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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Chacina em Doverlândia. Mãe diz que suspeito que morreu na queda do helicóptero teve ajuda

Mãe diz que suspeito de chacina em Goiás teve ajuda

Corpo de delegado foi o primeiro a ser
resgatado e levado ao IML 
Reprodução TV

A mãe do acusado de matar sete pessoas em uma fazenda de Goiás foi a Goiânia nesta quinta-feira (10) buscar o corpo do filho. Aparecido Souza Alves, 23, morreu na queda de um helicóptero da Polícia Civil na terça.

Ilda Aparecida de Souza Paes disse ao "Bom Dia GO", da TV Globo, que tem medo de vingança por parte das famílias das vítimas que morreram na fazenda e que está abalada com os acontecimentos.

Para ela, o filho, que confessou o crime, teve ajuda. "Isso aí ele não fez sozinho. Uma pessoa sozinha não faz uma tragédia daquelas."

Ela diz que o filho deve ter sido ameaçado para não falar sobre eventuais comparsas. "Se ele contasse, eles o matariam ou a uma pessoa da família. Essas coisas normalmente acontecem", disse.

A mãe diz que não tinha conhecimento de que o filho pudesse estar envolvido com "qualquer coisa errada", e que sente pelas vítimas da chacina e da queda do helicóptero. "A gente cria os filhos e depois eles saem pelo mundo. Você não sabe com quem eles estão se envolvendo. O pai e a mãe não têm culpa do que os filhos fazem de errado."

Além de Alves, morreram na queda do helicóptero os delegados Vinícius Batista da Silva, Antônio Gonçalves Pereira dos Santos, Bruno Rosa Carneiro e Jorge Moreira da Silva e Osvalmir Carrasco Melati Júnior; e os peritos Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva. A aeronave caiu na cidade de Piranhas (321 km de Goiânia) quando voltava de uma reconstituição do crime.

CRIME

Sete pessoas foram mortas e degoladas no último dia 28 em uma fazenda no sul de Goiás. O crime aconteceu por volta das 17h no município de Doverlândia (a 403 km de Goiânia).

Além do fazendeiro Lázaro de Oliveira Costa, foram mortos seu filho, Leopoldo Rocha Costa, e o vaqueiro Eli Francisco da Silva, funcionário da fazenda.

As outras quatro vítimas --Miracy e Joaquim Manoel Carneiro, o filho do casal, Adriano, e a namorada dele, Tames Mendes da Silva-- eram amigos do fazendeiro e foram ao local para fazer uma visita.


Todos os corpos foram encontrados com cortes no pescoço que, segundo a polícia, chegavam quase à coluna das vítimas.

Na segunda-feira (30), a polícia prendeu Alves em flagrante. Ele tinha o tênis sujo de sangue e, com ele, foram encontrados um celular e uma carabina que pertenciam às vítimas.

Em depoimento à polícia, ele disse que cometeu o crime depois de ter sido contratado por "Alcides do Supermercado", sogro de Leopoldo. Alcides prometeu R$ 50 mil e adiantou R$ 700 em troca do assassinato da família do fazendeiro, segundo sua versão.

Também foram contratados para ajudar a executar o crime Celio Juno Costa da Silva, sobrinho do fazendeiro assassinado, e um pistoleiro identificado como José de Ribeirãozinho, de acordo com o depoimento de Alves.

Celio e Alcides foram presos enquanto participavam do velório das vítimas, em Frutal (MG). O quarto suspeito continua foragido.

A principal hipótese é que o crime ocorreu por questões "materiais", possivelmente ligadas à propriedade, segundo a delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, Adriana Accorsi.

A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos suspeitos.

Fonte: jornalfloripa.com.br

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Identificada 2ª vítima de queda de helicóptero da reconstituição da chacina: Delegado Osvalmir Carrasco


IML identifica segunda vítima da queda de helicóptero em Goiás
Delegado Osvalmir Carrasco foi identificado pelos dentes nesta quinta-feira.
Acidente aéreo matou sete policiais e o principal suspeito de chacina.


Os peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia já identificaram, na madrugada desta quinta-feira (10), o corpo do delegado Osvalmir Carrasco Melati Júnior, vítima da queda do helicóptero que transportava cinco delegados, dois peritos, além do principal suspeito da chacina em Doverlândia e que caiu, na tarde de terça-feira (8), em uma fazenda próxima à cidade de Piranhas, quando voltava da reconstituição do crime.

O Primeiro corpo a ser resgatado e identificado, o delegado Vinícius Batista Silva foi sepultado na tarde de quarta-feira (9), no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia.

“O Carrasco foi identificado por odontologia legal. Ele tinha uma documentação odontológica muito boa e nos permitiu fazer a identificação”, explica a diretora da Polícia Técnico- Científica Rejane Sena Barcelos.

Segundo ela, o corpo do delegado já está liberado e aguarda a chegada de familiares: “Já foi passado aos familiares a liberação do corpo e agora nós estamos aguardando-os”.

De acordo com a diretora, a análise de impressão digital das vítimas já foi feito e o resultado, segundo ela, deu positivo. Mas, de acordo com a diretora, existem outras fases do processo de investigação que precisam ainda ser trabalhadas. “A impressão digital deu positivo, mas tem alguns que estão em processo de hidratação para a identificação. Existem ainda alguns fragmentos que nós tivemos de encubar para a realização do DNA para identificar de quem são esses fragmentos e poder selecionar e entregar à família”.

Delegado Osvalmir Carrasco pilotava a
aeronave da Polícia Civil
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
De acordo com a diretora, a extração de DNA necessita de 24 horas de incubação, portanto, na noite desta quinta-feira as análises terão continuidade: “Vai depender da qualidade de cada amostra coletada e da resposta dele para a gente estabelecer este prazo. Mas nós vamos tentar fazer o mais rápido possível”.

Os nomes das vítimas identificadas só serão divulgados após todo o processo de análise e somente quando todos os corpos forem analisados.
Chegada dos corpos
Chegaram a Goiânia, na noite de quarta-feira (9), os corpos de sete das oito vítimas do acidente aéreo em Piranhas, no sudoeste de Goiás. Eles foram resgatados em meio aos destroços do helicóptero da Polícia Civil.

Estavam nas aeronave os corpos do superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos; do delegado titular da Delegacia de Repressão a Roubo de Cargas, Jorge Moreira; do chefe do Grupo Aeroespacial e piloto do helicóptero, Osvalmir Carrasco Júnior; do chefe-adjunto do Grupo Aeroespacial e copiloto da aeronave, Bruno Rosa Carneiro; dos peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; e do principal suspeito da chacina em Doverlândia, Aparecido de Souza Alves, 22 anos.

Após colherem material genético para identificar os corpos dos filhos, as mães dos dois peritos mortos passaram mal e tiveram de ser hospitalizadas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Peritos Criminalísticos de Goiás, Décio Caetano, o sinvestigadores Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva eram primos



Chacina
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que as investigações da chacina de Doverlândia continuarão, pois há outros suspeitos além de Aparecido de Souza Alves, de 22 anos, que segundo a polícia, chegou a confessar a autoria do assassinato de sete pessoas.

Causas
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) recolheu peças e documentos do helicóptero que caiu próximo ao município de Piranhas, a 325 km de Goiânia, para dar início ao processo de investigação das possíveis causas que provocaram a queda da aeronave. Segundo o delegado-adjunto da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DEIH), Alexandre Lourenço, a revisão prevista para as 300 horas de voo foi feita no fim de semana, documentada e entregue ao Cenipa.
O relatório final do Centro de Investigações não tem prazo para ser divulgado.(G1)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Suspeito de degolar 7 morre em queda de helicóptero

Apesar da queda de helicóptero em GO, investigação da chacina continua
Informação foi dada pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás.
Principal suspeito e 7 policiais morreram após fazerem reconstituição do crime.
Helicóptero cai em reconstituição e mata suspeito de chacina em GO

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que as investigações da chacina de Doverlândia, Goiás, continuarão, pois há outros suspeitos além de Aparecido de Souza Alves, de 22 anos, que segundo a polícia, chegou a confessar a autoria do assassinato de sete pessoas. Ele é um dos oito mortos na queda de helicóptero, a 35 quilômetros de Piranhas, no sudoeste goiano, na tarde de terça-feira (8).

A aeronave transportava para Goiânia os participantes da reconstituição da chacina que aconteceu no último dia 28. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, as vítimas são: o superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos; os delegados Bruno Rosa Carneiro, Osvalmir Carrasco Melati Júnior, Jorge Moreira da Silva e Vinícius Batista da Silva;  os peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; além do principal suspeito do crime, Aparecido de Souza Alves.

Até as 7h desta manhã, apenas o corpo do delegado Vinícius Batista havia chegado ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Segundo a diretora da Polícia Científica, Rejane Silva Sena Barcelos, ainda não há previsão para a chegada dos corpos das demais vítimas, já que o local do acidente é de difícil acesso.

Equipes de Iporá e Rio Verde participam do resgate. A corporação montou um centro de comandos no local com geradores de energia para facilitar o trabalho de localização e remoção dos corpos (veja vídeo ao lado).

Luto
O governador Marconi Perillo decretou luto oficial de três dias, devido à tragédia de Piranhas. O delegado-chefe da comunicação da Polícia Civil, Norton Ferreira, explica que, do ponto de vista do atendimento ao público, esta quarta-feira (9) será um dia de trabalho como outro para a corporação. No entanto, ele admite que não há como encarar este dia com normalidade.

Norton comenta que a comoção dentro da instituição, dentro da Segurança Pública como um todo é muito grande. Segundo ele, as pessoas estão atordoadas, tentando entender o que aconteceu. “A gente busca uma resposta e parece que essa reposta não chega para a gente”, afirma.

O chefe da comunicação da Polícia Civil conta que tinha uma convivência próxima com as vítimas. “Nós policiais (Civis e Militares) aprendemos a lidar com a dor dos outros, mas não aprendemos como encarar a nossa própria dor quando ela chega dentro da casa da gente. E esse é um sentimento que se abate sobre todos nós policiais. Eu não diria que vai ser um dia de trabalho normal. Peço até desculpas para a sociedade, pois num momento de comoção pode haver um policial mais nervoso, sem condições de exercer plenamente a sua atividade”, relata.

Reconstituição
A Polícia Civil de Goiás retomou, na manhã desta terça-feira, a reconstituição da chacina. O crime aconteceu no dia 28 de abril, em uma fazenda onde sete pessoas morreram degoladas.

O superintendente da Polícia Judiciária em Goiás, o delegado Antônio Gonçalves, e o delegado de Doverlândia, Vinícius da Silva, estavam responsáveis por conduzir o segundo dia dos trabalhos de reprodução simulada dos fatos. Na primeira parte da reconstituição, realizada na última quinta-feira (3) com a coordenação da delegada-geral de Polícia Civil, Adriana Accorsi, os investigadores teatralizaram, com ajuda de dublês, as duas primeiras mortes: do proprietário da fazenda e do filho dele, mortos dentro da casa.

Na terça, a polícia decidiu usar manequins para representar as cinco vítimas mortas na área externa da propriedade. Segundo Antônio Gonçalves, o mudança tem como objetivo facilitar os trabalhos. "Nestas cenas, os corpos serão arrastados no pasto. Com manequins fica mais fácil", explicou o delegado.

Suspeito
Assim como no primeiro dia da reconstituição, o principal suspeito do crime, Aparecido Souza Alves, foi a Doverlândia acompanhar os trabalhos.  "Ele vai falando o que aconteceu, enquanto os peritos vão encenando, filmando e fotografando", detalhou Gonçalves. Segundo ele, como não há nenhuma testemunha visual dos fatos, essa era uma importante prova técnica para desvendar o caso.

Aparecido, que confessou ser o autor da chacina, chegou a dizer que matou as sete vítimas sozinho. Mas, durante o primeiro dia da reconstituição, disse ter tido ajuda no pai durantes as execuções. A hipótese, apesar de ainda estar sendo investigada, é considerada "difícil", pela polícia. "O pai dele alega que esteve em uma cooperativa até as 15h. Ele teria que ter andado 15 quilômetros a pé em menos de uma hora para estar na fazenda na hora em que o crime começou", disse o superintendente na segunda-feira (7).

No mesmo dia, Aparecido passou por novos exames psicólogos. O objetivo era traçar o perfil psicológico do suspeito, que já havia mudado a versão dos fatos por diversas vezes, tanto sobre a participação de pessoas quanto à motivação. A única certeza da polícia era que o jovem cometeu os crimes, pois com ele a polícia encontrou o celular de uma das vítimas, roupas sujas de terra e de sangue, além dele ter deixado na casa do pai duas armas, uma delas roubada na fazenda.


Crime
No último dia 28 de abril, sete pessoas foram degoladas em uma fazenda na zona rural de Doverlândia. Morreram o dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que haviam ido visitar o fazendeiro. Três pessoas estão presas. Segundo a polícia, eles foram ouvidos e negaram participação no crime.
(G1)

Helicóptero caiu durante reconstituição de chacina de Doverlância. Entre as vítimas, alguns corpos ficaram carbonizados e decapitados

Chacina em Goiás: Helicóptero cai durante reconstituição e oito morrem


Um helicóptero da Polícial Civil, que acompanhava a reconstituição da chacina em Doverlândia, a 412 quilômetros de Goiânia, caiu na tarde desta terça-feira (8) provocando a morte de oito passageiros, cinco deles delegados de polícia. O autor dos assassinatos, Aparecido Sousa Alves, 22, está entre as vítimas.

O acidente aconteceu na zona rural, a 25 km do município da Piranhas, na região de Doverlândia, quando a aeronave retornava para a capital, não chovia no momento. Na queda, o helicóptero modelo AW 119 Koala explodiu. O helicóptero caiu na fazenda Afonso Junqueira, no bairro Indaiá, por volta das 15h40. Segundo relato de peões da região, a aeronave teria rodopiado. Assim que caiu, houve a explosão. Entre as vítimas, alguns corpos ficaram carbonizados e decapitados

O acidente provocou a morte de cinco delegados da Polícia Civil, Jorge Moreira, Antônio Gonçalves, Elvis Almir Carrasco (que pilotava o helicóptero), Vinícius Batista e Bruno Carneiro (co-piloto) e mais dois peritos identificados inicialmente como Fabiano e Marcel.

O resgate dos corpos está sendo realizada pelo Corpo de Bombeiros. O local é de difícil acesso e não há previsão para a conclusão da operação. Os motivos da queda estão sob investigação. Segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o helicóptero estava com a revisão em dia.

A equipe de resgate é composta por integrantes da Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e GT3 da Polícia Civil, além de um helicóptero do Corpo de Bombeiros com peritos e delegados para isolar o local e providenciar a identificação das vítimas. O Ministério da Justiça, Departamento de Aviação Civil (DAC) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) foram avisados sobre o acidente.

O governador Marconi Perillo decretou luto oficial de três dias no Estado, em respeito aos policiais civis e demais vítimas da tragédia.

A chacina
Os delegados e agentes da Polícia Civil participavam da reconstituição da chacina, que ocorreu numa fazenda em Doverlândia, no dia 28 de abril, quando sete pessoas foram degoladas. Aparecido Souza Alves confessou os assassinatos.

Em depoimento, chegou a dizer que matou as sete vítimas sozinho. A polícia investigava se outras três pessoas teriam participado dos assassinatos do dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que haviam ido visitar o fazendeiro.

Autor: Uol

terça-feira, 8 de maio de 2012

Delegados, peritos e principal suspeito da chacina de Doverlândia morrem em queda de helicóptero

Doverlândia - Cai helicóptero que participava de reconstituição de chacina em Goiás
"Helicóptero cai e mata cinco delegados e suspeito de chacina em Doverlândia"

Foto do helicóptero na 1ª parte da reconstituição, 
no dia 3 de maio. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Um helicóptero da Polícia Civil caiu, na tarde desta terça-feira (8/5), em uma fazenda na zona rural de Piranhas (GO), a 25 quilômetros da cidade. As informações iniciais apontam que o principal suspeito da chacina de Doverlândia (GO), Aparecido Sousa Alves, 22, está entre as oito vítimas do acidente. Antes da queda, a aeronave modelo AW 119 - Koala teria explodido.

Segundo informações da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), estavam ainda no helicóptero os delegados Jorge Moreira, Antônio Gonçalves, Elvis Almir Carrasco, Vinícius Batista, Bruno Carneiro, um perito e o piloto da aeronave.


Segundo informações da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), estavam ainda no helicóptero os delegados Jorge Moreira, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas, Antônio Gonçalves, titular da Polícia Judiciária, Osvalmir Carrasco Melati, que pilotava a aeronave, Vinícius Batista, titular da Delegacia de Iporá e responsável pelo inquérito da chacina, Bruno Carneiro, copiloto do helicóptero e dois peritos identificados como Fabiano e Marcel.


A equipe estava retornando para Goiânia depois de realizar a segunda etapa da reconstituição da chacina. Segundo o assessor da Polícia Civil, Norton Luiz Ferreira, o helicóptero teria passado por uma revisão nesta segunda-feira (7/5). Norton está reunido neste momento com o secretário de Segurança Pública e Justiça do Estado, João Furtado, para definir quais serão as atitudes tomadas pelos oficiais no local do acidente.

Uma aeronave do Corpo de Bombeiros de Goiânia já está a caminho do local do acidente. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o local é de difícil acesso e não há informações de sobreviventes.


Confira a lista com as oito pessoas que estavam no helicóptero:

1. Antônio Gonçalves Pereira dos Santos - Delegado de Polícia - Superintendente de Polícia Judiciária da PC de Goiás
2. Bruno Rosa Carneiro - Delegado de Polícia - chefe-adjunto do Grupo Aeropolicial
3. Osvalmir Carrasco Melati - Delegado de Polícia - Chefe do Grupo Aeropolicial
4. Jorge Moreira da Silva - Delegado de Polícia - Titular da Delegacia Estadual de Roubos e Furtos de Carga
5. Vinícius Batista da Silva - Delegado de Polícia de Iporá
6. Marcel de Paula Oliveira - Perito Criminal - cidade de Iporá
7. Fabiano de Paula Silva - Perito Criminal - cidade de Quirinópolis
8. Aparecido de Souza Alves - acusado de ter cometido os crimes na chacina



Delegado e policial que pilotavam helicóptero tinham mais de mil horas de vôos 

O delegado Elvis Almir Carrasco e o policial Bruno Rosa Carneiro tinham mais de mil e duzentas horas de vôos a frente do helicóptero do grupo aeropolicial de Goiás. Eles estiveram recentemente na cidade de Aragarças-GO para acompanhar o lançamento do policiamento de fronteira do governo de Goiás na divisa com Mato Grosso.

O ex-secretário de administração de Aragarças, Vladimir Marcelo, informou que sobrevoou a cidade de Aragarças na companhia dos policiais-pilotos ao lado do prefeito Marcos Antônio. A delegada Azuen Albarello e o major Valdeiri também participaram do vôo.

“Estamos todos chocados com o que houve em Doverlândia. Além de policiais, Carrasco e Bruno eram excelentes pilotos”, destacou Vladimir. A delegada Azuen seguiu por volta das 17 horas para Piranhas com uma equipe para auxiliar o resgate dos corpos.

O local onde helicóptero caiu, segundo lavradores, trata-se de uma grota e é de difícil acesso e o trabalho de resgate deve demorar no mínimo dois dias.

O repórter Vander Lima e o cinegrafista André Luís, juntamente com colegas da imprensa de Jataí-GO ouviram um comentário em tom de brincadeira do piloto Carrasco ao colega Bruno perguntando se havia resolvido um possível defeito de aquecimento na aeronave.

Logos os pilotos descontraíram sobre o assunto e mudaram a conversa. Um deles chegou a falar que iria vir de carro. Mas tudo de forma descontraída. Um dos policiais até brincou com uma repórter dizendo que poderiam ter uma nova matéria na seqüência. Fato que infelizmente se confirmou posteriormente.


Relembre o caso

Sete pessoas foram degoladas na cidade de Doverlândia, a 340 km de Goiânia. A chacina ocorreu no sábado (28) à noite em uma fazenda da região.

As vítimas foram o proprietário da fazenda, de 57 anos, seu filho, de 22 anos, um empregado da propriedade rural, de 34 anos, e quatro vizinhos que tinham ido ao local para entregar um presente de casamento.

Os corpos do fazendeiro e de seu filho foram encontrados dentro de um banheiro da propriedade por outros vizinhos que passaram pelo local e estranharam o silêncio, a porta fechada e a ausência dos proprietários.

Os restos mortais das outras cinco vítimas foram encontradas horas depois nas proximidades. Aparentemente, os vizinhos - o proprietário de outra fazenda, sua esposa, seu filho e sua nora - chegaram quando o crime já tinha sido consumado, mas enquanto os criminosos ainda estavam na residência.


Suspeito de degolar 7 na chacina de Doverlândia é calmo, diz psicólogo

Psicólogo começa a traçar perfil de suspeito de chacina: 'muito calmo' Jovem de 22 anos confessou ter matado setes pessoas em Doverlândia, GO.
Polícia Civil encomendou o perfil psicológico para ajudar nas investigações.

Convidado pela delegada-geral da Polícia Civil em Goiás, Adriana Accorsi, o psicólogo Leonardo Faria começou a traçar o perfil de Aparecido Souza Alves, 22 anos, principal suspeito da chacina de Doverlândia (GO), na qual sete pessoas foram degoladas no dia 28 de abril. “Ele é uma pessoa muito calma e muito centrada", define o psicólogo, que atua na área criminalística há nove anos.

Ele afirma que a tranquilidade do jovem surpreende. "Ele é muito objetivo nas respostas e muito calmo. Então, quando a gente olha o que aconteceu no local do crime e olha aquela pessoa ali na frente, fica até estranho perceber como uma pessoa calma e centrada, dessa forma, poderia ter cometido uma atrocidade dessas”, observa.

Para Leonardo, as respostas podem estar nos primeiros anos da infância. "A história de vida do sujeito até os dez, doze anos é importantíssima para a gente analisar se ele já vinha trazendo lá de trás uma característica ou um traço que iria levá-lo a um transtorno de psicopatia em fase adulta”, avalia o psicólogo.

Para concluir o perfil psicológico, vão ser necessárias mais duas sessões, com cinco horas ao todo. O trabalho poderá ajudar a polícia a entender melhor o crime. Uma das principais perguntas a serem respondidas é se um homem jovem, de 22 anos, saudável, sem antecedentes criminais graves seria capaz de matar o dono de uma fazenda, o filho dele, o caseiro e dois casais que iam visitar o fazendeiro. Todas as sete pessoas foram mortas com facadas no pescoço.

Outros casos

Outros casos registrados em Goiás também surpreenderam pela frieza dos assassinos. O artesão José Vicente Matias, o Corumbá, foi julgado e condenado em 2008 pelo assassinato de seis mulheres. Em um dos casos, ele também praticou canibalismo.

Em 2008, Mohammed D'ali Carvalho matou e esquartejou a inglesa Cara Burke. Ele foi condenado a 21 anos de prisão. O pedreiro e ex-presidiário Admar de Jesus, viúvo, de 40 anos, que havia sido condenado por violentar menores se enforcou depois de voltar a ser preso suspeito da morte de seis jovens em Luziânia.

Infância Para cada um desses casos, houve uma história, um motivo diferente. Mas a pergunta é: o que há em comum na personalidade de quem comete crimes em série ou chacinas? Segundo Leonardo Faria, a resposta, geralmente, está na vida, desde a infância. De acordo com informações divulgadas pela polícia, o suspeito fazia pequenos trabalhos para sobreviver, geralmente, como garçom. Estudou somente até a sexta série do ensino fundamental.

Reconstituição
A Polícia Civil de Goiás retoma, na manhã desta terça-feira (8), a reconstituição da chacina em Doverlândia. O superintendente da Polícia Judiciária em Goiás, o delegado Antônio Gonçalves, e o delegado de Doverlândia, Vinícius da Silva, vão conduzir o segundo dia dos trabalhos de reprodução simulada dos fatos.

Na primeira parte da reconstituição, realizada na última quinta-feira (3) com a coordenação da delegada-geral de Polícia Civil, Adriana Accorsi, os investigadores teatralizaram, com ajuda de dublês, as duas primeiras mortes: do proprietário da fazenda e do filho dele, mortos dentro da casa. Nesta terça, a polícia decidiu usar manequins para representar as cinco vítimas mortas na área externa da propriedade.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rapaz que degolou 7 em chacina em Doverlânvia diz que queria matar só um

Só queria ter matado um, diz rapaz que degolou 7 pessoas em GO

Aparecido Souza Alves passou por teste psicológico nesta sexta-feira (4).
Aparecido Souza Alves passou por teste
psicológico nesta sexta-feira (4).
O jovem Aparecido Souza Alves, 23, afirmou em entrevista à Folha que matou e degolou sete pessoas na pequena cidade de Doverlândia, no oeste de Goiás, porque queria roubar o dono da fazenda, seu ex-patrão. "Já tinha matado um, tive de acabar com o serviço", afirmou.

A informação está em reportagem de Afonso Benites publicada na edição desta segunda-feira da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

A versão de que os crimes foram cometidos por "ganância", como ele mesmo diz, é mais uma que o desempregado dá para o crime. À polícia já havia apresentado oito versões diferentes --em uma, disse ter sido contratado pelo futuro sogro de Leopoldo, filho do pecuarista, que também foi morto.

Com ar cansado, um olho roxo e a barba por fazer, Alves está preso sozinho em uma cela da Delegacia de Homicídios de Goiânia. Ele foi transferido porque moradores de Doverlândia queriam linchá-lo.

Entenda o Caso:
Sete são mortos em chacina em fazenda em GO, diz polícia
Fazendeiro, filho, amigos e vaqueiro foram assassinados.
Segundo a polícia, adolescente de 14 anos teria ouvido gritos de vítimas.

Sete pessoas foram degoladas na noite de sábado (28) em uma fazenda a 43 km do município de Doverlândia, no sul de Goiás, a 413 km da capital. De acordo com a Polícia Militar, as vítimas são: o fazendeiro, 57 anos, o filho dele, 22 anos, um vaqueiro da fazenda, 34 anos, um amigo do fazendeiro, 61 anos, a esposa do amigo, 65 anos, o filho do casal, 22 anos, e a  esposa do jovem, 24 anos.

De acordo com o sargento da Polícia Militar (PM) Divino Celso Teles, um adolescente de 14 anos estava no pasto da fazenda no momento do crime e chegou a ouvir gritos. O adolescente, que é filho do vaqueiro assassinado, teria procurado o cunhado do fazendeiro em outro ponto da propriedade para pedir ajuda.

Segundo a polícia, o fazendeiro e seu filho teriam sido degolados dentro da casa e arrastados pelos criminosos até o banheiro da residência. Com base no relato do adolescente, a polícia informou que ainda na noite de sábado quatro pessoas chegaram à propriedade para visitar o fazendeiro. Segundo a polícia, o vaqueiro acompanhou o grupo em direção à casa, mas todos teriam sido atacados nos arredores da residência. Os gritos das vítimas teriam chamado a atenção do adolescente no pasto.

Ainda de acordo com Teles, os corpos das outras cinco vítimas foram encontrados em uma estrada vicinal, perto da fazenda, na manhã deste domingo (29).

“No momento, não é possível falar sobre as causas do crime. Pelo que foi observado, nada foi revirado. O autor parece ter ido ao quarto do fazendeiro e se aproximado de uma mala, mas aparentemente nada foi levado”, diz o sargento.


Conforme informações iniciais da polícia, o proprietário do imóvel e o filho foram os primeiros a serem assassinados. Os outros teriam sido executados como uma forma de eliminar testemunhas.

Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Iporá, a 234 km de Goiânia, no centro do Estado. De acordo com informações iniciais, o crime será investigado pela 7ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Iporá.
(G1)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vítimas degoladas. Fui 'estúpido', diz suspeito de chacina em Doverlândia, GO

'Só pensei no dinheiro; fui estúpido', diz suspeito de chacina em Goiás
Aparecido Souza Alves passou por teste psicológico nesta sexta-feira (4).
No último sábado (28), sete pessoas foram degoladas em fazenda.

Principal suspeito da chacina em Doverlândia, a 413 quilômetros de Goiânia, Aparecido Souza Alves, 22 anos,  falou na tarde desta sexta-feira (4) sobre o crime, em entrevista à TV Anhanguera. Ele confirmou ter matado sete pessoas, em uma fazenda no último sábado (28), para pegar um dinheiro que estaria na propriedade: "No momento, só pensei no dinheiro. Fui totalmente estúpido".

Na entrevista, o suspeito disse ter recebido ajuda do pai e de um sobrinho do dono da fazenda, morto durante a chacina. A polícia trata com cuidado as declarações feitas pelo jovem. Desde que foi preso, ele apresentou versões diferentes para o crime.

A polícia iniciou a recontituição do crime na quinta-feira (3), com a representação de duas das sete mortes. No início da reprodução simulada, no local do crime, o suspeito havia afirmado que agiu sozinho. Depois, acrescentou a suposta participação do pai, o agricultor Antônio Souza Alves.

Antônio chegou a ser levado à delegacia de Doverlândia por duas vezes para prestar esclarecimentos. Na quarta-feira (2), a polícia encontrou no sítio dele duas armas, uma usada para render as vítimas e outra roubada da fazenda. Na ocasião, em entrevista à TV Anhanguera, ele contou que o revólver e a espingarda foram deixadas lá pelo filho.

Na quinta-feira (3), Aparecido apontou a suposta presença do pai no local do crime. Antônio foi ouvido novamente, mas alegou inocência e acabou liberado. Após as declarações de Aparecido nesta sexta, o G1 tenta contato com o agricultor, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

Nos depoimentos à polícia, Aparecido também se contradiz quanto a motivação. Inicialmente ele contou que receberia R$ 50 mil para matar o fazendeiro. Agora diz que pegaria um dinheiro que estaria na propriedade.
Arrependimento
O suspeito também alegou ter estuprado uma das vítimas. Mas a informação não foi confirmada pelo IML, que só divulgará o laudo após o fim das investigações. Sem demostrar nenhuma emoção, ele disse que está "muito arrependido".

Nesta tarde, ele passou por exame com psicólogos do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, mas os especialistas ainda não definiram o perfil psicológico do jovem. "A gente quer saber até que ponto ele está falando a verdade, se podemos extrair alguma coisa ou se ele tem algum tipo de perturbação", disse um dos investigadores.

Faca

Durante a reconstituição da chacina que deixou sete mortos em Doverlândia, a Polícia Civil encontrou uma faca que pode ter sido a arma usada para degolar as vítimas. A teatralização das mortes começou na manhã de quinta-feira (3), e seguiu até a noite, com a participação de Aparecido.

O crime aconteceu no último sábado. Foram mortos o dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que foram visitar o fazendeiro. Além do principal suspeito, outras três pessoas estão presas. Segundo a delegada, eles foram ouvidos e negaram participação.

Entenda o caso
A chacina ocorreu por volta das 21h do último sábado (28/4), quando dois homens invadiram a casa principal da fazenda Nossa Senhora Aparecida e mataram o proprietário, Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, e o filho dele, Leopoldo Rocha Costa, de 22. Em seguida, os assassinos teriam ido até à residência do caseiro e degolaram outras três pessoas. Na saída, outras duas vítimas, que chegavam à fazenda foram assassinadas.

A polícia identificou os demais corpos como sendo de Joaquim Manoel Carneiro, de 61 anos, Miraci Alves de Oliveira, de 65, Heli Francisco da Silva, de 44, Tames Marques Mendes da Silva, de 24, e de Adriano Alves Carneiro, de 22.