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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Massacre de Munique 1972. O dia mais triste da história olímpica


"Nenhum tipo de demonstração política, religiosa ou racial é permitida nas áreas dos Jogos Olímpicos." - Cartilha Olímpica: regra 50.2

Nos Jogos Olímpicos de 2012, cerca de 13.500 soldados britânicos estarão vigiando as ruas de Londres - ou cerca de 4.000 a mais do que estão servindo no Afeganistão. Isso exemplifica até onde o Comitê Olímpico Internacional (COI) e as cidades-sede vão para prevenir qualquer tipo de manifestação política - pequena ou grande - durante uma Olimpíadas.

As Olimpíadas serem um evento de duas semanas de disputas esportivas sem manifestações políticas significa pouco para os que desejam marcar uma posição, porque quando você está lá, por que não fazer em cima do pódio, com o mundo todo assistindo?

Países já boicotaram Jogos por razões políticas, e outros não foram convidados - a África do Sul é o maior exemplo. Ao longo dos anos, as fortes manifestações políticas ficavam no plano simbólico, até o dia 5 de setembro de 1972, quando um grupo de terroristas palestinos assombrou a Vila Olímpica e fez 11 atletas e técnicos israelenses reféns.

O impasse durou 16 horas, terminando com uma tentativa malfadada de resgate. Quando tudo terminou, todos os 11 reféns e mais um policial alemão estavam mortos. Houve um rumor de paralisar os Jogos logo depois da tragédia, mas o presidente do COI, Avery Brundage, resolveu que isso não podia acontecer.

"Estou certo de que o público vai concordar que não podemos permitir um bando de terroristas destruir a essência de cooperação internacional e de boa vontade que temos com o movimento olímpico", disse, para uma plateia de 80 mil pessoas presentes nas homenagens, dentro do Estádio Olímpico. "Os Jogos precisam continuar".

E assim continuaram.



SETEMBRO NEGRO: O Massacre de Munique no dia mais triste das Olimpíadas

O dia 05 de setembro de 1972 entrou para a história das Olimpíadas e do esporte mundial. Infelizmente pelo motivo mais sombrio: a morte de onze atletas israelenses em um ação terrorista que, pela primeira vez ,capitalizou a mídia como agente de exposição de uma operação

Foi nesta data, há exatos 38 anos, que oito terroristas palestinos razoavelmente treinados e muito dedicados invadiram a Vila Olímpica de Munique e sequestraram nove atletas israelenses, matando outros dois deles no início da operação. Na desastrada tentativa de resgate do atletas, todos os sequestrados morreram assim como cinco criminosos e um policial alemão-ocidental.

A vigésima Olimpíada da Era Moderna, conhecida até então pelo slogan "Jogos Felizes" e que marcaria época pelas sete medalhas de ouro de Mark Spitz na natação, se tornava um doloroso drama de 21 horas com um trágico desfecho.

Para entender tudo isto, o Almanaque Esportivo faz uma recuperação de todos os fatos envolvidos neste atentado terrorista que marcou os Jogos Olímpicos de Munique em 1972 na então Alemanha Ocidental. Sem dúvida, a maior tragédia olímpica já ocorrida na Era Moderna.

Munique


Antes, Durante e Depois.

PRÓLOGO

Em setembro de 1970 ocorreu uma frustrada tentativa de golpe de estado na Jordânia contra o Rei Hussein II, comandada pela então terrorista OLP (Organização da Libertação Palestina). Na ocasião, o rei jordaniano iniciou uma campanha contra militantes políticos palestinos no país. Aliás, Hussein II foi o único líder árabe a condenar veementemente a ação terrorista nos Jogos de Munique.

Em resposta à repressão de estado jordaniana, foi criada a organização paramilitar "Setembro Negro", comandada por membros da Fatah (organização comandada por Yasser Arafat), contando com o apoio de membros da As-Sa'iqa e OLP. O terrorista Mohammed Daoud Oudeh foi o mentor intelectual das ações da organização. De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, o "Setembro Negro" era um braço extremista da Fatah, que estava ciente de suas atividades.

Entre seu estabelecimento, em meados de 1971, até o "Massacre de Munique", como ficou conhecido o incidente nas Olimpíadas, o "Setembro Negro"capitaneou ações como cartas-bomba para autoridades diplomáticas israelenses, sequestro de aviões, tentativas de assassinatos contra oficiais jordanianos e ainda o assassinato do primeiro-ministro jordaniano Wasfi Tel em 1971. Depois do atentado em Munique, outras ações continuaram a ocorrer até seu desmantelamento no final de 1974.

O INCIDENTE

Às 4 horas da madrugada do dia 05 de setembro de 1972, oito terroristas do Setembro Negro entraram na Vila Olímpica vestindo abrigos esportivos e mochilas. Inadvertidamente, dois membros da delegação norte-americana ajudaram os mesmos a escalar os muros da Vila, que não tinha praticamente nenhuma segurança naquele local. Eles pensavam que, assim como eles, eram atletas voltando das festas após o horário previsto de fechamento da Vila Olímpica.

Ao invadirem o apartamento 1 do prédio destinado à delegação de Israel, foram vistos pelo juiz de luta-livre Yossef Gutfreund, que percebeu os atacantes com máscaras e gritou para alertar seus colegas. Além disto, ele usou seu corpanzil de 130kgs para detê-los à porta, o que permitiu a fuga do seu colega Tuvia Sokolovsky.

Subjulgado, Gutfreund foi ferido pelos atacantes, enquanto o também treinador Moshe Weinberg levou um tiro no rosto. Este levou os invasores para o apartamento 3 repleto de lutadores e halterofilistas, pulando o apartamento 2 (o qual também tinha atletas israelenses de atletismo, tiro ao alvo e esgrima), pois provavelmente achou que os primeiros poderiam fisicamente ser mais capazes de deter os terroristas.

Na luta após invadir o apartamento 3, no qual todos os seis atletas dormiam, o halterofilista Yossef Romano, foi assassinado ao tentar render um dos atacantes. Weinberg tentou novamente atacar os invasores mas foi metralhado e também morreu. Na confusão, o igualmente halterofilista Gad Tsobari conseguiu fugir para o estacionamento.

Os nove reféns restantes, incluindo o técnico de esgrima André Spitzer (que tinha acabado de chegar à Vila Olímpica), foram detidos pelos terroristas. Eles exigiam a libertação de 234 prisioneiros da OLP detidos pelo governo israelense além de dois radicais alemães, Andreas Baader e Ulrike Meinhof (do extremista grupo alemão Baader-Meinhof). "Não negociamos com terroristas", foi o retorno da Primeira-Ministra israelense Golda Meir.

A foto abaixo, do fotógrafo Kurt Stumpf, imortalizou o incidente.

O chefe da delegação egípicia A.D. Touny e membros da Liga Árabe negociaram com os terroristas palestinos, prometendo "muito dinheiro" em troca da libertação dos reféns, algo rejeitado por eles. Em um impasse diplomático, os alemães-ocidentais organizaram uma pífia tentativa de resgate na tarde do dia 05 de setembro.

Quando os policiais, vestidos de abrigo esportivo, estavam quase entrando no prédio, os terroristas avisaram que estavam vendo tudo pela televisão e que qualquer tentativa de invasão resultaria na eliminação imediata dos reféns.

Um novo plano, enfim, foi definido pelos alemães-ocidentais, após as exigências dos palestinos de irem para o Cairo, capitão do Egito.  As especializadas forças armadas alemães não podiam intervir, pois a Constituição Federal pós-guerra impedia o uso do Exército contra civis. Sobrou para a Polícia de Munique e o Governo da Baviera resolverem o incidente terrorista.

Era melhor que não tivessem feito, pois foi uma sucessão de equívocos trágicos. Nem de propósito, as autoridades alemãs-ocidentais cometeriam tantos erros graves de planejamento, estratégia e operacionais.

O primeiro passon foi posicionar um Boeing 727 na pista militar de Fürstenfeldbruck. Bizarramente, as autoridades alemãs-ocidentais prepararam uma tentativa de resgate com apenas cinco atiradores mal-treinados e pessimamente equipados, sem rádio e comunicação centralizada, tampouco tropas de assalto. Aliás, nem atiradores de elite os policiais eram:apenas oficiais que estavam em um torneio de tiro naquele final de semana.

Apenas no transporte da vila Olímpica de ônibus para dois helicópteros, se percebeu que, além dos nove reféns haviam mais terroristas do que o inicialmente observado: oito ao invés de cinco. Para piorar, os helicópteros ao descerem em Fürstenfeldbruck ficaram mal posicionados e impediram dois dos atiradores de poderem atacar.

No Boeing haveriam dezesseis policiais alemães, que iriam atacar os terroristas assim que eles subissem na aeronave. Ao invés disto, este agentes desistiram da ação sem comunicar o comando central da crise, pois achavam que a ação não estava bem planejada. O comando central (composto por 2 políticos e 1 chefe de polícia), por sua vez, 'esqueceu' de pedir apoio terrestre blindado e, quando o fez, o mesmo ficou preso no tráfego, chegando somente à meia-noite, depois de ter começado o tiroteio.

Dois terroristas subiram na aeronave, totalmente vazia, e viram que tinham sido enganados. Um tiroteio começou e dois palestinos foram mortos. Logo depois, outro saiu correndo na direção de um dos atiradores, o único tiro disparado por ele em todo o incidente. No meio do caos, os oficiais israelenses do MOSSAD (serviço de inteligência de israel) tentaram negociar mas levaram tiros em sua direção.

Com a chegada dos blindados, os terroristas se apavoraram e um deles metralhou o helicóptero com quatro reféns, jogando uma granada que explodiu a aeronave. Morriam Berger, Friedman, Halfin e Springer. Depois, outro terrorista metralhou os reféns do outro helicóptero, matando Gutfreund, Shapira, Shorr, Slavin e Spitzer.

Um dos atiradores alemães e um dos pilotos ficaram feridos por 'fogo amigo', já que não conseguiam se comunicar com seus companheiros. O policial alemão Fliegerbauer morreu de bala perdida (ele estava na torre de controle aéreo) e cinco terroristas foram mortos, um fugiu e três foram presos. O fugitivo restante foi morto 40 minutos depois em um combate com as forças de segurança alemãs-ocidentais.

AS VÍTIMAS:

Kehat Shorr, atirador
Yossef Romano, halterofilista
David Berger, halterofilista
Ze'ev Friedman, halterofilista
Jacov Springer, juiz de halterofilismo
Mark Slavin, lutador
Eliezer Halfin, lutador
Moshe Weinberg, técnico de luta
Yossef Gutfreund, juiz de luta
Andre Spitzer, técnico de esgrima
Amitzur Shapira, técnico de atletismo
Anton Fliegerbauer, policial alemão


terça-feira, 1 de maio de 2012

7 degolados em Doverlândia. Mais dois suspeitos de participar de chacina em Goiás são presos

Mais dois suspeitos de participar de chacina em Goiás são presos
Um dos acusados já teria confirmado participação na morte de sete pessoas em Doverlândia
G1

Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Fazenda onde ocorreu chacina em Doverlândia
Três homens foram presos, nesta segunda-feira (30), suspeitos de participar da chacina em Doverlândia, no sul de Goiás, no último sábado (28). Dois deles acabaram detidos em Frutal (MG), no Triângulo Mineiro, durante o velório de duas das sete vítimas mortas degoladas. A informação é da delegada de Frutal, Débora Mariani Jardim.


Na noite desta segunda, os dois suspeitos detidos em Minas prestavam depoimento na Delegacia de Frutal. Ao G1, por telefone, a delegada Débora disse ter registrado autos de prisão em flagrante contra os suspeitos. Apesar de ter se passado mais de 24 horas após as mortes, ela alega que o crime ainda estava em estado de "perseguição", e, nesse tipo de caso, o flagrante pode ser efetuado.

Além dos dois suspeitos em Frutal, investigadores goianos prenderam um homem em Doverlândia, nesta tarde, segundo a delegada geral da Polícia Civil do estado, Adriana Accorsi. Um quarto envolvido estaria foragido.

Confissão
De acordo com o delegado de Iporá, município próximo a Doverlândia, Vinícius Batista da Silva, a pessoa detida confirmou participação nas mortes. A polícia descartou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

Uma força-tarefa envolvendo as polícias Civil e Militar trabalha na elucidação do caso, mas a delegada prefere não dar detalhes do crime. "Já temos uma noção do que aconteceu, mas é importante não divulgar a motivação para não atrapalhar as demais prisões que estão para acontecer", disse a delegada esta tarde.

Sepultamento
Quatro vítimas foram enterradas nesta segunda-feira (30), na cidade de Rio Verde, no sudoeste goiano. O grupo tinha ido visitar um amigo em uma fazenda quando foi surpreendido e morto.

Três dessas pessoas eram da mesma família: um homem de 61 anos, que era amigo do dono da fazenda invadida; a mulher dele, de 65 anos; e o filho do casal de 22 anos. O jovem tinha uma noiva, de 24 anos, que também foi assassinada.

Os outros três corpos foram levados para Minas Gerais. O do dono da fazenda, Lázaro Oliveira, de 57 anos, o filho dele, Leopoldo Rocha Costa, de 28, foram enterrados em Frutal. O vaqueiro Heli Francisco da Silva, de 34 anos, em Campina Verde.


Crime
Sete pessoas foram degoladas na noite de sábado (28) em uma fazenda a 43 km do município de Doverlândia.

Primeiros a serem mortos, de acordo com a polícia, o fazendeiro e o filho, foram encontrados mortos na sede da propriedade na noite do crime. Os corpos das outras cinco vítimas estavam em uma estrada vicinal, perto da fazenda, e só foram avistados na manhã de domingo (29).

O delegado do município de Iporá, Vinícius Batista da Silva, que atendeu o caso das sete mortes no plantão deste fim de semana, disse que os criminosos agiram com muita crueldade, degolando as sete vítimas. Durante as diligências, os investigadores encontraram vestígios dos criminosos.

“A gente já tem algumas digitais colhidas, pois pelo menos um dos homicidas utilizou um copo depois de cometer o crime, já com a mão suja de sangue. A gente colheu algumas digitais e nós vamos [de Iporá para Doverlândia] com uma equipe maior para poder pegar mais detalhes nas redondezas da sede”, explicou o delegado.

Testemunha
De acordo com o sargento da Polícia Militar (PM) Divino Celso Teles, um adolescente de 14 anos estava no pasto da fazenda no momento do crime e chegou a ouvir gritos. O adolescente, que é filho do vaqueiro assassinado, teria procurado o cunhado do fazendeiro em outro ponto da propriedade para pedir ajuda.

Segundo a polícia, o fazendeiro e seu filho teriam sido degolados dentro da casa e arrastados pelos criminosos até o banheiro da residência. Com base no relato do adolescente, a polícia informou que ainda na noite de sábado quatro pessoas chegaram à propriedade para visitar o fazendeiro.

O vaqueiro teria acompanhado o grupo em direção à casa, mas todos teriam sido atacados nos arredores da residência. Os gritos das vítimas chamaram a atenção do adolescente no pasto. Ainda de acordo com Teles, os corpos das outras cinco vítimas foram encontrados em uma estrada vicinal, perto da fazenda, na manhã de domingo (29).

Conforme informações iniciais da polícia, o proprietário do imóvel e o filho foram os primeiros a serem assassinados. Os outros teriam sido executados como uma forma de eliminar testemunhas.

Conforme informações iniciais da polícia, o proprietário do imóvel e o filho foram os primeiros a serem assassinados. Os outros teriam sido executados como uma forma de eliminar testemunhas.

Massacre de Goiás teria sido por vingança

Goiás. A Polícia de Goiás prendeu, ontem, dois dos três suspeitos de envolvimento na chacina de sete pessoas na noite de sábado (28) em uma fazenda em Doverlândia, sudoeste de Goiás. A chacina teria sido motivada por rixa pessoal.

"Eles (os assassinos) agiram com extrema crueldade", disse o delegado Vinicius Batista da Silva, do 7º Distrito de Polícia de Iporá, e responsável pelas investigações. O delegado explicou que a polícia recolheu algumas digitais e colheu depoimentos de moradores.

As vítimas são Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, dono da fazenda e ex-presidente do Sindicato Rural de Doverlândia; Leopoldo Costa, 22, filho do fazendeiro; Heli da Silva, 44, vaqueiro da fazenda; Joaquim Carneiro, de 61 anos; Miraci Alves de Oliveira, 65; Adriano Carneiro, 24, e Tâmis da Silva, 24.



sexta-feira, 8 de julho de 2011

Polícia acha 7 corpos nos EUA e suspeito morre após cerco de 5h

Suspeito de matar 7 nos EUA se suicida durante tiroteio, diz polícia
Segundo a polícia, homem se matou após perseguição.
Cinco adultos e duas crianças foram mortos em duas casas diferentes.

Sete pessoas foram encontradas mortas em duas casas diferentes em Grand Rapids, Michigan, nos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira (7). As mortes levaram a polícia a perseguir um suspeito, que se matou após um cerco de cinco horas e um tiroteio que feriu mais duas pessoas.

Polícia investiga uma das casas onde corpos foram encontrados em Grand Rapids. (Foto: Adam Bird / AP Photo)

Segundo a polícia, os mortos são cinco adultos e duas crianças.
O chefe de polícia Kevin Belk disse que o suspeito, Rodrick Shonte Dantzler, se envolveu em um tiroteio com a polícia no centro de Grand Rapids. Durante a ação, ele teria se matado, com um tiro na cabeça.

Homem se desespera ao saber que sua filha estava numa das casas onde corpos foram encontrados. (Foto: Chris Clark / The Grand Rapids Press / AP Photo)


Do G1, com agências internacionais *
(*) Com informações das agências de notícias Associated Press e Reuters

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Comportamento do autor do crime em Realengo contribuiu para morte de mãe adotiva, dizem parentes

Parentes culpam autor do crime em Realengo por morte de mãe adotiva


Wellington: comportamento contribuiu para morte da
mãe, diz parente.
O autor do massacre na Escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, era temido até mesmo por parentes, que alegaram que Wellington Menezes de Oliveira era "estranho" e "perigoso", segundo o jornal "Extra".

Um dos familiares de Wellington chegou a dizer, em depoimento à Polícia Civil, que o comportamento dele contribuiu para a morte da mãe adotiva, Dicéa Menezes de Oliveira, de 72 anos, que foi vítima de infarte em 2009.

"Culpo pela morte porque ela ficava muito nervosa e aborrecida com as atitudes tomadas por ele", disse.

Em uma das cartas encontradas pela polícia, Wellington citava que queria ser sepultado ao lado do corpo de sua mãe, descrevendo seu nome e o cemitério onde está enterrada. O corpo dele permanece no IML aguardando a presença de familiares para que seja liberado.

No enterro da mãe, que o criou desde os dois meses de idade, o atirador não mostrou nenhuma emoção e ficou em silêncio a maior parte do tempo, segundo contou um parente.

Um outro familiar disse que Wellington, a partir do final de 2010, passou a beber e a fumar muito, além de deixar "a barba crescer até o peito", alegando ser adepto de Bin Laden.

Fonte: SDRZ

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Video recuperado no HD do computador mostra que atirador planejava massacre desde 2010

RIO - Video recuperado no HD do computador da casa de Wellington Menezes de Oliveira, e divulgado na tarde desta quarta-feira pela Polícia Civil, mostra que o assassino já planejava uma ação violenta contra uma escola desde julho de 2010. Nas imagens, gravadas por uma webcam, Wellington afirma que se vingará em nome "daqueles que são humilhados, agredidos e desrespeitados, principalmente em escolas e colégios, pelo fato de serem diferentes", como ele acreditava ser.

- Eles descobrirão da maneira mais radical quem eu sou - afirmou o assassino, na gravação.

A polícia científica começou na terça-feira a recuperar dados que haviam sido apagados do computador de Wellington. Para o diretor geral de Polícia Técnica, Sérgio Henriques, as provas até agora recolhidas e os laudos cadavéricos mostram que os alvos do assassino era as meninas.

O Globo -  Elenilce Bottari

Entenda o caso

Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).

Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.

Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados na sexta-feira (8) e uma foi cremada na manhã de sábado (9).

O corpo do atirador permanece no IML. Ele ficará no local por até 15 dias aguardando reconhecimento por parte de um familiar e liberação para enterro. Caso isso não ocorra, o homem pode ser enterrado como indigente a partir do dia 23 de abril. (R7)

Atirador do massacre que matou 12 alunos de Escola do Rio consumia bebida alcoólica e fumava

Criado por pais seguidores da seita Testemunhas de Jeová, a partir de 2010 Wellington passou a dizer que frequentava uma mesquita

AGÊNCIA ESTADO

Autor do massacre que matou 12 alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, Wellington Menezes de Oliveira consumia bebidas alcoólicas e fumava cigarros em excesso desde 2009, após a morte da mãe adotiva, de acordo com o depoimento de familiares à Delegacia de Homicídios (DH). A revelação contradiz ainda mais a hipótese de uma ligação entre ele e um grupo religioso ou extremista.

Os depoimentos à polícia mostram que a suposta ligação foi revelada pelo próprio atirador aos parentes e ao seu barbeiro, mas nunca foi comprovada. Ele disse à irmã, ao primo e a um sobrinho que havia se tornado "adepto de Bin Laden", depois que deixou a barba crescer até a altura do peito, a partir de outubro do ano passado.

Todos os familiares dizem que os problemas com a bebida e as ideias confusas sobre suicídios e assassinatos em massa ficaram mais intensas após a morte da mãe de criação de Wellington, Dicéa Menezes de Oliveira. Ele ficou isolado dos parentes, abandonou o emprego no almoxarifado de um abatedouro de frangos e foi morar sozinho em Sepetiba, na zona oeste. Em 2010, ele iniciou uma transformação visual com o crescimento da barba e "começou a se intitular fundamentalista", depois de ficar obcecado pelas imagens do atentado contra as Torres Gêmeas, em Nova York, ocorrido em setembro de 2001.

Criado por pais seguidores da seita Testemunhas de Jeová, a partir de 2010 Wellington passou a dizer que frequentava uma mesquita no centro do Rio e na Barra da Tijuca. No entanto, não existe templo muçulmano na Barra da Tijuca e o situado no centro da cidade está fechado há três anos. A única mesquita da cidade funciona na Tijuca, na zona norte.

Um funcionário do matadouro, onde Wellington trabalhou, também revelou que ele era alvo de gozações na empresa, assim como os parentes confirmaram à DH que Wellington também era perseguido na escola.

Todos os depoimentos apontam que o criminoso tinha algum problema mental. "Wellington parecia ter distúrbios mentais, pois se sentava na cadeira e ficava olhando para o espelho fixamente, olhando repentinamente para os lados", contou o cabeleireiro Maxwell Almeida, de 30 anos, que cortava o cabelo do atirador há sete anos. O primo L., de 24 anos, chegou a criticar a família ao afirmar que o rapaz era "muito louco e muito estranho", mas nenhum parente"admitia as debilidades de Wellington".

Sigilo

A juíza Alessandra de Araújo Bilac de Moreira Pinto, da 42.ª Vara Criminal do Rio, autorizou hoje, a quebra do sigilo eletrônico de Wellington Menezes de Oliveira. O pedido partiu da DRCI - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, e pretende esclarecer se houve participação direta ou indireta de outras pessoas no fato, "levando em conta que há indícios de que o atirador participava de organização religiosa capaz de cometer atos semelhantes ao ocorrido na Escola Municipal Tasso da Silveira."

Cartas às famílias

Agentes do governo federal entregaram hoje cartas da presidente Dilma Rousseff às famílias das vítimas do massacre. A mensagem foi elaborada pelo gabinete pessoal da presidente. No documento, Dilma diz que "não há qualquer palavra que possa reduzir vossa dor. É terrível que crianças indefesas possam perder seu futuro num momento de tamanha violência".

Dilma diz ainda que "o coração que me dói é o de mãe e avó. Permitam, mesmo que por um instante, dividir com vocês esse momento de perda e angústia. Recebem meu respeito, meu amor e minha solidariedade".


terça-feira, 12 de abril de 2011

Em vídeos, atirador de Realengo fala de razões para ataque

Imagens foram obtidas pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, e divulgadas na noite desta terça-feira

Segundo o laudo, a arma estava encostada
na cabeça de Wellington Menezes de Oliveira,
o que comprova que foi ele quem atirou
Foto:  Reprodução/AE
Dois vídeos divulgados na noite desta terça-feira mostram o suposto atirador que assassinou 12 crianças em uma escola no Realengo, no Rio de Janeiro, explicando os motivos do crime. As gravações teriam sido feitas dois dias antes do massacre. Nas imagens, obtidas pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, Wellington Menezes de Oliveira fala sobre as razões para atacar os estudantes.

Mensagem foi gravada em dois arquivos de vídeo.
Ele culpa pessoas que chama de 'covardes' pelo ato que cometeu.


Em dois vídeos gravados antes de assassinar 12 crianças em uma escola de Realengo, no Rio de Janeiro, Wellington Menezes de Oliveira fala sobre as razões para atacar os estudantes. As imagens teriam sido feitas supostamente dois dias antes do massacre.

O Jornal Nacional teve acesso à mensagem deixada pelo atirador, que foi gravada em dois arquivos de vídeo. Ele aparece sem barba, na frente do que parece ser um muro.



Nas imagens, Wellington tem a mesma fisionomia e está no mesmo local de uma foto usada em um perfil atribuído a ele no site de relacionamentos Orkut. Aparentemente, o próprio rapaz gravou o vídeo.
Wellington fala de maneira confusa sobre os supostos motivos do crime e culpa pessoas que chama de "covardes" pelo ato que cometeu.

"A luta pela qual muitos irmãos no passado morreram, e eu morrerei, não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem”, afirma.

Na segunda parte do vídeo, o assassino dá detalhes do longo planejamento da ação e diz porque tirou a barba de forma premeditada.

"Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir ao local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses. Eu fui. Eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada”, diz.

O atirador também diz que esteve na escola dois dias antes do massacre. “Hoje, é segunda, terça-feira, aliás. Eu fui ontem, segunda. Hoje é terça-feira, dia 5. E essa foi uma tática para não despertar atenção. Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente... eu vivo sozinho, não tenho pessoas a dar satisfação. Mas, como eu precisava ir ao local e interagir com pessoas, para não chamar atenção, eu decidi raspar a barba”, afirma.

O Instituto Médico Legal divulgou, nesta terça-feira (12), o laudo cadavérico de Wellington Menezes de Oliveira. Segundo o documento, o assassino sofreu lesões no crânio provocadas por um tiro na têmpora direita, o que comprova que ele se suicidou.


Do G1, com informações do Jornal Nacional

Massacre na escola: "Fingi que estava morto", conta menino sobrevivente

"Fingi que estava morto", conta sobrevivente

Carlos Matheus, que levou três tiros do atirador Wellington Menezes de Oliveira, conta como escapou da morte na escola Tasso da Silveira


Carlos Matheus com a família: para sobreviver, ele figiu que estava morto
(Cecília Ritto)
A história do menino Carlos Matheus Vilhena de Souza, de 13 anos, se encaixa com a do colega Mateus Moraes, da mesma idade. O segundo é o aluno que ficou conhecido por ter sido poupado pelo assassino Wellington Menezes de Oliveira: “Relaxa, gordinho, não vou te matar”, disse o maníaco, pedindo passagem para abrir fogo contra outros alunos.

Carlos Matheus era quem estava logo atrás de Mateus, “o gordinho”. Ele foi baleado três vezes e foi operado às pressas no Hospital Albert Schweitzer, com outras vítimas do atirador. Na tarde desta segunda-feira, com o braço esquerdo ainda enfaixado, ele contou como escapou do matador.

“Eu fingi que estava morto. Caí no chão do lado da Laryssa (uma das meninas mortas). Depois ouvi a polícia gritando e percebi que tinha chegado ajuda. Depois, ouvi três tiros do lado de fora. Mais alguns minutos, um vizinho chegou e me levou para a ambulância", lembra Carlos Matheus.

Ele estava na segunda sala atacada por Wellington, onde estava a professora Patrícia. O assassino primeiro foi à sala da professora Leila. “A minha professora, quando viu o que era, se mandou. As meninas foram para trás da mesa da professora, por isso foram alvos fáceis. Depois de atingir as meninas, ele atirou em mim. Eu tinha ido para trás da carteira. Do aluno da frente, o gordinho, ele gostou e disse que não ia matar. Eu estava logo atrás dele. Ele mandou o Mateus sair, e deixar a frente livre para atirar em mim”, lembra o menino, ainda assustado.

"As meninas fora para trás da mesa da professora, por isso foram alvos fáceis. Depois de atingir as meninas, ele atirou em mim. Eu tinha ido para trás da carteira. Do aluno da frente, o gordinho, ele gostou e disse que não ia matar. Eu estava logo atrás dele”, conta Carlos Matheus


Wellington deu três tiros em Carlos Matheus. Um o acertou de raspão no peito. Outro no antebraço e outro no braço esquerdos. Acompanhado do pai, o motorista Carlos Alberto Vilhena de Souza, 35 anos, do irmão, Carlos Alberto, de 14, e da mãe, Carla, de 31, o pequeno sobrevivente tenta se livrar o trauma. Carlos Matheus não quer mais voltar para a Tasso da Silveira. Nem o irmão, que estuda no horário da tarde. O pai entende o pedido. “A gente queria que tudo isso fosse fácil, mas não é”, comenta.

Carla foi a primeira mãe a chegar ao Albert Schweitzer. Assim que soube da confusão na escola, ela correu para o portão da Tasso da Silveira. Lá, foi informada de que Carlos Matheus “já tinha ido”.

“Vim para casa, achando que ele tinha sido liberado. Meu cunhado avisou que ele estava no hospital. Ele estava subindo para a cirurgia. Peguei na mão dele, ele começou a chorar. Estava todo ensanguentado. Falei para ele ficar tranquilo, que não o largaria”, lembra Carla. A primeira noite foi a mais difícil. Carlos Matheus acordava gritando, com medo de o assassino voltar. “Ele queria saber quem eram os colegas que tinham morrido”, lembra a mãe.

Em casa, Carlos Matheus começa a tentar retomar a vida. Psicólogos orientaram a família a deixar que ele fale sobre o problema quando se sentir à vontade. É certo que as lembranças daquela quinta-feira talvez nunca mais o abandonem. Por enquanto, ele já tem um objetivo. “Prefiro mudar de escola e não quero ver mais aquela sala. Mas não quero perder esse ano. Repetir não dá”, diz, determinado.

Fonte: VEJA

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Matança na escola: Textos deixados por Wellington revelam mente perturbada


Eles reforçam a mania de perseguição, e fazem uma enorme confusão de preceitos religiosos, que não têm nada a ver com a doutrina real dessas religiões.
Wellington de Oliveira se colocava no papel de vítima. Dizia ter sido alvo de maus tratos na escola. E decidiu se vingar matando crianças inocentes, que não tinham nada a ver com as agressões que ele sofreu. Vamos conhecer mais textos de Wellington. Eles reforçam a mania de perseguição, e fazem uma enorme confusão de preceitos religiosos, que não têm nada a ver com a doutrina real dessas religiões. Sugerem, também, uma possibilidade perturbadora. Se não for delírio, o assassino pode ter tido, no passado, contato com um grupo extremista.

Livros espalhados sobre a cama. Mais uma cena que chamou a atenção dos peritos que entraram na casa do atirador no dia do crime. Entre os volumes, "Estudo perspicaz das escrituras", "Anuário das Testemunhas de Jeová", "O segredo de uma família feliz", "Tradução das escrituras sagradas".

Para o professor de teologia da PUC do Rio Paulo José Tapajós Viveiros não são livros que permitem um estudo profundo de nenhuma religião:

"Você não vai encontrar nesses livros um lado mais radical, um lado mais fundamentalista, pode até encontrar, mas de uma forma muito subliminar”.

O Fantástico teve acesso a manuscritos encontrados na casa do assassino. Há um exercício de inglês, anotações soltas, e o principal deles: uma espécie de carta, aparentemente dirigida a uma mulher, escrita provavelmente antes da morte da mãe, há dois anos.

Há muitas referências religiosas e sinais de tendências suicidas.

"Os prazeres e o reconhecimento deste mundo são coisas passageiras e o que importa é ser reconhecido por Deus, porque não será com as pessoas limitadas desse mundo que viverei, eternamente e sim com Deus" 
Wellington é de uma família de Testemunhas de Jeová e critica os pais por não seguirem os preceitos da religião estritamente.

"Meus pais têm fé em Jeová, mas deixam de cumprir com as exigências da congregação" 
Ele relata sua rotina:

"Infelizmente tenho que dividir meu tempo com tarefas de colégios, limpeza da casa, e ir à Igreja das Testemunhas de Jeová". 
Em nota, a liderança das Testemunhas de Jeová no Rio de Janeiro diz que "o homem que cometeu os crimes bárbaros na Escola Municipal Tasso da Silveira não era membro da religião das Testemunhas de Jeová." E expressa "solidariedade às famílias das vítimas".

Nos últimos anos, Wellington parece se interessar também por outra religião: o islamismo.

Uma das irmãs do atirador disse à polícia, em depoimento, que Wellington passou a frequentar uma mesquita no Centro do Rio.

Na carta, ele relata um conflito:

"Já errei com minha família, mas eu mudei com o alcorão e eles não confiam em mim..." 
Wellington faz referência ao que seria um grupo. E relata dividir o próprio tempo entre orações e reflexões sobre o terrorismo.

"Estou fora do grupo, mas faço todos os dias a minha oração do meio-dia, que é a do reconhecimento a Deus, e as outras cinco, que são da dedicação a Deus e umas quatro horas do dia passo lendo o alcorão. Não o livro, porque ficou com o grupo, mas partes que eu copiei para mim. E o resto do tempo eu fico meditando no lido e algumas vezes meditando no 11 de setembro". 
Para o professor de Teologia, a mudança é um sinal claro da confusão mental de Wellington:

“Acharia muito difícil um Testemunha de Jeová realmente trocar Jesus por Maomé. Não é que seja contraditório, que seja um contra o outro, mas acho meio complicado um fanático por Jesus ser fanático por Maomé, acho difícil acontecer”. 
O sheik Jihad Hassan diz que Wellington não era muçulmano e afirma categoricamente:
“A religião islâmica proíbe esses atos. A religião islâmica não dá amparo, não ensina, a religião islâmica não dá esses ensinamentos, ela não acolhe esse tipo de pessoa, esse tipo de pensamento, a religião islâmica ensina o bem. Ensina a preservar a vida, e não a tirar a vida”.

Apesar de viver em aparente isolamento, Wellington Menezes de Oliveira deixou muitas pistas que precisam ser seguidas para entender qual foi o caminho que o levou a praticar tal barbaridade. Seguir essas pistas não é um trabalho fácil, porque é preciso separar o que é fato, realidade, do que é pura ficção.

Documentos como os que o Fantástico apresenta levantam muitas perguntas, que precisam ser respondidas. Por exemplo: Wellington participou de algum grupo extremista, com ligações até no exterior, como diz nos papéis? Ou isso é apenas fruto de uma imaginação fértil e doentia?

No manuscrito, Wellington volta a citar o "grupo" e o nome de alguém que teria vindo do estrangeiro se repete: Abdul.

"Tenho certeza que foi o meu pai quem os mandou aqui no Brasil. Ele reconheceu o Abdul e mandou que ele viesse com os outros precisamente ao Rio, porque quando eu os conheci e revelei "tudo" a eles eu fui "muito" bem recebido e houve uma grande comemoração" 
No mesmo trecho, ele diz algo que pode ser uma referência ao atentado de 11 de setembro. O tal Abdul parece ter se vangloriado de quase ter participado do atentado às torres gêmeas, uma fanfarronice para impressionar Wellington, se for verdadeira essa interpretação:

"E o Abdul teve uma conversa comigo e me revelou que conheceu meu pai e que chegou a comprar uma passagem para um dos voos, mas não fazia parte do plano e usou uma identidade com algum dado incorreto pensando no futuro para não reconhecerem ele". 

Mais adiante, surge um novo nome, Phillip. E sinais de desentendimento dentro do grupo.

"Tive uma briga com o Abdul e descobri que o Phillip usava meu PC para ver pornografia. Com respeito ao Phillip, eu já esperava isso. Mas do Abdul eu não esperava isso. Nos dávamos bem e ele sempre foi flexível nas nossas conversas e dessa vez ele foi muito rígido." 

O motivo da briga teria sido uma menina, de uma certa igreja, que Wellington teria tentado levar ao grupo:

"É que eu resolvi falar sobre a menina que me convidou a ir à igreja dela e antes de eu terminar, ele já foi cortar ela logo no início, ao invés de ouvi-la. Depois disso ele me ligou umas vezes e eu disse que estou saindo por respeito ao grupo" 

Wellington também manifesta vontade em conhecer países de população islâmica:

"Pretendo trabalhar pra sair desse estado ou talvez irei direto ao Egito." 
Além da carta, a polícia encontrou uma folha com anotações soltas, e uma referência à Malásia, um país de maioria islâmica, onde há alguns dos edifícios mais altos do mundo. Ele anota que é preciso verificar as condições climáticas da Malásia em setembro, mês dos ataques de 2001 em Nova York. Sinais de uma mente delirante, obcecada por atentados:

"Retornar fotos e dados sobre tais condições climáticas na Malásia no mês de setembro". 
A fixação pelo terrorismo tinha sido percebida por pessoas que conviviam com Wellington, como o barbeiro que o atendia há sete anos.

À polícia, ele disse que "no último ano Wellington passou a deixar a barba crescer, atingindo o comprimento até o peito". Quando brincou com Wellington, dizendo que cortaria a barba dele, o cliente o impediu, dizendo: "Vou ser expulso".

O barbeiro entendeu que Wellingon se referia ao grupo de islamismo, pois ele dizia que o islã era a religião mais correta, e que estava estudando o alcorão.

De tudo o que veio à tona, não há dúvida de que o assassinato dos 12 alunos foi obra solitária de Wellington. Mas os manuscritos revelados pelo Fantástico podem levantar uma ação paralela: o atirador teve contato com algum grupo radical? Abdul e Phillip existem? A polícia vai investigar?

“Eu acho que é uma necessidade. Nenhuma prova pode ser excluída. Há necessidade de se buscar tudo, desde uma simples suspeita. Se a gente pensar num quebra-cabeça, e uma investigação é sempre um quebra-cabeça, uma peça pequena pode estabelecer várias ligações e pode dar a solução para a montagem de um mosaico. Tudo é importante numa investigação. Qualquer policial sabe muito bem disso”, avalia Walter Maierovitch, jurista especializado em criminologia.

O responsável pelo inquérito, no entanto, não considera necessário abrir essa linha de investigação.

“Tudo afasta de grupos extremáticos, e sim um louco, que de forma covarde resolveu buscar atingir a vida de crianças indefesas pra depois se suicidar como ocorreu”, analisa o delegado Felipe Ettore.

Líderes espirituais e especialistas concordam que atos como o do assassino Wellington nada têm a ver com religião.

“A coisa mais complexa quando alguém pode ter uma conduta fanática é que ele não consegue enxergar a si mesmo como alguém que está num nível equivalente a outros seres humanos. Ele se considera ou um escolhido, ou um eleito, ou uma pessoa especial. Esta auto-imagem muito completa, aquela que não tem críticas sobre si mesmo, ela dá uma convicção e a convicção vira obsessão e a obsessão pode gerar uma conduta horrorosa, como a que nós tivemos”, explica Mário Sérgio Cortella, especialista em estudos da religião.

“Acho muito importante as pessoas saberem diferenciar esses discursos ultra-radicais, intolerantes, de posições, de tradições, de religiões, que na verdade são de milhões de pessoas pelo mundo inteiro, que não se pautam por esse nível de violência, não se pautam por nada que tenha essa função destrutiva”, afirma Nilton Bonder, rabino da Congregação Judaica do Brasil.

Fonte:  Fantástico 

domingo, 10 de abril de 2011

Wellington, o atirador do massacre de Realengo, em carta parabeniza vítima de bullying que reagiu a ataque de agressor em escola australiana

O homem que atirou contra alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, deixou uma segunda carta sobre o ataque em sua casa. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, queimou seu computador e, explicou num bilhete que precisava fazer isso para "proteger fornecedores". Ele não explicou quem seriam essas pessoas, mas a polícia chegou aos homens que lhe venderam as duas armas usadas no tiroteio e fez pesquisas sobre aula de tiros.

Wellington - Atirador deixou 2ª carta e alegou
 proteger "fornecedores"
Wellington também disse pessoas que "se aproveitam da bondade ou da inocência de um ser" foram as "responsáveis por todas essas mortes, inclusive a minha". Na carta, deixou sinais que teria sofrido bullying no colégio: "Muitas vezes, aconteceu comigo de ser agredido por um grupo e todos os que estavam por perto debochavam, se divertiam com as humilhações que eu sofria sem se importar com meus sentimentos."
"Quero parabenizar o irmão Casey Heynes pela sua excelente atitude", registrou, numa referência ao menino que ficou famoso após um vídeo em que aparece revidando com violência ao bullying vazou na internet.

Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e, segundo a polícia, se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Numa carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão a Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.





Menino acima do peso apanha na escola e acaba revidando as agressões. Ele ergue o garoto no alto e atira o mesmo no chão, quebrando sua perna. Entenda os perigos do bullying na mente de crianças e adolescentes.

Wellington sofria bullying e deixou tratamento psicológico

Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, planejou o ataque à escola onde, quando criança, era ridicularizado, tendo chegado a ser jogado na lata de lixo.

Um de seus apelidos era Sherman, em referência a um nerd do filme American Pie. Outro era Suíngue, por mancar de uma das pernas.

Sua masculinidade era colocada em dúvida, sendo chamado de "viadinho", segundo o Extra, e de "o virgem", já mais velho, no trabalho.

Na adolescência, encontrou refúgio na web, em jogos violentos, e na religião.

Testemunha de Jeová, se interessou pelo islamismo e escreveu em carta, encontrada pelaVeja, que lia o Alcorão quatro horas por dia, e que o atentado às Torres Gêmeas o fazia meditar.

Uma semana antes do crime, Wellington esteve na escola para pedir 2ª via do histórico, o que, para a criminóloga Illana Casoy, mostra seu problema com o colégio, onde ele escolheu matar e morrer.

Só humilhação não explica

O bullying, por si só, não explica o crime, afirma o psiquiatra Gustavo Teixeira. Segundo declarou à Folha de S.Paulo, matar em série dá indício de doença mental.

Há cinco anos, Wellington abandonou o tratamento psicológico.

sábado, 9 de abril de 2011

Massacre na escola: a história das 12 crianças que tiveram os sonhos interrompidos

Sonhos interrompidos
As doze vítimas do massacre no Rio de Janeiro não terão mais a chance de namorar, estudar e crescer

foto: Marcos de Paula/AE

Homenagem às vítimas na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Rio de Janeiro
foto: Divulgação

Samira Pires Ribeiro, 13 anos


Na quinta-feira, o menino que Laryssa, 13 anos, paquerava na escola preparava uma surpresa para a garota. Na véspera, os dois haviam discutido, mas ele queria fazer as pazes. "Pretendia pedir ela em namoro. Ela ia aceitar, porque também gostava de mim", conta. Não houve tempo. Pouco depois de chegarem à escola, Laryssa estava morta.

Sobraram 66 balas


O menino, de 14 anos, não consegue esquecer a cena. "Vi a Laryssa sair
foto: Divulgação

Rafael Pereira da Silva, 14 anos
correndo da sala. Mas quando ela chegou na porta, voltou. Foi quando o garoto deu um tiro na cabeça dela", disse o menino, chorando. Laryssa teria voltado para pegar a mochila, alheia à crueldade do atirador Welington de Oliveira Menezes, 24 anos. Não houve tempo.





Não houve tempo também para Karine, 14 anos, participar da competição de atletismo no final de semana; para Igor, de 13, se tornar o jogador de futebol que sonhava ser; e para Luiza, 14, que queria ser modelo, brilhar nas passarelas.



foto: Divulgação

Milena Nascimento, 14 anos
Os tiros na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de
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Luiza Paula Machado, 14 anos
Janeiro, levaram embora esses e outros sonhos. Como a super festa de debutante que Larissa Atanásio, de 13, já planejava desde já.



Ou o futuro que Mariana, de 12, que adorava estudar, esperava ter. Ela, que gostava de sentar nas primeiras fileiras de cadeiras da sala, foi uma das primeiras a ser atingida pelos tiros. Brenda, de 13, escapou por pouco. Levou tiros nos braços, mas viu a irmã gêmea Bianca morrer com um tiro na cabeça.

Para todos eles, não haverá tempo para namoro, dança, música, futebol, festas ou faculdade. O plano de "virar gente grande" foi interrompido por mais de 60 tiros disparados na sala de aula. Difícil é entender como isso pôde acontecer.


foto: Divulgação

Mariana de Souza, 12 anos
Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14 anos:

Cursava o oitavo ano. Adorava esportes - fazia atletismo e iria participar de
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Géssica Guedes Pereira, 15 anos
uma competição no final de semana - e era muito vaidosa. Desde pequena era criada pela avó. Era botafoguense, mas gostava do jogador Neymar.



Rafael Pereira da Silva, 14 anos:
Gostava de rock e queria trabalhar com informática. O instalador de som Carlos Maurício Pinto, 38 anos, contou que passou a cuidar de Rafael depois que sua sogra, que o havia adotado com poucos dias de vida, morreu. "Ele estava tirando o CPF para trabalhar como menor-aprendiz, em uma rede de supermercados", contou Wagner Assis da Silva, de 35 anos, irmão de Rafael.



Milena dos Santos Nascimento, 14 anos: 
Gostava de atuar e de cantar e queria ser artista. Duas irmãs de Milena, Tainá, 14 anos, e Helena, 12, são alunas da escola e presenciaram o
foto: Divulgação

Karine Lorraine de Oliveira, 14
massacre. Tainá escapou porque foi trancada dentro da sala de aula por um professor, e Helena se refugiou em um auditório, cuja entrada foi bloqueada por uma barricada.



Mariana Rocha de Souza, 12 anos:

Única menina de uma família de quatro irmãos, adorava estudar, ser
foto: Divulgação

Ana Carolina Pacheco, 13 anos
fotografada e era vaidosa. Segundo a tia Rose, a menina era o xodó da família. Ela sentava na primeira fila, perto da porta e deve ter sido uma das primeiras a ser atingida. Um dos irmãos, de 9 anos, ouviu os tiros e fugiu para o terceiro andar.



Larissa dos Santos Atanásio, 13 anos:

Era uma menina brincalhona, que adorava ir ao colégio. A família já preparava a festa de debutante, que ia acontecer em dois anos.



foto: Divulgação

Igor Moraes da Silva, 13 anos
Bianca Rocha Tavares, 13 anos:

Morreu após levar um tiro na cabeça. A irmã gêmea, Brenda, que levou tiros nos braços, conseguiu se salvar.



Luiza Paula da Silveira Machado, 14 anos:

Sonhava em ser modelo fotográfico. "Ela adorava tirar fotos e colocar no Orkut", contou a tia Cristiane da Silva Machado Gomes. Luiza era fã de Ivete Sangalo, fazia aulas de inglês e adorava ir à academia de ginástica.



Laryssa Silva Martins, 13 anos:

O pai da menina, o motorista aposentado Clóvis Martins, de 56 anos, recebeu a notícia e correu para a escola. Morador das imediações, chegou a tempo de ver a filha ensanguentada caída no chão. Mas só se deu conta de que a garota já havia morrido quando a pegou nos braços e não sentiu sua respiração.



foto: Divulgação

 Bianca Rocha Tavares, 13 anos
Géssica Guedes Pereira, 15 anos:

Passou sua última noite nos braços da mãe, Suely Guedes. Embora não fosse costume da família, a dona de casa acabou dormindo com a menina em seu quarto a pedido de uma das duas irmãs de Géssica.



Samira Pires Ribeiro, 13 anos:

Gostava de conversar e bater papo com os amigos na rua. Morava perto do colégio, e era uma das melhores amigas de Larissa dos Santos Atanásio.



Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos:

Era a segunda filha de uma família de cinco irmãos. Morava a dez minutos do colégio, de onde ia e vinha sozinha. No dia da tragédia, estava sem celular e a família, que ficou sabendo da tragédia pela televisão, chegou a dar queixa de desaparecimento da menina. Foi a última a ser reconhecida.



foto: Divulgação

Larissa dos Santos, 13 anos
Igor Moraes da Silva, 13 anos:

Morava a poucos quarteirões da escola e sonhava ser jogador de futebol. Treinava na escolinha Roberto Dinamite, do Vasco. Amigos do condomínio fizeram uma homenagem na porta da escola. "Aí, mlk (sic), Que você descanse em paz", dizia a carta que deixaram abaixo da placa com o nome do Igor.



"Ouvi muitos tiros. Fiquei embaixo da mesa. Eu só queria estudar. Só quero ser alguém na vida. Meu irmão queria ser jogador de futebol"
Eduardo Moraes da Silva, 11 anos, irmão de Igor Moraes, de 13 anos, vítima do atirador


"Eu a chamava de princesinha. Ela gostava muito de ir à escola, eu dava duro com ela para que fosse alguém na vida quando crescesse. Agora fica difícil,
foto: Divulgação

Laryssa Silva Martins, 13 anos
como vai ser a minha vida no aniversário dela, no Natal? Cada palavra de alento é como e fosse uma punhalada. Não quero que nenhum pai passe pela dor que estou sentindo"

Raimundo Freitas da Silva, militar reformado, pai de Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, uma das vítimas do atirador









"Entrei na escola e vi meu filho com um tiro na cabeça desmaiado em cima de uma maca sendo levado. Fui atrás da minha filha e a encontrei no terceiro andar. Prometi cuidar dele até que pudesse andar com as próprias pernas, mas não consegui cumprir a minha promessa"
Carlos Maurício Pinto, 38 anos, pai de Rafael Pereira da Silva, de 14 anos, vítima do atirador



Fonte: A Gazeta

Homem atira dentro de shopping na Holanda e mata 7 e deixa ao menos 15 feridos

Incidente ocorreu em centro comercial lotado em Alphenn aan den Rijn.

Jovem abriu fogo a esmo dentro de centro comercial e depois se matou.
Ficaram feridas 15 pessoas, 3 delas gravemente, em subúrbio de Amsterdã.


O caso é "sem precedentes" na pequena cidade de 72 mil habitantes, a 21 km a sudoeste da capital, Amsterdã, disse o prefeito.
Policiais chegam ao local do tiroteio neste sábado (9) em Alphen aan den Rijn, na Holanda (Foto: AFP)

O número de pessoas mortas por um atirador em um shopping center lotado na cidade holandesa de Alphen aan den Rijn subiu de 6 para 7, informaram as autoridades na noite deste sábado (9).
Um dos feridos graves morreu no hospital. Outras 15 pessoas continuavam feridas, três delas em estado grave.
O caso é "sem precedentes" na pequena cidade de 72 mil habitantes, a 21 km a sudoeste da capital do país, Amsterdã, disse o prefeito interino, Bas Eenhoorn. Ele confirmou que há crianças entre as vítimas.
Feridos são socorridos (9) (Foto: AFP)

O incidente ocorreu pouco depois das 12h locais, 7h de Brasília.
Um homem com uma pistola automática entrou no shopping De Ridderhof, disparou uma arma de fogo aleatoriamente contra as pessoas próximas e depois, com uma outra arma, atirou contra a própria cabeça, próximo às caixas de um supermercado, de acordo com testemunhas.

Todos os tiros foram disparados antes da chegada da polícia, segundo o prefeito. O tiroteio teria durado entre 10 e 20 minutos, segundo a TV pública. Houve pânico e correria no local, que estava lotado, com muitas famílias com crianças fazendo compras. "Houve pânico, todo mundo saiu correndo", disse Maart Verbeek, dono de uma pet shop no local. O local foi esvaziado e cercado, por conta do boato de que o atirador não estaria sozinho. Mas, segundo o prefeito, depois ficou esclarecido que ele agiu só.

As autoridades não divulgaram a identidade e os motivos do atirador, mas esclareceram que ele era um cidadão holandês, com antecedentes criminais.

A imprensa local afirmou que ele seria um homem loiro, que aparentava ter 25 anos.
Uma mulher disse à imprensa local que o agressor era alto, usava uma calça militar camuflada e movia-se rapidamente enquanto atirava, demonstrando sangue frio.

A polícia e a Justiça abriram investigações sobre o caso e estão ouvindo testemunhas.

"É inacreditável que nossa cidade tenha testemunhado tamanha tragédia em um dia tão belo", lamentou Eenhoorn, que se disse "profudamente chocado" com o massacre.

Em nome da prefeitura, ele leu uma mensagem de condolências para as famílias das vítimas.
Testemunhas

Chocados, muitos moradores estavam nas ruas próximas ao shopping, buscando informações.
"Você ouve sobre esse tipo de coisa em escolas americanas e você pensa que isso está muito longe", disse o morador Rob Kuipers, de 50 anos. "Agora aconteceu aqui na Holanda."

"No começo, pensamos que fossem fogos de artifício", disse a jovem Hajam Leouesset.. "Mas em seguida vimos gente correndo por todos os lados e ouvimos gritos. Depois vi esse homem, e havia sangue por todo lado."

"Às vezes ouvimos como este tipo de coisa acontece no exterior", disse em entrevista à NOS Glenn Schoen, especialista holandês em terrorismo. "Não esperávamos que acontecesse na Holanda um banho de sangue assim."

O incidente na Holanda ocorre dois dias depois de Wellington Menezes de Oliveira ter matado 12 crianças em uma escola no bairro carioca de Realengo, matando-se em seguida.

Do G1, com agências internacionais

Massacre na escola. Presos dois suspeitos de vender arma a atirador, diz polícia

A dupla foi encontrada por policiais militares do 21º BPM. Negociações para compra da arma teriam começado há cerca de 4 meses

Wellington Menezes de Oliveira, homem que atirou
contra escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo
A Divisão de Homicídios (DH) informou, neste sábado (9), que estão presos os dois suspeitos de negociar e vender uma das duas armas para Wellington Menezes de Oliveira, o homem que matou 12 crianças em uma escola em Realengo, na Zona Oeste. A DH fez o pedido de prisão preventiva no plantão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na madrugada deste sábado.

Os dois foram ouvidos na noite de sexta-feira (8) na DH, na Barra da Tijuca. Eles foram encontrados por policiais militares do serviço reservado do 21º BPM (São João de Meriti). De acordo com o comandante do batalhão, Ricardo Arlem, um chaveiro, vizinho de Wellington, teria sido quem intermediou a compra do revólver calibre 32, uma das armas utilizadas no massacre.

O comandante explicou que Wellington teria procurado o chaveiro, por saber que ele tinha contatos de pessoas que vendiam armas clandestinamente. Ainda segundo a Polícia Militar, as negociações para a compra da arma teriam começado há cerca de quatro meses.

Um amigo do chaveiro teria vendido a arma para o atirador. Segundo a PM, o suposto vendedor tem passagens pela polícia pelos crimes de porte ilegal de arma, uso de documento falso e estupro.

De acordo com o comandante Ricardo Arlem, assim que os homens foram abordados pelos PMs, eles negaram a venda, mas depois confirmaram e trocaram acusações.

"
Sheik"
Segundo a PM, o chaveiro revelou que Wellington era conhecido na região onde morava em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, pelo apelido de "Sheik", devido à barba longa que cultivou até dias antes do crime. Na carta que deixou na escola, "Sheik" não deu indicações de que seria muçulmano.

"Nós descobrimos esses dois homens porque um PM à paisana ouviu o vendedor comentar ao chaveiro, tá vendo aquela arma que te vendi, tá vendo como ela tava afiadinha?, olha o estrago que ela fez", reproduziu o comandante.

O comandante contou ainda que os homens negaram vender as munições utilizadas por Wellington. A Divisão de Homicídios, que investiga o caso, tenta esclarecer se os dois homens têm realmente ligação com a venda do armamento.


G1

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Atirador posicionou vítimas lado a lado durante o ataque, afirmam peritos

Peritos chegam à escola para tentar reconstituir massacre no RJ
Segundo agentes, salas de aula tinham poças de sangue nos cantos. Bolsa encontrada em colégio não continha lençol citado em carta


Um dia após o massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, uma equipe de peritos criminais chegou por volta das 8h30 desta sexta-feira (8) à unidade para tentar reconstituir o crime.

"Vamos tentar refazer os passos dele lá dentro", explicou o perito Felipe Tsuruta. Apenas agentes participam da ação.

Crianças postas lado a lado antes de morrer

Ele e o colega Denilson Siqueira contam o que encontraram no local no dia do atentado.

"A perícia busca desvendar o autor do crime e a dinâmica de como procedeu todo o episódio. Nós sabemos o calibre de arma, o posicionamento das vítimas", contou o perito Denilson, que confirmou que as crianças atingidas foram colocadas lado a lado antes de serem alvejadas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira.

De acordo com os agentes, as salas de aula estavam todas muito bagunçadas e, já nos corredores, era possível ver marcas de sangue. "Encontramos poças de sangue concentradas em alguns cantos das salas de aula", explicou Tsuruta.

Ele confirmou que a polícia encontrou, além das armas, uma bolsa do assassino. Mas que nela, diferente do que diz a carta deixada pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, não tinha o lençol branco, em que ele pedia para ser retirado do local. "O que tem nela ainda vai ser avaliado e não podemos divulgar", resumiu Tsuruda.

G1