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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Filhos de lésbicas têm menos problemas de comportamento


Filhos de lésbicas têm menos problemas de comportamento


O período da adolescência é muito complicado para os pais e adolescentes. Mas a pergunta que os especialistas têm explorado é o seguinte, eles poderiam ser ainda mais difíceis para pais e filhos nas famílias onde os pais são gays?

Embora anterior pesquisas têm mostrado que crianças com pais do mesmo sexo não indicam diferenças consideráveis em comparação com as crianças em lares heterossexuais no que se refere ao desenvolvimento social e alterações, muitas dessas investigações em causa crianças que nasceram de mulheres em casamentos heterossexuais, e que mais tarde se divorciou saiu como lésbicas. Um professor de psiquiatria na Universidade da Califórnia, San Francisco (e professor de Direito na Universidade da Califórnia, Los Angeles), e Henry Bos, um cientista comportamental da Universidade de Amsterdam, focado no que eles chamam destinados famílias lésbicas - casas em que o mães reconheceu-se como lésbica no momento da inseminação artificial.

Estatísticas sobre tais famílias são escassas, mas são importantes para determinar se os arredores de uma criança em um lar com pais do mesmo sexo seria mais ou menos desenvolvimento do que um com um par heterossexual.


Os cientistas descobriram que crianças criadas por mães lésbicas - se a mãe era uma parceria, ou único - teve muito do mesmo modo que as crianças criadas por pais heterossexuais em ações de crescimento e de ações sociais. Os cientistas referiram que estes efeitos eram esperados, porém, eles ficaram surpresos ao descobrir que as crianças em casas de lésbicas pontuaram mais do que crianças em famílias em frente de algumas medidas psicológicas de auto-estima e autoconfiança, fez melhor mentalmente e eram menos prováveis de ter dificuldades comportamentais, tais como a quebra de regras e da violência.

Eles esperavam encontrar nenhuma distinção na modificação emocional entre adolescentes educados em famílias lésbicas e da amostra normativa de controles pareados por idade. Eles ficaram surpresos ao descobrir que, em algumas medidas que encontraram altos níveis de capacidade mental e os níveis mais baixos de problemas comportamentais.

Não surpreendentemente, o estudo encontrou que 41% das crianças relataram ter sofrido algumas provocações, isolamento e discriminação relacionados com a sua educação por pais gays. Os cientistas não podiam compreender por que as crianças de mães lésbicas tendem a fazer melhor do que as famílias heterossexuais em certas medidas. A resposta foi encontrada mais tarde. Isto está acontecendo porque os pais gays são muito envolvidos na vida de seus filhos.

Fonte: .healblog.net

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Homem teve 69 filhos: até com a sogra e a nora


Aposentado de 90 anos tem três mulheres, 69 filhos e 100 netos no RN
Luiz Costa teve 17 filhos com atual mulher e outros 13 filhos com a sogra.
Não contente, casou também com a cunhada, com quem teve 15 herdeiros.
Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, com as três mulheres, na frente de casa, em Campo Grande. Da esquerrda para direita; Ozelita Francisca, 58 anos, Maria Francisca, 69 anos; e Francisca Maria, 89 anos (Foto: Júnior Liberato/Arquivo Pessoal)

O aposentado Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, é viúvo do primeiro casamento, o que lhe rendeu cuidar sozinho de 17 filhos em uma casa humilde no sertão de Campo Grande (RN). Paquerador nato, ele não deixou, como gosta de dizer, a "peteca cair" e se casou novamente, por três vezes. O detalhe é que ele não ficou viúvo outra vez e nem se separou das primeiras esposas. Hoje, ele mora com três mulheres, a segunda companheira, a sogra e sua cunhada. Com elas, Oliveira teve 45 filhos.

Paquerador e insaciável, o aposentado ainda conseguiu arrumar tempo para mais três mulheres, todas relações que considera extraconjugais, que resultaram em outros sete filhos. Somando a prole de cada um dos relacionamento, ele construiu uma família (ou famílias) com 69 filhos, 100 netos e 60 bisnetos.

A primeira mulher da história de vida de Oliveira se chamava Francisca. "Deus quis levá-la e assim foi, mas me deixou 17 filhos". O tempo passou e ele conheceu outra Francisca, por quem se apaixonou, era Maria Francisca da Silva, hoje com 69 anos. "Com esta tive mais 17 filhos."

O terceiro relacionamento de Oliveira começou quando sua sogra passou a frequentar sua casa diariamente para cuidar de Maria Francisca em suas gestações. "A gente foi se conhecendo melhor e tive mais 13 filhos", disse ele.

Por causa das gestações de sua sogra, que se transformou em esposa, a nora Ozelita Francisca da Silva, 58 anos, passou a frequentar a casa de Oliveira também. Desta vez, os cuidados eram direcionados para sua sogra-esposa. "Fizemos 15 filhos".

Dos filhos de Oliveira, apenas 31 estão vivos.

Ciúmes de "mãe e filhas"
Semana passada, as filhas estavam brigadas com a mãe. As três estavam com ciúmes do marido, o mesmo das três. "A gente vive aqui na minha casa. A minha casa é pequena, com quarto, sala, cozinha e banheiro. Não tem muito conforto, mas dá pra fazer amor. Quando eu faço amor é sempre na mesma casa, no mesmo quarto. No", disse Oliveira.

Além dos filhos com as três atuais mulheres e da falecida Francisca, Oliveira disse que a fama de "bom homem" atrai a atenção de outras mulheres. "A gente passa e as mulheres ficam olhando. Não sou assim bonito como dizem, mas tenho minhas qualidades."

O aposentado revelou ao G1 o segredo para tanta vitalidade. "Não bebo, não fumo, me alimento bem e durmo melhor ainda". Oliveira não quis explicar como faz para se dividir entre as três mulheres na mesma casa. "Tem espaço pra todas. Pra fazer amor não tem hora e nem lugar. basta querer."

Filhos de Franciscas
Oliveira disse que sabe o nome de todos os 69 filhos, mas que tem horas que a memória não ajuda. "Se eu vejo pessoalmente eu sei quem é a mãe e nome vem na cabeça."

Os 100 netos já é uma operação mais complicada para Oliveira lembrar o nome de todos. "É muita gente, mas é gostoso. O nome deles quem sabe são os pais."

Os sete filhos que teve com outras três mulheres, em relacionamentos extraconjugais, Oliveira não tem tanto contato. "Eu sei onde moram, onde estão as mães, mas não temos o convívio".



Glauco Araújo
Do G1, em São Paulo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Tristeza: Mãe joga van em rio próximo a Nova York e se mata com três filhos

Versão foi relatada a bombeiros pelo quarto filho, que conseguiu escapar.
Dois meninos, com idades de 5 e 2 anos, e menina de 11 meses morreram.


Uma mulher que estava envolvida numa briga doméstica colocou os quatro filhos em uma minivan e a se atirou no Rio Hudson, nos Estados Unidos, matando a si mesma e a três das crianças.

Um dos garotos, de 10 anos, conseguiu escapar da van e chegar até um posto de bombeiros próximo, contou o chefe da unidade, Michael Vatter. O garoto contou que a mãe dirigiu em direção a uma rampa na margem do rio em Newburg, a cerca de 96 km de Nova York, atirando o carro nas águas escuras do Hudson.
Carros de TV estacionados próximos à rampa onde mãe, com quatro filhos, jogou veículo no Rio Hudson (Foto: Seth Wenig / AP)

Dentro do carro, estavam os outros três irmãos do garoto: dois meninos, com idades de 5 e 2 anos, e uma menina de 11 meses.

Bombeiros e policiais vasculharam o local com botes e mergulhadores encontraram a minivan após uma hora a cerca de 25 metros da margem do rio, numa profundidade de 16 metros. Eles usaram um caminhão de reboque para retirar o veículo até a terra. “Todos estavam mortos”, disse o chefe dos bombeiros.

A família vivia a apenas seis quarteirões do local onde ocorreu o incidente. Os nomes não foram divulgados.
Vizinhos da mulher se disseram chocados com o ocorridos. Segundo vários deles, ela era uma mãe dedicada, que conciliava a criação dos filhos com um emprego fora.

“Ela era uma boa mãe”, contou Tina Claybourne, que vivia próximo à mulher, ao canal “10 News”, do grupo CBS. “Ela tomava conta dos filhos. Estava sempre com eles.”
Vizinhos disseram não saber o nome da mulher e nem onde ela trabalhava. Segundo os bombeiros, vizinhos contaram ter ouvido uma briga doméstica cerca de 10 minutos antes do incidente no rio, sem dar maiores informações.

Newburg, com cerca de 30 mil habitantes, fica no lado oeste do rio Hudson, que também banha Nova York e New Jersey.


Do G1, com agências internacionais

domingo, 26 de dezembro de 2010

Beleza pode ser um fator determinante para a definição do sexo dos filhos

Essa é a conclusão de um estudo britânico que diz que mulheres bonitas têm mais chances de terem filhas mulheres

Essa é a conclusão de um estudo britânico que diz que mulheres bonitas têm mais chances de terem filhas mulheres, igualmente bonitas. As menos atraentes teriam mais filhos do sexo masculino. A pesquisa atual, no entanto, foi questionada por um estatístico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, que analisou os filhos das personalidades que figuram nas listas de pessoas mais bonitas, feitas pela revista "People", entre 1995 e 2000, e concluiu que as celebridades tiveram mais filhos homens do que mulheres, incluindo Victoria Beckham e seu marido David, que têm três filhos homens.

SOFTNEWS

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Antes de morrer, mãe deixa a marido 100 instruções para cuidar dos filhos

Kate Greene morreu de câncer de mama, mas deixou um 'manual da mãe' para o marido e os filhos.
Da BBC

Uma mãe à beira da morte deixou uma lista com cerca de 100 coisas para o pai fazer com os filhos pequenos, para garantir que eles tenham a experiência que ela sempre sonhou para a família e serão criados como ela planejava.

Diagnosticada com câncer de mama em 2008, a inglesa Kate Greene preparou a lista já nos últimos meses de vida, no fim de 2009, quando soube que o tratamento não havia funcionado e estava desenganada.
O filho mais velho do casal, Reef, já havia sobrevivido a um tumor maligno quando criança.
Kate Greene com seus filhos Reef e Finn. (Foto: SWNS)

Entre as recomendações para os filhos Finn, de quatro anos, e Reef, de seis, estavam coisas específicas, como visitar a praia onde ela passava férias quando criança, no País de Gales, ou assistir a um jogo internacional de rúgbi.

Kate ainda pediu ao marido, St Johns Greene, que levasse os filhos à Suíça, para mostrar o local onde ele a pediu em casamento.

A mãe ainda decretou que a família deveria ter uma mesa de jantar, para que todos estejam juntos durante as refeições em sua casa em Sommerset, sudoeste da Inglaterra, e que o marido deveria ajudar as crianças a plantar um girassol, encontrar um trevo de quatro folhas e aprender a tocar um instrumento musical.

Ela ainda descreveu os valores que ela queria ensinar aos meninos, como ser pontuais, fazer as pazes logo quando brigassem com alguém e tratar as namoradas com respeito.

Disneylândia
"Uma noite ela ficou com muito medo de morrer, então, ficamos acordados, conversando até às 4h da madrugada, quando começamos a escrever a lista com as coisas que eu deveria fazer com os meninos", disse o marido.

Algumas das coisas, como uma viagem à Disneylândia e à praia, foram realizadas antes de Kate morrer.
"Kate carregava caneta e papel com ela para anotar ideias e ficávamos acordados falando sobre as coisas que queríamos que os meninos fizessem."

"Quando me dei conta, já eram três páginas de folha A4 cheias de desejos na lista. Já realizamos alguns deles e cada vez que o fazemos, pensamos nela."

A lista ainda inclui coisas que a mãe não queria que os filhos fizessem, como andar de moto, fumar ou integrar o Exército.
O pai conta que planeja realizar todos os desejos da lista, já que, de alguma forma, as orientações significam ainda uma ligação emocional com Kate.

O desejo mais difícil de ser cumprido no entanto, diz ele, será encontrar uma outra companheira, para que os filhos cresçam com uma influência feminina.

"Já encontrei minha alma gêmea, e voltar ao mercado é uma coisa muito difícil", diz ele.

domingo, 26 de setembro de 2010

O caminho que transforma seu filho num adulto mal-educado

Faça uma pesquisa e comprove: pais e mães de todo o mundo acham que seus filhos são perfeitos. É quase um pré-requisito. Mas a verdade é que nem todos os rebentos são anjinhos. E, dependendo da forma como são criados, vão se transformar em adultos egoístas, despreparados para lidar com seus sentimentos, incapazes de assumir responsabilidades pelos próprios atos.

E não dá para dizer que o problema é a ausência dos pais. A questão mesmo é a culpa que eles sentem por estar fora de casa, e as tentativas de suprir essa ausência com concessões, tudo para evitar que o filho se sinta frustrado. Para a psicóloga e psicanalista Fernanda Ferrari Arantes, membro do Departamento de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientiae, o grande desafio dos pais é administrar esse sentimento de culpa, sem deixar que ele se reflita na educação dos filhos.

"Uma criança pode ficar bem sem os pais por algumas horas, mas não sem limites. Saímos de uma sociedade muito autoritária, vivida por nossos pais, para uma outra, em que parece ser "proibido proibir". As regras familiares deixam de existir e o "não" desapareceu", analisa.

E alerta: os pais precisam voltar a exercer sua autoridade sobre os filhos. "Há uma grande confusão entre o que é autoritarismo e o que é autoridade. O autoritarismo implica em arbitrariedade, opressão. Já a autoridade refere-se àquele que é conhecedor de algo, que tem soberania sobre alguém", ressalta.

Seu filho deve saber quem manda, mas também deve ser chamado a participar e discutir algumas regras. "Algumas regras não são passíveis de discussão, porque envolvem riscos, como atravessar a rua. Mas existem outras que podem ser construídas junto com a criança. Se for preciso estipular que a criança só comerá pipoca uma vez por semana, ela pode participar, escolhendo o dia em que fará isso. Assim fica mais fácil cobrar obediência", ensina.

E as Babás?
Nenhum pai deve se sentir culpado por deixar o filho aos cuidados da babá ou da escolinha, mas é importante lembrar que a função de educar continua sendo sua - nada de terceirizar a educação. "Basta ter presença quando chega, na comunicação com a babá e no estabelecimento de regras", explica Fernanda.

Vale aproveitar o tempo juntos para conversar, e também para deixar claras as regras da casa. Use o telefone, e deixe bilhetes pela casa para lembrá-lo de fazer o dever. E fique atento à escolha da babá. "Ela deve seguir as regras da casa", destaca a psicóloga Vera Rodrigues.

O pequeno Lucas Littig de Carvalho, de apenas 8 anos, é a educação em pessoa. Tudo com ele é na base do "por favor" e do "muito obrigado", comportamento que chama a atenção por onde Lucas passa. Tanto, que foi uma amiga da família quem o indicou para esta reportagem.

A mãe, a vendedora Karina Littig, 32 anos, também é toda elogios ao seu rapazinho. "Ele brinca, faz bagunça, como qualquer criança, mas percebo que tem um jeito bem mais tranquilo de tratar as pessoas", conta.

E não pense que tanta gentileza se deve a algum tipo de vigilância dos pais 24 horas por dia. Desde os 5 meses, Lucas fica na creche ou escola em período integral. Mas a mãe, que mora com ele sozinha, tem lá seus segredinhos. "Meu tempo livre é todo dedicado ao Lucas. Aproveitamos para conversar e brincar, e sempre procuro saber o que ele está sentindo e falar sobre comportamentos adequados", conta.

Fácil, não é. "Às vezes dá vontade de dar tudo o que ele pede, e até acho graça em algumas desobediências. Mas tenho que corrijir, explicar que não é possível ter tudo. Ele sabe que o amo e que estou ali para o que der e vier, mas sou mãe, e a última palavra é sempre minha, mesmo que ele esperneie", destaca.






A GAZETA - Elaine Vieira



Os maiores problemas dos pais na educação dos filhos atualmente



1. Excesso de consumo
Para o próprio John Robbins, de acordo com artigo publicado no Huffington Post, o problema passa longe do que alguns erroneamente classificam como "excesso de amor". Ele aponta a cultura de consumo como verdadeira responsável pelo problema. "O que estraga as crianças é o fato de que as ensinamos a preencher seu vazio a partir de fora, comprando coisas e fazendo atividades, em vez de aprender como se preencher por dentro, fazendo boas escolhas e desenvolvendo a criatividade", escreve.

2. Ausência forçada do pai
Segundo Mirian Goldenberg, antropóloga e autora de "Toda mulher é meio Leila Diniz" (Ed. BestBolso), a ausência da figura paterna é o maior problema para a geração atual de crianças. E essa ausência, muitas vezes, é causada pela própria mãe, ainda que ela seja casada com o pai. "Muitas mulheres vivem a maternidade como um poder que não querem compartilhar e percebem os homens como meros coadjuvantes — ou até mesmo figurantes — em um palco em que a principal estrela é a mãe", diz Mirian. "No entanto, não existe absolutamente nada na 'natureza' masculina que impeça um pai de cuidar, alimentar, acariciar, acalentar e proteger seu bebê, assim como não há uma 'natureza' feminina que dê à mãe a autoridade de se afirmar como a única capaz de cuidar do recém-nascido".

3. Competição entre os pais
A pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade de São Paulo, vê vários fatores que podem estragar as crianças, mas ressalta um deles: a mudança na estrutura familiar. Muitos pais que trabalham fora se eximem de suas responsabilidades como educadores e não têm nenhum controle sobre os filhos. "As crianças se aproveitam e os pais competem entre si, para ofertar coisas aos filhos", comenta.


4. Tentativas de compensação
A ausência dos pais por conta de trabalho não é necessariamente um problema em si. O erro, alerta o pediatra antroposófico e neonatologista Sergio Spalter, é tentar suprir essa ausência com concessões que visam evitar 100% a frustração da criança. A criança aprende, assim, que para conseguir qualquer coisa basta chorar. "O problema é que, na vida futura, muitas vezes não haverão concessões, e uma pequena frustração poderá significar um grande problema para aquele jovem, que passará a desistir dos desafios", diz Spalter.

5. Excesso de fast food
A nutricionista Daniela Murakami, da Nutrir e Brincar - Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil, destaca um lugar onde facilmente se pode estragar uma criança: a mesa. Pais que optam pela comida fácil, rápida e pouco nutritiva das redes de fast-food ou de congelados para agradar seus filhos (e ter menos trabalho) podem estar plantando uma semente perigosa. "Esses 'mimos' são um risco para a saúde das crianças, pois elas passam a ingerir alimentos muito calóricos, com alto teor de gordura, sódio e açúcar refinado e não aceitam alimentos importantes, como frutas, verduras e legumes", explica. "Sentar-se com maior frequência à mesa e ter suas refeições com os filhos, pedir a ajuda da criança para preparar algum alimento, fazer um piquenique saudável no parque são formas 'inteligentes' de mimar as crianças, sem, contudo, estragá-las", completa ela.

6. Insegurança dos pais
Cada geração tenta reparar os erros da geração anterior - e, assim, a geração atual de pais, criada ouvindo muito "não", tem uma dificuldade em impor limites aos filhos. Perdidos na idealização de uma infância plenamente feliz, eles querem conselhos e orientações de médicos e da escola para tomar qualquer atitude com a criança. "Que lugar sobrou para os pais? Eles são meros executores dos conselhos e recomendações da escola e do médico? Isso fala de uma falta de confiança na própria experiência, no saber adquirido justamente quando eles eram crianças", explica Adela Stoppel, professora do curso de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientiae. Para Adela, ser pai implica assumir certos riscos, se responsabilizar pelas decisões sobre a educação de filhos, colocar em prática convicções pessoais, ideais e crenças. "Nossos filhos esperam que nós lhes digamos o que achamos e o que não achamos bom com base em nossa própria experiência", conclui.

Fonte: Ig

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pais que batam em filhos podem ser punidos por nova lei


O governo deve transformar em lei um projeto que proíbe os pais de impor castigo físico aos filhos, como palmadas e beliscões.

O governo deve transformar em lei um projeto que proíbe os pais de impor castigo físico aos filhos, como palmadas e beliscões.
As opiniões variaram bastante. De maneira geral, os pais concordaram que dar uma surra em um filho é um grande erro. Mas, muitos admitiram que já aplicaram algumas palmadas no bumbum
Os meninos se jogam no chão brincando, são danados. A mãe tenta chamá-los em vão. Eles fogem, fogem ao controle.
“Eles fazem tanta coisa que tiram do sério de uma maneira que tem hora você acha que vai ficar louca. Violência gera violência. Se você bate, está ensinando a bater”, comenta a pediatra Adriana de Almeida Pelosini.
A forma de educar os filhos costuma dividir a opinião dos pais. “Um corretivo é necessário às vezes. A criança precisa ter metas”, pondera um pai.
“É difícil dar palmada na minha filha, não gosto de bater, sou contra”, diz a dona de casa Marinalva Alves dos Santos.
“Às vezes conversar é melhor. Mas você perde a paciência também de ficar conversando”, aponta a psicóloga Priscila Oliveira Gracetti.
Alguns pontos do Estatuto da Criança e do Adolescente, que completa 20 anos, estão sendo discutidos e dezenas de projetos de lei, apresentados. Um deles pretende proibir agressões físicas por parte dos pais ou responsáveis.
De acordo com o projeto de lei, as crianças e adolescentes têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou tratamento cruel ou degradante como forma de correção ou disciplina.
Para o psiquiatra Içami Tiba, especialista em adolescentes, antes de gastar dinheiro público fazendo leis para punir é preciso educar, conscientizar os pais.
“Primeiro ensina, depois cobra, exige que pratique o que aprendeu. Não fazendo, vem a punição. Nunca uma agressão. Hoje a criança é agredida. Amanhã ela será o agressor. É a mesma moeda”, destaca Içami Tiba.
Para a psiquiatra Vera Zimmermann, os pais precisam ter firmeza para ensinar aos filhos valores éticos e morais.
“A violência corporal sempre é maléfica para a saúde mental do ser humano. Nós não podemos esquecer que a omissão na transmissão de valores é igualmente maléfica ou até mais prejudicial ao desenvolvimento dessa mesma criança e adolescente”, aponta Vera Zimmermann.
A gerente de contas Débora Pilates prefere conversar. Se não funcionar, tira um brinquedo ou proíbe uma atividade que André gosta.
“Acho que dá para educar sem agressão, há várias maneiras. Acho que demorou para isso acontecer realmente. O pessoal tem passado da conta. Com o tempo tudo ficou mais moderno, principalmente a educação. Acho que tem se modernizar”, afirma Débora.
Depois que o presidente Lula assinar a lei, ela ainda segue para votação na Câmara e no Senado. Fica claro que o objetivo dessa lei é tentar impedir que crianças sejam espancadas, como aconteceu com a menina adotada pela procurada Vera Lúcia, no Rio de Janeiro.
G1