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sábado, 7 de junho de 2014

Bypass gástrico é a forma mais eficaz de tratar a diabetes tipo 2

O Bypass gástrico - a cirurgia de redução de estômago - é a forma mais eficaz de tratar a diabetes tipo 2.
Em comparação com a dieta e o estilo de vida muda, a cirurgia do bypass gástrico parece ser a melhor opção para ajudar pessoas obesas com diabetes tipo 2 a perder peso e até mesmo livrar-se da doença, é o que novos estudos mostram.

Os resultados "confirmam, ainda, que o bypass gástrico é a forma mais eficaz de tratar a diabetes tipo 2 em pacientes obesos, e que a cirurgia é superior ao tratamento médico para a doença em termos de controle de açúcar no sangue", disse Subhash Kini, um cirurgião bariátrico e professor de cirurgia na Escola de Medicina e Icahn O Hospital Monte Sinai, em Nova York. Ele não estava envolvido nos dois novos estudos.

Os resultados foram publicados dia 04 de junho de 2014 no Periódico Médico Mensal "JAMA Surgery"

Como as taxas de obesidade nos Estados Unidos continuam a subir, assim como as taxas de tipo ligado à obesidade diabetes 2. Durante anos, a melhoria da dieta, mudanças de estilo de vida e de certos medicamentos de perda de peso eram tidos como ser a única maneira de ajudar os diabéticos obesos a emagrecer. No entanto, o advento das cirurgias de perda de peso, como o bypass gástrico e o procedimento da banda gástrica  trouxeram novos tratamentos para a ribalta.

Em um dos novos estudos, os pesquisadores liderados pelo Dr. Anita Courcoulas, da Universidade de Pittsburgh Medical Center, acompanhou os resultados de 69 pacientes obesos ou muito obesos que foram designados para receber ou bypass gástrico, banda gástrica, ou uma mudança estilo de vida tradicional com mudança na dieta.


Eles relatam que as pessoas que se submeteram a bypass gástrico tiveram uma queda média de 27 por cento em seu peso, em comparação com uma perda de peso de 17,3 por cento para os que receberam a banda gástrica, e cerca de uma perda de 10 por cento para aqueles que tentaram mudanças dieta / exercício.

Os resultados foram semelhantes quando se trata de diabetes: Um ano após a intervenção, 50 por cento dos pacientes com bypass gástrico viram a sua diabetes tipo 2 parcialmente aliviar e 17 por cento a viu desaparecer completamente, em comparação com 27 por cento e 23 por cento, respectivamente, para os que obteveram o tratamento com bandas.

Nenhum dos pacientes que adotaram dietas / regimes, com mudança de estilo de vida viu qualquer remissão de seus diabetes, observaram os autores do estudo.

No segundo estudo, a equipe liderada pelo Dra. Florencia Halperin do Hospital Brigham and Women, em Boston monitorou os resultados de 38 pessoas obesas ou muito obesos com diabetes tipo 2 por um ano. Os pacientes foram submetidos ou bypass gástrico ou intervenções de controlo de peso droga / estilo de vida.

Mais uma vez, a cirurgia parecia produzir os melhores resultados, de acordo com o estudo. Cinqüenta e oito por cento das pessoas no grupo de bypass gástrico viu sua diabetes tipo 2 entrar em remissão dentro de um ano após o procedimento, em comparação com apenas 16 por cento daqueles que receberam a intervenção de estilo de vida.

As pessoas que receberam a cirurgia também viram melhorias no peso, circunferência da cintura, pressão arterial e níveis de colesterol no sangue, dizem os pesquisadores de Boston. (Fonte: HealthDay Reporter)


1- O que é o Bypass gástrico? O Bypass gástrico é a cirurgia de redução de estômago mais frequentemente realizada, sendo conhecida também como Gastroplastia em Y de Roux ou cirurgia de Fobi-Capella.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fraude no vestibular. vaga em um curso de medicina custava até R$ 80 mil


Operação Calouro: vaga em um curso de medicina custava até R$ 80 mil
Cada quadrilha chegava a faturar R$ 500 mil por vestibular. No Espírito Santo, dois homens foram presos por envolvimento no esquema

Pelo menos mil estudantes no país contrataram o serviço de quadrilhas especializadas em fraudar vestibulares de entidades de ensino superior de Medicina. Após um ano e meio de investigações, a Polícia Federal desencadeou a "Operação Calouro" nesta quarta-feira (12). Sete quadrilhas atuavam no Brasil, principalmente na região Sudeste. Cada uma chegava a faturar R$ 500 mil por vestibular. No Espírito Santo, dois homens foram presos por envolvimento no esquema.

As prisões aconteceram em Vitória e Vila Velha. Os nomes não foram divulgados pela Polícia Federal. Ambos eram responsáveis por aliciar candidatos em todo o país. No Estado, durante as investigações, houve a tentativa de fraude do vestibular 2012/1 da Unesc de Colatina. No entanto, a fraude não se concretizou por conta da atuação da polícia.

Estão sendo cumpridos 70 mandados de prisão e 70 de busca expedidos pela Vara Especial de Central de Inquérito de Vitória. Participam da ação 290 policiais federais, em 10 estados e no Distrito Federal.

As organizações criminosas tentaram fraudar cerca de 50 vestibulares no período das investigações  nos estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Bahia, além do Distrito Federal.

De acordo com a Polícia Federal, após a implantação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), as quadrilhas deixaram de atuar em universidades federais e passaram a fraudar vestibulares em instituições particulares. O delegado da Polícia Federal, Leonardo Damasceno, afirmou que o esquema acontece há décadas no país. As organizações possuem pelo menos um estudante de Medicina ou um médico.

 "O esquema não é atual. Ele dura mais de décadas. Há líderes que atuam na quadrilha há mais de uma década. Eles se gabam com o número de pessoas que aprovaram no Brasil inteiro, em cada instituição. Todos formaram um patrimônio gigantesco: são empresários e fazendeiros. Precisava de uma operação que mostrasse quem são essas pessoas que se passam por bons profissionais, mas que praticam uma atividade que pode comprometer a segurança pública", explicou.

Como agiam

As quadrilhas atuavam de duas formas. Em uma delas era feita a falsificação documental. Pessoas preparadas faziam a prova no lugar de alunos clientes com documento falso. O cliente pagava à quadrilha de R$ 45 mil a R$ 80 mil. Em uma outra forma utilizada pela quadrilha, as pessoas preparadas produziam os gabaritos e enviavam para os alunos clientes por meios eletrônicos, como pontos ou celulares. Essa fraude custava de R$ 25 mil a R$ 50 mil.

Os alunos clientes eram treinados em espaços públicos por membros das quadrilhas, para utilizarem os equipamentos eletrônicos e para se portarem durante a prova sem chamar a atenção dos fiscais.


Os sete líderes das quadrilhas já foram presos. Em Goiás foram presos os empresários José Rosa Júnior e Alessandro Alves da Silva, o médico Luciano de Souza Cançado, o engenheiro formado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica Saulo Marques da Silva Júnior, Sandro Eli Pereira dos Santos e Ziziel Jonas da Silva. Em Minas Gerais foi preso o estudante de Medicina Elzo de Souza Barbosa.

As pessoas que contrataram os serviços das quadrilhas não serão presas, porque não possuem vínculo permanente com as organizações criminosas, de acordo com o delegado. Entretanto as pessoas identificadas pela polícia serão indiciadas. Os nomes dos alunos beneficiados com a fraude serão ainda encaminhados às instituições para que possam ser excluídos dos cursos.



Samanta Nogueira
Fonte: Rádio CBN Vitória (93,5 FM)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Estudante de medicina morre e 4 ficam feridos na BR 101

Estudante de medicina morre e 4 ficam feridos na BR 101

Estudante de medicina morre e quatro pessoas ficam feridas em acidente
O estudante de medicina Jociliano Oliveira Souza, 26, estava no último ano da faculdade. Os veículos envolvidos são de Vila Velha

Um sonho interrompido por causa de um acidente. A batida de dois carros no acostamento matou o estudante de medicina Jociliano Oliveira Souza, 26 anos. Ele estava no último ano da faculdade. Quatro jovens ficaram feridos e foram levados para um hospital de Linhares. A colisão aconteceu às 14h45 deste domingo (12) no km 111 da BR-101 Norte, no município de Sooretama. Os dois veículos envolvidos têm placa da cidade de Vila Velha.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente envolveu um Daewoo Espero – placa MRH 2585 - e um Toyota Corolla - placa OCZ 4031. Ambos os veículos são registrados na cidade de Vila Velha. O Espero seguia no sentido Linhares-São Mateus e tentou fazer uma ultrapassagem mas deu de cara com o Corolla, que estava em sentido contrário. Os motoristas dos dois automóveis resolveram jogar os carros para o acostamento e bateram de frente.

O motorista do Espero, o estudante de medicina Jociliano Oliveira Souza, 26, morreu no local. Ele estava sozinho no veículo, de acordo com a PRF. O corpo foi encaminhado ao Serviço Médico Legal (SML) de Linhares. Colegas contaram que ele estudava medicina em uma faculdade de Colatina, morava em Vitória e estava a caminho de São Mateus, onde fazia estágio.

No Corolla, havia quatro ocupantes. Eles sofreram ferimentos e foram socorridos pelos bombeiros para o Hospital Rio Doce, em Linhares. As pessoas foram identificadas como Eliomar Bufon Lude, 24 anos; Suelen Ferreira Marvilla, 21; Igor Silva Santos, 25; e Fernanda Porchera, 23. Segundo a instituição hospitalar, Igor foi submetido a uma cirurgia. Os outros pacientes estão em situação estável.

Conforme a PRF, a rodovia não ficou interditada por causa do acidente.

foto: Wenderson Badiani
Os dois carros bateram no acostamento

GUSTAVO PEREIRA - Gazeta Online Norte

domingo, 5 de junho de 2011

Médicos formados no exterior, mas não conseguem trabalhar no Brasil

Brasileiros se formam em medicina no exterior, mas não conseguem trabalhar no Brasil
Jovens brasileiros estudam medicina em universidades de países vizinhos, onde a mensalidade é mais barata, mas, na volta ao Brasil, não conseguem registro para trabalhar.


São as histórias de milhares de estudantes brasileiros que buscam em faculdades de países vizinhos a realização de um sonho: virar médico. Eles sofrem com a distância das famílias, com a falta de dinheiro e de conforto. Quando voltam ao Brasil, formados, ainda têm que enfrentar mais um drama. A reportagem é de Eduardo Faustini.

Na classe de uma faculdade de medicina na Bolívia em dia de prova, apenas um aluno era boliviano. Todos os outros eram brasileiros.

“Só na minha faculdade, podemos falar em seis mil estudantes brasileiros em Cochabamba, Santa Cruz e Cobija”, afirma o vice-reitor da Universidad Técnica Cosmos (Unitepc), José Teddy.

Por que tanta gente está estudando medicina fora do Brasil? A resposta está na ponta da língua de todo aluno. “É bem mais fácil, a gente não tem vestibular”, declara Michel Mendonça, estudante sul-mato-grossense. “A gente vai pagar, mais ou menos, seis vezes menos do que se pagaria no Brasil”, afirma Pedro Adler, esutdante acreano.

As mensalidades dos cursos de medicina privados no Brasil variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil. Em uma faculdade de Cobija, fronteira da Bolívia com o Brasil, custa pouco mais de R$ 500.

“Meus pais não têm condições financeiras de pagar e nem para me ajudar. Se eu tivesse condições, provavelmente eu estaria fazendo no Brasil. Eu sempre quis fazer medicina, acho que desde que eu me entendo por gente. Então, eu decidi vir para cá”, conta Antônia Maria Cândido, estudante acreana.

Para se manter em Brasiléia, no Acre, a poucos quilômetros da faculdade boliviana, Antônia trabalha como manicure e garçonete.

O Brasil é o segundo país com maior número de escolas de medicina, só perde para a Índia. No Brasil, são 180 faculdades de medicina, todas com vestibular.

“Eu tive que estudar por conta própria. Passei em algumas faculdades lá, mas não em medicina. Por isso, eu me arrisquei tudo vindo aqui”, diz Anderson Figueiredo, estudante carioca.

Anderson saiu do Rio para estudar medicina e morar em um em Cobija, na Bolívia. “Não fico muito aqui, porque é apertado e quente. É horrível ficar muito tempo aqui. Não tem uma cozinha, não posso te oferecer uma água, porque a água é quente. Então, eu tento passar o máximo de tempo na faculdade”, conta. “Fiquei dois dias com bala de hortelã no estômago. Não tinha dinheiro para o almoço, nem para o lanche. Espero que eu consiga continuar”.

No Brasil, medicina costuma ser o curso mais caro nas universidades e, muitas vezes, o mais concorrido.

“Eu tinha vontade de ser médico. Era um sonho, mas não tinha condições, porque meu estudo foi muito fraco. E uma faculdade particular, eu não tenho condições de pagar. Eu trabalho na área de saúde desde os meus 18 anos. Eu ingressei através da minha mãe que é auxiliar de enfermagem, que me colocou cedo na área de saúde. Comecei a trabalhar cuidando de idoso”, conta Lucas Rodrigues, estudante mineiro.

Lucas divide a casa em Brasiléia e o sonho de virar médico com a prima e namorada Naruanna Cristina Rodrigues, também de Minas Gerais. “A gente se arruma, vai para a faculdade, volta a pé no sol quente, e estuda bastante”, diz a jovem.

“Minha mãe trabalha para me passar o dinheiro todo mês, e eu estou aqui correndo atrás. Hoje, minha mãe está trabalhando 36 horas seguidas”, revela Lucas.

“Eu saio daqui às 7h, trabalho 12 horas. Saio de um trabalho, vou para outro e trabalho mais 12 horas. Aí, retorno para o outro do dia para trabalhar mais 12. Hora nenhuma, eu me sinto abatida, com medo, de nada. Eu vou dar conta até ele se formar”, afirma Maria José Rodrigues, mãe de Lucas.

Todo o dinheiro que a mãe de Lucas ganha cuidando de idosos, em Uberlândia, Minas Gerais, ela manda para o filho. “Eu não mexo no meu salário, não posso, não compro um pão com ele”, diz Maria José.

Para seu sustento, sobra o rendimento da venda de balas de coco. “Eu faço de seis a oito quilos por noite. Noite sim, noite não, fazendo bala de coco gelada. Ainda bem que é bem aceita. Você faz e vende tudo, é uma beleza, ajuda muito no orçamento”, conta a mãe do estudante.

O dinheiro para Naruanna vem das aves ornamentais que seus pais criam no quintal para vender. Eles também fazem de tudo para ajudar a filha.

Maria Cristina Ribeiro Goes, mãe de Naruanna: Se precisar vender a casa e o carro, a gente vende.
Naruanna Cristina Rodrigues: A minha mãe até escreveu umas cartas para o Lula, contando nossas dificuldades.

Maria Cristina Ribeiro Goes, mãe de Naruanna: Aí entrou a Dilma, e eu continuei escrevendo para a Dilma. Expliquei a dificuldade que eles estavam passando lá, que estava sendo muito difícil, o calor que eles estavam enfrentando, o dinheiro, a situação financeira.

“A gente fala 'o Lucas está passando dificuldade, está passando necessidade'. Eu tenho tanta vontade de me formar, de me tornar médico, que eu não vejo por esse lado. O que me deixa mais inseguro é saber: amanhã, se eu formar na Bolívia, qual que vai ser minha aceitação no Brasil?”, comenta Lucas.

Ter um diploma estrangeiro de médico não dá o direito de exercer a profissão no Brasil. Não importa se o curso foi na Bolívia ou na Suíça, é preciso passar por uma revalidação de diploma, um processo longo, difícil e caro.

“Tem prova, viagem, o que eu estou gastando com advogado que está assessorando, que tem um valor, o valor da faculdade, o valor da moradia aqui”, declara André de Almeida, formado no Paraguai. “Eu acho que chegaria em torno de uns R$ 100 mil”, diz Guilherme Junqueira Santos, formado em Cuba. “Já tem quatro anos que eu estou tentando isso”, declara Cíntia Brandão Freire, formada na Argentina.

Em uma faculdade particular, em Caratinga, Minas Gerais, os recém-formados fazem um curso de complementação, de aulas que não tiveram no exterior. Há ainda as provas que, pelas regras atuais, só podem ser dadas por universidades federais. O índice de aprovação costuma ser baixíssimo. Em quatro federais que recentemente receberam entre 200 e 400 inscritos cada, nenhum foi aprovado. Na Federal de Minas Gerais, no ano passado, de 100 inscritos, apenas 11 conseguiram passar na prova.

“Eu já fiz a prova várias vezes. E, muitas vezes, foram injustas as provas”, critica Cintia. “As provas têm um caráter, um nível superior ao de um graduando. São provas para especialistas. Eu acho injusto o processo de revalidação de diploma no Brasil”, aponta Diógenes Freire, formado na Bolívia.

Com o número de formados fora do Brasil aumentando e, junto com ele, as reclamações de que o sistema de revalidação dos diplomas é injusto, o governo decidiu fazer uma prova em Brasília no ano passado. Mas, novamente, houve reprovação em massa: 628 inscritos e apenas dois aprovados.

“O número alto de reprovações se deveu a dois motivos. Em primeiro lugar, candidatos que tinham um preparo inadequado, e em segundo lugar houve um exagero na nota de corte, na nota mínima para a aprovação”, comenta o secretário do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins.

Para este ano, o governo promete a implantação de um novo sistema: uma prova única, aplicada em vários pontos do Brasil. “Ele vai ter um nível adequado para a avaliação se o médico tem condição de atender à população. Existem médicos que vêm do exterior com uma formação muito boa e médicos com uma formação muito fraca”, afirma o secretário do Ministério da Saúde.

“Tem que ter um critério de avaliação, porque nós fomos lá fora e eles não sabem o que nós demos lá. Eu sei, mas as pessoas não sabem”, diz Lindalva Lacerda Lessa, formada na Bolívia.

O doutor Edson Braga Rodrigues se formou na Bolívia. “Passei dois anos, praticamente dois anos sem CRM, sem poder exercer porque não tinha CRM”, conta.

Ele fez a prova de revalidação em três universidades federais e passou na última. Hoje, é diretor clínico do Hospital de Brasiléia. “Eu acredito que a formação depende de cada um. A oportunidade dos jovens mais carentes terem uma formação em medicina é essa, é procurar as faculdades da América Latina. O meu caso é um. Eu não teria condições de me formar no Brasil”, revela Dr. Edson.

“A gente foi formado para ajudar o próximo. Nós estamos na medicina, que nos fez ir para outro país distante, para ajudar o próximo. A gente quer somente isso, não quer coisa de outro mundo, quer trabalhar”, declara Diógenes.

Só com o diploma revalidado, é possível conseguir o CRM, o registro em um dos conselhos regionais de medicina, que permite o exercício da profissão no Brasil.

“Quando você está estudando, tudo é um sonho, tudo é alegria, tudo é bonito. Você está estudando medicina”, afirma um homem, formado em medicina na Bolívia, que tenta há dois anos revalidar seu diploma. Para pagar os custos das várias tentativas, dá plantões em hospitais no interior da Bahia, clandestinamente.

“Geralmente são plantões de fim de semana. Você vai trabalhar naquela cidade. Amanhã, já vai para outra cidade. O preço é o que eles pagam. Se normalmente é R$ 1 mil de um médico que tem CRM. Para os médicos sem CRM, é em torno de R$ 500”, diz o homem.

Ele trabalha para empresas que se definem como cooperativas e oferecem mão-de-obra médica aos hospitais. “Se der qualquer problema com pacientes, se der qualquer problema jurídico, o que a cooperativa diz é que não sabia que você não tinha CRM. Ou seja, lava as mãos. Mas ela sabe”, afirma.

Para assinar receitas, atestados, o homem usa um CRM falso. “Você entra no site do Conselho Regional de Medicina, você vai procurar um médico que tenha mais ou menos a sua idade. Esse é o grande problema, porque você pode ser preso, primeiro, por ser falso médico, e segundo por falsidade ideológica”, declara.

Nos últimos anos, a polícia prendeu médicos sem CRM nos estados do Pará, Amazonas, Acre, Piauí, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

No início do ano passado, Edilson Bezerra da Silva, de 29 anos, foi preso no pronto-socorro de Ponta Grossa, no Paraná. Com diploma boliviano, ele usava o CRM de um médico de Curitiba. “Ele está respondendo pelo exercício ilegal da medicina e pela falsidade ideológica”, declarou o delegado Jairo Luiz Duarte Camargo.

O dono da empresa que ofereceu o serviço do falso médico para o hospital também foi preso. Hoje, os dois estão soltos, mas respondem a processo na Justiça.

O Brasil tem 347 mil médicos e forma 13 mil novos por ano. “O governo brasileiro considera que o número de médicos existente no Brasil é inadequado. Existe a necessidade de formar mais médicos, só que esses médicos têm que ser formados com qualidade, com responsabilidade”, afirma o secretário do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins.

O Conselho Federal de Medicina discorda, acha que o Brasil já tem médicos suficientes. “O que nós temos não é falta de médico. Nós entendemos que existe uma distribuição inadequada”, declara o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital Correa Lima.

Enquanto na cidade de São Paulo, existe um médico para cada 240 habitantes, no Acre, há um para cada 980, uma média comparável a países africanos.

Para fazer medicina na Bolívia, Nadjele Ferreira dos Santos e Raíssa Mendes Miranda deixaram as famílias em Nova Mamoré, no interior do Acre. O pai de Nadjele é açougueiro, o de Raíssa, taxista.

Foi com muita relutância que Hamilton deixou Raíssa ir para outro país com 17 anos. “Vou completar 18 anos aqui, sozinha, longe de casa. É difícil, mas para realizar um sonho a gente faz qualquer coisa”, diz a estudante acreana.

“Eu tenho que levantar às 5h, saio de carro e não sei que a horas chego, porque eu pago prestação de carro, eu pago a faculdade dela, despesa de casa e não tenho outra renda”, declara Hamilton Mendes, pai de Raíssa.

Quando formadas, as duas amigas querem trabalhar em Nova Mamoré. “todos os pais têm um sonho de ver o filho formado. Meu sonho é fazer pediatria”, revela a estudante Nadjele.

“Aqui não tem esse tipo de médico. Falta tudo. Ontem mesmo, um menino meu ficou meio doente, e nós levamos no pronto-socorro, não tinha nenhum médico ali. Aí eu lembrei, minha menina está no caminho certo”, declara Valdir Santos, pai de Nadjele.

“Eu tenho um sonho de ser geriatra, para trabalhar cuidar de idoso”, afirma Lucas. “No meu consultório, vai ter uma plaquinha: dona Naruanna Cristina Rodrigues e doutor Lucas Rodrigues”, aponta Naruanna. “O Lucas vai ser médico, toda vida eu soube disso”, declara a mãe do estudante.

Para o carioca Anderson, o sonho de ser médico acabou. Há dez dias, ele voltou para o Brasil. “O que mais me fez desistir é que eu sei que quando sair dali a luta vai continuar maior para conseguir exercer no Brasil”, revela.

SITE DO FANTÁSTICO

domingo, 15 de maio de 2011

Padre é acusado de curandeirismo e exercício ilegal da medicina em MT

Padre é acusado de curandeirismo e exercício ilegal da medicina em MT
O religioso se diz capaz de curar doenças como câncer através da ingestão de chás e até urina.


A acusação: famílias de doentes se dizendo iludidas, enganadas por uma falsa promessa de cura. “Ele falou assim: ‘Ou você para ou então eu não pego seu filho para curar. Eu garanto que eu curo, mas você tem que parar com a quimioterapia, porque a quimioterapia é que vai matar seu filho’”, diz uma senhora que não quer se identificar.
“Minha mãe foi a realidade do bem e a cura que ele fez. Já faz cinco anos que ela faleceu”, conta um homem.
O acusado: um padre que diz aplicar um método alternativo e revolucionário de saúde. “É maravilhoso demais para as pessoas que não gostam da entidade popular, da saúde, que o povo tenha saúde de verdade”, alega o padre Renato Barth.

Desde 2005, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) recebe reclamações contra o padre jesuíta Renato Barth.


“O que estava sendo informado é que havia um padre que estava oferecendo um tratamento substitutivo e curativo para a doença. Então, aqueles pacientes, com essa ideia de que poderiam se curar, abandonavam o tratamento tradicional e começavam a ter os efeitos desse abandono”, afirma Arlan de Azevedo Ferreira, vice-presidente do CRM-MT.

Sob a acusação de curandeirismo e exercício ilegal da medicina, o conselho apresentou uma queixa-crime e o caso foi parar na Justiça. O processo está em andamento. Algumas entidades vieram em defesa do padre.

“Nosso apoio aqui empenhado é justamente por considerar essa denúncia do CRM um absurdo”, defende Marli Keller, diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público - MT.

Pacientes se disseram curados por ele com o uso de chás e da própria urina. “Qualquer tipo de doença. Eu ia para a cadeira de rodas. Com ele foi que eu sarei da dor na sola dos pés. Parece que pisava em cima de pregos”, contou a dona de casa Aliete Viana.

O padre recebeu o Fantástico em uma casa na periferia de Cuiabá, a sede nacional do Bio Saúde, que ele diz ser um método que faz o corpo curar a si próprio. “O cérebro humano tem essa capacidade e produz, no corpo inteiro, no sangue, no corpo e nas células mais de mil ingredientes que necessita para ter saúde”, explica o padre Renato Barth.

Para o Padre Renato, chegará o dia em que o mundo não precisará de médicos. “Eles também terão que procurar outro emprego, quando não houver mais doentes. O doente é que mantém farmácia, mantém farmacêuticos, mantém os médicos, mantém hospitais e mantém universidades de medicina no Brasil”, acredita o padre Renato Barth.

O padre nega todas as acusações.

Repórter: O senhor propõe que a pessoa deixe de tomar a medicação alopática?
Padre Renato Barth: Não, eu não proponho. Porque isso é do doente com o seu médico ou na farmácia, né?
Repórter: E por que o senhor acha que o conselho denunciou o senhor?
Padre Renato Barth: Já falei.
Repórter: Dor de cotovelo?
Padre Renato Barth: É. Dá dor de cotovelo ver que há cura, sim, para tantas doenças.
Repórter: Dor de cotovelo de quem? Dos médicos?
Padre Renato Barth: Em geral da indústria farmacêutica.

O Bio Saúde se sustenta na ideia de que todas as doenças têm cura.

Repórter: O que significa dizer que não existem doenças incuráveis?
Padre Renato Barth: É porque o ser humano é capaz de se curar.
Repórter: Se aparecer uma pessoa com vírus HIV ela pode se curar?
Padre Renato Barth: Ela, em si, poderia.
Repórter: O senhor pode nos mostrar os seus métodos, como é que funciona o atendimento?
Padre Renato Barth: Eu acho que não. Não convém.
Repórter: Por que, padre?
Padre Renato Barth: Está na internet, você pode ler.
Repórter: O senhor não acha importante explicar o método?
Padre Renato Barth: Não acho. Nem precisa saber.
Repórter: Mas as pessoas estão fazendo uma coisa que não sabem o que é...
Padre Renato Barth: Por que a pessoa vai no médico e vai no laboratório, e tal? Não entende nada de laboratório! Por que precisa saber do nosso método?
Repórter: Para saber o que está sendo aplicado a ela.
Padre Renato Barth: Não precisa.

No site do Bio Saúde encontramos os métodos de tratamento que prometem a cura. A argila ajudaria a eliminar câncer e infecções. Os usos do chá e da urina do paciente dependeriam de um exame, o bioteste. Com uma câmera escondida, filmamos um exame no Bio Saúde de Curitiba. “O curso eu fiz com o Padre Renato, que implantou no Brasil”, diz uma funcionária.

Ele é feito por duas pessoas que entrelaçam os dedos na frente do paciente. Uma delas segura uma vareta metálica que teria o poder de identificar a parte do corpo que está doente. Quando isso acontece, os dedos dos atendentes afrouxam. Em minutos, sai o diagnóstico da produtora do Fantástico que se deixou examinar: “Você já está com célula pré-cancerosa”, afirmou durante o exame.

“É simples, porque se forma um campo magnético no dedo e dele depende tudo”, alega o padre Renato Barth.

“Está comprovado que não funciona, cientificamente, independentemente da opinião. Já foi testado e não funciona: a vareta metálica, a argola, o magneto, tudo” Quem constesta é o doutor Riad Younes, um dos maiores especialistas em câncer do Brasil, médico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo e professor da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Pedimos ao doutor Riad que comentasse as afirmações do padre sobre o Bio Saúde, como uso da urina para tratar doentes. “A criança nasce sem tóxicos e sem micróbios, em parte porque ela toma até meio litro de sua própria urina por dia no ventre materno. Cada um dos que dizem que é ruim já tomou”, afirma o padre Renato Barth.

“A gente elimina pela urina e pelas fezes o que não é bom para nós, o que é desnecessário para o nosso corpo. Se eu tomar de novo, eu não consigo imaginar que jeito isso pode fazer bem”, contesta o médico Riad Younes, que também comentou sobre o diagnóstico de doenças. “O mal de Parkinson é causado pela malária.

Em grande parte, uns 90%, mesmo em regiões frias”, diz o padre Renato Barth. “Mas imagine! Por exemplo, tem países que não têm malária. Zero malária! E Parkinson em grande quantidade. Como é que se explica isso?”, indaga o médico Riad Younes.

Padre Renato Barth: O parasita do diabetes come carne.
Repórter: Parasita do diabetes? Qual é o parasita do diabetes?
Padre Renato Barth: É o mesocestóide.
Repórter: É o que causa diabetes?
Padre Renato Barth: É.

“A gente não tem essa correlação com esse parasita ou com qualquer parasita, porque se tivesse essa relação, o tratamento do diabetes seria muito fácil. Bastaria esterilizar esse parasita e encerrava o assunto”, afirma o médico Riad Younes.

O ex-reitor da PUC do Rio de Janeiro, padre Jesus Hortal, doutor em direito canônico, também é jesuíta e foi professor de padre Renato. Ele acha que o ex-aluno pode estar cometendo um grande erro. “Ele pode ter toda a boa intenção possível, mas me parece que há riscos muito graves para a saúde das pessoas”, acredita.

O Fantástico localizou três famílias com parentes tratados pelo padre em Cuiabá. Todos tiveram o mesmo fim. A mãe de um homem tinha câncer no útero. Deixou o hospital depois de procurar o Bio Saúde.

“Ela confessou isso para mim. Ela falou que o padre Renato disse: ‘A senhora, para ser curada, para se livrar desse câncer de uma vez por todas, tem que fazer uma opção: ou aqui conosco ou na medicina. Na medicina a senhora não vai ter a cura. Então, é só conosco’. Então, ela optou, infelizmente. Ela fez a opção de escolher só por esse padre Renato”, conta o homem.

Quando a mãe morreu, ele foi ao Bio Saúde cobrar explicações do padre, mas nunca o encontrou lá. “É esse padre que se diz tão caridoso e tão bondoso, que some na hora que mais se precisa dele?”, questiona o homem.

O filho de dois anos de um casal de camponeses tinha câncer nos rins. O tratamento já estava combinado com a médica, mas antes eles foram ao Bio Saúde.

Casal: Lá ele [padre Renato] falou assim: ‘Eu garanto que curo o seu filho, só que você tem que ficar só com o meu tratamento’.
Repórter: Mas e a doutora?
Casal: Ele falou: ‘Não, você larga para lá e pronto! Ele falou que não precisa ir lá mais’. Ele falou: ‘É só você parar. Você não vai mais lá’.
Repórter: E vocês não avisaram aos médicos, então? E não foram mais ao hospital?
Casal: ‘Não, porque ele falou que ele tratava nosso filho em 60 dias. Ele falou que em 60 dias ele estava curado’.

O garoto parecia mesmo estar melhorando. “A gente ainda foi na doutora. A gente foi e a doutora falou: ‘Não, ele não está curado’. Ele falou: ‘Não, ele está curado, está curado! Pode ir embora tranquilo, não dá ouvido para a doutora’”, lembra a mãe.

Tudo o que eles gostariam agora era poder voltar atrás. “Eu faria tudo muito diferente, jamais eu teria tirado meu filho do hospital. Nunca, nunca. Nunca que eu ia tirar meu filho do hospital. Eu me sinto um lixo, eu me sinto péssima, eu não me sinto mãe. Eu me sinto o ser pior da face da Terra, porque eu fui na onda”, lamenta.

O garoto tinha 3 anos quando morreu, em junho de 1999, depois de uma desesperada tentativa dos médicos de recuperar o tempo perdido e conter o avanço da doença. Um esforço que se mostrou inútil, como comprovam os registros do hospital. Com a condição de não revelar o nome do menino, a família nos autorizou a ver o prontuário dele.

As anotações comprovam as etapas do arrependimento. A mãe relata os conselhos do padre, o abandono do tratamento e a morte do filho. Procuramos o padre novamente para ele falar sobre as acusações.

Atendente: Você não está gravando não, tá?
Repórter: A gente está gravando, mas nós estamos registrando nossa visita.
Padre Renato Barth: Vamos na casa da irmã, aqui no Bio não tem nada agora, não.

O padre passou direto e na o quis nos receber. O advogado dele o defendeu. “Em nenhum momento, para pessoa nenhuma, o padre ou qualquer pessoa que trata do Bio Saúde recomendou o abandono do tratamento convencional”, afirma o advogado Vilson Nery.

Não é o que diz a técnica em química Cristiane Fernandes. “Porque eles falavam assim: ‘Não pode fazer esse tratamento alternativo tomando remédio, fazendo quimioterapia, não. Senão não funciona o alternativo. Você não pode tomar nada químico, nenhuma medicação, nada”, disse.

“Mas eles sabiam que sua mãe tinha um tumor?”, perguntou o repórter. “Tinha. Levou documentação, exame, diagnóstico, tudo”, respondeu a técnica.

A mãe de Cristiane foi tratado em um núcleo do Bio Saúde em São Paulo, com aplicação de argila sobre um tumor de mama. “Tem que colocar folha disso, folha de couve para puxar, queijo tofu. A promessa que aquilo vai reconstituir. Você está vendo, você está morrendo. Parece que você não tem mais argumento com a pessoa. É como se fosse uma lavagem cerebral. Sabe aquelas pessoas que acreditam numa coisa, assim, que você não consegue explicar?”, contou Cristiane.

Quando mais a mãe piorava, mais difícil era falar com o pessoal do Bio Saúde. “Ela procurava para consulta e não conseguia. Ligava e não conseguia falar. Quando ela conseguiu falar a mulher falou para ela: ‘Olha, a gente achou que ia dar certo, mas não deu’. Aí foi a hora que ela desabou”, lembra.

A mãe morreu no primeiro dia de 2002. Foram quase dez anos de silêncio, mas falar sobre isso agora é, para Cristiane, como uma página que ainda faltava. “É uma missão cumprida. Sabe quando você se sente bem em falar: ‘Mãe, eu fiz por você’. Eu acho que é isso”, comenta.

Site: Fantástico

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

5 milagres reais da medicina

Dos tempos dos curandeiros tribais até as mais modernas práticas médicas passaram-se muitos anos e principalmente incontáveis horas de pesquisa. Isso possibilitou o avanço não só da área de saúde mas também da qualidade de vida das pessoas. Doenças hoje consideradas simples já mataram milhões de pessoas e com certeza doenças que tememos muito hoje serão resolvidas de maneira simples no futuro. Alguns dos casos vistos abaixo parecem ter saído de um filme ou série de TV, mas foram acontecimentos reais e extraordinários, sendo que algumas vezes até inexplicáveis.

1 – Adolescente sobrevive 118 dias sem o coração:


Uma garota de 14 anos chamada D’Zhana Simmons precisou de um transplante de coração. Para o desespero dela e de sua família complicações ocorreram e seu novo órgão não funcionava direito.
Os médicos então se encontraram em uma sinuca pois não havia um novo coração disponível para o transplante e ela não podia ficar com o que havia recebido. Foi então que eles implantaram duas bombas artificiais para manter o sangue circulando.

O “coração artificial” é usado para auxiliar o funcionamento do coração orgânico e os médicos fizeram uma experiência ao manter a garota apenas com as bombas artificiais. Para a felicidade de todos D’Zhana ficou 118 dias sem um coração no peito até um novo órgão chegar. Ela fez o transplante e o procedimento foi um sucesso.


2 – Homem cego recupera a visão depois de ter um dente implantado em seu olho:

O construtor britânico Martin Jones, de 42 anos, perdeu a visão em um acidente de trabalho. Dez anos depois um procedimento de ponta conseguiu devolver-lhe a visão. Os médicos utilizaram um pedaço de dente como suporte para lentes enxertadas de sua pele. Ele perdeu a visão quando um tudo de alumínio explodiu na sua cara deixando 37% de seu corpo queimado, sendo que um de seus globos oculares havia sido removido.

Os médicos usaram o dente (um canino) como suporte pois o corpo poderia rejeitar um similar de material plástico. A primeira pessoa que Martin queria ver era sua esposa, com quem era casado há 2 anos, quando já era cego

3 – Mãe precisa escolher qual das gêmeas vai viver e as duas acabam vivas:
Os médicos tinham uma péssima notícia para o casal Shannon e Mike Gimbel. Uma das bebês gêmeas que Shannon estava esperando estava drenando a outra através de vasos sanguíneos que compartilhavam. Por isso uma estava ficando muito fraca e se a mãe não escolhesse matá-la havia até 90% de chance de que uma ou as duas gêmeas acabassem falecendo.
Enquanto o casal decidia esta questão impossível, o Dr. Kent Heyborne propôs uma alternativa. Ele chamaria uma equipe de cirurgiões que faria um procedimento a laser dentro do útero de Shannon, cauterizando os vasos que as gêmeas dividiam, acabando com o problema. A cirurgia foi um sucesso e as irmãs Reese e McKenna nasceram dois meses depois.

4 – Fé ou ciência salvou a vida de rapaz decapitado ortopedicamente?

Um acidente de carro separou o crânio e as vértebras de Jordan Taylor. Não havia nenhuma ligação entre os ossos do pescoço e da cabeça dele, situação que é chamada de “decapitação ortopédica”. Segundo médicos as chances de sobrevivência eram de 1%.

Quando a notícia de seu acidente e de sua condição chegou a igreja frequentada pela família uma corrente de orações foi feita por outras congregações locais e nacionais dos EUA.

Do lado da medicina os médicos colocaram uma placa de metal, parafusos e hastes de titânio para ligar sua cabeça e pescoço. Seja por um lado ou pelo outro três meses depois ele já estava frequentando a escola novamente.

5 – Paraplégico volta a andar depois de ser picado por aranha:

Ao saber desta história me lembrei logo de Peter Parker, que ganhou super poderes após ser picado por uma aranha. David Blancarte perdeu os movimentos da cintura para baixo após um acidente de moto. Vinte anos depois uma aranha marrom o picou e ele voltou a andar. A picada fez com que ele fosse levado ao hospital e depois a fisioterapia.

Durante as sessões de fisioterapia a enfermeira notou que ele estava tendo espasmos em sua perna. Cinco dias depois ele estava andando. Infelizmente para ele poucos dias depois David foi preso por um mandato devido a abuso doméstico.



Fonte: PipocaBits

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Menina chinesa tem mão decepada e salva por implante no pé

A história desta menina chinesa de nove anos, chamada Ming Li, parece simplesmente incrível. Sim, só que incrível, mas verdadeira. Em julho passado, ela caminhava para a escola quando após um acidente, Li Ming perdeu sua mão esquerda decepada ao ser atropelada por um trator. Levada para um hospital em Zhengzhou, ela foi então confiada a especialistas no hospital de Zhengzhou.

A menina passou então a uma bateria de exames médicos. Sua mão esquerda havia desaparecido do corpo e seu braço estava mutilado.

Após longas discussões, os médicos decidiram que para manter a mão com vida, ela teria que ser enxertada na sua panturrilha direita. Sim, de um membro para outro.

A mão de Ming Li só foi implantada de volta em seu braço três meses após o acidente, quandos os médicos avaliaram o tecido não sofreria rejeição por causa do ferimento. O transplante foi realizado por médicos e cirurgiões. Um sucesso.

Balanço: Li Ming já consegue mexer o pulso e o sangue voltou a circular normalmente no braço e na mão. "Com a terapia e mais algumas cirurgias de reparação, Ming Li será capaz de fazer a maioria das atividades sem problemas
Ming Li

No futuro, mais duas cirurgias estão planejadas, bem como para melhorar a funcionalidade do membro e da estética para "apagar" as cicatrizes. Existe tal precedente na história da cirurgia? Mistério.

Que história ... Não é?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

10 mais raras anomalias da medicina

A escolha destas anomalias, entre as milhares de doenças raras que existem, não foi arbitrária. O O padrão adotado para a escolha foi a predominância do alto grau de estranheza e da escassa freqüência da doença.



10 - Síndrome Riley-Day, insensibilidade congênita à dor

Frequência: 100 casos documentados nos Estados Unidos. Desconhece-se a frequência em outros locais por não ser facilmente diagnosticado por passar quase sempre desapercebida.

Causa: Descoberta recentemente. Deve-se a uma mutação num gene encarregado da síntese de um tipo de canal de sódio que se encontra principalmente em neurônios encarregados de receber e transmitir o estímulo doloroso.

Descrição: São indivíduos totalmente normais no tato e na sensibilidade ao frio, ao calor, pressão e cosquinhas. No entanto, ante qualquer ato que em pessoas normais provocaria dor (como fincar uma agulha) não provoca nenhuma sensação dolorosa. Como consequência disto, costumam morrer mais jovens por traumatismos e lesões ao não sentir nenhum dano. Devem estar sempre sob o cuidado dos olhos quando crianças para que não se machuquem eles mesmos.


9 - Síndrome de Moebius

Frequência: Ao redor de 80 casos documentados na Espanha, 200 na Inglaterra e 5 na Argentina.

Causa: Desconhecida. Nem sequer sabe-se se são os nervos, o tronco do encéfalo ou os músculos que são afetados na origem da doença. Existem muitas e variadas hipóteses mas sem provas que as validem.

Descrição: Devido ao não desenvolvimento de nenhum nervo facial, as pessoas que nascem com esta síndrome carecem de expressão facial. Não podem sorrir, nem franzir a testa, etc. Também não podem mover lateralmente os olhos nem controlar a piscada dos olhos. Com freqüência são encontrados dormindo com os olhos abertos. Têm grandes dificuldades em soprar, engolir, falar e qualquer atividade na que estejam implicados os músculos da face.


8 - Hermafroditismo

Frequência: Ao redor de 500 casos documentados em todo mundo. Desconhece-se a frequência real na população.

Causa: A pessoa hermafrodita é uma quimera. Produz-se pela fusão de dois zigotos de sexos diferentes. Isto é, primeiro um espermatozóide fecundaría um óvulo e depois outro espermatozóide fecundaría um outro óvulo. Os zigotos formados estariam destinados a serem gêmeos, mas acabam fundindo-se e se tornando um único indivíduo que, geneticamente, é mulher e homem ao mesmo tempo. Desconhece-se por que se produz esta fusão.

Descrição: Os hermafroditas têm tanto tecido ovárico como testicular. Os genitais externos são ambíguos e possuem componentes de ambos sexos. As pessoas hermafroditas podem ter aparência tanto feminina como masculina.


7 - Fibrodisplasia ossificante progressiva

Frequência: 200-300 casos documentados em todo mundo. Os poucos conhecimentos que se tem da doença, muitas vezes, impossibilita o diagnóstico. Estima-se que surja um caso para cada dois milhões de nascimentos.

Causa: Desconhecida. É uma doença de herança autossômica dominante. Pensa-se que estão implicados vários genes encarregados de sintetizar fatores de crescimento ósseo.

Descrição: Nesta doença dão-se episódios repetidos de inflamação dos tecidos macios e o desenvolvimento de tumores subcutâneos e nos músculos. Estas lesões provocam a formação de osso em lugares onde nunca deveria existir osso, como ligamentos, músculos, tendões, articulações… Os traumatismos também desencadeiam e fazem avançar a ossificação dos tecidos macios. Progressivamente, o indivíduo irá perdendo cada vez mais a mobilidade até que, por impossibilidade de movimento da musculatura encarregada da respiração, morre por asfixia.


6 - Maldição de Ondina (Hipoventilação alveolar primária)

Frequência: Entre 200-300 casos conhecidos em todo mundo. Por ser causa de morte súbita pensa-se que os casos conhecidos são só a ponta do iceberg e que na realidade 1 bebé a cada 200.000 nasçam com esta anomalia.

Causa: Parcialmente conhecida. A principal causa é uma mutação ou vários do gene PHOX2B, de herança autossômica dominante. Os mecanismos da respiração involuntária não funcionam adequadamente. Ao dormir, os receptores químicos que recebem sinais (baixa de oxigênio ou aumento de dióxido de carbono no sangue) não chegam a transmitir os sinais nervosos necessárias para que se dê a respiração.

Descrição: Nas formas mais leves da maldição de Ondina, o sujeito poderá viver normalmente, mas estará sempre sonolento durante o dia, se cansará facilmente, constante dor de cabeça com aumento do nível de glóbulos vermelhos.

Nas formas mais graves costuma aparecer desde o nascimento, e a maioria de bebês morrem sem que muitas vezes se chegue a saber a causa. No entanto, naquelas pessoas em que a doença piora progressivamente e podem causar a morte de quem dorme, costuma se tratar com ventilação assistida durante a noite.


5 - Síndrome de Proteus

Frequência: 200 casos documentados em todo mundo atualmente. Estima-se que surja um caso por mais de um milhão de nascimentos.
Alguns médicos espeialistas defendem que provavelmente seja causado por um gene dominante letal. Outros dizem que se deva a uma recombinação no embrião dando lugar a três tipos de células: Células normais, células de crescimento mínimo e células de crescimento excessivo.

Descrição: Existem uma grande quantidade de malformações cutâneas e subcutâneas, com hiperpigmentação, malformações vasculares e crescimento irregular dos ossos. Produz-se o gigantismo parcial dos membros ou o crescimento excessivo dos dedos enquanto algumas zonas do corpo crescem menos do que deveriam. Tudo isto provoca uma desfiguração extrema da pessoa que costuma ser socialmente estigmatizada. Josep Merrick, o famoso "Homem Elefante", sofria desta síndrome.


4 - Síndrome Hutchinson-Gilford

Frequência: Ao redor de 100 casos documentados. Estima-se que aparece um caso da doença a cada 8 milhões de nascimentos, ainda que poderia ser maior já que muitas vezes não chega a ser diagnosticada.

Causa: Parcialmente conhecida. A maioria dos casos são produzidas por mutações de herança autossômica dominante no gene LMNA. Este gene participa na manutenção da estabilidade nuclear e a organização da cromatina.

Descrição: Os indivíduos com esta síndrome envelhecem muito rapidamente desde a infância. No nascimento têm uma aparência totalmente normal, mas crescem cada vez mais lentamente que as outras crianças e desenvolvem uma expressão facial muito característica. Perdem o cabelo, adquirem rugas e padecem de um dano severo das artérias (arteriosclerose) que causa à morte nos primeiros anos da adolescência.


3 - Rabo Humano (Rabo Vestigial)

Frequência: Ao redor de 100 casos documentados em todo mundo.

Causa: Não se conhece em profundidade. Acha-se que é produzido pela mutação dos genes encarregados de produzir a morte celular das células que estavam destinadas a formar um rabo.

Descrição: Observa-se a presença de uma rabo na zona final do sacro, no nível do cóccix. O rabo é composto de músculos, vasos sanguíneos, nervos, pele, vértebras e cartilagem.


2 - Gêmeo Parasita (Fetus in Fetus)

Frequência: Ao redor de 100 casos documentados em todo mundo.

Causa: É um exacerbo do caso dos siameses. Dois gêmeos não chegam a se separar completamente quando são zigotos e ficam unidos por alguma zona. Um destes gêmeos cresce enquanto o outro se atrofia ficando no interior do gêmeo são e dependendo completamente dele. Desconhece-se por que os gêmeos não se separam corretamente.

Descrição: Quando o feto hospedador consegue sobreviver ao parto, este fica com um inchaço na zona onde se situe o feto parasita. 80% das vezes encontra-se na região abdominal, mas também pode se encontrar no crâneo e até no escroto. Também pode passar desapercebido no princípio. Mais tarde, conforme a pessoa vai crescendo também cresce o feto parasita.

Ao realizar provas de imagem observam-se órgãos em lugares onde não deveriam existir ainda que também podem se ver umas diminutas pernas, braços, dedos, cabelo ou qualquer outro elemento do feto que tenha desenvolvido. Não há dois casos iguais de "fetus in fetus", já que os fetos parasitas podem se situar em zonas muito diferentes do feto hospedador e, por tanto, também será diferente o grau de crescimento e elementos que tenha chegado a desenvolver. Há fetos parasitas muito desenvolvidos e outros que só possuem um número escasso de órgãos.


1 - Síndrome do Homem Lobo (Hipertricose Lanuginosa Congênita)

Frequência: 40-50 Casos documentados em todo mundo desde sua descoberta. A incidência natural (sem contar os casos em famílias) estima-se um caso entre 1 a 10 bilhões de habitantes.

Causa: Desconhecida. Pensa-se que é uma mutação e a maioria é de herança familiar e, muito raramente, a mutação dá-se de forma espontânea.

Descrição: As pessoas que padecem da doença ficam completamente cobertas por um longa lanugem (cabelo) excepto nas palmas das mãos e dos pés. O comprimento do cabelo pode chegar a 25 centímetros.

A lanugem é o cabelo fino (como se fosse uma penugem) que aparece nos recém nascidos e que desaparece normalmente depois do primeiro mês do nascimento. As pessoas que padecem desta forma de doença a lanugem persiste e pode crescer durante toda a vida ou desaparecer com os anos.