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domingo, 27 de janeiro de 2013

Incêndio na boate de Santa Maria - RS. Haverá dificuldade em reconhecer corpos

Foi terrível, cena de filme de terror", diz mulher que escapou de incêndio em boate

Segundo Fuchs, o transporte dos corpos é realizado por um caminhão da Brigada Militar, devido ao elevado númerode de mortos. Eles são levados ao Centro Desportivo Municipal (Farrezão), porque o IML (Instituto Médico Legal) não tem capacidade para abrigá-los.

"O número de mortos pode chegar a 150, já que a equipe do Corpo de Bombeiros ainda não chegou até o fundo da boate", disse Fuchs.

O balanço com os números e nomes das vítimas ainda não foi divulgado porque os bombeiros ainda não terminaram o trabalho de resgate. Além disso, os feridos estão distribuídos em diferentes hospitais da cidade.

Ao menos cem pessoas morreram e 200 pessoas ficaram feridas na madrugada deste domingo na boate Kiss, segundo informações preliminares do Exército.

INCÊNDIO
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Adelar Vargas, o fogo teria começado na espuma de isolamento acústico, no teto. Um dos integrantes da banda, que se apresentava no local, teria acendido um sinalizador, que atingiu o teto e o fogo se espalhou rapidamente, de acordo com Vargas.

A auxiliar de escritório, Michele Pereira, 34, que estava em frente ao palco no momento em que começou o incêndio, confirma que um dos integrantes da banda acendeu um sinalizador no palco.
"A banda que estava no palco começou a usar sinalizadores e, de repente, pararam o show e apontaram [o sinalizador] para cima. Aí o teto começou a pegar fogo, estava bem fraquinho, mas em questão de segundos começou a se alastrar", disse Pereira.

No local, havia apenas uma saída de emergência. Os bombeiros tiveram que abrir um buraco na parede da boate para facilitar o acesso e a retirada das pessoas do local.

O assessor do Hospital Caridade, que fica na região central da cidade, Claudemir Pereira, disse que pelo menos 30 pessoas estão no hospital com ferimentos leves a graves. Os corpos foram levados para o Centro Desportivo Municipal (Farrezão), porque o IML (Instituto Médico Legal) não tem capacidade para abrigá-los.

Segundo informação preliminar da prefeitura, há registro de quatro mortes na UPA e outras quatro no Hospital da Guarnição de Santa Maria. A prefeitura está recrutando voluntários para ajudar no atendimento aos feridos, principalmente, enfermeiros e de médicos.

O fogo foi controlado por volta das 5h30, mas por volta das 7h os bombeiros ainda permaneciam no local fazendo o trabalho de rescaldo. O prédio ficou destruído e corre risco de desabamento, de acordo com os bombeiros.

As causas do incêndio serão investigadas.



"Vi pessoas serem pisoteadas tentando sair", diz vítima de incêndio

A auxiliar de escritório Michele Pereira, 34, é uma das pessoas que conseguiu escapar do incêndio que atingiu na madrugada a boate Kiss, no centro de Santa Maria (307 km de Porto Alegre), e deixou ao menos cem mortos e 200 feridos, segundo informações preliminares do Exército.


No momento do incêndio Pereira estava em frente ao palco onde um grupo fazia um show. "A banda que estava no palco começou a usar sinalizadores e, de repente, pararam o show e apontaram [o sinalizador] para cima. Aí o teto começou a pegar fogo, estava bem fraquinho, mas em questão de segundos começou a se alastrar", contou.

A auxiliar estava próxima da porta da saída, por isso conseguiu escapar. "Foi minha sorte estar perto da saída e era a única que tinha pelo que eu vi porque todo mundo estava saindo por ela ou pela porta de entrada", contou. No corre-corre, Michele caiu e machucou o joelho. "Vi muita gente sendo pisoteada no desespero para sair de lá eu acabei cortando o joelho", disse.

Na saída, o cenário visto por Pereira foi desolador. "Foi terrível, cena de filme de horror! Corpos caídos pelo chão, muita gente desmaiada, chorando, tentando respirar porque a fumaça era muita", contou.

Pereira estava com a estudante de radiologia Leandra Toniolo, 23, quando a amiga avisou que iria ao banheiro, deixando todos os documentos na bolsa da auxiliar. O incêndio começou quando Toniolo ainda estava no banheiro. A família ainda busca por notícias da estudante.

"Assim que o incêndio começou ela ainda estava no banheiro, que ficava próxima a entrada. Eu estava no lado oposto, perto do palco e próximo da porta de saída. Eu teria que cruzar a pista inteira para tentar encontrá-la e no tumulto era impossível", contou.

INCÊNDIO

O incêndio deixou mais de cem mortos e ao menos 200 pessoas feridas na madrugada deste domingo na boate Kiss, no centro de Santa Maria (307 km de Porto Alegre), segundo informações preliminares do Exército.

O tenente-coronel Moisés da Silva Fuchs afirmou que o número de mortos pode ser ainda maior, já que ainda há pessoas desaparecidas e espalhadas por diversos hospitais. Ainda não foi divulgado a relação de nomes das vítimas. De acordo com Fuchs, o alvará do estabelecimento estava vencido desde agosto de 2012.

Ele disse ainda que o transporte dos corpos para o Centro Desportivo Municipal (Farrezão) é realizado por um caminhão da Brigada Militar, devido ao elevado número de mortos. "O número de mortos pode chegar a 150, já que a equipe do Corpo de Bombeiros ainda não chegou até o fundo da boate", disse Fuchs.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Adelar Vargas, o fogo teria começado na espuma de isolamento acústico, no teto. Um dos integrantes da banda, que se apresentava no local, teria acendido um sinalizador, que atingiu o teto e o fogo se espalhou rapidamente, de acordo com Vargas.

A auxiliar de escritório, Michele Pereira, 34, que estava em frente ao palco no momento em que começou o incêndio, confirma que um dos integrantes da banda acendeu um sinalizador no palco.

"A banda que estava no palco começou a usar sinalizadores e, de repente, pararam o show e apontaram [o sinalizador] para cima. Aí o teto começou a pegar fogo, estava bem fraquinho, mas em questão de segundos começou a se alastrar", disse Pereira.

No local, havia apenas uma saída de emergência. Os bombeiros tiveram que abrir um buraco na parede da boate para facilitar o acesso e a retirada das pessoas do local.

FOLHA
SIDNEY GONÇALVES DO CARMO

domingo, 13 de maio de 2012

Guerra Contra as Drogas no México: 49 corpos decapitados mutilados encontrados

 México: 37 corpos são encontrados em beira de estrada
A descoberta se soma a diversos outros casos nos quais gangues de drogas deixam corpos espalhados em lugares públicos como um aviso a rivais

Dezenas de corpos, boa parte deles mutilados, foram encontrados neste domingo (13) jogados em uma estrada perto de Monterrey, no México, disseram autoridades. Um oficial disse que 37 corpos foram encontrados na cidade de San Juan, em uma estrada para a cidade fronteiriça de Reynosa, mas as autoridades ainda estão investigando o caso. Oficiais fecharam a estrada, bloqueando a passagem de centenas de motoristas, para que as polícias estadual e federal, junto com as tropas mexicanas, isolassem a cena.

A descoberta se soma a diversos outros casos nos quais gangues de drogas deixam corpos espalhados em lugares públicos como um aviso a rivais. Trinta e cinco corpos foram encontrados em uma rodovia na cidade de Veracruz, em setembro. Dois meses depois, 36 foram achados em Guadalajara.

Corpos decapitados e mutilados pendurados México ponte
Quarenta e nove decapitado e corpos mutilados foram encontrados domingo ao longo de uma estrada que liga o pólo industrial de Monterrey, no norte do México até a fronteira dos EUA, no que pode sinalizar uma crescente guerra de terror entre gangues de traficantes.

Grupos organizados do México de crime, muitas vezes abandonar vários corpos em locais públicos como alertas a seus rivais, apesar de Nuevo Leon estado Procuradoria Geral Adrian de la Garza disse que não descarta a possibilidade de que as vítimas eram norte-bound migrantes.

Os corpos dos 43 homens e seis mulheres foram encontrados na cidade de San Juan na estrada sem portagem para a cidade fronteiriça de Reynosa em cerca de quatro horas (05:00 EDT; 0900 GMT), forçando a polícia e tropas para fechar o rodovia. Nuevo Leon estado porta-voz da segurança Jorge Domene, disse em uma entrevista coletiva que uma bandeira deixou no local tinha uma mensagem com o cartel de drogas Zetas assumir a responsabilidade pelo massacre.

Domene disse que o fato de os corpos foram encontrados com as cabeças, mãos e pés cortados fará a identificação difícil. Os corpos estavam sendo levados para Monterrey para testes de DNA.

De la Garza disse que as vítimas poderiam ter sido mortas como há dois dias atrás em outro local, então, transportado para San Juan, uma cidade no município de Cadereyta, cerca de 105 milhas (175 quilômetros) a oeste-sudoeste de McAllen, no Texas, ou 75 milhas (125 quilômetros) a sudoeste da Roma, Texas, a travessia das fronteiras.

Cartéis de drogas mexicanos foram travando uma guerra cada vez mais sangrenta para controlar as rotas de contrabando, o mercado local de drogas e extorsão, inclusive extorsões de migrantes em busca de chegar aos Estados Unidos.

Uma gangue de drogas aliada ao cartel de Sinaloa deixou 35 corpos em um viaduto na cidade de Veracruz, em setembro e a polícia encontrou 32 outros corpos, aparentemente mortos pela mesma quadrilha, alguns dias depois disso. O objetivo, aparentemente, era tomar o território que tinha sido dominada pelos Zetas. Vinte e seis corpos foram encontrados em novembro, em Guadalajara, outro território que está sendo disputado pelos Zetas e pelo grupo de Sinaloa.

Até agora, este mês, 23 corpos foram encontrados jogados ou em enforcamento na cidade de Nuevo Laredo e 18 foram encontrados ao longo de uma estrada ao sul de Guadalajara, cidade do México, segundo maior.

Em abril, a polícia encontrou os corpos mutilados de 14 homens em uma minivan abandonada no centro de Nuevo Laredo, junto com uma mensagem de uma quadrilha de traficantes não revelado. Também em abril, os corpos torturados e escarnecidos de sete homens foram despejados no porto do Pacífico cidade de Lazaro Cardenas, juntamente com mensagens assinadas por aliados da quadrilha de traficantes de Sinaloa.

Funcionários no ano passado descobriu 183 corpos em valas comuns no estado de Tamaulipas cidade de San Fernando. Acredita-se terem sido mortos por migrantes do cartel de drogas Zetas. Outros 72 imigrantes, muitos deles da América Central, foram encontrados mortos em San Fernando em 2010.

Com base nos relatórios de Associated Press.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Corpos de jovens são resgatados no Rio Mucuri e levados para DML

Corpos de jovens são resgatados no Rio Mucuri e levados para DML 
Ação foi concluída por volta das 3h desta quarta e corpos já estão no IML. 
Investigações foram iniciadas com hipótese de acidente de carro, diz perito.

Carro submerso no Rio Mucuri. Agricultor passou pelo local à procura de um animal e avisou a polícia

Foi confirmada, na noite desta terça-feira (24), a morte dos cinco jovens capixabas, que estavam desaparecidos desde a última sexta-feira. Os corpos foram encontrados em um carro submerso no Rio Mucuri, no Sul da Bahia, distante cerca de 12 km da divisa com o Espírito Santo.


Ainda durante a noite, Polícia Militar, Bombeiros e Perícia Técnica da cidade de Teixeira de Freitas (BA), fizeram a remoção dos corpos para do Departamento Médico Legal (DML) de Teixeira.

Após serem avisados, familiares dos cinco jovens seguem ainda nesta manhã para fazerem o reconhecimento dos corpos e providenciar o traslado até o território capixaba.

As informações sobre o carro encontrado no Rio Mucuri foram confirmadas pelo tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia e comandante da Companhia em Ações Especializadas em Mata Atlântica (Caema), Ivanildo da Silva. Os jovens haviam deixado o município de São Mateus, Norte do Estado, com destino a Prado, no litoral baiano.

Policiais que participaram do resgate informaram que o corpo de um dos jovens foi encontrado do lado de fora do veículo. Ele foi identificado como sendo o de Marllon Amaral. Os corpos dos demais universitários estavam dentro do carro submerso, presos aos cintos de segurança.

Retirada de carro foi finalizada por volta das 3h
damadrugada (Foto: Reprodução/TV Santa Cruz)
A polícia encontrou o veículo no início da noite desta terça-feira, debaixo de uma ponte sobre o Rio Mucuri, em território baiano. O trabalho de retirada do carro e das outras vítimas foi realizado com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros baiano. Os profissionais trabalharam ao longo da madrugada já que o lugar é de difícil acesso. Os corpos das vítimas foram levados para identificação no Departamento Médico Legal (DML) de Teixeira de Freitas, também no Sul da Bahia.


Desespero

O delegado Janderson Lube, responsável pelo caso em São Mateus, comunicou o encontro do veículo aos familiares, que ficaram desamparados com a notícia. Alguns deles precisaram ser hospitalizados, tamanho o desespero.

A frente do DPJ de São Mateus ficou tomada de familiares e amigos das vítimas na noite desta terça.

foto: Edson Chagas - GZ
A mãe de André, Glória Galão, saiu amparada por amigos do DPJ de São Mateus

O desaparecimento

Os estudantes saíram às 19 horas da última sexta-feira (20) de São Mateus, no Norte do Estado, rumo ao município de Prado, Estado da Bahia, mas não chegaram ao destino.

Izadora Ribeiro, Rosaflor Oliveira, Amanda Oliveira e Marllonn Amaral, estudantes do Ceunes de São Mateus, e André Galão, ex-universitário da Unesc de Colatina. Eles estavam em um Fiat Punto bege, que pertence a André, e iriam para a casa dos pais da Izadora, na cidade baiana, para comemorar o aniversário da mãe dela, ocorrido neste sábado (21).

Como eles não chegaram ao destino, os pais de Izadora fizeram o trajeto de Prado para São Mateus, na esperança de encontrar os jovens. Como não tiveram sucesso, acionaram a Polícia Civil em São Mateus. A partir daí, as buscas foram iniciadas.



gazetaonline.globo.com
Rádio CBN Vitória (93,5 FM)


terça-feira, 24 de abril de 2012

Resgate dos corpos do jovens desaparecidos em viagem ao Sul da Bahia. Familiares aguardam identificação

Abalados com mortes de jovens, familiares aguardam identificação dos corpos na Bahia

Emocionados, os familiares dos cinco jovens mortos receberam a notícia da tragédia com grande tristeza, na Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de São Mateus, na noite desta terça-feira (24). Eles ainda aguardam a identificação dos corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas para a definição de local, data e horário dos velórios.

Todos mantinham a esperança de que os universitários fossem encontrados vivos, após desaparecerem na última sexta-feira (20) e ficaram muito abalados com as mortes. O veículo, um Fiat Punto bege, estava debaixo de uma ponte que passa sobre o Rio Mucuri, na Bahia.

Em contato com Paulo Oliveira, pai de Amanda Oliveira, ele preferiu não comentar o assunto no momento em que atendeu o telefone. Já no caso de Marllonn, a mãe Margareth Amaral passou o celular para uma amiga, pois não estava em condições de falar. Ainda sem acreditar no que havia acontecido, ela afirmou que todos iriam esperar o resultado da perícia para definir a situação dos velórios.

Os cinco corpos dos estudantes que seguiam de São Mateus, no norte do Espírito Santo, em direção à cidade de Prado, no litoral sul da Bahia, e desapareceram na última sexta-feira (20), foram encontrados, no início da noite desta terça-feira (24). O veículo estava debaixo de uma ponte que passa sobre o Rio Mucuri, na Bahia. A informação foi confirmada em primeira mão no Jornal da TV Vitória, da Record, pelo coronel da Polícia Militar da Bahia e comandante da Companhia em Ações Especializadas em Mata Atlântica (Caema), Ivanildo da Silva.

O local onde o veículo foi encontrado fica entre a divisa do Espírito Santo e o distrito de Itabatã, que pertence ao município baiano de Mucuri, próximo a uma ribanceira de aproximadamente 30 metros de altura. De acordo com o coronel, é uma área onde ocorrem muitos acidentes e, inclusive, nesta terça-feira, foi registrada outra tragédia onde cinco pessoas também morreram.

Segundo o coronel Silva, o carro foi localizado por uma pessoa que passava às margens da rodovia. Uma equipe da Polícia Militar identificou as placas do veículo e confirmou que é o mesmo usado pelos jovens desaparecidos. Um corpo do sexo masculino, já em adiantado estado de decomposição, foi o primeiro a ser resgatado, pois estava fora do veículo.


“Chegamos até o veículo depois que um cidadão passou às margens da rodovia e viu um carro na ribanceira, dentro do rio. Imediatamente ele ligou para a polícia e nós fomos até o local”, disse o coronel.

A Polícia Civil capixaba e o Corpo de Bombeiros do Espírito Santo vão trabalhar em conjunto na identificação e reconhecimento dos corpos. Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal do Espírito Santo, de acordo com o inspetor Walter Mota, também seguiu para o local do acidente para auxiliar no resgate das vítimas.

Notícia falsa durante a manhã

Na manhã desta terça-feira, a informação de um falso acidente foi confirmada inicialmente pela Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp) e divulgada amplamente pela imprensa capixaba e nacional. Horas após a confirmação, o fato foi negado pelas autoridades policiais capixabas e baianas. As buscas continuaram por terra e ar, com a utilização de um helicóptero da Polícia Militar, durante todo o dia.

O desaparecimento

Rosaflor Oliveira Chacon, Amanda Oliveira, Marllonn Amaral, Izadora Ribeiro e Andre Galão estavam em um veículo Fiat Punto de cor bege, com placas ODC-6985, quando desapareceram de forma misteriosa após saírem em viagem rumo a Prado, na Bahia.

O grupo participaria de uma festa em comemoração ao aniversário da mãe de Izadora na cidade baiana. “Eles estavam programando essa viagem há uma semana. Era meu aniversário e todos queriam estar lá em Prado, mas, infelizmente, nós aguardamos, a hora foi passando, e percebemos que alguma coisa errada tinha acontecido”, disse Doralice Ribeiro.

Segundo o delegado de São Mateus, Janderson Lube, o grupo teria sido visto pela última vez em um posto de gasolina do distrito de Itabatã, no município de Mucuri, sul da Bahia. Desde o último sábado, parentes dos jovens já faziam buscas, refazendo o mesmo percurso dos jovens.

Celulares desligados

Na segunda-feira, após assumir as investigações do caso, o delegado Danilo Bahiense, superintendente de Polícia do Interior do Espírito Santo, informou que os telefones celulares dos universitários desaparecidos pararam de funcionar quase que simultaneamente, entre os municípios de São Mateus e Pedro Canário, na noite de sexta-feira. “Os telefones pararam de funcionar praticamente ao mesmo tempo".


Victor Melo
Redação Folha Vitória


Tristeza sem fim. Corpos de universitários desaparecidos são encontrados dentro do rio Mucuri na Bahia

Fim trágico: Corpos de universitários desaparecidos são encontrados dentro do rio Mucuri na Bahia

Os cinco corpos dos estudantes que seguiam de São Mateus, no norte do Espírito Santo, em direção à cidade de Prado, no litoral sul da Bahia, e desapareceram na última sexta-feira (20), foram encontrados, no início da noite desta terça-feira. O veículo estava debaixo de uma ponte que passa sobre o Rio Mucuri, na Bahia.

A informação foi confirmada no Jornal da TV Vitória, da Record, pelo coronel da Polícia Militar da Bahia e comandante da Companhia em Ações Especializadas em Mata Atlântica (Caema), Ivanildo da Silva. O delegado da Superintendência de Polícia Interior do Espírito Santo, Danilo Bahiense, também confirma a informação.


Segundo o coronel Ivanildo, uma equipe da Polícia Militar identificou o veículo como sendo o dos jovens desaparecidos e, inclusive, um dos corpos, do sexo masculino, já foi resgatado e identificado.

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal do Espírito Santo está seguindo para o local do possível acidente para auxiliar no resgate dos corpos.

Notícia falsa durante a manhã

Na manhã desta terça-feira, uma informação de um falso acidente foi confirmada inicialmente pela Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp) e divulgada amplamente pela imprensa capixaba e nacional. Horas após a confirmação, o fato foi negado pelas autoridades policiais capixabas e baianas. As buscas continuaram por terra e ar, com a utilização de um helicóptero da Polícia Militar, durante todo o dia.

O desaparecimento


Rosaflor Oliveira Chacon, Amanda Oliveira, Marllonn Amaral, Izadora Ribeiro e Andre Galão estavam em um veículo Fiat Punto de cor bege, com placas ODC-6985, quando desapareceram de forma misteriosa após saírem em viagem rumo a Prado, na Bahia.

O grupo participaria da festa em comemoração ao aniversário da mãe de Izadora na cidade baiana. “Eles estavam programando essa viagem há uma semana. Era meu aniversário e todos queriam estar lá em Prado, mas infelizmente, a gente aguardou, a hora foi passando, e a gente viu que alguma coisa de errado tinha acontecido”, disse Doralice Ribeiro.

A mãe da universitária Amanda disse que familiares ligaram para os amigos de todos os jovens, mas não conseguiram contato. “Todos os celulares estão fora de área, apesar de todos os meninos terem comunicado que estavam indo às 19 horas na sexta-feira. Todos eles são responsáveis e disseram em casa que sairiam com destino a Prado”, disse Conceição.

Segundo o delegado de São Mateus, Janderson Lube, o grupo teria sido visto pela última vez em um posto de gasolina do distrito de Itabatã, no município de Mucuri, sul da Bahia. Desde o último sábado, parentes dos jovens já faziam buscas, refazendo o mesmo percurso dos jovens.
Celulares desligados

Na segunda-feira, após assumir as investigações do caso, o delegado Danilo Bahiense, superintendente de Polícia do Interior do Espírito Santo, informou que os telefones celulares dos universitários desaparecidos pararam de funcionar quase que simultaneamente, entre os municípios de São Mateus e Pedro Canário, na noite de sexta-feira. “Os telefones pararam de funcionar praticamente ao mesmo tempo".

Danilo Bahiense disse ainda que a investigação recebeu apoio de dois delegados da Bahia. "Nós fizemos buscas por terra. Nesta terça-feira, vamos passar a contar com o apoio de um helicóptero. É uma área muita extensa, com matas. Por isso, teremos ajuda da aeronave", salienta o delegado.

O delegado afirmou ainda que o namorado de uma das universitárias desaparecidas prestou depoimento nesta segunda-feira. “Ele não acrescentou nada além daquilo que já havia falado. O rapaz disse que brigou com a namorada, que pediu que ele não fosse à festa em Prado, na Bahia”, finaliza Bahiense.


Folha Vitória
Redação Folha Vitória

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Identificados 103 corpos de vítimas do voo 447

Franceses identificam mais 103 corpos de voo 447 da Air France

RIO - O Instituto de Pesquisa Criminal da França anunciou nesta segunda-feira que mais 103 vítimas do acidente com o voo AF-447 da Air France foram identificadas. A aeronave, que fazia o trajeto Rio-Paris, caiu no Oceano Atlântico em junho de 2009 com 228 pessoas a bordo. Com isso, um terço do total dos passageiros do avião - se contabilizados os primeiros 50 corpos retirados do mar logo após a tragédia - já tem identificação.

Os últimos corpos foram retirados do mar a quase 4 mil metros de profundidade, graças a uma operação que teve a ajuda de um robô submarino. O presidente do grupo Entraide et Solidarité, dedicado à memória das vítimas do voo, Robert Soulas, disse que as famílias das vítimas ainda vão ser informadas sobre a identificação, e os corpos serão entregues nas próximas semanas. De acordo com ele, apenas um dos corpos resgatados não foi identificado. Outros 74 continuam no fundo do mar.


O presidente da associação de familiares das vítimas do voo 447 no Brasil, Nelson Faria Marinho, informou que ainda não houve um comunicado oficial sobre o corpos identificados. A previsão era que o anúncio fosse feito no dia 30 do mês passado, mas, de acordo com ele, atrasos no processo de identificação fizeram a data ser transferida para quinta-feira.

- Nossa expectativa é grande. Também não sabemos se ainda pretendem buscar os 74 corpos que estão no mar - afirmou ele, pai de Nelson Marinho de 40 anos, um dos 59 brasileiros que estavam no voo.

Uma nova etapa de buscas ainda deve ser avaliada pelo Tribunal de Grande Instância de Paris. Na última tentativa, que terminou em junho, foram gastos cerca US$ 8,2 milhões, de acordo com o Ministério de Transportes francês.

Em outubro, um advogado que representa parentes das vítimas do voo 447 da Air France divulgou que um juiz responsável pelas investigações sobre o acidente deu a impressão de que os pilotos não receberam boas informações dos controladores do avião . O juiz que investiga as acusações esteve reunido com os familiares. Para o advogado Thibaut de Montbrial, "as informações transmitidas pelos dispositivos não permitiram a tomada de boas decisões".

O Programa de Indenização 447 foi encerrado também em outubro, conforme divulgação do Ministério Público do Rio, do Ministério da Justiça, do Procon, da Air France e das seguradoras da companhia. O programa foi criado para agilizar a indenização aos familiares brasileiros e estrangeiros das vítimas do acidente com o voo 447. Segundo o MP, a decisão de participar do programa, que envolveu cerca de 70 beneficiários, não significou a perda do direito de resolver a questão por outros meios, como acordo direto com as empresas ou ação judicial, no Brasil ou no exterior. [O Globo]



A agonia do voo 447 passo a passo

quilômetros de onde foi emitida a última mensagem do Airbus e a cerca de 850 quilômetros de Fernando de Noronha. No dia 26 de junho, após o resgate dos 50 corpos encontrados junto aos destroços, o Brasil encerrou suas buscas.

Na França, a partir da análise do material, os investigadores concluíram que o avião se chocou de barriga com o mar, em vista das deformações encontradas nas peças. Eles perceberam também que as máscaras de oxigênio não caíram do teto, o que eliminaria a hipótese de despressurização. Os coletes salva-vidas não foram acionados, indicando que os passageiros não se prepararam para um pouso no mar. Para montar o quebra-cabeça com o cenário da queda do voo 447, no entanto, faltavam as peças fundamentais: as duas caixas-pretas. Sem o Cockpit Voice Recorder (CVR), que grava os diálogos na cabine do piloto, e o Data Flight Recorder (DFR), que registra os parâmetros de voo, seria impossível determinar as causas do acidente, diziam os peritos. Mas, como localizar as caixas-pretas no fundo do oceano?

Para isso, foi montada uma operação de guerra. No dia 10 de junho, o Emeraude, um dos seis submarinos nucleares franceses de ataque, juntou-se às buscas. Dotado de potentes sonares, vasculhou a área durante semanas. Mas a tentativa se mostrou infrutífera. No dia 10 de julho, quando as caixas-pretas já não emitiam mais sinais (que cessam depois de 30 dias), a França decidiu encerrar a ação. O mistério do 447 parecia condenado a permanecer no fundo do mar.

Mas uma segunda fase começou em 27 de julho, com o navio de pesquisa Porquois Pas, o submarino não tripulado Nautile, o robô Victor 6000 e alguns dos maiores especialistas do mundo nesse tipo de busca. Mais uma vez, a missão fracassou.

Em 2 de abril de 2010, uma terceira fase foi iniciada. Sem os sinais sonoros das caixas-pretas, no entanto, a tarefa correspondia a buscar uma agulha no palheiro. Apesar dos gastos crescentes, a missão se mostrou mais uma vez malsucedida.

No dia 22 de março deste ano, o navio Alucia partiu do Porto de Suape, em Pernambuco, para dar início à quarta fase de buscas. Levava a bordo dois submarinos robôs. As coordenadas que indicavam o local da queda do avião teriam sido revistas, e a operação passou a ser feita numa outra área, muito menor que a anterior e muito mais precisa. Finalmente, em 3 de abril deste ano, numa descoberta histórica, o submarino não tripulado localizou, a cerca de 4 mil metros de profundidade, destroços do Airbus A-330 e corpos de vítimas que ficaram presos à fuselagem. Devido às baixas temperaturas, os corpos estavam relativamente preservados.

A descoberta abriu caminho para que fossem localizadas as duas caixas-pretas. A primeira foi resgatada no dia 1 de maio, a uma profundidade de 3.900 metros. A segunda foi tirada dois dias depois. No dia 19 de maio, a França anunciou que elas estavam intactas. Depois de dois anos escondida no fundo do mar, a verdade sobre o voo 447 começa a emergir.








 Paulo Marqueiro (oglobo.com.br)

domingo, 24 de julho de 2011

Vídeo mostra corpos de vítimas de atirador em ilha da Noruega

Noruega: Vídeo mostra corpos de vítimas de atirador em ilha nos arredores de Oslo

Circula na internet um vídeo que mostra os corpos de vítimas do atirador que matou 86 jovens, na sexta-feira passada, na ilha de Utoeya, nos arredores de Oslo, na Noruega. Pelas imagens, é possível ver as vítimas espalhadas pela costa da ilha.

O radical de direita Anders Behring Breivik admitiu responsabilidade no ataque a bomba em Oslo e no tiroteio em Utoeya que, juntos mataram 93 pessoas.


O jornal norueguês Dagbladet divulgou imagem exclusiva do atirador que abriu fogo, na sexta-feira passada, num acampamento de verão de jovens do Partido Trabalhista na ilha de Utoeya, nos arredores de Oslo. Vestido com um uniforme policial, o homem matou 85 pessoas. Segundo autoridades do país, esse número ainda pode subir.


Ao todo, cerca de 700 participantes estavam no acampamento no momento do crime. A polícia também encontrou explosivos não detonados na ilha. [EXTRA]


O calvário das vítimas da chacina, na ilha norueguesa de Utoeya

Polícia busca por vítimas na ilha Utoeya, na Noruega, após ataques (AFP, Odd Andersen)

OSLO, Noruega — Perseguidos e crivados de balas: este foi, durante duas horas, o destino de dezenas de jovens noruegueses mortos pelos tiros disparados por um homem de 32 anos, disfarçado de policial, que transformou a ilha de Utoeya num inferno, deixando aí, pelo menos, 84 mortos.

Às cinco da tarde, hora local, quase 600 pessoas, em maioria jovens, estavam nesta pequena ilha perto de Oslo participando de um acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista, a formação do primeiro-ministro Jens Stoltenberg.

"De repente, ouvi tiros atrás de uma colina", contou Khamshajiny Gunaratnam, sobrevivente da chacina, que fugiu da ilha a nado. "Nos perguntamos, num primeiro tempo, sobre quem estaria caçando aqui, porque só poderia ser um caçador", relata em seu blog.

Vestido com uma jaqueta da polícia, o atacante louro, de 1,90m de altura, identificado pela imprensa norueguesa como Anders Behring Breivik, atraiu primeiro suas vítimas, fazendo-as acreditar que queria protegê--las e transmitir informações importantes, segundo vários testemunhas.

"Venham aqui, não tenham medo, se aproximem", disse antes de abrir fogo, segundo Elise, uma adolescente de 15 anos, ouvida pela agência NTB.

Antes, uma violenta explosão havia devastado os prédios do governo no centro de Oslo. Os jovens militantes trabalhistas sabiam disso, porque acabavam de assistir a um noticiário.

Escondida numa grande pedra, a adolescente ficou a apenas alguns passos do atacante, do qual podia ouvir a respiração "ofegante". "As pessoas corriam para todos os lados, como loucas. Ele não parava de atirar", disse.

A ilha, semeada de barracas coloridas, passou subitamente de "um paraíso" a "um inferno", segundo o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, que sempre a visita no verão desde 1974.

Adrian Pracon, que recebeu um tiro no ombro esquerdo, contou no hospital ao canal australiano ABC: "atirava contra a gente quase que à queima-roupa. Estava a dez metros de mim, podia ouvir sua respiração, e disparava também contra as pessoas que iam para a água".

"Tinha um fuzil M16 (...) Quando o vi gritando que ia nos matar, parecia ter saído de um filme sobre nazistas ou algo assim", acrescentou o jovem, de 21 anos.
"Com um chute nos corpos, ele comprovava se as pessoas estavam vivas, se não, voltava a atirar".

Em um longo "post" publicado em seu blog Khamshajiny - "Kamzy"- Gunaratnam conta os esforços desesperados que fez com seus companheiros para se esconder, esquivar do atacante, e fugir das balas correndo entre rochas e arbustos.

"Corríamos e corríamos. O pior é saber que quem disparava estava com uniforme policial. Em quem poderíamos confiar? indaga a jovem de 23 anos.

Só depois das sete horas da noite é que chegou de helicóptero um comando da polícia norueguesa, que capturou o suspeito.

Kamzy e seu amigo Matti conseguiram nadar mais de 700 metros, em meio a balas disparadas pelo atacante. Uma embarcação os resgatou.

"Não consigo derramar uma só lágrima", diz Kamzy. "Não posso acreditar; hoje, estive a ponto de morrer". (AFP)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Corpos do acidente com avião no Recife serão identificados por DNA

DNA vai identificar corpos, diz diretor de empresa dona de avião que caiu
Corpos das 16 vítimas ficaram carbonizados com incêndio nos destroços.
Avião tinha menos de um ano de uso, segundo Giovanne Farias.
Dezesseis pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte no início desta manhã, na região do bairro de Boa Viagem, em Recife. Guga Matos/JC Imagem/AE

O diretor comercial da empresa Noar Linhas Aéreas, Giovanne Farias, disse que os corpos das 16 vítimas da queda do avião no Recife, nesta quarta-feira (13), serão identificados por meio de exames de DNA, já que muitos deles ficaram carbonizados com o incêndio nos destroços. A declaração foi feita em entrevista coletiva.
Farias disse ainda que a última manutenção na aeronave foi realizada no fim de semana passado. "O avião tem menos de um ano de uso. A manutenção foi feita no fim de semana. A aeronave voou pela última vez nesta terça-feira [12]."


Ele afirmou ainda que os voos da empresa foram cancelados nesta quarta-feira após o acidente. "A aeronave estava com o peso de 5.559 quilos e o máximo permitido é de 6.600 quilos. Estava dentro das normas."

Um vídeo gravado na manhã desta quarta-feira (13) mostra o avião bimotor da empresa Noar Linhas Aéreas momentos antes de cair em um terreno baldio, no Recife, após decolar do Aeroporto Internacional de Jaboatão dos Guararapes. Veja o vídeo ao lado.

A aeronave fazia a linha Recife/Mossoró (RN), com escala em Natal. Dezesseis pessoas morreram. Nas imagens, a aeronave aparece voando baixo antes de atingir o chão.

Veja a lista oficial com os nomes das vítimas:
1 - Rivaldo Paurílio Cardoso (piloto)
2 - Roberto Gonçalves, 55 anos (copiloto)
3 - Natan Braga
4 - Marcos Ely Soares de Araújo
5 - Carla Sueli Barbosa Moreira
6 - Bruno Albuquerque
7 - André Louis Pimenta Freitas
8 - Camila Suficiel Marino
9 - Ivanildo Martins dos Santos Filho
10 - Antônia Fernanda Jales
11- Débora Santos
12 - Marcelo Campelo
13 - Maria da Conceição de Oliveira
14 - Johnson do Nascimento Pontes
15 - Breno Faria
16 - Raul Farias

O acidente
O avião bimotor da empresa Noar Linhas Aéreas caiu ocorreu pouco antes das 7h. Ele decolou do aeroporto internacional do Recife com destino a Mossoró, no Rio Grande do Norte. Quatro minutos após a decolagem a aeronave com 16 pessoas a bordo caiu em um terreno perto da Avenida Boa Viagem. Bombeiros e Força Aérea Brasileira (FAB) comunicaram que não houve sobreviventes.

Caixa-preta
As caixas-pretas da aeronave que caiu num terreno no Recife, na manhã desta quarta-feira, foram localizadas. A análise dos equipamentos, responsáveis pelo registro dos instrumentos do avião e da conversa entre os tripulantes, irá ajudar a compreender como aconteceu o acidente com o bimotor da empresa Noar Linhas Aéreas.

A leitura dos dados será realizada no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), desde que os materiais não estejam danificados. Os motores da aeronave, também retirados, serão encaminhados para o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), para análise.

Familiares
No Recife, ainda pela manhã, familiares em busca de informações sobre vítimas foram encaminhados a um hotel para aguardar a divulgação da lista e o fornecimento de mais dados sobre o trabalho de resgate dos corpos.

No Rio Grande do Norte, parentes de vítimas começaram a chegar ao aeroporto onde o avião faria escala por volta das 8h. Eles foram encaminhados ao auditório da Infraero e orientados a aguardar informações da empresa.

Segundo a FAB, o piloto relatou pane logo após a decolagem. De acordo com dados do centro de controle do aeroporto, o piloto informou 55 segundos após a decolagem que o avião apresentava problemas. No relato à torre, ele disse que tentaria pousar ainda na cabeceira 36 da pista do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, de onde partiu as 6h51. A intenção era fazer o pouso de emergência no sentido contrário ao da decolagem.

Dois minutos depois, às 6h53min57s, ele retomou o contato com os controladores de voo, dizendo, desta vez, que não chegaria à pista e que tentaria pousar na praia de Boa Viagem. O centro de controle do espaço aéreo de Recife perdeu totalmente o contato com o avião e ele sumiu da tela do radar às 6h54min18s, quatro minutos após a decolagem.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que a aeronave acidentada “estava com a manutenção em dia” e que não irá suspender os voos da empresa.

Resgate dos corpos
A Defesa Civil informou queforam resgatados todos os corpos das 16 vítimas do acidente aéreo ocorrido nesta manhã no Recife. Familiares foram encaminhados a um hotel para aguardar informações sobre o trabalho de resgate das vítimas.

Do G1, com pe360graus.com/Globo Nordeste

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Polícia acha 7 corpos nos EUA e suspeito morre após cerco de 5h

Suspeito de matar 7 nos EUA se suicida durante tiroteio, diz polícia
Segundo a polícia, homem se matou após perseguição.
Cinco adultos e duas crianças foram mortos em duas casas diferentes.

Sete pessoas foram encontradas mortas em duas casas diferentes em Grand Rapids, Michigan, nos Estados Unidos, na noite desta quinta-feira (7). As mortes levaram a polícia a perseguir um suspeito, que se matou após um cerco de cinco horas e um tiroteio que feriu mais duas pessoas.

Polícia investiga uma das casas onde corpos foram encontrados em Grand Rapids. (Foto: Adam Bird / AP Photo)

Segundo a polícia, os mortos são cinco adultos e duas crianças.
O chefe de polícia Kevin Belk disse que o suspeito, Rodrick Shonte Dantzler, se envolveu em um tiroteio com a polícia no centro de Grand Rapids. Durante a ação, ele teria se matado, com um tiro na cabeça.

Homem se desespera ao saber que sua filha estava numa das casas onde corpos foram encontrados. (Foto: Chris Clark / The Grand Rapids Press / AP Photo)


Do G1, com agências internacionais *
(*) Com informações das agências de notícias Associated Press e Reuters

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Corpos do voo 447 chegam a Paris para serem identificados

Chegam ao Instituto Forense de Paris corpos do voo 447
Restos mortais serão submetidos a exames de identificação.
Análises serão realizadas por cientistas forenses, radiologistas e ortodentistas.
Da EFE

Os corpos de 104 vítimas do acidente que envolveu o voo 447 da Air France, desembarcados na quinta-feira (16), no porto de Bayonne, na França, chegaram a Paris nesta sexta (17). Os restos mortais serão submetidos a um longo processo de identificação na capital francesa.

Os corpos estão no Instituto Forense de Paris, para exames técnicos, de arcada dentária e a extração de DNA. Essas análises serão realizadas por equipe que conta com três cientistas forenses, dois radiologistas e dois ortodentistas.
Corpos de vítimas do voo 447 da Air France foram transportados em caminhões do porto de Bayonne a Paris. (Foto: Bob Edme / AP Photo)

O chefe do Instituto de Investigação Criminal, François Daoust, estimou na última segunda-feira (13) que o trabalho pode “levar de semanas a meses”.

O navio que realizou a última operação de busca de corpos de vítimas do acidente com o voo 447 da Air France chegou nesta quinta à França. O “Ile de Sein” atracou no começo da manhã no porto de Bayonne, com peças da aeronave e os corpos de 104 vítimas.

Autoridades francesas reservaram um píer afastado das áreas mais movimentadas do porto para evitar a presença de curiosos durante os trabalhos de descarga, informou a emissora de rádio “France Info”.

A embarcação, que finalizou sua missão de rastreamento no oceano Atlântico no último dia 3, transportou até Bayonne três contêineres com destroços do Airbus modelo A330 da Air France - que há dois anos caiu no mar com 228 pessoas a bordo -, e um com os 104 corpos que puderam ser resgatados nesta fase de buscas.

As peças da aeronave irão a um hangar de Toulouse (sul da França), onde especialistas continuarão suas pesquisas sobre as causas do acidente.

efe

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Corpos do AF 447 resgatados vão a 127, dizem famílias

Segundo presidente da Associação, BEA informou ação por e-mail.
Acidente matou 228 pessoas sobre o Oceano Atlântico em 2009.

A Associação de Vítimas Brasileiras do voo AF447 informou nesta segunda-feira (30) que já foram recuperados 127 dos 228 corpos de mortos no acidente aéreo. Segundo o presidente da Associação, Nelson Marinho, comunicado do Escritório de Investigações e Análises da França (BEA, na sigla em francês) informou que 75 corpos foram retirados do Oceano Atlântico nesta fase de buscas.
O acidente ocorreu em 31 de maio de 2009 no Oceano Atlântico e matou 228 pessoas.

"Tenho certeza de que vão tirar todos os corpos. A Justiça francesa havia dado a informação precipitada de que só retiraria os corpos em bom estado. Mas nós não queremos corpos inteiros, queremos os restos mortais, queremos um enterro", disse Marinho, em entrevista ao G1, por telefone.

A Air France e a Airbus foram indiciadas em março por homicídios culposos dentro da investigação judicial sobre a catástrofe.

Relatório preliminar
O BEA divulgou na última sexta-feira, dia 27, um relatório preliminar que descreve o que já se sabe sobre a queda do avião. A análise dos dados das caixas-pretas recuperadas, segundo o órgão francês, mostra que os pilotos viram dois registros simultâneos de velocidades diferentes no painel de controle durante "menos de um minuto" e que um dos registros mostrava uma redução brutal da velocidade.

Isso impediu que a tripulação soubesse a velocidade real do aparelho. A queda do avião no Oceano Atlântico, em alta velocidade, durou cerca de três minutos e meio, de acordo com os dados retirados das caixas-pretas recém-recuperadas do mar. O Airbus caiu de barriga e com o bico para cima.

Do G1, em São Paulo

terça-feira, 24 de maio de 2011

Voo AF 447. Confirmado resgate de mais 29 corpos do acidente da Air France

Governo francês confirma resgate de mais 29 corpos do acidente da Air France

Em nota, representante diz aos familiares das vítimas que sequência de eventos da tragédia será detalhada na sexta-feira

As equipes de resgate da França já retiraram 29 corpos dos restos do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico em 2009. A informação foi confirmada em nota pelo representante especial do governo francês junto às famílias das vítimas do voo AF 447, o diplomata Philippe Vinogradoff. Na época do acidente, 50 corpos haviam sido resgatados.

Segundo o representante francês, os peritos têm se esforçado para encontrar as vítimas do acidente. “Todas as peças do avião necessárias à investigação tendo sido recuperadas, a operação agora concentra-se exclusivamente sobre o resgate dos corpos”, afirma. A busca por corpos foi retomada em abril, quando o governo da França autorizou o navio enviado para recuperar pedaços do avião para facilitar na investigação da causa do acidente a tentar encontrar também restos mortais no fundo do mar.


Vinogradoff afirma ainda que o Escritório de Investigações e Análises (BEA), responsável por analisar as caixas-pretas do avião, poderá comunicar, nesta sexta-feira, a sequência de eventos que resultaram no acidente, primeiramente para os familiares dos 228 mortos. “Será apenas uma descrição, sem qualquer análise dos fatos e menos ainda das causas”, destaca o diplomata. “Quanto à determinação das responsabilidades, ela é da alçada exclusiva da investigação judiciária que decorre em paralelo".

Confira a íntegra da nota:

Aos familiares e amigos das vítimas do acidente do voo AF 447.


1- Após a permutação em Dakar da tripulação e das equipes técnicas, o navio "Ile de Sein" chegou ao local do acidente no sábado 21 de maio, e o resgate dos corpos começou no próprio dia. Os peritos fazem todo o possível para resgatar os corpos que podem sê-lo, conforme os compromissos expressos pelos juízes encarregados da investigação na carta às famílias de 10 de maio passado. Até hoje, (nesta etapa) 29 vítimas puderam ser resgatadas.


Todas as peças do avião necessárias à investigação tendo sido recuperadas, a operação agora concentra-se exclusivamente sobre o resgate dos corpos.

2- O Bureau de Investigações e de Análises (BEA) declarou que poderá comunicar na sexta-feira 27 de maio a sequência dos eventos que resultaram no acidente. A comunicação do BEA será divulgada em prioridade às famílias das vítimas.


Será apenas uma descrição, sem qualquer análise dos fatos e menos ainda das causas, posto que a determinação das causas requer uma análise longa e complexa para chegar a recomendações de segurança. Quanto à determinação das responsabilidades, ela é da alçada exclusiva da investigação judiciária que decorre em paralelo.

Philippe Vinogradoff - Representante especial junto às famílias das vítimas do voo AF 447

Tags: acidente, air france, corpos, frança, vítimas.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

VOO AF 447. Corpos muito 'danificados' ficarão no mar

Decisão de não resgatar alguns corpos do voo 447 revolta familiares
Justiça francesa diz que corpos muito danificados não serão resgatados.
Caixas-pretas serão transportadas quinta-feira (12) para arredores de Paris.


O presidente da Associação de Parentes de Vítimas do vôo 447, Nelson Marinho, afirmou nesta terça-feira (10) que irá protestar contra a decisão da Justiça francesa de não resgatar do mar corpos que estejam "muito danificados".

O avião da Air France caiu no Oceano Atlântico em 2009, com 228 pessoas a bordo.

Nelson afirmou que a filha dele, que mora em Paris, recebeu um e-mail com a informação. Segundo os magistrados franceses, o objetivo de não resgatar corpos muito danificados é "preservar a dignidade e o respeito" das vítimas. Até agora, dois corpos foram resgatados.

De acordo com Nelson, os primeiros corpos resgatados já não estavam em boas condições e foram resgatados da mesma forma. “Quando se acha um corpo é preciso entregá-lo à família. A lei de lá não é diferente da daqui”, disse.

Ele afirmou já ter procurado o governo brasileiro para resolver o impasse. “Foi uma decisão precipitada. O Brasil tem que se fazer presente”.

Caixas-pretas
O Escritório Francês de Investigação e Análises (BEA) divulgou também nesta terça-feira (10) que as caixas-pretas do voo 447 serão transportadas na manhã de quinta-feira (12) para a sede do órgão, em Le Bourget, nos arredores de Paris.

Na mesma manhã, segundo o BEA, será realizada uma entrevista coletiva com novas informações a respeito das investigações do voo.

"Os gravadores de voo serão transportados para o BEA durante a manhã de quinta-feira, 12 de maio de 2011. Uma entrevista coletiva para a imprensa será realizada na sede do BEA, em Le Bourget, entre 10h e 12h (entre 3h e 5h no horário de Brasília)", diz o texto publicado no site do órgão.

O BEA informou que participarão da entrevista o diretor do BEA, Jean-Paul Troadec, acompanhado por Alain Bouillard, que comanda a investigação de segurança, e por Christophe Menez, diretor do departamento de engenharia.

Philippe Vinogradoff, representante francês das famílias das vítimas do voo AF 447, também estará presente.

Turbina e computadores

No dia anterior, o órgão francês divulgou que conseguiu resgatar no Oceano Atlântico uma das turbinas e os computadores de bordo do Airbus A330 da Air France.

O BEA também havia antecipado que o navio da Marinha francesa La Capricieuse navega em direção ao porto de Cayenne levando a bordo as caixas-pretas do avião, encontradas na semana passada, e deve chegar à costa da Guiana Francesa na manhã de quarta-feira (11).

Disse ainda que os equipamentos se encontram selados sob ordem judicial, e que devem ser levados à França por avião depois que chegarem à Guiana Francesa.

Foto tirada no sábado (7) e divulgada nesta segunda (9) mostra pessoas colocando no navio francês La Capricieuse uma caixa com o Flight Data Recorder (FDR), uma das caixas-pretas do Airbus A330 do voo 447 (Foto: AP/BEA)


Do G1 RJ

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Corpos do voo 447 não deverão ser resgatados, diz associação

A Associação das Famílias das Vítimas do Voo 447 da Air France informou na manhã desta sexta-feira que os corpos dos que morreram no acidente não deverão ser resgatados. A decisão teria sido tomada durante reunião do BEA (Birô de Investigações e Análises), na noite de ontem (14), em Paris.
"Para nós isso traz total indignação. Uma vez que foi criada uma expectativa, foi anunciado em alto e bom som o encontro dos corpos e que eles provavelmente seriam retirados. E agora, em função de uma reunião do BEA ontem em Paris, com alguns legistas, vem essa versão oficial", disse à Folha o diretor executivo da associação dos parentes das vítimas, Maarten Van Sluys.

Ainda de acordo com Sluys, a recomendação para que os corpos não fossem retirados partiu de médicos peritos, que disseram acreditar que eles não resistiriam ao içamento. "As famílias como um todo, no Brasil, gostariam de ter os corpos. Vou distribuir agora um comunicado aos associados", afirmou.

BUSCAS

A equipe de buscas aos destroços do voo 447 encerrou as operações submarinas na sexta-feira (8). O BEA divulgou na semana passada as primeiras imagens dos destroços. De acordo com o órgão, foram localizadas partes do motor, fuselagem, asas e do trem de pouso do Airbus A330-203, que fazia o voo 447 da Air France que caiu em 2009 com 228 pessoas.

A ministra francesa dos Transportes, Nathalie Kosciusko-Morizet, confirmou a presença de corpos dentro de uma grande parte da fuselagem. Os trabalhos para o resgate das peças e corpos devem começar no dia 21 de abril, sob responsabilidade da empresa americana Fênix.

Ao anunciar a localização dos primeiros destroços, Kosciusko-Morizet afirmou que esperava "localizar rapidamente as caixas-pretas" do Airbus, um dos principais objetivos da missão e fundamentais para esclarecer as causas da tragédia.


"Se não foram destruídas no choque, existem a possibilidade de que funcionem", disse Jean Paul Troadec, diretor do BEA, na ocasião. Ele afirmou que a localização dos destroços também permitirá precisar a trajetória final da aeronave.

O BEA lançou no dia 22 de março a quarta fase de buscas para encontrar os destroços do voo 447, e iniciou os trabalhos de campo alguns dias depois. A terceira fase das buscas terminou em maio de 2010, sem sucesso.

Desta vez, foram usados três submarinos robôs do modelo Remus --dois da fundação americana Waitt e um do instituto alemão Geomar. Com quatro metros de comprimento e pesando 800 kg, ele são capazes de chegar a 4.000 metros. Os destroços foram localizados a uma profundidade de cerca de 3.900 metros ao norte da última posição conhecida do avião.

As buscas deveriam cobrir uma área de 10 mil km2. De acordo com o birô francês, a operação foi calculada em 12,5 milhões de dólares (R$ 20,2 milhões), pagos pela Airbus e Air France. O resgate das peças será financiado pelo governo francês.

Folha Online
DIANA BRITO
DO RIO

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sinistro: Chinês sobrevive 'pescando' cadáveres em rio

Um barqueiro do Rio Amarelo, na China, ganha a vida fazendo um trabalho mórbido e incomum – “pescando” cadáveres no rio, que depois são vendidos para as famílias de luto.

Desde que começou o seu negócio na região central do país, há sete anos, Wei Xinpeng, de 55 anos, diz ter coletado cerca de 500 corpos.

Alguns dos cadáveres são de pessoas assassinadas, outras morreram afogadas ou cometeram suicídio.

"Eu trago dignidade para os mortos", diz Wei, que vive em uma cabana perto do Rio Amarelo a cerca de 80 km da cidade de Lanzhou, capital da província de Gansu.

"Acho que essas pessoas morreram de uma forma muito cruel."

Taxa

Depois de encontrar os corpos no rio, geralmente perto de uma ponte improvisada para pedestres, Wei os leva até uma pequena enseada, onde eles ficam protegidos da corrente.

Em seguida, ele coloca anúncios nos jornais locais descrevendo os corpos.

As famílias de pessoas desaparecidas entram em contato com Wei por telefone e algumas viajam até o vilarejo onde ele mora para identificar os corpos.
Uma pequena taxa é cobrada para que os familiares sejam levados de barco até o local onde estão os mortos e para que eles vejam seus rostos.

Se os parentes quiserem levar o corpo para casa, Wei pode cobrar até US$ 500.

Até hoje, o barqueiro diz ter vendido cerca de 40 corpos.


Membro do partido

O barqueiro vive em uma cabana próxima ao rio

Normalmente, segundo ele, as pessoas não se surpreendem quando ele pede dinheiro, mas quando Wei encontrou o corpo de um integrante do Partido Comunista, as autoridades queriam que ele fosse devolvido de graça.

Em outra ocasião, um casal foi até Wei procurando seu filho desaparecido.

"Eles viram o corpo dele e foram embora sem dizer uma palavra. Eles não levaram o corpo", conta ele.

O barqueiro vive em uma cabana
 próxima ao rio
Wei defende seu trabalho dizendo que as autoridades deixariam os corpos apodrecerem no rio. Ele diz ainda que não faz isso apenas por dinheiro.

"Meu próprio filho morreu nesse rio, e eu não consegui encontrar o corpo. Foi muito doloroso. Por isso eu comecei a fazer esse trabalho."

Fonte: BBC Brasil




Pescando cadáveres
O filho ainda criança de Xinpeng morreu no rio, mas ele diz que nunca encontrou o corpo

Nas margens do rio Amarelo, Wei Xinpeng 'pita' um cigarro enquanto ele lança seu olhar sobre as águas turvas.

Aos 55 anos de idade, é um barqueiro. Mas ele vive de um comércio macabro.

O Sr. Wei não olha para os peixes nessas águas. Em vez disso, ele puxa os corpos humanos para fora do rio, que depois revende à famílias enlutadas.

"Eu trago a dignidade aos mortos", diz Wei.

Para as famílias dos desaparecidos, o barqueiro tornou-se a chamada de último recurso.

Todo dia, o Sr. Wei segue com seu barco para uma passarela provisória no rio. É nesse ponto que o corpo pode ir mais longe.

Desde que iniciou seu negócio há sete anos, o Sr. Wei diz que ele recolheu cerca de 500 corpos. Alguns deles foram assassinados, enquanto outros se afogaram ou se suicidaram.

Sr. Wei diz que cobra dos parentes até $ 500 se quiserem levar para casa o corpo. Ele diz que sua última captura sombria foi há apenas seis dias atrás.

"Eu sinto que essas pessoas já passaram por uma forma muito cruel", diz ele.

Após o barqueiro recolher os corpos, ele os coloca em uma pequena enseada, onde estão abrigados das correntes. Os corpos depositados na enseadas parecem de argila deitados de bruços na água.

Sr. Wei coloca anúncios em jornais locais descrevendo os corpos. Famílias de desaparecidos telefonam para ele e algumas viajam para a sua aldeia, a fim de inspecionar os corpos.


Sr. Wei leva-os em seu barco à enseada e vira os cadáveres. Ele cobra uma pequena taxa para que verifiquem os rostos mortais. E então até $ 500 se quiserem levar para casa o corpo.

Sr. Wei vive numa cabana próxima ao rio Amarelo. Ele diz que já vendeu cerca de 40 cadáveres. Geralmente, diz ele, as famílias não estão com raiva quando ele pede dinheiro.

Mas quando ele encontrou o corpo de um oficial comunista, as autoridades queriam levá-lo de forma gratuita. Isso causou um constrangimento, diz ele.

Às vezes as emoções das pessoas são tensas quando vêem os cadáveres. "Uma vez os pais vieram à procura de seu filho", diz ele. "Eles viram o corpo dele e depois foram embora sem dizer uma palavra. Eles não levaram o cadáver."

Sr. Wei defende o que ele faz. Ele diz que as autoridades deixariam os corpos apodrecem no rio.Às vezes ele iça os corpos feito peixes mortos do rio e lhes dá um enterro apropriado. Mas não é apenas por dinheiro. O barqueiro diz que é também pessoal. "Meu próprio filho morreu neste rio e eu não consegui encontrar o corpo", diz ele. "Foi muito doloroso. É por isso que eu comecei a fazer este trabalho."

Oitenta quilômetros rio acima, a cidade de Lanzhou é a principal fonte de comércio Senhor Wei.
Depois de uma capital provincial atingidas pela pobreza, é agora uma grande cidade industrial.

Shuja Peng, 52 anos, visitou o Sr. Wei depois 
que sua esposa, Han Yuxia, desapareceu neste verão.

A esposa de Shuja Peng (foto) desapareceu neste verão, mas até agora ele não foi capaz de rastreá-la.

Ele diz que ela saiu para pegar um ônibus para visitar um parente, mas nunca chegou. Peng passa seus dias colocando cartazes ao redor da cidade, desesperado por alguma notícia sobre sua esposa. O operário tem contatado a polícia e coloca anúncios em jornais locais.

Mas não houve nenhuma palavra e Senhor Wei não encontrou o corpo de sua esposa.

"Foi uma tentativa", diz ele, referindo-se ao serviço do Senhor Wei.

"Mas é difícil encontrar alguém desaparecido aqui. É tão caótico. É quase impossível rastrear qualquer um."

De volta à cabana Wei, ele está fazendo as malas para o novo dia.O barqueiro vive uma época de mudança notável na China.

Mas a cada dia nas águas do Rio Amarelo, ele vê o lado escuro do desenvolvimento - onde no clamor do crescimento econômico, alguns são simplesmente varridos.

Com informações da BBC e outros

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ursos famintos escavam sepulturas para matar a fome com corpos humanos

Com o período de hibernação de inverno se aproximando,
os ursos do país, estão desesperados para reforçar as
suas reservas de gordura.
Ursos famintos no norte da Rússia têm recorrido a cavar sepulturas nos cemitérios - e teriam comido pelo menos um corpo - depois de um verão escaldante ter destruído suas fontes alimentares naturais de frutos silvestres e cogumelos.

Autoridades russas na república de Komi, que se estende do Círculo Polar Ártico, disse que os ursos pardos têm desenterrado vários caixões nos cemitérios rurais em uma busca desesperada por comida.



Um jornal de maior tiragem diária, Moskovsky Komsomolets, informou que um corpo foi devorado na aldeia de Verkhnyaya quando Chovia no fim de semana. Dois visitantes foram ao cemitério e gritaram diante da visão chocante, assuntando o animal que rasgava a carne humana em decomposição, informou o periódico.
No verão passado, a Rússia registrou o período mais quente da sua história, com grandes incêndios florestais e secas eliminando bosques e plantações. Com o período de hibernação de inverno se aproximando, os ursos do país, estão desesperados para reforçar as suas reservas de gordura.

Fonte: www.news.com.au

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Jovens buscam 'corpão' e ficam deformados

Cicatrizes, deformidades, mutilações são resultados de aplicações de substâncias que prejudicam a saúde e são impróprias para o consumo humano.

Cicatrizes, deformidades, mutilações são resultados de aplicações de substâncias que prejudicam a saúde e são impróprias para o consumo humano.
O Fantástico faz um alerta para adolescentes e jovens que querem um corpo perfeito. Está aumentando no Brasil todo e, principalmente, no Nordeste o uso de falsos anabolizantes, que podem causar problemas graves de saúde. E apareceu outra ameaça: óleo mineral, que os jovens injetam direto no braço. Isso pode causar até amputações.

Muito magro desde menino, o auxiliar de mecânico César Augusto, de 17 anos, sonhava com um corpo diferente. “Engrossar, ter braço grande, peito, ombro, corpo perfeito”, diz.

Um corpo perfeito era o que o auxiliar de pedreiro Evandro Marcos Barbosa da Silva mais queria. Encontrou muitas dores, mutilação, vergonha. “Eu passei muito sofrimento, constrangimento. Estar andando na rua, e o povo fica olhando diferente para a pessoa”, descreve.

O drama dos jovens envolve famílias inteiras. A mãe de César, a agricultora Maria Auxiliadora da Silva, passou noites em claro sofrendo junto com o filho que não conseguia dormir com tantas dores. “É muito angustiante você ver seu filho chorando e você não poder fazer nada. Sei que tem muitas mães também que estão passando o mesmo que eu. Ajudem as mães que não tem coragem de pedir socorro”, diz.
As histórias são parecidas. Eles são jovens e querem ficar fortes, sarados, em pouco tempo. Não têm informação nem dinheiro. De repente, um amigo, ou conhecido ou mesmo o instrutor da academia do bairro revela uma receita que parece ser milagrosa. Começa o envolvimento com os falsos anabolizantes e as consequências que vão durar para o resto da vida.

Cicatrizes, deformidades, mutilações são resultados de aplicações de substâncias que prejudicam a saúde e são impróprias para o consumo humano. “Comecei a tomar de três em três dias e aumentar a dosagem. Eu tomava ADE, vitamina para animal”, diz o auxiliar de mecânico César Augusto, de 17 anos.

“Não é um anabolizante de forma alguma. É um complexo vitamínico”, afirma a veterinária Beatriz Dutra Vaz.

A veterinária explica que o ADE é usado em animais com deficiência nas vitaminas A, D e E. “A proporção que você aplica em um cavalo que tem 300, 400, 500, 600kg é diferente de um ser humano saudável em torno de 80, 90kg”, alerta Beatriz Dutra Vaz.

Além de substâncias de uso veterinário, os jovens estão injetando óleo mineral nos músculos. É fácil comprar os produtos. O óleo mineral é vendido como laxante nas farmácias sem receita médica. O adolescente também adquire seringa e agulhas.

Na loja de produtos veterinários, é possível comprar o complexo vitamínico que só poderia ser vendido para maiores de idade com prescrição do veterinário. As consequências das injeções de óleo mineral são devastadoras.

O efeito mais comum é que o óleo injetado se infiltra entre os músculos ou se acumula, formando um abscesso, uma espécie de bolsa entre os feixes musculares. A presença dessa substância gera um processo inflamatório, que depois se transforma em uma infecção. Isso provoca a destruição do tecido muscular, a necrose.

“A utilização intramuscular causa vários problemas, desde fibrose com perda de mobilidade do segmento muscular até quadro de infecção grave. Pode chegar à amputação até quadro de óbito”, relata Jader Wanderley, diretor da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia de Pernambuco.

O que assusta os médicos é a quantidade cada vez maior de jovens e adolescentes que chegam dos sítios de vários municípios do sertão em estado grave. Só este ano, no Hospital de Ensino da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, 150 pacientes foram atendidos, 26 só em setembro. Três jovens tiveram que amputar um dos braços.

“Além do risco absurdo dessas substâncias, ainda há o risco adicional de os meninos contraírem doenças infecto contagiosas como AIDS, hepatite e tantas outras. Então, é realmente um problema grave de saúde pública”, ressalta o médico Bruno Freitas.

O drama é cada vez mais comum no interior do Nordeste. Em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, 11 adolescentes injetaram complexo vitamínico animal. Seis foram parar no hospital com lesões nos braços. “Todo mundo comprou e a gente se aplicou”, diz um jovem.

Em Salvador, na Bahia, o estudante de enfermagem, Pedro André, de 22 anos, também usa a droga que promete o efeito anabolizante há cinco anos. Ele mesmo aplica as injeções.

“Eu presenciei vários amigos meus com abscessos, tendo que fazer drenagens, outros tendo que amputar os membros, e isso deixa a gente muito triste. Mas, depois, a gente volta a fazer tudo de novo", confessa o estudante.

Um estudo do Conselho Regional de Educação Física na Paraíba revela um dado alarmante: 11% dos frequentadores de academia que foram entrevistados usam óleo mineral e vitaminas para animais.

Pedro André escapou por pouco. Ele correu risco de ter o braço amputado, fez dez cirurgias. “Espero que isso sirva de lição para muita gente que usa esse tipo de droga, que não vale a pena”, declara.

“Procure seus músculos com exercícios, não com drogas. Essa droga afeta não só os braços, afeta a cabeça. Afeta tudo”, diz a mãe de Evandro Marcos Barbosa da Silva.

Fonte: fantastico.globo.com