Mostrando postagens com marcador polêmica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador polêmica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Joelma comparou gays a drogados e, agora, nenhuma grande empresa quer se envolver com a produção do filme que contaria a história da banda Calypso, diz jornal


Joelma e Chimbinha
Após polêmica, filme sobre a banda Calypso tem produção cancelada
De acordo com jornal, o filme teve produção cancelada por conta da repercussão negativa em torno das declarações de Joelma

De acordo com a coluna “Retratos da Vida” do jornal “Extra”, por conta da repercussão negativa em torno das declarações de Joelma, que comparou homossexuais a drogados, nenhuma grande empresa quer se envolver com a produção do filme sobre a banda Calypso.

Ainda de acordo com o jornal já estava difícil para a produção encontrar patrocinadores, agora a coisa está ainda mais complicada.

A atriz Deborah Secco, que foi escalada para viver Joelma no cinema, não recebeu uma informação oficial sobre o que vai acontecer com o longa. Até segunda ordem, a produção está cancelada.
Recentemente, a cantora disse ser contra a união homossexual porque, segundo ela, a Bíblia não concorda com o fato. Joelma afirmou que se tivesse um filho gay “lutaria até a morte para fazer sua conversão”.

A entrevista gerou repercussão e a cantora fez questão de comentar, em seu Twitter, uma declaração dada ao veículo: “Já vi muitos (gays) se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”.


Fonte: acritica.uol.com.br

segunda-feira, 1 de abril de 2013

'Gays não vão deixar de curtir a banda', diz Joelma do Calypso


'Gays não vão deixar de curtir a banda', diz Joelma 
Cantora voltou a falar sobre a polêmica ao comparar gays com drogados

Joelma frisou novamente sua opinião sobre os gays. Após dar uma declaração em que os comparava com drogados, a cantora voltou a alimentar a polêmica.

Segundo Joelma, apesar da entrevista cedida à revista "Época", não perderá o carinho de seus admiradores homossexuais. "Grande parte dos integrantes de fã clubes da Calypso são gays, e eles não vão deixar de curtir a banda por causa dessas mentiras", disse, no Twitter.

Ela ainda afirmou, na noite de domingo (31), que distorceram o que disse. "Modificaram tudo o que eu falei. Fim do assunto."

Pelo jeito, ela está certa. O autor Aguinaldo Silva alega ter sido ameaçado de morte por fãs da cantora após criticar as declarações da vocalista do Calypso.

Em entrevista para a revista, Joelma comparou gay com drogados entre outras afirmações. “Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”.

Fonte: Gazeta Online

sábado, 3 de março de 2012

Pastor Marcos Pereira: passado recheado de polêmicas

Pastor Marcos Pereira: passado recheado de polêmicas
O reino dos que buscam a ressocialização de traficantes no Rio está dividido. Até pouco tempo unidos na tarefa de salvar e converter as almas de perigosos bandidos, o coordenador do AfroReggae, José Júnior, apartou-se do pastor Marcos Pereira, líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias. Surpreendeu a todos ao acusá-lo de ser a “mente do mal” do estado. Uma acusação tão polêmica quanto o próprio alvo das duras palavras. Marcos Pereira nunca foi unanimidade nos presídios do Rio.


Em 2003, o pastor foi proibido de entrar nas penitenciárias do Rio de Janeiro pelo então secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Astério Pereira. Era a interrupção de um trabalho com presidiários iniciado lá em 1991. Astério — que é procurador do Ministério Público — não fala mais do assunto, tampouco as motivações da proibição. Entretanto, uma fonte influente daquele governo garante que não se tratava apenas de birra.

— O problema é que o pastor Marcos Pereira só fazia o seu trabalho entre presidiários de uma facção, a mesma do bandido Marcinho VP. E o pastor andava sempre acompanhado das duas irmãs de Marcinho. Isso passou a ser visto com maus olhos pela direção da Seap — diz a fonte.

A partir daí, tanto agentes da Seap como outros da Polícia Civil passaram a acompanhar os passos do pastor Marcos Pereira. Em agosto de 2004, o traficante Derico — ex-chefe do tráfico em Acari — foi preso pela polícia num apartamento de um pastor da igreja em Maringá, no Paraná. Foi o estopim para a extinta Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DER) investigar o religioso —a pedido do ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins.

— Na época, não encontramos nada contra o pastor — diz a então chefe de investigações da DER, a ex-deputada federal Marina Maggessi.

Calmante
Marina lembra que, mesmo com a proibição de o pastor entrar em presídios, ela autorizava a entrada de Marcos Pereira nas carceragens da Polinter, quando comandava a especializada.

—Ele ia às sextas-feiras e ficava horas com os presos. Isso os acalmava no fim de semana, que normalmente é o período mais complicado — diz Marina Maggessi, que se surpreendeu com a denúncia de José Júnior.

Apesar de tanta polêmica, em meio a cenas de catarse em que bandidos desmaiam e se convertem ante a presença do religioso, a “palavra” do pastor Marcos Pereira parece ter o dom de atrair vozes influentes.

Em 2004, já proibido de entrar nos presídios, Marcos Pereira foi chamado para acabar com uma rebelião na Casa de Custódia de Benfica, ocasião em que morreram 31 pessoas. Chegou de helicóptero no final da tarde, depois de ter sido chamado por autoridades do governo Rosinha Garotinho.

Na época, durante uma reunião com o staff do governo, o secretário de Segurança, Marcelo Itagiba, e o secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira, votaram pela invasão da carceragem. Entretanto, uma autoridade influente foi contra. Chorando, alegando a possibilidade de uma tragédia ainda maior, sugeriu a convocação de Marcos Pereira. Segundo uma fonte, alguns anos depois, essa mesma autoridade — que também era próximo das investigações da polícia sobre o pastor — acabou indo a cultos comandados por Marcos Pereira.

— Não lembro se houve isso, mas confirmo que fui a favor da invasão — diz Itagiba.
extra.globo.com


Ex-chefe da Polícia Civil do Rio frequenta igreja do pastor Marcos Pereira e pede perdão a ex-traficante 

O ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio,
Álvaro Lins.
 
A igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD) ficou nacionalmente conhecida por causa de seu trabalho em penitenciárias, entre os fiéis convertidos pela igreja estão pessoas que anteriormente eram envolvidas com diversos crimes como roubos e tráfico de drogas. O líder da igreja, o pastor Marcos Pereira, ficou famoso por resgatar bandidos condenados pelo tribunal do tráfico.

Além de ex-bandidos a igreja tem entre seus membros pessoas conhecidas, como o ex-pagodeiro Waguinho e Tonzão, que liderava um famoso grupo de funk carioca. Agora a igreja tem também em seu rebanho o ex-delegado, ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins.

Lins está em liberdade provisória após ter sido condenado pela Justiça Federal, a 28 anos de prisão por lavagem de bens, quadrilha armada e corrupção passiva. Ele esteve na sede da igreja, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, no último dia 13, onde participou de um culto e deu uma entrevista na qual falou que estava errado em seus conceitos anteriores sobre o trabalho da ADUD.

“Na minha cegueira de homem, que achava que conhecia as letras, imaginava que era impossível fazer o trabalho junto com traficantes e pessoas envolvidas em crimes, pelo interesse da mão de Deus. (…). Então, é uma alegria poder reconhecer, dizer que eu estava errado, que eu errei e pedir desculpa ao pastor Marcos por ter duvidado do trabalho. Eu vi, com meus olhos, ele retirar pessoas envolvidas com o tráfico, pessoas prestes a morrer, e trazer de volta à vida”, afirmou o ex-delegado, que chegou a investigar a conduta do pastor quando ainda era delegado.

Na igreja, Lins teve ainda um momento de reconciliação com um ex-traficante, que havia sido preso por ele e sua equipe. Álvaro da Silva, o Alvinho, acusado de ser um dos ex-seguranças do ex-traficante Bem-Te-Vi, na Favela da Rocinha, deu seu testemunho durante o culto e ouviu do ex-chefe de polícia um pedido de desculpas: “Eu me lembro do episódio envolvendo ele. Era uma operação no Morro do Vidigal.(…) O testemunho dele é verdadeiro. Fiz questão de dar um abraço apertado nele. De dar meus parabéns, de pedir desculpa também se alguma coisa foi feita nele de mal”, disse Álvaro Lins.

Segundo o advogado de Lins ele agora é evangélico e sobrevive dando aulas de Direito numa faculdade. Em entrevista a um programa de TV da ADUD o ex-delegado afirmou que agora é um “soldado à disposição da igreja”.

Seu encontro com a vida espiritual, segundo o ex-deputado, estará no livro que será lançado este ano. O livro será intitulado “280 dias”, em referência ao período em que ele esteve preso em Bangu 8.

Assista ao vídeo com trechos do culto e da entrevista, publicado pelo site O Dia, do portal iG:

Por Dan Martins
Fonte: Gospel+

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

BBB 12: Mãe de Daniel diz que Monique é 'chave de cadeia'

"Essa senhorita é chave de cadeia", afirma Aparecida Echaniz sobre Monique

Foto: Reprodução
Mãe deDaniel diz que ele está em um
hotel no Rio
E a polêmica no BBB 12 ainda continua. Em entrevista ao portal UOL, a Aparecida Echaniz, mãe do brother Daniel, contou que após a expulsão do programa, seu filho foi levado para um hotel na zona oeste do Rio de Janeiro, onde permanece sem contato com a família.

Retirado do Big Brother após a denuncia de um suposto estupro - o participante teria abusado de Monique enquanto ela dormia bêbeda -, o modelo ainda vai prestar novos depoimentos.

De acordo com a publicação, a mãe do paulista está indignada com a situação. “A menina vai depor hoje de manhã. O que todo mundo me passou é que iriam sair [do reality] os dois. Estou muito revoltada, indignada. Conheço meu filho e ele jamais faria isso. E pelo que li a respeito, essa senhorita é chave de cadeia. Tenho certeza que a Globo me deve uma satisfação. Porque o público está bem dividido. Não é todo mundo que acha o Daniel um estuprador”, disse Aparecida durante bate papo com o UOL.


A mãe do rapaz também disse que Daniel foi vítima de racismo. “Em outros BBBs houve edredom e nunca ninguém foi para a rua. O próprio Boninho achou racismo, mas pressionado pelo público deu um basta”, argumentou Aparecida, que não quis dar mais informações sobre o filho “para não atrapalhar a averiguação”.

Correio da Bahia


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Polêmica. Nome de filha de Beyoncé, se lida ao contrário significaria "Filha de Lúcifer".

Nome da filha de Beyoncé e Jay-Z causa polêmica na internet
Segundo blogs, Blue Ivy, ao contrário, significa filha de Lúcifer
Beyoncé deu à luz no sábado, 7, em Nova York Divulgação / Divulgação

RIO - O nome da filha de Beyoncé e Jay-Z, que nasceu na madrugada deste sábado, 7, em Nova York, já virou polêmica. Na tarde deste domingo, alguns blogs internacionais levantaram boatos de que Blue Ivy significaria "Filha de Lúcifer". O nome da menina estaria ligado ao Illuminati, uma sociedade secreta que teria como objetivo implantar uma nova ordem mundial. O assunto logo ganhou as redes sociais e entrou para os trending topics do Twitter.

Enquanto alguns seguidores do microblog tentavam explicar a origem da boataria - segundo o Illuminati, se lido ao contrário, Blue Ivy (Eulb Yvi) significa a filha do Satã - outros internautas se indignavam com a polêmica.

Muitos fãs do casal alegavam que as duas primeiras letras do nome Ivy representam o número 4 em algarismo romano. Beyoncé adora esse número: nasceu e se casou num dia 4 e deu esse título a um de seus álbuns.

Blue, segundo os internautas, seria em homenagem a "The Blueprint", lançado por Jay-Z recentemente.

O Globo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Caio Castro provoca a ira na comunidade gay. Entenda porque

A frase do ator - "antes pegador que veado" - é bafo. E se ele for convidado a viver um gay na TV?
O ator Caio Castro  está na mira da comunidade gay e também de toda a sociedade. Em entrevista à revista Quem, ele disparou a seguinte pérola:  “Não acho que sou pegador. Mas vou te falar uma parada também, se você não tem fama de pegador e é solteiro, fica com fama de veado. Então, antes pegador que veado, né?”. O coordenador especial da Diversidade Sexual da prefeitura do Rio, Carlos Tufvesson, foi tácito: "As oficinas de interpretação da Globo deveriam ter uma aula de como não falar idiotices para a imprensa".
Caio Castro: "Então, antes pegador que veado, né?”

No ar, na TV Globo, como o carreirista, ambicioso e até mesmo um incentivador do aborto,  o estudante de Medicina Antenor, de Fina Estampa, Caio Castro também falou à revista sobre ambição: “A ambição dele é diferente da minha. Ele é egoísta e só enxerga a si mesmo. Coisa que eu não sou. Ele passa por cima de quem tiver de passar. Antenor tinha vergonha da mãe, e eu sou total família, para mim família é básico, é tudo”. O ator garante ainda: “Não é a minha ideia ser bonitinho, galãzinho fofinho para sempre. Antenor foi uma chance de mudar esse quadro. Não quero ficar estereotipado”, disse.
"Não acho que sou pegador. Mas vou te falar uma parada também, se você não tem fama de pegador e é solteiro, fica com fama de veado. Então, antes pegador que veado, né?", disse o ator à revista "Quem".
Carlos Tufvesson, que tem feito um trabalho incrível à frente da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio tem todo o direito de expressar a sua indignação. E nessa quinta-feira (24 de novembro), no Palácio da Cidade, em Botafogo, ele apresentará uma pesquisa quantitativa realizada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) durante a realização da 16ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, no início de outubro, em Copacabana.

Segundo os dados preliminares que a gente recebeu, os resultados mostram um raio-X do público que frequenta a Parada carioca e revela que 43% dos presentes são homossexuais, 34% são heterossexuais e 21% são bissexuais. 2% não souberam responder. A pesquisa vai a fundo em assuntos como a presença de turistas no evento, classe social, preconceito e religião dos participantes.


Os cidadãos também opinaram sobre a importância social da Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro para as causas gays. Na ocasião, também serão entregues aos estabelecimentos capacitados pela Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual os primeiros selos "Rio Sem Preconceito". As capacitações têm acontecido frequentemente e se baseiam em aulas com noções de direitos civis e humanos.

Jornal do Brasil
Com Pedro Willmersdorf



Aguinaldo Silva defende Caio Castro em declaração sobre gays

Aguinaldo Silva, 67, defendeu Caio Castro, 22, que declarou que era melhor ter fama de pegador do que de "veado".

Em seu Twitter, o autor de novelas escreveu, na manhã desta quinta: "Concordo e digo porquê: quando a baixa mídia resolve "derrubar" um galã, lança logo suspeitas sobre sua sexualidade."

Para explicar sua teoria, Aguinaldo usou Reynaldo Giannechini como exemplo.

"Lembram dos últimos dois anos de Gianechinni pré-doença? Boatos maldosos a respeito dele pululavam em colunas e sites. 'Acusavam-no' de gay. A campanha é sempre baseada nas mesmas "suspeitas". Quando querem derrubar um galã nunca o acusam de 'pegar' mulheres demais."

O autor continuou a defesa à declaração de Castro. "Ou seja, Caio Castro está certíssimo: ser galinha pode. Agora, se alguém cismar que o coitado do galã de tevê é gay... Ele está perdido! Por isso concordo com Caio Castro: prum (sic) galã de tevê, é melhor ter fama de pegador que de viado... Ou ele não arranja mais trabalho."

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Montagem de papa beijando egípcio desagrada ao Vaticano

Vaticano vai tomar medidas legais para deter campanha da Benetton
Santa Sé acusa grife de desrespeitar Papa e católicos com fotomontagem de beijo com imã

Do lado de fora da loja da Benetton em Paris, pessoas observam as fotomontagens do Papa e de Obama com o presidente chinês Hu Jintao AFP

CIDADE DO VATICANO - O Vaticano anunciou nesta quinta-feira que vai tomar medidas judiciais contra a Benetton para impedir a distribuição da campanha que traz uma fotomontagem do Papa Bento XVI beijando na boca do Imã do Cairo.

Em comunicado, o Vaticano informou que já entrou em contado com seus advogados na Itália e em outras partes do mundo para que sejam tomadas "as devidas medidas legais" para interromper o uso da imagem, inclusive pela própria imprensa. O anunciado, entretando, não deixou claro se a Santa Sé pretende processar a Benetton por danos. Segundo Vaticano, a propaganda, que faz parte da campanha "Unhate" da grife italiana, desrespeita não só a dignidade do Papa como a dos fiéis católicos.

Na quarta-feira a noite, a Benetton disse que desistiria da fotomontagem do Pontífice, que faz parte de uma série de imagens de vários líderes mundiais se beijando, entre eles Benjamin Netanyahu e Mahmoud Abbas e Barack Obama e Hugo Chávez. O anúncio da Beneton veio horas depois de o Vaticano emitir sua primeira nota de protesto, chamando o anúncio de "manipulador" e totalmente inaceitável.


- Isto é uma grande falta de respeito pelo Papa, uma ofensa contra os sentimentos dos fiéis e um claro exemplo de como a propaganda pode violar regras elementares de respeito pelas pessoas só para atrair atenção pela provocação - disse o porta-voz do Vaticano padre Federico Lombardi, na quarta-feira.

Um enorme cartaz com a foto foi distribuída em várias cidades. Um deles foi erguido a poucos metros da porta do Vaticano, mas foi rapidamente retirado. As fotos nas vitrines da praça da Fontana de Trevi, em Roma, no entanto, continuam lá nesta quinta-feira.

A Beneton tentou se explicar após o protesto do Vaticano, dizendo que sua intenção era "exclusivamente" combater a cultura do ódio.

"Sentimos muito que o uso de uma imagem do Pontífice e do imã ofendeu fiéis desta maneira", escreveu a grife.| O Globo


Depois daquele beijo... foto suspensa

Montagem de papa beijando egípcio desagrada ao Vaticano


foto: Divulgação

Em fotomontagens, o papa aparece na campanha beijando o imã Al-Azhar, e Obama beija Chávez

Reação
"Isso mostra uma grave falta de respeito pelo papa, uma ofensa aos sentimentos dos fiéis e uma clara demonstração de como a publicidade pode violar as regras básicas do respeito às pessoas"
. Reverendo Federico Lombardi, do Vaticano.

Justificativa
"São imagens simbólicas - com um toque de esperança irônica e de provocação construtiva - para promover uma reflexão sobre a forma com que a política, a fé, as ideias, embora opostas e diversas, podem levar ao diálogo"

Benetton, em comunicado.

Roma


A fabricante e varejista italiana de roupas Benetton disse ontem que está retirando uma montagem fotográfica de uma campanha publicitária, que mostra o papa Bento XVI beijando na boca o imã da Universidade Al-Azhar do Cairo, Mohammed Al-Tayeb.

O Vaticano se disse ultrajado com a campanha e a condenou em termos fortes. A Benetton disse em comunicado que sente que "o uso da imagem tenha ferido tanto a sensibilidade dos fiéis. O objetivo dessa campanha era apenas combater a cultura do ódio em todas as suas formas".

A campanha lançada ontem pela marca mostra líderes mundiais beijando seus congêneres na boca. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aparece em um anúncio beijando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Em outra montagem, Obama beija o presidente da China, Hu Jintao.

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) também aparece beijando o premiê israelense, Benjamin Netanyahu. A chanceler alemã, Angela Merkel, é retratada beijando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em outra imagem.

"Isso mostra uma grave falta de respeito pelo papa, uma ofensa aos sentimentos dos fiéis e uma clara demonstração de como a publicidade pode violar as regras básicas do respeito às pessoas", disse mais cedo o porta-voz do Vaticano, o reverendo Federico Lombardi, à agência France Presse (AFP).

Segundo ele, o Vaticano protesta "contra a utilização inaceitável da imagem do papa, manipulada e instrumentalizada, como parte de uma campanha publicitária com finalidades comerciais".

Campanha
A campanha da Benetton se chama "não odeie". Há 25 anos, usando imagens produzidas pelo fotógrafo Oliviero Toscani, a Benetton lançou a polêmica campanha "United Colors of Benetton", que mostrava a imagem chocante de um ativista morrendo de uma doença decorrente da Aids, entre várias outras que chamaram a atenção mas que também geraram reclamações dos consumidores.

"São imagens simbólicas - com um toque de esperança irônica e de provocação construtiva - para promover uma reflexão sobre a forma com que a política, a fé, as ideias, embora opostas e diversas, podem levar ao diálogo e à meditação", havia se justificado a Benetton sobre a campanha lançada ontem. (Agência Estado)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Campanha da Benetton coloca Obama, Chávez, o papa e Merkel se beijando


Campanha da Benetton coloca Obama, Chávez, o papa e Merkel se beijando

 “Enquanto o amor universal permanece uma utopia, ainda que uma que valha a pena, o convite a ‘não odiar’, a combater a ‘cultura do ódio’, é um objetivo ambicioso, mas razoável”. É com essas palavras que Alessandro Benetton, chairman da cadeia internacional de roupas United Colors of Benetton, define a mais nova campanha da marca, lançada nesta quarta-feira (16/11). Batizada de UNHATE,  ela já pode também ser definida como polêmica.

A ideia principal da campanha, que inclui uma série de iniciativas, eventos e publicidade em jornais e sites ao redor do mundo, está centrada na figura do beijo, escolhido por ser um “símbolo universal do amor”. Afinal, ninguém há de se opor a um beijinho, não? Mas a Benetton quis provocar. Um exemplo? Por meio de fotomontagens, a marca colocou os presidentes americano, Barack Obama, e chinês, Hu Jintao, trocando um selinho. Obama, por sinal, também aparece trocando beijinhos com Hugo Chávez, da Venezuela.

Entre os outros ‘casais’ da campanha, sempre montados por personalidades que rivalizam entre si, estão Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense; os líderes da Coreia do Norte e do Sul; e Nicolas Sarkozy, presidente da França, e Angela Merkel, chanceler da Alemanha.

Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu

E claro, religião não poderia ficar de fora. Mas o papa Bento XVI não gostou do chamado ao amor da Benetton. A campanha o retratou beijando na boca o imã muçulmano Ahmed Mohamed El-Tayeb, uma importante autoridade egípcia. A comunidade católica não aceitou a brincadeira e após o próprio Vaticano ameaçar tomar ‘as providências cabíveis’, a companhia decidiu retirar a peça da campanha.

Papa Bento 16 e o imã Ahmed Mohamed el-Tayeb

A ação, além de promover a marca Benetton, também foi lançada para comemorar a criação pela companhia da Fundação UNHATE, que pretende combater o ódio e disseminar a tolerância. Resta saber até que ponto vai a tolerância da humanidade.

E você, o que achou da campanha? É genial? De mau gosto? Opine!

Confira mais imagens da campanha:

Kim Jong-il, ditador da Coreia do Norte, e Lee Myung-bak, presidente da Coreia do Sul

Chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy


Barack Obama com Hu Jintao, presidente da China
epocanegocios.globo.com



Benetton anuncia retirada de fotomontagem com Papa beijando
Vaticano considerou a fotomontagem falta de respeito a Bento XVI

O grupo italiano Benetton anunciou nesta quarta-feira (16) a decisão de retirar de circulação de sua nova campanha publicitária uma fotomontagem que mostra o Papa Bento XVI "beijando" na boca o imã da universidade egípcia de Al Azhar, Ahmed el Tayyeb.

"Lembramos que o sentido desta campanha é exclusivamente combater a cultura do ódio sob todas as formas", comentou, em comunicado, a Benetton, lamantando o fato de a utilização da imagem ter "ofendido os sentimentos dos fiéis"

O Vaticano considerou a fotomontagem falta de respeito a Bento XVI. Em um comunicado, o porta-voz da Santa Sé, Federido Lombardi, havia disse que o Vaticano vai recorrer às autoridades competentes para "garantir o respeito à figura do Santo Padre".


O Vaticano afirmou que a campanha se trata de "um uso inaceitável da imagem do Santo Padre, manipulada e instrumentalizada no marco de uma campanha publicitária com fins comerciais".

Papa Bento XVI aparentemente beijando o imã do Cairo na boca em uma fotomontagem. (Foto: Divulgação)Beijo simulado em fotomontagem entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e da Venezuela, Hugo Chávez. (Foto: Divulgação)
"Trata-se de uma grave falta de respeito com o Papa, uma ofensa aos sentimentos dos fiéis, uma demonstração evidente de como uma publicidade pode violar as regras elementares do respeito às pessoas para atrair a atenção mediante uma provocação", continua o texto.

A fotomontagem, que faz parte da nova campanha "United Colors of Benetton" chamada "UNHATE" ("não ódio"), foi apresentada nesta quarta por Alessandro Benetton, vice-presidente do Benetton Group, em Paris.

Luca Borgomeo, presidente da Associação dos telespectadores católicos italianos, também pediu a retirada imediata da publicidade.

Uma outra imagem impactante foi colocada em outro banner diante da catedral de Milão, mostrando Barack Obama beijando o presidente chinês, Hu Jintao.

Segundo a Benetton, não está prevista a veiculação da campanha no Brasil.

O grupo Benetton e seu fotógrafo Oliviero Toscani tornaram-se célebres por suas fotomontagens provocadoras nos anos 1990, entre elas a de uma irmã de caridade sedutora, que se apresenta vestida num hábito branco beijando um jovem padre de batina preta.

O fotógrafo italiano comprometeu-se com temas ligados à liberdade sexual, Aids e mais geralmente contra descriminações a comunidades, raças e culturas.

As relações entre o Papa e o imã sunita de Al-Azhar são difíceis, principalmente depois que Bento XVI expressou solidariedade às vítimas do atentado que fez 21 mortos numa igreja de Alexandria, no dia 1º de janeiro passado.

O imã interpretou os protestos como uma intromissão do Vaticano nos assuntos religiosos de seu país.

"Trata-se de imagens simbólicas - com um toque de esperança irônico e de provocação construtiva - para promover uma reflexão sobre a maneira pela qual a política, a religião, as ideias, mesmo se opostas e diversas, podem levar ao diálogo e à mediação", justificou-se a Benetton.


Globo.com/G1


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O chororô de Xororó. Declarações de Sandy à Playboy chocam sertanejo

Xororó sobre declaração de Sandy à PLAYBOY: “Que pai gosta de ler aquilo?”
Em entrevista à Folha de S. Paulo, sertanejo comentou a frase “É possível ter prazer anal”


Xororó: "conheço a minha filha"
Nos bastidores da gravação do DVD de 40 anos de carreira de Chitãozinho e Xororó, o pai de Sandy e Junior Lima comentou a polêmica em torno da declaração da menina para a revista PLAYBOY: “È possível ter prazer anal”.

"Que pai que gosta de ler aquilo?", questionou. “Estou há dois meses focado no DVD, não tive tempo de acompanhar. Mas conheço minha filha e sei o que ela falou."

Lucas Lima, marido da garota, também comentou o assunto com tranquilidade. . "Não é traumático. Nem para mim nem para ela. Eu jamais chamaria isso de crise. Foi uma piada, até entrou para os trending topics do Twitter”, contou, ressaltando que acredita que logo o assunto será esquecido. "Somos de uma geração que cresceu com a internet, então estamos acostumados e sabemos como acaba rápido. Já vai passar." (CB)

Enquanto isso, a própria Sandy continua ressaltando que a frase foi “tirada do contexto” e que a imprensa é “sensacionalista”. Porém, a moça não está arrependida. “Do quê?! Não sou eu que faço o título da capa da revista”.

De qualquer forma, vale dizer que esta não foi a única declaração polêmica da cantora. De acordo com o diretor de redação da “Playboy”, Edson Aran, durante comentário na coletiva da revista na última terça-feira (2), a artista também havia falado sobre um outro tabu: masturbação.

Agora, é esperar para ler a entrevista na íntegra, né?

Por Contigo! Online
Silvia Santana

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

"A imprensa foi sensacionalista", diz Sandy sobre frase polêmica

Após ter causado alvoroço na última quinta (28) com uma declaração à "Playboy" em que dizia que "é possível ter prazer anal", Sandy disse na noite desta segunda (1º), em São Paulo, que a frase foi tirada do contexto.

Perguntada se está pronta para ser a mais polêmica capa da "Playboy" do ano, a cantora respondeu: "Fazer o quê? A imprensa foi sensacionalista". "Tiraram a frase do contexto e fizeram manchete com ela", disse Sandy a respeito das poucas palavras divulgadas pela revista masculina.

A entrevista da cantora será publicada na edição de aniversário da "Playboy", que sai neste mês.

Questionada se iria rivalizar com Galisteu, que sairá nua na revista, Sandy deu um risinho e foi embora.

A cantora marcou presença na gravação do terceiro DVD da dupla Chitãozinho e Xororó, na Sala São Paulo. Sobre o estilo, disse: "Hoje eu não ouço mais música sertaneja. Não gosto do estilo, e [isso] não é segredo. Sou fã do meu pai e do meu tio e pronto".

Entre os convidados da gravação, que comemora os 40 anos da dupla, estavam Caetano Veloso, Maria Gadú, Fafá de Belém, Alexandre Pires e Jair Rodrigues.

Divulgação
Sandy em entrevista para a "Playboy"

FONTE: FOLHA

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Luan Santana seria a versão vesga do ator Wagner Moura, alfinetou o humorista Bruno Mazzeo no Programa do Jô

Após criar polêmica no Twitter ao afirmar que Luan Santana seria a versão vesga do ator Wagner Moura, o humorista Bruno Mazzeo alfinetou o sertanejo mais uma vez durante entrevista no programa de Jô Soares, na noite desta terça-feira.



Mazzeo contou a Jô Soares que estava vendo o programa do Faustão e quando o apresentador anunciou Luan, ele desligou a televisão e postou no Twitter a polêmica comparação com o ator de “Tropa de elite”.

O comentário foi o suficiente para os fãs do cantor deixarem posts contra o humorista no microblog, a maioria contendo xingamentos com erros de português. Mazzeo, então, passou a responder os posts, corrigindo-os.

Debochado, o humorista comentou: "Estou me divertindo com os comentários. os erros de português é que me incomodam um pouco. Mas aí já não é problema meu. É do país". Com a língua afiada, Mazzeo finalizou: "Valeu por tantos coments carinhosos sobre minha ida ao Jô. E valeu, talifãs, por estarem me divertindo na solidão do qto de hotel".

Por conta dos comentários, as hashtags #BrunoMazzeo e #OrgulhoLuanS já estavam entre os trending topics mundiais do Twitter.


Fonte: EXTRA

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ed Motta ofende cantores e arranja confusão em rede social

"Assumo meu erro, eu realmente escrevi. Mas tem humor e ironia nisso", afirmou o cantor

foto: Reprodução

Ed Motta ofende cantores e arranja confusão em rede social

Ed Motta causou polêmica ao fazer comentários no Facebook nesta sexta-feira (13). De acordo com a "Folha de S. Paulo", o cantor provocou a ira de alguns usuários ao fazer comentários sobre às mulheres e, em especial, à cantora Paula Toller.

"Mulher feia tem que ser mega competente (risos). Se não, é Paula Toller nas cabeças (risos). Linda, burra e sem talento". E depois: "Mulher feia tem que cantar igual Sarah Vaughn, se não eu não tenho tempo hahaha!", afirmou Motta, de acordo com a "Folha de S. Paulo".

O cantor, que apagou alguns dos posts, também afirmou que os brasileiros são "feios".
"[Estou] em Curitiba, lugar civilizado, graças a Deus. O Sul do Brasil, como é bom, tem dignidade isso aqui. Frutas vermelhas, clima frio, gente bonita. Sim porque ooo povo feio o brasileiro, (risos). Em avião, dá vontade chorar (risos). Mas chega no Sul ou SP gente bonita compondo o ambiance (risos)", escreveu.

Motta também tratou com grosseria um usuário do site que reclamou dos comentários. "Ô, xará, aprende comigo que é o máximo que você, mortal medíocre, pode fazer. Eu estou num plano superior, te respondi só porque tens o meu nome, mané. Essa porra é um lixo e eu tenho pena de ignorantes como você... Brasileiros... A cultura que eu vivo é a CULTURA superior. Melhor que a maioria, 'ya know' [sabe]?"

Além de Toller, vocalista da banda Kid Abelha, Ed Motta atacou Caetano Veloso, Lenine, Daniela Mercury, Chico César e vários artistas da nova geração, como a cantora Tulipa Ruiz.

Pouco depois, ao ser questionado por um fã de realmente ter feito tais comentários - já que alguns deles já não estão disponíveis em sua página no Facebook, Motta afirmou que sim. "Tudo bem, assumo meu erro. Essas coisas estao aqui no Facebook, eu realmente escrevi, mas Jesus, tem ironia, humor nisso", afirmou.

foto: Reprodução

Posts de Ed Motta no Facebook

QUEM ONLINE

sábado, 2 de abril de 2011

Tico Santa Cruz acusa Restart de cobrar ingresso para atender fãs em camarim

Crítico frequente do Restart, o cantor Tico Santa Cruz, em post no seu blog, acusou os meninos da banda de cobrarem ingresso para receber fãs no camarim.

“Os fãs do Restart estão sendo explorados de forma passional” - Tico Santa Cruz, vocalista da banda Detonautas

- Então, ouvi um boato de que a banda... estaria cobrando de R$ 60 a R$ 300 por tardes de autógrafo e entradas em seus camarins pós-show. Fui responsavelmente pesquisar... e para meu espanto, é verdade.

O cantor disse ter vergonha da atitude.

- Tenho vergonha de ver artista se aproveitando da boa vontade de seus fãs, e principalmente dos pais que pagam para ver seus filhos felizes e fazem um papelão desses.

À revista Época, a banda negou a cobrança de ingresso para o camarim, mas admitiu a existência de uma espécie de "kit camarim", com ingressos, produtos da banda e que dá o direito ao fã de chegar perto dos músicos.

De acordo com Pe Lú, vocalista ao lado da Pe Lanza, o grupo promove um evento batizado de "Photo Party", em que marcam uma data para que fãs que compraram ingresso para o show possam tirar fotos com os ídolos.




PERGUNTA– Por que você decidiu expor o assunto no seu blog? Como ficou sabendo da história?
Tico Santa Cruz– Fiquei sabendo na estrada, através de boatos de produtores. Não acreditei. Achei que fosse apenas mais uma implicância. Depois fiquei sabendo que a filha de uma amiga tinha lido e ouvido comentários a respeito. Fui procurar fontes. Descobri uma página de fã-clube oficial que dava as recomendações a respeito do procedimento para entrada no camarim. Lá existem diversos depoimentos de pessoas que pagaram essa entrada para tirar fotos e pegar autógrafos. Isso desde 2010. Então, decidi questionar via Twitter e centenas de pessoas mandaram mensagens confirmando. Por fim, liguei para alguns contratantes que confirmaram a ação. O fanatismo de muitos destes pré-adolescentes e crianças é cego. Além do mais os pais acabam pagando por achar que isso seja comum. Não é comum. Não conheço artistas brasileiros que cobrem entrada em camarim. Os que recebem os fãs, o fazem por consideração e respeito, não em troca de dinheiro. É importante que esses jovens saibam disso, estão sendo explorados de forma passional. É importante que tenham outra referência, pois, para muitos meninos e meninas, o Restart é o primeiro contato com artistas. Paga quem quiser, desde que saiba que isso é uma atitude imposta por esses rapazes.



PERGUNTA
– Você já havia publicado outras críticas sobre o Restart no Twitter. Não acha que as pessoas possam achar que você está fazendo uma espécie de campanha contra a banda?
Tico – Posto críticas e opiniões a respeito de todos os assuntos. Política, políticos, bandas, filmes, etc. O Twitter, a meu ver, é uma maneira de debater, expor questões e fazer contato com o público, e não só dar satisfações de onde estou ou o que estou fazendo. Minha crítica ao Restart é a mesma com relação às bandas que precederam esse momento. Infantilizaram o rock, passaram a tratar os jovens como débeis mentais, se aproveitam dessa "inocência" e do desinteresse deles pelo senso crítico para disseminar uma falta de comprometimento generalizado. O entretenimento é necessário e fundamental, mas a postura que estas bandas assumiram é uma vergonha para quem entende o rock como filosofia de vida. São bonecos de empresários inescrupulosos que exploram o momento e depois descartam esses garotos como um lixo qualquer. Qual será o futuro dessa geração?



PERGUNTA
– O Restart tem milhares de fãs jovens. Não teme que, com essa atitude, seu nome seja visto com antipatia por esses jovens e, consequentemente, isso os afastem de curtir ou conhecer seu trabalho como músico?
Tico – Não estou aqui para agradar ou dizer o que as pessoas querem ouvir em troca de amor. Quem me conhece sabe de minha postura crítica. Não cobro meus fãs, nem admito ser cobrado por eles. Não alimento fanatismos, acho isso perigoso. Concordo com Cazuza quando disse que "os fãs de hoje serão os linchadores de amanhã". Cazuza não se referia aos admiradores, aqueles que gostam do trabalho, e sim aos fanáticos, que hoje dizem amar e dar a vida por seus ídolos e amanhã crescem, enjoam e passam a atacá-los. Me interessa o cérebro do público. O dinheiro eu ganho fazendo os shows.


PERGUNTA
– Você costuma receber seus fãs no camarim? Curte esse tipo de contato?

Tico – Estamos há dez anos na estrada, sem tirar férias. Sempre recebemos nossos fãs e nunca cobramos um centavo por isso. Entendemos que seja o contato natural deles conosco para saciarem a curiosidade e demonstrarem a consideração e o carinho, nosso com eles para que possamos ouvi-los e até conhecê-los de perto para que isso norteie quem esta nos acompanhando. Já passamos centenas de vezes mais tempo atendendo fãs no camarim do que fazendo shows. Esse papinho de que são milhares e de que é preciso filtrar é desonesto com quem não tem dinheiro, é excludente. Esse tal do “Photo Party” foi inventado apenas para justificar o injustificável. Não se cobra fã por autógrafo e foto.


----------------------------------------------------------------------------------------------

“Cobramos por um kit, não pela visita ao camarim”


Pe Lu, vocalista e guitarrista do Restart


PERGUNTA
– Como funciona tipo de ingresso que dá direito aos fãs de falarem com vocês no camarim? Quanto mais caro é essa entrada? Há quanto tempo vocês adotaram essa prática? 
Pe Lu – A ideia de criar um “kit camarim” nasceu da nossa necessidade de conseguir, de alguma forma, e a mais justa possível, escolher as pessoas que iríamos atender, afinal não temos tempo hábil para atender a todo mundo que vai aos nossos shows. A idéia do kit veio para incentivar as pessoas a garantirem nossos produtos originais e, além de tudo, dar a chance delas visitarem o camarim. Adotamos essa prática há cerca de um ano e alguns meses, que foi exatamente a época em que nosso público aumentou e a procura pela visita no camarim também. O preço é equivalente ao que eles pagariam na soma dos produtos do kit, não cobramos pelo nosso tempo ou pela visita em si.


PERGUNTA
– Quem não compra esse tipo de ingresso também pode acessar o camarim?
Pe Lu– Quando criamos o “kit camarim”, sempre demos de 20 a 50 pulseiras (que dão direito a entrar no camarim) para as primeiras pessoas que entrassem na casa. Nunca ganhamos dinheiro com a ação, ela sempre teve a intenção total de fazer com que as pessoas ficassem perto da gente de uma forma que tivesse o mínimo de organização.



PERGUNTA
– Você não acha que essa prática pode gerar uma frustração naqueles que não podem pagar (ou até muitas vezes não conseguem ingresso)? Pe Lu – Qualquer pessoa que entra na casa pode comprar o “kit camarim”. Como eu disse, as primeiras da fila sempre ganham pulseiras também e, quando é possível, fazemos uma outra ação chamada Photo Party, um dia antes do show, quando atendemos, de três a cinco horas, todas as pessoas que têm ingresso pra determinado show. Sempre fomos uma banda ligada aos fãs e sempre fizemos de tudo para não perder essa proximidade. O “kit camarim” é só uma das diversas formas que as pessoas têm de ir ao camarim, a uma passagem de som ou de simplesmente dar um beijo na gente.



PERGUNTA
– Quanto tempo a banda passa recebendo os fãs no camarim após os shows?
Pe Lu – Depende muito do número de pessoas. Em média, duas horas.



PERGUNTA
– Além do camarim, o grupo promove algum outro tipo de ação para possibilitar o contato com os fãs?Pe Lu – Promovemos, sempre que possível, o Photo Party, no qual a pessoa que possuir ingresso para tal show pode ir a essa tarde de autógrafos e tirar fotos, dar beijos, abraços. Nossa intenção nunca foi e nunca será ganhar dinheiro em cima da nossa presença, mas muitas vezes é preciso que haja alguma participação financeira das pessoas pra cobrir possíveis gastos e, até mesmo, como no caso do “kit camarim”, para organizar.


PERGUNTA
– Essa não é a primeira vez que o cantor Tico Santa Cruz posta comentários sobre a banda ou integrantes do Restart. Vocês acham que há alguma causa pessoal nessas manifestações? Pe Lu – Para ser sincero, não conheço o Tico pessoalmente, mas tenho um profundo respeito pelo trabalho que ele tem com o Detonautas, que por sinal é uma banda que gostamos muito. Vivemos em um país democrático, as opiniões e críticas são sempre bem vindas quando carregadas de respeito e de uma vontade que o outro melhore. Como eu disse, não o conheço pessoalmente, mas como profissional sempre vai ter o nosso respeito, independente do que fale.

Fonte: REVISTA EPOCA

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pastor Marcos Feliciano afirma que africanos - por descenderem de Cão - carregam maldição

Deputado evangélico vê maldição sobre África
Marcos Feliciano diz que episódio bíblico pode explicar tragédias também no Haiti e até no Brasil. E não teme ser visto como racista


Pastor da Assembleia de Deus, Marco
Feliciano está em primeiro mandato.
Ele diz que não aceita homossexuais e
que 'maldição' de africanos é bíblica.

"Nós também recebemos o gene africano. Por isso, alguns lugares do Brasil são muito pesados"
O deputado federal Marcos Feliciano (PSC-SP) tem 38 anos, é pastor da Igreja Assembléia de Deus, comanda um instituto teológico e assumiu em 2011 seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Feliciano, que gosta de dizer que já pregou em mais de 60 países em 1.600 cidades, foi alçado à fama de forma torta, depois de afirmar, no Twitter, que os africanos são acompanhados por uma maldição desde os tempos de Noé. O parlamentar, no entanto, parece ter gostado da fama: "Isso foi bom para mim, deu visibilidade", disse ele ao site de VEJA. A seguir, a entrevista.

O senhor ficou surpreso com a reação ao que escreveu no Twitter? Com certeza. A princípio, eu nem acreditei no que eu estava lendo. Tentaram unir o que foi postado no meu Twitter ao caso do deputado Bolsonaro, que não tem nada a ver. A minha equipe é quem postou essa mensagem, mas eu assumo a responsabilidade. A pergunta que foi postada é de cunho teológico. Você conhece um pouquinho da Bíblia?

Sim. Então. Noé, ao ficar bêbado e nu, viu o filho mais novo rir dele. Quando voltou a si Noé jogou uma maldição sobre a descendência do filho. Ele chama o filho, Cão, e diz: “Maldito seja Canaan, seu filho”. Amaldiçoou o neto. A pergunta teológica é essa: por que é que Noé fez isso?

E por quê? É simples: aconteceu alguma coisa, que a Bíblia não deixa claro, que o deixou extremamente furioso. Não foi apenas o fato de o filho ter o visto nu. De Cão, veio (sic) Canaan e outros filhos que povoaram a Etiópia, ou o continente africano. Por isso sobre a África sempre repousam fome, tristeza e guerra de etnias. Alguns facínoras foram levantados lá, como Idi Amim, Jonas Savimbi, além do vírus Ebola, da Aids. O peso da maldição permanece.

Então o senhor foi vítima da onda causada pelas declarações do deputado Bolsonaro? Foi uma triste coincidência. O problema é que eu sou o deputado federal mais votado entre os evangélicos do Brasil: tive mais de 211 mil votos. Na primeira semana do nosso mandato, teve um deputado eleito pelo estado do Rio de Janeiro que defende a bandeira GL... não sei nem a sigla...

LGBT. O senhor fala do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ)? Esse moço aí. Ele chamou a mídia e declarou guerra à bancada evangélica. Instigou os homoafetivos do Twitter a seguirem todos os da bancada evangélica. Eu recebo ameaças de mortes, palavrões, xingamentos. Quem divulgou isso foram eles. Apesar de ter sido bom para mim: me deu visibilidade. Eu era praticamente desconhecido. Hoje, toda a imprensa nacional me ligou e eu estou tendo a oportunidade de me apresentar.

O senhor não teme ser visto como racista? Não, porque não existem só negros na África. Há brancos na África do Sul. As pessoas não podem pensar assim, até porque eu sou descendente afro. Quem olhar para mim vai ver meu cabelo é crespo, meu nariz é largo.

Então a maldição vale para o senhor? Ela cabe ao continente africano.

Mesmo para um branco que more lá? Sim. É uma maldição espiritual, que recai sobre o continente. Mas eu conheço muitas pessoas de lá que entregaram a vida para Cristo e hoje vivem muito bem.

Existe alguma maldição sobre nós, brasileiros? Isso é difícil. Mas nós também recebemos o gene africano. Por isso, alguns lugares do Brasil são muito pesados. Todas as cidades, especialmente as de beira-mar, que tiveram entrada de escravos.

Quando o Haiti foi atingido pelo último terremoto, o embaixador do país no Brasil chegou a dizer que o vodu era a causa da tragédia. O que o senhor acha? Ele tem conhecimento bíblico. Pegue todos os lugares onde você vê acontecer essas misérias. Quais deles se segue o monoteísmo, o Cristianismo? Geralmente essas desgraças acontecem em lugares desse jeito. Quem já foi à Índia sabe a miséria que é. Eles têm milhares de deuses, adoram de uma barata a uma árvore. O continente africano tem com a bruxaria e o vodu, como o Haiti.

Então tudo se explica por essa análise? O terremoto do Japão, por exemplo? O deus japonês não é um deus cristão. É Buda, ou outros deuses. Analise em outros lugares e você vai ver.

O senhor não gostou de ser comparado com o deputado Jair Bolsonaro? Se o que dizem que ele falou é verdade, eu repudio completamente. Sinto nojo de qualquer tipo de preconceito, racismo, retaliação com minorias. Até porque eu faço parte de uma minoria: os evangélicos.

Mas concorda com ele sobre os gays? Se Deus, que é Deus, não se mete na vida de ninguém, quem sou em para me meter? Todavia, que eles pratiquem o que quiserem praticar na vida deles, não tragam isso para os olhos dos meu filhos, para o meio da sociedade. Não quero ver na rua um homem beijando outro homem.

O senhor é da base da presidente Dilma. Não acha que essas declarações podem lhe criar problemas? Não, porque isso é insignificante. Só se alguém quiser fazer maldade. Você é uma pessoa esclarecida, eu te dei os pontos e mostrei que é apenas uma questão teológica.

Não é uma visão muito ligada ao Velho Testamento, que já teria sido superada? Tudo o que nós herdamos, herdamos do Velho Testamento. Aí vem Jesus e faz tudo novo. Mas o homem tem que aceitar Jesus como salvador. O velho testamento é o antigo pacto. O antigo pacto é quebrado com o novo.

Então a maldição serve para os africanos, coletivamente, mas, individualmente, cada africano pode ser salvo? Claro. E se Deus abençoar um dia e o líder do país confessar sua fé num único Deus, o país todo é livre, porque ele é autoridade máxima do país. [Revista Veja - Gabriel Castro]


Deputado vê 'podridão' em gays e diz que há 'maldição' sobre africanos
Pastor da Assembleia de Deus, Marco Feliciano está em primeiro mandato.
Ele diz que não aceita homossexuais e que 'maldição' de africanos é bíblica.
Iara Lemos
Do G1, em Brasília

O deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), 38 anos, disse nesta quinta-feira (31) pelo microblog Twitter que africanos "descendem de ancestrais amaldiçoados por Noé" e afirmou que gays têm "podridão de sentimentos" que, segundo ele, "levam ao ódio, ao crime e à rejeição".

Pastor da Assembleia de Deus há oito anos, Feliciano é deputado em primeiro mandato. Ele disse que costuma dar pelo Twitter respostas a perguntas de caráter religioso, postadas no microblog por ele e por assessores.


Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids. Fome... Etc", escreveu o deputado no microblog. Noutro post, disse que "a maldição q Noe lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, dai a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!"

Segundo o deputado, as afirmações que fez sobre africanos têm fundamento teológico. "Não tem nada de comentário racista. É um comentário teológico que está na Bíblia. Infelizmente, concordou com o que o deputado Bolsonaro estava falando, mas é apenas um comentário teológico."

Ele se refere ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que nesta semana, foi alvo de polêmica ao responder a uma pergunta da cantora Preta Gil em um programa de televisão. Ela indagou como ele reagiria se um filho namorasse uma negra. O deputado respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja". Depois, Bolsonaro disse que não compreendeu a pergunta e que entendeu que a cantora se referia a gays.

Marco Feliciano afirmou que não é amigo de Jair Bolsonaro e disse não concordar com as declarações do colega. "Se tudo o que foi postado sobre ele é verdade, tem meu repúdio também. Nenhuma minoria pode ser prejudicada. Ninguém pode ser humilhado por nada", declarou.

Apesar disso, ele disse que reafirma o que escreveu no Twitter. "Mantenho porque não é racismo. É puramente teológico", declarou.

O deputado disse que não pode ser chamado de racista porque tem descendentes africanos e a igreja em que atua mantém missionários na África. "De jeito nenhum sou preconceituoso ou racista. Sou um discípullo de Deus", afirmou.

Sobre homossexuais, Feliciano diz que respeita "porque meu patrão Deus respeita, mas aceitar é uma questão de foro íntimo, e eu não aceito". "Não quero que minha filha veja dois homens se beijando porque isso é imoral", declarou. "Não prego o ódio, mas não aceito."

"A podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição", escreveu Marco Feliciano no Twitter. Segundo ele, a mensagem foi uma resposta a ataques que diz sofrer de grupos defensores da causa dos homossexuais.

Embora tenha se negado a mencionar o nome, Feliciano disse que um deputado do Rio de Janeiro "levanta todos os homoafetivos contra a bancada evangélica. Tudo que escrevo eles fazem virar notícia ruim contra mim", afirmou.

"Bora cristãos! Mostremos nossa união e nossa força. Retuitem isso: Amamos os homossexuais mas abominamos suas praticas promiscuas!", escreveu Feliciano no microblog.

Presidente de comissão diz que pedirá investigação de deputado pastor
Presidente de comissão diz que pedirá investigação de deputado pastor
Marco Feliciano afirmou no Twitter que os 'africanos são amaldiçoados'.
A mesma comissão já pediu apuração do caso do deputado Jair Bolsonaro.



Da Agência Estado

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputada Manuela D'Avilla (PC do B-RS), afirmou nesta sexta (1º) que será apresentado na próxima terça-feira (5) um pedido de investigação na Corregedoria para apurar as declarações do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que afirmou que os "africanos são amaldiçoados" e fez ataques aos homossexuais.

Segundo Manuela, a ação será protocolada em nome da Comissão pelo mesmo grupo de parlamentares que já pediu investigação contra Jair Bolsonaro (PP-RJ), que em entrevista ao CQC classificou como "promiscuidade" a possibilidade de seu filho se relacionar com uma mulher negra e também fez ataque aos homossexuais. Bolsonaro negou a acusação de racista e diz não ter entendido a pergunta.

A deputada está juntando as páginas do Twitter de Feliciano e as matérias vinculadas para concluir o pedido de investigação. "Estaremos encaminhando à Corregedoria da Câmara porque não cabe à nossa comissão julgar, mas eu julgo, individualmente, que as declarações envolvem racismo".

Feliciano afirma ser afrodescendente e nega ser racista. Segundo ele, os conceitos que expõe no Twitter são "teológicos" e estão na Bíblia. Ele negou ainda ser homofóbico, mas afirma que os homossexuais têm uma "podridão" de sentimentos.

G1