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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Interdição provisória mantém Maníaco da Cruz fora do convívio social

Interdição provisória mantém Maníaco da Cruz em Unei de Ponta Porã
CG News

Vencido o prazo máximo de internação previsto pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Maníaco da Cruz, como ficou conhecido Dionathan Celestrino, permanece fora do convívio social por força de uma interdição provisória.

Esta foi a justificativa da 2ª Câmara Criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para negar, no início deste mês, o pedido de habeas corpus ao jovem de 19 anos. A Defensoria Pública alegava que o prazo máximo de permanência em Unei é de três anos.

Contudo, conforme o TJ, ele não permanece internado em razão da medida socioeducativa, mas, agora, por determinação decorrente da interdição provisória.

Para a justiça de Ponta Porã, que deferiu o pedido de interdição, mesmo que os laudos não comprovem categoricamente a condição de insano, servem para demonstrar que ele não tem condições de voltar ao convívio social.

Ainda segundo a decisão, o maníaco deve ser internado compulsoriamente em um hospital psiquiátrico. Até o cumprimento da decisão, ele pode permanecer na Unei Mitaí, em Ponta Porã, onde está desde outubro de 2008.

O pedido de interdição foi feito pelo MPE (Ministério Público Estadual). A interdição cível é autorizada quando comprovada grave doença mental.

O recurso foi utilizado no caso de Champinha, apreendido aos 16 anos por envolvimento nas mortes de Liana Friedenbach e Felipe Caffé. O casal de namorados foi assassinado em 2003, em Juquitiba (SP).

Após o prazo de internação, ele foi levado para uma unidade experimental de saúde. O Ministério Público obteve a interdição ao alegar que o rapaz sofre de problemas mentais e não pode voltar a viver em sociedade.

Após o TJ negar o habeas corpus, a Defensoria informou que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para colocar Dionathan em liberdade.
Em 2008, quando tinha 16 anos, ele ficou conhecido como o "Maníaco da Cruz" por ter matado em Rio Brilhante (MS) três pessoas tidas por ele como pecadoras, “impuras”.

O jovem deixava os corpos em forma de cruz para, segundo ele, ajudar na “salvação” de sua alma. No peito de sua primeira vítima, ele escreveu com uma faca  “INRI” (Jesus Nazareno Rei dos Judeus). 
Até o ano passado, Celestrino estava internado em uma unidade sócio-educativa de jovens. 

Vítimas - O primeiro a morrer foi o pedreiro Catalino Gardena, que era alcoólatra. O crime foi em 2 de julho de 2008. A segunda vítima foi a frentista homossexual Letícia Neves de Oliveira, encontrada morta em um túmulo de cemitério, no dia 24 de agosto.

A terceira e última vítima foi Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada morta seminua em uma obra, no dia 3 de outubro. Dionathan foi apreendido no dia 9 de outubro, seis dias após o último assassinato, em casa. No quarto dele havia pôster do Maníaco do Parque e de um diabo.

Para cometer os crimes ele utilizava luvas cirúrgicas. O maníaco estrangulava as vítimas e terminava de matá-las com faca, arma com a qual ele escreveu INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) no peito do primeiro alvo. Os corpos das vítimas eram colocados em forma de cruz.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"Maníaco da moto" que atacava mulheres em Vitória, é preso em Minas Gerais

O acusado que foi identificado pelas iniciais R.A.D.P. foi localizado no município de Timóteo



foto: Marcos Fernandez - NA

Reprodução do retrato falado do maníaco da moto 

 O "maníaco da moto" que atacava mulheres em Vitória, foi preso na manhã deste domingo (17) pela Diretoria de Inteligência da Polícia Militar. O acusado que foi identificado pelas iniciais R.A.D.P, foi localizado no município de Timóteo, em Minas Gerais.

 O maníaco atacava as vítimas no início da manhã, por voltas das 7h, usando uma arma para intimidar as mulheres. A maioria dos ataques ocorreu na região da Grande Maruípe. O último foi registrado na quarta-feira (13), quando uma mulher de 50 anos foi atacada.

Os policiais cumpriram um mandado de prisão expedido pela Justiça do Espírito Santo, pelos crimes cometidos em Vitória. O acusado foi entregue ao Departamento de Polícia Judiciária de Ipatinga, em Minas Gerais, e deverá ser transferido para o Espírito Santo nos próximos dias.


Fonte: G1

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Maníaco da tesoura matava mulheres para combater 'prostituição'

O agente penitenciário Edmar Silva confessou seis mortes. Ele afirmou que matava para "fazer o trabalho sujo que a polícia não podia fazer"

Edmar Silva Rodrigues Júnior, o maníaco
 da tesoura, foi preso pela Polícia Civil
O homem acusado de matar prostitutas da região de São Geraldo, na Serra, foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (28). Em depoimento, o agente penitenciário Edmar Silva Rodrigues Júnior, de 37 anos - o maníaco da tesoura - confessou seis assassinatos e uma tentativa de homicídio. Ele também afirmou que cometia os crimes para combater o tráfico de drogas e a prostituição.

Edmar Silva Rodrigues Júnior foi apresentado à imprensa nesta quinta-feira. Ele foi preso após uma mulher, vítima de ataque a tesouradas, sobreviveu e procurou a polícia. Ela contou que o criminoso agia em um Monza de cor escura e ainda passou trecho da placa do veículo.

A partir dos dados, os policiais chegaram à casa do maníaco, onde encontraram a faca usada nos crimes e roupas íntimas de uma das vítimas.

O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegado André Cunha, afirmou que Edmar aparenta sofrer de perturbações mentais e que ele será submetido a avaliações psicológicas.

"Ele tenta se justificar afirmando que as execuções foram em virtude de uma ficção de combater o tráfico de drogas. Percebe-se que ele tem uma frustração por não ter ingressado na força policial. Ele chega a dizer que faz o serviço sujo que a polícia não pode fazer", disse.

O delegado destacou também que o maníaco, nos depoimentos, se mostrava orgulhoso ao dizer que os golpes com faca ou tesoura eram dados em pontos vitais.

André Cunha salientou que o suspeito, em depoimento, revelou que nas investidas fazia abordagem como se fosse um policial, algemava as mulheres e tentava extrair delas a identidade do traficante da região.

"Ele fazia a abordagem como se fosse policial, algemava as moças como se fosse uma detenção e apresentava uma espécie de carteira similiar à policial. Ele levava as moças para um local distantes da abordagem, tentava extrair delas quem era o traficante da região, mas mesmo dependente de drogas, muitas não sabiam", frisou.

Cemitério clandestino

Após ser preso, na terça-feira, os policiais percorreram com o criminoso o caminho que ele fazia desde a abordagem às vítimas até a desova dos cadáveres. Edmar levou os policiais até Maringá, na Serra, onde foram encontradas ossadas humanas no dia 13 de dezembro. O maníaco confessou que jogou os corpos de cinco vítimas no local.

Em depoimento, Edmar disse que a repercussão do cemitério clandestino na imprensa fez com que ele desovasse a sexta vítima numa estrada de chão que dá acesso à lagoa Jacuném, no bairro Civit I, na Serra.

A Gazeta

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Maníaco da tesoura é suspeito de matar prostituta na Serra

A mulher estava nua e com furos pelo corpo provocados por arma branca



A Polícia Civil suspeita de que o autor de um crime brutal na Serra tenha sido praticado pelo "maníaco da tesoura". Na tarde desta quinta-feira (23), o corpo de uma mulher, aparentando 20 anos de idade, foi encontrado no bairro Civit I, numa estrada de chão que dá acesso à lagoa Jacuném, na Serra. A mulher estava nua e com furos pelo corpo provocados por arma branca. A mulher, ainda não identificada, era garota de programa. Ela atuava no bairro São Geraldo.

As investigações policiais apontaram que o maníaco se apresenta a prostitutas como cliente, algema e mata as mulheres com golpes de tesouras. Ainda não há informações sobre a quantidade de vítimas do suposto maníaco.

Segundo o titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV), Josafá da Silva, três garotas de programa já haviam sido vítimas de tentativa de assassinato de um homem que as abordou em um carro com vidros escuros. À polícia, elas disseram que foram abordadas no bairro São Geraldo por um homem fisicamente forte que disse querer um programa.

Em depoimento, elas disseram ainda que o homem teria dirigido até a região de Civit I, onde tentou matá-las usando uma tesoura. "Na próxima semana, nós iremos apresentar as fotos do corpo da vítima para essas mulheres que conseguiram escapar do maníaco para saber se elas se conheciam. Tudo leva a crer que se trata do mesmo criminoso", disse Josafá.

Cemitério clandestino

O delegado suspeita ainda que o caso tenha relação com o cemitério clandestino encontrado pela Polícia Militar em um matagal em Maringá, no município, no dia 13 de dezembro. Após denúncia de moradores, foram encontrados quatro corpos em estado adiantado de decomposição. Na ocasião, o delegado suspeitou de que três dos quatro corpos eram de mulheres.

A Gazeta

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Maníaco da cruz: adolescente matava para livrar suas vítimas do "pecado"

Maníaco da cruz escolhia vítimas pela ‘vida desregrada’ que levavam

João Prestes e Marcelo Eduardo

O adolescente detido nesta madrugada e apontado pela Polícia como autor de três homicídios em Rio Brilhante, popularmente conhecido como maníaco da cruz, escolhia suas vítimas pelo modo de vida que levavam, disse a delegada Maria de Lourdes, da Deaj (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), que cuida do caso. Seu desejo era superar o ídolo, o ‘maníaco do parque’, o Francisco de Assis Pereira, que começou a matar com 17 anos e vitimou 6 mulheres e atacou outras 9 na década de 90, no Parque do Estado, zona sul de São Paulo.

Crédito da Imagem: Campo Grande News
O que ele entendia por ‘vida desregrada’ eram pessoas com vida sexual ativa. Sua primeira vítima, Catalino Gardena, de 30 anos, morto dia 24 de julho, seria homossexual. A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, morta dia 24 de agosto e a terceira, Gleice Kelly da Silva, de apenas 13 anos, morta na terça-feira (6). Quando foi atacada, Gleice havia saído para dormir na casa de uma amiga. Segundo o rapaz, ela estava “muito arrumada” e por isso entendeu que iria para uma festa.

Segundo a delegada, primeiro o adolescente se aproximava das vítimas, começava a indagar sobre sua vida. Para as mulheres indagava até quantas relações sexuais tiveram, se acreditavam em Deus, se gostavam da vida que levavam. Para cometer o crime, segundo a delegada, o rapaz colocava uma mão sobre o pescoço e com a outra segurava uma faca encostada na barriga da vítima, e a levava até o local da morte.


Após desacordar a vítima, com esganadura ou um golpe, o rapaz preparava o ritual de sacrifício. Antes de matar ainda indagava se a vítima continuava acreditando em Deus. A posição de crucificação era para que as vítimas se encontrassem com ‘seu deus’ depois de mortas.

A delegada não revela como chegou até o jovem. Disse que foram usadas “todos os métodos”. Uma das vítimas teria sido poupada pelo jovem porque na hora da morte ele acreditou que, de fato, ela cria em Deus. Essa mulher não levou a Polícia até o autor, mas teria confirmado ser ele. A Polícia já estava na pista, segundo a delegada.

A detenção aconteceu no início da manhã. Em princípio ele negou, mas depois confessou os crimes.

No quarto do rapaz havia fotos de maníacos – como o maníaco do parque, objetos das vítimas (camiseta, corrente, dois aparelhos celulares) e recortes de jornais com as notícias do caso. Foi apreendida uma faca na casa, que, segundo a delegada, seria a arma do crime. A primeira vítima foi esfaqueada; as outras, esganadas. Mas o rapaz usava a faca para dominar as vítimas. O adolescente está recolhido na DEAIJ. (Fonte: midiamax)

Adolescente matava para livrar suas vítimas do "pecado"

O adolescente de 16 anos que matou três pessoas em Rio Brilhante e que ficou conhecido como “maníaco da cruz” é frio e não apresenta nenhum arrependimento diante de seus atos. Além disso, a polícia descarta qualquer envolvimento de uma segunda pessoa nas mortes.

A delegada da Delegacia da Infância e Juventude (DEIAJ), Maria de Lourdes Souza afirmou em vários momentos que o adolescente era frio e que antes de matar as vítimas, realizava um questionário com elas, perguntando se tinham namorado, se já haviam mantido relação sexual e se acreditavam em Deus. “Ele usava essas perguntas para saber se as pessoas eram “pecadoras ou não” e caso avaliasse que sim, ele as matava”, afirmou a delegada.

Delegada Maria de Lourdes mostra as notícias
 sobre o crime que o menor estava colecionando
Foto: Marcelo Victor / Capital News
Tanto é verdade que a delegada informou sobre a existência de uma vítima que saiu com vida de um atentado do adolescente, já que segundo ele, ela não seria pecadora. “Segundo sua própria visão e critérios ele declarava se a pessoas tinha ou não pecados. Para ele, as mortes que ele praticou foram um bem que fez à humanidade”, declarou a delegada. O nome da vítima que saiu com vida não foi informado para resguardar sua identidade.

Maria de Lourdes contou ainda que o adolescente disse que acreditava em Deus e que praticou os crimes para “expiar” os pecados das vítimas, concedendo a elas uma “libertação espiritual”.

Ele também relatou à polícia que agia normalmente durante a manhã e que à noite praticava os crimes, mas seus pais nunca desconfiaram de nada porque ele sempre chegava em casa nos horários previstos.

O adolescente confirmou ainda que era mesmo fã do maníaco do parque. Um canivete e uma faca utilizadas nas mortes foram encontradas no quarto do adolescente, além de revistas pornográficas, as quais ele relatou que utilizava para se basear nas características das vítimas que escolheria, considerando-as pecadoras ou não.

O garoto utilizava luvas para matar as vítimas, um 
canivete e uma faca Foto: Marcelo Victor / Capital News
A delegada Maria de Lourdes ressaltou que em vários momentos durante seu depoimento, o adolescente deixou claro que nunca quis estuprar as garotas assassinadas e que praticou os crimes de modo a libertar suas almas. “Ele criou uma religião para si. Disse que acreditava em um deus, mas para mim o deus dele é Satã”, afirmou horrorizada Maria de Lourdes.

A polícia destacou ainda que recortes de jornais com as notícias das mortes de suas vítimas foram encontradas no quarto do adolescente que ele aparentava sentir orgulho de ver seus atos estampados nos jornais.

Vítimas
A primeira vítima do adolescente, Catalino Gardena, de 30 anos, era vizinho do adolescente. Ele era servente de pedreiro e também alcoólatra. Conforme depoimento do assassino, a vítima o havia assediado, pedindo para manter relações sexuais com ele. Levando Catalino “na conversa”, chegou perto de um matagal e enforcou a vítima com o próprio cinto. Encostou os ouvidos no peito do servente para saber se ainda havia batimentos cardíacos e como sentiu a pulsação, resolveu cravar um canivete em seu coração e logo depois escreveu a inscrição INRI em seu peito, que significa “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”.

Já quando matou a jovem de 22 anos, Letícia Neves de Oliveira, ele contou à polícia que fez as três perguntas de praxe para ela, a ameaçou, levando-a para o cemitério, onde a asfixiou com um “mata-leão”. A garota tinha um crucifixo tatuado em seu peito e portanto ele julgou não ser necessário inscrever nada em seu corpo.

A última e terceira vítima do adolescente, uma menor de 13 anos de idade, foi abordada coma as mesmas perguntas e ameaçada a ir com ele até a construção abandonada. Ali chegando ele realizou um ritual para expiar os pecados da vítima e a enforcou também com um “mata-leão”. Nesse caso ele não achou necessário inscrever nada no corpo da vítima, mas escreveu uma carta em códigos em que fazia um pedido pelo perdão dos pecados da menor.

Medidas
Segundo a delegada da DEIAJ, o adolescente vai ser encaminhado a uma Unidade Educacional de Internação (Unei), mas terá tratamento diferenciado. “Ele apresenta distúrbios psicológicos e se não for tratado de modo diferente ele pode muito bem cumprir toda sua pena na Unei, sair de lá e continuar matando pessoas”, avaliou a delegada.

O adolescente freqüentou a escola até o 9º ano do Ensino Fundamental, até julho deste ano, quando praticou seu primeiro crime. A partir de então ele resolveu se dedicar à sua meta, que era matar pessoas para libertá-las e “fazer um favor ao mundo”, segundo palavras da delegada.

Ele é de família simples, atuava como marceneiro e os pais estão horrorizados com os atos do filho.
Fonte: Capital News

Vídeo: Manicaco da cruz, adolecente assassino de 16 anos é preso. 
Assassino da Cruz queria matar mais que o maníaco do Parque


Revistas pornográficas levavam adolescente a definir quem era "vadia" ou não.

Um garoto de boa aparência, sociável e trabalhador. Ao falar de seus crimes, frio e vaidoso. Este é o perfil do adolescente de 16 anos, apreendido na madrugada desta quinta-feira após confessar três assassinatos em série, em Rio Brilhante.

Ele disse que escolhia as vítimas aleatoriamente e após uma conversa, que na verdade era uma entrevista, ele classificava a pessoa como “pura” ou “impura” e com base nisso, se ela deveria ou não continuar vivendo.

Inspirado em Francisco de Assis Pereira, que ficou conhecido como “Maníaco do Parque” pelos crimes cometidos em São Paulo, há uma década, o garoto tinha como meta ultrapassar o número de assassinatos cometidos por Pereira. A delegada titular da Deaij (Delegacia Especializada na Infância e Juventude), Maria de Lourdes Souza Cano, conta que o garoto calculou que se Assis começou a cometer crimes aos 17 anos e conseguiu fazer 18 vítimas, ele, com 16 anos, faria mais.

O primeiro assassinato foi no dia 24 de julho. O adolescente disse que o pedreiro Catalino Cardena, 33 anos, teria o assediado, propondo manter relações sexuais e por isso resolveu mata-lo. Catalino recebeu um golpe de faca e depois o adolescente usou um canivete para escrever INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) no peito dele. Depois de cometer o primeiro crime, o adolescente não voltou mais à escola, onde cursava o 9º ano do Ensino Fundamental.

Um mês depois Letícia Neves de Oliveira, 22 anos era assassinada. O rapaz a abordou próximo da casa dela, que fica em frente ao cemitério e começou a conversar. No diálogo ele perguntava primeiro se a pessoa acreditava em Deus, depois se tinha namorado e se já havia mantido relações sexuais. Letícia seria também, homossexual e o adolescente julgou que ela deveria morrer. Em todos os casos ele aplicava uma gravata na vítima e, encostando uma faca no corpo dela, a obrigava a ir ao local onde consumaria o assassinato.

Letícia foi morta por estrangulamento e deixada sobre um túmulo e despida. Como ela tinha uma tatuagem de cruz no peito ele resolveu não deixar marca. Em setembro não houve crime. O garoto chegou a abordar e conversar com uma garota, chamada Carla, mas considerou que ela “era pura” e que não merecia morrer. A garota foi ouvida pela polícia, como única testemunha, e confirmou a abordagem.

O último crime foi nesta semana. O corpo de Gleice Kelly da Silva, 13 anos, foi encontrado em um terreno baldio no assentamento Por do Sol, sem a blusa e o sutiã. Esta vítima o adolescente classificou como “desobediente” porque se negou a ficar de costas para que ele a estrangulasse. Próximo ao corpo ele deixou um bilhete com várias cruzes e letras soltas que, dentre as possibilidades, formava a palavra “INFERNO”.

O rapaz não mostra arrependimento. Ele conta que no momento em que estrangulava as vítimas perguntava: “E agora, você acredita no seu Deus”. Segundo ele, na maioria das vezes, em pânico a vítima dava resposta negativa. Depois que a vítima desfalecia, ele conferia se o coração ainda batia. No caso de Gleice ele chegou a pensar em terminar de matá-la com uma faca, mas como estava sem ponta voltou a estrangular a adolescente até que ela morresse.


Maníaco da cruz – Os assassinatos em série ficaram conhecidos como crimes do “maníaco da cruz” porque tinham uma peculiaridade: os corpos eram colocados em posição de crucificação, com as penas cruzadas e os braços abertos. O adolescente disse, em depoimento, que isso era para que as vítimas “encontrassem seu Deus”. O adolescente diz cultuar a imagem de satanás e acredita que estava ajudando as pessoas que matavam a ficarem próximas do Deus em que elas acreditavam.
Meticuloso, ele usava luvas cirúrgicas para não produzir provas. Outra marca do garoto era a vaidade. Ele gostava de ver notícias sobre seus crimes, no quarto dele foram encontrados três jornais com reportagens sobre os assassinatos. “Ele disse que se sentia bastante capacitado”, conta a delegada Maria de Lourdes Cano.

Ele também guardava objetos relacionados aos crimes, como a blusa e uma pulseira de Gleice, o celular dela e o de Letícia. Quando a polícia chegou à casa do adolescente, encontrou o canivete usado para escrever a palavra “INRI” no corpo de Catalino, ainda com a mancha de sangue.

Foram encontrados no quarto do adolescente posters do “Maníaco do Parque” e de um diabo. Havia revistas pornográficas, onde ele avaliava o perfil das garotas para ter um parâmetro de como classificar as vítimas como "vadias" e foram apreendidos dois CDs, cujo conteúdo não foi informado. Foi achado, ainda, um envelope de cor azul, dentro do qual havia um papel com nome das vítimas, escrito em vermelho. Dentre elas, está a moça que foi abordada, mas que ele desistiu de matar, de nome Carla. A frente uma barra e a palavra “salva”.Os pais do adolescente, segundo apurou a polícia, não desconfiavam do envolvimento dele nos crimes. Segundo familiares das vítimas, o pai dele era vigia e dava aulas de caratê.

O adolescente está apreendido na Deaiji e, conforme a Lei, deve cumprir medida sócio-educativa em unidade de internação, por no máximo 3 anos. 

Fonte: Campo Grande News

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Maníaco do canivete obrigava vítimas a praticar sexo

Folha Vitória



Foto: Reprodução TV Vitória
Vítimas prestaram depoimento e reconheceram o maníaco do canivete
Um homem acusado de usar um canivete para estuprar mulheres em Cariacica acabou preso pela polícia nesta quarta-feira (7). Vítimas prestaram depoimento e reconheceram o acusado que, segundo elas, agia sempre do mesmo jeito. Entre as mulheres está uma adolescente de apenas 15 anos.
“O rapaz me abordou, colocou o canivete no meu pescoço e pediu para que eu beijasse o rosto dele. Pediu que olhasse para frente e me comportasse como se eu o conhecesse. Eu estava sob a pressão de um canivete o tempo todo. É uma pessoa muito tranquila, fria... Faz tudo com muita tranquilidade, como se não fosse a 1ª, 2ª ou 3ª vez”, contou uma das vítimas, que não quis ser identificada.
Ela conta que durante todo o tempo tentava conversar com o maníaco. “Fui bastante violentada, mas não pude reagir. Tinha que me manter calma o tempo inteiro para que ele me poupasse a vida. Estava mais preocupada com a minha vida e, por isso, não houve agressões maiores, de deixar marcas no braço ou no corpo, além do ato mesmo”, acrescentou a mulher.

Foto: Reprodução TV Vitória
Uma vítima contou que era virgem até o maníaco do canivete a violentar
Outra mulher teve um rim transplantado meses antes do estupro. Ela contou que era virgem quando o bandido a abordou ao sair de casa. “Depois que estava em casa, ele me ameaçou o tempo todo de morte. Era muito frio e calculista”, lamentou.
Após o estupro, ela ficou completamente traumatizada. O coquetel de medicamentos, com cerca de 30 comprimidos que eram tomados todos os dias, teve que ser suspenso. Por pouco não perder o rim doado pela irmã, que morreu na cirurgia. “Eu acabei ficando prisioneira por causa disso. Tenho medo de sair na rua, de alguém me perseguir... Tenho medo de tudo agora”, acrescentou a mulher.
Segundo a delegada responsável pelo caso, Tânia Zanole, o que chama a atenção é o modo de atuação do agressor. “Ele sempre utiliza canivete para ameaçar as vítimas e obrigá-las a fazer sexo com ele. Tudo sob completo terror. Inclusive, ele sempre fala para as vítimas que quanto maior a resistência, mais tesão ele sente”, disse.