Protesto no twitter critica recuo em lei anti-homofobia Os manifestantes usaram a tag #PLC122deVerdade como forma de chamar a atenção
Membros do movimento independente de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) realizaram hoje um manifesto na internet, por meio do serviço de microblog e rede social Twitter para protestar contra o substitutivo ao projeto de lei que criminaliza a homofobia.
Os manifestantes usaram a tag #PLC122deVerdade como forma de chamar a atenção para as alterações que foram feitas ao projeto original e serão apresentadas à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, quinta-feira.
Segundo o deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT na Câmara dos Deputados, o texto do projeto substitutivo que deve ser apresentado não equipara mais a homofobia ao racismo e ao antissemitismo, conforme previa o projeto original.
Também não protege mais as demonstrações públicas de afeto entre homossexuais e não proíbe o discurso de ódio homofóbico, seja em locais públicos ou em programas na televisão.
O documento é fruto de um acordo entre a senadora Marta Suplicy (PT/SP), os senadores Demóstenes Torres (PFL/GO), Marcelo Crivella (PRB/RJ) e o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis.
De acordo com informações de Wyllys, houve uma reunião em setembro em que ficou acordado que sugestões de alterações seriam enviadas à senadora petista para que um texto final fosse apresentado em conjunto, o que não aconteceu.
"O projeto que foi aprovado anteriormente na Câmara não existe mais. Ele foi totalmente modificado e nós da frente parlamentar não participamos do debate. Não queremos um projeto inócuo, capenga. O que a gente quer é uma proteção coletiva", afirmou o deputado.
Polícia diz que suspeito dos Jardins postou mensagem contra gays Homem matou analista e modelo na Oscar Freire; frases estão no Twitter. Justiça decretou prisão de suspeito, que é procurado no estado de SP.
Retrato falado de suspeito é divulgado
(Foto: Carolina Iskandarian/G1)
O homem apontado como o assassino do analista de sistemas Eugênio Bozola, de 52 anos, e do modelo Murilo Rezende, 21, na Rua Oscar Freire, em São Paulo, se mostra homicida e homofóbico em uma de suas páginas pessoais na internet, informou a Polícia Civil nesta sexta-feira (26). O suspeito de 21 anos teve a prisão temporária decretada pela Justiça a pedido da polícia e é procurado desde terça-feira (23) por suposto envolvimento no crime. Um retrato falado foi divulgado. Para a investigação, as vítimas foram esfaqueadas e mortas durante a madrugada.
O jovem estava hospedado no apartamento de Bozola, que, segundo testemunhas, é homossexual. De acordo com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o agressor se desentendeu e brigou com o proprietário e o outro hóspede, Rezende.
O motivo ainda é investigado, mas pode estar relacionado ao tempo de permanência do suspeito no imóvel. O jovem mora em Igarapava, cidade onde conheceu Bozola. Na fuga, ele levou o carro do analista, um Honda Civic prata, que ainda não foi localizado.
Segundo Marcelo Rodrigues Alves Caleiro, delegado seccional de Franca, no interior de São Paulo, que também procura o suspeito, o hóspede fugitivo escreveu mensagens de cunho agressivo e ofensivo a homossexuais em sua página pessoal no Twitter.
Modelo Murilo Rezende
No dia 14 de julho, o suspeito publicou: “Acordei com vontde de cometer um crime, o de pena mais longa!”. Além disso, postou em 26 de junho "Na duvida, soca a porrada que resolve!” e "sou mto vingativo e jogo sujo se necessário. A vida me fez assim”, em 12 de julho. No dia 3 de agosto, postou: “To com vontade de agredir alguen! candidatos?” (3 de agosto).
Em 28 de julho, escreveu: “Ainda bem que homofobia ainda nao é crime kakaka”. No mesmo dia, também falou: “Eu nao sou gay, sou um espião! Hahaha” e “estou infiltrado no mundo gay!”. Segundo a polícia, as vítimas e o assassino tinham ido a uma pizzaria e a uma boate gay no fim de semana antes do crime em São Paulo. Câmeras de segurança gravaram os três, que estavam acompanhados de outras pessoas.
O perfil social do suspeito no Orkut também foi analisado e mostra que ele gosta de futebol e é fã da banda de rock Metallica. “Pelos perfis sociais dele ele tem um perfil homofóbico e homicida. Vamos investigar isso também”, disse o delegado seccional Caleiro ao G1. Policiais civis de Franca e região estão colaborando com a equipe F Sul do DHPP na tentativa de capturar e prender o investigado.
Nesta sexta, o delegado Mauro Gomes Dias, da equipe F Sul, foi de São Paulo à região de Franca, onde o suspeito pode estar escondido. O G1 não conseguiu localizar o delegado.
Indagado se existe a possibilidade de o jovem se entregar, o delegado seccional de Franca afirmou que um advogado do suspeito que mora em Igarapava entrou em contato com a polícia. Ele falou que seu cliente ia se entregar, mas depois voltou atrás e afirmou que largou o caso porque o jovem se recusava a se apresentar, segundo Caleiro, que não informou o nome do defensor do suspeito.
O homem apontado como o assassino mora com a mãe em Igarapava. “A mulher foi ouvida, mas disse não saber onde o filho está. O jovem não tem passagem pela polícia, mas a mulher já respondeu por lesão corporal, sendo inocentada”, disse o seccional.
O G1 não conseguiu localizar a família do jovem ou algum representante seu para comentar o assunto.
Na terça pela manhã, uma empregada de Bozola encontrou as vítimas dentro do apartamento dele, na Rua Oscar Freire, nos Jardins. De acordo com a investigação, o analista e o modelo foram achados com perfurações. Duas facas foram apreendidas pela perícia da Polícia Técnico-Científica para análise.
O assassino pode ter dopado as vítimas com remédio para dormir. A atual namorada de Rezende e sua ex haviam dito que ele afirmou pela internet e por telefone estar meio "grogue" horas antes do crime. Para tentar despistar a investigação, o agressor usou sangue para escrever nas paredes do imóvel as iniciais de uma facção criminosa que age no Rio de Janeiro, segundo a polícia. [Kleber Tomaz - Do G1 SP]
Murilo Rezende
Modelo 'dormiu' com assassino Segundo a polícia, o responsável pela morte de Murilo Rezende e Eugênio Bozola viveu uma semana sob mesmo teto das vítimas
Para polícia, Lucas é o assassino
Taís Nunes
Agência BOM DIA
Lucas Cintra Zanetti Rosseti, 21 anos, nasceu em Igarapava, a 459 quilômetros da capital. Ele gosta de rock e sonhava em morar na metrópole paulistana. Filho de um fazendeiro, conheceu o analista de sistemas Eugênio Bozola, de 52, seu conterrâneo. Tiveram um breve romance e o jovem foi convidado a passar uma semana no apartamento que o analista dividia com o modelo Murilo Rezende da Silva, de 21 anos, na Rua Oscar Freire, nos Jardins, Zona Oeste. Segundo a polícia, Lucas dormiu sob o mesmo teto que o modelo e o analista durante uma semana e os esfaqueou na noite de segunda-feira.
O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) esclareceu o duplo homicídio em menos de 48 horas. A motivação do crime ainda não está clara, mas a polícia acredita que Lucas não queria voltar para sua cidade natal. "Ele ficou deslumbrado com São Paulo", disse o delegado Mauro Dias. O retorno do jovem estava programado para segunda-feira, mas ele se recusou a voltar e discutiu com o analista.
Os atritos com Murilo também teriam contribuído para que Bozola forçasse o rapaz a voltar para Igarapava. O modelo desabafou para a namorada Janaína Sampaio que estava incomodado com a presença do novo hóspede e eles haviam tido "problemas". A informação foi confirmada por testemunhas que contaram à polícia que Murilo reclamou do sumiço de um perfume. Pela internet, Janaína pediu para o namorado cuidar de suas coisas. O assassino levou computadores, celulares e máquinas fotográficas do apartamento.
Para o delegado Dias, o crime não foi premeditado porque Lucas deixou roupas sujas de sangue no apartamento e fugiu com o carro da vítima. O veículo passou por um pedágio no município de São Simão e a polícia acredita que o jovem esteja escondido naquela região.
DOPADOS/ A investigação aponta que as mortes ocorreram depois das 22h. Várias pessoas estiveram em uma festa que acontecia no apartamento naquela noite, mas Rosseti teria agido sozinho.
Pela dinâmica traçada pelos investigadores, as vítimas foram dopadas e Murilo foi o primeiro a ser morto. A polícia apreendeu caixas de um antidepressivo. Segundo o fabricante, a superdosagem causa torpor e perda dos sentidos - sintomas relatados por Murilo em mensagem à namorada horas antes de ser assassinado.
Com o sangue da dupla, Lucas escreveu "CV" (Comando Vermelho) e "viado" nas paredes. Segundo a polícia, a intenção era induzir um crime com motivação homofóbica. A polícia pediu a prisão temporária de Lucas, que está foragido.
Intolerante e homofóbico, Kléber (Cássio Gabus Mendes) vai se transformar em defensor das causas LGBT, em "Insensato Coração", da Globo. A mudança vai ocorrer após a morte de Gilvan (Miguel Roncato), novo garçom do quiosque de Sueli (Louise Cardoso), que entra na trama no dia 26 de julho. O rapaz será assassinado por pitiboys, uma semana depois. Pressionado por Sueli, Kléber vai se engajar na investigação, usando o prestígio do seu blog, "Impunidade Zero". "Vendo a violência gratuita que vitimou o garoto, morto apenas por ser gay, Kléber vai rever os seus preconceitos", adianta Ricardo Linhares, que escreve "Insensato Coração" ao lado de Gilberto Braga.
ARMÁRIO?
Antes de "Insensato" estrear, diziam que Kléber era um gay enrustido. "Seria uma simplificação ligar homofobia com homossexualidade enrustida. Kléber é heterossexual, machista e preconceituoso", diz Ricardo Linhares.
Parada Gay em Linhares atrai mais de 10 mil pessoas Dois trios elétricos com DJs e show de transformistas marcaram o evento neste domingo (10), no centro da cidade
foto: Divulgação
Primeira Parada Gay de Linhares coloriu o centro da cidade neste domingo
O município de Linhares, no Norte do Estado, recebeu, pela primeira vez, um manifesto GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros). Dois trios elétricos com DJs e show de transformistas marcaram a 1ª Parada Gay da cidade neste domingo (10). Mais de 10 mil prestigiaram o evento, que foi organizado pela Associação Linharense de Apoio à Homossexualidade.
Os participantes, como sempre muito irreverentes, coloriram o centro de Linhares com as cores do arco-íris, a bandeira do movimento. Eles percorreram a principal avenida da cidade chamando a atenção pela luta pela igualdade. O lema do manifesto era "Direito à Diversidade: Também Somos Família, União Homoafetiva".
O presidente da associação Guilherme Barbosa disse que a cidade é considerada a mais homofóbica do Estado e onde mais se agride homossexuais. "Essa parada foi um desafio. Estou dando minha cara a tapa. A sociedade pode até não nos aceitar, mas queremos respeito", pontuou