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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sonhos com aborto. Significado

Interpretação dos sonhos com aborto.

Sonhar que você tem um aborto espontâneo, sugere que alguma ideia ou plano que não seguiu adiante ou deu errado. O sonho também pode servir como uma advertência contra o seu curso de ação continuada. Você deve alterar o seu caminho ou pode arriscar perder algo de importância e valor para você. Alternativamente, o sonho pode indicar que você tem sido injustiçado de alguma forma. Para as gestantes, os sonhos de abortos são comuns no segundo trimestre de gravidez.

Se você é uma mulher que tenha tido essa experiência na vida real, é provável que você tenha muitos sonhos sobre o assunto. Mesmo que o sonho possa ser perturbador ou provocador de ansiedade, é um sonho de cura e você deve tratá-lo como tal. Seja qual for a razão para o aborto muitas vezes há sentimentos de culpa ligados e, como tal, o seu sonho está tentando ajudá-lo a resolver esses sentimentos (às vezes inconsciente).

É muito raro para um homem ter esse sonho particular. Se você é um homem que normalmente significa que você está experimentando sentimentos de culpa e pode estar antecipando o fracasso de algum tipo, ou que você é a causa da falha para alguém.

Se você é uma mulher e não ter tido essa experiência (e não têm necessidade / planos de fazer isso), mas ainda sonho teve o sonho do aborto, pode ser um alerta sobre a sua saúde ou pode indicar que você está sentindo ansiedade significativa sobre empreendimentos ou situações atuais.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cunhado acusado pelo aborto de jovem morta é agredido ao ser solto


Cunhado acusado de aborto de jovem morta em MS é agredido ao ser solto
TJ/MS aceitou nesta segunda (19) pedido de liberdade do acusado.
Ao ser libertado ele foi agredido por uma mulher revoltada com o caso.
Hugleice da Silva ao ser libertado do Instituto Penal de Campo Grande (Foto: Leandro Abreu/G1 MS)

“Vou cuidar da minha vida e da minha família agora”. Essas foram as primeiras palavras de Hugleice da Silva, ao ser libertado na tarde desta terça-feira (20), do Instituto Penal de Campo Grande, após pouco mais de dois meses de prisão. Ele é acusado de prática de aborto e ocultação de cadáver de sua cunhada, a estudante Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos.

A primeira turma do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) aceitou por unanimidade, nesta segunda-feira (19) o pedido de habeas corpus da defesa de Silva.


Segundo José Roberto Rodrigues da Rosa, advogado do cunhado, seu cliente deve responder o restante do processo em liberdade. Os argumentos usados por ele para pedir a liberdade do acusado foram o bom comportamento na prisão, o fato de possuir endereço fixo, bons antecedentes, trabalho, família constituída e de ter se apresentado de forma espontânea a polícia após ter a prisão decretada, além de ter colaborado nas investigações.

Agressão
Pouco depois de sair da penitenciária, Silva acabou sendo agredido. Uma mulher que estava na porta do presídio e que dizia que estava revoltada com o caso, o atingiu com um tapa no braço e ainda fez diversos xingamentos a ele, gritando que em 'mulher não se bate nem com uma flor'.

Outro acusado
Além do cunhado também foi preso em razão das mesmas acusações o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes. Segundo a polícia, ele é acusado de ter praticado o aborto que teria provocado a morte de Marielly.

O advogado do enfermeiro, David Moura Olindo, diz que também apresentou um pedido de liberdade para seu cliente e tem a expectativa que o TJ/MS analise o habeas corpus na próxima semana. Ele acredita que assim como ocorreu com o outro acusado, que Gomes também deverá responder ao processo em liberdade.

Caso
Marielly desapareceu, segundo a família, no dia 21 de maio, em Campo Grande. Seu corpo foi encontrado no dia 11 de junho, em um canavial em Sidrolândia, cidade a 70 quilômetros da capital sul-mato-grossense.

O cunhado e o enfermeiro foram presos suspeitos de terem envolvimento na morte de Marielly. No início das investigações, Silva negou a participação no caso, mas confessou um relacionamento que teve com a jovem e que a levou para fazer o aborto em Sidrolândia.

Segundo a polícia, no depoimento de Silva, ele disse que o enfermeiro contou que o aborto deu errado e que Marielly tinha morrido. Ele ainda nega ser o pai da criança que sua cunhada esperava.


Pouco depois, o cunhado confessou a participação no crime, enquanto Gomes continua negando. O advogado do enfermeiro diz que as provas contra seu cliente são frágeis e que as investigações devem focar outra direção para que a verdadeira causa da morte de Marielly seja encontrada.

G1

terça-feira, 5 de abril de 2011

Chá de canela e aborto. Mito ou verdade?

O que é mito e o que é verdade sobre o chá de canela? Ele é realmente abortivo? Tomado quanto tempo depois da relação ele pode impedir a gravidez ou abortar? Existe alguma restrição em tomar esse chá?

Muito apreciada como condimento, a canela (ou canela de ceilão – Cinnamomum verum) tem várias propriedades medicinais, entre elas, inibe a falta de apetite, melhora perturbações digestivas como as cólicas mais leves, melhora a flatulência (gases) e dá uma sensação de plenitude gástrica. Para tudo isso, o chá de canela, conforme recomendado pela ANVISA pode ser um aliado. Lembrando de antemão que o chá de canela é abortivo e deve ser evitada durante a gravidez.

Mas se alguém procurou este artigo com objetivo de encontrar uma fórmula abortiva, tome cuidado com essas histórias de chás que são abortivos ou não.

O único medicamento emergencial é a chamada pílula do dia seguinte, que pode ser tomada em até 72 horas pós coito, e algumas vezes provocará irregularidade do ciclo e impedirá a nidação (implantação do embrião no útero).

Se você realmente quer cuidar do seu corpo e evitar uma possível gravidez, procure um ginecologista e peça que ele indique o melhor método contraceptivo, além da camisinha.

Chá durante a gravidez: atenção nunca é demais
As ervas são poderosíssimas, mas devem ser tomadas com precaução e por períodos curtos, sobretudo na gravidez. A gestante pode tomar somente chás leves e que não sejam amargos, como camomila, eucalipto, folha de laranja, alfazema, erva-doce, e bem fraquinhos. O chá de boldo é proibido nos três primeiros meses de gravidez.

A gestante não deve tomar jamais chá de cravo-da-índia e chá de canela, para não causar danos seriíssimos ao feto, sobretudo o chá de canela com erva-doce ou com qualquer outra erva.

Outras plantas nocivas são absinto, abutua, alecrim, algodoeiro, cipó-mil-homens, arruda, espirradeira, losna e várias ervas amargas.

Provocar aborto com chá traz drásticas conseqüências para o feto e a gestante, e que o aborto é a segunda causa de morte de mulheres jovens. Portanto, não custa O CASAL ter muito cuidado para não gerar um ser humano que, de tão rejeitado, será jogado fora como um estorvo e, o pior, sem ter culpa de nada. Existem vários métodos anticoncepcionais, principalmente o preservativo, que não deve ser visto como um empecilho, mas como uma barreira contra gravidez indesejada e, principalmente, contra doenças sexualmente transmissíveis.



A canela tem muitos benefícios à saúde. É um anti-séptico bucal, melhora a tolerância à glicose, tem propriedades anti-fúngicos e esfria o calor da azia.



Canela é um tipo de árvore verde que tem substâncias de cheiro doce encontrado na  casca e quando tiras da casca são embalados eles se transformam em favas depois de secas. Cinnamon é comumente usado na preparação de alimentos em muitas culturas. Por exemplo, é um ingrediente de biscoitos muito popular na Bélgica e na Holanda.

Benefícios da canela para a saúde 
Segundo Brewer (2010) em O Guia Essencial para vitaminas, minerais e suplementos de ervas, benefícios da canela para a saúde envolvem portadores de diabetes ajudando melhorar a tolerância à glicose e resistência à insulina. Em 1001 Remédios caseiras para a Saúde , Browne et al. (2007) destaca ainda mais benefícios para a saúde associados com uso de canela, para incluir o seguinte:

  • Eficaz anti-séptico bucal - reduz o mau hálito (halitose)
  • ajuda a aliviar a dor provocada pela azia
  • reduz o risco de infecções fúngicas - propriedades anti-fúngicos
  • ajuda a acalmar e relaxar quando bebido como um chá leve, devido a propriedades sedativas
  • Os estudos também indicaram que tomar suplementos de canela em jejum pode baixar os níveis de glicemia, melhorando o controle glicêmico e ajuda no tratamento de poli-cístico síndrome dos ovários (SOP), pois esta condição de saúde está ligada à resistência à insulina.



Canela dosagem e efeitos colaterais
A dose habitual de canela recomendada é de 1g e 6 g por dia, embora certas condições de saúde podem precisar de mais para ser eficaz. Antes de tomar suplementos de canela e até sanar qualquer outro nutricional ou de ervas, vale a pena tomar o tempo para discutir os sintomas e as opções de tratamento com o médico de família. Se for considerado apropriado ou benéfico, a remessa pode ser feita a um nutricionista nutricionista prática, ou fitoterapeuta. Há certos problemas de saúde que podem ser mais afetadas pelos suplementos de canela, tendo, como diabetes.

Segundo Brewer (2010), os diabéticos a tomar suplementos de canela terão de ser vigilantes em termos de acompanhamento dos seus níveis de glicose no sangue regularmente e entender como a medicação pode ser ajustado ou adaptado, se as melhorias ocorrem como resultado. Em alguns casos, a condição da pele, conhecida como rosácea, pode piorar após tomar este suplemento. Além disso, Browne et al. (2007) também advertem contra as mulheres gravidas que tomam altas doses de canela.

Conforme destacado acima, a canela é uma casca muito aromática, que desde há muito tem sido reconhecido como tendo propriedades curativas. Seus principais benefícios para a saúde estão relacionados ao controle do diabetes (tolerância à glicose melhorando a resistência à insulina), reduzindo o mau hálito ( halitose ), dor aliviar a azia e fungos redução / infecções fúngicas . A canela não deve ser utilizado em grandes doses em mulheres grávidas e aqueles que sofrem de diabetes terão de acompanhar atentamente os níveis de glicose no sangue, enquanto tomar suplementos.

Fonte:  Suite101: Benefícios da canela ou Cinnamomum verum para a saúde  www.suite101.com/content/health-benefits-of-cinnamon-cinnamomum-verum

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Números do aborto no ES: 3 mortes e 3 mil curetagens

Desde 2008, pelo menos três mulheres morrem, por ano, após provocarem um aborto no Estado. No mesmo período, mais de 3 mil curetagens (limpeza no útero após a retirada do feto) foram realizadas. Já no Brasil, 200 pacientes perdem a vida a cada ano, num total de quase 1 milhão de procedimentos clandestinos. Na última segunda-feira, a estudante capixaba Camila Ramos, 19 anos, entrou para essa estatística. Ela foi a terceira mulher a morrer neste ano, no Espírito Santo, por complicações pós-aborto.

Esses e outros números recheiam uma discussão antiga: o aborto de gravidez não-programada deve ser liberado no Brasil? Hoje, é permitida a abortagem somente em casos em que a mulher foi vítima de estupro ou correr risco de morte.

O assunto é polêmico, tanto que virou um dos principais temas em debate na atual campanha eleitoral - e que pode ajudar ou prejudicar um dos candidatos a presidente.

"O debate se limita ao que a legislação brasileira permite, hoje; mas, em grande parte das discussões, sempre há algum embasamento religioso. Mesmo assim, todos sabemos que não é comum alguém ser preso por ter feito aborto, pelo menos se comparado ao grande número de casos que acontecem no país", avalia o professor de Processo e de Direito Penal da FDV, Rafael Boldt.

Divergências
Nem dentro das mesmas instâncias se chega a um consenso. O Conselho Regional de Medicina (CRM), por exemplo, é contrário ao aborto; mas há teóricos da área de saúde pública que defendem a abortagem para melhorar o serviço de saúde, principalmente à mulher.

Apesar de a grande maioria de católicos e evangélicos serem contrários à retirada do feto, há grupos, dentro das religiões, favoráveis à mudança. A Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), por exemplo, mostra que 88% das mulheres que fizeram aborto, entre 18 e 39 anos, têm religião. O estudo aponta, também, que uma de cada cinco mulheres com até 40 anos fez um aborto.

Procedimento é fácil para quem pode pagar
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Uma pesquisa rápida na internet e pronto: mais de 300 mil sites fazendo referência a compra de um medicamento com venda proibida em farmácias há anos. O misoprostol é um dos medicamentos usados por metade da mulheres que optam pelo aborto, como aponta o PNA, estudo da UnB feito este ano.

A opção por usar o medicamento pode ser explicada pelo preço: estudo da Unicamp aponta que o preço médio de quatro comprimidos, comprados no mercado ilegal, é de R$ 250. Quem tem dinheiro hoje para pagar por um aborto, em clínica médica, gasta média de R$ 950.

Esse foi o valor pago por Marcela (nome fictício). Ela tem 33 anos, é casada e tem um filho. Mas não quis ter o segundo, em 2009: optou pelo aborto. "Não estava no momento. Eu e meu marido escolhemos. Meu médico indicou uma clínica no Rio de Janeiro, e marquei tudo por telefone", conta a mulher.

Além dela, outras nove grávidas estavam na clínica, no dia, pelo mesmo motivo. "O espaço era escondido, como uma escada atrás de uma porta. No local, adolescentes com mães, mulheres com maridos e uma senhora de 43 anos, elas eram do Rio, de São Paulo, de Mato Grosso... Até os taxistas sabiam", relata Marcela, sem se arrepender da decisão e com o sonho de engravidar em 2011. "Agora é um bom momento", explica ela.

Polícia investiga onde jovem fez o aborto
Equipes da Divisão de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP) foram às ruas, nesta semana, atrás de depoimentos que comprovem que a jovem Camila Rangel, 19 anos, tenha morrido por causa das complicações de um aborto, feito pela jovem na semana passada. O objetivo é descobrir quem são os responsáveis pela morte dela.

A polícia soube do caso na última segunda-feira, dia em que Camila morreu, por meio de um telefonema anônimo. "A equipe que estava de plantão na DHPP recebeu a notícia e foi às ruas para saber o que tinha acontecido. As investigações continuam, e tudo indica que houve aborto clandestino e que isso foi o que causou a morte dela", diz o delegado André Luiz Cunha.

Segundo ele, a jovem fez o aborto na semana passada. Ela já tem um filho, mas escondeu a segunda gravidez da família. No último sábado, ela começou a sentir dores e foi internada. Na segunda-feira, ainda no Hospital das Clínicas, morreu, mesmo depois de retirar o útero. "Ouvimos alguns parentes e amigos de Camila, hoje (ontem) e devemos colher mais depoimentos nos próximos dias", diz o delegado. A polícia ainda mantém diligências nas ruas para tentar localizar a clínica clandestina onde a jovem teria feito o aborto. Acredita-se que o local em no bairro Feu Rosa, na Serra.

Opiniões divergem até mesmo entre religiões

No meio religioso, católicos e evangélicos são contra o aborto. Em alguns casos mais extremos, até mesmo nos casos em que a abortagem está permitida em lei. Mas até entre esses grupos grupos há divergência sobre o assunto.

Para as Católicas pelo Direito de Decidir, grupo presente no Brasil há 17 anos, não deveria ser proibido, muito menos considerado crime. "Uma gravidez indesejada pode acontecer, independentemente da classe social ou do acesso à informações sobre prevenção. É uma questão de consciência: cabe à mulher decidir se deve fazer ou não o aborto, e sem ser julgada se está certa ou errada. Eu, por exemplo, não gostaria que minha filha abortasse, por exemplo; mas isso caberia a ela", frisa Regina Soares, uma das coordenadoras do grupo.

Mas há divergências: "Alguns princípios são absolutos e inegociáveis. O aborto é um deles. É respaldado pela autoridade da palavra de Deus. O dom da vida foi dado por Ele, e é Ele quem tem o direito e o poder de tirá-la. Somos a favor da vida", defende o presidente da Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória, Enoque de Castro Pereira.

O aborto deve ou não ser legalizado?
A discussão do aborto deve ser feita sem passar pela Igreja. Nosso Estado é laico; a Igreja não deve interferir no que cabe ao poder público. Caso contrário, o Estado passa a ter liberdade para interferir na Igreja, também. O aborto tem que ser visto como um problema de saúde pública. Hoje, não existem propostas para uma política de saúde da mulher. A impressão que temos é que o país, com a discussão atual sobre o aborto, retrocedeu no debate. Os dados apontam um grande número de mulheres morrendo por causa do aborto clandestino, de mulheres sem suporte médico, de mulheres, principalmente jovens, correndo o risco de nunca mais engravidar, e de um auto custo aos cofres públicos de mulheres atendidas no SUS por complicações com um aborto ilegal. Não cabe nesse debate julgar se a decisão da mulher é correta ou não. O país, principalmente os governantes, precisam reconhecer que existe uma demanda urgente para a saúde pública.

Rita de Cássia Duarte Lima é professora da Ufes, PHD em Saúde Coletiva

No dia a dia da medicina, eu que atuei muitos anos em prontos-socorros, torna-se comum e quase que diário o atendimento de mulheres que sofreram algum aborto. São histórias tristes, na maioria dos casos, e que chocam. As mortes são raras, mas as complicações não. Apesar dessa realidade, sou contrário ao aborto, por questão social (vejo que falta uma educação sexual preventiva em áreas mais pobres, do país) e por questão religiosa; sem falar que é crime fazer um aborto caso a gestante não esteja com risco de morte ou se ela foi vítima de algum estupro. Já recusei fazer um aborto em uma mulher que era vítima de estupro, mesmo com a permissão judicial para que a abortagem fosse feita. Eu não conseguiria. Acredito que o grande número de curetagens feitas no país, hoje, provam que o assunto é de saúde pública, mas prefiro defender ações de prevenção à gravidez. Não dá para corrigir um erro, caso a gravidez seja indesejável, causando outro.

Adenilton Cruzeiro ginecologista e obstetra, diretor tesoureiro do CRM-ES


A GAZETA -Maurílio Mendonça

sábado, 9 de outubro de 2010

Dilma, Serra - Aborto, que aborto?

Especialistas acreditam que entre 500.000 e 1 milhão de gestações são abortadas no Brasil a cada ano.

Abortos no Brasil, embora ilegal, é comum

Não deveria ser tão surpreendente que, no Brasil, o país com o maior número de católicos (73% da população, ou cerca de 140 milhões), o aborto é ilegal, exceto em casos de estupro, quando a vida da mãe está em perigo ou quando o feto apresenta graves anomalias genéticas. Com efeito, a proibição do aborto é temática nas plataformas de campanha dos dois candidatos nesta eleição presidenciail do Brasil. No entanto, um estudo recente revelou que 1 em cada 5 mulheres brasileiras em idade fértil cessaram uma gravidez, e as estatísticas do Ministério da Saúde mostram que 200 mil mulheres por ano são hospitalizadas devido a complicações decorrentes de abortos inseguros.

O estudo tem chocado os médicos, que foram surpreendidos com o quanto comum são os procedimentos ilegais. "Acho que a grande conclusão que tiramos disso é que a mulher que tem um aborto é uma típica mulher brasileira", afirma Marcelo Medeiros, economista e sociólogo que coordenou o estudo financiado pelo governo. "Ela poderia ser seu primo, sua mãe, sua irmã ou seu vizinho. Toda a evidência mostra que este é um problema sério e que não está sendo debatida abertamente."


A saída do presidente Lula, que diz que ele é pessoalmente contra o aborto, está no registro de chamada para o estado para discutir o assunto como de saúde pública, e não como uma questão moral. O presidente popular, no entanto, pouco tem feito para promover qualquer debate mais amplo sobre a legalização do procedimento, e seu governo não fez reduzir a mortalidade materna - que é vinculado ao aborto inseguro - uma das metas da sua saúde. Os dois postulantes a substituí-lo na eleição presidencial de outubro, têm adotado uma postura semelhante e ambos dizem que não têm planos de mudar a lei atual. Apenas Marina Silva, do Partido Verde, que já saiu da corrida ao Palácio do Planalto, disse que apóia a liberalização das regras atuais em torno do aborto. Mas mesmo Marina não disse que ela está defendendo a legalização total.

De fato, o Congresso do Brasil está discutindo uma legislação, em vez de relaxar. Um projeto de lei  propõe criminalizar qualquer ato destinado a danificar deliberadamente um feto e proíbe quaisquer declarações que promovem o aborto legal, mesmo que a New York City Center baseado for Reproductive Rights dizer que "que isso desconsidera totalmente a saúde e a vida da mulher." Os profissionais de saúde dizem esperar que o projeto morra com o fim da atual legislatura e ter esperanças de que o novo congresso no próximo ano seja mais progressistas.

Os defensores do controle do nascimento estão consternados que a Igreja Católica Romana ainda exerça um poder considerável. O Brasil foi recentemente palco de uma polêmica envolvendo a excomunhão dos médicos que realizaram um aborto em uma criança de 9 anos estuprada pelo padrasto. No mês passado Bispos disseram incisivamente aos eleitores para votar em um candidato presidencial que estivesse "comprometido com o respeito incondicional pela vida".

E ainda, se os resultados do estudo estão corretos, o aborto generalizado é alarmante,  dado o seu estatuto ilegal. Embora os números exatos sejam impossíveis de determinar, especialistas acreditam que entre 500.000 e 1 milhão de gestações são abortadas no Brasil a cada ano. Cerca de metade deles são induzidos usando um coquetel de drogas e os restantes são realizados em clínicas clandestinas. O número de mulheres internadas por complicações decorrentes de abortos ilegais caiu 40 mil entre 2003 e o ano passado. No entanto, 200.000 mulheres ainda são admitidos a cada ano, diz Adson França, o assessor especial do Ministro da Saúde.

Adson França diz que o governo federal oferece tudo, de preservativos e pílulas anticoncepcionais para vasectomias - todos gratuitos - em cada um dos 5.565 municípios do país. Ele aumentou o orçamento para as medidas contraceptivas sete vezes desde 2003. Mas, apesar de que, e pelo inegável progresso do Brasil em todos os outros campos relacionados com a saúde, a mortalidade materna tem se mantido estável por 15 anos, os investigadores dizem que um fato está intimamente ligado à falta de abortos seguros. Especialistas temem que, se a questão seja tratada mais como um problema de saúde e não como uma questão moral, essa estatística não vai mudar. "O Ministério da Saúde disse que durante todo o tempo que este é um problema de saúde pública", diz França. "Deve-se até a mulher de decidir quantos filhos ter."


Abortions in Brazil, Though Illegal, Are Common (Por ANDREW DOWNIE / SÃO PAULO)

Fonte: time.com (quarta - feira 2 de junho de 2010)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Aborto. Uma sangria no seio da sociedade brasileira

O aborto é atualmente ilegal no Brasil, exceto se a gravidez coloca a vida da mulher em perigo, ou se a gravidez é resultado de um estupro. A punição para uma mulher que realiza um aborto em si mesma ou consente um aborto realizada por outro é baseado de um a três anos de detenção. A penalidade base para uma terceira parte que realiza um aborto ilegal em uma mulher, com sua anuência, varia de um a quatro anos de reclusão, com possibilidade de elevação de um terço se a mulher recebe qualquer dano físico, e pode ser dobrada se ela morre. Sanções Penais fixam em quatro anos ou menos pode ser convertida em prisão não punições como serviço à comunidade e doação obrigatória para a caridade.

Em 1991 um relatório do Banco Mundial estimou que a taxa de aborto de fetos vivos é superior a dois abortos por mulher. Em 1992, o Ministério da Saúde estimou a taxa de aborto total anual entre 800.000 e 1.200.000, com base em extrapolações a partir de internações relacionadas ao aborto no âmbito do sistema de saúde. A Organização Mundial de Saúde acredita que isso pode ser subestimado.

A opinião pública
Em março de 2007 o Instituto Datafolha / Folha de S. Paulo pesquisou e descobriu que 65% dos brasileiros acreditam que a atual legislação do país "não deve ser modificada", 16% que deve ser ampliado "para permitir o aborto em outros casos", 10% que o aborto deveria ser "discriminalizado" e 5%  disseram "não sei".

Polêmica excomunhão
Em março de 2009, uma controvérsia entre o governo brasileiro e a Igreja Católica surgiu na sequência de uma série de excomunhões relacionados a um caso de aborto de alto risco. Foi descoberto que uma menina de nove anos foi foi estuprada pelo padrasto e estava grávida de gêmeos. Médicos em Recife realizaram um aborto em sua 4 de março, depois de perceber que ela poderia morrer se a gravidez fosse continuada. Dom José Cardoso Sobrinho anunciou a excomunhão da mãe da menina, bem como dos médicos que realizaram o aborto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o arcebispo, que  aconselhou o presidente a estudar teologia . 

Aborto inseguro é uma das principais causas de morte materna
O aborto realizado em condições inseguras figura entre as principais causas de morte materna e é motivo de discriminação e violência institucional contra as mulheres nos serviços de saúde da Paraíba. Esse é um dos resultados do dossiê 'Impactos da ilegalidade do abortamento na saúde das mulheres e nos serviços de saúde da Paraíba', realizado pelo Grupo Curumim (PE), Cunhã (PB) e Ipas Brasil (RJ), que será lançado hoje (1º) durante o seminário Direitos Reprodutivos e Experiências junto ao Ministério Público.

O estudo visa gerar debates sobre a realidade do abortamento inseguro e o impacto da ilegalidade na saúde e na vida das mulheres e nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). O seminário terá a presença de representantes do Ministério Público, das secretarias Estadual e Municipal de Saúde, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (PB), além de movimentos sociais. A ação acontece no Centro de Ciências Jurídias da UFPB (Campus I), às 15h30. A pesquisa revelou que a ilegalidade do aborto no Brasil impacta diretamente na qualidade do atendimento no SUS, violando os direitos humanos das mulheres. 'Criminalizar o aborto não impede a sua prática. Muito pelo contrário, vulnerabiliza as mulheres mais pobres e dificulta o atendimento nos serviços de saúde. A Paraíba é o triste retrato do nordeste em relação ao atendimento à mulher que realizou o aborto. Nenhum hospital pesquisado segue as normas do Ministério da Saúde para o atendimento a mulher. Pelo contrário, as pacientes sofrem discriminação e tem seus direitos violados', afirma Paula Viana, coordenadora do Grupo Curumim e secretária das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro.

Na Paraíba, a intervenção mais utilizada, por exemplo, para assistir mulheres que abortaram é a Curetagem pós-aborto, procedimento mais caro e que oferece mais riscos de infecção para as mulheres, na contramão da indicação do Ministério da Saúde de utilizar a Aspiração Manual Intra-uterina (AMIU). Entre janeiro de 2008 e junho de 2009, foram realizadas em João Pessoa 2.803 curetagens, e em Campina Grande 2.319 curetagens. Os gastos públicos na capital com o procediment foi de R$ 532.422,44 e em Campina Grande o custo foi de R$ 414.004,70. Ao mesmo tempo, foram gastos com AMIU apenas R$ 3.746,14, em João Pessoa, no mesmo período.

Além da Paraíba, já foram realizadas pesquisas sobre a realidade do aborto inseguro na Bahia, em Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. A ação faz parte de um conjunto de estratégias articuladas nacionalmente pelo Grupo Curumim, Ipas Brasil e Jornadas pelo Aborto Legal e Seguro.

Esta informação mostra as várias causas do aborto , e como a terra comum destas doenças ou condições da população em geral. Isto não é uma indicação direta de como essas doenças geralmente são a causa real do aborto , mas dá uma idéia relativa a forma como freqüentes estas doenças são vistos em geral.(pbagora.com)


Abortamento, um grave problema de saúde pública e de justiça social (ipas.org)
O abortamento representa um grave problema de saúde pública e de justiça social em países em desenvolvimento como é o caso do Brasil de grande amplitude e com uma complexa cadeia de aspectos envolvendo questões legais, econômicas, sociais e psicológicas.

A clandestinidade cria um ambiente ameaçador, de violência psicológica e de culpabilidade que leva muitas mulheres a apresentarem sintomas de depressão, ansiedade, insônia e arrependimento da escolha realizada. 

O problema da gravidez não desejada deve ser enfrentado a partir de políticas públicas que reconheçam os direitos humanos reprodutivos das mulheres, que incluam os homens nessas políticas e criem, nos municípios brasileiros, lócus das ações de saúde, a cultura de implementar ações de educação sexual e de atenção à anticoncepção (Araújo e Viola, 2005).

A tipificação do aborto como um delito em si não desestimula as mulheres de se submeterem ao aborto, mas pelo contrário, as incentiva a práticas de risco, como declarou o Comitê sobre a Eliminação da Discriminação
contra a Mulher das Nações Unidas (Comitê CEDAW), em sua 39ª sessão, realizada em Nova York entre os dias 23 de julho e 10 de agosto de 2007.

A prática do aborto inseguro, especialmente, evidencia as diferenças sócio-econômicas, culturais e regionais diante da mesma ilegalidade do aborto. Mulheres com maiores condições financeiras, geralmente nos grandes centros urbanos, têm acesso aos métodos e a clínicas de abortamento ilegais de maior higiene e cuidado. Já as mulheres mais carentes a grande maioria da população feminina brasileira recorrem aos métodos mais perigosos, com pouca precaução, resultando num alto índice de agravos à saúde.

Singh e Wulf em seu trabalho sobre a prática do aborto no Brasil, Colômbia, Chile, Republica Dominicana, México e Peru, relacionam algumas destas práticas de maior risco: trauma voluntário (quedas, socos, atividades físicas excessivas, etc.), substâncias cáusticas inseridas na vagina (cloro, cal, sais de potássio), objetos inseridos no útero (cateter e objetos pontiagudos, tais como arame, agulhas de tecer e cabides), entre outras práticas (Singh e Wulf, 1994). No entanto, apesar de sua importância e dos riscos à saúde da mulher
que estão associados com algumas práticas de indução do aborto, os estudos sobre a magnitude do aborto têm sido obstaculizados por preconceitos políticos, religiosos e jurídicos em relação ao aborto, o que certamente não têm contribuído para melhorar a atenção médico hospitalar que seria necessária para a população feminina, além de dificultar o conhecimento do problema.

Desigualdades das taxas de fecundidade total 
Considerando-se que taxas mais elevadas de fecundidade podem tornar a população feminina mais vulnerável aos riscos de um abortamento inseguro (Singh e Monteiro, 2000), comentaremos a seguir alguns aspectos específicos das diferenças regionais e da desigualdade nos níveis de escolaridade da população feminina.

No Brasil, a proporção de mulheres de 15 a 49 anos com menos de 4 anos de estudo (analfabetas funcionais) reduziu-se de 62,0 % em 1970 para 19,2 % no ano 2000 (Simões, 2006). Neste período de 1970 a 2000 a taxa de fecundidade total diminuiu de 5,8 para 2,4 filhos tidos nascidos vivos por mulher. No entanto a disparidade entre as taxas de analfabetismo nas Regiões do Brasil é bastante significativa. (IBGE - Síntese de Indicadores Sociais 2005, 2006).


Entre as adolescentes de 15 a 19 anos a distribuição geográfica aponta para as Regiões Norte e Nordeste como as que apresentam maiores riscos de aborto inseguro, junto com o Distrito Federal e os Estados do Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro.

O abortamento é uma das principais causas da mortalidade materna. Nas regiões mais carentes, como o Norte e o Nordeste do Brasil, é grande o índice de mortes decorrentes do aborto inseguro e os serviços de saúde pública registram como o segundo procedimento obstétrico mais realizado nas unidades de internação, a curetagem pós-abortamento. O grande número de abortos inseguros que produzem agravamentos à saúde da mulher, resultam em complicações físicas, infecções, infertilidade e até mesmo na morte.

Entre as causas de mortalidade materna, as mulheres pretas e pardas estão submetidas a uma proporção maior de óbitos por dois grupos que deveriam ser mais facilmente preveníveis:1 - Edema, proteinúria e transtornos hipertensivos na gravidez, no parto e no puerpério, e 2 - Gravidez que termina em aborto.

Quando examinamos as taxas de mortalidade materna se evidencia o risco adicional a que estão submetidas as mulheres pretas, que apresentam para todas as causas uma taxa de 77,9 óbitos/100.000 Nascidos Vivos, enquanto para as brancas esta taxa é de 38,2 óbitos/100.000 Nascidos Vivos. A gravidez que termina em aborto, como causa de mortalidade materna, apresenta um diferencial de taxas bem evidente: 9,4 óbititos.



Causas de mais comuns de aborto por doenças ou condições médicas 
As seguintes causas de aborto são as doenças ou condições médicas que afetam mais de 10 milhões de pessoas no E.U.A.:

As condições seguintes  são algumas das causas possíveis de aborto . Há provavelmente outras possíveis causas, por isso pergunte ao seu médico sobre seus sintomas.
  • Malformações cardíacas fetais
  • Defeitos cromossômicos Fetal
  • Anormalidade Placenta
  • A doença inflamatória pélvica
  • Salpingite
  • Gonorréia
  • As malformações uterinas
  • malformações Cervical
  • Overactive glândula tiróide
  • Distúrbios da Hipófise
  • O diabetes descontrolado
  • Câncer
  • Principais lesões traumáticas
  • Má absorção dos alimentos
  • Doenças auto-imunes
  • anomalia cromossômica
  • Infecção Maternal viral
  •  Infecção Maternal bacteriana
  • Deficiência hormonal
  • Anormalidade uterina
  • Mioma uterino
  • As toxinas ambientais

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Uma a cada sete mulheres já fez aborto no Brasil, segundo pesquisa


Jovens contam dramas parecidos com o vivido por Fátima na novela "Passione".

No conto de fadas sonhado pela mocinha apaixonada, esse final nunca chegou a ser cogitado. Rejeitada por Danilo, personagem de Cauã Reymond, Fátima, interpretada pela atriz Bianca Bin, não teve coragem de contar para a família que estava grávida.

“A Fátima dá muito trabalho para a mãe, para a irmã. Acho que por isso também rola esse afastamento, ela não se sente confortável para se abrir”, afirma a atriz Bianca Bin.

É uma realidade meio difícil de encarar, mas muitas meninas passam pela mesma situação que a personagem Fátima da novela “Passione” passou, como Liliane Santos que ficou grávida com 16 anos. “Fiquei um pouco nervosa com a reação de minha família, porque eu era muito nova”, lembra a jovem.

Para piorar, Liliane foi abandonada pelo namorado e nem nas amigas conseguia confiar. Ela revela ainda que tinha medo de contar para a mãe. “Tinha medo de ela me bater, me botar para fora de casa, de não me aceitar mais como filha dela”.

Quando Liliane decidiu enfrentar a mãe, sabia que teria seu bebê, com ou sem a ajuda dela. “Minha mãe ficou nervosa, porque eu era nova, e meu pai ficou agitado. Depois, ela veio aceitando”, diz a jovem. “Meu filho foi o primeiro neto homem que ela teve, e ela gostou. Foi o Vitor que mudou a cabeça dela”.

“Eu não queria ficar sozinha com dois filhos”, conta uma carioca que descobriu aos 19 anos que esperava um segundo bebê e também escondeu da mãe o quanto pôde. “Eu fiquei meio desesperada, porque minha filha era muito nova. Eu tinha acabado de começar a trabalhar. Eu me separei do pai dela, quando ela tinha dois meses”.

Assim como Fátima, ela recorreu a uma clinica clandestina, mas só conseguiu abortar na terceira tentativa. “Eu passei muito mal, porque, quando eu consegui, eu estava com quase 5 meses de gravidez. Eu fui para o Hospital Miguel Couto e fiquei internada quatro dias”.

Uma pesquisa feita em janeiro no Brasil com duas mil mulheres entre 18 e 39 anos revela que uma em cada sete brasileiras já fez aborto - a maioria, de forma ilegal.

“No Brasil, o aborto é permitido, não punível em duas circunstancias, em caso de risco para a vida da mulher ou em caso de estupro. Só nessas duas circunstâncias”, aponta Beatriz Galli, advogada especializada em direitos da mulher.

De 2003 a 2009, os atendimentos nos hospitais públicos por problemas decorrentes de abortos caíram cerca de 20%. Mas os números são alarmantes: só no ano passado, foram feitos quase 184 mil procedimentos pós-aborto. Quase 20% deles em adolescentes entre 15 e 19 anos.

“Isto é um problema de saúde pública”, afirma o ginecologista e obstetra Osmar Colás.

“A partir do momento em que este é um tema que passa a ser tratado com um viés da saúde pública, isso passa a ser um problema para o Estado. O Estado assume uma postura de realmente tentar prevenir a gravidez indesejada, garantir acesso ao planejamento reprodutivo, métodos contraceptivos. Então, muda e os valores passam a ser o acesso a saúde”, declara a advogada.

Antes de recorrer a um aborto clandestino, Fátima chegou a procurar um médico, mas ele disse que não podia fazer nada por ela.

“Hoje isso é inaceitável, como postura médica”, critica Osmar.

Diante das estatísticas, a grande preocupação dos médicos hoje é evitar as sequelas que os abortos clandestinos podem causar: hemorragias graves, perda de útero, infecções generalizadas e até morte.

“A orientação mais importante: eu não posso fazer o aborto, mas assim que a senhora terminar, me procure imediatamente ou procure um pronto-socorro e avise o pronto-socorro: ‘eu acabei de fazer um aborto”, recomenda Osmar.

Bianca Bin acredita que a história de sua personagem servirá como um alerta. “As meninas vão ver o que a Fátima fez e o quanto ela se deu mal. Eu torço para a personagem amadurecer com esse erro”, destaca a atriz.

Liliane encontrou um novo companheiro que ajuda a criar seu filho. E não foi só ela que formou uma nova família. “Estou grávida de novo. Graças a Deus deu tudo certo. Meu filho tem saúde e eu estou só esperando ele chegar”.