos de chocolate, que não aparece na Bíblia mas foi herdada de povos que adoravam Ostera, a deusa da Primavera, na Idade Média.

A comunidade judaica, por exemplo, segue à risca o Velho Testamento e atribui às festividades somente a libertação de seu povo. Os cristãos têm na ressurreição de Cristo o principal motivo para comemorar a data. Algumas denominações evangélicas concentram suas comemorações no domingom com cultos e consumo de ervas amargas também.


Outras celebram partilhando pão e vinho. É assim na igreja Presbiteriana do Brasil comandada pelo pastor Ronildo Soares. Ele explica que na igreja em que prega não existe uma característica específica de comemoração e que algumas denominações realizam a Páscoa todas as semanas. "Quando você reparte o pão e toma o cálice, de certa forma você está comemorando a páscoa. Essa frequência varia de igreja para igreja. Aqui é uma vez por mês", explica.


Sobre o jejum (proibição de comer carne vermelha no período da Páscoa ou realizar a Quaresma), o pastor diz que os fiéis têm liberdade para escolher. "Em relação a isso, a igreja não impõe restrições. Nosso esforço é mais espiritual. Temos sempre que repensar algumas práticas e ações, além de orar sempre", relata.

O teólogo e professor de Filosofia Vitor Rosa Nunes reforça que a Páscoa comemorada no dia 24 de abril é cristã, e que muitas especificidades do período são características católicas. "A ênfase destas celebrações ao longo da semana, principalmente na quinta-feira santa, na sexta-feira da paixão e no sábado da vigília, além do próprio domingo de páscoa, são específicos da igreja católica",  pondera.

Sobre a comemoração entre os judeus, o professor Vitor Rosa destaca algumas características próprias deste povo.  "O consumo de ervas amargas, de carne de cordeiro, do vinho, além de outras práticas. Existe todo um ritual celebrativo a maneira judaica", explica.

As origens, é bom lembrar, estão na festa hebraica chamada de Pessach, palavra que significa "passagem". Diferentemente do cristianismo, o judaísmo não celebra a ressurreição de Cristo, mas a história da libertação dos judeus da escravidão no Egito contada no Antigo Testamento. Apesar da diferença de significado, o nome da festa cristã é semelhante ao da judia porque a Paixão aconteceu na mesma época em que se comemorava a Pessach, mas elas dificilmente caem na mesma data. Jantares marcam as duas primeiras das oito noites da celebração dos judeus.

A data em que a Páscoa é comemorada ficou definida no primeiro concílio de Niceia, no ano de 325 d.C, onde a celebração seria no primeiro domingo após o aparecimento da lua cheia, na estação da primavera no hemisfério norte e no outono no sul. (LEONARDO QUARTO - GAZETAONLINE)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pastor cristão é condenado a pena de morte no Irã por se recusar a mudar de religião


Um pastor que se converteu do islamismo para o cristianismo foi condenado à pena de morte no Irã por recusar voltar à sua antiga religião. As informações são do jornal britânico "Daily Mail".

Youcef Nadarkhani, 34, se recusou a cumprir uma ordem judicial que o obrigava a se converter novamente ao islamismo. A sentença foi proferida por uma corte na província de Gilan, na cidade de Rasht.

Youcef Nadarkhani com a família; condenado por
 não se converter ao islamismo, ele poder ser o
primeiro iraniano executado em 20 anos devido à religião
O pastor foi detido em outubro de 2009 quando tentava registrar sua igreja na cidade. Youcef começou a questionar a supremacia dos muçulmanos para doutrinar as crianças, e acabou acusado de tentar "evangelizar" muçulmanos e de abandonar o islamismo, o que pode levar à pena de morte no país.

Sua primeira condenação aconteceu em 2010, mas a Suprema Corte do Irã interveio e conseguiu adiar a sentença. Ao ser revisto, o processo resultou na mesma condenação ao fim do sexto dia de audiência, nesta quinta-feira.

No tribunal, o pastor disse que não tinha intenção de voltar ao islamismo, chamando sua crença anterior de "blasfêmia".

Agora, a defesa de Youcef tentará novamente recorre à Suprema Corte, pedindo a anulação da pena. O advogado de Youcef, Mohammed Ali Dadkhah acredita que tem 95% de chance de anular a sentença.  No entanto, alguns apoiadores temem que a Suprema Corte demore para analisar o pedido e o pastor seja executado nos próximos dias.

O ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, comentou o caso e pediu que o Irã cancele a sentença. "Eu repudio o fato de que Youcef Nadarkhani, um líder cristão, possa ser executado por se recusar a cumprir a ordem da Suprema Corte para que ele se convertesse ao islamismo. Isso demonstra que o regime iraniano continua não respeitando o direito à liberdade religiosa".

O último cristão executado por questões religiosas no Irã foi o pastor da Assembleia de Deus, Hossein Soodmand, em 1990. No entanto, dezenas de iranianos que se converteram ao cristianismo foram misteriosamente assassinados nos últimos anos.

noticias.uol.com.br

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quem explica o fenômeno das formigas bordadeiras da Serra?

A igreja diz que não há milagre e nenhum fenômeno divino. A ciência diz que os furos nas folhas não são feitos por formigas

Como surgem? Quem faz? O que querem dizer os desenhos e as palavras que aparecem nas folhas das árvores do 'santuário' das formigas bordadeiras? Estas perguntas são feitas há 16 anos e ainda existe um mistério em São Lourenço, na Serra-Sede. A casa onde aparecem os desenhos virou um lugar de oração.

A igreja diz que não há milagre e nenhum fenômeno divino. A ciência diz que os furos nas folhas não são feitos por formigas. Mesmo assim a casa recebe cada vez mais visitantes. E as folhas das formigas borbadeiras continuam caindo. A casa fica aberta de segunda a sexta, de 13h às 16h.

O espaço foi construído pela associação que leva o nome da igreja, mas não é reconhecida pela Arquidiocese de Vitória como templo. Seus diretores afirmam que vão doar o espaço, cuja obra ainda está inacabada por fora, para que a paróquia local administre. Missas devem ser realizadas com a participação do padre Marcelo Margon, da paróquia matriz.

Folhas

Logo depois da missa, os fiéis fizeram fila para conhecer o santuário, ao lado da igreja, onde ficam as formigas bordadeiras e imagens de Nossa Senhora. No local, além de poder visualizar as folhas já colhidas que teriam sido marcadas pelas formigas, a população pode beber uma água especial, cuja receita teria sido passada por Nossa Senhora através das formigas, e que teria efeitos curativos e purificadores.

TV Gazeta

sábado, 23 de abril de 2011

Pesquisa aponta queda no número de católicos no Espírito Santo

Pesquisa aponta queda no número de católicos no Espírito Santo
Entretanto, a religião encabeçada pelo papa Bento XVI ainda tem ampla vantagem de fieis no Estado



Acreditar em Deus é quase unanimidade entre os capixabas. Mas uma pesquisa realizada pelo Instituto Futura revela que na hora de seguir a linha ideológica da crença, o cenário aos poucos sofre alteração no Estado. Os católicos, que em 2010 somavam 44,8% dos capixabas, agora são 38,7%. A redução é de 6 pontos percentuais. Enquanto isso, os evangélicos conquistam cada vez mais espaço na população. A pesquisa aponta também que 96% da população capixaba, representada por 401 entrevistados, acreditam em Deus.

Em segundo lugar na religião dos entrevistados ficou a Assembleia de Deus, com 13,5%. A Igreja Maranata subiu de 5,1% para 5,7% da preferência de 2010 para 2011. Já o espiritismo, que no ano passado era seguido por 2,8% dos fieis, reduziu para 1,6% este ano.

Veja no fim da reportagem os números de cada igreja

Um dado interessante é o fato de mesmo com 96% da população dizendo ser crente em Deus, 15,1% dos entrevistados da pesquisa disseram não seguir nenhuma religião.

Frequência

A frequência de participação em igrejas e templos é, na maioria, de uma vez por semana. A opção foi defendida por 33,5% das respostas. Outros 18,5% disseram ir à igreja pelo menos duas vezes por semana. E os que vão menos de uma vez somam 10,3%.

A principal comemoração sagrada é o Natal para 44,6% das pessoas ouvidas pelo Instituto Futura. O Dia de Ano Novo segue em segundo lugar, com preferência de 24,2%. Dias de Nossa Senhora da Penha, São Sebastião e Santo Antônio somaram menos de 10% das respostas, cada um.

Mas quando o assunto é seguir ao pé da letra o que pedem as crenças, o capixaba parece não seguir à risca os preceitos. Isso porque 75,6% disseram não ir ao cemitério ou pelo menos rezar pelas almas em Dia de Finados. E outros 67,8% comem carne vermelha normalmente durante a quaresma.

A pesquisa foi realizada nos dias 24 e 25 de março de 2001, com moradores de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra. A margem de erro é de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa completa pode ser conferida no site www.futuranet.ws.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Última Ceia ocorreu em uma quarta-feira, afirma pesquisador

Páscoa. ‘Última Ceia ocorreu na quarta-feira anterior à crucificação’
Para analista, uma inconsistência bíblica teria sido causada pelo uso de calendários diferentes por João e Jesus, Mateus, Marcos e Lucas


Um professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, afirma em um livro que a Última Ceia, a última refeição realizada por Jesus Cristo com seus doze apóstolos, ocorreu na quarta-feira anterior à sua Crucificação e não na quinta-feira, como vinha se acreditando até agora.
'A Última Ceia', de Leonardo da Vinci (Reprodução)

O professor Colin Humphreys afirma que os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas usaram um calendário mais antigo do que o de João, causando discrepâncias sobre a data da refeição.

Ainda segundo o acadêmico, Jesus não poderia ter sido preso, interrogado e julgado em apenas uma noite.

Enquanto Mateus, Marcos e Lucas afirmam que a Última Ceia coincidiu com o início do Pessach (Páscoa Judaica), João escreveu que ela ocorreu antes desta data.

"Isto tem confundido estudiosos da Bíblia por séculos. Na verdade, alguém disse que este era ‘o assunto mais espinhoso’ no Novo Testamento", disse o professor à BBC.

‘Inconsistências’

Humphreys publicou o livro The Mystery Of The Last Supper (em tradução livre, “O Mistério da Última Ceia”), no qual utiliza pesquisas bíblicas, históricas e até astronômicas para apresentar o que considera "inconsistências fundamentais" sobre o evento.

"Se você olhar para todos os eventos registrados no Evangelho - entre a Última Ceia e a Crucificação - existe um grande número deles. É impossível encaixá-los todos entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira", afirmou.

"Mas eu descobri que dois calendários diferentes foram usados. Na verdade, os quatro Evangelhos concordam perfeitamente".

Ele sugere que Mateus, Marcos e Lucas usaram um calendário antiquado - adaptado do que era utilizado no Egito nos tempos de Moisés - em vez do calendário lunar que era largamente adotado pelos judeus em sua época.

"No Evangelho de João, ele está correto ao dizer que a Última Ceia ocorreu antes da refeição do Pessach, mas Jesus optou por fazer a sua Última Ceia como uma refeição de Pessach de acordo com um calendário judeu mais antigo", afirma o professor.

Com isto, Humphreys sustenta que a Ceia teria ocorrido em 1º de abril de 33, de acordo com o Calendário Juliano utilizado pelos historiadores.

O professor, que é especializado em metalurgia e materiais, acredita que a sua hipótese pode servir como argumento para fixar a Páscoa no primeiro domingo de abril.

BBC Brasil

quarta-feira, 23 de março de 2011

Estudo indica que religião pode acabar em 9 países ricos

Dados de censos colhidos desde o século 19 indicam que a religião pode ser extinta em nove nações ricas que foram analisadas em um estudo científico.

A pesquisa identificou uma tendência de aumento no número de pessoas que afirmam não ter religião na Austrália, Áustria, Canadá, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Suíça e República Tcheca --o país com o índice mais elevado, com 60%.

Usando um modelo de progressão matemática, o levantamento --divulgado durante um encontro da American Physical Society-- mostra que as pessoas que seguem alguma religião vão praticamente deixar de existir nestes países.

Na Holanda, por exemplo, 70% dos holandeses não terão religião alguma até 2050. Hoje, esse grupo é de 40% da população.

"Em muitas democracias seculares modernas, há uma tendência maior de as pessoas se identificarem como sem uma religião", afirma Richard Wiener, que trabalha em um centro de pesquisa em ciência avançada, subordinado ao departamento de física da Universidade do Arizona.

A pesquisa seguiu um modelo de dinâmica não-linear que leva em conta fatores sociais e a influência que exercem em uma pessoa a fazer parte de um grupo não-religioso.

Os parâmetros se mostraram semelhantes em vários países pesquisados, indicando que a religião está a caminho da extinção nessas nações.

DA BBC BRASIL

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pastor Silas Malafaia diz em culto que “quem não desse oferta ficaria sem bençãos”

O pastor Silas Malafaia (foto), 52, durante um culto em Araruama (RJ) no dia 16 de fevereiro, lembrou que no templo em que estavam tinha custado R$ 600 mil e em seguida disse: “Quem não der oferta, tudo bem. Mas não sairá daqui abençoado”.

Malafaia é da Igreja Assembleia de Deus, da subdenominação Vitória em Cristo, criada por ele.
Araruama é uma cidade de 112 mil habitantes do litoral fluminense a 108 km do Rio. Com 450 cadeiras, a igreja ali da Vitória em Cristo foi inaugurada no dia 18 dezembro de 2010. Ela é mais uma das 1.000 que o pastor planejou inaugurar nos próximos anos.

Malafaia faz parte de uma minoria entre os evangélicos que possui curso superior. Ele se formou em psicologia, mas se distingue por um estilo direto e ríspido, com casca de abacaxi. Ou “franco”, como afirmam seus admiradores.

É um estilo bem diferente, por exemplo, do apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial, que, tendo estudado até o quinto ano do ensino fundamental, tem sido sutil e criativo na abordagem aos fiéis, como no caso da invenção do trízimo – 10% da Deus, 10% para Jesus e 10% para o Espírito Santo.

Em Araruama, quando Malafaia disse que quem não desse dinheiro ficaria sem benções, uma parte dos fiéis desistiu do culto.

Com informação da Istóe e sites evangélicos – via:www.paulopes.com.br – post inforgospel.com.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Igreja Universal conta com diabo em sessão de exorcismo para esculachar a concorrente Mundial

No vídeo endemoniada afirma que Igreja Mundial está dominada pelo diabo e diz que ele está em guerra com a Igreja Universal.
Na insanidade típica dos desesperados, a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, promoveu uma patética e hipotética sessão de exorcismo para desqualificar e desacreditar a sua maior concorrente, a Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago. Num vídeo que circula na web, uma mulher, supostamente possuída pelo demônio afirmou haver planos diabólicos, durante entrevista a um pastor da igreja. O vídeo, de apenas um minuto e meio, é uma conversa entre os dois. Em um diálogo tranqüilo, de cooperação, o “demônio” declarou guerra de morte à Universal porque segundo ele a denominação pertence a Deus. O “demônio” ainda afirmou que está na igreja Mundial por diversão para copiar a Universal e pegar suas ovelhas.

De acordo com a mulher endemoniada a Igreja Mundial não pertence a Deus porque todos os líderes seriam desobedientes. Por conta disso o diabo está enganando-os. O curioso é que igreja Mundial do Poder de Deus foi fundada por Valdemiro Santiago, que pertencia a igreja Universal até 1998. Em decorrência de um desentendimento com os líderes Valdomiro fundou sua própria igreja.
A disputa por membros teve início rapidamente e até hoje as duas igrejas brigam para demonstrar “mais poder”.

O fato de o “demônio” entregar seus planos de destruição da Universal a um pastor da própria igreja e fazer denúncias afirmando que a igreja Mundial não pertence a Deus soou estranho. Para os fiéis da Igreja Universal seria a confirmação do que já era afirmado nos corredores de alguns templos.

O vídeo foi gravado e publicado no Youtube no alto da disputa entre a Igreja Universal e Mundial, quando houve uma pequena debandada da denominação de Edir Macedo para a de Valdemiro Santiago tornando a denominação mais nova muito mais famosa no Brasil.





Transcrição da entrevista:

Pastor da Universal: Onde é o lugar?
Mulher endemoniada: É a mundial.
P.U: Você está lá?
M.E: Tô.
P.U: Você está lá por quê?
M.E: Nóis tá lá pra tirá as ovelha da Universal.
P.U: Ah é? Como é seu nome demônio?
M.E: Exu Demônio, desgraça.
P.U: Você tá lá na Mundial?
M.E: Tô.
P.U: Você tá lá como? Como é que vc faz?
M.E: Nóis tá lá copiando tudo, desgraça.
P.U: Ah é?
M.E: Por diversão, pra acabar cô ceis. Nóis qué guerra de morte.
P.U: Quer guerra?
M.E: Guerra de morte.
P.U: Por que guerra de morte?
M.E: Porque eu acabo com a Universal.
P.U: Ah é? E por que você quer acabar com a igreja Universal?
M.E: Porque é do Grande, desgraça.
P.U: E a Mundial não é não?
M.E: É não. É nossa.
P.U: Mas por que é “nossa”?
M.E: Porque nóis copia tudo.
P.U: Mas por que?
M.E: Porque lá é desobediência, desgraça.
P.U: Ah, lá é desobediente?
M.E: Tá desobediência.
P.U: Quem foi que desobedeceu?
M.E: Desde o cabeça, desgraça.
P.U: Desde o cabeça desobedeceu?
M.E: Desde o cabeça.
P.U: Ai você está reinando lá.
M.E: Enganando o povo, enganando todo mundo.
P.U: Ah, você engana todos eles?
M.E: Todos eles.

Valdemiro Santiago ESCULACHA Edir Macedo e a Universal
Em seu programa matinal do dia 12/03/2010, o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago fez duras críticas à sua ex-denominação, Igreja Universal, sem contudo pronunciar o nome da mesma.
Ele aponta vários absurdos doutrinários da turma do ex-patrão, Edir Macedo, fazendo comparações entre as duas denominações.
Briga de foice!

Fontes:
noticias.gospelmais.com.br 
http://www.pulpitocristao.com/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Intolerância pelo youtube. Polícia prende seis por queimarem alcorão

A polícia de Londres informou ter prendido seis pessoas por suspeita de incitamento ao ódio racial ao longo de um vídeo do YouTube, aparentemente, mostrando-lhes atear fogo às cópias do Corão, um porta-voz nesta quinta-feira.

A polícia de Northumbria disse que havia detido dois homens em 15 de setembro e mais quatro na quarta-feira, acrescentando que todos tinham sido recolhidos para mais investigações.
Vídeo no YouTube: um grupo de homens queimar exemplares do Corão em Gateshead, no norte da Inglaterra.

"As prisões ocorreram após a queima do que se acredita terem sido dois Alcorão em Gateshead em 11 de setembro", disse um porta-voz, referindo-se a uma cidade na área urbana de Newcastle.

"O incidente foi gravado e um vídeo colocado na Internet."

O vídeo no YouTube mostra um grupo de homens mascarados gritando "11 de setembro, Dia Internacional queimar um Corão" e "Isto é para os meninos no Afeganistão",  antes de derramar gasolina sobre o que eles diziam ser duas cópias do livro sagrado do Islã.

Eles, em seguida, animados cantavam slogans com os livros em chamas.
A polícia e as autoridades locais emitiram uma declaração conjunta dizendo que o "tipo de comportamento exibido neste vídeo não é de todo representativo da nossa comunidade.

"Nossa comunidade é dada ao respeito mútuo e continuamos a trabalhar em conjunto com os líderes comunitários, moradores e pessoas de todas as fés e crenças para manter boas relações na comunidade."

As prisões ocorreram a menos de duas semanas depois de um pastor no estado da Flórida E.U. cancelar os planos para queimar uma pilha de exemplares do Alcorão para marcar o aniversário do ataque de 11 de setembro de 2001.

Terry Jones desencadeou uma onda de indignação internacional com a proposta do pequeno Dove World Outreach Center por um "Dia Internacional de queimar o Alcorão", mas cedeu sob pressão da Casa Branca.

domingo, 12 de setembro de 2010

Chico Xavier - O médium mais amado do mundo já teria reencarnado

Francisco Candido Xavier, também conhecido como Chico Xavier, foi um médium brasileiro que trouxe conforto para milhares de famílias através de mensagens espirituais.

Nascido em 1910 em uma pequena cidade no sudeste do Brasil, Chico Xavier se tornou um dos médiuns mais amado do mundo. Quando morreu, em 2002, aos 92 anos, milhares de pessoas se reuniram no cemitério para dar adeus a quem mudou muitas vidas através de mensagens espirituais.

As mensagens vieram de seu guia, um espírito chamado Emmanuel, Xavier, que afirmou ser o autor de mais de 400 livros psicografados que durante sua vida.

Psicografia é uma espécie de escrita automática em que o espírito dita as palavras ao meio ou assume o corpo do médium para escrever uma mensagem. Embora as habilidades psíquicas de Xavier fossem questionadas muitas vezes, a autoridade de Xavier impressionou todo o mundo por psicografar em diferentes línguas, fornecendo os nomes completos e assinaturas reconhecidas de pessoas falecidas e até mesmo resolver crimes.

Apesar da atenção que recebeu da imprensa e de espíritas, ele nunca aceitou dinheiro em troca de sua psicografia e todo o lucro de muitos livros que ele vendeu foram imediatamente doados a instituições de caridade, como ele alegou que ele não era o autor dos livros - o mundo espiritual que era.

A Vida de Chico Xavier
Xavier nasceu em uma pobre família católica. Desde tenra idade ouvia vozes estranhas e até mesmo conversava com sua falecida mãe, que o visitava regularmente. Como sua família era muito religiosa, seu pai acreditava que as coisas que ele ouvia eram demoníacas e fez o jovem Chico acreditar que ele estava sendo influenciado pelo diabo.

No entanto, as vozes continuaram e logo ele estava realizando curas na cidade que ele viveu. Pessoas se reuniram em sua pequena casa para serem curadas por Chico e receber mensagens de entes queridos que já haviam falecido.

Xavier sentou-se na esquina com lápis e papel e começou a escrever cartas e mensagens, fornecendo números de assinaturas, a identificação e os detalhes que só a família poderia saber. No final das sessões, lia as cartas em voz alta, e alguém na sala se levantav-se em lágrimas, reconhecendo os fatos que ele havia descrito e os nomes que ele tinha fornecido. Às vezes, ele mesmo escreveu em diversas línguas - hebraico, francês, alemão ou qualquer outra língua que a família do ente espiritual falava

Espiritismo - Obras de Chico Xavier e Emmanuel
Chico Xavier não só ouviu a voz do seu guia espiritual - Emmanuel - mas ele também podia ver e tocar-lhe. Em sua biografia, diz-se que às vezes ele até discutiu com Emmanuel, que Emmanuel lhe deu a tarefa de psicografar centenas de livros em um curto período de tempo, o que fez Chico exausto e doente - ele desenvolveu problemas nos olhos, por vezes ele iria escrever um livro inteiro em apenas um dia.

Sob a orientação de Emmanuel, Chico Xavier escreveu livros que mais tarde viriam a tornar-se livros de referência para aqueles que estudam o Espiritismo. livros de Emmanuel explicam sobre o mundo espiritual, colônias espirituais, vida após a morte, os mecanismos da mediunidade, etc

Ele não só psicografou escritos de Emmanuel, mas psicografou  também poemas inéditos de poetas brasileiros falecidos, como Olavo Bilac e Augusto dos Anjos. Esses poemas fizeram os especialistas da literatura brasileira completamente mudos e nunca ninguém se atreveu a dizer que os poemas não pertencem aos autores falecidos.

Chico Xavier se tornou uma das figuras centrais do Espiritismo no Brasil e os livros psicografados são lidos em praticamente todos os Centro Espíritas como ferramentas de aprendizagem.


Resolução de crimes  através da habilidade psíquica
Xavier também ajudou a resolver alguns crimes em contato com os espíritos das vítimas mortas e fornecer a informação que ele recebeu para a polícia. É um fato conhecido que uma vez que um juiz liberou um jovem que era acusado de assassinar um colega, e uma mensagem  psicografada da vítima por Chico Xavier dizendo que o crime tinha sido um acidente e que o jovem não era culpado.


Um grafologista forense em comparação de assinaturas garantiu que a assinatura pertencia à vítima. Os pais ficaram tão impressionados com a precisão dos detalhes na carta, que imediatamente perdoaram aquele que eles acreditavam o ser responsável pela morte de seu filho.

Chico Xavier permaneceu um homem simples e pobre de toda a sua vida, nunca aceitou qualquer tipo de pagamento, sempre promovendo a caridade e proporcionando conforto para as famílias que perderam seus entes queridos. Recentemente, um grande filme dirigido por Daniel Filho sobre a vida de Xavier foi lançado, revelando ao mundo o grande homem que ele realmente era.

psychic-abilities.suite101.com
Fonte: Souto Maior, Marcel. As Vidas de Chico Xavier. Editora Planeta Brasil, 2003.


Fantastico: Guia espiritual de Chico Xavier teria reencarnado na Terra 12 09 fantastico Guia espiritual de Chico Xavier teria reencarnado na Terra 12 09 2010


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ruim para as prostitutas. Muçulmanos praticantes se abstêm de sexo durante o Ramadã no Senegal

Muçulmanos praticantes se abstêm de sexo durante o mês sagrado.
Prostituição é legal no país, de população majoritariamente islâmica.



Prostituta 'ocasional' fuma nesta quarta-feira (8) em hotel de Dacar, no Senegal, enquanto espera eventuais clientes. A mulher, que não quis se identificar, disse que ajuda a sustentar seu filho com o dinheiro da prostituição. Ela relata que não tem conseguido clientes nos últimos dias por conta do mês sagrado do Ramadã, durante o qual os muçulmanos praticantes se abstêm de sexo para purificar suas almas. A prostituição é legal no Senegal, país em que 94% da população é muçulmana. (Foto: AP)

Do G1, com AP