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domingo, 20 de outubro de 2013

Parede de neve gigantesca no Tateyama Kurobe Alpine Route, Japão

 O Tateyama Kurobe Alpine Route é um caminho único e espetacular através dos Alpes do Norte do Japão, pode atravessado por vários meios de transporte, incluindo os ônibus, trólebus e um teleféricos. O percurso é particularmente famoso pelos altos muros de neve em algumas de suas estradas na Primavera.


O Tateyama Kurobe Alpine Route foi concluída em 1971, e conecta Toyama City com a Cidade Omachi em Nagano. A via foi cuidadosamente construída de modo que o meio ambiente fosse danificado. Consequentemente, três linhas vão inteiramente sob túneis, entre elas, duas são linhas de trólebus.

A rota passa por Tateyama nas montanhas Hida com um monte de lugares cênicos, incluindo Kurobe barragem. O trecho entre Kurobe Dam e Ōgisawa foi feito originalmente para a construção da barragem, enquanto que o trecho entre Tateyama e Kurobeko foi com objetivo turístico desde o início. Atualmente, a rota é puramente um passeio um, utilizado por turistas. A principal atração que atrai a multidão para esta rota é a magnífica paisagem da Serra Tateyama, parte do Sangaku Parque Nacional de Chubu pois 20 metros de altura corredor neve é ​​um dos destaques durante a primavera, quando as flores alpinas e cores do outono atraem os caminhantes durante o verão e o outono.

Ao longo do percurso, algumas estações de hotéis ao redor são usados ​​como bases para a escalada de montanha ou trekking.


Outras rotas inesquecíveis são o do teleférico que atinge uma altura de 500 metros e o trem, cuja estrada de ferro foi construída sobre o desfiladeiro de Kurobe, o maior do Japão, com 2 mil metros de profundidade e 80 quilômetros de extensão. Com trilhos suspensos no ar, em alguns momentos tem-se a impressão de estar flutuando entre as cordilheiras de Tateyama e Ushiro Tateyama. O destino dessas rotas é o topo do Monte Tateyama, que proporciona uma das visões mais belas do Japão: toda a Rota Alpina e as montanhas da região.

Toyama também proporciona outras experiências turísticas memoráveis como os banhos de onsens, passeios culturais pelo castelo de Toyama, a represa de Kurobe e uma inusitada casinha rústica, conhecida como Gassho Zukuri.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mulher atravessou um fantasma no Japão. Veja, é de arrepiar

No Japão, uma mulher andando pela calçada caminha através de um homem. 

Parece que ela não vê o homem e ela caminha para a direita através do fantasma.

Com a possibilidade de truque de fotografia somos sempre céticos. Esta é uma boa fotografia, mas vejo-me inclinado a acreditar que seja real. Especialmente no Japão, onde eles são tão bons com câmeras.

Espero que você me diga que é uma farsa, e eu vou dormir melhor esta noite.





Já foi cientificamente comprovado que os fantasmas existem?

Resposta:
A comunidade científica fica em cima do muro quando se trata de qualquer objeto Paranormal, seja um fantasma ou não. No entanto, quando se considera a "ciência marginal, também dita patológica", a investigação séria de atividade paranormal está sendo perseguida por muitos nas melhores universidades e faculdades, com metodologia científica e equipamentos. À medida que aprendemos, mais pessoas, e mais com formações científicas envolvem-se, mais teorias sobre como fantasmas se manifestam, ou quando eles existem, será proposto. Lembre-se que a Teoria da Relatividade de Einstein postula um número infinito de realidades alternativas e muitas outras coisas que a maioria das pessoas não acredita - mas são universalmente aceitas pela comunidade científica, em grande parte porque muitos elementos de sua teoria têm sido provado pela experiência científica. 



Os cientistas, investigadores profissionais e amadores, e pessoas comuns que tenham testemunhado e visto fantasmas são crentes, mas a crença universal é baseada na evidência, e mesmo com provas de vídeo, fotografia e áudio, muitas pessoas ainda não estão dispostos a aceitar que os fantasmas universalmente existem. Como alguém que viu, com provas recolhidas, eu, claro, não tenho nenhuma dúvida, e isso me fez repensar muitas coisas de natureza espiritual. Há muitas evidências de que as pontas da escala para a existência de fantasmas do que há de desmentir que eles fazem. Por evidência, quero dizer que não pode ser explicada por qualquer outra causa. 

Não tenho dúvidas de que a ciência acabará por provar a existência de fantasmas. Lembre-se que a ciência muitas vezes jurou que algumas espécies antigas estavam extintas, apenas foi provado errado quando um espécime foi encontrada. O celacanto é um excelente exemplo de por que ninguém deve descartar a possibilidade de algo que não é provável. Ciência pregou por muito tempo o celacanto era extinto há milhões de anos atrás - no entanto um espécime vivo foi capturado há algumas décadas. 

Nós muitas vezes nos consideramos mais inteligentes do que realmente somos, e a ciência, embora muitas vezes bem, nem sempre esta correta, uma possibilidade remota. No final, é ver para crer, e para quem já presenciou algum tipo de entidade, seja ele ativo ou residual (a "gravação" de um evento que se repete e não pode interagir com o espectador), não há dúvida de sua existência . Lembre-se também que, mesmo que a ciência faça provar sua existência, nem todos irão acreditar. Ainda há pessoas que acreditam que a Terra é plana, que nunca fomos à Lua, e que a Marinha dos EUA apoia uma base submarina alienígena nas Bahamas. 

Meu conselho é fazer o que muitos de nós têm feito - começar sua própria jornada para determinar por si mesmo se eles existem ou não, e manter uma mente aberta ao fazê-lo. No final, o que você acredita que é realmente tudo o que importa.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Japão. 8 Ferraris se envolvem em acidente. Veja:


Acidente no Japão envolve comboio com Ferraris e carros de luxo
Colisão ocorreu em estrada em Yamaguchi. 10 ficaram feridos.
Entre os 14 carros havia três Mercedes, um Lamborghini e oito Ferraris.

Quatorze carros de luxo, entre eles oito Ferraris, um Lamborghini e três Mercedes, se envolveram em um acidente que deixou 10 pessoas feridas levemente na região oeste do Japão.

Oito Ferraris se envolvem em acidente no Japão (Foto: Kyodo/Reuters)

O acidente aconteceu no domingo (4) em uma estrada na província ocidental de Yamaguchi, quando um comboio com 20 veículos de luxo colidiu. Os motoristas que vinham atrás tentaram escapar, sem sucesso, e os carros acabaram engavetados.

Segundo as primeiras informações, a colisão pode ter sido causada pelo excesso de velocidade. Dez pessoas foram levadas ao hospitall com ferimentos leves.

Os motoristas, um grupo de fãs de carros de luxo, viajavam em grupo de Kyushu (sul do país) até a cidade de Hiroshima (oeste).


Acidente em estrada no Japão envolve oito Ferraris, três Mercedes e um Lamborghini; ao todo, 14 carros foram atingiidos (Foto: Kyodo/Reuters)

Polícia investiga as causas do acidente (Foto: AP)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Doador anônimo japonês deixa US$ 131 mil em banheiro público


Um doador anônimo japonês deixou uma bolsa com US$ 131 mil em um banheiro público com instruções sobre como o dinheiro deve ser utilizado para ajudar as vítimas do terremoto e do tsunami no país em março deste ano.

Um funcionário da prefeitura de Tóquio informou que a bolsa de plástico com 10 milhões de ienes foi encontrada em 22 de setembro em um banheiro para deficientes de Sakado, um subúrbio nas proximidades da capital.

O governo municipal repassará o dinheiro à Cruz Vermelha japonesa se o doador anônimo não reclamar a quantia em um prazo de três meses.

A bolsa tinha um bilhete com a mensagem: "Estou sozinho. Não tenho futuro, então deixem o povo de Tohoku usar o dinheiro".

Tohoku é a região do nordeste do país devastada pela catástrofe que matou mais de 20 mil pessoas e provocou a tragédia na central nuclear de Fukushima.

"Não havia testemunhas para presenciar o gesto e não podemos dizer que tipo de pessoa fez isto. Estamos espantados. E também agradecidos pela gentileza", afirmou a porta-voz do governo municipal, Masumi Sekiguchi.

Folha

sábado, 17 de setembro de 2011

Top 10 países mais poderosos


1. Os Estados Unidos da América


Este país é a maior economia hoje e tem o exército mais forte, assim como uma democracia muito poderoso. Diz-se também para ser uma superpotência e sua mídia é muito influente também. Foi construído em si e seu poder desde que ganhou a independência e está ficando cada vez mais poderoso. O país controla as relações internacionais e é uma parte de uma série de entidades influentes.

2. Federação Russa


A Federação Russa tem o segundo exército mais poderoso e controla um número de estados na área da Ásia Central. Tem uma população muito grande e área de imenso mundo. Esses fatores permitem que ele fique independente e impedir que forças externas interfiram nos assuntos políticos, econômicos e financeiros do país. Devido ao seu tamanho, a Rússia tem recursos para se tornar uma superpotência.

3. República Popular da China


República Popular da China diz-se que o 4 º maior PIB do mundo. Ela ganhou supremacia só recentemente a Grã-Bretanha e França. Ele tem um grande exército e um imenso potencial para se tornar o país mais poderoso do mundo.

4. França


A França é país que tem assento no Conselho de Segurança da ONU e é considerado o quinto país mais poderoso do mundo. É uma grande potência nuclear e influencia muitas nações Africanas. Os franceses têm um grande exército que ajuda na manutenção da lei e da ordem. É uma economia do G7 e parte da União Europeia.

5. Grã-Bretanha


Grã-Bretanha faz parte do Conselho de Segurança da ONU também. Tem poderosa armas nucleares e a democracia é considerada a mais estável também. Como uma economia do G7 e como um país líder em áreas como música, filmes e mídia, o país tem enorme influência quando se trata de política mundial. É uma parte da União Europeia também.

6. Japão


O Japão tem uma economia muito grande e é uma potência democrática. A população do país é grande, mas a competição é intensa, apresenta abaixo EUA, China, França e Grã-Bretanha.
O Japão é líder mundial no domínio da pesquisa científica fundamental, tendo produzido treze prêmios Nobel, quer em física, química ou medicina, três Medalha Fields e um Prêmio Gauss..

7. República da Índia


A Índia é muito populosa e tem uma democracia bem conhecido que ganha sua força a partir da Constituição detalhada da Índia. A economia está crescendo a um ritmo vertiginoso e as armas nucleares estão se tornando mais e mais poderosas.

8. República Federal da Alemanha


A Alemanha tem a terceira maior economia do mundo e recursos na lista dos mais poderosos membros da União Europeia. No entanto, foi muito afetada durante as duas Guerras Mundiais que dificultaram a sua influência sobre o mundo.

9. República do Paquistão


O Paquistão tem uma população muçulmana muito grande e um poderio dearmas nucleares. É um país unido, mas uma vez que passa uma bolada na ditadura militar, ela não se tornou realmente poderosa. Além disso, mesmo que tenha bons recursos, as batalhas com a Índia enfraqueceram muito o país. Portanto, se ele puder repor esses recursos e encontrar uma maneira de equilibrar a sua posição política, ele será capaz de se tornar mais poderoso.

10. República do Brasil


República do Brasil é muito grande e faz parte da América Latina. Diz-se de manter a maior população de fala Português no mundo. Além disso, a mídia do país é bastante estável e suas relações com o resto do mundo são bastante seguras.



Fonte: Top Ten

domingo, 4 de setembro de 2011

Tufão deixa ao menos 18 mortos e mais de 50 desaparecidos no Japão


Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 50 estão desaparecidas no Japão após a passagem de um tufão.

O tufão Talas varreu as regiões ocidental e central do país, com fortes chuvas e ventos de até 108 quilômetros por hora.

Segundo a mídia japonesa, as mortes foram registradas nos distritos de Nara e Wakayama, onde a chuva torrencial provocou deslizamentos de terra e fez os rios transbordarem.

Segundo a Agência Meteorológica do país, o tufão se deslocou para o Mar do Japão neste domingo, mas ainda deixou um rastro de chuvas e fortes ventos no território nacional.

Cerca 500 mil pessoas nas regiões mais atingidas receberam a recomendação de deixarem suas casas.

Reuters/Kyodo

Socorristas buscam vítimas após a passagem do tufão Talas pelo centro-oeste do Japão; ao menos 18 morreram

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Japão lança bermuda que 'queima calorias'


Uma empresa japonesa lançou uma bermuda que supostamente queima calorias quando é usada.
As "MXP Calorie Shaper Pants", desenvolvidas por cientistas da companhia Goldwin, fariam os músculos trabalharem mais quando a pessoa caminha ou sobe escadas graças a um material não-elástico feito de resina que é aplicado em partes da bermuda.

A bermuda japonesa queimaria calorias
extras quando o consumidor anda ou sobe escadas
Os fabricantes afirmam que um homem de 65 quilos que caminha 90 minutos por dia usando a bermuda por baixo da roupa queima 210 calorias a mais por semana, o equivalente a meio litro de cerveja.

O público-alvo da empresa são homens e mulheres de negócios entre 35 e 45 anos. Além das propriedades "emagrecedoras", a bermuda também teria partículas desodorizantes que absorveriam odores desagradáveis.

O produto custa 2.940 iênes (R$ 60), mas só está à venda no Japão e segundo o porta-voz da empresa, Jun Kurita, ainda não há planos de exportação.
Moda de roupas 'emagrecedoras'

Roupas e calçados que prometem queimar calorias são cada vez mais populares no Japão.

Além das "Calorie Shaper Pants", o país também tem vários tipos de tênis que queimariam calorias, incluindo o Chung Shi, um favorito entre celebridades.

O tênis tem um solado diferenciado que, segundo os fabricantes, "torna caminhadas e corridas mais dinâmicas e ajuda na postura, tônus muscular e equilíbrio".

Já a empresa ShaToBu produz uma lingerie modeladora que levaria as consumidoras a queimar 12% a mais de calorias.

bbc

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Astro do bem: Justin Bieber se encontra com crianças vítimas do terremoto no Japão

Bieber se encontra com crianças vítimas do terremoto no Japão18/05 às 08h53 O GloboAgências internacionais

 
TÓQUIO - O astro teen Justin Bieber se encontrou nesta quarta-feira com crianças japonesas que vivem na região devastada pelo terremoto e tsunami de 11 de março. No Japão para uma série de shows, o cantor canadense de 17 anos conversou rapidamente com uma dezena de crianças, incluindo algumas de Otsuchi, uma cidade no nordeste do país que foi seriamente atingida pelos desastres.

Um dos meninos de Otsuchi leu um cartão das crianças para Bieber, agradecendo o cantor pelo encontro.

- Temos amigos que perderam suas famílias e casas, alguns deixaram a escola. A cidade está coberta por destroços e vai demorar muito tempo apar tudo voltar ao normal - disse ele.

- Mas vamos trabalhar duro para isso. Por favor, nos dê coragem através da sua música - completou.

Bieber, que mais cedo havia dito às crianças que elas "eram uma inspiração", respondeu que a vida vai melhorar.

- As coisas podem melhorar e vão melhorar. Apenas momentos bons estão por vir - afirmou ele, durante evento na casa do embaixador americano em Tóquio.

O cantor já havia contribuído para o álbum "Songs For Japan" com artistas como Lady Gaga e Bob Dylan, que arrecadou mais de US$ 5 milhões para as vítimas dos desastres que deixaram quase 25 mil pessoas mortas ou desaparecidas.

Primeiro-ministro diz que reguladoras precisam de mais independência


Ainda nesta quarta-feira, o primeiro-ministro Naoto Kan disse que o Japão precisa aumentar a independência de suas agências reguladoras de energia nuclear para garantir segurança após o acidente nuclear em Fukushima. No país, um único ministério é responsável por promover a energia nuclear e supervisionar a segurança, ao contrário da maioria das nações que separam as duas funções.

Críticos afirmam que estrutura resultou numa falta de supervisão e pode ter contribuído para a falta de procedimentos de precaução em Fukushima.

- As entidades que promovem e verificam a energia nuclear pertencem à mesma instituição do governo, o que levanta uma questão de independência - disse Kan.

- Não temos uma estrutura robusta neste sentido - completou.

O globo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Estrangeiros que deixaram Japão sofrem hostilidade no retorno

Muitos estrangeiros e japoneses residentes em Tóquio que voltaram ao trabalho nesta semana, depois do terremoto e do tsunami que assolaram o Japão no último dia 11, lidam agora com a rejeição de quem se manteve em atividade no ápice da crise.

Isaac e seu filho, Matheus: brasileiro não pensa
 em deixar o Japão
“Percebi que há uma tensão entre os japoneses e os estrangeiros que estão voltando ao trabalho”, disse à BBC Brasil Mark Pink, fundador da empresa de recrutamento TopMoneyJobs.com, de Tóquio.

Com o risco do terremoto e da contaminação radioativa, muitos japoneses deixaram a capital e se refugiaram em cidades do interior. No entanto, foram os estrangeiros que mais lotaram voos e trens em busca de lugares seguros.

Uma nova corruptela foi criada para designar estes estrangeiros que deixaram o Japão: flyjin (soma de fly, “voar” em inglês, e gaijin, “estrangeiro” em japonês).

A “fuga” ocorreu, em boa parte, pelos apelos dramáticos de algumas embaixadas, como a norte-americana, a alemã, a chinesa e a francesa, que aconselharam seus cidadãos a deixar o país frente à ameaça de uma crise nuclear fora de controle.

Questão cultural

A decisão de “abandonar o navio”, segundo Pink, está diretamente ligada à questão cultural. “No Japão, há uma cultura de que o trabalho é tão ou mais importante do que a família”, disse. “Já para os estrangeiros, a segurança está em primeiro lugar.”

Para o executivo, a mídia estrangeira também colaborou para aumentar o desespero das pessoas. “Houve ainda uma pressão de amigos e familiares para que eles voltassem para seus países ou fossem para outro lugar longe do Japão.”

Atsushi Saito, diretor da Bolsa de Valores de Tóquio, disse em entrevista que está desapontado com os estrangeiros. “Temos de acabar com esses rumores e mostrar o quanto o Japão é um país maravilhoso”, disse.

Em relação ao trabalho, Pink diz que ainda é cedo para fazer uma análise mais profunda. “Mas há esposas e familiares de gerentes que não querem mais voltar para o país. Então, a menos que haja uma alteração na responsabilidade desses funcionários dentro da empresa, muitos terão de pedir as contas.”

“Entendo que isso tudo é muito frustrante para os japoneses, mas como dizem os franceses: ‘c’est la vie’ (é a vida)”, afirma.

Opiniões diversas

O japonês Hiroyuki Yasuda diz que entende a decisão dos estrangeiros e lembra que muitos japoneses também foram para outro lugar. “Eles têm essa alternativa e, quando voltarem, nós os receberemos de braços abertos”, disse.

O brasileiro Julio Cesar Caruso, 35 anos, é outro dos que respeita a decisão de quem partiu. “Eu mesmo não fui para outro lugar por ter uma filha que vive com a mãe em Tóquio e sabendo que elas permaneceriam aqui”, disse. “Jamais me sentiria tranquilo em qualquer parte do Japão ou do mundo.”

Para Caruso, as pessoas fora do Japão estão mais apavoradas do que as que vivem aqui. “Mas não creio que isso se deve somente ao exagero cometido pela mídia, mas também pela falta de conhecimento da geografia do Japão. Era preciso mostrar que não foi o Japão todo que foi atingido pelo maremoto ou pelo terremoto.”

Isaac Almeida Silva Júnior, 39 anos, também acha que houve um exagero da mídia. “Minha mãe chegou a pedir para não comer, não beber água da torneira e nem tomar banho”, afirma o brasileiro, que não pensa em voltar ao Brasil por causa dos filhos que vivem com a ex-mulher.

No entanto, Silva Júnior não deixa de criticar os japoneses. “Na crise econômica de 2008/09, os estrangeiros foram os primeiros a serem mandados embora. Até pagaram para os brasileiros deixar o país. Então, agora eles não podem criticar quem tem a opção de ir para um lugar mais seguro”, falou.

Já a japonesa Mai Mizuno diz que a vontade é de deixar Tóquio. “Não entendo porque os escritórios continuam funcionando. Isso tudo é uma loucura”, disse. O namorado, espanhol, já fugiu do país. “Ele foi para Taiwan e vive agora outra realidade.”

BBC Brasil

domingo, 20 de março de 2011

Governo japonês vai desativar a usina de Fukushima

O ministro da saúde japonês confirmou que encontrou novos casos de contaminação em outros tipos de vegetais produzidos nas províncias de Fukushima e Ibaraki.


A Agência Internacional de Energia Atômica afirmou, neste domingo (21), que alguns progressos foram feitos na usina de Fukushima nas últimas 24 horas. Mas a agência salientou que, no geral, a situação ainda é muito séria.

Ao mesmo tempo que se tem notícias mais promissoras da usina nuclear, a população de Tóquio está em pânico por causa da contaminação da água que abastece a capital do Japão. Começa a faltar água mineral na cidade e as autoridades japonesas confirmaram novos casos de contaminação de alimentos.

O ministro da saúde japonês confirmou que encontrou novos casos de contaminação em outros tipos de vegetais produzidos nas províncias de Fukushima e Ibaraki. O ministro afirmou ainda que o leite e o espinafre produzidos nessas regiões não poderão ser vendidos ao público.

O espinafre tinha até 27 vezes mais iodo radioativo do que o permitido pelo Japão, embora as autoridades do país digam que isso ainda não seja perigoso para a saúde humana. Mas, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, a ingestão pode provocar, sim, danos à saúde, a curto prazo.

A radiação em Tóquio, a 240 quilômetros da usina nuclear, também aumentou, mas as autoridades japonesas garantem que os níveis são inofensivos à saúde.

A empresa que administra a usina nuclear de Fukushima informou que a energia já foi restabelecida no reator 2 e cabos conectados aos reatores 1, 5 e 6. A empresa disse também que já começou o processo para resfriar os reatores 2, 5 e 6.

Já a pressão no reator 3, que contém plutônio, material altamente tóxico, aumentou novamente durante o dia, mas em seguida as autoridades informaram que voltou a se estabilizar.

Bombeiros continuam jogando água nos reatores 3 e 4 para diminuir a temperatura dos núcleos e evitar que as varetas de combustível fiquem expostas e lancem na atmosfera material radioativo. O governo confirmou que vai desativar a usina de Fukushima.

A polícia afirmou que 15 mil podem ter morrido somente na província de Miyagi, a mais atingida pelo terremoto e pelo tsunami de nove dias atrás. Se esse número se comprovar, o número de mortos pode chegar a 20 mil.

Imagens do tsunami chegando à capital da província, Sendai, mostram a força da onda gigante. Carros são arrastados com facilidade, assim como uma casa. O poste de eletricidade não aguenta e tomba e detritos são levados pela correnteza.

Nove dias depois, uma mulher de 80 anos e o neto de 16 foram encontrados no meio dos escombros da casa na cidade de Ishinomaki, na província de Miyagi. Os dois ficaram presos depois que a casa deles ruiu no terremoto. Mesmo assim, conseguiram chegar até a cozinha para se alimentar de iogurte durante esses nove dias.

Fantástico

Terremoto no Japão: Mudança na rotação da Terra é imperceptível

Além de ter provocado milhares de mortes e iniciado uma possível tragédia nuclear, o terremoto devastador da sexta-feira, 11, fez com que a costa do Japão se movesse 2,4 metros e alterou a rotação da Terra. De acordo com Richard Gross, cientista do Laboratório de Jatopropulsão da Nasa (agência espacial norte-americana), o tremor de magnitude 9 levou a Terra a girar mais rapidamente e a balançar de modo diferente. “O fenômeno rearranjou a massa do planeta, um pouco mais próxima de seu eixo de rotação”, afirmou Gross ao Estado de Minas.

Desde as 2h46 (hora de Brasília) do dia 11, os dias foram encurtados em 1,8 microssegundo — unidade que equivale a um segundo dividido por um milhão. O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV) assegura que o eixo de rotação do planeta deslocou-se quase 10 centímetros. “O impacto desse fato sobre o planeta foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra, em 2004, e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960”, explicou o órgão, por meio de comunicado.

Apesar de curiosa sob o ponto de vista científico, a mudança na duração dos dias é imperceptível. A cada ano, a duração de um dia (86,4 mil segundos) varia cerca de 1 milissegundo. “A rotação da Terra se modifica com frequência, principalmente em resposta às alterações na força e na direção dos ventos atmosféricos e das correntes oceânicas”, explicou o especialista da Nasa. Segundo Gross, as modificações provocadas por esses fenômenos são até 500 vezes maiores que as causadas por grandes terremotos. “As transformações induzidas por abalos sísmicos são bem pequenas e não podem ser sentidas”, observou.

Gross compara o efeito do terremoto ao comportamento de um pneu mal balanceado. “O planeta gira em torno de seu eixo de rotação, mas sua massa é balanceada pelo eixo-figura, algo como o centro de gravidade. Como a Terra não está rodando em volta do eixo-figura, ela balança”, acrescentou. No caso da Terra, os eixos de rotação e de figura são tão diferentes um do outro que a Terra não gira suavemente, mas, literalmente, sacode.

“O eixo-figura da Terra se moveu depois que o tremor rearranjou a massa do planeta”, explicou o cientista. Segundo as análises de pesquisadores, o eixo-figura se movimentou 17cm e 133 graus rumo à longitude Leste. O eixo Norte-Sul, que a cada dia gira a 1.604km/h, não sofre qualquer interferência de abalos sísmicos e está sujeito a ações apenas de forças externas, como a atração gravitacional do Sol, da Lua e de outros planetas.

Deformação O geofísico norte-americano Kenneth Hudnut, do instituto US Geological Survey (USGS), afirmou ao EM que o terremoto também provocou uma importante deformação na parte Norte de Honshu — a maior e mais populosa ilha do arquipélago japonês. “A área costeira foi deslocada para baixo antes da chegada do tsunami, de tal forma que a parte superior das barreiras de contenção do mar baixou levemente. Esse fator ajuda a entender por que o tsunami conseguiu superar as muralhas de proteção”, comentou. Ainda segundo Hudnut, a ilha se moveu cerca de 2,4m para frente.

A Autoridade de Informação Geoespacial do Japão detectou que o maior deslocamento para baixo (vertical) na costa Norte de Honshu foi de 70cm, a partir da cidade de Choshi, na província de Chiba. A mesma instituição descobriu uma ruptura de 400 quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de profundidade na falha geológica responsável pelo terremoto. [Estado de Minas]



Entenda:

Terremoto moveu costa do Japão, alterou equilíbrio da Terra e reduziu duração dos dias

A costa do Japão pode ter se movido cerca de quatro metros para leste após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira, afirmaram especialistas.

Dados da rede japonesa Geonet - recolhidos de cerca de 1,2 mil estações de monitoramento por satélite - sugerem que houve um deslocamento em grande escala após o terremoto.

Roger Musson, da agência geológica britânica (BGS, na sigla em inglês), disse à BBC que o movimento é "compatível com o que acontece quando há um terremoto deste porte".

O terremoto provavelmente mudou também o equilíbrio do planeta, movendo a Terra em relação a seu eixo em cerca de 16,5 cm. O tremor também aumentou a velocidade da rotação da Terra, diminuindo a duração dos dias em cerca de 1,8 milionésimos de segundo.

A agência meteorológica do Japão propôs aumentar a magnitude do terremoto para 9.0. Isso faria do tremor o quinto maior da história desde que tremores começaram a ser registrados. Outras agências, no entanto, ainda não atenderam ao chamado.

Brian Baptie, também da BGS, explicou que o tremor ocorreu na Zona de Subducção, como é chamada a região onde duas placas tectônicas se unem - no caso do Japão, a Placa do Pacífico, a leste, e outra placa a oeste, que muitos geólogos acreditam ser uma continuação da Placa Norte-americana.

A Placa do Pacífico está se movendo para oeste sob o Japão. E, à medida que isso acontece, arrasta com ela a Placa Norte-americana para baixo e para oeste.

Quando o terremoto ocorreu, a placa que estava por cima deu uma guinada para cima e para leste, liberando a energia acumulada enquanto as duas placas estavam em atrito.

Isso mexeu com o leito do oceano, deslocando uma enorme quantidade de água - o que levou a um tsunami.
Ken Hudnut, um geofísico da agência de geologia dos EUA, em Pasadena, na Califórnia, disse à rede MSNBC que informações que dependem de dados de GPS como mapas, navegadores por satélite usados em carros e registros de propriedade terão que ser mudados no Japão após o terremoto.

"A rede nacional (japonesa) que define limites de propriedades foi mudada", disse ele. "Cartas náuticas terão que ser revisadas por conta da mudança da profundidade da água", afirmou. [BBC Brasil]

sábado, 19 de março de 2011

Japão detecta radiação em leite e espinafre

Japão detecta excesso de radiação em leite e espinafre
Iodo radioativo surgiu nos alimentos coletados em Fukushima e Ibaraki.
Água de Tóquio também foi contaminada, mas em nível não nocivo à saúde.

Amostras de leite e espinafre das cidades de Fukushima - palco do acidente nuclear na usina de Daiichi por conta do terremoto de magnitude 9 - e Ibaraki, no Japão, apresentaram excesso de radiação, afirmaram autoridades japonesas neste sábado (19). O governo também afirmou que as águas correntes de Tóquiio e de cinco províncias do país também apresentam pequenas amostras de iodo radioativo e césio, porém sem risco à saúde humana.

O porta-voz do governo Yukio Edano afirmou que a radiação estava acima dos padrões regulamentados no país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), o Ministério da Saúde do Japão ordenou a suspensão de todas as vendas de produtos alimentícios vindos de Fukushima.

A AEIA também confirmou a contaminação por iodo radioativo. Segundo a agência da ONU, amostras de comida nos arredores de Fukushima - local da usina nuclear de Daichii, cuja instalações foram afetadas pelo terremoto de magnitude 9 no Pacífico - foram analisadas entre 16 e 18 de março.
Fazendeiro confere plantação não contaminada de alho-poró em Yamamoto (Foto: Kyodo News / AP Photo)

Apesar da meia-vida do elemento presente nos alimentos ser de apenas 8 dias, as autoridades japonesas afirmam que há risco aos consumidores no curto prazo.

Quando ingerido, o iodo radioativo pode ser acumulado e causar danos à glândula tireoide. Para combater esse efeito, o governo japonês recomendou a distribuição de cápsulas de iodo estável (não radioativo) aos refugiados da área de 20 quilômetros ao redor de Fukushima, para evitar que o material radioativo seja absorvido.

Edano disse que o governo foi informado na sexta-feira (18) que altos níveis de radiação foram detectados em leites de vacas em uma fazenda na cidade de Fukushima, segundo informou a rede de televisão “NHK”. O porta-voz ainda divulgou que o governo recebeu a informação de que seis amostras de espinafre testadas em um instituto de pesquisa na cidade de Ibaraki continham níveis mais altos de radiação do que o padrão oficial.

Segundo a “NHK”, o ministro da Saúde do Japão pediu que Ibaraki identifique onde essas amostras de espinafre foram retiradas e qual é sua rota de distribuição.

Do G1, em São Paulo

sexta-feira, 18 de março de 2011

"Morde & Assopra" não mudará cena de terremoto no Japão

A novela "Morde & Assopra", que estreia na próxima segunda-feira (21) na faixa das 19h da TV Globo, começa com um terremoto no Japão. Apesar da trágica coincidência com os acontecimentos recentes no país, o autor Walcyr Carrasco não pensa em modificar as cenas, gravadas no ano passado.

Há meses mergulhado na concepção da novela Morde & Assopra, Walcyr Carrasco contou em seu microblog que teve uma premonição. Segundo o autor, o primeiro capítulo da novela que substituirá de Ti-ti-ti a partir de 21 de março, na Globo, narra o drama da protagonista vivida por Adriana Esteves, que enfrenta um terremoto no Japão.

“Amigos, estou passado! Minha novela Morde & Assopra começa com um terremoto no Japão! Eu sinto que de alguma maneira tive uma premonição sobre o Japão!”, escreveu o autor, que ficou penalizado com a tragédia que abalou a costa do Japão nesta sexta-feira (11), obrigando o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, dos Estados Unidos, a emitir um alerta para toda a costa do Atlântico.

“A gravação do terremoto está incrível. A Adriana Esteves (Júlia) cai numa rachadura! Eu sei que sempre houve terremotos no Japão. Mas nessa proporção não são comuns. E o terremoto da novela também é fortíssimo!”, completou.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Os riscos para a saúde de um desastre nuclear como o de Fukushima. Saiba mais

Após uma terceira explosão em um de seus reatores nucleares, a usina de Fukushima Daiichi, 250 km a noroeste de Tóquio, no Japão, começou a deixar escapar radiação em níveis que se aproximam do preocupante, alertaram nesta terça-feira as autoridades japonesas.

Leia a seguir sobre a seriedade do incidente nuclear e o risco destes vazamentos para a saúde no Japão e nos países vizinhos.

Qual é a escala do vazamento de material radioativo?

Técnicos checam nível de radioatividade em moradores perto de usina
O governo japonês afirmou que os níveis de radiação após as explosões na usina de Fukushima podem afetar a saúde humana. Foram detectados níveis de radiação mais altos ao sul da instalação. Moradores que vivem em um raio de 30 km da usina foram aconselhados a deixar suas residências ou permanecer em casa a portas fechadas para evitar exposição. Em Tóquio, os níveis estariam acima do normal, mas sem apresentar riscos à saúde. Na segunda-feira, as autoridades em Fukushima haviam informado que 190 pessoas foram expostas a radiação e um navio militar americano, o porta-aviões USS Ronald Reagan, havia detectado baixos níveis de radiação a uma distância de 160 km da usina de Fukushima.

O vazamento pode se espalhar para os países vizinhos?

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) descreveu o vazamento como um evento de nível quatro em uma escala internacional, o que significa um incidente "com consequências locais". Na Rússia, por exemplo, não foram detectados níveis anormais de radiação e por ora o problema não representa um problema para outras partes do mundo.

Que tipo de material radioativo escapou?

As informações são de que houve vazamento de isótopos de césio e iodo nas redondezas da usina. Especialistas dizem que seria natural haver também um escape de isótopos de nitrogênio e argônio. Mas não há evidências de que tenham escapado plutônio ou urânio.


Qual é o risco destas substâncias radioativas para a saúde?

Em um primeiro momento, a exposição a níveis moderados de radiação pode resultar em náusea, vômito, diarreia, dor de cabeça e febre. Em altos níveis, essa exposição pode incluir também danos possivelmente fatais aos órgãos internos do corpo. No longo prazo, o maior risco do iodo radioativo é o câncer, e as crianças são potencialmente mais vulneráveis. A explicação para isso é que, nas crianças, as células estão se multiplicando e reproduzindo mais rapidamente os efeitos da radiação. O desastre de Chernobyl, em 1986, resultou em um aumento de casos de câncer de tireóide (região em que o iodo radioativo absorvido pelo corpo tende a se concentrar) na população infantil da vizinhança da usina.

Há prevenção e tratamento?

Sim, é possível prevenir o problema com pastilhas de iodo não-radioativo, porque o corpo não absorve iodo da atmosfera se já estiver "satisfeito" com todo o iodo de que necessita. Especialistas dizem que a dieta dos japoneses já é rica em iodo, o que ajuda na prevenção. Césio, urânio e plutônio radioativos são prejudiciais, mas não atacam nenhum órgão do corpo em particular. O nitrogênio radioativo se dissipa em segundos após a sua liberação, e o argônio não apresenta riscos para a saúde.

Como se deu o vazamento do material radioativo?

A usina de Fukushima teve problemas com o sistema de resfriamento de seus reatores, que superaqueceram. A produção de vapor gerou um acúmulo de pressão dentro do reator e a consequente liberação de pequenas quantidades de vapor. Para especialistas, a presença de vapores de césio e iodo – que resultam do processo de fissão nuclear – sugere que o invólucro de metal que guarda alguns dos bastões de combustível pode ter se quebrado ou fundido. Mas o combustível de urânio em si tem um altíssimo ponto de fusão e é improvável que tenha se liquefeito, e ainda mais improvável que tenha se convertido em vapor.


De que outras formas pode haver vazamento?

Como plano de contingência, os técnicos estão usando água do mar para resfriar os reatores. Na passagem pelo reator, esta água é contaminada. Ainda não está claro se o líquido ou parte dele foi liberado na natureza.

Quanto tempo vai durar a contaminação?

O iodo radioativo se dissipa rapidamente e a estimativa é de que a maior parte terá se dissipado em um mês. O césio radioativo não permanece no corpo por muito tempo – a maior parte terá saído em um ano. Entretanto, a substância fica no ambiente e pode continuar a representar um risco por muitos anos.

Pode haver um desastre nos moldes de Chernobyl?

Especialistas dizem que essa possibilidade é improvável. As explosões ocorreram do lado de fora do compartimento de aço e concreto que envolve os reatores, que aparentemente permanecem sólidos. Foram danificados apenas o teto e os muros erigidos ao redor dos compartimentos de proteção. No caso de Chernobyl, a explosão expôs o núcleo do reator ao ar. Por vários dias, seguiu-se um incêndio que lançou na atmosfera nuvens de fumaça carregadas de conteúdo radioativo.

Pode haver uma explosão nuclear?

Não. Uma bomba nuclear e um reator nuclear são coisas diferentes.

BBC Brasil

Japão: Helicópteros jogam água para tentar esfriar reatores em usina danificada

O Japão anunciou nesta quinta-feira a intensificação dos esforços para resfriar os reatores da usina nuclear Fukushima Daiichi, atingida pelo tsunami da semana passada.

Helicópteros do Exército jogaram milhares de litros de água para tentar prevenir o derretimento de bastões de combustível nuclear.

Canhões de água deverão ser incluídos na operação nesta quinta-feira.

Na noite de quarta-feira, autoridades americanas afirmaram que os danos na usina de Fukushima parecem ser mais sérios do que o divulgado pelo Japão.

O tsunami que danificou a usina foi gerado após um terremoto de magnitude 9 que atingiu o nordeste do Japão na sexta-feira.

A polícia japonesa confirmou nesta quinta 5.178 mortes em consequência do tremor e do tsunami. Outras 8.606 pessoas continuam desaparecidas.

Preocupações

Helicópteros militares CH-47 Chinook começaram a jogar toneladas de água nos reatores três e quatro da usina de Fukushima, a cerca de 220 quilômetros de Tóquio, às 9h48 (21h48 de quarta-feira em Brasília), segundo as autoridades locais.

As aeronaves descarregaram quatro cargas de água antes de deixar o local para tentar reduzir ao máximo a exposição das tripulações à radiação.

Na quarta-feira, os helicópteros haviam sido forçados a abortar uma operação semelhante por conta das preocupações sobre os altos níveis de radiação.

Segundo o correspondente da BBC em Tóquio Chris Hogg, os helicópteros podem levar uma grande quantidade de água, mas os fortes ventos na região tornam difícil saber se ela atingiu o local desejado.

Avaliação

O porta-voz do governo japonês Yukio Edano afirmou, em uma entrevista coletiva, que especialistas em energia nuclear estão agora investigando o resultado da operação.

Enquanto isso, caminhões-tanque estão a postos para jogar mais água nos reatores a qualquer momento.

A operação tinha como objetivo resfriar os reatores e também repor a água da piscina de resfriamento para bastões de combustível nuclear usados.

As autoridades japonesas também dizem esperar restabelecer nesta quinta-feira o suprimento de energia elétrica para a usina, necessária para o sistema de resfriamento e para os geradores de emergência.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou nesta quinta-feira por telefone com o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, e expressou as preocupações americanas com o desastre.

A Casa Branca disse que Obama expressou seus “mais profundos pêsames” pela perda de vidas e disse que o governo americano está “determinado a fazer todo o possível para apoiar o Japão”.

Os Estados Unidos já preparam aeronaves para ajudar cidadãos americanos a deixar o Japão e autorizaram a saída voluntária de parentes de diplomatas no país.

Radiação

Em audiência no Congresso americano, em Washington, nesta quarta-feira, o chefe da agência de regulação nuclear dos Estados Unidos, Gregory Jaczko, afirmou que as tentativas de resfriar os reatores da usina de Fukushima estavam enfrentando sérios problemas.

“Acreditamos que ao redor do local do reator haja altos níveis de radiação”, disse ele.

Para o secretário de Energia dos EUA, Steven Chu, a situação em Fukushima Daiichi parece mais séria que o derretimento parcial na usina nuclear de Three Mile Island na Pensilvânia, em 1979.

O Departamento de Estado americano pediu aos americanos que vivam a até 80 km da usina japonesa que deixem a área, perímetro muito mais abrangente que a zona de exclusão de 20 km aconselhada pelo governo japonês.

O governo japonês classificou a orientação americana como “conservadora”.

A Grã-Bretanha recomendou aos seus cidadãos que estejam em Tóquio ou ao norte da capital para que considerem deixar a região.

A França também pediu aos seus cidadãos em Tóquio que deixassem o país ou se dirigissem ao sul. Dois aviões da Air France foram enviados para retirar cidadãos franceses nesta quinta-feira.

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukio Amano, está viajando ao Japão nesta quinta-feira para avaliar pessoalmente a situação.

Problemas

Em áreas do nordeste do país gravemente atingidas pelo tsunami, as baixas temperaturas de inverno aumentaram os problemas enfrentados pelos sobreviventes.

O governador da província de Fukushima, onde está localizada a usina danificada, reclamou que os abrigos públicos não têm as necessidades básicas, incluindo alimentos quentes.

Cerca de 450 mil pessoas estão em abrigos temporários, muitas delas dormindo no chão de ginásios esportivos em escolas.

A crise continuou a afetar os mercados financeiros, com uma retração de 1,4% no índice Nikkei, da Bolsa da Valores de Tóquio, que chegou a cair 4,5% durante o pregão.

O iene também atingiu ao longo do dia seu maior valor em relação ao dólar desde a Segunda Guerra Mundial.
BBC Brasil


O imperador do Japão, Akihito, fez um discurso na televisão, em que demonstrou preocupação com a situação em Fukushima. Ele pediu calma aos japoneses e disse que reza pelas vítimas. Milhares de pessoas estão deixando áreas de possível contaminação radioativa no país.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou que 500 mil japoneses foram retirados dos locais onde vivem em consequência do terremoto, do tsunami e dos acidentes nucleares. O número de mortos subiu para 4.314 em 12 distritos do Japão, os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Polícia. Os registros devem aumentar ao longo das buscas por desaparecidos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Japão diz que nível radiação pode afetar saúde humana

Incêndio atinge reator 4 na usina nuclear de Fukushima.
Explosão atingiu o reator 2 na manhã desta terça (horário local).


O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pediu nesta terça-feira (15, horário local) que a população se retire dentro de um raio de 30 km da usina nuclear de Fukushima.

Segundo o premiê, o nível de radiação subiu "consideravelmente" na central nuclear Fukushima 1, onde há um incêndio no reator 4.

O governo ainda alertou que o nível de radioatividade medido no centro de Fukushima é considerado perigoso para a saúde da população.

Nesta terça-feira às 6h20 locais (18h10 de segunda-feira de Brasília), uma explosão atingiu o reator 2. Ela pode ter danificado o reservatório de supressão, informou a Agência de Segurança Nuclear e Industrial, citando relatório da Tokyo Electric Power Co., operadora da usina.

O teto do prédio do reator foi danificado, e vapor estava saindo dele, segundo a agência Jiji Press.
Afetado pelo terremoto seguido de tsunami de sexta, o reator continuava apresentando instabilidade, revelou o governo japonês, em entrevista pouco antes da explosão.

A agência Kyodo informou que níveis de radiação quatro vezes mais altos foram medidos na província de Ibaraki, ao sul da usina, entre as províncias de Fukushima e de Tóquio.

O operador da central nuclear de Fukushima 1 anunciou a retirada de seu pessoal da área do reator 2, exceto pelos funcionários encarregados de bombear água para refrigerar o sistema em colapso.


Fonte: G1

Terremoto moveu costa do Japão e reduziu duração dos dias

A costa do Japão pode ter se movido cerca de quatro metros para leste após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira, afirmaram especialistas.

Dados da rede japanesa Geonet - recolhidos de cerca de 1.200 estações de monitoramento por satélite - sugerem que houve um deslocamento em grande escala após o terremoto.

Roger Musson, da agência geológica britânica (BGS, na sigla em inglês), disse à BBC que o movimento é "compatível com o que acontece quando há um terremoto deste porte".

O terremoto provavelmente mudou também o equilíbrio do planeta, movendo a terra em relação a seu eixo em cerca de 16.5 cm. O tremor também aumentou a velocidade da rotação da Terra, diminuindo a duração dos dias em cerca de 1.8 milionésimos de segundo.

A agência meteorológica do Japão propos aumentar a magnitude do terremoto para 9.0. Isso faria do tremor o quinto maior da história desde que tremores começaram a ser registrados. Outras agências, no entanto, ainda não atenderam ao chamado.

Brian Baptie, também da BGS, explicou que o tremor ocorreu na Zona de Subdução, como é chamada a região onde duas placas tectônicas se unem - no caso do Japão, a Placa do Pacífico, a leste, e outra placa a oeste, que muitos geólogos acreditam ser uma continuação da Placa Norteamericana.


A Placa do Pacífico está se movendo para oeste sob o Japão. E, à medida que isso acontece, arrasta com ela a Placa Norteamericana para baixo e para oeste.

Quando o terremoto ocorreu, a placa que estava por cima deu uma ginada para cima e para leste, liberando a energia acumulada enquanto as duas placas estavam em atrito.

Isso mexeu com o leito do oceano, deslocando uma enorme quantidade de água - o que levou a um tsunami.

Ken Hudnut, um geofísico da agência de geologia dos EUA, em Pasadena, na Califórnia, disse à rede MSNBC que informações que dependem de dados de GPS como mapas, navegadores por satélite usados em carros e registros de propriedade terão que ser mudados no Japão após o terremoto.

"A rede nacional (japonesa) que define limites de propriedades foi mudada", disse ele. "Cartas náuticas terão que ser revisadas por conta da mudança da profundiade da água", afirmou.

BBC Brasil

domingo, 13 de março de 2011

Mortos por terremoto no Japão podem chegar a 10 mil.

As autoridades japonesas aumentaram neste domingo para 1.353 o número oficial de mortos por conta do forte terremoto e do subsequente tsunami que atingiram o país na sexta-feira. O número de desaparecidos chegou a 1.085. O governo, porém, teme que as vítimas superem amplamente as 10 mil.


A polícia de Miyagi, província mais afetada pelo terremoto, acredita que haverá pelo menos dez mil mortos, enquanto outras fontes não descartam que o número possa ser maior.

Só em Minamisanriku, localidade litorânea de Miyagi totalmente arrasada pelo tsunami que seguiu o terremoto de 9 graus na escala Richter, 9,5 mil pessoas ainda não foram localizadas.

Outras 1.167 pessoas estão desaparecidas na província de Fukushima, de acordo com as autoridades locais.

Na apuração oficial, segundo a agência local "Kyodo", também não estão incluídos outros 600 corpos que foram localizados nas províncias de Miyagi e Iwate, ambas no litoral do Pacífico.

Os números oficiais falam de mais de 20.800 edifícios destruídos e que 450 mil japoneses tiveram que ser evacuados de suas casas por vários motivos, entre eles 200 mil deslocados pelos riscos em uma usina nuclear em Fukushima.

Além disso, mais de 100 mil militares japoneses serão desdobrados para socorrer as vítimas, ajudados por resgatistas e pessoal especializado de quase 70 países, entre eles os Estados Unidos, que colocaram à disposição do Japão o porta-aviões Ronald Reagan.

Por outro lado, os especialistas alertaram que o nordeste do país sofrerá réplicas durante uma semana e que há 70% de possibilidades de que alguma delas supere, antes de quarta-feira, os 7 graus de magnitude na escala Richter.

O diretor da Agência Meteorológica do Japão, Takashi Yokota, indicou à TV "NHK" que, dentro de três dias, esse risco se reduzirá em 50% em uma área de 500 quilômetros de comprimento e 200 de largura no litoral das províncias de Ibaraki e Miyagi.

RETIRADA

O Escritório de Ajuda Humanitária das Nações Unidas (Ocha) divulgou hoje que cerca de 600 mil foram retiradas de suas casas nos últimos três dias no Japão.

Segundo os últimos dados, 380 mil pessoas das regiões afetadas deixaram suas casas pelas catástrofes naturais, enquanto 210 mil foram evacuadas de uma área de 20 quilômetros da usina nuclear de Fukushima, onde se registrou uma explosão após o terremoto.

O organismo da ONU assinalou também que várias áreas do litoral afetadas pelo tsunami "permanecem inacessíveis".

Por enquanto, 3 mil pessoas foram resgatadas, mas se teme particularmente pela metade dos 10 mil moradores do povoado de Minami-Sanriku-cho, na província de Miyagi (no norte do Japão), que foi arrasado pelo tsunami.

A Ocha ressaltou que os esforços das autoridades japonesas se intensificam com o apoio das equipes de especialistas que chegam de diferentes países, enquanto que seus cientistas trabalham intensamente para resolver os problemas dos reatores da usina nuclear de Fukushima.

Segundo o relatório da Ocha, o governo japonês confirmou que 2,6 milhões de casas estão sem eletricidade e 1,4 milhão não tem água.

AMEAÇA NUCLEAR

O Japão luta neste domingo para impedir o vazamento de reatores nucleares atingidos pelo terremoto, descrevendo o tremor e o tsunami, que pode ter provocado a morte de mais de 10 mil pessoas, como a pior crise que a nação já viveu desde a Segunda Guerra Mundial.

As autoridades japonesas decretaram estado de emergência em uma segunda usina nuclear, a de Onagawa (nordeste), anunciou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

"As autoridades japonesas informaram à AIEA que o primeiro estado de emergência (o nível mais baixo) na central de Onagawa foi registrado pela Tohoku Electric Power Company", explicou a agência da ONU, com sede em Viena.

Os três reatores da planta de Onagawa "estão sob controle", segundo as autoridades japonesas.

Além disso, o país se prepara para injetar água do mar no reator número 2 em sua usina de energia nuclear em Fukushima Daiichi, disse neste domingo a agência de notícias Jiji, citando a companhia de energia elétrica. A meta é esfriar os equipamentos na unidade, que fica no norte do Japão, afetada após o terremoto.

A Tepco, maior companhia de energia elétrica do Japão já está injetando água do mar nos reatores número 1 e 3 na planta para resfriar e reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores.

"O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.

Ontem, a instalação que abrigava um dos reatores da usina explodiu após uma falha no sistema de resfriamento. Agora, pelo menos outros dois reatores correm o mesmo risco.


Folha

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Fotos: Terremoto com tsunami no Japão. Mais de mil mortos




O terremoto de 8,8 pontos na Escala Richter que atingiu o Japão nesta sexta-feira (11), segundo a Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndio, é considerado um dos maiores da história do país.
Pelo menos 337 pessoas morreram e 531 estão desaparecidas, segundo novo balanço da polícia. Segundo a agência de notícias Kyodo, o número de mortos pode chegar 1.000.
O Ministério da Defesa do país informou que 1.800 casas foram destruídas na localidade de Fukushima, de acordo com a Kyodo.

Apenas em Sendai, uma das cidades mais afetadas pelo tremor, mais de 200 corpos foram encontrados pela polícia na praia, segundo a agência de notícias local Jiji Press.

O terremoto gerou um tsunami que invadiu cidades da costa leste do Japão com ondas de até 10 metros que arrastaram barcos de pesca e outras embarcações pelas cidades. Vários veículos e casas ficaram submersos.
Ondas gigantes viajaram pelo Pacífico a uma velocidade de cerca de 800 km/h, antes de atingir a costa do Japão.

O epicentro do terremoto foi no oceano Pacífico, a 400 km de Tóquio, a uma profundidade de 32 km. Os primeiros tremores foram identificados às 14h46 (2h46, horário de Brasília). Diversas réplicas estão sendo registradas ainda no país: uma delas, de 6,6 pontos de magnitude, atingiu o noroeste do Japão.

As comunicações no Japão estão prejudicadas. Os celulares estão funcionando com limitações e a telefonia fixa, em Tóquio, com alguma irregularidade.

O metrô da capital japonesa foi paralisado, os carros detidos nas estradas, os aeroportos foram fechados e os prédios foram evacuados entre sons das sirenes e chamadas à evacuação.

A refinaria de petróleo Cosmo, na cidade de Chiba, perto de Tóquio, pegou fogo, com as chamas de até 30 metros de altura. Incêndios em refinarias de outras cidades também foram reportados.
Sobreviventes da tragédia relatam frio e escuridão na área atingida já que a rede elétrica foi bastante danificada.
Tremor é considerado o maior no país
Inicialmente, a agência de metereologia do Japão noticiou que a intensidade do terremoto havia sido de 8,9 pontos na Escala Richter, informação corrigida depois para 8,8 pontos.

De acordo com agências de notícias, este é o maior tremor que atinge o país em sete anos, e o 7º maior na história, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Já a Agência de Metereologia Japonesa afirmou que este foi o terremoto mais forte registrado no Japão.

Após o tremor, a cidade de Tóquio foi atingida por uma forte réplica de magnitude 6,7 na Escala Richter. A princípio, o terremoto foi considerado de 7,9 pontos e, posteriormente, de 8,8 pontos pelo Departamento de Pesquisas Geológicas dos EUA.

As vítimas do terremoto incluem um homem de 67 anos, esmagado por uma parede, e uma idosa, atingida pelo teto da própria casa, que desabou, ambos na região de Tóquio. Outras três pessoas morreram soterradas dentro de casa em Ibaraki, a nordeste da capital, segundo informações da Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndio.

O último terremoto de grandes proporções registrado no Japão aconteceu em 1932, em Kanto. O tremor de magnitude 8,3, matou 143 mil pessoas, segundo o USGS. Em 1996, um tremor de magnitude 7,2, em Kobe, deixou 6.400 mortos


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Terremoto e tsunami matam mais de 300 no Japão

TÓQUIO (Reuters) - O maior terremoto já ocorrido no Japão em 140 anos de medições atingiu na tarde desta sexta-feira (madrugada no Brasil) a costa nordeste do arquipélago, provocando uma onda de dez metros de altura que varreu tudo em seu caminho, incluindo casas, navios, carros e estruturas agrícolas.

Cerca de 300 corpos foram encontrados na cidade costeira de Sendai, no nordeste do país, segundo a emissora de TV NHK. Aparentemente, as pessoas morreram afogadas. A dimensão dos danos ao longo de uma extensa faixa costeira indica que o número de mortos pode aumentar significativamente.

Centenas estão desaparecidos.

A Cruz Vermelha disse em Genebra que a parede de água é mais alta do que algumas ilhas do Pacífico, e um alerta de tsunami foi emitido para toda a bacia do oceano, com exceção do Canadá e da parte continental dos Estados Unidos.

A Indonésia, o Estado norte-americano do Havaí e as Filipinas, entre outros, determinaram a desocupação de áreas costeiras.

Países da região como Taiwan, Austrália e Nova Zelândia, no entanto, já suspenderam o alerta.

Por causa do tsunami, a população japonesa foi orientada a fugir de áreas costeiras para terrenos mais elevados.

Foram registrados incêndios em pelo menos 80 lugares, segundo a agência de notícias Kyodo. A Kyodo também informou que uma embarcação com cem pessoas naufragou por causa do tsunami.

Cerca de 3 mil pessoas que moram perto de uma usina nuclear na localidade de Fukushima foram orientadas a deixar suas casas, mas o governo afirmou que não há riso de vazamento. Segundo as autoridades, a remoção da população da área era uma precaução por causa do mau funcionamento do equipamento de resfriamento do reator.

'Eu fiquei apavorado e ainda estou com medo', disse Hidekatsu Hata, 36 anos, gerente de um restaurante no bairro de Akasaka, em Tóquio. 'Eu nunca vivi um terremoto dessa magnitude antes.'

O primeiro-ministro Naoto Kan disse a políticos que eles precisam 'salvar o país' após o desastre, que segundo ele causou danos profundos em toda a faixa norte do país.

O tremor dividiu uma rodovia perto de Tóquio e derrubou vários prédios no nordeste japonês. Um trem estava desaparecido na região litorânea atingida pelo tsunami.

Um navio que levava 100 pessoas foi levado pelo tsunami, de acordo com a agência Kyodo, e imagens de TV mostraram a força da água, escurecida pelos destroços, carregando casas e carros e levando embarcações do mar para a terra.

Algumas usinas nucleares e refinarias de petróleo foram paralisadas, e havia fogo em uma refinaria e numa grande siderúrgica.

O governo do Japão afirmou que um sistema de resfriamento da usina nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power, não está funcionando após o terremoto. Os trabalhos para reparar o problema já foram iniciados.

O governo declarou situação de emergência como precaução, mas não há vazamento radioativo e não era esperado por ora algum problema decorrente da falha no sistema, afirmou o secretário da chefia de gabinete, Yukio Edano, a jornalistas.

Cerca de 4,4 milhões de imóveis ficaram sem energia no norte do Japão, segundo a imprensa. Um hotel desabou na cidade de Sendai, e há temores de que haja soterrados.

A gigante eletrônica Sony, um dos maiores exportadores do país, fechou seis fábricas, informou a Kyodo. Jatos da Força Aérea foram deslocados para a costa nordeste para determinar a extensão dos danos.

O Banco do Japão (Banco Central) prometeu medidas para assegurar a estabilidade do mercado financeiro, mas o iene e as ações de empresas japonesas registraram queda.

MAR E FOGO

Filipinas, Taiwan e Indonésia emitiram alertas de tsunami, reavivando a lembrança do gigantesco maremoto que atingiu a Ásia em dezembro de 2004. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico advertiu sobre riscos em países tão distantes quanto Colômbia, Chile e Peru, no outro lado do Pacífico.

O terremoto no Japão foi o quinto mais forte do mundo no último século.

Houve vários tremores secundários após o terremoto principal. Em Tóquio, os edifícios sacudiram violentamente. Uma refinaria de petróleo perto da cidade estava em chamas, com dezenas de tanques de armazenamento sob ameaça.

Impressionantes imagens de TV mostraram o tsunami carregando destroços e incêndios em uma grande faixa litorânea perto da cidade de Sendai, que tem cerca de 1 milhão de habitantes. Navios foram erguidos do mar e jogados no cais, onde ficaram caídos de lado.

Sendai fica a 300 quilômetros de Tóquio, e o epicentro do tremor, no mar, não fica muito distante dessa região.

A emissora NHK mostrou chamas e colunas de fumaça negra saindo de um prédio em Odaiba, um subúrbio de Tóquio, e trens-balas que seguiam para o norte do país parados.

Fumaça escura também encobria uma região industrial em Yokohama. A TV mostrou moradores da cidade correndo para deixar prédios atingidos pelo tremor, protegendo as cabeças com as mãos enquanto destroços caiam sobre elas.

'O prédio sacudiu por bastante tempo e muitas pessoas na redação pegaram seus capacetes e se esconderam debaixo da mesa', disse a correspondente da Reuters em Tóquio Linda Sieg.

'Isso foi provavelmente o pior que eu já vivi desde que vim morar no Japão há mais de 20 anos'

O tremor aconteceu pouco antes do fechamento do mercado em Tóquio, derrubando o índice Nikkei para a cotação mais baixa em cinco semanas. O desastre também prejudicou mercados em outras partes do mundo.


Por Chisa Fujioka e Elaine Lies