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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Leões estão ameados com a extinção das savanas africanas


Redução de savanas na África ameaça vida de leões, aponta estudo
Em pouco mais de 50 anos, população de leões caiu 68%.
Avanço demográfico sobre reservas seria um dos principais problemas.

As savanas da África e os leões que vivem ali estão desaparecendo a um ritmo alarmante, com uma redução de dois terços nos últimos 50 anos, segundo estudo publicado nesta semana.

A partir de informações obtidas via satélite, pesquisadores da Universidade Duke, no Reino Unido, descobriram que apenas 32 mil leões vivem agora nas savanas do continente, em comparação com os cerca de 100 mil que habitavam ali em 1960 (uma queda de 68%).

A redução foi particularmente extrema na África ocidental, onde as populações humanas dobraram nas últimas três décadas, segundo estudo publicado na revista "Biodiversity and Conservation". A pesquisa sustenta que menos de 500 leões permanecem na região.
"Só resta 25% de um ecossistema que antes era um terço maior do que o território continental dos Estados Unidos", disse Stuart Pimm, da Escola Nicholas de Meio Ambiente da Universidade de Duke, do Reino Unido.

O cientista explicou que a queda se devia à mudança no uso do solo e ao desmatamento realizado pela crescente população humana que invade o habitat dos leões.
Leões africanos perderam parte de seu habitat nos últimos anos, aponta estudo (Foto: Arquivo/Carley Petesch/AP)

Pimm e seus colegas mapearam as áreas que ainda são favoráveis para a sobrevivência dos leões mediante a utilização de imagens via satélite do Google Earth, informação sobre a densidade da população humana e estimativas sobre a população de leões.
Os pesquisadores descobriram que apenas 67 extensões de savana ao longo do continente, definidas como áreas que recebem entre 25 e 150 centímetros de chuva anual, tem densidade populacional e impacto humano suficientemente baixos para permitir a vida dos leões.

Por outro lado, apenas 10 destas áreas são consideradas "fortalezas", onde os leões têm chances excelentes de sobreviver, muitas delas em parques nacionais.

G1

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dinossauros viveram 700 mil anos além da extinção em massa do no final do período Cretáceo


Para os paleontologistas, os dinossauros foram extintos entre 66,5 e 66 milhões de anos atrás, quando os restos do impacto de um grande meteorito bloquearam o sol e alteraram de forma drástica o clima e a vegetação. Porém, um osso de dinossauro recém descoberto no Novo México contradiz esses dados científicos.

Pesquisadores da Universidade de Alberta encontraram um fêmur fossilizado de um hadrossauro que possui apenas 64,8 milhões de anos de idade, mostrando que os dinossauros viveram 700 mil anos além da extinção final no período Cretáceo.


Os investigadores acreditam que estes dinossauros herbívoros foram capazes de sobreviver devido a alguma vegetação que tenha resistido à mudança de clima, permitindo-lhes comer. Atualmente, eles procuram descobrir se ovos de dinossauro podem ter sobrevivido ao período, o que também explicaria a sobrevivência dos hadrossauros.

A data da extinção em massa foi determinada a partir da tradicional técnica da cronologia relativa, que estima a idade de um fóssil através das camadas de sedimentos presentes no corpo orgânico ou no lugar onde foi encontrado. Contudo, forças ambientais e geológicas podem causar alterações na localização do fóssil ou nas camadas de sedimentos, levando a uma estimativa imprecisa de sua idade.

O coordenador do estudo, Larry Heaman, explica que para descobrir a idade do osso recém descoberto, sua equipe utilizou uma técnica diferente de datação, chamada de método U-Pb (urânio-chumbo). Este procedimento usa um feixe de laser para “derrubar” as minúsculas partículas do fóssil, as quais são submetidas a uma análise isotópica e determinam a idade e o tipo de alimento com que o dinossauro se alimentou.
Segundo os pesquisadores, esse método é bastante preciso devido aos altos níveis de urânio que os ossos fossilizados apresentam. Com o passar do tempo, esses pequenos átomos vão decaindo, e determinar a composição isotópica do chumbo nos ossos leva à sua idade absoluta.

Agora, os cientistas planejam utilizar o método de datação U-Pb para mensurar a idade absoluta de outros fósseis de dinossauros. A expectativa é que esta técnica possa substituir a cronologia relativa, e será usada para reescrever a história da extinção dos dinossauros. [DailyTech]


Quanto tempo levou para a Terra se recuperar da maior extinção em massa?

250 milhões de anos atrás, a crise do fim do período Permiano atingiu a Terra. Foi o pior desastre do tipo: a maior extinção em massa do nosso planeta, que nos fez perder 90% das espécies (estimativas chegam a dizer que até 99% da vida na Terra se extinguiu).

Alguns acreditam que a causa dessa extinção foi o impacto de um meteorito ou uma atividade vulcânica. Outros pesquisadores dizem que a crise desencadeou uma série de choques físicos ambientais, como o aquecimento global, a chuva ácida, a acidificação do oceano e a anoxia (ausência de oxigênio) dos oceanos. A conclusão, de qualquer forma, é de que esse desastre alterou a composição do ar radicalmente no planeta.
A intensidade dessa crise, e crises sucessivas, fizeram com que levasse cerca de 10 milhões de anos para a vida na Terra se recuperar, de acordo com um novo estudo feito por Zhong-Qiang Chen, da Universidade de Geociências em Wuhan, China, e Michael Benton, da Universidade de Bristol, Reino Unido.

Nós, seres humanos, já causamos a extinção de espécies do planeta. Durante o nosso “mandato”, estimativas sugerem que dizimamos cerca de mil espécies de animais. Como existem (de que temos conhecimento) cerca de 8 milhões de espécies vivas hoje, isso significa que, mesmo de acordo com as estimativas mais pessimistas, acabamos com 0,01% de toda a vida animal.

Isso certamente não é motivo de orgulho, mas é muito pouco quando comparado com as grandes extinções da natureza. A comparação serve para você entender a gravidade da situação; nesse cenário, será que 10 milhões de anos foi muito tempo para tal recuperação?

A crise principal foi dramática o suficiente, mas cinco a seis milhões de anos após o desastre, o mundo continuou enfrentando condições péssimas para a existência da vida, como crises repetidas de carbono e de oxigênio, além de aquecimento global.

Essas condições não propícias impediram que os cerca de 10% das espécies sobreviventes se recuperassem rápido. Alguns até conseguiram se recuperar de forma relativamente rápida, mas a formação de sistemas complexos permanentes só foi possível após cerca de cinco milhões de anos.

Passada a gravidade dessas crises ambientais, novos grupos de animais surgiram no mar, como caranguejos, lagostas e répteis marinhos, que formaram a base dos futuros ecossistemas modernos.

Aquecimento global, chuva ácida, acidificação dos oceanos… Esses não são termos estranhos para nós, não é? Se tudo isso foi capaz de dizimar no mínimo 90% das espécies da Terra no passado, o que impede de isso acontecer de novo?
“As causas da morte das espécies – o aquecimento global, a chuva ácida, a acidificação dos oceanos – soam estranhamente familiares para nós hoje. Talvez possamos aprender alguma coisa com estes acontecimentos antigos”, disse o professor britânico Benton.

E é melhor aprendermos mesmo, a não ser que estejamos dispostos a esperar mais 10 milhões de anos por uma segunda chance.[ScienceDaily, Listverse]

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sexo feminino será artigo de luxo se taxas de natalidade não mudarem, diz estudo da ONU


Mulheres entrarão em extinção, diz estudo da ONU

Você, pobre leitora que não consegue namorado, pode comemorar, porque tempos melhores vêm por aí.

De acordo com um estudo elaborado pela ONU, as mulheres serão artigo de luxo e ficarão cada vez mais disputadas porque --pasmem-- entrarão em extinção.

O estudo, reproduzido na "Economist", diz que as mulheres não terão filhas suficientes para substitui-las, a não ser que as taxas de fertilidade mudem radicalmente nos 83 países e territórios pesquisados.

Em Hong Kong, por exemplo, um grupo de mil mulheres daria à luz 547 meninas com as taxas de fertilidade atuais. Essas 547 meninas dariam origem a apenas 299 crianças do sexo feminino e assim por diante.

Nos cálculos da "Economist", que levou em conta também a idade média em que as mulheres têm filhos em cada país, em 25 gerações a população feminina do país passará de 3,75 milhões para apenas uma, que nascerá no ano 2.798.

Pelos mesmos cálculos, países como Japão, Alemanha, Rússia, Itália e Espanha não verão o próximo milênio.

Mas, calma, dos países pesquisados, o Brasil é o que está na melhor situação.

Por aqui, a última mulher só vai nascer por volta do ano 5.000.

David W Cerny/Reuters
Garotos observam mulher tomando sol; sexo feminino será artigo de luxo se taxas de natalidade não mudarem




Folha

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fazenda de cultivo de pérolas está ameaçada de extinção

Fazenda de cultivo de pérolas está ameaçada de extinção
A China é a maior emissora de gases que provocam o efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento e as mudanças climáticas.


As mudanças no clima, acredite, podem afetar até a produção de perólas no mundo. Nossa viagem pelos lugares que mais sofrem com o aquecimento global chega, hoje, ao país campeão de poluição. Curiosamente, é, também, o país que mais investe em soluções.

Apenas 30 anos separam a China, da fome e da miséria. A maior história de ascensão social da humanidade, que transforma as vidas de 1,3 bilhões de pessoas numa velocidade vertiginosa tem um custo.

A China é a maior emissora de gases que provocam o efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento e as mudanças climáticas.

Na província de Shanxi, o coração negro da China, centro da produção de carvão, num país que é quase todo assentado sobre um imenso lençol subterrâneo do mineral. O carvão é a energia da China. O carvão vendido na beira da estrada é para cozinhar e aquecer as casas no inverno. E é o carvão que garante a energia barata e abundante das indústrias que já fizeram da China a segunda potência econômica do mundo.

Nenhuma outra fonte de energia é tão suja. As cinzas e metais resultantes da queima cobrem o país. Empalidecem o sol. Fazem as cidades desaparecerem na névoa. A ponte mergulhar no vazio. Os chineses sofrem com essa poluição de partículas que flutuam sobre as cidades.

Lin Fen, na província de Shanxi, tem 7 milhões de moradores. Mas seria só mais uma mega cidade do interior, não fosse a notoriedade que ganhou por causa da poluição.

Em 2006 quando o Banco Mundial apontou Lin Fen como a cidade mais poluída do planeta, dizia-se que o ar aqui era tão denso que dava pra pegar com a mão. Pro governo chinês, limpar a cidade virou questão de honra. O investimento foi pesado. Hoje, num bom dia, Lin Fen ainda é mais poluída que São Paulo no seu pior dia do ano. Agora é possível enxergar o que está a 100 metros de distância.

Cem metros, e não muito mais. Mas o velhinho comemora: “antes eu olhava pra cima não via o sol. De noite, não via a lua ou as estrelas. Durante anos não via nada”, lamenta.

O estudante universitário disse que ficou dois anos aqui sem saber que havia montanhas ao redor da cidade. Parece contradição, mas a redução da poluição que é boa para Lin Fen é ruim para o planeta. É que os filtros instalados nas chaminés seguram as partículas maiores presentes na poluição. Não os gases que provocam o efeito estufa.

Entenda o que acontece:

Enquanto os gases como o carbônico impedem que o calor saia da atmosfera - daí o nome efeito estufa - as partículas do carvão funcionam como um espelho, rebatendo o calor do sol de volta pro espaço. Sem as partículas, a temperatura na Terra aumenta ainda mais.

Para a saúde do povo, é essencial limpar as partículas, explica o cientista Brian Hoskins. Mas em termos de aquecimento global, preocupa. Porque limpando as partículas sem limpar os gases de efeito estufa, vamos ter ainda mais aquecimento.

E as emissões de gases da China dispararam desde que começaram as reformas econômicas. De 2000 para cá, quase dobraram. Mas o maior poluidor do planeta também lidera no campo oposto: é o país que mais investe em energia limpa. Só no ano passado, US$ 35 bilhões - o dobro dos Estados Unidos.

A 200 quilômetros de Pequim, o primeiro projeto chinês que gera eletricidade do vento, ligado diretamente à rede de energia. Em todo o país, a produção dessa energia, a eólica, é equivalente a uma vez e meia a da usina de Itaipú, ainda a maior do mundo.

Treze milhões de novos carros nas ruas por ano, ao mesmo tempo em que o governo investe em transporte coletivo, como metrô. Até 2020, serão 16 mil quilômetros de linha de trem de alta velocidade - três vezes do Oiapoque ao Chuí.

Em uma vila, perto de Xangai, um centro de treinamento militar para estudantes do colegial ganhou um segundo telhado, feito de painéis solares, com capacidade para atender a 2,5 mil famílias.

É uma experiência que vai ser estendida ao resto do país. Por enquanto o custo de cada quilowatt produzido aqui ainda é de dez vezes maior do que a energia produzida pelo carvão. Mas ninguém duvida da capacidade da China fazer o custo baixar como já fez com tantos outros produtos: produzindo em larga escala, aos milhões.

Como já fez com os painéis usados para aquecer água. Quase todas as casas e pequenos prédios têm um. Pode ser comprado e instalado pelo equivalente a R$ 250.

O cientista inglês diz que já chamou a atenção do seu governo: “temos que nos preocupar com o fato de que a China vai ser a líder mundial em tecnologia verde. E todos vamos depender dos chineses”.

Mas tudo isso ainda não se traduz numa boa noticia para o planeta. O governo da China já disse que, para garantir o crescimento econômico, as emissões vão continuar aumentando, durante muitos anos, antes de começarem a estabilizar e cair. A velocidade com que a China chegar lá, vai determinar o futuro do planeta.

A China tem pressa. Seus principais rios nascem no Himalaia, como as outras cadeias de montanhas do mundo estão perdendo gelo.

As mudanças do clima estão deixando o seco vale do Rio Amarelo ainda mais árido. No centro e no sul as cheias já estão mais devastadadoras. Da água do Yangtsé, depende a maior parte da produção do arroz que alimenta 1,3 bilhão de bocas.

Na planície alagada as mudanças climáticas ameaçam também uma atividade milionária. Nas águas escuras, são cultivadas ostras que servem para mais do que alimentar o povo. Tiradas vivas da água, são submetidas a uma pequena cirurgia. Uma inseminação artificial, para produzir pérolas.

Depois de cultivadas as ostras estão sendo devolvidas aqui pra água. Agora é só esperar pras pérolas aparecerem. O rapaz traz duas ostras, abre, e a repórter não resiste à tentação de fazer essa colheita. São 24 pérolas dentro de uma ostra só.

Parece uma fábrica. Mas é uma linha de seleção de pérolas. A empresa produz duzentas toneladas por ano. Cores, tamanhos, a pérola que o cliente procurar, a empresas da rica cidade de Zhuji tem para oferecer. Agora num shopping center imenso, todo dedicado a essa vaidade.

Um milhão de pessoas dependem direta ou indiretamente do cultivo de pérolas.
Um milagre que se processa na água só em condições perfeitas. Alguns graus a mais na água... E tudo pode se perder.

Fonte: Fantástico

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ursos polares e a dupla ameaça: o degelo no ártico e os poluentes orgânicos

Os ursos polares, animais símbolos do Ártico, estão sob ameaça dupla: o desafio da mudança climática e os produtos químicos que não estão se degradando nas  águas frias da região.

A pesquisa publicada na revista journal Science of The Total  mostra que o recuo do gelo marinho no Ártico pode aumentar a exposição de espécies como os ursos polares aos poluentes orgânicos persistentes, que incluem retardadores de chamas e as substâncias utilizadas para endurecer plásticos.

Os cientistas acreditam que os poluentes, presos no gelo polar durante décadas, poderiam ser liberados para o oceano como o gelo derrete devido às alterações climáticas.

Estima-se que durante o verão a cobertura de gelo do mar do Ártico esteja até um terço menor do que era há trinta anos.

De acordo com o co-autor o professor Bjorn Munro Jenssen, um eco-toxicologista da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), os ursos polares estão particularmente em risco, porque eles estão no topo da cadeia alimentar do Ártico.

"Estes contaminantes são bio-bio-acumulantes e ampliam-se por  toda cadeia alimentar. Assim, quanto maior for, maior a contaminantes", diz o professor Munro Jenssen.

O fato de a refeição preferida de um urso polar é o selo não ajuda.

"Estes contaminantes se acumulam na gordura e os ursos polares que come a gordura de focas. E eles comem talvez algumas centenas ou milhares de selos por ano", disse ele.

"Esses poluentes são tóxicos, mesmo em baixas concentrações. Então, eles podem afetar o sistema hormonal, o sistema imunitário, provavelmente, a taxa de reprodução ea sobrevivência dos ursos ... talvez não muito, mas o suficiente para ter um efeito sobre o número de os ursos polares ".

Mesmo que o Ártico abranja uma vasta área, estima-se que, atualmente, existam apenas 20.000 a 25.000 ursos polares.

As mudanças climáticas

Professor Munro Jenssen acredita que as alterações climáticas provocarão uma mudança na propagação de contaminantes em todo o mundo.

"Nós pensamos que a taxa de contaminantes de áreas povoadas ao Ártico pode aumentar", diz ele.

"Quando o gelo derrete, virão amis contaminantes  para o meio ambiente o que provavelmente irá tornar os animais mais expostos por mais tempo."

Apesar do seu aspecto primitivo, as concentrações de compostos de origem humana no ártico são altos.

Ar e correntes de água trazem poluição dos países industrializados a milhares de quilômetros de distância.

"[Eles] começam a se condensar e ... eles ficam no Ártico, porque as temperaturas são muito baixas", diz o Dr. Reinhold Fieler de Akvaplan Niva, um consultor ambiental especializada no Ártico.

"Então nós temos PCBs (bifenilas policloradas) e de substâncias hidro-gasosa que ... permanecem na área e contaminam os animais", diz ele.

"Eles vão qse degradar, mas leva um tempo muito maior (no Ártico)".

As alterações hormonais

Dr Fieler está particularmente preocupado com um grupo de compostos usados para proteger os plásticos, que imitam os hormônios.

"Eles mudam o sistema hormonal dos animais de modo que alguns ursos polares que realmente mudam os ursos do sexo feminino para o masculino", disse ele.

A boa notícia, segundo o professor Munro Jenssen, é que o urso polar já demonstrou que pode se adaptar às mudanças climáticas.

"A partir de 9000-6000 anos atrás, provavelmente o Ártico foi muito mais quente do que é hoje, e os ursos polares sobreviveram a esse período."

Mas ele diz que o fator complicador de contaminantes químicos podem prejudicar esta adaptação.

"Então, para a biodiversidade no Árctico será uma grande perda, porque o número de animais provavelmente se tornará muito baixo."

Fonte: ABC News