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sábado, 2 de junho de 2012

Daniel Agger, o belo zagueiro tatuado do Liverpool e da seleção da Noruega. Veja

Daniel Agger, que nasceu 12 dez 1984, Hvidovre, na Dinamarca, é um futebolista dinamarquês que joga como zagueiro para o Liverpool e o capitão da seleção de futebol da Dinamarca.


Agger começou a sua carreira no clube dinamarquês Brøndby em julho de 2004, onde ganhou o campeonato de Superliga dinamarquesa em 2005.

Agger rapidamente estabeleceu-se não apenas como titular, mas como um dos componentes-chave na equipe. Apesar de sua relativa juventude, jogou com grande autoridade e classe.

Dentre suas grandes realizações incluem ser considerado o melhor jogador do futebol dinamarquês do Ano: 2007 e vencer Copa da Liga Inglesa: 2012.

Agger é um tatuador e tem várias tatuagens, incluindo uma Viking em seu braço direito, um desenho grande de Vikings e um cemitério que se estende por todo o bac.


Daniel Agger é super talentoso em campo, mas, certamente, também no estúdio de tatuagem. Ele já tem uma posição certa para quando o Liverpool FC não for mais interessante.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Brasileiro se torna 'caçador' de aurora boreal na Noruega

Brasileiro se torna 'caçador' de aurora boreal na Noruega
Carioca conduz expedições em busca do fenômeno.
'Luzes do norte' causam emoção e medo em quem presencia.

A curiosidade em desvendar os mistérios em torno das auroras, fenômenos que acontecem em regiões próximas aos polos terrestres, tem levado grupos de brasileiros a enfrentar o frio da região do Ártico para conhecer de perto a ˜dança das luzes˜.


Neste domingo (29), um grupo de 75 pessoas parte para a Noruega juntamente com o advogado carioca Daniel Japor Garcia, 37 anos, que se especializou em guiar conterrâneos pelas terras gélidas do país nórdico, um dos países do Hemisfério Norte afetados pelas tempestades solares.

Com quatro viagens na bagagem, Japor pode ser surpreendido junto a outros turistas brasileiros em 2012 por atividades solares mais intensas, já constatadas pelos cientistas na última semana, que resultaram na aurora boreal mais forte dos últimos seis anos.
Aurora boreal observada na cidade norueguesa de Svalbard. (Foto: Daniel Japor / Divulgação)

“Equipes que estavam na região quando as luzes apareceram disseram que nunca viram nada parecido. Espero conseguir visualizar alguma 'rebarba' desta aurora forte”, disse.

Curiosidade
A expedição vai passar pela cidade de Svalbard, a Ilha de Tromso, além do arquipélago de Lofoten -- todas localidades do território norueguês -- e acontecerá durante o melhor período de visualização, que vai de janeiro e março, quando o céu da região fica quase sem nuvens.

O carioca conta que sempre teve curiosidade em conhecer a aurora boreal. Em 2006, durante uma viagem à Europa, teve a oportunidade de admirá-la pela primeira vez.



“Na hora, chorei de emoção. Porém, senti um pouco de dificuldade em conseguir ir aos locais onde poderíamos ver melhor este fenômeno. Na segunda vez que fui para lá, treinei as rotas e, a partir desta experiência, comecei a formar grupos de interessados na aventura”, disse.

“Na última vez que a vi, em fevereiro de 2011, foi em Svalvard. Foi muito forte, tanto que a neve parecia acender. Parecia que a gente conseguia pegar com a nossa mão, de tão intenso que foi, embora estivesse a cerca de 100 km de distância da superfície terrestre˜, disse.

Segundo Japor, para guiar o grupo por estradas com neve, entre montanhas e longe das grandes cidades, ele teve que se aprofundar na geografia da região, além de aprender a operar equipamentos que conseguem detectar as atividades solares.

“Acabamos estudando um pouco de astronomia e climatologia. Existem vários sites que apontam onde vão ocorrer essas atividades, que dependem da intensidade das tempestades solares. A partir destas informações, seguimos para a caçada˜, afirma. “Porém, tem dia que mesmo com o tempo aberto a aurora não aparece˜, disse.

Nesta expedição os brasileiros serão divididos em dois grupos. A viagem dura em média 11 dias e custa aproximadamente R$ 10 mil por pessoa.
O advogado e 'caçador de aurora' Daniel Japor já foi
4 vezes para o Ártico.(Foto: Daniel Japor/Divulgação)

Tempestade solar
A atividade solar também afeta o Polo Sul, onde o fenômeno recebe o nome de aurora austral. Já na parte de cima da Linha do Equador, as fortes luzes do espetáculo visual podem ser vistas na Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Rússia, parte da América do Norte e na Escócia.

As auroras podem causar alterações nos sistemas de satélites e pode afetar comunicação por rádio nos polos. A aurora boreal da última semana atingiu grau 3, de uma escala utilizada pela agência espacial norte-americana (Nasa) que vai até 5.

De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), a navegação aérea e as plataformas petrolíferas também podem ser afetadas nestas regiões devido ao fenômeno espacial.

Eduardo Carvalho
Do Globo Natureza, em São Paulo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Para atirador da Noruega, mistura de raças do Brasil é ‘catastrófica’

Para atirador da Noruega, mistura de raças do Brasil é ‘catastrófica’
Anders Behring Breivik autor do atentado em Oslo

Andrew fez manifesto de 1.518 páginas

A mistura de raças em países como o Brasil resultou em “altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas” para Andrew Behring Breivik, o norueguês que assumiu a autoria dos atentados em Oslo. A observação está presente no manifesto “A European Declaration of Independence – 2083” (Uma declaração de Independência Europeia - 2083) – atribuído a Breivik e divulgado na internet horas antes do massacre na Noruega.
Criminoso covarde: Anders Behring Breivik não é muçulmano, não é de esquerda, não é brasileiro, mas assassinou 91 compatriotas.

A declaração diz ainda que o “Brasil vem se estabelecendo como o segundo país do mundo com o menor nível de igualdade social". Noutro trecho, ele volta a citar o Brasil como exemplo de desigualdade: “(...) Um país que tem culturas que competem entre si vai acabar se dividindo internamente ou, a longo prazo, vai terminar como um lugar permanentemente disfuncional como o Brasil e outros países semelhantes”.

Cheio de referências históricas, o manifesto inclui detalhes da personalidade do agressor, seu modo para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, além de um diário detalhado dos três meses que precederam o ataque. Na parte em que fala sobre a fabricação de bombas, ele menciona o acidente radioativo com o césio 137, em Goiânia, que vitimou centenas de pessoas em 1987. “Seja extremamente cuidadoso quando lidar com material radiológico”, alerta Andrew.

O norueguês também incluiu o Brasil na lista de países que sofreram intervenções dos Estados Univos e que se tornaram independentes com “golpes de estado sanguinários”: “Em 1889, o Brasil se tornou uma república via um golpe de estado sanguinário”.

O texto tem as palavras “Brasil” ou “brasileiro” pelo menos 12 vezes no documento.


Por Yahoo! Brasil

domingo, 24 de julho de 2011

Vídeo mostra corpos de vítimas de atirador em ilha da Noruega

Noruega: Vídeo mostra corpos de vítimas de atirador em ilha nos arredores de Oslo

Circula na internet um vídeo que mostra os corpos de vítimas do atirador que matou 86 jovens, na sexta-feira passada, na ilha de Utoeya, nos arredores de Oslo, na Noruega. Pelas imagens, é possível ver as vítimas espalhadas pela costa da ilha.

O radical de direita Anders Behring Breivik admitiu responsabilidade no ataque a bomba em Oslo e no tiroteio em Utoeya que, juntos mataram 93 pessoas.


O jornal norueguês Dagbladet divulgou imagem exclusiva do atirador que abriu fogo, na sexta-feira passada, num acampamento de verão de jovens do Partido Trabalhista na ilha de Utoeya, nos arredores de Oslo. Vestido com um uniforme policial, o homem matou 85 pessoas. Segundo autoridades do país, esse número ainda pode subir.


Ao todo, cerca de 700 participantes estavam no acampamento no momento do crime. A polícia também encontrou explosivos não detonados na ilha. [EXTRA]


O calvário das vítimas da chacina, na ilha norueguesa de Utoeya

Polícia busca por vítimas na ilha Utoeya, na Noruega, após ataques (AFP, Odd Andersen)

OSLO, Noruega — Perseguidos e crivados de balas: este foi, durante duas horas, o destino de dezenas de jovens noruegueses mortos pelos tiros disparados por um homem de 32 anos, disfarçado de policial, que transformou a ilha de Utoeya num inferno, deixando aí, pelo menos, 84 mortos.

Às cinco da tarde, hora local, quase 600 pessoas, em maioria jovens, estavam nesta pequena ilha perto de Oslo participando de um acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista, a formação do primeiro-ministro Jens Stoltenberg.

"De repente, ouvi tiros atrás de uma colina", contou Khamshajiny Gunaratnam, sobrevivente da chacina, que fugiu da ilha a nado. "Nos perguntamos, num primeiro tempo, sobre quem estaria caçando aqui, porque só poderia ser um caçador", relata em seu blog.

Vestido com uma jaqueta da polícia, o atacante louro, de 1,90m de altura, identificado pela imprensa norueguesa como Anders Behring Breivik, atraiu primeiro suas vítimas, fazendo-as acreditar que queria protegê--las e transmitir informações importantes, segundo vários testemunhas.

"Venham aqui, não tenham medo, se aproximem", disse antes de abrir fogo, segundo Elise, uma adolescente de 15 anos, ouvida pela agência NTB.

Antes, uma violenta explosão havia devastado os prédios do governo no centro de Oslo. Os jovens militantes trabalhistas sabiam disso, porque acabavam de assistir a um noticiário.

Escondida numa grande pedra, a adolescente ficou a apenas alguns passos do atacante, do qual podia ouvir a respiração "ofegante". "As pessoas corriam para todos os lados, como loucas. Ele não parava de atirar", disse.

A ilha, semeada de barracas coloridas, passou subitamente de "um paraíso" a "um inferno", segundo o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, que sempre a visita no verão desde 1974.

Adrian Pracon, que recebeu um tiro no ombro esquerdo, contou no hospital ao canal australiano ABC: "atirava contra a gente quase que à queima-roupa. Estava a dez metros de mim, podia ouvir sua respiração, e disparava também contra as pessoas que iam para a água".

"Tinha um fuzil M16 (...) Quando o vi gritando que ia nos matar, parecia ter saído de um filme sobre nazistas ou algo assim", acrescentou o jovem, de 21 anos.
"Com um chute nos corpos, ele comprovava se as pessoas estavam vivas, se não, voltava a atirar".

Em um longo "post" publicado em seu blog Khamshajiny - "Kamzy"- Gunaratnam conta os esforços desesperados que fez com seus companheiros para se esconder, esquivar do atacante, e fugir das balas correndo entre rochas e arbustos.

"Corríamos e corríamos. O pior é saber que quem disparava estava com uniforme policial. Em quem poderíamos confiar? indaga a jovem de 23 anos.

Só depois das sete horas da noite é que chegou de helicóptero um comando da polícia norueguesa, que capturou o suspeito.

Kamzy e seu amigo Matti conseguiram nadar mais de 700 metros, em meio a balas disparadas pelo atacante. Uma embarcação os resgatou.

"Não consigo derramar uma só lágrima", diz Kamzy. "Não posso acreditar; hoje, estive a ponto de morrer". (AFP)

sábado, 23 de julho de 2011

Atentado na Noruega. Polícia identifica suposto autor de atentado como "islamofóbico"

Polícia identifica suposto autor de atentado como "islamofóbico"
DA EFE
A polícia norueguesa identificou como um norueguês de 32 anos com "opiniões hostis ao islã" o suposto autor do duplo atentado cometido nesta sexta-feira em Oslo e em uma ilha vizinha à capital, que causou pelo menos 91 mortes, segundo novo balanço da polícia.

O suspeito, detido após o massacre na ilha e identificado pela imprensa local como Anders Behring Breivik, agiu sozinho, segundo as investigações policiais em curso.

Vegard M. Aas/Associated Press
Imagem mostra vítimas do tiroreio na ilha de Utoya, na Noruega, número de mortos chega a 80

Em uma busca em seu domicílio após os ataques, a polícia encontrou várias mensagens postadas na internet com conteúdo ultradireitista e anti-islã, segundo declarações policiais à cadeia pública NRK.

Testemunhas relataram ao mesmo meio que o agressor entrou no acampamento juvenil social-democrata com uniforme da polícia e se identificou como tal para ter acesso ao local.

Durante a madrugada, a polícia apresentou o cálculo de 84 vítimas fatais na ilha de Utoya, onde centenas de jovens de entre 14 e 17 anos participavam de um acampamento da juventude social-democrata, o partido do primeiro-ministro Jens Stoltenberg.

O ataque na ilha ocorreu por volta das 10h30 de Brasília, duas horas depois do atentado com um carro-bomba no complexo governamental de Oslo, que deixou sete mortos e 15 feridos.

A explosão estourou vidraças no edifício de 17 andares onde fica o escritório do primeiro-ministro e também do Ministério do Petróleo, que está em chamas.

O prédio do tabloide "VG" e outras publicações norueguesas, que fica próximo, também foi danificado.






"Vi que as janelas do edifício do "VG" e da sede do governo estouraram. Há pessoas ensanguentadas nas ruas", disse um jornalista da rádio estatal NRK, que está no local.

"Há vidro por toda a parte. É o caos total. As janelas de todos os edifícios dos arredores voaram pelos ares", afirmou o jornalista da NRK Ingunn Andersen, que a princípio pensou que o estrondo fosse um terremoto.

As imagens divulgadas pelos jornais noruegueses mostram os destroços acumulados em frente ao edifício da "VG". Já as cenas filmadas por noruegueses nos momentos após a explosão mostram grande correria e pânico nas ruas.

Berit Roald/Associated Press
Pessoas feridas deixam local de explosão em Oslo; polícia encontrou bomba também em ilha atacada
"PIOR QUE A SEGUNDA GUERRA"

O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, classificou neste sábado de a "pior tragédia desde a Segunda Guerra Mundial" o duplo atentado perpetrado ontem em Oslo e na vizinha ilha de Utoya, com um balanço de pelo menos 87 mortos.

Stoltenberg fez a declaração em um pronunciamento à população na manhã deste sábado, após a Polícia ter indicado que 84 pessoas morreram na ilha, onde centenas de jovens participavam de um acampamento da juventude social-democrata, o partido do primeiro-ministro.

"Foi um ataque ao paraíso da minha juventude, transformado agora em um inferno", acrescentou o político, que antes do atentado marcara uma visita à ilha hoje, lugar que visitou quando era jovem para participar de acampamentos.

Jornal divulga nome e imagem de suposto atirador da Noruega

O jornal britânico "Daily Mail" divulgou nesta sexta-feira imagens que seriam do responsável pelo ataque ao acampamento de verão de jovens no Partido Trabalhista, na ilha de Utoeya, ao noroeste de Oslo. De acordo com a publicação e com a rede de TV Sky News, o homem se chamaria Anders Behring Breivik e seria de extrema direita.


Reprodução Facebook
Reprodução da foto do suposto atirador de ataque na Noruega em sua página no Facebook
Na página no Facebook que sites noruegueses atribuem a Breivik, ele se classifica como "conservador e cristão".

A polícia já estaria fazendo buscas no apartamento do suspeito, que tem 32 anos.

O ministro da Justiça afirmou mais cedo em coletiva de imprensa que o homem detido após o duplo ataque é norueguês, e descartou ligação com o terrorismo internacional.

Na página no Twitter que seria de Breivik, aparece o post com data do último dia 17: "Uma pessoa com uma crença é igual à força de 100 mil que têm apenas interesses".


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Bomba faz 87 mortos na Noruega; atirador atinge comício

A explosão provocada por uma bomba que atingiu prédios do governo da Noruega, em Oslo, nesta sexta-feira (22), matou ao menos sete pessoas e deixou duas feridas gravemente, segundo a polícia. Balanço anterior falava em dois mortos.
Vítima fica ensanguentada após explosão em prédio do governo da Noruega

Explosão atingiu escritório do primeiro-ministro
e deixou vários feridos em Oslo


Uma bomba explodiu na sexta-feira em meio a prédios do governo em Oslo, e um homem com farda policial em seguida abriu fogo em um acampamento juvenil numa ilha próxima, em incidentes que deixaram 87 mortos. Inicialmente, falava-se em 17.

Foi o pior atentado na Europa Ocidental desde as explosões de 2005 nos transportes públicos de Londres.

A bomba que explodiu na metade da tarde (final da manhã no Brasil) deixou sete mortos e espalhou vidro, reboco e metal retorcido pelas ruas.

Logo depois, um homem fez disparos num acampamento juvenil do partido governista na ilha de Utoeya, a noroeste de Oslo. A polícia disse que pelo menos 80 pessoas morreram ao tentar fugir dos tiros na pequena ilha arborizada, que foi desocupada, e onde a polícia encontrou explosivos por detonar.

"Vi os jovens correndo, se atirando na água", relatou Kristine Melby, que vive em frente à ilha, à TV Al Jazeera. "Ouvimos pessoas gritando."

Atentado a bomba atinge prédios do governo na capital da Noruega

O atirador, um cidadão norueguês de 32 anos, foi preso. Segundo uma emissora de TV norueguesa o homem tem ligações com a extrema direita. O duplo atentado tem algumas características da Al Qaeda, mas analistas sugerem também que militantes de ultradireita podem ser os responsáveis.

"Tenho uma mensagem a quem nos atacou e aos que estão por trás disso", afirmou o premiê, Jens Stoltenberg, numa entrevista coletiva transmitida pela TV. "Nenhuma bomba irá nos silenciar, ninguém vai nos silenciar a tiros."

A explosão que sacudiu o centro de Oslo por volta de 15h30 (10h30 em Brasília) estilhaçou vidros na sede do governo e causou danos também nos ministérios das Finanças e do Petróleo. "As pessoas corriam em pânico", disse a transeunte Kjersti Vedun.

Enquanto a polícia aconselhava as pessoas a deixarem o centro da cidade, aparentemente temendo novos ataques, Stoltenberg dizia ao canal 2 da TV local que a situação era "muito séria". Ele afirmou que a polícia o orientou a não revelar o local de onde estava falando.

"Trata-se de um ataque terrorista. É o fato mais violento a atingir a Noruega desde a Segunda Guerra Mundial", disse o deputado Geir Bekkevold, do Partido Popular Cristão (oposição).

Uma testemunha da Reuters viu soldados assumindo posições em Oslo logo depois da explosão.

No ataque na ilha, o atirador - descrito por um policial como sendo alto e loiro - teria, segundo a imprensa local, se aproveitado da confusão causada pelo atentado a bomba. A ilha atacada recebia um acampamento da juventude do Partido Trabalhista, de Stoltenberg.

"Houve muitos disparos (...). Nós nos escondemos sob uma cama. Foi muito aterrorizante", disse uma jovem no local à TV britânica Sky.

Jakub Godzimirski, pesquisador do instituto de ciências políticas Nupi, disse suspeitar mais de um grupo de ultradireita do que de fundamentalistas islâmicos como autores dos atentados. Grupos direitistas têm crescido na Noruega, aproveitando o debate em torno da imigração.

"Seria muito estranho que militantes islâmicos tivessem um ângulo político local. O ataque contra a reunião da juventude trabalhista sugere outra coisa. Se militantes islâmicos quisessem atacar, teriam colocado uma bomba em um shopping center próximo, e não (atacado a tiros) uma ilha remota."

Sveining Sponheim, subchefe da polícia de Oslo, disse a jornalistas que o atirador de Utoeya se disfarçou de policial, com uma farda azul, mas que nunca foi de fato agente da polícia.

Ele disse que a polícia acredita que o homem pode ter tido envolvimento tanto na explosão da bomba quanto nos disparos.

A Noruega, país integrante da Otan, já havia sofrido ameaças de militantes islâmicos devido ao seu envolvimento nos conflitos do Afeganistão e da Líbia.

O atentado ocorre pouco mais de um ano depois de três homens serem presos sob suspeita de terem ligação com a Al Qaeda e planejarem ataques a alvos na Noruega. Países vizinhos também têm sofrido alertas de segurança - em dezembro, um homem morreu em Estocolmo, capital da Suécia, ao tentar explodir uma bomba; em 2005, a Dinamarca recebeu repetidas ameaças por causa da caricaturas publicadas num jornal local que ironizavam o profeta Maomé.

Em Oslo, o prédio de uma editora que recentemente lançou uma tradução de um livro dinamarquês sobre a polêmica dos cartuns também foi afetado, mas aparentemente não era o alvo principal.

O bairro atacado em Oslo é o coração do poder na Noruega. Mas a segurança ali não costuma ser rigorosa, já que o país não está habituado à violência, e é mais conhecido por conceder o Prêmio Nobel da Paz e por mediar conflitos, inclusive no Oriente Médio e no Sri Lanka.

Um jornalista da Reuters relatou que as ruas estavam bastante tranquilas na hora do atentado - por estar no auge do verão, e principalmente numa sexta-feira, muitos moradores de Oslo estão de férias ou saíram da cidade para o fim de semana.

(Reportagem adicional de Gwladys Fouche, Victoria Klesty, Henrik Stoelen e Ole Petter Skonnord em Oslo, William Maclean em Londres e Patrick Lannin em Estocolmo)

Imagem da TV local mostra a região após a explosão nesta sexta-feira (22) em Oslo, capital da Noruega (Foto: AP)

Imagem da TV local mostra a região após a explosão nesta sexta-feira (22) em Oslo, capital da Noruega (Foto: AP)


Autoria

Jornal divulga nome e imagem de suposto atirador da Noruega



O jornal britânico "Daily Mail" divulgou nesta sexta-feira imagens que seriam do responsável pelo ataque ao acampamento de verão de jovens no Partido Trabalhista, na ilha de Utoeya, ao noroeste de Oslo. De acordo com a publicação e com a rede de TV Sky News, o homem se chamaria Anders Behring Breivik e seria de extrema direita.



Na página no Facebook que sites noruegueses atribuem a Breivik, ele se classifica como "conservador e cristão".

A polícia já estaria fazendo buscas no apartamento do suspeito, que tem 32 anos.
O ministro da Justiça afirmou mais cedo em coletiva de imprensa que o homem detido após o duplo ataque é norueguês, e descartou ligação com o terrorismo internacional.

Na página no Twitter que seria de Breivik, aparece o post com data do último dia 17: "Uma pessoa com uma crença é igual à força de 100 mil que têm apenas interesses".



AMEAÇAS
A Noruega, país-membro da Otan, já foi alvo de ameaças no passado, particularmente por seu envolvimento nos conflitos no Afeganistão e na Líbia.

O ataque desta sexta ocorreu pouco mais de um ano depois que três homens foram detidos sob suspeita de ter ligações com a Al Qaeda e de planejarem ataques na Noruega.

"Explodiu. Deve ter sido uma bomba. Pessoas em pânico saíram correndo. Eu contei ao menos 10 pessoas feridas", disse Kjersti Vedun, que estava deixando o prédio alvo da explosão em Oslo.

Um jornalista da Reuters disse que a explosão deixou destroços pelas ruas e abalou o centro da cidade aproximadamente às 15h30 (10h30, horário de Brasília). Segundo o correspondente da Reuters, as ruas estavam relativamente silenciosas na tarde de verão desta sexta, quando muitos moradores de Oslo tiram férias ou viajam durante o final de semana.

"Isso foi um ataque terrorista. É o ataque mais violento a atingir a Noruega desde a Segunda Guerra Mundial", disse Geir Bekkevold, um parlamentar da oposição, do Partido do Povo Cristão.

Ameaças de violência têm chegado aos países nórdicos. Ataques a bomba ocorreram na capital sueca de Estocolmo em dezembro passado e o agressor foi morto.

A Dinamarca recebeu diversas ameaças depois que um jornal publicou charges do profeta Maomé no final de 2005, enfurecendo muçulmanos pelo mundo.

A Noruega já foi ameaçada por líderes da Al Qaeda no passado por seu envolvimento no Afeganistão. Mas a violência política é rara no país, conhecido por patrocinar o Prêmio Nobel da Paz e mediar conflitos internacionais, como no Oriente Médio e no Sri Lanka.

A Noruega também tem participado dos bombardeios da Otan contra a Líbia, onde Muammar Gaddafi já ameaçou retaliar os ataques contra a Europa.

Stoltenberg: ataques são a "pior tragédia desde a Segunda Guerra Mundial"

Berlim, 23 jul (EFE).- O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, classificou neste sábado de a "pior tragédia desde a Segunda Guerra Mundial" o duplo atentado perpetrado ontem em Oslo e na vizinha ilha de Utoya, com um balanço de pelo menos 87 mortos.

Stoltenberg fez a declaração em um pronunciamento à população na manhã deste sábado, após a Polícia ter indicado que 80 pessoas morreram na ilha, onde centenas de jovens participavam de um acampamento da juventude social-democrata, o partido do primeiro-ministro.

"Foi um ataque ao paraíso da minha juventude, transformado agora em um inferno", acrescentou o político, que antes do atentado marcara uma visita à ilha hoje, lugar que visitou quando era jovem para participar de acampamentos.

O ataque na ilha ocorreu por volta das 10h30 de Brasília, duas horas depois do atentado com um carro-bomba no complexo governamental de Oslo, que deixou sete mortos e 15 feridos.

O ministro da Justiça, Knut Storberget, no pronunciamento junto a Stoltenberg, confirmou as informações divulgadas pela Polícia anteriormente, segundo as quais o suposto autor do massacre, detido após sua ação na ilha, é um norueguês de 32 anos com contatos com a extrema-direita.

Segundo a Polícia, o suspeito tinha "ideias hostis ao islã", como revelou um registro efetuado em sua casa, onde a Polícia encontrou várias mensagens postadas na internet com conteúdo ultradireitista e anti-islã.

O suspeito, detido após o massacre na ilha e identificado pela imprensa como Anders Behring Breivik, agiu sozinho, segundo as investigações policiais em curso.

Testemunhas relataram ao mesmo meio que o agressor entrou no acampamento juvenil
G1/ BBC / Reuters