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domingo, 31 de março de 2013

Aguinaldo Silva diz que sofreu ameaça de morte após criticar declaração de Joelma do Calypso

Aguinaldo Silva diz que foi ameaçado de morte por fãs de Joelma
Autor havia criticado a cantora após declaração polêmica sobre homossexuais.

Aguinaldo Silva (Foto: Twitter/Reprodução)
Aguinaldo Silva contou em seu Twitter que foi ameaçado de morte por fãs da cantora Joelma. No sábado, 30, ele criticou a declaração dada pela cantora ao colunista Bruno Astuto, da revista "Época", na qual comparava gays a drogados.

Ao ser questionada se a loura aceitaria que seu filho fosse homossexual, Joelma disse que lutaria até o fim para sua conversão e comparou os homossexuais com os drogados.

"Não é que a Joelma tem fãs? Eles ficaram histéricos por causa da minha opinião sobre a cantora, me ameaçaram até de morte! Ora, vão se catar", escreveu o autor, na manhã deste domingo, 31.

No dia anterior, Aguinaldo usou o microblog para se manifestar sobre a polêmica criada pela vocalista do grupo Calypso, republicando um trecho da declaração dela e comentando. "Disse Joelma: ´uso aquelas roupas curtas e rebolo, mas, quando falo de Deus, todo mundo entende´. Isso é que é usar o nome de Deus em vão. Aliás, Joelma é a Lady Gaga do Recôncavo: canta mal, dança mal, rebola mal, se veste mal e quando abre a boca... Só fala besteira. Me diz: como é que num mundo tão rico e diversificado como o nosso alguém se sente realizado por ser fã da... Joelma? Pobreza tem limite!".

Ao Site EGO, a cantora se explicou sobre o que disse. "Se eu fosse homofóbica, não teria amizade com gay. O que eles fazem é problema deles, não tenho nada com isso. Não fiz nada para agredi-los e não tenho esse direito. Mas sou contra o casamento gay. Seria o mesmo que eu concordasse que meu filho gay se casasse. Uma mãe quando sonha coisas para o filho só sonha coisas boas".

Ego

quarta-feira, 16 de março de 2011

Vídeo em que universitária americana critica colegas asiáticos gera fúria on-line e até ameaças de morte

LOS ANGELES - Quando Alexandra Wallace gravou seu discurso sobre estudantes asiáticos que usaram celulares na biblioteca de sua universidade para falar com familiares após o terremoto e a tsunami do Japão, a estudante estava sozinha, falando apenas com o seu computador.

Mas desde a semana passada, quando ela postou o vídeo de três minutos no YouTube, a aluna do terceiro ano de Ciência Política da Universidade da Califórnia (Ucla), em Los Angeles, alcançou uma súbita e indesejada celebridade: seu vídeo foi visto por milhões de pessoas, e ela tornou-se alvo de condenações de gente de todo o país e o catalisador de um debate sobre a intolerância racial e a liberdade de expressão.

"Por favor, expulsem essa mulher ignorante imediatamente", escreveu Kiki Gyrle no Facebook, onde há muitos posts sobre Alexandra, alguns impublicáveis.

A certa altura do vídeo, Alexandra imita as pessoas falando em um idioma asiático.

- O problema não é a horda de asiáticos que a Ucla aceita todos os anos. Mas se você está vindo para a Ucla, se comporte como americano - disse a estudante no vídeo.

Robert Hernandez, professor de Jornalismo na Internet da Universidade de Southern California, disse que o caso de Alexandra reforça a necessidade de ser responsável quanto a sua "pegada digital" na era da internet. - As pessoas sentem uma sensação de privacidade na internet que não existe, que é falsa - disse ele.

Alexandra retirou seu vídeo do YouTube, e pediu desculpas no jornal estudantil da Ucla . Ela não foi encontrada para comentar o assunto.

Mesmo assim, outras pessoas republicaram o vídeo no site, junto com uma série de paródias, remixes e respostas, e, assim, a fúria contra Wallace continuou. A aluna também recebeu ameaças de morte por telefone e e-mail.

Leia mais: Estudante de Direito acusada de comentários preconceituosos contra nordestinos no Twitter perde estágio
Na segunda-feira, o reitor da Ucla, Gene Block, divulgou comunicado em que disse considerar o vídeo "impensado e doloroso" e fez um apelo por um discurso mais civil. Autoridades da instituição disseram que a universidade avaliava a possibilidade de punir Alexandra.

A página do reitor Block no Facebook se tornou um foco de comentários sobre o vídeo, alguns atacando Alexandra e o próprio Block.

- Em frente ao computador é mais fácil fazer comentários ou ameaças anonimamente - disse o professor Hernandez. - E as pessoas caem no mesmo tipo de comportamento que estão condenando.

O Globo