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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Censura temporal: China quer banir filmes sobre viagens no tempo

RIO - O governo chinês quer banir filmes sobre viagem no tempo dos cinemas e da televisão do país, sob o argumento de que eles "desrespeitam a história". A determinação surge no momento em que se comemoram os 90 anos de fundação do Partido Comunista que governa a China desde 1949. Esse tipo de orientação não é uma proibição de fato, mas cineastas do país costumam se auto-censurar diante de ordens como essa, temendo represálias do governo.

Cena do filme 12 Macacos
O crítico de cinema e jornalista Raymond Zhou Liming, em entrevista ao Hollywood Reporter , explica que a proibição é justificada pelo fato de que "tudo que não é possível no mundo real pertence ao campo da superstição", o que vai contra o materialismo do partido comunista chinês. O jornalista reconhece, no entanto, que o verdadeiro motivo é mais complexo.

"A maioria das histórias sobre viagem no tempo que eu vi (em literatura e no teatro) não foca na ciência, mas funciona como uma desculpa para comentar assuntos atuais", disse ele.

Segundo o Hollywood Reporter, um dos programas mais populares da TV chinesa chama-se "Mito" (Shen Hua, em chinês) e conta a história de um homem que volta no tempo para a China antiga, onde descobre ser da dinastia de Liu Bang, o primeiro imperador da dinastia Han, e encontra o amor e a felicidade. Um elogio a regimes do passado que dificilmente agrada ao governo comunista.

"Produtores e escritores estão tratando a história de uma maneira frívola, que não deve mais ser encorajada", diz o comunicado oficial do Escritório Estatal para Rádio, Filme e Televisão.

O Globo

segunda-feira, 14 de março de 2011

Terremoto moveu costa do Japão e reduziu duração dos dias

A costa do Japão pode ter se movido cerca de quatro metros para leste após o terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira, afirmaram especialistas.

Dados da rede japanesa Geonet - recolhidos de cerca de 1.200 estações de monitoramento por satélite - sugerem que houve um deslocamento em grande escala após o terremoto.

Roger Musson, da agência geológica britânica (BGS, na sigla em inglês), disse à BBC que o movimento é "compatível com o que acontece quando há um terremoto deste porte".

O terremoto provavelmente mudou também o equilíbrio do planeta, movendo a terra em relação a seu eixo em cerca de 16.5 cm. O tremor também aumentou a velocidade da rotação da Terra, diminuindo a duração dos dias em cerca de 1.8 milionésimos de segundo.

A agência meteorológica do Japão propos aumentar a magnitude do terremoto para 9.0. Isso faria do tremor o quinto maior da história desde que tremores começaram a ser registrados. Outras agências, no entanto, ainda não atenderam ao chamado.

Brian Baptie, também da BGS, explicou que o tremor ocorreu na Zona de Subdução, como é chamada a região onde duas placas tectônicas se unem - no caso do Japão, a Placa do Pacífico, a leste, e outra placa a oeste, que muitos geólogos acreditam ser uma continuação da Placa Norteamericana.


A Placa do Pacífico está se movendo para oeste sob o Japão. E, à medida que isso acontece, arrasta com ela a Placa Norteamericana para baixo e para oeste.

Quando o terremoto ocorreu, a placa que estava por cima deu uma ginada para cima e para leste, liberando a energia acumulada enquanto as duas placas estavam em atrito.

Isso mexeu com o leito do oceano, deslocando uma enorme quantidade de água - o que levou a um tsunami.

Ken Hudnut, um geofísico da agência de geologia dos EUA, em Pasadena, na Califórnia, disse à rede MSNBC que informações que dependem de dados de GPS como mapas, navegadores por satélite usados em carros e registros de propriedade terão que ser mudados no Japão após o terremoto.

"A rede nacional (japonesa) que define limites de propriedades foi mudada", disse ele. "Cartas náuticas terão que ser revisadas por conta da mudança da profundiade da água", afirmou.

BBC Brasil

domingo, 6 de março de 2011

Seu corpo pode prever condições meteorológicas.

Tem gente que pode sentir quando vai chover nos próprios ossos. Esse é o caso de Robyn Nichols, que tem artrite reumatóide desde os 2 anos e agora, com 37, é capaz de perceber uma mudança no tempo até dois dias antes que aconteça.

Apesar de alguns aspectos positivos, como sempre saber quando carregar um guarda-chuva, esse tipo de sexto sentido tem um preço: dores nas articulações e dificuldade de movimentação.

E o que faz as pessoas com a doença tão espertas em prever o tempo? Segundo especialistas, uma mudança repentina na pressão barométrica, ou o peso do ar, faz as articulações incharem.

Este inchaço é especialmente doloroso para as pessoas que sofrem de artrite, devido à quantidade de pressão e fluidos em suas articulações. Quando as articulações inflamam, qualquer fluido diminui a amplitude de movimento do doente.

Por exemplo, Robyn, que vive em Illinois, EUA, está acostumada ao frio, mas não a nevasca. Por causa de uma onda que atingiu recentemente o Centro-Oeste, ela não pode sair de casa por uns dias.

O tempo não tem efeito apenas nas pessoas com artrite. Alterações na pressão barométrica causam dor em pessoas que sofrem de sinusite, trombose venosa profunda (coágulos de sangue) e enxaquecas.

No caso das pessoas com sinusite, metade dos pacientes pode prever o tempo com base em quando eles começam a sentir dor. Começa com um pouco de dor facial, e pressão nos seios. Então as pessoas se tornam sensíveis à luz.

Segundo os médicos, embora a melhor opção de um paciente quando confrontado com uma enxaqueca induzida pelo clima seja apenas “enfrentar a tempestade”, existem medidas que as pessoas podem tomar quando sentem as dores. Por exemplo, não tomar atitudes que desencadeiam ou pioram enxaquecas, como tomar vinho tinto, não pular refeições, dormir regularmente, se hidratar e se exercitar regularmente.

Outra vítima do clima de inverno são as pessoas com osteoartrose. Em todos esses casos, muitas das pessoas que são negativamente afetadas por mudanças climáticas acreditam que se mudar para um local com clima mais constante vai ajudar a diminuir os sintomas.

Infelizmente, os médicos afirmam que não é tão simples. As pessoas geralmente se sentem melhor em temperaturas mais quentes, mas as tempestades podem acontecer em qualquer lugar.

No entanto, climatologistas afirmam que algumas regiões são mais favoráveis para as pessoas que vivem com doenças como artrite. Por exemplo, nos EUA, é muito incomum que um sistema de baixa pressão intenso atravesse o Arizona ou Novo México, que são protegidos por montanhas. E mesmo no verão, as maiores mudanças como furacões e tempestades tropicais estão suficientemente longe dessas regiões. Tudo isso oferece aos pacientes mais movimento e menos dor, o que pode sinceramente valer a pena. [CNN]