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domingo, 20 de maio de 2012

Ritual da Formiga Tucandeira é realizado como forma de iniciação masculina em tribo Amazônica


Ritual da Formiga Tucandeira é realizado como forma de iniciação masculina em tribo Amazônica



Dentre os rituais indígenas, o que mais se destaca é o ritual da Tucandeira na tribo sateré-mawé. Este evento é realizado como forma de iniciação masculina.

O índio sateré-mawé, para provar sua força, coragem e resistência à dor, deve se deixar ferrar no mínimo 20 vezes, colocando as mãos dentro da luva da tucandeira (saaripé). As tucandeiras são formigas grandes com ferrão muito dolorido que, na véspera do ritual, são capturadas vivas e conservadas num bambu.

Os meninos levantam cedo para terem seus braços pintados com o preto do jenipapo feito por suas mães; em seguida, com um dente de paca, elas começam a riscar a pele dos meninos até sangrar.

A luva é feita de palha pelos padrinhos, que são os tios maternos.

No dia da cerimônia, pela manhã, são colocadas em uma bacia com tintura de folha de cajueiro, que tem efeito anestesiante, e meio adormecidas, as tucandeiras são postas na luva, com a cabeça para fora e o ferrão para dentro, na parte interna do saaripé.

Não há um período certo para a realização do ritual: é organizado conforme a vontade de quem deseja ser iniciado.

O evento envolve cantos e danças onde as mulheres, sobretudo as solteiras, que buscam maridos fortes e corajosos, podem entrar na fila da dança junto com outros homens.


A formiga gigante (Dinoponera gigantea),.também conhecida como falsa-tocandira, é originária da região Amazônica. É chamada de formiga gigante devido ao seu tamanho de aproximadamente 2,5 cm. São formigas carnívoras, que além do tamanho avantajado, possuem veneno fatal quando injetado nas suas presas, que constituem insetos, lesmas e até mesmo pequenos lagartos.

Esse veneno não é prejudicial ao homem, a não ser que o indivíduo seja alérgico, podendo trazer sérias complicações.Ao contrário da maioria das espécies de formigas, as colônias de falsa-tocandira não apresentam rainha. Elas são constituídas exclusivamente por operárias, que são as formigas que estão sempre em atividade e só trabalham em benefício do formigueiro. O que ocorre na colônia é uma disputa entre as operárias, que pode levar dias, com pausa para descansos.

A vencedora torna-se a formiga dominante da colônia, posição semelhante a da rainha de outras espécies, sendo que nessas disputas não ocorrem mortes. Quando a formiga dominante morre, novas disputas são realizadas. Outra diferença da falsa-tocandira em relação às outras espécies é o tipo de formigueiro, que é construído em um buraco escavado no solo a cerca de dois metros de profundidade.

As outras formigas costumam construí-lo acima da superfície.Todas as operárias, inclusive a dominante, têm o mesmo tamanho e a mesma forma, ficando difícil o reconhecimento de cada indivíduo. O Zoológico de São Paulo possuía uma colônia de formigas gigantes e para identificar cada indivíduo eram utilizadas marcações, que consistiam de pequenas placas numeradas e coladas no tórax de cada operária.

As formigas gigantes possuem um tempo de vida reentre 12 e 14 meses. Apesar das formigas em geral incomodarem os seres humanos, elas desempenham funções no meio ambiente que ajudam a manter o equilíbrio ambiental, podendo fazer parte da alimentação de outros animais ou até mesmo ajudar na dispersão de sementes e garantir a reprodução de algumas plantas.

Fonte: Globo Amazônia

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Preso suspeito de matar e comer coração e fígado de homem em ritual

Três confirmam ritual após morte de homem em Goiás, diz delegado
Suposto canibalismo aconteceu em janeiro, após crime em Pires do Rio.
Testemunhas teriam dito que coração e fígado de homem foram comidos.


O assassinato de um homem em Pires do Rio, em janeiro deste ano, pode ter ligação com magia negra. A suspeita foi revelada nesta sexta-feira (18) pelo delegado Eduardo Eustáquio, responsável pelo caso. Segundo ele, dois órgãos da vítima, o coração e fígado, teriam sido comidos em um ritual.

De acordo com o delegado três pessoas confirmaram que houve um ritual na casa de uma mulher, onde o coração e o fígado da vítima foram comidos. O crime aconteceu entre os dias 11 e 12 de janeiro, mas a polícia não informou a data do suposto canibalismo.

Segundo a polícia, cinco usuários de droga estavam no local e, após uma discussão, um deles acabou morto. O corpo da vítima de 32 anos só foi encontrado 15 dias depois, às margens de um córrego, já em estado de decomposição.

Nesta semana, quatro meses após o crime, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) ficou pronto. O documento confirmou que após ser morto, o homem teve o fígado e o coração retirados.

O principal suspeito, um homem de 35 anos, foi preso na quarta-feira (16) em Lago Grande, no interior de Minas Gerais, e deve ser transferido para Pires do Rio neste fim de semana. Três pessoas que também teriam participação no assassinato estão na cadeia da cidade desde abril. Os quatro negam o crime.

Do G1

sábado, 17 de março de 2012

Páscoa mistura Bíblia a rituais pagãos

Principal festa do calendário cristão, Páscoa mistura Bíblia a rituais pagãos
Troca de ovos, comum no período, é a adaptação de um ritual pagão. Católicos, evangélicos e judeus fizeram mudanças em sua forma de comemorar a ressurreição de Jesus Cristo

Peixe no prato dos católicos, ervas amargas e cordeiro no cardápio dos judeus, uma missa com todas as luzes do templo apagadas e cada fiel segurando uma vela para os católicos ortodoxos e a recomendação de repensar práticas e ações para os evangélicos. A Páscoa é celebrada de diversas maneiras pelas diferentes religiões, e significa a ressurreição de Jesus Cristo.

No dia santo mais importante da religião cristã, muitos utilizam até mesmo rituais pagãos, como a tradição de trocar ovos de chocolate, que não aparece na Bíblia mas foi herdada de povos que adoravam Ostera, a deusa da Primavera, na Idade Média.

A comunidade judaica, por exemplo, segue à risca o Velho Testamento e atribui às festividades somente a libertação de seu povo. Os cristãos têm na ressurreição de Cristo o principal motivo para comemorar a data. Algumas denominações evangélicas concentram suas comemorações no domingom com cultos e consumo de ervas amargas também.


Outras celebram partilhando pão e vinho. É assim na igreja Presbiteriana do Brasil comandada pelo pastor Ronildo Soares. Ele explica que na igreja em que prega não existe uma característica específica de comemoração e que algumas denominações realizam a Páscoa todas as semanas. "Quando você reparte o pão e toma o cálice, de certa forma você está comemorando a páscoa. Essa frequência varia de igreja para igreja. Aqui é uma vez por mês", explica.


Sobre o jejum (proibição de comer carne vermelha no período da Páscoa ou realizar a Quaresma), o pastor diz que os fiéis têm liberdade para escolher. "Em relação a isso, a igreja não impõe restrições. Nosso esforço é mais espiritual. Temos sempre que repensar algumas práticas e ações, além de orar sempre", relata.

O teólogo e professor de Filosofia Vitor Rosa Nunes reforça que a Páscoa comemorada no dia 24 de abril é cristã, e que muitas especificidades do período são características católicas. "A ênfase destas celebrações ao longo da semana, principalmente na quinta-feira santa, na sexta-feira da paixão e no sábado da vigília, além do próprio domingo de páscoa, são específicos da igreja católica",  pondera.

Sobre a comemoração entre os judeus, o professor Vitor Rosa destaca algumas características próprias deste povo.  "O consumo de ervas amargas, de carne de cordeiro, do vinho, além de outras práticas. Existe todo um ritual celebrativo a maneira judaica", explica.

As origens, é bom lembrar, estão na festa hebraica chamada de Pessach, palavra que significa "passagem". Diferentemente do cristianismo, o judaísmo não celebra a ressurreição de Cristo, mas a história da libertação dos judeus da escravidão no Egito contada no Antigo Testamento. Apesar da diferença de significado, o nome da festa cristã é semelhante ao da judia porque a Paixão aconteceu na mesma época em que se comemorava a Pessach, mas elas dificilmente caem na mesma data. Jantares marcam as duas primeiras das oito noites da celebração dos judeus.

A data em que a Páscoa é comemorada ficou definida no primeiro concílio de Niceia, no ano de 325 d.C, onde a celebração seria no primeiro domingo após o aparecimento da lua cheia, na estação da primavera no hemisfério norte e no outono no sul. (LEONARDO QUARTO - GAZETAONLINE)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Lady Gaga é acusada de participar em 'ritual satânico' sangrento em hotel de Londres


A cantora Lady Gaga está sendo acusada de participar de um ritual satânico, após o qual teria deixado uma banheira cheia de sangue.

O caso teria ocorrido no meio do ano passado em um hotel de Londres, segundo o site "Truthquake".

À publicação, um empregado do estabelecimento diz que a cantora se banhou no sangue.

"Ela deixou grandes quantidades de sangue no quarto após a hospedagem", afirmou. "O caso foi repassado ao concièrge, que recebeu ordens de esquecer tudo."

Franck Robichon/Efe
A cantora Lady Gaga, que teria deixado uma banheira cheia de sangue após ritual satânico em hotel de Londres

Folha

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mortos são esquartejados e oferecidos a abutres em funerais no Himalaia

Nas comunidades instaladas em altitudes elevadas no Himalaia, a destinação de corpos de pessoas mortas pode ser algo complicado – o chão rochoso e congelado dificulta enterros e a cremação seria cara e difícil, principalmente pela ausência de árvores que poderiam servir como combustível.

Dispor de corpos por métodos tradicionais é difícil em
altitude elevada
Ao longo dos séculos, povos da região desenvolveram rituais religiosos que resolvem a questão, com o chamado ‘funeral nos céus’ – os corpos são retalhados e os pedaços são comidos por abutres, evitando a disseminação de doenças.

O ritual em uma comunidade tibetana localizada a 4 mil metros de altitude no Nepal foi filmado por uma equipe da BBC para o programa sobre montanhas da série Human Planet, que foi ao ar nesta quinta-feira na Grã-Bretanha.

A população local vive praticamente isolada do resto do mundo. O documentário mostra os preparativos dos líderes religiosos locais após a morte de Nombe-La, de 70 anos, para o funeral seguindo as tradições budistas.

Doenças
Budistas veem consumo da carne pelos abutres como um ato sagrado

O lama Nam-Ga é o responsável pelo funeral de Nombe-La. “Nombe-La era um homem muito bom. Ele trabalhava duro e criou cinco filhos”, afirma o lama.

Ele sabe que precisa dispor do corpo rapidamente para evitar a disseminação de doenças.

Além das dificuldades práticas para um eventual enterro, em uma altitude em que as árvores não crescem, também não há lenha para uma possível cremação, a opção preferencial dos budistas.

Ritual sagrado de funeral tem origem anterior ao
próprio budismo
A solução, o “funeral nos céus”, é um ritual sagrado cuja origem é anterior ao próprio budismo.

Para seguir o ritual, o lama Nam-Ga conta com a ajuda de um especialista, uma espécie de agente funerário local, cuja condição de não budista o torna indicado para a função que precisa executar.

Abutres

Após uma caminhada de uma hora e meia, a procissão do funeral chega ao local indicado para o ritual.

A grande quantidade de abutres torna o local indicado para o procedimento. Os animais são capazes de comer o corpo inteiro antes que o processo de decomposição comece a favorecer a disseminação das doenças.

Os budistas veem isso como um ato sagrado, que sustentará a vida de outro ser vivo.

Mesmo após vários funerais, especialista ainda
precisa de uísque

Para eles, o corpo de Nombe-La é apenas um invólucro vazio e sua alma já migrou para outro domínio.

Para facilitar o trabalho das aves e tornar o consumo mais rápido, o especialista usa instrumentos afiados para cortar o corpo em pedaços e jogá-los aos urubus.

“Os lamas não podem fazer o que eu faço. Eu já fiz vários funerais nos céus, mas ainda preciso de uísque para fazer isso”, afirma o especialista.

BBC Brasil

sábado, 14 de agosto de 2010

Ritual de iniciação torturante com formigas tucandeiras transforma meninos em homens viris

Cerimônia é considerada ato de bravura e simboliza proteção do corpo.
Meninos têm de levar as ferroadas por 20 vezes em 20 dias diferentes.





Os adolescentes sofrem em rituais violentos
Carlos Marchi
Jovens sateré-maués, da tribo Molongotuba,
 passam pelo ritual de iniciação da Tucandeira.
Foto: Jonne Roriz
Os líderes indígenas não têm dúvida sobre a razão de estranhos e seguidos suicídios de adolescentes tucanos em São Gabriel da Cachoeira, onde, só em 2006, dez jovens se mataram em pouco mais de três meses. Para eles, é o choque cultural – e não cabem mais explicações. A socióloga Marilene Corrêa, reitora da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), tem uma versão bem diversa e polêmica: sempre houve suicídios de jovens entre os tucanos e outras etnias que submetem seus meninos e meninas a rituais de iniciação brutais.

Como é o caso dos , que vivem perto de Parintins e têm um ritual de iniciação que para os brancos é torturante, mas para eles funciona como o milagre que transforma meninos em homens fortes de corpo e espírito, bons guerreiros, caçadores e pescadores. Na época, meninos que têm entre 9 e 14 anos são convocados para a prova: devem enfiar a mão numa espécie de luva tramada em palha, que cumpre o papel simbólico da vagina e tem centenas de watyamas (formigas tucandeiras) habilmente encravadas nos espaços da trama de palha, de forma que os ferrões delas fiquem voltados para dentro.

Tão logo a mão é enfiada, as formigas – irritadas pela imobilização entre as tramas da palha – começam a ferroar. Não é de bom alvitre que os meninos gritem muito e não se espera que chorem. Alguns minutos depois, eles são convidados a trocar de mão. Esse ritual assustador começa nos fins de tarde e se prolonga até o meio da madrugada. É repetido em dias subseqüentes, de forma que cada menino deve enfiar a mão na luva de formigas pelo menos 20 vezes, até ser aprovado pelos pajés.

Neste ano, na aldeia Mocongotuba, no Rio Andirá, o ritual juntou 32 meninos. Enquanto os jovens enfiam as mãos na luva de formigas, os adultos entoam o mypynukuri (que quer dizer tatu-açu), um cântico para homenagear a dor que eles sentem, e tomam çapó (guaraná em bastão ralado na água). Na progressão do ritual, os meninos precisam ser auxiliados em tudo, porque as mãos ficam inchadas e inabilitadas para fazer qualquer coisa, até para comer. Enquanto sofrem, não podem ser consolados pelos pais; terão de suportar sozinhos a dor extrema de milhares de picadas com o veneno potente da watyama.

Ao participarem do ritual, embora tentem mostrar coragem, produzem esgares faciais que sugerem tensão e pavor. Muitos desistem no meio do caminho. E estarão automaticamente convocados a repetir o ritual no ano seguinte, sob pena de ficarem desmoralizados na aldeia. “Nunca aconteceu de um não terminar a prova”, gaba-se Jecinaldo Sateré, o coordenador da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coiab), que participou do ritual quando era menino e agora vai incentivar o filho a fazer o mesmo – como sua mulher é ticuna, as duas filhas vão participar do ritual de iniciação ticuna.

Conta Marilene que antigamente o ritual era muito mais doloroso: os meninos eram obrigados a introduzir o pênis no formigueiro. O órgão ficava inchado como uma bexiga de ar, diz ela. As missões católicas proibiram esse formato e os sateré-maués inventaram a luva.

A ciência empírica dos tucanos, um dos povos indígenas mais populosos da Amazônia, lhes permite perceber a aproximação da primeira menstruação das meninas, época em que elas são submetidas a um impressionante ritual de iniciação. Durante dias, têm o cabelo arrancado em tufos. Depois, são induzidas a beber um chá que as esteriliza por um período de dois meses; são, por fim, entregues a uma franca e irrefreada iniciação sexual com os meninos da aldeia. Depois desse “treinamento”, a menina poderá escolher um marido – e, a partir daí, só terá olhos para ele.

Marilene lembra Lévy-Strauss para explicar outro mito do meio indígena – por que eles bebem tanto. Segundo ela, na maioria das nações há um hábito imemorial de tomar drogas alucinógenas e servi-las aos jovens, principalmente durante os rituais de iniciação. “Das drogas para o álcool é um pulo”, afirma a socióloga. A médica e antropóloga Luíza Garnello, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Fiocruz, discorda: “Não há correlação entre o uso de substâncias psicoativas e o hábito de beber, até porque aquelas substâncias sempre foram de uso restrito dos xamãs (pajés).”

Luíza prefere acreditar que os suicídios podem ser causados pela mudança violenta de hábitos trazida pela invasão dos brancos. “É muito fácil para o indígena entrar na bebida alcoólica”, diz ela, lembrando que os madeireiros, o regatão (barco que vende objetos para os indígenas e caboclos) e os garimpeiros incitam o uso da bebida e estimulam a ampliação do calendário de festas. “Antigamente, os indígenas tinham duas ou três festas anuais. Agora tem uma enormidade”, constata. Nas festas, bebe-se muito. Quando não há cachaça – até porque uma garrafa de aguardente vagabunda custa até R$ 22 num alto rio amazônico –, os indígenas apelam para o caxiri, obtido da fermentação de mandioca ou pupunha. Então, o consumo de álcool se torna mais usual. O delegado de São Gabriel da Cachoeira, Vinícius Leão, confirma a seqüência de suicídios dos jovens tucanos, mas frisa que não registra todos os casos, pois não há crimes nos atos. Mas não tem dúvidas sobre a motivação: os suicídios começam sempre com bebedeiras.

Fonte: www.estadao.com.br

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Agricultores desesperados promovem cerimônia de casamento de rãs para atrair chuvas no Bangladesh

País vive um dos mais baixos níveis de precipitação em três décadas.
Cerimônia da aldeia de Ramchandrapur reuniu 300 pessoas.
Da France Presse

Os agricultores do norte de Bangladesh atingidos pela seca recorreram ao "casamento" de rãs em uma tentativa desesperada de atrair chuvas de monção para salvar a colheita, informaram nesta quarta-feira as autoridades locais.

Agricultores de Bangladesh apelam a "casamento" de rãs para atrair chuvas (Foto: AFP)

Bangladesh registrou em julho os mais baixos níveis de precipitação de pelo menos três décadas, levando os camponeses a recorrer ao rito ancestral, declararam as autoridades.

"Houve muitos casamentos de rãs já que tivemos pouca chuva aqui, mesmo sendo a estação da monção", comentou o administrador do distrito de Sadullahpur, Ariful Haq.

Durante uma das celebrações na aldeia de Ramchandrapur, 300 pessoas vestiram suas melhores roupas para assistir à "cerimônia", declarou um participante, Tajul Islam.

"A noiva e o noivo foram ricamente decorados com uma marca vermelha na cabeça, tendo sido transportados em uma cesta especial até uma folha de bananeira", acrescentou.

"Os aldeões cantam, fazem oferendas de arroz e ervas, e, após a cerimônia, as rãs são libertadas em uma lagoa da aldeia", detalhou Tajul Islam.

A monção, que dura de junho a setembro, em geral, leva a Bangladesh mais de 75% das precipitações anuais. Em julho, habitualmente o mês mais úmido, as chuvas reduziram em 36% em relação ao ano passado, segundo os serviços de meteorologia.

O Paquistão e a Índia, por sua vez, estão sendo afetados por chuvas torrenciais que já fizeram quase 1.800 mortos; 14 milhões de pessoas foram afetadas.

Do g1