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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Himalaia. Vivendo acima das nuvens. Fotos


Fotógrafo retrata vida 'nas nuvens' de povo do Himalaia
Povoado do Nepal 'olha para baixo' para ver o céu, diz artista Anton Jankovoy.

Um fotógrafo ucraniano retratou a vida a 2,2 mil metros de altura, em um povoado do Himalaia.
Vivendo em meio às nuvens e com vista para as montanhas do Monte Everest, os 3,5 mil habitantes de Nagarkot, no Nepal, vivem de colheitas de subsistência e da criação de gado.

O fotógrafo Anton Jankovoy passou quase um ano no Nepal e considera Nagarkot - localizada a 32 km da capital, Katmandu - seu 'lugar favorito'.

'O cenário é estonteante, e, para aquelas pessoas, viver nas nuvens é algo normal, apesar de parecer extraordinário para nós', afirma. 'A maioria das pessoas precisa olhar para cima para ver as nuvens, mas eles têm de olhar para baixo. Para mim, é o paraíso.'

Fotógrafo retrata vida 'nas nuvens' de povo do Himalaia (Foto: Caters)



Fotógrafo retrata vida 'nas nuvens' de povo do Himalaia (Foto: Caters)

Links sobre o Himalaia:

Himalaia – Wikipédia, a enciclopédia livre


Vídeo: Globo Repórter sobre o Himalaia

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mortos são esquartejados e oferecidos a abutres em funerais no Himalaia

Nas comunidades instaladas em altitudes elevadas no Himalaia, a destinação de corpos de pessoas mortas pode ser algo complicado – o chão rochoso e congelado dificulta enterros e a cremação seria cara e difícil, principalmente pela ausência de árvores que poderiam servir como combustível.

Dispor de corpos por métodos tradicionais é difícil em
altitude elevada
Ao longo dos séculos, povos da região desenvolveram rituais religiosos que resolvem a questão, com o chamado ‘funeral nos céus’ – os corpos são retalhados e os pedaços são comidos por abutres, evitando a disseminação de doenças.

O ritual em uma comunidade tibetana localizada a 4 mil metros de altitude no Nepal foi filmado por uma equipe da BBC para o programa sobre montanhas da série Human Planet, que foi ao ar nesta quinta-feira na Grã-Bretanha.

A população local vive praticamente isolada do resto do mundo. O documentário mostra os preparativos dos líderes religiosos locais após a morte de Nombe-La, de 70 anos, para o funeral seguindo as tradições budistas.

Doenças
Budistas veem consumo da carne pelos abutres como um ato sagrado

O lama Nam-Ga é o responsável pelo funeral de Nombe-La. “Nombe-La era um homem muito bom. Ele trabalhava duro e criou cinco filhos”, afirma o lama.

Ele sabe que precisa dispor do corpo rapidamente para evitar a disseminação de doenças.

Além das dificuldades práticas para um eventual enterro, em uma altitude em que as árvores não crescem, também não há lenha para uma possível cremação, a opção preferencial dos budistas.

Ritual sagrado de funeral tem origem anterior ao
próprio budismo
A solução, o “funeral nos céus”, é um ritual sagrado cuja origem é anterior ao próprio budismo.

Para seguir o ritual, o lama Nam-Ga conta com a ajuda de um especialista, uma espécie de agente funerário local, cuja condição de não budista o torna indicado para a função que precisa executar.

Abutres

Após uma caminhada de uma hora e meia, a procissão do funeral chega ao local indicado para o ritual.

A grande quantidade de abutres torna o local indicado para o procedimento. Os animais são capazes de comer o corpo inteiro antes que o processo de decomposição comece a favorecer a disseminação das doenças.

Os budistas veem isso como um ato sagrado, que sustentará a vida de outro ser vivo.

Mesmo após vários funerais, especialista ainda
precisa de uísque

Para eles, o corpo de Nombe-La é apenas um invólucro vazio e sua alma já migrou para outro domínio.

Para facilitar o trabalho das aves e tornar o consumo mais rápido, o especialista usa instrumentos afiados para cortar o corpo em pedaços e jogá-los aos urubus.

“Os lamas não podem fazer o que eu faço. Eu já fiz vários funerais nos céus, mas ainda preciso de uísque para fazer isso”, afirma o especialista.

BBC Brasil