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domingo, 8 de abril de 2012

Tiago Klimeck. Ator que se enforcou por acidente não corre risco de morte

Ator que se enforcou por acidente não corre risco de morte
Ele deve passar por novos exames na manhã desta segunda-feira (09).
O quadro de saúde do ator é estável, mas está em coma induzido.

O ator Tiago Klimeck, que se enforcou acidentalmente durante a encenação da Paixão de Cristo em Itararé (SP), na noite de sexta-feira (06) não corre risco de morte. Ele segue internado na Santa Casa de Itapeva (SP) na UTI em estado grave.

De acordo com boletim médico divulgado pela assessoria de imprensa da Santa Casa, na manhã deste domingo (08), o paciente está em coma induzido, sedado e entubado. Ao representar a cena do enforcamento, Klimeck acabou sendo sufocado pelo equipamento de segurança que usava.
Tiago ficou cerca de 3 a 4 minutos desacordado.
(Foto: Sandro Azevedo - Virtual Guia)

A Santa Casa informou que o quadro de saúde do ator é considerado estável. Na segunda-feira (09), a sedação deve ser reduzida para que Klimeck seja submetido a uma nova bateria de exames.
Nenhuma lesão no cérebro e coluna

Segundo informa o médico Maven Haidar, que acompanha o quadro clínico do ator, não foi constatado nenhuma lesão no cérebro e na coluna de Tiago Klimeck. Ele ressalta que o novo exame deverá ser realizado nesta segunda-feira pela manhã.

Leandro Luis Bueno, cunhado de Tiago, foi a última pessoa a visitá-lo na manhã deste domingo (8). “Achei que a respiração está melhor. Mesmo por aparelhos, está menos intensa”, conta o cunhado.

O colete de segurança que era usado pelo ator que se enforcou acidentalmente vai passar por perícia.

Klimeck fazia o papel de Judas na encenação da Paixão de Cristo em Itararé (SP), na noite de sexta-feira (6). O ator ficou suspenso por cerca de quatro minutos, sem que nem os outros atores, nem o público, percebessem que ele estava desacordado. A Polícia Civil não soube informar se vai abrir inquérito. (G1)


“Ele fez tudo o que era para ser feito”, diz ator que interpretou Jesus
Polícia irá abrir inquérito para investigar enforcamento acidental na encenação da Paixão de Cristo, em Itararé, no interior de SP

O funcionário da loja Pernambucanas de Itararé, no interior de São Paulo, Gleison Thiago Domingues interpretou Jesus Cristo na encenação da Paixão de Cristo em que Thiago Klimerck, 20 anos, foi enforcado acidentalmente enquanto interpretava o papel de Judas Iscariotes. Embora tenha traído Jesus na história bíblica, os dois eram amigos há oito anos e realizavam a encenação juntos há três.

“Fiquei muito abalado, porque sou amigo dele”, disse o rapaz evangélico de 20 anos à reportagem do iG antes de chegar ao trabalho na manhã deste domingo, na Praça da Matriz, onde ainda estavam os tablados usados na encenação na sexta-feira à tarde. Gleison ficou com o amigo até as 3h na Santa Casa de Itararé, para onde Thiago foi levado em estado grave após o acidente. Por volta das 10h de sábado, o ferido foi transferido para o hospital de Itapeva, onde permanece sedado e entubado, mas não corre risco de vida.

No momento em que ocorreu o enforcamento, Gleison estava no outro tablado e só soube do ocorrido no final do espetáculo, que transcorreu normalmente até o seu término. “O problema é que ele fez o que era para ser feito, por isso ninguém percebeu. Ele tinha que morrer e ficar pendurado. Ele fez exatamente o que era para acontecer”, conta. Segundo Gleison, o amigo ficou cerca de quatro minutos pendurado.


A atriz Janaína Carvalho, de 28 anos, foi quem colocou um saco preto na cabeça de Thiago durante a encenação. Como estava previsto, o ator que interpretava Judas foi encostado em uma árvore, onde deveria saltar com uma corda presa em um colete de segurança. Janaína lamenta ter demorado a perceber que ele estava desacordado. “Comecei a falar com o Thiago e pedi para ele ajudar a gente a tirar a corda. Quando percebi que ele não respondia, eu e outros atores chamamos por socorro. O que aconteceu de verdade só o Thiago vai poder falar. Só ele sabe o que deu errado”, disse Janaína, quando estava a caminho de Itapeva para visitar o colega.

Gleison contou que essa era a terceira vez que Thiago interpretava Judas Iscariotes na Paixão de Cristo de Itararé. “No primeiro ano, a cena de enforcamento foi feita no chão mesmo, mas esse era o segundo ano que a gente fazia com o colete”, explica. Segundo Gleison, o colete de segurança que Thiago usava na encenação tinha uma corda, que ficava pendurada em uma árvore e uma cadeira, na qual ele deveria ficar sentado durante o que deveria ser uma simulação de enforcamento.

Segundo Janaína, que também dirigiu o espetáculo, a cadeirinha de segurança foi emprestada pelo Corpo de Bombeiros, que explicou como deveria ser feita a utilização. Ela ainda afirmou que o equipamento foi testado. O Corpo de Bombeiros nega qualquer envolvimento com o espetáculo.

De acordo com testemunhas integrantes do grupo teatral, Thiago vestia um colete com uma cadeira de segurança na qual ele deveria se sentar durante a cena que simulava o enformacamento. No espetáculo, essa cadeira era fixada em uma corda de seis metros, cuja a outra extremidade estava amarrada à arvore. Thiago então subiu a escada montada embaixo da árvore e saltou do último degrau. Ainda não se sabe se o ator se enforcou com a corda ou com o colete.

O ator André Luiz da Cunha, que interpretava o carrasco na peça, foi quem amarrou a corda no colete. Ele disse ao iG que todo o procedimento foi feito normalmente. “Fizemos a mesma coisa no ensaio e deu tudo certo”, disse.

O delegado da Polícia Civil José Vitor Bacetti informou que vai ser instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido e se houve responsabilidade de algum dos envolvidos. A polícia apreendeu os seis metros de corda utilizados e a cadeira de segurança, que podem seguir para a perícia.


Público

Clodoaldo Cristiano, de 67 anos, estava na Praça Coronel Jordão, durante o espetáculo e disse que o público não percebeu o incidente envolvendo o ator. “Foi muito estranho, Se a pessoa estivesse sendo enforcada, ele deveria se debater, mas ele não fez nada. É um mistério”.

A funcionária pública Valdirene Lopes Francisco, de 39 anos, que estava acompanhada de sua irmã, concordou com Clodoaldo. “Foi uma pena. Toda a cidade quer ver a apresentação, estão dispostos, se preparam, ensaiam e acontece uma coisas dessas”. Ela diz que estava bem perto do ator, mas que não notou que ele havia se machucado. “Ele saltou de lá (escada que parecia uma árvore), colocaram um véu nele e ninguém notou. Eu não percebi nada de diferente.”


* Com AE

sábado, 17 de março de 2012

Páscoa mistura Bíblia a rituais pagãos

Principal festa do calendário cristão, Páscoa mistura Bíblia a rituais pagãos
Troca de ovos, comum no período, é a adaptação de um ritual pagão. Católicos, evangélicos e judeus fizeram mudanças em sua forma de comemorar a ressurreição de Jesus Cristo

Peixe no prato dos católicos, ervas amargas e cordeiro no cardápio dos judeus, uma missa com todas as luzes do templo apagadas e cada fiel segurando uma vela para os católicos ortodoxos e a recomendação de repensar práticas e ações para os evangélicos. A Páscoa é celebrada de diversas maneiras pelas diferentes religiões, e significa a ressurreição de Jesus Cristo.

No dia santo mais importante da religião cristã, muitos utilizam até mesmo rituais pagãos, como a tradição de trocar ovos de chocolate, que não aparece na Bíblia mas foi herdada de povos que adoravam Ostera, a deusa da Primavera, na Idade Média.

A comunidade judaica, por exemplo, segue à risca o Velho Testamento e atribui às festividades somente a libertação de seu povo. Os cristãos têm na ressurreição de Cristo o principal motivo para comemorar a data. Algumas denominações evangélicas concentram suas comemorações no domingom com cultos e consumo de ervas amargas também.


Outras celebram partilhando pão e vinho. É assim na igreja Presbiteriana do Brasil comandada pelo pastor Ronildo Soares. Ele explica que na igreja em que prega não existe uma característica específica de comemoração e que algumas denominações realizam a Páscoa todas as semanas. "Quando você reparte o pão e toma o cálice, de certa forma você está comemorando a páscoa. Essa frequência varia de igreja para igreja. Aqui é uma vez por mês", explica.


Sobre o jejum (proibição de comer carne vermelha no período da Páscoa ou realizar a Quaresma), o pastor diz que os fiéis têm liberdade para escolher. "Em relação a isso, a igreja não impõe restrições. Nosso esforço é mais espiritual. Temos sempre que repensar algumas práticas e ações, além de orar sempre", relata.

O teólogo e professor de Filosofia Vitor Rosa Nunes reforça que a Páscoa comemorada no dia 24 de abril é cristã, e que muitas especificidades do período são características católicas. "A ênfase destas celebrações ao longo da semana, principalmente na quinta-feira santa, na sexta-feira da paixão e no sábado da vigília, além do próprio domingo de páscoa, são específicos da igreja católica",  pondera.

Sobre a comemoração entre os judeus, o professor Vitor Rosa destaca algumas características próprias deste povo.  "O consumo de ervas amargas, de carne de cordeiro, do vinho, além de outras práticas. Existe todo um ritual celebrativo a maneira judaica", explica.

As origens, é bom lembrar, estão na festa hebraica chamada de Pessach, palavra que significa "passagem". Diferentemente do cristianismo, o judaísmo não celebra a ressurreição de Cristo, mas a história da libertação dos judeus da escravidão no Egito contada no Antigo Testamento. Apesar da diferença de significado, o nome da festa cristã é semelhante ao da judia porque a Paixão aconteceu na mesma época em que se comemorava a Pessach, mas elas dificilmente caem na mesma data. Jantares marcam as duas primeiras das oito noites da celebração dos judeus.

A data em que a Páscoa é comemorada ficou definida no primeiro concílio de Niceia, no ano de 325 d.C, onde a celebração seria no primeiro domingo após o aparecimento da lua cheia, na estação da primavera no hemisfério norte e no outono no sul. (LEONARDO QUARTO - GAZETAONLINE)