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quarta-feira, 27 de março de 2013

Isla Mujeres, lugar privilegiado com riqueza natural e cultural única no México.


Isla Mujeres é um lugar privilegiado com uma riqueza natural e cultural única no México. Esta bela ilha combina a beleza do Caribe, da densa floresta tropical e a herança maravilhosa da civilização maia. Destaca-se como um dos tesouros naturais do México, um verdadeiro paraíso na terra encantadora.

Além de suas praias e a arquitetura impressionante natural de suas falésias, Isla Mujeres tem vestígios arqueológicos e parques marinhos com incríveis recifes naturais. Visitar Isla Mujeres é como descobrir um mundo mágico que todos os visitantes gostariam de chamar a sua segunda casa.

Isla Mujeres é fascínio à primeira vista, uma vez que ninguém escapa da beleza natural da ilha e do charme do Caribe. Em Isla Mujeres, muitos mundos diferentes são combinados por um fator comum: o sabor genuíno do Caribe mexicano.

Isla Mujeres era um santuário maia à deusa Ixchel há mil anos. Por volta de 1850 os primeiros habitantes modernos mudaram-se para a ilha e estabeleceram a vila de Dolores.

A alta temporada turística é durante os meses de inverno, quando as temperaturas são mais frias. As temperaturas de verão são sufocantes, com sol escaldante e agudo bem mais de 32°C (90°F), embora os visitantes no verão (a partir de meados de maio a setembro) têm a oportunidade de ver os tubarões-baleia, que se reúnem em águas próximas em grupos que podem conter até para 400 tubarões.

O que ver 
A ilha tem 400 metros no seu mais largo e 5 quilômetros de comprimento. No extremo sul da ilha estão algumas ruínas maias. A maior atração aqui são as águas, perfeitas para mergulho. A cidade não é tão grande, mas há uma abundância de lojas de presentes e restaurantes. Ao contrário de Cancun, é serena e tranquila, que é o que atrai as pessoas para a Isla Mujeres em Quintana Roo.

Se você está em um barco, você vai ver alguns recifes nas águas. Nos arredores, a abundância de peixes coloridos ideal para aqueles que querem praticar snorkeling.

História
Durante tempos pré-colombianos, a ilha tornou-se conhecida por sua devoção a Ix Chel, a deusa maia da medicina e do parto. Os registros mais antigos da ilha são 564-1516. Durante o período, a ilha se tornou parte do Ekab, uma província Maia.

A partir desse momento, a ilha se tornou sagrada para os maias. Ela não se transformar em uma aldeia ou casa, mas sim um santuário para a deusa. O sal nas ilhas foi usado para a medicina e também uma forma de moeda. Costumava haver um pequeno templo, no final da ilha, mas foi danificado pelo furacão Gilbert em 1988.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ataque de tigre mata treinador em show no circo no México


Tigre mata treinador americano em apresentação de circo no México
Alexander Crispin foi derrubado no chão e atacado por animal.
Ele sofreu ferimentos no pescoço.

Um norte-americano de 35 anos foi morto por um tigre durante uma apresentação de um circo no estado de Sonora, no México. Alexander Crispin, de 35 anos, trabalhava como treinador dos animais. O caso aconteceu no sábado, segundo a agência Notimex.

Um vídeo publicado no YouTube mostra Crispin andando em volta de dois tigres durante sua apresentação no Circo Suarez. Em seguida, um dos tigres o ataca, derrubando-o ao chão.
O treinador sofreu ferimentos no pescoço. Ele foi levado para um hospital local, mas morreu devido à grande perda de sangue.

Imagens aterrorizantes mostram supostamente Alexander Crispin, 35, sendo atacada pelo grande gato durante o show no Circo Suarez Etchojoa.

De acordo com informações da imprensa local, o americano sofreu ferimentos graves, incluindo mordidas no pescoço como ele sendo arrastado ao redor da gaiola por um dos dois tigres de Bengala.

Ele morreu mais tarde no hospital de choque hipovolêmico, que pode ocorrer após a perda de sangue grave. Gravação mostra treinador sendo atacado por tigre em apresentação de circo no México

domingo, 13 de maio de 2012

Guerra Contra as Drogas no México: 49 corpos decapitados mutilados encontrados

 México: 37 corpos são encontrados em beira de estrada
A descoberta se soma a diversos outros casos nos quais gangues de drogas deixam corpos espalhados em lugares públicos como um aviso a rivais

Dezenas de corpos, boa parte deles mutilados, foram encontrados neste domingo (13) jogados em uma estrada perto de Monterrey, no México, disseram autoridades. Um oficial disse que 37 corpos foram encontrados na cidade de San Juan, em uma estrada para a cidade fronteiriça de Reynosa, mas as autoridades ainda estão investigando o caso. Oficiais fecharam a estrada, bloqueando a passagem de centenas de motoristas, para que as polícias estadual e federal, junto com as tropas mexicanas, isolassem a cena.

A descoberta se soma a diversos outros casos nos quais gangues de drogas deixam corpos espalhados em lugares públicos como um aviso a rivais. Trinta e cinco corpos foram encontrados em uma rodovia na cidade de Veracruz, em setembro. Dois meses depois, 36 foram achados em Guadalajara.

Corpos decapitados e mutilados pendurados México ponte
Quarenta e nove decapitado e corpos mutilados foram encontrados domingo ao longo de uma estrada que liga o pólo industrial de Monterrey, no norte do México até a fronteira dos EUA, no que pode sinalizar uma crescente guerra de terror entre gangues de traficantes.

Grupos organizados do México de crime, muitas vezes abandonar vários corpos em locais públicos como alertas a seus rivais, apesar de Nuevo Leon estado Procuradoria Geral Adrian de la Garza disse que não descarta a possibilidade de que as vítimas eram norte-bound migrantes.

Os corpos dos 43 homens e seis mulheres foram encontrados na cidade de San Juan na estrada sem portagem para a cidade fronteiriça de Reynosa em cerca de quatro horas (05:00 EDT; 0900 GMT), forçando a polícia e tropas para fechar o rodovia. Nuevo Leon estado porta-voz da segurança Jorge Domene, disse em uma entrevista coletiva que uma bandeira deixou no local tinha uma mensagem com o cartel de drogas Zetas assumir a responsabilidade pelo massacre.

Domene disse que o fato de os corpos foram encontrados com as cabeças, mãos e pés cortados fará a identificação difícil. Os corpos estavam sendo levados para Monterrey para testes de DNA.

De la Garza disse que as vítimas poderiam ter sido mortas como há dois dias atrás em outro local, então, transportado para San Juan, uma cidade no município de Cadereyta, cerca de 105 milhas (175 quilômetros) a oeste-sudoeste de McAllen, no Texas, ou 75 milhas (125 quilômetros) a sudoeste da Roma, Texas, a travessia das fronteiras.

Cartéis de drogas mexicanos foram travando uma guerra cada vez mais sangrenta para controlar as rotas de contrabando, o mercado local de drogas e extorsão, inclusive extorsões de migrantes em busca de chegar aos Estados Unidos.

Uma gangue de drogas aliada ao cartel de Sinaloa deixou 35 corpos em um viaduto na cidade de Veracruz, em setembro e a polícia encontrou 32 outros corpos, aparentemente mortos pela mesma quadrilha, alguns dias depois disso. O objetivo, aparentemente, era tomar o território que tinha sido dominada pelos Zetas. Vinte e seis corpos foram encontrados em novembro, em Guadalajara, outro território que está sendo disputado pelos Zetas e pelo grupo de Sinaloa.

Até agora, este mês, 23 corpos foram encontrados jogados ou em enforcamento na cidade de Nuevo Laredo e 18 foram encontrados ao longo de uma estrada ao sul de Guadalajara, cidade do México, segundo maior.

Em abril, a polícia encontrou os corpos mutilados de 14 homens em uma minivan abandonada no centro de Nuevo Laredo, junto com uma mensagem de uma quadrilha de traficantes não revelado. Também em abril, os corpos torturados e escarnecidos de sete homens foram despejados no porto do Pacífico cidade de Lazaro Cardenas, juntamente com mensagens assinadas por aliados da quadrilha de traficantes de Sinaloa.

Funcionários no ano passado descobriu 183 corpos em valas comuns no estado de Tamaulipas cidade de San Fernando. Acredita-se terem sido mortos por migrantes do cartel de drogas Zetas. Outros 72 imigrantes, muitos deles da América Central, foram encontrados mortos em San Fernando em 2010.

Com base nos relatórios de Associated Press.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

México: indígenas se suicidam por fome

México: denúncia de que indígenas se suicidam por fome
Diante da falta de alimentos, os indígenas "se jogam do barranco, outros se enforcam", disse Ramón Gardea, do sindicato Frente Organizada de Camponeses

Em um evento nunca antes visto, uma onda de suicídios que assola a Serra Tarahumara, aparentemente devido à fome que atingiu a região, agravada pela presença de grupos criminosos, a seca, frio e falta de apoio do governo, jornal Excelsior informou em seu site.


MÉXICO - Cerca de 50 indígenas rarámuris se suicidaram em dezembro de 2011 na Serra Tarahumara do México pelo desespero de não poder alimentar seus filhos, disse no domingo Ramón Gardea, do sindicato Frente Organizada de  Camponeses, embora o governo local tenha desmentido esta informação.

"As mulheres indígenas quando ficam quatro ou cinco dias sem poder dar comida aos seus filhos ficam tristes, e é tanta tristeza que até o dia 10 de dezembro (2011) 50 homens e mulheres, pensando que não têm nada para dar para seus filhos, se jogaram  do barranco", disse Gardea a uma rede de televisão do estado de Chihuahua (norte), onde se localiza a serra Tarahumara.

Diante da falta de alimentos, os indígenas "se jogam do barranco, outros se enforcam", insistiu Gardea. O líder camponês não informou quando foi registrado o primeiro suicídio dos indígenas, que têm como principais atividades econômicas a agricultura, a caça a manufatura de cestos, além da exploração florestal.

No entanto, o governo de Chihuahua desmentiu em um comunicado a informação sobre os suicídios. Apenas "quem não conhece a idiossincrasia (dos indígenas rarámuris) poderia acreditar em semelhante versão. Sua formação na dureza da serra os faz homens e mulheres com um temperamento a toda prova", sustentou o governo.

Da AFP

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Coração doado cai no chão, mas transplante tem sucesso


Coração doado cai no chão após pouso, mas transplante tem sucesso
Órgão chegou de helicóptero a hospital na Cidade do México.
Caixa térmica caiu no chão e se abriu; diretor disse que cirurgia deu certo.


Um hospital mexicano aguardava a chegada de um helicóptero com um coração para realizar uma difícil cirurgia de transplante quando quase viu tudo ir por água abaixo. Após o pouso do helicóptero em frente ao hospital, na Cidade do México, a caixa térmica em que o órgão era levado caiu e seu conteúdo foi parar no chão.


O diretor do hospital La Raza, Falcony Rodrigo Lopez, informou posteriormente que o coração não foi danificado e que o transplante foi concluído com sucesso.
O órgão foi transportado originalmente da cidade de León, em Guanajuato, a cerca de 400 km da Cidade do México, capital do país.
Órgão doado chega a hospital da Cidade do México de helicóptero (Foto: Reuters/Stringer)

Funcionários do hospital recuperam coração que caiu no chão (Foto: Reuters/Stringer)

O órgão doado foi recolocado na caixa térmica antes de ser levado ao hospital (Foto: Reuters/Stringer)


Do G1, com Reuters

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Menino é multado no México após acidente com moto de brinquedo

Depois, autoridades cancelaram a multa e devolveram o brinquedo.
Segundo prefeitura, agentes serão punidos por 'terem agido fora da lei'.
Da Agência Efe

Um menino de seis anos foi multado e teve sua motocicleta de brinquedo confiscada depois de colidir contra uma caminhonete na cidade mexicana de Ciudad Juárez, na fronteira com os Estados Unidos, informaram fontes oficiais nesta quarta-feira.

Menino de seis anos foi multado e teve sua motocicleta de brinquedo confiscada. (Foto: Reprodução)

A porta-voz do departamento de trânsito municipal, Mayra Maldonado, explicou à Agência Efe que o 'acidente' ocorreu em 27 de dezembro quando o menor, de nome Gael, passeava com seu veículo de brinquedo no bairro residencial privado onde mora e chocou-se com uma caminhonete que havia ignorado um semáforo.

A autoridade indicou que os agentes aplicaram a infração sob o argumento de que o menor não tinha licença para dirigir e por colidir contra o veículo, e incluíram os custos pelo 'reboque' da motocicleta até o depósito municipal.

No entanto, na tarde desta quarta-feira, as autoridades municipais devolveram o brinquedo a Gael e a multa foi cancelada, depois que o relatório policial culpou o motorista da caminhonete por causar o "acidente".

O secretário da Prefeitura de Ciudad Juárez, Héctor Arcelús, disse que os agentes que multaram o menino serão punidos por 'terem agido fora da lei'.

Já a mãe da criança, Karla Noriega, classificou todo o caso de "ridículo" e respirou aliviada por não ter de pagar a multa aplicada.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Crocodilos invadem praia e aterrorizam turistas no México

Crocodilos invadem praia e assustam turistas no México Furacão forçou animais a deixar habitat em zona pantanosa e a vagar por praias.
Crocodilo
Dezenas de crocodilos abandonaram seu habitat natural em uma lagoa e invadiram um balneário mexicano, alarmando turistas, autoridades e donos de hotéis.

Os animais invadiram o balneário de Manzanillo (Estado de Colima), na costa do Pacífico mexicana, nadando próximo às praias mais procuradas pelos banhistas.

Crocodilo (Foto: AP)A Secretaria de Meio Ambiente afirma que os crocodilos estão desorientados porque o furacão Jova, que passou por Colima em outubro passado, afetou as áreas onde fazem seus ninhos.

Até agora, nenhum ataque foi relatado, mas as autoridades realizaram uma operação de resgate para retornar os animais a seu habitat, disse à BBC o diretor de Defesa Civil de Manzanillo, David Sánchez Nogales.

'Temos uma vigilância permanente nas praias. Capturar os crocodilos na água é muito difícil, por isso aguardamos até que estejam andando na areia', afirmou.


A maioria dos répteis voltou a seu local de origem, a lagoa do Vale das Garças, localizada há poucos metros do mar, mas isso ocorreu por uma razão mais natural: a temporada de inverno trouxe correntes frias no oceano, e os crocodilos foram buscar as águas mais quentes da lagoa. Transbordamento Em um só dia, o furacão Jova despejou 300 mililitros de chuva na costa de Colima, o equivalente a 300 litros d'água por metro quadrado. Mais de 27 mil pessoas foram atingidas. O transbordamento de rios destruiu 22 pontes e danificou 340 km de estradas.

A lagoa do Vale das Garças, que fica a alguns metros do mar, foi particularmente afetada, segundo Sánchez Nogales.

'Ela se encheu de águas turbulentas, e as correntes transbordaram os canais', disse. 'Muitos crocodilos acabaram arrastados pela cheia.'

A inundação durou várias semanas. Nesse tempo, os répteis não puderam voltar à lagoa e permaneceram no mar.

Muitos turistas se alarmaram, e a Associação de Hoteis e Moteis de Colima exigiu que os animais fossem realocados.

Durante vários dias, equipes da Defesa Civil, policiais e fuzileiros navais percorreram as praias e baías da região, mas conseguiram capturar apenas um animal.

Os demais voltaram sozinhos a seu habitat. Nos últimos dias, eles não foram vistos nas praias.

Navios Além de destino turístico, Manzanillo é o segundo maior porto do México, tendo aumentado a área de contêineres e de atracamento de navios nos últimos anos.

Organizações ambientais dizem que esta pode ser outra razão que levou os crocodilos para o mar, a busca por alimentos, pois algumas zonas de pântanos acabaram sendo afetadas pelas atividades do porto.

Enquanto isso, as autoridades advertem turistas e vizinhos de Manzanillo para que não se aproximem dos répteis. A administração local colocou cartazes com recomendações nas praias mais frequentadas.

Os crocodilos normalmente fogem dos seres humanos, mas caso se sintam ameaçados, podem tornar-se perigosos, afirma o diretor da Defesa Civil.

Da BBC

domingo, 21 de agosto de 2011

Torcedores se desesperam ao ouvir tiroteio durante tiroteio em jogo no México

Vídeo mostra desespero de torcedores e atletas durante tiroteio em jogo no México 

No último sábado, um tiroteio em plena partida da primeira divisão do Campeonato Mexicano causou desespero entre torcedores e jogadores presentes ao estádio da cidade de Torreón.

A partida entre Santos e Morelia estava nos 40 minutos do primeiro tempo quando uma série de estalos foram ouvidos dentro do local causando pânico nos presentes. Jogadores deixaram a bola de lado e correram para os vestiários enquanto nas arquibancadas torcedores se agachavam tentando se proteger de balas perdidas.

Minutos depois, eles tomaram o campo procurando uma saída. Apesar do susto, não houve feridos.

Veja o vídeo


terça-feira, 5 de julho de 2011

Homem tenta escapar da prisão dentro de mala no México

Um homem tentou escapar da prisão dentro de uma mala de viagem na cidade mexicana de Chetumal nesta segunda-feira, informaram as autoridades policiais.

De acordo com Gerardo Campos, porta-voz da polícia do Estado de Quintana Roo, a mulher que havia terminado uma visita conjugal parecia muito nervosa ao puxar a valise com rodinhas que aparentava estar "muito cheia".

2.jul.11/Associated Press

Policiais mexicanos da cidade de Chetumal encontraram o presidiário Juan Ramirez Tijerina dentro de uma mala

Ao abordar Maria del Mar Arjona, de 19 anos, e abrir a mala, os policiais encontraram o presidiário Juan Ramirez Tijerina na posição fetal.

Ele cumpre sentença de 20 anos por posse ilegal de armas.


FOLHA

domingo, 30 de janeiro de 2011

Traficantes jogam drogas de catapulta para os EUA

Uma câmera de visão noturna filmou traficantes de droga em ação na fronteira do México com os Estados Unidos.

A catapulta foi apreendida pelo exército mexicano


A catapulta, de três metros de altura, jogava dois quilos de maconha por vez, segundo o jornal "The Sun".

As imagens foram feitas na última semana por uma patrulha da Guarda Nacional americana.

Os homens que aparecem no vídeo tentam arremessar pacotes de maconha para o outro lado da cerca que separa os dois países, usando uma catapulta improvisada.

O dispositivo, que tem quase três metros, foi encontrado no dia seguinte perto da cerca que separa o México da cidade de Naco, no Arizona

Um oficial do exército mexicano disse que eles apreenderam cerca de 16 quilos de maconha com a catapulta, mas os traficantes escaparam.



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Chacina do méxico. Mais 2 brasileiros são identificados

A Polícia Federal confirmou ontem que dois jovens do Pará foram identificados entre os mortos de chacina ocorrida no México em agosto. Outros dois brasileiros assassinados na mesma chacina já haviam sido identificados. A Polícia Federal não descarta que haja mais vítimas brasileiras. Segundo a PF, a identidade dos dois brasileiros está sendo mantida em sigilo a pedido das famílias. O Itamaraty informou que ainda não está definido o dia do transporte dos corpos para o Brasil, que terá as despesas pagas pelo México.


A Gazeta

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

México captura poderoso chefe do narcotráfico, diz procuradoria

O México conseguiu capturar o chefe do narcotráfico Edgar Valdez, conhecido como "La Barbie", um dos líderes da droga mais violentos do país, disse a procuradoria geral à Reuters na segunda-feira.

A Polícia Federal do México deteve nesta segunda-feira Edgar Valdez Villarreal, conhecido pelo apelido "Barbie" e um dos traficantes mais procurados do país, como informou a Secretaria de Segurança Pública nacional (SSP). Ele lutava pelo controle do cartel Beltrán Leyva e, por informações que levassem a sua captura, as autoridades ofereciam até US$ 2 milhões.

Segundo a SSP, a detenção do traficante, que nasceu no Texas (EUA), aconteceu entre os estados do México e de Morelos, perto da capital mexicana.

"Barbie", procurado também nos Estados Unidos, está no centro de um conflito interno no Beltrán Leyva, um dos cartéis mais poderosos do México. De acordo com o jornal "El Universal", desde a morte de Arturo Beltrán Leyva, em dezembro, ele lutava contra outra facção pelo controle do grupo, em confrontos que resultaram em uma onda de mortes, sobretudo no estado de Guerrero, no sul do país.

A operação, de mais de um ano de duração, contou com a participação de 1.200 agentes e consegue a detenção no mesmo dia em que a Polícia Federal anunciou a exoneração de mais de 3 mil funcionários dentro de um pleno para "limpar" o Sistema Nacional de Segurança Pública.

A captura é uma vitória para o presidente Felipe Calderón na batalha contra os cartéis de droga no México. Mais de 28 mil pessoas já morreram na violência desencadeada pelo tráfico no país desde 2006, quando o chefe de Estado iniciou uma ofensiva contra o crime organizado.

O Globo

sábado, 28 de agosto de 2010

Tristeza no México. 72 imigrantes que buscavam uma vida melhor são chacinados impiedosamente pelos narcotraficantes

Em meio à crescente violência na fronteira com os Estados Unidos, a embaixada do Brasil no México iniciou uma campanha alertando brasileiros a não cruzarem o território mexicano para atravessar a divisa rumo ao lado americano, informa neste sábado o jornal "El Universal". Até agora, há ao menos um brasileiro entre os mortos na chacina com 72 vítimas descoberta esta semana no norte do México. Segundo autoridades mexicanas, foram identificados outros 30 imigrantes: 14 de Honduras, 12 de El Salvador e quatro da Guatemala.

- No Brasil, faremos uma notificação a todos para que evitem passar e que tenham consciência dos riscos enormes que tem esta tentativa - afirmou ao "El Universal" o embaixador brasileiro, Sergio Augusto de Abreu e Lima.

Agentes de imigração mexicanos resgataram este ano 2.750 imigrantes, alguns perdidos no deserto e outros mantidos reféns por organizações criminosas, disse na sexta-feira a comissária de imigração mexicana, Cecilia Romero. De acordo com ela, no estado de Tamaulipas, onde aconteceu a chacina, 812 imigrantes foram sequestrados por gangues ligadas ao tráfico de drogas. Muitos imigrantes relatam que foram forçados a trabalharem como traficantes.



Corpos identificados seriam únicos com documentos

Segundo o vice-chanceler de Honduras, Alden Rivera, as 31 vítimas do massacre identificadas até o momento eram as únicas que tinham documentos com elas. Investigadores estão coletando DNA dos outros mortos, mas Rivera afirmou que pode ser difícil identificar muitos outros. O processo de repatriação dos corpos de brasileiros que estejam entre as vítimas deve demorar pelo menos duas semanas .

A ONU condenou a chacina, classificada como um "terrível assassinato". Segundo a organização, o México é país de trânsito para cerca de 400 mil pessoas por ano, que enfrentam cada vez mais perigos na passagem para os EUA.

México oferece visto a sobrevivente
O governo mexicano ofereceu na sexta-feira um visto humanitário para o único sobrevivente da chacina, o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que ainda não havia decidido se aceitaria. A comissária de imigração mexicana assegurou que a maioria das vítimas de violência rejeita a oferta e prefere voltar a seu país.

(Explosões e desaparecimento de investigador deixam estado em alerta)
O agente do Ministério Público que investigava a chacina em Tamaulipas e chegou a ser dado como morto pelo presidente mexicano, Felipe Calderón, continua desaparecido, segundo autoridades. Pais de vítimas da chacina disseram ter recebido ligações pedindo dinheiro pela libertação dos filhos antes da descoberta dos 72 corpos.


Crise afeta brasileiros que vivem no exterior
Muitos brasileiros que moram fora querem volta

Nestes tempos de crise global, qual será a expectativa do trabalhador brasileiro com relação ao futuro do país?

A pedido da Fiesp, o Ibope ouviu em São Paulo mais de 800 trabalhadores da indústria e da construção civil, entre os dias 20 e 25 de janeiro. O resultado, que a gente conseguiu com exclusividade, mostra até um certo otimismo diante da crise.

35% dos trabalhadores ouvidos acreditam que a situação econômica do Brasil vai ficar melhor. 43% acham que ficará igual e apenas 22% acreditam que a economia brasileira vai piorar.

A pesquisa Fiesp-Ibope revela também que 27% dos trabalhadores não têm medo de ser afetados pela crise. 46% têm um pouco de medo e 28% têm muito medo.

A crise mundial ajudou a produzir um recorde no Brasil: quase 655 mil trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego em dezembro passado, segundo o Ministério do Trabalho. Foi o pior resultado dos últimos dez anos.

E a crise não poderia deixar de afetar também os brasileiros que vivem no exterior. Muitos já estão arrumando as malas para voltar pra casa.

A economia mundial vai crescer só 0,5% este ano, o menor índice desde 1945 e 51 milhões de pessoas vão perder o emprego, levando para 230 milhões o número de desempregados em todo o planeta.

No Japão, a taxa de desemprego subiu para 3,9% em novembro. Hoje existem 280 mil brasileiros vivendo no país. De cada dez, três não têm emprego.

Em Tókio, todo domingo agora é assim, muitos protestos pela rua.

“Quero ver se arrumamos emprego aí para todo mundo né?”, diz homem que participa da passeata.

Eles são de origens e idades diferentes. Descendentes ou não de japoneses, protestam contra o desemprego e a discriminação.

“Os primeiros a serem demitidos são os brasileiros, são os estrangeiros que estão nesta situação”, conta o estudante de relações internacionais Menandro Gomes, estudante.

Eles gritam por solidariedade.

“A gente tem que ser unir mesmo em prol de nós mesmos e mostrar para a sociedade japonesa que a gente existe, entendeu? Que gente não é só uma sombra do sucesso da economia deles”, protesta MC Beto, músico.

Em Okasaki, a 250 quilômetros de Tóquio, os brasileiros são metade da população de 10 mil estrangeiros. No local, a dona de um hotel desativado abre as portas para 25 famílias de brasileiros desempregados.

“Se fosse eu e meu marido, a gente ser virava né? Mas com criança é muito difícil.”, conta Luciana Matsuda.

Os moradores doam cobertores, roupas e alimentos. O abrigo é chamado de ‘sonho e esperança’.

“E agora, mais do que nunca, tem tanta gente desempregada, passando fome, gente brasileira que nem a gente né? Acho que é hora de ajudar”, diz Célia Miyashiro, voluntária.

Na comunidade europeia, o desemprego em dezembro é o maior desde 2006: 8%. No Reino Unido deve atingir três milhões de pessoas este ano. Muitas delas, brasileiras.

Gente como Marcos Teixeira, de 31 anos, que acaba de perder o emprego em um restaurante e vive um dilema. “Cada vez que eu pego um jornal e eu vou procurar trabalho, só vê empresa falindo ou fechando, então está bem complicado. Eu vou para o Brasil agora relaxar um pouco e pensar bem o que é que eu vou fazer da minha vida, do meu futuro”, lamenta Marcos.

Na Espanha, o desemprego de 14,4% é recorde na Europa.

Fabio Doloveti, de 27 anos, tem saudades da época em que chegou de São Paulo, há três anos. “Cheguei ilegal, sem papeis. Com cinco dias que eu estava na Espanha eu consegui arrumar trabalho em um restaurante brasileiro e aquela época era muito fácil achar serviço. Você botava anuncio no jornal e no outro dia você já estava empregado”, conta.

Com a mulher grávida, ele não sabe até quando vai aguentar sem trabalho em Madri. “Não sei o que vou fazer, se eu vou embora. A situação no Brasil deve estar bem melhor do que aqui. Lá, você está sem emprego, mas pelo menos está do lado da família”.

Nos Estados Unidos, o desemprego está em 7,2%. Só em dezembro, 2,5 milhões de pessoas perderam emprego.

Em Nova Iorque, duas amigas brasileiras já decidiram: vão voltar para casa. “Estou indo para São Leopoldo. É hora de ir embora. Agüentar o frio aqui sem uma perspectiva financeira não vale, é melhor ir para casa”, conta Natália Martins, desempregada.

Sem as gorjetas dos bons tempos, Natalia Martins desistiu do emprego de recepcionista em um hotel e já providenciou a mudança. Volta nesta segunda feira (2) e deixa um conselho para quem ainda pensa em tentar uma vida melhor no exterior: “Vir para cá para aprender inglês vale a pena, mas vir para cá para fazer dinheiro não vale mais a pena”, aconselha Natália.

A paulistana Luciana Peralta, produtora de eventos, também já marcou a volta para este mês. “A qualidade de vida no Brasil é muito melhor do que a qualidade de vida que a gente está tendo aqui sem o retorno financeiro”, afirma Luciana Peralta, desempregada.

Para as duas amigas, Nova Iorque vai ficar na memória como um sonho americano que acaba em decepção.

De volta ao Japão, outro drama. Uma menina de 9 anos, que vivia em Nagano, estar para voltar para casa com a mãe sem saber falar uma palavra de português.

“O Japão tem muitas coisas legais, nós vivemos felizes”, diz Hanielle Sekine.

“Acho que ela vai ter essa dificuldade, de amizade, a origem, o idioma”, afirma Sigeko Sekine, mãe de Hanielle.

A tia, que fica no Japão, já está morrendo de fica com saudade. “Dor, muita dor, vendo assim”, diz Tieko Sato, tia de Hanielle.

Depois de Tóquio, Nagoya entra na luta dos brasileiros contra o desemprego. Na cidade, coração da indústria automobilística japonesa, onde vivem 70 mil brasileiros, 1.500 saíram, hoje, em passeata para espantar a crise.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

72 mortos no massacre do México; número de brasileiros pode subir

Após o Itamaraty confirmar que há pelo menos quatro brasileiros entre os 72 mortos no massacre no nordeste do México, o embaixador mexicano em Brasília, Alejandro de La Peña, informou nesta quarta-feira que já há investigações em andamento e que seu governo se responsabilizará pela repatriação das vítimas, em sua maioria imigrantes.

La Peña explicou que a identificação dos corpos ainda não foi iniciada e que, por isso, não é possível afirmar com certeza a procedência das vítimas. O vice-cônsul do Brasil no México, João Batista Zaidan, reforçou que o número de brasileiros mortos pode ser ainda maior.

Segundo o diplomata mexicano, o governo está em contato com, além do Brasil, representações de Equador, Honduras e El Salvador, que também teriam vítimas entre os corpos encontrados em uma comunidade rural em San Fernando, no estado de Tamaulipas, perto da fronteira com os Estados Unidos. As primeiras investigações apontam envolvimento dos traficantes do cartel Los Zetas no massacre.

A embaixada e o consulado brasileiros vão enviar um grupo ao local para apurar o que aconteceu. O primeiro a chegar, provavelmente na manhã desta quinta-feira, deve ser o vice-cônsul.

O governo mexicano levará ainda peritos para o local e também oferecerá traslados dos corpos para seus países de origem. O embaixador disse que o procedimento de repatriação das vítimas se dará no menor espaço de tempo possível.

As autoridades mexicanas optaram por manter os 72 corpos em San Fernando, a 300 quilômetros da capital estadual Ciudad Victoria, para facilitar o andamento das investigações.


- Tudo está sendo feito de forma coordenada com as embaixadas. O governo vai disponibilizar transporte aéreo para os profissionais que farão a identificação dos corpos e também para a repatriação das vítimas. Isso deverá acontecer nos próximos dias - afirmou La Peña.

Segundo ele, a embaixada do México no Brasil ainda não recebeu nenhuma ligação de familiares procurando notícias das vítimas.

Sobrevivente

O massacre de 58 homens e 14 mulheres foi descoberto por fuzileiros da Marinha mexicana a cerca de 150 quilômetros da fronteira com o estado americano do Texas. Os oficiais foram ao local após a denúncia de Luis Fredy Lala Pomavilla, trabalhador ilegal equatoriano, que tentava cruzar a fronteira rumo aos Estados Unidos.

Fingindo-se de morto, o equatoriano, baleado na garganta, conseguiu se arrastar até um posto de controle da Marinha para pedir socorro. Fuzileiros foram deslocados ao rancho e chegaram a trocar tiros com os traficantes. Três bandidos e um oficial morreram, segundo comunicado da Marinha. Um menor de idade, suspeito de fazer parte do tráfico, foi detido e, no rancho, foram ainda apreendidas 21 armas de grosso calibre, fuzis, escopetas, rifles e carregadores.

O massacre já é considerado o maior ligado às ações do narcotráfico desde 2006, quando o presidente Felipe Calderón chegou ao poder no México e lançou uma grande ofensiva contra os cartéis.(O Globo)


Cartel de Los Zetas controla cidade de massacre no México
SAN FERNANDO, México — A cidade mexicana de San Fernando, onde foram encontrados 72 corpos em uma fazenda, incluindo o de quatro brasileiros, é controlada pelo cartel de Los Zetas, apontado como responsável pelo massacre.

"Hoje há muitos caminhões e veículos do Exército (...) mas em tempos normais" quem controla San Fernando são Los Zetas, revela um habitante local, em referência ao grupo fundado por ex-soldados de elite recrutados pelo narcotráfico, que não ocultam sua presença.

Na região de San Fernando, Los Zetas têm seus próprios postos de controle nas estradas, onde fiscalizam o trânsito de veículos e de pessoas, especialmente de membros da imprensa.

Um jornalista da AFP que visitou a região no final de junho passado, após a morte de um candidato ao governo do Estado de Tamaulipas, confirmou que a cidade vive sob o controle dos Zetas.

"Passei por San Fernando de carro (...) e assim que cheguei à praça central apareceu um enorme 4x4 e um de seus ocupantes bateu no meu vidro com o cano de um fuzil. Não tinha mais que 22 ou 23 anos, carregava uma pistola e granadas nos bolsos do casaco tipo militar e exigiu que saísse do carro e mostrasse meus documentos...".

"Fomos para um ponto mais adiante, onde não éramos mais vistos da praça (...) mostrei meu passaporte, minha identificação da AFP e fui questionado sobre se era policial. Repeti que era jornalista e ele entregou meus papéis para um companheiro dizendo: 'toma, você é que sabe ler'".

Em seguida me explicaram: "Não temos nada contra os civis, mas queremos saber quem entra na nossa cidade (...) Você sabe quem somos? Somos os da letra".

"Então me mostraram sua identidade: "uma pesada medalha, aparentemente de ouro, com um mapa do México atravessado por um Z vermelho".

"Perguntei se tinham matado o candidato ao governo e me responderam: 'não, era nosso amigo, ele foi morto por nossos inimigos, com os quais estamos em guerra...'".

"Recebi meus documentos de volta e me desejaram boa viagem, além da recomendação de colocar um papel com a palavra IMPRENSA no para-brisa", contou o jornalista da AFP.

Los Zetas são liderados por militares de elite que desertaram na década de 90 para trabalhar com o Cartel do Golfo, mas que se tornaram um grupo independente e adversário de seus antigos aliados, que agem na mesma região.

da AFP.

Chacina no méxico, 4 são brasileiros. 72 corpos estão no local do crime

SAN FERNANDO, México — Os corpos de quatro brasileiros estão entre os 72 encontrados nesta terça-feira em um rancho do estado mexicano de Tamaulipas (noroeste), informou a chancelaria mexicana nesta quarta-feira.

A chanceleria entrou em contato com seu embaixador em Brasília e informou oficialmente que foram encontrados os corpos de quatro cidadãos brasileiros, mas não revelou a identidade ou o sexo das vítimas.
As autoridades mexicanas explicaram mais cedo que os 72 corpos, 14 deles de mulheres, seriam cidadãos de Brasil, El Salvador, Honduras e Equador, segundo relatórios preliminares.
Guerra às drogas: Soldados mexicanos guarda quatro homens supostamente assassinos nas prisões independentes em Monterrey. Autoridades descobriram uma vala comum com 72 corpos perto de San Fernando, todos acreditavam ser vítimas da guerra das drogas no país

As vítimas seriam imigrantes ilegais tentando cruzar a fronteira com os Estados Unidos, mas que foram interceptados por um grupo do crime organizado.

Os corpos foram descobertos após um confronto, em Tamaulipas, com "supostos integrantes do crime organizado", a partir do depoimento de um "sobrevivente de origem equatoriana que se apresentou à Marinha do México para pedir socorro", revelou Alejandro Poire, porta-voz do Conselho de Segurança mexicano.
A operação incluiu ações aéreas no rancho localizado perto do município de San Fernando (de 30.000 habitantes no limite com Matamoros) depois da denúncia do equatoriano, disse na mesma entrevista o porta-voz da Marinha, José Luis Vergara.

Nesta quarta-feira, as estradas que levam a San Fernando estavam sendo ocupadas por numerosos veículos militares, constatou um correspondente da AFP.
O equatoriano Luis Lala, sobrevivente do massacre, em um hospital de Matamoros

O estado de Tamaulipas é cenário de grandes disputas entre o cartel do narcotráfico Golfo e seus antigos aliados 'Los Zetas', liderados por soldados de elite desertores aos quais as autoridades acusam de cometer massacres e praticar sequestros em massa de imigrantes ilegais.

Segundo o porta-voz da Marinha, o sobrevivente apontou 'Los Zetas' como responsáveis pelo massacre.
Em 2009, a Comissão de Direitos Humanos do governo estimou que 10.000 imigrantes, a maioria centro-americanos, foram sequestrados no México e os sobreviventes identificaram seus captores como membros de 'Los Zetas'.

Uma fonte da Procuradoria Geral (PGR) de Tamaulipas explicou que, segundo o sobrevivente, o ataque ocorreu quando os ilegais se trasladavam de um rancho a outro, tendo sido interceptados por homens armados em veículos.

O indivíduos ofereceram trabalho a eles no grupo por 1.000 dólares quinzenais. Ao ouvir a negativa, começaram a disparar contra eles, acrescentou a fonte da PGR.

O equatoriano, acrescentou a fonte, foi identificado como "Freddy", tendo sido posto sob custódia.
O governo do México mobilizou 50.000 militares para combater os cartéis.

A violência do narcotráfico causou mais de 28.000 mortos desde o final de 2006.

Tamaulipas vive uma onda de violência que incluiu, no final de junho o assassinato de um candidato ao governo, por um comando armado, a seis dias das eleições.
Chocante: Mourners se reúnem em volta do caixão pequeno do bebê em Ciudad Juarez, México


Nos últimos dois meses e meio foram registradas no México outras duas grandes descobertas de corpos, em fossas clandestinas que as autoridades acreditam terem sido usadas por pistoleiros do narcotráfico para desfazer-se dos corpos de inimigos.

Em 7 de junho foram retirados 55 corpos de uma vala junto à mina da histórica aldeia de Taxco (sul) enquanto que no dia 24 de julho foram localizados mais 51 em outras nove fossas no estado de Nuevo León (norte), que também está sendo disputado pelo Cartel do Golfo e 'Los Zetas'.

AFP

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O ex-RBD Poncho Herrera será o novo apresentador do AXN Film Festival

O ator mexicano Afonso "Poncho" Herrera, famoso por sua atuação na trama adolescente "Rebelde", assumirá o comando do AXN Film Festival 2010, substituindo o ator venezuelano Edgar Ramirez, apresentador das quatro últimas edições. Poncho, um dos responsáveis pelo sucesso do grupo RBD, tem exercido com êxito a sua carreira no cinema em filmes como "Volverte a ver" e "Venezzia".

- Para mim é um grande orgulho fazer parte do AXN Film Festival e ajudar a difundir o talento cinematográfico latino-americano. Eu não hesitei nem por um segundo em fazer parte desse grande projeto e contribuir para que cada vez se abram mais oportunidades de exposição e premiação aos novos diretores, que demonstram uma admirável paixão e um desejo árduo em apresentar suas obras para o mundo - declarou Poncho.

Criado em 2006, o AXN Film Festival é o único festival de curtas-metragens apoiado por um canal de TV por assinatura na América Latina.

O Globo

domingo, 25 de julho de 2010

Em Ciudad Juarez, no México, a guerra entre cartéis do tráfico já matou mais de 1.600 pessoas só neste ano.

CIDADE DO MÉXICO (Reuters Life!) - Disputas entre cartéis de narcotráfico rivais saíram do controle, desencadeando uma onda de violência que as forças de segurança não conseguem conter, disse o autor de um novo livro sobre a crescente guerra das drogas no México.

"Murder City" (Cidade dos homicídios), o mais recente de mais de uma dúzia de livros do escritor norte-americano Charles Bowden sobre drogas e imigração na fronteira EUA-México, documenta os assassinatos de matadores, policiais e transeuntes em uma guerra do tráfico que já deixou mais de 26 mil mortos desde o final de 2006 e vem definindo a presidência de Felipe Calderón.

Residente no Arizona, Bowden passou vários meses em 2008 no submundo de Ciudad Juarez, ao sul de El Paso, no Texas, que é a principal rota de entrada de drogas nos Estados Unidos e é hoje a cidade mais violenta do mundo.

Misturando jornalismo com histórias sinistras e poéticas sobre um matador, uma vencedora de concurso de beleza, um jornalista e um padre, Bowden argumenta que os ataques em Ciudad Juarez - tiroteios em plena luz do dia, decapitações e policiais assassinados - não podem mais ser atribuídos unicamente à rivalidade entre Vicente Carrillo, chefe do cartel de Juarez, e Joaquin "Shorty" Guzman, que comanda o cartel de Sinaloa.

A disputa entre eles criou um inferno no qual jovens desempregados enxergam como seu único futuro ingressar em quadrilhas e atuar em incontáveis batalhas sobre tráfico de drogas, contrabandos e sequestros.

"Acho que Vicente Carrillo e Shorty Guzman não poderiam se dar um aperto de mãos e dizer 'está terminado'. Acho que não existe ninguém que pudesse dar um telefonema hoje para parar com tudo isso", disse Bowden em entrevista recente.

A violência em Ciudad Juarez começou a se agravar no início de 2008, quando Guzmán, o homem mais procurado do México, enviou assassinos à cidade para tentar ocupar o espaço do poderoso cartel de Juarez.

Bowden argumenta que o crime e os assassinatos hoje constituem quase as únicas maneiras de sobreviver em uma cidade deserta, onde metade dos adolescentes está desempregada ou não tem condições econômicas de estudar.

O livro acompanha assassinatos que ocorreram em Ciudad Juarez no primeiro quadrimestre de 2008, quando a violência começou para valer, incluindo os assassinatos de professores, policiais de trânsito, traficantes, motoristas de táxi e até mesmo meninas de 12 anos. Depois disso, escreveu Bowden, "a enxurrada de mortes tornou-se avassaladora."

Para o escritor, que já passou longos períodos no México, a violência em Ciudad Juarez tem suas raízes não apenas na impunidade efetiva desfrutada por muitas gangues de drogas, mas também pela pobreza extrema exacerbada pelos baixos salários pagos em fábricas de proprietários norte-americanos.

"Esta é uma cidade que até recentemente era um exemplo do livre comércio. Era esse o modelo. O modelo está produzindo a morte. Está produzindo adolescentes que não encontram emprego, que não têm condições econômicas de ir à escola, que ingressam em quadrilhas e se tornam assassinos", disse ele.

Mesmo antes do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), de 1994, Ciudad Juarez era um centro manufatureiro que produzia bens como televisores para o mercado dos EUA.

A região de Ciudad Juarez-El Passo movimentou 50 bilhões de dólares em comércio em 2008, mas o crescimento não lhe proporcionou infra-estrutura social, como parques ou transportes públicos, e a cidade é repleta de favelas e lixões.

Bowden disse que, para que a violência possa ser controlada, será preciso estudar as causas subjacentes à atividade das quadrilhas em Ciudad Juarez, onde operários de fábricas afirmam ganhar apenas 7 dólares por dia.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Morto há 22 anos, o ator Ramón Valdés, eternizado como Seu Madruga, ganha um livro sobre ele

RIO - Não, Seu Madruga não morreu em um acidente de avião com o resto do elenco de "Chaves", como diz uma das lendas urbanas sobre o seriado. Infelizmente, o ator Ramón Valdés, eternizado na pele (e osso) do pai da Chiquinha, faleceu, sim, mas de câncer, há 22 anos. Essa é uma das coisas que se descobrem em "Seu Madruga: vila e obra", uma quase-biografia escrita pelo carioca Pablo Kaschner.
Nos 14 capítulos, contados em ordem decrescente em alusão aos eternos 14 meses de aluguel devidos ao Sr. Barriga, Pablo vai quitando a saudosa dívida deixada por Madruga, com reprodução de frases e diálogos memoráveis; declarações de fãs desconhecidos e famosos (há até uma da candidata à Presidência Dilma Roussef). Há ainda entrevistas sobre o personagem com Edgar Vívar, intérprete do credor barrigudo; Carlos Seidl, dublador de Seu Madruga responsável, em grande parte, por seu sucesso no Brasil; e um bate-bola fictício com o próprio "chimpanzé reumático".

- É curioso um personagem que não faz esforço para ser simpático ser o mais querido pelos fãs - diz o autor.

Mas a obra de Pablo, que em 2006 já lançara o livro "Chaves de um sucesso" (resultado de sua monografia em Jornalismo na UFRJ), vai além de Seu Madruga. Ele mostra como o velho lobo do mar se confundia com a própria vida de Ramón Valdés. Tanto que, no México, o nome do personagem é Don Ramón. Roberto Gómez Bolaños, criador e intérprete de Chaves, disse "simplesmente seja você mesmo" quando deu o papel ao comediante.

Com depoimentos das filhas de Monchito, como também era conhecido Ramón, o livro mergulha no paradoxal universo "madruguiano": o mesmo velho ranzinza que não ão hesitava em desferir golpes em Chaves e Quico foi o autor de lições como "a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena".

De origem pobre como o preguiçoso caloteiro, Ramón também teve que se virar em trabalhos provisórios como os de carpinteiro, pintor e outros bicos, antes de ser descoberto por Bolaños. Com mais de cem filmes no currículo, foi em "Chaves" que ele conseguiu sair da sombra do irmão Germán Valdés "Tin-Tan", de carreira mais bem sucedida que Ramón. Avesso à fama, o humilde ator não tirava calça jeans surrada e camisa desbotada por nada.

- Ele é uma espécie de Macunaíma mexicano com um quê de Mazzaropi, o ignorante que quer dar a volta por cima - define Pablo.

Talvez o jeitinho brasileiro seja a razão de ele ser tão pop no país, com games que parodiam clássicos, como "Super Magro World" e "Madruga Craft". Pablo mostra que o personagem também é rock n' roll e inspirou o nome de ao menos 15 bandas brasileiras, entre elas a carioca Dom Ramon e a paulista Madruga Core.

O Globo