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sábado, 30 de julho de 2011

Ricardo Tozzi: Sucesso em 'Insensato coração' comenta a fama e os elogios recebidos de Dilma Rousseff

Sucesso em 'Insensato coração', Ricardo Tozzi comenta a fama e os elogios recebidos de Dilma Rousseff


RIO - O sucesso de Ricardo Tozzi já era algo assombroso, aí a presidente Dilma Rousseff falou a Jorge Bastos Moreno, em entrevista publicada sábado passado aqui no GLOBO, que gostava mesmo era do Douglas, que "faz o papel de burro, mas consegue passar a imagem de uma pessoa inteligente, pela ternura do personagem"... Pronto, o Tozzi virou o cara.

- Levei um susto quando li no jornal. A presidente do país! Ela deve ter um monte de dor de cabeça, cheia de questões importantes para resolver, então se diverte com o personagem, fico feliz - conta o bonitão da novela das nove da TV Globo.

Tozzi e Dilma têm coisas em comum. Os dois são práticos - "Adoro ser prático", diz ele. Tozzi não gosta de gente que fica reclamando; ele vai lá e faz. Ele tem opiniões formadas, questiona tudo. Acha que é natural do ser pensante adquirir convicções.

- Eu tenho horror a gente que vacila. E não aguento quando alguém reclama de coisas simples, do tipo o celular quebrou. Aí fica reclamando dias. Pô, vai lá e compra outro, liga para a operadora, resolve!

Vê-se que de Douglas ele não tem quase nada. Administrador formado pela Mackenzie, de São Paulo, Ricardo Tozzi trabalhou na Câmara de Comércio Americana, não tirava férias, vivia estressado, até que, aos 26 anos, começou a ver que não era bem aquela vida que queria. Ele cresceu rápido na profissão, recebeu convites para trabalhar em várias empresas e não quis aceitar nenhum. Achou que era um sintoma. O resto, já sabemos: resolveu viajar, pintar, aprender teatro...

- Não sinto falta de nada daquela vida - garante.

Crucifixo para proteger
Mas Tozzi, aos 35 anos, ainda tem alma de gestor. Ele fala rapidamente, sem vacilar, coisas como "ter uma visão macro da vida".

- Você tem que ter uma visão distanciada, ver de fora. Você vai ser mais inteligente, mais feliz - explica. - Estou parecendo livro de autoajuda falando essas coisas (risos). Mas eu acredito nisso. Eu sei exatamente o meu papel na novela, por exemplo, não quero roubar a cena.

No peito, cordão com um crucifixo que tem há anos; ultimamente ele tem sentido necessidade de proteção espiritual. É o preço da fama. Sair para ser fotografado por paparazzi? "É um mico". A profissão de ator tem dessas coisas.

- É uma profissão subjetiva, e apesar de eu ser pragmático, acho bom. Estou aprendendo a lidar com esse outro lado. É esse canal que me interessa. O Ricardo de antigamente era muito duro. Eu sou muito mais legal hoje, esse é o feedback dos meus amigos - afirma. - Eu antes não dava espaço para manha, sabe? Mas a profissão de ator me ensinou a não julgar as pessoas.

Que ele é muito legal não precisava nem dizer. Mas que ainda come feito homem (comeu pipoca e sanduíche logo que chegou à sessão de fotos), cita referências a Renoir e Michelangelo, pinta telas incríveis (resolve o tema em um dia, depois produz e tchanã, ficam lindas) e gosta de usar terno comme il faut, sem invencionices, chinelos e modismos do gênero...

- Alternativo, eu? Não. Sou certinho.

Tozzi tem uma coleção de 120 gravatas. Sua predileta é uma Gucci, que comprou há 15 anos, listrada de preto e dourado: "Gosto de usar com camisa branca e terno preto". Atualmente, prefere as gravatas fininhas. De terno, ele entende também, gaba-se. Diz que é o terror das figurinistas da novela: "Eu reclamo que está grande, que o caimento não está bom...". Nesta sessão de fotos, opinou sobre as peças, pediu para não passar pomada no cabelo porque deixava os fios oleosos, e perguntou se uma camisa mais ousada era peça de desfile. Tozzi vai direto ao ponto. [Carolina Isabel Novaes - O Globo]

Ricardo Tozzi: "Adoro ser prático"

Ao caderno "Ela", do jornal "O Globo", ator diz não ter paciência para pessoas que reclamam à toa

Ricardo Tozzi disse ser uma pessoa prática e que tem horror a gente que vacila, em entrevista ao caderno "Ela", do jornal "O Globo", publicado neste sábado (30).

"Não aguento quando alguém reclama de coisas simples, do tipo o celular quebrou. Aí fica reclamando dias. Pô, vai lá e compra outro", disse o intérprete de Douglas, da novela "Insensato Coração", da TV Globo.

O ator de 35 anos falou ainda sobre seu estilo. Ele tem uma coleção de 120 gravatas e afirma ser o terror das figurinistas do Projac. "Eu reclamo que está grande, que o caimento não está bom", disse.

Tozzi comentou também que ficou surpreso ao saber que a Presidente Dilma Roussef havia citado seu personagem em uma entrevista. "A presidente do país! Ela deve ter um monte de dor de cabeça, então se diverte com o personagem. Fico feliz!", orgulhou-se.


QUEM ONLINE; FOTO AG NEWS

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Resultado das eleições nos municípios do ES: Se dependesse dos capixabas, Serra seria o presidente

No Estado, vitória tucana, inclusive na Capital
Se dependesse dos capixabas, a vitória de ontem seria tucana. Por uma diferença de apenas 1,58 pontos percentuais José Serra foi o vencedor das eleições para presidente no Estado. A petista Dilma Rousseff, que assume o Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2011, ficou com 49,17% dos votos, contra 50,83% de Serra, entre os capixabas. A disputa acirrada é refletida na quantidade de municípios em que cada um recebeu mais votos: 39 para cada candidato.



Gildo Loiola - A Gazeta


Mesmo com a vitória nacional, o PT - principalmente as lideranças locais - saiu enfraquecido das urnas no Espírito Santo. Dos seis municípios governardos por prefeitos da sigla, apenas em Cariacica, de Helder Salomão, Dilma venceu. Em Vitória, onde João Coser coordenava a campanha, o tucano ganhou mais votos, assim como em Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Castelo e Mantenópolis.

Com o maior colégio eleitoral do Estado, Vila Velha também deu a vitória para Serra. Já na Serra, segundo maior município em número de eleitores do Estado, Dilma Rousseff levou a melhor.

Abstenções
O alto número de abstenções, que já era esperado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), foi confirmado nas urnas: 527.745 capixabas - 20,93% do eleitorado - não compareceram às seções eleitorais para votar.

O número ficou atrás da média nacional, que chegou a 21,5%, mas foi avaliado como "bem elevado" pelo presidente do TRE, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que culpou o feriado pelo índice.

Em relação a 2006, o número de ausentes nas urnas cresceu no Brasil. Naquele ano, também no segundo turno, 18,99% dos eleitores em todo o país não votaram.



Gildo Loiola - A Gazeta




O resultado do segundo turno da eleição presidencial mostrou um Brasil dividido. A presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) saiu vitoriosa em 15 Estados e no Distrito Federal. Já o candidato à Presidência da República derrotado José Serra (PSDB) venceu em 11 Estados.

A petista perdeu em três dos 18 Estados nos quais havia vencido no primeiro turno - Espírito Santo, Goiás e Rio Grande do Sul -, mas ganhou no Distrito Federal (52,81% dos votos válidos), onde a senadora Marina Silva (PV) foi a vencedora no dia 3 de outubro e ela ficou em segundo.

Dilma ficou em primeiro lugar em todos os nove Estados do Nordeste e em dois dos três maiores colégios eleitorais brasileiros: Minas Gerais (58,4%) e Rio de Janeiro (60,48%), ambos no Sudeste. Em Minas, a petista enfrentou a força do senador eleito e ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB), que era considerada a grande esperança para uma virada tucana.

Os placares mais amplos em favor da presidenta eleita no segundo turno foram dados pelos eleitores do Amazonas (80%), Maranhão (79%), Ceará (77,3%), Pernambuco (75,65%) e Bahia (70%). Dos cinco, apenas Pernambuco não estava na lista das unidades da federação onde a petista obteve as maiores votações no primeiro turno. No Piauí, onde ela teve a segunda maior votação em 3 de outubro (67%), ontem chegou a 69,9%.

No Rio Grande do Sul, Estado onde Dilma teve uma atuação política maior e único da região Sul onde ela havia saído vitoriosa no primeiro turno, a petista subiu de 46% para 49,06%. Serra obteve 50,94% dos votos válidos no Estado e ampliou para todos os Estados do Sul do país a hegemonia tucana.

O candidato a presidente derrotado também manteve o primeiro lugar em Santa Catarina (56,61%) e no Paraná (55,44%). O tucano saiu vencedor, ainda, em São Paulo (54,05%) - maior colégio eleitoral do país e Estado que governou até o início deste ano -, no Espírito Santo (50,83%), e em toda a região Centro-Oeste, exceto o Distrito Federal.

Em termos proporcionais, Serra se deu melhor na Região Norte e ultrapassou a barreira dos 60% em duas unidades. No Acre, obteve sua vitória mais ampla (69%). Em seguida aparece Roraima, onde o tucano chegou a 66,56%.

Nos outros nove Estados onde venceu, Serra obteve vitórias apertadas. Apesar do candidato tucano ter saído derrotado das urnas, o PSDB é o partido que elegeu o maior número de governadores, oito no total, sendo quatro deles no segundo turno - Goiás, Alagoas, Pará e Roraima. O partido vai comandar 52,3% do eleitorado brasileiro, já que no primeiro turno elegeu governadores de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Tocantins.

Abstenções
No segundo turno, o número de eleitores que não compareceram às urnas foi ampliado em relação ao dia 3 de outubro. Ontem, as abstenções totalizaram 21,50%, o que significa que mais de 29,1 milhões dos 135,8 milhões de eleitores no país não votaram. No primeiro turno, foram 18,24% de abstenções, o que representa um total de 24,6 milhões de eleitores ausentes.

Até o fechamento da edição, com 99,96% das urnas apuradas, 2.452.362 (2,30%) haviam votado em branco e 4.687.971 (4,40%) tinha anulado os seus votos para presidente no segundo turno.



Fonte: A Gazeta

José Serra vence no Espírito Santo (50,83% a 49,17%). Houve empate no número de vitórias nos municípios: 39 a 39

Dilma e Serra empatam no número de vitórias nos municípios do Estado. Cada um dos candidatos venceu em 39 municípios

José Serra venceu no Es com 50,83%
A primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), não foi a primeira colocada no Espírito Santo no segundo turno. A petista perdeu para o tucano José Serra (PSDB) em uma disputa acirrada nos municípios capixabas.

Dilma e Serra empataram no número de vitórias nos municípios do Estado. Das 78 cidades capixabas, cada um dos candidatos venceu em 39 municípios. Os números das urnas expressam essa votação com diferença apertada. Serra ficou com 50,83% dos votos válidos enquanto Dilma conquistou 49,17%.

Foi no interior do Estado que Dilma Rousseff e José Serra conquistaram os maiores percentuais de voto. O município de Venda Nova do Imigrante foi onde Serra conquistou o maior percentual de votos nessas eleições 74,23% enquanto Dilma teve 25,77% dos votos válidos.

Dilma Rousseff conquistou o maior percentual de votos no município de Águia Branca, no norte do Estado. Dilma ficou com 70,93% enquanto Serra teve 29,07%. (LETÍCIA CARDOSO - GAZETA ONLINE)


Serra esteve no Estado durante campanha no primeiro turno e visitou o pólo de confecções da Glória, em Vila Velha. Em sua visita concedeu entrevista exclusiva ao jornal da TV Vitória, onde destacou seus compromissos em relação ao projeto do Pré-sal e também sobre o aeroporto de Vitória

domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma Rousseff enviou dinheiro para ajudar o meio-irmão Bulgaro em 2006

Dilma Rousseff, a presidente recém-eleito do Brasil, decidiu por conta própria ajudar financeiramente o seu doente meio-irmão búlgaro em 2006.

Dilma Rousseff, a primeira mulher a se tornar presidente do Brasil, é filha do imigrante búlgaro Petar Rousseff (1900-1962), que deixou a Bulgária em 1929. O meio-irmão Búlgaro de Dilma do primeiro casamento de Rusev foi Lyuben-Kamen Rusev (1930-2008).

Em 2006, Lyuben Rusev, um engenheiro de sucesso búlgaro, que nessa altura era um homem que vivia sem filhos e doente, velho em Sofia com sua esposa, recebeu uma certa quantia de dinheiro de sua irmã no Brasil sem ter solicitado, Rumen Stoyanov diplomata búlgaro disse ao jornal Novinite.com (Sofia News Agency), em entrevista exclusiva.

Stoyanov, um diplomata de longa data búlgaro no Brasil e professor de estudos latino-americanos, ajudou Lyuben Rusev, traduzindo as letras em Português da irmã Dilma, que nessa época passou a fazer parte do Gabinete do Presidente Lula.

Engenheiro Lyuben-Kamen Rusev (1930-2008), búlgaro
meio-irmão de Dilma Rousseff, em 2005. Foto por Maria
Ninova, diário Trud
Stoyanov afirmou que  Lyuben Rusev nunca pediu a sua irmã qualquer dinheiro, mas que ela deve ter decidido por conta própria para fazer este gesto generoso, ou seja, para ajudar seu irmão, que ela realmente queria conhecer, mas nunca conseguiu.

O ex-diplomata, que conheceu a mãe de Dilma Rousseff, em Belo Horizonte em 1973, diz que isso ocorreu depois que ele acompanhou o cônsul honorário da Bulgária, no Rio de Janeiro, João Vaz, em 2005, para atender Lyuben Rusev.

"Um dia recebi um telefonema de um homem brasileiro, que me disse que estava no hotel Kempinski em Sofia, e que eu deveria ir lá porque ele tinha algo para mim. Eu fui pegar aquela coisa e acabou por ser uma quantia em euros enviada por Dilma Rousseff para seu irmão, o irmão sem nunca ter solicitado o dinheiro dela. posso confirmar que, como um tradutor da carta. Eu não sei se é conveniente para mim para revelar a quantia exata, mas foi uma certa quantidade de euros que termina em três zeros. Dei-o a seu irmão. Suponho que o cônsul disse algo a Dilma Rousseff, e ela decidiu que era boa ideia para ajudar o irmão financeiramente", disse Stoyanov.




novinite.com

Presidente Dilma Rousseff, de origem búlgara, será a mulher mais influente do mundo

Em 31 de outubro de 2010, a candidata do partido do Trabalhadores Dilma Rousseff se tornou a primeira mulher presidente do Brasil com 56% dos votos. Um marco para a história do país.

A nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff é descendente de Búlgaro , é a quarta mulher a se tornar presidente de um país sul-americano.

Família Dilma Rousseff em 1950: (LR) irmão Igor Rousseff, a mãe de Dilma, Dilma Vana (em pé), Zana (frente), e pai Petar Rousseff. Foto da Wikipedia

Depois que ela ganhou o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, Dilma Rousseff entrou para as fileiras das mulheres de outras presidentes de países da América do Sul: Isabel Perón na Argentina (que foi a a primeira presidente a mulher do mundo), que tomou posse em 1974, Michelle Bachelet, presidente do Chile , que tomou posse em 2006, e Cristina Fernández de Kirchner, ainda como presidente da Argentina, que tomou posse em 2007.

Se considerarmos a América Central e Caribe também são citadas com Violeta Chamorro, presidente da Nicarágua - 1990; Ertha Pascal Trouillot, presidente do Haiti - 1990; Mireya Moscoso, presidente do Panamá - 1999; Laura Chinchilla - O presidente da Costa Rica, 2010. Dilma Dilma Rousseff é a nona mulher eleita presidente de uma nação latino-americana.

Dilma Rousseff é a 57a   mulher a presidir uma nação no mundo. "Minha indicação sugere que estamos cada vez mais a virar as costas à discriminação. Vou continuar com  toda energia e persistência na luta contra este fenômeno prejudicial. Não tem nenhum lugar no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo", disse Dilma Rousseff  ao jornal búlgaro 24 Chasa, em uma entrevista em setembro de 2010.
Um artigo recente do The Independent disse que Dilma Rousseff será a mulher mais influente do mundo se for eleito Presidente do Brasil.
Dilma Rousseff é filha do búlgaro Petar Rusev

Dilma Vana Rousseff é filha de Petar Stefanov Rusev (conhecido no Brasil como Pedro Rousseff) nasceu em 1900. Pouco se sabe sobre os pais de  Petar, Tsana Rusev e Stefan, que se casaram e viveram na cidade de Gabrovo na Bulgária Central. A família teve cinco filhos - duas filhas: Piya e Vana e três filhos - Rusi, Petar e Zahari.

Petar Rousseff mudou-se para Sofia em tenra idade, onde começou a estudar direito, mas posteriormente passou a ser negociante do setor têxtil (na cidade de Gabrovo, por causa de suas muitas fábricas têxteis , na época era conhecida como "A Manchester Búlgara").

Em 1929, Petar Rousseff deixou sua esposa Evdokiya Yankova, que estava em seu último mês de gestação, e foi para a França.

Sua esposa e filho Lyuben-Kamen Rusev, não o viram por 18 anos e sempre acreditaram que ele havia morrido em algum lugar ao redor do mundo. Em 1948, eles receberam a primeira carta dele.

Dilma Rousseff diz que a partida de Petar da Bulgária em 1929 continua envolta em mistério. Segundo ela mesma e de outras fontes, ele estava ligado a movimentos de esquerda na Bulgária em 1920 e, mais especificamente, com o Partido Comunista Búlgaro.

Depois de um golpe de direita em 1923, a situação política na Bulgária na década de 1920 foi particularmente tensa, com o governo perseguindo os comunistas e outros esquerdistas no chamado "terror branco", enquanto os comunistas responderam com sabotagens e rebeliões armadas (mais nomeadamente em 1923) no chamado "Terror Vermelho", que culminou em 1925 no maior ataque terrorista da história búlgara, a fundir-se da Catedral de St. Nedelya que matou 134 pessoas.

Não está claro se Petar Rousseff deixou a Bulgária por razões políticas, se ele foi preso e perseguido. Seu filho, búlgaro mais novo, Lyuben-Kamen Rusev, disse que seu pai deixou, porque sua empresa faliu.

Petar Rousseff viveu na França por 15 anos, rumou para a Argentina em 1944, e pouco tempo depois para o Brasil, onde casou-se com Dilma Jane Silva, e se estabeleceu em Belo Horizonte.

O casal teve três filhos - Igor (nascido em janeiro de 1947), Dilma Vana (nascido em dezembro 1947), e Zana (Tsana) (nascido em 1951).

Petar Roussev inicialmente migrou para a França, depois para a Argentina e, por fim, se instalou no Brasil com o nome de Pedro Rousseff. A família que ficou para trás, incluindo sua esposa grávida, acreditava que ele havia morrido.
Em 1948, ele escreveu para sua mãe, Tsana, anunciando seu sucesso como empreiteiro e sua nova família no Brasil, onde teve três filhos, incluindo Dilma Vana, contaram as primas.
Petar entrou também em contato com o filho do primeiro casamento, Luben, já morto, contou Toshka Kovatcheva. "Sei que seu filho, engenheiro civil, queria ir para o Brasil, mas, com o antigo regime comunista na Bulgária, não foi possível", disse.

Dilma Vana Rousseff leva o nome Vana em homenagem a Vana Ruseva, irmã de Petar, com quem era especialmente próximo. Vana Ruseva foi uma professora de ensino médio de artes na Bulgária, onde morreu em 48 sem nunca ter sido casada.

Petar Rousseff  teve outra filha,  Zana, que originalmente se chamava Tsana, mas sua mãe transformou Tsana para Zana, em Português. Zana Rousseff morreu aos 26 anos.

Petar Rousseff foi especialmente próxima com a renomada búlgara poetisa Elisaveta Bagryana (1893-1991), que ele conheceu na França, em 1930. Bagryana, cujo primeiro livro de poemas apareceu em 1927, e foi apreciada por jovens esquerdistas da Bulgária, há poemas dedicados a ele no chamado "Ciclo Brasileiro" (composto de poemas escritos em 1958-1963).

O poema "Um Punhado de Neve" é especialmente dedicado por  Bagryana para Petar Rousseff, a quem queria apresentar um punhado de neve para lembrá-lo de sua Bulgária nativa mesmo que fosse no Brasil distante. Bagryana visitou a mansão Rousseff no Brasil em 1960. Reuniu-se com Petar, sua esposa e filhos, incluindo  Dilma Vana aos 13 anos de idade..

Dilma Rousseff é meia-irmã do búlgaro Kamen Rusev-Lyuben

Lyuben-Kamen Rousseff (1930-2008) é o búlgaro meio-irmão de Dilma Rousseff. Ele nunca conheceu seu pai, Petar Rousseff, que deixou a Bulgária pouco antes de Lyuben-Kamen nascer, e sua irmã Dilma.

Lyuben Kamen-se tornou um engenheiro construtor de várias barragens de grande escala em torno da Bulgária.

No entanto, ele tinha problemas constantes com o regime Comunista Búlgaro vez que em 1947, entrou para o Partido Social-Democrata búlgaro , que fazia parte da Coligação Frente Patriótica, incluindo o Partido Comunista Búlgaro (BCP), que governou em 1944-1948.

Em 1948, o BCP assumiu o governo por conta própria, entretanto perseguindo os membros das outras formações de esquerda.

O envolvimento de Lyuben-Kamen com o Partido Social-Democrata marcou sua vida na Bulgária comunista para sempre, debilitando o seu desenvolvimento profissional. Ele nunca esteve na prisão, mas ele foi salvo de ser expulso da Universidade Técnica de Sofia apenas por favorecimento de um professor. Somente na década de 1980, ele foi autorizado pelas autoridades comunistas a trabalhar brevemente na Argélia e Marrocos. Ele foi indicado duas vezes para receber medalhas do Estado, mas as medalhas foram negadas, provavelmente por causa de seu passado político.

Depois que ele recebeu sua primeira carta de seu pai em 1948, Lyuben-Kamen Rusev começou a receber regularmente as parcelas do Brasil, incluindo dinheiro, com as notas escondidas dentro de dois cartões idênticos colados. Ele habitualmente recebia USD 50-100; uma vez seu pai o mandou US $ 500, que Lyuben-Kamen usou para comprar um Volkswagen.

Ele enviou suas cartas para Petar Rousseff  em búlgaro e desejava viajar para o Brasil solicitando a seu pai para descobrir uma maneira de tirá-lo da Bulgária e vir para o Brasil. Ele descobriu sobre a morte de seu pai em 1962 e sobre sua esposa brasileira Dilma.

Ao mesmo tempo, ele descobriu com a poetisa Bragryana que seu pai ficou rico no Brasil. Após a morte de seu pai, Lyuben-Kamen pediu ao Ministério dos Negócios Estrangeiros búlgaro várias vezes permissão para viajar a fim de resolver as questões em torno de sua herança, mas seu pedido foi negado.

Engenheiro Lyuben-Kamen Rusev (1930-2008),
búlgaro meio-irmão de Dilma Rousseff, em 2005.
Foto por Maria Ninova, diário Trud
Em um ponto, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros búlgaro, ele recebeu uma oferta para desistir de suas reivindicações sobre a herança Rousseff é da propriedade Petar no Brasil em troca de US $ 1 500. Lyuben-Kamen decidiu aceitar o acordo desde que ele viu que não tinha outra forma de se beneficiar da propriedade de seu pai. Ele recebeu o dinheiro da Embaixada do Brasil em Sófia.

Depois que se aposentou em 1990, Lyuben-Kamen enviou várias cartas à Dilma Rousseff  e a família de  Petar no Brasil, e recebeu respostas. Seu sonho era visitar o carnaval no Rio de Janeiro.Dilma Rousseff enviou dinheiro para o irmão Bulgo em 2006

Ele e sua esposa não tiveram filhos. Lyuben-Kamen faleceu em 2008 em uma condição de saúde muito ruim. Sua esposa faleceu no início de 2010.
A casa onde nasceu o pai de Dilma Rousseff  em Gabrovo já não é existe, e o local agora é um estacionamento. Nenhuma informação sobre Petar Rousseff se encontra no Arquivo do Estado, em Gabrovo, ou no Museu Histórico Regional na cidade.

Fonte: bgben.co.uk

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dilma tem 48% das intenções de voto e Serra, 40%, pesquisa é do Vox Populi

A candidata a presidência Dilma Rousseff tem 48 por cento de apoio dos eleitores, contra 40 por cento para o candidato da oposição, José Serra, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.

A sondagem do Vox Populi publicada pelo portal IG Internet inquiriu 3.000 pessoas nos dias 10 e 11 de outubro e tem uma margem de erro de mais ou menos 1,8 pontos percentuais.

sábado, 9 de outubro de 2010

Dilma, Serra - Aborto, que aborto?

Especialistas acreditam que entre 500.000 e 1 milhão de gestações são abortadas no Brasil a cada ano.

Abortos no Brasil, embora ilegal, é comum

Não deveria ser tão surpreendente que, no Brasil, o país com o maior número de católicos (73% da população, ou cerca de 140 milhões), o aborto é ilegal, exceto em casos de estupro, quando a vida da mãe está em perigo ou quando o feto apresenta graves anomalias genéticas. Com efeito, a proibição do aborto é temática nas plataformas de campanha dos dois candidatos nesta eleição presidenciail do Brasil. No entanto, um estudo recente revelou que 1 em cada 5 mulheres brasileiras em idade fértil cessaram uma gravidez, e as estatísticas do Ministério da Saúde mostram que 200 mil mulheres por ano são hospitalizadas devido a complicações decorrentes de abortos inseguros.

O estudo tem chocado os médicos, que foram surpreendidos com o quanto comum são os procedimentos ilegais. "Acho que a grande conclusão que tiramos disso é que a mulher que tem um aborto é uma típica mulher brasileira", afirma Marcelo Medeiros, economista e sociólogo que coordenou o estudo financiado pelo governo. "Ela poderia ser seu primo, sua mãe, sua irmã ou seu vizinho. Toda a evidência mostra que este é um problema sério e que não está sendo debatida abertamente."


A saída do presidente Lula, que diz que ele é pessoalmente contra o aborto, está no registro de chamada para o estado para discutir o assunto como de saúde pública, e não como uma questão moral. O presidente popular, no entanto, pouco tem feito para promover qualquer debate mais amplo sobre a legalização do procedimento, e seu governo não fez reduzir a mortalidade materna - que é vinculado ao aborto inseguro - uma das metas da sua saúde. Os dois postulantes a substituí-lo na eleição presidencial de outubro, têm adotado uma postura semelhante e ambos dizem que não têm planos de mudar a lei atual. Apenas Marina Silva, do Partido Verde, que já saiu da corrida ao Palácio do Planalto, disse que apóia a liberalização das regras atuais em torno do aborto. Mas mesmo Marina não disse que ela está defendendo a legalização total.

De fato, o Congresso do Brasil está discutindo uma legislação, em vez de relaxar. Um projeto de lei  propõe criminalizar qualquer ato destinado a danificar deliberadamente um feto e proíbe quaisquer declarações que promovem o aborto legal, mesmo que a New York City Center baseado for Reproductive Rights dizer que "que isso desconsidera totalmente a saúde e a vida da mulher." Os profissionais de saúde dizem esperar que o projeto morra com o fim da atual legislatura e ter esperanças de que o novo congresso no próximo ano seja mais progressistas.

Os defensores do controle do nascimento estão consternados que a Igreja Católica Romana ainda exerça um poder considerável. O Brasil foi recentemente palco de uma polêmica envolvendo a excomunhão dos médicos que realizaram um aborto em uma criança de 9 anos estuprada pelo padrasto. No mês passado Bispos disseram incisivamente aos eleitores para votar em um candidato presidencial que estivesse "comprometido com o respeito incondicional pela vida".

E ainda, se os resultados do estudo estão corretos, o aborto generalizado é alarmante,  dado o seu estatuto ilegal. Embora os números exatos sejam impossíveis de determinar, especialistas acreditam que entre 500.000 e 1 milhão de gestações são abortadas no Brasil a cada ano. Cerca de metade deles são induzidos usando um coquetel de drogas e os restantes são realizados em clínicas clandestinas. O número de mulheres internadas por complicações decorrentes de abortos ilegais caiu 40 mil entre 2003 e o ano passado. No entanto, 200.000 mulheres ainda são admitidos a cada ano, diz Adson França, o assessor especial do Ministro da Saúde.

Adson França diz que o governo federal oferece tudo, de preservativos e pílulas anticoncepcionais para vasectomias - todos gratuitos - em cada um dos 5.565 municípios do país. Ele aumentou o orçamento para as medidas contraceptivas sete vezes desde 2003. Mas, apesar de que, e pelo inegável progresso do Brasil em todos os outros campos relacionados com a saúde, a mortalidade materna tem se mantido estável por 15 anos, os investigadores dizem que um fato está intimamente ligado à falta de abortos seguros. Especialistas temem que, se a questão seja tratada mais como um problema de saúde e não como uma questão moral, essa estatística não vai mudar. "O Ministério da Saúde disse que durante todo o tempo que este é um problema de saúde pública", diz França. "Deve-se até a mulher de decidir quantos filhos ter."


Abortions in Brazil, Though Illegal, Are Common (Por ANDREW DOWNIE / SÃO PAULO)

Fonte: time.com (quarta - feira 2 de junho de 2010)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tucanos minimizam crescimento de Dilma em pesquisa

Líderes do PSDB consideraram hoje "natural" e "previsível" o crescimento das intenções de voto na pré-candidata à presidência pelo PT e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo pesquisa Datafolha, a petista atingiu 28% das intenções de voto e reduziu de 14 para quatro pontos percentuais a distância que a separava do seu principal rival, o governador José Serra (PSDB), que tem 32%.

Na avaliação dos tucanos, o bom desempenho da ministra é fruto da superexposição de sua candidatura, que foi lançada oficialmente pelo PT, a sua aparição ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa do partido no horário eleitoral gratuito de rádio e TV, além de sua presença constante em viagens para inaugurar obras pelo País.

Cartazes espalhados no congresso do PT dão o tom do evento deste sábado que vai lançar oficialmente Dilma candidata a presidente
"Ela teve uma projeção muito grande. O momento favoreceu a ela", afirmou o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA). "Mas a despeito de toda essa exposição, o Serra continua liderando as pesquisas de intenção de voto sem fazer nenhuma campanha", completou. Para os tucanos, as intenções de voto em Serra voltarão a subir assim que ele lançar sua candidatura à sucessão de Lula, no fim deste mês.

"Hoje só existe uma pessoa fazendo campanha ao lado do presidente Lula: a ministra Dilma. Portanto é natural que só ela cresça", disse o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP). "O Serra nem saiu candidato ainda", argumentou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM). O deputado Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA) observou ainda que Serra foi o único dos pré-candidatos à presidência que não apareceu na televisão no horário partidário gratuito. Além de Dilma, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e a senadora Marina Silva (PV-AC) apareceram na televisão. "O Serra foi o único que não teve mídia eletrônica", disse Jutahy.

Os tucanos também creditam o crescimento de Dilma Rousseff na pesquisa de intenção de voto a uma série de fatores adversos que atingiram seus aliados. É o caso das enchentes em São Paulo e da cassação do mandato decretada, e logo depois revogada, do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM). "Mas a Dilma tem menos combustível para queimar do que nós. O Brasil não está preparado para pegar uma pessoa que nunca foi nada e eleger", afirmou Arthur Virgílio.

Entusiasmo 

Já o PT recebeu com indisfarçável entusiasmo o resultado da pesquisa do Datafolha. "Quanto mais a população conhece a Dilma, mais sua aceitação cresce", afirmou o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Mas ele evitou dar tom triunfalista ao avanço da petista.

O deputado José Genoino (PT-SP) comemorou na sua página de mensagens do twitter: "A oposição vai ficar ainda mais desesperada", disse ele. Também pela rede, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), ex-presidente do partido, comemorou o crescimento de Dilma, que teve sua candidatura à presidência da República lançada oficialmente neste mês, durante o 4ª Congresso Nacional do PT. "É uma boa pesquisa pra ver que estamos no caminho certo", observou. "Mas é bom ter pé no chão, treino é treino, jogo e jogo, já dizia o velho treinador", comentou.

Para Vaccarezza, o PT superou a síndrome dos 30%, a marca histórica de votos fiéis atribuídos ao partido e Dilma tem um grande potencial de crescimento pela frente. "Ela é a única entre os candidatos que pode consolidar as conquistas econômicas, sociais e políticas do governo Lula", enfatizou.