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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Estudante para no hospital após "tomar" vinho pelo ânus nos EUA

Homem para no hospital após "tomar" vinho pelo ânus

Um jovem universitário foi parar no hospital no sábado passado devido ao excesso de bebida em uma festa em uma fraternidade acadêmica na Universidade do Tennessee (EUA). O nível de álcool no sangue de Alexander P. Broughton, 20 anos, estava acima de 0,40, potencialmente fatal, afirma a imprensa local.

Segundo o site Knox News, o estudante ficou bêbado por uma prática chamada de butt chugging, na qual vinho é inserido por uma mangueira no reto, o que faz com que o álcool seja absorvido mais rapidamente e de maneira mais perigosa. No início do sábado, oficiais encontraram vários homens jovens na fraternidade Pi Kappa Alpha e várias embalagens de vinho vazias e parcialmente vazias. Broughton, afirma a polícia, parecia "extremamente intoxicado e mostrava sinais de possível ataque físico e sexual".

Conforme o site do jornal da universidade, The Daily Beacon, um relatório preliminar da instituição indica que uma testemunha admitiu que a condição do estudante foi causada pelo butt chugging. Na segunda-feira, a fraternidade foi suspensa por 30 dias e ainda vai ser discutido o status permanente do grupo de estudantes.

A imprensa local afirma que a universidade investiga o caso com auxílio da polícia. Não há acusações criminais contra os estudantes. De acordo com o The Commercial Appeal, de Memphis (Tennessee), o estudante recebeu alta do hospital no domingo.


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Terra

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Estudantes fazem noticiário sem roupa e viram hit no YouTube


Reprodução Youtube


Alunos da Universidade de Cambridge mostram na internet como deixaram os ternos e blusas de lado para filmar a primeira edição do “Naked News

Por Época NEGÓCIOS Online


Os âncoras do "Naked News", John e Jane: noticiário sério, apesar das aparências
A mais nova polêmica – e sucesso, claro – no Youtubechama-se “Naked News”, um projeto dos alunos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Eles decidiram mostrar que, assim como as notícias que leem, não tem nada a esconder. Portanto, os dois apresentadores tiraram a roupa para fazer o noticiário, que está sendo um dos mais comentados do site de vídeos.

O boletim de três minutos “Naked News” foi produzido pela Cambridge University Television (CU:TV), o canal universitário de Cambridge, uma das universidades de maior prestígio e uma das mais antigas do mundo.

Os apresentadores John e Jane aparecem ao lado da placa da entrada da cidade, depois escorregam para trás da bancada – esta sim parte do cenário mais comum nas notícias. Em clima comportado, os dois apresentam um noticiário que inclui de fofocas de celebridades até o treinamento do time de rugby local.

A turma de Cambridge ainda brinca com a possível pecha de pornografia ao cobrir as partes pudendas com "bolinhas" que levam o símbolo da estação de TV.

Ao final do boletim, como é tradição no Reino Unido, a previsão do tempo. Depois de anunciar que ainda há muito frio pela frente na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda, Jane vira-se para o colega apresentador e diz: “John, não se esqueça de colocar roupas bem quentes”.

E para fechar, os dois leram o slogan do programa. “O nosso até mais do Naked News, dando a você a verdade nua e crua”. Já pensou se a moda pega por aí?

Assista ao vídeo do Naked News no YouTube:

Estudantes publicaram vídeo na internet em que eles apresentam nus um programa.




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domingo, 6 de maio de 2012

Surtos em estudantes em Araripina. Histeria coletiva? possessão?

Em Pernambuco, alunos têm surtos e desmaios em aula

Imagens mostram surto de alunos em escola do no sertão de Pernambuco
Segundo a direção, dos 360 alunos matriculados na Escola Vitalina Maria de Jesus, 13 já passaram mal. E o curioso é que todos sentiram os mesmos sintomas.
A aula estava no fim quando alguns jovens começaram a passar mal. Já era noite, e só a luz de um celular conseguiu iluminar o que acontecia: cinco estudantes em surto, ao mesmo tempo. Em imagens exibidas com exclusividade pelo Fantástico é possível ver três deles. Uma menina é amparada, enquanto as pessoas em volta seguravam seus braços. Outra jovem parece fraca e também é socorrida. Tudo aconteceu em frente a uma escola, na zona rural de Araripina, cidade de 80 mil habitantes no sertão de Pernambuco.

Os jovens são alunos da sexta série e o surto aconteceu na em uma sala no dia 25 de abril. E não foi o primeiro caso no colégio. Os surtos começaram há pouco mais de um mês.

Segundo a direção, dos 360 alunos matriculados na Escola Vitalina Maria de Jesus, 13 já passaram mal. E o curioso é que todos sentiram os mesmos sintomas. Primeiro, vem uma forte sonolência, depois os braços e as pernas ficam dormentes e, de repente, eles desmaiam.

Edivânia, de 21 anos, conta o que sentiu: “eu comecei com uns arrepios de frio e as mãos endurecendo”. Outra aluna passou pelo mesmo: “a gente fica nervosa e fica com medo mesmo. E acaba desmaiando”.

Jacira, de 15 anos, teve quarto surtos. O pai conta que ela chegou a ficar violenta: “Ela se trancou no banheiro. Uma amiga dela foi socorrer, e ela pegou a amiga e jogou na parede”.

A causa dessa estranha reação coletiva é um mistério. Algumas meninas foram levadas ao hospital, mas os médicos não encontraram nada de errado. “Depois de serem atendidas, elas ficam em observação e pouco tempo depois já estão bem”, diz a médica Audryan Cavalcante.

A Secretaria de Saúde do município testou a água e a merenda da escola. Não encontrou pistas para o mal estar dos jovens. Mas os médicos sabem que pode ser um distúrbio emocional. “É possível que o fato de uma ter se sentido mal possa ter influenciado, sugerido as outras a referirem os mesmos sintomas”, aponta uma médica.

A tese é de que os alunos estejam sofrendo de uma histeria coletiva, um fenômeno psicológico. Começa quando uma pessoa se sente mal e os amigos que convivem com ela acabam absorvendo sintomas como dor de cabeça e tontura. Ninguém está realmente doente, mas todos sentem o mesmo mal estar.

“Isso é muito comum de acontecer em escolas, fábricas, em vilarejos pequenos. Então, uma pessoa tem um sintoma, outra pessoa vê e se impressiona com aquilo. E e acha que aquilo pode ser contagioso e começa a apresentar a mesma coisa”, explica o psiquiatra Daniel de Barros.

Só uma avaliação médica cuidadosa pode confirmar um diagnóstico de histeria coletiva, mas o caso de Pernambuco tem algumas características do fenômeno, segundo o psiquiatra. Um exemplo: a maioria entre os jovens afetados é de mulheres.

“Elas são mais sugestionáveis e podem se impressionar um pouco mais com o sintoma que a amiga está apresentando”, aponta o especialista.

A hipótese de histeria coletiva também surgiu em outros casos. Em 2007, 600 meninas de um internato no México ficaram, de repente, com dificuldade para andar. E dar alguns passos virou um sacrifício.

Em 2011, nos EUA, pelo menos, 15 jovens de um colégio começaram a ter tiques nervosos graves e inexplicáveis. Os tiques se espalharam entre amigas em poucas semanas.

No Brasil, em 2010, cerca de 20 alunos de uma escola em Itatira, Ceará, começaram a ter surtos e ficavam agressivos. As aulas foram suspensas por um mês. Quando recomeçaram, as manifestações haviam desaparecido.

Em casos de histeria coletiva, o mal estar geralmente é temporário. “O ciclo em uma pessoa é rápido, mas dependendo do tamanho do grupo isso pode durar dias mesmo. Às vezes, semanas e meses. Quanto mais tranquila e mais sossegada ela fica, já sabendo que isso não é nada sério, menor a chance ela tem de desenvolver esse sintoma”, afirma o psiquiatra.


Em junho de 2010 vimos através de noticiários de TV e internet o caso de “estranhos” fenômenos acontecendo com aproximadamente 25 jovens em uma cidade, mas especificamente em uma escola no interior do Ceará (Itatira).



Caso de Itatira - Histeria coletiva surge de vontades recalcadas, diz psicóloga
No início de junho de 2010, dezenas de jovens passaram mal em uma escola de Itatira, no interior do Ceará, após uma suposta visão do espírito de um colega morto. Eles entraram em transe e muitos tiveram que ser levados para o hospital.

Segundo o psiquiatra Adalberto Barreto, da Universidade Federal do Ceará, e o padre Hélio Correia de Freitas, que é parapsicólogo e acompanhou o caso no local, os estudantes podem ter sofrido um ataque de histeria coletiva.

A psicóloga Kátia Gandolpho Cunsolo confirma que o caso tem características típicas desse tipo de problema. Ela explica que a histeria coletiva é uma espécie de explosão de sentimentos, de vontades reprimidas, que é disparada em várias pessoas ao mesmo tempo.

"O material recalcado vem disfarçado sob a forma de um sintoma corpóreo. É uma espécie de teatro corporal", explica Kátia, que se especializou em psicanálise – a corrente da Psicologia que se baseia nos estudos do médico Sigmund Freud.

Os sentimentos recalcados, segundo a psicóloga, ficam guardados no inconsciente porque não foram exprimidos. "Uma ideia que não foi verbalizada, que não foi simbolizada. Um medo, uma tristeza, uma angústia. Esse medo não tem nome e escapa pela via do corpo."


Casos históricos
Várias ocorrências de histeria coletiva foram registradas ao longo da história. Em 1518, em Estrasburgo, hoje no território da França, centenas de pessoas começaram a dançar de forma descontrolada. A epidemia, batizada de "Praga da Dança", acabou matando muitos de exaustão.

Outro caso mundialmente conhecido ocorreu em um colégio de freiras no México, em 2007. Lá, cerca de 600 alunas começaram a apresentar dificuldades para andar. Depois de muitos exames físicos, a conclusão foi de que as regras rígidas da escola acabaram desencadeando a histeria coletiva.

Segundo Kátia, esses casos são cada vez menos comuns, pois as pessoas já não têm tantos sentimentos reprimidos. "Hoje existe uma possibilidade maior de nomeação dos afetos, e as pessoas têm mais liberdade de expressão."

Problemas espirituais
Para o psicólogo clínico Julio Peres, doutor em neurociências pela USP, é necessário levar em consideração a possibilidade de os jovens do Ceará terem sofrido um problema ligado à sua espiritualidade, e não um transtorno psiquiátrico.

"É possível que tenha havido uma experiência espiritual. O DSM IV [manual de diagnóstico de saúde mental utilizado em vários países do mundo reconhece a existência de problemas espirituais e religiosos", afirma.

(Fonte: Portal G1)

domingo, 29 de janeiro de 2012

A história de três estudantes que escaparam do desabamento no Rio

Eles escaparam da tragédia porque no último momento alguma coisa aconteceu e eles não foram ao curso.

Um pedido de carona não estava nos planos do Marcel. “Foi basicamente a carona dele e aí a vontade de chegar em casa logo que eu falei: ‘Está bom, vamos embora’”, comentou.

Mário não esperava ter que levar a avó ao hospital justo naquele dia. “Se não fosse por isso, com certeza, eu teria ido ao curso”, diz.

O cansaço venceu Luiz de uma forma que não acontecia havia tempo. “Eu estava muito cansado. Por isso, não fui à aula”, contou.

Os três deveriam estar no Edifício Liberdade na quarta-feira (25), às 20h30. Mas alguma coisa na vida de cada um mudou o rumo deles naquela noite. Marcel, Mario e Luiz não trabalhavam no prédio, mas eram alunos do curso de informática ministrado três vezes por semana no sexto andar. Começava às 18h30 e ia até as 21h.

Era um curso avançado em tecnologia da informação, para profissionais com um grande futuro. Quem dava as aulas era Omar Mussi, profissional respeitado na área. Na primeira fila, sentavam Marcelo Rebello e Yokania Bastone Mauro. Logo atrás sentavam-se Sabrina Prado, Priscilla Montezano e Bruno Gitahy Charles. Luis Leandro de Vasconcelos e Flávio Porrozzi completavam a turma naquela quarta-feira (25). Nenhum deles escapou. O lugar de Luiz, na primeira fileira, estava vazio. Assim como a última mesa, onde ficavam Mário e Marcel.

Marcel foi chamado para uma reunião em uma universidade perto do Edifício Liberdade. Ele foi acertar os últimos detalhes do novo emprego como professor. “Possivelmente eu venho dar aula e eu vim definir o horário”, comentou.

Da universidade, Marcel iria direto para o curso de informática. “Só que a reunião atrasou. Ainda dava tempo de ir ao curso, saindo às 20h eu conseguiria chegar e pegar uma hora do curso. Era muito próximo, eu conseguiria chegar tranquilamente”, disse.

Mas os planos mudaram quando o novo chefe pediu uma carona. “Ele ficou até meio sem graça, porque eu vi que existia algum outro compromisso que eu não sabia qual era. Eu perguntei: ‘Marcel, não vai atrapalhar em nada a carona?’“, contou o chefe Serio Rocha.

“Eu falei: ‘Está bom, dou a carona. Vamos’. Ainda vou mais cedo para casa ver se ainda dá tempo de pegar minha filha acordada. Fomos tranquilo. Deixei o Sérgio em casa”, acrescentou Marcel.

Assim que Sérgio desceu, Marcel ligou o rádio. “Foi quando eu ouvi a primeira notícia sobre um desabamento no Centro da cidade. Falava sobre o prédio anexo ao Teatro Municipal. Eu sabia que era a área do prédio onde eu estaria, mas eu não pensei na coincidência de ser exatamente o mesmo prédio”, lembra.

No caminho, Marcel resolveu checar os e-mails. Às 20h18, o professor Omar escreveu: “Vocês hoje não vieram ao curso e fiquei preocupado”. Isso foi 15 minutos antes de o prédio desabar. A mensagem do professor era para Marcel e Mario.

Mario também faltou ao curso, mas tinha decidido isso mais cedo. “Por volta de 16h20, minha mãe me ligou para falar da minha avó, que ela estava meio febril e que seria bom a gente dar uma olhada, levar em hospital e ver o que poderia ser, porque como ela tem uma certa idade. A gente não costuma muito postergar esse tipo de coisa”, contou.
Mario pegou um táxi e levou a avó ao hospital. Não era nada grave. Ela foi liberada no dia seguinte.

“Acho que minha avó me salvou também. Não só ela como a história que eu tenho com ela. Se não fosse pela história, de repente eu não teria vindo. O cara lá de cima soprou no ouvido da minha avó e falou: ‘Ó, arruma um negócio aí para puxar teu neto para casa, porque não está na hora’”, se emociona Mario.

Também não era a hora do Luiz. “Eu não estava lá, entendeu? Podia estar. As coisas acontecem na vida da gente e não tem muita explicação”, diz. Na quarta-feira (25), Luiz trabalhou o dia inteiro em casa.

“Eu lembro que por volta de 17h40, mais ou menos, foi a hora que eu parei de trabalhar. Fui tomar banho e eu estava realmente muito cansado. Eu estava na dúvida: ‘Vou ou não vou?’. Queria muito ir, não queria perder a aula, porque o curso estava muito bom. Por outro lado, eu já estava praticamente dormindo e cochilando”, comentou.

O cansaço venceu. Luiz dormiu até meia-noite. Foi só aí que ele descobriu o que tinha acontecido. Três horas antes, Marcel já havia chegado em casa. “Vim direto para a televisão para ver o que estava acontecendo, para tentar identificar o prédio que tinha caído”, disse.

Era o prédio do curso que ele fazia. “A primeira pessoa que eu liguei, quando eu soube do prédio, foi o Sérgio”, afirma.

“Eu notei que ele estava com a voz bastante emotiva e chorando. Ele me agradeceu: ‘Sérgio, obrigado’. Falei: ‘Marcel, não estou entendendo. Obrigado por quê?’. E aí ele me contou: ‘O prédio que eu iria agora acabou de cair, e sua carona salvou minha vida’”, contou Sérgio.

“A gente vê umas tragédias, acha que consegue se colocar no lugar das pessoas, mas nessa, como passou raspando, eu conseguia de uma forma mais real me imaginar ali”, conta a mulher de Marcel, Flávia Teixeira.

Não foi a primeira tragédia na família de Marcel. Há 45 anos, ele perdeu três parentes em outro desabamento no Rio. Por coincidência, também foram três prédios que caíram.

“Isso foi em 1967. Foram meus avós e o meu tio por parte de pai. Eles estavam nesse desabamento. É muita coincidência, muito acaso. É nesse momento que a gente pensa. Eu pelo menos, penso que com certeza tem alguma coisa maior. A gente só tem a agradecer por estar aqui, não deixar minha família sozinha e continuar, continuar seguindo a vida”, diz, emocionado.

Ainda mais que, semana passada, Marcel descobriu que o segundo filho está a caminho. Flávia está grávida de nove semanas.

Na tarde de sábado (28), Marcel, Mário e Luiz se encontraram pela primeira vez depois do desastre. “Não sobrou nada”, constata Mário.

Também foi a primeira vez que eles voltaram ao local do desabamento. “Eu me lembro de andar na calçada, entrar na portaria e pegar o elevador. Então, é mais chocante assim”, diz Luiz. “Ver o que podia ter acontecido com a gente. Foi muita sorte a gente ter faltado aquele dia”, comenta Marcel.

Uma quarta pessoa também teve a sorte de faltar à aula naquele dia e sobreviveu. É uma funcionária da empresa TO, que fazia o curso. Ela não quis gravar entrevista. “Nós não ganhamos na Mega-Sena, mas na Mega-Sena da vida a gente ganhou”, afirma Mário.

Secretário admite DNA para identificar restos mortais
O Secretário Estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, disse que seis partes de corpos já foram encontradas

Na tarde deste domingo (29), o Secretário Estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, conversou com a imprensa no local onde três prédios desabaram no Centro do Rio de Janeiro. Ele afirmou que foi encontrado mais um pedaço de um dos corpos no depósito para onde o entulho está sendo levado na Baixada Fluminense.

Ao todo seis partes já foram encontradas e ainda não é possível saber se os restos mortais são de corpos que já foram localizados ou se seriam de outros corpos. “Caso essas partes não venham a ser dos corpos que já foram encontrados, talvez seja necessário fazer um exame de DNA para poder identificá-las”, disse o coronel.

Simões admite também que ainda há a possibilidade de existirem corpos no local do desabamento, pois bombeiros sentiram um cheiro forte no local da ventilação do prédio. “A busca alí está sendo feita manualmente para evitar novos desabamentos”, afirmou ele.

Como ainda existem muitos escombros pendurados no prédio vizinho, a retirada dos mesmos será feita apenas quando os bombeiros tiverem certeza de que não há mais corpos no local. Segundo o coronel, também há a possibilidade de que alguns corpos sejam encontrados carbonizados já que após a queda houve combustão no local.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Estudantes trocam faculdades no Brasil por cursos na Argentina

Estudantes trocam faculdades no Brasil por cursos na Argentina
Cursos mais baratos, custo de vida baixo e a facilidade para entrar são atrativos, mas é preciso atenção, já que alguns diplomas não valem aqui.

Universidade de Buenos Aires, fundada em 12 de agosto de 1821

Já são mais de 25 mil brasileiros nesta situação. Eles são atraídos por faculdades mais baratas ou até de graça. O custo de vida também é mais baixo, se comparado com algumas cidades brasileiras. Mas é preciso tomar alguns cuidados antes de cruzar a fronteira.

Rafael, por exemplo, foi ao país passar férias e decidiu ficar. Vai tentar ingressar no curso de relações internacionais. Mas o brasileiro tem um grande desafio: superar a barreira do idioma. Quem fala portunhol, a mistura improvisada de português com espanhol, pode não se sair bem no curso e depois no exercício da profissão.

Na Argentina não existe vestibular. São 103 instituições de ensino superior, 85% delas, públicas. A maioria em Buenos Aires. A ordem por lá é garantir acesso irrestrito à universidade. Segundo o governo, o país tem mais de um milhão e meio de alunos na faculdade, pelo menos 25 mil são estrangeiros.

Cursar desenho gráfico na UBA, a Universidade de Buenos Aires, não custa nada. Em São Paulo, a mensalidade pode custar R$ 2.500. Numa faculdade particular, na capital, 400 brasileiros estudam medicina. Dos 500 novos alunos que vão entrar 30% também são brasileiros.

O câmbio no país é favorável - um real vale mais de dois pesos. E as faculdades mais caras, como as de medicina, custam, ao final de sete anos, menos de R$ 14 mil.

Nahjla, de Goiás, não conseguia entrar numa faculdade pública e não tinha dinheiro para pagar uma universidade particular. Ela vai enfrentar oito anos de um curso difícil com uma desvantagem: vai ter que aprender castelhano.

Ione abriu uma empresa para ajudar os que precisam estudar bastante antes de ingressar numa faculdade argentina.

Não existe exigência, apenas fazer matrícula com identidade, certificado de conclusão do 2º grau. Depois de passar um ano cursando o período básico, exigido por qualquer faculdade, a dificuldade é outra. “Entrar é fácil, difícil é conseguir sair, porque é muito puxado”, diz Vanessa Soares, estudante.

Antes de fazer as malas, o estudante precisa saber das exigências do governo brasileiro. Tem diploma argentino que pode não valer no Brasil. Leia aqui as orientações do MEC. [Jornal Hoje]


Para médicos paulistas, ensino dos vizinhos é ruim

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) se diz preocupado com a formação de estudantes brasileiros no exterior. A entidade questiona a qualidade do ensino nos países vizinhos e cobra mais rigor do governo na revalidação do diploma. "É uma situação que não interessa ao nosso sistema de saúde e no qual o paciente, em última instância, sai como principal prejudicado", diz Isac Jorge Filho, coordenador da comissão de pesquisa e ensino médico do Cremesp.

Jorge Filho evita generalizar, mas lembra que a impossibilidade de fiscalização dos cursos por autoridades brasileiras transforma em incógnita a formação dos futuros profissionais. "Alguns dizem que vão estudar no exterior porque é mais barato. Não sei, a minha impressão é de que vão mesmo porque não conseguiram passar no vestibular."

Uma das maiores preocupações do Cremesp é com a suposta precariedade do ensino em algumas especialidades, além da falta de estrutura. "Chega a haver mil alunos por turma em Cuba. Sabemos de escolas na Bolívia em que os cursos teóricos são ministrados em garagens, literalmente. E a Argentina não tem as mesmas doenças tropicais que o Brasil", diz Jorge Filho.

Ele reconhece que o ensino médico no Brasil "tem piorado sensivelmente". Em outubro de 2009, um exame feito voluntariamente por 621 alunos do sexto ano de medicina no Estado de São Paulo teve resultados pouco animadores: 56% dos participantes foram reprovados, não tendo alcançado a nota mínima de 6 na prova objetiva. "Se as escolas fiscalizadas pelo MEC já são ruins, é preciso ser ainda mais cauteloso com as faculdades do exterior", argumenta.

Para o coordenador do Cremesp, a falta de investimentos em laboratórios e no corpo docente costuma explicar o baixo custo das faculdades de medicina nos países vizinhos. Valdir Carrenho, diretor da Isped, empresa que assessora estudantes brasileiros em universidades argentinas, confirma o contraste de remuneração: enquanto um professor no Brasil ganha cerca de R$ 100 por hora/aula em uma universidade privada de prestígio, o pagamento na Argentina fica em 50 pesos (uns R$ 25).

Carrenho rejeita, porém, que esse seja um fator preponderante na diferença de custo. "Hoje, faculdade de medicina no Brasil virou comércio. Como há mais demanda do que oferta, quem tem curso preenche todas as vagas, a qualquer preço. Na verdade, a medicina argentina está um passo à frente da medicina brasileira", afirma. Para ele, a reação do Cremesp e de outros conselhos regionais ocorre pelo desejo de "manter reserva de mercado", com menos concorrência para os profissionais.
 [andifes.org.br]



terça-feira, 5 de julho de 2011

Estudantes transformam praça em "praia" para protestar no Chile

Estudantes chilenos transformaram a Praça de Armas, na capital Santiago, em uma praia nesta terça-feira
Foto: Reuters

Pelo menos 500 estudantes chilenos transformaram a Praça de Armas, na capital Santiago, em uma praia nesta terça-feira como forma de protestar contra a decisão do governo de antecipar as férias escolares. A medida do presidente Sebastián Piñera foi tomada após uma série de protestos organizados pelos jovens nas principais cidades do país para cobrar melhorias na educação.

O ministro da Educação do Chile, Joaquin Lavin, determinou o início das férias no dia 29 de junho, com fim em 13 julho. Pelo calendário anterior, as férias estavam marcadas para ter início no dia 8. Os estudantes reivindicam mais recursos para a o ensino público superior e rejeitam os planos de privatização de parte da educação.

Na noite desta terça-feira, o presidente Sebastián Piñera anunciou mudanças na educação do país, resultado da mobilização dos estudantes. Entre as medidas, está a garantia de financiamento estudantil para universitários.

Com informações da agência Reuters.

domingo, 5 de junho de 2011

Médicos formados no exterior, mas não conseguem trabalhar no Brasil

Brasileiros se formam em medicina no exterior, mas não conseguem trabalhar no Brasil
Jovens brasileiros estudam medicina em universidades de países vizinhos, onde a mensalidade é mais barata, mas, na volta ao Brasil, não conseguem registro para trabalhar.


São as histórias de milhares de estudantes brasileiros que buscam em faculdades de países vizinhos a realização de um sonho: virar médico. Eles sofrem com a distância das famílias, com a falta de dinheiro e de conforto. Quando voltam ao Brasil, formados, ainda têm que enfrentar mais um drama. A reportagem é de Eduardo Faustini.

Na classe de uma faculdade de medicina na Bolívia em dia de prova, apenas um aluno era boliviano. Todos os outros eram brasileiros.

“Só na minha faculdade, podemos falar em seis mil estudantes brasileiros em Cochabamba, Santa Cruz e Cobija”, afirma o vice-reitor da Universidad Técnica Cosmos (Unitepc), José Teddy.

Por que tanta gente está estudando medicina fora do Brasil? A resposta está na ponta da língua de todo aluno. “É bem mais fácil, a gente não tem vestibular”, declara Michel Mendonça, estudante sul-mato-grossense. “A gente vai pagar, mais ou menos, seis vezes menos do que se pagaria no Brasil”, afirma Pedro Adler, esutdante acreano.

As mensalidades dos cursos de medicina privados no Brasil variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil. Em uma faculdade de Cobija, fronteira da Bolívia com o Brasil, custa pouco mais de R$ 500.

“Meus pais não têm condições financeiras de pagar e nem para me ajudar. Se eu tivesse condições, provavelmente eu estaria fazendo no Brasil. Eu sempre quis fazer medicina, acho que desde que eu me entendo por gente. Então, eu decidi vir para cá”, conta Antônia Maria Cândido, estudante acreana.

Para se manter em Brasiléia, no Acre, a poucos quilômetros da faculdade boliviana, Antônia trabalha como manicure e garçonete.

O Brasil é o segundo país com maior número de escolas de medicina, só perde para a Índia. No Brasil, são 180 faculdades de medicina, todas com vestibular.

“Eu tive que estudar por conta própria. Passei em algumas faculdades lá, mas não em medicina. Por isso, eu me arrisquei tudo vindo aqui”, diz Anderson Figueiredo, estudante carioca.

Anderson saiu do Rio para estudar medicina e morar em um em Cobija, na Bolívia. “Não fico muito aqui, porque é apertado e quente. É horrível ficar muito tempo aqui. Não tem uma cozinha, não posso te oferecer uma água, porque a água é quente. Então, eu tento passar o máximo de tempo na faculdade”, conta. “Fiquei dois dias com bala de hortelã no estômago. Não tinha dinheiro para o almoço, nem para o lanche. Espero que eu consiga continuar”.

No Brasil, medicina costuma ser o curso mais caro nas universidades e, muitas vezes, o mais concorrido.

“Eu tinha vontade de ser médico. Era um sonho, mas não tinha condições, porque meu estudo foi muito fraco. E uma faculdade particular, eu não tenho condições de pagar. Eu trabalho na área de saúde desde os meus 18 anos. Eu ingressei através da minha mãe que é auxiliar de enfermagem, que me colocou cedo na área de saúde. Comecei a trabalhar cuidando de idoso”, conta Lucas Rodrigues, estudante mineiro.

Lucas divide a casa em Brasiléia e o sonho de virar médico com a prima e namorada Naruanna Cristina Rodrigues, também de Minas Gerais. “A gente se arruma, vai para a faculdade, volta a pé no sol quente, e estuda bastante”, diz a jovem.

“Minha mãe trabalha para me passar o dinheiro todo mês, e eu estou aqui correndo atrás. Hoje, minha mãe está trabalhando 36 horas seguidas”, revela Lucas.

“Eu saio daqui às 7h, trabalho 12 horas. Saio de um trabalho, vou para outro e trabalho mais 12 horas. Aí, retorno para o outro do dia para trabalhar mais 12. Hora nenhuma, eu me sinto abatida, com medo, de nada. Eu vou dar conta até ele se formar”, afirma Maria José Rodrigues, mãe de Lucas.

Todo o dinheiro que a mãe de Lucas ganha cuidando de idosos, em Uberlândia, Minas Gerais, ela manda para o filho. “Eu não mexo no meu salário, não posso, não compro um pão com ele”, diz Maria José.

Para seu sustento, sobra o rendimento da venda de balas de coco. “Eu faço de seis a oito quilos por noite. Noite sim, noite não, fazendo bala de coco gelada. Ainda bem que é bem aceita. Você faz e vende tudo, é uma beleza, ajuda muito no orçamento”, conta a mãe do estudante.

O dinheiro para Naruanna vem das aves ornamentais que seus pais criam no quintal para vender. Eles também fazem de tudo para ajudar a filha.

Maria Cristina Ribeiro Goes, mãe de Naruanna: Se precisar vender a casa e o carro, a gente vende.
Naruanna Cristina Rodrigues: A minha mãe até escreveu umas cartas para o Lula, contando nossas dificuldades.

Maria Cristina Ribeiro Goes, mãe de Naruanna: Aí entrou a Dilma, e eu continuei escrevendo para a Dilma. Expliquei a dificuldade que eles estavam passando lá, que estava sendo muito difícil, o calor que eles estavam enfrentando, o dinheiro, a situação financeira.

“A gente fala 'o Lucas está passando dificuldade, está passando necessidade'. Eu tenho tanta vontade de me formar, de me tornar médico, que eu não vejo por esse lado. O que me deixa mais inseguro é saber: amanhã, se eu formar na Bolívia, qual que vai ser minha aceitação no Brasil?”, comenta Lucas.

Ter um diploma estrangeiro de médico não dá o direito de exercer a profissão no Brasil. Não importa se o curso foi na Bolívia ou na Suíça, é preciso passar por uma revalidação de diploma, um processo longo, difícil e caro.

“Tem prova, viagem, o que eu estou gastando com advogado que está assessorando, que tem um valor, o valor da faculdade, o valor da moradia aqui”, declara André de Almeida, formado no Paraguai. “Eu acho que chegaria em torno de uns R$ 100 mil”, diz Guilherme Junqueira Santos, formado em Cuba. “Já tem quatro anos que eu estou tentando isso”, declara Cíntia Brandão Freire, formada na Argentina.

Em uma faculdade particular, em Caratinga, Minas Gerais, os recém-formados fazem um curso de complementação, de aulas que não tiveram no exterior. Há ainda as provas que, pelas regras atuais, só podem ser dadas por universidades federais. O índice de aprovação costuma ser baixíssimo. Em quatro federais que recentemente receberam entre 200 e 400 inscritos cada, nenhum foi aprovado. Na Federal de Minas Gerais, no ano passado, de 100 inscritos, apenas 11 conseguiram passar na prova.

“Eu já fiz a prova várias vezes. E, muitas vezes, foram injustas as provas”, critica Cintia. “As provas têm um caráter, um nível superior ao de um graduando. São provas para especialistas. Eu acho injusto o processo de revalidação de diploma no Brasil”, aponta Diógenes Freire, formado na Bolívia.

Com o número de formados fora do Brasil aumentando e, junto com ele, as reclamações de que o sistema de revalidação dos diplomas é injusto, o governo decidiu fazer uma prova em Brasília no ano passado. Mas, novamente, houve reprovação em massa: 628 inscritos e apenas dois aprovados.

“O número alto de reprovações se deveu a dois motivos. Em primeiro lugar, candidatos que tinham um preparo inadequado, e em segundo lugar houve um exagero na nota de corte, na nota mínima para a aprovação”, comenta o secretário do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins.

Para este ano, o governo promete a implantação de um novo sistema: uma prova única, aplicada em vários pontos do Brasil. “Ele vai ter um nível adequado para a avaliação se o médico tem condição de atender à população. Existem médicos que vêm do exterior com uma formação muito boa e médicos com uma formação muito fraca”, afirma o secretário do Ministério da Saúde.

“Tem que ter um critério de avaliação, porque nós fomos lá fora e eles não sabem o que nós demos lá. Eu sei, mas as pessoas não sabem”, diz Lindalva Lacerda Lessa, formada na Bolívia.

O doutor Edson Braga Rodrigues se formou na Bolívia. “Passei dois anos, praticamente dois anos sem CRM, sem poder exercer porque não tinha CRM”, conta.

Ele fez a prova de revalidação em três universidades federais e passou na última. Hoje, é diretor clínico do Hospital de Brasiléia. “Eu acredito que a formação depende de cada um. A oportunidade dos jovens mais carentes terem uma formação em medicina é essa, é procurar as faculdades da América Latina. O meu caso é um. Eu não teria condições de me formar no Brasil”, revela Dr. Edson.

“A gente foi formado para ajudar o próximo. Nós estamos na medicina, que nos fez ir para outro país distante, para ajudar o próximo. A gente quer somente isso, não quer coisa de outro mundo, quer trabalhar”, declara Diógenes.

Só com o diploma revalidado, é possível conseguir o CRM, o registro em um dos conselhos regionais de medicina, que permite o exercício da profissão no Brasil.

“Quando você está estudando, tudo é um sonho, tudo é alegria, tudo é bonito. Você está estudando medicina”, afirma um homem, formado em medicina na Bolívia, que tenta há dois anos revalidar seu diploma. Para pagar os custos das várias tentativas, dá plantões em hospitais no interior da Bahia, clandestinamente.

“Geralmente são plantões de fim de semana. Você vai trabalhar naquela cidade. Amanhã, já vai para outra cidade. O preço é o que eles pagam. Se normalmente é R$ 1 mil de um médico que tem CRM. Para os médicos sem CRM, é em torno de R$ 500”, diz o homem.

Ele trabalha para empresas que se definem como cooperativas e oferecem mão-de-obra médica aos hospitais. “Se der qualquer problema com pacientes, se der qualquer problema jurídico, o que a cooperativa diz é que não sabia que você não tinha CRM. Ou seja, lava as mãos. Mas ela sabe”, afirma.

Para assinar receitas, atestados, o homem usa um CRM falso. “Você entra no site do Conselho Regional de Medicina, você vai procurar um médico que tenha mais ou menos a sua idade. Esse é o grande problema, porque você pode ser preso, primeiro, por ser falso médico, e segundo por falsidade ideológica”, declara.

Nos últimos anos, a polícia prendeu médicos sem CRM nos estados do Pará, Amazonas, Acre, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

No início do ano passado, Edilson Bezerra da Silva, de 29 anos, foi preso no pronto-socorro de Ponta Grossa, no Paraná. Com diploma boliviano, ele usava o CRM de um médico de Curitiba. “Ele está respondendo pelo exercício ilegal da medicina e pela falsidade ideológica”, declarou o delegado Jairo Luiz Duarte Camargo.

O dono da empresa que ofereceu o serviço do falso médico para o hospital também foi preso. Hoje, os dois estão soltos, mas respondem a processo na Justiça.

O Brasil tem 347 mil médicos e forma 13 mil novos por ano. “O governo brasileiro considera que o número de médicos existente no Brasil é inadequado. Existe a necessidade de formar mais médicos, só que esses médicos têm que ser formados com qualidade, com responsabilidade”, afirma o secretário do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins.

O Conselho Federal de Medicina discorda, acha que o Brasil já tem médicos suficientes. “O que nós temos não é falta de médico. Nós entendemos que existe uma distribuição inadequada”, declara o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital Correa Lima.

Enquanto na cidade de São Paulo, existe um médico para cada 240 habitantes, no Acre, há um para cada 980, uma média comparável a países africanos.

Para fazer medicina na Bolívia, Nadjele Ferreira dos Santos e Raíssa Mendes Miranda deixaram as famílias em Nova Mamoré, no interior do Acre. O pai de Nadjele é açougueiro, o de Raíssa, taxista.

Foi com muita relutância que Hamilton deixou Raíssa ir para outro país com 17 anos. “Vou completar 18 anos aqui, sozinha, longe de casa. É difícil, mas para realizar um sonho a gente faz qualquer coisa”, diz a estudante acreana.

“Eu tenho que levantar às 5h, saio de carro e não sei que a horas chego, porque eu pago prestação de carro, eu pago a faculdade dela, despesa de casa e não tenho outra renda”, declara Hamilton Mendes, pai de Raíssa.

Quando formadas, as duas amigas querem trabalhar em Nova Mamoré. “todos os pais têm um sonho de ver o filho formado. Meu sonho é fazer pediatria”, revela a estudante Nadjele.

“Aqui não tem esse tipo de médico. Falta tudo. Ontem mesmo, um menino meu ficou meio doente, e nós levamos no pronto-socorro, não tinha nenhum médico ali. Aí eu lembrei, minha menina está no caminho certo”, declara Valdir Santos, pai de Nadjele.

“Eu tenho um sonho de ser geriatra, para trabalhar cuidar de idoso”, afirma Lucas. “No meu consultório, vai ter uma plaquinha: dona Naruanna Cristina Rodrigues e doutor Lucas Rodrigues”, aponta Naruanna. “O Lucas vai ser médico, toda vida eu soube disso”, declara a mãe do estudante.

Para o carioca Anderson, o sonho de ser médico acabou. Há dez dias, ele voltou para o Brasil. “O que mais me fez desistir é que eu sei que quando sair dali a luta vai continuar maior para conseguir exercer no Brasil”, revela.

SITE DO FANTÁSTICO

domingo, 30 de janeiro de 2011

Estudantes simulam sexo oral em trote e geram polêmica na UnB

A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) pediu à Universidade de Brasília (UnB) explicações sobre trote realizado no início do mês por estudantes da Faculdade de Agronomia e Veterinária. Na ocasião, calouras se ajoelharam para lamber linguiças com leite condensado. Em nota, a secretaria considerou o ato de simulação de sexo oral 'um gesto de violência e desqualificação das mulheres'.

A UnB deve montar uma comissão de sindicância para apurar o trote, informou o reitor José Geraldo de Sousa Junior. 'A comissão não terá um caráter demonizador, mas educador', disse ele, observando que será investigado se houve lesão corporal ou atentado ao pudor. Os alunos que participaram serão ouvidos e estão sujeitos a penalidades como suspensão e expulsão.

A secretaria foi informada do episódio por denúncia feita à ouvidoria. Um ofício foi encaminhado à UnB e ao Ministério Público Federal, solicitando providências a respeito do caso.

Para a estudante Luísa Wirthmann, caloura de Agronomia, a 'brincadeira' da qual participou foi 'inofensiva'. 'Não me senti humilhada, não entendo essa repercussão. Não faz sentido o argumento de que tentamos denegrir a imagem da mulher numa brincadeira fechada de um curso. Colocar mulheres rebolando na TV todo sábado é bem pior.'

O trote com a linguiça já ocorreu outras vezes, segundo o presidente do Centro Acadêmico de Agronomia, Caio Batista. 'O pessoal dentro do curso fez e não se sentiu agredido. Aí vem gente de fora e faz interpretação negativa, vendo humilhação onde não tem.' Questionado se teve de lamber linguiça e leite condensado ao entrar na UnB, o estudante respondeu que, quando calouro, participou de uma 'briga de bode' numa lona de sabão.


Secretaria de Políticas para Mulheres pede explicações sobre trote na UnB Alunas teriam participado de brincadeira com linguiça e leite condensado.
Diretor repudia ato e Centro Acadêmico diz que prática é tradição.

aulo Guilherme
Do G1, em São Paulo
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Alunos de agronomia da UnB participam do trote
(Foto: Luiz Filipe Barcelos/UnB Agência/Divulgação)
O trote sofrido por calouros da Faculdade de Agronomia e Veterinária da Universidade de Brasília (UnB) levou a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República a encaminhar um pedido de esclarecimentos à reitoria da universidade. Dependendo da resposta da universidade, a representação poderá ser encaminhada também ao Ministério Público Federal e ao Ministério da Educação. O documento traz fotos de alunas lambendo linguiça com leite condensado durante a brincadeira realizada no último dia 11. Segundo a assessoria da Secretaria, a denúncia foi feita por uma aluna que teria sofrido o trote.

Para a secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, o trote incita o preconceito contra a mulher. “Recebemos uma foto de uma menina ajoelhada lambendo o salsichão com leite condensado em cima, dando a entender que era um sexo oral. Não é um trote e educativo e leva à questão da violência, da submissão da mulher, da subordinação. É um trote que efetivamente não ajuda a construir uma nova relação entre homens e mulheres”, afirmou.

Aparecida Gonçalves disse esperar que a UnB estabeleça regras para a prática do trote que inibam atos de agressão e humilhação. “Estamos aguardando a resposta. Espero que seja apurado, que a universidade tenha uma postura de discutir com seus alunos e apurar. A reitoria pode dizer o que não deve ser feito no trote, para evitar discriminação e violência. Pode determinar normas e regras do que é aceitável nos trotes”, disse.

Reitor diz que situação não é tolerável
O reitor da UnB José Geraldo de Sousa Junior declarou, em despacho, que “as fotos traduzem atos de violência e discriminação contra as mulheres. Elas mostram a diminuição da dignidade e violam a ética da convivência comunitária”.


UFSCar faz campanha para coibir o trote violento
Sousa Junior disse ao G1 que vai propor uma reorganização de conduta dos supostos estudantes envolvidos, pois a situação não é algo que se tolere. "No limite estes alunos podem ser expulsos. Espero que isso não aconteça porque a função da universidade é incluir, não excluir." Segundo o reitor, a intenção é de que os "trotes sujos" - que reduzem a dignidade humana e usam violência - sejam susbtituídos pelo trote cidadão.
"Estes são configurados por plantios de árvores, doação de sangue e medula e recolhimento de roupas e alimentos para doações. Estas ações já são predominantes na UnB. A mobilização é para que esta seja uma prática generalizada e haja uma mudança no eixo de acolhimento [dos calouros]", afirmou Sousa Junior.
O trote envolveu alunos que entraram na faculdade no meio do ano passado. Em entrevista ao G1, o diretor da FAV, Cícero Lopes da Silva, disse que em setembro a direção da faculdade reuniu os estudantes para pedir a não realização dos trotes e alertar os calouros a não participarem de brincadeiras a contragosto.

Trote de alunos de agronomia (Foto: Luiz Filipe
Barcelos/UnB Agência/Divulgação)
Em julho de 2010, os alunos do curso de agronomia já tinha se envolvido em trotes polêmicos, como andar em fila de "elefantinho", rodar com a cabeça apoiada em um cabo de vassoura e procurar sabonetes em uma poça de lama e lixo. “A gente faz essas ações, mas fica no nível oficial, de reitoria e diretoria. Na prática, com os estudantes, as coisas fogem ao nosso controle”, dise Lopes. “O problema é que isso vira uma bola de neve. Os alunos que receberam este trote logo vão dar o trote em quem entrar em março.”

Caio Batista, presidente do Centro Acadêmico de Agronomia, disse ter ficado surpreso com a repercussão do caso e desconhece quem pode ter feito denúncia. “Querem criar uma situação de fora para dentro. Este negócio com a linguiça é antigo, todo mundo conhece e ninguém é obrigado a participar”, afirma, alertando que o Centro Acadêmico não é responsável pela organização do trote. “Já tivemos alunos que não puderam participar do trote em semestres anteriores e vieram aqui participar.” Segundo ele, dos 80 calouros, apenas metade participou da brincadeira.sexo oral

G1 e outras
TV Canal 7 - Imagens em Vídeos, Fotos e Fatos: Estudantes simulam felação e geram polêmica na UnB 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Reféns libertados ilesos de escola nos EUA. Sequestrador de 15 anos se suicida

Alunos e professores liberado depois de cinco horas
Seqüestrador, 15, atira em si mesmo


Um estudante de 15 anos que estava armado com um revólver realizou quase duas dezenas de alunos e um professor como reféns em uma escola nos EUA por cerca de cinco horas antes de atirar em si mesmo depois que a polícia invadiu a sala de aula, disseram autoridades hoje. Nenhum outro ferimento foi relatado.

Os oficiais que estavam fora da escola de classe alta Marinette, em Wisconsin, disseram que ouviram três tiros logo após 08:00 e arrombaram a porta, disse uma porta-voz da polícia. O atirador se matou em seguida.

O porta-voz disse que o estudante havia sido levada para um hospital da área, e seu estado ainda era desconhecido.

Autoridades haviam dito anteriormente que não havia relatos de tiros, mas um aluno, Zach Campbell, disse que ele e seus colegas foram assistir a um filme sobre mitos gregos, no final do dia na escola quando o jovem sacou uma arma e disparou em direção ao projetor, então ele disparou outro tiro.

"Foi um evento muito assustador", disse Campbell. O jovem fez os alunos colocarem os seus celulares no meio da sala e quebrou o seu próprio telefone quando ele tocou. A classe, em seguida, passou seis horas conversando com ele sobre caça e a pesca.

"A gente só queria ficar do seu lado bom", disse Campbell. Ele disse que o atirador parecia deprimido", mas ele realmente não parece que ele queria machucar ninguém".

Campbell foi um dos cinco alunos que foram liberados cerca de 20 minutos antes que a polícia entrasse na sala de aula depois de convencer o atirador que tinha de usar o banheiro.

Os outros 18 alunos e a professora, que agiu como mediador entre o seqüestrador e as autoridades, foram libertados ilesos após oficiais estavam lá dentro.

Skorik disse que o atirador tinha se recusado a se comunicar com os funcionários durante o impasse, mas permitiu que a professora para falasse com as autoridades por telefone.

Durante o impasse, dezenas de pessoas mantidas longe da cena pelos bombeiros reunidos no estacionamento de um salão de cabeleireiro nas imediações da cidade de cerca de 12.000 pessoas, que fica na fronteira com Michigan.

O colégio tem cerca de 800 alunos, de acordo com seu website.

Bradley Behrendt, um vereador, disse: "Eles gastaram um pacote inteiro de dinheiro nas portas das salas de aula para torná-las seguras, mas eles não têm detectores de metais na escola."  superintendente da escolas Marinette, Tim Baneck, disse que a comunidade passou por um exercício de treinamento de resposta de emergência no ano passado.

"As autoridades policiais locais, bem como os educadores estavam todos envolvidos em uma situação simulada para atirador", disse ele, " isso é realmente está muito fresco em nossas mentes." (Fonte: www.guardian.co.uk)

domingo, 15 de agosto de 2010

Polícia encontra ossadas de duas estudantes em pátio de colégio no PR

Dimitria estava desaparecida há 2 anos.
Hoje teria 18 anos
A Polícia Civil do Paraná encontrou, na tarde de sexta-feira (13), duas ossadas humanas no pátio de um colégio estadual em Campo Mourão (a 460 km de Curitiba). As ossadas estavam numa fossa desativada atrás da casa do zelador do colégio, que confessou ter assassinado duas garotas e enterrado seus corpos no local, segundo os investigadores.

O zelador, Raimundo Gregório da Silva, 52, trabalhava havia 15 anos no local e foi preso na sexta-feira em Sarandi, a 100 km de Campo Mourão. Ele estava foragido desde o início da semana. Apesar da confissão, a polícia ainda não sabe se as ossadas são mesmo das duas meninas a que Silva se referiu. Os ossos serão encaminhados para análise amanhã.
Ossada encontrada no pátio de colégio estadual
Foto: 
Divulgação

Segundo o zelador, os corpos encontrados eram da estudante Dimitria Vieira Gênero, 16, que esta desaparecida há dois anos, e de Iara Pacheco de Oliveira, 21, desaparecida há sete meses.

Dimitria cursava a 8ª série no colégio e desapareceu durante as férias de julho de 2008. De acordo com a polícia, a garota avisou que iria viajar em companhia do caseiro, mas nunca mais foi vista.

Na época, Silva disse que a menina havia fugido para São Paulo com o namorado. Ele chegou a ser indiciado por induzir a menor a fugir, mas o caso foi encerrado depois que a família começou a receber mensagens de celular de Dimitria, que dizia que estava bem e que havia tido um filho. As mensagens, descobriu a polícia, eram na verdade enviadas pelo próprio zelador, que escondera roupas, documentos e pertences pessoais da garota no forro do colégio.

Na semana passada, horas depois de ser novamente interrogado pela polícia sobre o caso, Silva chegou a enviar uma nova mensagem para a família em nome de Dimitria. Nela, a garota afirmava que estava na Itália e pedia para que a família retirasse a queixa contra o zelador.

De acordo com a polícia, Silva disse que matou a menina porque era apaixonado por ela, mas ela não o correspondia.

Já Iara, também segundo o depoimento do zelador, dormiu com ele em troca de dinheiro. Depois de brigarem sobre o preço do programa, porém, Silva matou a jovem a marretadas em sua casa, que ficava dentro do colégio. Ela não era estudante.

A polícia continuará a escavar a fossa amanhã, para verificar se não há outras ossadas no local. O zelador está preso e só será indiciado após a finalização das investigações.

Fonte: Folha Online

domingo, 18 de abril de 2010

Alunos da Ufes protestam com 'churrasco na laje'

foto: Melina Mantovani
Churrasco Ed. Fisica
O "churrasco na laje" foi organizado para chamar a atenção para as obras
do prédio, de responsabilidade da Prefeitura de Vitória, paradas há
mais de seis meses
Os estudantes de Educação Física da Universidade Federal do Espírito Santo transformaram o prédio abandonado do curso em uma verdadeira área de lazer, com direito a muito churrasco e pagode, nesta sexta-feira (16). O "churrasco na laje" foi organizado para chamar a atenção para as obras do prédio, de responsabilidade da Prefeitura de Vitória, paradas há mais de seis meses. O prédio deveria estar pronto desde o início do ano letivo de 2009, mas até hoje ele não passa de alguns muros de concreto, sem nenhuma sala construída.

A aluna do 7º período de Educação Física, Noranda Silva Fonseca, 20, afirma que essa foi uma maneira de chamar a atenção do município e pedir uma data de conclusão das obras, já que a prefeitura não sinalizou nenhum prazo possível para os alunos. "O churrasco é para a inauguração de um prédio que de novo, só a laje mesmo. A gente sabe que o processo de construção é lento, mas não era para ser tão lento assim, porque a gente precisa das salas prontas", fala.






Participaram do churrasco, alunos, professores e até o diretor do Centro de Educação Física e Desportos, Valter Bracht. "A não conclusão da obra traz uma série de transtornos para a vida do Centro, uma vez que nós contávamos com ela para alocar os alunos que vieram com a expansão do Centro, com o curso de formação de bacharéis", conta.

foto: Meilna Mantovani
Churrasco Ed. Física
O prédio ainda está na fase de concretagem
Os estudantes afirmam que caso a administração municipal não dê uma data para a entrega do prédio, novas manifestações serão realizadas em frente à sede da prefeitura ou na Avenida Fernando Ferrari. "Estamos pensando em fechar os dois sentidos da avenida, em protesto", diz Noranda.

A placa indica que a obra pertence à Prefeitura de Vitória e que custa mais de R$ 1 milhão. Também indica que o prazo de conclusão seria de 365 dias, mas não há informação sobre a data de início da obra. O local está cheio de mato, entulho e água parada, com focos de mosquito.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Obras de Vitória informou mais uma vez que algumas obras da prefeitura tiveram o ritmo reduzido em função da crise financeira e que estão sendo retomadas aos poucos. Ainda não há previsão de quando as obras serão retomadas, nem concluídas. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que os agentes da dengue fazem ações de combate a focos de mosquito toda a semana no local e nenhum foco foi encontrado na obra. Já a Secretaria de Serviços afirma que enviará uma equipe para fazer a limpeza do local ainda na tarde desta sexta-feira (16).

Fonte: Gazeta Online