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sábado, 11 de junho de 2011

Duas estudantes morrem após serem atropeladas em frente a Ufes

Motorista foi indiciado por homicídio culposo, pagou fiança e foi liberado

Lynda Sued e Neliane Pereira, estudantes
 mortas em acidente em frente a UFES
Um grave acidente em frente a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) vitimou duas estudantes de Educação Física. Neiliane Pereira, de 22 anos, e Linda Sued da Silva Barbosa, de 24, foram atropeladas ao sair de uma festa que acontecia na instituição por volta das quatro horas da manhã.

Duas amigas morreram em um grave acidente em frente à Univesidade Federal do Espírito Santo (Ufes) na madrugada deste sábado (11). A estudante de Educação Física, Neliane Pereira, de 22 anos, e a recém formada em arquivologia, Lynda Sued da Silva Barbosa, de 24 anos, foram atropeladas e mortas após saírem de uma festa que acontecia na instituição, por volta das quatro horas da manhã.

Elas atravessavam a avenida para pegar um táxi, do outro lado da via, quando foram atingidas por um Focus Prata, conduzido pelo auxiliar administrativo Aguimar Vianna de Souza, 49 anos, que se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Segundo testemunhas, as moças estavam na faixa de pedestre, com o sinal aberto para elas. Mas o motorista alegou, em depoimento, que o sinal estava aberto para ele. Aguimar afirma que dirigia a 80 Km/h.

Pessoas que presenciaram o acidente disseram que os corpos de Lynda e Neliane ficaram irreconhecíveis, com diversas fraturas. Aguimar diz que ficou muito abalado com o acidente e que chegou a urinar nas calças quando viu que as meninas estavam mortas. O motorista afirma que não viu Lynda e Neliane atravessarem a pista. Alegando estar nervoso, ele preferiu não fazer o exame do bafômetro.

O motorista foi levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória. O delegado de plantão, Márcio Lucas, o autuou por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar. Ele pagou uma fiança de R$ 2 mil e foi liberado por volta das 8h30 deste sábado. Ao sair da delegacia, Aguimar cobriu o rosto com a própria camisa e não quis dar declarações.

Na manhã deste sábado, muitas manchas de sangue no local do acidente ainda podiam ser vistas na pista da Avenida Fernando Ferrari, em Goiabeiras. Cacos de vidro e até um par de chinelos - possivelmente de uma das vítimas - estavam no meio da via. Lynda e Neliane ficaram caídas a cerca de 40 metros da faixa de pedestres e do semáforo. O velório de Lynda está acontecendo no Centro Comunitário de Feu Rosa, na Serra. Já o de Neliane acontece no Cemitério de Santo Antônio, em Vitória.

Auto de infração aponta sinais de embriaguez, revela delegado

O delegado Fabiano Contarato, da Delegacia de Delitos de Trânsito, afirmou que a partir desta segunda-feira (13) vai começar a investigar o atropelamento das duas meninas. O delegado revelou a reportagem da Rádio CBN que o auto de infração confeccionado pelo Batalhão de Trânsito da Polícia Militar aponta que o motorista apresentava sinais de embriaguez. Diante deste fato Contarato adiantou que o indiciamento do condutor poderá mudar de culposo para doloso, ou seja, quando o motorista assume o risco de dirigir após ingerir bebida alcoólica.

Pelas redes sociais, jovens que também participavam da festa na Universidade Federal contaram que já se tornou rotina os atropelamentos em frente a Ufes, devido a alta velocidade com que os motoristas trafegam.

O padrasto de Lynda, Adílson Januário, que é cabo do Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar, contou que estava de plantão na hora do acidente quando foi avisado por um ex-namorado da enteada sobre o ocorrido. Imediatamente ele foi para o local acompanhar o trabalho da perícia. Segundo Januário, pelo estado do carro e de como ficou o corpo de Lynda, ao que tudo indica o motorista estava em alta velocidade. Ele afirma ainda que o motorista apresentava sinais de embriaguez.

Januário disse ainda que Lynda e a amiga Neliane tinham alugado um apartamento para dividirem, em Jardim da Penha, Vitória, há poucos dias, pois ficava mais próximo para Neliane ir para Ufes e Lynda para o trabalho. O militar conta que toda família vivia um momento de muita alegria por Lynda ter passado em um concurso público recente.

"O momento agora é de dor, tristeza e muita revolta. A vida da minha filha, uma pessoa maravilhosa, inteligente, custa R$ 1 mil. Já que esse motorista matou duas jovens e pagou fiança de R$ 2 mil para ser solto, quer dizer que a vida de cada uma delas custou R$ 1 mil. Agora nós estamos aqui de luto e ele solto, em casa", desabafou o padrasto.

Perfil das vítimas

Nome: Neliane Pereira
Idade: 22 anos
Estudante do último período do curso de Educação Física da Ufes


Nome: Lynda Sued da Silva Barbosa
Idade: 24 anos
Formação: Recém-graduada em Arquivologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
Amizade: Era muito amiga de Neliane. As duas tinham alugado, recentemente, um apartamento em Jardim da Penha. Tinha passado em um concurso público.

Amigos deixam mensagens nos perfis das duas jovens no Facebook

Para Neliane:

"Muito difícil olhar suas fotos e lembrar do ocorrido! tão linda, simpática, inteligente...Um coração enooooorme! Dói pensar que ela se foi tão novinha... Muita saudade!"

"Que Deus dê muitas forças a esta família que perde, de maneira tão precoce, essa menina querida que foi Neliane! Sei que Ele tem planos para você. Senão, não tinha te levado para perto Dele! LUTO"

Para Lynda:

"Não consigo acreditar, meu Deus... Parece que é mentira. Me ajuda!!! Amiga.... Quanta falta você vai fazer... O seu sorriso, a sua alegria!!! Sei que ela está com o Senhor, mas dói muito..."

A Gazeta

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Professor da Ufes vira a mesa e joga computador em alunos

meramente ilustrativo
Em meio a uma discussão técnica sobre a elaboração de um texto para publicação no jornal No Entanto, do curso de Comunicação da Ufes, alunos do terceiro período foram surpreendidos com uma reação do professor Victor Gentilli, que, segundo eles, arremessou um notebook em direção a turma, e depois quebrou uma mesa do Laboratório de Jornalismo Impresso, do Centro de Artes.

A aluna Victória Varejão Gomes, 19, disse que o notebook atingiu uma de suas pernas, mas que ela não ficou com sequelas. Outra aluna, Marília Nascimento, 20, admitiu que chorou, e que precisou tomar água com açúcar para se acalmar. "Ele saiu da sala depois de jogar o computador no chão e quebrar a mesa, mas voltou em seguida, e ficou sentado, parado, olhando para a turma. Tive medo e saí da sala correndo. Temi pelo que o professor poderia fazer depois de tudo aquilo".

Tudo aconteceu ontem, por volta das 11 horas, durante a realização da aula ministrada por Gentilli, no campus de Goiabeiras, Vitória. Um grupo de alunos procurou a Ouvidoria da universidade e pediu providências.

Segundo esses alunos, e a reação do professor foi originada de uma discussão sobre um texto relacionado à morte de um estudante da universidade, ocorrida neste mês. O rapaz desapareceu durante dias, até seu corpo ser encontrado, em Vila Velha.

Os alunos defendiam que o texto abordasse a mobilização de vários estudantes, na tentativa de localizar o colega, e o afeto dos amigos pelo rapaz. Mas, segundo eles, o professor insistia para que fosse informado que o rapaz cometeu suicídio.

A exceção de um aluno, o restante da turma teria discordado, sob a alegação de que as fontes da matéria não teriam autorizado a divulgação do suicídio, e que o enfoque da reportagem não era esse.

A discussão se alongou por mais de uma hora, e um aluno cobrou de Gentilli o fato de ele ter "sumido" durante três semanas, e por isso causar atraso no cronograma de elaboração de matérias para o jornal. Em seguida, o professor jogou longe o computador e virou, literalmente, a mesa, cujo tampo se soltou.

Segundo alunos, Gentilli faltou a muitas aulas, às vezes comunicando a ausência um dia antes. Uma dessas ausências teria sido causada por uma viagem que ele fez a Bogotá, e sobre a qual avisou aos alunos por e-mail.

Notícia espalhada pelo Twitter
Os alunos não apresentaram, até o início da noite de ontem, um documento protocolado oficial relatando a atitude do professor Victor Gentilli. Somente diante deste documento, será realizada uma reunião no Departamento de Comunicação Social da universidade para a definição de uma Comissão Administrativa para apurar os fatos.

O chefe do departamento afirma ainda que Gentilli deverá apresentar um atestado médico para que seja definido o seu retorno às salas de aula. Mas frisou que o professor não ministrará mais aulas para a turma envolvida no episódio.

A notícia sobre a reação agressiva do professor Victor Gentilli se espalhou rapidamente, ontem, por meio do Twitter como sendo um "barraco na Ufes". E a divulgação, no site de relacionamento da internet, foi feita não só por alunos, mas também por outro professor e colega de Gentilli no departamento de Comunicação da Ufes e vice-diretor do Centro de Artes, Fábio Malini.

Ele alega que retuitou o que alunos já haviam divulgado, depois de ouvir a confirmação do fato por meio do professor Erly Vieira, embora não tenha ouvido Gentilli. "O fato de se retuitar não significa que se deve fazer um processo de perseguição ao professor. Mas evita que as coisas sejam abafadas", argumentou Malini.

O professor afirma que colocou a informação preocupado com a aluna que foi atingida. Mas o tom é de ironia nas mensagens. "O que eu falei no Twitter eu falo abertamente em qualquer lugar", ressalta.

"Nunca tive essa explosão de raiva"
O professor Victor Gentilli alega que teve um momento de grande irritação e que, por isso, jogou o notebook e a mesa no chão. Ele conta que pode ter sido influenciado pelo efeito da medicação que toma para um problema de saúde. O professor ressalta que um médico foi procurado e que, hoje, ele deve ser consultado.

Gentilli ressaltou também que não teve a intenção de atingir a menina com o notebook e que a discussão não tinha relação com nenhum aluno ou com a disciplina. "Eu joguei o notebook em direção ao chão. Não foi para atingir ninguém. Eu nunca tive esse tipo de reação, essa explosão de raiva. Mas eu não sei dizer o que causou isso", relata.

O professor disse que vai pedir desculpa aos alunos e que já entrou em contato com a Ouvidoria da universidade. "Eu errei e peço desculpas. Foi uma falha grave e assumo toda a responsabilidade", afirma Gentili, que disse que retorna às aulas com o parecer do médico. Sobre as faltas relatadas pelos alunos, ele afirmou que faltou uma vez para a viagem para Bogotá e outras por motivos de saúde. Os alunos foram avisados, segundo ele, e todas as aulas são repostas.

"Tive medo e saí da sala correndo. Temi pelo que o professor poderia fazer depois de tudo aquilo" 
Marília Nascimento, aluna de comunicação


"Antigamente o professor jogava bolinha de papel para chamar a atenção de aluno. Hoje, laptop. #professor2.0 #barraconaufes" 
Fábio Mallini, Prof. de Comunicação da Ufes e vice-diretor do Centro de Artes em frase no Twitter




A GAZETA

Claudia Feliz e Melina Mantovani

domingo, 18 de abril de 2010

Alunos da Ufes protestam com 'churrasco na laje'

foto: Melina Mantovani
Churrasco Ed. Fisica
O "churrasco na laje" foi organizado para chamar a atenção para as obras
do prédio, de responsabilidade da Prefeitura de Vitória, paradas há
mais de seis meses
Os estudantes de Educação Física da Universidade Federal do Espírito Santo transformaram o prédio abandonado do curso em uma verdadeira área de lazer, com direito a muito churrasco e pagode, nesta sexta-feira (16). O "churrasco na laje" foi organizado para chamar a atenção para as obras do prédio, de responsabilidade da Prefeitura de Vitória, paradas há mais de seis meses. O prédio deveria estar pronto desde o início do ano letivo de 2009, mas até hoje ele não passa de alguns muros de concreto, sem nenhuma sala construída.

A aluna do 7º período de Educação Física, Noranda Silva Fonseca, 20, afirma que essa foi uma maneira de chamar a atenção do município e pedir uma data de conclusão das obras, já que a prefeitura não sinalizou nenhum prazo possível para os alunos. "O churrasco é para a inauguração de um prédio que de novo, só a laje mesmo. A gente sabe que o processo de construção é lento, mas não era para ser tão lento assim, porque a gente precisa das salas prontas", fala.






Participaram do churrasco, alunos, professores e até o diretor do Centro de Educação Física e Desportos, Valter Bracht. "A não conclusão da obra traz uma série de transtornos para a vida do Centro, uma vez que nós contávamos com ela para alocar os alunos que vieram com a expansão do Centro, com o curso de formação de bacharéis", conta.

foto: Meilna Mantovani
Churrasco Ed. Física
O prédio ainda está na fase de concretagem
Os estudantes afirmam que caso a administração municipal não dê uma data para a entrega do prédio, novas manifestações serão realizadas em frente à sede da prefeitura ou na Avenida Fernando Ferrari. "Estamos pensando em fechar os dois sentidos da avenida, em protesto", diz Noranda.

A placa indica que a obra pertence à Prefeitura de Vitória e que custa mais de R$ 1 milhão. Também indica que o prazo de conclusão seria de 365 dias, mas não há informação sobre a data de início da obra. O local está cheio de mato, entulho e água parada, com focos de mosquito.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Obras de Vitória informou mais uma vez que algumas obras da prefeitura tiveram o ritmo reduzido em função da crise financeira e que estão sendo retomadas aos poucos. Ainda não há previsão de quando as obras serão retomadas, nem concluídas. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que os agentes da dengue fazem ações de combate a focos de mosquito toda a semana no local e nenhum foco foi encontrado na obra. Já a Secretaria de Serviços afirma que enviará uma equipe para fazer a limpeza do local ainda na tarde desta sexta-feira (16).

Fonte: Gazeta Online