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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Doador anônimo japonês deixa US$ 131 mil em banheiro público
Um doador anônimo japonês deixou uma bolsa com US$ 131 mil em um banheiro público com instruções sobre como o dinheiro deve ser utilizado para ajudar as vítimas do terremoto e do tsunami no país em março deste ano.
Um funcionário da prefeitura de Tóquio informou que a bolsa de plástico com 10 milhões de ienes foi encontrada em 22 de setembro em um banheiro para deficientes de Sakado, um subúrbio nas proximidades da capital.
O governo municipal repassará o dinheiro à Cruz Vermelha japonesa se o doador anônimo não reclamar a quantia em um prazo de três meses.
A bolsa tinha um bilhete com a mensagem: "Estou sozinho. Não tenho futuro, então deixem o povo de Tohoku usar o dinheiro".
Tohoku é a região do nordeste do país devastada pela catástrofe que matou mais de 20 mil pessoas e provocou a tragédia na central nuclear de Fukushima.
"Não havia testemunhas para presenciar o gesto e não podemos dizer que tipo de pessoa fez isto. Estamos espantados. E também agradecidos pela gentileza", afirmou a porta-voz do governo municipal, Masumi Sekiguchi.
Folha
domingo, 8 de maio de 2011
Risco de terremoto nos Andes é maior do que o suposto até agora
Risco sísmico nos Andes é maior do que o suposto até agora
A parte sul da cordilheira subandina, uma zona na qual moram mais de dois milhões de pessoas, está exposta a um risco sísmico significativamente superior ao previamente suposto pelos especialistas, publica esta semana "Nature Geoscience" em sua versão na internet.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Havaí (EUA) coloca que a magnitude de um tremor na região poderia chegar a um máximo de entre 8,7 e 8,9 graus na escala Richter, em contraste com os 7,5 graus anteriormente estimados.
O grupo de estudiosos, liderado pelo investigador Benjamin Brooks, utilizou um GPS para criar um mapa dos movimentos na superfície terrestre ao longo do flanco oriental da cordilheira dos Andes.
Esta técnica lhes permitiu descobrir que uma seção pouco profunda ao leste da região, de cerca de 100 km de comprimento, está encaixada entre placas tectônicas em movimento, o que gera tensão entre estas estruturas.
Se esta seção se quebrasse pela força de um terremoto produzido pelo choque das placas, a magnitude do tremor poderia alcançar até 8,9 graus. [DA EFE, EM LONDRES]
Estudo diz que terremoto no Leste dos Andes pode ser devastador
Sismos podem atingir magnitude 8,9; pensava-se que o limite era 7,5.
Região abrange partes do Sul da Bolívia e do Norte da Argentina.
A região a leste da parte central dos Andes, o que corresponde à região da fronteira entre a Bolívia e a Argentina, está exposta a um risco sísmico significativamente superior ao previamente suposto pelos especialistas, publica esta semana "Nature Geoscience" em sua versão na internet.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Havaí (EUA) coloca que a magnitude de um tremor na região poderia chegar a um máximo de entre 8,7 e 8,9 graus na escala Richter. Antes, se estimava que o máximo possível seria 7,5 graus, com base no histórico relativamente tranquilo da região.
O grupo de estudiosos, liderado pelo investigador Benjamin Brooks, utilizou um GPS para criar um mapa dos movimentos na superfície terrestre ao longo do flanco oriental da cordilheira dos Andes.
Esta técnica lhes permitiu descobrir que uma seção pouco profunda ao leste da região, de cerca de 100 quilômetros de comprimento, está encaixada entre placas tectônicas em movimento, o que gera tensão entre estas estruturas.
Se esta seção se quebrasse pela força de um terremoto produzido pelo choque das placas, a magnitude do tremor poderia alcançar até 8,9 graus. [Da EFE]
A parte sul da cordilheira subandina, uma zona na qual moram mais de dois milhões de pessoas, está exposta a um risco sísmico significativamente superior ao previamente suposto pelos especialistas, publica esta semana "Nature Geoscience" em sua versão na internet.
| Cordilheira dos Andes Deserto do Atacama |
O grupo de estudiosos, liderado pelo investigador Benjamin Brooks, utilizou um GPS para criar um mapa dos movimentos na superfície terrestre ao longo do flanco oriental da cordilheira dos Andes.
Esta técnica lhes permitiu descobrir que uma seção pouco profunda ao leste da região, de cerca de 100 km de comprimento, está encaixada entre placas tectônicas em movimento, o que gera tensão entre estas estruturas.
Se esta seção se quebrasse pela força de um terremoto produzido pelo choque das placas, a magnitude do tremor poderia alcançar até 8,9 graus. [DA EFE, EM LONDRES]
Sismos podem atingir magnitude 8,9; pensava-se que o limite era 7,5.
Região abrange partes do Sul da Bolívia e do Norte da Argentina.
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| Pesquisadores com um dos aparelhos utilizados (Foto: Ben Brooks, SOEST/UHM / Cortesia) |
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Havaí (EUA) coloca que a magnitude de um tremor na região poderia chegar a um máximo de entre 8,7 e 8,9 graus na escala Richter. Antes, se estimava que o máximo possível seria 7,5 graus, com base no histórico relativamente tranquilo da região.
O grupo de estudiosos, liderado pelo investigador Benjamin Brooks, utilizou um GPS para criar um mapa dos movimentos na superfície terrestre ao longo do flanco oriental da cordilheira dos Andes.
Esta técnica lhes permitiu descobrir que uma seção pouco profunda ao leste da região, de cerca de 100 quilômetros de comprimento, está encaixada entre placas tectônicas em movimento, o que gera tensão entre estas estruturas.
Se esta seção se quebrasse pela força de um terremoto produzido pelo choque das placas, a magnitude do tremor poderia alcançar até 8,9 graus. [Da EFE]
terça-feira, 26 de abril de 2011
Terremoto provoca pânico na Ilha de Java, na Indonésia
JACARTA - Um terremoto de intensidade mediana sacudiu nesta terça-feira a Ilha de Java, a principal da Indonésia, provocando o pânico entre os habitantes precipitadamente sua casas e prédios de escritórios. Não houve alerta de tsunami, nem houve informações sobre vítimas e danos materiais.
O Centro Geológico dos Estados Unidos disse que o terremoto foi de magnitude de 5,4 graus. O epicentro foi localizado a 140 quilômetros ao sul de Cirebon e a 78 quilômetros do mar.
A Rádio Shinta disse que o tremor provocou pânico na cidade próxima de Garut.
A Indonésia está situada no Círculo de Fogo do Pacífico, uma zona que reúne vulcões e falhas geológicas no Oceano Pacífico.
O Globo
O Centro Geológico dos Estados Unidos disse que o terremoto foi de magnitude de 5,4 graus. O epicentro foi localizado a 140 quilômetros ao sul de Cirebon e a 78 quilômetros do mar.
A Rádio Shinta disse que o tremor provocou pânico na cidade próxima de Garut.
A Indonésia está situada no Círculo de Fogo do Pacífico, uma zona que reúne vulcões e falhas geológicas no Oceano Pacífico.
O Globo
sábado, 26 de março de 2011
Lua Cheia pode causar terremotos?
Durante alguns anos, os pesquisadores tentaram relacionar as fases da Lua com os terremotos, mas até agora as tentativas não produziram resultados.
É certo que a atração gravitacional exercida pela Lua tem alguma influência nas camadas mais profundas da crosta e do manto e em alguns casos pode até provocar microssismos, mas não há evidências de que podem disparar terremotos.
Atualmente, estuda-se a possibilidade das marés poderem provocar alguns tipos de sismos próximos à linha costeira, mas não existem estudos conclusivos a esse respeito e são objeto de discussão por parte dos pesquisadores.
Foto: Dois momentos da Lua Cheia. À esquerda, Lua Cheia durante o apogeu, quando a distância pode chegar a 405 mil quilômetros. À direita, a Lua Cheia no perigeu, quando o satélite atinge apenas 357 mil km da Terra. [apolo11.com]
Lua mais que cheia
No último dia 19 de março a Lua chegou bem próxima da Terra. A última vez que o satélite se aproximou tanto do nosso planeta foi em 1992. Neste dia, a Lua cheia vai parecer 14% maior e significantemente mais brilhante que o normal. Mas, mesmo com tanto brilho, a super Lua tem um lado negro. Luas cheias foram ligadas a grandes desastres naturais no passado, de terremotos até enchentes. Contudo, astrônomos e outros cientistas dizem que uma catástrofe é improvável.
O dia 19 de março foi o perigeu lunar deste ano, ou seja, o ponto em que a lua esteve mais próxima da Terra. A responsável pela diferença de distância entre nosso planeta e seu satélite natural é a rota elíptica da Lua. O perigeu deste ano vai deixar a Lua 8% mais perto que o normal e 2% mais perto que a média dos perigeus.
As super Luas do passado coincidiram com desastres naturais: o terremoto na Indonésia em 2005, enchentes na Austrália em 1954. Mas os cientistas dizem que não há ligação. Segundo o geofísico John Bellini, da U.S. Geological Survey, “vários estudos foram feitos sobre estes acontecimentos, mas nada de significativo foi encontrado”. As marés vão ficar um pouco mais altas, mas terremotos ou vulcões não serão afetados. “Na prática, você nunca verá nenhum efeito do perigeu lunar. Suas conseqüências estão entre ‘não surte nenhum efeito’ e ‘o efeito é tão pequeno que nem se sente’”, disse o sismologista John Vidali, da Universidade de Washington. [PopSci]
É certo que a atração gravitacional exercida pela Lua tem alguma influência nas camadas mais profundas da crosta e do manto e em alguns casos pode até provocar microssismos, mas não há evidências de que podem disparar terremotos.
Atualmente, estuda-se a possibilidade das marés poderem provocar alguns tipos de sismos próximos à linha costeira, mas não existem estudos conclusivos a esse respeito e são objeto de discussão por parte dos pesquisadores.
Foto: Dois momentos da Lua Cheia. À esquerda, Lua Cheia durante o apogeu, quando a distância pode chegar a 405 mil quilômetros. À direita, a Lua Cheia no perigeu, quando o satélite atinge apenas 357 mil km da Terra. [apolo11.com]
Lua mais que cheia
No último dia 19 de março a Lua chegou bem próxima da Terra. A última vez que o satélite se aproximou tanto do nosso planeta foi em 1992. Neste dia, a Lua cheia vai parecer 14% maior e significantemente mais brilhante que o normal. Mas, mesmo com tanto brilho, a super Lua tem um lado negro. Luas cheias foram ligadas a grandes desastres naturais no passado, de terremotos até enchentes. Contudo, astrônomos e outros cientistas dizem que uma catástrofe é improvável.
O dia 19 de março foi o perigeu lunar deste ano, ou seja, o ponto em que a lua esteve mais próxima da Terra. A responsável pela diferença de distância entre nosso planeta e seu satélite natural é a rota elíptica da Lua. O perigeu deste ano vai deixar a Lua 8% mais perto que o normal e 2% mais perto que a média dos perigeus.
As super Luas do passado coincidiram com desastres naturais: o terremoto na Indonésia em 2005, enchentes na Austrália em 1954. Mas os cientistas dizem que não há ligação. Segundo o geofísico John Bellini, da U.S. Geological Survey, “vários estudos foram feitos sobre estes acontecimentos, mas nada de significativo foi encontrado”. As marés vão ficar um pouco mais altas, mas terremotos ou vulcões não serão afetados. “Na prática, você nunca verá nenhum efeito do perigeu lunar. Suas conseqüências estão entre ‘não surte nenhum efeito’ e ‘o efeito é tão pequeno que nem se sente’”, disse o sismologista John Vidali, da Universidade de Washington. [PopSci]
quinta-feira, 24 de março de 2011
Estrangeiros que deixaram Japão sofrem hostilidade no retorno
Muitos estrangeiros e japoneses residentes em Tóquio que voltaram ao trabalho nesta semana, depois do terremoto e do tsunami que assolaram o Japão no último dia 11, lidam agora com a rejeição de quem se manteve em atividade no ápice da crise.
“Percebi que há uma tensão entre os japoneses e os estrangeiros que estão voltando ao trabalho”, disse à BBC Brasil Mark Pink, fundador da empresa de recrutamento TopMoneyJobs.com, de Tóquio.
Com o risco do terremoto e da contaminação radioativa, muitos japoneses deixaram a capital e se refugiaram em cidades do interior. No entanto, foram os estrangeiros que mais lotaram voos e trens em busca de lugares seguros.
Uma nova corruptela foi criada para designar estes estrangeiros que deixaram o Japão: flyjin (soma de fly, “voar” em inglês, e gaijin, “estrangeiro” em japonês).
A “fuga” ocorreu, em boa parte, pelos apelos dramáticos de algumas embaixadas, como a norte-americana, a alemã, a chinesa e a francesa, que aconselharam seus cidadãos a deixar o país frente à ameaça de uma crise nuclear fora de controle.
Questão cultural
A decisão de “abandonar o navio”, segundo Pink, está diretamente ligada à questão cultural. “No Japão, há uma cultura de que o trabalho é tão ou mais importante do que a família”, disse. “Já para os estrangeiros, a segurança está em primeiro lugar.”
Para o executivo, a mídia estrangeira também colaborou para aumentar o desespero das pessoas. “Houve ainda uma pressão de amigos e familiares para que eles voltassem para seus países ou fossem para outro lugar longe do Japão.”
Atsushi Saito, diretor da Bolsa de Valores de Tóquio, disse em entrevista que está desapontado com os estrangeiros. “Temos de acabar com esses rumores e mostrar o quanto o Japão é um país maravilhoso”, disse.
Em relação ao trabalho, Pink diz que ainda é cedo para fazer uma análise mais profunda. “Mas há esposas e familiares de gerentes que não querem mais voltar para o país. Então, a menos que haja uma alteração na responsabilidade desses funcionários dentro da empresa, muitos terão de pedir as contas.”
“Entendo que isso tudo é muito frustrante para os japoneses, mas como dizem os franceses: ‘c’est la vie’ (é a vida)”, afirma.
Opiniões diversas
O japonês Hiroyuki Yasuda diz que entende a decisão dos estrangeiros e lembra que muitos japoneses também foram para outro lugar. “Eles têm essa alternativa e, quando voltarem, nós os receberemos de braços abertos”, disse.
O brasileiro Julio Cesar Caruso, 35 anos, é outro dos que respeita a decisão de quem partiu. “Eu mesmo não fui para outro lugar por ter uma filha que vive com a mãe em Tóquio e sabendo que elas permaneceriam aqui”, disse. “Jamais me sentiria tranquilo em qualquer parte do Japão ou do mundo.”
Para Caruso, as pessoas fora do Japão estão mais apavoradas do que as que vivem aqui. “Mas não creio que isso se deve somente ao exagero cometido pela mídia, mas também pela falta de conhecimento da geografia do Japão. Era preciso mostrar que não foi o Japão todo que foi atingido pelo maremoto ou pelo terremoto.”
Isaac Almeida Silva Júnior, 39 anos, também acha que houve um exagero da mídia. “Minha mãe chegou a pedir para não comer, não beber água da torneira e nem tomar banho”, afirma o brasileiro, que não pensa em voltar ao Brasil por causa dos filhos que vivem com a ex-mulher.
No entanto, Silva Júnior não deixa de criticar os japoneses. “Na crise econômica de 2008/09, os estrangeiros foram os primeiros a serem mandados embora. Até pagaram para os brasileiros deixar o país. Então, agora eles não podem criticar quem tem a opção de ir para um lugar mais seguro”, falou.
Já a japonesa Mai Mizuno diz que a vontade é de deixar Tóquio. “Não entendo porque os escritórios continuam funcionando. Isso tudo é uma loucura”, disse. O namorado, espanhol, já fugiu do país. “Ele foi para Taiwan e vive agora outra realidade.”
BBC Brasil
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| Isaac e seu filho, Matheus: brasileiro não pensa em deixar o Japão |
Com o risco do terremoto e da contaminação radioativa, muitos japoneses deixaram a capital e se refugiaram em cidades do interior. No entanto, foram os estrangeiros que mais lotaram voos e trens em busca de lugares seguros.
Uma nova corruptela foi criada para designar estes estrangeiros que deixaram o Japão: flyjin (soma de fly, “voar” em inglês, e gaijin, “estrangeiro” em japonês).
A “fuga” ocorreu, em boa parte, pelos apelos dramáticos de algumas embaixadas, como a norte-americana, a alemã, a chinesa e a francesa, que aconselharam seus cidadãos a deixar o país frente à ameaça de uma crise nuclear fora de controle.
Questão cultural
A decisão de “abandonar o navio”, segundo Pink, está diretamente ligada à questão cultural. “No Japão, há uma cultura de que o trabalho é tão ou mais importante do que a família”, disse. “Já para os estrangeiros, a segurança está em primeiro lugar.”
Para o executivo, a mídia estrangeira também colaborou para aumentar o desespero das pessoas. “Houve ainda uma pressão de amigos e familiares para que eles voltassem para seus países ou fossem para outro lugar longe do Japão.”
Atsushi Saito, diretor da Bolsa de Valores de Tóquio, disse em entrevista que está desapontado com os estrangeiros. “Temos de acabar com esses rumores e mostrar o quanto o Japão é um país maravilhoso”, disse.
Em relação ao trabalho, Pink diz que ainda é cedo para fazer uma análise mais profunda. “Mas há esposas e familiares de gerentes que não querem mais voltar para o país. Então, a menos que haja uma alteração na responsabilidade desses funcionários dentro da empresa, muitos terão de pedir as contas.”
“Entendo que isso tudo é muito frustrante para os japoneses, mas como dizem os franceses: ‘c’est la vie’ (é a vida)”, afirma.
Opiniões diversas
O japonês Hiroyuki Yasuda diz que entende a decisão dos estrangeiros e lembra que muitos japoneses também foram para outro lugar. “Eles têm essa alternativa e, quando voltarem, nós os receberemos de braços abertos”, disse.
O brasileiro Julio Cesar Caruso, 35 anos, é outro dos que respeita a decisão de quem partiu. “Eu mesmo não fui para outro lugar por ter uma filha que vive com a mãe em Tóquio e sabendo que elas permaneceriam aqui”, disse. “Jamais me sentiria tranquilo em qualquer parte do Japão ou do mundo.”
Para Caruso, as pessoas fora do Japão estão mais apavoradas do que as que vivem aqui. “Mas não creio que isso se deve somente ao exagero cometido pela mídia, mas também pela falta de conhecimento da geografia do Japão. Era preciso mostrar que não foi o Japão todo que foi atingido pelo maremoto ou pelo terremoto.”
Isaac Almeida Silva Júnior, 39 anos, também acha que houve um exagero da mídia. “Minha mãe chegou a pedir para não comer, não beber água da torneira e nem tomar banho”, afirma o brasileiro, que não pensa em voltar ao Brasil por causa dos filhos que vivem com a ex-mulher.
No entanto, Silva Júnior não deixa de criticar os japoneses. “Na crise econômica de 2008/09, os estrangeiros foram os primeiros a serem mandados embora. Até pagaram para os brasileiros deixar o país. Então, agora eles não podem criticar quem tem a opção de ir para um lugar mais seguro”, falou.
Já a japonesa Mai Mizuno diz que a vontade é de deixar Tóquio. “Não entendo porque os escritórios continuam funcionando. Isso tudo é uma loucura”, disse. O namorado, espanhol, já fugiu do país. “Ele foi para Taiwan e vive agora outra realidade.”
BBC Brasil
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domingo, 20 de março de 2011
Terremoto no Japão: Mudança na rotação da Terra é imperceptível
Além de ter provocado milhares de mortes e iniciado uma possível tragédia nuclear, o terremoto devastador da sexta-feira, 11, fez com que a costa do Japão se movesse 2,4 metros e alterou a rotação da Terra. De acordo com Richard Gross, cientista do Laboratório de Jatopropulsão da Nasa (agência espacial norte-americana), o tremor de magnitude 9 levou a Terra a girar mais rapidamente e a balançar de modo diferente. “O fenômeno rearranjou a massa do planeta, um pouco mais próxima de seu eixo de rotação”, afirmou Gross ao Estado de Minas.
Desde as 2h46 (hora de Brasília) do dia 11, os dias foram encurtados em 1,8 microssegundo — unidade que equivale a um segundo dividido por um milhão. O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV) assegura que o eixo de rotação do planeta deslocou-se quase 10 centímetros. “O impacto desse fato sobre o planeta foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra, em 2004, e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960”, explicou o órgão, por meio de comunicado.
Apesar de curiosa sob o ponto de vista científico, a mudança na duração dos dias é imperceptível. A cada ano, a duração de um dia (86,4 mil segundos) varia cerca de 1 milissegundo. “A rotação da Terra se modifica com frequência, principalmente em resposta às alterações na força e na direção dos ventos atmosféricos e das correntes oceânicas”, explicou o especialista da Nasa. Segundo Gross, as modificações provocadas por esses fenômenos são até 500 vezes maiores que as causadas por grandes terremotos. “As transformações induzidas por abalos sísmicos são bem pequenas e não podem ser sentidas”, observou.
Gross compara o efeito do terremoto ao comportamento de um pneu mal balanceado. “O planeta gira em torno de seu eixo de rotação, mas sua massa é balanceada pelo eixo-figura, algo como o centro de gravidade. Como a Terra não está rodando em volta do eixo-figura, ela balança”, acrescentou. No caso da Terra, os eixos de rotação e de figura são tão diferentes um do outro que a Terra não gira suavemente, mas, literalmente, sacode.
“O eixo-figura da Terra se moveu depois que o tremor rearranjou a massa do planeta”, explicou o cientista. Segundo as análises de pesquisadores, o eixo-figura se movimentou 17cm e 133 graus rumo à longitude Leste. O eixo Norte-Sul, que a cada dia gira a 1.604km/h, não sofre qualquer interferência de abalos sísmicos e está sujeito a ações apenas de forças externas, como a atração gravitacional do Sol, da Lua e de outros planetas.
Deformação O geofísico norte-americano Kenneth Hudnut, do instituto US Geological Survey (USGS), afirmou ao EM que o terremoto também provocou uma importante deformação na parte Norte de Honshu — a maior e mais populosa ilha do arquipélago japonês. “A área costeira foi deslocada para baixo antes da chegada do tsunami, de tal forma que a parte superior das barreiras de contenção do mar baixou levemente. Esse fator ajuda a entender por que o tsunami conseguiu superar as muralhas de proteção”, comentou. Ainda segundo Hudnut, a ilha se moveu cerca de 2,4m para frente.
A Autoridade de Informação Geoespacial do Japão detectou que o maior deslocamento para baixo (vertical) na costa Norte de Honshu foi de 70cm, a partir da cidade de Choshi, na província de Chiba. A mesma instituição descobriu uma ruptura de 400 quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de profundidade na falha geológica responsável pelo terremoto. [Estado de Minas]
Desde as 2h46 (hora de Brasília) do dia 11, os dias foram encurtados em 1,8 microssegundo — unidade que equivale a um segundo dividido por um milhão. O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV) assegura que o eixo de rotação do planeta deslocou-se quase 10 centímetros. “O impacto desse fato sobre o planeta foi muito maior que o do grande terremoto de Sumatra, em 2004, e provavelmente é o segundo maior, atrás apenas do terremoto do Chile de 1960”, explicou o órgão, por meio de comunicado.
Apesar de curiosa sob o ponto de vista científico, a mudança na duração dos dias é imperceptível. A cada ano, a duração de um dia (86,4 mil segundos) varia cerca de 1 milissegundo. “A rotação da Terra se modifica com frequência, principalmente em resposta às alterações na força e na direção dos ventos atmosféricos e das correntes oceânicas”, explicou o especialista da Nasa. Segundo Gross, as modificações provocadas por esses fenômenos são até 500 vezes maiores que as causadas por grandes terremotos. “As transformações induzidas por abalos sísmicos são bem pequenas e não podem ser sentidas”, observou.
Gross compara o efeito do terremoto ao comportamento de um pneu mal balanceado. “O planeta gira em torno de seu eixo de rotação, mas sua massa é balanceada pelo eixo-figura, algo como o centro de gravidade. Como a Terra não está rodando em volta do eixo-figura, ela balança”, acrescentou. No caso da Terra, os eixos de rotação e de figura são tão diferentes um do outro que a Terra não gira suavemente, mas, literalmente, sacode.
“O eixo-figura da Terra se moveu depois que o tremor rearranjou a massa do planeta”, explicou o cientista. Segundo as análises de pesquisadores, o eixo-figura se movimentou 17cm e 133 graus rumo à longitude Leste. O eixo Norte-Sul, que a cada dia gira a 1.604km/h, não sofre qualquer interferência de abalos sísmicos e está sujeito a ações apenas de forças externas, como a atração gravitacional do Sol, da Lua e de outros planetas.
Deformação O geofísico norte-americano Kenneth Hudnut, do instituto US Geological Survey (USGS), afirmou ao EM que o terremoto também provocou uma importante deformação na parte Norte de Honshu — a maior e mais populosa ilha do arquipélago japonês. “A área costeira foi deslocada para baixo antes da chegada do tsunami, de tal forma que a parte superior das barreiras de contenção do mar baixou levemente. Esse fator ajuda a entender por que o tsunami conseguiu superar as muralhas de proteção”, comentou. Ainda segundo Hudnut, a ilha se moveu cerca de 2,4m para frente.
A Autoridade de Informação Geoespacial do Japão detectou que o maior deslocamento para baixo (vertical) na costa Norte de Honshu foi de 70cm, a partir da cidade de Choshi, na província de Chiba. A mesma instituição descobriu uma ruptura de 400 quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de profundidade na falha geológica responsável pelo terremoto. [Estado de Minas]
Entenda: Terremoto moveu costa do Japão, alterou equilíbrio da Terra e reduziu duração dos dias A costa do Japão pode ter se movido cerca de quatro metros para leste após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira, afirmaram especialistas. Dados da rede japonesa Geonet - recolhidos de cerca de 1,2 mil estações de monitoramento por satélite - sugerem que houve um deslocamento em grande escala após o terremoto. Roger Musson, da agência geológica britânica (BGS, na sigla em inglês), disse à BBC que o movimento é "compatível com o que acontece quando há um terremoto deste porte". O terremoto provavelmente mudou também o equilíbrio do planeta, movendo a Terra em relação a seu eixo em cerca de 16,5 cm. O tremor também aumentou a velocidade da rotação da Terra, diminuindo a duração dos dias em cerca de 1,8 milionésimos de segundo. A agência meteorológica do Japão propôs aumentar a magnitude do terremoto para 9.0. Isso faria do tremor o quinto maior da história desde que tremores começaram a ser registrados. Outras agências, no entanto, ainda não atenderam ao chamado. Brian Baptie, também da BGS, explicou que o tremor ocorreu na Zona de Subducção, como é chamada a região onde duas placas tectônicas se unem - no caso do Japão, a Placa do Pacífico, a leste, e outra placa a oeste, que muitos geólogos acreditam ser uma continuação da Placa Norte-americana. A Placa do Pacífico está se movendo para oeste sob o Japão. E, à medida que isso acontece, arrasta com ela a Placa Norte-americana para baixo e para oeste. Quando o terremoto ocorreu, a placa que estava por cima deu uma guinada para cima e para leste, liberando a energia acumulada enquanto as duas placas estavam em atrito. Isso mexeu com o leito do oceano, deslocando uma enorme quantidade de água - o que levou a um tsunami. Ken Hudnut, um geofísico da agência de geologia dos EUA, em Pasadena, na Califórnia, disse à rede MSNBC que informações que dependem de dados de GPS como mapas, navegadores por satélite usados em carros e registros de propriedade terão que ser mudados no Japão após o terremoto. "A rede nacional (japonesa) que define limites de propriedades foi mudada", disse ele. "Cartas náuticas terão que ser revisadas por conta da mudança da profundidade da água", afirmou. [BBC Brasil] |
sexta-feira, 18 de março de 2011
"Morde & Assopra" não mudará cena de terremoto no Japão
A novela "Morde & Assopra", que estreia na próxima segunda-feira (21) na faixa das 19h da TV Globo, começa com um terremoto no Japão. Apesar da trágica coincidência com os acontecimentos recentes no país, o autor Walcyr Carrasco não pensa em modificar as cenas, gravadas no ano passado.
Há meses mergulhado na concepção da novela Morde & Assopra, Walcyr Carrasco contou em seu microblog que teve uma premonição. Segundo o autor, o primeiro capítulo da novela que substituirá de Ti-ti-ti a partir de 21 de março, na Globo, narra o drama da protagonista vivida por Adriana Esteves, que enfrenta um terremoto no Japão.
“Amigos, estou passado! Minha novela Morde & Assopra começa com um terremoto no Japão! Eu sinto que de alguma maneira tive uma premonição sobre o Japão!”, escreveu o autor, que ficou penalizado com a tragédia que abalou a costa do Japão nesta sexta-feira (11), obrigando o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, dos Estados Unidos, a emitir um alerta para toda a costa do Atlântico.
“A gravação do terremoto está incrível. A Adriana Esteves (Júlia) cai numa rachadura! Eu sei que sempre houve terremotos no Japão. Mas nessa proporção não são comuns. E o terremoto da novela também é fortíssimo!”, completou.
Há meses mergulhado na concepção da novela Morde & Assopra, Walcyr Carrasco contou em seu microblog que teve uma premonição. Segundo o autor, o primeiro capítulo da novela que substituirá de Ti-ti-ti a partir de 21 de março, na Globo, narra o drama da protagonista vivida por Adriana Esteves, que enfrenta um terremoto no Japão.
“Amigos, estou passado! Minha novela Morde & Assopra começa com um terremoto no Japão! Eu sinto que de alguma maneira tive uma premonição sobre o Japão!”, escreveu o autor, que ficou penalizado com a tragédia que abalou a costa do Japão nesta sexta-feira (11), obrigando o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, dos Estados Unidos, a emitir um alerta para toda a costa do Atlântico.
“A gravação do terremoto está incrível. A Adriana Esteves (Júlia) cai numa rachadura! Eu sei que sempre houve terremotos no Japão. Mas nessa proporção não são comuns. E o terremoto da novela também é fortíssimo!”, completou.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Os riscos para a saúde de um desastre nuclear como o de Fukushima. Saiba mais
Após uma terceira explosão em um de seus reatores nucleares, a usina de Fukushima Daiichi, 250 km a noroeste de Tóquio, no Japão, começou a deixar escapar radiação em níveis que se aproximam do preocupante, alertaram nesta terça-feira as autoridades japonesas.
Leia a seguir sobre a seriedade do incidente nuclear e o risco destes vazamentos para a saúde no Japão e nos países vizinhos.
Qual é a escala do vazamento de material radioativo?
O governo japonês afirmou que os níveis de radiação após as explosões na usina de Fukushima podem afetar a saúde humana. Foram detectados níveis de radiação mais altos ao sul da instalação. Moradores que vivem em um raio de 30 km da usina foram aconselhados a deixar suas residências ou permanecer em casa a portas fechadas para evitar exposição. Em Tóquio, os níveis estariam acima do normal, mas sem apresentar riscos à saúde. Na segunda-feira, as autoridades em Fukushima haviam informado que 190 pessoas foram expostas a radiação e um navio militar americano, o porta-aviões USS Ronald Reagan, havia detectado baixos níveis de radiação a uma distância de 160 km da usina de Fukushima.
O vazamento pode se espalhar para os países vizinhos?
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) descreveu o vazamento como um evento de nível quatro em uma escala internacional, o que significa um incidente "com consequências locais". Na Rússia, por exemplo, não foram detectados níveis anormais de radiação e por ora o problema não representa um problema para outras partes do mundo.
Que tipo de material radioativo escapou?
As informações são de que houve vazamento de isótopos de césio e iodo nas redondezas da usina. Especialistas dizem que seria natural haver também um escape de isótopos de nitrogênio e argônio. Mas não há evidências de que tenham escapado plutônio ou urânio.
Qual é o risco destas substâncias radioativas para a saúde?
Em um primeiro momento, a exposição a níveis moderados de radiação pode resultar em náusea, vômito, diarreia, dor de cabeça e febre. Em altos níveis, essa exposição pode incluir também danos possivelmente fatais aos órgãos internos do corpo. No longo prazo, o maior risco do iodo radioativo é o câncer, e as crianças são potencialmente mais vulneráveis. A explicação para isso é que, nas crianças, as células estão se multiplicando e reproduzindo mais rapidamente os efeitos da radiação. O desastre de Chernobyl, em 1986, resultou em um aumento de casos de câncer de tireóide (região em que o iodo radioativo absorvido pelo corpo tende a se concentrar) na população infantil da vizinhança da usina.
Há prevenção e tratamento?
Sim, é possível prevenir o problema com pastilhas de iodo não-radioativo, porque o corpo não absorve iodo da atmosfera se já estiver "satisfeito" com todo o iodo de que necessita. Especialistas dizem que a dieta dos japoneses já é rica em iodo, o que ajuda na prevenção. Césio, urânio e plutônio radioativos são prejudiciais, mas não atacam nenhum órgão do corpo em particular. O nitrogênio radioativo se dissipa em segundos após a sua liberação, e o argônio não apresenta riscos para a saúde.
Como se deu o vazamento do material radioativo?
A usina de Fukushima teve problemas com o sistema de resfriamento de seus reatores, que superaqueceram. A produção de vapor gerou um acúmulo de pressão dentro do reator e a consequente liberação de pequenas quantidades de vapor. Para especialistas, a presença de vapores de césio e iodo – que resultam do processo de fissão nuclear – sugere que o invólucro de metal que guarda alguns dos bastões de combustível pode ter se quebrado ou fundido. Mas o combustível de urânio em si tem um altíssimo ponto de fusão e é improvável que tenha se liquefeito, e ainda mais improvável que tenha se convertido em vapor.
De que outras formas pode haver vazamento?
Como plano de contingência, os técnicos estão usando água do mar para resfriar os reatores. Na passagem pelo reator, esta água é contaminada. Ainda não está claro se o líquido ou parte dele foi liberado na natureza.
Quanto tempo vai durar a contaminação?
O iodo radioativo se dissipa rapidamente e a estimativa é de que a maior parte terá se dissipado em um mês. O césio radioativo não permanece no corpo por muito tempo – a maior parte terá saído em um ano. Entretanto, a substância fica no ambiente e pode continuar a representar um risco por muitos anos.
Pode haver um desastre nos moldes de Chernobyl?
Especialistas dizem que essa possibilidade é improvável. As explosões ocorreram do lado de fora do compartimento de aço e concreto que envolve os reatores, que aparentemente permanecem sólidos. Foram danificados apenas o teto e os muros erigidos ao redor dos compartimentos de proteção. No caso de Chernobyl, a explosão expôs o núcleo do reator ao ar. Por vários dias, seguiu-se um incêndio que lançou na atmosfera nuvens de fumaça carregadas de conteúdo radioativo.
Pode haver uma explosão nuclear?
Não. Uma bomba nuclear e um reator nuclear são coisas diferentes.
BBC Brasil
Leia a seguir sobre a seriedade do incidente nuclear e o risco destes vazamentos para a saúde no Japão e nos países vizinhos.
Qual é a escala do vazamento de material radioativo?
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| Técnicos checam nível de radioatividade em moradores perto de usina |
O vazamento pode se espalhar para os países vizinhos?
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) descreveu o vazamento como um evento de nível quatro em uma escala internacional, o que significa um incidente "com consequências locais". Na Rússia, por exemplo, não foram detectados níveis anormais de radiação e por ora o problema não representa um problema para outras partes do mundo.
Que tipo de material radioativo escapou?
As informações são de que houve vazamento de isótopos de césio e iodo nas redondezas da usina. Especialistas dizem que seria natural haver também um escape de isótopos de nitrogênio e argônio. Mas não há evidências de que tenham escapado plutônio ou urânio.
Qual é o risco destas substâncias radioativas para a saúde?
Em um primeiro momento, a exposição a níveis moderados de radiação pode resultar em náusea, vômito, diarreia, dor de cabeça e febre. Em altos níveis, essa exposição pode incluir também danos possivelmente fatais aos órgãos internos do corpo. No longo prazo, o maior risco do iodo radioativo é o câncer, e as crianças são potencialmente mais vulneráveis. A explicação para isso é que, nas crianças, as células estão se multiplicando e reproduzindo mais rapidamente os efeitos da radiação. O desastre de Chernobyl, em 1986, resultou em um aumento de casos de câncer de tireóide (região em que o iodo radioativo absorvido pelo corpo tende a se concentrar) na população infantil da vizinhança da usina.
Há prevenção e tratamento?
Sim, é possível prevenir o problema com pastilhas de iodo não-radioativo, porque o corpo não absorve iodo da atmosfera se já estiver "satisfeito" com todo o iodo de que necessita. Especialistas dizem que a dieta dos japoneses já é rica em iodo, o que ajuda na prevenção. Césio, urânio e plutônio radioativos são prejudiciais, mas não atacam nenhum órgão do corpo em particular. O nitrogênio radioativo se dissipa em segundos após a sua liberação, e o argônio não apresenta riscos para a saúde.
Como se deu o vazamento do material radioativo?
A usina de Fukushima teve problemas com o sistema de resfriamento de seus reatores, que superaqueceram. A produção de vapor gerou um acúmulo de pressão dentro do reator e a consequente liberação de pequenas quantidades de vapor. Para especialistas, a presença de vapores de césio e iodo – que resultam do processo de fissão nuclear – sugere que o invólucro de metal que guarda alguns dos bastões de combustível pode ter se quebrado ou fundido. Mas o combustível de urânio em si tem um altíssimo ponto de fusão e é improvável que tenha se liquefeito, e ainda mais improvável que tenha se convertido em vapor.
De que outras formas pode haver vazamento?
Como plano de contingência, os técnicos estão usando água do mar para resfriar os reatores. Na passagem pelo reator, esta água é contaminada. Ainda não está claro se o líquido ou parte dele foi liberado na natureza.
Quanto tempo vai durar a contaminação?
O iodo radioativo se dissipa rapidamente e a estimativa é de que a maior parte terá se dissipado em um mês. O césio radioativo não permanece no corpo por muito tempo – a maior parte terá saído em um ano. Entretanto, a substância fica no ambiente e pode continuar a representar um risco por muitos anos.
Pode haver um desastre nos moldes de Chernobyl?
Especialistas dizem que essa possibilidade é improvável. As explosões ocorreram do lado de fora do compartimento de aço e concreto que envolve os reatores, que aparentemente permanecem sólidos. Foram danificados apenas o teto e os muros erigidos ao redor dos compartimentos de proteção. No caso de Chernobyl, a explosão expôs o núcleo do reator ao ar. Por vários dias, seguiu-se um incêndio que lançou na atmosfera nuvens de fumaça carregadas de conteúdo radioativo.
Pode haver uma explosão nuclear?
Não. Uma bomba nuclear e um reator nuclear são coisas diferentes.
BBC Brasil
Japão: Helicópteros jogam água para tentar esfriar reatores em usina danificada
O Japão anunciou nesta quinta-feira a intensificação dos esforços para resfriar os reatores da usina nuclear Fukushima Daiichi, atingida pelo tsunami da semana passada.
Helicópteros do Exército jogaram milhares de litros de água para tentar prevenir o derretimento de bastões de combustível nuclear.
Canhões de água deverão ser incluídos na operação nesta quinta-feira.
Na noite de quarta-feira, autoridades americanas afirmaram que os danos na usina de Fukushima parecem ser mais sérios do que o divulgado pelo Japão.
O tsunami que danificou a usina foi gerado após um terremoto de magnitude 9 que atingiu o nordeste do Japão na sexta-feira.
A polícia japonesa confirmou nesta quinta 5.178 mortes em consequência do tremor e do tsunami. Outras 8.606 pessoas continuam desaparecidas.
Preocupações
Helicópteros militares CH-47 Chinook começaram a jogar toneladas de água nos reatores três e quatro da usina de Fukushima, a cerca de 220 quilômetros de Tóquio, às 9h48 (21h48 de quarta-feira em Brasília), segundo as autoridades locais.
As aeronaves descarregaram quatro cargas de água antes de deixar o local para tentar reduzir ao máximo a exposição das tripulações à radiação.
Na quarta-feira, os helicópteros haviam sido forçados a abortar uma operação semelhante por conta das preocupações sobre os altos níveis de radiação.
Segundo o correspondente da BBC em Tóquio Chris Hogg, os helicópteros podem levar uma grande quantidade de água, mas os fortes ventos na região tornam difícil saber se ela atingiu o local desejado.
Avaliação
O porta-voz do governo japonês Yukio Edano afirmou, em uma entrevista coletiva, que especialistas em energia nuclear estão agora investigando o resultado da operação.
Enquanto isso, caminhões-tanque estão a postos para jogar mais água nos reatores a qualquer momento.
A operação tinha como objetivo resfriar os reatores e também repor a água da piscina de resfriamento para bastões de combustível nuclear usados.
As autoridades japonesas também dizem esperar restabelecer nesta quinta-feira o suprimento de energia elétrica para a usina, necessária para o sistema de resfriamento e para os geradores de emergência.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou nesta quinta-feira por telefone com o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, e expressou as preocupações americanas com o desastre.
A Casa Branca disse que Obama expressou seus “mais profundos pêsames” pela perda de vidas e disse que o governo americano está “determinado a fazer todo o possível para apoiar o Japão”.
Os Estados Unidos já preparam aeronaves para ajudar cidadãos americanos a deixar o Japão e autorizaram a saída voluntária de parentes de diplomatas no país.
Radiação
Em audiência no Congresso americano, em Washington, nesta quarta-feira, o chefe da agência de regulação nuclear dos Estados Unidos, Gregory Jaczko, afirmou que as tentativas de resfriar os reatores da usina de Fukushima estavam enfrentando sérios problemas.
“Acreditamos que ao redor do local do reator haja altos níveis de radiação”, disse ele.
Para o secretário de Energia dos EUA, Steven Chu, a situação em Fukushima Daiichi parece mais séria que o derretimento parcial na usina nuclear de Three Mile Island na Pensilvânia, em 1979.
O Departamento de Estado americano pediu aos americanos que vivam a até 80 km da usina japonesa que deixem a área, perímetro muito mais abrangente que a zona de exclusão de 20 km aconselhada pelo governo japonês.
O governo japonês classificou a orientação americana como “conservadora”.
A Grã-Bretanha recomendou aos seus cidadãos que estejam em Tóquio ou ao norte da capital para que considerem deixar a região.
A França também pediu aos seus cidadãos em Tóquio que deixassem o país ou se dirigissem ao sul. Dois aviões da Air France foram enviados para retirar cidadãos franceses nesta quinta-feira.
O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukio Amano, está viajando ao Japão nesta quinta-feira para avaliar pessoalmente a situação.
Problemas
Em áreas do nordeste do país gravemente atingidas pelo tsunami, as baixas temperaturas de inverno aumentaram os problemas enfrentados pelos sobreviventes.
O governador da província de Fukushima, onde está localizada a usina danificada, reclamou que os abrigos públicos não têm as necessidades básicas, incluindo alimentos quentes.
Cerca de 450 mil pessoas estão em abrigos temporários, muitas delas dormindo no chão de ginásios esportivos em escolas.
A crise continuou a afetar os mercados financeiros, com uma retração de 1,4% no índice Nikkei, da Bolsa da Valores de Tóquio, que chegou a cair 4,5% durante o pregão.
O iene também atingiu ao longo do dia seu maior valor em relação ao dólar desde a Segunda Guerra Mundial.
BBC Brasil
O imperador do Japão, Akihito, fez um discurso na televisão, em que demonstrou preocupação com a situação em Fukushima. Ele pediu calma aos japoneses e disse que reza pelas vítimas. Milhares de pessoas estão deixando áreas de possível contaminação radioativa no país.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou que 500 mil japoneses foram retirados dos locais onde vivem em consequência do terremoto, do tsunami e dos acidentes nucleares. O número de mortos subiu para 4.314 em 12 distritos do Japão, os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Polícia. Os registros devem aumentar ao longo das buscas por desaparecidos.
Helicópteros do Exército jogaram milhares de litros de água para tentar prevenir o derretimento de bastões de combustível nuclear.
Canhões de água deverão ser incluídos na operação nesta quinta-feira.
Na noite de quarta-feira, autoridades americanas afirmaram que os danos na usina de Fukushima parecem ser mais sérios do que o divulgado pelo Japão.
O tsunami que danificou a usina foi gerado após um terremoto de magnitude 9 que atingiu o nordeste do Japão na sexta-feira.
A polícia japonesa confirmou nesta quinta 5.178 mortes em consequência do tremor e do tsunami. Outras 8.606 pessoas continuam desaparecidas.
Preocupações
Helicópteros militares CH-47 Chinook começaram a jogar toneladas de água nos reatores três e quatro da usina de Fukushima, a cerca de 220 quilômetros de Tóquio, às 9h48 (21h48 de quarta-feira em Brasília), segundo as autoridades locais.
As aeronaves descarregaram quatro cargas de água antes de deixar o local para tentar reduzir ao máximo a exposição das tripulações à radiação.
Na quarta-feira, os helicópteros haviam sido forçados a abortar uma operação semelhante por conta das preocupações sobre os altos níveis de radiação.
Segundo o correspondente da BBC em Tóquio Chris Hogg, os helicópteros podem levar uma grande quantidade de água, mas os fortes ventos na região tornam difícil saber se ela atingiu o local desejado.
Avaliação
O porta-voz do governo japonês Yukio Edano afirmou, em uma entrevista coletiva, que especialistas em energia nuclear estão agora investigando o resultado da operação.
Enquanto isso, caminhões-tanque estão a postos para jogar mais água nos reatores a qualquer momento.
A operação tinha como objetivo resfriar os reatores e também repor a água da piscina de resfriamento para bastões de combustível nuclear usados.
As autoridades japonesas também dizem esperar restabelecer nesta quinta-feira o suprimento de energia elétrica para a usina, necessária para o sistema de resfriamento e para os geradores de emergência.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou nesta quinta-feira por telefone com o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, e expressou as preocupações americanas com o desastre.
A Casa Branca disse que Obama expressou seus “mais profundos pêsames” pela perda de vidas e disse que o governo americano está “determinado a fazer todo o possível para apoiar o Japão”.
Os Estados Unidos já preparam aeronaves para ajudar cidadãos americanos a deixar o Japão e autorizaram a saída voluntária de parentes de diplomatas no país.
Radiação
Em audiência no Congresso americano, em Washington, nesta quarta-feira, o chefe da agência de regulação nuclear dos Estados Unidos, Gregory Jaczko, afirmou que as tentativas de resfriar os reatores da usina de Fukushima estavam enfrentando sérios problemas.
“Acreditamos que ao redor do local do reator haja altos níveis de radiação”, disse ele.
Para o secretário de Energia dos EUA, Steven Chu, a situação em Fukushima Daiichi parece mais séria que o derretimento parcial na usina nuclear de Three Mile Island na Pensilvânia, em 1979.
O Departamento de Estado americano pediu aos americanos que vivam a até 80 km da usina japonesa que deixem a área, perímetro muito mais abrangente que a zona de exclusão de 20 km aconselhada pelo governo japonês.
O governo japonês classificou a orientação americana como “conservadora”.
A Grã-Bretanha recomendou aos seus cidadãos que estejam em Tóquio ou ao norte da capital para que considerem deixar a região.
A França também pediu aos seus cidadãos em Tóquio que deixassem o país ou se dirigissem ao sul. Dois aviões da Air France foram enviados para retirar cidadãos franceses nesta quinta-feira.
O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukio Amano, está viajando ao Japão nesta quinta-feira para avaliar pessoalmente a situação.
Problemas
Em áreas do nordeste do país gravemente atingidas pelo tsunami, as baixas temperaturas de inverno aumentaram os problemas enfrentados pelos sobreviventes.
O governador da província de Fukushima, onde está localizada a usina danificada, reclamou que os abrigos públicos não têm as necessidades básicas, incluindo alimentos quentes.
Cerca de 450 mil pessoas estão em abrigos temporários, muitas delas dormindo no chão de ginásios esportivos em escolas.
A crise continuou a afetar os mercados financeiros, com uma retração de 1,4% no índice Nikkei, da Bolsa da Valores de Tóquio, que chegou a cair 4,5% durante o pregão.
O iene também atingiu ao longo do dia seu maior valor em relação ao dólar desde a Segunda Guerra Mundial.
BBC Brasil
O imperador do Japão, Akihito, fez um discurso na televisão, em que demonstrou preocupação com a situação em Fukushima. Ele pediu calma aos japoneses e disse que reza pelas vítimas. Milhares de pessoas estão deixando áreas de possível contaminação radioativa no país.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) avisou que 500 mil japoneses foram retirados dos locais onde vivem em consequência do terremoto, do tsunami e dos acidentes nucleares. O número de mortos subiu para 4.314 em 12 distritos do Japão, os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Polícia. Os registros devem aumentar ao longo das buscas por desaparecidos.
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segunda-feira, 14 de março de 2011
Japão diz que nível radiação pode afetar saúde humana
Incêndio atinge reator 4 na usina nuclear de Fukushima.
Explosão atingiu o reator 2 na manhã desta terça (horário local).
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pediu nesta terça-feira (15, horário local) que a população se retire dentro de um raio de 30 km da usina nuclear de Fukushima.
Segundo o premiê, o nível de radiação subiu "consideravelmente" na central nuclear Fukushima 1, onde há um incêndio no reator 4.
O governo ainda alertou que o nível de radioatividade medido no centro de Fukushima é considerado perigoso para a saúde da população.
Nesta terça-feira às 6h20 locais (18h10 de segunda-feira de Brasília), uma explosão atingiu o reator 2. Ela pode ter danificado o reservatório de supressão, informou a Agência de Segurança Nuclear e Industrial, citando relatório da Tokyo Electric Power Co., operadora da usina.
O teto do prédio do reator foi danificado, e vapor estava saindo dele, segundo a agência Jiji Press.
Afetado pelo terremoto seguido de tsunami de sexta, o reator continuava apresentando instabilidade, revelou o governo japonês, em entrevista pouco antes da explosão.
A agência Kyodo informou que níveis de radiação quatro vezes mais altos foram medidos na província de Ibaraki, ao sul da usina, entre as províncias de Fukushima e de Tóquio.
O operador da central nuclear de Fukushima 1 anunciou a retirada de seu pessoal da área do reator 2, exceto pelos funcionários encarregados de bombear água para refrigerar o sistema em colapso.
Fonte: G1
Explosão atingiu o reator 2 na manhã desta terça (horário local).
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pediu nesta terça-feira (15, horário local) que a população se retire dentro de um raio de 30 km da usina nuclear de Fukushima.
Segundo o premiê, o nível de radiação subiu "consideravelmente" na central nuclear Fukushima 1, onde há um incêndio no reator 4.
O governo ainda alertou que o nível de radioatividade medido no centro de Fukushima é considerado perigoso para a saúde da população.
Nesta terça-feira às 6h20 locais (18h10 de segunda-feira de Brasília), uma explosão atingiu o reator 2. Ela pode ter danificado o reservatório de supressão, informou a Agência de Segurança Nuclear e Industrial, citando relatório da Tokyo Electric Power Co., operadora da usina.
O teto do prédio do reator foi danificado, e vapor estava saindo dele, segundo a agência Jiji Press.
Afetado pelo terremoto seguido de tsunami de sexta, o reator continuava apresentando instabilidade, revelou o governo japonês, em entrevista pouco antes da explosão.
A agência Kyodo informou que níveis de radiação quatro vezes mais altos foram medidos na província de Ibaraki, ao sul da usina, entre as províncias de Fukushima e de Tóquio.
O operador da central nuclear de Fukushima 1 anunciou a retirada de seu pessoal da área do reator 2, exceto pelos funcionários encarregados de bombear água para refrigerar o sistema em colapso.
Fonte: G1
Terremoto moveu costa do Japão e reduziu duração dos dias
A costa do Japão pode ter se movido cerca de quatro metros para leste após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira, afirmaram especialistas.
Dados da rede japanesa Geonet - recolhidos de cerca de 1.200 estações de monitoramento por satélite - sugerem que houve um deslocamento em grande escala após o terremoto.
Roger Musson, da agência geológica britânica (BGS, na sigla em inglês), disse à BBC que o movimento é "compatível com o que acontece quando há um terremoto deste porte".
O terremoto provavelmente mudou também o equilíbrio do planeta, movendo a terra em relação a seu eixo em cerca de 16.5 cm. O tremor também aumentou a velocidade da rotação da Terra, diminuindo a duração dos dias em cerca de 1.8 milionésimos de segundo.
A agência meteorológica do Japão propos aumentar a magnitude do terremoto para 9.0. Isso faria do tremor o quinto maior da história desde que tremores começaram a ser registrados. Outras agências, no entanto, ainda não atenderam ao chamado.
Brian Baptie, também da BGS, explicou que o tremor ocorreu na Zona de Subdução, como é chamada a região onde duas placas tectônicas se unem - no caso do Japão, a Placa do Pacífico, a leste, e outra placa a oeste, que muitos geólogos acreditam ser uma continuação da Placa Norteamericana.
A Placa do Pacífico está se movendo para oeste sob o Japão. E, à medida que isso acontece, arrasta com ela a Placa Norteamericana para baixo e para oeste.
Quando o terremoto ocorreu, a placa que estava por cima deu uma ginada para cima e para leste, liberando a energia acumulada enquanto as duas placas estavam em atrito.
Isso mexeu com o leito do oceano, deslocando uma enorme quantidade de água - o que levou a um tsunami.
Ken Hudnut, um geofísico da agência de geologia dos EUA, em Pasadena, na Califórnia, disse à rede MSNBC que informações que dependem de dados de GPS como mapas, navegadores por satélite usados em carros e registros de propriedade terão que ser mudados no Japão após o terremoto.
"A rede nacional (japonesa) que define limites de propriedades foi mudada", disse ele. "Cartas náuticas terão que ser revisadas por conta da mudança da profundiade da água", afirmou.
BBC Brasil
Dados da rede japanesa Geonet - recolhidos de cerca de 1.200 estações de monitoramento por satélite - sugerem que houve um deslocamento em grande escala após o terremoto.
Roger Musson, da agência geológica britânica (BGS, na sigla em inglês), disse à BBC que o movimento é "compatível com o que acontece quando há um terremoto deste porte".
O terremoto provavelmente mudou também o equilíbrio do planeta, movendo a terra em relação a seu eixo em cerca de 16.5 cm. O tremor também aumentou a velocidade da rotação da Terra, diminuindo a duração dos dias em cerca de 1.8 milionésimos de segundo.
A agência meteorológica do Japão propos aumentar a magnitude do terremoto para 9.0. Isso faria do tremor o quinto maior da história desde que tremores começaram a ser registrados. Outras agências, no entanto, ainda não atenderam ao chamado.
Brian Baptie, também da BGS, explicou que o tremor ocorreu na Zona de Subdução, como é chamada a região onde duas placas tectônicas se unem - no caso do Japão, a Placa do Pacífico, a leste, e outra placa a oeste, que muitos geólogos acreditam ser uma continuação da Placa Norteamericana.
A Placa do Pacífico está se movendo para oeste sob o Japão. E, à medida que isso acontece, arrasta com ela a Placa Norteamericana para baixo e para oeste.
Quando o terremoto ocorreu, a placa que estava por cima deu uma ginada para cima e para leste, liberando a energia acumulada enquanto as duas placas estavam em atrito.
Isso mexeu com o leito do oceano, deslocando uma enorme quantidade de água - o que levou a um tsunami.
Ken Hudnut, um geofísico da agência de geologia dos EUA, em Pasadena, na Califórnia, disse à rede MSNBC que informações que dependem de dados de GPS como mapas, navegadores por satélite usados em carros e registros de propriedade terão que ser mudados no Japão após o terremoto.
"A rede nacional (japonesa) que define limites de propriedades foi mudada", disse ele. "Cartas náuticas terão que ser revisadas por conta da mudança da profundiade da água", afirmou.
BBC Brasil
domingo, 13 de março de 2011
Mortos por terremoto no Japão podem chegar a 10 mil.
As autoridades japonesas aumentaram neste domingo para 1.353 o número oficial de mortos por conta do forte terremoto e do subsequente tsunami que atingiram o país na sexta-feira. O número de desaparecidos chegou a 1.085. O governo, porém, teme que as vítimas superem amplamente as 10 mil.
A polícia de Miyagi, província mais afetada pelo terremoto, acredita que haverá pelo menos dez mil mortos, enquanto outras fontes não descartam que o número possa ser maior.
Só em Minamisanriku, localidade litorânea de Miyagi totalmente arrasada pelo tsunami que seguiu o terremoto de 9 graus na escala Richter, 9,5 mil pessoas ainda não foram localizadas.
Outras 1.167 pessoas estão desaparecidas na província de Fukushima, de acordo com as autoridades locais.
Na apuração oficial, segundo a agência local "Kyodo", também não estão incluídos outros 600 corpos que foram localizados nas províncias de Miyagi e Iwate, ambas no litoral do Pacífico.
Os números oficiais falam de mais de 20.800 edifícios destruídos e que 450 mil japoneses tiveram que ser evacuados de suas casas por vários motivos, entre eles 200 mil deslocados pelos riscos em uma usina nuclear em Fukushima.
Além disso, mais de 100 mil militares japoneses serão desdobrados para socorrer as vítimas, ajudados por resgatistas e pessoal especializado de quase 70 países, entre eles os Estados Unidos, que colocaram à disposição do Japão o porta-aviões Ronald Reagan.
Por outro lado, os especialistas alertaram que o nordeste do país sofrerá réplicas durante uma semana e que há 70% de possibilidades de que alguma delas supere, antes de quarta-feira, os 7 graus de magnitude na escala Richter.
O diretor da Agência Meteorológica do Japão, Takashi Yokota, indicou à TV "NHK" que, dentro de três dias, esse risco se reduzirá em 50% em uma área de 500 quilômetros de comprimento e 200 de largura no litoral das províncias de Ibaraki e Miyagi.
RETIRADA
O Escritório de Ajuda Humanitária das Nações Unidas (Ocha) divulgou hoje que cerca de 600 mil foram retiradas de suas casas nos últimos três dias no Japão.
Segundo os últimos dados, 380 mil pessoas das regiões afetadas deixaram suas casas pelas catástrofes naturais, enquanto 210 mil foram evacuadas de uma área de 20 quilômetros da usina nuclear de Fukushima, onde se registrou uma explosão após o terremoto.
O organismo da ONU assinalou também que várias áreas do litoral afetadas pelo tsunami "permanecem inacessíveis".
Por enquanto, 3 mil pessoas foram resgatadas, mas se teme particularmente pela metade dos 10 mil moradores do povoado de Minami-Sanriku-cho, na província de Miyagi (no norte do Japão), que foi arrasado pelo tsunami.
A Ocha ressaltou que os esforços das autoridades japonesas se intensificam com o apoio das equipes de especialistas que chegam de diferentes países, enquanto que seus cientistas trabalham intensamente para resolver os problemas dos reatores da usina nuclear de Fukushima.
Segundo o relatório da Ocha, o governo japonês confirmou que 2,6 milhões de casas estão sem eletricidade e 1,4 milhão não tem água.
AMEAÇA NUCLEAR
O Japão luta neste domingo para impedir o vazamento de reatores nucleares atingidos pelo terremoto, descrevendo o tremor e o tsunami, que pode ter provocado a morte de mais de 10 mil pessoas, como a pior crise que a nação já viveu desde a Segunda Guerra Mundial.
As autoridades japonesas decretaram estado de emergência em uma segunda usina nuclear, a de Onagawa (nordeste), anunciou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
"As autoridades japonesas informaram à AIEA que o primeiro estado de emergência (o nível mais baixo) na central de Onagawa foi registrado pela Tohoku Electric Power Company", explicou a agência da ONU, com sede em Viena.
Os três reatores da planta de Onagawa "estão sob controle", segundo as autoridades japonesas.
Além disso, o país se prepara para injetar água do mar no reator número 2 em sua usina de energia nuclear em Fukushima Daiichi, disse neste domingo a agência de notícias Jiji, citando a companhia de energia elétrica. A meta é esfriar os equipamentos na unidade, que fica no norte do Japão, afetada após o terremoto.
A Tepco, maior companhia de energia elétrica do Japão já está injetando água do mar nos reatores número 1 e 3 na planta para resfriar e reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores.
"O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.
Ontem, a instalação que abrigava um dos reatores da usina explodiu após uma falha no sistema de resfriamento. Agora, pelo menos outros dois reatores correm o mesmo risco.
Folha
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A polícia de Miyagi, província mais afetada pelo terremoto, acredita que haverá pelo menos dez mil mortos, enquanto outras fontes não descartam que o número possa ser maior.
Só em Minamisanriku, localidade litorânea de Miyagi totalmente arrasada pelo tsunami que seguiu o terremoto de 9 graus na escala Richter, 9,5 mil pessoas ainda não foram localizadas.
Outras 1.167 pessoas estão desaparecidas na província de Fukushima, de acordo com as autoridades locais.
Na apuração oficial, segundo a agência local "Kyodo", também não estão incluídos outros 600 corpos que foram localizados nas províncias de Miyagi e Iwate, ambas no litoral do Pacífico.
Os números oficiais falam de mais de 20.800 edifícios destruídos e que 450 mil japoneses tiveram que ser evacuados de suas casas por vários motivos, entre eles 200 mil deslocados pelos riscos em uma usina nuclear em Fukushima.
Além disso, mais de 100 mil militares japoneses serão desdobrados para socorrer as vítimas, ajudados por resgatistas e pessoal especializado de quase 70 países, entre eles os Estados Unidos, que colocaram à disposição do Japão o porta-aviões Ronald Reagan.
Por outro lado, os especialistas alertaram que o nordeste do país sofrerá réplicas durante uma semana e que há 70% de possibilidades de que alguma delas supere, antes de quarta-feira, os 7 graus de magnitude na escala Richter.
O diretor da Agência Meteorológica do Japão, Takashi Yokota, indicou à TV "NHK" que, dentro de três dias, esse risco se reduzirá em 50% em uma área de 500 quilômetros de comprimento e 200 de largura no litoral das províncias de Ibaraki e Miyagi.
RETIRADA
O Escritório de Ajuda Humanitária das Nações Unidas (Ocha) divulgou hoje que cerca de 600 mil foram retiradas de suas casas nos últimos três dias no Japão.
Segundo os últimos dados, 380 mil pessoas das regiões afetadas deixaram suas casas pelas catástrofes naturais, enquanto 210 mil foram evacuadas de uma área de 20 quilômetros da usina nuclear de Fukushima, onde se registrou uma explosão após o terremoto.
O organismo da ONU assinalou também que várias áreas do litoral afetadas pelo tsunami "permanecem inacessíveis".
Por enquanto, 3 mil pessoas foram resgatadas, mas se teme particularmente pela metade dos 10 mil moradores do povoado de Minami-Sanriku-cho, na província de Miyagi (no norte do Japão), que foi arrasado pelo tsunami.
A Ocha ressaltou que os esforços das autoridades japonesas se intensificam com o apoio das equipes de especialistas que chegam de diferentes países, enquanto que seus cientistas trabalham intensamente para resolver os problemas dos reatores da usina nuclear de Fukushima.
Segundo o relatório da Ocha, o governo japonês confirmou que 2,6 milhões de casas estão sem eletricidade e 1,4 milhão não tem água.
AMEAÇA NUCLEAR
O Japão luta neste domingo para impedir o vazamento de reatores nucleares atingidos pelo terremoto, descrevendo o tremor e o tsunami, que pode ter provocado a morte de mais de 10 mil pessoas, como a pior crise que a nação já viveu desde a Segunda Guerra Mundial.
As autoridades japonesas decretaram estado de emergência em uma segunda usina nuclear, a de Onagawa (nordeste), anunciou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
"As autoridades japonesas informaram à AIEA que o primeiro estado de emergência (o nível mais baixo) na central de Onagawa foi registrado pela Tohoku Electric Power Company", explicou a agência da ONU, com sede em Viena.
Os três reatores da planta de Onagawa "estão sob controle", segundo as autoridades japonesas.
Além disso, o país se prepara para injetar água do mar no reator número 2 em sua usina de energia nuclear em Fukushima Daiichi, disse neste domingo a agência de notícias Jiji, citando a companhia de energia elétrica. A meta é esfriar os equipamentos na unidade, que fica no norte do Japão, afetada após o terremoto.
A Tepco, maior companhia de energia elétrica do Japão já está injetando água do mar nos reatores número 1 e 3 na planta para resfriar e reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores.
"O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.
Ontem, a instalação que abrigava um dos reatores da usina explodiu após uma falha no sistema de resfriamento. Agora, pelo menos outros dois reatores correm o mesmo risco.
Folha
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sábado, 12 de março de 2011
Tsunami - um terremoto dentro do mar
Tsunami, traduzido do japonês para o português como "ondas de porto", são ondas gigantes causadas por qualquer distúrbio importante em um grande corpo de água. Talvez, para a maioria das gerações mais jovens ao redor do mundo, o desastre natural mais mortal que já testemunhou (em primeira mão, na Internet ou na TV) foi o tsunami de 2004 no Oceano Índico. Esse terremoto / tsunami provocou a morte de mais de 220.000 pessoas. Em 2004, o tsunami no Oceano Índico foi causado por um terremoto de magnitude 9,3, que durou aproximadamente 10 minutos. Outras causas são as erupções vulcânicas, explosões subaquáticas, e deslizamentos de terra.
Tsunamis são difíceis de detectar "offshore", porque elas só sobem inicialmente cerca de 30 cm. É só quando se aproximam da terra que incham rápido. O tsunami de 2004 atingiu 30 metros de altura. Essa altitude é bem menor que o maior tsunami já registrada: O Tsunami da Baía de Lituya.
A Baía Lituya está localizada no Alasca. O tsunami que atingiu essa área em 1958, subiu a uma altura de 524 metros. Isso é quase uma centena de metros mais alto que o Empire State Building. Felizmente, o número de mortes não era proporcional ao seu tamanho. Este tsunami particular foi diretamente causado por um deslizamento de terra.
Alguns dos maiores terremotos na história resultou em tsunamis. O Grande Terremoto do Chile de 1960, que também detém o recorde de maior magnitude em 9,5, produziu uma série de ondas gigantes que varreu o Pacífico do Chile e, finalmente, se chocou contra as Filipinas, do outro lado do oceano.
O Grande Terramoto do Alasca de 1964 (magnitude = 9,2) também produziu maremotos que atingiram as costas do Japão e do Havaí.
Extensa investigação, detecção e monitoramento de tsunamis está sendo conduzido pelo USGS (Serviço Geológico dos EUA) e do Centro NOAA para Tsunami Research. NOAA significa National Oceanic and Atmospheric Administration.
Principalmente por causa do tsunami de 2004, a implantação de dispositivos de detecção tem sido acelerado. DART (Deep-Ocean Avaliação e Comunicação dos Tsunamis) bóias já foram colocados em locais estratégicos nos oceanos do mundo. A maioria destas bóias foram implantados ao longo do Anel de Fogo do Pacífico, onde a maioria dos terremotos e, portanto, tsunamis, ocorrem.
Cada bóia é ligado a uma gravação de pressão inferior (BPR), aparelho que monitora mudanças de pressão abaixo. Dados da BPR é enviado para a bóia, então para um satélite. O satélite, em seguida, envia as informações para NOAA várias instalações.
A presença destes sistemas de vigilância podem ajudar a reduzir os danos (principalmente para a vida) de tsunamis no futuro. Muitos dos tsunamis mortais podem percorrer grandes distâncias e levam horas antes de bater em praias e causando estragos. Depois que as pessoas de tripulação sistemas de acompanhamento emitir advertências, o público pode ser dado tempo suficiente para evacuar para áreas mais seguras.
Nós temos alguns artigos em Hoje Universo que estão relacionados com tsunamis. Aqui está um artigo sobre o grande tsunami , e aqui estão alguns terremotos famosos.
Fonte: universetoday.com/
Tsunamis são difíceis de detectar "offshore", porque elas só sobem inicialmente cerca de 30 cm. É só quando se aproximam da terra que incham rápido. O tsunami de 2004 atingiu 30 metros de altura. Essa altitude é bem menor que o maior tsunami já registrada: O Tsunami da Baía de Lituya.
A Baía Lituya está localizada no Alasca. O tsunami que atingiu essa área em 1958, subiu a uma altura de 524 metros. Isso é quase uma centena de metros mais alto que o Empire State Building. Felizmente, o número de mortes não era proporcional ao seu tamanho. Este tsunami particular foi diretamente causado por um deslizamento de terra.
Alguns dos maiores terremotos na história resultou em tsunamis. O Grande Terremoto do Chile de 1960, que também detém o recorde de maior magnitude em 9,5, produziu uma série de ondas gigantes que varreu o Pacífico do Chile e, finalmente, se chocou contra as Filipinas, do outro lado do oceano.
O Grande Terramoto do Alasca de 1964 (magnitude = 9,2) também produziu maremotos que atingiram as costas do Japão e do Havaí.
Extensa investigação, detecção e monitoramento de tsunamis está sendo conduzido pelo USGS (Serviço Geológico dos EUA) e do Centro NOAA para Tsunami Research. NOAA significa National Oceanic and Atmospheric Administration.
Principalmente por causa do tsunami de 2004, a implantação de dispositivos de detecção tem sido acelerado. DART (Deep-Ocean Avaliação e Comunicação dos Tsunamis) bóias já foram colocados em locais estratégicos nos oceanos do mundo. A maioria destas bóias foram implantados ao longo do Anel de Fogo do Pacífico, onde a maioria dos terremotos e, portanto, tsunamis, ocorrem.
Cada bóia é ligado a uma gravação de pressão inferior (BPR), aparelho que monitora mudanças de pressão abaixo. Dados da BPR é enviado para a bóia, então para um satélite. O satélite, em seguida, envia as informações para NOAA várias instalações.
A presença destes sistemas de vigilância podem ajudar a reduzir os danos (principalmente para a vida) de tsunamis no futuro. Muitos dos tsunamis mortais podem percorrer grandes distâncias e levam horas antes de bater em praias e causando estragos. Depois que as pessoas de tripulação sistemas de acompanhamento emitir advertências, o público pode ser dado tempo suficiente para evacuar para áreas mais seguras.
Nós temos alguns artigos em Hoje Universo que estão relacionados com tsunamis. Aqui está um artigo sobre o grande tsunami , e aqui estão alguns terremotos famosos.
Fonte: universetoday.com/
Terremotos, maremotos ou tsunamis. Como ocorrem e porque ocorrem?
Como funcionam os terremotos
Até muito recentemente, os cientistas tinham apenas suposições sobre o que realmente causava os terremotos. Mesmo hoje, ainda há uma certa dose de mistério que os rodeia, mas os cientistas já têm um entendimento muito mais claro do fenômeno.
Houve um enorme progresso no século passado: os cientistas identificaram as forças que causam os terremotos e desenvolveram uma tecnologia que nos informa a magnitude e a origem de um terremoto. O próximo passo é encontrar uma forma de prever os terremotos, para que eles não peguem as pessoas de surpresa.
O chão treme
O terremoto é uma vibração que se movimenta pela crosta terrestre. Tecnicamente, um caminhão grande que faz um estrondo pela rua, causa um mini-terremoto se você sente a sua casa tremer quando ele passa, mas os terremotos são eventos que afetam uma área relativamente grande, como uma cidade inteira. Vários fatores podem causar terremotos:
- erupções vulcânicas;
- impactos de meteoros;
- explosões subterrâneas (um teste nuclear subterrâneo, por exemplo);
- estruturas que desmoronam (como uma mina).
Ouvimos falar sobre terremotos nos noticiários apenas de vez em quando, mas na verdade eles ocorrem todos os dias no nosso planeta. De acordo com a pesquisa da United States Geological, mais de três milhões de terremotos ocorrem todos os anos, o que soma 8 mil por dia ou um a cada 11 segundos.
A vasta maioria destes 3 milhões de tremores é extremamente fraco. A lei das probabilidades também faz com que um bom número dos tremores mais fortes aconteça em lugares não habitados, onde ninguém os sente. São os grandes terremotos, que ocorrem em áreas muito populosas, que nos chamam a atenção.
Os terremotos causaram muitos danos às terras ao longo dos anos e tiraram muitas vidas. Nos últimos cem anos, houve mais de 1,5 milhões de fatalidades relacionadas aos terremotos. Geralmente, não é o tremor de terra em si que mata, é a destruição de estruturas feitas pelo homem e outros desastres naturais conseqüentes dos terremotos, tais como os tsunamis, as avalanches e os deslizamentos de terra.
Placas deslizantes
Uma das falhas mais conhecidas é a falha de San Andreas, na Califórnia. Ele marca o limite entre a placa do oceano Pacífico e a do continente norte-americano e se estende ao longo de 1.050 km de terra.
A maior descoberta científica na história da sismologia, o estudo dos terremotos, chegou na metade do século XX, com o desenvolvimento da teoria das placas tectônicas. Os cientistas propuseram a idéia das placas tectônicas para explicar uma série de fenômenos peculiares na terra, tais como o movimento aparente dos continentes ao longo do tempo, as regiões de atividade vulcânica e a presença de enormes sulcos no fundo do oceano.
A teoria básica é que a camada superficial da terra, a litosfera, é formada por muitas placas que deslizam sobre uma zona do manto externo, a astenosfera. Nos limites entre estas placas enormes de solo e pedra, três coisas diferentes podem acontecer.
- As placas podem se deslocar para lados diferentes - se duas placas estão se separando uma da outra, rochas quentes derretidas fluem das camadas do manto abaixo da litosfera. Este magma sobe para a superfície (do fundo do oceano), onde é chamado de lava. Quando a lava se esfria, ela endurece e forma novo material de litosfera, preenchendo a fenda. Isto se chama limite de placa divergente.
- As placas podem colidir - se duas placas se movimentam uma em direção à outra, uma placa geralmente desliza para baixo da outra. A placa que submerge, afunda nas camadas mais baixas do manto, onde derrete. Em alguns limites onde duas placas se encontram, nenhuma placa está em posição para submergir, portanto ambas se empurram uma contra a outra para formar montanhas. As linhas onde as placas se empurram uma contra a outra são chamadas de limites de placas convergentes.
- As placas deslizam uma contra a outra - em outros limites, as placas simplesmente deslizam em direções opostas. Ao mesmo tempo que as placas não se encontram diretamente uma contra a outra nestes limites de transformação, elas são empurradas bem próximo uma da outra. Uma grande quantidade de tensão se forma nos limites.
Onde estas placas se encontram, você vai encontrar falhas, que são fissuras na crosta terrestre, onde os blocos de rochas se movimentam em direções diferentes. Os terremotos são muito mais comuns ao longo das linhas de falhas do que em qualquer outro lugar do planeta.
Falhas
Os cientistas identificam quatro tipos de falhas, caracterizadas pela posição do plano de falha, a fissura na rocha e o movimento de dois blocos de rocha.
- Em uma falha normal, o plano de falha é quase vertical. A falha geológica, bloco de rocha posicionado acima do plano, empurra para baixo ao longo da placa inferior. A placa inferior empurra para cima, de encontro à rocha superior. Estas falhas ocorrem onde a crosta está sendo separada, devido à pressão de limites de placas divergentes.
- O plano de falha de uma falha reversa também é quase vertical, mas a rocha superior empurra para cima e a rocha inferior empurra para baixo. Este tipo de falha se forma onde a placa está sendo comprimida.
- Uma falha de cavalgamento se movimenta da mesma maneira que uma falha reversa, mas a linha de falha é quase horizontal. Nestas falhas, que também são causadas por compressão, a rocha ascendente é, na verdade, empurrada para cima no topo da rocha inferior. Este é o tipo de falha que ocorre no limite de uma placa convergente.
- Em uma falha transcorrente, os blocos de rocha se movimentam em direções horizontais opostas. Estas falhas se formam quando os pedaços de crosta deslizam uns contra os outros, como num limite de placa transformantes.
Em todos estes tipos de falhas, os diferentes blocos de rochas se empurram uns contra os outros, criando uma forte fricção enquanto se movimentam. Se este nível de fricção for suficientemente alto, os dois blocos ficam travados. A fricção evita que eles deslizem um por cima do outro. Quando isto acontece, as forças nas placas continuam a empurrar a rocha, aumentando a pressão aplicada na falha.
Se a pressão aumenta o suficiente, então ela vai superar a força da fricção e os blocos se movimentarão rapidamente para a frente. Em outras palavras, quando as forças tectônicas empurram os blocos "travados", uma energia potencial se forma. Quando as placas finalmente se movimentam, esta energia formada se torna cinética. Alguns movimentos de falha criam mudanças visíveis na superfície da terra, mas outras mudanças ocorrem em rochas muito abaixo da superfície e, portanto, não criam uma ruptura na superfície.
A fissura inicial que cria a falha, juntamente com estas mudanças intensas repentinas ao longo das falhas já formadas, são as principais fontes de terremotos. A maioria dos terremotos ocorre nos limites de placa, porque é aí que a força dos movimentos das placas é sentida de maneira mais intensa, criando zonas de falhas, grupos de falhas interligados. Em uma zona de falha, a liberação de energia cinética pode aumentar o estresse (energia potencial) em outra falha próxima, levando a outros terremotos. Este é um dos motivos pelos quais vários terremotos podem ocorrer na mesma área em um curto período de tempo.
De tempos em tempos, terremotos realmente ocorrem no meio das placas. Na realidade, uma das mais poderosas séries de terremotos nos Estados Unidos, ocorreu no meio da placa continental Norte Americana. Estes terremotos, que sacudiram vários estados em 1811 e 1812, originaram-se no Missouri. Nos anos 70, cientistas descobriram a origem provável deste terremoto: uma zona de falha de 600 milhões de anos enterrada embaixo de muitas camadas de rocha.
As vibrações de um dos terremoto desta série foram tão poderosas que tocaram os sinos das igrejas num raio tão poderoso que atingiu até Boston. Na próxima sessão, examinaremos as vibrações dos terremotos e veremos como elas viajam pelo solo.
Provocando ondas
Quando uma fissura ou mudança repentina ocorre na crosta terrestre, a energia irradia para fora como ondas sísmicas, assim como a energia da perturbação de um corpo na água irradia em forma de onda. Em cada terremoto, existem vários tipos diferentes de ondas sísmicas.
Ondas de corpo se movimentam pela parte interna da terra, enquanto as ondas de superfície percorrem sua parte extrema. As ondas de superfície, às vezes chamadas de ondas longas, ou simplesmente ondas L, são responsáveis pela maior parte dos danos associados aos terremotos, porque causam as vibrações mais intensas. Originam-se das ondas de corpo que alcançam a superfície.
Existem dois tipos principais de ondas de corpo:
- Ondas primárias, também chamadas de ondas P ou ondas compressionais, percorrem de 1,6 a 8 km por segundo, dependendo do material por onde estão se movimentando. Esta velocidade é maior do que a velocidade de outras ondas, portanto as ondas P chegam primeiro em qualquer tipo de superfície. Elas percorrem sólidos, líquidos e gases e vão passar completamente pelo corpo da terra. Assim que percorrem as rochas, as ondas movimentam pequenas partículas, separando-as e depois juntando-as novamente, alinhadas com a direção do movimento da onda. Estas ondas chegam na superfície como um golpe abrupto;
- Ondas secundárias, também chamadas de ondas S ou ondas transversais, ficam um pouco atrás das ondas P. À medida que estas ondas se movimentam, elas deslocam partículas de rocha para fora, empurrando-as no sentido perpendicular a seu percurso. Isto resulta no primeiro período de revolução associado aos terremotos. Ao contrário das ondas P, as ondas S não se movimentam direto pela terra. Elas atravessam apenas os materiais em estado sólido e param na camada líquida no centro da terra.
Ambos os tipos de ondas de corpo viajam ao redor da terra e podem ser detectadas do lado oposto do planeta, a partir do ponto onde o terremoto começou. A qualquer momento, ocorre um número de ondas sísmicas muito leves que se movimentam em torno do planeta.
Ondas de superfície são como as ondas em um corpo de água, elas movimentam a superfície da terra. Isto geralmente causa o pior estrago, porque o movimento das ondas mexe com as fundações de estruturas feitas pelo homem. As ondas L são as que movimentam-se mais devagar, portanto, o tremor mais intenso geralmente vem no final de um terremoto.
Localizando a origem do terremoto
Vimos na que existem três tipos diferentes de ondas sísmicas e que estas ondas se movimentam em velocidades diferentes. Como a velocidade exata das ondas P e S varia de acordo com composição do material que elas percorrem, a média entre as velocidades das duas ondas irá permanecer relativamente constante em qualquer terremoto. As ondas P geralmente viajam 1,7 vezes mais rápido do que as ondas S.
Usando esta média, os cientistas podem calcular a distância entre qualquer ponto na superfície da terra e o foco de um terremoto - o ponto de fissura onde as vibrações se originaram. Eles fazem isto com um sismógrafo, máquina que registra as diferentes ondas. Para descobrir a distância entre o sismógrafo e o foco, os cientistas também precisam saber a hora em que as vibrações chegaram. Com esta informação, eles observam quanto tempo passou entre a chegada de ambas as ondas e verificam uma tabela especial para saber a distância que as ondas percorreram, com base neste intervalo.
Ao juntar estas informações de três ou mais pontos, pode-se descobrir o local do foco através do processo de trilateração. Basicamente, desenha-se uma esfera imaginária em volta de cada localização sismográfica, com o ponto de medida como o centro e a distância (vamos chamá-la de X) a partir deste ponto até o foco como o raio. A superfície do círculo descreve todos os pontos que estão a X quilômetros de distância do sismógrafo. O foco tem que estar em algum lugar ao longo desta esfera. Se surgirem duas esferas, baseadas nas evidências de dois sismógrafos diferentes, obtêm-se um círculo bi-dimensional, onde elas se encontram. Já que o foco tem que estar dentro da superfície das duas esferas, todos os pontos de foco possíveis estão situados no círculo formado pela intersecção destas duas esferas. Uma terceira esfera vai interceptar este círculo apenas duas vezes, dando-lhe dois possíveis pontos de foco. E como o centro de cada esfera está na superfície da terra, um destes possíveis pontos estará no ar, restando apenas um local de foco lógico.
Medindo a magnitude e a intensidade
Sempre que um terremoto mais importante aparece nos noticiários, ouve-se falar da Escala Richter. Pode-se também pode ouvir falar da Escala Mercalli, apesar de não se falar nela com tanta freqüência. Estas duas medidas descrevem a potência de um terremoto a partir de duas perspectivas diferentes. A Escala Richter é usada para medir a magnitude de um terremoto, ou seja, a quantidade de energia que é liberada. Isto é calculado usando a informação obtida por um sismógrafo. A Escala Richter é logarítmica, o que quer dizer que o aumento total indica um aumento de dez vezes. Neste caso, o aumento é uma amplitude de onda, ou seja, a amplitude de onda em um terremoto de nível 6 é 10 vezes maior do que um de nível 5 e a amplitude aumenta 100 vezes entre o terremoto de nível 7 e o de nível 9. A quantidade de energia liberada aumenta 31,7 vezes entre os valores totais.
O maior terremoto já registrado marcou 9,5 graus na Escala Richter usada atualmente, apesar de não ser improvável que tenham ocorrido tremores mais fortes na história da terra. A maioria dos terremotos registra menos de 3 graus na Escala Richter. Estes tremores, que geralmente não são sentidos pelas pessoas, são chamados de micro-tremores. Geralmente, não se vê muitos estragos causados por terremotos que ficam abaixo de 4 na escala. Os terremotos mais importantes registram 7 graus ou mais.
A classificação pela escala Richter nos dá apenas uma idéia superficial sobre o verdadeiro impacto de um terremoto. Como vimos, o poder de destruição de um terremoto varia dependendo da composição do solo na área e a localização das estruturas feitas pelo homem. A extensão dos estragos é avaliada pela Escala Mercalli. Os números da Mercalli aparecem em algarismos romanos e se baseiam em interpretações subjetivas. Um terremoto de baixa intensidade, onde algumas pessoas sentem a vibração e no qual não há danos significativos, é classificado como II. A classificação mais alta, XII, é aplicada apenas a terremotos onde estruturas são destruídas, o solo fica rachado e outros desastres naturais se iniciam (como desabamento de terras ou Tsunamis). O grau da Escala Richter é determinado logo após o terremoto, assim que os cientistas compararam os dados de diferentes estações de sismógrafos. O grau da Escala Mercalli, por outro lado, não pode ser determinado até que os investigadores tenham tempo para conversar com testemunhas para descobrir o que ocorreu durante o terremoto. Assim que eles têm uma idéia clara sobre os prejuízos, eles usam o critério Mercalli para se decidir por um grau adequado. [Fonte: UOL - Como Tudo Funciona]
OS TSUNAMIS OU MAREMOTOS
Chamada de tsunami - palavra de origem japonesa que significa 'grande onda' (tsu = grande e nami = onda) -, a onda gigante e solitária forma-se em oceanos ou lagos por causa de um evento geológico. Isso quer dizer que, em geral, os tsunamis surgem após um terremoto nas profundezas dos oceanos causado pelo movimento das placas tectônicas (Para saber mais sobre placas tectônicas leia o box no final do texto). O terremoto pode desencadear uma avalanche submarina de lama e pedras, que movimenta a água de repente e com grande força. Isso intensifica o movimento das ondas e gera o tsunami.
A possibilidade de ocorrer um tsunami na Europa, na África e no Brasil é pequena. Já em continentes que são margeados pelo oceano Pacífico, as chances são maiores. Isso acontece porque há menos vulcanismos e movimento de placas tectônicas nas bordas dos continentes localizados às margens do oceano Atlântico do que em continentes com costa voltada para o Pacífico.
O fato é que a onda gigante pode viajar por centenas ou até milhares de quilômetros no oceano. Um terremoto no Chile pode provocar um tsunami na Austrália. São raros os tsunamis gigantescos que destroem vilas ou cidades costeiras. A maioria deles é muito fraco e gera ondas com poucos centímetros.
Existe a possibilidade de que a altura do tsunami aumente durante a viagem pelos oceanos. Uma onda com altura entre dois e quatro metros pode crescer ao atingir águas rasas que estejam próximas ao ponto de impacto da onda com a costa.
Tsunamis desse tipo já aconteceram na Califórnia, no Oregon e em Washington, estados localizados na costa dos Estados Unidos voltada para o oceano Pacífico. As ondas tinham entre dez e 18 metros. Existem pessoas que não sentem medo de ondas desse tamanho. Para alguns surfistas malucos, essa é a oportunidade de tentar pegar a maior onda de suas vidas.
Muitos países atingidos por tsunamis construíram centros para estudar esse fenômeno, como o Japão, os Estados Unidos, a Austrália e a Costa Rica. O objetivo é evitar catástrofes maiores. O monitoramento é feito através de sismógrafos posicionados ao redor do planeta e que emitem dados diários sobre a movimentação no interior da Terra. Os observatórios trocam esses dados e outras informações para que os pesquisadores possam prever quando um tsunami acontecerá e quanto tempo será necessário para ele chegar à costa. Com esse cuidado, as pessoas podem ser retiradas rapidamente das áreas de risco e levadas para locais seguros. Assim, o número de vítimas e os prejuízos materiais diminuem.
Há centros de pesquisa que estudam a possibilidade de o impacto da queda de asteróides nos oceanos em tempos remotos ter provocado fortes tsunamis.
Como conseqüência, mudanças drásticas na zona costeira teriam ocorrido, como o desaparecimento de algumas espécies e mudanças nos rumos da evolução de outras.
Esses fenômenos naturais mostram como a Terra é dinâmica, está em constante mudança e que é preciso aprender a conviver com eles.
Embora as ondas geradas pelos tsunamis possam se propagar a 800 Km/h, os navegadores quase não dão conta por elas. No entanto, ao aproximarem-se do litoral, essas montanhas de água erguem-se subitamente, devastando tudo à sua passagem.
Os tsunamis atravessam o oceano em poucas horas. Em 1960 um terremoto sacudiu o Sul do Chile. Menos de 24 horas depois, do outro lado do mundo, esse tremor deu origem a um tsunami que devastou as costas do Japão. Outro tsunami famoso foi o da ilha de Krakatau (antes conhecida como Krakatoa) na Indonésia, em 1883. Ele aconteceu por causa de grandes erupções vulcânicas nas Índias Orientais o que provocou nas costas de Java, Sumatra e ilhas vizinhas ondas terríveis, com 30 m de altura. Esse tsunami destruiu completamente a cidade de Merak, levando um navio 2,5 km para o interior da ilha, a 10 metros do nível do mar! Nesse tsunami, mais de 36 mil pessoas morreram. Antes disso, em 1755, ondas com mais de 20 metros de altura atingiram o litoral de Lisboa, capital de Portugal, destruindo a cidade e matando centenas de pessoas.
Tsunamis Devastadores através dos tempos
1896: um dos piores desastres provocados por tsunami engoliu aldeias inteiras ao longo de Sanriku, no Japão; uma histórica onda submergiu cerca de 26.000 pessoas.
1883: mais de 36.000 pessoas morreram em Java devido a um tsunami causado pela erupção do vulcão Krakatoa, próximo ao estreito de Sonda (Sunda).
1946: Um terremoto nas ilhas Aleutas enviou um tsunami para o Havaí e matou159 pessoas, sendo que só cinco morreram no Alasca.
1964: Um terremoto no Alasca ativou um tsunami de até 20 pés de altura, matando 11 pessoas tão longe quanto na Cidade Crescent, Califórnia, e ao todo causou mais de 120 mortes.
1983: no Japão,104 pessoas morreram devido a um tsunami provocado por um terremoto próximo.
17 de julho de 1998: em Papua, na Nova guiné, um tsunami matou 3.000 pessoas. Um terremoto de magnitude 7.1, distante 15 milhas da praia, deu origem a uma onda de 40 pés de altura, e destruiu as aldeias de Arop e Warapu.
O mais recente deles: 26 de dezembro de 2004 - mais de 24.000 mortos contabilizados até o momento
O sismo e os maremotos de domingo (27/12), provocaram devastação em sete países do sul e sudeste da Ásia e causaram mais de 24.000 mortos, segundo números ainda provisórios.
O balanço das vítimas, até o momento (28/12, 11h60, quando escrevo esse artigo) por país é: 12.029 Indonésia; 4.491 Índia; 6800 Tailândia; 830 Malásia; 48 Maldivas; 43 Birmânia; 30 Bangladesh.
Em toda a região atingida, mais de um milhão de pessoas estão sem abrigo, os feridos são da ordem dos milhares e há também milhares de desaparecidos.
Vários países do leste europeu consideram prioritário criar pequenas unidades de saúde nos países asiáticos atingidos pelos maremotos para transferir as vítimas para hospitais não afetados pela catástrofe.
Não há muita gente para salvar neste caso, pois não é como o que ocorre num terremoto "normal". A falta de água potável e a degradação do saneamento básico são também questões essenciais.
AS PLACAS TECTÔNICAS
A crosta do nosso planeta é dividida em cerca de 20 pedaços, conhecidos como placas tectônicas. Essas placas encontram-se sobre o manto, a camada interior da Terra que é formada por "material gelatinoso". O núcleo da Terra aquece o material do manto, que se torna mais leve e sobe. Ao subir, ele esfria, fica mais pesado e desce. Assim acontece a movimentação do material aquecido no interior do nosso planeta, as chamadas correntes de convecção. Elas movimentam as placas tectônicas, que podem se afastar uma das outras ou chocar-se. Como os continentes encontram-se sobre as placas tectônicas, acompanham o movimento.
No hemisfério Sul, há cerca de 150 milhões de anos, no período Jurássico, as correntes de convecção dividiram em pedaços o megacontinente Gondwana. Elas fraturaram a crosta terrestre e separaram a América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia. Nas regiões de Gondwana, que hoje são Brasil e África, as correntes de convecção formaram fissuras e fraturas na crosta terrestre, o que gerou derramamento de lava. A ação contínua dessas forças também rompeu completamente a crosta terrestre e formou o oceano Atlântico. Porém, ele não parecia o vasto mar que é hoje: a fragmentação de Gondwana formou apenas um pequeno oceano, que só "cresceu" quando Brasil e África começaram a se afastar de forma gradual há, aproximadamente, 135 milhões de anos.
Quem pensa que Brasil e África já encontraram sua posição no globo terrestre depois de tantos milhões de anos em movimento, engana-se. As placas tectônicas sobre as quais os dois países estão localizados continuam a se afastar com velocidade média de dois centímetros por ano. Como o movimento das placas tectônicas é bastante lento em relação às dimensões da Terra, nós não percebemos a movimentação dos continentes. Mas equipamentos sensíveis comprovam que eles se movem.
Augusto Jeronimo Martini
Fonte: www.piave.org
Até muito recentemente, os cientistas tinham apenas suposições sobre o que realmente causava os terremotos. Mesmo hoje, ainda há uma certa dose de mistério que os rodeia, mas os cientistas já têm um entendimento muito mais claro do fenômeno.
Houve um enorme progresso no século passado: os cientistas identificaram as forças que causam os terremotos e desenvolveram uma tecnologia que nos informa a magnitude e a origem de um terremoto. O próximo passo é encontrar uma forma de prever os terremotos, para que eles não peguem as pessoas de surpresa.
O chão treme
O terremoto é uma vibração que se movimenta pela crosta terrestre. Tecnicamente, um caminhão grande que faz um estrondo pela rua, causa um mini-terremoto se você sente a sua casa tremer quando ele passa, mas os terremotos são eventos que afetam uma área relativamente grande, como uma cidade inteira. Vários fatores podem causar terremotos:
- erupções vulcânicas;
- impactos de meteoros;
- explosões subterrâneas (um teste nuclear subterrâneo, por exemplo);
- estruturas que desmoronam (como uma mina).
Ouvimos falar sobre terremotos nos noticiários apenas de vez em quando, mas na verdade eles ocorrem todos os dias no nosso planeta. De acordo com a pesquisa da United States Geological, mais de três milhões de terremotos ocorrem todos os anos, o que soma 8 mil por dia ou um a cada 11 segundos.
A vasta maioria destes 3 milhões de tremores é extremamente fraco. A lei das probabilidades também faz com que um bom número dos tremores mais fortes aconteça em lugares não habitados, onde ninguém os sente. São os grandes terremotos, que ocorrem em áreas muito populosas, que nos chamam a atenção.
Os terremotos causaram muitos danos às terras ao longo dos anos e tiraram muitas vidas. Nos últimos cem anos, houve mais de 1,5 milhões de fatalidades relacionadas aos terremotos. Geralmente, não é o tremor de terra em si que mata, é a destruição de estruturas feitas pelo homem e outros desastres naturais conseqüentes dos terremotos, tais como os tsunamis, as avalanches e os deslizamentos de terra.
Placas deslizantes
Uma das falhas mais conhecidas é a falha de San Andreas, na Califórnia. Ele marca o limite entre a placa do oceano Pacífico e a do continente norte-americano e se estende ao longo de 1.050 km de terra.
A maior descoberta científica na história da sismologia, o estudo dos terremotos, chegou na metade do século XX, com o desenvolvimento da teoria das placas tectônicas. Os cientistas propuseram a idéia das placas tectônicas para explicar uma série de fenômenos peculiares na terra, tais como o movimento aparente dos continentes ao longo do tempo, as regiões de atividade vulcânica e a presença de enormes sulcos no fundo do oceano.
A teoria básica é que a camada superficial da terra, a litosfera, é formada por muitas placas que deslizam sobre uma zona do manto externo, a astenosfera. Nos limites entre estas placas enormes de solo e pedra, três coisas diferentes podem acontecer.
- As placas podem se deslocar para lados diferentes - se duas placas estão se separando uma da outra, rochas quentes derretidas fluem das camadas do manto abaixo da litosfera. Este magma sobe para a superfície (do fundo do oceano), onde é chamado de lava. Quando a lava se esfria, ela endurece e forma novo material de litosfera, preenchendo a fenda. Isto se chama limite de placa divergente.
- As placas podem colidir - se duas placas se movimentam uma em direção à outra, uma placa geralmente desliza para baixo da outra. A placa que submerge, afunda nas camadas mais baixas do manto, onde derrete. Em alguns limites onde duas placas se encontram, nenhuma placa está em posição para submergir, portanto ambas se empurram uma contra a outra para formar montanhas. As linhas onde as placas se empurram uma contra a outra são chamadas de limites de placas convergentes.
- As placas deslizam uma contra a outra - em outros limites, as placas simplesmente deslizam em direções opostas. Ao mesmo tempo que as placas não se encontram diretamente uma contra a outra nestes limites de transformação, elas são empurradas bem próximo uma da outra. Uma grande quantidade de tensão se forma nos limites.
Onde estas placas se encontram, você vai encontrar falhas, que são fissuras na crosta terrestre, onde os blocos de rochas se movimentam em direções diferentes. Os terremotos são muito mais comuns ao longo das linhas de falhas do que em qualquer outro lugar do planeta.
Falhas
Os cientistas identificam quatro tipos de falhas, caracterizadas pela posição do plano de falha, a fissura na rocha e o movimento de dois blocos de rocha.
- Em uma falha normal, o plano de falha é quase vertical. A falha geológica, bloco de rocha posicionado acima do plano, empurra para baixo ao longo da placa inferior. A placa inferior empurra para cima, de encontro à rocha superior. Estas falhas ocorrem onde a crosta está sendo separada, devido à pressão de limites de placas divergentes.
- O plano de falha de uma falha reversa também é quase vertical, mas a rocha superior empurra para cima e a rocha inferior empurra para baixo. Este tipo de falha se forma onde a placa está sendo comprimida.
- Uma falha de cavalgamento se movimenta da mesma maneira que uma falha reversa, mas a linha de falha é quase horizontal. Nestas falhas, que também são causadas por compressão, a rocha ascendente é, na verdade, empurrada para cima no topo da rocha inferior. Este é o tipo de falha que ocorre no limite de uma placa convergente.
- Em uma falha transcorrente, os blocos de rocha se movimentam em direções horizontais opostas. Estas falhas se formam quando os pedaços de crosta deslizam uns contra os outros, como num limite de placa transformantes.
Em todos estes tipos de falhas, os diferentes blocos de rochas se empurram uns contra os outros, criando uma forte fricção enquanto se movimentam. Se este nível de fricção for suficientemente alto, os dois blocos ficam travados. A fricção evita que eles deslizem um por cima do outro. Quando isto acontece, as forças nas placas continuam a empurrar a rocha, aumentando a pressão aplicada na falha.
Se a pressão aumenta o suficiente, então ela vai superar a força da fricção e os blocos se movimentarão rapidamente para a frente. Em outras palavras, quando as forças tectônicas empurram os blocos "travados", uma energia potencial se forma. Quando as placas finalmente se movimentam, esta energia formada se torna cinética. Alguns movimentos de falha criam mudanças visíveis na superfície da terra, mas outras mudanças ocorrem em rochas muito abaixo da superfície e, portanto, não criam uma ruptura na superfície.
A fissura inicial que cria a falha, juntamente com estas mudanças intensas repentinas ao longo das falhas já formadas, são as principais fontes de terremotos. A maioria dos terremotos ocorre nos limites de placa, porque é aí que a força dos movimentos das placas é sentida de maneira mais intensa, criando zonas de falhas, grupos de falhas interligados. Em uma zona de falha, a liberação de energia cinética pode aumentar o estresse (energia potencial) em outra falha próxima, levando a outros terremotos. Este é um dos motivos pelos quais vários terremotos podem ocorrer na mesma área em um curto período de tempo.
De tempos em tempos, terremotos realmente ocorrem no meio das placas. Na realidade, uma das mais poderosas séries de terremotos nos Estados Unidos, ocorreu no meio da placa continental Norte Americana. Estes terremotos, que sacudiram vários estados em 1811 e 1812, originaram-se no Missouri. Nos anos 70, cientistas descobriram a origem provável deste terremoto: uma zona de falha de 600 milhões de anos enterrada embaixo de muitas camadas de rocha.
As vibrações de um dos terremoto desta série foram tão poderosas que tocaram os sinos das igrejas num raio tão poderoso que atingiu até Boston. Na próxima sessão, examinaremos as vibrações dos terremotos e veremos como elas viajam pelo solo.
Provocando ondas
Quando uma fissura ou mudança repentina ocorre na crosta terrestre, a energia irradia para fora como ondas sísmicas, assim como a energia da perturbação de um corpo na água irradia em forma de onda. Em cada terremoto, existem vários tipos diferentes de ondas sísmicas.
Ondas de corpo se movimentam pela parte interna da terra, enquanto as ondas de superfície percorrem sua parte extrema. As ondas de superfície, às vezes chamadas de ondas longas, ou simplesmente ondas L, são responsáveis pela maior parte dos danos associados aos terremotos, porque causam as vibrações mais intensas. Originam-se das ondas de corpo que alcançam a superfície.
Existem dois tipos principais de ondas de corpo:
- Ondas primárias, também chamadas de ondas P ou ondas compressionais, percorrem de 1,6 a 8 km por segundo, dependendo do material por onde estão se movimentando. Esta velocidade é maior do que a velocidade de outras ondas, portanto as ondas P chegam primeiro em qualquer tipo de superfície. Elas percorrem sólidos, líquidos e gases e vão passar completamente pelo corpo da terra. Assim que percorrem as rochas, as ondas movimentam pequenas partículas, separando-as e depois juntando-as novamente, alinhadas com a direção do movimento da onda. Estas ondas chegam na superfície como um golpe abrupto;
- Ondas secundárias, também chamadas de ondas S ou ondas transversais, ficam um pouco atrás das ondas P. À medida que estas ondas se movimentam, elas deslocam partículas de rocha para fora, empurrando-as no sentido perpendicular a seu percurso. Isto resulta no primeiro período de revolução associado aos terremotos. Ao contrário das ondas P, as ondas S não se movimentam direto pela terra. Elas atravessam apenas os materiais em estado sólido e param na camada líquida no centro da terra.
Ambos os tipos de ondas de corpo viajam ao redor da terra e podem ser detectadas do lado oposto do planeta, a partir do ponto onde o terremoto começou. A qualquer momento, ocorre um número de ondas sísmicas muito leves que se movimentam em torno do planeta.
Ondas de superfície são como as ondas em um corpo de água, elas movimentam a superfície da terra. Isto geralmente causa o pior estrago, porque o movimento das ondas mexe com as fundações de estruturas feitas pelo homem. As ondas L são as que movimentam-se mais devagar, portanto, o tremor mais intenso geralmente vem no final de um terremoto.
Localizando a origem do terremoto
Vimos na que existem três tipos diferentes de ondas sísmicas e que estas ondas se movimentam em velocidades diferentes. Como a velocidade exata das ondas P e S varia de acordo com composição do material que elas percorrem, a média entre as velocidades das duas ondas irá permanecer relativamente constante em qualquer terremoto. As ondas P geralmente viajam 1,7 vezes mais rápido do que as ondas S.
Usando esta média, os cientistas podem calcular a distância entre qualquer ponto na superfície da terra e o foco de um terremoto - o ponto de fissura onde as vibrações se originaram. Eles fazem isto com um sismógrafo, máquina que registra as diferentes ondas. Para descobrir a distância entre o sismógrafo e o foco, os cientistas também precisam saber a hora em que as vibrações chegaram. Com esta informação, eles observam quanto tempo passou entre a chegada de ambas as ondas e verificam uma tabela especial para saber a distância que as ondas percorreram, com base neste intervalo.
Ao juntar estas informações de três ou mais pontos, pode-se descobrir o local do foco através do processo de trilateração. Basicamente, desenha-se uma esfera imaginária em volta de cada localização sismográfica, com o ponto de medida como o centro e a distância (vamos chamá-la de X) a partir deste ponto até o foco como o raio. A superfície do círculo descreve todos os pontos que estão a X quilômetros de distância do sismógrafo. O foco tem que estar em algum lugar ao longo desta esfera. Se surgirem duas esferas, baseadas nas evidências de dois sismógrafos diferentes, obtêm-se um círculo bi-dimensional, onde elas se encontram. Já que o foco tem que estar dentro da superfície das duas esferas, todos os pontos de foco possíveis estão situados no círculo formado pela intersecção destas duas esferas. Uma terceira esfera vai interceptar este círculo apenas duas vezes, dando-lhe dois possíveis pontos de foco. E como o centro de cada esfera está na superfície da terra, um destes possíveis pontos estará no ar, restando apenas um local de foco lógico.
Medindo a magnitude e a intensidade
Sempre que um terremoto mais importante aparece nos noticiários, ouve-se falar da Escala Richter. Pode-se também pode ouvir falar da Escala Mercalli, apesar de não se falar nela com tanta freqüência. Estas duas medidas descrevem a potência de um terremoto a partir de duas perspectivas diferentes. A Escala Richter é usada para medir a magnitude de um terremoto, ou seja, a quantidade de energia que é liberada. Isto é calculado usando a informação obtida por um sismógrafo. A Escala Richter é logarítmica, o que quer dizer que o aumento total indica um aumento de dez vezes. Neste caso, o aumento é uma amplitude de onda, ou seja, a amplitude de onda em um terremoto de nível 6 é 10 vezes maior do que um de nível 5 e a amplitude aumenta 100 vezes entre o terremoto de nível 7 e o de nível 9. A quantidade de energia liberada aumenta 31,7 vezes entre os valores totais.
O maior terremoto já registrado marcou 9,5 graus na Escala Richter usada atualmente, apesar de não ser improvável que tenham ocorrido tremores mais fortes na história da terra. A maioria dos terremotos registra menos de 3 graus na Escala Richter. Estes tremores, que geralmente não são sentidos pelas pessoas, são chamados de micro-tremores. Geralmente, não se vê muitos estragos causados por terremotos que ficam abaixo de 4 na escala. Os terremotos mais importantes registram 7 graus ou mais.
A classificação pela escala Richter nos dá apenas uma idéia superficial sobre o verdadeiro impacto de um terremoto. Como vimos, o poder de destruição de um terremoto varia dependendo da composição do solo na área e a localização das estruturas feitas pelo homem. A extensão dos estragos é avaliada pela Escala Mercalli. Os números da Mercalli aparecem em algarismos romanos e se baseiam em interpretações subjetivas. Um terremoto de baixa intensidade, onde algumas pessoas sentem a vibração e no qual não há danos significativos, é classificado como II. A classificação mais alta, XII, é aplicada apenas a terremotos onde estruturas são destruídas, o solo fica rachado e outros desastres naturais se iniciam (como desabamento de terras ou Tsunamis). O grau da Escala Richter é determinado logo após o terremoto, assim que os cientistas compararam os dados de diferentes estações de sismógrafos. O grau da Escala Mercalli, por outro lado, não pode ser determinado até que os investigadores tenham tempo para conversar com testemunhas para descobrir o que ocorreu durante o terremoto. Assim que eles têm uma idéia clara sobre os prejuízos, eles usam o critério Mercalli para se decidir por um grau adequado. [Fonte: UOL - Como Tudo Funciona]
OS TSUNAMIS OU MAREMOTOS
Chamada de tsunami - palavra de origem japonesa que significa 'grande onda' (tsu = grande e nami = onda) -, a onda gigante e solitária forma-se em oceanos ou lagos por causa de um evento geológico. Isso quer dizer que, em geral, os tsunamis surgem após um terremoto nas profundezas dos oceanos causado pelo movimento das placas tectônicas (Para saber mais sobre placas tectônicas leia o box no final do texto). O terremoto pode desencadear uma avalanche submarina de lama e pedras, que movimenta a água de repente e com grande força. Isso intensifica o movimento das ondas e gera o tsunami.
A possibilidade de ocorrer um tsunami na Europa, na África e no Brasil é pequena. Já em continentes que são margeados pelo oceano Pacífico, as chances são maiores. Isso acontece porque há menos vulcanismos e movimento de placas tectônicas nas bordas dos continentes localizados às margens do oceano Atlântico do que em continentes com costa voltada para o Pacífico.
O fato é que a onda gigante pode viajar por centenas ou até milhares de quilômetros no oceano. Um terremoto no Chile pode provocar um tsunami na Austrália. São raros os tsunamis gigantescos que destroem vilas ou cidades costeiras. A maioria deles é muito fraco e gera ondas com poucos centímetros.
Existe a possibilidade de que a altura do tsunami aumente durante a viagem pelos oceanos. Uma onda com altura entre dois e quatro metros pode crescer ao atingir águas rasas que estejam próximas ao ponto de impacto da onda com a costa.
Tsunamis desse tipo já aconteceram na Califórnia, no Oregon e em Washington, estados localizados na costa dos Estados Unidos voltada para o oceano Pacífico. As ondas tinham entre dez e 18 metros. Existem pessoas que não sentem medo de ondas desse tamanho. Para alguns surfistas malucos, essa é a oportunidade de tentar pegar a maior onda de suas vidas.
Muitos países atingidos por tsunamis construíram centros para estudar esse fenômeno, como o Japão, os Estados Unidos, a Austrália e a Costa Rica. O objetivo é evitar catástrofes maiores. O monitoramento é feito através de sismógrafos posicionados ao redor do planeta e que emitem dados diários sobre a movimentação no interior da Terra. Os observatórios trocam esses dados e outras informações para que os pesquisadores possam prever quando um tsunami acontecerá e quanto tempo será necessário para ele chegar à costa. Com esse cuidado, as pessoas podem ser retiradas rapidamente das áreas de risco e levadas para locais seguros. Assim, o número de vítimas e os prejuízos materiais diminuem.
Há centros de pesquisa que estudam a possibilidade de o impacto da queda de asteróides nos oceanos em tempos remotos ter provocado fortes tsunamis.
Como conseqüência, mudanças drásticas na zona costeira teriam ocorrido, como o desaparecimento de algumas espécies e mudanças nos rumos da evolução de outras.
Esses fenômenos naturais mostram como a Terra é dinâmica, está em constante mudança e que é preciso aprender a conviver com eles.
Embora as ondas geradas pelos tsunamis possam se propagar a 800 Km/h, os navegadores quase não dão conta por elas. No entanto, ao aproximarem-se do litoral, essas montanhas de água erguem-se subitamente, devastando tudo à sua passagem.
Os tsunamis atravessam o oceano em poucas horas. Em 1960 um terremoto sacudiu o Sul do Chile. Menos de 24 horas depois, do outro lado do mundo, esse tremor deu origem a um tsunami que devastou as costas do Japão. Outro tsunami famoso foi o da ilha de Krakatau (antes conhecida como Krakatoa) na Indonésia, em 1883. Ele aconteceu por causa de grandes erupções vulcânicas nas Índias Orientais o que provocou nas costas de Java, Sumatra e ilhas vizinhas ondas terríveis, com 30 m de altura. Esse tsunami destruiu completamente a cidade de Merak, levando um navio 2,5 km para o interior da ilha, a 10 metros do nível do mar! Nesse tsunami, mais de 36 mil pessoas morreram. Antes disso, em 1755, ondas com mais de 20 metros de altura atingiram o litoral de Lisboa, capital de Portugal, destruindo a cidade e matando centenas de pessoas.
Tsunamis Devastadores através dos tempos
1896: um dos piores desastres provocados por tsunami engoliu aldeias inteiras ao longo de Sanriku, no Japão; uma histórica onda submergiu cerca de 26.000 pessoas.
1883: mais de 36.000 pessoas morreram em Java devido a um tsunami causado pela erupção do vulcão Krakatoa, próximo ao estreito de Sonda (Sunda).
1946: Um terremoto nas ilhas Aleutas enviou um tsunami para o Havaí e matou159 pessoas, sendo que só cinco morreram no Alasca.
1964: Um terremoto no Alasca ativou um tsunami de até 20 pés de altura, matando 11 pessoas tão longe quanto na Cidade Crescent, Califórnia, e ao todo causou mais de 120 mortes.
1983: no Japão,104 pessoas morreram devido a um tsunami provocado por um terremoto próximo.
17 de julho de 1998: em Papua, na Nova guiné, um tsunami matou 3.000 pessoas. Um terremoto de magnitude 7.1, distante 15 milhas da praia, deu origem a uma onda de 40 pés de altura, e destruiu as aldeias de Arop e Warapu.
O mais recente deles: 26 de dezembro de 2004 - mais de 24.000 mortos contabilizados até o momento
O sismo e os maremotos de domingo (27/12), provocaram devastação em sete países do sul e sudeste da Ásia e causaram mais de 24.000 mortos, segundo números ainda provisórios.
O balanço das vítimas, até o momento (28/12, 11h60, quando escrevo esse artigo) por país é: 12.029 Indonésia; 4.491 Índia; 6800 Tailândia; 830 Malásia; 48 Maldivas; 43 Birmânia; 30 Bangladesh.
Em toda a região atingida, mais de um milhão de pessoas estão sem abrigo, os feridos são da ordem dos milhares e há também milhares de desaparecidos.
Vários países do leste europeu consideram prioritário criar pequenas unidades de saúde nos países asiáticos atingidos pelos maremotos para transferir as vítimas para hospitais não afetados pela catástrofe.
Não há muita gente para salvar neste caso, pois não é como o que ocorre num terremoto "normal". A falta de água potável e a degradação do saneamento básico são também questões essenciais.
AS PLACAS TECTÔNICAS
A crosta do nosso planeta é dividida em cerca de 20 pedaços, conhecidos como placas tectônicas. Essas placas encontram-se sobre o manto, a camada interior da Terra que é formada por "material gelatinoso". O núcleo da Terra aquece o material do manto, que se torna mais leve e sobe. Ao subir, ele esfria, fica mais pesado e desce. Assim acontece a movimentação do material aquecido no interior do nosso planeta, as chamadas correntes de convecção. Elas movimentam as placas tectônicas, que podem se afastar uma das outras ou chocar-se. Como os continentes encontram-se sobre as placas tectônicas, acompanham o movimento.
No hemisfério Sul, há cerca de 150 milhões de anos, no período Jurássico, as correntes de convecção dividiram em pedaços o megacontinente Gondwana. Elas fraturaram a crosta terrestre e separaram a América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia. Nas regiões de Gondwana, que hoje são Brasil e África, as correntes de convecção formaram fissuras e fraturas na crosta terrestre, o que gerou derramamento de lava. A ação contínua dessas forças também rompeu completamente a crosta terrestre e formou o oceano Atlântico. Porém, ele não parecia o vasto mar que é hoje: a fragmentação de Gondwana formou apenas um pequeno oceano, que só "cresceu" quando Brasil e África começaram a se afastar de forma gradual há, aproximadamente, 135 milhões de anos.
Quem pensa que Brasil e África já encontraram sua posição no globo terrestre depois de tantos milhões de anos em movimento, engana-se. As placas tectônicas sobre as quais os dois países estão localizados continuam a se afastar com velocidade média de dois centímetros por ano. Como o movimento das placas tectônicas é bastante lento em relação às dimensões da Terra, nós não percebemos a movimentação dos continentes. Mas equipamentos sensíveis comprovam que eles se movem.
Augusto Jeronimo Martini
Fonte: www.piave.org
Abalos símicos: Os10 maiores terremotos já registrados desde 1900.
Na madrugada de quinta para sexta-feira, a costa do Japão foi atingida por um terremoto de 8,9 graus na escala Richter, um dos mais intensos tremores já registrados no mundo desde 1900.
Horas depois, durante a sexta-feira, três novos tremores de 6,2, 6,1 e 6,6 também abalaram o país, que também sofre com tsunamis – ondas gigantes que invadem a terra firme como resultado dos abalos em alto mar.
O epicentro da primeira atividade foi a costa próxima à província de Miyagi, a 373 quilômetros da capital Tóquio. Até agora, especula-se que haja mais de mil mortos.
Os terremotos ocorrem devido ao movimento das placas tectônicas do planeta. Este, registrado no Japão, deve entrar na lista dos mais violentos. Confira abaixo quais são, por enquanto, os 10 maiores terremotos já registrados* desde 1900.
1- 9.5 graus de Magnitude. Chile – 22 de Maio de 1960: 1.655 mortos, 3000 feridos, dois milhões de desabrigados e US$500 milhões de prejuízo ao país.
2- 9.2 graus de magnitude. Príncipe William, Alaska – 27 e 28 de março de 1964: 128 mortos (113 no tsunami e 15 no terremoto) e US$311 milhões em prejuízo.
3- 9.1 graus de magnitude. Costa Oeste do norte de Sumatra – 26 de dezembro de 2004: 227.898 mortos e 1,7 milhão de desabrigados no terremoto e tsunami que atingiu 14 países do sul da Ásia e leste da África.
4- 9.0 graus de magnitude. Península de Kamchatka, Rússia – 11 de abril de 1952: gerou mais de US$1 milhão em prejuízos no Havaí.
5- 8.8 graus de Magnitude. Costa de Maule, Chile – 27 de fevereiro de 2010: pelo menos 521 mortos, 56 desaparecidos, 12 mil feridos, 800 mil desabrigados e 370 mil casas, 4.013 escolas e 79 hospitais danificados.
6- 8.8 graus de magnitude. Equador- 31 de janeiro de 1906 – entre 500 e 1500 mortos.
7- 8.7 graus de Magnitude. Alasca – 4 de fevereiro de 1965: causou prejuízos de US$10 mil.
8- 8.6 graus de magnitude. Norte de Sumatra, Indonésia – 28 de março de 2005: pelo menos 1400 mortos.
9- 8.6 graus de magnitude. Assam, Tibete – 15 de agosto de 1950: pelo menos 780 mortos e 70 vilas destruídas.
10- 8.6 graus de magnitude. Ilhas Andreanof, Alaska – 9 de março de 1957: abriu uma cratera de 4,5 metros e despertou um vulcão adormecido a 200 anos.
Fonte: Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Horas depois, durante a sexta-feira, três novos tremores de 6,2, 6,1 e 6,6 também abalaram o país, que também sofre com tsunamis – ondas gigantes que invadem a terra firme como resultado dos abalos em alto mar.
O epicentro da primeira atividade foi a costa próxima à província de Miyagi, a 373 quilômetros da capital Tóquio. Até agora, especula-se que haja mais de mil mortos.
Os terremotos ocorrem devido ao movimento das placas tectônicas do planeta. Este, registrado no Japão, deve entrar na lista dos mais violentos. Confira abaixo quais são, por enquanto, os 10 maiores terremotos já registrados* desde 1900.
1- 9.5 graus de Magnitude. Chile – 22 de Maio de 1960: 1.655 mortos, 3000 feridos, dois milhões de desabrigados e US$500 milhões de prejuízo ao país.
Chile – 22 de Maio de 1960
2- 9.2 graus de magnitude. Príncipe William, Alaska – 27 e 28 de março de 1964: 128 mortos (113 no tsunami e 15 no terremoto) e US$311 milhões em prejuízo.
3- 9.1 graus de magnitude. Costa Oeste do norte de Sumatra – 26 de dezembro de 2004: 227.898 mortos e 1,7 milhão de desabrigados no terremoto e tsunami que atingiu 14 países do sul da Ásia e leste da África.
4- 9.0 graus de magnitude. Península de Kamchatka, Rússia – 11 de abril de 1952: gerou mais de US$1 milhão em prejuízos no Havaí.
5- 8.8 graus de Magnitude. Costa de Maule, Chile – 27 de fevereiro de 2010: pelo menos 521 mortos, 56 desaparecidos, 12 mil feridos, 800 mil desabrigados e 370 mil casas, 4.013 escolas e 79 hospitais danificados.
6- 8.8 graus de magnitude. Equador- 31 de janeiro de 1906 – entre 500 e 1500 mortos.
7- 8.7 graus de Magnitude. Alasca – 4 de fevereiro de 1965: causou prejuízos de US$10 mil.
8- 8.6 graus de magnitude. Norte de Sumatra, Indonésia – 28 de março de 2005: pelo menos 1400 mortos.
9- 8.6 graus de magnitude. Assam, Tibete – 15 de agosto de 1950: pelo menos 780 mortos e 70 vilas destruídas.
10- 8.6 graus de magnitude. Ilhas Andreanof, Alaska – 9 de março de 1957: abriu uma cratera de 4,5 metros e despertou um vulcão adormecido a 200 anos.
Fonte: Serviço Geológico dos Estados Unidos.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Fotos: Terremoto com tsunami no Japão. Mais de mil mortos
O terremoto de 8,8 pontos na Escala Richter que atingiu o Japão nesta sexta-feira (11), segundo a Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndio, é considerado um dos maiores da história do país.
Pelo menos 337 pessoas morreram e 531 estão desaparecidas, segundo novo balanço da polícia. Segundo a agência de notícias Kyodo, o número de mortos pode chegar 1.000.
O Ministério da Defesa do país informou que 1.800 casas foram destruídas na localidade de Fukushima, de acordo com a Kyodo.
Apenas em Sendai, uma das cidades mais afetadas pelo tremor, mais de 200 corpos foram encontrados pela polícia na praia, segundo a agência de notícias local Jiji Press.
O terremoto gerou um tsunami que invadiu cidades da costa leste do Japão com ondas de até 10 metros que arrastaram barcos de pesca e outras embarcações pelas cidades. Vários veículos e casas ficaram submersos.
Ondas gigantes viajaram pelo Pacífico a uma velocidade de cerca de 800 km/h, antes de atingir a costa do Japão.
O epicentro do terremoto foi no oceano Pacífico, a 400 km de Tóquio, a uma profundidade de 32 km. Os primeiros tremores foram identificados às 14h46 (2h46, horário de Brasília). Diversas réplicas estão sendo registradas ainda no país: uma delas, de 6,6 pontos de magnitude, atingiu o noroeste do Japão.
As comunicações no Japão estão prejudicadas. Os celulares estão funcionando com limitações e a telefonia fixa, em Tóquio, com alguma irregularidade.
O metrô da capital japonesa foi paralisado, os carros detidos nas estradas, os aeroportos foram fechados e os prédios foram evacuados entre sons das sirenes e chamadas à evacuação.
A refinaria de petróleo Cosmo, na cidade de Chiba, perto de Tóquio, pegou fogo, com as chamas de até 30 metros de altura. Incêndios em refinarias de outras cidades também foram reportados.
Sobreviventes da tragédia relatam frio e escuridão na área atingida já que a rede elétrica foi bastante danificada.
Tremor é considerado o maior no país
Inicialmente, a agência de metereologia do Japão noticiou que a intensidade do terremoto havia sido de 8,9 pontos na Escala Richter, informação corrigida depois para 8,8 pontos.
De acordo com agências de notícias, este é o maior tremor que atinge o país em sete anos, e o 7º maior na história, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Já a Agência de Metereologia Japonesa afirmou que este foi o terremoto mais forte registrado no Japão.
Após o tremor, a cidade de Tóquio foi atingida por uma forte réplica de magnitude 6,7 na Escala Richter. A princípio, o terremoto foi considerado de 7,9 pontos e, posteriormente, de 8,8 pontos pelo Departamento de Pesquisas Geológicas dos EUA.
As vítimas do terremoto incluem um homem de 67 anos, esmagado por uma parede, e uma idosa, atingida pelo teto da própria casa, que desabou, ambos na região de Tóquio. Outras três pessoas morreram soterradas dentro de casa em Ibaraki, a nordeste da capital, segundo informações da Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndio.
O último terremoto de grandes proporções registrado no Japão aconteceu em 1932, em Kanto. O tremor de magnitude 8,3, matou 143 mil pessoas, segundo o USGS. Em 1996, um tremor de magnitude 7,2, em Kobe, deixou 6.400 mortos
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