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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

É possível reviver espécies extintas, como em Jurassic Park?

Podemos construir um parque jurássico real?

A resposta curta: com insetos, é muito provável que sim, com animais maiores, mais velhos, pode ser difícil. Os cientistas têm isolado com sucesso a partir de DNA de 120-135-milhões de anos, gorgulhos encontrados em âmbar libanês, amplificado-os utilizando polimerase de reação em cadeia (PCR), e sequenciaram-lo. Não o seu código genético inteiro, mas parte dele. Esta informação genética tem sido comparada com os gorgulhos modernos para a análise filogenética. Este não é o renascimento de espécies extintas, mas é um passo muito importante nesse sentido.

Há uma série de desafios técnicos na tentativa de reviver espécies extintas, mas nenhum parece impossível de superar. O passo mais difícil é encontrar DNA suficientemente intacto, pois o âmbar é orgânico e veda insectos presos num invólucro hermeticamente fechado, tornando a degradação do material genética bastante lenta. Em fósseis típicos, pouco ou qualquer material orgânico mantém-se, porque o fóssil não é o material orgânico em si, mas sedimentos inorgânicos que substituem o material orgânico. Até recentemente, em 2005, pensava-se que a fossilização sempre substituía o material original, mas descobertas de tecidos moles do Tyrannosaurus Rex, incluindo a detecção de proteínas de colágeno originais, abalou esta sabedoria comum.


Reviver espécies extintas seria necessário encontrar grandes porções do material genético original. Para as espécies do Pleistoceno, como mamutes, ursos das cavernas, lobos terríveis, e até mesmo os neandertais , o tecido mole está disponível, e alguns cientistas têm feito até mesmo esforços de sequenciamento  Isso muitas vezes requer várias amostras, como nenhuma amostra individual é susceptível de conter a seqüência completa do DNA não contaminado. :No filme "Jurassic Park", de Steven Spielberg, cientistas retiraram do intestino de insetos hematófagos fósseis moléculas de DNA de dinossauros. A reconstituição dessas moléculas teria sido feita através da inserção de fragmentos de DNA de rã. Apesar da eficiência proposta no filme, na prática esse procedimento é extremamente improvável porque seria necessário encontrar um genoma completo e conhecer sua ordem nos cromossomas

Em Jurassic Park, os cientistas colhem uma parte da estrutura do DNA de dinossauros a partir do sangue sugado por um mosquito há milhões de anos, que ficou conservado na seiva de uma árvore, endureceu e fossilizou, tornando-se um pedaço de âmbar. Por ser um código antigo, vem cheio de buracos, que os geneticistas preencheram com o DNA de uma rã, através de supercomputadores e sequenciadores de genes, de acordo com o filme. Representada como uma estrutura helicoidal composta por duas hélices ligadas pelas bases nitrogenadas, uma cadeia de DNA completa tem três bilhões de códigos genéticos. Assim, injetam o DNA em ovos de avestruz não fecundados e têm-se os dinossauros.

homem neandertal
Há consenso entre os cientistas de que a recuperação de espécies do Pleistoceno, os neandertais, em particular, é totalmente viável, é apenas uma questão de tempo. Se o inteiro do genoma pode ser sequenciado, pode ser sintetizada e injectado numa célula de ovo fertilizado em espécies relacionadas (como pássaros), em seguida, cultivadas em um ovo artificial ou útero. Foi visto anteriormente como um desafio para criar um ovo artificial adequada, mas, mais recentemente, os cientistas estão desenvolvendo um ambiente que deve trabalhar para aumentar a quase qualquer embrião.

Antes de ver as espécies antigas, como dinossauros revividos, estamos propensos a ver espécies do Pleistoceno. A possibilidade de reviver espécies extintas levanta muitas questões éticas, mas a curiosidade humana é tão grande, parece improvável que a tecnologia será retida por muito tempo se é tecnologicamente viável.


Pesquisadores esperam trazer os mamutes de volta à vida em cinco anos
O embrião será inserido no útero de um elefante na esperança de que o animal dê, mais tarde, à luz um bebê mamute.

Pesquisadores japoneses irão iniciar um projeto este ano para ressuscitar o há muito extinto mamute, usando técnicas de clonagem para trazer o antigo paquiderme de volta a vida em aproximadamente cinco anos.

Os pesquisadores tentarão reviver a espécie ao obter tecido, neste verão, de uma carcaça de mamute preservada num laboratório de pesquisas russo, reportou o Yomiuri Shimbun.

“Preparativos para alcançar esse objetivo já foram feitos”, disse Akira Iritani, líder da equipe e professor emérito da Universidade de Kioto ao Mass-Circulation Daily.

De acordo com o plano, o núcleo das células do mamute será inserido num óvulo de elefante, do qual foi retirado o núcleo, para criar um [[embrião]] contendo genes de mamute, diz o relatório.

O embrião será inserido no útero de um elefante na esperança de que o animal dê, mais tarde, à luz um bebê mamute.

O elefante é o relativo moderno mais próximo do mamute, um enorme mamífero peludo que acredita-se ter morrido na última era do gelo.

Alguns restos de mamutes ainda guardam amostras de tecido usáveis, tornando possível recuperar células para clonagem, diferente dos dinossauros, que desapareceram por volta de 65 milhões de anos atrás e cujos restos apenas existem como fósseis.

Pesquisadores esperam alcançar seu objetivo entre 5 e seis anos, disse Yomiuri.

A equipe, que convidou um pesquisador russo de mamutes e dois peritos em elefantes dos EUA a unirem-se ao projeto, estabeleceu uma técnica para extrair [[DNA]] de células congeladas, anteriormente um obstáculo nas tentativas de clonagem, devido aos danos ocorridos nas células durante o processo de congelamento.

Outro pesquisador japonês, Teruhiko Wakayama, do Centro para Biologia do Desenvolvimento Riken, conseguiu, em 2008, clonar um rato a partir das células de um outro, mantido em temperaturas semelhantes às do solo congelado por 16 anos.

Os cientistas extraíram um núcleo celular de um órgão do rato morto e o plantaram no óvulo de outro rato, que estava vivo, levando ao nascimento de um rato clonado.

Baseado nas técnicas de Wakayama, o time de Iritani desenvolveu uma técnica para extrair o núcleo das células de um mamute sem danificá-lo, mas uma clonagem bem sucedida ainda representa um desafio para a equipe, alerta Irtitani.

“Se um embrião clonado pode ser criado, precisamos discutir antes de transplantá-lo para o útero, como gestá-lo (o mamute) e quando apresentá-lo ao público”, disse Iritani,

“Depois que o mamute nascer, iremos examinar sua ecologia e genes para estudar porque a espécie se tornou extinta e outros fatores.

Mais de 80 por cento de todos os mamutes encontrados foram desenterrados do [[permafrost]] da vasta República da Iacútia, na Sibéria do Leste.

Exatamente porque a maioria das enormes criaturas que uma vez caminhou em grandes bandos por toda a Eurásia e América do Norte morreu no final da última Idade do Gelo tem gerado um debate feroz.

Alguns especialistas afirmam que os mamutes foram caçados até a extinção pela espécie que se tornou o predador dominante do planeta – os seres humanos.

Outros argumentam que a mudança climática é a principal responsável, deixando uma espécie adaptada a climas congelados mal preparada para lidar com um mundo em aquecimento.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dinossauros viveram 700 mil anos além da extinção em massa do no final do período Cretáceo


Para os paleontologistas, os dinossauros foram extintos entre 66,5 e 66 milhões de anos atrás, quando os restos do impacto de um grande meteorito bloquearam o sol e alteraram de forma drástica o clima e a vegetação. Porém, um osso de dinossauro recém descoberto no Novo México contradiz esses dados científicos.

Pesquisadores da Universidade de Alberta encontraram um fêmur fossilizado de um hadrossauro que possui apenas 64,8 milhões de anos de idade, mostrando que os dinossauros viveram 700 mil anos além da extinção final no período Cretáceo.


Os investigadores acreditam que estes dinossauros herbívoros foram capazes de sobreviver devido a alguma vegetação que tenha resistido à mudança de clima, permitindo-lhes comer. Atualmente, eles procuram descobrir se ovos de dinossauro podem ter sobrevivido ao período, o que também explicaria a sobrevivência dos hadrossauros.

A data da extinção em massa foi determinada a partir da tradicional técnica da cronologia relativa, que estima a idade de um fóssil através das camadas de sedimentos presentes no corpo orgânico ou no lugar onde foi encontrado. Contudo, forças ambientais e geológicas podem causar alterações na localização do fóssil ou nas camadas de sedimentos, levando a uma estimativa imprecisa de sua idade.

O coordenador do estudo, Larry Heaman, explica que para descobrir a idade do osso recém descoberto, sua equipe utilizou uma técnica diferente de datação, chamada de método U-Pb (urânio-chumbo). Este procedimento usa um feixe de laser para “derrubar” as minúsculas partículas do fóssil, as quais são submetidas a uma análise isotópica e determinam a idade e o tipo de alimento com que o dinossauro se alimentou.
Segundo os pesquisadores, esse método é bastante preciso devido aos altos níveis de urânio que os ossos fossilizados apresentam. Com o passar do tempo, esses pequenos átomos vão decaindo, e determinar a composição isotópica do chumbo nos ossos leva à sua idade absoluta.

Agora, os cientistas planejam utilizar o método de datação U-Pb para mensurar a idade absoluta de outros fósseis de dinossauros. A expectativa é que esta técnica possa substituir a cronologia relativa, e será usada para reescrever a história da extinção dos dinossauros. [DailyTech]


Quanto tempo levou para a Terra se recuperar da maior extinção em massa?

250 milhões de anos atrás, a crise do fim do período Permiano atingiu a Terra. Foi o pior desastre do tipo: a maior extinção em massa do nosso planeta, que nos fez perder 90% das espécies (estimativas chegam a dizer que até 99% da vida na Terra se extinguiu).

Alguns acreditam que a causa dessa extinção foi o impacto de um meteorito ou uma atividade vulcânica. Outros pesquisadores dizem que a crise desencadeou uma série de choques físicos ambientais, como o aquecimento global, a chuva ácida, a acidificação do oceano e a anoxia (ausência de oxigênio) dos oceanos. A conclusão, de qualquer forma, é de que esse desastre alterou a composição do ar radicalmente no planeta.
A intensidade dessa crise, e crises sucessivas, fizeram com que levasse cerca de 10 milhões de anos para a vida na Terra se recuperar, de acordo com um novo estudo feito por Zhong-Qiang Chen, da Universidade de Geociências em Wuhan, China, e Michael Benton, da Universidade de Bristol, Reino Unido.

Nós, seres humanos, já causamos a extinção de espécies do planeta. Durante o nosso “mandato”, estimativas sugerem que dizimamos cerca de mil espécies de animais. Como existem (de que temos conhecimento) cerca de 8 milhões de espécies vivas hoje, isso significa que, mesmo de acordo com as estimativas mais pessimistas, acabamos com 0,01% de toda a vida animal.

Isso certamente não é motivo de orgulho, mas é muito pouco quando comparado com as grandes extinções da natureza. A comparação serve para você entender a gravidade da situação; nesse cenário, será que 10 milhões de anos foi muito tempo para tal recuperação?

A crise principal foi dramática o suficiente, mas cinco a seis milhões de anos após o desastre, o mundo continuou enfrentando condições péssimas para a existência da vida, como crises repetidas de carbono e de oxigênio, além de aquecimento global.

Essas condições não propícias impediram que os cerca de 10% das espécies sobreviventes se recuperassem rápido. Alguns até conseguiram se recuperar de forma relativamente rápida, mas a formação de sistemas complexos permanentes só foi possível após cerca de cinco milhões de anos.

Passada a gravidade dessas crises ambientais, novos grupos de animais surgiram no mar, como caranguejos, lagostas e répteis marinhos, que formaram a base dos futuros ecossistemas modernos.

Aquecimento global, chuva ácida, acidificação dos oceanos… Esses não são termos estranhos para nós, não é? Se tudo isso foi capaz de dizimar no mínimo 90% das espécies da Terra no passado, o que impede de isso acontecer de novo?
“As causas da morte das espécies – o aquecimento global, a chuva ácida, a acidificação dos oceanos – soam estranhamente familiares para nós hoje. Talvez possamos aprender alguma coisa com estes acontecimentos antigos”, disse o professor britânico Benton.

E é melhor aprendermos mesmo, a não ser que estejamos dispostos a esperar mais 10 milhões de anos por uma segunda chance.[ScienceDaily, Listverse]

terça-feira, 3 de julho de 2012

Therizinossauro. O dinossauro mais esquisito que viveu na terra

O Dinossauro - Therizinossauro

Therizinossauro (Therizinosaurus cheloniformis, do latim "lagarto foice") foi definitivamente um dinossauro esquisito. Na verdade, ele é tão incomum que levou muitos anos para os cientistas decidirem o que exatamente era!
Com um pescoço longo, barriga tipo pote, cauda curta, quatro dedos nos pés, cabeça pequena, boca adunca, garras de 39 polegadas e, possivelmente, penas, que parecia uma combinação de meia dúzia de espécies diferentes de dinossauros.

Quando todos os fósseis foram colocados juntos os paleontólogos foram confrontados com uma criatura que estava se preparando para ser o dinossauro mais estranho de aparência de todo o sempre a andar na terra!

A característica mais marcante era garras gigantescas em suas patas dianteiras - eram quase três metros de comprimento! Os cientistas acreditam que este herbívoro provavelmente usava as garras de aparência letais para derrubar galhos e tiras de cascas e folhas e empurrá-los em sua boca.

Com garras enormes, o Therizinossauro teria sido um alvo arriscado para qualquer predador, mesmo o tarbossauro (uma espécie de dinossauro carnívoro e bípede que viveu durante o período Cretáceo, media 6 metros de comprimento, 5,3 metros de altura e pesava 6 toneladas, um parente do Tiranossauro Rex, que viveu na Mongólia, ao mesmo tempo do Therizinossauro).

Therizinosaurus vs Tarbosaurus - documentário da BBC apresentado por Nigel Marven

Em 1948, diversos ossos com garras gigantes foram encontrados por uma equipe de
cientistas soviéticos e mongóis na bacia de Nemegt, no deserto de Gobi, Mongólia. Como a forma das garras se assemelhava a de algumas tartarugas, e foram encontradas em companhia de ossos grandes e chatos, os pesquisadores acreditavam inicialmente que os ossos pertencessem a uma tartaruga gigante. Por isso, o espécime recebeu o nome Therizinosaurus cheloniformis ("réptil com foice, semelhante a uma tartaruga"), escolhido pelo famoso paleontologista soviético E. A. Maleyev.

Diversos ovos de Therizinossauro foram encontrados fossilizados e demonstram claramente como seria o corpo deste estranho e belo animal.

Dados do Dinossauro:
Nome: Therizinossauro
Nome Científico: Therizinosaurus cheloniformis
Época: Fim do Cretáceo
Local onde viveu: Ásia, no Deserto de Gobi, Mongólia
Peso: Cerca de 3,3 toneladas
Tamanho: 6,5 metros de comprimento
Alimentação: Herbívora.

Nova pesquisa: Foi descoberto na China dinossauro semelhante a pássaro
Dinossauros
Clonagem de dinossauros é impossível, diz estudo
Descendentes dos Dinossauros

domingo, 6 de maio de 2012

Dinossauros. Flatulência desses animais gigantes podem ter decretado sua extinção

Será que os dinossauros causaram uma mudança climática? Enormes criaturas podem ser culpadas, porque produziam muita flatulência, dizem cientistas 

Dinossauros pode ser parcialmente responsáveis por uma mudança no clima, porque eles produziam muita flatulência, de acordo com cientistas.

O professor Graeme Ruxton da Universidade de St. Andrews, na Escócia, disse que os animais gigantes passaram 150 anos emitindo o gás do aquecimento global, potente, o metano.
Paralititan Stromeric
Grandes herbívoros saurópodes teriam sido os principais culpados por causa das grandes quantidades de vegetação que eles consumiam.

O Paralititan Stromeric - um saurópode que pesava até 80 toneladas e atingia 100 metros de comprimento - teria sido um dos muitos culpados emitindo gás metano

A equipe calculou os animais teriam produzido coletivamente mais de 520 milhões de toneladas de metano por ano - fontes modernas mais do que tudo hoje juntos.

Acredita-se que estas enormes quantidades poderia facilmente ter sido o suficiente para aquecer o planeta.

É até possível que a mudança climática fosse tão catastrófica que eventualmente causou o desaparecimento dos dinossauros.

Um dos animais, um Argentinosaurus de 90 toneladas, que media 140 pés de comprimento, consumia pelo menos metade de uma tonelada de alimento, em um dia.

Depois de quebrar no estômago do animal, produzia milhares de litros de gás estufa em comparação com uma vaca moderna que produz apenas 200 litros de metano por dia.

O metano é até 20 vezes mais eficaz em reter o calor na atmosfera do que dióxido de carbono (CO2).

Ele é criado a partir de uma variedade de fontes naturais e humanos, que incluem aterros, gás natural, fontes de petróleo e atividades agrícolas.

Os cientistas afirmam os seres humanos têm  incrementado os níveis do gás em até 2,5 vezes mais do que deveriam e estimam que isto seja responsável por 20 por cento do aquecimento global dos tempos modernos.
Gado do mundo coletivamente emitem apenas 100m de toneladas de metano por ano
Vacas e outros animais atualmente só emitem cerca de 100 milhões de toneladas de metano por ano.

Gado do mundo coletivamente emitem apenas 100 milhões de toneladas de metano por ano


Segundo o professor Ruxton e seu co-pesquisador David Wilkinson, da Liverpool John Moores University, isto é apenas um quinto do que era produzido quando os dinossauros viveram na Terra.

"Na verdade, nossos cálculos sugerem que estes dinossauros podem ter produzido mais metano do que todas as fontes modernas, naturais e humanos, todss juntos," disse o Sr. Wilkinson para o Sunday Times.

A pesquisa deverá ser publicada em uma revista acadêmica esta semana.


dailymail.co.uk

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Os aborígines da Austrália ... Eles viram os dinossauros?

Os aborígines da Austrália ... Eles viram os dinossauros?

A Selva do Congo, na África, está se tornando cada vez mais conhecida como o refúgio de uma criatura misteriosa chamada Mokele-Mbembe.

Os moradores parecem familiarizados com esta criatura, que é prontamente identificada a partir de desenhos de reconstruções de fósseis como sendo um dinossauro. Poucos percebem, no entanto, que casos semelhantes ocorrem em outras partes do mundo. Aborígenes australianos têm histórias de encontros com monstros enormes, às vezes assustadores, que vão desde os dinossauros a marsupiais gigantes, também acreditavam que há muito se tornaram extintas.

Os aborígenes
O termo "aborígine" é livremente aplicada para as pessoas que estavam vivendo na Austrália na época da colonização europeia há 200 anos. Havia centenas de diferentes tribos espalhadas por todo o continente, variando em sua língua e costumes.

Monstros do tempo dos sonhos
Os mitos e lendas dos povos aborígines, incluindo as seus contos da criação do mundo, são conhecidas como o Dreamtime ( tempo dos sonhos). Esses monstros relatados, muitos dos quais são mitológicas. Outros, no entanto, podem ser referência a criaturas reais. Os aborígines insistem que a existência dessas criaturas em seu passado eram de "carne e osso" existência. Alguns deles são uma reminiscência de animais considerados como pré-histórico, que supostamente se tornaram extintos a dezenas de milhares, ou mesmo milhões de anos atrás.

Aborígines não mantiveram registros escritos, seus conhecimentos e tradições eram passadas oralmente de uma geração para a seguinte. Tais tradições orais tendem a não durar mais de algumas centenas de anos sem ser distorcida fora do reconhecimento. Isso sugere que alguns destes animais poderiam estar vivos na Austrália há cerca de dois a 300 anos atrás, ou ainda mais recentemente.

Tal conclusão pode surpreender a muitos, mas isso explicaria por que os encontros documentados com monstros semelhantes pós-data do tempo da colonização europeia.

O Bunyip Geelong
Por exemplo, o Jornal Geelong, de Victoria, na Austrália, informou em julho 1845 sobre a descoberta dos ossos não fossilizados que faziam parte da articulação do joelho de um animal gigantesco. O jornal informou que foi mostrado a um aborígine que consideravam particularmente inteligente. Ele identificou-o imediatamente como uma "bunyip" osso, e sem hesitar, desenhou a imagem reproduzida.

Quando o osso foi mostrado para outros povos aborígenes que "não tiveram oportunidade de se comunicar uns com os outros," todos eles instantaneamente reconheceram o osso e a imagem como sendo de uma "bunyip", uma palavra comum em algumas línguas aborígenes para um monstro
assustador. Eles deram contas detalhadas, consistentes de onde poucas pessoas que sabiam ter sido morto por um deles. A criatura foi dito ser anfíbio, que colocava ovos, a partir das descrições, parecia combinar "as características de um pássaro e um jacaré", ou seja, um réptil bípede. (Note que não há crocodilos e jacarés na Austrália, exceto em seu extremo norte-Geelong é noextremo sul). Um dos aborígines, chamado Mumbowran, mostrou "várias feridas profundas no peito feito pelas garras do animal."

A descrição e esboço certamente se encaixa bem com alguma forma de dinossauro bípede.
Um grande número de histórias indígenas de criaturas da origem dos dinossauros possível foram coletados por Rex Gilroy,  um evolucionista. Uma vez que devemos ser cautelosos sobre a excessiva dependência desta fonte particular sem confirmação independente, um grande número dos que ele descreve foram omitidos. No entanto, Burrunjor e Kulta, as contas que aparecem abaixo, também apresentam em um livro de Karl zoólogo Shuker.

Burrunjor


Estendendo-se desde o Território do Norte Arnhem Land leste pelo Golfo de Carpentaria para Cape York, ao distrito de Queensland houve-se a história de "Burrunjor." A descrição é uma reminiscência de um alossauro, uma versão menor do Tyrannosaurus well-known. Em 1950, criadores de gado na fronteira entre o Território do Norte de Queensland e alegaram a perda de rebanhos para um bicho estranho que deixava mutilados, meio comidos cadáveres em seu rastro destrutivo. Aborígines também afirmaram ter visto um réptil bípede, de 7 a 8 metros de altura, movendo-se através do matagal perto de Lagoa Creek na Costa do Golfo em 1961.

Algumas partes da vastidão norte da Austrália são ainda pouco exploradas, e grandes áreas estão fechadas para acesso público. Talvez algumas criaturas desconhecidas para a ciência ainda podem ser encontradas lá. Que isso é possível foi mostrado há alguns anos atrás quando uma árvore, o pinheiro Wollemi, foi encontrado em um parque nacional em New South Wales. Os cientistas disseram que era "como encontrar um pequeno dinossauro." A árvore é conhecida a partir de seus fósseis na rocha "da idade do dinossauro", mas estes não são encontrados em qualquer uma das camadas intermediárias. Ao contrário de um animal, uma árvore não pode fugir e se esconder, no entanto, esta árvore era completamente desconhecido para a ciência até recentemente.

Kulta

Algumas partes da Austrália têm tradições de répteis enormes sugestivos de saurópodes de pescoço longo, o grupo de dinossauros que inclui Diplodocus e o Apatosaurus. Por exemplo, Tribos Centrais australianas descrevem "Kulta", como uma serpente gigante que vivia nos pântanos que outrora cobriam a região, e comia plantas. Eles dizem ter uma cabeça pequena, no final de um pescoço longo e estreito, um corpo maciço volumoso suportado por quatro pernas enormes, e uma cauda longa e pontiaguda atrás dela. Isso é semelhante aos contos sobre Wanambi do norte da Austrália, que apresenta em pinturas rupestres aborígenes e Kooleen e Myndie de Victoria.

Infelizmente, as "terras eventualmente todas secaram, as florestas tornaram-se desertos, os pântanos esvaziados, e Kulta morreu". Isso realmente se encaixa nos modelos mais comuns criacionistas da mudança climática após o dilúvio de Noé.

Como a maior parte da água do dilúvio veio de debaixo da terra (Gênesis 7:11 e 8:2), os oceanos pós-diluvianos teriam ficado mais quentes que hoje. Isso teria gerado a umidade extra na atmosfera durante séculos mais tarde, oferecendo condições ideais para uma idade do gelo. Este mesmo aumento na umidade significaria que houve precipitação muito mais séculos depois e inundação em regiões não afetadas pelo gelo.

Eventualmente, os padrões de chuva teriam "normalizado" uma vez que todo o  excesso calor oceânico havia entrado em equilíbrio com a temperatura do ar. Isto é consistente com o ponto de vista universalmente que o coração da Austrália agora-árido era uma vez uma floresta luxuriante ambiente úmido. Assim, os dinossauros da Austrália, pelo menos, podem ter morrido em grande parte como resultado das mudanças ambientais, como vastas áreas do interior implacavelmente secaram.

answersingenesis.org/

Raptorex: Dino 2,7 metros já trazia traços do tiranossauro

Com 2,7 metros, Raptorex tinha 1 centésimo do peso do T. rex.
Fóssil foi localizado recentemente no nordeste da China.
Foto: Todd Marshall

Dinossauro foi protótipo do temido T. rex (Foto: Todd Marshall)

Um dinossauro de 2,7 metros que viveu há 125 milhões de anos já apresentava todos os traços característicos do seu descendente Tiranossauro rex. A descrição do dinossauro recém-descoberto no nordeste da China foi divulgada nesta quinta-feira (17) na edição on-line da revista “Science”. O trabalho foi conduzido pelo paleontólogo da Universidade de Chicago Paul Sereno e outros cinco coautores. “Não há outro exemplo de que me recorde de um caso como esse, em que um animal tenha sido tão bem projetado na escala de 1 centésimo do peso que acabaria tendo”, afirma Sereno.
Foto: Todd Marshall


Fóssil foi localizado no nordeste da China (Foto: Todd Marshall)

O Raptorex é um perfeito protótipo do monstrengo que o sucedeu, incluindo o cabeção, os bracinhos e as pernas muitíssimo propícias para correr atrás das pobres presas. Seu cérebro continha bulbos olfativos avantajados, mesmo caso do T. Rex, indicando um olfato altamente desenvolvido. Com um projeto anatômico tão bem definido em escala menor, o que aconteceu foi que, 90 milhões de anos atrás, o T. Rex, cem vezes maior que o antepassado, dominava completamente a cadeia alimentar tanto na Ásia quanto na América do Norte. O banquete durou até a grande extinção, há 65 milhões de anos, no fim do Período Cretáceo.
Do G1, em São Paulo

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Fim de dinossauros. Asteroide suspeito não poderia ter causado extinção

 Asteroide suspeito não poderia ter causado extinção dos dinossauros
Teoria que indicava asteroides da família Baptistina foi desmentida.
Meteoro atingiu a Terra há 65 milhões de anos.

Dados obtidos pelo telescópio espacial Wise, da Nasa, coloca em dúvida a origem do meteoro que caiu na Terra há 65 milhões de anos e encerrou a era dos dinossauros.


Em 2007, um estudo apontou que o que atingiu a Terra foi um fragmento de um asteroide gigante chamado Baptistina. De acordo com essa teoria, o Baptistina se chocou com outro asteroide no cinturão que fica entre Marte e Júpiter há cerca de 160 milhões de anos, espalhando pelo Sistema Solar detritos do tamanho de montanhas.

Porém, os novos dados obtidos pelo Wise, que usa raios infravermelhos, jogaram a teoria por água abaixo. A sonda observou mais de mil asteroides da família Baptistina – fragmentos de um único corpo original.

Na análise, os cientistas chegaram à conclusão de que a ruptura do Baptistina aconteceu há 80 milhões de anos – metade do que se imaginava. Não haveria, portanto, tempo suficiente para que um desses fragmentos chegasse à Terra a tempo de extinguir os dinossauros.

O cálculo foi possível porque o tamanho e a reflexibilidade dos asteroides indicam o tempo que eles levaram para alcançar as atuais posições. As informações obtidas pelos raios infravermelhos são mais precisas do que as do espectro visível, por isso a evidência pode ser considerada definitiva.

Ilustração retrata o momento em que um asteroide se despedaça no espaço (Foto: Nasa / JPL-Caltech


Do G1



Brasileiros questionam origem do asteroide que extinguiu dinossauros
Astrônomos do Observatório Nacional fizeram observações no Chile.
Asteroide não seria da Família Baptistina, como afirmou estudo americano.


Ilustração mostra uma colisão entre asteroides (Foto: site do Observatório Nacional)
Em 5 de março deste ano, um estudo publicado na revista Science afirmou: o impacto de um grande asteroide, que originou a cratera Chicxulub, no México, foi a causa da extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos. A afirmativa colocou um ponto final na questão e descartou outras hipóteses que buscavam explicar como os gigantescos répteis sumiram da Terra.

Entretanto, uma dupla de astrônomos brasileiros afirma que o asteroide que caiu no México não é o que se acreditava ser. Uma recente pesquisa do Grupo de Planetologia do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, contesta um estudo feito por pesquisadores do South West Research Institute, nos Estados Unidos, em 2007.

O estudo americano anunciou ter sido um fragmento da Família Bapstistina (asteroide 298) que atingiu a Terra onde hoje se localiza a cratera de Chicxulub, no México. Em astronomia, uma família é o conjunto de objetos resultantes de uma colisão entre dois asteroides.

Estudo americano não tinha observações suficientes 
“Nós pesquisamos fragmentos do asteroide que caiu no México”, conta o astrônomo Jorge Carvano.

Ele e a também astrônoma Daniela Lazzaro fizeram ainda uma campanha de observação em alguns telescópios, entre eles o Gemini, no Chile, que tem poderosos espelhos de 8 metros de diâmetro.

Nas observações, eles puderam determinar com grande precisão o albedo, que é a fração da luz solar refletida por um asteroide. “A partir do estudo da composição dos fragmentos e da visualização do albedo, é possível afirmar que a Família Baptistina não tem nada a ver com o asteroide responsável pela extinção dos dinossauros”, enfatiza Carvano.

De acordo com os pesquisadores brasileiros, o valor do albedo de um asteroide originado da Família Baptistina é quase sete vezes maior do que o valor do albedo típico dos meteoritos CM2, que é a composição provável do corpo celeste que gerou a cratera de Chicxulub.

“O estudo americano trabalhou com dinâmica e não com observação dos corpos. Na hora de escolher a teoria, eles não tinham observações suficientes e, por isso, acabaram apoiando uma tese errada”, disse Carvano. A pesquisa dos brasileiros está publicada no site da revista britânica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Pesquisador acredita que nunca vai se saber a origem do asteroide 
De acordo com Jorge Carvano, vai ser muito difícil nomear ou explicar a origem do asteroide que causou a extinção dos dinossauros. “Saber com certeza, eu acho que, provavelmente, nunca saberemos. Já passaram vários asteroides pela Terra, e muitos outros ainda e vão passar”, comentou ele.

Sobre a possibilidade de haver um novo impacto na Terra que cause a extinção da espécie humana e de outras tantas, Carvano acha as previsões alarmistas. “A gente não conhece nenhum objeto que vai cair na Terra. Apenas por volta do ano 2036, o asteroide Apophis vai passar muito perto do nosso planeta”, explica o astrônomo.

Carvano destaca ainda que o diâmetro do Apophis é de algumas centenas de metros, enquanto que o asteroide responsável pela extinção dos dinossauros tinha cerca de 15 quilômetros de diâmetro. “Mesmo se houvesse uma colisão, o estrago seria de proporções muito menores”, afirma.

“No fundo, o que a gente quer é entender a relação e o processo dos asteroides e cometas com a Terra, e com o Sistema Solar como um todo”, ressalta o astrônomo. “Muitos asteroides chegam mais pertos de nós do que a Lua. A gente precisa entender o que acontece para planejar os próximos passos. Quem sabe no futuro, com as novas tecnologias, não vamos poder explorar os recursos minerais dos asteroides”, conclui Carvano.



Bernardo Tabak
Da TV Globo