quarta-feira, 13 de abril de 2011

Video recuperado no HD do computador mostra que atirador planejava massacre desde 2010

RIO - Video recuperado no HD do computador da casa de Wellington Menezes de Oliveira, e divulgado na tarde desta quarta-feira pela Polícia Civil, mostra que o assassino já planejava uma ação violenta contra uma escola desde julho de 2010. Nas imagens, gravadas por uma webcam, Wellington afirma que se vingará em nome "daqueles que são humilhados, agredidos e desrespeitados, principalmente em escolas e colégios, pelo fato de serem diferentes", como ele acreditava ser.

- Eles descobrirão da maneira mais radical quem eu sou - afirmou o assassino, na gravação.

A polícia científica começou na terça-feira a recuperar dados que haviam sido apagados do computador de Wellington. Para o diretor geral de Polícia Técnica, Sérgio Henriques, as provas até agora recolhidas e os laudos cadavéricos mostram que os alvos do assassino era as meninas.

O Globo -  Elenilce Bottari

Entenda o caso

Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).

Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.

Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados na sexta-feira (8) e uma foi cremada na manhã de sábado (9).

O corpo do atirador permanece no IML. Ele ficará no local por até 15 dias aguardando reconhecimento por parte de um familiar e liberação para enterro. Caso isso não ocorra, o homem pode ser enterrado como indigente a partir do dia 23 de abril. (R7)

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