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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Padre é esfaqueado em missa na cidade de Piracicaba, SP


Padre é esfaqueado no tórax durante missa na Catedral de Piracicaba, SP
Monsenhor Jamil Nassif, vigário-geral da Diocese, foi operado e passa bem.
Aos guardas, rapaz de 24 anos disse que atingiu padre por 'ordem de Deus'.
Área onde padre foi esfaqueado na Catedral de Santo Antônio, em Piracicaba (Foto: Leandro Cardoso/G1)

O monsenhor Jamil Nassif Abib, de 72 anos, vigário-geral da Diocese de Piracicaba (SP), foi esfaqueado na noite deste domingo (19) enquanto celebrava missa na Catedral de Santo Antônio, onde é pároco. Ele foi atingido no tórax e socorrido na Santa Casa de Piracicaba. Segundo a assessoria de imprensa da Diocese, o padre está consciente e com quadro de saúde estável. O monsenhor também se feriu na cabeça e no braço ao cair após o golpe. O padre foi submetido a uma cirugia por volta das 22h30 deste domingo para a colocação de um dreno no local do ferimento, já que houve rompimento de vasos sanguíneos. Ele deve permanecer internado em observação por um período de cinco a sete dias.

Monsenhor Jamil Nassif, de 72 anos
A Guarda Municipal prendeu Luiz Fernando Gonçalves, de 24 anos, pelo atentado. Segundo fiéis que acompanhavam a missa, o rapaz entrou pela porta lateral da igreja, ficou por ao menos cinco minutos observando os quadros na parede e, sem motivo aparente, correu pela capela e esfaqueou o padre, que no momento estava na parte de baixo do altar conduzindo o sermão. "O rapaz gritou 'padre, padre', tirou a faca do bolso e disparou o golpe", disse o publicitário Ariovaldo Romano, que ajudou a conter o agressor.

Gonçalves foi preso em flagrante e levado para o Plantão Policial de Piracicaba, de onde será transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade. Ele deve responder por tentativa de homicídio. Aos guardas municipais, o rapaz disse que esfaqueou o padre "por ordem de Deus". De acordo com informações preliminares, Gonçalves mora no bairro Pauliceia, em Piracicaba, e trabalha eventualmente como guardador de carros na região central do município. O rapaz não aparentava embriaguez ou estar sob o efeito de drogas no momento em que foi preso.

O aposentado Camilo Nelson Pimpinato, que atua como ministro na Catedral, estava no altar no momento do atentado. Ele relatou que houve correria na igreja, que estava lotada para a missa. "Muitos saíram correndo com medo de que o rapaz estivesse armado e atirasse contra os fiéis. Outros ficaram assustados e passaram mal."

A faca usada no crime tem 20 centímetros de lâmina, que se desprendeu do cabo de plástico após o golpe. O monsenhor Jamil Nassif Abib foi atingido no lado esquerdo do tórax, na altura da costela. Não houve comprometimento de órgãos vitais, de acordo com a assessoria de imprensa da Diocese de Piracicaba. O monsenhor nasceu em 4 de março de 1940 no município de  Canitar (SP). Foi ordenado padre em janeiro de 1966 e é pároco da Catedral de Santo Antônio desde fevereiro de 2006.

Guarda municipal exibe a faca que foi utilizada para ferir o tórax do monsenhor (Foto: Leandro Cardoso/G1)

Monsenhor Jamil Nassif Abib, ou padre Jamil, nasceu em Caritar (SP). Foi ordenado sacerdote na Catedral de Piracicaba no dia 09 de janeiro de 1966 pelo rito Bizantino Greco-melquita, pela imposição das mãos de dom EliasCoueter. No dia 16 do mês seguinte, iniciou seu trabalho em Rio Claro. Em 1969 foi transferido para Santa Maria da Serra e, em 1973, para a Paróquia Santa Cruz e São Dimas, em Piracicaba. Em fevereiro de 1975, retornou a Rio Claro, tomando posse como pároco da Paróquia São João Batista e assumindo também a missão de Vigário Episcopal da Região Pastoral de Rio Claro. Foi agraciado com o título de Monsenhor Capelão Pontifício, nomeado pelo Papa João Paulo 2º, em 6 de setembro de 1988. Desde fevereiro de 2006 é pároco da Catedral da cidade de Piracicaba, coordenando também as capelas São Benedito, Nossa Senhora Aparecida, Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Graças (Dispensário dos Pobres). Possui especialização em museologia, arquivologia e arte sacra e mestrado em história. Ele se destaca na área de história, história da Igreja, museologia, patrimônio histórico e artístico e filatelia. Foi por muitos anos conselheiro do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo). Como pesquisador do Centro de Estudos e Pesquisas para a História da Igreja no Brasil – CEPEHIB, atua nas questões ligadas à necessidade de definição de uma política cultural e documental voltada para os arquivos eclesiásticos e juntou, ao longo de anos de trabalho eclesiástico, imensa coleção documental sobre a Igreja Católica no Brasil.
Contém imensa coleção bibliográfica com predominancia de obras de temática religiosa e filosófica. A maioria dos documentos presentes na coleção foi produzida pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, pelas dioceses e pelas diversas pastorais (Pastoral da Terra, Pastoral do Índio, Pastoral da Família etc ) ligadas à Igreja Católica no Brasil. Quanto à temática da documentação, destaca-se a relacionada à teologia da Libertação, surgida na América Latina em conseqüência das transformações introduzidas na Igreja pelo Concílio Vaticano II (1962) e que tem nos brasileiros Dom Hélder Câmara e Dom Paulo Evaristo Arns seus maiores defensores. No Brasil, considerado o maior país católico do mundo, foi onde este movimento alcançou maiores dimensões. Esta teologia, que prega "a opção preferencial pelos pobres", ficou mais ligada às comunidades eclesiais de base, comprometidas com as lutas sociais e que foram se envolvendo cada vez mais na luta política.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Padre Marcelo Rossi conta ter tomado anabolizante

Padre Marcelo Rossi conta ter tomado anabolizante

Padre Marcelo Rossi (44) e a atração do quadro O Que Vi da Vida que vai ao ar neste domingo, 29, no Fantástico. O religioso lembrou o tempo em que era obcecado por seu corpo, antes de  se tornar um dos membros da Igreja Católica, e chegou a tomar anabolizantes para ficar forte, indo à academia todos os dias.

Segundo o Padre Marcelo, sua vida mudou depois que viu Ayrton Senna (1960 - 1994) agradecendo a Deus por suas vitórias. Ele disse que reconheceu que precisava ser menos narcisista.

“Minha família sempre teve uma base religiosa. Uma tia católica me dizia que um dia eu viraria padre. Eu pensava que ela estava louca, mas aquilo me marcou e ficou na minha cabeça”, contou.

Ele também comentou sobre um momento difícil de sua vida, quando passou três meses em uma cadeira de rodas, após sofrer uma queda. “Foi neste período que surgiu a ideia de escrever. Fiz um retrospecto de toda a minha vida, o que me ajudou muito”, disse o religioso, que já vendeu mais de sete milhões de exemplares no Brasil.
 
Sobre sua carreira musical, ele afirmou que não é um artista, mas sim um padre.  “Sou cantor de chuveiro. Adoro música desde criança. Gosto de U2, Eric Clapton, Chico Buarque...”, comentou.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Padre é suspeito de usar R$ 400 mil doados


Padre polonês é suspeito de usar R$ 400 mil em doações de igreja do RS
Padre foi visitou a Europa, foi à Copa e a GPs de Fórmula 1.
Pároco voltou ao seu país de origem e será ouvido na Polônia pelo MP.

Justiça recebe denúncia de desvio de dinheiro em
igreja de Áurea (Foto: Reprodução/RBS TV)
A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou denúncia feita pelo Ministério Público contra um padre e um bispo por suspeita de desvio de R$ 400 mil arrecadados para reformar a paróquia Nossa Senhora do Monte Claro, em Áurea, no norte do estado. O valor foi acumulado entre 2008 e 2010, com doações, eventos e rifas.
De acordo com a investigação do MP em Erechim, o dinheiro sumiu da conta da igreja, junto com os livros-caixa. Segundo investigações da polícia, o principal suspeito é um padre polonês, que administrou a paróquia neste período. Na denúncia do Ministério Público (MP), ele é acusado de apropriação indébita e supressão de documentos. O pároco retornou ao seu país de origem e será ouvido pelo MP na Europa.
"Esse dinheiro simplesmente sumiu. Não foi dado nenhum esclarecimento, nenhum tipo de satisfação ao conselho econômico que fiscaliza as contas da paróquia", disse o promotor João Francisco Dill.
 As suspeitas do envolvimento começaram devido ao comportamento atípico do padre. Durante o período em que administrou a igreja, o pároco visitou diversos países da Europa, foi para a Copa do Mundo da Alemanha, em 2010, esteve presente em vários Grandes Prêmios de Fórmula 1 e, além disso, se envolveu em um acidente com um carro que pertencia à paróquia e não quis dar explicações à comunidade, segundo o promotor.
"Ele era autoritário. Não aceitava dar explicações para ninguém. Mas a vida dele é o que menos interessa. O motivo da investigação é o sumiço do dinheiro. E se fez tudo isto com dinheiro da paróquia, vai ter que pagar", disse Dill.
O responsável pela Diocese de Erechim foi denunciado por falsidade ideológica. De acordo com o MP, o bispo enviou ofício para a polícia dizendo que não havia irregularidade nos registros contábeis da paróquia. "A nosso juízo a diocese tentou, de certa forma, maquiar a situação, uma vez que era do conhecimento a situação na paróquia de Áurea. E não foi dada nenhuma atenção. Pelo contrário", completou Dill.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

'Abracei o capeta', diz padre de 62 anos que lutou com ladrão no PR

Padre diz que não guarda rancor e está pronto para receber o criminoso.
Assaltante desistiu do crime quanto viu padre ferido, nesta terça (21).

O caso foi quase na hora do almoço, nesta terça-feira (21). Um criminoso invadiu uma casa paroquial, em Londrina, no Norte do Paraná, para assaltar. O padre de 62 anos resistiu e segurou o ladrão: “abracei o capeta”, diz. Porém, algum tempo depois, já sem força, o clérigo caiu no chão. E veio a surpresa.

O assaltante se arrependeu e, ao ver o padre sangrando, chamou o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) antes de fugir, pulando uma janela. Deixou para trás tudo que tinha separado para roubar. O padre diz que não guarda rancor e que está disposto não somente a abraçar, mas também a beijar o bandido. As missas devem voltar ao normal ainda nesta semana.


Do G1 PR

domingo, 15 de maio de 2011

Padre é acusado de curandeirismo e exercício ilegal da medicina em MT

Padre é acusado de curandeirismo e exercício ilegal da medicina em MT
O religioso se diz capaz de curar doenças como câncer através da ingestão de chás e até urina.


A acusação: famílias de doentes se dizendo iludidas, enganadas por uma falsa promessa de cura. “Ele falou assim: ‘Ou você para ou então eu não pego seu filho para curar. Eu garanto que eu curo, mas você tem que parar com a quimioterapia, porque a quimioterapia é que vai matar seu filho’”, diz uma senhora que não quer se identificar.
“Minha mãe foi a realidade do bem e a cura que ele fez. Já faz cinco anos que ela faleceu”, conta um homem.
O acusado: um padre que diz aplicar um método alternativo e revolucionário de saúde. “É maravilhoso demais para as pessoas que não gostam da entidade popular, da saúde, que o povo tenha saúde de verdade”, alega o padre Renato Barth.

Desde 2005, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) recebe reclamações contra o padre jesuíta Renato Barth.


“O que estava sendo informado é que havia um padre que estava oferecendo um tratamento substitutivo e curativo para a doença. Então, aqueles pacientes, com essa ideia de que poderiam se curar, abandonavam o tratamento tradicional e começavam a ter os efeitos desse abandono”, afirma Arlan de Azevedo Ferreira, vice-presidente do CRM-MT.

Sob a acusação de curandeirismo e exercício ilegal da medicina, o conselho apresentou uma queixa-crime e o caso foi parar na Justiça. O processo está em andamento. Algumas entidades vieram em defesa do padre.

“Nosso apoio aqui empenhado é justamente por considerar essa denúncia do CRM um absurdo”, defende Marli Keller, diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público - MT.

Pacientes se disseram curados por ele com o uso de chás e da própria urina. “Qualquer tipo de doença. Eu ia para a cadeira de rodas. Com ele foi que eu sarei da dor na sola dos pés. Parece que pisava em cima de pregos”, contou a dona de casa Aliete Viana.

O padre recebeu o Fantástico em uma casa na periferia de Cuiabá, a sede nacional do Bio Saúde, que ele diz ser um método que faz o corpo curar a si próprio. “O cérebro humano tem essa capacidade e produz, no corpo inteiro, no sangue, no corpo e nas células mais de mil ingredientes que necessita para ter saúde”, explica o padre Renato Barth.

Para o Padre Renato, chegará o dia em que o mundo não precisará de médicos. “Eles também terão que procurar outro emprego, quando não houver mais doentes. O doente é que mantém farmácia, mantém farmacêuticos, mantém os médicos, mantém hospitais e mantém universidades de medicina no Brasil”, acredita o padre Renato Barth.

O padre nega todas as acusações.

Repórter: O senhor propõe que a pessoa deixe de tomar a medicação alopática?
Padre Renato Barth: Não, eu não proponho. Porque isso é do doente com o seu médico ou na farmácia, né?
Repórter: E por que o senhor acha que o conselho denunciou o senhor?
Padre Renato Barth: Já falei.
Repórter: Dor de cotovelo?
Padre Renato Barth: É. Dá dor de cotovelo ver que há cura, sim, para tantas doenças.
Repórter: Dor de cotovelo de quem? Dos médicos?
Padre Renato Barth: Em geral da indústria farmacêutica.

O Bio Saúde se sustenta na ideia de que todas as doenças têm cura.

Repórter: O que significa dizer que não existem doenças incuráveis?
Padre Renato Barth: É porque o ser humano é capaz de se curar.
Repórter: Se aparecer uma pessoa com vírus HIV ela pode se curar?
Padre Renato Barth: Ela, em si, poderia.
Repórter: O senhor pode nos mostrar os seus métodos, como é que funciona o atendimento?
Padre Renato Barth: Eu acho que não. Não convém.
Repórter: Por que, padre?
Padre Renato Barth: Está na internet, você pode ler.
Repórter: O senhor não acha importante explicar o método?
Padre Renato Barth: Não acho. Nem precisa saber.
Repórter: Mas as pessoas estão fazendo uma coisa que não sabem o que é...
Padre Renato Barth: Por que a pessoa vai no médico e vai no laboratório, e tal? Não entende nada de laboratório! Por que precisa saber do nosso método?
Repórter: Para saber o que está sendo aplicado a ela.
Padre Renato Barth: Não precisa.

No site do Bio Saúde encontramos os métodos de tratamento que prometem a cura. A argila ajudaria a eliminar câncer e infecções. Os usos do chá e da urina do paciente dependeriam de um exame, o bioteste. Com uma câmera escondida, filmamos um exame no Bio Saúde de Curitiba. “O curso eu fiz com o Padre Renato, que implantou no Brasil”, diz uma funcionária.

Ele é feito por duas pessoas que entrelaçam os dedos na frente do paciente. Uma delas segura uma vareta metálica que teria o poder de identificar a parte do corpo que está doente. Quando isso acontece, os dedos dos atendentes afrouxam. Em minutos, sai o diagnóstico da produtora do Fantástico que se deixou examinar: “Você já está com célula pré-cancerosa”, afirmou durante o exame.

“É simples, porque se forma um campo magnético no dedo e dele depende tudo”, alega o padre Renato Barth.

“Está comprovado que não funciona, cientificamente, independentemente da opinião. Já foi testado e não funciona: a vareta metálica, a argola, o magneto, tudo” Quem constesta é o doutor Riad Younes, um dos maiores especialistas em câncer do Brasil, médico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo e professor da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Pedimos ao doutor Riad que comentasse as afirmações do padre sobre o Bio Saúde, como uso da urina para tratar doentes. “A criança nasce sem tóxicos e sem micróbios, em parte porque ela toma até meio litro de sua própria urina por dia no ventre materno. Cada um dos que dizem que é ruim já tomou”, afirma o padre Renato Barth.

“A gente elimina pela urina e pelas fezes o que não é bom para nós, o que é desnecessário para o nosso corpo. Se eu tomar de novo, eu não consigo imaginar que jeito isso pode fazer bem”, contesta o médico Riad Younes, que também comentou sobre o diagnóstico de doenças. “O mal de Parkinson é causado pela malária.

Em grande parte, uns 90%, mesmo em regiões frias”, diz o padre Renato Barth. “Mas imagine! Por exemplo, tem países que não têm malária. Zero malária! E Parkinson em grande quantidade. Como é que se explica isso?”, indaga o médico Riad Younes.

Padre Renato Barth: O parasita do diabetes come carne.
Repórter: Parasita do diabetes? Qual é o parasita do diabetes?
Padre Renato Barth: É o mesocestóide.
Repórter: É o que causa diabetes?
Padre Renato Barth: É.

“A gente não tem essa correlação com esse parasita ou com qualquer parasita, porque se tivesse essa relação, o tratamento do diabetes seria muito fácil. Bastaria esterilizar esse parasita e encerrava o assunto”, afirma o médico Riad Younes.

O ex-reitor da PUC do Rio de Janeiro, padre Jesus Hortal, doutor em direito canônico, também é jesuíta e foi professor de padre Renato. Ele acha que o ex-aluno pode estar cometendo um grande erro. “Ele pode ter toda a boa intenção possível, mas me parece que há riscos muito graves para a saúde das pessoas”, acredita.

O Fantástico localizou três famílias com parentes tratados pelo padre em Cuiabá. Todos tiveram o mesmo fim. A mãe de um homem tinha câncer no útero. Deixou o hospital depois de procurar o Bio Saúde.

“Ela confessou isso para mim. Ela falou que o padre Renato disse: ‘A senhora, para ser curada, para se livrar desse câncer de uma vez por todas, tem que fazer uma opção: ou aqui conosco ou na medicina. Na medicina a senhora não vai ter a cura. Então, é só conosco’. Então, ela optou, infelizmente. Ela fez a opção de escolher só por esse padre Renato”, conta o homem.

Quando a mãe morreu, ele foi ao Bio Saúde cobrar explicações do padre, mas nunca o encontrou lá. “É esse padre que se diz tão caridoso e tão bondoso, que some na hora que mais se precisa dele?”, questiona o homem.

O filho de dois anos de um casal de camponeses tinha câncer nos rins. O tratamento já estava combinado com a médica, mas antes eles foram ao Bio Saúde.

Casal: Lá ele [padre Renato] falou assim: ‘Eu garanto que curo o seu filho, só que você tem que ficar só com o meu tratamento’.
Repórter: Mas e a doutora?
Casal: Ele falou: ‘Não, você larga para lá e pronto! Ele falou que não precisa ir lá mais’. Ele falou: ‘É só você parar. Você não vai mais lá’.
Repórter: E vocês não avisaram aos médicos, então? E não foram mais ao hospital?
Casal: ‘Não, porque ele falou que ele tratava nosso filho em 60 dias. Ele falou que em 60 dias ele estava curado’.

O garoto parecia mesmo estar melhorando. “A gente ainda foi na doutora. A gente foi e a doutora falou: ‘Não, ele não está curado’. Ele falou: ‘Não, ele está curado, está curado! Pode ir embora tranquilo, não dá ouvido para a doutora’”, lembra a mãe.

Tudo o que eles gostariam agora era poder voltar atrás. “Eu faria tudo muito diferente, jamais eu teria tirado meu filho do hospital. Nunca, nunca. Nunca que eu ia tirar meu filho do hospital. Eu me sinto um lixo, eu me sinto péssima, eu não me sinto mãe. Eu me sinto o ser pior da face da Terra, porque eu fui na onda”, lamenta.

O garoto tinha 3 anos quando morreu, em junho de 1999, depois de uma desesperada tentativa dos médicos de recuperar o tempo perdido e conter o avanço da doença. Um esforço que se mostrou inútil, como comprovam os registros do hospital. Com a condição de não revelar o nome do menino, a família nos autorizou a ver o prontuário dele.

As anotações comprovam as etapas do arrependimento. A mãe relata os conselhos do padre, o abandono do tratamento e a morte do filho. Procuramos o padre novamente para ele falar sobre as acusações.

Atendente: Você não está gravando não, tá?
Repórter: A gente está gravando, mas nós estamos registrando nossa visita.
Padre Renato Barth: Vamos na casa da irmã, aqui no Bio não tem nada agora, não.

O padre passou direto e na o quis nos receber. O advogado dele o defendeu. “Em nenhum momento, para pessoa nenhuma, o padre ou qualquer pessoa que trata do Bio Saúde recomendou o abandono do tratamento convencional”, afirma o advogado Vilson Nery.

Não é o que diz a técnica em química Cristiane Fernandes. “Porque eles falavam assim: ‘Não pode fazer esse tratamento alternativo tomando remédio, fazendo quimioterapia, não. Senão não funciona o alternativo. Você não pode tomar nada químico, nenhuma medicação, nada”, disse.

“Mas eles sabiam que sua mãe tinha um tumor?”, perguntou o repórter. “Tinha. Levou documentação, exame, diagnóstico, tudo”, respondeu a técnica.

A mãe de Cristiane foi tratado em um núcleo do Bio Saúde em São Paulo, com aplicação de argila sobre um tumor de mama. “Tem que colocar folha disso, folha de couve para puxar, queijo tofu. A promessa que aquilo vai reconstituir. Você está vendo, você está morrendo. Parece que você não tem mais argumento com a pessoa. É como se fosse uma lavagem cerebral. Sabe aquelas pessoas que acreditam numa coisa, assim, que você não consegue explicar?”, contou Cristiane.

Quando mais a mãe piorava, mais difícil era falar com o pessoal do Bio Saúde. “Ela procurava para consulta e não conseguia. Ligava e não conseguia falar. Quando ela conseguiu falar a mulher falou para ela: ‘Olha, a gente achou que ia dar certo, mas não deu’. Aí foi a hora que ela desabou”, lembra.

A mãe morreu no primeiro dia de 2002. Foram quase dez anos de silêncio, mas falar sobre isso agora é, para Cristiane, como uma página que ainda faltava. “É uma missão cumprida. Sabe quando você se sente bem em falar: ‘Mãe, eu fiz por você’. Eu acho que é isso”, comenta.

Site: Fantástico

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Padre é suspeito de furto e de provocar acidente em SP

Padre que bateu carro no interior de SP segue internado em estado grave
Acidente aconteceu neste domingo (17), em Ubarana, a 468 km de SP.
Segundo testemunhas, ele apresentava sinais de embriaguez.



O padre que se envolveu em um acidente de carro neste domingo (17) em Ubarana, a 468 km de São Paulo, seguia internado em estado grave na tarde desta segunda-feira (18). O carro que ele dirigia bateu de frente em um caminhão e ficou destruído.

O religioso ia comemorar um ano como pároco em uma igreja de São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo, mas a festa não foi realizada porque ele não apareceu.

Segundo testemunhas, o padre apresentava sinais de embriaguez. Antes do acidente, ele passou por um posto de combustíveis e, segundo os funcionários, furtou cerca de R$ 20 em mercadorias e depois fugiu.

Esta não é a primeira vez que o padre se envolve em acidentes. Em 2006, ele foi condenado por dirigir embriagado, desacato e corrupção. Três anos depois, ele atropelou dois motociclistas e fugiu sem prestar socorro.

O religioso atua nas cidades de Planalto e Zacarias. A Diocese de São José do Rio Preto informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que sempre apoiou o padre na sua reinserção e que nunca interveio nas investigações policiais. A assessoria afirmou ainda que ele foi e continua sendo atuante nas comunidades em que exerceu seu ministério.
Do G1 SP

quarta-feira, 16 de março de 2011

Padre que já foi condenado por embriaguez ao volante é denunciado por crime de injúria racial

SÃO PAULO - O Ministério Público de São José do Rio Preto, cidade a 451 quilômetros de São Paulo, denunciou nesta terça-feira o padre Aparecido Donizeti Bianchi, 51, por injúria racial. O caso aconteceu abril do ano passado, quando uma técnica em enfermagem disse que foi agredida física e verbalmente pelo sacerdote. Se condenado, ex-pároco da Catedral pode pegar de um a três anos de prisão.

Padre Aparecido Donizeti Bianchi
O promotor de Justiça Sérgio Clementino assinou a denúncia. A técnica em enfermagem Rubenice Alves da Silva, 24 anos, que é negra, foi insultada e agredida fisicamente quando ela acompanhava uma idosa que levava o religioso de carro, do centro da cidade até o bairro Cidade Jardim.

O crime é previsto no parágrafo terceiro do artigo 140 do Código Penal, que trata da injúria, consiste na utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião, origem ou à condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. A técnica em enfermagem registrou boletim de ocorrência. O padre negou as acusações.

Esta não é a primeira vez que o padre se envolve com a Justiça. Ele já foi condenado por embriaguez ao volante e indiciado em três inquéritos por cometer infrações de trânsito, como dirigir embriagado, atropelar dois motociclistas e fugir sem prestar socorro. O padre também foi flagrado dirigindo em ziguezague numa rodovia de José Bonifácio, em São Paulo. Ele estava sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que havia sido apreendida no atropelamento dos motociclistas. O padre disse que havia rezado três missas e tomado um cálice de vinho em cada uma delas.

Em 2006, o padre também foi flagrado dirigindo na contramão do calçadão de São José do Rio Preto e foi parado por policiais militares. Segundo os policiais, ele estava visivelmente alcoolizado. Na abordagem, ele dançou a música do "É o Tchan" e fez gestos obscenos para os PMs. O pároco foi levado para a delegacia, indiciado e condenado pela Justiça a dois anos de prisão. Mas a pena foi transformada em multa.

O padre perdeu o cargo de pároco da Catedral São José, a matriz de São José do Rio Preto, e foi transferido para a cidade vizinha de Planalto.

TV Tem, O Globo

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Rapaz confessa assassinato de padre capixaba Romeu Drago

Mardem Santos Matarazzo, 22, alegou ter sido assediado pelo sacerdote capixaba Romeu Drago, 56


Um rapaz de 22 anos foi preso e confessou ter assassinado o padre capixaba Romeu Drago, 56 anos, em Minas Gerais. Mardem Santos Matarazzo disse à polícia que fazia serviços de office-boy para o sacerdote, a quem conhecia havia anos, e que cometeu o crime porque o religioso o teria assediado sexualmente. A família de Drago não acredita nessa versão.

Mardem  foi preso ontem na cidade de
Montes Claros, onde crime foi praticado
foto: Luiz Ribeiro/EM/D. A
A prisão foi feita ontem, em Montes Claros, cidade onde o padre atuava havia anos e foi rendido, no último sábado, dia 19. Mardem disse que foi até a casa do padre Romeu para cobrar uma dívida de R$ 350,00 que o religioso tinha com ele, por serviços prestados.

O acusado afirmou que, uma vez na residência, teria sofrido assédio por parte da vítima. Ele não gostou da situação e atingiu o religioso na cabeça com uma bola de vidro - objeto de decoração. Segundo Mardem, o sacerdote bateu a cabeça na cama e no chão, caindo já sem vida.

O rapaz disse à polícia que tentou socorrer Drago, mas ele não respirava mais. O acusado arrastou o corpo até o carro que a vítima utilizava - um Voyage ano 2010 - colocou-o no porta-malas e, em seguida, jogou-o na estrada. Lá, colocou roupas em cima do corpo e o queimou. O veículo foi encontrado na noite de quinta-feira, na periferia de Montes Claros. O delegado da cidade, Giovani Siervi Andrade, afirmou que a versão do acusado tem fundamento, mas serão checadas outras informações.

Segundo Andrade, a hipótese de crime de mando, apontada pela família do religioso, nunca foi investigada pela polícia. Ele revelou ainda que o latrocínio - roubo com morte - não está descartado. "Já foram ouvidas mais de 20 testemunhas, e outras pessoas devem ser ouvidas. A investigação ainda não está encerrada", frisou.

Ainda de acordo com a assessoria, o rapaz - que tem problemas de audição, ouve e fala com dificuldade - disse estar arrependido do crime. Ele está preso na delegacia da cidade. (Com informações de Viviane Carneiro e agências)

Família não acredita na versão do detido

Sobrinho e afilhado do padre Romeu Drago, Wellington Feroni disse que a família não acredita na versão apresentada pelo acusado Mardem Matarazzo. "Esse homem está mentindo, usando o argumento que é mais fácil. A versão dele não convenceu a família. Tem algo a mais nesse caso. Acho que isso é para mudar o foco do que aconteceu realmente", ressaltou.

Desde que o corpo do religioso foi encontrado, familiares afirmaram que o padre já teria dito que estava ameaçado de morte por defender pequenos produtores rurais em Montes Claros.

Segundo o sobrinho, a polícia mineira disse que o acusado não roubou nada. "Então, chegamos a conclusão que ele foi lá para matar mesmo. Falar que sofria assédio de alguém que não pode se defender é muito confortável. Mas não dá pra entender por que praticou um crime tão bruto. Para que queimar o corpo?", frisou.

O presidente do Tribunal Eclesiástico de Montes Claros, padre Joaquim Ferreira, informou que nunca foi registrada uma denúncia por assédio sexual contra o religioso.

Crime.
O padre Romeu Drago, 56 anos, foi visto com vida pela última vez no dia 19. Atendeu a um chamado no portão de casa, no bairro Monte Carmelo, em Montes Claros (MG). Meia hora depois, o carro usado por ele - um Voyage ano 2010 - deixou o local

Desaparecimento.
Vizinhos ficaram preocupados por não ver o sacerdote, e um deles - que tinha a chave da casa porque alimentava os cães no local - entrou e viu manchas de sangue. A polícia foi acionada

Corpo.
O corpo foi localizado, carbonizado, às margens da rodovia MG 122, na terça-feira, a cerca de 30km de Montes Claros

Despedida.
O velório e o sepultamento foram realizados em Marilândia, terra natal do religioso,
na última quinta-feira


A Gazeta

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Noites traiçoeiras. Padre Marcelo Rossi e Belo



Noites Traiçoeiras
Padre Marcelo Rossi
Composição: Carlos Papae


Deus está aqui neste momento.
Sua presença é real em meu viver.
Entregue sua vida e seus problemas.
Fale com Deus, Ele vai ajudar você.
Deus te trouxe aqui
Para aliviar o teu sofrimento.
É Ele o autor da Fé
Do princípio ao fim,
De todos os seus tormentos.
(refrão)
E ainda se vier noites traiçoeiras,
Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo.
O mundo pode até fazer você chorar,
Mas Deus te quer sorrindo. (bis)
Seja qual for o seu problema
Fale com Deus. Ele vai ajudar você.
Após a dor vem a alegria,
Pois Deus é amor e não te deixará sofrer.
Deus te trouxe aqui
Para aliviar o seu sofrimento.
É Ele o autor da Fé
Do princípio ao fim,
De todos os seus tormentos.
(refrão)
E ainda se vier noites traiçoeiras,
Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo.
O mundo pode até fazer você chorar,
Mas Deus te quer sorrindo.

Padre Marcelo Rossi: 'Belo já pagou o necessário' - (Notícia de 9 abril 2008)

Rio - Maior vendedor de discos do Brasil ano passado (com o CD ‘Minha Bênção’, lançado em 2006), padre Marcelo Rossi vai celebrar domingo, em São Paulo, uma década de carreira (ele prefere o termo “evangelização”), com o show-missa ‘Paz Sim, Violência Não’, repleto de participações especiais.

Da lista de convidados, que vai de Alcione a Ivete Sangalo, o nome que mais chama a atenção é o do cantor romântico Belo, que cumpre pena em regime semi-aberto por associação com o tráfico de drogas.

Com o músico, Marcelo Rossi cantará a música ‘Noites Traiçoeiras’, que traz versos como ‘Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo/ O mundo pode até/ Fazer você chorar/ Mas Deus te quer sorrindo’. “Escolhi esta música para cantar com o Belo porque ela fala de redenção, de uma segunda chance que todas as pessoas merecem ter”, explicou o padre.

Belo, atualmente, é obrigado a dormir todos os dias na penitenciária. A produção do evento negocia com a Promotoria do Rio de Janeiro a liberação do cantor para a apresentação de domingo, que deve reunir até três milhões de pessoas no Autódromo de Interlagos.

“Vai dar tudo certo”, diz o padre, para quem o cantor é um exemplo de mudança. “Algumas pessoas me questionaram sobre o convite ao artista, mas eu disse: ‘Ei, sou padre. Eu acredito nas pessoas’. Belo pagou o que era necessário e queremos mostrar que nada é impossível para ninguém. Esta é a nossa pretensão”, conta Marcelo Rossi.

Para o show-missa deste domingo, que dará origem a um DVD, está sendo construído palco com 400 m². O som e iluminação terão potência de espetáculos internacionais e o cenário simulará uma catedral gótica. Cada pessoa que comparecer ao evento receberá uma flor vermelha. “Ela representa o sangue de Cristo e dos inocentes que morreram injustamente. E serão abençoadas para proteger as casas das pessoas contra as forças do mal”, diz Marcelo Rossi, convocando os cariocas à missa. “Façam caravanas.” ( O Dia)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Homem é preso por espancar padre que o abusou sexualmente há 35 anos

William Lynch foi preso sexta-feira depois de se
 entregar à polícia. Lynch acusado de atacar
e espancar  um padre que, segundo ele
o abusou sexualmente há 35 anos.
Um homem que teria sido molestada por um padre há mais de 30 anos foi detido sexta-feira sob a acusação de que ele tomou vingança selvagem contra o padre jesuíta agora idosos ao teria ido até o asilo onde vive e trabalhava o reverendo Jerold Lindner, de 65 anos, e batido nele violentamente no saguão de uma casa da repouso na frente de diversas testemunhas .

William Lynch, 43, disse que tinha sonhado por décadas em se vingar do Rev. Jerold Lindner, 65 anos, que supostamente molestou ele e também seu irmão em 1975.

A arraigada raiva de Lynch eclodiu em 10 de maio, quando ele visitou o cléricoLindner na reforma da casa Sagrado Coração de padres jesuítas em Los Gatos, Califórnia, onde tinha vivido desde 2001.

Lynch encontrou o padre em uma pequena sala perto do átrio da casa e perguntou ao velho padre se ele o reconhecia, segundo a polícia.

Quando Lindner disse que não, Lynch começou a esmurrar-lhe no rosto e no corpo na frente de testemunhas horrorizadas.

"Estão dizendo que estava bem perto de matá-lo". O advogado de defesa Pat Harris disse à Associated Press. "Eles estão dizendo basicamente que ele esperou todos estes anos e depois tirou sua vingança. É mais ou menos a história da vingança definitiva."

Lindner foi tratado em um hospital local para contusões e lacerações.

Lynch se entregou à polícia de Santa Clara sexta-feira e foi fichado por suspeita de agressão com arma mortal. Ele pagou fiança de US $ 25.000.

O advogado Harris disse que Lynch não vai se declarar culpado em uma acusação formal em novembro.

Segundo a polícia, eles foram capazes de empate Lynch para o ataque usando registros de ligações telefônicas.

Meia hora antes do ataque, um interlocutor que se identificou como "Eric" chamado a casa e disse que alguém estaria visitando Lindner relatando uma morte na família do padre, o AP relatado.
William Lynch e seu irmão dizem ter sido estuprados pelo reverendo Lindner durante um acampamento de fim de semana nas Montanhas de Santa Cruz, ao sul da cidade californiana de San Francisco, em 1975.
Depois, os meninos teriam sido forçados a fazer sexo oral um no outro, enquanto o clérigo assistia.
Em 1998, Lynch e seu irmão mais novo receberam 625.000 dólares (cerca de 1 milhão de reais) em um acordo com os jesuítas da Província da Califórnia, depois de acusar Lindner de abusar sexualmente deles em 1975, durante um acampamento promovido pela igreja nas montanhas de Santa Cruz.

Os rapazes, que tinham de 5 e 7, foram estupradas no bosque e forçadas a fazer sexo oral com os outros, enquanto Lindner observava , disse Harris.

Lindner negou que abusou dos meninos e não foi indiciado criminalmente.

Ele foi acusado de abuso por quase uma dúzia de pessoas, incluindo sua irmã e sobrinhos e sobrinhas, e foi julgado em dois processos por abuso entre 1973 e 1985, de acordo com a Arquidiocese de Los Angeles, mas não chegou a ser condenado.

Lindner foi removido do ministério, e vive na casa de Los Gatos, desde 2001 onde passou a cuidar de clérigos inválidos e aposentados no asilo

Rev. John McGarry, o provincial na casa, disse à AP que Lindner tinha recuperado do ataque e retomou cuidar de 75 sacerdotes doentes na casa.

Ele não tem permissão para deixar as instalações sem vigilância, McGarry, disse.

Em 2002 em uma entrevista ao Los Angeles Times, Lynch disse que ele teve pesadelos durante anos, lutou contra a depressão e o alcoolismo e tentou o suicídio duas vezes por causa do abuso do padre.

"Muitas vezes eu pensei em dirigir para Los Angeles e enfrentar o padreJerry (Jerold Lindner)," Lynch disse ao Times. "Eu queria exorcizar todo o ódio e raiva e amargura que ele colocou em mim ... Ele roubou minha inocência e destruiu minha vida."

FAMÍLIA DISTANTE
A maior parte da família do clérigo teria cortado relações com ele anos atrás após descobrir que ele teria molestado suas sobrinhas e seus sobrinhos a partir dos três anos de idade.

Kathy McEntire, irmã de Lindner, disse à agência de notícias Associated Press que ele a molestou desde quando ela tinha cinco anos de idade e que, mais tarde, ela descobriu que ele também havia abusado de seu filho por anos.

Larry Lindner, outro irmão do religioso, disse à Associated Press ter visto seu irmão molestando sua filha de 8 anos, mais de 20 anos atrás.

"O último contato que tive com ele pessoalmente foi no dia em que o peguei com minha filha e eu disse que era melhor ele entrar no carro e ir embora", disse Larry Lindner, um policial aposentado.

Com informações do  Dayly News e BBC

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Jovem flagrado dentro de carro com padre depõe em Colatina

Começou nesta segunda-feira (4), a fase de interrogatório do caso que envolve o padre Adriano Marcos Luchi, da Diocese de Colatina, preso no dia 16 de junho na Zona Rural do município ao ser flagrado em companhia de um adolescente de 16 anos, que na ocasião alegou ter recebido dinheiro para manter relação sexual com o sacerdote.

Contrariando o programado, Luchi não chegou a prestar esclarecimentos ao juiz titular da 3ª Vara Criminal da cidade. O cartório da comarca alegou falta de tempo para que o depoimento acontecesse. Uma nova audiência, no entanto, já foi marcada e o padre deve ser ouvido no próximo dia 10 de novembro, uma quarta-feira.

Os trabalhos referentes ao caso começaram às 14h desta segunda-feira e seguiram até por volta das 18h30. Nesse período de tempo, prestaram depoimento os dois policiais militares que efetuaram a prisão do religioso, além do próprio menor de idade, que chegou à Vara acompanhado da mãe.

O conteúdo do depoimento não foi divulgado pela Justiça já que o caso tramita em segredo de Estado. De acordo com o cartório local, no entanto, o adolescente sustentou a versão que havia dado na noite em que foi levado ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Colatina, sendo ouvido pela titular da Delegacia de Infrações Penais Outras (Dipo).

Os depoimentos das testemunhas de acusação foram acompanhados por Adriano Luchi que compareceu à audiência acompanhado do advogado. A comarca esclarece que após a fase de interrogatórios, o caso entra na fase de alegações, em que a promotoria apresenta as respectivas conclusões, podendo pedir a condenação do padre.

Relembre o caso

Na noite do dia 16 de junho, um padre da Diocese de Colatina, no interior do Espírito Santo, foi preso ao ser flagrado por policiais militares em companhia de um adolescente de 16 anos no interior de um carro. O sacerdote tentou se explicar, mas foi levado ao DPJ do município para prestar esclarecimentos às autoridades. Ele teria oferecido dinheiro ao garoto em troca de sexo.

A titular da Delegacia de Infrações Penais Outras (Dipo) Karina Sanz, explicou que a ocorrência foi registrada ainda por volta das 21h30. Policiais que faziam rondas de rotina pelo bairro Córrego do Almoço, na Zona Rural do município, avistaram um Pólo estacionado em uma estrada de chão e suspeitaram da situação.

A equipe resolveu fazer a abordagem e se deparou com duas pessoas no carro: uma delas o menor de idade, e a outra o motorista. Durante um interrogatório preliminar, o jovem esclareceu aos militares que estava no Centro da cidade quando o condutor ofereceu carona e o levou para o local onde o flagrante aconteceu.

No inquérito confeccionado pela delegada Karina Sanz, o adolescente ainda narra que o condutor do carro chegou a oferecer R$30,00 para que fizessem sexo oral.

Durante a abordagem, o motorista do Pólo se identificou como padre e deu uma versão completamente diferente para explicar o que fazia com o garoto dentro do automóvel parado em um local ermo.

Ele afirmou que passava pelo Centro de Colatina quando avistou o jovem pedindo carona para voltar para casa, já que não tinha dinheiro. Sensibilizado, resolveu levar o adolescente até a residência.

A delegada do caso esclareceu, no entanto, que houve contradições no depoimento do sacerdote. "Se fiz o flagrante, entendi que o relato do adolescente estava coerente. Prefiro não emitir juízo sobre a conduta do padre, mas por exemplo, o que ele estava fazendo ali naquele lugar parado e tão distante da casa do adolescente"?

O padre foi autuado por induzir à exploração sexual de menor de idade. Ele passou a noite preso no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Colatina e foi liberado na manhã desta quinta-feira (17) mediante alvará de soltura.

Sanz salientou que ambos afirmaram não se conhecer e que o adolescente teria negado receber o dinheiro e praticar o ato sexual com o acusado. O jovem tem passagens pela polícia por envolvimento em delitos diversos.

Fonte: Folha Vitória