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sábado, 4 de maio de 2013

10 animais que mais praticam a homossexualidade

10 animais que mais praticam a homossexualidade

Durante muito tempo, os biólogos fizeram de conta que não estavam vendo. Agora, não dá mais para esconder: o comportamento homossexual é bastante comum na natureza, e não é restrito a mamíferos; aves e insetos também o apresentam.

Mais além, não se tratam de relações fortuitas – alguns animais realmente formam casais homossexuais que passam juntos a vida toda, chegando a criar filhotes às vezes doados por casais heterossexuais, às vezes resultado de uma “escapada” de uma das fêmeas.

Veja apenas alguns exemplos de animais que praticam a homossexualidade:

10. Carneiros

Às vezes contamos carneirinhos para dormir, mas as tendências naturais dos carneiros têm tirado o sono dos cientistas. Os carneiros domésticos estão, estatisticamente, entre os mamíferos mais gays que existem. Estudos científicos mostraram que a proporção de carneiros machos que formam pares de machos e nunca mais tem contato com fêmeas chega a incríveis 8%.

Os casais do mesmo sexo não reproduzem, mas agem como um par em todos os outros aspectos de suas vidas. Os rebanhos homossexuais se destacam como um exemplo do status do relacionamento diversificado entre os animais, mas não fazem muito sucesso com os fazendeiros, que estão interessados em conseguir o maior número de filhotes possível.


9. Albatrozes de Laysan

Em 2007, cientistas que estavam estudando os albatrozes de laysan de Oahu notaram que 60% das aves eram fêmeas, e que 31% de todos os pares eram de fêmeas lésbicas. Estes pares de pássaros fêmeas exibem todo o comportamento de um casal, fazem ninhos, dão “beijo de bico”, e uma variedade de outras atitudes reprodutivas.

Os albatrozes de laysan são normalmente bastante defensivos quando percebem invasores, o que indica que a aceitação de outra fêmea é uma formação de casal verdadeira. Os pares de mesmo sexo podem durar tanto quanto tempo quanto os pares tradicionais – em um caso observado, chegou a 19 anos. Na Nova Zelândia, um par do mesmo sexo de albatrozes reais, que são maiores, foi visto cuidando de um ninho, o que sugere que este comportamento é comum.

8. Golfinhos nariz-de-garrafa

Em termos de inteligência, os golfinhos estão entre a nata dos animais. Em capacidades cognitivas e sociais, eles são comparáveis aos chipanzés e humanos. Dentro das sociedades dos golfinhos também existe grande diversidade, e numerosas relações do mesmo sexo já foram identificadas.

Em um caso inacreditável, um par de golfinhos gays mantiveram um relacionamento por 17 anos, e pesquisadores identificaram um bando inteiro de golfinhos composto apenas de machos. Ficou claro que os relacionamentos entre os golfinhos são fortes, não importando a orientação sexual dos mamíferos marinhos envolvidos. Também foram identificados golfinhos bissexuais, que mantinham contatos apaixonados com membros do mesmo sexo e do sexo oposto.

7. Bonobos

Os bonobos, que se parecem com chipanzés, não estão apenas entre os animais mais inteligentes, mas também são os nossos “parentes” mais próximos. Estes macacos, que vivem em colônias altamente sociais, são mais gentis quando comparados com seus parentes mais violentos, os chipanzés, e são famosos por usar uma linguagem de amor, em vez de uma linguagem de agressão, para resolver problemas e se comunicar.
Muitos dos conflitos acontecem entre dois machos ou entre duas fêmeas, o que indica que relacionamentos homossexuais acontecem com frequência entre estes primatas. Encontros sexuais servem para melhorar o status social das fêmeas, mas também acontecem entre machos, mais frequentemente em um contexto de “lutinhas”.


6. Galo-da-serra peruano

Os galos-da-serra peruanos são fantásticas aves canoras com uma aparência dramática, combinando uma cor laranja brilhante com uma enorme crista. Cerca de 50% dos machos da espécie praticam sexo homossexual.

Diferente das aves que vimos antes, somente os machos desta espécie procuram encontros homossexuais. É possível que o comportamento gay seja resultado de uma densidade populacional alta, e uma competição enorme pelas fêmeas. Os encontros homossexuais satisfazem o desejo da ave de expressar sua promiscuidade e copular, e assim acaba também aumentando a estabilidade social entre estes pássaros, que normalmente são nervosos.


5. Leões africanos

Os leões africanos são normalmente símbolos de liderança tradicionais, principalmente em sociedades patriarcais que envolvem haréns de fêmeas. Entretanto, uma certa porcentagem de leões africanos machos abandonam as fêmeas disponíveis para formar seus próprios grupos homossexuais.

Leões machos já foram documentados montando outros machos e se envolvendo em uma variedade de comportamentos que normalmente são reservados a casais de animais do tipo macho-fêmea. Apesar de muitas sociedades animais serem estruturadas de forma a favorecer casais do mesmo sexo, a razão para as associações entre leões machos é desconhecida. Os leões são os felinos com o maior desejo sexual, o que pode significar que estes encontros sejam mais “significativos” que as interações homossexuais entre carneiros ou aves.

4. Aves aquáticas e pinguins

O comportamento homossexual já foi documentado na natureza entre cisnes negros australianos, que às vezes formam trios, envolvendo dois machos que estabelecem um local para nidificar. Incrivelmente, os arranjos que envolvem dois machos acabam tendo mais sucesso na criação de filhotes, devido a sua efetividade em defender o local do ninho de predadores.

Ainda falando de aves, dois pinguins machos viraram manchete depois de formarem um casal em um zoológico, e receberem um ovo que acabaram criando com sucesso. Antes de receberem seu próprio ovo, o casal de pinguins gays tentou roubar ovos de casais de pinguins heterossexuais.

Os ornitologistas que estudam o fenômeno notam que, em geral, pares de aves machos se formam entre espécies canoras mais promíscuas, enquanto pares de fêmeas se formam em espécies monógamas. Apesar deste comportamento ser normal em algumas espécies, a pesquisa científica indica que um aumento nas taxas de casais do mesmo sexo entre os íbis sul-americanos pode ser o resultado de intoxicação por mercúrio, resultante de minerações, que estaria alterando seus hormônios sexuais.

3. Gaivotas ocidentais

As gaivotas ocidentais se parecem com os albatrozes de laysan, mas são mais aparentados com os papagaios do mar. A evolução convergente deu a elas uma semelhança com os enormes albatrozes, e também um sistema de procriação semelhante, novamente envolvendo duas fêmeas.
Expedições científicas realizadas às Ilhas do Canal da Califórnia (EUA) revelaram que não menos de que 14% dos casais de gaivotas eram de fêmeas. A diversidade nas colônias foi notada primeiro quando alguns ninhos foram encontrados com quantidades maiores de ovos. E alguns ovos estavam até fertilizados, devido a algumas “escapadas” com gaivotas macho.

2. Girafas

Jovens girafas machos, antes de terem algum contato sexual com uma fêmea, às vezes têm alguns encontros homossexuais e alianças temporárias. As atividades dos casais gays incluem beijo de língua, massagem de pescoço e “abraços”, bom como contato corporal total e aninhamento.

Acredita-se que o objetivo dos contatos com elementos do mesmo sexo é desenvolver alguma familiaridade com as técnicas de acasalamento antes de usá-las com uma girafa fêmea. Na pequena comunidade que é um bando de girafas, parece que a ideia é chegar bem nas meninas logo de cara, e, para isto, eles treinam com meninos antes.

1. Libélulas

É fato: insetos podem ser gays. As libélulas estão entre os predadores mais evoluídos do mundo dos insetos, e também estão entre os mais exibicionistas, fazendo balés voadores espetaculares, bem como encontros sensuais com outras libélulas.

Mas a presença do sexo oposto nem sempre é um pré-requisito para o namoro das libélulas. Investigações revelaram uma frequência surpreendentemente alta de encontros entre libélulas do mesmo sexo. A compreensão do motivo destes encontros entre invertebrados é um desafio, e até hoje são pouco compreendidos. A química ambiental e a falta de disponibilidade de parceiros podem ser fatores que influenciam o comportamento.[Listverse]

domingo, 31 de março de 2013

Aguinaldo Silva diz que sofreu ameaça de morte após criticar declaração de Joelma do Calypso

Aguinaldo Silva diz que foi ameaçado de morte por fãs de Joelma
Autor havia criticado a cantora após declaração polêmica sobre homossexuais.

Aguinaldo Silva (Foto: Twitter/Reprodução)
Aguinaldo Silva contou em seu Twitter que foi ameaçado de morte por fãs da cantora Joelma. No sábado, 30, ele criticou a declaração dada pela cantora ao colunista Bruno Astuto, da revista "Época", na qual comparava gays a drogados.

Ao ser questionada se a loura aceitaria que seu filho fosse homossexual, Joelma disse que lutaria até o fim para sua conversão e comparou os homossexuais com os drogados.

"Não é que a Joelma tem fãs? Eles ficaram histéricos por causa da minha opinião sobre a cantora, me ameaçaram até de morte! Ora, vão se catar", escreveu o autor, na manhã deste domingo, 31.

No dia anterior, Aguinaldo usou o microblog para se manifestar sobre a polêmica criada pela vocalista do grupo Calypso, republicando um trecho da declaração dela e comentando. "Disse Joelma: ´uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende´. Isso é que é usar o nome de Deus em vão. Aliás, Joelma é a Lady Gaga do Recôncavo: canta mal, dança mal, rebola mal, se veste mal e quando abre a boca... Só fala besteira. Me diz: como é que num mundo tão rico e diversificado como o nosso alguém se sente realizado por ser fã da... Joelma? Pobreza tem limite!".

Ao Site EGO, a cantora se explicou sobre o que disse. "Se eu fosse homofóbica, não teria amizade com gay. O que eles fazem é problema deles, não tenho nada com isso. Não fiz nada para agredi-los e não tenho esse direito. Mas sou contra o casamento gay. Seria o mesmo que eu concordasse que meu filho gay se casasse. Uma mãe quando sonha coisas para o filho só sonha coisas boas".

Ego

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ator Matt Dallas sai do armário

Dallas, de 26 anos, protagonista da série da ABC Family "Kyle XY", decidiu entrar no Ano Novo em grande estilo, anunciando que ele está colocando um anel no dedo de Blue Hamilton, um músico - eles namoram desde 2008 .

A notícia veio através da postagem no Twitter do ator:

"Começando o ano com um novo namorado, @bluehamilton. Uma ótima maneira de começar 2013! pic.twitter.com/FQ9y4tHe "
Matt Dallas, conhecido por protagonizar a série "Kyle XY" e ser par romântico da Katy Perry no clipe "Thinking of You", aproveitou a noite do último domingo (06) pra revelar aos seus fãs que é gay!
O tweet não só revelou que a dupla pretende se casar, mas também confirmou que Dallas é gay, algo que tem sido alvo de boatos, mas que ele não tinha abordado anteriormente em público.

Mas, vindo na esteira de uma sucessão de celebridades que saem do armário nos últimos anos sem qualquer incidente, é mesmo um choque ver tal anúncio feito de tal maneira casual?

A reação através da Internet é quase universal de felicitações ao casal - embora alguns fãs de todos os gêneros estejam certamente com o coração partido ao ouvir Dallas e Hamilton estejam fora do mercado.
Matt Dallas e Blue Hamilton - além de oficializar sua saída de Nárnia, o ator também afirmou que vai se casar e contou que seu noivo é o músico independente Blue Hamilton, com quem já havia aparecido junto em algumas fotos.
Embora seja muito positiva a reação ao anúncio de uma celebridade seja gay, é difícil determinar o quanto da compreensão é um fator da crescente aceitação da homossexualidade na América, ou se é mais uma função do fato de que Dallas tem sido ligado a rumores gays.



Em 2009, por exemplo,  PerezHilton.com informou que Dallas estava romanticamente ligada ao ator Jonathan Bennett de "Mean Girls", apesar de que a relação teria morrido mais tarde nesse ano.

E em setembro de 2009, JustJared.com informou que Dallas e Hamilton foram vistos comendo juntos em West Hollywood.

De qualquer maneira, é refrescante ver ampla aceitação e indiferença até mesmo saudável, para um anúncio de debutantes como de alto perfil como este.

O maior destaque nesse assunto nos últimos anos tem sido a de CNN âncora Anderson Cooper, cuja homossexualidade era tempo um segredo nunca negou abertamente. Ele finalmente confirmou publicamente em julho.


"O fato é que eu sou gay, sempre fui, e sempre serei, e eu não poderia estar mais feliz, confortável comigo mesmo, e orgulhoso", escreveu Cooper, que tem sido associada ao dono do Bar New York, Benjamin Maisani , de acordo com o Huffington Post .

E Matt Bomer, um ator mais conhecido por suas peças em "White Collar" Rede dos EUA e do filme "Magic Mike", saiu enquanto ele aceitou uma das artes de Nova Geração e Prêmio Ativismo em fevereiro, o New York Daily News informou no momento .

Ele fez isso simplesmente reconhecendo seu relacionamento com seu parceiro Simon Halls durante seu discurso de aceitação.

Eo ator Zachary Quinto, mais conhecido por interpretar Spock em "Star Trek", optou por sair em 2011 em um artigo da revista New Iorque de outubro.

Um editor de o Huffington Post , que abrange questões como essa disse recentemente que parece que sair do armário não é mais um grande choque para muitos no showbiz, apontando para a facilidade com que muitos artistas de alto perfil têm feito nos últimos anos.

sábado, 19 de maio de 2012

Professor, existe homossexualidade no reino animal?

Comportamento homossexual em animais
A homossexualidade no reino animal, ainda que não remeta diretamente à homossexualidade em seres humanos, referencia o comportamento sexual humano na medida em que os humanos não deixam de ser primatas, e assim compartilham uma série de comportamentos nalguma medida análogos aos de outros grandes primatas, por exemplo, tal como descritos no livro Macacos, escrito pelo médico brasileiro Drauzio Varella.

O tema é também um contraponto à expressão contra-natura utilizada para referenciar actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo no passado, sendo menos usual hoje em dia.

"Outros Animais"
A fim de relatar o comportamente homossexual nos outros animais, o Museu de História Natural de Oslo, na Noruega, apresentou em 2006 a primeira exposição dedicada a "animais gays", que foi chamada de "Against Nature", exibindo cerca de 500 espécies que existem relatos de comportamento homossexual de um universo de 1.500 relatos, desde mamíferos e insetos até crustáceos. Nos pássaros australianos Galahs (Roseate Cockatoo), por exemplo, cerca de 44% dos pares são formados por indivíduos do mesmo sexo. Além desses, há registros bem mais antigos, como os de Aristóteles, que fez menção a hienas lésbicas.

Em em entrevista à Revista da Folha, o coordenador da mostra Geir Söli disse que "a idéia surgiu depois de analisarmos o livro do biólogo Bruce Bagemihl, 'Biological Exuberance', no qual ele descreve cientificamente a homossexualidade de muitas espécies animais. Acreditamos que essa seja uma forma de contribuir socialmente para a discussão de um tema que ainda causa tanta polêmica".

Ligações externas
Museu de história natural de oslo, na noruega, traz primeira exposição sobre homossexualidade no reino animal
Pulgas, baleias, humanos

Saiba mais:http://super.abril.com.br/superarquivo/1999/conteudo_117667.shtml 

sábado, 5 de maio de 2012

Homossexualidade: o conhecimento científico pode vencer o preconceito?

Ser ou não ser: esta (ainda) é a questão
A homossexualidade ainda é um assunto tabu. Mas o conhecimento científico pode vencer o preconceito
Por Vera Magyar, com Evany Leal de Castro

Na Grécia Antiga, a homossexualidade era uma prática natural e esteticamente bela. Com a civilização judaico-cristã, caiu em desgraça. Chegou a ser considerada doença, equívoco que se prolongou até 1974, quando a Organização Mundial de Saúde riscou-a de sua lista de enfermidades. As pesquisas sobre uma possível origem genética, realizadas a partir de 1991, causaram polêmica. Mas um novo caminho surgiu, embora os estudos não sejam conclusivos, nem descartem as causas emocionais e culturais. Hoje já se sabe que não se trata de uma opção, mas de uma condição. Tão humana quanto andar, comer ou respirar. Mesmo assim, às portas do segundo milênio, o assunto continua a ser tabu, envolto em preconceito e na falta de informação.
(Imagem: Características Booker Catherine PYMCA / Rex)

São milhões de pessoas, de todas as idades, classes sociais, culturas, raças, religiões e nacionalidades. Estão aí, pelo planeta, atuando, trabalhando, vivendo, amando. Pessoas iguais às outras. A diferença é que se relacionam sexualmente com parceiros do mesmo sexo. Segundo algumas estatísticas, chegam a representar cerca de 11% da população mundial. Não deixa de ser um número expressivo, mas, mesmo assim, não escapam do rótulo de minoria. E, como tal, são olhadas com desconfiança e preconceito pela maioria heterossexual, o grupo que determina o padrão de comportamento a seguir. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, amar e sentir atração sexual por pessoas de um ou do outro sexo não é uma escolha. As pessoas apenas são heterossexuais ou homossexuais. Bem que os cientistas têm se esforçado para descobrir o que determina a orientação afetivo-sexual dos seres humanos, mas todos os estudos feitos até agora, nas áreas da biologia e da genética, não chegaram a resultados definitivos. Um dos trabalhos pioneiros no campo da sexualidade foi realizado pelo zoólogo norte-americano Alfred Kinsey, nas décadas de 40 e 50. O cientista propôs a famosa Escala Kinsey, utilizada até hoje pelos estudiosos da área. De acordo com essa escala, as pessoas podem variar de exclusivamente heterossexuais (50%) a exclusivamente homossexuais (4%). Entre esses dois extremos estariam os indivíduos predominantemente heterossexuais, os bissexuais e os predominantemente homossexuais.

As pesquisas de Kinsey mostraram que, numa amostra de 18 mil pessoas, 46% estariam nessas categorias intermediárias, podendo ir de um ponto a outro na escala, de acordo com a sua fase da vida, seu momento psicológico, ou as circunstâncias do meio em que vivem.

Várias décadas mais tarde, em agosto de 1991, o neurocientista norte-americano Simon Le Vay publicou na revista Science os resultados de uma pesquisa sobre o tamanho de um determinado grupo de células encontrado no hipotálamo - glândula nervosa situada na base do cérebro, ligada ao comportamento emocional e afetivo - que poderia estar relacionado com a orientação afetivo-sexual. Le Vay examinou esse grupo de células, chamado de INAH3, em mulheres heterossexuais e homens, tanto heterossexuais como homossexuais, que haviam morrido em decorrência da aids. Os estudos revelaram que o tamanho desse grupo celular nos homossexuais masculinos era menor do que nos heterossexuais masculinos, atingindo dimensões semelhantes aos das mulheres heterossexuais, o que poderia indicar alguma relação entre essa conformação celular e a orientação afetivo-sexual. A pesquisa sofreu várias críticas, uma delas a de que Le Vay não havia colhido amostras dessas células em mulheres homossexuais, que, para comprovar a teoria, teriam, a princípio, que apresentar células de tamanho semelhante às dos homens heterossexuais. O cientista alegou dificuldade de encontrar um número suficiente de mulheres homossexuais que tivessem morrido de aids. Outra ressalva feita ao estudo foi a possibilidade de que a própria doença poderia ter influenciado na diferenciação do tamanho do grupo celular, embora o próprio Le Vay tenha demonstrado que mesmo heterossexuais que morreram de outras doenças possuíam os grupos INAH3 maiores.

Outra tentativa de definir geneticamente a orientação afetivo-sexual foi levada a efeito, também em 1991, por Richard Pillard, professor de Psiquiatria da Universidade de Boston, e Michael Bailey, psicólogo da Universidade Northwestern, ambos americanos. A partir de uma comparação entre gêmeos idênticos (univitelinos) e não-idênticos (bivitelinos) do mesmo sexo, Pillard e Bailey descobriram maior coincidência na orientação homossexual entre os univitelinos, levando-os à conclusão de que talvez a homossexualidade seja influenciada por algum fator genético, já que os univitelinos têm a mesma configuração genética.

Herança maternaN essa busca das raízes genéticas para a homossexualidade, um dos trabalhos de maior repercussão foi o de Dean Hamer, geneticista do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. Ele dirigiu uma pesquisa que selecionou 76 homens homossexuais para estudar seus familiares paternos e maternos. O resultado do estudo, publicado em julho de 1993, mostrou que, entre os familiares paternos dos pesquisados, havia a incidência de 2% de indivíduos homossexuais - o mesmo valor encontrado na população em geral, em um levantamento casual sem ligação familiar -, ao passo que no lado materno esse índice pulava para 7,5%. A pesquisa de Hamer levantou a hipótese de que a homossexualidade pudesse estar vinculada a um fator genético do lado materno, diretamente relacionado com o cromossomo X transmitido pela mãe. Posteriormente, sua equipe selecionou 40 pares de irmãos homossexuais. Em 33 deles (82,5% dos pares), uma parte do cromossomo X, conhecida como Xq28, apresentava a mesma seqüência de DNA, a fonte de informação genética dos seres vivos. Sua conclusão: algumas pessoas poderiam apresentar predisposição genética à homossexualidade. O estudo reacendeu na sociedade a discussão sobre as origens da escolha sexual. "O trabalho de Hamer representou uma grande virada nas pesquisas sobre a genética da homossexualidade", afirma Lyria Mori, professora de genética do Instituto de Biociências da USP. Mas ela ressalva: "Claro que esse estudo, para ser comprovado, ainda tem de ser repetido por outros grupos, o que é um procedimento básico na ciência para que uma hipótese seja aceita".

Entre maçã e jiló

A tualmente, há muitos grupos trabalhando na questão da genética da homossexualidade, mas depois das pesquisas de Hamer, nenhum outro estudo de impacto foi publicado. "Para o futuro, a tendência é tentar reduzir cada vez mais a região isolada, pois a Xq28 é um fragmento muito grande, que pode até conter centenas de genes", prevê Lyria Mori.


"A questão da orientação sexual é muito complexa e ninguém, até hoje, conseguiu definir, com certeza, o que leva uma pessoa a ser homossexual e a outra, heterossexual", reconhece o psicólogo Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de Sexualidade, e do Centro de Estudos e Pesquisas em Comportamento e Sexualidade (Cepcos), de São Paulo. "É como tentar explicar por que uma pessoa gosta de maçã e não gosta de jiló", conjectura o psicólogo.

Aproveitando a metáfora da maçã, a questão pode ser vista assim: uma pessoa pode ter desenvolvido preferência por esta fruta, porque passou por experiências positivas com ela, na infância. A maçã saciava a fome e era oferecida com afeto, pela mãe. Supria, portanto, necessidades físicas e afetivas. Já o jiló, que não entrava no cardápio familiar, nunca teve significado algum. A rejeição a ele resulta de escolha consciente, objetiva, não de determinante inconsciente, portanto, subjetiva.

"Nossa cabeça funciona como um arquivo, onde armazenamos sensações. São elas que, na vida adulta, aliadas a outros fatores, como o ambiente e a herança biológica, vão definir nossa orientação sexual", lembra Rodrigues. "É como se recebêssemos da natureza um terreno físico, concreto, sobre o qual vamos edificando construções e dando a ele uma outra configuração. Podemos mexer nesse espaço como quisermos, mas não podemos mudar de terreno", argumenta o psicólogo. Segundo John Money, psicólogo clínico, estudioso e pesquisador de intersexos da Universidade de Baltimore, nos Estados Unidos, antes mesmo do nascimento todos os seres humanos passam por momentos cruciais de definição biológica, que John Money chama de quatro encruzilhadas: a fecundação, a combinação dos cromossomos, a combinação dos hormônios sexuais e, finalmente, a "moldagem" dos órgãos sexuais. O sexo biológico - em linguagem científica, "características genotípicas e fenotípicas do corpo" - é o que vai nos dar a primeira definição sexual: menino ou menina.

Mas a composição da sexualidade humana vai muito além disso. O registro em cartório garante o sexo da criança, mas não sua sexualidade. A identidade sexual vai sendo construída ao longo da infância e passa por uma prova de fogo na adolescência. "Na construção da identidade sexual entram elementos inconscientes de pai e mãe, dinâmica familiar, e as expectativas em relação à criança", relaciona Paulo Roberto Ceccarelli, professor doutor em Psicopatologia e Psicanálise pela Universidade de Paris e autor da tese "A construção do sentimento de identidade sexual". Cecarelli, que é também participante do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas, lembra que o sexo biológico, ou seja, o corpo; a identidade sexual, quem a pessoa acha que é, e o papel sexual, que é como a pessoa se comporta, são três dos componentes da sexualidade.

Desejo e afeto
Há mais um: a orientação sexual, ou seja, por quem a pessoa sente desejo. Essa costuma se estruturar por volta dos 20 anos de idade, como resultado das experiências vividas na infância e na adolescência. "Uma determinada orientação sexual pode ser para a vida toda ou para uma fase apenas. São muito comuns, por exemplo, relações homossexuais na adolescência, quando a personalidade do indivíduo está ainda em formação. Mas pode estar também direcionada pelo desejo, pelo afeto, ou por ambos", lembra o
psicólogo Oswaldo Rodrigues.

Embora venham tentando, os cientistas ainda não encontraram uma resposta definitiva para a questão mais crucial: como se desenvolve uma orientação sexual em particular? Há respostas apontando para várias direções, de fatores hormonais, genéticos, congênitos a causas culturais e emocionais. O que todo mundo, hoje em dia, parece concordar é que a orientação sexual não é uma escolha. O que se tem observado é que ela emerge para a maioria das pessoas, no início da adolescência, sem ter havido nenhuma experiência sexual anterior. A maioria dos que se descobrem, nessa fase da vida, não enquadrados no padrão heterossexual, tentam mudar ou esconder sua orientação sexual. Ninguém escolhe ser o que é.

Cai por terra, portanto, a idéia de que a orientação sexual é uma opção. Como também não resta pedra sobre pedra da tese obscurantista de que a homossexualidade e todas as outras variações da sexualidade humana consideradas fora do padrão são doenças. Hoje, psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde mental concordam que homossexualidade não é doença, problema mental ou emocional. Até a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1995, reconsiderou o assunto e riscou a homossexualidade da sua lista de doenças. "Homossexualidade não pode mais ser considerada desvio ou escolha. Muito menos perversão. Perversão é um sujeito impor ao outro sua fantasia sexual", afirma o dr. Paulo Ceccarelli. Nesse emaranhado todo que é a sexualidade, convém lembrar que a homossexualidade é apenas uma dentre as inúmeras nuances da sexualidade humana. Há quem diga até que existem, na verdade, 11 sexos. Essa é a tese defendida por Ronaldo Pamplona da Costa, médico, psiquiatra e psicodramatista, registrada no livro Os

Onze Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana. Suas conclusões: "Depois de mais de dez anos de estudos, somados à minha experiência em consultório e à análise das escalas biológica, de gênero e afetivo-sexuais, posso concluir que existem 11 sexos: cinco na vertente masculina (heterossexual, bissexual, homossexual, travesti, transexual), cinco na vertente feminina (transexual, travesti, homossexual, bissexual e heterossexual) e mais o intersexo (hermafrodita).

Segundo Costa, entre os dois extremos, o masculino e o feminino, há, portanto, incontáveis possibilidades de combinação: homens afeminados, mas heterossexuais, mulheres masculinizadas, que tanto podem ser hetero ou homo, ou, ainda, homens e mulheres bissexuais que convivem sexualmente com ambos os sexos. Há um vai-e-vem permanente dos seres humanos, em constante mutação e transformação, na estrada da sexualidade. O problema maior é compreender e aceitar isso. "Vivemos numa sociedade hipócrita, que trancafia a sexualidade, que a relega a um papel inferior, apesar de ser ela o eixo principal de nossa personalidade. Não apenas forma de reprodução, mas fonte de prazer", destaca Costa.

Mais tolerância
Numa sociedade que condena qualquer tipo de nuance da sexualidade que ultrapasse o modelo heterossexual, não é difícil entender os conflitos sociais e pessoais que as minorias sexuais têm de enfrentar. Não é à toa que nos Estados Unidos, por exemplo, onde há mais estatísticas a respeito, o número de adolescentes homossexuais que cometem suicídio é de 2 a 6 vezes maior do que os não-homossexuais, representando a triste marca de 30% de todos os casos de suicídio registrados com adolescentes.

Violência contra si próprios, violência da sociedade contra eles. Os casos de assassinatos de homossexuais no Brasil vêm crescendo, segundo estudos feitos pelo Grupo Gay da Bahia, um dos mais atuantes do Brasil. Apesar da precariedade estatística foram registrados no ano passado 130 casos, um aumento de quatro casos em relação ao ano anterior.

Apesar desses percalços, os homossexuais continuam firmes em sua luta por respeito e dignidade. E alguns especialistas, como o psicólogo Oswaldo Rodrigues, prevêem um futuro mais tolerante: "Eu sou otimista", arrisca ele. "Com a atual interpenetração dos papéis sociais masculino e feminino, que marca hoje a sociedade moderna, está diminuindo o fosso que existia entre papel e escolha sexual. Essa 'androginia', expressa no vestir, na vida profissional, no papel de pai e mãe, menos dicotômicos, pode tornar nossa sociedade, neste final de século, um pouco mais indulgente com as diferenças."

Um cérebro diferente
Comparando hipotálamos dissecados de pessoas homossexuais e heterossexuais mortas pela aids, o cientista americano Simon Le Vay notou que o grupo celular chamado de INAH3 na área pré-óptica medial era mais que duas vezes maior nos homens que nas mulheres. O INAH3 também mostrou ser duas a três vezes maior em homens heterossexuais do que em homossexuais

Gênios além do gênero
Homossexuais e bissexuais - assumidos ou presumidos - que deixaram sua marca na História Safo ( 600 a.C.). Primeiro poeta ocidental a escrever sobre o amor romântico, passou a maior parte de sua vida na ilha de Lesbos, onde tinha uma escola de poesia para meninas. Amou tanto homens quanto mulheres. A palavra "lésbica" deriva da ilha onde viveu.

Sócrates (468?-399 a.C.). Um dos maiores filósofos gregos, nunca escondeu sua paixão por belos rapazes. Seu amante mais famoso foi Alcebíades, político e general ateniense.

Alexandre, o Grande (356-323 a.C.).
Rei da Macedônia aos 20 anos, expandiu seu império até a Índia, conquistando as civilizações mais poderosas da época, entre as quais a Pérsia. Durante toda a sua vida, teve um amigo muito íntimo,
Hefaistion, com quem dividia tudo.

Júlio César (100?-44 a.C.). Estadista romano brilhante, com enorme talento para estratégias militares e políticas. Sua vida sexual foi tão variada que mereceu o epíteto: "Marido de toda mulher e esposa de todo homem".

Leonardo da Vinci (1452-1519). Pintor italiano da Renascença, arquiteto e engenheiro, teve vários amantes homens. Seu último amante foi Francesco Melzi, que ficou ao seu lado até a morte.

Michelangelo Buonarroti (1475-1564). Autor do teto da Capela Sistina no Vaticano, teve vários envolvimentos amorosos com seus belíssimos modelos. Após a sua morte, seus poemas foram alterados para sugerir que haviam sido escritos para uma mulher. Só em 1960 os originais foram recuperados e publicados sem censura.

Piotr Tchaikovski (1840-1843). Considerado o mestre dos compositores para o balé clássico, o russo Tchaikovski, autor de composições para o balé comoO Lago dos Cisnes e da Suíte Quebra-nozes, levou uma vida solitária, marcada por tragédias familiares e crises nervosas. Morreu em circunstâncias misteriosas: acusado de envolvimento homossexual com um membro da família imperial russa, Tchaikovski teria sido induzido ao suicídio por envenenamento.

Pier Paolo Pasolini (1922-1975). Um dos principais cineastas do neo-realismo italiano, Pasolini trouxe os tabus da sociedade para o centro de suas obras. Homossexual assumido, o diretor de O Evangelho Segundo São Mateus e Comício de Amor morreu tragicamente aos 53 anos, assassinado
por um garoto de programa.

Todas as cores do arco-íris
A vida, nem sempre tão colorida, dos que pertencem às minorias sexuais
Homossexual masculino Tarcísio Mendes Lima, 27 anos, professor, não tem postura afeminada, mas é um homossexual resolvido e assumido, como ele mesmo se define. Descobriu ter desejos homossexuais aos 9 anos de idade. Aos 14, sua primeira relação sexual, com um menino de 13.

Bissexual
Douglas (nome fictício), 25 anos, solteiro, professor. Sempre gostou de homens mais novos e do lado sentimental das mulheres. Teve várias namoradas e nunca escondeu das mulheres com quem se relacionou as suas tendências bissexuais. Douglas descobriu ser bissexual aos 21 anos de idade, quando ele e um amigo encontraram uma garota que sugeriu fazerem sexo a três.

Lésbica
Tatiana (nome fictício), 28 anos, antropóloga, descasada, já passou por dois casamentos. O primeiro, aos 18 anos. Ficou casada quatro anos e teve um filho, hoje com 10 anos. Enquanto durou o relacionamento, foi feliz. Mas tinha atração por mulheres, e chegou a comentar o fato com o marido. Hoje mora há 11 meses com uma mulher.

Transexual masculino
Cláudia (nome fictício), 28 anos, cabeleireira, teve infância normal, foi criado como menino, mas só gostava de fazer serviços classificados como "femininos", como a limpeza doméstica, tricô, crochê. Aos 14 anos, entendeu que era transexual. Conversou com a mãe e começou a tomar hormônios por conta própria. Está à espera da cirurgia que vai lhe dar identidade feminina.

Transexual feminino
Zé Antônio (nome fictício), 39 anos, vendedor. Tinha genitais femininos, com alguma alteração externa. Foi criado como mulher, mas não se comportava como tal, desde a infância. Mudou sua identidade, sobrenome e sexo. Tem postura masculina, com barba, pêlos etc. Casou-se, aos 26 anos, com uma garota, na igreja, ela de noiva, ele de noivo.

Anote
Os livros que ajudam a entender as minorias sexuais
· Diferentes Desejos - Adolescentes Homo, Bi e Heterossexuais, de Cláudio Picazio, Edições GLS

· Tornar-se Gay - O Caminho da Auto-aceitação, de Richard Isay, Edições GLS

· Transexuais - Perguntas e Repostas, de Gerald Ramsey, Edi-ções GLS

· Adeus, Maridos - Mulheres que Escolheram Mulheres, de Deborah Abbot e Ellen Former, Edições GLS

· Os Onze Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana, Dr. Ronaldo Pamplona da Costa, Editora Gente

· A Inocência e o Vício - Estudos sobre Homoerotismo, de Jurandir Freire Costa, Relume Dumará.

· Sexualidades Brasileiras - Ricahrd Parker e Regina Maria Barbosa (orgs.) , Relume Dumará.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Homossexualidade. Igreja diz que relações gays estão na Bíblia


Igreja diz que relações gays estão na Bíblia


Igreja, bíblia, homossexualidade
O que diz a Bíblia, de fato, sobre a homossexualidade? Se para a maioria das igrejas a resposta é simples e está ligada à condenação ou a pecado, outra denominação que já existe há dois anos em Vitória se propõe a mostrar uma nova visão - não menos polêmica - sobre este antigo tema.

Para a Igreja da Comunidade Metropolitana de Vitória, que se propõe a acolher gays, lésbicas, travestis, bi e transsexuais, a homossexualidade não só não é condenada na Bíblia como lá estão vários exemplos de relações homoafetivas. "Davi e Jônatas, Rute e Noemi, o centurião romano e seu servo são exemplos. Davi era um homem de Deus, e lá está escrito que ele amava Jônatas mais que às mulheres", argumenta a pastora interina da igreja, Eliana Ferreira.

Para a pastora, que frequentava e era liderança antes numa tradicional igreja evangélica, a maioria das interpretações dos trechos da Bíblia que falam de homossexualidade baseiam-se em traduções e não no texto original. "A palavra homossexual apareceu no século XIX.

As palavras em hebraico que aparecem não se referem ao homossexualismo em si", defende. Esses e outros argumentos serão postos em debate hoje, no seminário "Homossexualidade não é doença nem pecado", que acontece a partir das 15h, na capela ecumênica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Diferente

Não apenas por ter essa visão das sagradas escrituras, mas também por ser conhecida pela proposta de acolher homossexuais, a igreja desperta muita curiosidade. O rito, no entanto, é muito parecido com o de outras denominações. Seus onze membros - a maioria jovem - se reúnem aos domingos para louvar a Deus, conversar sobre a Bíblia e cear juntos.

"Temos muitos visitantes. A maioria é um público universitário. Muitos ficam curiosos sobre os encontros, mas não é nada de anormal, temos ritual de batismo, louvor. Somos uma igreja evangélica com uma proposta inclusiva, voltada para o público GLBTT", explica a pastora, que vai ser oficialmente ordenada em breve. Além de Vitória, a igreja, fundada no fim da década de 60 nos Estados Unidos, tem sedes em Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Fortaleza.

Espaço para a espiritualidade sem preconceito

Membro da igreja, o administrador André Luis Santos, 32 anos, vai falar sobre a Teologia Queer (gay), durante o seminário. "Vou apresentar o assunto de uma forma mais simples. A teologia fala da inclusão de todas as pessoas", resume.

Ele ressalta que os membros da igreja não querem se colocar em evidência, ou fazer um movimento em prol da causa homossexual, mas apenas ter a liberdade de culto respeitada, assim como sua orientação sexual. "Só queremos dizer que existe essa opção para as pessoas que querem viver sua espiritualidade.

É só um espaço onde não se considera a homossexualidade um pecado", ressalta. Ex-estudante de colégio católico, André diz que chegou a se perguntar como iria sobreviver num mundo com visões tão excludentes em relação à sexualidade. "A sorte é que procurei me informar e estudar. Mas sempre há sofrimento".

Pronta para realizar até casamentos

Além de participar de todas as atividades, os membros da Igreja da Comunidade Metropolitana podem casar-se com pessoas do mesmo sexo, o que não seria possível nas igrejas que frequentavam antes. A igreja de Vitória ainda não realizou casamentos, mas está apta a fazer isso. "Já fui procurada por um casal de lésbicas, mas depois elas não voltaram. Basta apenas que eles ou elas tenham um relacionamento de mais de um ano", explica a pastora interina Eliana Ferreira.

A igreja também orienta que os interessados procurem oficializar a união em cartório, com um contrato civil. "Não basta ficar algumas vezes para poder casar", avisa. A mesma igreja em São Paulo já realizou casamentos coletivos.

A pastora lembra que igreja segue uma orientação teológica e uma hierarquia como as demais. "Não criamos uma igreja, não estamos isolados. Teologicamente está tudo amarrado. Boa parte da teologia cristã é aceita por nós. Não é uma igreja moralizante da cultura gay. Apenas está aberta aos que sentiram excluídos e não tiverem preconceito".


(E lisangela B ello - A Gazeta)

sábado, 3 de março de 2012

George Clooney: 'Nunca vou negar que sou gay. Seria grosseiro com meus amigos homossexuais'

George Clooney: 'Nunca vou negar que sou gay. Seria grosseiro com meus amigos homossexuais'
Ator deu entrevista à revista "The Advocate"
foto: Divulgação
George Clooney 
Cansado dos boatos sobre sua sexualidade, o galã George Clooney explicou para a revista "The Advocate" - destinada ao público gay - por que não faz questão de desmentir os boatos de que seja homossexual.

"Isso seria injusto e grosseiro com os meus bons amigos da comunidade gay. Não vou deixar ninguém fazer parecer que ser gay é uma coisa ruim. A quem incomoda o fato de alguém ser gay? Eu estarei morto há muito tempo e as pessoas continuarão dizendo que eu era gay. Não me importo", disse o ator, militante do casamento entre pessoas do mesmo sexo. (Do Gazeta Online)

George Clooney e Brad Pitt farão peça em prol do casamento gay

Além dos dois astros, a peça 8 contará com participação de nomes como Martin Sheen e Jamie Lee Curtis


Um elenco de estrelas de Hollywood, encabeçado por George Clooney e Brad Pitt, protagonizará neste sábado (3) uma peça de teatro em prol do casamento entre pessoas do mesmo sexo, informou nesta quinta-feira (1) o blog do Google. A representação foi anunciada em um vídeo no YouTube pelo diretor e produtor de cinema Rob Reiner, de Antes de Partir, e faz parte de uma campanha impulsionada pela Afer (American Foundation for Equal Rights/Fundação Americana pela Igualdade de Direitos).

Batizada de 8, a história gira em torno do julgamento em torno da Proposição 8, uma iniciativa popular, aprovada nas urnas pela maioria dos eleitores californianos, cujo objetivo foi modificar a constituição do Estado para considerar casamento somente uniões entre um homem e uma mulher. A proposta, posteriormente recorrida nas cortes federais por grupos defensores dos casamentos homossexuais, foi lançada em novembro de 2008 e paralisou esse tipo de casamento.

O tribunal de apelações do 9º circuito judicial da Califórnia declarou no último dia 7 de fevereiro que a proposição é inconstitucional, apesar de ela continuar nas mãos da Justiça e estar sendo encaminhada para a Suprema Corte dos EUA.

O espetáculo é baseado em um roteiro de Dustin Lance Black, ganhador de um Oscar por seu texto em Milk - A Voz da Igualdade, filme sobre Harvey Milk, símbolo nos EUA por ter sido a primeira pessoa abertamente homossexual a ser eleita para um cargo público no país.

Segundo Reiner, a peça procura mostrar como foram os debates na sala do tribunal na apresentação do caso em 2010, quando a Corte Suprema da Califórnia decidiu impedir que as câmeras de televisão gravassem o processo. "Hoje podemos mostrar ao povo de todo o mundo um olhar do que aconteceu a portas fechadas", comentou o cineasta.

Além de Clooney e Pitt, 8 contará com a participação de astros como Martin Sheen, Kevin Bacon, Jane Lynch, Matthew Morrison e Jamie Lee Curtis. A peça poderá ser conferida ao vivo no sábado (3), a partir das 23h (de Brasília), através do canal da organização Afer no YouTube. A obra será encenada no teatro Wishire Ebell de Los Angeles, na Califórnia. (Do Terra)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ex-miss Brasil Gay 'vira' hétero e diz que quer ter esposa e filhos

Homossexualidade: projeto defende "cura"
Deputado federal quer tratamento para gay virar heterossexual


Alessandro Alcântara, como Ianka Ashlen,
vencedora do Miss Brasil Gay 2007
É possível um homossexual ser curado? Ou melhor: ser gay é doença? Essa discussão, para psicólogos do mundo inteiro, com aval da Organização Mundial da Saúde (OMS), foi respondida há cerca de 20 anos: a homossexualidade não é considerada doença pelas Nações Unidas desde a década de 1990. No Brasil, deixou de ser tratada por psicólogos desde 1999, com a regulamentação do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Mas há deputado federal que acha o contrário.

Nas próximas semanas, Brasília deve entrar no debate do projeto de lei do deputado João Campos (PSDB-GO). Ele quer sustar dois artigos da lei que institui o CFP. O texto proíbe que os psicólogos possam emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como um transtorno ou doença.



O projeto apresentando por Campos, que é líder da Frente Parlamentar Evangélica, avalia que o Conselho Federal de Psicologia "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional".

A proposta é vista pelo conselho como algo ultrapassado. "Causou estranheza a decisão desse deputado ao questionar e querer alterar nosso regulamento. É algo não aceitável e que será acompanhado por nós de perto", frisa Jairo Tadeu Guerra, membro do Conselho Regional de Psicologia no Espírito Santo.

Segundo ele, só cabe um homossexual ser atendido por um psicólogo quando o assunto se remete à dúvida de sua orientação sexual e este ainda nem sabe se é ou não gay, e, ainda, quando há algum tipo de sofrimento por parte do homossexual devido à sua sexualidade.

"Nos consultórios, o sofrimento do paciente não é por ele ser homossexual e querer ser heterossexual. Eles sofrem de preconceito, da não aceitação por parte da sociedade por se sentirem injustiçados e excluídos do mundo", defende o psicólogo.

Para Antônio Lopes de Souza Neto, coordenador do Fórum Estadual LGBT, o projeto é um retrocesso. "Enquanto tentam curar os gays, os homossexuais continuam sendo mortos ou cometendo suicídios. Precisamos é de um projeto de lei contra a homofobia", defende Souza Neto.

Alessandro Alcântara ficou conhecido no Espírito Santo como a drag Ianka Ashylen, que fazia um dos shows mais bacanas de Vitória no extinto Queen's Club. Ganhou o concurso Miss Brasil Gay em 2007. Hoje recebemos aqui na redação o jornal A Gazeta contando que Ianka não só se aposentou dos shows e da vida de drag como Alessandro também "virou hétero" e sonha com uma esposa e filhos.
foto: Carlos Alberto Silva
Ex-Miss Brasil Gay sonha com esposa e filhos
Aos 30 anos, o maquiador Alessandro Alcântara está refazendo sua vida. Ele – que foi eleito Miss Brasil Gay em 2007 – conta ter descoberto ser heterossexual e agora sonha em construir uma família, ao lado de uma mulher. A mudança veio há quatro anos, mesma época em que ele passou a frequentar uma igreja evangélica.

A mudança, segundo Alcântara, está em andamento. "Não houve lavagem cerebral, como tantos dizem. Só optei por ser heterossexual. Hoje sinto atração por mulheres. Pode ser difícil para as pessoas entenderem, mas tudo acontece aos poucos", explica.

O maquiador afirma que o que aconteceu a ele foi uma limpeza espiritual. "Tudo começou quando fui abusado (sexualmente) aos 6 anos, por vizinhos. Depois disso minha vida mudou. Tenho certeza que, ali, Satanás passou a direcionar minhas vontades", frisa.

Aos 13 anos, Alcântara assumiu sua sexualidade aos pais e iniciou, logo depois, seu primeiro relacionamento, que durou mais de dez anos. Em 2007, trabalhando como maquiador e transformista, foi eleito Miss Brasil Gay.

"Minha vida desmoronou logo depois. Não fazia sentido ser homossexual, achava-me incompleto. Foi após terminar a relação de anos que, com a ajuda do meu ex-namorado, encontrei Deus. A Palavra Dele me confortou. O demônio que estava em mim não me controla mais", diz Alcântara, que costuma testemunhar numa igreja evangélica.
A Gazeta
Maurílio Mendonça

terça-feira, 8 de novembro de 2011

'Eu nunca entrei no armário para sair dele', diz Nanini

'Eu nunca entrei no armário para sair dele', diz Marco Nanini sobre sexualidade
Durante premiação no Rio, ator comentou a recente e polêmica entrevista na qual falou sobre 'namorados' a uma revista

Após a polêmica entrevista concedida à revista Bravo, em que falou de sua sexualidade, Marco Nanini se pronunciou sobre o assunto nesta segunda-feira (07). O ator que recebeu o troféu de "Melhor Ator" no 5º Prêmio Contigo disse que nada mudou em sua vida.

"Eu nunca entrei no armário para poder sair dele. Muito menos num closet. Nada mudou na minha vida depois disso. Aliás, nem antes e nem depois. O que eu falei está ali, dito, escrito e registrado. Não quero ficar especulando mais sobre esse assunto", disse Nanini.

Veja o que mudou na vida dos famosos que assumiram a homossexualidade

Zachary Quinto

O ator, de 34 anos, disse que está “amedrontado e ansioso” com o que o futuro lhe reserva como ator em Hollywood. O astro, que interpretou Spock no remake de Star Wars e fez sucesso como o vilão Sylar, em Heroes, admitiu recentemente ser homossexual para a revista New York Magazine. Ao falar sobre o casamento gay, que foi legalizado no estado de Nova York,
e diante do suicídio de um adolescente homossexual que sofreu bullying,Quinto disse: “Como um homem gay, olho para isso e digo que não há esperança. Mas, olhando como um ser humano, me pergunto por que existe essa desigualdade”



Ian McKellen

O ator inglês Ian McKellen, conhecido por filmes como O Senhor dos Anéis, X-Men e O Código Da Vinci, assumiu sua homossexualidade nos anos 80, faz campanhas pelos direitos gays e continuou a fazer papéis importantes no cinema. Na área social, foi eleito, em 2006, o homossexual mais influente do Reino Unido pelo jornal The Independent



Rupert Everett

O ator inglês de 52 anos admitiu que se arrependeu de ter assumido sua homossexualidade, nos anos 90, quando fez sucesso com o filme O Casamento do Meu Melhor Amigo (com Julia Roberts, em 1997). Em entrevista ao jornal The Guardian, de 2009, ele afirmou que sua carreira foi “arruinada”, pois isso teria afastado convites de Hollywood. Ele também aconselhou que os atores não saiam do armário


Sean Hayes

Sucesso como o homossexual afetado Jack MacFarland na série Will and Grace (no ar até 2006), Sean Hayes, 41 anos, admitiu que é gay no ano passado. Recentemente, o colunista Ramin Setoodeh, da revista americana Newsweek, escreveu um artigo polêmico em que criticou a performance de Sean no musical Promises, dizendo que ele não convence como heterossexual


Ellen Degeneres

A comediante de 53 anos admitiu sua homossexualidade na capa da revista Times, em abril de 1997. A revelação causou controvérsia e o canal ABC acabou cancelando seu talk show em 1998. Em 2003, ela voltou à TV com um talk show de sucesso. Desde 2004, vive com a atriz Portia De Rossi, com quem se casou


Ricky Martin

O cantor de 39 anos revelou que é gay em 2010, por meio de um comunicado em seu site oficial. Depois do anúncio, lançou uma biografia que virou best-seller em diversos países, além de um disco novo e de uma turnê mundial. “Eu não esperava tanto apoio”, chegou a dizer o ex-menudo


Chris Colfer

No fim de 2009, o ator de 21 anos, que interpreta um personagem gay no seriado Glee, afirmou que também é homossexual. Participante de uma das séries de maior sucesso entre os adolescentes americanos, ele se tornou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo lista de 2011 da revista americana Time



domingo, 30 de outubro de 2011

Marco Nanini assume ser homossexual

 Marco Nanini assume ser homossexual em entrevista


Na edição de novembro da revista Bravo, o ator Marco Nanini, 63 anos, assume se relacionar com homens.

O ator não afirmou de forma objetiva qual a sua orientação sexual, contudo afastou quaisquer especulações possíveis sobre a sua heterossexualidade. ”Moro sozinho no Rio de Janeiro, em uma casa, com três cachorros. Às vezes, pintam umas namoradas, uns namorados… Namoradas, não. Namorados… Mas, se não pintam, sem problemas. Já vivi o que necessitava viver nessa seara”, declarou o artista.

O ator também falou sobre os altos e baixos da carreira. “Comparo o sucesso com a luz de um daqueles holofotes giratórios. Num momento, o foco ilumina você. No momento seguinte, o abandona e não volta nunca mais. Todo artista em evidência deveria se preparar para quando o sucesso se retirar. Eu tento, seja garimpando outros interesses, seja tratando os elogios com maturidade”.

Marco Nanini, tem uma longa carreira no teatro, televisão e cinema e encarna o personagem Lineu no seriado "A Grande Família", da Rede Globo, desde 2001.


Aos 63 anos de idade, Nanini também contou que acaba se envolvendo com os personagens que interpreta. "Fiz um personagem no teatro que fumava. No fim da temporada, já me considerava fumante". A revista chega às bancas nesta sexta-feira.

Ego e outros


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Parada Gay em Linhares atrai mais de 10 mil pessoas

Parada Gay em Linhares atrai mais de 10 mil pessoas
Dois trios elétricos com DJs e show de transformistas marcaram o evento neste domingo (10), no centro da cidade

foto: Divulgação
Primeira Parada Gay de Linhares coloriu
o centro da cidade neste domingo
O município de Linhares, no Norte do Estado, recebeu, pela primeira vez, um manifesto GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros). Dois trios elétricos com DJs e show de transformistas marcaram a 1ª Parada Gay da cidade neste domingo (10). Mais de 10 mil prestigiaram o evento, que foi organizado pela Associação Linharense de Apoio à Homossexualidade.

Os participantes, como sempre muito irreverentes, coloriram o centro de Linhares com as cores do arco-íris, a bandeira do movimento. Eles percorreram a principal avenida da cidade chamando a atenção pela luta pela igualdade. O lema do manifesto era "Direito à Diversidade: Também Somos Família, União Homoafetiva".

O presidente da associação Guilherme Barbosa disse que a cidade é considerada a mais homofóbica do Estado e onde mais se agride homossexuais. "Essa parada foi um desafio. Estou dando minha cara a tapa. A sociedade pode até não nos aceitar, mas queremos respeito", pontuou

Viviane Carneiro - A Gazeta

domingo, 29 de maio de 2011

Insensato coração. Rodrigo Andrade está 'pronto para sair do armário'

Rodrigo Andrade está 'pronto para sair do armário'
Ator fala sobre seu personagem em 'Insensato Coração'


foto: Divulgação

Rodrigo Andrade interpreta Eduardo em 'Insensato Coração', que vai sair do armário nos próximos capítulos

Assim que estreou na Globo, a novela "Insensato Coração" já despertava a atenção dos telespectadores e da mídia por trazer um núcleo recheado de personagens homossexuais. Ao todo, são seis, e dos mais variados "tipos": do romântico ao espevitado, passando pelo discreto-bem-sucedido. Parafraseando o ex-presidente Lula, nunca antes na história da TV brasileira houve tantos gays reunidos numa mesma novela. Um desses personagens é Eduardo (Rodrigo Andrade), que vai "descobrir" que é gay ao se dar conta de que está interessado no charmoso professor Hugo (Marcos Damigo).

Nascido em Altinópolis, mas criado em Franca, duas cidades do interior paulista, Rodrigo, de 27 anos, conta que não vê a hora de seu personagem sair do armário. "Eduardo ainda não teve experiência com homens, mas pensa feminino. Estou ansioso para que ele saia do armário", torce o ator.

O ator ainda conta que não teria problema algum em protagonizar o primeiro beijo entre homens numa telenovela brasileira e revela que está preparado para as cantadas. "Não tenho problema algum de fazer uma cena de beijo com outro homem. Para mim, seria uma honra ser o pioneiro e seria ótimo para minha carreira. Não mudaria em nada minha opção sexual. Sobre as cantadas, não importa o sexo. Levo tudo numa boa, desde que venha com respeito (risos)".

Antes de "Insensato Coração", o ator já tinha feito participações em outras novelas da Globo, como "Caras & Bocas" (2009), "Paraíso" e "Ciranda de Pedra" (ambas de 2008) e "Paraíso Tropical" (2007), além de "Os Mutantes - Caminhos do Coração" (2008), na Record.

Confira a entrevista completa com Rodrigo Andrade no Caderno 2 desta segunda-feira (30).


VITOR FERRI - GAZETA ONLINE