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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vítimas degoladas. Fui 'estúpido', diz suspeito de chacina em Doverlândia, GO

'Só pensei no dinheiro; fui estúpido', diz suspeito de chacina em Goiás
Aparecido Souza Alves passou por teste psicológico nesta sexta-feira (4).
No último sábado (28), sete pessoas foram degoladas em fazenda.

Principal suspeito da chacina em Doverlândia, a 413 quilômetros de Goiânia, Aparecido Souza Alves, 22 anos,  falou na tarde desta sexta-feira (4) sobre o crime, em entrevista à TV Anhanguera. Ele confirmou ter matado sete pessoas, em uma fazenda no último sábado (28), para pegar um dinheiro que estaria na propriedade: "No momento, só pensei no dinheiro. Fui totalmente estúpido".

Na entrevista, o suspeito disse ter recebido ajuda do pai e de um sobrinho do dono da fazenda, morto durante a chacina. A polícia trata com cuidado as declarações feitas pelo jovem. Desde que foi preso, ele apresentou versões diferentes para o crime.

A polícia iniciou a recontituição do crime na quinta-feira (3), com a representação de duas das sete mortes. No início da reprodução simulada, no local do crime, o suspeito havia afirmado que agiu sozinho. Depois, acrescentou a suposta participação do pai, o agricultor Antônio Souza Alves.

Antônio chegou a ser levado à delegacia de Doverlândia por duas vezes para prestar esclarecimentos. Na quarta-feira (2), a polícia encontrou no sítio dele duas armas, uma usada para render as vítimas e outra roubada da fazenda. Na ocasião, em entrevista à TV Anhanguera, ele contou que o revólver e a espingarda foram deixadas lá pelo filho.

Na quinta-feira (3), Aparecido apontou a suposta presença do pai no local do crime. Antônio foi ouvido novamente, mas alegou inocência e acabou liberado. Após as declarações de Aparecido nesta sexta, o G1 tenta contato com o agricultor, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

Nos depoimentos à polícia, Aparecido também se contradiz quanto a motivação. Inicialmente ele contou que receberia R$ 50 mil para matar o fazendeiro. Agora diz que pegaria um dinheiro que estaria na propriedade.
Arrependimento
O suspeito também alegou ter estuprado uma das vítimas. Mas a informação não foi confirmada pelo IML, que só divulgará o laudo após o fim das investigações. Sem demostrar nenhuma emoção, ele disse que está "muito arrependido".

Nesta tarde, ele passou por exame com psicólogos do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, mas os especialistas ainda não definiram o perfil psicológico do jovem. "A gente quer saber até que ponto ele está falando a verdade, se podemos extrair alguma coisa ou se ele tem algum tipo de perturbação", disse um dos investigadores.

Faca

Durante a reconstituição da chacina que deixou sete mortos em Doverlândia, a Polícia Civil encontrou uma faca que pode ter sido a arma usada para degolar as vítimas. A teatralização das mortes começou na manhã de quinta-feira (3), e seguiu até a noite, com a participação de Aparecido.

O crime aconteceu no último sábado. Foram mortos o dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que foram visitar o fazendeiro. Além do principal suspeito, outras três pessoas estão presas. Segundo a delegada, eles foram ouvidos e negaram participação.

Entenda o caso
A chacina ocorreu por volta das 21h do último sábado (28/4), quando dois homens invadiram a casa principal da fazenda Nossa Senhora Aparecida e mataram o proprietário, Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, e o filho dele, Leopoldo Rocha Costa, de 22. Em seguida, os assassinos teriam ido até à residência do caseiro e degolaram outras três pessoas. Na saída, outras duas vítimas, que chegavam à fazenda foram assassinadas.

A polícia identificou os demais corpos como sendo de Joaquim Manoel Carneiro, de 61 anos, Miraci Alves de Oliveira, de 65, Heli Francisco da Silva, de 44, Tames Marques Mendes da Silva, de 24, e de Adriano Alves Carneiro, de 22.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sete degolados em Doverlândia, GO. Suspeito de chacina é 'frio', diz delegada

'Ele é muito frio', diz delegada sobre suspeito de cometer chacina em GO
Segundo ela, jovem que confessou o crime não demonstra arrependimento.
Sete pessoas morreram degoladas, no último sábado
(28), em Doverlândia.
 


"Ele é muito frio, quando descreve os atos que praticou", é o que diz a delegada-geral de Goiás, Adriana Accorsi, sobre o principal suspeito de ter cometido a chacina em uma fazenda próxima ao município de Doverlândia , no sudoeste de Goiás.

Segundo ela, o jovem de 22 anos, que confessou o crime, se mostra bem tranquilo durante os interrogatórios: "Em nenhum momento que ele relata, ele demonstra qualquer preocupação com o sentimento e o sofrimento dessas pessoas. Ele não tem remorso e não mostra arrependimento nenhum". A chacina que matou sete pessoas degoladas aconteceu no último sábado (28) e deixou a cidade assustada. A Polícia Civil de Goiás deteve, na quarta-feira (2), um quarto suspeito de envolvimento no crime em um assentamento vizinho à fazenda. Além do suspeito preso na quarta, o rapaz de 22 anos que confessou o crime e outros dois homens também estão detidos.

O homem detido no assentamento chegou à Delegacia de Homicídios de Goiania no início desta noite. Ele viajou de helicóptero junto com o jovem de 22 anos que confessou ter participado do crime. O rapaz havia sido levado a Doverlândia para dar detalhes dos assassinatos aos policiais que investigam o caso.
A equipe de peritos passou o dia na fazenda Nossa Senhora de Aparecida. Eles checaram os dados informados pelo jovem durante o depoimento. A polícia informou ter encontrado na fazenda a bolsa de uma das vítimas. Apesar dos esforços, os investigadores ainda não encontraram a faca usada para degolar as vítimas.


Mais pistas
Dois soldados do Exército, irmão e primo do jovem de 22 anos que confessou o crime, também serão levados para a Delegacia de Homicídios, na capital, para prestar esclarecimentos. A dupla ainda não é considerada suspeita. A delegada-geral de Goiás, Adriana Accorsi, preferiu não especificar o grau de envolvimento que eles teriam com o crime.

Suspeitos
Segundo a delegada Adriana Accorsi, a única participação certa nas execuções até o momento é a do jovem de 22 anos. Ele disse em depoimento que receberia R$ 50 mil pelo crime. O alvo era o dono da propriedade e as outras pessoas acabaram mortas para evitar testemunhas.

O jovem apontou o nome de duas pessoas ligadas à família do fazendeiro. Eles foram retirados do velório das vítimas em Frutal (MG) e, após passar a noite prestando depoimento na delegacia da cidade, foram transferidos para a Delegacia de Homicídios em Goiânia, onde ainda estão presos. Eles negaram a encomenda do crime.

Do G1