Mostrando postagens com marcador ESPÍRITO SANTO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESPÍRITO SANTO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Moradores dizem que viram 'bola de fogo' no céu do interior do RJ e no ES

A “bola de fogo” que assustou alguns moradores do Espírito Santo também foi vista na manhã desta quarta-feira (20) no interior do estado do Rio de Janeiro. Em Cabo Frio, testemunhas afirmaram que viram a movimentação por volta de 10h10 da manhã e dois helicópteros da Marinha teriam passado pelo local.

Segundo informações da Marinha do Brasil em São Pedro da Aldeia, o sobrevôo das aeronaves no local não teria relação com o incidente. Moradores de Araruama, Campos dos Goytacazes, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo também disseram que viram o objeto de cor laranja.
No Espírito Santo, moradores disseram em redes sociais que o objeto de cor laranja apareceu no céu por volta de 10h30. O suposto meteorito foi visto nas cidades de  Vitória, Vila Velha, Cariacica, Anchieta e Aracruz.
De acordo com a assessoria da Infraero no Estado, o caso está sendo investigado. A produção do Folha Vitória tentou contato com o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo, em Santa Teresa, mas não obteve sucesso.

Fenômeno foi visto também no domingo no Rio
De acordo com informações do Portal R7, um rastro de fogo também foi observado no céu do Rio de Janeiro no fim da tarde do último domingo (17). Moradores da Baixada Fluminense compararam o fenômeno ao meteoro que caiu na Rússia na sexta-feira (15).
Para Ana Paula Dutrain, que filmou o rastro de fogo, a imagem era parecida com as cenas divulgas do meteoro que atingiu a Rússia, deixando cerca de 1.200 pessoas feridas.
"Estava lanchando com minha filha e meu marido no quintal quando de repente vi um negócio branco caindo. Na minha mente, eu achei que fosse um meteoro porque na proporção que ele caía, acendia uma luz de fogo. Se caiu na Rússia, pode cair aqui. Ninguém está livre".
Entretanto, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e um especialista ouvido pelo R7 descartaram a possibilidade.
Pesquisador do Observatório Nacional, Fernando Roig acredita que possa se tratar de um avião. Segundo ele, o fato de o rastro sumir no horizonte poderia ser explicado pela curvatura da Terra. "A explicação mais plausível é de que seja um avião, pois está se movendo muito lentamente, extremamente lento. Não posso afirmar que seja um avião, mas com certeza não se trata de um meteoro. Muitas pessoas questionaram o fato do rastro sumir no horizonte, mas isso se explicaria pela curvatura da terra. Com isso, em algum momento o rastro teria de ser perdido de vista. A cor do rastro, um pouco alaranjada, também é um indício de avião, uma vez que no fim da tarde o sol estaria iluminando o avião de baixo para cima, o que daria essa coloração".
O INPE também descartou a hipótese de meteoro e explicou que “o comprimento e a velocidade são constantes, típico de rastro de condensação de um jato. O tempo de vida dos meteoros raramente chega a alguns segundos como foi o caso daquele na Rússia, isso porque a velocidade com que os meteoroides entram na atmosfera da Terra é normalmente superior a 7 km por segundo, podendo chegar até 75 km por segundo (270 mil km/h). Tipicamente, a velocidade de entrada na Terra desses objetos é da ordem de 26 km por segundo”.
O instituto ressaltou ainda que “como a destruição dos meteoroides, pra formar os meteoros, começa entre 90 e 100 km de altura, o tempo de duração de um meteoro seria menor que 14 segundos ou maior do que 1,3 segundo, assumindo-se que ele percorreria a distância de 100 km sem ser destruído. Uma série de fatores como seção de choque, ângulo de incidência na atmosfera, composição química do meteoroide e massa total, tem implicações sobre o tempo de vida do meteoro”.
Fonte: Folha Vitória

Infraero confirma que rastro luminoso foi visto no céu da Grande Vitória
Várias pessoas presenciaram a cena e a descreveram como uma "bola de fogo"

A Infraero confirmou que um rastro luminoso foi visto no céu da Grande Vitória, na manhã desta quarta-feira (20). O fenômeno deixou muitos capixabas, que viram a cena, perplexos com o rastro que ficou no céu. Várias pessoas presenciaram a cena e a descreveram como uma "bola de fogo".

Esse foi um dos assuntos mais comentados das redes sociais nesta quarta. “Eu estava atendendo um cliente, quando olhei para o lado do mar e vi um brilho muito forte, que deixou um rastro de fogo e depois sumiu. Durou uns cinco segundos no máximo”, disse o vendedor de coco, Vanoel Neves Martins, que trabalha na Praia da Costa.

O aposentado Jorge Luiz Sardinha, estava na Praia da Costa e contou o que viu: "Era uma luz muito forte, com uma bola de fogo na ponta, deixando aquele rastro de fogo e fumaça no céu. Eu pensei que poderia ser um asteroide mesmo. Meu medo era que ele chegasse até a orla. Mas ele apagou bem antes”, disse.
Bisch afirmou que a queda de meteoros é um fenômeno natural que ocorre todos os dias, mas em proporções variadas. “Todos os dias se ficarmos observando o céu, vamos ver a queda de pequenos meteoros. Entretanto, esse que caiu hoje tem um tamanho considerável, para ter chamado a atenção de tanta gente", disse.

A Infraero confirmou que várias pessoas que estavam no aeroporto e funcionários da torre de controle avistaram o rastro da bola de fogo. A Infraero também destacou que nenhuma operação aérea foi prejudicada pelo fenômeno.

A bola de fogo foi vista de vários bairros de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e ainda de outros pontos do Estado.

"Parecia que Jesus estava voltando", diz funcionária de empresa

Duas auxiliares administrativas de uma empresa de transportes da Serra presenciaram o exato momento da passagem do meteoro. Renata Varejão e Roberta Kelly trabalham de frente para uma janela e ficaram surpresas com o que viram. "Era uma bola várias vezes caindo. Parecia Jesus voltando. Até liguei para saber se a minha filha estava na creche", contou Roberta.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Anchieta - ES. A vida na 10ª cidade mais rica do país

Anchieta. A vida na 10ª cidade mais rica do país 
Atividade industrial joga para cima números da economia da região, mas busca de empregos aumenta população e preocupa autoridades

foto: Divulgação/PMA
Vista geral de Anchieta: cidade é considerada a 10ª mais rica do país e a segunda melhor para se viver no Espírito Santo, atrás apenas da Capital
Em dezembro último, o pacato município de Anchieta, no Sul do Estado, foi apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como a 10ª cidade mais rica do Brasil. Com um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de R$ 108 mil, o lugar ocupa o posto mais alto do pódio das maiores receitas quando se levam consideração apenas os municípios do Espírito Santo.
Oficialmente, são 23 mil habitantes (a prefeitura diz que o número supera os 28 mil) e uma receita vinda quase que totalmente de uma única empresa: a Samarco Mineração S.A. É fácil fechar a conta. Muito dinheiro circulando e pouca gente na cidade é igual a PIB alto.
Mas o que isso significa no dia a dia da população? Uma vida melhor, diz o comerciante carioca Eugênio Tavares, 46 anos, que saiu de Campos em busca de oportunidades melhores em Anchieta. “Fiquei sabendo que aqui o comércio era melhor que lá. Dai trouxe minha padaria para cá. Não tenho reclamações”, diz o proprietário de uma padaria no centro da cidade.
Por motivos parecidos, o mecânico Cleidson Gomes, 24 anos, também se mudou com a família de Cariacica, na região metropolitana, para Anchieta. Ele é um dos habitantes da cidade que se beneficia diretamente da atividade industrial da região. “Viemos para cá em busca de segurança. Mas as oportunidades de emprego pesaram também. A condição de vida é boa. Existem muitas oportunidades de trabalho”, comemora.
O grande problema é que bons indicadores econômicos e o aumento da oferta de empregos não significam melhorias significativas na oferta de serviços e qualidade de vida para a população. Muitas vezes, o PIB de um município não se confirma na renda média da população, explica o professor Roberto Garcia Simões, titular do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e especialista em políticas públicas e desenvolvimento do Estado.

Para ele, a atividade turística (a cidade tem aproximadamente 30 quilômetros de litoral e 16 praias) e também o trabalho agrícola contribuem para a geração de emprego e renda. “É um município que tem uma diversidade muito grande, com litoral, população flutuante e atividade rural. Existem possibilidades de trabalho sendo geradas, mas nem todos serão absorvidos”, alerta.

Riqueza vai para fora, diz prefeito

Outra preocupação é levantada pelo prefeito da cidade, Edival Petri (PSDB). Segundo ele, grande parte do que é gerado pela Samarco, que tem 34 anos de funcionamento e é a quinta maior exportadora do Brasil, não fica em Anchieta e sim é vendido para outras partes do país e até mesmo para o exterior. 
foto: Carlos Alberto Silva/A Gazeta
O prefeito Edival Petri (PSDB) se preocupa com busca por trabalho na cidade: "Desafio é continuar mantendo esse padrão com o inevitável aumento da população".
Petri acredita que não o PIB, mas um outro número, é motivo de comemoração: Anchieta é o segundo melhor município para se viver no Espírito Santo, atrás apenas da Capital, e o 49º no país (o primeiro é Barueri, no interior de São Paulo), de acordo com o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que acompanha três áreas de desenvolvimento: Renda, Educação e Saúde.
“Hoje temos uma boa qualidade de vida, com bons serviços oferecidos para a população. O desafio é continuar mantendo esse padrão com o inevitável aumento da população”, analisa o prefeito.
Planejamento para novos moradores é saída
Edival Petri diz que é preciso preparar a cidade para o grande número de pessoas que se muda para lá diariamente em busca de vida nova. Diz também que é preciso diversificar as oportunidades de emprego.
Além do grande número de trabalhadores envolvidos com a atividade industrial, a prefeitura é uma grande empregadora. Cerca de 2,6 mil pessoas, ou seja, 10% da população, está na folha de pagamento da administração municipal, de acordo com a assessoria de comunicação do órgão.
Sobre esse assunto, Petri acredita que constantemente profissionais deixam a administração para trabalhar na iniciativa privada. “A quantidade de serviços que a prefeitura oferece acaba tendo que contratar mais pessoas para desempenhar essas funções. A necessidade surge dai. Contudo o mercado está aberto, e os próprios servidores buscam oportunidades melhores”, justifica. Além disso, o prefeito informa que já iniciou as contratações dos aprovados em concurso para a área da saúde em 2011.
  foto: Edson Chagas
Navio de petróleo no mar de Anchieta. Royalties são uma das principais fontes de renda da cidade
Samarco alega que gera emprego e renda

Por meio de nota, a Samarco Mineração S.A destaca que leva desenvolvimento econômico e social para a região sul do Estado por meio da oferta de empregos diretos e indiretos, geração de impostos, contratação de fornecedores locais, além dos inúmeros projetos socioambientais desenvolvidos nos municípios vizinhos.
Atualmente, a Samarco realiza as obras do Projeto Quarta Pelotização (P4P). A expansão demandará investimentos da ordem de R$ 5,4 bilhões para a construção de um terceiro concentrador na unidade industrial de Germano, em Minas; para a construção de uma quarta usina de pelotização na unidade de Ubu; para a instalação de um terceiro mineroduto; e para a readequação do sistema de estocagem e embarque. As obras estarão em andamento até 2014.
Durante o pico das obras do projeto, segundo a empresa, deverão ser criados cerca de 13 mil postos de trabalho, sendo cerca 4,8 mil na unidade de Ubu. Após a conclusão do P4P, a Samarco prevê a contratação de cerca de 500 empregados em Ubu.

Sobre os impactos ambientais que causa na região, a nota diz que implantou no último ano um projeto que troca o óleo combustível pelo gás natural no processo de queima nos fornos de pelotização das três usinas, localizadas em Anchieta. Com a mudança, a companhia já deixa de emitir o equivalente a 160 mil toneladas de gás carbônico equivalente por ano, o que ainda poderá gerar créditos de carbono.

A Samarco alega ainda que se reúne constantemente com a população local, e que incentiva projetos sociais elaborados pela comunidade.
Royalties

Anchieta é também um grande produtor de petróleo. Somente em 2011, o município arrecadou com o repasse dos royalties e da participação especial (recebida por áreas que possuem grandes poços de petróleo), mais de R$ 48 milhões. Os dados são do site inforoyalties, produzido pela Universidade Candido Mendes, do Rio de Janeiro. Só para efeito de comparação, entre 2010 e 2011 a verba recebida pela cidade mais que dobrou, passando de pouco mais de R$ 21 milhões para o valor atual. 

O dinheiro que as cidades e os estados ganham com os royalties é muito importante para o desenvolvimento das regiões. Por lei, essa verba não pode ser empregada em gastos com pessoal e com despesas correntes da administração pública (pagamento de contas da prefeitura e de locais utilizados pela mesma para cuidar da cidade), ele só pode ser utilizado em investimentos em obras e melhorias na estrutura do lugar.    

Perspectivas

No segundo semestre deste ano, começam as obras da CSU, Companhia Siderúrgica Ubu (CSU). O projeto é da Vale e deve injetar R$ 10 bilhões na planta industrial que vai produzir cinco milhões de toneladas de aço por ano. O funcionamento da empresa vai colocar R$ 8 bilhões por ano na economia do Espírito Santo, valor que representa 10% da atual receita do Estado, segundo estudo realizado pela Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest), ligada à Universidade Federal do Espírito Santo. 

Serão gerados dois mil empregos na obra, e mais 18 mil oportunidades de trabalho diretas e indiretas na operação. O projeto gerou muita polêmica, na sua criação, devido ao impacto ambiental que vai causar na região. O processo de discussão do licenciamento ambiental da siderúrgica envolveu o poder público e vários segmentos da sociedade civil dos municípios próximos a Anchieta. No final, resultou na criação do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável da Região Sul (Condesul), que conta com as cidades de Alfredo Chaves, Guarapari, Iconha e Piúma. (Com informações do jornal A Gazeta).

O que diz a população
foto: Leonardo Quarto
Benedito da Silva, o Bené, gosta de viver em Anchieta, mas teme as mudanças que vêm acontecendo na região
De uma forma geral, a população confirma os dados que indicam Anchieta como uma boa cidade para se viver.
O comerciante Benedito da Silva, o Bené, 60 anos de idade e 40 deles vividos em Anchieta, diz que a vida na cidade é boa, mas teme as mudanças que vêm acontecendo na região. Para ele, com o aumento da população, a situação econômica vai mudar e a cidade vai encontrar problemas para atender a todos. Contudo ele continua otimista. "Espero que as condições de saúde e estrutura melhorem ainda mais com esses investimentos”, aguarda.
Também comerciante, Luciene Cardoso mora na cidade há 12 anos e comemora a qualidade das escolas, diz que até tênis as crianças recebem do município e que o material escolar também fica por conta. Na sua opinião, a vida melhorou muito nos últimos anos.
Porém, mesmo com os investimentos, alguns serviços estão pendentes. Produtor rural aposentado, Dijalma Correia, 69 anos, reclama da demora na marcação de exames da rede pública de saúde e também da qualidade das estradas que ligam a região rural a cidade. O  morador da comunidade Pé de Morro destaca ainda que gostaria de mais opções de lazer onde mora.
Sobre a dificuldade em conseguir médicos de especialidades e de alta complexidade, o prefeito Edival Petri informa que muitos profissionais relutam em ir para o interior pela baixa procura de pacientes e que o município oferece transporte para Vitória e outras cidades onde a população recebe atendimento. [GAZETA ONLINE]


Pontos Turísticos

ATRATIVOS TURÍSTICOS DE ANCHIETA
 BALNEÁRIOS:
 UBU
 É hoje importante praia de veraneio do município. No passado, pequeno povoado de pescadores, colonizado inicialmente por índios. A origem de seu nome em tupi-guarani significa “queda”. Segundo a lenda, quando o corpo do Beato Padre José de Anchieta, estava sendo conduzido pelos índios para ser sepultado em Vitória, na Igreja de Santiago, hoje Palácio Anchieta, eles deixaram cair o corpo, exatamente nesta localidade, e exclamaram “ABA UBU!” – que quer dizer – o Padre Caiu!
Contam também algumas pessoas, que o nome é devido à fruta do umbuzeiro, o umbu, variante de imbu (do imbuzeiro), pois havia muitas dessas palmeiras no balneário.
Ubu é um balneário bucólico e límpido, suas águas são claras e calmas, e os turistas que por ali passam se encantam com sua beleza natural. O balneário possui uma boa infraestrutura hoteleira e bons restaurantes que servem a tradicional moqueca capixaba.
 IRIRI
 Iriri, também tem nome de origem indígena e significa “ostra”, abundante em suas praias. No passado, o balneárioi era apenas uma pequena vila de pescadores. Hoje é um dos mais importantes balneários do município de Anchieta.
 O seu crescimento deu-se principalmente devido a sua transformação de pequenas choupanas de barro para a urbanização. As pessoas foram chegando à localidade e adquirindo seus terrenos, construindo casas, hotéis e pousadas. A construção da Rodovia do Sol também muito contribuiu para a transformação da localidade.
O balneário de Iriri concentra a maior infraestrutura hoteleira do município de Anchieta. Os turistas vêm dos mais distantes pontos do Brasil, para saborear os frutos do mar e a tradicional moqueca capixaba.
Hoje, concentra três mil habitantes e recebe em média na alta temporada cinquenta mil visitantes. O balneário é composto pelas praias: Santa Helena, Namorados, Areia Preta e Costa Azul. A lagoa da Conceição, divisa com o município de Piúma é outro atrativo turístico. Iriri possui quarenta e sete Hotéis e Pousadas, trinta e um restaurantes, Agência dos Correios, Posto de Saúde, Departamento de Polícia, Posto de Venda de passagem de ônibus, ampla rede de telefonia e Internet, comércio desenvolvido como: lojas de souvenir, supermercados, farmácias, escolas, lojas de roupas, materiais de construção, entre outros.
 PARATI
 Pequena vila de pescadores. Colonizada inicialmente por índios, sendo sua população formada por descendentes de índios. Seu nome também é de origem indígena. Em Tupi Guarani, Parati significa Baía Pequena. Vila procurada pelos turistas que querem fugir do tumulto das cidades.
Suas águas são claras, ondas fracas e é muito procurada para a prática de pesca de arremesso e windsurf. O balneário não possui infraestrutura hoteleira, possui apenas um camping e casas de aluguel.
  MÃE-BÁ
 Mãe-Bá é a primeira localidade do município de Anchieta, no sentido Vitória Anchieta, via Rodovia do Sol. Colonizada inicialmente por índios. Seu nome é de origem tupi guarani, e significa “Olhos Distantes”. Existe também uma lenda sobre uma índia curandeira de nome Bá, que morreu afogada na lagoa que contorna a localidade, seu corpo foi retirado da lagoa e cremado pelos índios, suas cinzas foram lançadas na lagoa, o que originou o nome do local e da lagoa.
Existe nesta localidade grande concentração de moradores que prestam serviços para a mineradora Samarco Mineração S.A.
É privilegiada por ser contornada pela lagoa de Mãe-Bá, que possui um grande potencial turístico a ser explorado, adornada pela vegetação nativa e bosques reflorestados de eucalipto, é um destaque natural especial para toda a região.
Destaque, também para a Praia de Mãe-Bá, localizada às margens da Rodovia do Sol, possui extensão de 5 km, aproximadamente, distante 18 km da Sede.
É uma praia deserta, de ondas médias e águas verdes. Frequentada por pescadores. As falésias aparecem e tornam a região aprazível para longas caminhadas. O artesanato é feito de Taboa, pelas mulheres da comunidade, no Centro de Artesanato “NABOA” – Núcleo de Artesanato da Taboa – planta nativa de lagoa. 
PRAIA DOS CASTELHANOS

A praia de Castelhanos está situada no final do trecho do litoral entre a sede e Ubu, distante 5 km. Seu acesso é feito através da Rodovia do Sol ou de estrada pavimentadas, margeando praias e enseadas onde também é caminho para os andarilhos que percorrem os Passos de Anchieta. Graças à presença de recifes, durante as marés baixas se formam varias piscinas naturais de águas quentes onde habitam espécies de fauna e flora. São as poçinhas de maré, habitat natural e protegido pelo meio ambiente.
A praia de Castelhanos oferece também entretenimento e lazer em áreas especificas como: a prática de esportes náuticos, surf, vela, ginástica na praia, vôlei, peteca ou simplesmente uma boa caminhada pelas trilhas apreciando as áreas de preservação e o mar sempre azul.  
BOCA DA BALEIA
Praia tranquila com enseadas virgens e área de preservação e de desova de tartarugas.
PRAIA DO ALÉM
Situada às margens da Rodovia do Sol, a 16 km da Sede, localiza-se próximo ao Terminal Portuário de Ubu. Praia deserta, de mar aberto e águas azuis. Muito procurada por surfistas em virtude de suas ondas.
Não possui infraestrutura, mas por estar próxima ao balneário de Ubu, os frequentadores podem ser atendidos pelos restaurantes, hotéis e pousadas desse Balneário.
PRAIA DE TIQUIÇABA
Praia pequena e desértica, localizada no balneário de Ubu. A origem do seu nome é Tupi Guarani, que quer dizer – Praia de Pequenas Conchas. É indicada para mergulho e pesca de lagosta. Não possui infraestrutura. Mas está próxima aos restaurantes, hotéis e pousadas de Ubu. 
LAGOA DE UBU 
Também denominada lagoa Azul. Possui 0,50 Km2. Infelizmente foi um pouco descaracterizada pela depredação do homem, aterrada em seu entorno, o que fez perder grande parte de sua beleza natural. Suas águas são de cor azul e dependendo dos raios de sol pode oferecer um visual belíssimo a quem a visita. 
PRAIA DE GUANABARA 
Localizada entre Parati e Castelhanos, fica a 6 Km da Sede do município. Possui 2,5 km de extensão. Seu acesso pode ser pela Rodovia do Sol ou por estrada de terra no sentido Parati X Anchieta.
Seu nome é originado devido ao naufrágio do navio Guanabara, em 1910. Segundo moradores locais, os destroços ainda se encontram lá a mais ou menos 900 metros da praia e pode ser um atrativo para quem gosta de mergulhar.
A praia apresenta grande incidência de desova de tartarugas da espécie Caretta - Caretta, e é hoje um ponto turístico de grande importância. A Prefeitura de Anchieta, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com o Projeto Tavivamar em parceria com o Projeto Tamar – Ibama vem trocando informações a respeito do manejo e cuidado com os ninhos e seus predadores naturais.
Contato do Projeto Tamar: 28 3536 3547.
PRAIA DE ANCHIETA 
Localizada na sede do município, possui cerca de 3,5 km de extensão. Suas areias são de cor marrom e batida, possui águas turvas e calmas.
Praia imprópria para banho, e é muito utilizada para pesca de siri, ostra, camarão, sururu. Muito procurada para práticas esportivas como futebol de areia e vôlei de praia.
A alguns quilômetros mar adentro se pode apreciar o cultivo de mexilhão nas fazendas marinhas. Na avenida Beira Mar você encontra restaurantes com gastronomia típica capixaba. 
PRAIA DO COQUEIRO
Localizada próximo ao centro. Possui cerca de 100 metros de extensão. Constitui-se um excelente local pesqueiro. Possui quiosques com serviços diversos.
Possui águas claras e transparentes, ondas fracas, areia escura, batida e fina. Fica entre costões e há rochedos à beira mar. O acesso é pavimentado, partindo da rodovia do Sol. 
PRAIA DO BALANÇO 
Localizada próximo ao centro, com aproximadamente 50 metros de extensão. Possui águas claras, ondas fracas e areia escura e batida. É uma praia virgem, faz parte de uma sequência de pequenas enseadas. Local de grande beleza natural, com matas secundárias e densas. O acesso é feito através da estrada de terra a partir da Rodovia do Sol. 
PRAIA DOS NAMORADOS 
Localizada no balneário de Iriri, possui cerca de 350 metros de extensão, fica a 6 km da Sede. A praia fica em pequena enseada, entre costões, de águas claras e mar calmo, areia dura e amarelada. Pode ser aproveitada somente para atracação. O acesso é feito pela Rodovia do Sol. Possui infra-estrutura de meios de hospedagem e alimentação. 
PRAIA COSTA AZUL
Localizada a 7 km da Sede, com aproximadamente 500 metros de extensão. O acesso é totalmente asfaltado. Praia de enseada, entre costões, de águas claras e mar calmo, areia compacta amarelada. É uma das praias mais frequentadas de Iriri.
Devido a sua pequena extensão não é aconselhável a instalação de infraestrutura náutica. Possui quiosques à beira mar, restaurantes, hotéis, lojas de artesanato, Feira dos Artesãos, onde acontecem os eventos turísticos e culturais. Nesta praia podem-se fazer passeios de escuna, banana boat, jetski e tem áreas reservadas para jogos de vôlei, peteca, entre outros. 
PRAIA DA AREIA PRETA
Praia urbana, distante 7 km da Sede do município. Possui cerca de 500 m de extensão. Localizada entre costões, possui mar calmo, águas claras com pequenas ondas, areia escura e solta, devido a presença de Ilmenita (areia monazítica). Com vista panorâmica do Monte Aghá (Piúma). É uma das praias mais frequentadas do balneário.
Considerada boa para atracação, porém suas dimensões não comportam infraestrutura náutica. Também proporciona passeios de escuna e mergulho por empresas.
No segmento do Turismo Náutico - o turismo educativo com pesquisas científicas marinhas através da Escola de Mergulho, no turismo recreativo e de lazer – mergulho contemplativo e passeios. As praias de águas tranquilas, os recifes de corais e a imensa vida marinha fazem deste litoral um dos melhores pontos de mergulho do Estado.
São vários roteiros subaquáticos :
Naufrágio do navio Paquetá, situado a uma milha náutica de Iriri e a 9,8 m de profundidade. O cargueiro de bandeira brasileira com sessenta metros de comprimento afundou em 1969.
Outros pontos de mergulho: Pedra do Lastro – 13m de profundidade; Pedra do Mero – 13m de profundidade; Pedra do Meio – 13m de profundidade; Pedra da Cororoca – 21m de profundidade; Pinna e Cabo Frio – 6m de profundidade (Vapor da Imigração); Panulirus e Caldeira – 21m de profundidade; Jardim de Rodolito – 18m de profundidade; Banco de algas, flora e fauna marinha. Os mergulhadores observam lagostas, polvos, corais, tartarugas e espécies raras.
O acesso é feito pela Rodovia do Sol e pela Avenida Padre Anchieta (totalmente asfaltado), dentro do balneário. 
PRAIA DE SANTA HELENA 
Praia de enseada, areia clara, boa para pratica de surf. Não possui infraestrutura de restaurantes só de hotéis, apenas uma cabana que serve petiscos e bebidas. Existe próximo à praia loteamento com algumas residências, na sua maioria, de turistas. 
PRAIA DE INHAÚMA 
Pequena vila de pescadores, praia de enseada, com pequena faixa de areia clara e socada, própria para pesca artesanal. Não comporta a prática de esportes náuticos. Possui um hotel e bares. 
PRAIA JUCA DA MATA E PRAIA DO SAPÊ
Praias virgens, boas para pesca de mergulho, possuem aproximadamente 20 metros de extensão, mar agitado, com ondas de 1 m a 1/2 m, águas claras e areia branca com grande incidência de conchas. Acesso através de trilhas ou pelo mar. 
OUTROS ATRATIVOS NATURAIS:
O potencial turístico de Anchieta é vasto. Ao lado dos recursos históricos que podem ser explorados, é possível também encontrar uma gama de atrativos naturais de grandes encantos e inegável aproveitamento turístico.
Em seus belíssimos balneários, praias limpas e convidativas, algumas ainda virgens, estão garantidos lazer e entretenimento para banhistas e adeptos dos mais variados esportes náuticos.
O município de Anchieta possui aproximadamente 30 Km de extensão litorânea, de configuração variada e recortado por enseadas, cabos, falésias e manguezais, os quais enriquecem sua paisagem, abrangendo 23 praias. 
PROJETO TAMAR
Outro grande atrativo é o Projeto Tamar, foi implantado em 2003, com sua sede na Praia da Guanabara, bolsão de desovas das tartarugas marinhas. Este projeto monitora 34km de praias, protegendo fêmeas, ninhos e filhotes da tartaruga cabeçuda (caretta-caretta) tartaruga verde e tartaruga de pente. Todas as três espécies estão ameaçadas de extinção. A sede da base do Tamar dispõe de um centro de visitantes com exposição educativa, painéis explicativos, tartarugas taxidermizadas, sala de educação ambiental, onde visitantes têm à disposição livros e são exibidos vídeos sobre os mais variados temas relacionados com o meio ambiente e lojas de produtos de divulgação do TAMAR. A base recebe uma media de 20 mil visitantes durante o ano.
 PROJETO TAVIVAMAR
Foi criado em 1999 por meio da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Anchieta. Respaldado em um protocolo de cooperação com Tamar e Ibama para conservação e preservação das áreas de desovas, através de monitoramento na temporada reprodutiva, educação ambiental com a comunidade local e visitantes, instalação de placas educativas, recuperação da vegetação nativa (restinga) entre outra atividades. 
RIO BENEVENTE
Área de preservação permanente. É um rio de planície e de águas tranquilas. Sua foz, em forma de estuário, é um viveiro rico em material orgânico, adequado à proliferação de crustáceos. Possui vegetação típica de manguezais, formando igarapés de beleza singular. Os rios Salinas e Árerá completam a bacia hidrográfica do município de Anchieta.
É ideal para passeios de descida e subida do Rio, prática de ecoturismo. O passeio pelo Rio Benevente começa pelo Porto da Colônia de Pesca, onde são oferecidas embarcações pesqueiras com fins turísticos,promovendo um atrativo inesquecível pelos manguezais. A viagem duas horas e propicia ao visitante conhecer a fauna, a flora e a historia da região.
O manguezal, um dos mais preservados do Estado, com vários barcos e guias realizam a viagem, observando as Ilhas de mangue e bandos de garças. O Rio Salinas surge em meio à vegetação, com seu sitio arqueológico das ruínas antigas, um conjunto de 32 colunas, formando uma antiga salina. 
PARQUE FLUVIAL
O Parque é formado pela Estação Ecológica Municipal de Papagaios e pelo Manguezal, um dos mais belos e preservados do Espírito Santo. Nos bosques de mangues de Anchieta encontra-se o Mangue vermelho, Branco e Negro. A diversidade da fauna como papagaios, garças e outros fazem um show a parte durante o passeio. O ponto alto fica por conta da revoada das garças migratórias ao entardecer. Passeio obrigatório para os amantes da natureza. 
CACHOEIRAS 
Nas regiões rurais do Município existem algumas localidades que possuem atrativos turísticos naturais, é o caso da localidade de Alto Joeba – com a Cachoeira da Luz, a Cachoeira do Cafundó e Cabeça Quebrada na divisa com Guarapari.
 MONTE URUBU
Pico culminante com 332m a leste do município, à margem esquerda dos rios Benevente e Salinas. O acesso ao monte pode ser feito através de carro, bicicletas ou a pé. É um local que permite aos ecoturistas e amantes da natureza um belíssimo passeio através das caminhadas e trilhas. No ponto culminante existe uma clareira, onde se pode ter uma bela visão da natureza. 
ATRATIVOS CULTURAIS - PATRIMÔNIO HISTÓRICO
  Atrativos Culturais
 A cidade de Anchieta não tem como herança valiosa somente suas belíssimas praias, mas tem como referencial a sua historia da qual fazem partes grandes vestígios, deixados pelos homens em suas comunidades. Esses vestígios são construções, templos, monumentos, estradas e portos. Enfim, é tudo que o homem cria e faz para melhorar as suas condições de vida e que, ao longo dos tempos, assinala sua presença numa localidade, constituindo assim sua história que fica preservada e registrada nesses testemunhos do passado.
Anchieta é uma cidade que possui muitos testemunhos de sua memória histórica, como a secular Igreja nossa Senhora da Assunção, edificada no século XVI, que possui anexo o museu de Anchieta. Outros monumentos são a Casa da Cultura, as Ruínas do Rio Salinas, os Poços Jesuíticos, o Colégio Maria Mattos dentre outros, como casas e sobrados, que formam o patrimônio histórico de Anchieta, os quais abrigaram os primeiros colonizadores da cidade.
 IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO
 A Igreja Nossa Senhora da Assunção é uma das mais antigas do Brasil. Monumento histórico, que segundo a tradição, sua construção se deve ao padre José de Anchieta. É composta por um conjunto histórico – Igreja de Nossa Senhora da Assunção e a antiga residência do “Apóstolo do Brasil”, hoje Museu Nacional de Anchieta. Construída no século XVI, provavelmente ela não estava totalmente pronta quando ele faleceu, no ano de 1597. Isso explica o fato de Anchieta não ter sido sepultado nela como era costume dos jesuítas, e sim, na igreja de Santiago, em Vitória, que é hoje o Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado. Só depois de algum tempo toda a obra ficou concluída.
A edificação da Igreja foi feita com o trabalho dos índios catequizados. Na obra, empregaram-se pedras e blocos de recife presos com argamassa feita com óleo de baleia. Era desta maneira que os jesuítas construíam seus templos no Brasil.
Junto à Igreja, construiu-se a residência dos padres. Ainda hoje quem observa a histórica edificação, no alto do morro sobre a foz do rio Benevente, nota que sua fachada é formada pela Igreja e pela antiga residência dos jesuítas.
Nessa residência moravam os padres, para darem melhor assistência aos numerosos índios da aldeia de Rerigtiba. Acredita-se que o Padre Diogo Fernandes, companheiro de Anchieta, tenha sido o primeiro jesuíta a ser enterrado na Igreja de Nossa Senhora de Assunção. O edifício também constitui atualmente, precioso patrimônio histórico onde funciona o Museu Anchieta.
Na espaçosa praça, em frente à matriz, encontra-se, desde 1922, o busto de bronze do Padre José de Anchieta.
Quando se deu a expulsão dos jesuítas do Brasil, em 1759, a igreja de Nossa Senhora da Assunção tornou-se a Matriz da vila Benevente. Os cômodos da residência onde tinham morado os padres passaram a servir de Câmara Municipal, cadeia pública, Fórum e aposentos do Juiz da Vila. Pessoas importantes, de passagem por Benevente, hospedaram-se ali. Em 1860, o Imperador Dom Pedro II, ao viajar pelo Espírito Santo, visitou o histórico edifício. Desde a expulsão dos jesuítas, foram muitas as obras feitas, tanto na Igreja, como na antiga Residência Jesuítica, modificando a construção original.
 MUSEU PADRE ANCHIETA                                                          
O museu nacional de Anchieta, anexo à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, constitui também preciso patrimônio histórico do município. Ali podem ser vistos móveis antigos que pertenceram ao padre Anchieta, peças arqueológicas, roupas, a cela do padre e a relíquia de um de seus ossos e inúmeros outros grandes objetos de valor religioso.
 Horário de visitação: - 2ª a 6ª feira, das 09h às 12h e das 14h às 17h - - Sábado e domingo de 09h às 17h30min. 
CASA DA CULTURA
 A Casa da Cultura de Anchieta localizada na sede, na rua Presidente Vargas número 161, constitui um dos patrimônios histórico-culturais do município de Anchieta construído em 1927.
Inicialmente era a sede da prefeitura municipal, a Câmara dos vereadores e o Fórum. A partir de 1989 deixou de ser a sede da prefeitura e continuou sendo a Câmara Municipal até 1995.
Atualmente funciona apenas como Casa da Cultura, muito visitada por estudantes, que a procuram como fonte de informações a respeito da história do município e de seus colonizadores.
Ali podem ser vistos documentos, fotos, cartas, que relatam a nossa história, alguns objetos pertencentes e utilizados pelos colonizadores e personalidades importantes que viveram ou passaram pelo município. Podem ser vistos ainda, livros com mais de cem anos (com raridades como assinaturas, fotos e documentos), todas as obras do padre Anchieta, todas as obras escritas a respeito dele e todas as obras dos jesuítas até 1759.
No andar térreo abriga um mini-teatro onde são realizadas várias exposições. 
Horário de visitação: 2ª a 6ª feira das 09h às 12h e de 14h às 17h. 
RUÍNAS DO RIO SALINAS
As Ruínas do Rio Salinas, localizadas à margem esquerda do rio Salinas, afluente do rio Benevente, se destacam do ambiente natural em que se situam não só pelo engenho humano que representam, mas, também pela imponência de suas formas, pela harmonia de suas proporções e pela sequência rítmica do conjunto de pilares e colunas, algumas redondas e outras quadradas.
Construção em alvenaria de pedra, argamassa com uma mistura heterogênea, em que se destacam as pequenas conchas de Anchieta, as Ruínas se alçam do solo a partir de um sistema estrutural básico de colunas e paredes de vegetação.
Voltadas para a ponte, as Ruínas do Rio Salinas emergem como um objeto na grande paisagem territorial que a envolvem. Composta de 32 colunas que, acredita-se também formava uma antiga salina clandestina.
 Como Chegar. Situada a poucos quilômetros da cidade de Anchieta, no meio de um bosque de eucaliptos, pode-se chegar às ruínas pela estrada de rodagem ou pelo rio Benevente, sendo este um passeio agradável onde se pode apreciar a beleza da fauna e flora em torno do manguezal.
 Teria sido uma igreja que os jesuítas ali estivessem construindo?
Essa foi a primeira hipótese, não só devido ao grande número de índios que havia nas margens do rio Benevente, como também porque os jesuítas escolheram essa região para desenvolver a catequese com muita intensidade e fervor. E sempre que deparavam com uma região com muitos índios, ali construíam uma igreja como símbolo de fé e de grandeza da igreja católica.
As velhas ruínas, também chamadas de Ruínas misteriosas, tornam-se ponto de atração turística para quem visita a cidade de Anchieta.
 COLÉGIO MARIA MATTOS
 Fundado em 1932, pelo anchietense Dom Helvécio Gomes de Oliveira. Tornou-se a 1º escola do interior do Espírito Santo. Alunos de todas as partes do Brasil vinham estudar no Maria Mattos onde ficavam internadas e eram educadas pelas irmãs Carmelitas. Fica localizado no centro da cidade de Anchieta.
 POÇOS JESUÍTICOS:
 POÇO DO COIMBRA
 Outro testemunho da memória histórica do município, com aproximadamente 250 anos de existência, fonte natural do alto do morro, depois da igreja de Nossa Senhora da Penha de onde vinha a água utilizada pelos moradores de Anchieta, antes de haver o abastecimento a domicilio com água da Companhia de Abastecimento de Água.
 POÇO DO QUITIBA
 Localizado a poucos metros do centro, no lado sul da baía de Anchieta, em área particular, suas águas permanecem de boa qualidade.
 POÇO DOS CASTELHANOS OU ANCHIETA
 Localizado na Ponta dos Castelhanos, encontra-se restaurado. Conta-se a lenda que o Beato Anchieta ao retornar de uma viagem com os índios, bateu com o seu cajado na pedra e fez jorrar água e esta possuía poderes de cura.
 OUTROS POÇOS
 Existem outros poços que foram criados com o passar dos anos, de acordo com a necessidade da comunidade local, e que fazem parte do caminho trilhado pelo Padre Anchieta.
 MEMÓRIA VIVA – CASARIOS – (QUARENTENA)
 Em Anchieta, sobrevivem ainda casas e prédios seculares. Cita-se, como exemplo, o velho casarão que, com suas inúmeras janelas e diversos cômodos, foi sede da Fazenda São Martinho, onde se plantava café e serviu de alojamento para os colonos imigrantes, desembarcados em Benevente. Os imigrantes ficavam de quarentena nesse casarão, sob observação, para curarem as doenças contraídas durante a longa viagem para o Brasil ou para que as autoridades da Vila pudessem verificar se eles estavam em boas condições de saúde a fim de entrarem no Espírito Santo, seguindo viagem para as terras do Vale do rio Benevente.
Várias dessas casas e sobrados, que formam o patrimônio histórico de Anchieta, estão no velho centro da cidade ou na área do porto.
Algumas são residências térreas, com fachada estreita, duas janelas e portas de acesso. São de fácil identificação por quem passeia pelas ruas do local. Outras são mais vistosas, como a casa da família Assad, que se situa de frente para o mar um pouco antes da ponte Cônego Barros e que ainda conserva a armação para um lampião de querosene em uma de suas entradas e poço de água potável desativado.
Logo adiante, na entrada da Rua Comendador Reis, fica o armazém da firma Antunes e Cia. Ltda., com portas de pinho de riga, madeira tirada dos caixotes e que chegaram embalados na Inglaterra, máquinas de beneficiar café. Pouco depois, na esquina da Rua Engenheiro Teles, hoje restaurante, liga-se, como o anterior, ao comercio do café, do açúcar e da aguardente, exportados pelo porto de Benevente.
Na década de 1920, estes produtos vinham pela ferrovia que ligava a Anchieta a Alfredo Chaves, passando por Jabaquara. Era de Jabaquara que chegavam o açúcar e a aguardente. A ferrovia foi desativada quando entraram em funcionamento as estradas de rodagem, e depois da crise econômica, no começo da década de trinta, prejudicou a produção e o comercio do café. Mas, ainda hoje, velhos moradores de Anchieta se lembram da ferrovia e do trenzinho que entrava apitando, trazendo passageiros e carga comercial em vagões distintos. Juntando-se estas informações com a sobrevivência desses casarões antigos e preciosos, verdadeiros documentos históricos, podem-se, com facilidade, ampliar o conhecimento sobre o rico passado de Anchieta.
 HOTEL ANCHIETA
 O Hotel Anchieta guarda em sua memória parte da história do município. Construído por Dom Helvécio em 1940, posteriormente foi adquirido pela tradicional família Bezerra e foi o primeiro Hotel da região, tendo como finalidade hospedar as famílias das alunas internas que estudavam no Colégio Maria Mattos. Muitas autoridades de renome nacional como Governadores e até vce-presidentes se hospedaram no hotel.  Sua localização privilegiada servia para contemplar toda a beleza da baía e também da Igreja Nossa Senhora da Assunção, hoje Santuário Nacional do Beato Anchieta.
Os eventos da sociedade anchietense da época eram realizados no Hotel Anchieta. Suas roupas, prataria e roupas de cama foram importadas da França, o que encantava a todos pelo requinte, beleza e qualidade.
Além de guardar parte da memória do município, o Hotel Anchieta é um atrativo turístico cultural de grande expressão que agrega atividades que valorizam e resgatam a cultura local, como o memorial do Hotel Anchieta.
Preservar o Hotel Anchieta, uma edificação de valor histórico por sua localização, arquitetura, memória e paisagismo é deixar as gerações futuras uma lição de responsabilidade e torná-lo Centro Cultural, é multiplicar seu valor como atrativo turístico valorizando sua historia,
Hoje o Hotel Anchieta foi adquirido pelo município, mostrando um avanço no desenvolvimento da região. Este espaço será uma referência para as comunidades que vão usufruir de todos os benefícios e oportunidades que o espaço oferecerá, dando também maior visibilidade aos programas e projetos e atividades do município. [anchieta.es.gov.br]

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Praia Formosa, Aracruz - ES


Praia Formosa 

Com aproximadamente 05 Km de extensão de areia amarelada e fina, água de coloração esverdeada, propícia ao lazer e banho, com vista privilegiada para trecho da Mata Atlântica , dispõe do Centro Turístico de Praia Formosa - SESC com Parque Aquático Águas Malucas e Praças Temáticas. Localizada no Distrito de Santa Cruz, Rodovia ES-010, Aracruz.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Três praias, Guarapari -ES


Praia das Três Pontas - Guarapari ES. 
Três Praias


Separadas por pedras, essas três enseadas têm águas mansas e claras. O local tem uma pequena infra-estrutura, com lanchonete, quiosques com churrasqueiras, playground e vestiários. Três belíssimas praias, separadas por pequenos rochedos, praticamente sem ondas, com água esverdeada e transparente. Boa para mergulho e pesca submarina. O acesso de carro ou mesmo a pé é pago.

Três Praias, um dos locais mais belos de Guarapari. Ficam a 45 quilômetros de Vitória e a 3 quilômetros do Centro de Guarapari. As 3 praias são conhecidas como Primeira, Segunda e Terceira. Um centro de lazer digno de visita.

Fonte: citybrazi

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Jovens do Norte do Espírito Santo desaparecem em percurso para o Sul da Bahia

Cinco universitários desaparecem na Bahia
Grupo saiu de São Mateus, na última sexta, para ir a Prado

Julia Casotti e Fabricio Marvila

As famílias de cinco jovens de São Mateus e Colatina estão angustiadas e querem respostas à respeito do desaparecimento de seus filhos desde a noite da última sexta-feira. O grupo saiu de São Mateus às 19h e seguia para a cidade de Prado, na Bahia - um percurso que duraria cerca de três horas. Mas até o final da noite de ontem, eles ainda não tinham chegado ao destino, nem dado sinal.
Familiares

"As famílias e amigos estão mobilizados para encontrar alguma pista do que aconteceu. Todos estão ansiosos".

Rendrix Galão, irmão de André


"Todo pai entende o que estou passando. Minha filha está desaparecida, quero respostas, quero que tudo dê certo".

Paulo Luiz Oliveira, pai de Amanda
Os jovens são Amanda Oliveira, 22, Izadora Ribeiro, 21, Marllonn Amaral, 21, Rosaflor Oliveira, 24, todos alunos do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus, e André Galão, 28, ex-estudante do Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc), de Colatina. Eles estavam em um Fiat Punto de cor bege, placas ODC 6985.

Dora Ribeiro, mãe de Izadora, disse que por meio de um rastreamento telefônico, ontem à noite, surgiu uma nova informação: o último sinal do telefone de um dos jovens foi a 15 quilômetros da cidade de Teixeira de Freitas, na Bahia. "Essa é a última informação que recebemos, vamos aguardar as buscas e pensar positivo. Queremos respostas em relação ao caso, a angústia é muito grande", diz Dora.

Segundo familiares de Rosaflor, eles foram vistos pela última vez em Pedro Canário, em um posto de gasolina do município. Ontem (22), durante as buscas feitas pelas polícias Civil e Militar, uma funcionária reconheceu o grupo e confirmou que eles estiveram no posto.


Os cinco jovens viajavam para a casa dos pais de Izadora, que moram em Prado, na Bahia. Os amigos iriam participar da festa de aniversário da mãe da jovem, que foi suspensa, no sábado (21). Como eles estavam demorando a chegar, os familiares ficaram preocupados e resolveram ligar para os telefones celulares dos universitários, mas todas as chamadas caíram na caixa postal.

Equipes de polícia de São Mateus e Pedro Canário fizeram buscas ontem em vários pontos do Espírito Santo e da Bahia, mas ninguém foi localizado. As buscas chegaram a se estender até localidade de Posto da Mata, na Bahia, mas até o final da noite de ontem os cinco amigos continuavam desaparecidos.

Qualquer informação que possa levar à localização dos cinco jovens pode ser passada para a Delegacia de Pessoas Desaparecidas, em Vitória, pelo telefone 3137-9065, ou para o Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública, pelo telefone 181.

Polícia investiga hipótese de uma ação criminosa
De acordo com o delegado de São Mateus, Leonardo Malacarne, todas as possibilidades de linhas investigativas foram consideradas para apurar o desaparecimento dos cinco jovens. Malacarne ainda afirmou que até o momento uma ação criminosa é a hipótese mais válida.

"Rastreamos a rodovia e não encontramos indícios de acidentes. Sabemos que há muitas hipóteses, entretanto há forte indício de ser uma ação criminosa. Mas não podemos adiantar muitas informações, pois a investigação corre em sigilo", comenta Malacarne.

O delegado disse que a partir de hoje a investigação será em conjunto com a polícia da Bahia. "Só não começamos neste final de semana porque não conseguimos contato por lá. Mas amanhã (hoje), sem falta, vamos unir a investigação para garantir mais eficiência".

foto: Divulgação
Reprodução de cartaz com fotos e informações divulgados pelos familiares dos jovens desaparecidos na página de relacionamento Facebook

Jovens Desaparecidos
Amanda Oliveira, 22
Ela cursa o 7º período de Ciências Biológicas no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus. Solteira, mora sozinha e quer estudar para ser perita.

André Galão, 28
Ele estudava Moda no Centro Universitário de Colatina (Unesc), mas trancou neste ano. André é estilista e trabalha em uma loja em Colatina. Solteiro, mora na cidade com os pais.

Izadora Ribeiro, 21
A estudante cursa o 7º período de Ciências Biológicas no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus. O plano de Izadora é fazer mestrado em Viçosa.

Marllonn Amaral, 21
Natural de Nova Venécia, ele é estudante do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus. Marllonn é amigo dos quatro há muitos anos.

Rosaflor Oliveira, 24
É natural de Vitória. Tem 24 anos e, atualmente, é estudante do curso de mestrado em Biologia, no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus.

A Gazeta - Julia Casotti e Fabricio Marvila

"Minha filha não deixaria de ligar"
Dora Ribeiro, mãe de Izadora, diz que a filha é responsável e não ficaria tanto tempo sem contato

Izadora sumiu a caminho do
aniversário da mãe
 
Dora Ribeiro, mãe da universitária Izadora Ribeiro, está angustiada com o desaparecimento de sua filha e dos quatro amigos. Em busca de respostas, Dora chega a questionar o comportamento do namorado de sua filha.

Como é a sua filha? Alguma vez ela já viajou e esqueceu de ligar?

Minha filha é uma pessoa super-responsável e muito dedicada aos amigos. Não faz parte do perfil dela não ligar, esquecer de avisar e deixar a gente preocupado. Todos os amigos dela, inclusive, são muito responsáveis.

A senhora sabia que sua filha namorava?

Eu não sabia, ela não tinha me contado ainda. Pelo o que ouvi dos amigos, era uma história recente. Entretanto, eles me disseram que ele era bastante complicado e ciumento, até em relação aos amigos da universidade. Minha filha sempre se dedicou muito às relações de amizade, é uma menina muito responsável e atenciosa.

Como ficou sabendo da briga entre o casal?

Os amigos dela me contaram que ele iria viajar para Prado com ela. Fiquei sabendo até que ele e minha filha iriam vir em um carro e os amigos em outro. Mas por causa de uma briga dias antes, ela preferiu que ele não viajasse mais.


Quando soube do desaparecimento, a senhora ligou para ele?

Liguei no sábado de manhã para o Wagner para saber se ele tinha alguma informação a respeito de Izadora e dos meninos. Ele disse que não sabia de nada e que estava em Mucuri. Eu disse que também estava em Mucuri e que queria encontrá-lo. Daí, logo depois, ele desmentiu e disse que, na verdade, estava em Teixeira. Achei uma atitude muito estranha.

E, a partir desse momento, a senhora passou a desconfiar do rapaz?
Achei estranho porque não senti que ele estava muito preocupado. E como um namorado não vai se preocupar em uma situação como essa? Ele não se mobilizou para fazer as buscas com as famílias, não nos encontrou na cidade.

A senhora procurou a delegacia para dar queixa?
Hoje (ontem), por volta das 8h30, fui na delegacia de São Mateus para dividir minha suspeita. E o delegado simplesmente desconversou e não quis saber da minha suspeita. Senti um descaso por parte da polícia.

Após briga, namorado desistiu de viajar
O namorado de Izadora Ribeiro, Wagner Buffon, 30 anos, confirmou que iria viajar com ela para Prado (BA), mas que por uma briga, ela preferiu que ele não fosse.

"Nós dois íamos em um carro e os amigos em outro. Mas depois da briga, ela disse que não queria que eu conhecesse os pais dela, queria um tempo sozinha e que depois que voltasse conversaríamos. Ajoelhei para ela não viajar, mas ela quis ir com os amigos mesmo assim. Se eu tivesse ido, ela não teria desaparecido, estaria em segurança".

Segundo Wagner, a última vez que encontrou Izadora foi na sexta-feira, antes dela viajar, por volta de 13h30, para deixar um presente para sua sogra, Dora Ribeiro. Ele também teria conversado com a estudante pelo Facebook, às 18h.

Wagner explicou que optou por não se juntar aos familiares dos estudantes desaparecidos para auxiliar nas buscas por não existirem pistas concretas a respeito do caso. "Não vejo sentido em pegar um carro e sair procurando sem ter pistas. Mas já tentei ligar várias vezes, mandei mensagens e entro em contato com um dos amigos que está com a família de Izadora".

Wagner e Izadora começaram a namorar oficialmente em 13 de abril, mas eles se conheceram no carnaval deste ano, em Itaúnas. "Amo muito Izadora. Preciso dela de volta". O rapaz afirmou, ainda, que irá se apresentar à polícia para prestar esclarecimentos.

A Gazeta (Julia Casotti)