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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sonhos com formiga. Significado

Sonhar com formiga. Significado

Ver formigas em seu sonho significa o seu descontentamento geral em sua vida diária. Você está se sentindo negligenciada e insignificante. Ou coisas mesquinhas irão perturbá-lo durante todo o dia seguinte. O sonho também pode ser uma metáfora sobre sentir inquieto ou agitado. Também pode ser um trocadilho com sua "tia".

Formigas também simbolizam o trabalho duro, diligência, cooperação e indústria. Aumentar as atividades de negócios são esperados. Em uma nota menos positiva, as formigas simbolizam conformidade social e ação em massa. A este respeito, você pode sentir que sua vida é muito estruturada e organizada.

De acordo com as interpretações bíblicas, as formigas simbolizam diligência sobre as coisas de Deus. Apesar de seu pequeno tamanho, a formiga coloca-se substância em épocas de abundância. (Pv 30:25) 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Quem explica o fenômeno das formigas bordadeiras da Serra?

A igreja diz que não há milagre e nenhum fenômeno divino. A ciência diz que os furos nas folhas não são feitos por formigas

Como surgem? Quem faz? O que querem dizer os desenhos e as palavras que aparecem nas folhas das árvores do 'santuário' das formigas bordadeiras? Estas perguntas são feitas há 16 anos e ainda existe um mistério em São Lourenço, na Serra-Sede. A casa onde aparecem os desenhos virou um lugar de oração.

A igreja diz que não há milagre e nenhum fenômeno divino. A ciência diz que os furos nas folhas não são feitos por formigas. Mesmo assim a casa recebe cada vez mais visitantes. E as folhas das formigas borbadeiras continuam caindo. A casa fica aberta de segunda a sexta, de 13h às 16h.

O espaço foi construído pela associação que leva o nome da igreja, mas não é reconhecida pela Arquidiocese de Vitória como templo. Seus diretores afirmam que vão doar o espaço, cuja obra ainda está inacabada por fora, para que a paróquia local administre. Missas devem ser realizadas com a participação do padre Marcelo Margon, da paróquia matriz.

Folhas

Logo depois da missa, os fiéis fizeram fila para conhecer o santuário, ao lado da igreja, onde ficam as formigas bordadeiras e imagens de Nossa Senhora. No local, além de poder visualizar as folhas já colhidas que teriam sido marcadas pelas formigas, a população pode beber uma água especial, cuja receita teria sido passada por Nossa Senhora através das formigas, e que teria efeitos curativos e purificadores.

TV Gazeta

sábado, 14 de agosto de 2010

Ritual de iniciação torturante com formigas tucandeiras transforma meninos em homens viris

Cerimônia é considerada ato de bravura e simboliza proteção do corpo.
Meninos têm de levar as ferroadas por 20 vezes em 20 dias diferentes.





Os adolescentes sofrem em rituais violentos
Carlos Marchi
Jovens sateré-maués, da tribo Molongotuba,
 passam pelo ritual de iniciação da Tucandeira.
Foto: Jonne Roriz
Os líderes indígenas não têm dúvida sobre a razão de estranhos e seguidos suicídios de adolescentes tucanos em São Gabriel da Cachoeira, onde, só em 2006, dez jovens se mataram em pouco mais de três meses. Para eles, é o choque cultural – e não cabem mais explicações. A socióloga Marilene Corrêa, reitora da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), tem uma versão bem diversa e polêmica: sempre houve suicídios de jovens entre os tucanos e outras etnias que submetem seus meninos e meninas a rituais de iniciação brutais.

Como é o caso dos , que vivem perto de Parintins e têm um ritual de iniciação que para os brancos é torturante, mas para eles funciona como o milagre que transforma meninos em homens fortes de corpo e espírito, bons guerreiros, caçadores e pescadores. Na época, meninos que têm entre 9 e 14 anos são convocados para a prova: devem enfiar a mão numa espécie de luva tramada em palha, que cumpre o papel simbólico da vagina e tem centenas de watyamas (formigas tucandeiras) habilmente encravadas nos espaços da trama de palha, de forma que os ferrões delas fiquem voltados para dentro.

Tão logo a mão é enfiada, as formigas – irritadas pela imobilização entre as tramas da palha – começam a ferroar. Não é de bom alvitre que os meninos gritem muito e não se espera que chorem. Alguns minutos depois, eles são convidados a trocar de mão. Esse ritual assustador começa nos fins de tarde e se prolonga até o meio da madrugada. É repetido em dias subseqüentes, de forma que cada menino deve enfiar a mão na luva de formigas pelo menos 20 vezes, até ser aprovado pelos pajés.

Neste ano, na aldeia Mocongotuba, no Rio Andirá, o ritual juntou 32 meninos. Enquanto os jovens enfiam as mãos na luva de formigas, os adultos entoam o mypynukuri (que quer dizer tatu-açu), um cântico para homenagear a dor que eles sentem, e tomam çapó (guaraná em bastão ralado na água). Na progressão do ritual, os meninos precisam ser auxiliados em tudo, porque as mãos ficam inchadas e inabilitadas para fazer qualquer coisa, até para comer. Enquanto sofrem, não podem ser consolados pelos pais; terão de suportar sozinhos a dor extrema de milhares de picadas com o veneno potente da watyama.

Ao participarem do ritual, embora tentem mostrar coragem, produzem esgares faciais que sugerem tensão e pavor. Muitos desistem no meio do caminho. E estarão automaticamente convocados a repetir o ritual no ano seguinte, sob pena de ficarem desmoralizados na aldeia. “Nunca aconteceu de um não terminar a prova”, gaba-se Jecinaldo Sateré, o coordenador da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (Coiab), que participou do ritual quando era menino e agora vai incentivar o filho a fazer o mesmo – como sua mulher é ticuna, as duas filhas vão participar do ritual de iniciação ticuna.

Conta Marilene que antigamente o ritual era muito mais doloroso: os meninos eram obrigados a introduzir o pênis no formigueiro. O órgão ficava inchado como uma bexiga de ar, diz ela. As missões católicas proibiram esse formato e os sateré-maués inventaram a luva.

A ciência empírica dos tucanos, um dos povos indígenas mais populosos da Amazônia, lhes permite perceber a aproximação da primeira menstruação das meninas, época em que elas são submetidas a um impressionante ritual de iniciação. Durante dias, têm o cabelo arrancado em tufos. Depois, são induzidas a beber um chá que as esteriliza por um período de dois meses; são, por fim, entregues a uma franca e irrefreada iniciação sexual com os meninos da aldeia. Depois desse “treinamento”, a menina poderá escolher um marido – e, a partir daí, só terá olhos para ele.

Marilene lembra Lévy-Strauss para explicar outro mito do meio indígena – por que eles bebem tanto. Segundo ela, na maioria das nações há um hábito imemorial de tomar drogas alucinógenas e servi-las aos jovens, principalmente durante os rituais de iniciação. “Das drogas para o álcool é um pulo”, afirma a socióloga. A médica e antropóloga Luíza Garnello, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Fiocruz, discorda: “Não há correlação entre o uso de substâncias psicoativas e o hábito de beber, até porque aquelas substâncias sempre foram de uso restrito dos xamãs (pajés).”

Luíza prefere acreditar que os suicídios podem ser causados pela mudança violenta de hábitos trazida pela invasão dos brancos. “É muito fácil para o indígena entrar na bebida alcoólica”, diz ela, lembrando que os madeireiros, o regatão (barco que vende objetos para os indígenas e caboclos) e os garimpeiros incitam o uso da bebida e estimulam a ampliação do calendário de festas. “Antigamente, os indígenas tinham duas ou três festas anuais. Agora tem uma enormidade”, constata. Nas festas, bebe-se muito. Quando não há cachaça – até porque uma garrafa de aguardente vagabunda custa até R$ 22 num alto rio amazônico –, os indígenas apelam para o caxiri, obtido da fermentação de mandioca ou pupunha. Então, o consumo de álcool se torna mais usual. O delegado de São Gabriel da Cachoeira, Vinícius Leão, confirma a seqüência de suicídios dos jovens tucanos, mas frisa que não registra todos os casos, pois não há crimes nos atos. Mas não tem dúvidas sobre a motivação: os suicídios começam sempre com bebedeiras.

Fonte: www.estadao.com.br